Confissões secretas de um BBB (Bêbado Baladeiro Babaca)

Autor Anônimo

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em às | Atitude, Debates, Relatos, Sexo


Meu chefe era um imbecil. Os outros colegas do banco se dividiam em dois grupos: os traíras prontos para puxar meu tapete a qualquer momento e os playboys de gelzinho. Cada dia de trabalho me dava vontade de vomitar.

Mas eu encontrei uma escapatória. Álcool, balada e perdição.

Chegando tarde no trabalho

Nesses anos obscuros da minha vida, eu saía três a cinco vezes por semana.

No começo, era um baladeiro-mirim. Saía apenas sexta e sábado de noite. Depois descobri as festinhas escondidas de domingo. Me juntei aos pseudo-cools que dizem que “quarta-feira é o melhor dia de balada” e ao final também coloquei no pacote as festas de segunda dos riquinhos que não precisam trabalhar.


Link YouTube | Esquete “The Roxbury Guys” no SNL com Will Ferrell, Chris Kattan e Jim Carrey

Só que eu era diferente dessa última turma: eu precisava bater cartão no serviço. Precisava do salário pingando todo mês na conta, igual um drogado precisa de heroína. Tentei largar várias vezes, mas era difícil. Tinha pensado várias vezes em abandonar tudo e talvez estudar para algum concurso. Ou vender cosmético da Avon. Qualquer coisa seria melhor do que trabalhar naquele banco de gente semi-morta.

Não era um banco de povão qualquer. Era mercado financeiro com operações milionárias acontecendo todo dia em nossas mesas. Ganhávamos bem e em troca vendíamos alma e corpo. Uma jornada de trabalho geralmente durava 14 horas no nosso departamento.

Como era costumeiro ficar trabalhando até de madrugada, algumas vezes era normal entrar no trabalho pelas dez, onze da manhã. E eu usei essa brecha para poder cair na balada durante a semana e ir trabalhar no dia seguinte depois do almoço.

Por um lado, eu valorizava o meu emprego duramente conquistado. Por outro lado, eu queria mesmo que tudo explodisse. E mesmo se eu fosse demitido, meu CV e conexões eram boas o suficiente para conseguir outro emprego parecido em outro banco ou numa das Big Four.

Curiosamente, foi nas baladas que eu retomei a energia que estava perdendo. Depois de uma grande noitada, eu conseguia até ser mais produtivo e brilhante no trabalho. Era o oxigênio que me faltava.

Esse pensamento de “Eu mereço dar uma relaxada” era a desculpa perfeita para me tornar um BBB. Bêbado, baladeiro e babaca.

Sem comer ninguém

Desde a adolescência até os anos de BBB, sempre fui um peganínguem. De vez em quando beijava uma garota baseado totalmente em sorte aleatória. Tipo uma por ano, quando o ano era bom.

Posso dizer que tinha boas habilidades sociais. Sempre tive amigos e era costumeiramente conhecido como o bonzinho da turma. Como todos sabemos, isso era altamente brochante para qualquer garota. Eu não entendia nada de mulheres ou de paquera.

Está enganado quem acha que vou falar de PUA (Pick-Up Artists). Na minha época não tinha nada disso. Não tinha negs, state, microcalibration nem nada. Não tinha Dr. Love, artigos do Gitti, Cabana PdH ou qualquer guru de sedução. Eu estava sozinho nessa jornada.


Pick-up artists: não é à toa que eles desenvolveram tantos métodos para seduzir mulheres…

Decidi que era hora de virar um baladeiro e descobrir o caminho das pedras sozinho. Não dava nem mesmo para contar com meus amigos, pois eles eram todos nerds do RPG que ficavam comendo Fandangos, bebendo Coca-cola e assistindo Dragonball Z até de madrugada. Resumo: se cagavam na calça com a simples ideia de ir tomar fora de mulher na noite. Um deles inclusive era alérgico a cigarro e quase teve um ataque quando tentamos “sair de balada”.

Lá estava eu, na fila da balada, sem conhecer ninguém. Nada a perder? Rá!!! Foi assustador. Eu olhava as roupas e cabelos dos caras bacanas que estavam acompanhados ou rodando um xaveco bem mandado e comparava com meu estilo coxinha. Durante a balada toda, me senti como se eu fosse uma gordinha no meio de um casting de modelos.

Precisava de um amigo onde me apoiar. Como eu também não fumo (nenhum de nós nerds fumávamos), resolvi ficar com outro amigo imaginário na mão: uma latinha de cerveja. Geladinha. Parecia até que me ajudava a ficar de pé e não perder o equilíbrio. De vez em quando tomava uma tequila ou vodka também.

Histórias de um BBB

Sempre fui meio torto das ideias. Com a influência do álcool então, ficava pior ainda. Não dá para contar todas as histórias aqui, mas lá vão algumas:

Uma japinha estava passando pelo corredor. Segurei-a pelo punho e disse com tom perverso: “Onde você pensa que vai?”. Antes que ela pudesse responder, coloquei sua mão dentro da minha cueca para que ela pegasse no meu pinto… mole! Ela ficou com uma cara de WTF e na sequência engatamos um beijo de três minutos: cortei o beijo pra ir buscar mais breja no bar.

• Sempre voltava para casa com 5 a 10 telefones diferentes no meu celular ou em guardanapos. Nunca lembrava exatamente quem era quem. No total, devem ter sido mais de 1000 telefones (não estou exagerando, pois fui um BBB entre dois a três anos de minha vida bebendo como um imbecil).

• Desses mil números, apenas 1 (um!) resultou em sexo: foi com uma maluca acabadona de 38 anos e corpinho gelatinoso de 50. Transei meia bomba com ela e fingi que gozei para poder parar sem magoa-la.

• Quase nunca entrei em briga, mas me machuquei uma vez, tomando um murro no nariz após agarrar uma garota sentada na mesa junto com o namorado.

• Tomei oito tequilas num restaurante-bar mexicano. Achei que era o Jiraya (aquele ninja da TV Manchete) e quis ensinar a galera do bar como dar um mortal para trás. Caí de cabeça no chão. Torci o pescoço e a bacia.

• Vomitei dentro de um carro policial enquanto estava sendo levado a um hospital para tomar soro. Diz a lenda que o policial ficou muito desconcertado e que eu aparentemente havia comido macarronada algumas horas antes de começar a beber. Imagine.

• Fora do volante, quase fui atropelado e quase morri dirigindo bêbado. Bati o carro algumas vezes.


Excursão de BBBs

“Quem num guenta bebe leite!”

Na época, essas histórias eram engraçadas.

O tempo foi passando… No lugar dos nerds, meus novos amigos eram outros Bêbados Baladeiros Babacas que davam risada e contavam suas próprias presepadas com muitos elementos visuais de tosquidão e escatologia.

Éramos todos infelizes e em processo de fuga infantil por meio do álcool e da “night”. Um reforçava as crenças do outro de que era cool se estragar e causar muito. As frases mais comuns eram:

“Quem num guenta bebe leite!”

“O negócio é causar geral! Nossa, velho, hoje eu tou a fim de ficar m-u-c-h-o l-o-c-o!”

“Ontem foi épico! Foda que não lembro de nada!”

“Esse cara é o mais infernal de todos! Robertão-sem-noção! Hahaha!”

Esse grupo de “guerreiros” surgiu espontaneamente. Nosso único interesse comum era a balada e causar geral. Organizávamos festas e viagens juntos, sempre com o propósito de ficar lesados e tentar pegar mulher.

O problema era que não tínhamos a elegância e os culhões de chegar junto, sóbrio, numa garota. Não saberíamos o que dizer, e por isso não havia a confiança de fazer a abordagem sem o líquido milagroso. Com o álcool, vinha toda a nossa pretensa desenvoltura e a gente ficava engraçado pacas. Ou pelo menos a gente se achava engraçado.

Muitas vezes, a simples confiança da bebida era suficiente para conseguirmos uns beijos aqui e uns amassos ali. Isso reforçava a crença de que era importante beber para se dar bem. E, mesmo nas ocasiões que a gente só tomava toco a noite toda, pelo menos havia o conforto em dar risadas juntos, e no dia seguinte contar vantagem de como cada um “ficou muito louco e causou demais”.

A realidade é que ficar bêbado é uma alternativa muito conveniente para quem é inseguro. É uma ilusão para quem não quer admitir a dura realidade de não saber criar conexões e atração com o sexo oposto. A loira gelada nunca nos rejeita.

Com o tempo, alguns de nós começavam a namorar e se afastavam dessas noitadas destruidoras. Num processo de mutualismo, íamos recrutando novos guerreiros com as mesmas características de BBB. Éramos como um grande organismo se regenerando e se perpetuando.


A cultura que valoriza a bebedeira está por toda parte

E eu?

Vou pular parte da minha história. Larguei o trampo miserável. Entre trancos e barrancos, aprendi algumas coisas sobre o que é ser homem.

Aprendi a ter confiança em mim mesmo e a transmitir meu melhor em uma interação com uma garota atraente.

Aprendi a largar o álcool, essa muleta torta que aparentemente me sustentava, mas que me deixava cada dia mais atrofiado.

Sim, hoje sou apenas um tiozão casado e careta recebendo o convite para contar minha história no PapodeHomem. Não sou psicólogo nem pai de ninguém e não tenho credencial para dar qualquer lição de moral aqui, principalmente sendo o BBB da história.

Apenas compartilho minhas confissões secretas e espero que essa interpretação da história tenha alguma utilidade para quem se identificar com essa forma imatura de beber.

Autor Anônimo

Identificação coletiva e anônima, usada por autores ou leitores PapodeHomem que querem escrever artigos ou contar suas histórias sem abrir mão do sigilo.


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86 comentários

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  • http://twitter.com/RickFerreira Henrique Ferreira

    Praticamente um exemplo de vida!

    • http://www.alandavid.com.br alan david

      hauhaua, ou nãoo..

    • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Siega-M/1364461238 Guilherme Siega M

      um alcoólatra casado uhasieuhasieuh q merda de vida…
      nao que a minha seja boa…
      mas eh ótima olhando pra isso uahsei

  • Pingback: Tweets that mention Confissões secretas de um BBB (Bêbado Baladeiro Babaca) | Papo de Homem – Lifestyle Magazine -- Topsy.com

  • Juliana

    Impressionante como a masculinidade por vezes é ligada a beber, ou beber além da conta.
    Ainda bem que pelo menos esse acordou antes de se ferrar mais seriamente.

    Espero que os mais espertos entendam o que o texto passa.

  • http://twitter.com/renan_william Renan William

    A parte que retrata melhor esse estilo de vida foi: “Éramos todos infelizes e em processo de fuga infantil por meio do álcool e da “night”. Um reforçava as crenças do outro de que era cool se estragar e causar muito.”
    A realidade é que a bebida acima de tudo é uma fuga da realidade que, em algumas situações, pode ser confortante mas isso começar a se tornar constate demonstra a incapacidade de se encarar a realidade. Um bom exemplo de lifestyle que não devemos seguir. Se estamos seguindo, serve como um bom alerta para ver o que queremos ser.

  • rodrigo

    Quem nunca passou por isso ? Ótimo texto, parabéns !

  • Felipe Ahmed

    Pelo estilo dos textos que costumam ser publicados no papo de homem, imaginei a princípio que seria mais um “Dicas de como pegar mulher e mostrar que você é O cara”, mas me surpreendi com o tom do autor e o caminho que a história estava levando, que acabou sustentando justamente o contrário do estilo de vida que esse site vende (pelo menos era assim que eu via).

    Gostei muito do depoimento, acho que é sempre bom ouvir os mais experientes.

    E gostei muito também da atitude do PdH de publicar um texto como esse. Estão de parabéns!

  • Felipe Ahmed

    Pelo estilo dos textos que costumam ser publicados no papo de homem, imaginei a princípio que seria mais um “Dicas de como pegar mulher e mostrar que você é O cara”, mas me surpreendi com o tom do autor e o caminho que a história estava levando, que acabou sustentando justamente o contrário do estilo de vida que esse site vende (pelo menos era assim que eu via).

    Gostei muito do depoimento, acho que é sempre bom ouvir os mais experientes.

    E gostei muito também da atitude do PdH de publicar um texto como esse. Estão de parabéns!

  • Ruryk

    Puta texto foda.. devo admitir que já tive minha fase de querer “causar”, mas pelo menos durou bem pouco.
    Entretanto, conheço muita gente aqui do campus em que eu estudo que precisava ler essa sua história.

  • Ruryk

    Puta texto foda.. devo admitir que já tive minha fase de querer “causar”, mas pelo menos durou bem pouco.
    Entretanto, conheço muita gente aqui do campus em que eu estudo que precisava ler essa sua história.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Fala Felipe!

    “o contrário do estilo de vida que esse site vende (pelo menos era assim que eu via).”

    Você poderia indicar quais posts aqui sustentam isso?

    Pelo que sei, todos os do Dr. Drinks cultivam essa cultura do beber pouco, mas bem, e ajudam a desvincular BEBER de FICAR BÊBADO, algo que não existe em muitas mentes por aí.

    E não lembro de nenhum texto meu ou do Dr. Love sustentar essa postura de “pegar mulher e ser o cara”. Até porque eu nunca fui “o cara”, então não saberia ensinar.

    Concordo que tem um ou outro texto mais antigo que estimula essa postura, como um do Felipe Neto, que critiquei assim que saiu. E agradeço se você puder listar os mais atuais que o levaram a ter essa impressão.

    Abraço!

  • Matheus Alves

    Texto foda,é uma pena que eu tô nessa fase de “BBB”,e concordo que é uma forma de fugir da realidade,e concordo que dá um gás a mais pra aguentar a semana…

    Mas acho que o próposito não é apenas(digo apenas porque,convenhamos,quanto menos vergonha,mais interessante desenrola a noite) ficar “m-u-c-h-o” louco,é principalmente poder chegar a ser um “tiozão casado e careta” mas ter um milhão de histórias pra contar,e tirar/mostrar uma moral de história pra alguém.Assim como você fez.Parabéns pelo texto!

  • Matheus Alves

    Texto foda,é uma pena que eu tô nessa fase de “BBB”,e concordo que é uma forma de fugir da realidade,e concordo que dá um gás a mais pra aguentar a semana…

    Mas acho que o próposito não é apenas(digo apenas porque,convenhamos,quanto menos vergonha,mais interessante desenrola a noite) ficar “m-u-c-h-o” louco,é principalmente poder chegar a ser um “tiozão casado e careta” mas ter um milhão de histórias pra contar,e tirar/mostrar uma moral de história pra alguém.Assim como você fez.Parabéns pelo texto!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Matheus,

    “um milhão de histórias pra contar”

    Cara, eu desconfio da qualidade dessas histórias. Não das suas, mas das geradas por bebedeiras. As minhas melhores histórias não tinham envolviam bebedeira alguma.

    E se busca por algum tipo de sabedoria (ou “moral da história”), olhe ao redor. Você não precisa fazer todo tipo de cagada pra aprender, bastam algumas. ;-)

    Abraço.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Juliana,

    O que eu acho mais louco é que a bebida é uma das maiores causas de impotência sexual, do famoso pau meia-bomba ou da clássica brochada, um dos MAIORES critérios de masculinidade.

    Quem é mais macho? Aquele que bebe pouco, não dá conta da bebida e dá conta da mulher depois ou aquele que aguenta todas mas não aguenta a mulher depois? ;-)

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Gustavo/100000100906492 Lucas Gustavo

    Curti muito o texto, uma linda história de vida. Independentemente do modo como cada um escolhe curtir a vida, é importante saber aproveitá-la.

    Sempre achei e continuo achando que alcool e drogas são muletas para fracos que não aguentam a realidade. Mas o autor merece menção honrosa do trecho a seguir.

    “A realidade é que ficar bêbado é uma alternativa muito conveniente para quem é inseguro. É uma ilusão para quem não quer admitir a dura realidade de não saber criar conexões e atração com o sexo oposto. A loira gelada nunca nos rejeita.”

    Isso que eu chamo de superação do caralho de um vício. Consegue definí-lo com propriedade e reconhece que é uma muleta.

    Parabens pelo post! Espero que o autor não tenha se arrependido da vida que levou.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Ótimo relato!

    E esse vídeo do Will Ferrell é hilário.

    É muito bom ver alguém admitindo isso porque eu já integrei alguns grupos nos quais nós não admitíamos um ao outro que 1) não, nós não estávamos pegando nenhuma mulher, 2) não, nós não conseguíamos beber litros de álcool sem passar mal e 3) não, nós definitivamente não sabíamos como nos divertir, não sabíamos o que é ter uma boa história pra contar, o que é ficar muito louco e o que é realmente “causar geral”.

  • jhoonyy

    Digo que a dosagem do nosso amigo que foi grande! Não é difícil encontrar em alguma festa alguém que se pareça com esses “causadores de balada”. Não sou muito de beber e acho que por isso não fiquei dependente de estar bêbado pra chegar nas mulheres. Mas nem por isso agarro horrores, alias ainda são raras as que realmente dão certo.

    É difícil pra maioria chegar em uma mina na festa quando se estar só. E criar uma conversa até engatar vai mais de pessoa pra pessoa. Eu por exemplo até hoje (tenho 21) não chego quando estou só, minha confiança vem dos amigos.

    O fim da picada é esta história onde o sujeito pega 1000 telefones e transa apenas com uma.

  • Ztav

    Sou um BBB, acho.
    Mas gosto. =P

    Se bem que me classifico como um “boêmio sociopata”, não um “bêbado baladeiro babaca”.

    Hoje mesmo, estou com o braço semi-inválido por ter caído de tanto que eu bebi quarta-feira (sem dúvidas, o melhor dia para se beber).

  • http://www.insensatotal.com J Bosco Jr

    jhoonyy, creio que “pegar mil números de telefone e transar apenas com uma” seria uma estatística ccoerente com a máxima de “qualidade difere de quantidade”.
    Mas não vim aqui responder ao jhoonyy.
    Creio que o medo SEMPRE faz com que nos agarremos à muletas mentais.
    E quase sempre as muletas nos derrubam.
    Certa feita, utilizei-me de doses homéricas de cerveja pra criar coragem de conversar com uma garota que era minha paixão-platônica. Terminei a noite agarrado ao vaso sanitário, chamando o Hugo… Cena patética que “me perseguiu” durante muito tempo.
    O melhor, pelo menos no MEU CASO, foi aprender com os erros de ontem para tentar acertar no dia de HOJE. E não me arrepender amanhã.
    E tenho dito.

  • Ztav

    Ah. E uma pequena diferença é que pego muita gente, sim. Até demais.

  • Eduardo

    Puta meu, texto foda, muita gente precisa ler esse texto, pra ver se alguém toma atitude certa

  • Eduardo

    puta texto. Muita gente deve ler esse texto pra ver se toma a atitude certa.

  • http://www.hmemesmo.blogspot.com/ Matheus

    Genial…eu tenho 16 anos e passei por essa “fase” nas férias…eu ia para festas para beber, beber e beber e não pegava ninguém. Já com o começo das aulas eu prometi que não beberia mais, até porque sou novo e estaria decepcionando minha família.
    Como resultado, a segunda festa que eu fui depois de largar a bebida, trouxe resultados épicos para minha vida, alterando muito o fato de eu achar que bebendo, eu ia “causar” e pegar muito mulher.
    Hoje eu entendo que o objetivo que devemos ter ao ir numa festa é se divertir, não “causar” . Enfim, me identifiquei muito com o texto, que o Papo de Homem continue assim…

  • Igor

    Poxa, quase me senti ofendido com o “nerds de RPG”. Eu ainda como fandangos e tomo coca-cola (só não passo a noite assistindo DragonBall haha). Mas brincadeiras a parte, ótimo texto! Nunca concordei com essa filosofia de beber até cair a ponto de não lembrar da noitada.

    Como sempre, bons textos sempre aparecendo aqui e firmando que a crença que “Papo de Homem” não é sair bebendo até vomitar e/ou sair TENTANDO pegar(sic) o maior número possível de mulher.

  • Anderson

    Não vou fazer comentários sobre a bebida, já que o excesso dela já foi repudiado a exaustão nos posts acima e eu concordo em número, gênero e grau com tudo o que foi dito.

    Agora, a sua atitude de sair daquela pseudovida que estava levando e encarar o mundo de peito aberto do jeito que fez é invejável! Me lembrou o clube da luta: um cara que tinha uma vida sem graça que achou uma maneira de se sentir vivo.

    Os exageros poderiam ter até mesmo te matado… Mas pense que se você não tivesse mergulhado de cabeça nessa vida de BBB, talvez ainda fosse o mesmo nerd peganínguem que era aquela época.

    Assim como o Dr. Love, defendo que alguma pessoas precisam de um tratamento de choque para voltarem a viver. Poderia ser o ser o seu caso, não?

    Por isso, nunca se arrependa da vida que levou, apenas erga as suas mãos para os céus por não ter acabado com a própria vida e agradeça por tudo o que ganhou com isso.

  • Jeff

    fora que a bebida te faz esquecer muitas das histórias! Você acaba deixando histórias pros outros contar de você, e geralmente essas histórias não são a seu favor. Experiencia própria. Ainda bem que o que importa é o que sou hoje!

  • http://twitter.com/frcronos Fabio Rossi

    Complicado. Eu meio que “pulei” essa fase. Era nerd, logo que aprendi a “pegar” mulher, resolvi namorar sério. Mas sei que meu caminho seria o de um BBB, pq as poucas vezes q saio sozinho, encho a cara e “causo” geral, além de dirigir estupidamente bêbado. Por sorte nunca me aconteceu nada. Se eu ficar solteiro provavelmente eu viro um BBB.

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Aqui no Nordeste a concepção de barzinho é bem diferente da paulista.

    Já morei um tempo em São Paulo, lá o barzinho é quase que o equivalente a balada daqui.

    Os barzinhos daqui, são frequentados na sua maioria por “coroas”, no melhor estilo antigo. Eu gosto de frequentar esse tipo de lugar por que sempre faço amigos novos por lá, e gosto de conversar com os mais velhos, nunca gostei de andar com adolescentes e afins. E também lá rola todo tipo de assunto desde os mais práticos aos mais sofisticados.

  • Rogerio Carvalho

    Tambem achei ridiculo este comentario. Sera que voce nao le o que se escreve por aqui? Pelo que voce escreveu, se alguma vez leu algum post do pdh, nao entendeu nada.
    Abraço.

  • Marcelo

    Sensacional sua história, ri demais tb(aquela do Jiraya então nem se fala!! rsrs..)
    mas infelismente é isso que acontece com mais de 90% de nós homens, o álcool torna-se nossa “muleta imaginária”, acreditamos na ilusão de virar “o fodão” com o líquido milagroso.
    Escreva um outro artigo dizendo mais como saiu daquela vida, quem sabe e pq não, dando até conselhos p/ aqueles que se encontram nesta situação.

    Parabéns pelo texto!

  • ricardomaciel

    Ta ae, sou nerd e já bebi imaturamente. Mas prefiro ser nerd de rpg que come fandangos (y)

  • http://vidaordinaria.com Alexandre Esposito

    São textos como esse que corroboram com o que digo sempre: o PdH é o melhor blog do Brasil.
    (mesmo que vocês não se considerem um blog)

    Foda.

  • Juliana

    Ou a mulher que não aguenta um cara chato, trocando as pernas e transpirando alcool, né?
    Fora as outras coisas que falaste.

    Sinceramente, poucas coisas pra mim são tão insuportáveis quanto um homem que não sabe o limite.

  • M.

    É galera, tô saindo daqui a pouco com o intuito puro e simples de dançar… e com a infeliz certeza de que, em algum momento, vai vir um BBB me pegar pela cintura achando que eu em seguida vou pegar no pinto dele e engatar num SUPER BEIJO de três minutos… triste isso!

    Espero que os BBBs leiam isso e aprendam algo antes de se dar muito mal, porque como disse o Gustavo, “você não precisa fazer todo o tipo de cagada pra aprender, bastam algumas”

  • YuHao

    “Meu chefe era um imbecil. Os outros colegas do banco se dividiam em dois grupos: os traíras prontos para puxar meu tapete a qualquer momento e os playboys de gelzinho. Cada dia de trabalho me dava vontade de vomitar.

    Mas eu encontrei uma escapatória. Álcool, balada e perdição.”

    _________

    Esse tipo de ambiente acaba com qualquer um meu velho… eu também passei por um local de trabalho parecido com o seu, onde um puxava o tapete do outro na maior cara de pau e o chefe era um estúpido.

    Na época eu também comecei a beber, me sentia mal pra caralho após cada dia de trabalho, só o álcool me fazia esquecer um pouco de tudo isso. Também me tornei bastante agressivo nessa época… mas deixa pra lá essa parte.

    Depois de começar a chegar ruim em casa eu decidi sair logo daquela porra de emprego. Mas o pior é que os fdp's além de pagarem uma merda de salário; ainda nem aceitaram me mandar embora. Tive de pedir a conta e perder todos os meus direitos… Mas não me arrependo nem por um segundo.

  • Lastikas

    Ótimo texto. Mas vejo vários comentários sobre o vício em álcool e “fuga da realidade”, um pouco clichê demais né?

    Acho que os fins não justificam os meios. Se você bebe pra ser o cara, pra pegar mulher, ser menos tímido (etc) sempre vai ser um BBB e nunca vai conhecer os seus limites.

    Eu bebo com meus amigos, porque em primeiro lugar gostamos da companhia uns dos outros.
    E também apreciamos a cerveja pilsen, red ale, dark ale, maltadas, de trigo uma infinidade de sabores e sensações pra proporcionar uma ótima noite.

    O álcool pode, mas não precisa ser uma muleta.

  • http://profiles.yahoo.com/u/RLSIHPPOQSUIIOA4QJ4NJGD6KQ Cms Matias.

    Pior é quando o “estilo de vida” diz respeito à mulheres…
    Tenho algumas amigas nessa de “internas de bar”. O fato de morar em uma cidade turística com vida noturna de segunda à domingo, facilita bastante. Eu particulamente, não me adaptei, nem meu cartão de crédito…parei no segundo feedback da minha chefe.
    Mas muitas continuam a saga, faltam no trampo, são autoras de máximas do tipo, “Eu sou mais simpática bêbada”, “Vamos beber pq amar tá difícil”, e aquela básica “vai ser só um caranguejo e duas cervejas”…
    Como o autor mesmo sugere, nada como a “experiência dos anos”…
    Confesso que já dispensei mto gato na balada pelo simples fato de não conseguir suportar o cheiro de álcool, apesar de tb estar bebendo na ocasião…Querendo ou não é uma faca de dois gumes, pode facilitar cmo tb, nesse caso afastar as gurias…
    Mas é isso cada um no seu quadrado.

  • http://twitter.com/ronaldo2712 Ronaldo Gusmão

    Acho que o álcool é a sensação aos extremos. Até aos meus 23 anos não bebia nada alcoólico. Depois, descobri o que eu estava perdendo nesta vida durante todo esse tempo. Hoje bebo sim e sou feliz. Se uma fada propor um toque de varinha para eu parar de beber eu coloco ela p correr. Odeio quem condena o álcool de forma generalizada (essa é p você, meu amigo Dr. Drinks). Sabendo usá-lo (digo, beber) o álcool une as pessoas; proporciona grandes e inesquecíveis momentos. Por outro lado, já vi muita festa bacana terminar por causa do álcool, ou melhor, um razão de certos imbecis (talvez BBB´s) que não possuem limites. Sobre esses infelizes, a quem se interessar, faço um relato no texto “Carnaval com Pudim”, em http://boteconatela.blogspot.com/2010/02/carnav….
    Abraço e todos e juízo nunca é demais!

  • gilmar

    parabens pela reviravolta, nem todas as historias dariam um filme, mas a coisa é bem mais profunda que isso.

  • Tinoca

    Nao sei qual é o problema em ser Nerd. Eu sempre gostei de um Nerd, quietinho, tímido e até meio bobinho. Casei com um e já brinquei muito de RPG com ele lá no quarto.

  • Felipe Ahmed

    Desculpem-me. Revendo meu comentário agora, tô vendo que exagerei ao falar “o estilo de vida que esse site vende”. Realmente passou uma idéia bem negativa.

    Simplesmente fiquei surpreso em ver esse texto no site, já que é um texto mais conservador, mostrando a futilidade um estilo de vida que é adotado por uma quantidade bem grande de jovens no Brasil (e grande parte do público do PdH também, imagino).

    Mas relaxe, não foi um ataque ao conteúdo do site. =)

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Ah, sim, isso sem dúvidas. Concordo totalmente contigo!

  • http://politicaspublicasecidadania.wordpress.com/ Wagner Menke

    Gostei da sinceridade do autor quando diz que era infeliz e usava o alcóol para suprimir essa infelicidade. Muito bacana esse texto.

    O Coringa tá de parabéns!!!

  • Majin

    Concordo com vc Gustavo, mas tbm concordo com o Matheus. Minha fase “BBB” tbm rendeu ótimas histórias, divertidas se me permitem. A qualidade delas depende de cada ouvinte.
    Tenho ótimos exemplos em todos os sentidos, mas acho q meus maiores aprendizados vieram de minhas experiências.
    Gostei muito do post. Leio a PdH a algum tempo (1 ano?) e considero um dos melhores sites q frenquento, nunca comentei nda e fico feliz q participar hj. Continuem o bom trabalho!

    Abrç
    ps: Gitti, sempre leio seus comentarios, são bons.

  • Alpert

    E eu que pensei que estava sozinho nessa vida de BBB.rs

    Estou gradativamente saindo dessa, bebia 3 a 4 vez por semana, gastava com álcool(frequentando bares) algo em torno de R$400.00 por mês. O pior eram os dias que eu ficava o dia inteiro zoado e não conseguia trabalhar direito, e também o 10 quilos que eu ganhei.

    Cheguei a conclusão que as pessoas ficam bêbadas para tomar no cú. O que tem de interessante e divertido você levar algumas porradas por ter mexido com uma mulher acompanhada, falar o que não deve e na hora errada, perder a chave do carro, perder o celular, ficar chorando igual um zé roela e querer ligar para a ex-namorada, arriscar a sua vida e de terceiros por dirigir bêbado, não conseguir trabalhar direito e passar o dia inteiro com ressaca, vomitar até as tripas, ficar gordo, não pegar ninguém por estar bêbado e não conseguir falar o própio nome, e quem sabe talvez pegar uma cirrose?

  • William

    Muito bom esse post!!

  • Anônimo

    Po é que nõ tenho muito dinheiro (aliás não tenho nenhum) mas a vida que eu levava quando tinha menos dívida era a de um BBB balanceado.Já fiz todo o tipo de cagada (no começo, primeiro ano) mas depois fui aprendendo a sair sempre pra baladas e não beber muito. Bebo cerveja porque aprecio o gosto, não pra ficar bêbado. Acabo ficando bêbado às vezes, alegre na maioria e em outras nem isso.Critiquem ou não, é uma fase necessária na vida de algumas pessoas. O autor do texto se descreveu como um nerd babaca, um infeliz que pegava uma mina com ano (em anos bons) ou nem isso.Na época de BBB ele certamente era mais feliz e graças a isso adquiriu a experiência que não tinha antes para ser feliz SEM ISSO.Não há como criticar um BBB, é uma fase. É um bêbado baladeiro babaca que, provavelmente, antes de ser BBB era um B (babaca).. E deixa de o ser depois disso. =]

  • Anônimo

    Po é que nõ tenho muito dinheiro (aliás não tenho nenhum) mas a vida que eu levava quando tinha menos dívida era a de um BBB balanceado.Já fiz todo o tipo de cagada (no começo, primeiro ano) mas depois fui aprendendo a sair sempre pra baladas e não beber muito. Bebo cerveja porque aprecio o gosto, não pra ficar bêbado. Acabo ficando bêbado às vezes, alegre na maioria e em outras nem isso.Critiquem ou não, é uma fase necessária na vida de algumas pessoas. O autor do texto se descreveu como um nerd babaca, um infeliz que pegava uma mina com ano (em anos bons) ou nem isso.Na época de BBB ele certamente era mais feliz e graças a isso adquiriu a experiência que não tinha antes para ser feliz SEM ISSO.Não há como criticar um BBB, é uma fase. É um bêbado baladeiro babaca que, provavelmente, antes de ser BBB era um B (babaca).. E deixa de o ser depois disso. =]

  • Will

    A fase BBB acontece, seja motivada por secas fodássas de garotas interesantes ou mesmo por causa do trabalho não-cativante, mas é importante q se passe por isso, como lição de vida, afinal, é facil ouvir alguem falando, mas só se aprende depois de passar o perrengue…

    Curti pacas o texto, vamos ver se agora vou a balada bber menos e xavecar mais!!

    abrass!!

  • Ronigres

    Ótimo artigo. Todo homem passa por essa fase. É legal, rende boas histórias e até um certo aprendizado. Acho que o problema maior está em saber dos prejuízos da vida de BBB e tentar mudar.
    Ai está a diferença do homem e do pivete na balada e as mulheres sacam logo.

  • Michael Corleone

    A vida é feita de fases e acho importante esse período BBB como aprendizado para um futura fase de amadurecimento, lógico que a pessoa tem que ter discernimento para avaliar sua postura perante a vida , suas ações e comportamentos, caso contrário não há sentido, depois tudo se acalma e a poeira baixa, e aí creio que o BBB estará preparado, será um homem melhor, um companheiro melhor e não se encantará fácil com as seduções da vida noturna, pois ele já a viveu e sabe de seus encantos e desencantos.

  • http://www.twitter.com.br/marcelogs Marcelo

    gostei, minha fase de bbb durou pouco, mas foi suf pra eu ir pro hospital duas vezes rss

  • http://twitter.com/jayminho jayminho
  • Devil Ricky

    Foda Demais!

  • Túlio

    Interessante.
    Meu natural seria te criticar e falar que você tá fazendo a coisa errada em continuar sendo um BBB. Apontar para o texto acima, mostrar quão negativo isso pode ser, bla bla bla

    Mas pensando melhor eu percebo que o coringa tava sozinho naquele momento: não sabia o que fazer, não sabia como melhorar… tomou um caminho e levou por ele de qualquer jeito. Já você, conhece o PdH, aparentemente também os PUA, conhece as consequencias negativas que o estilo BBB pode te oferecer, as alternativas que existem – e ainda assim simplesmente gosta e CONSCIENTEMENTE continua nesse caminho.

    É estranho pra mim, mas eu tenho de admitir (pra mim mesmo.. estou só compartilhando a sensação que tive ao ler seu comentário) que você está no seu caminho certo, quaisquer que sejam os seus motivos.

    Espero que sua boemia sociopata possa render, quem sabe, um futuro artigo aqui no PdH compartilhando sua história =)

  • Marcelo

    é verdade, realmente vc virou um tiozao chato e careta. Vc pode ate pode ter vivenciado alguns problemas na sua juventude, mas a insegurança o álcool e outros itens fazem parte deste aprendizado. Agora alegar que uma fase da vida não foi boa. Puta falta de sacanagem em velho.

  • Carlos Muniz

    beber ou deixar de beber pra pegar mulher é meio que infantil né.. e se gabar de pegar muitas é meio infantil tb…. sei lá… bom é se divertir.. pegando mulher ou não…

  • Pedro

    Parabéns pelo texto.
    Às vezes é difícil mesmo reconhecer o limite entre beber e ficar bêbado, como álguém disse num comentário aí em cima. Só se aprende com o tempo e muita ressaca, física e moral.

  • Vitor

    Cara imagina você? carro, dinheiro, amigos que conhecem varias gatas, barzinho na porta da facul ( sem contar os adjacentes) e disposição pra farrear.
    Foi uma fase louca mas que consegui sair ileso hehe, porém por vezes me ferrei em disciplinas rompi um relacionamento bacana com uma garota que gostava muito tudo em nome da farra e da fornicação sem limites ah da bebedeira também.

    Hoje vejo que muita coisa não valeu a pena, pelo menos hoje sou um cara formado, com seu próprio negocio e que ainda sai pra biritar só que hoje com consciência e moderação e com amigos de verdade.

  • Carolina Souza

    3 comentários em um:

    1) O texto é ótimo e chorei de rir com a história do Giraya (sei lá como escreve). Hilária.

    2) Uma parte que me chamou atenção no texto foram as das batidas de carro. Tenho um amigo que “matou” o melhor amigo dele dirigindo na estrada depois de beber e acabou dormindo ao volante (entre aspas só porque ele não teve essa intenção, o fato infelizmente aconteceu mesmo). A culpa é a grande companheira, que eu saiba, até hoje. Beber e dirigir, desculpe os que se acham “Schumachers” quando bebem, não rola. Mesmo. Você pode acabar com a vida de alguém que não tem absolutamente nada a ver com a história.

    3) Excelente o comentário do Tulio, poderia virar uma postagem estilo Gitti… Tb passo por uma fase assim, de tentar entender (no sentido de não julgar) as escolhas das outras pessoas, mesmo que para mim pareçam extremamente idiotas/difíceis/burras/sem sentido… É difícil aceitar que em 99% dos casos a pessoa está em determinada situação porque ELA se colocou lá, mas é a realidade.

    Abrs,

    Carol

  • Daniel S.

    “Meu chefe era um imbecil. Os outros colegas do banco se dividiam em dois grupos: os traíras prontos para puxar meu tapete a qualquer momento e os playboys de gelzinho. Cada dia de trabalho me dava vontade de vomitar.

    Mas eu encontrei uma escapatória. Álcool, balada e perdição.”

    _____________________________________________________________________________

    Puta besteira,
    Eu trabalho faz DOIS anos em uma empresa, tem gente querendo puxar meu tapete para colocar outros no lugar (amiguinhos de confiança), trabalho que nem doido, o serviço em sua maioria sobra para mim, já fui espancado e “envenenado” por amiguinhos do chefe e nem por isso procuro o álcool e baladas para me segurar.
    Tem que ter muiiiiiiiiitoooooo jogo de cintura, e com o saco de boxe que ganhei no sorteio do PdH eu alivio minha raiva toda…uahuahauhauh
    Enfim, esse negócio de beber para aliviar no trabalho é pura perda de tempo, sempre vai ter gente querendo puxar seu tapete e querendo te fuder e achando lindo quando você faz uma merda que não devia.

    No mais, quanto a balada e bebidas, já passei disso…Eu juntava os amigos com o único objetivo de beber PINGA e causar horrores, mas felizmente durou muito pouco tempo e só bebi muito até cair UMA única vez, quando fui para o hospital tomar glicose e quase entrei em coma alcoólico.
    Graças a Deus hoje eu bebo uma cervejinha ou caipirinha e sei o limite..
    Mas no trabalho, as coisas aliviaram?? Não, pioraram..

    Enfim..
    É “jogando” que se leva a vida, os melhores jogadores são os mais felizes, e nisso estou em aprendizado a cada dia..=D

    Abraços

  • http://queropegartodas.com El Guerrero

    Perfeito!!!
    Igualzinho a mim.. já fui um BBB por muito tempo.. uns 3 anos fortes!!
    Hoje só algumas coisas mudaram:
    1 – Eu bebo BEM menos ou não bebo
    2 – Faço baladas pelo Brasil inteiro e não deixo atrapalhar muito o trampo
    3 – Pego várias e transo com várias!! :)

  • Thiago

    Engraçado!!!
    Visão diferente do que é comum, visão acertada em meus conceitos que ninguém precisa concordar é claro. Mas achei algo bem legal. A necessidade do ser humano de “causar geral”. Nunca tinha escutado este termo, devo estar meio desconectado…rs. Só fica uma dúvida… Tudo isso é o ser humano em busca da auto afirmação e consequentemente da felicidade. Mas o que é de fato a felicidade na vida? Sei lá, é algo pra mim ainda complexo…

  • Pingback: Links de Sexta (4/6) | Vida Ordinária

  • http://twitter.com/jcnaweb Júlio Araújo

    Bem…eu nunca tive exatamente essa fase, pois nunca gostei de ser Babaca. Mas as outras fases…sempre.

    Sempre fui tímido pra chegar junto, demorou anos pra coisa mudar de figura.
    Só enchi a cara de um jeito ultra-mega-super-power-jiraya-jiban uma única vez que após longos anos refletem até hoje.

    Beber e Dirigir já tive minha cota, não faço nunca mais. Até fiz mas não exatamente igual.

    Leva tempo mas você amadurece, cresce e não necessariamente deixa de ser bêbado, apenas, babaca.

  • Lucas

    Véio, se vc pegou mais de mil telefones e só conseguiu finalizar uma coroa caidona, realmente vc fez bem de casar e assumir-se “tiozão”.

  • Marcão, macho-alpha++

    Retrato perfeito de um muderno

    Att

    Marcão, macho-alpha++

  • Marte

    Pois é, eu cai direto de um longo namoro para uma vida do tipo. Até eu perceber a mulher linda que eu estava perdendo enquanto estava “calibrado” e me esfregando em outras mulheres bêbadas e tão desinteressadas em mim quanto o copo em que elas bebiam!

    Acordei a tempo, obedeço bem meu corpo, mas seguia um caminho escrotamente igual. Gostei que você não coloca moral da história e nem um “estou muito melhor agora”, só retrata a história como uma imensa perda de tempo, exatamente oque é.

  • Pablo Fernandes

    Imagino que muitos já passaram por situações como a sua.

    Eu mesmo já vivi coisa parecida. Larguei o relacionamento pra viver uma vida completamente louca. Digna de livro. Festas, zoação, mulheres, muitas mulheres.

    Mas, isso tudo enjoa, tudo cansa.

    Não me arrependo do que fiz. Foi um puta aprendizado pra muitas coisas na vida. Mas, sei reconhecer as coisas que perdi nesse tempo todo.

  • Pablo Fernandes

    Imagino que muitos já passaram por situações como a sua.

    Eu mesmo já vivi coisa parecida. Larguei o relacionamento pra viver uma vida completamente louca. Digna de livro. Festas, zoação, mulheres, muitas mulheres.

    Mas, isso tudo enjoa, tudo cansa.

    Não me arrependo do que fiz. Foi um puta aprendizado pra muitas coisas na vida. Mas, sei reconhecer as coisas que perdi nesse tempo todo.

  • Fabio Neves

    Não entendi… o cara saiu da vida de BBB pra virar um tiozão casado? Qual a redenção???? Saiu da frigideira e entrou pro fogo da vidinha medíocre.

    Qual a lição de moral aqui? Que beber não é legal etc? Tudo bem, concordo que o álcool é prejudicial à saúde e tal, mas conheço uma porção de gente que enche a cara e consome uma patuscada de outras ilicitudes por opção e vive assim mesmo (bem o mal, feliz ou infeliz dependendo do dia).

    Queria acreditar que ser tiozão casado é o supra sumo da felicidade, mas sinceramente não vejo firmeza nem por parte do autor, só melancolia.

    Tenho um amigo, bebum contumaz, que me disse uma vez que não para de beber por que a opção para o alcoolismo é o cristianismo e ele prefere acabar com seu fígado do que com sua mente. Significa que, no fim, todos estamos querendo um alívio pra nossas angústias…

  • Mariana

    Olha só, não acho que as histórias de 'BBB' sejam apenas masculinas. Conheço muitas mulheres, me incluo em várias situações, que são exatamente assim. Saem, bebem muito, não querem nada com a vida, ficam com caras apenas por uma noite….enfim. Na verdade vejo que cada vez mais as mulheres estão entrando nestes méritos. Não acho que isso seja bonito ou certo, mas é a realidade. Também acho que tudo depende de como você encara a bebida. As mulheres geralmente não saem para 'ficarem muito loucas', até porque quando uma mulher bebe de verdade é muito difícil derrubá-la. Acho que a bebida precisa ser acompanhada de maduridade, sempre.

  • Pablo Fernandes

    Mariana,

    eu estava pensando isso hoje cedo, numa aula da faculdade.

    As mulheres também praticam esse tipo de vida e é mais comum do que pensamos.

    No meu convívio mesmo, conheço duas mulheres que são assim. Elas saem, bebem muito, curtem bastante, não estão preocupadas com o emprego, ficam com caras no máximo duas ou 3 vezes e vão levando.

    Sei que uma hora vão cansar, mas até lá terão aproveitado bastante.

  • Lu

    Muito bom esse post.. acho que tds homens deveriam ler,inclusive os BBB..quem sabe se identifiquem.
    Tudo bem beber,ficar com várias mulheres…desde que deem conta do recado né?
    eu sempre namorei…estou solteira a pouco tempo, to curtindo e tal…mas semana passada aocnteceu algo comigo que nunca tinha acontecido, fiquei relembrando várias vezes, tentando saber aonde eu errei..se é que eu errei…
    hahaha aconteceu o seguinte: eu tava com um paquera ja a um certo tempo, um dia resolvi liberar (semana passada) eu super ansiosa, nossa quimica é ótimaaaa…uma dose de vodka a mais já me empolgou ai acabou rolando…ou QUASE!
    No começo foi tudo certo,td ótimo, logo percebi o meia bomba..e logo ele falou: vamo para to com preguiça!! PREGUIÇAAA??? virou pro laod e dormiu…
    fiquei arrasada…mal conseguia olha pra cara dele no dia seguinte,diferente dele que acordou td sorridente e carinhoso..
    issso nunca tinha me acontecido,mas qnd contei pra uma amiga que já é expert nesses assuntos de mulher solteira ela falou que era pq ele devia estar muito bebado… td bem, eu intendi…
    mas homnes por favor em… se não vão dar conmta do recado então não bebam tanto assim…que desagradável!!!

  • http://www.facebook.com/davi.tavares Davi Tavares

    A vida, como ela é. Que tal experiência ajude cada um de nós!
    Abrax galera…

  • http://twitter.com/kokzviana Bruno Viana

    Parei uns 5 minutos aqui e fiquei repensando as coisas que eu já fiz
    e pqp,me senti um ex- BBB
    hauahuhuahua
    Ás vezes o simples fato de ter ficado muito bebado,já tirava o fato de não ter pego ningas e gastado mó nota.Era o suficiente!
    Hoje em dia sou muito mais centrado e não saio mais pra enxer a cara,prefiro me focar em coisas mais interessantes.E vivemos a ilusão de que bebados ficamos mais corajosos e que um fora vai doer menos.Digo por experiência própria que quando estamos bebados as chances de conseguirmos a atenção daquela mulher interessante vai ser reduzida drasticamente(a não ser q vc vá cair bebado e dar um espetáculo bizonho,não é este tipo de atenção que me refiro.)
    Experimente numa balada ou afins conversar com uma mulher sem estar tomado pelo alcool,vc vai ver que consegue conversar com muito mais desenvoltura do que se tivesse bebado(além de que falaria muita besteira).Mulher gosta de cara que tenha contéudo e que leh proporcione uma boa companhia,não um bebado chato que fala cuspindo.kkkkkkkkk

    abraços

  • Renata

    Eu já fui assim… não me arrependo do meu passado, mas hoje não faria igual. Já tenho quase 30 e, mesmo solteira e adorando uma balada, o ritmo é outro, bem mais tranquilo.

  • Renata

    ah, matheus, q bom q vc enxergou isso cedo =)

  • Renata

    Eu já fui assim… não me arrependo do meu passado, mas hoje não faria igual. Já tenho quase 30 e, mesmo solteira e adorando uma balada, o ritmo é outro, bem mais tranquilo.

  • Renata

    ah, matheus, q bom q vc enxergou isso cedo =)

  • Observador Internacional

    Parece que fui eu que escrevi este texto… tirando as histórias “épicas” (que são customizadas caso a caso), o resto é tudo igual…

    Hoje estou namorando, e larguei a vida de BBB.
    Pior que a ficha só cai depois de 2 anos mesmo, kkkkkk!

  • Marco Antônio

    Tive que voltar p ler novamente este texto.

  • http://www.facebook.com/Lucasbeccon Lucas Beccon

    Isso me lembra uma época que eu morava nos fundos de uma lan house, passava bebendo direto quase a semana toda, melhorei dessa visão de beber depois que comecei a trabalhar por conta. As vezes até bebo pra ficar na alegria, mas só quando tenho motivos para isso, no geral bebo enquanto converso, por ocasião. Mas ainda não criei aquela coragem com as gurias, uma hora consigo ajeitar isso.

  • http://www.facebook.com/Lucasbeccon Lucas Beccon

    Isso me lembra uma época que eu morava nos fundos de uma lan house, passava bebendo direto quase a semana toda, melhorei dessa visão de beber depois que comecei a trabalhar por conta. As vezes até bebo pra ficar na alegria, mas só quando tenho motivos para isso, no geral bebo enquanto converso, por ocasião. Mas ainda não criei aquela coragem com as gurias, uma hora consigo ajeitar isso.

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