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Como preservar o Meio Ambiente sem frescuras – Parte IV, Transporte e Mobilidade

Publicado por Thiago Oshiro Campi em 07.1.2008 às 14:29

engarrafamento-pequeno

A cidade de São Paulo segundo o IBGE, possui aproximadamente 11 milhões de habitantes que se deslocam todos os dias pelos 1.523km² de área territorial do município. Correto? NÃO. Incorreto.

Na verdade quando se trata de deslocamento de pessoas é impossível considerar o município isoladamente, afinal não há mais distinção visível entre os municípios. É o fenômeno urbano da conurbação.

engarrafamento-3

Prazer, eu sou o engarrafamento, efeito colateral da conurbação.

Dessa forma, procura-se planejar o espaço urbano no âmbito das regiões metropolitanas, que no caso de São Paulo constituí nada mais, nada menos do que 39 municípios e quase 20 milhões de habitantes que se deslocam pelos 7.947 km²! São números impressionantes e acontecem em menor escala, mas não em menor importância em outras diversas regiões metropolitanas do país.

Como chegar de A a B?

Transportar essa gente toda não é nada fácil e o problema do transporte é um dos mais visíveis aos olhos de todos, pois afetam mais instantaneamente os cidadãos e por esse motivo preocupa a todos: cidadãos e gestores.

Não é como o problema do lixo e do saneamento básico em geral, que vai sendo empurrado com a barriga pelas prefeituras para que o próximo gestor resolva, demorando-se anos e anos até que o sistema entra em colapso e uma mobilização emergencial do tipo “apaga incêndio” é necessária. As questões relativas a transporte e trânsito são como adrenalina injetada no coração. O efeito é instantâneo!

Transporte público é prioridade em países desenvolvidos

A priorização do transporte público em detrimento ao transporte individual é uma premissa mais do que clara em qualquer país minimamente organizado. Infelizmente isso acontece em poucos lugares no mundo: alguns países da Ásia, alguns poucos estados nos EUA e praticamente todos os países da União Européia. Aqui no Brasil, nas grandes cidades há uma intenção bem tímida de priorizar esse tipo de transporte, entretanto, mais uma vez os interesses de outrem acabam pesando mais na balança.

No caso de São Paulo, há um dilema clássico do tipo “Tostines”: É visível que não há mais condições de cada munícipe que possua seu carro utilizá-lo em seus deslocamentos diários, mas ao mesmo tempo o transporte coletivo está para lá de saturado e a demanda por ele já supera (e muito) a capacidade existente.

Voltamos no tempo…

Há uns dois meses atrás foi publicado no jornal Metro uma matéria sobre o rodízio de veículos em São Paulo, na qual chegava-se à conclusão de que após dez anos, o rodízio perdera o efeito. Sendo assim, atualmente enfrentamos aqui o mesmo caos de dez anos atrás, quando o projeto foi criado.

engarrafamento

Engarrafamento bom é assim, todo mundo sai do carro e começa a fazer novas amizades. Tô pensando até em levar umas latinhas de Skol pra vender no próximo. Ia ser sucesso.

Estima-se que cerca de 500 novos carros integram-se ao trânsito de São Paulo TODOS OS DIAS! Munidos desses números, os planejadores e gestores deveriam ter dado continuidade a projetos para  atribuir à cidade uma espécie de dinâmica mais sustentável. Entretanto, o que fora criado como uma solução “bombeiro” (emergencial) foi aceito como definitivo e hoje o problema voltou. Pior do que isso, hoje o problema é observado em dezenas de cidades por todo o país.

A questão a se discutir para quem utiliza o automóvel particular todos os dias é: Dá para largar o carro em casa e cumprir os compromissos com o transporte coletivo? Dá. Eu quero fazer isso? Não. Porque? Porque o sistema não funciona e apesar dos pesares acaba sendo melhor ficar engarrafado no trânsito em seu próprio veículo do que engarrafado no trânsito em pé e “ensardinhado”.

No fundo essa é a real. Ninguém em sã consciência abre mão do conforto e da praticidade.

Meus números

Demoro cerca de 15 minutos para chegar ao trabalho de carro. De ônibus demoro 1 hora (ou mais). Preciso falar mais alguma coisa? Tá bom eu falo: de carro eu ainda venho ouvindo minhas música e com ar-condicionado ligado quando está muito quente. Coisa de fresco? Burguês? Chame do que quiser, mas dormir uma hora a mais de manhã não tem preço!

Na verdade, não é nada fácil equacionar questões como essa. Existem ações que devem acontecer ao mesmo tempo e paralelamente, o que é realmente muito difícil, pois quando trata-se de pessoas e cidades tudo é muito imprevisível.

Faz-se necessário investir na ampliação dos sistemas de transporte coletivo (vias, veículos e integração entre modos), na desestimulação do uso do automóvel particular (cobranças de pedágios e afins) e na inversão de valores relativas à cultura do automóvel e do consumo. Essa última que é o difícil.

Muitos “magos” pretendem resolver os problemas das cidades com a aplicação de uma tecnologia nova para o transporte, como se isso bastasse. Na verdade, sinto informar que o mais fácil de tudo o que envolve o planejamento é a engenharia. É caro colega de profissão…ENGENHARIA É FÁCIL, SIM.

O verdadeiro obstáculo

Tecnologias não faltam, sistemas fantásticos não faltam e profissionais criativos e inteligentes também não faltam. Aliás, engenharia é feita para isso mesmo. Tem que resolver o problema físico e ser fácil de aplicar. O difícil de mudar é a cultura, os valores que orientam nossa conduta.

engarrafemtno-2

Não quero nem saber. Só saio de casa com meu possante. Ônibus é coisa de povão.

Não adianta apenas implantar centenas de quilômetros de metrô visando fazer com que a classe média deixe seu carro na garagem se os indivíduos encaram o veículo como uma questão de status e poder. Não adianta apenas construir ciclovias se para ir à padaria as pessoas se dão ao trabalho de tirar os carros das garagens para desfilarem como pavões pela vizinhança.

Sem a consciência por parte dos cidadãos de que a cidade funciona como um organismo vivo, as vias são suas artérias e nós com nossos carros somos o colesterol ruim, não adianta em nada inovar tecnologicamente. Mais do que isso, quando se tem condições, faz-se necessário perceber que é muito mais lógico e saudável morar perto do trabalho do que cair nas garras dos manipuladores imobiliários e ir morar à 20, 30, 40 Km ou mais do local de trabalho só porque é o “bairrinho da moda”, criando-se verdadeiros fluxos desnecessários e insalubres à todos.

Por outro lado, não adianta promover uma revolução cultural sem ter meios de dar vazão às necessidades de deslocamento das pessoas. Não adianta fazer campanhas do tipo “um dia sem meu carro” se o transporte coletivo jamais suportaria a demanda desse dia. Coisa de bicho grilo…

Tá, mas o que fazer então?

Nesse caso, talvez pareça que eu esteja agindo meio como “advogado do diabo”, mas apesar de trabalhar na fiscalização e proteção ambiental, existem certas coisas que devem ser tratadas de uma maneira clara, madura e sem ficar repetindo como um chimpanzé aquilo que ouvimos, assistimos e lemos em folhetos de ONGs.

Lembre-se: ONGs são como vinhos. Existe por aí desde aquele bem sem vergonha que não dá para fazer vinagre, até aqueles incríveis que custam R$15.000,00. Pior do que não dar bola para o meio onde se vive é achar que está “abalando”, mas na verdade só está atrapalhando.

engarrafamento-feliz

Quer sugestão? Leva cadeira e barraca.

Infelizmente, pouco podemos fazer diretamente. Indiretamente podemos evitar os deslocamentos desnecessários e quando der realizá-los utilizando o transporte coletivo, além das mudanças de conceito e consumo. Também podemos manter sempre as questões de transporte em debate. A polêmica faz com que os políticos se posicionem e possamos escolhê-los e cobrar suas ações.

Este artigo está longe de pretender esgotar a discussão sobre esse assunto tão complexo e objeto de centenas de estudiosos da mobilidade por todo o mundo, mas já serve para esquentar os motores dos interessados.

Percebam que nem toquei no assunto relativo à modos de transporte, pois como disse antes, tecnologia é o de menos. O que precisamos é de mudança de paradigmas! Para quem quiser saber mais sobre tecnologia, acesse a Biblioteca Didática de Tecnologias Ambientais.

Foto do autor

Thiago Oshiro Campi é Engenheiro Civil formado pela UNICAMP, atualmente a serviço do Governo do Estado de São Paulo, atuando na área ambiental. Além disso é guitarrista de carteirinha com Heavy Metal nas veias.

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39 comentários

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  1. Imagem do comentarista
    Rodrigo Almeida

    Thiago,

    mais uma vez, sem ter o que dizer sobre a qualidade do seu artigo. Como seu colega de profissão sou obrigado a concordar que tecnologia definitivamente é o de menos.

    Participei de projetos com um grupo de pesquisa sobre veículos autônomos na universidade (www.exatec.unisinos.br/~autonom/) em que desenvolveram-se idéias como visão computacional para identificar a posição dos automóveis na cidade e tarifá-los automaticamente, pela placa, de acordo com as zonas de maior densidade.

    Em outro pensava-se num sistema de comunicação intra-veicular interligado à rodovia em que seria possível sugerir aumento ou redução da velocidade individual para controlar o fluxo ou evitar acidentes.

    Mas sempre chegávamos à uma conclusão: de um lado está a tecnologia que atua e retira liberdades do condutor, de outro está o prazer de dirigir.

    Extendendo isso à idéia do texto, eu adoro dirigir e definitivamente não gosto de andar de ônibus. Cultura é foda…

  2. Imagem do comentarista

    Irreprensível.

    Sugestão para o próximo: separação de lixo

  3. Imagem do comentarista

    Rodrigão, dei uma olhada lá nos objetivos do grupo de pesquisa e achei “mucho loco”. Gostei mesmo! Tem trabalho lá a dar com pau. Você ainda está envolvido? Quando me envolvi com isso na faculdade acabei caindo mais para o lado do planejamento e não da tecnologia em sim, mas tecnologia é no mínimo lindo.

    Bender, na verdade eu sou o Sr. Lixo…rs. Minha área específica de trabalho é relativa aos resíduos sólidos urbanos. Já saíram dois posts relativos à resíduos aqui na PdH:

    http://papodehomem.com.br/como-preservar-o-meio-ambiente-sem-frescuras/

    http://papodehomem.com.br/como-preservar-o-meio-ambiente-sem-frescuras-parte-iii/

    Abração!

    Thiago

  4. Imagem do comentarista

    agora vc tocou em um assunto delicado, veiculo proprio ou bus?
    uma hora de sono a mais realmente não tem preço!!
    guilherme e minha sugestão sobre a cpmf?
    e viavel?
    obrigado
    abraço

  5. Imagem do comentarista
    Guilherme Nascimento Valadares

    BOB, o próprio Rodrigo Almeida comentou comigo sobre sua sugestão do artigo explicando a CPMF. Acho que ele vai encarar essa missão, estou no standby. ;D

    Thiago, deixei seu artigo pra sair agora porque se fosse no final de Dezembro *ninguém* ia ler. E é um pecado fazer isso com textos desse calibre. Abração!

  6. Imagem do comentarista

    “Ô looooco meu…”. Valeu pelo elogio Guilherme! Achei que eu tinha perdido a vez na PdH…rs.

    BOB, enquanto ainda há a opção de escolher até que dá pra ir levando, mas muito em breve será simplesmente impossível se mexer. Anota o que eu tô falando. Aí sim vai rolar mobilização, afinal quando “a côrte” quer (ou necessita), eles sabem muito bem como educar e ensinar os pobre mortais a fazer a coisa certa. Vide o episódio do apagão há uns 7 anos atrás.

    Abraço

    Thiago

  7. Imagem do comentarista

    Apesar de não ter estes problemas na cidade onte moro (Petrolina-PE), achei interessante os aspectos abordados.

    No interior ainda dá para andar de moto com segurança, conseqüentemente, menos trânsito, menos poluição, mais velocidade. Apesar de não respeitarem muito motoqueiros, aqui na cidade a moto predomina entre a preferência de todos como transporte alternativo.

    Adotei uma bicicleta, e melhor que queimar calorias, fazer um bom exercício, é o contato que tenho com a natureza ao vir trabalhar (pois meu trabalho é fora do centro urbano, na verdade é zona rural mesmo!), com árvores, pássaros, lagoa, e muita tranqüilidade…

    Valeu!

  8. Imagem do comentarista

    Aqui no Rio de Janeiro faço minha parte: faço a maioria dos meus deslocamentos diários (casa-estágio, estágio-faculdade, faculdade-casa) de bicicleta. Os dois primeiros são em horário de rush, e freqüentemente chego mais rápido do que quem vai de automóvel ou ônibus (só não dá para competir com o metrô, né? :D)
    Felizmente moro perto dos dois, então são somente 18 km diários.

    E, sinceramente, tenho pena dos motoristas estressados que nada fazem além de buzinar, como se o som estridente fosse afastar o todos do caminho e transformar a rua num comercial de carros. Isso faz mal ao organismo!

    Nada melhor do que cortar todos com o impulso das próprias pernas, dando um tchauzinho para todos eles (ainda que só no plano das idéias) :P

    []

  9. Imagem do comentarista

    Gostei da abordagem. Expôs muito bem a relação entre o transporte público, a massa populacional, os deslocamentos desnecessários, o status que as pessoas buscam no carro, etc. No final vemos que é uma equação com muitas variáveis difíceis de serem colocadas juntas e equacionadas.

    Eu adoro carro, mas só utilizo no fim de semana, pois gosto do prazer de dirigir e não da obrigação de dirigir. Posso ser uma exceção, mas já recusei proposta de trabalho que me fizesse utilizar carro ou dar muita volta com transporte público.

    O que mais me incomoda é a dependência que as pessoas criam do carro. Já viram aquelas pessoas que vão até o Ibirapuera de carro para caminhar, sendo que elas moram a 2, 3 km do parque? Ou então, aquele que pega o carro pra ir na padoca que está a 3 quadras de casa? Felizmente não nasci dentro de um carro, nem sou filho de um, procuro fazer uso saudável. Saudável pra natureza, pra cidade e pro meu bolso (alguns estudos indicam que dependendo do carro o Km rodado custa R$ 1,00). Outro fato engraçado, é ver motorista estressado no trânsito, fica xingando louco da vida, falando “nossa quanto carro”, e ele ocupando 8m² da rua com sua F-250.

    Acho que metrô, corredor de ônibus, ciclovia, trem são boas soluções. Acho, inclusive, que se o táxi fosse mais barato seria uma boa coisa. Imagina ir de Pinheiros pra Paulista com R$ 5,00. Acho, também, que uma flexibilização no horário de trabalho ajudaria muito: entrar uma hora mais cedo e sair mais cedo, ou entrar mais tarde e sair mais tarde, daria um alívio pra todo mundo.

    Dizem as más línguas que 1/3 da frota de carros de São Paulo trafega de maneira irregular, tirando-os da rua já seria um alívio.

    Uma hora chega no caos, ai as coisas começam a se resolver. Espero que cheguem a algumas soluções antes disso.

  10. Imagem do comentarista

    Isso parece tão distante. Aqui em Porto Alegre tem engarrafamento, mas dura no máximo uma hora e durante o horário de rush.
    Se comparado com São Paulo, nossos ônibus nem tem problema de superlotação.
    Acredito que a implantação de um ‘airbus’ ou a expansão de vias aéreas ajudaria em São Paulo, não? Sou muuuito leiga no assunto, mas acredito nessas idéias.

  11. Imagem do comentarista
    Van der Lancaster

    nossa um air bus para andar em Sp é exagero né!!! E que fique bem claro, que temos congestionamentos do espaço aéreo em sp, causado principalmente por helicopteros e aviação executiva. Até!

  12. Imagem do comentarista

    acho que a vanessa se enganou quanto ao airbus! mas acho que investimentos aplicados em transporte publico é um dos caminhos, o taxi mais barato tbn era uma boa!
    guilherme vlw cara essa atenção com os leitores e algo a se preservar!
    obrigado

  13. Imagem do comentarista
    Passini

    Poxa aqui em BH nem tem muito engarrafamento, só nos horários de rush. Eu ando a pé ou de busão, até pq não tenho carro, mas se eu tivesse também não utilizaria todo dia não. Gasto 30min de bus e gastaria uns 15 de carro, 15min de economia no tempo x gasto com gasolina e carro, To fora!

  14. Imagem do comentarista

    NEL, aqui em sampa as motos são um inferno cara, vc nem imagina quão estúpida é a guerra no trânsito entre carros, motos, pedestres, ônibus e caminhões. Sei que muita gente aqui vai me criticar, mas grande parte do caos e mal-estar no trânsito aqui é devido aos motoqueiros. Simplesmente atiçam nossas fúrias mais primitivas!!! Só fazem bosta na rua.
    Bike é legal, mas quando as distâncias são pequenas e quando vc não corre risco de morte. Quando estudei fora, usei muito a bicicleta. É saudável, gostoso e barato.

    Nighto, já morei perto de metrô. Realmente é uma das melhores coisas do mundo, pois permite deslocamentos longos, rápidos e confortáveis (exceto no horário de pico que a gente fica no esquema “lata de sardinha”! Eu sou muito fã do metrô!

    José Roberto, conheço um cara que vai caminhar numa praça perto da casa dele para se exercitar e também vai de carro até o “local da caminhada”…rs. Deve ser uns 2Km da casa. Vai enteder?

    Vanessa, realmente poucos lugares tem o transporte tão caótico quanto São Paulo. Acredito que Tokyo e Nova York, talvez. Só não entendi o lance de expandir “vias aéreas”. Você se refere às vias do transporte público sobre a cidade? Tipo as do metrô ou VLP?

    BOB, taxi é caro mesmo, mas se fosse barato acredito que muitas pessoas começariam a utilizar! Outro dia até vi no programa da Didi no Multi Show um gringo que criou um site onde as pessoas racham o táxi para trabalhar. Quando viajo a trabalho, passo no escritório antes. São 6,5Km que faço de táxi para não deixar o carro parado no estacionamento. Sai R$22,00!!!

    Passini, 30 minutos de ônibus é muito bom! Melhor que isso só se desse pra ir trabalhar a pé. ;-)

    Thiago

  15. Imagem do comentarista

    cho que demora pra mudar a questão do transporte em nosso país, mas depende de nós…..

  16. Imagem do comentarista

    Não só de nós Gabriel, mas também de nós, com certeza. Nenhum projeto burocratico governamental é capaz de mudar nada se não for aliado á mudança cultural.

  17. Imagem do comentarista

    Como já falaram, é preciso uma mudança de paradigma, de mentalidade mesmo! ônibus, bicicleta e mesmo metrô são “coisas de pobre”, de “quem não pode comprar um carro”, não meios de transporte.

    São Paulo é um extremo que muitas cidades não chegaram. Em Curitiba eu ia trabalhar de bicicleta. Levava menos tempo que de ônibus e de carro! Em alguns itinerários, é mais rápido ir de ônibus lá que de carro tb, por causa das vias exclusivas para ônibus, não sujeitas a engarrafamento. Mas o mais confortável era pedalar mesmo. O que menos estressava.

    Mas eu sempre era visto como o pobretão, ou o excêntrico.

    Sobre o assunto, gostaria de recomendar um site que eu sempre acompanho, que é sobre esse assunto: http://apocalipsemotorizado.net/

    Vale a pena ler sempre.

  18. Imagem do comentarista

    Christian, gostei do site. Mais do que transporte eles lidam com certos paradigmas de consumo que enfrentamos hoje, como por exemplo o tal “marketing verde”, que na verdade nada mais é do que um tipo de “licença para matar”…rs. Detonar sem culpa.

    Quando estudei no Liceu de Artes e Ofícios (a long time ago…), tive um professor que ia para o colégio de bike por opção. Ia vestido com sapato e terno. Ele era tido como excêntrico e motivo de chacota. Nossa “cabeça” é muito viciada e a gente acaba rotulando mal aquelas pessoas que não aderem ao sisteminha criado para vivermos como hamsters. Me incluo nisso…

  19. Imagem do comentarista

    correndo o risco de repetir o que já disseram por ai… quebra de paradigma é foda. É necessário pacas, mas as pessoas não gostam de mudanças. Digo isso num contexto geral - tem pessoas, como eu, que se sentem muito bem com mudanças (vide minhas n mil tentativas de conseguri transferência no meu trampo e vir pra Brasília)…

    Aliás, Brasília é um exemplo ainda melhor do que Sampa pra esse problema de transporte público. Quando eu saí do shopping ontem às 20h30 e descobri que não tinha ônibus pra ir pra casa. Os ônibus zebrinha pro Sudoeste param as 20h. E se você tem carro e quer sair em horário de pico, prepare-se, o trânsito por aqui é pior que em sampa - MESMO. dura pouco, mas é pior.

    Por isso que eu to decidido a morar a no máximo 5~6Km do trampo, comprar uma bicicleta e vir trampar de bike mesmo =) (ou camelo rs…)

    Óbvio que mais pra frente pretendo evoluir… comprar uma moto… depois um carro. Mas meu carro vai ser exatamente a definição “carro de passeio”. Bom artigo Thiago! Abraço!

  20. Imagem do comentarista

    ueh… cade minha foto do gravatar? O.o

  21. Imagem do comentarista

    Johnny, a idéia é essa meu velho: carro de passeio. Dirigir por prazer.

    Agora, sobre Brasília, para mim a criaram como se fosse encantada…rs. Brasilian Middle Earth! Apesar dos 100 anos do Niemeyer (cuja arquitetura para mim é de gosto duvidoso), quem projetou a cidade mesmo, a parte foda, o planejamento, foi o Lucio Costa. De qualquer forma a idealizaram como uma cidade para os carros no bom estilo Los Angeles. Lógico que deu merda… e hoje os caras aí devem quebrar a cuca para tentar solucionar os problemas de transporte público e trânsito. Acontece…

  22. Imagem do comentarista

    [...] no Papo de Homem um artigo interessante sobre o problema do transporte pessoal nos grandes centros urbanos, e achei que tem tudo a ver com o tema do Motos Blog. Neste artigo, o Thiago Campi fala, entre [...]

  23. Imagem do comentarista

    A solução do problema é uma só: Moto.

    Transporte pessoal realmente pessoal. A moto leva você e não ocupa 6 metros quadrados. Ágil, fácil de estacionar, de pilotar, econômica, fácil de comprar e de manter, polui muito menos… É a solução. Já tive carro e hoje nem quero mais saber disso. Meu tempo é muito precioso para perder no trânsito.

  24. Imagem do comentarista

    @Daniel RIbeiro
    Cara, realmente a moto seria a solução se você não estivesse equivocado.
    http://z004.ig.com.br/ig/22/22/112022/blig/freeride/2006_10.html - Veja o post “Moto polui mais que ônibus? Como assim?”
    []

  25. Imagem do comentarista

    Nighto, li o post que você me enviou e fui conferir as informações na mesma fonte onde o autor foi pesquisar (http://www.ibama.gov.br/proconve/), e constatei que o autor se enganou (ou as informações mudaram).

    Pelo que li lá, as motos de até 150 cilindradas fabricadas a partir de 2006 emitem apenas 2,3g/Km de Monoxido de Carbono (contra 5,5 que o autor colocou no Blog), e 0,17g/Km de óxidos de hidrogênio (conta 0,3 que ele colocou). Enquanto os ônibus a Diesel emitem 5,45 e 5, respectivamente, conforme ele mesmo colocou no Blog. Eu concordo com o ponto de vista dele quando ele diz que a moto leva apenas 2 pessoas, enquanto um ônibus leva centenas, e isso faz com que a parcela de poluição por pessoa seja menor do que na moto, mas acho que o ponto aqui é não sair do transporte pessoal. O transporte coletivo, querendo ou não, é muito pior que o transporte pessoal. Ir direto ao lugar que você quer, sem dar voltas, sem depender de horários é muito mais confortável. As pessoas dificilmente vão deixar o carro em casa só porque é mais cômodo ir de carro. Se estas pessoas usassem motos, com certeza seria melhor.

    De qualquer forma, estes números refletem apenas as motos menores e mais baratas. As motos de maior cilindrada poluem menos ainda, e mais: Em 2009, entra em vigor a lei que vai ser ainda mais restritiva com as motos, e a maior parte das marcas vai adotar injeção eletrônica e catalizador, reduzindo drasticamente a emissão das motos. A Yamaha Fazer 250 já possui estes 2 itens e a emissão dela é pífia comparada a dos carros novos.

    T+

  26. Imagem do comentarista

    @ Daniel,
    Ótimo saber disso! Assim seja :)

    É possível que as informações tenham mudado, já que o texto é de 2006.

    []

  27. Imagem do comentarista

    Daniel e Nighto, como eu disse no texto do artigo: TECNOLOGIA É O DE MENOS. Portanto, motores 2T que poluam menos e motocicletas “ambientalmente melhores” são apenas questão de tempo mesmo. Além da poluição atmosférica, há a poluição sonora que também é um fator de estresse muito importante e nesse quesito, nada faz mais barulho do que uma moto. O que é dificil são outras coisas: a má educação e a péssima maneira de guiar dos motociclistas. Imagino uma cidade em que o trânsito seja dominado pelas motos e o cenário que vem à minha cabeça é preocupante e nada amigável…

    Como disse antes, não basta tecnologia. Mudanças culturais e de conceitos são fundamentais.

  28. Imagem do comentarista

    O cenário que vem na minha cabeça é o que já existe. http://www.flickr.com/photos/lilxhk/2180715175/

  29. Imagem do comentarista

    Thiago, motos são silenciosas. O problema é que a maioria dos MOTOQUEIROS troca o escapamento delas por um tipo mais barulhento. Moto original como vem de fábrica emite tanto barulho quanto um carro.
    Motores 2 tempos já foram abolidos a tempos e hoje só existem em alguns tipos de moto específicos para competição. Eles são muito poluentes mesmo pois queimam óleo para lubrificar suas partes móveis, coisa que não acontece com motores de 4 tempos (a grande maioria das motos de hoje).
    A questão cultural tem de ser revista mesmo… A maioria dos MOTOQUEIROS (não motociclistas) é realmente muito mal-educada, cheia de problemas, arruaceiros e eles é quem fazem a má fama de quem usa moto. Eu uso moto diariamente e sei como é isso… levo a fama sem ir para a cama. Quando for nivelar uma discução com alguém minimamente capaz de argumentar, remova os motoboys da sua amostra e você terá um universo de pessoas que pilotam motos da mesma forma como dirigiriam carros. Você deve se lembrar que a maioria dos motoboys só é motoboy por falta de opção. Não tem instrução para ser mais nada além disso… Então não dá para esperar muita coisa deles mesmo… Se uma pessoa é um mal-sujeito sobre os dois pés, também será em cima de uma moto. Não é a moto que faz o sujeito ficar ruim.

    Nighto, o Flickr é bloqueado aqui no meu trabalho e eu não consegui ver a foto. Vou ver mais tarde em casa.

    T+

  30. Imagem do comentarista
    Pedro London

    Thiagão meu velho, excelente o seu texto!

    Gostei bastante das discussões e do alto nível dos comentários das pessoas que estão debatendo o assunto aqui!

    Trabalho em uma consultoria especializada basicamente em planejamento de transporte público e, como este tema faz parte do meu dia-a-dia e eu amo (talvez até de+ e por isso este texto tão grande…), acho que também posso tentar contribuir para enriquecer as discussões

    Cara… como você mesmo falou, é impossível negar todo o conforto que o carro proporciona. Além disso, se até nós que teríamos uma predisposição a deixar o carro na garagem para usar o transporte público não conseguimos, imagine só aqueles que não estão nem aí para o problema. Então qual seria a solução?

    Em primeiro lugar, não tenho dúvida que enquanto não for disponibilizado um sistema de transporte público minimamente razoável, é impossível você cobrar das pessoas que elas deixem de usar seus carros. Como você disse, não adianta fazer campanhas do tipo 1 dia sem carro sendo que você não consegue se movimentar sem ele.

    Um simples exemplo entre muitos: Morei um tempo na Alemanha onde eu comprava um bilhete mensal por 65 Euros que me permitia andar em qualquer tipo de transporte público. Era praticamente um tele-transporte, pois para um mesmo destino você tinha incontáveis alternativas de meios de transporte (trem, bonde, metro, ônibus, etc) e rotas, em um sistema totalmente integrado, sem contar que nas horas de pico era até provável você ficar de pé, mas nunca ensardinhado como aqui.

    Mas mesmo com este tipo de sistema, a Alemanha e outros países europeus têm também enfrentado o problema da migração do usuário do transporte coletivo para o transporte individual e aí que nós chegamos à questão da “mudança de cultura”. Infelizmente seria utópico pensar que a “mudança de cultura” viria pura e simplesmente por que é bom e vai salvar o mundo. Como sabemos, a grande maioria só se “sensibiliza” quando o bolso está envolvido, e isto não é um privilégio do Brasil.

    Esse é um assunto polêmico e pode ser que muitas pessoas aqui me mandem à m., mas é por isso que sou totalmente a favor de restrições e medidas que tornem o uso de carro quase inviável nas áreas mais adensadas das cidades. Medidas estas nada inovadoras e que já são adotadas em diversas outras cidades do mundo (talvez o exemplo mais conhecido neste aspecto seja Londres). Aqui, o rodízio (que como você já bem disse não tem mais quase efeito) deve sim ser somado a pedágios urbanos, redução do número de vagas de estacionamento em vias públicas, pedestrianização de ruas, etc. E falo isso sem representar o chamado “eco-chato” xarope que só anda de bicicleta e odeia todos que andam de carro. Comprei um carro 0km ha pouco com ar condicionado e direção hidráulica e eu amo dirigir!

    Mas não são só as vontades próprias que definem o que podemos fazer ou não. Acho que esse é o princípio básico de se viver em sociedade e, portanto se o cara optar por andar de carro (ferrando os outros por estar aumentado a poluição e o trânsito na cidade), tem que pagar muito por isso.

    Para a solução deste complexo assunto tem que rolar uma parceria entre a sociedade e o poder público: A sociedade cobrando o poder público, e este efetivamente se engajando em resolver o problema.

    Em um artigo que li recentemente de Alexandre de Ávila Gomide (ex-diretor de regulação e gestão da secretaria nacional de transporte e mobilidade urbana do Ministério das Cidades), ele menciona um modelo de processos de políticas públicas descrito por John W. Kingdon (modelo de “Fluxos Múltiplos”) que basicamente descreve que para que a solução de um problema chegue efetivamente à mesa de decisões, é necessário que exista um ambiente favorável nos seguintes aspectos: 1 - Que se tenha o conhecimento do problema; 2 - Que se tenham as soluções e; 3 - Que haja uma conjuntura política favorável.

    Como você já disse, de uma maneira geral, as soluções já existem (são soluções “fáceis” de engenharia).

    A conjuntura política está entrando em um momento particularmente favorável, basicamente por 2 motivos: Em Agosto de 2007 foi enviado ao Congresso Nacional o projeto de lei que institui as diretrizes da política de mobilidade urbana (PL 1687/2007); e pelo fato de termos sido escolhidos para sediar a copa de 2014 (o que trará investimentos monstruosos e gerará a pressão sobre os políticos por uma solução para transportar a gringaiada de um lado para o outro).

    Resta então o conhecimento do problema! Nós, mais esclarecidos e a comunidade técnica o entendemos, mas tem que cair a ficha da população como um todo. E esse, meu amigo, acho que será o remédio amargo que vamos ter que tomar. Com 500 novos carros por dia em Sampa, concordo plenamente com você que a cidade vai TRAVAR muito em breve, e aí sim teremos o “conhecimento do problema”!

    Lembra quando você era criança e seu pai falou que não era pra você enfiar o dedo na tomada e você enfiou mesmo assim? Ao menos você aprendeu!

    Parabéns mais uma vez pelo texto e pelo tema abordado, e ao PdH que passei a conhecer agora a curti demais!

    Abraços

    Pedro London – Engenheiro Civil

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    Caralho Pedrão, vai se f.!!! Você apagou o “brilho” do meu post…rs.
    Quem devia ter escrito esse artigo é você! Muita coisa que você colocou aqui eu não estava sabendo ainda. Muito bom MESMO!!! Especialista é foda…

    Sei não, mas lendo tudo isso andei tendo umas idéias de parceria contigo, como nos velhos tempos da faculdade. Ando pensando em criar um espaço para isso e preciso de “sócios intelectuais” …rs.

    Topas?

  32. Imagem do comentarista

    Daniel, você também esclareceu algumas coisas das quais eu estava desatualizado. Trabalhei com avaliação de ruído ambiental há alguns anos atrás e a situação da mecânica das motocicletas era outra.

    A diferença entre MOTOQUEIROS e MOTOCICLISTAS sempre foi muito clara para mim, aliás, como bom fã de Judas Priest eu sou doido por uma Harley Davidson e adoraria um dia entrar para o “clã” dos motociclistas.

    Para mim o problema dos motoboys nada mais é do que uma questão social. Não há emprego para todos e as pessoas tentam se virar com o que podem, o problema é que esse tipo de solução “compre uma moto e fique empregado” é predatória. É um tipo de CÂNCER URBANO. Usando um termo bem atual: não é “sustentável” nem ambientalmente, nem economicamente, tampouco socialmente, pois a quantidade de acidentes com esses caras é fantástica (cerca 1 fatal por dia, como você deve saber). É o tipo de mal que deve ser cortado pela raiz (como o câncer), mas nunca acontece assim. Só se começa a pensar em solução quando começa a “doer” e aí já fica bem mais complicado gerenciar o problema (vide as manifestãções em São Paulo). Isso aconteceu há uns anos atrás com as ditas “lotações” também. O transporte clandestino por vans cresceu de tal maneira que ficou envolvido com o crime organizado. Uma verdadeira máfia dos “perueiros”. Para solucionar foi uma epopéia, pois a coisa já estava tão enorme e organizada que fica dificil retroceder. O mesmo está para acontecer com a questão do lixo reciclável. Tem MUITA gente defendendo a posição de que dá pra resolver os problemas sociais do país transformando cada morador de rua em catador de lixo… muito cuidado, pois esse tipo de coisa é inconseqüente e com certeza a longo prazo terá criado um problema muito maior do que o atual. Mas assim é o Brasil: cada tropeço um aprendizado (as vezes). Vamos ver até quando…

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    Guilherme Nascimento Valadares

    Estou absolutamente sem palavras com o nível da discussão. Thiago, Pedro London, demais participantes, pqp, nunca aprendi tanto em tão pouco tempo.

    O interessante é que de fato repassei várias dessas informações em uma conversa de bar ontem, num papo muito bacana sobre transporte, trânsito e engarrafamentos, regado a cervejas, claro.

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    Valeu Guilherme!! Vindo do “chefe” o elogio é melhor…rsrsrs.

    Ah, esse tipo de papo regado à cerveja acaba sendo melhor ainda! Eu e o Pedro tivemos muitos desses na faculdade! A cerveja purifica as idéias. ;-)

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    Alexsandro Ribeiro da Silva

    Muito bom esse tipo de trabalho, pois nos possibilita a entender muita coisa sobre o “meio ambiente”, e sobre o que a mídia quer que acreditamos.
    Estou começando o curso de engenharia ambiental e sei que engenharia abre a mente não só pra a vida profissional, mais para a vida como um todo.
    Mais espero que a Skol que vc pretende vender nos engarrafamentos, seja de embalagem “retornável”

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    Alexsandro, muito obrigado!

    Sobre a Skol, quem escolhe as figuras dos artigos é o Guilherme. O cara é mestre nisso e tem excelentes sacadas. Peça explicações à ele ;-)

    Aproveitando a deixa, lhe desejo muita sorte e sucesso no curso de Engenharia Ambiental. Saiba que não será nada fácil, principalmente quando sair para o mercado. As atribuições técnicas dos engenheiros ambientais ainda não estão definidas perante o CREA e isso é uma briga que vocês devem abraçar para serem respeitados e terem autonomia quanto engenheiros. Parte disso é culpa nossa, os Engenheiros Civis, que costumam dominar os cargos de responsabilidade técnica em meio ambiente. A “classe civil” não quer largar o osso e no fundo atrapalha as atribuições dos novos ambientais. Mas quem tem a obrigação de estabelecer isso é o CREA. Aprende desde já: eles são um conselho de merda que só servem para cobrar de você R$200,00 no começo do ano.

    Curso novo é assim mesmo: muita coisa no curriculo da graduação de vocês deve ser revisada, alterada e até excluída. Mas fique atento às atribuições e brigue por elas com o CREA, senão sempre ficarão “à sombra” de outras categorias de engenheiros.

    Lhe desejo sorte!

    Um abraço

    Thiago

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    [...] Ajude 1 Ajude 2 Ajude 3 Ajude 4 [...]

  38. Imagem do comentarista
    bruna

    preserve

  39. Imagem do comentarista

    Excelente. Eu sempre digo que nós, engenheiros, dominamos a arte de dizer o óbvio, sem reduzir a importância do mesmo.

    Sem alguém para levantar os problemas não há discussão e não surgem novas idéias.

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