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O problema com o movimento anti-corrupção

Alex Castro

por
em às | Debates, Frentes


Existe uma regra simples para medir a seriedade de um indivíduo, grupo ou movimento político:

Ele é contra algo que outros são a favor ou ele é a favor de algo que outros são contra.

Entendeu? Eu explico. Funciona assim:

Marcha (espontânea e apolítica!) contra Corrupção na Esplanada dos Ministérios em Brasília. 7/9/11. Foto: Cadu Gomes // Fonte: @LidPSDBsenado

Marcha (espontânea e apolítica!) contra Corrupção na Esplanada dos Ministérios em Brasília. 7/9/11. Foto: Cadu Gomes // Fonte: @LidPSDBsenado

Faz sentido uma marcha pela descriminalização da maconha… porque existem de fato pessoas e grupos e movimentos que são a favor da maconha continuar proibida. (E vice-versa.)

Faz sentido um político fazer campanha com uma plataforma de trazer mais religião ao Congresso… porque existem de fato pessoas e grupos e movimentos que acham que o Estado deve ser mais laico. (E vice-versa.)

Você pode até discordar desses objetivos, mas são objetivos políticos válidos dentro da arena da vida pública.

A ideologia de quem fez esse cartaz é justamente achar que só as pessoas de quem ele discorda têm ideologia – ele, não!

A ideologia de quem fez esse cartaz é justamente achar que só as pessoas de quem ele discorda têm ideologia – ele, não!

“Sou militante do Partido Pró-Cumprimento das Leis”

Nada pode ser mais vazio e demagógico do que se colocar fortemente em defesa de algo… que ninguém é contra!

Não faz sentido ser “a favor da vida” porque não existe ninguém contra a vida. Não faz sentido fazer a “defesa da família” porque não existe ninguém anti-família. São ambos rótulos vazios.

Nos dois casos acima, entretanto, apenas os rótulos são vazios, mas a luta política é real e válida. Ambos os lados sabem bem pelo que estão lutando e não se deixam enganar pela própria retórica.

Quem se diz “a favor da vida” não está defendendo o conceito abstrato de “vida” contra os malvados membros do lobby pró-morte, mas sim lutando para restringir o direito ao aborto contra opositores que acham que o direito ao aborto deve ser mais amplo. Ninguém está lutando nem contra a vida nem a favor dela.

Quem se diz “pró-família” não está defendendo o conceito abstrato de família contra os malvados membros do lobby “pela destruição da família”, mas sim lutando para restringir os direitos civis dos homossexuais contra opositores que acham que esses direitos devem ser mais amplos. Ninguém está lutando nem contra a família nem a favor dela.

(O fato de ambos os grupos acima usarem nomes de fantasia, marqueteiros e vazios, que soam bonito mas que não têm necessariamente nada a ver com seus verdadeiros objetivos políticos só demonstra que sabem que esses objetivos – restringir direitos de gays e mulheres – estão cada vez mais impalatáveis.)


Link YouTube | Meus heróis morreram de tanto tuitar.

Essas pessoas que marcham contra a corrupção

Nada pode ser mais vazio do que ser “contra a corrupção”.

O que quer dizer isso, afinal? Existe alguém pró-corrupção? Que ações práticas isso implica – além da pura retórica vazia? O que um pretenso político anti-corrupção vai fazer que já não seria sua mais reles obrigação? Por que não fazermos também uma campanha para que nossos políticos não atropelem criancinhas na faixa de pedestres? Faria sentido isso?

Como disse a presidenta Dilma, a luta contra a corrupção são os ossos do ofício de qualquer político honesto.

Definição de ideologia abaixo by Althusser, com direito a cachimbo de intelectual e tudo.

Definição de ideologia abaixo by Althusser, com direito a cachimbo de intelectual e tudo.

O que é ideologia

Essas pessoas que marcham contra a corrupção via de regra são as mesmas que se dizem apolíticas e que fazem desabafos como:

Sou apenas um indivíduo livre, não tenho raça, não sou afiliado a partido, não tenho ideologia, não me meto em política! Quero só ficar aqui quietinho no meu canto, trabalhando duro, cuidando da minha família, viajando, curtindo meus livros, sendo feliz! E quero que esses políticos corruptos parem de roubar, claro!

Certo ou errado, o problema de quem fala essas coisas é não perceber a sua própria ideologia.

Ideologia é o conjunto de ideias, saberes, preconceitos, etc, que permite que as pessoas se relacionem com e façam sentido da realidade: são as lentes através das quais percebem o mundo. Por isso, é ridículo quando alguém fala de ideologia como se fosse uma coisa necessariamente ruim, ou oposta à “verdade”. Não existe essa verdade a-ideológica: qualquer verdade será sempre apreendida através da ideologia de quem a vê.

A ideologia de se achar sem ideologia é uma das ideologias mais disseminadas em nossa sociedade, especialmente entre os bem-nascidos de inclinação conservadora, e serve de justificativa para todo tipo de apatia, especialmente da supressão do diálogo político na arena pública. Nesse caso, cometer a enorme redundância de marchar contra algo que todo mundo é contra torna-se apenas mais um sintoma dessa apatia em estado terminal.

Quem reclama de não aguentar mais “tanta ideologia” não é um livre-pensador descompromissado e apolítico tentando formar suas próprias opiniões, mas sim uma pessoa mentalmente preguiçosa e de cabeça fechada, que só gosta de se expor às opiniões com as quais já concorda e que se sente extremamente incomodado quando exposto à opiniões diferentes.

É impossível um texto não ter ideologia ou não estar totalmente imerso na ideologia do seu autor ou, no mínimo, da sociedade que o produziu. Quando você tem a ilusão de estar lendo um texto que não é ideológico, isso simplesmente quer dizer que o texto tem a mesma ideologia que você: logo, que a ideologia do texto é invísivel.

Ideologia é como espinafre no dente: a gente só vê o dos outros.

O cartunista Quino, pai da Mafalda, explica a corrupção e o compadrio.

O cartunista Quino, pai da Mafalda, explica a corrupção e o compadrio.

Teste os seus políticos

Convido os leitores a fazerem um teste.

De hoje em diante, sempre que um político, grupo ou movimento se auto-definir, façam a seguinte pergunta:

Alguém tem a posição oposta a isso?

Se um político afirmar defender “mais privatizações”, você se pergunta: existe gente que defende “menos privatizações”? Check. Existe. Então, são ambas posições politicas sérias e válidas. Escolha de que lado você está e bola pra frente.

Se um político afirmar defender “água limpa pra todos”, você se pergunta: existe gente que defende “água suja pra todos”, ou que algumas pessoas não devem ter acesso a água limpa? Não, claro que não existe. Então, é um discurso político vazio e demagógico. Não vote nesse cara.

Para a Revista Veja, criticar o capitalismo é ideologia mas ela mesmo não tem ideologia alguma.

Para a Revista Veja, criticar o capitalismo é ideologia mas ela mesma não tem ideologia alguma.

Todo mundo é a favor de tudo, mas quais são as prioridades?

A questão não é ser a favor ou contra “água limpa para todos” mas sim quais outras coisas devem ser despriorizadas para que se invista mais em “água limpa para todos”. Todo mundo é a favor de “água limpa para todos”, mas alguns são MAIS a favor de investimentos militares ou de subsídios agrícolas.

Eu, por exemplo, me sinto agredido sempre que vejo equipes da prefeitura fazendo paisagismo nos canteiros da Barra da Tijuca enquanto existem ruas da cidade que não tem aslfalto ou saneamento básico.

Se você é contra a corrupção, parabéns. Todo mundo é. Pare de chover no molhado e vá se engajar nos grandes debates do nosso tempo. Cotas raciais, código florestal, política externa, Belo Monte, tudo isso é mais importante do que faniquitos anti-corrupção que não levam (e nem poderiam levar) a nada.

Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. // todos os meus textos são rigorosamente ficcionais. // se gostou, me siga no facebook, compre meus livros ou faça uma doação. // não leio comentários dos meus textos. para falar comigo, mande um email.


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  • Dado Teles

    Gostei do “teste para políticos”. Interessante, nunca analisei as coisas dessa forma…

    • http://www.facebook.com/maranganha Félix Maranganha

      PMDB tem, em seus princípios ideológicos, o fisiologismo (palavra por sinal escrita em seus fundamentos). Fisiologismo = troca de favores. Logo, há quem seja a favor da corrupção.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

    Até porque ninguém procura debater a grande causa da corrupção, que em minha humilde visão está no processo eleitoral e no financiamento privado de campanha.

    Realmente Alex, é mais fácil se vestir de preto, se juntar a um monte de maria-vai-com-as-outras, tirar umas fotos e botar no Facebook e dizer que lutou firmemente contra a corrupção. A grande maioria que estava ali nem sabia quem estava por trás dessa arquitetação toda… ou seja, os velhos políticos de direita que, sem discurso, empunham convenientemente a bandeira da luta contra a corrupção.

    Eu não me presto a esse papel de indignado útil.

    • Anônimo

      Wagner,

      O grande problema da corrupção, de acordo com a minha lente, se chama brasileiro. Na verdade, o jeitinho brasileiro, a corrupção parece vir de berço. Culturalmente, somos treinados para conseguir vantagem em detrimento do outro, isso aumenta, com a “mania” de achar uma caminho mais “fácil” para conseguir as coisas (e olha, isso vai desde a furada de fila, até aquela propina básica para sair da blitz, passando pelo “parente que indica” ou “faz um favorzinho”). Ai some tudo isso a preguiça mental, que parece já ser cultural (se é imposta ou não, isso já é outra discução), e faz com que o brasileiro tenha preguiça de lutar por direitos, mais preguiça ainda em cumprir seus deveres, e muito mais preguiça ainda em refletir sobre problemas comuns a nação.
      Somando isso a dinâmica da política e do partidarismo brasileiro, bem, temos um “furão de fila” que vira deputado, vê nisso uma boa maneira de conseguir favores e dinheiro, entra em cena o Sarneysismo (le-se: trafico de influencia) e pronto, cenario perfeito para a velha e boa politica nacional, que entra ano e sai ano (e presidentes, deputados, senadores, prefeitos e etc), e não muda. 

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        A Itália também é um país bem conhecido por sua corrupção, onde a máfia penetra no Estado e atua livremente, sem maiores problemas. Você atribui isso ao “jeitinho italiano”???

        Corrupção existe em qualquer lugar do mundo. Muda a forma de atuação dos corruptores de acordo com a formação política e social de cada Estado, mas ela existe.

        Cabe a nós estudarmos os mecanismos que a promovem e combatê-los.

      • Anônimo

        Atribuo sim, são caracteristicas cultarais, e se você observar, tanto a máfia italiana, quanto a brasileira, possuem algo em comum: tráfico de influência.

        Precisamos estudar os mecanismos que provocam esta corrupção e combate-los, sim. E observar esta imposição/caracteristica cultural, que privilegia a corrupção, da forma que é feita no país, também faz parte deste estudo.

        Tanto a Italia, quanto o Brasil, são países com nível de corrupção gigantesca, e parte disso se deve a adventos historicos também, que são refletidos na forma de agir atual do povo.

      • Pedro Oliveira Sprejer

        para de chutar….Não importa tanto saber a origem da corrupção no Brasil. Aliás, ela já foi bem estudada por Sergio Buarque, Raymundo Faoro e outros. Não digo isso por obscurantismo. Mas você consegue ver como aqui a discussão pragmática sai de cena tão rápido? Vamos logo para um pseudo-pensamento abstrato. É hora de pensar em mecanismos, formas de combate. Mais em possíveis remédios do que na origem de um problema tão velho e enraizado… E parar de ficar reclamando que o Brasil é corrupto, que o povo é corrupto, que político é corrupto. Toda essa chatice sem efeito ou, pior, com efeitos nefastos.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        Mas esse tráfico de influência também aconteceu nos EUA. Podemos dizer que, a grosso modo, a crise de 2008 e a atual foram causadas por tráfico de influência. O presidente do FED e o presidente do Tesouro americano vieram  de instituições financeiras e barraram qualquer regulamentação sobre o setor. Ou seja, lá também houve “tráfico de influência”.

        Acredite, corrupção não é exclusiva nossa nem dos italianos.

        Aliás, recomendo nunca dizer que nossa corrupção é maior do que as outras, simplesmente porque não existem instrumentos nem indicadores capazes de medir a corrupção. Existem índices de percepção da corrupção por parte dos habitantes, mas que são altamente influenciáveis pelo comportamento midiático. Se a mídia tiver relações fortes com o poder público, o índice vai ser bem baixinho… 

      • Karine Fonte

        Na verdade, Wagner, a OMC e outros organismos econômicos internacionais têm “medidores” para a corrupção, através não de pesquisas de opinião junto ao cidadão comum, mas da avaliação de casos investigados nos tribunais regionais/ nacionais, pesquisas entre empresários de diversos setores, observadores permanentes… o Brasil está mal parado nessa lista, mas também estão países como a China (onde, aliás, tráfico de influências e prevaricação são mais comuns que pato laqueado), vários países do Sudeste Asiático e do Oriente Médio, a Índia (o sistema de castas gera favorecimentos ilícitos… nem todos os empresários são monstros papões corruptores – na verdade, corrupção atrapalha os negócios, deixa um bom projeto à mercê dos humores deste ou daquele autarca ou intermediário, por exemplo.

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Wagner a resposta para sua indagação é fácil.

        Brasil e Itália são países de cultura mediterrânea/Latina, e de famílias grandes.

        As diferenças entre os indices de menores de corrupção, ou a forma como se dá a corrupção em países anglo-saxões x países latinos é completamente ligado a forma de tradição familiar.

        Na Inglaterra por algum motivo, lá pelo ano de 1100 e 1200, é que começou a tradição de familias pequenas.

        No Oriente Médio, onde o modelo do “big family” e clãs ainda existem, as taxas de corrupção, nepotismo e afins deixam o Brasil lá trás. Não é mero acaso a tara daquele povo por ditadores.

      • dia

        O “mecanismo” que promove a corrupção é a própria impunidade. Corruptos, gente com esse tipo de intenção, tem em tudo quanto é lugar, mas se o meio não é propício pra isso, muitos corruptos não teriam a liberdade de atuar. Eu trabalho diretamente com ações civis públicas e vejo diariamente, primeiro: como é fácil roubar no Brasil através de licitações e como as pessoas são criativas pra isso; segundo: elas quase nunca são “pegas”, porque só se cumpre uma sentença condenatória depois que ela transita em julgado. Isto, contudo, não é o problema; o problema é que existe uma gama de recursos possíveis, que se arrastam durante uma vida, muitos deles interpostos apenas com efeitos protelatórios cujo objetivo é “impedir” o trânsito em julgado, que até chegar o momento de uma eventual prisão, anos ou décadas se passaram, e nesse ínterim, o dinheiro público, que deveria retornar aos cofres públicos, como efeito da sentença lá atrás proferida, já se “perdeu”. Soma-se a isso o fato de que com o cumprimento parcial da prisão, o regime logo progride para o semi-aberto. Soma-se a isso decisões de abrandamento total da eficácia das leis, como uma proferida pelo STF, por Lewandowsky,num processo que tramita na Vara onde eu trabalho, em que ele concedeu prisão domiciliar para um corrupto de mão cheia da cidade, tão somente porque não há no Rio uma cela de estado maior. Através dessa decisão, todo mundo que tem diploma, então, não pode ficar preso, porque no RJ não há cela de estado maior. Ou seja, o Brasil tem um meio muito propício à corrupção. Acho que não cabe a nós estudarmos esses mecanismos, porque a corrupção não é engendrada por nenhum mecanismo, ela é antes de tudo, fruto da impunidade; mas cabe a nós sermos mais ativos na política, exigindo mais de quem está no Estado, em algum dos 3 Poderes, principalmente daqueles que colocamos no Poder para gerir pelos nossos interesses, e que deveriam estar ali trabalhando para nós. Qualquer ato administrativo tem que ter como objetivo o interesse público. Isso é regra básica do direito administrativo de qualquer país democrático. Então cabe a nós, p. ex, exigir que a corrupção seja colocada no rol dos crimes hediondos. Agora, vc acha mesmo que não tem gente pró-corrupção?! Quanta “inocência” desse texto. Existe, e muita gente, só que, óbvio, é velado, o que, contudo, não deslegitima protestos contra a corrupção. Concordo que os protestos deveriam ser mais direcionados. Sou super a favor de um protesto contra a PEC 33, mas entendo também que em vez de nos posicionarmos rudemente em relação aos protestos que estão acontecendo, a gente pode tomar uma atitude mais solidária e tentar direcionar alguns protestos, na nossa
        própria cidade. Aqui na minha estamos fazendo isso.

      • Zack Carmo

        Sábias palavras!. Infelizmente temos q admitir q, todos nós estamos sucitos à essas características negativas.

    • Arivan

      Concordo, financiamento privado de campanha é um dos maiores facilitadores da corrupção.

    • Roberto

      Exato:
      (1) Financiamento de campanha -> Corrupção!
      (2) Impossibilidade de demissão do funcionarismo público -> Ineficiência Operacional!

      As duas principais causas raiz dos maus serviços públicos prestados!
      Como o povo pode usar toda esta visibilidade para atuar nestes temas!? Esse é o ponto!

      Reduzir a passagem de ônibus aumentando o imposto sobre a gasolina não é exatamente a solução do Brasil, mas se servir para compreendermos a força que temos..ok, vamo q vamo para a próxima reivindicação!

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com Wagner Villa Verde

    EXCELENTE O TEXTO !!

    Essa conversinha mole que somos obrigados a engolir inclusive em Noticiários importantes da TV são definitivamente A MAIOR DEMONSTRAÇÃO DA FALTA DE ENGAJAMENTO POLÍTICO DO NOSSO POVO.

    Ficar ali … de frente para TV … escutando o BLA BLA BLA das passeatas anti corrupção … ou anti CRIMINALIDADE é fácil !! Como o texto mesmo fala … ninguém será contra !!

    Complicado é sair da inércia do pensamento e vislumbrar o que realmente está acontecendo por trás de todo esse teatro que somos envolvidos !!

    Eleger um palhaça é fácil … quero ver quem acompanha seus atos na política !!

    Quanto ao discurso da Excelentíssima Sr Dilma … eu só melhoraria uma parte. Combater a corrupção não são OSSOS do OFÍCIO … deveria fazer parte da moral de todo sério político brasileiro e com isso um ENORME PRAZER !!

    • Laura

      Wagner, sinceramente, tu ja viu o manifesto da marcha? ja viu o video? Se tu ja fez isso então tu sabe que quem tá organizando tem sim acompanhado a politica brasileira! E que não é só contra a corrupção, se fosse eu não participaria, é pra acabar com os votos secretos dentro do congresso nacional. Corrupto encobre corrupto, e a gente n sabe quem foi que votou, absurdoo!
      E o engajamento? realmente concordo ctg, mas porraa, tá re-começando, ao invés de ficar só reclamando, o que é muito facil, os leitores e autores do pdh podiam usar a suas inteligencias, que eu sei que não é poca, pra melhorar, se engajar tb! porque acompanhar a politica é muito facil, e pra mudar?

    • Iuri Furtado

      eu tenho uma frase que escrevi que é assim  :
      O governo é apenas o reflexo dos pensamentos de uma sociedade …
      pergunta para alguem na rua , todos falar que todo politico é ladrão, sendo que alguns não são , temos que para de criticar corrupção e olhar para nos mesmos  ,enquanto um politico ta tentando ajudar o pais nos estamos aki parados sem fazer nada para contribuir , furamos filas ,não respeitamos as pessoas queremos tirar vantagem umas das outras , mas o politico pode roubar mas ajuda mais que muita gente que critica ….
      enquanto não evoluirmos como cidadões e pessoas o governo não vai mudar ,essas marchas contra-corrpução são bacanas , porque eles estão la tentando mudar o pais enquanto a maioria ta parada , a unica luta que temos para uma mudança em toda a sociedade é a luta interior de cada um ..

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Alex, entendo teu ponto de vista, de chover-no-molhado, mas um protesto anti-corrupção, ou uma marcha pela paz, ou qualquer outra solicitação óbvia, não mostra aos políticos que eles devem ter mais atenção a estes ‘detalhes’ (ainda que isto fosse, na verdade, um pressuposto mais que básico)? Se existe um partido pró-cumprimento das leis, é por que existe uma bandalha de gente que não cumpre, não faz sentido? Tenho a impressão que nós temos, sim, pessoas que são pró-corrupção em nosso país (mundo?).
    Acho que quando existe um movimento que põe na rua um sentimento e diz “não aguentamos mais corrupção”, isso funciona mais que não fazer nada. E esta, infelizmente, é uma presença muito forte entre muitos da nossa sociedade, a ação de não agir, não fazer nada, ficar sentado no sofá vendo JN e dizendo amém. Quando alguns levantam e vão à rua, tenho a impressão de que estamos melhorando enquanto cidadãos.

    • Victor

      Cara, quando estas marchas contra corrupção começaram, na hora eu berrei “a marcha tem é que ser em defesa da postura da Dilma, e não o discurso vazio de que se é contra a corrupção! Caso se proteste contra a corrupção, se dá a impressão que a corrupção é culpa da Dilma, que é o que a direita raivosa quer!”. 

      Casos se fizessem passeatas em defesa da postura da presidenta, isso estaria em oposição ao que quer o PMDB e toda a base aliada desgraçada. Isso sim provocaria debate e discussão de verdade.

      Até mesmo num movimento aparentemente apartidário e com ótimo intuito existe manipulação de “percepções” da sociedade e caso não exista uma boa parcela da população com lucidez, somos enganados direitinho! A vida é assim, os mais preparados tentando usar ao máximo os menos safos…

      • Laura

        A marcha é contra o voto secreto, pela quinta vez!

  • Anônimo

    … não posso concordar completamente, entendo que um protesto anti-corrupção é chover no molhado, porém o mesmo é puro reflexo de uma sociedade (pra não dizer juventude) que começa a abrir os olhos para os problemas do País e identifica a corrupção como o câncer no sistema político …

    Hoje é marcha anti-corrupção, amanhã pode ser coquetel molotov … é um processo e eu acho válido !

  • Anônimo

    Gente, muito obrigado pelo feedback até agora. :)

  • Renato Silveira

    Alex, perfeito seu raciocínio. Fui convidado para esta marcha. Não fui por considera-la muito genérica e meio modista. Pelo que eu vi esta certo, pois a adesão foi muito baixa. Faltou essência e ficou meio marcada como um protesto da elite, ai não “pega”.

    abraços

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    Tem mt gente dizendo: “existe gente que é a favor da corrupção sim”.

    claro que existe. assim como existe gente que não cumpre as leis e seria igualmente ridículo e redundante uma marcha pelo “cumprimento das leis”.

    a questão é que não existe ninguém que defenda a corrupção. não existe movimento pró-corrupção.

    • Laura

      Alex vc ja fez um projeto de pesquisa? Sabe a parte dos objetivos, o geral e o especifico? Digamos que o objetivo geral da marcha seja a corrupção, mas existe um especifico que é acabar com o voto secreto no congresso nacional. Sacou?

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Também se insere no conceito de ideologia a vontade de que as regras do jogo sejam fielmente cumpridas.

    O anseio por accountability é legítimo e perpassa a questão da ideologia, ainda que extra ou supra partidariamente. Tem a ver com um desejo de confiança nas instituições. Se pararmos pra pensar, o movimento tem até uma vocação libertária: vença a vertente ideológica que for, que ela implemente os valores que (diz) defender.
    O déficit ideológico mais importante é dos políticos. Por isso há quem se diga “a favor do cumprimento das leis” ou “contra a corrupção”. Óbvio que nenhum homem público se opõe a isso, pois o discurso seria insustentável num Estado Democrático de Direito. Mas eles agem contrariamente a esses lemas óbvios, daí surgem quem os defenda.

    O movimento por accountability já assumiu feições populares em outros países, sem que fosse questionada sua legitimidade ideológica e considero uma etapa essencial para o amadurecimento de uma Democracia. Como já disse, independente da corrente política que vencer (cada uma com suas prioridades), é desejável que ela se vincule ao programa ideológico proposto, sendo interesse de todos a sua fiel execução, sem desvios.

    E seria desejável que mais pessoas se envolvessem em movimentos supra ou extra partidários. É desses movimentos que os partidos políticos podem extrair legitimidade ideológica.

    Seria mais honesto Alex, intelectual e ideologicamente, resumir seu texto ao seguinte: “Esse movimento anti-corrupção nasceu na classe média e quem está no poder agora é o partido que eu apóio. Por isso tenho birra deles”. Não deixa de ser legítimo. Você e eles.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      “Seria mais honesto Alex, intelectual e ideologicamente, resumir seu texto ao seguinte: “Esse movimento anti-corrupção nasceu na classe média e quem está no poder agora é o partido que eu apóio. Por isso tenho birra deles”. Não deixa de ser legítimo. Você e eles.”

      Poxa, mas eu não sou honesto, nem intelectual nem ideologicamente, então não vou falar isso não.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Pela linguagem, vou supor que você tem formação jurídica.

    Se tem, sabe que casamento entre pessoas do mesmo sexo não é vedado em lei no sentido em que a interpretação dela se harmoniza com a Constituição. Se discordar, boa sorte ao discutir com o STF.

    E a única questão em que o governo atual e anterior se mostrou absolutamente coerente com o programa ideológico que difundem é a criação do Estado Palestino. E, sobre isso, me enchi de orgulho com o discurso da Presidenta defendendo-o na ONU. Ali o governo foi responsável com seus eleitores.

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

      hm… isso me faz lembrar do art. 226 da CF, e do voto do Lewandowski na discussão sobre a união estável gay….
      Kelsen rolou no tumulo depois daquilo…

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Kelsen devia ter rolado de lugares muito piores.

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

        Já pensou em ler o referido artigo Mateus?

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

        Ok, vamos fazer uma interpretação ampla de “homem e mulher” e distorcer a intenção dos autores do referido art. … novamente, lembro das palavras do Lewandowski… e do papel real do STF

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Faz sentido.

  • http://flaviomorgen.blogspot.com Flavio Morgenstern

    Acho que a grande questão do movimento anti-corrupção é que ela está tão entranhada na nossa política que agora simplesmente se vota e se pensa que é inevitável ser roubado. Não é. É bom lembrar que sempre vai ter quem reclame.

    É curioso que UNE, CUT e MST fechavam a Paulista todo santo bimestre em priscas eras. A idéia sempre brandida era a de que, quando um partido “diferente da oligarquia” subisse ao poder, tudo seria diferente. Não foi. E eles agora se calam. Faz tempo que não vejo manifestação da UNE fechando nada, como as várias em que chamavam a minha escola e eu participei, quando ainda era uma criancinha.

    Quanto à ideologia, concordo, mas não creio que essa “negação da ideologia” seja coisa de “bem-nascidos de inclinação conservadora”. Em primeiro, porque ser rico não torna ninguém conservador. Aliás, a porcentagem de ricos progressistas deve ser bem mais alta do que a de pobres progressistas.

    Em segundo, porque essa ideologia (de que ser conservador é coisa de rico egoísta querendo proteger o próprio rabo) é na verdade uma ideologia de negação: a maior parte da ideologia progressista se baseia em ignorar conservadores, liberais, libertários etc – não em chamá-los para o debate e refutá-los. É perguntar para alguém bem versado em Marx, Gramsci, Foucault, Deleuze, Marcuse, Lukács, Žižek, Agamben, Hobsbawn, Chomsky Negri ou Mészáros se eles conhecem algum liberal ou conservador. Se leram e perceberam erros na lógica deles. Se ao menos já ouviram falar em nomes como Sowell, Bastiat, Ortega y Gasset, Walter Block, Mises, Santayana, Jouvenel, Hayek, Croce, Huizinga, Chesterton, Vargas-Llosa, Muggeridge ou Szondi. 

    Nós sabemos qual a verdade. Enquanto os primeiros nomes são conhecidos até por quem não é de cada área, os segundos são escorraçados da Academia até em seus próprios saberes.

    Então, há ideologia a ser discutida até na acusação de que “só os outros” negam a ideologia.

  • http://flaviomorgen.blogspot.com Flavio Morgenstern

    Acho que a grande questão do movimento anti-corrupção é que ela está tão entranhada na nossa política que agora simplesmente se vota e se pensa que é inevitável ser roubado. Não é. É bom lembrar que sempre vai ter quem reclame.

    É curioso que UNE, CUT e MST fechavam a Paulista todo santo bimestre em priscas eras. A idéia sempre brandida era a de que, quando um partido “diferente da oligarquia” subisse ao poder, tudo seria diferente. Não foi. E eles agora se calam. Faz tempo que não vejo manifestação da UNE fechando nada, como as várias em que chamavam a minha escola e eu participei, quando ainda era uma criancinha.

    Quanto à ideologia, concordo, mas não creio que essa “negação da ideologia” seja coisa de “bem-nascidos de inclinação conservadora”. Em primeiro, porque ser rico não torna ninguém conservador. Aliás, a porcentagem de ricos progressistas deve ser bem mais alta do que a de pobres progressistas.

    Em segundo, porque essa ideologia (de que ser conservador é coisa de rico egoísta querendo proteger o próprio rabo) é na verdade uma ideologia de negação: a maior parte da ideologia progressista se baseia em ignorar conservadores, liberais, libertários etc – não em chamá-los para o debate e refutá-los. É perguntar para alguém bem versado em Marx, Gramsci, Foucault, Deleuze, Marcuse, Lukács, Žižek, Agamben, Hobsbawn, Chomsky Negri ou Mészáros se eles conhecem algum liberal ou conservador. Se leram e perceberam erros na lógica deles. Se ao menos já ouviram falar em nomes como Sowell, Bastiat, Ortega y Gasset, Walter Block, Mises, Santayana, Jouvenel, Hayek, Croce, Huizinga, Chesterton, Vargas-Llosa, Muggeridge ou Szondi. 

    Nós sabemos qual a verdade. Enquanto os primeiros nomes são conhecidos até por quem não é de cada área, os segundos são escorraçados da Academia até em seus próprios saberes.

    Então, há ideologia a ser discutida até na acusação de que “só os outros” negam a ideologia.

  • http://flaviomorgen.blogspot.com Flavio Morgenstern

    Acho que a grande questão do movimento anti-corrupção é que ela está tão entranhada na nossa política que agora simplesmente se vota e se pensa que é inevitável ser roubado. Não é. É bom lembrar que sempre vai ter quem reclame.

    É curioso que UNE, CUT e MST fechavam a Paulista todo santo bimestre em priscas eras. A idéia sempre brandida era a de que, quando um partido “diferente da oligarquia” subisse ao poder, tudo seria diferente. Não foi. E eles agora se calam. Faz tempo que não vejo manifestação da UNE fechando nada, como as várias em que chamavam a minha escola e eu participei, quando ainda era uma criancinha.

    Quanto à ideologia, concordo, mas não creio que essa “negação da ideologia” seja coisa de “bem-nascidos de inclinação conservadora”. Em primeiro, porque ser rico não torna ninguém conservador. Aliás, a porcentagem de ricos progressistas deve ser bem mais alta do que a de pobres progressistas.

    Em segundo, porque essa ideologia (de que ser conservador é coisa de rico egoísta querendo proteger o próprio rabo) é na verdade uma ideologia de negação: a maior parte da ideologia progressista se baseia em ignorar conservadores, liberais, libertários etc – não em chamá-los para o debate e refutá-los. É perguntar para alguém bem versado em Marx, Gramsci, Foucault, Deleuze, Marcuse, Lukács, Žižek, Agamben, Hobsbawn, Chomsky Negri ou Mészáros se eles conhecem algum liberal ou conservador. Se leram e perceberam erros na lógica deles. Se ao menos já ouviram falar em nomes como Sowell, Bastiat, Ortega y Gasset, Walter Block, Mises, Santayana, Jouvenel, Hayek, Croce, Huizinga, Chesterton, Vargas-Llosa, Muggeridge ou Szondi. 

    Nós sabemos qual a verdade. Enquanto os primeiros nomes são conhecidos até por quem não é de cada área, os segundos são escorraçados da Academia até em seus próprios saberes.

    Então, há ideologia a ser discutida até na acusação de que “só os outros” negam a ideologia.

  • http://twitter.com/LucasMalto Lucas Malto

    Acho que depende muito de como foi feito o protesto.
    Se foi apenas uma gigante reunião de pessoas dizendo “Não à Corrupção” de uma forma circense, ela foi efêmera e não valeu para muita coisa.
    Agora, se ela reuniu evidências da corrupção, fatos, nomes, números, datas, etc… Criticando não apenas de uma forma geral a corrupção, mas especificando casos; aí sim, deve ter feito alguma diferença.

  • http://www.cafecomamigos.com.br Cristiano Vieira

    Não acho que seja falta de ideologia lutar ou marchar que seja por uma causa em que todo mundo é a favor. Por mais que todo mundo seja a favor ao fim da corrupção, ela existe aos montes. Talvez o que falte nestas questões generalizadas, como disse o próprio autor do texto, é especificar medidas para que se revolva os problemas postos em pauta. Mas pra isso, não é em um protesto que se conseguirá, ele apenas se lançará como início de uma campanha maior e quando a causa tiver mais força, os lideres destes protestos colocarão em pauta junto as autoridades o que acreditam que possa melhorar os rumos legais para o fim da corrupção.
    Ao menos penso que deveria ser assim… posso sonhar né?

  • Rodrigo Cambiaghi

    Rola publicar esse texto de novo em época de eleição?

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    É por isso que ainda leio PDH! Boa Alex, excelente reflexão.

  • Rodolfo Viana

    Que orgulho do Alex.

    • http://www.facebook.com/people/Diego-P-Franco/100000753472959 Diego P Franco

      Que vergonha dos quem tem orgulho do Alex.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        que orgulho de quem tem vergonha de quem tem orgulho… péra… me perdi… que vergonha de quem tem orgulho de quem tem vergonha…. não… opa. deixa pra lá.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

     Desconsiderando o debate sobre os outros temas, já que o espaço aqui é restrito, você não tocou em nenhum momento das causas. Me parece que esse movimento anti-corrupção é um movimento moral. Ou seja, quem está lá apoiando se considera moralmente melhor que os políticos (corruptos).

    Já parou pra pensar no seguinte: você é realmente superior a eles? Ou já cometeu atos imorais?
    Quem são os políticos corruptos? Aqueles que a televisão e os jornais dizem que são? Ou tem mais gente? Será que todo político se considera moral, e portanto, pensa que aquele protesto não é pra ele, mas pros outros???
    Será que o problema é realmente moral, ou está nas leis penais que permitem muitos recursos e não promovem a adequada punição aos transgressores?
    O sistema eleitoral estimula a entrada no mundo político de pessoas corruptas, tendo em vista que são financiadas por particulares e deverão retribuir essa “favor” durante o exercício de seus mandatos?

    Pare de ser simplista! A sua indignação não vai fazer nenhum político adquirir moral e ética só porque você ficou putinho…

    • Laura

      E você deve ser alguem que com certeza faz algo de muito util pra mudar esse cenario triste em que vivemos hoje? Pelo menos eu espero que não seja tão simplista quanto os que tu acusa.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        Sim! Estou ajudando uma galera no interior de São Paulo a se mobilizar para fiscalizar a aplicação de dinheiro destinado à educação. Eles são pais de alunos que querem saber se as verbas que vão para a escola que seus filhos estudam está sendo bem aplicada.
        E isso graças a um artigo que escrevi aqui há um tempo atrás: http://papodehomem.com.br/como-se-tornar-um-cidadao-fiscal/

        Melhor né?

      • XKuei

        Todo debate é saudável até alguém começar a levar pro lado pessoal.

  • http://bitcount.com.br Marco Túlio Pires

    Alex, você fala de “retórica vazia” e depois de ter lido o seu texto é assim que o defino. Não poderia ter encontrado termo melhor para caracterizar o seu discurso. Lógica de jardim de infância. Fico triste de ver esse tipo de ponto de vista ser defendido na capa de um site respeitado como o Papo de Homem.

    Os extremos de um debate não são resolvidos em “existe alguém contra” e “existe alguém a favor”. E mesmo que fosse, no seu caso de defesa específico (a corrupção), existem pessoas a favor sim, como não? Não vemos políticos fazendo passeatas a favor da corrupção, mas aqueles que protagonizam a corrupção desse país são os maiores militantes do movimento “pró-corrupção”. 

    São eles que articulam e nutrem um dos lados desse debate. Nos corredores das repartições públicas, do congresso, nas trocas de favores escusas que sustentam o nosso país. Quer dizer que para fazer sentido ser contra a corrupção é imperativo que existam pessoas lutando a favor dela? E não existem? Você realmente quer dizer que não existem pessoas a favor da corrupção no Brasil? Abra os olhos.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      “Você realmente quer dizer que não existem pessoas a favor da corrupção no Brasil?”
      Eu acho q não existe ninguém que defenda a corrupção. Que não existe nenhum partido dos corruptos, ou movimento pró-corrupção. Mas isso tudo está dito no texto.”Abra os olhos.”

      Abri. E agora?

      • http://bitcount.com.br Marco Túlio Pires

        Ah, você acha. Então beleza. E o que é “defender” a corrupção? É necessário criar um partido para que se defenda algo? É preciso sair às ruas com faixas e caras pintadas? Com qual definição de “defesa” você trabalha?

        Já que estamos tendo uma discussão absurda, vamos partir para um absurdo ainda maior: como você pode garantir que não existam pessoas que defendem a corrupção? Certamente você deve ter algum dado oculto, alguma investigação além do achismo não inclusa no texto.

  • http://www.kuro-obi.com.br Alberto Brandão

    Não gosto é da putaria hipócrita que vem acompanhada dessas marchas. Para marchar contra a corrupção, você precisa primeiro não fazer igual é básico.

    Você estaciona em local proibido? Joga lixo no chão? Toquinho de cigarro na calçada? Pega aquela rua na contra mão, porque é rapidinho e ninguém ta vendo? Dirige bêbado porque com sorte não encontra uma blitz? Pede para sua amiga fazer aquele seu trabalho da faculdade, escreve a cola em um papel pequeniniiiinho para usar de consulta durante a prova, e de vez em quando ainda da uma olhadinha na prova do lado, só pra ver se está certinho? Trai sua namorada, porque afinal, se ninguém contar, ela não vai ficar sabendo né? Faz cara de paisagem quando a moça da padaria te volta o troco errado, e ainda retruca quando um amigo questiona: “Ué, ela quem errou não fiz nada”? 

    Todas essas atitudes são erradas, sabemos que são erradas, mas somos permissivos porque fazemos parte disso. Assim como os corruptos, se ninguém descobre, eles estão tranquilos.

    Muita gente sempre diz que sou “certinho demais”, mas acredito que para cobrar algo de alguém, você precisa ser exemplo, a moral te da o direito de reclamar. Não acabamos com o que ta errado fazendo bagunça na rua, acabamos fazendo o que é certo, e servindo de exemplo para os outros.

    O triste é morar num país onde o correto “otário”, e o legal é ser “malandrão”.

    • Renato Silveira

      Onde assino ?

  • http://twitter.com/rslima Ricardo Silva Lima

    Hmmm. Tenho uma ressalva a sua posição. Não acho correto afirmar que ninguém é a favor da corrupção ou contra a obrigação de seguir as leis. A maioria dos brasileiros não se importa com a corrupção (alguns acham que o corrupto está certo) e acha que as leis devem ser seguidas… pelos outros. 

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Talvez se considerarmos a ideologia não só como idéias e discursos, mas como um conjunto de práticas certamente vai encontraremos diversos grupos pró-corrupção (não só na classe política, mas na sociedade como um todo), grupos pró-poluição, grupos pró-machismo…

    Eu vejo dois problemas graves no movimento contra-corrupção. O primeiro é que o debate deles é restrito em ver corrupção como causada só pelo estado (de preferência pela classe política), enquanto esquece que a sociedade também corrompe. Talvez levar as pessoas a refletirem em como elas muitas vezes também corrompem fosse algo mais válido (coisas como incentivar as pessoas a não pagarem propinas, a denunciarem corrupção em seus ambientes de trabalho em vez de se omitir, a orientar quanto a quem procurar no caso presenciem algum abuso).

    O segundo é que apesar de muitas vezes os políticos jogarem para platéia e se moverem no sentido de atender as demandas sociais se isso garantir votos e popularidade, dificilmente os políticos corruptos de uma casa vão renunciar e dificilmente os outros membros da casa vão querer caçar esses elementos se o custo político para eles for caro.

  • Anônimo

    O interessante é toda essa discussão aqui mesmo no PDH e quem sabe em outros rincões da internet já validou o movimento anti-corrupção ainda que ele não tenha atingido seu alvo principal que acho que é o de extirpar de vez a própria (ufanista de mais, não?)

    Uma vez que um debate foi aberto com muitos pontos de vista bem interessantes, elucidativos e que provoca os leitores a conhecerem mais dos próprios ideais e da validade das nossas lutas tendo como estopim esses movimentos ati-corrupção ele já se fez importante. 

  • Rodrigo Queluz

    O problema dessas manifestacoes eh exatamente o vazio ideologico. Parecido com o Cansei. Ou a as manifestacoes pre-ditadura, pela familia. Como bem apontado pelo texto, eh como fazer uma passeata contra a maldade.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    ?
    Mateus, você não deve se lembrar. Estamos do mesmo lado do espectro ideológico. Nos momentos decisivos (segundo turno), sempre votei no PT.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Não atribui a corrupção a partido algum, exceto quando se trata do PMDB (e mesmo nesse caso há exceções notáveis, como a do senador Pedro Simon). Só não deslegitimo o movimento de saída.

  • Renato Silveira

    Putz ! adorei seu comentário. 

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Pode chamar de idealismo (você até já chamou), mas aposto que se sentarmos num boteco com os organizadores do protesto, cedo ou tarde chegaremos ao conceito de accountability. Tanto pela obviedade e inocuidade de sermos “contra a corrupção” (olha eu concordando com uma das premissas do texto!) e também pela aversão aos militantes partidários.

    Quanto a esse ponto, vejo aí sinal da desconfiança nessa forma de exercício da atividade política (política partidária). Assim, para se mostrar mais íntegro à sociedade, o movimento sentiu necessidade de se afastar de todos. Acabo chegando à sua conclusão, embora por outro caminho: é um dia triste na história de qualquer democracia quando um movimento repele a participação de um partido.

    Mas vislumbro a possibilidade de isso ser um exagero meu. Concordo que posso estar atribuindo mais substância ao movimento do que ele tem. Mas senti necessidade de levantar esses (prováveis) pontos, de forma a não desqualificá-lo de saída.

    E reduzindo meu argumento segundo a minha própria fórmula: “Esse movimento é importante porque na prática mostra que a corrupção também pode ser tratada pelo prisma da moral, embora permeado pelo funcionamento do sistema político e econômico, dando àqueles que desconfiam das instituições um meio que lhes parece legítimo para exercer sua demanda por accountability. Por isso eu desqualifico como falacioso o texto, por partir da premissa que a única forma legítima de exercício de uma demanda política é aquela calcada na atividade partidária e no debate ideológico.”

  • Renato Silveira

    Denisson, um protesto em que de 700 pessoas que estavam na paulista na manhã do dia 7/9, 10% foram de motos Harley Davidson, se não for um protesto da elite…

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    “Fazer protestos contra a corrupção é não mais nem menos do que protestar contra o governo vigente” <– tá aqui o grande problema visto por aqueles que são contra o movimento anti-corrupção.
    É tão inverossímil que "fiscalizar e fazer campanhas direcionadas contra políticos corruptos" seja um segundo momento, um desdobramento do que estamos vendo acontecer?

    Posso até estar atribuindo muito significado ao gesto dos protestantes, mas quem é contra não está atribuindo muito pouco ou até retirando significado?

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    Não vou responder às acusações, mas só pra clarificar: eu nunca militei nem fui filiado a nenhum partido e, olhando em retrospecto nos meus votos, não existe nenhum partido para o qual eu tenha votado mais que que os outros. Então, não entendi bem de onde veio essa idéia de que eu sou militante ou partidário. Eu sou político, como todo mundo, mas não tenho simpatia por nenhum partido.

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Daqui: http://www.interney.net/blogs/lll/2010/10/14/porque_voto_na_candidata_do_presidente_l/

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      Oi Tiago.

      Eu disse sim que votava na Dilma mas também, na mesma eleição, apresentei publicamente minha declaração de voto e havia candidatos de outros TRÊS partidos na lista. 

      Então, não entendi bem. Você acha que sou militante ou partidário desses QUATRO partidos? Devo ser o militante mais infiel do mundo!http://www.interney.net/blogs/lll/2010/09/02/declaracao_de_voto/

      Uma coisa é eu fazer um elogio a um partido, ou me declarar militante ou afiliado, ou dizer que votei na legenda.

      Mas você não pode inferir que sou militante ou partidário de um partido só porque votei em uma candidata nesse partido – ainda mais quando, na mesma eleição, eu declarei publicamente meus votos em outros três partidos.

      Enfim.

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Esse sisteminha de resposta não é bom.

      Fui confuso, é verdade.

      A militância (ou não militância) partidária não é relevante. Até porque aposto que estamos bem mais próximos no espectro ideológico do que pode parecer.

      Aponto o seu apoio ao governo atual como chave interpretativa do seu texto. Como também o é a referência irônica feita na legenda da foto que abre o post (movimento espontâneo e apolítico vs twitter ligado ao PSDB).

      A questão partidária é incidental e independe do argumento central  (no seu texto e no meu comentário) e foi trazida por outras pessoas. Foi mal.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    Algumas pessoas estão dizendo que o meu texto também é ideológico — como se isso fosse uma acusação inédita!

    Eu queria deixar claro que TODO texto, inclusive o meu, é sempre ideológico. Então, não faz muito sentido tentar desqualificar o texto assim. Se o texto apresenta uma ideologia diferente da sua, então critique a ideologia do texto. Mas simplesmente dizer que o texto é “ideológico” é raso, redundante e meio infantil.

    • Cesar Nic

      Gostaria de utilizar as palavras do Diego para lhe perguntar, somente por curiosidade:
      Você coloca nesse texto a política externa como sendo um dos “grandes debates de nosso tempo”, mas a pouco tempo atrás você publica esse texto:
      http://papodehomem.com.br/eu-nao-sei-o-que-esta-acontecendo-na-libia/

      Por favor, explique-me qual o seu raciocínio, pois estou um pouco confuso.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        a vida é confusa mesmo. 

      • Cesar Nic

        Confuso foi eufemismo. Seus textos não só pecam pela coerência como se contradizem. Achei que você, como sendo escritor, deveria ter uma boa explicação. Sinceramente gosto dos temas que você aborda, mas não vejo um bom desenvolvimento deles. Talvez ajude tirando a viseira.

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Cara, acho que você não entendeu a crítica válida que o Alex fez sobre o lance lá da Líbia. Releia-o, se quiser, de forma menos literal.

      • Cesar Nic

        Tiago, eu o li algumas vezes e realmente não entendi o ponto de vista válido. Acho válido a discussão do não acompanhamento das notícias, indico ler a dieta informacional que o Seiiti Arata falou sobre o caso do conflito no Rio, foi brilhante, e em nada tem a ver com o texto do Alex, que defendeu não saber “nada de nada” sobre os acontecimentos políticos da Líbia. Tudo bem ele não querer saber da política do mundo, é uma opinião dele, mas fazer outro texto falando que a política externa é um dos “grandes debates de nosso tempo” é totalmente incoerente e refuta todo o outro texto.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    É fake?

    Se não for, deixo meus parabéns. Espero que dê frutos. Abs.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    Juro que não consigo imaginar como dá pra ler meu texto e concluir que eu acho que o mundo é perfeito.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    “Sim amigão, e o que vc tá fazendo contra a corrupção? Criticar é facil, quero ver fazer algo melhor!”

    Eu estou 1) escrevendo textos (q é minha profissão) e 2) não corrompendo ninguem (q é minha obrigação). E vc?

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    “Sugerencia: Mudar de www.papodehomem.com.br parawww.papoderetardado.com.br.”

    passamos a sugerencia para a equipe tecnica mas parece que o dominio já estava tomado. Vc tem mais sugerencias? Queremos muito saber sua opiniao!

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    “Quanto ao cara que escreveu isso, parabéns por divulgar a sua opinião, é isso que torna a democracia rica. Só lembra que vc faz parte do grupinho da moda: os pseudo-intelectuais que criticam qualquer coisa.”

    O importante é estar na moda.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    Tudo o que falei sobre o movimento contra a corrupção tb se aplica ao imbecilíssimo e pueril projeto ficha limpa.

    • Victor

      Cara, por increça que parível, concordo plenamente contigo!!!

      PUTA BURRICE DE QUEM PUXOU O MOVIMENTO ACHAR QUE PODERIA MUDAR A POLÍTICA NO BRASIL COM ASSINATURAS, AO INVÉS DE PROTESTOS VIOLENTÍSSIMOS!!!

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    Cara, votei muito no Gabeira, por mais de dez anos, mas depois que ele começou a falar direitadas a torto e a direito, nunca mais.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    “Quem acompanha o autor sabe que o problema, mesmo, não é a manifestação, mas quem a fez”. 

    Hmmm… Quem fez? Ache que fosse um movimento expontaneo e apartidario….”Se fosse a CUT, para ele, era lindo.” Não acho nada de lindo na CUT. Vc já me viu falando bem da CUT? Tem link?”Não venha travestir seu discurso político com esse lero-lero verborrágico.”

    O texto todo é ABERTAMENTE, EXPLICITAMENTE politico. Onde foi que vc viu algum discurso político sendo encoberto ou travestido?

    • Rodrigo25_carvalho

      Qual é a sua opinião sobre as marchas contra a corrupção e por quê?

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    nem consegui entender se ele concorda ou discorda de mim…

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    confesso que depois de “insigne articulista” eu comecei a rir e parei de ler.

  • Aldo

    Eu sou a favor destas manifestações – mesmo eu não participando – considero que boa parte destas pessoas estão realmente indignados e revoltados com tanta roubalheira e ficar vendo falta de verba para educação, saúde, cultura, saneamento e etc…é inaceitável e rola muita indignação

    Discordo do Alex,  ideologia não compara-se a Hitler, existem idealistas e idealistas, e acredito que estes sejam do bem. Bom, têm muita gente reclamando, mas pelo menos eles estão lá né. 

    Se no meu bairro não tem água limpa, eu vou na prefeitura para que eles me deem uma água de qualidade, mas se eles demorarem ou não me derem uma água de qualidade (limpa) eu vou protestar..a população do bairro irá protestar

    Mas é isso aí aí Alex, acho que não adianta só mudar o resto, a gente é que tem que mudar.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Para mim tais manifestações é coisa da geração leite com pêra.

    Aliás manifestação “pacifica” é uma bizarrice política por si só, eu vejo “manifestação pacifica”, como pegar alguém que violentou sua esposa, e “protestar” contra tal pessoa com um cartaz.

    Quem protesta pacificamente contra o governo faz o mesmo que sentar como derrotado para negociar com aquele que é a priori o vencedor indiscutível(o governo).

    • Victor

      “como pegar alguém que violentou sua esposa, e ‘protestar’ contra tal pessoa com um cartaz” 
      hauhauahuah…. Cara, frase genial, tava querendo dizer isso ai, mas não fui capaz!

    • Anônimo

       ”manifestação “pacifica” é uma bizarrice política ”
      Martin Luther King, Ghandi,  Anna Hazare e palestinos não concordariam com você

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Metade desses ai tomam na bunda até hoje.
         
        Agora vamos a Gandhi: a Inglaterra já estava se livrando da maioria de suas colônias e perdeu a moral depois da Segunda G.M., é o mesmo caso da Holanda que tentou reaver a Indonésia, mas os Estados Unidos disseram “não”. Tanto a URSS como os EUA viam com bons olhos a descolonização do mundo.

        Sem contar que comparar o caso palestino, que vivem em territórios ocupados, ou com a India colonial, com a classe leite com pêra brasileira é pesado!!!

        Só perde mesmo para uns caras na Espanha querendo comparar os protestos dos mimados com os protestos no Egito, onde viviam numa ditadura de 40 anos.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Só lembra que vc faz parte do grupinho da moda: os pseudo-intelectuais que criticam qualquer coisa.

    Concordo, e digo mais: destes, o mercado já está saturado, tem Felipe Neto, tem o Pondé, o Calligaris e por ai vai…

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    edit 2: o bug continua. clico em “responder”, mas a resposta continua saindo no finall.

  • Renam Brandao

    Ia responder a alguns comentários. Mas desisti, pois parece que trolls estão chegando e estou contente com o riso que o debate promoveu.

  • Victor

    Cara, você não entendeu patavinas do que o Alex disse! 

    Pergunte-se: a Dilma está sendo conivente com a corrupção ou não? Até agora tudo o que foi denunciado pela mídia acabou tendo consequências políticas. Claro que deve ter muito mais caroço no angu, mas até agora ela, na medida do possível, conseguiu passar o recado de que não vai ser conivente com a corrupção no mesmo nível que o Lula foi. Todos os ministros que foram pegos com batom na cueca cairam, sem exceção!

    Caso se faça um protesto contra a corrupção, como a maioria da população irá interpretar a coisa? Irá imaginar que a corrupção está rolando solta e que ninguém está fazendo nada para restringi-la, não é? Sendo assim a população acaba ficando contra a presidenta, ao invés de apoiar o seu esforço TITÂNICO para coibir a roubalheira em larga escala. Ou seja, a probabilidade do tiro sair pela culatra com estes protestos é enorme, e vamos além, quem sabe eles acabaram sendo articulados e patrocinados exatamente por quem quer queimar a presidenta?

    Como eu tinha comentado antes, sem um pingo de criticidade a gente vira fantoche na mão de canalhas sórdidos e manipuladores…

    PS: Na verdade do texto do Alex não deu a abordagem que eu dei na meu comentário ai em cima, ela falou sobre outro aspecto…

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Augusto/100000559571953 Daniel Augusto

    O que pude compreender como sendo a opinião do autor é que não adianta nada fazer cartazes, pintar a cara e ir para a praça dizer que é contra a corrupção. É a mesma coisa do que tentar convencer um flamenguista a virar vascaíno pintando a casa de preto e branco e ficar gritando vasco, vasco, vasco durante horas.

    Concordo que há pessoas a favor da corrupção, mas ninguém vai convencê-las a mudar de ideia. Elas vão parar quando não tiver mais jeito de agir.

    Por exemplo, na fila do ônibus, se tem fiscal, ninguém fura fila. Se o policial é sério, ninguém vai tentar suborná-lo, entende?

    Na boa, não acho que o brasileiro é mais corrupto que esse ou aquele cara da Europa ou dos EUA. O problema é que temos mais coragem de nos corromper, seja por sermos fodões ou por não acreditar que isso nos prejudicará.

  • Victor

    Cara, colheram um porrilhão de assinaturas pelo ficha limpa e o que temos hoje? Um ministro do supremo dando gargalhadas e dizendo que a porra É INCONSTITUCIONAL! Não valeu pra essa eleição E TE GARANTO QUE NÃO VALERÁ PRAS PRÓXIMAS… Triste, mas esta é a mais pura realidade…

  • Anônimo

    Sim, Mila, concordo, coloquei realmente de forma bem resumida, mas o Shâmtia tratou de aprofundar um pouco mais, e você fez o mesmo. O jeitinho brasileiro é uma cosntrução cultural historica, e vem dos berços latino/ibericos, entra em cena o modelo de colonização, e até o proprio sincretismo cultural, presente em nosso povo. Por isso digo, que nossa “corrupção” vem de berço, que ela é também cultural…

    E obrigado por acrescentar ao debate ^^

  • Victor

    Só pra variar, mais um texto genial do Alex. Todos os meus parabéns cara, de verdade!

  • Laura

    Eu vou participar da marcha e não acho que isso seja um faniquito! Se não ninguem a favor da corrupção? bom, acho que os próprios corruptos não é mesmo? O negocio é que a marcha tem propósitos especificos: acabar com o voto secreto, que é um absurdo. Se o povo não se mexe é porque não se mexe, mas se faz alguma coisa é faniquito?
    E outra, não é apolitica e sim APARTIDARIA! –’

  • Laura

    “Todo mundo é. Pare de chover no molhado e vá se engajar nos grandes
    debates do nosso tempo. Cotas raciais, código florestal, política
    externa, Belo Monte, tudo isso é mais importante do que faniquitos
    anti-corrupção”
     Politica externa? Mas n foi tu que fez o texto sobre porque saber o que tá acontecendo na Líbia? Oo

  • Laura

    ok, continua então assistindo a roubalheira no jornal, reclamando com o amigo/mulher que assistindo com você e não fazendo nada além disso. ótimo exemplo de cidadania =)

    • Luiz

      E votem no PSDB! Aliás, aonde você estava quando o PSDB, o Collor, a ARENA, estavam no poder? Não existia corrupção naquela época? Porque não tinha marchinha da classe média naquela época?

  • Laura

    E eu imagino que você conheça os costumes de todas as 30mil pessoas que participaram da marcha em brasilia pra generalizar desse jeito?
    E nem venha responder que é a maioria, porque o que seria a maioria de 30mil? Você conhece pra falar?

  • Laura

    Só discordo com o fato de ser sem propósitos claros. A próxima que vai ser dia 12 de out. tem um propósito bem claro de acabar com o voto secreto no congresso nacional.

  • http://www.facebook.com/dorffazevedo Rodolfo Azevedo Germano

     desculpe Sra. Dora, mas nem essa falácia ad-hominem compromete a ideia central… sim, é óbvio q muita gente deve usar o movimento demagogicamente, hipocritamente e etc… AINDA ASSIM, é válido e não tem nada de vazio, pois há, sim, os comprometidos com a discussão, até a difusão e promoção do debate e que vão além do discurso, mesmo eu não achando isso primordial (ir além do discurso)… importante é não ser hipócrita… demagogo é o de menos (nesse caso)…

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    muito bom,

    Não lembro de cabeça o nome do autor, mas o sujeito fez pesquisas interessantes sobre isso, contudo o foco dele era o mundo anglo-saxão.

    A idéia central da teoria do sujeito, é que em países anglo-saxões, desde que surgiu a tradição de pequenas famílias, os níveis de corrupção social diminuiu.

    Quanto menos apoio ou depedência da familia, mais dependencia do meio social, isso faz com que o sujeito seja de um jeito ou de outro mais engajado socialmente. Esse modelo familiar diminui também a desconfiança social.

    Nos Estados Unidos, diferente do Brasil, o sujeito maior de 18 que ainda mora com os pais é visto como “Weird” ou “Loser”. O ritual de passagem para a vida adulta lá, é quando o rapaz sai de casa para morar fora, seja por causa de estudos ou trabalho.

    Enquanto no Brasil, esse ritual é substituido pelo casamento, reza o ditado popular brasileiro: “Só sai de casa quando casar”. Caras vivendo até os 30 com os pais não é motivo de chacota por aqui.

    Recentemente na Itália, Espanha e paises latinos, devido ao fenômeno de adultos vivendo de subsidios do estado e ainda morando com os pais, alguns governos então resolveram dar incentivos para eles sairem de casa e ir trabalhar/morar só, pesquisas de rua mostraram que mães italianas estavam revoltadas com essas medidas, afinal “só sai de casa se casar”.

    Não sei se existe hoje, mas até certo tempo atrás, inclusive, o solteirão que fosse morar só, para ficar só na farra comendo geral era alguém muito mal-visto socialmente, geralmente a imagem de tal sujeito era associado a drogados e criminosos.

    O modelo do “big-family”, faz com que o individuo “não exista” fora de uma familia.

    Vale tomar nota que sou conservador pró-familia e espero que não encarem o que escrevi como um discurso do tipo “temos que desincetivar a familia para acabar com a corrupção” …

    agora sobre ideologias:

    Não gosto de quem fica em cima do muro, neste ponto até meio que concordo com o Alex Castro e acho a reflexão bem-vinda.

    No meu ver, não tem como existir ao mesmo tempo um movimento contra a corrupção, mas que não seja contra o PT. O mal deve ser cortado pela raiz, portanto se formos acabr com a corrupção, devemos fazer a coisa certa e acabar logo com o PT.

    • Karine Fonte

      Fechado, não sei se a questão é bem por aí… nos EUA para o sujeito ser “weird” ou “loser” basta ser diferente. Permanecer na casa dos pais nem sempre é por preguiça ou apego infantil, mas falta de $ mesmo, e isso tem ocorrido muito na Europa de onde agora digito: jovens portugueses, espanhóis, ingleses, franceses, gregos que adiam a independência porque não têm como se manter ou, se têm, vão deixar os pais com uma renda menor. Então continuam somando duas misérias para formarem uma só pobreza.
      Acredito que a diferença de raciocínio entre mediterrâneos/ latinos e anglo-saxões tenha mais a ver com, imagine só, religião e um livrinho muito interessante, sobre a formação moral que norteia o Movimento Protestante: “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, de Max Weber.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1047770813 Marcelo Cruz

    As cúpulas dos partidos políticos são a favor da corrução

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1047770813 Marcelo Cruz

    As cúpulas de todos os partidos políticos são favoráveis a corrupção.

    Eles precisam pagar as contas da eleição…

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Henrique, eu não tenho uma resposta definitiva para isso, mas o que eu acredito muito é que toda reforma política começa por uma reforma na sociedade. Por isso que eu acho que talvez chamar a atenção para essas pequenas corrupções que as pessoas praticam no dia a dia fosse um primeiro passo talvez até mais importante…

    Eu acho que existem sim bons políticos que a gente não vê costumeiramente envolvidos em escândalos. Eu tenho visto um camarada que tem trabalhado forte contra essa questão da corrupção e que parece ser interessado em melhorar a eficiência do senado é Pedro Taques, o Cristovam Buarque me parece ser outro político sério, dentre outros. Eu acho que o “Vote na Web” tem um banco de dados interessante para você acompanhar encontrar políticos que se identificam com a sua visão de sociedade mais justa e mais honesta…

  • Cesar Nic

    Acredito que esses tipos de movimentos- que não podem ter oposição pública- servem para pressionar o governo para que as leis funcionem. É fato que ninguém vai a público defender corrupção ou assassinato, mas acho totalmente válido que a população do Pará, onde se encontra o polígono da violência, vá protestar de maneira pacífica(que ironia) para pressionar o Estado para que cumpra a lei e investigue e julgue os praticamente 150 mil casos sem solução para homicídios pelo país(*) Essa demonstração de indignação mostra que a população não é acomodada e está se engajando em temas políticos, serve para formar consciência política na população(o que é um avanço imenso), influenciar mídia, opinião pública, e pressionar o governo; pra mim esse movimento deveria vir com uma imagem do general Teixeira Lott, e usar o slogan: -cumpra a lei e puna os corruptos ou assassinos.
    Mas, quando percebemos que a lei é insuficiente para resolver o problema, devemos nos mobilizar para tentar mudar isso. Pode ser feito de diversas formas, mas se for seguir a estratégia de movimento pacífico, podemos protestar pelo “fim do voto secreto” ou ” maior transparência pública” para o caso da corrupção; talvez tivesse mais impacto, fato, mas não podemos fazer como o autor desse texto e descaracterizar um movimento popular totalmente válido.

    *http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/05/levantamento-aponta-mais-de-150-mil-homicidios-sem-solucao-no-pais.html

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Primeiro: haver punição coletiva para partidos onde haja corruptos. Sem punição coletiva, a própria noção de partido não faz sentido, ou votamos em partidos ou em pessoas.

    Segundo: uma espécie de “regicidio” politico/virtual para corruptos. Todo corrupto tem o seu grupo de apoio, NINGUÉM rouba sozinho sem aprovação do “chefe”.

    Tal “regicidio” deveria ter ocorrido na era Collor, como não houve, estamos ainda colhendo os frutos daquela época.

    Não sejamos hipócritas, quem trabalhou com area pública, sabe como funciona os “esquemas” e esses protestos me parece a coisa mais non-sense que existe. Se retira os corruptos atuais, entra outro grupo, pois a principal fonte de vazamento de divisas em coisas inúteis é legalizada( e esse rombo é muito maior que os mensalões da vida).

    Simplificando, mesmo retirando os corruptos atuais(a maioria processado por tráfico de influência e não necessariamente rombo nas contas públicas), o rombo permanece, como os gastozinhos “extras” com gasolina. E vão ainda ajudar Dilma a tirar os parasitas atuais, apenas para substituir pelos parasitas dela. Esses protestos são a coisa mais dilmista que já vi.

    • http://www.facebook.com/people/Diego-P-Franco/100000753472959 Diego P Franco

      E o que faríamos contra os que sonegam impostos, com as empresas que não emitem nota e os clientes que não a requisitam? O que faríamos contra os que violam a propriedade autoral com programas piratas, ebooks e músicas? O que faríamos contra aqueles que falsificam a identidade estudantil, os que ignoram os deveres e direitos no trânsito? E o que faríamos contra os que consomem drogas ilícitas, que migram ilegalmente para outro país? A passeata tem um valor simbólico importante, ela explicita o tema. A palavra corrupção fica na cabeça, as manifestações, por uma via ou outra, deixam o assunto aparente. Concordo que a passeata, por si só, não orienta mudanças objetivas, mas assume um papel de, quem sabe, ensejar novas posturas na sociedade.

  • http://www.facebook.com/marcia.meinert Márcia Meinert

    Concordo com vc Dora, apesar de me decepcionar inúmeras vezes com os candidatos que escolho, continuo votando e procuro saber tudo sobre os candidatos que estão concorrendo,assisto aos debates e nas ultimas eleições tive que escolher o menos ruim. Infelizmente essa é a nossa realidade desde o inicio dos séculos, podemos e devemos continuar tentando fazer a escolha certa por mais que as vezes pareça que estamos sem opções e como eu, na ultima eleição, tendo que escolher entre pessoas da qual discordo e não acredito. Sempre existira a esquerda e a direita, assim como os que ficam em cima do muro. Admiro os que tem opinião e trocam de lado de acordo com suas idéias. Pelo menos tentam acertar, gosto de um bom debate, como o que temos neste site, entre opiniões variadas, pelo menos tem se a chance de falar, ouvir e ser ouvido, discordar, concordar e mudar de idéia se o argumento for convincente. Acredito também que grandes mudanças se começa de pequeno, por isso temos o dever de tirar nossas crianças da ignorância, e ensinar-mos a elas o conceito do certo e errado e as conseqüências que terão as escolhas erradas, também, recentemente aprendi que não sabia nada sobre educação financeira, agora sei um pouco e estou ensinando a minha filha. È muito importante disseminar o consumismo desenfreado, para que sejamos no futuro menos dependentes de politicas entre governos, ensinamos pois, nossos filhos a serem mais espertos que os corruptos e os corruptores, que os governantes percam sem que percebam suas marionetes .Assim, devemos nos concentrar em educar nossos filhos culturalmente em casa, pois temos hoje um grande aliado que é a internet. Saindo da ignorância na moita sem que eles percebam , e chegara o dia que não teraõ mais tanto poder sobre nós e se tornaram  obsoletos. Parece Utopia, mas na verdade é um apelo a todos que já perceberam o quanto somos manipulados. A Educação nas escolas públicas, onde os professores hj são obrigados a passar de ano o aluno mesmo sem que este tenha condições, é uma prova da manipulação, por que terem jovens e crianças que pensam por si, que sabem fazer escolhas, quando é mais conveniente semi-analfabetos que pensam que estão formados e preparados pra o futuro. Como dizia alguém…” Vivendo e aprendendo, morrendo e nunca sabendo…”Ouvi do gaúcho da fronteira em uma música na minha infância e nunca mais esqueci. 

  • valmir marques

    ahhh bom..quer dizer que causa boa e séria pra se defender é o negocio da separação de garrafinha nas latas de lixo, é comprar de empresas “sustentáveis”, é usar a folha dos dois lados na impressora (sendo que o papel hoje utilizado é feito de eucalipto plantado pq vegetação natural já foi pro saco mesmo), 

  • Anônimo

    Caro Shâmtia,
    Não entendi o que é “regicídio”. A punição coletiva é fácil (de entender), mas “regicídio”… seria a morte político/virtual do corrupto e seu chefe? Explicaê. Quero entender!
    Quanto ao protesto ser inútil… é e não é. Vc nunca saberá se um visionário radical está fazendo estágio no protesto e aprendendo com os erros.
    Outra. Esses protestos servem bem para mostrar que a cada dia aparecem mais pessoas se manifestando. Se organizando. Muuitas pessoas do bem. Amanhã, Shântia, se alguém lhe mostrar o caminho para fazer valer a punição coletiva via protestos, aposto que iria.
    O que quero dizer é que nem grama cresce se você pisar nela todo dia.
    Mais hein, o que é regicídio, mesmo? Abs!

  • Rafa

    Muito bom o texto, o mais inteligente que li sobre esses movimentos de classe média conectada.De fato, tais manifestações não passam de modinha, sem nenhum foco específico e com toda certeza, sem nenhuma consequencia prática fora servir de fontes de imagem para a propaganda eleitoral da oposição(?).Em tempo, faço uma sugestão de leitura? Phelip Petit.

  • João

    É evidente que haverá grupos que tentarão ‘surfar’ em manifestações como essas, tentando avocar para si o apoio dos manifestantes, convertendo a insatisfação contra a corrupção em votos, posteriormente.

    Mas não jogue no mesmo balaio quem é honesto e quem não é. Chamar a todos de hipócritas confere um salvo-conduto a quem de fato o é para assim permanecer, sem qualquer reprovação.

    Quem está insatisfeito com o nível de corrupção nas diferentes esferas de governo não quer se beneficiar diretamente da corrupção ou é hipócrita. Tu não tem como inferir isso.

  • João

    É evidente que haverá grupos que tentarão ‘surfar’ em manifestações como essas, tentando avocar para si o apoio dos manifestantes, convertendo a insatisfação contra a corrupção em votos, posteriormente.

    Mas não jogue no mesmo balaio quem é honesto e quem não é. Chamar a todos de hipócritas confere um salvo-conduto a quem de fato o é para assim permanecer, sem qualquer reprovação.

    Quem está insatisfeito com o nível de corrupção nas diferentes esferas de governo não quer se beneficiar diretamente da corrupção ou é hipócrita. Tu não tem como inferir isso.

  • jucabox

    “chover no molhado”, “faniquitos anti-corrupção que não levam (e nem poderiam levar) a nada”"Nada pode ser mais vazio do que ser “contra a corrupção”Fico chateado de ler esse tipo de coisa a respeito da corrupção.Então o negócio é ficar calado e ser conveniente com toada a corrupção. Vamos sentar nossas bundas bem acomodadas em qualquer lugar que seja e vamos ficar parados, e deixar que o NOSSO dinheiro seja usado, desviado, queimado como bem entenderem. Vamos comentar e lutar por outras coisas, mas sobre corrupção não, pra que chover no molhado não é? É coisa de quem não tem o que fazer? Quem luta contra a corrução e expõe isso são apenas pessoas manipuladas por alguém e que não tem pensamentos próprios? Sua resposta é sim pra isso? Que beleza eim!fala sério!

  • Jules

    Pelo que eu entendi, o autor quis dizer que, mesmo que você faça uma passeata anti-corrupção, isso não vai fazer diferença alguma, porque, em teoria, ninguém é contra a corrupção. E como essa passeata é um ato público, ele tem que combater algo que também é público, algo que torne a discussão útil.
    Não existe o que discutir sobre corrupção. É reprovável e pronto. Passeatas não vão acabar com ela, apenas Educação e Ações Diretas!

  • Lucas

    E aí Alex, qual será o motivo mesmo de todos estarem se indignando num movimento pra colocar na parede os políticos que cada vez mais aprovam leis que beneficiam os corruptos?

    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/dilma-veta-medida-de-combate-a-corrupcao/

  • http://www.facebook.com/celotee Marcelo Celote Gotardo Gerber

    Todos são contra a Corrupção?
    Como assim?
    Se fosse realmente da forma como você frisou no texto, não haveria corrupção.
    Simples e lógico.
    Muitos ficam quietos e mudos ao saber que esse ou aquele político roubou o dinheiro que era para ser destinado à saúde, educação e outras prioridades.
    O que deveria ocorrer de fato é aumentar a punibilidade àqueles que são corruptos.
    Tornar corrupção um crime hediondo e não tentar maquiar a ideia do protesto, que talvez não tenha sido entendido por alguns e tentando de uma forma ou outra, fugir do foco principal da ideia do protesto, buscando uma forma de reduzí-lo, não pelo protesto em si, como estrutura, e sim de uma forma pontual…

  • Paulo

    discordo… com apenas uma coisa, é que existem sim pessoas a favor da corrupção, as pessoas que o praticam, pois se um politico pratica essa ação para bem próprio ele e com certeza a favor da corrupção. Assim essa seria um luta entre cidadães que sofrem efeitos da corrupção de maneira a afeta-los e políticos, empresários , e os familiares dos mesmo que de diversas maneiras os dão poder e privilégios.

  • Paulo

    discordo… com apenas uma coisa, é que existem sim pessoas a favor da corrupção, as pessoas que o praticam, pois se um politico pratica essa ação para bem próprio ele e com certeza a favor da corrupção. Assim essa seria um luta entre cidadães que sofrem efeitos da corrupção de maneira a afeta-los e políticos, empresários , e os familiares dos mesmo que de diversas maneiras os dão poder e privilégios.

  • Raskohlnikov

    Texto fraco e to até com preguiça de dizer porque.
     Alex, tu não gosta muito da Veja né? Queria ver tu dizendo isso pro Tio Rei. Ele simplesmente te estraçalharia.
    Abraços.

  • Convidado

    boa idéia!!!

  • Anônimo

    To cansando já de ter que enviar esse link pra todos que me questionam porque sou anti-anti-corrupção …

    GENIAL ALEX – Parabéns, diz no texto muito do que eu sempre tenho vontade de dizer, principalmente sobre a ótica na  ideologia.

    Obrigado !

  • Victoramawta

    Que viado sem noção. Quanto os políticos te pagaram pra produzir um texto de tão baixa qualidade como este? Ou no mínimo deve ser familiar de algum desses bandidos. Não adianta você querer comparar a corrupção com termos como vida, família, liberdade etc. Corrupção, mesmo sendo um ato negativo, pode ser passível de escolha, você pode ser SIM a favor da corrupção e é exatamente isso o que acontece em nosso país. A classe política tem plena noção de como a máquina funciona e a única coisa que fazem é se adaptar à ela. Levando em consideração que decidir não fazer nada, é também fazer uma escolha, chegamos a conclusão de que se calar diante da corrupção é, de fato, apoiá-la. Os políticos bons, que adotam o combate à corrupção como “ossos do ofício”, mais cedo ou mais tarde são obrigados a entrar no esquema senão são cortados. Todos sabemos que isso acontece e ninguém ao menos se pergunta o porquê ou como. Tudo isso mostra como é SIM válido o combate à corrupção, temos que livrar isso do nosso congresso e dos costumes do nosso povo. Acontece que ao longo do tempo a nossa educação vem sendo bombardeada e deixada de escanteio, fazendo com que o povo seja ignorante o suficiente para não distinguir o que é ético e o que não é, adotando assim a corrupção como o “jeitinho brasileiro” e passando a tratá-la como algo leviano. Seja menos idiota ao escrever seu próximo texto, por favor.

  • Templateseacessorios2

    Por favor né Bismark, não nos faça rir.

  • http://twitter.com/man00ts Manuela Esquivel

    “Não faz sentido fazer a “defesa da família” porque não existe ninguém anti-família.”

    Discordo disso, sou discípula do José Ângelo Gaiarsa ;)

  • Paco

    Me desculpem mas peço que pensem um pouco: o movimento “anti-corrupção” tem um oposto sim: tem os politicos que são “a favor da corrupção”… quem é velho suficiente lembrara’ de uma figura relevante, dos idos 70′s, que era senador pela ARENA (representante do regime militar) – um tal de Jose Sarney – declarou impudicamente à  pergunta de um reporter, sobre o que ele tinha a dizer a respeito da corrupção rampante de então (pois é, isso não é “invenção do Lula”), disse Sarney: “a corrupção ja é institucionalizada no Brasil…” Saiu nos jornais e ficou por isso mesmo. Portanto, o movimento anti-corrupção tem sim um batalhão oposto que cre que ser corrupto é uma prerrogativa conquistada por eles. E tem a parcela do povo que aceita passivamente… …então !?!?!

  • Lia Padilha

    Texto falacioso.. pouco lógico e pouco fundamentado. Nunca vi alguém falar explicitamente que é a favor da corrupção. Mas pensamentos como “rouba mas faz” são amplamente difundidos. Ou argumentos do tipo imbecis: “aahh tenho certeza que se vc tivesse no poder roubaria também, faz parte do sistema.” ou ainda “a corrupção faz parte da máquina estatal”. Dizer que é a favor da corrupção, assim nesses termos é difícil, mas a corrupção faz parte da nossa cultura, da ideologia dominante… então meu querido, só disse merda nesse texto aí. Ser moralista é uma coisa, ser a favor da ética, em seu sentido amplo, coletivo, nunca é vazio. adios. Lia Padilha

  • Lia Padilha

    Texto falacioso.. pouco lógico e pouco fundamentado. Nunca vi alguém falar explicitamente que é a favor da corrupção. Mas pensamentos como “rouba mas faz” são amplamente difundidos. Ou argumentos do tipo imbecis: “aahh tenho certeza que se vc tivesse no poder roubaria também, faz parte do sistema.” ou ainda “a corrupção faz parte da máquina estatal”. Dizer que é a favor da corrupção, assim nesses termos é difícil, mas a corrupção faz parte da nossa cultura, da ideologia dominante… então meu querido, só disse merda nesse texto aí. Ser moralista é uma coisa, ser a favor da ética, em seu sentido amplo, coletivo, nunca é vazio. adios. Lia Padilha

  • http://www.facebook.com/liadrumond Lia Drumond

    Que mundo vive quem diz que não há quem apóie a corrupção? Há, sim, muita gente interessada na manutenção do que aí está pq, por enquanto, não são estes alienados que estão fodidos… Aquela atitude de ‘farinha pouca, meu pirão primeiro’ é típica de quem desmerece movimentos populares que reinvindicam justiça.

  • Erica Minas

    Sempre que eu vejo essas marchas, eu lembro dos caras pintadas. E todos os debates políticos que aconteciam na internet (quando o orkut “bombava”), tinha sempre um balzaca pra encher a boca e dizer: “na minha época, os jovens eram mais politizados, nós ajudamos a derrubar o Collor….”. 

    Aham, Cláudia.

    Deixa esse povo encher o facebook de fotos, marchando a favor de um país melhor. Daqui há 20 anos, eles vão estar dando lição de moral na próxima geração “alienada”. 

  • Thiago

    Uma pequena discordância: acho muito radical essa ideia de que para um protesto ser válido é preciso ter uma visão oposta. 

    Vamos tomar o exemplo da água: é claro e óbvio que todo mundo, no campo discursivo, é a favos de água limpa para todos. Mas e as práticas? Sabemos que a exclusão econômica, a mercantilização dos recursos naturais e o alto preço do saneamento básico impede que enormes parcelas da população tenha acesso à água limpa e potável. Por tanto, embora não exista um discurso oposto, ao água limpa para todos, existe uma prática oposta. Se eu intitular um movimento “água limpa para todos” significa que eu compreendo que embora não exista um discurso oposto, exista uma prática oposta.

    Eu concordo com a ideia dos faniquitos da nossa elite, mas acho que mais nos ater aos nomes, devemos nos ater em quem pratica as ações, para julgá-las vazias ou não.

    Se, ao invés destas dondocas a marcha contra a corrupção fosse encabeçado por movimentos sociais, e com o mesmo nome? 

    Pra mim a coisa mudaria de figura pois embora todo mundo seja contra a corrupção, estes grupos tem algo a falar já que ele sofrem efeitos diretos e de forma mais severa das práticas corruptoras… 

    Enfim, como eu disse, só acho que não devemos nos ater aos nomes das coisas, mas sim àqueles que compõem estes movimentos.

  • Redantasdesign

    Não vou ter tempo para ler
    agora, depois comento com mais propriedade, mas por hora pelo tom dos
    títulos, posso dizer, é óóóóóbvio que a maioria é contra a corrupção,
    porém existe manifestação como essa porque existem aqueles que são à
    favor, olha só, os corruptos, à menos que more na Holanda. Outro dia vendo
    um programa do Jô soares ele fez um comentário parecido sobre a
    pedofilia, dizendo que achava cretino um movimento contra a pedofilia
    porque todo mundo era contra, hora pois, se todos são contra, então
    porque existe uma divisão antipedofilia, porque existem tantos sites
    pedófilos e mais porque eles faturam tanto, é óbvio que a maioria é
    contra, porém há aqueles que são à favor e não vão se manifestar, não por isso
    nós devemos ser apáticos. Muitos deles (políticos) aumentam o próprio
    salário, empregam parentes uns dos outros para evitar o sistema
    antinepotismo, superfaturam, fazem negociatas, enquanto outros
    congressistas, cortam todos os supérfulos e abrem mão dos “auxílios
    tudo” que só fazem aumentar, infelizmente esses últimos não são a
    maioria, e olha que coisa o tiririca na comissão da educação. Será que
    há maior interessado do que alguém que passou por todas as agruras da
    falta de educação? Devemos mesmo ficar quietos só porque a maioria é
    contra a corrupção? Essa minoria que é à favor detém poder que
    conquistaram nas urnas usando o clientelismo e como dizia “Montesquieu:
    quem tem poder tende a abusar dele”. Não nos eximimos da
    responsabilidade política apenas por votar, nos manifestar é deixar
    claro que parte da população está mais ativa nesse sentido e de que
    chegará o momento que certas atitudes serão verdadeiramente
    inaceitáveis, não porque a moral diz mas porque seu povo não as tolerará
    mais. Quando um deputado disse que eles fazem o que fazem porque a
    culpa é do povo, concordo com ele. Fazem porque permitimos que façam,
    agora essas manifestações são indício e talvez uma esperança de que um
    dia isso mude. Será que não devemos nos manifestar ou temos o dever cívico de fazê-lo?
     

  • Bruno Medina

    O texto tem uma reflexão extremamente boa no que diz respeito às ideologias, porém falha miseravelmente ao jogar a luta contra a corrupção no balaio das causas simplesmente “retóricas”.
    Sempre existiram e sempre existirão causas mais importantes do que esta ou aquela. Mas cada macaco no seu galho. Cada um atua na frente que julgar importante. Este é um ponto crucial da democracia.
    Lembrem-se que só somos “livres” hoje pois alguém lutou por isto no passado. 
    As conquistas se complementam e, apesar de na teoria, probidade ser obrigação de todos, quando nos encontramos no estado em que estamos no Brasil, nunca é demais brigar sim contra corrupção!
    Abraços!

  • Florzinha do jardim

    Olá, João, tudo bem?

    Em nenhum momento o autor do texto diz que está isento de ideologia. A ideia é que ninguém é isento de ideologia, na verdade. Assim, não tem cabimento o seguinte trecho do teu comentário: “[...] em trechos como ‘Quem se diz a favor da vida não está defendendo o conceito abstrato de ‘vida’ (…), mas sim lutando para restringir o direito ao aborto’ , ‘Quem se diz “pró-família” não está defendendo o conceito abstrato de família (…), mas sim lutando para restringir os direitos civis dos homossexuais’, o articulista mostra seus matizes ideológicos.”

    Se você aceitar o pressuposto segundo o qual todos têm ideologia, concebendo o termo como o conjunto de percepções e ações que estruturam e dão sentido à nossa realidade (e não apenas como esqueminhas de crenças políticas), é impossível que se diga e se aja sem levar em conta a própria ideologia. Você mesmo diz que é conservador e de direita, e, pela argumentação, prima pelo cumprimento das leis – ignorando talvez quem as produz e o jogo de forças implicado na criação de uma lei, que não raramente pende para a defesa de grupos e posturas hegemômicos (entendidos como tudo aquilo que tem mais poder e prestígio sociais). Dessa forma, provavelmente suas ideias vão ser conformes aos seus posicionamentos políticos e sociais ou à sua formação educacional e social. Eu igualmente, não posso ignorar que, por trás do meu texto, há matizes ideológicos, já que este meu comentário está estruturado de acordo com a minha percepção da realidade e com o sentido que atribuo a ela. Isto é, este comentário que por ora você está lendo está coberto de ideologia.

    Quanto à questão de haver ou não direitos civis por parte dos homossexuais, o autor poderia ter sido mais claro – existem direitos sim, mas ainda outros serão criados caso a comunidade gay os conquiste. De qualquer modo, se não existem certos direitos concretos a esse grupo, existem ao menos demandas da comunidade gay para a sua criação. Se você ler o artigo  trocando a ideia de “direito dos homossexuais” por “luta por criação de direitos aos homossexuais”, você vai ver duas coisas, sendo que uma complementa a outra: 1) o argumento central do artigo não fica comprometido. Ou seja, há movimentos sociais que são não apenas vazios e desnecessários pelo fato de a população como um todo ser contra os alvos combatidos por eles, mas também porque alimentam a apatia do povo e desestimulam um debate mais profundo sobre aquilo que deve ser priorizado enquanto luta política, fazendo-a acreditar que é suficiente lutar por algo a que ninguém ou quase ninguém se opõe, em vez de abraçarem as lutas que de fato são objetos de embates entre os diversos grupos sociais; 2) você está implicando com algo que, de modo geral, não é importante dentro do conjunto de ideias do texto.

    Sem mais.

    Abraços

  • Cilene

    Apesar de ser “papodehomem”, gostei do texto, muito oportuno já que agora vemos tantos movimentos contra a corrupção que não dizem A FAVOR DO QUE são, que mudanças na legislação, por exemplo deveriam ser feitas para dificultar a corrupção. Teríamos que virar a sociedade do avesso para criar um sistema onde fosse impossível a corrupção. Quantos estariam dispostos a isso???
    Mudando de assunto – por que “papo de homem”? E as mulheres, como ficam???

  • http://www.facebook.com/EdMamari Eduardo Bueno Mamari

    Meus amigos. O texto é bastante profundo mas, simplificando o raciocínio, a questão é: contra qual dos fatos estabelecido você vai LUTAR primeiro, e depois, e depois… até acabar com a corrupção? Como, de hoje em diante, você vai fazer acontecer uma sociedade honesta? Não adianta gritar que é “contra a corrupção” se você não se aprofunda o suficiente no “o que é a corrupção, como ela acontece e quais pontos atacar”. Eu, dentro da minha ignorância política, escolho começar (tardiamente, claro) a estudar melhor meus candidatos a voto a cada eleição.

    Espero ter ajudado.

  • Pingback: A condenação de João Paulo Cunha e a vitória oca | PapodeHomem

  • http://alinenardi.com/ Aline Nardi

    Pô, Alex
    Castro , agora que eu já tinha decidido mostrar os peitos na
    passeata?! rs

    Agora a
    sério:

    “Existe
    alguém pró-corrupção?” Será que isso não tem a ver com aquele arcaico argumento:
    “político é tudo ladrão”, com o qual todos nós concordamos desde sempre? E com o
    qual até os políticos concordam e se valem dele também? O qual também nos faz
    achar “revolucionários” os ficha limpa da vida ou ex-jogadores de futebol e
    atuais deputados que falam a verdade pras câmeras?

    Então,
    mesmo sendo redundante, dizer-se pró-corrupção significaria exatamente declarar
    publicamente: político ser tudo ladrão não é normal não! Logo, somos uma nação
    redundante, que precisa marchar a favor daquilo que, pela lógica, não teria
    nenhuma necessidade! O discurso da presidenta nos lembra disso.

    Eis
    aí, uma boa questão filosófica: por que nos redundamos tanto?

  • Guest

    Interessante seu ponto de vista Maccine, mas não posso concordar com a parte que diz que a

  • http://www.facebook.com/charlotte.any Charlotte Any

    Os argumentos utilizados no texto do LINK acima do site Papo de Homem é falacioso, pois o autor considera que não existem pessoas pró corrupção, contudo sabemos que se a corrupção existe é fato que existem pessoas que são a favor de que ela exista, o argumento se baseia na falácia de que ninguém assume ou declara ser a favor da corrupção, contudo sabe-se que isso ocorre pois trata-se de crime.

    Autor sente no sofá e vá assistir Boris Casoy ou JN.

  • http://www.facebook.com/dudu.s.oliveira Dudu Oliveira

    “O que quer dizer isso, afinal? Existe alguém pró-corrupção?”

    hahahahhaha acho que tem:

    procorrupcao.com.br/

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  • Leonardo Tavares Brown

    concordo que aqueles que se pretendem isentos de ideologia sempre são uma presa da ideologia alheia e não sabem. Também concordo que a sociedade avança através da pluralidade de opiniões e visões de mundo.

    No entanto, a sociedade também avança através daquilo que se torna sedimentado como um consenso. O homem dificilmente teria saído da idade da pedra sem um consenso sobre certos princípios. Aquilo que define profundamente o atraso da América Latina diante do mundo inteiro é justamente o anacronismo do debate político. Uma arena intelectual onde o regime de produção capitalista, a propriedade privada e o império da lei ainda são colocados em dúvida é um campo estéril: não produz nada, apenas remói sobre o que já foi superado.

    Enquanto a academia está poluída de debates sobre a legitimidade da economia de mercado, nós desperdiçamos o escasso tempo que poderia ser muito melhor aproveitado buscando maneiras de fortalecer as instituições democráticas, a separação dos poderes, o crescimento sustentável de longo prazo e as estratégias pragmáticas para melhorar a vida da população mais pobre.

  • Max Salles

    A corrupção é resultado de um estado grande, que controla demasiadamente a vida dos cidadãos. Quanto menor o estado menos corrupção.

  • Gustavo

    Teu primeiro axioma( saído sabe-se lá de onde)

    “Existe uma regra simples para medir a seriedade de um indivíduo, grupo ou movimento político:

    Ele é contra algo que outros são a favor ou ele é a favor de algo que outros são contra.”

    não se sustenta de maneira alguma. Um movimento/individuo/grupo pode ser “sério”(seja lá o que você entende por isso) por afirmar valores ou ideias que estes movimentos/individuos/grupos considerem VERDADEIROS independentemente de haver oposição a sua posição ou não, não há justificação de nenhum tipo pra tua regra básica. Se todos os indivíduos acreditam que exista uma realidade objetiva e ninguém se coloca contra essa crença, ela ainda faz sentido e ainda pode ser afirmada, a tua regra leva ao seguinte absurdo: “Só posso ser uma pessoa “séria” na vida na medida em que exista alguém que se oponha diretamente as minhas crenças, defino-me pela relação com as crenças dos outros.” Isso não é um argumento sério( agora no sentido forte e real do termo) caro Alex.

    Outra coisa, o conceito de “DIREITO” é infinitamente mais abstrato do que o conceito de família, ou de vida ( há um consenso básico sobre isso, enquanto sobre a noção de direito não há). Sendo assim, que sentido faz dizer que quem defende a vida é um defensor de rótulos vazios mas quem defende os direitos de um grupo X tem os olhos grudados na realidade das coisas? Sua fala novamente não faz sentido nenhum, o resto do teu argumento é só Ad hominem (interesse revestido).

    Mesmo que eu aceitasse a sua regra básica, ou você é burro ou finge não perceber que quem é a favor da vida, é a favor de que a vida de um ser humano tem valor acima de outras coisas como o bem estar social, o dinheiro etc, fato esse que não é nada óbvio e de comum acordo, uma vez que as pessoas MATAM outras por dinheiro, e etc. Se todos fossemos a favor da vida não haveria assassinatos por motivos alheios a defesa da própria vida. Você finge ignorar a intencionalidade objetiva dos conceitos pra dizer que eles são vazios e depois você enxerta neles o conteúdo que quer.

    Outra premissa tosca: “Não existe essa verdade a-ideológica: qualquer verdade será sempre apreendida através da ideologia de quem a vê.”

    Isso não explica nem esclarece nada, até que ponto uma ideologia determina a verdade captada por ela? ou “a verdade” é só outra ideologia?(se essa for a tua posição, receio que você tenha que provar a relatividade do conceito de “verdade”, o que nesse texto não faz em momento nenhum) enfim, você é simplório e não está preocupado com aquilo que fala, mas é “sério” se formos seguir tua máxima, porque eu discordo de tudo o que você diz e isso te torna automaticamente “sério”. Que piada.

    • Helio

      Bons apontamentos,
      Mas vc toma uma coisa por outra, se perde nas suas ABSTRAÇÕES…

      A política é essencialmente prática. É na possibilidade da efetivação da prática que se define o real teor dos movimentos políticos. Vc parece recorrer a uma ontologia para definir o ser do individuo/grupo/movimento e acaba não tocando na parte, de fato, essencial. Retificando-o eu diria o seguinte:

      “Só posso ser uma pessoa séria na >>>VIDA POLÍTICA<<< na medida em que exista alguém que se oponha diretamente as minhas crenças e as minhas REIVINDICAÇÕES, MINHA LUTA POLÍTICA define-se pela relação com as crenças e RESISTÊNCIAS dos outros (pois sem resistência não há que se falar em luta, disputa e portanto, POLÍTICA)".

      A política é uma arte, as pessoas a utilizam de maneira mais ou menos engenhosa para, justamente, influenciar nos rumos da sociedade, de forma, ainda a administrar conflitos de interesses.

      POLITICAMENTE, no terreno da militância, não se deve levar a sério um movimento que preconiza algo no qual todos concordam. Isto não salta aos olhos? O problema é esta abstração sem sentido que vc faz.

      E tem a questão do DIREITO. Não interessa que a definição de DIREITO seja complexa e abstrata mais do que esse ou aquele conceito. O que interessa aqui é que o DIREITO é resultado de interesses oposto, de entrechoques de grupos que anseiam por conquistar direitos e de grupos que pretendem manter as coisas como estão.

      Então, o que faz sentido na luta pelo direito, através da via política, é a defesa de um posicionamento realizável. Ninguém pode se opor a vida de forma geral, isso é sim, POLITICAMENTE, um rótulo, denominado "vazio" (mas nem tanto assim):

      "Sendo assim, que sentido faz dizer que quem defende a vida é um defensor de rótulos vazios mas quem defende os direitos de um grupo X tem os olhos grudados na realidade das coisas?".

      O FIM DA CORRUPÇÃO, A DEFESA DA VIDA, supostos rótulos "vazios" precisam ser identificados na luta dos sujeitos reais. São, na verdade, princípios gerais que, abstratos como são (e vc faz uma bela defesa da IDEIA das coisas) precisam ganhar diretrizes definíveis, se não continuam sendo apenas uma falácia populista para agradar gregos ou troianos e endemonizar o adversário no jogo político: "Ah ele é favor do aborto? Pois eu sou a favor da vida".

      Por fim, não existe uma verdade deslocada dos sujeitos que a concebe. Parece óbvio, mas quero dizer com isso que a verdade é uma construção histórico-social dos grupos que estão envolvidos dentro de uma dinâmica espaço-temporal e em relação uns com os outros, adquirindo aí sim, para estes, dentro do mesmo contexto: objetiva.

      Temos que: em linhas gerais (abstratamente) a nossa verdade, por exemplo, é conclamar o valor da vida perante o patrimônio (prova-se isso p. ex., pela valoração que deu o legislador a punir mais gravemente crimes contra a vida do que lesões ao patrimônio). Porém, quando analisamos os sujeitos envolvidos nas disputas do dia-a-dia percebemos que nem sempre é assim, ai entra uma série de fatores como poder econômico, influência política, social etc., que faz com que o patrimônio de uns sejam valorizados em detrimento da vida de outros tantos…

      Ai voltamos pro início, faz sentido estes últimos ficarem APOLITICAMENTE apenas conclamando que a vida tem valor diante do patrimônio ou, de fato, apontar e executar medidas para a sua efetivação?

  • Leonardo Tavares Brown

    A causa da corrupção na imagem, simples e direto:

  • http://www.facebook.com/adriane.schroeder Adriane Schroeder

    Ideologia e preconceito é algo que só os outros têm… excelente texto!

  • Helio

    Este texto é muito bom. Um dos melhores que vi ultimamente e atualíssimo dado a adesão da população aos “movimentos anticorrupção” que pipocam na internet.

    Somente faria um adendo para a questão terminológica:

    “Ideologia é o conjunto de ideias, saberes, preconceitos, etc, que permite que as pessoas se relacionem com e façam sentido da realidade: são as lentes através das quais percebem o mundo. Por isso, é ridículo quando alguém fala de ideologia como se fosse uma coisa necessariamente ruim, ou oposta à “verdade”. Não existe essa verdade a-ideológica: qualquer verdade será sempre apreendida através da ideologia de quem a vê”.

    Particularmente, penso que “ideologia” tomada neste sentido é muito ampla e nada diferente de “cultura”. Mesmo que pareça ridículo, por uma questão operacional, ainda prefiro tratar de ideologia como falseamento da realidade (como tratado por Marx e Engels na Ideologia Alemã). É claro, que no dia-a-dia, sem rigor científico, falo em ideologia para designar a visão de mundo de alguém, “as lentes através das quais percebem o mundo”, a filosofia de vida de fulano, etc… mas num texto que pretende se pretende primar pelo rigor, fica vago falar em ideologia em sentido amplo.

  • Penha

    Muito bom texto. Da lógica das opiniões. “Ser contra a corrupção” é certíssimo, mas é uma opinião sem entropia. É tão obrigação que ninguém fala diferente.

  • Daniel Santos

    Muito bla bla bla, muitos comentários legais e tals, só que esquecem de uma coisa: Não adianta colocar nariz de palhaço e marchar contra a corrupção, pois ela é uma consequência, não uma causa. O movimento anti corrupção é vazio, não pelo critério do autor do texto, que é bastante simplista, e sim porque vc não corta uma árvore podando os galhos, e sim arrancando pela raiz. Qual é a raiz da corrupção? Jeitinho brasileiro ? Pelamor, esse complexo de vira latas me tira do sério. A raiz da corrupção (de todas elas) é a sociedade se basear no acumulo de capital, ou seja, o modo de produção capitalista. É simples, 1+1 =2

  • Marina Bastos

    Gostei do texto, sempre tive dificuldade em discutir com pessoas fortemente ligadas a religião sobre aborto e direitos gays, pois eles me acusam de ser contra a vida ou o casamento tradicional (incrivelmente, nunca ouvi, ao vivo, ou seja, fora da internet, a defesa da família). Eles me olham como se eu quisesse matar crianças de 3 anos, abolir casais héteros de se casarem, ou que eu quisesse transformar a igreja deles na parada gay para cerimonias. É bem frustante tentar ter qualquer tipo de dialogo com pessoas assim.

  • Pedro Ivo

    Só que a favor da corrupção tem gente que é sim, por exemplo, quando alguém tem a cara de pau de afirmar que rouba mas faz. Contudo, não pode existir uma passeata aclamando essa atitude.

  • Marley Terrier

    Tem gente pro-corrupçao sobrando no pais…

  • Vinicius Batista

    Restringir direitos das mulheres é diferente de ser contra o aborto. A vida de terceiros não é um direito feminino. Acordem, confortados!

  • Pedro Luis Xavier

    Esse foi o texto que me deixou mais triste vindo desse blog.

    Dá a impressão que as pessoas não deveriam estar se manifestando, ao invés de tentar mostrar uma alternativa a essa “falta de foco” ou “foco errôneo” que é dizer “sou contra a corrupção”. Em minha opinião faltou um comentário do tipo: “Você é contra a corrupção? Então procure quem faça projetos que preveem punições mais severas ao condenados.”

    Mas, mesmo assim, o texto é muito bom. Me fez repensar o porque de se manifestar.

    Acredito que este texto tenha objetivo parecido, mas com um tom esperançoso, ao invés de depreciador: http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/para-onde-vai-a-onda-das-manifestacoes.html

  • Hernandez Marcos

    Caralho, vomitei aqui. Post altamente tendencioso pra esquerda, esse site deveria se chamar papo de esquerdista. Pq homem de verdade não é comunista.

  • camila

    que tal contra o status quo? tem mta gente a favor do status quo…..que tal parar de votar no status quo? ….toda eleição são os mesmos velhos(novos) políticos com as mesmas velhas práticas corruptas…por que é tão difícil para os supostos politizados entenderem que uma nova geração foi para as ruas, contra o status quo, uma geração descentralizada organizada por redes sociais, randomicamente organizada….que foi para a rua questionar a autoridade essencialmente violenta….que cultiva a violência como controle de massas……uma geração que principalmente tem noção de mundo, o que é muito novo para o brasil.. que sempre foi um país isolado, se não por uma ditadura, por simples falta de acesso….. porque tem q ter um sindicalista ou um partido político ou uma causa unica por tras da indignação desses jovens? para ficar mais facil de “negociar” com o governo? para eles autoridade e líder é quem faz primeiro…….acho que os velhos deveriam abrir a cabeça para uma nova forma de mobilização social que vem de acordo com a modernidade que vivemos…no brasil, no mundo!….aguardemos as próximas eleiçoes então para ver se o status quo permanece, graças a essas pessoas que votam em causas específicas, de partidos específicos, ode ao PT ode ao PSDB, …..direitas e esquerdas ….pessoas essas que ajudam a manter o país exatamente onde está. elegendo sempre a mesma corja bovina que segue os passos do passado para manter suas vantagens individuais.

  • Victor Hertel

    Autor, você deveria repensar a questão de forma mais abrangente.
    As pessoas protestarem contra corrupção não significa que tem alguém que proteste a favor, e nem precisa significar.
    Para haver MANIFESTAÇÃO , não é necessário haver opositores, basta ter o problema. Então se um grupo de pessoas se manifesta contra violência urbana, ou contra corrupção é exatamente para manifestar que isto está acontecendo, e que o povo está ficando cansado disto. Se estas coisas não acontecessem ninguém protestaria, e se protestassem nesta circunstância, aí sim seria algo vazio e sem nexo.
    Estes MANIFESTOS são um recado para quem tem o poder da situação, dizendo: Nós estamos vendo, e estamos impacientes.

  • Murillo

    Claro que existe. O sistema capitalista é totalmente pró-corrupção. Só não vê quem não tem estudo.

  • Phernando D’Antonio

    Ai cachorrada..! tão latindo pra árvore errada… http://www.youtube.com/watch?v=YEi0JngS7Tk

  • Gabriel

    O sonho é popular e a revolta é digna. Só a autopromoção em cima disso que esta desmedida. Afinal, até quando usaremos termos não pontuais como “corrupção”, ou “mais saúde” para definir os nossos anseios? Já que estamos nas ruas, que tal expulsar a banda podre numa medida simples?

    PELA REMUNERAÇÃO JUSTA AO POLÍTICO BRASILEIRO:
    Vereador – 2 Salários mínimos + VR + VT
    Deputados e Senadores – 3 Salários Mínimos + VR + VT
    Prefeitos e Governadores – 4 Salários Mínimos + VR + VT
    Presidente – 5 Salários Mínimos + VR + VT

    Com o salário dos nossos representantes medido em salários mínimos, e, principalmente, com um valor na média do salário nacional, acredito que chegaremos a uma equação justa. Talvez até sobre algum para a educação, saúde, transporte…

  • Gabriela Souza

    è claro que se questionado, qq um, mesmo aquele ser humano que comete atos corruptos, tanto os do Planalto, quanto os cidadãos no seu cotidiano, vão afirmar ser contra a corrupção. Qual corrupto dirá que é a favor da corrupção, mesmo pego no flagra? O nome que se dá a luta é irrelevante. Aqui no Brasil, agora, nesse momento surreal e maravilhoso que venho participando, se dá a luta contra corrupção, havendo ou não quem se diga a favor dela, continua sendo válida, já que impera nos nossos governantes a política de governança através da corrupção e alienação.

  • Wellington

    Essas manifestações pelo país são um retrato de uma sociedade que, de tanto aguentar impostos dos mais diversos, escândalos envolvendo ações corruptas por parte de políticos e empresários, violência policial, altos índices de violência, se encaminhou para as ruas. Manipulados por um viés ideológico ou não, não acho que essas movimentos sejam passageiros ou um simples pretexto para os chamados ” revolucionários de computador” tirarem as suas nádegas de suas cadeiras. Evidentemente, as redes sociais contribuíram para isso. Mas, sinceramente, o movimento está apenas em gestação, pois não encontro nenhuma reivindicação como carro-chefe dos movimentos. Ou seja, a corrupção não é A causa dos movimentos, mas UMA DAS causas. São várias as motivações: a PEC 37, o superfaturamento das obras da copa, maiores investimentos em saúde e educação ( que a IDEOLOGIA NEOLIBERAL reprime)… Mas, se vocês acham que têm algo de ideológico e massificado, fiquem à vontade. Afinal, existe ideologia para todos os gostos e formas de entender a realidade em que vivemos, não é mesmo?

  • Filipe Teixeira

    Então uma associação contra o câncer de mama é demagógica pelo fato de não haver ninguém a favor do câncer de mama?

  • Kaike Lamoso

    Por enquanto, quando tudo ainda é muito incipiente, acho equivocado qualquer análise que tente encerrar o assunto em dualidades como contra ou a favor de algo que alguém é contra ou a favor… é ideológico, não é, é político, não é. etc…
    Mais importante do que tentar entender e enquadrar o que está acontecendo, é olhar para si e perguntar: isso me comove? Sinto empatia pelos gritos que ecoam?
    A roda da História está se movimentando e só existem dois lados. Os que empurram e os que olham ela girar.

  • Guest

    Será realmente que não existe grupos a favor da corrupção? Muita gente se compraz no ilícito e faz campanhas e mais campanhas que manipulam a população, justamente pq são a favor da dita cuja. Bom texto, mas discordo, afinal, cada texto com suas inúmeras interpretações.

  • Beatriz Dias Girotto

    Será que realmente não existem grupos a favor?
    E as campanhas de partidos que manipulam a população com o único fim : corromper?
    Sabemos o quanto muita gente se compraz no ilícito, mas claro, sempre debaixo dos panos, pois seria desonroso admitir o real objetivo. Bom texto, mas discordo, afinal, todo texto nos leva à inúmeras interpretações.

  • Silvio Alves

    Me posiciono contra a corrupção sim porque existem pessoas a favor dela! Se não fosse assim não estaríamos vivendo tudo isso. A corrupção nos trouxe até este impasse! “No creo en brujas, pero que las hay, las hay”.

  • João Paulo

    É claro que nenhum político tem um discurso pró-corrupção, mas a corrupção interessa a muitos deles. Só fica feio falar “ão ão ão! Me dá meu mensalão!”. Uma marcha contra pedófilos seria discurso vazio também então, já que ninguém diz abertamente ser a favor da pedofilia. Assim como movimentos contra o racismo.

  • Totalmente Sem Sal

    De fato, ser “contra a corrupção” é algo muito vazio. E de fato ninguém
    DO POVO apoia a corrupção. Se existe alguém a favor da corrupção? Talvez
    sejam aqueles que se beneficiam dela. Talvez os moviemntos contra a corrupção são, na verdade uma manifestação para aqueles que são corruptos. È na verdade a ação da população em tomar providencias contra isso. Afinal. o Povo deve fazer politica Sempre! Deve sempre cobrar seus governantes e não apenas quando tem eleições. Essas manifestações contra a corrupção são o povo cobrando dos governantes que o trabalho deles seja feita com exelência.

  • ABC

    Muito embora o autor tenha razão ele esquece de algo fundamental. O recurso de “não tenho ideologia”/”chover no molhado” é usado por todos e tem valor sim. Ele significa algo. Ou o programa “fome zero” tinha significado nulo? Não acho que ninguém se considere a favor de pessoas passarem fome, mas esse programa “vazio e sem sentido” foi fundamental na eleição de um presidente.

    Meu amigo, todos tem ideologia sim, eu concordo com a maior parte do que diz. Mas dizer que “não tenho ideologia”, ou “defender obviedades” tem um significado sim, e muitas vezes tem um significado muito grande. Há de se levar isso em conta.

  • Raphael Píccolo Franco Silva

    Concordo que seria uma luta vazia, mas o pior é que mesmo sendo um rótulo vazio ainda existem políticos corruptos, seriam eles os “Pró corrupção”?

    E tem ainda os que influenciam e que acabam corrompendo a mais pessoas a fazer a mesma coisa.

    E teoricamente se todos fossem Contra Corrupção, não existiria corrupção.

    Se fosse assim seria rótulo vazio lutar contra o roubo, o assassinato… Tem muita gente contra, mas mesmo assim alguns que os praticam.

    Se é que me entende?

  • Lucas

    Muito obrigado pelo texto, por toda a sua clareza.
    Só no final, que o texto vinha tão simples, que a falta de simplicidade em explicar que não ser “contra a corrupção” é diferente de não se importar com os desvios de verbas e fatos ficou truncado, dando a leve impressão de que isso que chamam generalizadamente de corrupção é assunto à parte de cotas, código florestal etc. e não é assunto pra discussão.
    Sei que parece lógico que não era isso, mas já que o objetivo é ser claro e até “didático”, pra que não haja dúvidas do que está sendo colocado em questão, então talvez caiba deixar mais claro e didático de que forma seria, na sua opinião, mais adequado se posicionar contra o desvio de verbas, a “falta de transparência” (não gosto desse nome, “transparência”), o que em geral chamam de corrupção, para que a veemência seja objetiva, e não vaga.

  • Lucas

    ah eh… todo mundo é contra a corrupção então?? é isso que a gente vê no Brasil né? um povo que não aceita a corrupção!! pense antes de escrever… quase todos os problemas do Brasil são oriundos da corrupção, se a mesma não acabar nada vai mudar nunca!
    eu realmente não quero tarifa zero, eu quero é salários dignos para que o povo possa pagar pelos transportes, com preços justos! o pior tipo de pessoa é quem só quer achar um motivo pra reclamar, não importa se as pessoas estão no mesmo sentido delas mas elas vão reclamar de alguma coisa pra chamarem algum tipo de atenção! é o momento de lutarmos contra tudo que nos indigna, e principalmente a corrupção!

  • Rodrigo Franco Esteves

    Acho absolutamente válidas as manifestações, principalmente porque nos fazem refletir, discutir e dialogar. Estamos fazendo isso agora, e as pessoas nos ônibus e nas lanchonetes também. Não é questão de mérito da luta pela corrupção em si. O que o Alex tenta mostrar é que política é, antes de mais nada, escolha – que faz parte da etimologia da palavra. Que a maioria escolhe ser contra a corrupção não tenho dúvidas. Se você perguntar para um corrupto, provavelmente até ele, dentro de sua ética, se dirá contra a corrupção.

    Política é escolher entre opções, possibilidades, propostas, mas é, sobretudo, escolher. Até o meio termo e a negociação são frutos das escolhas de em que cada lado vai ceder.

    O que o texto diz é que, no âmbito dos protestos, escolher entre a vida e a morte, entre roubar ou não, não é o que vai trazer as respostas que esperamos. Porque essas escolhas são escolhas pessoais e não sociais. As escolhas como sociedade têm que ser mais pragmáticas, pois se baseiam e tem que estar amparadas nas leis que nós (eles? a sociedade?) mesmos escrevemos.

    Dito isso, digo mais: #vemprarua! E depois de acordar, veremos o que fazer do nosso dia.

  • Gabriel

    Um puta texto. Uma pena não ter lido antes. Parabéns.

  • Caio Godoy

    Vinha pensado mais ou menos o que foi exposto neste artigo, mas antes mesmo de fazer essa tal crítica me perguntei: Tá essa luta é inútil, não tem uma liderança política e não vai levar a lugar nenhum, o máximo que pode acontecer com tantos protestos é surgir uma liderança do nada e tomar o poder do país em uma nova ditadura ou coisa do gênero, mas isso é muito difícil, então o que vai acontecer? Nada provavelmente, talvez o preço do ônibus não suba hehehe, mas mesmo assim o que está acontecendo é positivo. Mesmo sendo protestos vazios e que não levarão a lugar algum, é positivo pois talvez traga a questão política mais a tona das conversas, talvez faça os parlamentares temerem a aprovação da PEC 37 e 33, talvez o povo comece a dar mais bola para política e finalmente encontre uma ideologia. Portanto mesmo pensando de forma parecida com o autor acho que os protestos ainda podem ser mais positivos do que negativos.

  • Ian

    O texto fica preso no joguinho retórico de palavras mas esquece-se que existe ser contra a corrupção, sim: ficar quieto ao ver o que é feito conosco, sem entender que a maior parte da merda deste país ocorre por causa da roubalheira…

  • Leo Jandre

    Bom, o texto é excelente. Mas só falta explicar uma coisa: Mesmo com toda publicidade, mesmo com listas de corruptos disponíveis na internet, mesmo com toda conscientização, OS CORRUPTOS CONTINUAM SENDO ELEITOS. E isso acontece porque ainda tem eleitores que votam em corruptos. O movimento anticorrupção visa conscientizar eleitores para que PAREM DE VOTAR EM CORRUPTOS.
    Infelizmente isso é algo que ainda vai demorar muito pra acontecer, mas enfim…

  • http://www.marcoslimagon.com/ Marcos Lima

    Já disse.. pra mim eu quero a reforma da gestão pública.. é tudo burocrático e escondido.. eu quero ver o quanto tem na conta do governo, igual extrato de banco, veio da onde foi pra onde… quero pagar meu imposto e estar marcado lá… o marcos pagou a merda do IPTU dele de R$xxx,00… quero ver pra onde vai essa joça toda… não é possível, bando de incompetente e falta de conhecimento de gestão pública… vou ensinar eles metodologias ágeis, pra pararem de brigar em partidos e começarem a trabalhar em um time, um projeto de nação, onde a prioridade seja a educação de qualidade respeitando os indivíduos e suas diferenças

  • Jepeto

    Acho que o principal foco do protesto é fazer a opinião do povo ser ouvida e principalmente validada. Li um artigo muito válido sobre o assunto:
    http://hugosm91.wordpress.com/2013/06/18/afasta-de-mim-esse-cale-se/

  • Rafael Dias

    Olá Alex, belo texto!

    Excelente explicação para o conceito de “ideologia invisível”. Não o conhecia, e agora vejo que ele explica muita coisa, como por exemplo, a descarada visão conservadora da Veja, que transborda por cada uma das páginas, assim como em cada minuto do Jornal Nacional.

    Cotas raciais, código florestal, política externa, Belo Monte são questões importantes sim, porém na minha opinião o combate a corrupção vem antes delas (prioridades, como você bem disse). Nas passeatas o discurso contra a corrupção não é “vazio”, “vendido pela Globo” ou “da classe média burguesa alienada pró faniquitos anticorrupção”… ele tem nome e sobrenome: PEC-37

    Ela está ai, e está para ser votada. É nítida a urgência de colocar esse assunto em pauta no movimento que surgiu contra o aumento da tarifa. Já estão agendadas inclusive passeatas contra o tema (Sábado, 22/05, 15hrs no vão livre do MASP) e eu já me preparo para estar lá.

    Vamos lutar por um judiciário livre onde um político corrupto (qualquer que seja ele, de qualquer partido que seja) tem que arcar com as consequências do seus atos. O que há de “vazio”, “alienado” e “sem foco” em um discurso desses??

  • Lélia Lis

    Excelente texto, reflexões muito claras e bem didáticas, rs… parabéns!

  • Guilherme Sena C C

    É risível o tamanho da arrogância de alguns pra querer perverter ou desmerecer o que aconteceu na segunda-feira. Pode até ser parcialmente verdade se referindo à alguns, mas mesmo não tendo um objetivo claro, o simples ato pelo instinto, o despertar de um interesse por procurar uma resolução de um problema, ainda que vago, ou que dos outros, mas por espontânea vontade, já valida completamente a ação daquelas pessoas.

    E povo acordou, talvez esteja até ainda um pouco zonzo depois do sono, mas acordou.

    Achei o texto muito interessante, e é um conceito ao qual muitas pessoas precisam ser apresentadas. Mas desqualifico qualquer comentário que julga e condena os cidadãos que resolveram tomar ação, se levantar e procurar um rumo, ainda que inicialmente estejam engatinhando.

  • Guilherme Sena C C

    Os grandes protestos no Rio, São Paulo, Brasilia e BH, acabaram sendo acima de tudo, um protesto contra a própria inércia do brasileiro. Eles serviram como uma inspiração que acendeu um fogo democrático no povo Brasil afora. Em muitas outras cidades, até mesmo em cidadezinhas do interior do país, as populações se motivaram a se mobilizar e começar a protestar contra seus problemas locais. Deixo aqui alguns exemplos:
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/06/18/prefeito-de-juazeiro-do-norte-esta-cercado-por-multidao-500280.asp

    http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2013/06/protesto-contra-ma-qualidade-do-transporte-reune-600-em-mossoro-rn.html

    Pelo visto um “não foi sem motivo” vai virar o novo “não foi por 20 centavos”.

  • Filipe Aguiar

    “Existe alguém pró-corrupção?”
    Os políticos nos cargos de poder não se encaixam nessa categoria?

  • Tom

    Sou contra atropelar crianças, logo não faço isso.
    Sou contra corrupção, logo não faço isso.
    Políticos dizem ser contra a corrupção, mas fazem explicitamente isso. Logo vale o manifesto.
    O manifesto não é por ideologias, mas por ações.
    Menos corrupção = Mais segurança
    Menos corrupção = Mais educação
    Menos corrupção = Mais saúde

    Gostei do texto, só não posso concordar com o mesmo na sua ideia central.

  • Georgenes

    Deixa eu ver se entendi.

    Sou assaltado, tenho amigos que já foram assaltados, ando com medo nas ruas, tem fumante de crack na minha rua todo o dia me olhando atravessado. Esse cenário me faz sentir insegurança.

    Eu sou a favor da segurança e sou contra a violência, mas isso é óbvio, então quer dizer que o protesto é vazio?

    Quer dizer então que eu tenho que ajoelhar e rezar?

    Sair na rua e protestar contra isso é burrice? Deveria debater pra ver se estou certo?

    Acho que faltou bom senso na hora de escrever o texto.

  • Pati Abad

    Mas que nome eu dou então se quero que a corrupção acabe? Se quero que os impostos que eu pago sejam direcionados para educação, saúde e segurança ao invés de ir para o bolso de políticos e seus parentes? Qual seria o nome da minha ‘reivindicação’? Quero pagar imposto e ter retorno. Seria ‘movimento pelo fim da roubalheira’?

  • Pingback: Para quem vai o seu grito indignado? | Pedro Palaoro

  • Rafaelle De Santis

    Nem ia me dar o trabalho de comentar, pois cada texto que caio neste site é mais chocante que o outro. Como respondi a alguém que postou o texto no facebook, segue a resposta:

    Existem pessoas pró-corrupção. Várias vivem e enriquecem às custas dela. Ideologias não são feitas apenas com palavras, mas também com ações. Há os exemplos clássicos como políticos que roubam dinheiro público, policiais que recebem propinas etc. Porém, acredite, há exemplos muito mais simples e cotidianos, como síndicos que pedem para fazer uma nota fiscal com um valor um pouco mais alto daquela manutenção mensal do elevador ou de uma reforma. Há vários adeptos da “Lei de Gérson”, que como diria o Gabriel O Pensador, é o nosso evangelho. Acredito que uma pessoa que se diz “anti-corrupção” se diz contra estes atos e em desacordo da mania de vários indivíduos de quererem levar vantagem em tudo. Logo, opinião pessoal, não vejo problema no movimento anti-corrupção.

    E antes de terminar, sugiro um exercício: você, autor e leitores, já ouviu alguém dizer que é contra o cumprimento das Leis? Ou ainda, para parafrasear o artigo, alguém do Partido Pró-Descumprimento das Leis? Não? Logo, pela lógica do texto, não há motivos para validar um movimento, certo? Então, se todos são pró-cumprimento das Leis, por que não vivemos numa utopia em que todos seguem as leis cegamente? Em um lugar sem assassinatos, estupros, assaltos, onde TODOS são iguais perante a lei? Por que há um movimento de reivindicação válida por Segurança Pública? Será que não é por que alguém discorda, por meio de ações, do cumprimento das leis? Fica o exercício para pensarem – concordando ou não.

  • Frederico

    Amigo, Parei de ler seu post depois do: “Não faz sentido ser “a favor da vida” porque não existe ninguém contra a vida. Não faz sentido fazer a “defesa da família” porque não existe ninguém anti-família. São ambos rótulos vazios.” e “Existe alguém pró-corrupção?”

    Por isso existem pessoas que cometem violência contra vidas, famílias, mulheres, e etc. Quer alguém “pró-corrupto”? se você é conivente com a situação, você está inserido nela ;)

  • Mia

    Eu sou contra a falta de Educação do nosso país. E você vai me dizer que não tem que não seja contra??? TEM SIM! Esses políticos querem mais mesmo é formar pessoas ignorantes, dessa forma eles sempre estarão governando e com o bolso recheado de $$. Bolso, cuecas, malas, cofres e tudo mais porque haaaja dinheiro (a nossas custas e não por um trabalho digno, diga-se de passagem)!
    A educação muda tudo! Dói ver a situação da escolas públicas deste país… quer dizer então que lutar por mais educação é “chover no molhado”?

  • yule

    obrigada alex! mudei de opinião sem vergonha nenhuma depois de ler o seu texto! valeu pela luz e valeu pra amiga que me mandou!

  • Vladymir Mariz-Nobrega

    Sinto, mas existe gente contra a corrupção porque EXISTE SIM gente a favor: os corruptos e corruptores — que são muitos.

    Repito: HÁ MUITA CORRUPÇÂO em nosso país e muitas pessoas não aguentam mais.

    Desculpe-me, mas esse texto é que foi vazio. E faz muito pouco sentido, a se dizer a verdade…

    • Rodrigo

      Se você fosse um ladrão, seria a favor que outras pessoas roubassem suas coisas? Você nem ao menos se deu ao trabalho de interpretar o texto.

      • Vladymir Mariz-Nobrega

        Desculpe-me, mas tem tão pouca lógica quanto o texto acima; A comparação é totalmente descabida.

        Um ladrão não gostaria que roubassem suas coisas.

        Um corrupto rouba dinheiro público. E está pouco se lixando que outros o roubem também. Ao dinheiro público — não ao DELE.

        Aliás ele até acharia bom — desde que esses outros fossem seus comparsas. Preciso de exemplos? Creio que não… Afinal todos os partidos que ocuparam o poder já nos deram exemplos bastantes.

        Seu argumento usa da famosa “falácia do espantalho”…

        Quanto ao texto em questão… O interpretei sim. Várias vezes. Continua sendo apenas retórica. Vazio em conteúdo.

      • Rodrigo

        Você esta dizendo que por que ele faz, ele assume esse tipo de atitude como correta. seu argumento inteiro se baseia nisso. Claro que se um corrupto se beneficia com corrupção, ele vai ser a favor no seu caso, mas não implica que ele concorde com outras pessoas desviando verbas também. Usando seu exemplo de dinheiro publico, você é a favor do estupro em outras mães? Por que seria contra, já que não é a sua que esta sendo estuprada? Pode escrever sobre falacia do espantalho, mas os exemplos são aplicáveis. Sobre não aguentar mais corrupção… quem um dia aguentou? Parece uma piadinha que eu vi na mad uma vez ” os políticos um dia tinham um limite previsto por lei do quanto desviavam – hoje em dia derrubaram essas leis a roubalheira esta sem limites.”
        Reveja a parte sobre ideologias – ninguém tem uma ideologia que aprove corrupção, logo, não tem como alguém ser contra. Qualquer pessoa é, inclusive os corruptos. Nada impede de gente como o sarney descer de seu trono e protestar nas ruas contra ela. É um grito contra um grande monstro invisível e sem nome.

      • Rodrigo

        Um ps – é apenas senso-comum ser contra corrupção. Toda pessoa aprende antes de dez anos a diferença de certo e errado.

  • Murillo Mathias

    Mais um texto asinino dessa pessoa. Vou dizer só uma vez:

    “Não há causas demagógicas, apenas modos demagógicos de tratar as causas.”

    Ninguém é contra a fome, portanto lutar contra a fome é demagógico?
    Pode ser e pode não ser, sacou?

    • Murllo Mathias

      já que o sujeito vai fingir que não entendeu o que eu falei, melhor fazer uma pequena ratificação:

      claro que todo mundo é contra a fome, eu quis dizer “ninguém é contra a nutrição adequada do ser humano”, portanto lutar contra a desnutrição (ou fome) é demagogia?

  • Jefferson Notaro Farias

    Está muito bem ilustrado e explicado, parabéns. Quero adicionar que, sim há grupos opostos “omissos” seja por questões morais ou éticas. Há um grupo a favor da corrupção! Não vão levantar cartazes… “Viva, vamos todos corromper!” Simplesmente, temos que melhorar a qualidade de nosso voto. O tema é enorme… ajude-nos, ilustre e de uma explicação aqui, como melhorar a qualidade de nosso voto… tanto vc como a Carla Daune tem talendo para explicar e ilustrar de forma simples, direta e eficaz… Parabéns

  • Ana

    Faz sentido uma marcha contra a corrupção pq a maioria dos políticos quer manter as coisas como estão. Sim, existe um movimento pró-corrupção (vide a PEC-37), só que ninguém vai falar isso, como a maioria dos racistas no brasil não dizem abertamente que o são, nem os homofóbicos (já ouviu esse papo: não sou homofóbico, tenho até amigo gay). Mesmo assim, estas coisas existem e se luta contra elas. E luta-se porque elas existem, não porque as pessoas se dizem a favor do racismo. quantas pessoas vc conhece que dizem que são a favor do racismo? Da mesma forma, ninguém verá um político dizendo que é a favor da corrupção e mesmo assim ela existe e atinge a vida das pessoas. E isso basta para que sejamos contra a corrupção. As outras reivindicações são fruto disso, porque a má administração é filha da corrupção. Nossos governantes não gerem mal o patrimônio público porque são incompetentes, mas pq são corruptos. O movimento ser apartidário não é um demérito, ao contrário. Sinal que a população é capaz de se mexer sozinha, não precisa ser massa de manobra de lideres que não a levam a parte alguma. Quanto à mídia, ela não teve como manter seu posicionamento porque a internet atropelou seus intentos e continuará atropelando. Sinal dos tempos. A revolução francesa começou com a alta nos preços do pão e derrubou a monarquia. Ficarei feliz se derrubarmos apenas a corrupção. Se engessarmos os políticos atuais, não permitindo mais que eles roubem descaradamente, cobrando uma administração sem superfaturamentos e voltada para os interesses da população, se acompanharmos os processos contra políticos corruptos, exigindo punição, não precisaremos derrubar governo algum.

  • J0

    Ninguém é a favor, mas ela é praticada, e queremos que parem de praticá-la. Simples.

  • J0

    E as coisas mudam, não existe uma forma eterna de se fazer nada.

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