Conflitos no Rio de Janeiro: vale a pena acompanhar?

Seiiti Arata

por
em às | Debates, Mundo


Todo mundo tem algum amigo que, apesar de muito boa gente, está compartilhando por email, Twitter ou Facebook as notícias de atrocidades e terror no Rio de Janeiro. Ou simplesmente usando o muro das lamentações digital para destilar comentários de que a Globo só presta desserviços ao informar bandido, aumentar o caos, sensacionalismo, visões preconceituosas…

Ao invés de mandar um “Não. Porra.”, eu acabo é filtrando essas fontes de informação. Quando li o The 4 Hour Work Week, traduzido no Brasil como Trabalhe 4 Horas por Semana, me identifiquei com a ideia da dieta informacional, proposta pelo autor Tim Ferriss. Depois escrevo um post mais completo sobre ele.

Curiosamente, eu já praticava esse princípio antes mesmo de conhecer o livro, pois faz mais de doze anos que não leio jornal, revista genérica ou assisto televisão.

Créditos: Robson Fernadjes (G1) | Focar em outras realidades pode servir como uma fuga dos problemas ao nosso redor?

A Dieta Informacional

O livro propõe identificar exatamente o que é que se pretende fazer da vida, para então praticar uma eliminação seletiva de informações que processamos. Para dar um exemplo, no caso atual de conflitos no Rio de Janeiro entre a polícia e traficantes, é uma grande perda de tempo ficar acompanhando noticiário ou tuitando a respeito, como espectadores do sensacionalismo.

O mesmo se aplica à Copa do Mundo ou eleições presidenciais, que ignorei de propósito. Não tenho a menor ideia de quem é o tal Justin Bieber, que é criticado tanto.

Essa minha alienação é proposital, para que eu não desperdice meu tempo em atividades onde tenho pouca ou nenhuma influência direta.

Prefiro focalizar na qualidade do meu trabalho, em dar a devida atenção para minha família, aos bons amigos, em ir para a academia garantir saúde para manter tudo em harmonia. No caminho, vou ouvindo um dos vários podcasts da Personal Life Media e me torno mais informado sobre tópicos que me permitem fornecer mais valor quando escrevo livros ou posts. Leio pelo menos um livro por semana (alguns que recomendo estão na minha lista de leitura da Amazon que só está visível para quem faz parte da minha rede de contatos – convido você a usar o email seiiti@papodehomem.com.br para podermos conectar)

Egoístas malditos x Maníacos por otimização

Tenho certeza que a esmagadora maioria dos leitores está me xingando de todas as formas possíveis, pois o que acabei de descrever é o comportamento de um egoísta maldito que não merece viver em uma civilização.

Quem ainda está lendo o post e ainda não foi clicar nos comentários para me criticar pode ter a mente aberta para discutir um conceito que eu compreendi melhor após estudar com um mestre da hipnose, o Igor Ledóchowski.

Relaxe e use seu poder de imaginação para visualizar a seguinte situação: você está no trânsito. E vê uma ambulância se aproximando, em alta velocidade, com as luzes de emergência girando e com aquele “uó uó uó”, que produz o Efeito Doppler dos exercícios de física do colegial.

A ambulância ultrapassa o sinal vermelho. Como você se sente?

Créditos: Felipe Dana (G1) | Ao ver imagens assim na TV ou na Internet, você realmente acredita saber o que lá acontece?

Mantenha esse pensamento em mente. Continue visualizando que, logo após a ambulância, passa uma BMW conversível vermelha, e um cara dirige seguindo a ambulância, também ultrapassando o sinal vermelho, na cola da ambulância.

Bom, na maioria dos casos, nós ficaríamos preocupados com a vida de quem a ambulância está procurando salvar… e com ódio do malandro que dirige a BMW conversível, se aproveitando da situação para tirar vantagem do trânsito.

O que Igor propõe é reexaminar a situação caso o cara da BMW seja o marido da moça em apuros dentro da ambulância, desesperado para chegar ao hospital junto com ela. Com essa informação, nossa interpretação da situação pode ser alterada.

Faço um convite semelhante ao do Igor Ledóchowski para quem se ofendeu com o conceito da Dieta Informacional. Olhar apenas o fato de que estou apresentando a Dieta Informacional pode gerar a interpretação negativa, como o do malandro atravessando o farol vermelho. Contextualizo a proposta, explicando o propósito que deve acompanhar a Dieta Informacional para não nos tornarmos carrapatos sociais.

Insisto nessa explicação principalmente para o caso dos leitores PdH que moram no Rio de Janeiro ou que possuem amigos queridos no meio do triste caos e violência que afeta nosso país inteiro. Esse grande parênteses é para usar a capacidade da mente em atribuir diferentes valores, para os mesmos fatos, porém em diferentes contextos.

Eu também concordo que uma pessoa que fica alienada à vida política e social não merece fazer parte da sociedade, pois está apenas sugando valor. Ao mesmo tempo, acho que não traz nenhuma serventia para a sociedade somente o fato de ficar igual uma vítima assustada diante da televisão e lendo jornais. Ou tuitando críticas à Globo e afins.

O fato de assistir ao noticiário nos dá um conforto psicológico de estar bem informado e satisfaz nosso cérebro reptiliano em ver policiais roots explodindo bombas e cabeças voando. Dá material para aquela conversa de bebedouro na firma.

Créditos: Anderson Ramos (iG) | Ver um traficante preso por dia realmente aumenta nossa compreensão e empatia ou apenas reforça preconceitos?

Mas, no final da história, ficar vidrado com essas notícias não é muito diferente de ficar irritadinho contra as vuvuzelas ou incomodado por causa da chuva no meio do feriado. Quando a gente tenta lutar contra a realidade, sempre perdemos.

Nesse caso, qual seria a alternativa ao egoísta maldito? Eu tenho afinidade pelo maníaco por otimização. Que entende que seu recurso de tempo e energia pode ser melhor utilizado fazendo outra coisa ao invés de acompanhar o Datena na telinha ou ler jornais genéricos que apenas narram os fatos (e ainda por cima de forma tendenciosa).

O maníaco por otimização procura uma forma para contribuir para a sociedade com as formas que acredita serem úteis no processo de transformação. No meu caso, invisto algumas horas escrevendo sobre o caso de um empreendedor de sucesso, pois pode ser uma pequena fagulha que estimula alguém a iniciar um projeto. Ou rabiscar um cartum sobre hábitos de consumo, mesmo que eu não tenha talento ou treinamento artístico.

O maníaco por otimização faz aquilo que pode. E, paralelamente, continua investindo seu tempo e recursos para aumentar sua capacidade de fazer ainda mais.

O maníaco por otimização decide excluir informações que o tornam refém passivo da mídia, pois tem muita coisa a ser feita ao seu redor.

*Leitura complementar. Vai gastar uns 10 minutos, mas vale cada um deles: “A crise no Rio e o pastiche midiático”, de Luiz Eduardo Soares.

Seiiti Arata

Seiiti Arata Jr. gosta de ajudar pessoas e fazer amigos. E ainda recebe dinheiro pra isso. Fundador da Arata Academy.


Outros artigos escritos por

Conheça nosso projeto editorial

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias e entusiasta do embate saudável. Conheça nossa orientação editorial e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


RECEBA PDH POR EMAIL

Enviamos apenas um email por dia com todos os textos e shots que selecionamos a dedo para os leitores não perderem tempo.


LEIA TAMBÉM...

142 comentários

Dê vida ao PapodeHomem, para sua imagem aparecer ao lado de seu nome nos comentários, cadastre-se no Gravatar usando o mesmo e-mail com o qual comentou. Leva 2 minutos.

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://www.facebook.com/people/Gabriel-Pombo/100001212494141 Gabriel Pombo

    Heh, espero que esse tipo de coisa se torne cada vez mais comum – eu vivo e falo isso que vc escreveu já faz uns bons 10 anos tambem.

    Informação seletiva, apenas o suficiente pra entender e acompanhar algo que eu tenha influencia ou que vá me ajudar a tomar decisões sobre coisas que eu tenha influencia/me afetem.

    Pra mim isso n é só otimização de atenção/recursos.

    Toda essa história de ficar acompanhando, criticando, etc, etc coisas que não se tem o menor controle e não faz a menor diferença na vida da pessoa se resume a uma velha prática conhecida como FOFOCA.

    A versão moderna das vizinhas fofoqueiras que ficam de olho quando alguem troca de carro, briga com alguem ou faz qq coisa de diferente pra se distrair e ficar criticando, comentando entre sí. Não é da conta delas, não faz diferença pra elas, mas elas fazem toda questão de acompanhar, disseminar e comentar/criticar.

    Sinceramente, pra mim isso é um comportamento gente de bosta que não tem mais nada pra fazer da vida e pensa que ta envolvida de alguma maneira se acompanhar o que acontece. Algo como compartilhar as batalhas, conquistas, vitórias e derrotas dos outros só por assistir e criticar.

    Notar que estou chamando de BOSTA 99% da população brasileira e apontando o motivo.

    Pra cada 1 que faz alguma coisa, tem 99 pra ficar assistindo e criticando. Se os 99 fizessem alguma coisa construtiva com todo esse senso crítico no lugar de ficar cuidando do problema dos outros o negócio ia pra frente.

    A velha história: faça a mudança que vc quer no mundo em vc mesmo.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Pois é Gabriel… o problema é que qualquer mídia (o Papo de Homem inclusive) tem a receita de publicidade no coração de seu modelo de negócios.

      —-
      Diferente de um grande jornal impresso ou rede nacional de TV, o PdH tem aspectos mais evoluídos, como por exemplo a Cabana PdH: uma tribo, no sentido dado pelo Seth Godin. Pessoas que estão unidas por interesses comuns, e que participam mediante pagamento.

      O detalhe é que a renda gerada pela Cabana é mais para permitir a continuidade do projeto, e não para enriquecer ninguém.

      (estou falando isso tudo como um terceiro observador – não sei absolutamente nada do que acontece no braço financeiro da Cabana, ok?)
      —–

      Mas, retomando: uma forma canalha de vender mais propaganda é atrair audiência custe o que custar, nem que para isso tenham que exagerar na dose do sensacionalismo. Logicamente que se o noticiário esculachar demais, perdem credibilidade e portanto com menos assinantes/telespectadores, haverá menos publicidade e menos grana.

      Fazendo uma referência aos pontos que vc trouxe, acho que cada um de nós tem a responsabilidade entre separar o que é solidariedade e o que é a fofoca, o desejo de ficar como voyeur nas tragédias alheias, ou de ser estimulado com as cenas de terror.

      Separar a coleta de informação que tem uma finalidade… da simples perda de tempo, dando uma de zumbi na frente da telinha.

  • Éder

    “Mas, no final da história, ficar vidrado com essas notícias não é muito diferente de ficar irritadinho contra as vuvuzelas ou incomodado por causa da chuva no meio do feriado. Quando a gente tenta lutar contra a realidade, sempre perdemos.”

    Que tipo de idiota pensa assim sobre uma coisa dessas?
    Quer dizer que ficar irritado porque pessoas estão morrendo pelo tráfico no Rio de Janeiro é o mesmo que ficar irritado com uma simples “chuva no meio do feriado”??

    Volta pro pré, lá é o seu íntimo lugar…
    Psicopatas… Puff…

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Éder, claro que ficar irritado com a morte de pessoas e irritado com uma chuva são coisas bem diferentes.

      Mas se vc tentar imaginar uma situação hipotética: João Gostoso é carregador de feira livre. Acordou. Tomou café da manhã. Leu o jornal. Foi trabalhar, comentou o assunto com colegas. Voltou para casa, assistiu o noticiário para ver mais cenas do que está acontecendo. Entrou pro Twitter, soltou uns resmungos contra a Globo, que fez uma cobertura contando todas as estratégias do BOPE.

      Nessa ilustração, que tipo de efeito positivo o João Gostoso está trazendo para a sociedade?

  • http://www.facebook.com/people/Sostenes-Oliveira/1755007700 Sostenes Oliveira

    Ótimo artigo parabéns !! Reflexão muito boa e útil pra todos nós. Aliás acabei de gastar 1 hora assistindo uma cobertura da Rede Record na invasão da Polícia ao morro do Alemão (apresentadores e jornalistas dando opiniões aleatórias sem acrescentar nenhuma informação relevane). Em seguida parei pra refletir sobre o que esta última hora contribuiu pra mim, percebi que não contribuiu exatamente em NADA. Na sequência entro no PDH e encontro esse artigo que me faz dar uma repensada na administração do meu tempo e nas notícias que ando acompanhando. Foda viu !!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Oi Sostenes! Parece que a gente teve uma experiência parecida ao tentar se informar através da televisão e ficou frustrado ao final.

      Quanto mais eu troco idéia com o pessoal, eu vejo que não existe um certo ou errado. O texto tá aí, honesto e transparente sobre como eu vivo a minha vida. Tou compartilhando minha experiência em gerenciar a minha dieta informacional, que com certeza é diferente de outras pessoas.

      Em momento algum foi objetivo de querer impor esse ponto de vista, e inclusive estou curioso para ler relatos de leitores que contem uma história diametralmente oposta à sua e à minha, mostrando que existem sim os momentos em que compensa acompanhar noticiário genérico.

  • http://twitter.com/nerddiaries nerddiaries

    Ganhei meu domingo, excelente texto!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Que bom!

  • Danilo Moret

    Que palhaçada… dieta informacional sugerida por uma pessoa que escreve para outras pessoas lerem? Tipo, você mesmo evita ficar lendo o que não desperdiça seu tempo mas acha que o que escreve é valioso o bastante para outros lerem. É por causa desta “dieta” que você acha que o que acontece no Rio é só terror e atrocidades, não nota o que é inédito que está acontecendo com a retomada da polícia porque só dá uma olhadela dietética. Muito arrogante vindo de alguém que quer ser lido. Pelo menos foi influente, diminui a vontade de acompanhar um site que abriga alguém com esta visão.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Danilo, não entendi o que você quis dizer neste trecho do seu comentário:QUOTEÉ por causa desta “dieta” que você acha que o que acontece no Rio é só terror e atrocidades, não nota o que é inédito que está acontecendo com a retomada da polícia porque só dá uma olhadela dietética. UNQUOTEMe corrija se entendi errado: você está dizendo que quando existem menos leitores e telespectadores para o que é anunciado através da televisão e jornais, existe uma menor apreciação pelo trabalho inédito realizado pela retomada da polícia.É isso?

  • http://twitter.com/iGiaaan Gian Lucas

    Tem gente que acompanha e fica torcendo pela polícia e tudo mais, como se fosse um tipo de jogo. Tem gente que acompanha mesmo só por saber (egoístas malditos, né?), e acho que esses o fazem automaticamente, o clássico ‘eu faço porque todo mundo faz’. Ninguém gosta de ficar ‘avulso’ nas mesas de bar e almoços com os colegas de trabalho.

    Tem gente que acompanha porque precisa saber onde é seguro ir. Se bem que segurança é um sentimento relativo no Rio de Janeiro.

  • Edujanu

    Seu pensamento é interessante
    Se ficar sabendo de algo que não vai mudar nada na vida, pra que dar continuidade nessa linha de pensamento e ficar divulgando isso aos outros.

  • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

    Fala cara, gostei do texto.

    Esse idéia que você trouxe, de dieta seletiva, parece interessante. Eu venho tentando eliminar o tempo inútil gasto em televisão e internet, mas é um pouco difícil encontrar substitutos.

    Além desses podcasts que você mencionou( que já comecei a dar uma olhada), que outras fontes de “distração produtiva” você tem?

    Abraço

  • Júnior Rodrigues

    Quando a sua cidade estiver nos níveis de criminalidade que o Rio está, e com o tráfico fazendo frente ao Estado, ai sim você vai trocar sua dieta de informação por dieta de bala de fuzil, seu raciocínio é muito válido no tópico, mas acompanhando todas as notícias nós vemos que os jornalistas andam chamando a população para várias reflexões sobre cidadania, educação, a situação do narcotráfico no continente e vários outros problemas ligados, coisa que seu post não fez, então a informação inútil aqui não veio dos jornais…

  • http://twitter.com/rayssagon rayssa gon

    texto muito lucido. gostei bastante.

    de certa forma é o que eu mesma penso: assistir horas de televisão ou ler diversos jornais que publicam e republicam a mesma noticia está longe de ser uma atitude de pessoa bem informada.

    as imagens são as mesmas, o tom de alarme e de guerra é o mesmo, a sede de sangue e de violencia, então, nem se fala.

    apesar de invejar um pouco essa ideia do maniaco por otimização, afinal, estou no fim do semestre e tenho um monte de coisa inacabada, eu ainda acho que vale a pena, sim, deixar nossos projetos de lado quando a situação pede.

    num clima de histeria coletiva eu acho que devemos, sim, nos posicionar de forma mais incisiva com relação a determinado assunto. o q esta se passando no rio de janeiro, pelo amor de deus, não pode ser considerado a mesma coisa que o “fenomeno justin bieber” ou “a praga das vuvuzelas”.

  • http://twitter.com/habnertc Hábner

    Excelente… pensei que eu fosse um louco por não assistir os canais abertos de TV. Isso se tornou um hábito quando percebi que se eu assistisse a um determinado jornal ou acessasse um determinado site, no fim do dia eu não tinha agregado nenhum conhecimento, nada na minha vida tinha mudado, etc…

    Hoje a televisão em minha casa serve para assistir filmes. Minha navegação? Só através de leitor RSS (te acompanho por ele). Downloads? De documentários gratuitos do mininova.

    Um dia tive uma curiosidade, printei o site da Globo inteiro e joguei no Paint, saí apagando tudo o que não mudaria nada no meu dia, sobraram 6 notícias.

    Você ouvirá críticas sobre o post, mas com certeza a atitude de filtrar o que leio e os assuntos que converso, com diriam os depoimentos do Polishop: “Mudou minha vida”, inclusive sou menos estressado por isso. Um reflexo enorme que isso teve em minha vida, foram as amizades. Muitos não conseguem dialogar comigo e eu não consigo dialogar com outros muitos, porque as pessoas já estão pensando nos Fest XXX que acontecerão no Carnaval, na gandaia, e como nunca participei disso em uma atitude natural você começa a se afastar desse tipo e se relacionar com pessoas realmente interessantes que tem algo a compartilhar e ensinar.

    Forte abraço!

  • http://twitter.com/PedroMKLeal Pedro Henrique Leal

    Sabe, acho que o problema maior nessa situação do Rio, é que isso já é um problema de anos, para o qual se virava o olhar, e se fingia qu enão estava acontecendo. Mas como deixou de ser uns probleminhas “pequenos” que só afetavam favelas, aí vira nóticia. Não estou dizendo que não é notícia, mas sim que deveria ter sido notícia muito tempo atrás. Mas, se você acha que o Rio não lhe afeta e não lhe é de interesse, realmente, não acompanhe, o mesmo vale para outros problemas e outras crises, mas depois não fique achando que o creco veio do nada.

    É o meu conselho.

  • Anselmoarcendino

    parabéns aos politicos que autorizaram e deram total apoio as intervenções policiais e a força nacional.por favor não parem,estamos aliviados eo os marginais sufocados.

  • Gbp-22

    Em partes eu concordo, mas não deixo de exibir minha satisfação quando vejo o jornal, e vejo um monte de traficantes perdendo. Só quem é Carioca entende o quão nós estamos de saco cheio daquela realidade. Eu quero que se foda a globo e o sensacionalismo dela, contanto que continue com a operação, e pacificando as grandes favelas, estou mais do que satisfeito. Além do mais, como diz o Cap. Nascimento: “Bandido bom, é bandido morto [...]“

  • Alysson Porto

    Acredito que ficar alheio a esses tipos de informações é ficar alheio a coisas que acontecem não só na sua cidade, seu estado, como no seu país. É claro, que a revolta de poucos pelo twitter e outros meios não vai mudar em nada o conflito, mais está ligado a esses tipos de conflitos nos ajuda por exemplo a ter um ponto de vista mais crítico sobre a política de segurança do estado do Rio e a partir disto, escolher um governador, prefeito ou qualquer político que concorde ou discorde com um ideal crítico formado a partir da notícia lida.

    Pra ser mais claro: tem gente que concorda com essa invasão da polícia nas favelas e tem outras que não, que acham que não é por aí que o caminho é outro, assim como há políticos(pelo menos em tese, assim espero) que acreditam no mesmo. Portanto acompanhar esses tipos de informações seriam bastante úteis para formação de um eleitor consciente não?

    Acredito que não usar desses meios de informação seria extremismo.
    E o conceito de Informação seletiva está deturpado. Pois, na minha opinião seria melhor empregado se influenciasse o leitor a filtrar e refletir sobre as informações lidas, não ignora-las, como se não fizesse parte da sociedade e não pudesse fazer nada para influenciar o meio que vive.

  • Digovr

    Nunca vi tanta besteira escrita em apenas um texto. Cara, acompanho Papo de homem diariamente e gosto muito, mas quando alguns dos “escritores” que postam aqui tentam se achar mais inteligente que a maioria da pessoas o negócio estraga, e ultimamente vem acontecendo isso aqui direto. Pessoas travestidas de intelectualóides escrevendo textos como se fossem os sabichões e os corretos da sociedade que fazem diferente de todo resto das pessoas e que esse jeito diferente é o modo correto, porque eles são mais inteligentes.
    Pessoal vamos ser simples nos textos, quando era assim, era bom.

  • http://www.facebook.com/people/Raf-Zan/1409566223 Raf Zan

    Acho bem interessante filtrar informações e gerar produtividade. Mas, no meu caso, experiências contam como fonte de inspiração e criatividade – eu praticamente necessito do que você considera inútil ou pouco influente. Eu sou designer, e consigo subconscientemente gerar design e absorver experiência estética de quase tudo que me rodeia. Não existe referência ruim, pois até o feio é referência, é visualidade.

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Neto/100001393534145 Lucas Neto

    De certa forma, acredito que todo mundo faça pelo menos um pouco de dieta informacional. A quantidade de informação que existe a disposição na internet, tv, jornais e revistas superou a capacidade humana pra acompanhar tudo isso. A pessoa precisa ficar o dia inteiro assimilando para saber tudo que acontece, então automaticamente selecionamos o que nos interessa mais e deixamos o resto de lado em maior ou menor grau.

    Mas eu não gosto muito da ideia de levar isso a um grau acima, otimizando suas leituras e buscas para uma parcela menor de informação. Por mais que isso melhore seu tempo e beneficie outras partes da sua vida, há muita coisa acontecendo para deixar tanta coisa de lado e isso também pode refletir de forma negativa na sua algum dia. Não é pra comentar com alguém, mas para saber mesmo, ter noção do que acontece ao redor de você. O fato de você acompanhar o que acontece no Rio não melhora o seu dia nem a sua vida, mas te deixa mais informado sobre a situação do país em que você vive.

    Falta de informação nunca é bom negócio, então pelo meu ponto de vista é muito válido ficar sabendo pelo menos um pouquinho de quase tudo.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu acho que eu entendo o que você quis dizer com essa dieta de informação. Eu acho que de certa forma há um certo sentido nisso. Em vez de ler 5 ou 6 artigos por dia sobre o que está acontecendo no Rio de Janeiro (podeira ser qualquer outra), seria mais interessante eu ler um resumo semanal e gastar o tempo que eu gastaria lendo esse artigos, lendo um livro que pudesse ajudar a dar aquele boom na minha. Assim como também usar muito do tempo que eu passo me indignando com certas temáticas fazendo outra coisa mais produtiva da minha vida, afinal de contas se eu não conseguir transformar essa minha indignação em algo produtivo, ela não serve de nada.

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    Olá Seiiti, parabéns pelo texto, gostei bastante. Achei muito interessante o fato de vocês nos alertar sobre a qualidade da informação que é transmitida pela televisão. Mas tenho uma ressalva.

    Acredito que conhecer a realidade, por mais violenta e degradante que seja, faz parte da formação de um cidadão consciente que pode, e deve, lutar pelos seus direitos básicos. Não sei se entendi direito o seu texto, mas você sugere que, já que a maioria não pode fazer nada a respeito para ajudar esse caos do Rio de Janeiro, a solução, para sermos mais eficientes, seria ignorar esses acontecimentos. É isso mesmo? Se for isso, discordo um pouco.

    Acho que um caminho interessante a se tomar é se informar (e se formar) através de outras fontes (que não a televisão, internet, rádio, etc) e procurar conhecer a fundo o problema. O crime e o tráfico de drogas nas favelas é um problema antigo, que tem causas enraizadas em todo o processo de desenvolvimento do Brasil. Acho que conhecer as causas e toda essa história, mesmo que não seja com a devida profundidade, vale muito mais a pena do que simplesmente ignorar o que está acontecendo. E, quem sabe até, agir como formador de opinião para as pessoas próximas a você, fazendo com que elas não fiquem reféns apenas das informações midiáticas.

    Parabéns pelo texto mais uma vez. Abraço.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      A melhor parte de publicar no PdH é o bate papo nos comments, que o GNV costuma chamar de nossa conversa de mesa de bar. E nessa conversa que estamos tendo, Danilo, concordo contigo.

      A solução que você propõe no seu comentário é excelente, pois é um tipo de maturidade que vai além do fato de consumir passivamente o que o Datena fica berrando na televisão. O que você descreve sim é o processo de se informar. Ver TV ou ler jornal não conta. Ficar dando RT também não conta.

      Mas, sendo super sincero, o tema de crime e tráfico de drogas não é minha especialidade nem minha prioridade. Estou falando sem hipocrisia.

      Existem tantos tópicos rolando que não dá pra acompanhar tudo com essa profundidade.

      Por exemplo, o lance do petróleo que a BP derramou: não tive tempo de me informar devidamente. Vi um vídeo no TED Talks que me deixou muito emocionado http://www.youtube.com/watch?v=7gouSXt2zE4 principalmente quando ele fala do que aconteceu com golfinhos.

      Gostaria de ter me informado mais? Certamente.

      Faz parte da minha prioridade atual? Não.

      No perfil que descrevi do Maníaco por Otimização, se não vou me informar com a maturidade que você descreve, não vou me contentar com a opção de pegar informações mal regurgitadas pela grande mídia. Para mim, assumir o papel de telespectador seria agir como uma ovelha sem senso crítico ou sem propósito maior.

      Minha atuação como cidadão dentro da sociedade é em outras especificidades – estou investindo pesado na área de educação, pois vejo o modelo atual como um grande legado desatualizado da era industrial, na linha do Sir Ken Robinson – http://www.ted.com/talks/ken_robinson_says_schools_kill_creativity.html

      Nosso mundo é tão abundante que existe espaço para todo mundo.

      Acho que o maior erro é querer obrigar todo mundo a seguir a mesma fórmula, o mesmo template. Aí não dá mesmo. Desculpas a todos os leitores caso deixei a possibilidade dessa interpretação.

      Acabei de receber pelo Twitter o comentário do @pabloabarbosa dizendo o seguinte:

      “A TV mostra a CRISE. Ng discute como chegamos na crise, saca. O próprio estado tem sua culpa. Tá lutando contra o que criou. Por exemplo. O Rodrigo Pimentel (Ex-BOPE) e comentarista policial do RJTV foi nomeado secretário de assist. social.

      É isso que falam no tropa de elite 2. Usam a mídia pra se promover e não pra resolver. Trouxa é quem se alimenta dessa mídia.”

      Acho bastante difícil ter uma discussão de qualidade vinda de uma fonte genérica como um noticiário televisivo. Como regra geral, o jornal impresso tem a tendência de ser melhor, mas televisão é realmente algo que vai na linha do comentário do @pabloabarbosa – o que precisamos é de educação. Mas falar disso não traz audiência, nem anunciantes no horário do comercial.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Seiiti, sensacional… inclusive o e-mail da sua amiga abaixo. E concordo plenamente com você no aspecto de que se informar de verdade sobre todas os problemas do Brasil (ou do mundo) é inviável para qualquer ser humano. A idéia é focar os esforços em nossas áreas mesmo e encarar o que vem da grande mídia com um senso crítico bem forte. Grande abraço!

      • http://twitter.com/algumeduardo Eduardo C. Alves

        A ressalva que tina foi levantada pelo Danilo.
        O sensacionalismo envolto nesse ambiente acaba prejudicando e muito quem procura se inteirar buscando uma formação de opinião e esses muitos meios sensacionalistas acabam congestionando o que de fato é informação, ficando difícil separar da enrolação.
        Tendo essa linha de pensamento, vemos as vantagens da dieta de informação.
        Triste é que, como vestibulando, não posso ignorar esses acontecimentos. Queria muito, que meios da mídia fizessem uso da objetividade em suas publicações, pois acabo perdendo tempo filtrando-as.
        Seiiti, texto excelente e Danilo, Excelente ponto levantado.

        Abraços

      • Karina

        Seiiti, esse seu comentário é sensacional. Li seu texto e concondo com ele. Mas sua resposta ao Danilo é a síntese de tudo o que vc escreveu. Fica bem claro a idéia central do texto.
        Sobre a dieta informacional, tento todos os dias aplicá-la, pois o volume de (des)informação é tão grande, que só se vc for uma esponja pra sugar tudo. E acaba não sabendo nada, porque não dá pra conhecer, a fundo, tudo sobre tudo. É isso.
        Vlw!

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Fantástico!

    Acredito que o tempo que muitas vezes perdemos acompanhando guerra contra o tráfico ou notícias de meninos mimados que batem em homosexuais, pode ser utilizado muito bem na melhoria de nossas saúde, investindo em novos aprendizados ou curtindo com a família. Ficar sempre vidrado em notícias é a pior burrice! Vale a pena claro acompanhar algumas notícias de economia, tecnologia, esportes ou curiosidades, porém a midia no geral gosta de focar muito mais na violência do que em assuntos que possam agregar bons valores para um cidadão.

    Abraços

  • Anônimo

    Nâo li as outras respostas, portanto peço perdão adiantado por possível repetição de conteúdo,

    Seiti, você propôs dois tipos extremos de cidadãos. O primeiro é completamente alienado ao conhecimento popular e foca sua vivência apenas no que lhe importa e foda-se. Um egoista maldito. O segundo, por outro lado, é um viciado em eficiência que dedica sua vida à otimização de seu tempo e suas experiências. O maniaco por otimização.

    Eu sugiro um terceiro caminho, um meio termo. Posso não falar por todos, mas com certeza falo muita gente quando digo que…se alienar propositalmente ao comum e dedicar uma vida à otimização de seu tempo e recursos pode não ser tão…satisfatório.

    Por outro lado, unir o melhor de dois mundos pode ser possível. Cultivar hábitos otimizantes e filtrar informações desinteressantes -mas sem deixar de se permitir pequenos desperdícios, distrações ou excessos.

    Talvez eu tenha tido uma impressão errada, mas também li no seu blog pessoal alguns artigos que suegerem que você desaprova qualquer tipo de desperdício de recursos (tempo, dinheiro, conhecimentos, etc). Não sei se entendi errado esse posicionamento seu, talvez alguns parágrafos de resposta possem clarear minhas idéias a respeito.

  • Lucas

    Tomar conhecimento do que está acontecendo é fundamental para ter consciência da situação do mundo, da própria realidade geral, toda informação pode enriquecer-te. O que não acho certo é perder tempo com coisas inúteis, por exemplo, eu acompanho o andamamento das operações no Rio de Janeiro, com matérias curtas na internet, mas no entanto não chego a perder 1 hora apenas assistindo a informações desnecessárias e repetitivas. Esse texto é muito bom, mas não se encaixa totalmente nessa situação, já que ela é realmente importante, mas sem dúvida alguma é perfeito quanto a situações fúteis.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Recebi por email um comentário interessantíssimo de uma amiga que admiro demais.

    Vou citar, editando alguns trechos:

    QUOTE
    Seiiti, eu tb nao leio muito jornais, vejo TV e etc, mas nao porque sou contra a informaçao, ou faço a tal dieta, mas porque tenho plena convicçao que eles nao informam nada.

    Ontem mesmo disse ao [EDITADO] que fico impressionada com a quantidade de palavras escritas em um jornal, sendo que nem um décimo delas para uma informaçao de verdade. Sao textos superficiais, mal escritos, que nao têm qualquer precupaçao em fazer reflexaçao sobre o que, no caso, está acontecendo nesses dias no Rio.

    Mas acredito que isso ocorra por preguiça das pessoas, dos destinatários de tudo isso. As pessoas querem fingir que sao informadas, para nao se sentirem e nao serem tachadas de alienadas, mas é tudo muito falso. Eu, vc, etc, faço de conta que me informo, os meios de comunicaçao fazem de conta que informam.

    Eu, por interesse próprio, e por querer entender a realidade que trabalho e convivo todos os dias, busco essa tal informaçao que, definitivamente, nao está na Folha e etc, nem na TV.

    Leio livros de sociologos como o Luiz Eduardo Soares, de favelados que discutem a questao como Celso Athaide e o MV Bill, de pessoas que trabalham em segurança pública
    como o PImentel, de cineastas como o Padilha (o documentário do 174 que ele fez é um puta filme e recomendo pra qualquer pessoa que queira se ‘informar’e refletir a questao), de jornalistas realmente sérios como o Caco Barcelos (O ABUSADO é imprescindivel para entender tudo isso e mudou minha visao sobre o ‘problema’, além de todos os livros de jornalismo investigativo dele tb), até o Joao Moreira Sales, com a visao romantica da criminalidade dele, suscita questoes. Leio tb blogs, acompanho pesquisas sobre números de criminalidade, participo de fóruns e debates do MP sobre tráfico e criminalidade, sistema prisional, segurança pública. Além, é claro, de [EDITADO], na busca de entender nossa realidade.

    O mesmo posso transportar pra política, meio ambiente, moda e etc.

    Só quero dizer que informaçao, conhecimento, discussao, reflexao sao válidos para qualquer pessoa que viva em sociedade e é minimamente comprometida com sua realidade e que, de uma forma ou outra, queira mudá-la e que queira fazer parte dela de forma resposável.

    Mas isso, definitivamente, nao é encontrado em um só lugar, seja nas ruas, ou na academia (meio academico, quero dizer), e muito menos na Folha, no Estadao ou na Globo.

    Ou seja, só nao devemos é confundir alhos com bugalhos.
    [UNQUOTE]

    Sensacional. Acho que deu pra entender o motivo da minha admiração.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Recebi por email um comentário interessantíssimo de uma amiga que admiro demais.

    Vou citar, editando alguns trechos:

    QUOTE
    Seiiti, eu tb nao leio muito jornais, vejo TV e etc, mas nao porque sou contra a informaçao, ou faço a tal dieta, mas porque tenho plena convicçao que eles nao informam nada.

    Ontem mesmo disse ao [EDITADO] que fico impressionada com a quantidade de palavras escritas em um jornal, sendo que nem um décimo delas para uma informaçao de verdade. Sao textos superficiais, mal escritos, que nao têm qualquer precupaçao em fazer reflexaçao sobre o que, no caso, está acontecendo nesses dias no Rio.

    Mas acredito que isso ocorra por preguiça das pessoas, dos destinatários de tudo isso. As pessoas querem fingir que sao informadas, para nao se sentirem e nao serem tachadas de alienadas, mas é tudo muito falso. Eu, vc, etc, faço de conta que me informo, os meios de comunicaçao fazem de conta que informam.

    Eu, por interesse próprio, e por querer entender a realidade que trabalho e convivo todos os dias, busco essa tal informaçao que, definitivamente, nao está na Folha e etc, nem na TV.

    Leio livros de sociologos como o Luiz Eduardo Soares, de favelados que discutem a questao como Celso Athaide e o MV Bill, de pessoas que trabalham em segurança pública
    como o PImentel, de cineastas como o Padilha (o documentário do 174 que ele fez é um puta filme e recomendo pra qualquer pessoa que queira se ‘informar’e refletir a questao), de jornalistas realmente sérios como o Caco Barcelos (O ABUSADO é imprescindivel para entender tudo isso e mudou minha visao sobre o ‘problema’, além de todos os livros de jornalismo investigativo dele tb), até o Joao Moreira Sales, com a visao romantica da criminalidade dele, suscita questoes. Leio tb blogs, acompanho pesquisas sobre números de criminalidade, participo de fóruns e debates do MP sobre tráfico e criminalidade, sistema prisional, segurança pública. Além, é claro, de [EDITADO], na busca de entender nossa realidade.

    O mesmo posso transportar pra política, meio ambiente, moda e etc.

    Só quero dizer que informaçao, conhecimento, discussao, reflexao sao válidos para qualquer pessoa que viva em sociedade e é minimamente comprometida com sua realidade e que, de uma forma ou outra, queira mudá-la e que queira fazer parte dela de forma resposável.

    Mas isso, definitivamente, nao é encontrado em um só lugar, seja nas ruas, ou na academia (meio academico, quero dizer), e muito menos na Folha, no Estadao ou na Globo.

    Ou seja, só nao devemos é confundir alhos com bugalhos.
    [UNQUOTE]

    Sensacional. Acho que deu pra entender o motivo da minha admiração.

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Bem, como morador do Rio eu posso dizer que eu isso realmente faz sentido. Por mais que eu queira me manter bem informado eu tenho consciência de que certos níveis de informação não estão acrescentando nada pra minha capacidade de reflexão ou ação sobre o tema, servindo basicamente para gerar paranóia e impedir que eu consiga me focar em diversos outros assuntos.

    Vou ler mais sobre esse tema da dieta informacional, realmente algo interessante.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Que bom que não levou para o lado pessoal, João. Quando resolvi escrever o post, uma coisa que eu não queria era ofender os amigos cariocas com a possibilidade de uma interpretação negativa.

      Sobre a dieta informacional, tem alguns pontos positivos, outros negativos, e bastante hype que o Ferriss cria – mas isso é assunto para um post separado.

  • http://www.facebook.com/BlackFelipe Luiz Felipe Rodrigues Rosa

    O legal disso é participar diretamente sobre essa notícias em vez de acompanha-las. Sou soldado paraquedista, tropa de elite do exército. Me senti muito honrado em participar ativamente naquilo que pode ser um marco na história do Rio. Porque? Pelo menos agora mostramos que realmente temos real poder de combater esses criminosos. Mas só sendo ignorante para saber que tudo isso não é a medida mais certa, é a medida de emergência. Mas só investido na educação, na socidade, no próprio pensamento do povo que poderemos mudar esse cenário. Mas me sinto orgulhoso por ajudar a famílias a viver mais em paz.

  • http://twitter.com/scrapthought Amós Batista

    Como eu sempre digo: Informação demais faz mal.

    Ficar no twitter o dia todo ou ficar lendo e assitindo muita notícia dá um desgaste muito grande na cabeça nas pessoas, e isso acaba com o raciocínio.
    E quem fica nisso, não sabe, mas está alimentando um vício muito prejudicial.

    Aprender a ver o que convém, e deixar de lado o exagero, e o que não vai ajudar em nada no seu dia-a-dia é o melhor á se fazer. Desde que deixei de assistir estes reporters policiais e de ver o twitter, vi que isto muito me ajudou.

  • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cardadeiro/1042541162 Roberto Cardadeiro

    Peraí, peraí. Eu me dei ao trabalho de lêr comentários recentes ao artigo sobre o Mark e agora os deste post, não somente para saber o que as pessoas estão pensando mas também para tentar seguir a tua linha de pensamento, Seiiti.

    Antes de mais nada, existe tanta coisa que eu observei que vou ter que me organizar para falar.

    Primeiro sobre essa prática de “excluir” informações recentes, sem refinamento ou mesmo banais transmitidas pelas principais emissoras ou mais expecificamente nesses programas de fofoca como o Datena eu sou completamente a favor. Não me vem à cabeça outra palavra senão, informação banal e que complica mais ainda a cabecinha de pessoas com falta de senso crítico.

    Segundo, eu moro no Rio de Janeiro, mas antes que pensem eu não sou carioca, na verdade estou no Brasil há 7 anos e queria aproveitar a oportunidade para falar com uma visão mais ampla o motivo de acompanhar a transmissão desta guerra.

    Neste tempo que estou no Rio uma das coisas as quais nunca entendi foi porque era tão dificil entrar na porcaria da favela e expulsar os vagabundos de lá. Quem aqui nunca ficou conversando com os amigos e em algum momento o papo chegava na violência e no final o consenso geral era tacar uma bomba no topo de cada moro e matar o máximo possível de criminosos. Essa lembra também o papo sobre tacar uma bomba no congresso certo? Mas como todos sabem esse não é a melhor maneira. Então qual a dificuldade e melhor maneira de solucionar isso?

    A primeira dificuldade na minha opinião era a falta de confiancia na polícia. Pior, era a própria falta de confiancia da polícia nela mesma. Eu acompanho os postes do PdH através do Google Reader e lembro de um que marquei como gostei e compartilhei com o pessoal falando sobre o Rodriguo Pimentel como um dos caras que deveriamos conhecer. Concordo. Lembro também de um vídeo com duas partes onde ele falava em alguma parte que fazia o trabalho dele mas não via evolução, solução e futuro para o ciclo de operação sem frutos válidos para a sociedade.

    Agora com estas operações, operações de verdade, a primeira coisa a ser observada é a recuperação da confiança pela população e pela própria polícia. Como estou acompanhando as transmissões vi várias cenas que me deram vontade de estar lá e falar: Agora vai!

    Na minha opinião os principais frutos desta guerra e que não deveriam ser tratados como notícias banais e que não vão dar em nada são:

    - As pessoas das comunidades ligando desesperadamente para o disque denúncia para dizerem onde estão os bandidos, drogas e armas. PORRA, nunca uma pessoa em sã consciencia iria denunciar bandidos sabendo que iria morrer no dia seguinte.
    - Ver os olhos, das pessoas das comunidades, brilhando simplesmente porque pode abrir a janela de casa. Nâo sei quanto a vocês, mas eu não sei o que é não poder abrir a janela da minha casa. Vamos deixar de ser hipócritas.
    - Polícia civil, PM, PF e marinha juntos numa puta operação sem civís mortos até agora nem policiais.
    - Duas favelas picas dominadas em poucos dias. Puta operação, de novo.
    - Antes que alguém venha falar que os estado está correndo atrás do que deveria ter feito há muito tempo. Concordo. Porém ele está fazendo agora então devemos apoiar com todas a nossas forças e não ficar olhando com desdem. Essa é uma reação que eu venho observando em quase todas as pessoas. Elas ficam pedindo, reclamando e quando aparece ficam chamando de notícia fofoca. Acho que é mais profundo que isso.

    Seiiti para finalizar queria dizer que a tua matéria sobre selecionar conteúdo é muito boa porém não concordo em marcar este tema como selecionavel. Na minha opinião este é um tema que todos deveriamos descutir e aprofundar. Considero que os dois filmes do Tropa de Elite tiveram alguma influência nisto tudo.

    O que tu achas?

    • http://twitter.com/habnertc Hábner

      Roberto, gostei do seu texto. Com relação à colaboração dos moradores da favela que se dizem reprimidos pelos traficantes, tem uma passagem de Arnaldo Jabor que é oportuna:

      “- 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira..

      Já foi.

      Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.

      Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.

      Hoje a realidade é diferente.

      Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como ‘aviãozinho’ do tráfico para ganhar uma grana legal.

      Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.

      Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.”

      Concordo em tudo com ele. Forte abraço

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Comentário excelente, Roberto! Deixa eu ir nesse momento apenas no seu penúltimo parágrafo, contextualizando o assunto.

      Eu já estava faz tempo querendo escrever algo sobre as idéias do Tim Ferriss. Algumas são boas, a maioria é um grande exagero hypado com técnicas de marketing, e algumas poucas são bem ruins.

      Dentro da Equipe PdH a gente conversa direto sobre possíveis pautas. Quando sugeriram a tragédia do Rio, eu disse que poderia comentar sob a perspectiva da dieta informacional. Se eu compartilhasse esse conceito falando do barulho das vuvuzelas, haveria unanimidade. Inclusive, na época da Copa, a gente divulgou um truque para diminuir o ruído (que originalmente foi proposto pela Super Interessante). Mas não haveria a riqueza de debates.

      Já combinar a dieta informacional com temas de interesse público é uma fórmula bombástica para uma rica discussão. Você que leu os comentários todos me diga o que achou… eu gostei muito!!!

      Por tudo isso, acho que você identificou com muita propriedade que existe aqui uma controvérsia. Que é sempre saudável, quando falamos de PdH. Veja que em uma área de comentários geral, seria normal encontrar trolls e outros fazendo xingamentos aleatórios sem refletir. O seu próprio texto e o de todos os demais aqui mostra como conseguimos criar um ambiente de reflexão e diálogo rico.

      É bom demais compartilhar um texto e saber que ele fica muito enriquecido com o debate.

      • http://www.facebook.com/people/Roberto-Cardadeiro/1042541162 Roberto Cardadeiro

        Sim é verdade, um bom debate é maravilhoso. Para tu veres até aqui no PdH eu tenho que selecionar artigos para ler, se não tiver muito tempo. Como nem sempre eu posso ler os artigos diários eu costumo deixar para ler depois e dependendo da semana ficam muito artigos para ler de uma vez só.
        Eu comecei a ler o PdH no final de 2008 e nesse tempo os textos eram menos frequentes então eu podia ler todos. Hoje em dia, com o site se tornando uma revista mesmo, a quantidade de matérias está ficando absurda para acompanhar assiduamente.
        Continuem com esse excelente trabalho nas matérias e cabe a cada um selecionar o que quer ler ou não.
        Abração!

  • http://twitter.com/Raphael_Gans Raphael Gans

    Texto interessante. Pena que tenha um paragrafo que vai acabar contendo alguns comentários mais exaltados, exatamente o tipo de que se precisa para firmar uma idéia. (risos)

    Discordo de você, man.
    O acompanhamento de noticias como esta tornam o público mais informado, e acabam por tornar-nos mais conscientes das situações que ocorrem no país e no mundo. Obviamente, como o nosso carissimo João Gostoso, se informar e não fazer nada a respeito da situação é moralmente ultrajante.

    Aí está a diferença fundamental entre o que você propõe e o que acredito ser uma solução mais inteligente para este burburinho de pseudo-manifestantes de twitter. Mais interessante do que uma dieta informacional é uma pré disposição ao agir consciente. Em ves de filtrar as informações que chegam, temos é de descartar algumas criticamente e passar a trabalhar em cima das que nos forem atraentes.

    “Queimar livros” é péssimo, sempre. Mas queima-los sem te-los lido, é pior ainda.

    Abraços Seiiti
    Espero mais textos seus por aqui o PdH

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Raphael, deixa eu falar na “boua”?

      Concordo contigo!!! Já estou te seguindo no Twitter e vi que estuda sistemas de informação. Não sei se esse conceito pertence à disciplina, mas eu gosto muito dos sistemas complexos. Li faz tempo sobre isso num livro do Stephen Johnson, chamado Emergência.

      Quando olhamos pra sociedade geral, ao invés de indivíduos isolados, podemos identificar certos padrões e microcomunidades. Alguns são os Joões (?) Gostosos da vida, que apenas consomem mal e porcamente a informação, mas que contribuem para que exista ainda a audiência de massa e portanto certos modelos de receita e produção de material neste modelo.

      Imagina se todo mundo fosse fã de algum assunto completamente específico (conceito Cauda Longa): não haveria nunca espaço para um Jornal Nacional, para uma Veja, que bem ou mal contribuem para a cola da sociedade e temas comuns que nos definem, querendo ou não.

      Agora, deixando essa grande massa de lado, é possível o outro extremo da super dieta informacional (modelos Egoísta maldito e Maníaco por informação) e também os diversos tons graduais no meio, como a solução balanceada e elegante que vc descreve.

      Cada um deles cumpre um papel diferente no nosso ecossistema. Eu compartilhei um pouco da minha abordagem, por imaginar que é algo de certa forma incomum e que contribua para um bate papo legal – e está sendo, demais!

      Abraço, bro!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Raphael, deixa eu falar na “boua”?

      Concordo contigo!!! Já estou te seguindo no Twitter e vi que estuda sistemas de informação. Não sei se esse conceito pertence à disciplina, mas eu gosto muito dos sistemas complexos. Li faz tempo sobre isso num livro do Stephen Johnson, chamado Emergência.

      Quando olhamos pra sociedade geral, ao invés de indivíduos isolados, podemos identificar certos padrões e microcomunidades. Alguns são os Joões (?) Gostosos da vida, que apenas consomem mal e porcamente a informação, mas que contribuem para que exista ainda a audiência de massa e portanto certos modelos de receita e produção de material neste modelo.

      Imagina se todo mundo fosse fã de algum assunto completamente específico (conceito Cauda Longa): não haveria nunca espaço para um Jornal Nacional, para uma Veja, que bem ou mal contribuem para a cola da sociedade e temas comuns que nos definem, querendo ou não.

      Agora, deixando essa grande massa de lado, é possível o outro extremo da super dieta informacional (modelos Egoísta maldito e Maníaco por informação) e também os diversos tons graduais no meio, como a solução balanceada e elegante que vc descreve.

      Cada um deles cumpre um papel diferente no nosso ecossistema. Eu compartilhei um pouco da minha abordagem, por imaginar que é algo de certa forma incomum e que contribua para um bate papo legal – e está sendo, demais!

      Abraço, bro!

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Raphael, deixa eu falar na “boua”?

      Concordo contigo!!! Já estou te seguindo no Twitter e vi que estuda sistemas de informação. Não sei se esse conceito pertence à disciplina, mas eu gosto muito dos sistemas complexos. Li faz tempo sobre isso num livro do Stephen Johnson, chamado Emergência.

      Quando olhamos pra sociedade geral, ao invés de indivíduos isolados, podemos identificar certos padrões e microcomunidades. Alguns são os Joões (?) Gostosos da vida, que apenas consomem mal e porcamente a informação, mas que contribuem para que exista ainda a audiência de massa e portanto certos modelos de receita e produção de material neste modelo.

      Imagina se todo mundo fosse fã de algum assunto completamente específico (conceito Cauda Longa): não haveria nunca espaço para um Jornal Nacional, para uma Veja, que bem ou mal contribuem para a cola da sociedade e temas comuns que nos definem, querendo ou não.

      Agora, deixando essa grande massa de lado, é possível o outro extremo da super dieta informacional (modelos Egoísta maldito e Maníaco por informação) e também os diversos tons graduais no meio, como a solução balanceada e elegante que vc descreve.

      Cada um deles cumpre um papel diferente no nosso ecossistema. Eu compartilhei um pouco da minha abordagem, por imaginar que é algo de certa forma incomum e que contribua para um bate papo legal – e está sendo, demais!

      Abraço, bro!

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Gian – eu queria ter feito esse comentário do acompanhar como se fosse um jogo, mas acabei me esquecendo. Que bom ver esse comentário, pois eu também sinto algo muito parecido também no caso por exemplo das discussões eleitorais.

    • Mandy Wk

      Esse seu comentário citou exatamente oq eu iria comentar: Sobre as discussões eleitorais! Concordei em quase tudo q li em seu texto, + quando escreveu isso “Eu também concordo que uma pessoa que fica alienada à vida política e social não merece fazer parte da sociedade, pois está apenas sugando valor.” acabei discordando… Sempre acompanho tudo sobre a política, acompanho pois preciso discutir sobre isso com meus amigos e familia!!! Discutir sobre oq é certo, oq é errado, em quem votar! Isso realmente afeta meu futuro, como o futuro d todos aqui. E realmente acho q isso não seria perda de tempo, pois é a melhora da vida de muitos q esta em jogo, e ter uma visão egoísta disso acho absolutamente errado.
      Discordei apenas disso, se caso entendi mal, me corrija por favor.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Edujanu, no bate-papo com o Danilo Scorzoni Ré, abaixo, acho que eu consegui entender que tudo também é questão da nossa decisão em querer ou não se engajar. O que acha?

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Fala Paulo! Acho que é tudo uma questão de gosto pessoal, e alinhamento com os projetos pessoais que você tem. Como eu copiei-e-colei o email de amiga minha, além de leitura de qualidade, ela tem ativa participação em fóruns de discussão especializado, conversa com gente da área, etc. Pois ela atua no grande mecanismo de justiça do governo.

    No meu caso, sou empreendedor na área de educação. Para mim, distração produtiva também é em leitura de livros (veja qualquer coisa do Malcolm Gladwell – é difícil não gostar do material dele) e também em criação de treinamentos online.

    Notei que vc está com um site portfolio em construção. Se tiver interesse em desenvolver blog paralelo às suas atividades, acho que poderá também encontrar muitos diálogos ricos com outros caras que escrevem assuntos nas suas áreas de interesse.

    • http://www.paulovsk.com/ Paulo Roberto

      Huuum… entendo seu ponto de vista.

      Outra idéia do texto a destacar é: se preocupe bastante com aquilo que você pode interferir. Realmente, fazer piadinhas ou xingar no twitter não vão ajudar em nada. Essa é outra forma de se verificar se estamos gastando nosso tempo produtivamente. BOOA!

      Também gosto muito de ler, leio bastante. Vou dar uma olhada no Malcolm Gladwell.

      Fiquei curioso a respeito da sua empresa[ e idéias ], mas faltou um link para o site.

      Enfim, valeu as dicas!

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Fala Júnior – isso que você disse é sim uma verdade. E eu me pego sim, pensando de tempos em tempos, o que é que poderia ser feito para trazer uma paz que a gente merece.

    Li o The Tipping Point (O Ponto da Virada) do Malcolm Gladwell, particularmente no caso da redução de crimes em Nova Iorque, esperançoso de encontrar alguma fórmula que pudesse ser aplicada ao Brasil, mas não achei nada muito específico.

    Uma coisa que espero que aconteça, com o tempo, é que a disseminação de tecnologias de informação e comunicação possam contribuir para uma sociedade mais transparente, onde quem comete crime é automaticamente denunciado. Por exemplo: ao invés de radares instalados pela prefeitura, cada carro poderia ter uma mini-camera que registrasse tudo. Quando algum barbeiro comete uma infração, os carros ao lado podem resolver denunciar apertando um botão.

    Lógico que uma idéia maluca dessas tem mil problemas de privacidade, etc… e estou fugindo do ponto do seu comentário.

    Te digo que tenho muita vontade de contribuir com algo positivo com a situação atual, mas acho que apenas ficar olhando passivamente um noticiário superficial não é a solução que funciona para mim.

    E só mais um porém: muitas vezes, esses noticiários podem gerar um pânico e disseminar mais violência. É conhecido o fato de que logo após a divulgação de um suicídio que ganha as primeiras páginas, outras pessoas se suicidam diretamente… ou então os acidentes de trânsito fatais aumentam (vide Gladwell, Christakis e outros autores que exploram o assunto).

    Será que todos os Datenas da vida não estão colaborando para perpetuar o crime? Eu acho que sim. Ao noticiar uma barbaridade, existe uma subcomunicação de que aquele ato é possível e copiável.

    • Júnior Rodrigues

      Ah agora sim =D
      Esse seu comentário em cima da minha resposta é o que eu acredito que faltou pra tornar seu texto perfeito, a gente não precisa apontar soluções sempre, se a gente já tiver disposto e com boa vontade é um passo , então não adianta somente selecionar a informação nós precisamos tomar pelo menos inspiração e depois transpirar, é óbvio, e eu senti que faltou isso no texto.

      Gostei muito da sua resposta, mostra que você é um cara que tem muito a acrescentar, porque acho que fui meio provocativo, pra ver sua intenção mesmo e você tirou de letra, são debates assim ponderados que faltam para a nossa sociedade.

      O Datena com certeza contribui para aumentar a violência, pois ele dá a impressão de que a população gosta de violência e que todos achamos que a polícia deve virar esquadrão de execução sumária, mas o papel dele não deveria ser através da informação aprimorar o comportamento social? no final o que conta pra TV é o IBOPE, e a barbárie da IBOPE, desde uma briga de escola até a chinela cantando nos morros brasileiros.

      Então meu resumo é, vamos digerir sim toda informação, até a inútil e sem impacto imediato, e vamos nos inspirar na de impacto imediato e debater, propor e fazer, a educação e a tecnologia vão ser ferramentas, mas por enquanto o Estado deve ser duro.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Comentário muito bem posicionado, Rayssa. Obrigado.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Que bom que vc deixou esse comentário aqui, Hábner, pois sei que seria o caminho natural apenas concordar e pular pro próximo artigo a ser lido no seu RSS Reader. É o que eu faço: tenho uns 200 blogs que mandam diariamente artigos que eu leio numa tacada rápida, e raramente comento.

    Já estou te seguindo no Twitter. Se você quiser dar um add via LinkedIn, fica a vontade. Acho que a gente tem bastante a conversar sobre esses conceitos, que no exterior geralmente recebem a etiqueta de “life hacking” ou “lifestyle design”

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Beleza, Pedro? Já tou te seguindo no Twitter pois quero continuar a conversa. Por favor desculpe o tom do meu post que pode ter passado essa impressão.Amo o meu país e faz muitos, muitos anos que fico muito triste com tudo o que acontece.Noutro dia estava mencionando um efeito Hannah Arendt de que a pior violência que vivemos é a de nos acostumarmos com ela. Todo mundo usa grade em janela, insufilm em carro, carrega duas carteiras (uma semi-vazia pro bandido) e acha isso tudo super normal.Quando vc é roubado, você é otário de ter dado bobeira. A violência que fica cravada no inconsciente coletivo é difícil de ser revertida. O que acontece agora no Rio vai ter um impacto ainda maior em como percebemos as dinâmicas internas na sociedade.Como eu mencionei (não quero ficar postando comentário duplicado) em diferentes conversas aqui com nossos amigos, o meu principal objetivo com o texto é apontar que apenas ficar acompanhando o noticiário geralzão para a massa não leva a lugar nenhum. Apenas dá uma falsa impressão de estar sendo informado.E o business desses noticiários não é em informar nem educar. É conseguir audiência para poder vender publicidade.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Entendo o sentimento, Gbp-22

    (p.s. qual o significado do nick?)

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Curti o contraponto, Alysson. Aliás, essa é a principal crítica feita pelos leitores do Tim Ferriss (que foi quem ganhou maior exposição divulgando o conceito)

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Feedback recebido, Digovr.

    Não quero justificar nada, apenas compartilhar mais informações sobre o contexto: quando perguntaram dentro da equipe PdH quem é que poderia escrever algo sobre o assunto, eu respondi que não tenho acompanhado o tema por causa da dieta informacional.

    A idéia que se seguiu foi então de eu escrever sobre como aplico isso no meu dia a dia. Se a gente estivesse sentado numa mesa de boteco, não sei se eu transmitiria a imagem de ser o sabichão ou o correto da sociedade. Seria como se eu apenas estivesse contando como me comporto, com transparência e sem hipocrisia.

    Assim como no caso da ambulância e do motorista da BMW, o que eu fico curioso é quanto das palavras que eu utilizei no preparo do texto estejam associadas à figura do sabichão… ou se a impressão fica por conta de cada leitor, que tem um modelo de referências diferente.

    No que for da minha parte, vou fazer um filtro duplo na revisão para não dar essa impressão, pois eu também acho pedante e desnecessário quando um autor estraga o texto.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    “Zan, vai fazer o site!!!”

    (brincadeira, bro – valeu o comentário. Concordo contigo!)

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Lucas, acho que o seu comentário foi o mais pé no chão de tudo o que foi escrito nessa página inteira. Obrigado por equilibrar o ponto de vista do post inicial.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Exatamente! Resumiu tudo em um parágrafo, Leo!

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Exato, Gabriel.

    Como disse o Qui-Gon para o Anakin Skywalker: “Seu foco determina sua realidade”

  • http://mileumdias.tumblr.com/ Bernardo Vailati

    Concordo totalmente com sua visão. Aqui em casa não temos tv aberta ou vemos qualquer tipo de noticiário, não assinamos jornais ou revistas genéricas. Usamos a internet para nos informar do que realmente importa e temos como ajudar. Isso ao longo da minha experiência de vida fez toda a diferença, menos estresse e preocupação dentro de casa, muito mais tempo e cabeça para investir e pesquisar no que podemos fazer agora!Muito antes de qualquer noticia sobre a gordura trans na mídia, já procurávamos alternativas para não a consumir. Isso é o tipo de coisa que aqui acontece diariamente!A internet está ai, só de liberar espaço no seu dia e na sua mente você acaba por encontrar informações que realmente lhe ajudam.E não acho que um cidadão que sabe dos horrores que estão acontecendo no rio e não faz nada é um cidadão consciente, cidadão consciente faz o que pode e não só chora ou ri da desgraça alheia.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Caveira, vc é leitor velhaco aqui do PdH e sabe conversar legal com a turma.

    Como regra geral, sempre que a gente vê algum “terceiro caminho”, é porque é coisa boa. De fato, tudo aquilo que é extremo não é bom. Esse foi um dos ensinamentos que eu aprendi em um grupo de imigrantes japoneses que veio ao Brasil, chamado Seinen Kyokai, que tem como uma das principais filosofias o caminho do meio, longe dos extremos.

    Apesar de entender e aceitar essa filosofia de equilíbrio, eu também gosto muito do tal life-hacking, de determinar o meu próprio destino, modelando as condições de minha vida. Por isso acabei explorando o coaching e outros assuntos de desenvolvimento pessoal que vc encontrou no meu blog.

    O meio termo é o sustentável a longo prazo. Porém, para ter saltos quânticos, às vezes compensa fazer uns ajustes no sistema. É o que eu fiz, por exemplo, no tempo de colegial, quando me tornei um alienado social para ser aprovado no vestibular. Quando a fase passou, daí voltei a um equilíbrio maior.

    Mas daí veio a época de estágios e os primeiros empregos. Enquanto alguns caras faziam as oito horas normais de estágio, algumas vezes eu trabalhava 18 horas direto, matando aula para continuar trabalhando. Serviu pra algo? Sim, para algumas coisas.

    Olhando hoje, essas horas pesadas no começo da minha carreira eram até de certa forma injustas. Pois quando existe um cara dentro da empresa que se sujeita a trabalhar 18 horas, isso força a barra para todos os demais. Se existe apenas uma possibilidade de promoção, quem consegue é o que “jogou sujo” ao trabalhar mais.

    Esse tipo de filosofia é claro por exemplo na Suíça, onde é proibido trabalhar no domingo ou depois das 19:00. Você não encontra nada aberto: supermercado, posto… tudo fecha! Então tem aí um exemplo de uma sociedade que resolveu se regular para evitar esses abusos.

    Mas daí uma lojinha de paquistaneses vai e abre 24 horas… adivinha quem é que vai faturar? São os que saem da regra geral.

    Então, desculpe pelo comentário comprido, o que escrevi vai dentro de uma filosofia que em curtas palavras é: faça as coisas diferente, para ter resultados diferentes. Viver a vida como todo mundo faz é uma fórmula garantida para a mediocridade.

    Agora. Uma explicação de linguagem: Não existe nada ERRADO em ser medíocre (mediano, comum). Tem gente que adoraria ter uma vida mediana. Em diversas situações na minha vida profissional eu rejeitei ofertas de trabalho que me pagavam cinco vezes mais, porém significavam uma péssima qualidade de vida.

    Na área empresária é mais ou menos parecido: quem oferece produtos medíocres (sem sentido pejorativo) terá uma reação normal perante o mercado.

    O Seth Godin já chuta o pau da barraca e diz: se você fizer tudo normal, como os demais, vc está ferrado. “Safe is risky”: http://www.ted.com/talks/seth_godin_on_sliced_bread.html

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Correto, Lucas. Tem excelentes contrapontos feitos por caras geniais aqui. Quem acompanha o PdH geralmente me diz que gosta muito mais de ler os comentários do que o post. No caso do meu chute inicial, acho que o fato de ter polarizado a turma ajudou bastante pra conversa!

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    É isso aí, Amós. Acho que o Bruce Lee que certa vez disse que o segredo não é acumular, mas sim eliminar (sem duplo sentido!)

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    É isso aí, Amós. Acho que o Bruce Lee que certa vez disse que o segredo não é acumular, mas sim eliminar (sem duplo sentido!)

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Papel fundamental, Luiz. Vou responder com atenção a belíssima mensagem que vc me mandou. Valeu!

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Papel fundamental, Luiz. Vou responder com atenção a belíssima mensagem que vc me mandou. Valeu!

  • http://www.facebook.com/people/Vicente-Lo-Duca/100000327132630 Vicente Lo Duca

    Seiiti, essa frase “Essa minha alienação é proposital, para que eu não desperdice meu tempo em atividades onde tenho pouca ou nenhuma influência direta.” , é simplesmente birilhante.

    Devido a essa onda de ataques e a minha posição diferente da maioria que é “cool”, esquerdóide e puxa um back, acabei gastando horas e mais horas discutindo algo que eu ainda não tenho influência.

    Isso basta, vou voltar a estudar. Excelente post

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Bom estudo, Vicente! É um ótimo investimento, que permite fazer e alcançar grandes coisas.

  • http://twitter.com/amandoramos Amando Ramos

    Nunca comentei aqui, mas o texto da vez é ótimo e acredito que aprendi alguma coisa lendo o mesmo. Essa história de passar horas na frente da TV só vendo todo o nada que eles têm a falar é bastante conhecida. Filtro de informação é importante, sim. Porém, precisa ser mais usado.

    Não tenho nenhuma vergonha em dizer que posso me considerar um “João Gostoso” desses que você exemplificou por aí. Mas quando se discute qualquer assunto, o objetivo é fazer com que ambas as partes discordantes cheguem a um denominador comum. Então, de certa forma, mesmo quando o “João Gostoso” critica a Globo apenas por criticar, ele procura (e às vezes consegue) gerar uma mudança de pensamento, ainda que mínima, por parte de quem defende aquele tipo de jornalismo.

    Ele expôs sua opinião na esperança de que alguém que o tenha lido e era contrário seja influenciado. Não acho que haja crime intelectual nisso. É mais ou menos como um pai que tenta influenciar seus filhos expondo seus pensamentos ao ver o JN.

    Quem vai ler que faça o seu julgamento, se aquilo é ou não útil ao propenso receptor da mensagem. E que o mesmo faça uso do tal filtro de informação.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Em nenhum momento o Seiiti se colocou como o dono da verdade. Ele compartilhou a visão dele. O resto foi uma leitura sua, Digovr.

    Recomendo dar uma lida nesse texto aqui: http://luizeduardosoares.blogspot.com/2010/11/crise-no-rio-e-o-pastiche-midiatico.html

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Martins/100000931854366 Diogo Martins

    Gostei muito do texto, eu ja faço um pouco de “alienação proposital”. Não li os outros então não sei se o assunto ja foi tocado, mas como alguém pode não dar atenção as eleições?
    Eu sei que ta muito difícil no Brasil achar um político decente, mas a gente tem que tentar dar o melhor rumo pro nosso país.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Sabe, Diego, que até recentemente eu tinha uma postura meio alienada sobre eleição. Como disse aí em cima, o post foi bem transparente e sem hipocrisia – relatei como é meu dia a dia.

      Os comentários enriquecedores da nossa conversa me fizeram repensar algumas coisas. E os posts que tivemos aqui no PdH na época da eleição me fizeram mudar a postura. Eu sempre achei que “votar no menos pior” era algo errado, e quem falou recentemente muito bem sobre o tema é o Seth Godin:

      http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2010/11/voting-misunderstood.html

      Abraço!

  • http://twitter.com/luallessi ٩(•̮̮̃•̃)۶ luallessi

    “alienação proposital”…

    Hum…é, acho que o nome e a explicação torna ‘digno e bom’ algo que no meu dicionário teria outro nome, outra explicação.
    Mas vou seguir o conselho do texto/livro/opinião aqui e vou fazer uma “alienação proposital” sobre o que eu li, o que entendi e o que eu acho…

    Mas olha que os homens podiam aproveitar e fazer uma ‘”alienação proposital” dos programas, revistas e afins que trazem mulheres nuas, seminuas e afins…tai uma ‘alienação’ que faria um bem danado a humanidade.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      A sua sugestão é ótima, luallessi. E em países onde existe um domínio dos veículos de comunicação, é um desafio ainda maior para a população.

      Talvez o melhor exemplo atual é a capa da Newsweek da semana passada, falando do problema do Berlusconi (e Itália inteira) e o tratamento imbecil e asqueroso dado às mulheres naquele país:

      http://www.newsweek.com/2010/11/15/bunga-bunga-nation-berlusconi-s-italy-hurts-women.html#

  • Truelove

    Achei o texto interessante também. Mas sou dos que acham que conhecimento e informação nunca é demais.
    Virar a cara pra o que acontece no mundo pq n acrescenta nada profissionalmente é meio que disperdiçar a capacidade do seu cerebro.
    Claro que eu não acho que se deve perder o dia inteiro acompanhando minuto a minuto o que está acontecendo no Rio de Janeiro, bbb ou vendo comentários depois dos jogos de futebol.
    Nem acreditar em tudo que a midia joga na sua cara, porque ela é tendenciosa sim!
    Mas é bom está sempre atualizado sobre o que está acontecendo nem que seja pra manter uma boa conversa com alguem no bar.

    Já pensou se Leonardo da Vinci depois que decidiu ser pintor se focasse só nisso e n quisesse saber mais de outra coisa? teriamos perdido um gênio da engenharia, anatomia e tudo mais.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Verdade, Truelove. Como mencionei em diversos comentários (tomo cuidado pra não virar vitrola e repetir os comentários que deixo), acho que num grande sistema da sociedade, existe espaço para cada tipo de personalidade se encaixar de forma ótima.

      Até onde conheço do Da Vinci, ele tem um perfil de especialista em múltiplas áreas (diferente do João Gostoso, que tem conhecimento superficial de múltiplas áreas). Li tempos atrás o livro do Michael Gelb que explora um pouco esse perfil

      http://www.submarino.com.br/produto/1/1084630/?franq=248699 (link afiliado Submarino)

  • Truelove

    Achei o texto interessante também. Mas sou dos que acham que conhecimento e informação nunca é demais.
    Virar a cara pra o que acontece no mundo pq n acrescenta nada profissionalmente é meio que disperdiçar a capacidade do seu cerebro.
    Claro que eu não acho que se deve perder o dia inteiro acompanhando minuto a minuto o que está acontecendo no Rio de Janeiro, bbb ou vendo comentários depois dos jogos de futebol.
    Nem acreditar em tudo que a midia joga na sua cara, porque ela é tendenciosa sim!
    Mas é bom está sempre atualizado sobre o que está acontecendo nem que seja pra manter uma boa conversa com alguem no bar.

    Já pensou se Leonardo da Vinci depois que decidiu ser pintor se focasse só nisso e n quisesse saber mais de outra coisa? teriamos perdido um gênio da engenharia, anatomia e tudo mais.

  • http://gmourao.myopenid.com/ gui

    q isso…vc fala com propriedade, mas sua fala é vazia. um textoseu, vc chama de organograma um fluxograma…como q alguem pode fazer isso? como quer saber coisas alem do senso comum, se nem o senso comum vc tem dominio e propriedade? claro, na area de adm, que é a q vc aborda sempre. mas nao sabe a diferenca de fluxograma e organograma

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Ô loco, Gui – falei mesmo organograma? Desculpe pela falha – já vou falar com o Gitti para corrigirmos – obrigado!

  • http://gmourao.myopenid.com/ gui

    q isso…vc fala com propriedade, mas sua fala é vazia. um textoseu, vc chama de organograma um fluxograma…como q alguem pode fazer isso? como quer saber coisas alem do senso comum, se nem o senso comum vc tem dominio e propriedade? claro, na area de adm, que é a q vc aborda sempre. mas nao sabe a diferenca de fluxograma e organograma

  • http://gmourao.myopenid.com/ gui

    q isso…vc fala com propriedade, mas sua fala é vazia. um textoseu, vc chama de organograma um fluxograma…como q alguem pode fazer isso? como quer saber coisas alem do senso comum, se nem o senso comum vc tem dominio e propriedade? claro, na area de adm, que é a q vc aborda sempre. mas nao sabe a diferenca de fluxograma e organograma

  • http://gmourao.myopenid.com/ gui

    q isso…vc fala com propriedade, mas sua fala é vazia. um textoseu, vc chama de organograma um fluxograma…como q alguem pode fazer isso? como quer saber coisas alem do senso comum, se nem o senso comum vc tem dominio e propriedade? claro, na area de adm, que é a q vc aborda sempre. mas nao sabe a diferenca de fluxograma e organograma

  • Táty Rússo

    Concordo PLENAMENTE!
    Táty Rússo

  • Táty Rússo

    Concordo PLENAMENTE!
    Táty Rússo

  • Táty Rússo

    Concordo PLENAMENTE!
    Táty Rússo

  • Táty Rússo

    Concordo PLENAMENTE!
    Táty Rússo

  • Nati

    Concordo plenamente com este ponto de vista.

    Tem muito tempo que me ‘recuso’ a ler ou ver informações que me fazem mal. Ver casos de violência contra mulheres, crianças, sofrimento de idosos, crimes, mortes em familia e todas estas coisas.

    Ler e se informar sobre crimes e atrocidades que acontecem pra todo lado, não faz com que mudemos nada em nossa vida. Aliás aumenta nosso medo, nossa desconfiança em relação ao outro e nos impede de ter uma atitude positiva em sociedade porque parece que todo mundo quer só te roubar e matar. E não é assim!

    Desde o tempo de nossos avós tios e pais matam os filhos e mulheres são violentadas, existe combate entre policia e bandido e crimes que nos fazem duvidar da segurança em estar vivo. A unica diferença é que isso hoje é escancarado em poucos minutos na sociedade, mas verdadeiramente ninguém faz nada a respeito.

    Aqui em Goiânia tem um ‘jornal’ que custa 0,50 e que tem basicamente pagina policial, novelas e fofocas em seu conteudo. É o típico jornal que ‘pinga sangue’. Pra que ler isso as 7:00 da manhã? O que isso vai trazer de beneficio na minha vida ou na de qualquer pessoa. Dizer que traz devemos saber porque traz compaixão é mentira, porque os números de mortos proclamados nos jornais, não nos assustam mais.

    Tenho um conhecido da Suécia que esteve no Brasil ano passado, e eu tive a curiosidade de perguntar como era o jornal de lá, se tinha mais ou menos o mesmo tipo de noticias daqui. Ele me disse que lá não tem violência estampada nas noticias todos os dias, que isso não passa na tv.

    Fiquei me perguntando, como seria o Jornal Nacional aqui no Brasil sem noticias de violência e morte. O que passaria? Parece que não interessa pra ninguém o bom.

    Existem tantas coisas boas que a população faz, que algumas empresas fazem, que algumas pessoas fazem, mas que ficam restritas aos poucos interessados. Cito exemplos como o TEDx, a revista VIDA SIMPLES, e o conteudo da internet.

    Quanto mais alimentamos nossa mente com medo e violência, menos conseguiremos fazer para mudar este cenário.

    Existe uma frase que cabe bem neste contexto. “A boca fala do que o coração está cheio.” O que estamos levando por ai?

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Que interessante, Bernardo – lá em casa é bem parecido. Minha família tem muito interesse na área de saúde e meu pai é terapeuta e sempre fica lendo materiais sobre nutrição, bem estar etc. A gente também evitava a gordura trans faz tempo, e a mãe tem um papel fundamental pois ela é quem comanda a cozinha no final das contas.

    Curti muito trocar idéia contigo e espero que a gente mantenha contato!

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Amando, sei como é a transição entre apenas ler para ter a paciência de clicar nos botões e deixar o primeiro comentário. Por isso, fico contente em ter facilitado a conversa entre a gente.

    Como comentei com o Danilo, acima, concordo contigo que o importante é ter um ambiente que permite a cada um encontrar sua própria solução. Impor a mesma doutrina pra todo mundo é coisa de totalitarismo ineficiente.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Júnior, ontem eu fiquei lembrando de uma querida professora de literatura, a Lilian (cujo sobrenome não me recordo e isso infelizmente fez com que eu perdesse o contato, mesmo com as oportunidades da mídia social).

    Enquanto eu achava fantástico o nível de perfeição de sonetos, versos alexandrinos e toda aquela coisa quase científica que se chegou com o preciosismo Parnasiano… ela achava isso tudo muito chato e previsível. Nas palavras dela, era “hermético”, fechado. Só permitia um tipo de interpretação.

    A riqueza que ela via em um texto, e eu só descobri muito tempo depois, é na elegância de deixar a arte nos olhos de quem vê.

    Guardadas as devidas proporções e retornando ao meu simples post de duas páginas de Word, eu prefiro compartilhar um texto que me faz tomar pedrada na cabeça, mas que como resultado me aproxima de gente como você, que tem senso crítico e sabe expressar as razões de discordar. É um processo dialético.

    Me sinto muito mais feliz em me aproximar de pessoas bacanas nesse tipo de interação do que investir esforços em escrever algo perfeitinho, fechado, hermético, que só serve pra dar um joinha de facebook.

    (Aliás, mudando totalmente o assunto, não consigo entender gente que escreve e não permite área de comentários – o que acontece em alguns raros blogs e principalmente nos grandes jornais e canais de televisão. Fico curioso sobre qual é o verdadeiro motivo deles escreverem – será que é para se aproximar de pessoas e trocar idéias? Ou outra coisa?)

  • Wanderson

    Nossa cara, que texto estonteante. Está de parabéns… :)

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Que bom, Wanderson – espero colaborar com mais material para futuras conversas!

  • Wanderson

    Nossa cara, que texto estonteante. Está de parabéns… :)

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Belíssimo comentário, Nati. Como morei em diferentes países pela Europa, confirmo o que seu amigo da Suécia disse.

    Noutro dia o Eben Pagan dizia que os noticiários não estão no business de informar, mas sim de entreter. Existe uma diversidade enorme de fatos para serem narrados. Alguns atraem mais audiência, e outros nem tanto. É o corpo editorial quem decide o que vai pro ar. E eles fazem a decisão baseado na demanda dos leitores, para ter mais visibilidade e portanto influência e publicidade.

    Vou dar uma olhada se encontro mais sobre o Vida Simples. Obrigado pela dica!

  • Gabriel

    Bom, acho que o seu texto até tem fundamento. Porem, para mim, que sou um observador dos fatos do mundo, ver as noticias em tempo real, acompanhar isso é fenomenal.

    Nós “talvez” estamos vendo um marco na historia. (Talvez, pois o Rio tem mais umas 300 favelas entupidas de traficantes…)

    Eu acho importantissimo você acompanhar eventos mundiais. A compreensão do mundo muda com o tempo.

    Para mim que sou fissurado em 2 Guerra Mundial, poder visualizar um conflito desse, seria fenomenal! Logico, ninguem quer que 50 milhões de pessoas morram, mas se você está tendo a oportunidade de acompanhar um episodio que esta de certa forma, mudando os rumos de um pais, acho bem conveniente você acompanhar. Pois é a sua unica maneira de participar da historia.

    Ex.:

    Eu vi quando os aliados invadiram a França;

    Eu vi quando separaram a Alemanha;

    Eu vi derrubarem o muro de Berlim;

    Eu estava lá para derrubar o Collor;

    Eu vi um negro ser presidente do EUA;

    Eu vi o Rio voltar a ser uma cidade normal;

    E assim vai…

    O que ocorre na realidade, é uma desvalorização dos fatos. Acho que as pessoas não tem noção do grau que os fatos interferem nas nossas vidas…

    Sua cabeça muda com os acontecimentos.

    Quando que no ano que PCC mandou em São Paulo, você imaginou um dia que nós poderiamos vencer ao menos uma batalha contra os bandidos?

    Hoje isso foi provado, e será aplicado daqui por diante.

    São tempos novos meu amigo, e você viveu o antes, ou seja, você também participou da historia!

    Isso não tem preço.

    Essa é a minha visão.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Perfeito, Gabriel – em diversos comentários eu notei que essa riqueza e variedade é essencial pro grande sistema do qual somos parte. O seu perfil de personalidade atual se identifica com as atividades que listou, e esse arquétipo desempenha um papel fundamental na documentação e no debate para continuarmos evoluindo como sociedade.

  • http://twitter.com/dudurocha Eduardo Rocha

    Belo Artigo, Seiti.

    Já tinha visto outras críticas sobre o livro do Ferris, mas nunca nenhuma foca na parte da dieta informacional. E é um conceito bastante aplicável.

    Porém, eu confesso que tenho um problema. Perdi muito, mas muito tempo acompanhando as operações no rio, e lendo a respeito. Procurando opniões de algumas pessoas que não entendem nada sobre o tema, só pela sensação de me sentir mais bem informado. Produtividade zero.
    Achei bem pertinente o teu texto, em misturar a dieta informacional com as operações no rio. Como você mesmo falou em um dos comentarios acima, se fosse sobre as vuvuzelas, ninguém iria discutir, como está existindo a discussão aqui.

    Algo muito parecido com essa operação, aconteceu com o Resgate dos mineiros chilenos. A globonews passou 30 horas acompanhando o resgate. E para que, diabos, eu preciso saber que o decimo terceiro mineiro tinha uma amante e torcia pro Colo-Colo? Mas a mídia desgastou o assunto, e sugou até não poder mais.
    E ainda sobre os mineiros chilenos, conversando com um amigo na epoca, ele perguntou:” Pra onde foram todas as notícias de hoje? O jornal inteiro só falou dos mineiros.”.
    Uma prova cabal de que as noticias, por si só, não tem importancia.

    Gostei bastante do seu texto, e acabei de me cadastrar no teu blog. Acho que posso aprender bastante com pessoas como você, Seiti. Valeu.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Que legal, Eduardo – notei que você está na lista do blog e acho que os assuntos vão ser bastante na linha do interesse que você mostrou aqui.

      Acho que o caso dos mineiros chilenos é outro bom exemplo de quando existe uma mistureba entre informação e entretenimento de segunda qualidade. Fazer o que… é o tipo de assunto que chama atenção do nosso cérebro reptiliano… por isso importante desenvolver outros aspectos para termos um domínio maior de onde deixamos nosso foco de atenção (e por consequência nossas ações) dedicarem mais energia e tempo. Tudo isso vai influenciar no resultado que temos na vida.

      Tá aqui na pauta fazer outros comentários do Ferriss, que tem pontos bons, mas tem muita idéia furada. Agora, então, com o 4 Hour Body, nem se fala…

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Que legal, Eduardo – notei que você está na lista do blog e acho que os assuntos vão ser bastante na linha do interesse que você mostrou aqui.

      Acho que o caso dos mineiros chilenos é outro bom exemplo de quando existe uma mistureba entre informação e entretenimento de segunda qualidade. Fazer o que… é o tipo de assunto que chama atenção do nosso cérebro reptiliano… por isso importante desenvolver outros aspectos para termos um domínio maior de onde deixamos nosso foco de atenção (e por consequência nossas ações) dedicarem mais energia e tempo. Tudo isso vai influenciar no resultado que temos na vida.

      Tá aqui na pauta fazer outros comentários do Ferriss, que tem pontos bons, mas tem muita idéia furada. Agora, então, com o 4 Hour Body, nem se fala…

  • Gabriel

    Seiiti Arata deve ser um mestre budista pra responder alguns comentarios que li aqui com a paciencia que mostrou.

    Concordo com o texto plenamente, faço isso desde que me conheço por gente.

    Acho que se distrair reclamando do Justin Bieber e assistir as noticias do Rio são a mesma coisa, o mesmo comportamento, com uma diferença no nivel do assunto só, é distração do mesmo jeito.

    Sou a favor do radicalismo; do maniaco por otimização.

    Excelente texto.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Haha, valeu, Gabriel. Não é budismo não, apesar de eu pouco a pouco ficar interessado – o Gitti recentemente passou para a nossa equipe uns motivos bastante persuasivos, mas vou pular os detalhes da conversa :)

      Na programação neurolinguística, dizemos que “todo comportamento tem uma intenção positiva”.

      Assim, quando vejo um comentário mais ácido, ou que é direcionado criticamente à minha pessoa (e não às idéias), tento reconhecer a intenção e oferecer alternativas.

      Logicamente que o fato de fazer isso dentro da comunidade PdH é uma tarefa interessante, pois mesmo os comentários mais negativos são de pessoas bem informadas e que sabem articular bem as próprias idéias.

      Já não sei se eu teria a mesma paciência num blog largado ou num canal de YouTube, onde infelizmente os comentários raramente possuem mais de três palavras mal digitadas…

      • Gabriel

        Meu, tenho bastante interesse pela pnl (por psicologia no geral)

        Voce pode me indicar alguns livros pra quem pretende iniciar os estudos na area?

        Agradeço desde já.

  • Gabriel

    Seiiti Arata deve ser um mestre budista pra responder alguns comentarios que li aqui com a paciencia que mostrou.

    Concordo com o texto plenamente, faço isso desde que me conheço por gente.

    Acho que se distrair reclamando do Justin Bieber e assistir as noticias do Rio são a mesma coisa, o mesmo comportamento, com uma diferença no nivel do assunto só, é distração do mesmo jeito.

    Sou a favor do radicalismo; do maniaco por otimização.

    Excelente texto.

  • http://www.facebook.com/people/Eder-Anacleto/100000920394091 Eder Anacleto

    Gostei do texto e acho a idéia de ocupar nossa mente somente com coisas boas faz bem. Pratico com muito gosto. Uma vida simplista não significa uma vida vazia. Significa uma vida bem feita, planejada e com metas e tarefas que resultam em ganhos reais para o desenvolvimento pessoal e conseqüentemente das pessoas ao redor. Acho que ocupar a mente com lixo é no intimo querer viver no lixo.

  • http://www.facebook.com/people/Eder-Anacleto/100000920394091 Eder Anacleto

    Gostei do texto e acho a idéia de ocupar nossa mente somente com coisas boas faz bem. Pratico com muito gosto. Uma vida simplista não significa uma vida vazia. Significa uma vida bem feita, planejada e com metas e tarefas que resultam em ganhos reais para o desenvolvimento pessoal e conseqüentemente das pessoas ao redor. Acho que ocupar a mente com lixo é no intimo querer viver no lixo.

  • http://www.facebook.com/people/Eder-Anacleto/100000920394091 Eder Anacleto

    Gostei do texto e acho a idéia de ocupar nossa mente somente com coisas boas faz bem. Pratico com muito gosto. Uma vida simplista não significa uma vida vazia. Significa uma vida bem feita, planejada e com metas e tarefas que resultam em ganhos reais para o desenvolvimento pessoal e conseqüentemente das pessoas ao redor. Acho que ocupar a mente com lixo é no intimo querer viver no lixo.

  • http://quichedebone.blogspot.com Polly

    Eu tenho muita dificuldade em entender o conceito de notícia. E não estou sendo irônica. Quando abro um “portal de notícias” e vejo chamadas sobre o almoço da Juliana Paes no Leblon com o marido e sobre a tensão entre as duas Coreias, lado a lado, me pergunto como podem ser classificadas como a mesma coisa. E entre esses dois extremos, cabe um mundo de “informações”.
    Se não filtrarmos conteúdos, baseando-nos tanto em interesses e preferências pessoais, quanto em questões pragmáticas, tanta informação desinforma e emburrece mais do que acrescenta.
    Considerando a quantidade de comentários, parece que o assunto interessa a muita gente. Que bom! Esse tipo de discussão pode tornar o meio virtual mais profícuo e agradável. Pelo menos quem lê e comenta aqui vai pensar um pouquinho antes de twittar ou postar qualquer bobagem sobre qualquer coisa. A gente não precisa (e não pode) ter opinião sobre tudo, né?

  • http://quichedebone.blogspot.com Polly

    Eu tenho muita dificuldade em entender o conceito de notícia. E não estou sendo irônica. Quando abro um “portal de notícias” e vejo chamadas sobre o almoço da Juliana Paes no Leblon com o marido e sobre a tensão entre as duas Coreias, lado a lado, me pergunto como podem ser classificadas como a mesma coisa. E entre esses dois extremos, cabe um mundo de “informações”.
    Se não filtrarmos conteúdos, baseando-nos tanto em interesses e preferências pessoais, quanto em questões pragmáticas, tanta informação desinforma e emburrece mais do que acrescenta.
    Considerando a quantidade de comentários, parece que o assunto interessa a muita gente. Que bom! Esse tipo de discussão pode tornar o meio virtual mais profícuo e agradável. Pelo menos quem lê e comenta aqui vai pensar um pouquinho antes de twittar ou postar qualquer bobagem sobre qualquer coisa. A gente não precisa (e não pode) ter opinião sobre tudo, né?

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Exato, Polly. O que acontece é que o modelo de negócios de noticiário está em atrair audiência pra vender propaganda (ou alavancar audiência pro próximo show, que terá propaganda).

      Assim, eles fazem parte do grupo de “entretenimento” e não de “informação”

      Para uma análise sóbria, eu prefiro conversar com pessoas que efetivamente atuam nas áreas e, quando isso não é possível, livros bem recomendados.

      Uma baboseira dita no noticiário passa despercebida (aliás, é a regra geral). Agora, um autor que escreve um livro perfunctório terá para sempre a sua reputação manchada. A qualidade tende a ser muito maior.

      • http://quichedebone.blogspot.com Polly

        Concordo. Mas a perversão está em vender isso como informação e, mais ainda, em consumir isso como informação. Há uma tendência em culpar “a mídia”, como se ser espectador fosse sinônimo de ser passivo no processo. Isso irrita e nos expõe a todos, uma vez que a pessoa que lê sobre o wikileaks no Facebook do amigo, acha que está suficientemente informada sobre o assunto e twitta como se falasse com propriedade do que mal imagina o que seja.
        Há uma irresponsabilidade generalizada e poucos são os que se comprometem em transmitir conteúdo de qualidade e em filtrar o que vê, lê, ouve. Eu e você escolhemos o que ler, mas a minha avó acredita no que a Sônia Abrão fala e meu vizinho acha que o William Bonner o está informando. Sinceramente, eu não acho que ele vá procurar o livro do Giorgio Agamben que eu indiquei.
        Admito estar amarga e descrente ultimamente. É só uma fase… Logo assisto a um episódio do “Inonoclasts” ou leio uma coluna da série “Homens que você deveria conhecer” e retomo minha fé na humanidade. No momento, no entanto, reconheço a importância de debates como este, mas me parece um empresa de Sísifo.

  • http://twitter.com/Fronga Maurício Duarte

    Seiiti, eu concordo com a filosofia, aplico isso normalmente no dia-a-dia.

    Só que acompanhar as notícias da investida na favela não é só a notícia pura, pra um carioca.
    É entretenimento.

    Não quero fazer juizo de valor aqui, mesmo pq pra mim, que sou apaixonado por guerra, assisti como entretenimento puro, igual a um filme.

    A tomada do morro vista ao vivo é uma catarse pra quem vive aqui no Rio.
    De tanto levar na bunda e, obviamente, não ter poder de revide, essa notícia é vista como “finalmente alguém revidou por mim”.

    Como disse, é se entreter… com a verdade.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      É a resposta que acabei de compartilhar também com a Polly, acima, Maurício. Entendo perfeitamente.

      Admiro a sua honestidade em admitir o que a população faz de conta que não existe.

  • http://twitter.com/Fronga Maurício Duarte

    Seiiti, eu concordo com a filosofia, aplico isso normalmente no dia-a-dia.

    Só que acompanhar as notícias da investida na favela não é só a notícia pura, pra um carioca.
    É entretenimento.

    Não quero fazer juizo de valor aqui, mesmo pq pra mim, que sou apaixonado por guerra, assisti como entretenimento puro, igual a um filme.

    A tomada do morro vista ao vivo é uma catarse pra quem vive aqui no Rio.
    De tanto levar na bunda e, obviamente, não ter poder de revide, essa notícia é vista como “finalmente alguém revidou por mim”.

    Como disse, é se entreter… com a verdade.

  • rodrigocarioca

    o texto é de qualidade, serve em muitas situações, contudo peço para ressaltar alguns pontos:
    no caso específico do rio de janeiro é importante ficar de olho sim (digo no caso dos cariocas)…é não sei aonde você mora, mas o que esta acontecendo estes dias afeta a vida de todos os cariocas, pra exemplificar aquele lugar é a faixa de gaza no rio, não existe no rio de janeiro lugar aonde traficantes tenham (tinham) tamanho poderio como nos complexos (penha/alemão), agora ficar comentando cada noticia é meio falta do que fazer mesmo. no mais acredito que devemos ter uma auto-senso que nos ajude a filtrar as informações visando utilizar mlhor o tempo e a tomar as melhores decisões.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      É sempre super importante estar informado, Rodrigo.

      A vantagem é que a informação pode ser coletada diretamente no jornal… ou através de amigos.

      Por exemplo. Eu costumava ir pra faculdade de metrô. E desde aquela época não via TV.

      Um dia, logo ao tomar café da manhã, minha mãe me alertou: filho, use ônibus e vá mais cedo. O metrô está em greve.

      Se não fosse a atenciosa e querida mãe, eu teria perdido preciosos minutos ao caminhar pro metrô ao invés do ponto de ônibus, e me atrasaria.

      De forma semelhante, estar integrado com a sociedade e amigos pode ser uma forma até mais eficiente do que ficar procurando separar o joio do trigo num emaranhado de informação caótica de uma TV. O que é importante acaba chegando a vc, principalmente quando perguntamos sobre os últimos acontecimentos.

      Outra coisa que detesto em TV é a forma linear de distribuição de informação. Os noticiários repetem exaustivamente uma chamada para algo interessante, pra te manter preso. E vão passando um monte de coisa irrelevante, mas que vc engole por querer ver o conteúdo que eles guardam pro final.

      Já na Internet, vc pula toda a baboseira e vai pro que interessa.

  • rodrigocarioca

    o texto é de qualidade, serve em muitas situações, contudo peço para ressaltar alguns pontos:
    no caso específico do rio de janeiro é importante ficar de olho sim (digo no caso dos cariocas)…é não sei aonde você mora, mas o que esta acontecendo estes dias afeta a vida de todos os cariocas, pra exemplificar aquele lugar é a faixa de gaza no rio, não existe no rio de janeiro lugar aonde traficantes tenham (tinham) tamanho poderio como nos complexos (penha/alemão), agora ficar comentando cada noticia é meio falta do que fazer mesmo. no mais acredito que devemos ter uma auto-senso que nos ajude a filtrar as informações visando utilizar mlhor o tempo e a tomar as melhores decisões.

  • Caio

    pra quem faz uma dieta voce tá bem atualizado. hahahahahaa

    se voce trabalha, estuda, namora ou tem uma minima vida social, essa dieta é impossível.

  • Caio

    pra quem faz uma dieta voce tá bem atualizado. hahahahahaa

    se voce trabalha, estuda, namora ou tem uma minima vida social, essa dieta é impossível.

  • http://www.facebook.com/people/Cristhyano-de-Paula/1658765979 Cristhyano de Paula

    Gostei bastante do texto, achei um dos melhores até hoje por aqui. ainda mais depois que o site teve um “boost” nos colunistas e tem muita matéria sem importância alguma. Mas enfim, não to aqui pra criticar o site e sim colocar meu ponto de vista.
    Tento fazer desse “estilo de vida” uma constante no meu dia a dia. E isso não serve só para informações, mas pra qualquer área. Aquela camiseta que você quer porque quer comprar, aquele novo perfume importado, aquele modelo novo de carro. Tudo que vai te gerar mais gasto financeiro e emocional a troco de nada, afinal você não vai se tornar melhor do que era por causa disso. A notícia se tornou consumo assim como todos os outros produtos. É um estado de torpor pro ser humano achar que a felicidade vem de fora e não de um estado mental seu.
    Não vejo esse meu e seu modo de encarar as coisas egoísta, mas sim uma maneira minimalista de encarar a vida. Tirar todo o desnecessário e deixar somente o essencial e valoroso.
    O problema é que isso se fixou tanto na minha mente que várias pessoas interpretam como alienação e me acham um tanto excêntrico em certos aspectos, pois não me importo pelas coisas que todo mundo demonstra se importar.
    Moro com meus pais, mas já tenho projetado desde anos. A primeira coisa que nunca terei quando ter minha própria casa é a televisão. Isso só envenena.
    Mas enfim, ótimo texto. Parabéns.

  • http://www.facebook.com/people/Cristhyano-de-Paula/1658765979 Cristhyano de Paula

    Gostei bastante do texto, achei um dos melhores até hoje por aqui. ainda mais depois que o site teve um “boost” nos colunistas e tem muita matéria sem importância alguma. Mas enfim, não to aqui pra criticar o site e sim colocar meu ponto de vista.
    Tento fazer desse “estilo de vida” uma constante no meu dia a dia. E isso não serve só para informações, mas pra qualquer área. Aquela camiseta que você quer porque quer comprar, aquele novo perfume importado, aquele modelo novo de carro. Tudo que vai te gerar mais gasto financeiro e emocional a troco de nada, afinal você não vai se tornar melhor do que era por causa disso. A notícia se tornou consumo assim como todos os outros produtos. É um estado de torpor pro ser humano achar que a felicidade vem de fora e não de um estado mental seu.
    Não vejo esse meu e seu modo de encarar as coisas egoísta, mas sim uma maneira minimalista de encarar a vida. Tirar todo o desnecessário e deixar somente o essencial e valoroso.
    O problema é que isso se fixou tanto na minha mente que várias pessoas interpretam como alienação e me acham um tanto excêntrico em certos aspectos, pois não me importo pelas coisas que todo mundo demonstra se importar.
    Moro com meus pais, mas já tenho projetado desde anos. A primeira coisa que nunca terei quando ter minha própria casa é a televisão. Isso só envenena.
    Mas enfim, ótimo texto. Parabéns.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Christhyano, críticas são sempre bem vindas pois sem elas o PdH não teria chegado onde está hoje.

      Sobre sua história, me lembra do caso dos caranguejos no balde: quando é apenas um caranguejo, ele sobe e vai embora. Quando são dois ou mais, eles se aprisionam, pois um puxa o outro pra baixo.

      Fiz um vídeo falando sobre isso, baseado em livro de um professor da Harvard, o Nikolas Christakis:
      http://www.arataacademy.com/port/diga-me-com-quem-andas-e-te-direi-quem-es-verdade/

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Se você for atrás, vai encontrar muita referência positiva ao trabalho do Bandler e Grinder, mas eu acho que não é o melhor material para um primeiro contato. Vai depender do seu estilo de leitura.

    Eu geralmente aconselho o Joseph O’Connor pois ele é um autor que explica com clareza. A partir dele, fica mais fácil (para mim) compreender Bandler, Dilts e outros mais clássicos.

    Gravei recentemente uma entrevista com o Emerson Pacheco e vou divulgar em breve para a turma da lista:
    http://www.arataacademy.com/port/e-possivel-reprogramar-crencas-usando-hipnose-e-programacao-neurolinguistica-pnl/

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Acredito muito nessa sua filosofia, Eder: a nossa realidade (resultados colhidos) é baseada em nossas ações. As ações que tomamos são determinadas por nossas emoções e pensamentos.

    E tanto as emoções como os pensamentos dependem de onde coletamos informações, com quem andamos, que tipo de conversa deixamos entrar na nossa cabeça.

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    Acredito muito nessa sua filosofia, Eder: a nossa realidade (resultados colhidos) é baseada em nossas ações. As ações que tomamos são determinadas por nossas emoções e pensamentos.

    E tanto as emoções como os pensamentos dependem de onde coletamos informações, com quem andamos, que tipo de conversa deixamos entrar na nossa cabeça.

  • http://www.facebook.com/people/Cristhyano-de-Paula/1658765979 Cristhyano de Paula

    Coloquei um comentário aqui, mas não sei o que aconteceu. Acho que sumiu porque troquei o e-mail da conta, mas enfim, tudo que eu disse ja foi dito. Só gostaria de inteirar que isso não serve só para o excesso de informação que o mundo da tv e internet nos bombardeia e sim em todas as áreas das nossas vidas. O que a midia tenta passar é que a gente precisa daquilo pra ser feliz, ser aceito. Você precisa do novo perfume da dolce & gabbana pra atrair mulheres, do modelo novo de tal veículo pois é mais economico (até parece, gasta menos combustivel, mas as peças e seguro são infinitamente mais caros), de que voce precisa de uma casa grande e um casamento com 3 filhos. É tudo pura e simples manipulação.
    Sempre fiz e vou fazer dessa dieta de informações parte da minha vida, gosto de chamar isso de vida minimalista. Tirar o excesso de inutilidades e deixar somente o essencial. Sobra mais tempo pra fazer o que eu gosto e chegar a algum lugar do que me perder nesse mar de informações que no fim das contas, você vai acordar a mesma pessoa no outro dia. Provavelmente uma pessoa pior até, mais materialista e amarga.
    Li em uma pesquisa que a felicidade adquirida com bens novos, tipo tv de lcd, videogame e automóveis é muito mais passageira do que com eventos, viagens e lazer. Pois o ser humano tende a se acostumar a tudo, ao carro novo e a tv enorme nova e toda a excitação se esvai.
    O mesmo vai pra todas essas notícias, agora todo mundo tá doidão, pasmo, daqui 3 meses todo mundo continua comendo no McDonalds e peidando do lado da esposa.

  • Maicon

    Ótima ponto de vista. Vou pensar muito a respeito disso. A propósito, existe o site Zen Habits que prega o minimalismo na vida e contribui mundo neste sentido.

    • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

      Ótima recomendação, Maicon. Gosto muito do Leo Babauta – vc leu o livro novo dele, o Focus?

      • http://www.facebook.com/people/Cristhyano-de-Paula/1658765979 Cristhyano de Paula

        Isso, acompanho bastante o Leo Babauta e mais uns 3 ou 4 blogs de minimalismo como estilo de vida e recomendo bastante.
        Não li o livro dele porque não tenho como fazer compras internacionais, mas espero um dia ter a oportunidade.

  • http://twitter.com/matgaudio Mateus Gaudio

    como se o nosso cérebro fosse assim tão limitado…

  • http://arataacademy.com/port Seiiti Arata Jr.

    O leo deixou uma versao free aqui, Cristhyano:

    http://zenhabits.net/focus-book/

  • http://www.facebook.com/people/Cristhyano-de-Paula/1658765979 Cristhyano de Paula

    Bacana, Seiiti. Vou baixar apesar de eu ter problema em ler sentado no desktop, vou fazer um esforço. Preferiria ter um laptop pra isso.
    Continue com os bons textos aí, abraços.

  • Cesar Nic

    Cara, gosto muito de seus textos, são realmente reflexivos e inspiradores.
    Não pude ler todos os comentários, mas gostaria de falar que concordo em partes com você, primeiramente apoio a dieta informacional que você defende, mas eu pude sentir um certo critério da sua parte em definir o que tem de ser filtrado.Não concordo que tenha que ser assim.Apoio a frase que um dos leitores deixou aqui:”Queimar livros” é péssimo, sempre. Mas queima-los sem te-los lido, é pior ainda”.
    Eu tento ver de tudo sempre, gasto um bom tempo nisso, pra saber o que me agrada ou não-e a partir disso melhoro meu filtro de informações- e não me arrependo, alías me surpreendo, pois muitos assuntos que achava desprezível, em um certo prisma se tornam interessantes, acho que o legal é isso, poder abrir o seu leque de conhecimento em todas as areas o máximo possível . E da mesma forma que eu acho que uma pessoa não pode falar que não gosta de jiló por simplesmente não gostar da textura ou do cheiro, sem ao menos ter provado, não concordo que uma pessoa critique o datena sem ao menos tê-lo ouvido ou ache que o Justin Bieber não mereça atenção sem ao menos saber quem ele é.

  • Danillo Dennys

    Acompanho o Papo de Homem há muito tempo, mas até hoje foi a pior besteira que já li na minha vida.
    Quer dizer que na sua opinião o indivíduo deve apenas saber que no rio há uma guerra contra o tráfico e pronto, nunca mais procurar mais onformações sobre o assunto?

    Quer dizer que não posso mais me atualizar? E quem faz concurso que precisa de “Atualidades”?

    Cara sinceramente, meus pêsames pra você.

    Só falta dizer agora que não entendeu meu comentário na tentativa frustrada de sair pela tangente.

    ¬¬

    Não merece estar no Papo de Homem!

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Barbalho/100000256329537 Lucas Barbalho

    Ótimo texto. Um tempo atrás, eu era daqueles aficionados por jornal, que lia todos os artigos. Na verdade vi que a carga de informação era muito grande, o que fazia com que eu, as vezes, no fim do jornal, nem lembrasse o que tinha lido no começo. haha

    Comecei a selecionar mais a informação, e isso ajudou muito. Ninguém é expert em tudo, então foque naquilo que você realmente é bom e tente passar seu conhecimento além de sua roda de amigos ou família. Isso é fazer a diferença: mudar o mundo com pequenos atos. Essa é minha filosofia de vida atualmente!

  • http://www.facebook.com/ypbrgo Yuri Pessoa

    Sou um jovem de 20 anos e é exatamente isso que estou buscando fazer em minha vida.Ficava o dia todo na internet piratiando mídias e lendo informações desnecessárias.Hj só existe produto legal do meu computador e estabeleci o limite de 3 horas diárias de uso por dia,além de filtrar o conteúdo.Devido ao sensacionalismo jornalístico desiste de entrar na área e agora pretendo cursar direito e economia para mostrar a este mundo capitalista um sistema mais humano,democrático e justo de viver.Obrigado pela matéria Seiiti.Continue assim divulgando suas idéias e ideais.Abraço

  • Augusto

    Penso que, em muitos casos, algumas pessoas querem, a todo o custo, acompanhar os noticiários em tempo real ou não perder de maneira alguma o “jornal da noite” para se parecerem úteis, que fizeram algo de importante naquele dia; que, em seu íntimo, estão contribuindo de alguma forma para o seu desenvolvimento e o do mundo, mas me parece que isso está mais para uma autossatisfação ilusória, um auto-engodo não consciente do que, propriamente, para uma vontade de contribuir positiva e efetivamente para si e para os outros. Assiste-se ao jornal, cumpre-se o ritual e depois dorme no sofá… E aí?

    Há algum tempo venho praticando essa dieta informacional sem nem saber que existia um termo cunhando esse tipo de ação! O fato de praticá-la não significa que a pessoa tornar-se-á um completo alienado (a não ser que a pessoa queira), mas que a busca pela informação não deve ser uma obsessão ou que se torne um fim em si mesma. Há uma exposição demasiada dos fatos na mídia, porém se vê pouca ou até nenhuma discussão sobre o que ocorre na sociedade em geral.

    Quando leio ou vejo algo na mídia, pergunto-me: qual é a função dessa notícia? Para que ela me servirá? Assim, descarto aquilo que, para mim, é inútil e assimilo o que contruibuirá para mim. Informação é importante, mas para mim ela vem naturalmente. Prefiro usar mais o meu tempo para fazer aquilo que eu gosto, que me traz prazer, do que procurar desgraça e sofrimento por aí fora, ainda mais quando não posso fazer nada para mudar a situação. Problemas, bastam os meus!

  • Augusto

    Penso que, em muitos casos, algumas pessoas querem, a todo o custo, acompanhar os noticiários em tempo real ou não perder de maneira alguma o “jornal da noite” para se parecerem úteis, que fizeram algo de importante naquele dia; que, em seu íntimo, estão contribuindo de alguma forma para o seu desenvolvimento e o do mundo, mas me parece que isso está mais para uma autossatisfação ilusória, um auto-engodo não consciente do que, propriamente, para uma vontade de contribuir positiva e efetivamente para si e para os outros. Assiste-se ao jornal, cumpre-se o ritual e depois dorme no sofá… E aí?

    Há algum tempo venho praticando essa dieta informacional sem nem saber que existia um termo cunhando esse tipo de ação! O fato de praticá-la não significa que a pessoa tornar-se-á um completo alienado (a não ser que a pessoa queira), mas que a busca pela informação não deve ser uma obsessão ou que se torne um fim em si mesma. Há uma exposição demasiada dos fatos na mídia, porém se vê pouca ou até nenhuma discussão sobre o que ocorre na sociedade em geral.

    Quando leio ou vejo algo na mídia, pergunto-me: qual é a função dessa notícia? Para que ela me servirá? Assim, descarto aquilo que, para mim, é inútil e assimilo o que contruibuirá para mim. Informação é importante, mas para mim ela vem naturalmente. Prefiro usar mais o meu tempo para fazer aquilo que eu gosto, que me traz prazer, do que procurar desgraça e sofrimento por aí fora, ainda mais quando não posso fazer nada para mudar a situação. Problemas, bastam os meus!

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 3447 artigos
  • 514268 comentários
  • 41705 Leitores no Feed RSS
  • leitores online

Lifestyle Magazine