Cosmopolitas? Não, ainda somos bairristas.

Gustavo Gitti

por
em às | Atitude, Debates, TEDx


Um dos discursos mais comuns sobre a Internet envolve se empolgar com o acesso ao conhecimento, citando o Projeto Gutenberg (“Você pode ler mais de 30.000 livros!”), e com as redes sociais, afirmando de peito cheio que é possível falar com qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo.

Mas será que usamos a rede internacional de modo internacional? Ou estamos usando um avião para ir de um bairro a outro?

Para evitar a desculpa da barreira linguística, preciso a pergunta: quantos papos com pessoas de Portugal você teve na última semana?

"Cara, ela mandou umas dez fotos assim, peladona. Agora preciso ir pra Portugal!"

Ethan Zuckerman e o “Cala boca Galvão” no TED

Ethan Zuckerman, pesquisador sênior da Berkman Center for Internet and Society (Harvard University), usou a pegadinha “Cala boca Galvão” para mostrar que ela só foi possível pela completo desconhecimento americano da cultura brasileira. É esse o argumento de partida de uma palestra excelente.

“Se você é um geek branco americano, você tende a interagir com outros geeks brancos americanos.”

“Vemos as pessoas que já conhecemos e as pessoas parecidas com as que já conhecemos. E tendemos a não ver o quadro mais amplo.”

De fato, o seu mundo é feito com tudo aquilo com o qual você interage. Se você não interage com islandeses, você praticamente vive em um mundo sem islandeses. É como se você estivesse num bar cheio de ruivas e você nunca sequer as visse! Isso acontece se entendermos o bar como sendo a Internet e também como sendo o mundo.

Zuckerman fala em bolhas de filtragem para mostrar como o tamanho do nosso mundo pode ser estreitado ao ponto de apenas nos relacionarmos com gente parecida, que fala, pensa, age e vive mais ou menos do mesmo jeito que nós. Um soco direto na nossa ferida – basta listar as pessoas com quem você fala no Twitter ou com quem troca email.

A palestra avança muito mais. Deixo o vídeo com vocês para seguirmos o papo nos comentários. Tem legenda em português, basta selecionar no player do TED.


Link TED

“Não é suficiente a gente tomar a decisão pessoal de querer um mundo mais conectado, amplo, vasto. É preciso repensar os sistemas que temos. É preciso corrigir nossa mídia, a Internet, a educação, nossas políticas de imigração… temos que procurar jeitos de ampliar a capacidade de descobrirmos coisas ao acaso, expandir as traduções entre as línguas do mundo, acolher e celebrar as figuras que fazem as pontes e as conexões, e descobrir como cultivar a xenofilia. É isso que estou tentando fazer e preciso de sua ajuda”
–Ethan Zuckerman

TEDxAmazônia

Este é o primeiro post em nosso canal especial de apoio ao TEDxAmazônia, que será realizado nos dias 6 e 7 de novembro num auditório flutuante no Rio Negro. Serão cerca de 45 palestras sobre o tema “Qualidade de vida para todas as espécies do planeta”. O público foi selecionado e participará de graça. As inscrições estão encerradas, mas avisamos várias vezes pelo Twitter.

Uma parte da equipe PdH estará lá. Seguiremos escrevendo sobre o TEDxAmazônia e sobre ideias que merecem ser compartilhadas. Abraços!

Gustavo Gitti

Quase professor de TaKeTiNa, baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É editor do PapodeHomem, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e caseiro da Cabana PdH. No Twitter: @gustavogitti.


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31 comentários

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  • http://www.facebook.com/wsuzin Willian Suzin

    Exatamente sobre isso que eu pensava esses dias… e acabei de ter a felicidade de dias depois, sair do bairro e tomar o mundo…

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    Ótimo texto! Tocou exatamente na desculpa que eu usaria “quantos papos com pessoas de Portugal você teve na última semana?” Me fez perceber que se eu não falo com pessoas de outros países é pelo simples fato de que eu me acomodei a isso, e via a barreira linguística como desculpa pra isso, mesmo querendo o contato com pessoas de fora!

  • Eduardo Amuri

    Muito inteligente. Estou adotando o conselho postado nos comentários do site (oficial) do TED:

    “At first when i heard this talk i immediately wanted to go on a rant on how true Ethan was in saying our constant fb sharing, retweeting and digging were turning us into digital sheeps . But then i thought about my own reading online sure i read stuff on CNN,NY Times and stuff from my own country. But i’ve never really bothered to read an opinion column from say a Chilean newspaper or a blog from a Maldivian. So in rewiring the world i’m gonna start with me, expanding my reading articles and retweet, fb and digg what i read, and with more people doing that hopefully we can break our own constructed borders”

  • http://twitter.com/arkytekno Tiago Diniz

    Moro no exterior e vejo que o brasileiro é um dos povos mais abertos a novas culturas e interaçao com outros povos, ao contrário do europeu que é desconfiado. Entao vejo este problema muito mais no lado dos gringos.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Tiago,

      Eu não sei, cara. O ponto não é bem interação com outros países, mas o tamanho do nosso mundo. Por exemplo, é muito comum restringirmos nosso contato a alguns grupos sociais e mal conhecermos gente que pensa diferente, age diferente, mesmo na nossa cidade.

      Quando comecei a sair do meu mundinho (trabalho, faculdade, amigos), passei a transitar entre outros grupos (sei lá, os bolsistas da dança de salão e todo aquele mundo, pra citar um exemplo) é que vi o quanto nosso mundo fica pequeno se restringimos as conexões.

      Hoje falo com pessoas do Brasil inteiro todo dia (pelo CEBB, principalmente), meus contatos via Taketina são mais nos EUA, mas mesmo assim acho muito pouco perto das possibilidade de nossa mente e da Internet.

      De Portugal, por exemplo, sei que tem leitores do PdH e no Não2Não1, mas já troquei alguns papos sobre Ken Wilber por email com apenas um cara. É nada, praticamente.

      Abração.

      • http://fromvictorwithlove.com/diario Victor Lee

        Gitti, e não é engraçado, quando começamos a criar novos círculos sociais, como os antigos acabam muitas vezes se sentindo incomodados? Como foi a reação da turma do seu mundinho antigo?

      • http://twitter.com/autoramajj Jonas Jeske

        Essa pergunta é muito capciosa !! Vale um post essa reflexao do Victor Lee.

  • Nandi

    eu moro em portugal e leio o papo de homem! =) mas ja vivi no brasil e em guine´-bissau, entao a minha bolha e´ so´ um pouquinho maior do que a maioria. Ultimamente decidi estudar sobre algumas regioes/paises para depois visita-los de ferias. Acho uma maneira legal de entender melhor os contextos, a historia e os porquês. Muito boa a palestra, como alias a maioria das palestras do TED.

  • Geraldo

    Photoshop FAIL!
    Não pude ignorar as pernas andarilhas sem cabeça por trás do homem com o laptop na 1ª imagem. Sinistro…

  • http://osexoeasmulheres.blogspot.com Deb.

    Complicado isso. Começa na barreira da língua (tirando Portugal, é claro). Tradutores automáticos são terríveis, e se corre o risco de entender tudo errado. E como querer que os internautas sejam fluentes em inglês, pelo menos, se nem o português eles andam falando direito?
    Mas acho super pertinente tocar nesse assunto. A internet pode sim abrir um mundo enorme. Fazer com que as pessoas saim de seus “quadradinhos” limitados. Mas para isso é preciso interesse… e algum esforço.

    Beijo,
    Deb.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Sabe Gitti, eu sinto que tem um pouco disso. Por exemplo, eu sinto que a maioria das pessoas com quem eu costumo conversar no msn ou mesmo trocar recados e discutir em outras redes sociais são efetivamente pessoas que eu convivo. E quase totalidade delas tem o mesmo nível de escolaridade e cultura que eu tenho.

    No entanto, eu também pude perceber que existem pessoas com as quais eu convivo no mundo virtual que dificilmente teriam espaço para convivência no mundo real, pelo estilo de vida que levam e ambientes que freqüentam. Eu acho que a internet apesar dos filtros ainda é um território neutro por permitir esse tipo de interação.

  • http://profiles.yahoo.com/u/Y5YX4CZJVPLQMJVSXO4KXXCZNM Felipe

    Eu sou bairrista pelo simples fato de que quero que meus contatos na internet sejam de pessoas que eu conheco pessoalmente. Tive oportunidade de “conhecer” pessoas de varios paises (jogos online são ferramentas poderosíssimas pra isso) e por mais que seja uma experiencia enriquecedora, vejo a internet apenas como um meio de me comunicar com quem eu conheco.

  • http://twitter.com/fabioloezer Fabio Loezer

    É verdade, nunca parei pra pensar dessa maneira, é incrivel pensar para o que podemos utilizar a internet.

  • http://www.facebook.com/marcotuliopires Marco Túlio Pires

    Entrar em contato com pessoas de culturas, tribos e até idiomas diferentes é importantíssimo para a abertura constante da mente. Qualquer pessoa que tenha visitado/morado em outro país ou mantenha algum tipo de contato com essas pessoas poderá dar testemunho disso.

    Porém, talvez essa postura (a de procurar ativamente expandir suas fronteiras) deva partir de uma premissa pessoal mais do que de uma premissa determinista. Algumas pessoas estão satisfeitas com seu desempenho na internet, no bairro, nas interações sociais… seja por ignorância — no sentido de não saber o que há fora da caverna — seja por opção — por ter visto o que há lá fora e decidiu se posicionar dessa maneira.

    Um ponto de partida interessante para chegarmos no que o Ethan está propondo, e até extrapolarmos, poderia ser investigar, em nível pessoal, o que nos motiva a expandir nossas fronteiras, a nos conectarmos com pessoas diferentes, com diversas culturas, etc.

    Parece que esse “mundo conectado” ainda passa pela proposta inicial de Douglas Engelbart, criador do mouse, da interface de usuário e dos pilares da internet que conhecemos hoje: “A solução de problemas complexos que ajudem a acelerar a caminha da homem”. Basta lembrar da mobilização mundial para problemas extremos como a pandemia da H1N1 ou a crise econômica de 2009. Ou então, para a celebração do conhecimento como o prêmio Nobel. Ou ainda, a mobilização mundial frente a questões de conflito, como as eleições presidenciais no Irã. Estamos falando de ferramentas de interação que surgiram há pouco mais de 50 anos.

    O próximo passo, talvez, já esteja sendo dado mas ele escapa à nossa percepção imediata.

    Parabéns pelo post!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Pois é, Marco, concordo contigo. Expandir apenas por expandir não faz sentido. Isso não é o foco, o fim, mas um meio. Tanto é que para muitas pessoas o melhor mesmo é se conectar com os vizinhos, não tanta com gente de outro país.

      O importante, na minha visão, é que nosso mundo seja amplo e isso se faz com exposição outros mundos. Muitas vezes tudo o que precisamos é entender como nosso amigo pensa e em que mundo ele vive, às vezes só isso já é um puta desafio.

      O que achei do caralho essa palestra é a questão do Twitter e da web. Desperdiçamos a chance de abrirmos nossa mente seguindo pessoas que estão imersas em outras realidades ao nos distrairmos com links engraçadinhos que nossos amigos enviam, por exemplo.

      Abração.

  • Jefferson

    E olha que emgraçado, a maior razão pra nós, visitantes dessa página realmente vermos o vídeo, é porque ele comenta sobre um fenômeno cultural da internet (Ou meme, se preferir) que foi nosso. É uma ponte, essencialmente, pros assuntos dele.

    O Felipe comentou sobre os MMOs que ajudam a juntar culturas, e realmente é, foi o primeiro e único local que eu consegui contato com portugueses e angolanos.

  • Nandi

    Eu moro em Portugal e leio o PdH. Mas já vivi no Brasil e em Guine-Bissau, um pais africano que a maioria de vcs tem de olhar no mapa para se situar. Isso faz de mim uma ponte, do ponto de vista dos meus amigos, que são de todas estas partes. Mas por mais que os meus horizontes não sejam mais tão estreitos a minha bolha e´ apenas um pouco maior do que a da maioria das pessoas. Achei super bacana esta palestra do TED, como alias a grande maioria delas. Ferramentas como o “couchsurfing”, para quem gosta de viagens, permitem amizades extra-fronteiras e entender um pouco como vivem “os outros”.

  • Nandi

    Eu moro em Portugal e leio o PdH. Mas já vivi no Brasil e em Guine-Bissau, um pais africano que a maioria de vcs tem de olhar no mapa para se situar. Isso faz de mim uma ponte, do ponto de vista dos meus amigos, que são de todas estas partes. Mas por mais que os meus horizontes não sejam mais tão estreitos a minha bolha e´ apenas um pouco maior do que a da maioria das pessoas. Achei super bacana esta palestra do TED, como alias a grande maioria delas. Ferramentas como o “couchsurfing”, para quem gosta de viagens, permitem amizades extra-fronteiras e entender um pouco como vivem “os outros”.

  • Nandi

    Eu moro em Portugal e leio o PdH. Mas já vivi no Brasil e em Guine-Bissau, um pais africano que a maioria de vcs tem de olhar no mapa para se situar. Isso faz de mim uma ponte, do ponto de vista dos meus amigos, que são de todas estas partes. Mas por mais que os meus horizontes não sejam mais tão estreitos a minha bolha e´ apenas um pouco maior do que a da maioria das pessoas. Achei super bacana esta palestra do TED, como alias a grande maioria delas. Ferramentas como o “couchsurfing”, para quem gosta de viagens, permitem amizades extra-fronteiras e entender um pouco como vivem “os outros”.

  • Nandi

    Eu moro em Portugal e leio o PdH. Mas já vivi no Brasil e em Guine-Bissau, um pais africano que a maioria de vcs tem de olhar no mapa para se situar. Isso faz de mim uma ponte, do ponto de vista dos meus amigos, que são de todas estas partes. Mas por mais que os meus horizontes não sejam mais tão estreitos a minha bolha e´ apenas um pouco maior do que a da maioria das pessoas. Achei super bacana esta palestra do TED, como alias a grande maioria delas. Ferramentas como o “couchsurfing”, para quem gosta de viagens, permitem amizades extra-fronteiras e entender um pouco como vivem “os outros”.

  • Nandi

    Eu moro em Portugal e leio o PdH. Mas já vivi no Brasil e em Guine-Bissau, um pais africano que a maioria de vcs tem de olhar no mapa para se situar. Isso faz de mim uma ponte, do ponto de vista dos meus amigos, que são de todas estas partes. Mas por mais que os meus horizontes não sejam mais tão estreitos a minha bolha e´ apenas um pouco maior do que a da maioria das pessoas. Achei super bacana esta palestra do TED, como alias a grande maioria delas. Ferramentas como o “couchsurfing”, para quem gosta de viagens, permitem amizades extra-fronteiras e entender um pouco como vivem “os outros”.

  • Rafael Rendeiro

    Hah! Mas como meu mundo é pequeno! E eu achando que era o cara mais mente aberto do mundo. Tsc, tsc, tsc.

    Agora, qual o ponto de partida? É nesse momento que nos perdemos, não sabemos por onde começar. Dizemos: “temos que encontrar formas”. Mas, porra, dá um trabalhão encontrar essas formas! Se for seguir apenas minha mente, eu prefiro ficar jogando videogame ou navegar distraído pela internet.

    É foda como perdemos nosso tempo. E quando percebemos isso, não conseguimos parar de perder tempo.

  • Guest

    HAHA. Ainda não achei graça ou utilidade no Twitter. Só vejo frases soltas… sem nexo. Será que o Brasileiro não sabe usar o Twitter? Ou escolhi mal seguidores? Grande parte de quem conheço não tem Twiiter por ignorância, mas é bom eles estarem um pouco longe dele, se não iria acabar que nem o Orkut.

    Mas também tem as barreiras socias. Eu tento ser um cara aberto a experiências, por isso o meu jeito é de ser diferente dos meus amigos, ter gostos diferentes… Eu cresci com eles, mas decidi por escolher o que eu quero, não o que os outros querem para mim. Isso não é fácil.

    Mas procurar se globalizar, expandir não é tão fácil quando se tem pessoas te puxando para baixo…

  • http://www.facebook.com/BlackFelipe Luiz Felipe Rodrigues Rosa

    HAHA. Ainda não achei graça ou utilidade no Twitter. Só vejo frases soltas… sem nexo. Será que o Brasileiro não sabe usar o Twitter? Ou escolhi mal seguidores? Grande parte de quem conheço não tem Twiiter por ignorância, mas é bom eles estarem um pouco longe dele, se não iria acabar que nem o Orkut.

    Mas também tem as barreiras socias. Eu tento ser um cara aberto a experiências, por isso o meu jeito é de ser diferente dos meus amigos, ter gostos diferentes… Eu cresci com eles, mas decidi por escolher o que eu quero, não o que os outros querem para mim. Isso não é fácil.

    Mas procurar se globalizar, expandir não é tão fácil quando se tem pessoas te puxando para baixo…

  • 1bertorc

    Para não variar a tecnologia apenas fornece os meios, o que fazemos com ela é outra história, a superconectividade entre seres humanos é apenas uma possibilidade e vai levar ainda uma ou duas gerações para que as pessoas que realmente tenham acesso a essa tecnologia realmente se conectem.
    Ainda assim a coisa tem seus avanços… Algumas partidas da Copa foram mais vistas nos EUA que a final da NBA pex (muitos latinos, ok, mas nunca tinha acontecido antes, algo mudou), não adianta esperar para todos nos conectarmos… As coisas mudam aos poucos… É esperar para ver.

  • Marco Antônio

    Fico vendo as varias ferramentas de comunicação de hoje serem usadas da mesma forma que o telegrama do meu vô. É restringir demais as possibilidades que a tecnologia nos oferece.

  • Anônimo

    Yoa, excelente post! Usava intertnet assim desde 2003 , e tinha picos de conversas com gringos nos grandes eventos esportivos : Olimpíadas e Copas e mantenho uns contatinhos ou outros hoje e sou tachado de doido!

  • http://www.facebook.com/people/Luana-Bezerra/100001688282717 Luana Bezerra

    Com toda certeza usamos pouquíssimo as infinitas possibilidades da internet, é comum nos limitarmos ao mundinho ao nosso redor.
    Veja como ela é majestosa, estou conectada no meio da Floresta Amazônica, mais precisamente da Serra dos Carajás – Parauapebas – PA. Loge pra dédeu…
    Tenho certeza de que muitos nunca ouviram nem falar. É simplesmente a maior mina ao céu aberto do mundo inteiro, claro que é na Amazônia que é feita essa exploração….
    As realidades são totalmente diferente da maioria dos internautas do blog. A internet é para poucos e claro para os que são pacientes, pois a conexção é muito complicada, mas assim caminha a humanidade…
    Sucesso…

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Luana,

      Você faz algum trabalho aí na Serra dos Carajás?

      • Luana_sbezerra

        Na relidade moro na serra há 3 semanas, mas trabalho na cidade de Parauapebas, que fica uns 40min de carro. Você conhece essa região do país?

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Conheço nada, Luana, por isso perguntei. Aliás, se quiser escrever algo para o PdH sobre sua realidade aí, é só mandar pra gitti@papodehomem.com.br. Muitas vezes acho que o conteúdo do PdH fica com muito foco em outras regiões, pela simples razão de ser onde vivemos, mas gostaria de abrir isso.

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