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Como pode dinheiro simplesmente desaparecer?

Fabio Bracht

por
em às | Artigos e ensaios, PdH Shots, Trabalho e negócios


Nota do editor: o texto a seguir surgiu no Reddit, como resposta a um tópico na seção de finanças. A pessoa que iniciou o tópico queria uma explicação fácil – “me explique como se eu tivesse cinco anos” – para uma questão complicada: como pode haver notícias sobre dinheiro “desaparecendo” graças às crises financeiras, como se fosse um recurso natural, se as pessoas continuam comprando coisas, ganhando seus salários, se taxas e impostos continuam sendo cobrados e multas continuam sendo pagas?

O usuário otherwiseyep resolveu dar uma explicação extremamente abrangente e acessível, respondendo não apenas como o dinheiro pode desaparecer, mas também dando uma bela noção sobre como ele surgiu e funciona. 

Achamos tão boa que resolvemos traduzir e compartilhar com vocês.

* * *

É difícil explicar isso para uma criança de cinco anos, porque envolve alguns conceitos bem abstratos, mas lá vai.

Dinheiro

Há uma longa e interessante história até chegarmos aqui

Todo “dinheiro” não passa de débito. Todo ele mesmo, incluindo ouro monetário etc. (Não discuta comigo ainda, eu chego lá.)

Imagine um mundo de mentira sem dinheiro, algum tipo de vila primitiva ou algo assim. Agora vamos inventar dinheiro de papel. Você não pode simplesmente imprimir um monte de papel que diz que as pessoas têm que te dar coisas em troca dele. Ninguém honraria isso. Mas você pode imprimir vales. Vamos detalhar isso…

  • Imagine que você é um plantador de maçãs e eu sou um caçador. Você quer carne, mas não fez sua colheita ainda. Você me diz “ei, vá caçar um pouco de carne para mim, e eu te dou 1/10 da minha colheita de maçãs no outono”. Justo. Eu te dou carne, você me deve maçãs. Provavelmente tem bastante disso acontecendo na vila, além de trocas normais. Com o tempo, um padrão de “preços” começa a surgir. Uma coxa de veado vale uma cesta de maçãs, ou algo assim.
  • Digamos que uma semana depois eu decido que o meu filho precisa de um novo par de calçados mais do que eu preciso de uma cesta de maçãs. Eu volto a você e falo “ei, lembra daquela cesta de maçãs que você me deve? Será que você poderia escrever um vale que alguém possa trocar por uma cesta de maçãs, para que eu possa dar ao sapateiro em troca de um calçado?” Você me diz que tudo bem, e nesse momento nós inventamos um vale transferível, algo que é bem parecido com dinheiro.
  • Com o tempo, a nossa vila começa a sacar que um vale trocável por uma cesta de maçãs pode ser trocado por todo tipo de coisa. O pescador que não gosta de maçãs vai aceitar os vales em troca de peixe porque ele sabe que depois vai poder trocá-los com cara que conserta barcos. Com o tempo, você pode até começar a contratar pessoas para o seu pomar sem dar nada além de notas prometendo uma parte da colheita futura.

Agora estamos instituindo certificados de débito: uma promessa de fornecer maçãs. O “dinheiro” é um vale transferível – os seus empregados ganham uma promessa de que você vai recompensá-los de acordo com o valor de um dia de trabalho no pomar, ou algo assim, e isso é transferível. Ou seja, eles podem usar para comprar o que quiserem. O empregado recebe um peixe do pescador, não em troca de algum trabalho realizado ou de algo físico que ele possa usar, mas em troca de um vale que o pescador pode resgatar onde quiser.

Troca

Tudo bem até agora. Mas há uma ou duas bifurcações aqui, no caminho que leva até um sistema monetário realista, que vamos discutir separadamente:

  • O que acontece se o seu pomar for destruído em uma queimada? Subitamente, todos os vales que todo mundo tem usado como moeda de troca são apagados. O valor deles não “foi” para lugar nenhum, ele simplesmente some, não existe mais. Um valor real foi genuinamente destruído. Não há nenhuma lei termodinâmica de conservação de valor monetário – assim como eu e você o criamos ao criar um débito transferível, ele também pode ser genuinamente destruído. (Vamos voltar a falar disso em um minuto, fica bem interessante.)
  • A segunda questão é que, muito provavelmente, o vilarejo inteiro não esteja trocando apenas vales-maçãs. Eu também poderia emitir vales que prometeriam um corte de carne das minhas caçadas, o pescador poderia emitir vales-peixes e assim por diante. Isso poderia virar uma bagunça, especialmente se você tiver a ideia de emitir mais vales-maçãs do que você vai colher: você poderia comprar todo tipo de coisa com um débito auto-instituído que você nunca conseguiria pagar, e o vilarejo nunca saberia disso antes da colheita. Novamente, temos um valor que foi simplesmente “destruído”. Pessoas trabalharam e fizeram coisas e te deram coisas em troca de algo que não existe e nunca existirá. Todas as coisas que elas fizeram se foram, você as consumiu, e não há nada no lugar.

As duas preocupações acima provavelmente se manifestarão no seu vilarejo mais cedo ou mais tarde, provavelmente cedo. Isso leva à questão do crédito, que é, em seu significado mais básico, uma medida de credibilidade. Toda vez que você emite um vale-maçã, você está pegando emprestado, com uma promessa de pagar com futuras colheitas de maçã.

Depois de um ou dois escândalos no vilarejo, as pessoas vão começar a prestar mais atenção na credibilidade de quem está emitindo os vales. Digamos que o plantador de batatas da vila bole um esquema no qual os seus vales-batatas são emitidos por algum terceiro que seja considerado confiável – o padre, digamos. Ele começa cada temporada de plantação com um livro de certificados numerados igual à colheita típica, nenhum a mais do que isso, e mantém metade dos certificados em arquivo, emitindo a outra metade.

Agora temos uma trilha de auditoria e um sistema bem confiável, que provavelmente dará ao plantador de batatas bastante crédito em comparação com outros fazendeiros e agricultores da região. Isso significa que o plantador de batatas pode emitir mais notas, e a um valor de troca maior do que as emitidas por outros sistemas menos confiáveis. O bêbado da cidade provavelmente não verá os seus vale-cachaça com muito valor na praça.

Agora nós temos emergindo algo como um mercado de crédito, e o plantador de batatas está emitindo algo similar a uma “carta de fiança” moderna…

  • Passa-se algum tempo e as pessoas começam a sacar esse sistema de avaliação de crédito, e os fazendeiros e pescadores e todo mundo começa a entender que eles também podem derivar mais valor dos seus vales se demonstrarem credibilidade. Pessoas com uma reputação não tão boa podem não se ver capazes de “emitir dinheiro”, a não ser talvez com “juros” muito altos. Por exemplo, um fazendeiro novo, sem nenhum histórico, pode ter que me prometer o dobro de batatas em troca de uma coxa de veado, graças ao risco de que eu não vá ver batata alguma.
  • Isso obviamente vai virar bagunça bem rápido, já que diferentes vales de maçãs e batatas têm valores diferentes dependendo de quem está os emitindo, e todos têm que ficar de olho nas avaliações de crédito de cada um.
  • Alguém com senso empreendedor, talvez o mercador que coordena o posto de trocas, tem a ideia de emitir apenas um tipo de nota para todas as fazendas do vilarejo. Ele faz uma reunião com todos os fazendeiros e propõe que o padre mantenha um livro de certificados, ou algo assim, e todos os fazendeiros ganham notas como todos os outros em troca das contribuições em forma de colheita. O mercador, por sua vez, fica com uma fração das colheitas, que ele vai usar para contratar contadores e supervisores de fazenda que vão estimar as colheitas de todos os fazendeiros.
  • Todos concordam (ou ao menos concordam fazendeiros o suficiente para formar uma maioria que essencialmente tiraria da economia do vilarejo qualquer outro fazendeiro que não concordasse com o sistema), então agora temos algo parecido com um banco central emitindo moeda corrente: isso é, uma moeda cujo valor é “decidido” por alguma autoridade central, ao contrário de um certificado de troca direta que pode ser trocado por uma maçã de quem o emitiu, por exemplo.
  • Agora nós temos algo que se parece com um sistema monetário moderno. A vila pode ter comitês de auditoria, ou algo assim, mas a ideia é que há uma autoridade central cuja tarefa é a de emitir dinheiro e regular o suprimento desse dinheiro de acordo com o tamanho estimado das atividades econômicas atuais e futuras (as próximas colheitas).
  • Se eles emitirem dinheiro demais, nós temos inflação, quando são emitidos mais vales-maçãs do que maçãs são colhidas, e cada vale acaba valendo apenas três quartos de uma maçã na hora da colheita.
  • Se emitirem dinheiro de menos, a atividade econômica é reprimida sem razão: os fazendeiros não conseguem contratar empregados o suficiente para maximizar suas colheitas, então o caçador começa a caçar menos porque a sua carne está estragando já que ninguém tem dinheiro para comprá-la, e assim por diante.

Pomar de dinheiro

“Mas por que diacho inventar toda essa complexidade só para trocar maçãs por carne ou sapatos? Não é trabalho demais?”

Porque este é um sistema muito mais eficiente do que trocas puras. Eu, como caçador, não preciso mais trocar fisicamente uma coxa de veado por uma cesta de maçãs e depois ir com a cesta até o sapateiro para trocar por um calçado. Você, como um plantador de maçãs, pode contratar trabalhadores antes da colheita, e assim pode plantar e colher mais, e os seus empregados podem comer o ano inteiro em vez de simplesmente ganharem uma montanha de maçãs na hora da colheita e terem que se virar para trocar aquelas maçãs por coisas que precisarão até a próxima colheita.

Voltando ao dinheiro…

É preciso lembrar que, no decorrer de todo esse processo, desde a troca inicial até esse sistema de banco central, todo este dinheiro é débito. É tudo certificado de “eu devo isso a você”, exceto que em vez de ser um certificado que diz “Fulano vai dar uma cesta de maçãs ao portador deste vale em Outubro”, é um que diz “Qualquer um na cidade vai te dar em troca disso qualquer coisa que valha o mesmo que uma cesta de maçãs”.

O dinheiro não é uma coisa real que você possa comer, vestir ou usar para construir uma casa, é um certificado de débito que é resgatável em qualquer lugar, para qualquer coisa, com qualquer pessoa. É uma promessa de pagamento de valor equivalente em algum momento no futuro, exceto pelo fato de que o portador do dinheiro pode ir a qualquer outra pessoa resgatar esse pagamento de igual valor – ele não precisa ir até quem originalmente lhe emitiu o débito.

É aqui que a coisa começa a ficar interessante de verdade, e onde podemos começar a responder à sua pergunta.

(Apenas por questão de simplicidade, vamos parar de chamar essas notas de “vales-maçãs” e fazer de conta que a vila decidiu chamá-las de “Lerais”.)

  • Então você ainda está plantando maçãs, mas em vez de trocá-las por coxas de veado e calçados, você as troca por Lerais. Até aqui, tudo bem.
  • De novo, você quer um pouco de carne, mas a época de colheita ainda não chegou, então você não tem nenhum Leral para comprar carne. Você me liga (já inventamos o celular nessa vila de mentira, ok?): “Ei, será que tem como você matar um boi pra mim e eu te dou dez Lerais quando chegar a época da colheita?”
  • E eu te respondo: “Cara, eu adoraria, mas eu realmente preciso de toda grana que eu puder agora: meu filho não para de crescer e eu preciso comprar calçados novos toda hora. Vamos fazer o seguinte: se você puder me emitir uma promessa de pagar doze Lerais em outubro, quando rolar a colheita, eu posso dar isso ao sapateiro, e a gente faz negócio.” Você resmunga por causa da “taxa de juros”, mas concorda.

Já sacou onde eu estou querendo chegar? Você e eu acabamos de criar dinheiro. Agora existem na economia do vilarejo 12 Lerais que não foram emitidos pelo banco central. Contando todo o dinheiro que está passando de mão em mão no vilarejo, existem agora (A) todos os Lerais que já foram emitidos, mais (B) os doze que você prometeu produzir.

É importante entender isso: eu acabei de gastar dinheiro em calçados, que você gastou em carne, e que nunca foi impresso. Apesar de obviamente não ser nenhuma das notas emitidas pelo banco central, é definitivamente dinheiro real, com valor real, já que eu o troquei por novos calçados, e você trocou por carne.

  • Quando você e eu e outras pessoas começarem a entender que isso é possível, que podemos gastar dinheiro que não temos e que nem foi impresso ainda, é inteiramente possível surgir uma situação na qual a quantidade total de dinheiro que está passando de mão em mão no vilarejo seja muito maior do que o número de Lerais que foram de fato emitidos e impressos.
  • E isso pode acontecer sem nenhuma fraude, inflação ou nada parecido, e pode ser completamente legítimo.
  • Agora, o que acontece se outra queimada atingir o seu pomar? Aqueles 12 Lerais são destruídos. Eles somem. O sapateiro está 12 Lerais mais pobre, sem gastá-los e sem que ninguém fique 12 Lerais mais rico.

O dinheiro que comprou a sua carne e os meus calçados simplesmente desapareceu da economia, como se nunca tivesse existido, apesar do fato dele ter comprado coisas com genuíno valor e utilidade comercial.

Moedas

Agora você vê... agora não vê mais

Trecho opcional sobre economia baseada em ouro e coisas assim

A história fictícia sobre o vilarejo fictício não representa o modo como o dinheiro de fato passou a existir. Na realidade, as coisas foram bem menos sequenciais e muito mais contemporâneas, sem os momentos “eureka!”. A história acima é uma parábola dentro da proposta de tentar explicar a uma criança de cinco anos como o dinheiro funciona e como ele pode desaparecer, não é uma história sobre o como o dinheiro realmente surgiu.

Até tempos relativamente recentes, o dinheiro de papel não era uma coisa muito útil ou prática para a maioria dos propósitos, especialmente se você quisesse gastar dinheiro em um vilarejo diferente daquele onde ele foi emitido.

Se voltarmos no tempo até um período anterior aos caixas eletrônicos, transferências online, alfabetizado popular etc, um pedaço de papel escrito em Timbuktu provavelmente não te valeria muito em Kathmandu. Você poderia levar debaixo do braço as suas maçãs e coxas de veado e calçados para trocar, mas as primeiras unidades monetárias naturalmente surgidas tendem a ser coisas sólidas, raras e facilmente identificáveis (jóias, conchas coloridas etc), e elas frequentemente coincidiam com as decorações pessoais dos ricos, em um loop de feedback auto-alimentável (pessoas com tempo e comida de sobra podiam se decorar com coisas bonitas, que se tornavam valiosas como símbolos de status, o que as tornava ainda mais valiosas como decoração, o que as tornava mais valiosas como objetos de troca, o que as tornava símbolos de riqueza mais prestigiosos etc.).

O ouro emergiu como uma espécie de moeda global inevitável, antes que as pessoas sequer pensassem nele como moeda. Ele é raro, portátil, fácil de identificar, pode ser facilmente transformado em enfeites e é facilmente quantificado (diferente, digamos, de jóias ou conchas, que são mais difíceis de serem tratadas como “substância”). Quando espalhou-se a notícia de que as pessoas ricas gostavam de ouro, tornou-se fácil usá-lo como moeda de troca em qualquer lugar, por qualquer coisa.

Nos estágios iniciais, ele não era exatamente a mesma coisa que “dinheiro”, era apenas algo bem aceito em trocas. Mas tinha características típicas de dinheiro:

  • Se alguém entrasse no seu pomar oferecendo uma pedra amarela em troca de maçãs, você poderia olhar estranho para essa pessoa. Que utilidade um plantador de maçãs teria para uma pedra amarela?
  • Mas se você descobrisse que as pessoas ricas do vilarejo desejam este suave metal amarelo para fazer penduricalhos e jóias, talvez você ficasse feliz de trocar algumas maçãs por aquilo.
  • Assim que todo mundo ficar sabendo que os ricos trocam qualquer coisa por essa paradinha, ela se transforma em algo bem parecido com dinheiro de verdade: nem o caçador, nem o sapateiro, nem o pescador têm utilidade para aquilo, mas já que eles sabem que podem usar o ouro para adquirir as coisas que eles realmente precisam e querem, ele se torna uma espécie de certificado transferível de “eu te devo isso” que pode ser resgatado em qualquer lugar. Ou seja: dinheiro.

A história do dinheiro de papel não evoluiu da forma como eu descrevi anteriormente (apesar de que poderia ter sido dessa forma, e teríamos chegado ao mesmo lugar). Na verdade, o dinheiro de papel surgiu como certificados emitidos por cofres de armazenamento de metais preciosos (os primeiros bancos). Em vez de sair por aí carregando pedras de ouro e prata, você poderia deixá-las em um lugar seguro e ganhar um pedaço de papel autorizando o portador a sacar uma certa quantidade do que quer quer seja.

Dólares anteriores a 1934, como virtualmente todas as moedas de papel até tempos relativamente recentes, poderiam ser trocados por ouro ou prata físicos no Federal Reserve Bank, e os dólares só eram impressos se a tesouraria tivesse ouro e prata físicos o suficiente para “pagar” o portador.

Por uma série de outros motivos que são tópicos para outras discussões, decisões foram tomadas que eventualmente levaram ao abandono do “padrão ouro”, e agora o dólar, assim como a maioria das moedas modernas, é puramente simbólico: só “vale” o tanto que todas as pessoas concordarem que ele vale, e só pode ser “resgatado” em troca com alguém por algo no valor que a pessoa estiver disposta a te dar por ele. Há longas, barulhentas e contínuas discussões e disputas e debates sobre isso ter sido uma boa ideia ou não, mas não vou chegar a esse tipo de detalhe aqui.

* * *

Nota do editor: Agora que você entende, metaforicamente, como uma crise pode fazer dinheiro simplesmente desaparecer da economia, que tal ver a mesma lógica aplicada a uma situação real?

O vídeo abaixo explica a recente crise americana do crédito imobiliário e deve fazer bem mais sentido agora:


YouTube | Se preferir a versão sem legendas, mas em resolução melhor, clique aqui.

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


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  • Luciana_Marques

    Muitíssimo didático!!!

  • Marcus Vinicius Magalhães de A

    É incrível como dinheiro é um tópico muito parecido com o conceito de vida: Fácil de perceber o que é, mas difícil de explicar.

    Dias passados eu expliquei isso para minha namorada, com um toque mais alarmante no final: que é o fato de como todo o comércio é baseado em confiança, se um dia a maior parte da população deixar de acreditar em dinheiro ou os registros de débito sumirem (Vide Clube da Luta), toda sociedade quebra e vira anarquia total.

    Medo!

    • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

      His name is Robert Paulsen. His name is Robert Paulsen.

      • http://twitter.com/iannic666 Nick

        Lacrimejei, cara.

  • Wendler

    Vocês caras são demais. Eu simplesmente adorei a postagem. Sempre tive isso em mente e posso concordar com tudo. +Paz.

  • http://www.facebook.com/flavio.kaue ‘Flavio Fiuza

    Parabéns! Como estudante da área sinto uma carência de textos com temas sobre Economia neste portal, principalmente porque a Ciência Econômica é de utilidade pública e extremamente presente em nosso cotidiano.

    Novamente, parabéns pela iniciativa!

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=536118629 Pedro Castro Fernandes

      Deveria ser ensinado na escola!

      • Abobrino

        Temo que uma aula de economia no Brasil vai se resumir em “capitalismo é ruim, socialismo é bom”.

      • http://www.facebook.com/sergio.r.braga Sérgio Ricardo Braga

        O melhor seria então “Capitalismo é bom, socialismo é ruim”?

      • Iuri Veloso

        Nem oito nem oitenta. Melhor seria dar embasamento para o estudante tomar suas próprias decisões sobre o bom e o ruim.

      • http://www.facebook.com/flavio.kaue ‘Flavio Fiuza

        Provavelmente não iria acontecer. Estudei sempre em escola pública e todos os meus professores( as) de história e geografia, quando o assunto era política ou economia, caiam na mesma ladainha: “capitalismo é ruim / socialismo é bom”

      • Rodolpho Victor

        No Brasil?

      • Iuri Veloso

        Sim, no Brasil. Concordo que nosso país deixa a desejar em muitos aspectos, mas é melhor trabalhar para que isso seja posivel “no brasil” do que desdenhar da nossa patria.

      • José

        Hoje a escola é abarrotada de conteúdos inúteis, repetidos ano após ano, que servem apenas prá encher a grade curricular das crianças, mas coisas básicas como economia (e nem falo de ciência, mas de economia doméstica mesmo) passam longe. Uma pena.

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Cruz/100001882479816 Daniel Cruz

    Muito bom o texto! Eu comecei a ler pensando em estudar, mas o texto não deixou eu ir antes de terminá-lo… sensacional!

  • http://www.facebook.com/people/Marcos-Barretta/100001988029859 Marcos Barretta

    Excelente Bracht!

  • Fillipe Carvalho Fádel

    Muito bom esse post.. isso deveria ser ensinado em sala de aula.

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Parabéns pela iniciativa de traduzir esse tipo de conteúdo, que infelizmente faz parte das coisas que esconderam de nós na escola.

    A Economia Monetária – For Dummies!

    Sem espaço para economágica!
    Me mostre Misterr M, onde está o segredooo…

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    Adorei o texto. Sugiro esse daqui como leitura complementar. http://blogln.ning.com/profiles/blogs/bancos-como-funciona-quer

  • http://www.facebook.com/people/Pablo-Tavares/100001870051146 Pablo Tavares

    muito obrigado por essas informações.

  • Júnior Rocha

    Excelente post. Uma linguagem prática, clara e didática.

  • Jhuan de Brito

    Sensacional! Super útil e interessante.

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Lindo, sublime.

    Eu lembro de uma aula de química na época do colégio, em que estávamos falando sobre as propriedades do ouro. Dada a sua pouca reatividade, ele não oxida quando exposto ao ar.

    Perguntei para o meu professor porque diabos pessoas davam tanto valor a um metal inútil. Não conduzia eletricidade e calor tão bem quanto outros metais, era pesado, pouco resistente a impacto, baixo ponto de fusão, etc. Também não era encontrado em componentes orgânicos, e não servia nem como alimento.

    Eu não entendia como um metal que servia para fazer jóias podia valer mais do que um metal usado na construção de qualquer máquina minimamente útil.

    Ele me falou que era justamente essa propriedade única que fazia do ouro um investimento seguro. Qualquer outra coisa se desfaz com o tempo, seja um castelo, um saco de maçãs ou uma coxa de veado, perdendo o seu valor. Lei da entropia, tudo morre.

    Tudo, menos o ouro. Talvez por isso este metal tenha sido utilizado como medida de valor das coisas, e talvez por isso tenha se tornado item de ostentação

    P.S.: depois de velho descobri que ele tem uma série de propriedades industrialmente úteis, o que só fez aumentar o valor do metal.

    • http://twitter.com/RealGHF Guilherme Henrique

      Ok, mas vale lembrar que o ouro é o elemento (dentre os metais) que possui maior condutividade elétrica.

      Por motivos de furto, não o utilizamos como condutor, porém dentro de peças como interruptores e tomadas, por exemplo, você o encontrará.

      Vale lembrar também que você pode empenhá-lo. Certas agências da CAIXA fazem avalização.

      Abç!

  • omarvin

    Recomendo o Documentário Zeitgeist Addendum pra quem quiser entender o modelo econômico de forma ainda mais abrangente …

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Zeitgest é pura falácia…

      • omarvin

        Uau … e você define com uma só frase ? … levando em consideração seus textos supracitados já o considero um Jênio da Economia …

        … Na Boa Cara, respeite a opinião de quem ainda não viu o documentário … aqui tem muito adulto de opinião própria que pode discordar de você …

        Paz !

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Cara, assisti Zeitgest uma ou duas vezes, e não nego que tem umas coisas interessantes. O problema é que ele martela as coisas na cabeça, ao meu ver, “tentando hipnotizar o telespectador” para se convencer que a ideia deles é a melhor para todos.

        Se Zeitgest não viajasse tanto na maionese e exagerasse no sensacionalismo, da mesma forma que ele critica o sensacionalismo; seria um excelente documentário.

        Um pouco menos de dramaticidade e um pouco mais de jornalismo, e aí retiro o meu conceito de falácia sobre os filmes.

      • http://twitter.com/iannic666 Nick

        Cara, eu também concordo que seja lá qual for o documentário, incluso aí
        o Zeitgeist, apelam para o emocional. Mas pense: ele tenta atingir uma
        massa zumbificada pela midia e apelações muito mais intensas criadas
        pela marketing daquilo que criticam. Ou seja, eu, voce, e todos que ja
        tem um minimo de “sensibilidade jornalistica”, sabe onde estão os pontos
        fracos e fortes dele. E, sinceramente, qualquer um que assistir ao
        Zeitgeist vai abrir sim um pouco mais os olhos.

        Se voce engole qualquer coisa que lê/ver por aí isso é um problema seu.
        Se você para pra pesquisar as coisas que viu, ja fez o que o Zeitgeist
        quis que voce fizesse e nao dá pra descordar de muita coisa, seja
        sincero.

        P.S.: Seu conceito de falácia tá totalmente equivocado: “O filme é uma
        falacia porque apela para o lado emocional.” Wtf??? Cite equÍvocos do
        filme e, acho, que estaremos indo no caminho certo. É assim que
        se esclarece as coisas.

        Abrç.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://twitter.com/iannic666 Nick

        Indo por uma linha de discussão que não gosto e que acho não ser a certa mas … Cara, voce é muito passional. Respondendo assim voce so faz parecer que nao sabe seguir o tema proposto. Nada aqui é sobre voce. Ou sobre mim. Parece que não lê o que te respondem; não escuta o que te falam, só fica esperando o momento de falar denovo. Ninguém engoliu o Zeitgeist inteiro assim como ninguém vai engolir o “Zeitgeist é só falácia” … Discorra mais sobre o tema, queremos saber o quanto voce sabe sobre … ;) Tente, contrua algo aqui …

        Abrç.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Eu não sei porra nenhuma, não quero saber e não quero que enfiem coisas que eu não considero interessantes. Satisfeito?

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vai tentar atingir zumbis criando mais zumbis? Não, obrigado.

        E se você engoliu Zeitgest inteiro, bem…

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Na minha mente, a ideia sobre dinheiro era mais ou menos essa. Só que pensava que dinheiro era certificado de crédito, não de débito.

    Agora me pergunto sobre duas situações:

    1) O que aconteceria se não houvesse mais realmente o valor do dinheiro? Parando e pensando: se não fosse a criação de dinheiro, será que existiria internet? Existiria sites? Existiria trabalhos que não fosse apenas sobre alimentação ou proteção?

    2) Imagine uma situação de teste:
    - Uma cidade inteira é criada, e as pessoas que vão lá residir ganham cada uma 2 mil dinheiros. E é só isso que ganham, mais nada.
    - Elas não tem contato com o exterior. Tem seus meios de produção básicos. Ninguém mais do exterior interfere na vida deles, só observa.

    Eis uma situação que gostaria de saber o que aconteceria: pessoas do nada receberiam um dinheiro e a ordem para viver apenas naquele “mundo” criado para eles.

    • Leandro Loures

      Em menos de 2 gerações, já teríamos o esboço do capitalismo.
      Alguém guardaria dinheiro; alguém teria uma produção melhor; algum dia. as condições climáticas do ambiente sofreriam alteração e a safra estaria perdida… enfim, alguém se daria bem e começaria a comprar os meios de produção e uma galera começaria a reclamar do sistema, que ele é injusto e blá,blá,blá…

      A ladainha é sempre a mesma e essa questão de igualdade financeira é balela… reflita!

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Talvez. Essa é a nossa situação atual. E não existe APENAS uma rota única, existem N possibilidades incógnitas.

        Pode ser que eles rasguem o dinheiro e vivam de escambo. Podem ser que eles se matem pelo confinamento. Pode ser que eles gerem um novo sistema de valores, mais avançado…

        A priore, pensei que nem você quando coloquei essa situação no comentário. Mas aí penso que possibilidades a mais existem. Só queria justamente achar a possibilidade que ainda não achamos. Pode ser que não exista.

      • Eduardo

        O capitalismo não é a solução final nem o caminho natural das coisas… O dinheiro poderia ter n funções que tem ou que não tem hoje, e tudo seria muito diferente… Sem anacronismos!

    • http://www.facebook.com/tony.july.94 Antonio Julio

      1- Se o dinheiro não tem mais valor, internet, televisão, 90% de qualquer meio de entretenimento deixaria automaticamente de existir.

      Sem qualquer coisa que pudesse servir como crédito, estariamos fadados ao escambo, numa sociedade de trocas imediatas ou de prazo muito curto, qual seria a ultilidade de acessar a internet quando você tem que ir para as ruas caças seu alimento ou produzi-lo? Por que você ficaria vendo televisão se não há produtos que possam ser comprados pois não temultilidade para eles ou meios de “compra-los” nem atores encenando papeis em novels, séries, filmes etc. Pois não há como paga-los com frutas, ou coisas assim, a emissora não produz isso nem tem algo que valha trocar.

      Nossa sociedade só chegou no que é hoje pelo sistema de crédito, pesquisamos novas tecnologias e desbravamos a ciência por que acreditamos que isso vai trazer um retorno financeiro, ainda mais quando convencermos as pessoas que elas precisam disso.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Era nisso que eu queria chegar.

        O dinheiro trouxe ao mesmo tempo o progresso tecnológico e mudanças culturais, já que pessoas não precisam pensar em apenas se alimentar e se proteger.

        Só que ao mesmo tempo, gerou também um pouco de regresso, já que muitos vêem o dinheiro como “forma de vida”. Como o dinheiro representa a troca, as pessoas vão atrás do dinheiro. Gerou os ladrões, assaltantes, golpistas e criminosos. (Tá, nem tanto, piratas existem desde tempos antigos).

        Enfim, daria para abrir uma discussão interessante sobre isso :)

  • Euronymous

    Só eu que achei esse artigo um lixo sem nexo?

  • http://www.facebook.com/fernandol.paixao Fernando Paixão

    Fabio,Primeira vez que vejo uma maneira tão simples e eficiente de explicar como funciona a nossa ‘economia’ e o porque dessa enorme bagunça financeira atual
    hahahahah

    Continue assim !

  • http://www.facebook.com/juliano.metz Juliano Metz

    Legal, mas tem uma coisa que eu não entendo. Como que o banco central coloca mais dinheiro no mercado?

    • Bruno Andrade

      ACHO que é vendendo títulos do tesouro nacional. Algo que funciona como uma garantia de que o comprador vai ter lucro. Se você compra do governo por R$ 10,00 hoje, poderá vender por R$ 12,00 amanhã. Alguém com conhecimento em economia me corrija se eu falei merda por favor.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Num dos comentários diz isso. E o vídeo também.

      • http://www.facebook.com/juliano.metz Juliano Metz

        Aqui achei algumas coisas.
        http://pt.wikipedia.org/wiki/Cria%C3%A7%C3%A3o_de_moeda
        nebuloso mas ajudou um pouco.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Quando coloquei meu comentário no post sobre o curso do Arata Academy, depois fui dar uma pesquisada. O conteúdo do How Stuff Works vale a leitura também:
        http://empresasefinancas.hsw.uol.com.br/dinheiro.htm

      • Cbb

        Na verdade o titulo e’ pra tirar dinheiro do mercado, uma maneira do governo pagar as contas SEM ter que imprimir dinheiro, o que causaria inflacao.

      • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

        Na verdade o governo não usa os títulos para ‘tirar dinheiro’, se quizesse menos dinheiro bastaria imprimir menos. O goerno usa os títulos por que gasta mais do que arrecada.
        Simplificando: O governo tem três formas de financiar seus gastos:
        1) Impostos
        2) Inflação (imprimir mais papel moeda)
        3) Se endividar.
        O item 3 é meio falso (é um adiamento na verdade) já que a dívida terá que ser paga no futuro (com os outros itens).
        Realmente o governo vende seu endividamento como uma alternativa a inflação, mas o que o governo não diz é que há uma outra alternativa: Reduzir seus gastos. Se o governo gastar puramente o que arrecada ele não precisará captar mais dinheiro no mercado com títulos e nem ficará tentado a imprimir papel moeda ‘demais’ (o que gera inflação).
        A implantação do plano real é um exemplo claro do tripé que sustenta os gastos do governo. Quando secou a fonte da emissão de moeda (inflação) o governo teve que buscar as outras formas de se financiar, por isso a partir de 94 tanto a carga tributária quanto os juros subiram tanto. O governo removeu a muleta da inflação mas como não reduziu seus gastos teve que se apoiar nas outras duas.
        Claro que é facil falar isso, difícil é decidir e implementar a redução na prática: Quais gastos o governo dever reduzir? Como?

    • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

      De maneira simples e falando apenas de papel moeda:
      1) A casa da moeda imprime um milhão de reais.
      2) Um banco pede ao Banco Central (BC) um milhão de reais.
      3) O BC manda um carro forte com um milhão de reais em cédulas para o banco e anota em uma conta que aquele banco está ‘devendo’ um milhão de reais
      4) O banco repassa o dinheiro aos correntistas (que efetuam saques) imagine que eles saquem o um milhão de reais de uma vez.
      5) Os correntistas gastam o dinheiro no comércio que deposita de volta no banco.
      6) O banco pega essas cédulas e entrega ao banco central reduzindo sua dívida.
      7) Estas cédulas ficaram muito velhas para o uso e o Banco Central as destrói elas.
      A conta fecha por que o dinheiro que o BC ‘inventa’ quando transforma papel moeda impresso ele perde quando as cédulas são destruídas.
      Repare que se houver papel moeda demais o preço das coisas irá aumentar (como as pessoas tem mais dinheiro elas irão comprar mais bens) isso é o que muitos consideração ‘inflação de verdade’. Por isso a emissão é controlada para evitar inflação.
      Entenda por favor que esse modelo é extremamente simplificado e exclui muitos aspectos da economia real como o fato de os bancos emprestarem o dinheiro que recebem (item 5) e o banco central controlar estes empréstimos através dos depósitos compulsórios:
      http://pt.wikipedia.org/wiki/Dep%C3%B3sito_compuls%C3%B3rio

  • http://profiles.google.com/herrera.leandro Leandro Herrera

    Mas o dinheiro não sumiu de verdade,não é? Se você emitiu um certificado de débito que valeria dinheiro no futuro, o que acontece com o emissor do certificado? Não fica em débito? Não teria que honrar com sua dívida? Ou isso só é adicionado com garantias?

    • José

      Na medida em que você tenha garantias que possa cobrar, ok. Mas o problema, como o ocorrido na crise financeira internacional, é que chegou a um determinado ponto onde não havia mais garantias a serem tomadas. Sendo assim, alguém ficou com o mico na mão.

  • http://twitter.com/markusipu Markus Paulo

    Acredita-se que a origem da palavra DINHEIRO remete à moeda portuguesa de mesmo nome (o dinheiro).

    Mas o dinheiro só tem valor se exercer as três principais funções da moeda:
    1- Meio de troca – tem que ter aceitação geral.
    2- Unidade de conta – tem que ter um referencial.Vale quanto? Em relação a que?
    3- Reserva de valor: tem que segurar o valor e manter seu poder aquisitivo. Já pensou, hoje valer tanto e amanhã não valer nada!

  • Leo

    Tio Patinhas e a História do Dinheiro é a melhor explicação para uma criança de cinco anos. É a primeira história do gibi Disney Especial “Os Milionários”.

    http://coa.inducks.org/story.php?c=W+USM+++1-02

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    muito bom entender isso!

    adorei o vídeo, finalmente entendi um pouco da crise dos eua…!

  • Eduardo

    O texto é didático e ilustra de maneira satisfatória como o dinheiro funciona dentro da sociedade capitalista. Por outro lado, historicamente não faz muito sentido, mas creio que a ideia é justamente falar do dinheiro hoje e não do surgimento de fato.

    É um assunto muito interessante e pouco pensado… acho legal a iniciativa!

  • http://www.facebook.com/felipe.fernandes.braga Felipe Fernandes Braga

    Muito boa a explicação, e com o video, da para se entender mais ainda como funciona essas coisas de subprime e crise imobiliaria

  • Santiago Queiroz

    Sugiro o filme Inside Job para quem tiver interesse em ficar a par da crise financeira mundial (e principalmente americana) de 2008.

  • http://www.facebook.com/souzasilvalucas Lucas Silva Souza

    Bela tradução! Me lembrou o livro “Crash” do Alexandre Versignassi que eu li no início do ano, uma boa pedida pra quem busca entender esses conceitos econômicos de maneira simples e objetiva. O merchan é grátis.

  • Jansen Felipe

    Esse post é super convidadativo a discussões sobre um tema que muita gente deveria conhecer nem que seja um poquinho. Gostei muito! Gastei algumas horas do meu dia pesquisando e lendo mais a respeito. Quem está interessado de verdade, omarvin fez uma ótima recomendação em assistir o Documentário Zeitgeist Addendum .. Nele é abordada uma opnião… Alguem aqui teria indicação de uma fonte do nível do documentário mas com visões diferentes, como uma defesa do sistema monetário por exemplo? Link do Documentario legendado (http://www.youtube.com/watch?v=1uMAovpy3mw)

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Azevedo/100000524248798 Ricardo Azevedo

    Achei excelente o artigo.

    E o vídeo no fim foi muito bem colocado.
    Um complemento ótimo pra explicação do texto de cima, bom pra contextualizar a crise mundial que tivemos (e ainda estamos tendo).

  • Marlon Duque

    Ótimo e raro texto, com linguagem acessível e clara. Esse tema é espinhoso e de difícil entendimento, mas ficou bem claro aqui. Porém, ele não fala do lucro e trata as trocas como iguais, tipo 10 maças=10 vale-maças. Na verdade não foi um defeito do texto e sim um desejo meu de ter mais textos como esse tratando mais o assunto.

  • Marlon Duque

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  • Marlon Duque

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  • http://twitter.com/ericksonguti Erickson Gutierrez

    Esse post é o texto que eu procurei por toda a minha vida. Parabéns! Textos como esse elevam o PdH à níveis estratosféricos. Para ser perfeito, só faltou abordar as linhas de compras parceladas.

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      Uma cesta de maçã por mês durante um ano em troca de um casal de gado é um bom negócio.

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  • http://twitter.com/JackCostaD Jack Costa

    Adoreeeeei.
    Pensei que seria cansativo, mas não consegui parar.
    Beijão, querido!

  • LucianaGauchinha

    Blz, entendi como o dinheiro desapareceu nos EUA.
    Agora o que eu gostaria mesmo de saber é como ele desaparece da minha bolsa.

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    O texto é heróico, no mínimo… E demonstra bem certos aspectos que são com frequência relegados em boas discussões. Mas mistura demais os termos, se tentasse explicar menos aspectos ficaria menos confuso.
    Há um aspecto fundamentalmente contraditório entre a ‘fábula’ e o que aconteceu de fato. Na fábula o dinheiro nasce ‘per si’ como uma troca temporal (e portanto bastante insegura) e não foi isso o que aconteceu como o próprio artigo demonstra no final: “o dinheiro de papel surgiu como certificados emitidos por cofres de armazenamento de metais preciosos”. Apesar de haver algum risco no ouro depositado também ele é sempre menor do que o risco temporal envolvido em uma colheta que só vai existir no outno e isso muda vários os aspectos do raciocínio.
    Realmente não há segurança absoluta mas é muito mais seguro ter um bem de valor depositado, algo que praticamente não se deteriora (ouro) de uma ‘arriscada’ futura colheita.
    Isso leva a um outro aspecto da moeda: A acumulação, imagine que você crie galinhas e trabalha para comprar a terra do seu vizinho. Mesmo que você se disponha a trabalhar por vários anos em vários anos as primeiras galinhas já teriam morrido além de ocuparem muito espaço, com alguma moeda você poderia ir vendendo as galinhas aos poucos e depois de vários anos teria moeda suficiente.
    Mas é tudo muito relativo depende do que se considera dinheiro e/ou moeda.

  • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

    Na verdade dinheiro sem lastro na forma exposta só foi viável depois que a gente passou a ter governos com armas apontadas para a cabeça de todo mundo para ‘sugerir’ que receber papel sem valor (sem lastro) é uma boa idéia.
    As questões de insegurança temporal que o texto apresentam faziam ‘parte do negócio’ e as pessoas dariam a elas o valor que achassem correto (da mesma forma que hoje um banco dá valor ao risco de inadimplência), é algo bem diferente do curso forçado que as moedas atuais possuem.

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