Como um par de peitos pode salvar o mundo [vídeo]
“Oh it seems to me this whole world’s gone crazy
There’s too much hate and killin goin on
But when I see the bare chest of a woman
My worrys and my problems are all gone
No one thinks of fightin, when they see a topless girl
Baby if you would show yours too, we could save the world”
“Oh me parece que esse mundou ficou maluco
Muita matança e ódio por aí
Mas quando eu vejo os seios desnudos de uma mulher
Minhas preocupações e problemas desaparecem
Ninguém quer saber de brigar, quando vê uma garota de topless
Baby, se você nos mostrar os seus, podemos salvar o mundo”
Cliquem na imagem acima para assistir antes de começarem a ler. Imperdível.
Meu amigo Muracami me enviou esse vídeo primoroso do músico comediante americano Rodney Carrington. A música é tão boa que ele mesmo produziu um vídeo reunindo beldades do cinema fazendo topless, de Marilyn Monroe a Jennifer Connelly.
Já escrevi sobre como a salsa em roda (rueda de casino) pode salvar o mundo, mas esse vídeo me fez pensar algo mais ousado: um par de peitos pode sim nos levar à paz mundial. Ora, não é uma idéia tão maluca. Jerry Seinfeld, em seus melhores momentos de stand-up comedy, afirmou que tudo o que os homens fazem é motivado pelo sexo.
As mulheres se bastam com seu brilho expansivo natural, elas andam e nós não sabemos o que fazer para chamar sua atenção. Às vezes buzinamos ou assobiamos, às vezes construímos pontes e prédios. Seinfeld conta que o homem foi para a Lua somente para que depois pudesse voltar e dizer para uma garota gostosa: “Ei, você me viu lá em cima?”.
Transcendental
Nessa busca pelo xaveco perfeito, surgiram tratados filosóficos, poemas, análises científicas, experimentos, gadgets. Surgiram a engenharia, a medicina e tudo aquilo do qual hoje nos orgulhamos.
Nietzsche só escreveu o clássico Assim Falou Zaratrusta porque levou um belo fora de uma mulher. Einstein era feio e não pegava muitas, Bill Gates tinha traços anti-sociais, Gandhi queria conquistar mulheres de outros continentes… E então a humanidade ganhou a teoria da relatividade, o Windows e a não-violência, 3 grandes cantadas, 3 grandiosas estratégias para comer mulher.
Sendo assim, como explicar a ação dos líderes mundiais que ainda provocam guerra e injustiças? Ou eles estão tentando e esse é o melhor xaveco que conseguem ou eles desistiram de tentar.
Eu aposto na segunda opção: muitos homens se desconectaram de seus corpos, pararam de pensar com seus paus e se perderam em pensamentos obsessivos. Ou seja, sua energia masculina perdeu inteiramente seu aspecto corporal, vivo, pulsante, se desconectou da energia feminina.
Duvido que Mr. Bush seja capaz de chegar em casa e realmente desejar sua mulher. Não há energia sexual em seus olhos. Ele está morto, sem uma gota do calor feminino. Daí sua rigidez, sintoma da total ausência da flexibilidade, da liquidez, do movimento feminino. Sua cura dificilmente chegará via psicanálise, meditação ou infindáveis reuniões da ONU ou UNESCO. A transformação tem de ser mais radical.
Sabem há quanto tempo não faço sexo?… Eu também não!
Talvez só um belo par de seios possa lembrá-lo de sua energia masculina e liberá-lo de sua fixação. Uma completa imersão no feminino (imagine-o com a cara no meio dos peitos de uma mulher, inspirando e expirando). Quem faz guerra tem algum tipo de sonolência, pois se estivesse desperto faria amor, buscaria sexo, desejaria usufruir do feminino, se deleitar com curvas e brilhos, pernas e peitos.
Se pudermos ajudar o senhor Bush, melhor. Homens, deliciem-se com tudo o que é feminino no mundo. Explorem a natureza, as artes, o sexo. Brinquem com as mulheres, seduzam, conquistem. Respirem o movimento, se livrem de qualquer rigidez. Deixem que sua presença seja um convite à abertura em todas as direções (inclusive de soutiens) e, assim, aumentem o IPM do mundo (“Índice de Peitos Mostrados”).
E mulheres, por favor, colaborem! Quanto mais amor vocês puderem gerar, para si e para outros, mais próximos estaremos da paz mundial. Saibam que vocês geram menos amor quando amam do que quando se deixam ser amadas, menos quando se impõe e mais quando se entregam. Se tudo é xaveco, não aceitem nada menos do que obras-primas.
Se mostrarem seus peitos ao menor esforço masculino, constribuirão para a proliferação de homens tolos, meninos mimados. São eles que farão guerra… Mostrem seus peitos para homens profundos, para quem for capaz de ir à Lua (se não a da galáxia, pelo menos a sua), se dedicar a um projeto genuinamente positivo e cultivar a não-violência de Gandhi.
Para a formação de grandes homens, um par de peitos funciona melhor do que qualquer universidade.
Gustavo Gitti é baterista sem bateria, meditante que não medita, ex-bolsista de dança de salão, ex-estudante de filosofia e ex-solteiro. É autor do Não2Não1 e coordena a Cabana PapodeHomem.
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