Como construir uma religião em 7 passos

Frederico Mattos

por
em às | Listas


Escrito em coautoria com Rodolfo Viana

Carla Bruni poderia ser Deus.

Com dê maiúsculo mesmo. Não um deus qualquer, mas o Deus, criador do céu, da terra, do homem, da mulher, dos mares, dos ventos, do Rivotril… Se Carla Bruni fosse Deus, talvez “Quelqu’un m’a dit” ganhasse status de oração, apesar de ser uma música bobinha.

Megan Fox também poderia ser Deus.

Laerte, idem.

Alberto Brandão também.

Quiçá Deus pudesse ser uma negra sapeca.

"Deus professorinha", de Rafael Campos Rocha

Cada um tem seu Deus particular. Ou não tem Deus algum.

Não quero criticar religião alguma (o que seria, inclusive, incoerente da parte de um espírita praticante como eu, Rodolfo) ou ofender quem crê em algo, mas sim levantar um ponto: qualquer pessoa ou coisa pode ser objeto de louvor. Seja esta pessoa ou coisa Carla Bruni, Megan Fox, Laerte, Alberto Brandão, a negra de Rafael Campos Rocha ou o espaguete. Mas mais do que o objeto de adoração, o que intriga é a constituição da seita. Por mais absurda que seja uma ideia – digamos, Deus é uma samambaia –, ela terá adeptos.

Como isso é possível?

Este texto não é sobre Deus ou fé. É sobre a criação de religiões, algo que é muito mais humano do que divino – e sempre há confusão entre o que é do homem e o que é do divino.

Como fazer uma religião

Há um passo a passo simples para você inventar ou fomentar uma seita ou religião. Tais etapas são comuns a todas elas e demonstram um padrão não apenas de comportamento na sua criação, como também na mentalidade dos seus seguidores. Tomem o manual abaixo como a planta baixa das religiões.

1. Escolha uma ideia poderosa – quase megalomaníaca – e de difícil acesso ao público leigo.

Pessoas costumam ser movidas por idealizações. Dificilmente você entregaria sua vida por algo que não tivesse uma expressividade em especial ou soasse grandioso. Provavelmente gastaria seu dinheiro com o carro do ano ou investiria seu tempo numa viagem dos sonhos.

O pensamento de seita precisa despertar um anseio maior – a felicidade eterna, a paz de espírito, o paraíso.

2. Eleja um inimigo comum.

A mente humana, no funcionamento mais básico e primitivo, opera sob os influxos do sistema cerebral reptiliano que rastreia potenciais perigos à integridade física e psicológica do sistema como um todo.

Este sistema só reconhece inimigos e aliados. Não há meio termo.

Os marqueteiros sabem muito bem como ativar o desejo de escassez das pessoas anunciando que um produto vai acabar, por exemplo. Assim, o consumidor vai lutar 1) contra a escassez e 2) contra o tempo. Hitler sabia muito bem como dar um direcionamento ao caos social, financeiro e político da decadência alemã na década de 20: o povo judeu. Qualquer desconfiança pessoal teria fim sob a alegação de uma raça intrusa e que despertasse um sentimento comum a todos (neste caso, o sentimento de se sentir ameaçado). Isso redirecionou as desconfianças em relação ao amigo preguiçoso e à esposa safadinha a outros “inimigos”. Seus olhos tinham um alvo certo e bastava atacar numa só direção.

3. Coloque uma meta altamente utópica, mas que seja um desejo de aspiração coletiva.

Se eu prometer a você aumento de salário, um braço mais musculoso ou uma viagem para Nova York, serei cobrado por isso entre três e seis meses. Se o resultado não for entregue no prazo, vou virar as costas para você dizer que é um embuste, que sou tratante.

Mas e se eu prometer algo impalpável, abstrato e com definição duvidosa? Isso é perfeito! Você correrá por anos a fio atrás daquilo e, caso não atinja o alvo, eu posso dizer que foi você que não mirou direito ou que colocou pouca vontade.

Com o passar do tempo, você realmente vai acreditar que a falha é sua. Afinal, sua auto-estima estará balançada e seu sentimento de culpa dominará suas próximas ações. Prato cheio para criar uma nova meta dentro da grande meta.

4. Crie uma comunidade em torno dessa ideia.

Uma pessoa que tem razoável bom senso sabe direcionar sua vida com ações ponderadas e com relativo controle para manter corpo saudável, finanças em ordem e vida familiar decente. Ela entenderá que parte dos desajustes naturais têm uma causalidade conhecida, afinal gastou demais, deu pouca atenção para os filhos ou exagerou nos doces. Qualquer mudança vai passar por reorientar sua vontade, ainda que sofridamente, naquela direção original. Outras pessoas (a maioria) costumam atribuir seus problemas a causas que estão além do seu controle, que vão de caos político a mágoa de Deus, por terem se portado mal naquela semana. Essas pessoas são muito vulneráveis a promessas espetaculares, pois são alimentadas pelo imediatismo, pelo desejo de resultados em curto prazo e de preferência sem esforço.

Junte no mesmo lugar várias pessoas que pensam assim e terá uma bela amostragem do que é o caos. Todas elas estão alimentando as ilusões umas das outras; afinal, se eu desencorajar o sonho dos outros, é o meu que está em risco.

A lógica é: eu não quero naufragar, então vou remar bem forte para que os outros alcancem os objetivos comigo.

5. Use métodos de controle dessa comunidade que regulem a integridade física, psicológica ou moral dos seus participantes e os diferencie do inimigo comum.

Geralmente, esses métodos se apresentam na forma de livros reveladores ou textos sagrados. Na prática, isso pode tomar formatos mais humilhantes, como testemunhos com exposição de fragilidades pessoais, coerção em relação a comportamentos inapropriados e até entrega de bens materiais.

Essa etapa é especialmente importante para diluir a identidade pessoal do seguidor na mentalidade de seita. Tal identidade não existe mais como vontade pessoal, mas como parte de um grupo. É aqui que podemos nos despedir do senso crítico e do livre-arbítrio.

Pense em termos de futebol: se eu fizer parte da Gaviões da Fiel, por exemplo, qualquer grande conquista do meu time será a minha, pois este é um mecanismo natural de associação de imagens. Os meus gostos definem quem eu sou e acho que, se meu artista favorito ganhar o Oscar, eu também fui premiado. Ser um pessoa diferenciada entre as outras é o que alimenta o mercado de consumo de luxo AAA. Ali não existe uma pessoa comum, só a fina nata dos endinheirados. Já imaginou aquela cena clássica nos Vigilantes do Peso? Se um gordinho perde os quilos necessários, ele é aplaudido; se ganhou peso, surge um silêncio de reprovação velada. Ninguém quer ficar perto do gordinho falido. O mesmo acontece numa seita, quando o fiel seguidor não se realizou ou obedeceu os comandos do líder em questão, pois surge uma reprovação a qual ninguém quer se submeter.

6. Invente um evento “cataclísmico” contra o qual todos devem estar preparados.

O sentimento de que algo vai acabar faz aumentar o desejo por aquilo. Afinal, a ideia de escassez valoriza o produto E quanto mais ameaçador for o evento, mais intenso é o treinamento e maior será o nível de sacrifício a ser realizado. O aguardo da ameaça cria na mente das pessoas um sentimento de coletividade associado com urgência e fragilidade. Isso diminui o valor que as pessoas têm e faz aumentar o passe do líder, pois ele conhece o método para apaziguar as sequelas do problema.

Se o mundo vai acabar, o líder tem o kit salvador; se é o juízo final, ele tem um acordo especial para preservar os seus prediletos, a fim de que o grupo que está sob sua guarda seja poupado de toda a catástrofe.

Mesmo no caso de Jim Jones, em que 900 seguidores cometeram suicídio, havia uma garantia: aqueles que se matassem seriam os escolhidos e quem fosse covarde e ficasse vivo queimaria no fogo do inferno. Funcionou.

7. Mostre-se como alguém que anteviu ou superou as barreiras que os demais terão que superar.

A força do líder vem do fato de que ele teve uma revelação única e que deverá ser passada aos poucos. O argumento é que nem todos estão preparados para tamanho impacto de tudo aquilo que vem pela frente.

O líder teve a visão de algo especial que lhe outorgou uma autoridade suprema: um teste de como decifrar algo, uma provação física, um dilema moral e até fenômenos inimagináveis. Vale tudo.

Aquilo é repetido à exaustão pelos seguidores, raras vezes pelo líder – afinal, ele não pode se autoproclamar “o enviado”. Os privilegiados serão aqueles que fazem um sacrifício maior que os demais para receber os ensinamentos da própria fonte superior. Essa mentalidade de informação secreta já foi utilizada pela realeza e, até hoje, é utilizada por partidos políticos ou empresas – informação privilegiada custa bem caro. Além disso, cria uma pirâmide de interesse autorrenovável. Os que estão na base querem subir um pouco; os que subiram um pouco mais também até chegar ao líder. Os imediatos, se forem corajosos e espertos, sacam qual é a brincadeira e criam sua própria comunidade. Por isso é importante ter também uma hierarquia de sub-líderes, o que fará com que os seguidores comuns desejem “subir de carreira” espiritual com mais afinco e cedendo tudo de si.

***

"Deus, essa gostosa #1", de Rafael Campos Rocha

O ponto é que essa fórmula mágica pode ser usada por seitas, religiões, partidos políticos, times de futebol, empresas e, pasmem, sua família. É um modelo generalizado que se difundiu e que funciona porque é baseado nos sentimentos de culpa, medo, mérito e sacrifício. Enquanto nós vivermos baseados neste paradigma, será difícil alcançar uma visão alternativa de funcionamento social. Democracia legítima e co-construção de ideias que façam avançar de verdade são coisas trabalhosas. Não tenho uma ideia do que seria algo realmente saudável, mas posso dizer que qualquer sujeito com um pouco de disposição pode causar mais prejuízo do que benefício ao arrastar pessoas vulneráveis num caminho de alienação e pouco entendimento da vida.

Frederico Mattos

Sonhador nato, psicólogo provocador, autor do livro "Como se libertar do ex". Adora contar e ouvir histórias de vida. Nas demais horas cultiva a felicidade, lava pratos, medita, oferece treinamentos de maturidade emocional no Treino Sobre a Vida escreve no blog Sobre a vida. No twitter é @fredmattos.


Outros artigos escritos por


SEPARAMOS MAIS TEXTOS PARA VOCÊ CONTINUAR LENDO




O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Conheça a visão e a essência por trás do que fazemos. Queremos uma discussão de alto nível. Antes de comentar, leia nossas boas práticas. Caso deseje enviar um texto e se tornar um autor, venha por aqui.


  • Mari Dias

    O caminho é sempre usurpar das aspirações utópicas do ser humano, que precisa encontrar respostas para sua existência. A religião é só mais um caminho para esse conforto, digamos assim. Uma forma de encontrar nosso lugar na vastidão do universo, das questões complexas que envolvem o ser. 

    Eu optei por saber que não temos proposito por existimos, que somos apenas um pequeno ponto pálido no universo. Isso de certa forma é uma beleza insignificante da vida. 

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Mas eu seria um Deus maneirissimo. :(

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo Roberto

      O batismo seria aguentar 5 min numa roda do Clube da Luta?

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Batismo seria o Cabana-Do hahaha

  • TZinmi

    Deus e religião não se misturam, graças a Deus…

  • http://papodehomem.com.br/author/rodolfoviana/ Rodolfo Viana

    Não falamos mal, Fred. Como eu poderia apontar o dedo para qualquer religião, se eu mesmo sou espírita praticante? Na verdade, demos um passo a passo de como se constituem as religiões e seitas. Simples assim.

    E se isso é primário e idiota, sugiro que eleve o nível da conversa. Por que é primário? Quais suas opiniões além deste asco infundado de quem critica religiões?

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Agora vejo no texto um assunto muito interessante: 

    Não vejo como crítica a religiões como postaram em outro comentário, mas como um alerta para não “religionarmos” tudo. Temos essa mania de criar uma aura religiosa em tudo o que fazemos como afinco, e digo isso por que inúmeras vezes me referi ao tatame como “minha igreja”. Ontem mesmo postei no blog de Parkour que eu tenho um texto sobre “Parkour não é religião”, já tem gente afirmando que é. Existem até vertentes do Yoga que beiram esse aspecto religioso.

    Temos mania de ‘endeusar’ tudo o que nos traz uma sensação de conquista algo que os outros ainda não enxergaram, mesmo que essa conquista seja algo que nem exista, mas nos faz sentirmos melhor.

    • Frederico Mattos

      Penso o mesmo Brandão, e o problema de endeusar é que o mecanismo mental que rege a benção também o faz com a punição. O mecanismo de recompensa mental é o mesmo que oprime nossa mente. E isso está bem longe do que se pretende entender por Deus.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    “Por que não fazem uma matéria sobre os benefícios da religião na construção da civilização ocidental?”

    Se o fizerem, chegaremos à conclusão de quem com o estabelecimento da Filosofia e dos sistemas legais, a Religião faz muito mais mal do que qualquer bem que já tenha feito.

    • Cs_reis

       Primeiro aprenda filosofia… aí tu deixa de falar bobagens,…

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Ué, então me diz o que disse de errado.

  • Frederico Mattos

    Fiquei curioso também, xará.

    Sei bem dos benefícios da religião e da vida religiosa. Só tentamos abrir o espaço para evidenciar os mecanismos psicológicos que estão na base de qualquer grupo, agremiação de bairro, seita, religião, time de futebol, a minha família e talvez a sua.

  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Você tem razão, Frederico.

    Quem sabe até você poderia ser um ‘D’eus! Somos realmente movidos pelos nossos medos e anseios, assim, quando encontramos uma perspectiva de salvação – que esteja de acordo com nossa ideologia – com ela iremos nos apegar, seguir, idolatrar.

    E digo mais. Quando as entidades do topo das religiões falam sobre sua religião em comunhão com as outras, dizem que o ‘Deus’ é o mesmo. Então, se existe apenas um Deus e somos todos iguais, porque existir tantas religiões? Claro, para mostrar que os seres são diferentes e cada um tem uma forma diferente de seguir seu Deus. E assim, cada pessoa, eleva sua religião, se diz salvo, seguidor fiel e que sua seita é a mais próxima das vontades do senhor(a) criador(a). Amém!

    Fui batizado como católico. Segui a religião até um certo ponto. Sempre frequentei diversas religiões/igrejas. Hoje não sou adepto de religiões. Acredito em um Deus, sem precisar de uma religião me dizendo o que fazer e o que não fazer.
    Como Elvis dizia: É mais importante acreditar em Deus do que ir a igreja.

    Como o texto é sobre religiões, Há cada vez mais mentes interessadas em fundá-las das mais diferentes formas. Atrair fiéis. Dinheiro.

    Ótimo texto. Valeu.

    • Frederico Mattos

      Vejo com muita constância as pessoas falando sobre Deus quando na verdade estão impondo a si mesmas sobre os outros usando o escudo de uma religião.

      A fé legítima me parece algo sereno, sem estardalhaço como uma brisa leve que paira e amansa a pessoa, ajuda a diluir seu sentimento de autoimportância e inspira compaixão.

      Falei desse exagero emocional aqui: http://papodehomem.com.br/cao-que-morde-apenas-morde/ 

      Só precisa falar de ar que está sem fôlego. Com Deus, acredito que aconteça o mesmo.

      • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

        Tinha lido e comentado seu outro texto. Muito bom também. Concordo com a parte de que, se não mantenho contato com a religião, só buscarei Deus na hora do sufoco.

        Não me acho correto, nem religiosos errados, – concordo com você sobre o bem de uma fé verdadeira -. Costumo agradecer muito por cada vitória, e mais ainda pelas falhas, pois são elas que me fortalecem e me ensinam de verdade.

        Abraço.

  • Lilla

    Ótima abordagem! Não pude deixar de fazer associação com esse desenho da Disney:

    http://www.youtube.com/watch?v=Vnp4kj5lLOU

    • Leon Parreira Garcia

       Há algum tempo atrás vi um vídeo de um pastor demonizando a Disney, que supostamente estaria criando uma geração “efeminada”. Esse desenho explica muita coisa…

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Gostei da análise, eu acho que realmente me parece ser o modo como a maior parte das instituições que se alimentam de fé se comporta. Eu acho que só faltou a etapa conversão, estimule seus fiéis a trazerem seguidores. Que do meu ponto de vista é a parte mais chata de qualquer religião.

    • Frederico Mattos

      Etapa 4 – crie uma comunidade! 

      Sim, isso é bem desgastante, pois é nesse terreno que a visão eu X outro esquenta e as diferenças pessoais ganham status de discussão religiosa. 
      O marido não critica a esposa diretamente, mas o Deus dela. Bela forma de alfinetar a pessoa usando um artifício religioso.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

    Assim como a Mari Dias, eu concluí que devo aceitar minha irrelevância frente ao Universo e nunca procurar creditar a um “deus das lacunas” aquilo que AINDA não temos resposta em decorrência da observação e experimentação, por mais que isso seja desconfortante e melancólico. Mas é a verdade.

    • Frederico Mattos

      Por que desconfortante e melancólico?

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Acho que esse desconforto e melancolia vem, sobretudo, de quando somos “educados” na nossa infância em alguma religião. Quando envelhecemos e começamos a questionar todas essas crenças e colocamos tudo por água baixo, fica um vazio, que pode ser essa causa do desconforto e melancolia. Afinal de contas é bem conveniente acreditar em algo superior que resolve todos os nossos problemas e que, no final, tudo fica bem.

        E, agora, no budismo, eu tenho aprendido a cada dia, que esse vazio é bom.

      • marcus

        Às vezes eu fico pensando… se fosse possível criar uma pessoa, desde criança, sem noção alguma de Deus ou de religião…. que garantia há de que ao virar adulta, ela não iria procurar uma religião ou saber mais sobre Deus? Cito aqui uma frase batida, mas bonita, do Ferreira Gullar: “A religião é necessária porque a vida não é suficiente.” 
        E uma pergunta, será que existe alguma comunidade isolada, sem contato
        com a sociedada atual, onde não existe a idéia de um ser supremo, um
        deus? Alguém aí sabe? Abraço.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Marcus, no Zen Budismo não existe a ideia de ser supremo.

      • Cleberson Pertile

        Eu vejo de uma forma diferente. Eu fui catequisado na Igreja Católica mas sou ateu, demorei pra descobrir que “não acreditar” podia ser uma opção, pois todo o meu círculo social dizia que eu TINHA que ser católico.
        Pra mim foi exatamente quando larguei as rodinhas da bicicleta e consegui andar sozinho. As rodinhas me davam segurança, eu sabia que estava seguro com elas, sabia que nada de mal ia me acontecer. Eu estava confortável. Só a ideia de andar sem elas me trazia medo. Mas quando vi que era possível sim, perfeitamente normal andar sem rodinha, e que ainda era mais prazeroso pois era eu que estava no comando, eu não senti vazio algum, eu me senti muito mais completo.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        Eu quis apenas ironizar a perspectiva teísta…

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

    Eu sinto um pouco de desconforto com essa descrição – por mais que seja correta – de um método de controle social que causou tanto sofrimento e atraso. É como falar do passo a passo da construção de uma máquina de tortura sem refletir sobre se devíamos ou não construí-la.

    Todo texto sobre Religião deveria vir com uma tarja preta. Assim como não dá pra falar descontraidamente: “Então pessoal, pra instaurar uma ditadura totalitarista, o primeiro passo é…”

    E o texto acabou desviando daquele método religioso que é o mais pernicioso, porém fundamental: pretender que as orientações morais avancem sobre o Estado, deixando seus símbolos, regras e pressupostos absurdos influenciarem o que deveria ser uma atividade racional para elaboração de normas aplicáveis para todos, crentes e não crentes.

    Quanto à reflexão no final, a Democracia no Estado de Direito contempla alguns mecanismos que, se não impedem a manipulação, pelo menos impedem que os manipuladores tomem de assalto a sociedade. Afinal, no âmbito das liberdades, existe até a liberdade de delegar seu pensamento crítico para a religião.

    Saudável, para mim, é simplesmente garantir esse espaço, que é a essência e a utilidade do Estado Laico. Infelizmente muita gente vai perder dinheiro e tempo, mas é melhor do que estabelecer algum demiurgo pra sociedade.

    • Frederico Mattos

      “método de controle social que causou tanto sofrimento e atraso”

      Tiago, falamos de religião, mas poderia ser o salão de cabelereiro do bairro, o construto social é o mesmo. 

      O que mobiliza a religião como a empresa canibalista é a mesma necessidade de impor e dominar que nós dois fazemos se tivermos um cachorro por perto. O mesmo acontece com o bullying nas escolas ou a tiração de sarro no trabalho.

      Da maneira que você fala soa como se fosse algo do qual eu e você não nos alimentássemos. Também usamos instrumentos de submissão e torturas e nossos relacionamentos pessoais e amorosos, entende?

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Claro que entendo. Entendo e lamento profundamente. Daí o meu desconforto em ver uma descrição descontraída de como fazer isso.

      • Frederico Mattos

        Descontraída? Onde viu isso? 

        O tom pode ter começado mais leve, mas a intenção foi ser informativo, para que toda a pessoa que esteja cega numa religião (partido político, empresa, família, seita, bingo) saiba que aquilo tem muito mais de humano do que divino. Seria como deixar de falar de suicídio sob o pretexto que pessoas poderiam se matar. Quanto mais informação melhor, agora gente malandra usando esse “guia” para criar algo existirá com ou sem guia.

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Sem a discussão sobre se deveríamos ou não ter deuses, é descontraído sim, oras.

        A “contração” estaria justamente em discutir: precisamos disso? É o que chamei de “discussão técnica”. Com a técnica a gente aprende a construir o forno. Mas é com a ética que decidimos se assamos pizzas ou pessoas.

        E, dependendo da forma, não podemos falar de suicídio não ;)

      • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

        Tiago, mas não entendo essa tua tristeza imensa sobre as religiões em geral. Claro que tem muita história sobre as guerras, roubos, extorsões, etc. Mas tenho a impressão de que você vê a religião como a máquina do mal e talvez uma das engrenagens se salve. A minha visão sobre religião é o contrário: é uma máquina boa, e só algumas engrenagens que estão fodendo tudo.

        Tem pessoas que só são capazes de se mover pela religião. Que só não se matam, não se afundam em drogas e vivem pela religião.

        O que você acha?

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        E porque não pode haver um informativo que não necessariamente seja aliado a uma noção motal/ética?

        Do jeito que você diz, faz parecer que para você uma coisa só é válida se tiver um “bom propósito”, e que toda informação que saia deste grupo é inútil. Para você pode até ser, mas para outros não. E é “bom” você respeitar este espaço.

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Movido

      • Cleberson Pertile

        Marcelo Rodrigues (não consigo responder diretamente à você), de forma alguma isso é uma comprovação científica de que o mundo seria pior sem religião. É apenas uma constatação de que existiram poucas civilizações sem esse tipo de domínio religioso.
        A religião sempre existiu pois é a forma mais fácil de domínio e manipulação, mesmo que “inocente”, sobre um povo. O ser humano tem mais medo do desconhecido do que de qualquer coisa, e desde os primórdios da humanidade, quando os primeiros seres humanos quiseram ter controle e perceberam que era fácil criar deuses de lacunas e controlar as pessoas, as religiões existiram.
        Além do mais, não existe como atrelar uma coisa à outra, nem cientificamente. Eu adoraria que fosse possível, até pela minha “raiva” da forma que a religião manipula as pessoas hoje em dia, mas o secularismo da ciência, levando em conta a VERDADE, não permite traçar uma ligação entre “bom = com religião” e “ruim = sem religião”, ou ao contrário. Veja os exemplos:
        Países do Oriente Médio, extremamente Teocratas, têm qualidade de vida horrível. Países europeus, com pouca influência de religião (e em algumas pesquisas informais, chegando a 30% de pessoas que consideram religião “desnecessária”), alto IDH, etc.
        Porém veja a China: um regime “comunista”, totalitário, ridículo que se declara anti-teísta, abolindo qualquer culto de qualquer religião, qualquer deus, qualquer coisa.
        Apesar de muitas coisas ruins serem OBVIAMENTE obra do Islamismo, no Oriente Médio, não dá pra dizer que ele é a causa primária, da mesma forma que não se pode dizer que a Holanda é um país desenvolvido porque religião lá não é levada muito à sério, da mesma forma que a China não é ruim por causa do antiteísmo do governo, da mesma forma que Stalin era ateu e Hitler era católico (ambos não foram à guerra POR CAUSA de suas crenças ou não crenças). Existem N fatores que decidem isso, sendo que a religião (ou falta dela) não é garantia de que um povo será “bom” ou “mal”. 

    • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

      “Quanto à reflexão no final, a Democracia no Estado de Direito contempla alguns mecanismos que, se não impedem a manipulação, pelo menos impedem que os manipuladores tomem de assalto a sociedade”
      Você fala aqui de quais manipuladores? O religiosos? Se sim o que me diz de todos os outros setores da sociedade, como politicos, empresários, ongs e por ai vai.

  • http://www.twitter.com/lucinda_mateus Lucinda Mateus

    Fred e Rodolfo, que delícia de texto viu,  apesar de me considerar uma “espiritólica”, pra quem não sabe, é a pessoa confusa (eu) que frequenta ambas as religiões, sé é que o espiritismo é mesmo uma religião…(isso não vem ao caso), eu percebo que tudo que vocês comentaram no texto é a mais pura verdade, várias novas “religiões” são criadas todo dia com base nesse sistema, inclusive vocês podem ter, involuntariamente ou voluntariamente, terem criado a fórmula que tantos outros vão utilizar. Pra mim, não me importo se a pessoa acredita em Deus ou não, tem ou não religião, mas o que me parece a maioria dessas novas “igrejas”, são nada mais que uma enganação, que pessoas normalmente simples, ou que se encontram na quela situação de última esperança recorrem, eu acredito sim que, o princípio constitucional do livre exercício do culto religioso é talvez abrangente demais, pois abre o espaço, tanto para bem intencionados, quanto para, aqueles que só querem se enriquecer com a fé e a crença alheia…Acho que nem falei tanto do texto, mas o que escrevi acima foi o reflexo do que escreveram. beijo

  • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

    Não podemos nos esquecer dos rituais e do louvor, tão importantes em criar na gente uma atmosfera euforia e catarse. O louvor é importante, pois cria a sensação de que algo está sendo realmente feito e que nossas vidas estao sendo finalmente transformadas pela divindade. Quando, na verdade, estamos apenas cantando versos desafinados para nós mesmos.Além disso, o louvor é a forma mais eficiente de capitalização espiritual: enquanto louvamos, acumulamos pontos de milhagens kármicas com a(s) divindade(s), para podermos gastar depois, em momentos que a preguiça nos impede de fazer o que deve ser feito na hora em que é preciso – afinal, errar é humano e ninguém é de ferro. Assim, podemos ignorar completamente injustiça, violencia e perversidade no cotidiano, afinal, já temos um crédito gordinho. =)

    • Frederico Mattos

      Colocaria isso no item 5 – métodos de controle.

      “para podermos gastar depois, em momentos que a preguiça nos impede de fazer o que deve ser feito na hora em que é preciso – afinal, errar é humano e ninguém é de ferro. Assim, podemos ignorar completamente injustiça, violencia e perversidade no cotidiano, afinal, já temos um crédito gordinho”

      Gostei da reflexão, Rafa!

    • http://shotsarge.blogspot.com Marcio Sarge

      Infelizmente seu texto demonstra preconceito.

      Entendo, que alguns possam entender que louvar seja o que for, possa ser inócuo, normal até, mas achar que seus praticantes o faz como uma moeda de troca, ou melhor, uma forma de compensar o injustiça que irei cometer, em troca de perdão é ignorar a busca dessas pessoas, é ignorar que possa haver sinceridade nessas buscas e ainda atribuir a qualquer Deus um desvio de caráter digno dos seres humanos, é como se dissesse ” Eu deixo o pau quebrar ai em baixo, não ligo, claro se cantarem pra mim”

      • http://estadodearte.wordpress.com/ Rafa

        Olha, eu acredito que o louvor pode até não ser de má-fé, mas é um grande equívoco, pois na melhor das hipóteses é um esforço inóquo, e na pior delas incita o religioso a buscar soluções para os seus problemas… fora dos seus problemas!

        É exatamente o mesmo raciocínio que leva um sujeito a procurar um pastor/pajé/xamã ao invés de procurar um médico.

        Quanto à sinceridade, eu simplesmente não acredito nela, já que a motivação por trás do culto é sempre algum tipo de ganho: a vida eterna, ressureição da carne, etc.

        Note que não estamos falando de ganhos espirituais no sentido de fazer o religioso se tornar um ser humano melhor no menor espaço de tempo possível. Ao contrário: o que o sujeito quer viver pra sempre numa vida sem sofrimento, alcançar o paraíso onde 72 virgens o esperam, trazer a pessoa amada em tres dias, etc.

        Nunca é melhorar enquanto ser humano

  • Frederico Mattos

    A palavra idiota não reflete muito o que deixamos no texto, penso em aflito, desorientado e essencialmente humano. Todos queremos nos sentir em casa e a religião faz isso por muitos.

    • Marcos Augusto Nunes

       Desculpe, mas considero que ser essencialmente humano é ser idiota, e não há como escapar disso.

      Ademais, não gosto dessa condescendência de superior sobre o pobre crente desorientado… como se a orientação do ateu o colocasse em um patamar superior, ou de fato o confortasse em sua idiotia sob as luzes de suas parcas razões.

      • Frederico Mattos

        Não acho que nem o ateísmo e nem o teísmo seja uma vida garantida de lucidez. Existem cegos em qualquer posição. O questionamento que fizemos no texto é da passividade com que nos entregamos à esses mecanismos primários de recompensa-punição, culpa-vitória. Entende?

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Bem que eu suspeitava que o capitalismo era uma religião! Bingo!

    Eike Bless You!

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Apoiado na reforma protestante (A ética protestante e o espírito do Capitalismo).

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

        Sim. Weber!

        E esse texto é uma inspiração pra mim que pesno que “Deus” é uma variável. Até hoje todo mundo insiste em prová-lo ou negá-lo como uma coisa fixa e imutável.
        Por isso qualquer coisa pode ser Deus. Agora se considerarmos que Ele também muda (como tudo em algum momento), seria mais fácil encontrá-lo talvez.
        E se ele não existe, a maior mudança de todas seria passar a existir ;)

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

      O anti-petismo paulista é outra religião!

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Se religião for a rejeição irracional de coisas que nos fazem bem, então é mesmo ;)

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

        Não sei se petismo faz bem. Mas é que tento compreender desde algum tempo porque existe essa treva sobre o petismo em São Paulo. Aparentemente existe uma ligação entre o PT e o comunismo, e essa fúria anti-comunista ficou bem explícita do post sobre o Mr. DOPS.
        O outro ponto que eu levantaria seria a boa gestão do governo Covas, que rende frutos políticos até hoje para o seu partido. 

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

        Só pra deixar claro que se Eike fosse Deus eu seria um pecador e adorador do Diabo.

      • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

        Ufa, achei que só eu não gostasse desse cara…

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Eike Batista resume muito do que existe de errado no capitalismo brasileiro.

        Fanfarrão, só vende projeto, nunca coisa realizada e se não fosse a ajuda do papai na ditadura não teria tido as informações tão valiosas pra começar.

  • http://www.facebook.com/rodrigosantiago Rodrigo Santiago Juacaba

    Concordo com o texto, mas acho que é forçar a barra dizer que não há nem uma crítica sutil às religiões aí. Mesmo que essa crítica aconteça porque revela de forma racional sua essência a maneira como pessoas são levadas e dominadas por elas…
    Quem comentou que o texto critica religiões simplesmente foi relacionando pontos do texto com aspectos das religiões que são passíveis de crítica. No entanto, também tenho a impressão que o autor fez o mesmo enquanto escrevia.

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Engraçado que há quem veja crítica às religiões no texto enquanto eu vejo uma sutil defesa.

      Pontos de vista são uma merda ;)

      • Frederico Mattos

        Tive o cuidado de dizer que é um mecanismo inerente ao trato psicossocial que está em agrupamentos e lideranças. A religião só foi um pretexto para falar disso tudo.

        A minha crítica sutil vai sim na direção da atitude de passividade, ataco a postura e não a religião. Porque se todas as religiões desaparecerem da Terra ainda sim os mesmos mecanismos estarão presentes no tal Estado laico…

        Ataco o mecanismo, sacaram?

  • http://twitter.com/mimeticbrain Jaédson Alves

    Escreva um artigo sobre todos os benefícios da crença religiosa, publique e nos indique. Nos conscientize do bem que a religião pode nos trazer, que eu posso te conscientizar sobre os males e as falhas dela.

  • Michel Colombo

    FINALMENTE uma discussão respeitosa onde “crentes” e “não crentes” falam sobre religião e nada mais. Não se confundem com suas emoções infantis ensinadas pelos pais.

    Não me entendam errado, o texto é muito bom e extremamente bem colocado, mas minha opinião é que achei excelente por que não foi escrito por um Ateu. Explico:

    Definitivamente não tenho nada contra Ateus, não me entendam errado (minha namorada e muitos amigos o são), fiz essa colocação justamente porque é muito dificil um crente (no sentido de crer em algo divino, no caso espirita) discutir com tanto pé no chão que religiões são um fenômeno estritamente humano e inconscientemente criado para satisfazer o seu próprio vazio. Onde ter ou não ter religião não te faz mais, menos ou um nulo do que desrespeito a sua crença.

    Como um camarada disse aí em cima:” Deus não tem nada a ver com religião,  graças a Deus” Sensacional.

    Frederico, parabéns cara! Religião se discute SIM! 
    Desde que tenhamos respeito em ambos os lados. Pois só assim um dia não teremos que nos dividir em dois grupos.

    abraço

    • Frederico Mattos

      Quando tratamos de ser humano não consigo pensar num time do “a favor” versus o time “do contra”. O time do contra vai ser contra ele mesmo…

  • http://www.queropensar.com.br/ Cleyton Bruno

    Ah, esse texto me deixa muito feliz. Já que é assim que o mecanismo funciona, já que entendemos isso, podemos usar ele para construir coisa boas, que realmente tragam benefícios, correto?

    Vejo a cabana como um exemplo destes.

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Respondo por aqui Cleyton, já que esse sistema do Disquis tem as suas limitações. Aliás, acho que o papo podia rolar lá na Cabana também.

      O problema maior não são as guerras religiosas e todos os crimes que já se cometeram por inspiração religiosa.

      E olha que se eu pego alguns dos acontecimentos mais tristes da história e digo que o problema maior não está nesses exemplos, é porque a coisa me prece muito séria.

      Pessoas podem se reunir (re-ligare, raiz etimológica) por qualquer coisa e fazerem besteira por qualquer coisa, por quaisquer métodos, legítimos ou não. O problema todo está no ponto “5. Use métodos de controle dessa comunidade que regulem a integridade física, psicológica ou moral dos seus participantes e os diferencie do inimigo comum.”

      E ele é instrinsecamente ruim e indefensável.

      Se as religiões não tivessem pretensão regulatória/normativa, mas se baseassem apenas em sugestões, de aceitabilidade graduada, de acordo com a fé/aceitação das premissas envolvidas, eu não teria problema algum com as religiões. E não teria que ver o advogado da CNBB falando besteira no STF argumentando contra a união homossexual ou contra o aborto dos fetos anencefálicos.

      Pense em todas as questões políticas relvantes do final do século passado e do início desse e verá que a religião ou atrapalhou a efetivação de direitos humanos ou estava argumentando contra a ampliação deles.

      Então, pra concluir, pouco me importa a experiência religiosa de cada um. Eu (até que encontre alguma pretensão normativa no budismo) sigo certas práticas religiosas numa boa, você bem sabe. O problema é a atuação política da religião organizada (desdobramento do ponto 5) e que, desde a Idade Média, não resulta em coisa boa para ninguém.

    • Frederico Mattos

      A cabana segue a mesma estrutura mas incentiva a democracia, o livre pensamento e ideia de que estamos todos no mesmo barco. Nesse caso o deus da cabana é a ideia de que estamos todos fodidos mesmo. É um deus que está nas possibilidade que criamos a partir das merdas.

  • Rodybloise

    Excelente texto Fred. Consegui vincular perfeitamente esse “passo-a-passo” com outras realidades além da religião, conforme você mesmo citou no final.

    • Frederico Mattos

      A ideia é essa! ;)

  • Rodrigo Cambiaghi

    O PapodeHomem preenche 5 dos 7 requisitos pra ser uma religião.
    1. Escolha uma ideia poderosa – quase megalomaníaca.
    - Formar homens melhores.
    3. Coloque uma meta altamente utópica.
    - Ser protagonista da própria história.
    4. Crie uma comunidade em torno dessa ideia.
    -papodehomem.com.br
    5. Use métodos de controle dessa comunidade
    -Encontros da Cabana, barra de comentários, práticas da Cabana, etc.
    7. Mostre-se como alguém que anteviu ou superou as barreiras que os demais terão que superar.
    -A maioria dos textos aqui são relatos de pessoas que conseguiram / conseguem fazer algo bem e estão compartilhando com os outros.

    Almost there.

    • Rodrigo Cambiaghi

      Feminismo também é quase uma religião.

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Não, não é não.

        A religião organizada, principalmente quando atua pelos pontos 2, 4 e 5, pretende regular a sociedade a partir de premissas não racionais (fundadas na nal “fé”), até quando os membros da sociedade não compartilham da fé.

        O movimento feminista tem caráter de afirmação, baseia-se em premissas racionais (dignidade da pessoa humana e igualdade) não para regular toda a sociedade, mas para fazer cessar um tipo específico de comportamento danoso.

      • Rodrigo Cambiaghi

        Faz sentido com a sua explicação Tiago.
        ;)

      • Frederico Mattos

        A economia é baseada em fé, Tiago. Você acredita que aquele número que aparece na tela do computador é seu, mas se um monte de gente passar a desacreditar na solidez da economia do seu país aquile monte de zero perde valor.

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Frederico Mattos 0 minutos atrás em resposta a Tiago Xavier
        A economia é baseada em fé, Tiago. Você acredita que aquele número que aparece na tela do computador é seu, mas se um monte de gente passar a desacreditar na solidez da economia do seu país aquile monte de zero perde valor.__Depende, Fred. Muito da economia depende de consenso dos participantes e por vezes é difícil avaliar o valor real dos bens no mercado. Mas algum valor existe em alguma coisa em algum lugar. Por isso que quando o monte de zeros vira nada, as pessoas compram ouro, petróleo e títulos da dívida pública.Além disso, mesmo operando com margens para a elevação irreal do valor de certos bens, a economia se sujeita a regras objetivas formuladas pelo Estado. O que não acontece com a religião.

      • Juan Carlos

        “O movimento feminista tem caráter de afirmação, baseia-se em premissas racionais (dignidade da pessoa humana e igualdade)”…. Para a gazela o leão sempre será o vilão…

    • Frederico Mattos

      Sim, o PdH tem traços de fé e você é um dos arautos… kkkk ;)

      • Rodrigo Cambiaghi

        Arauto não, eu to mais pra inquisição que cobra dízimo dos anunciantes. 

        E não se exclua dessa cabaneiro e autor!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Amém, painho.

      Que jeová e os sete grandes deuses protejam nossa colheita.
      Maktub.

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Texto incrível e deliciosamente impessoal (e a cereja do bolo é o Rodolfo ser espírita e em momento algum usar o texto para defender sua posição, muito bom).

    Essa capacidade de “ver além de suas próprias aspirações” tem se tornado muito rara, senão tiver sido sempre desta forma, digo.

    Vi em muitos dos comentários gente tomando as dores, encarado a coisa como um ataque ou questionando os benefícios da informação. Oras, é uma informação que não está aí para defender nem deuses, nem filosofias, nem bem e nem mal. É apenas informação, estudo de caso, como preferir.

    Isso me faz ver que falta muito na maioria das pessoas essa coisa de conseguir contemplar conceitos e situações sem por seu próprio ego na jogada. É a única coisa triste que consigo ver nisso tudo.

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Respondo aqui, pq lá atrás ia ficar confuso.

      A noção ética é inescapável Sandro, é indissociável da discussão.

      Se eu descrever aqui “como construir uma câmara de gás”, não posso sair com a desculpa de que estou querendo ser informativo. Se eu descrevo uma estrutura em um espaço público, com didatismo, em algum nível eu aceito essa estrutura, acho-a normal, passível e possível de ser reproduzida.

      E fico triste com isso.

      • Frederico Mattos

        Aqui se discute quais são os mecanismos religiosos de maneira informativa e não pedagógica, do tipo faça em 10 lições. Se falo dos mecanismos que pairam numa mente psicopata não estou incitando à prática de crimes, insisto nisso.

        Parece que o leitor hipotético que você criou e que está lendo aqui tem planos mirabolantes de criar uma nova religião de exploração baseado e finalmente encontrou nesse texto o “faça você mesmo!”. Seria meio pretensioso não?

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        Não vejo a pretensão porque quem tá pretendendo explorar a fé alheia tem consultoria especializada nos seminários católicos e nas franquias neopetencostais, não precisa tanto do texto.

        O problema – e é uma questão pessoal, de como eu exerço meu ateísmo, nada contra o texto -, é explicar o que é sem refletir se deveria ser. Ou ainda, se as religiões “serão”, de qual das características informadas parte a nocividade.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

        Religiões são criadas a cada esquina antes deste ótimo texto ser escrito, então é meio absurdo o ponto criticado pelo Tiago. Sem contar que elas tbm tem um lado positivo.

      • Frederico Mattos


        É um modelo generalizado que se difundiu e que funciona porque é baseado nos sentimentos de culpa, medo, mérito e sacrifício. Enquanto nós vivermos baseados neste paradigma, será difícil alcançar uma visão alternativa de funcionamento social. Democracia legítima e co-construção de ideias que façam avançar de verdade são coisas trabalhosas. Não tenho uma ideia do que seria algo realmente saudável, mas posso dizer que qualquer sujeito com um pouco de disposição pode causar mais prejuízo do que benefício ao arrastar pessoas vulneráveis num caminho de alienação e pouco entendimento da vida. ”

        Acho que deixei claro que isso pode arrastar pessoas vulneráveis num caminho de alienação e pouco entendimento. Não disse que faz isso necessariamente, mas que pode fazer. Isso aponta um olhar crítico, não?

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

        “Acho que deixei claro que isso pode arrastar pessoas vulneráveis num caminho de alienação e pouco entendimento. Não disse que faz isso necessariamente, mas que pode fazer. Isso aponta um olhar crítico, não?”
        Verdade. Eu que, chato como sou, seria mais incisivo, por isso nem reparei tanto nesse aspecto.

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Inescapável e indissociável? Engraçado, pelo que vi, o texto fez exatamente isso e dissociou uma coisa da outra.

        É tão difícil para você aceitar que as vezes o propósito de uma informação é simplesmente informar? Você pode não gostar, pode achar reprovável, mas não pode impedir. A única coisa inescapável aqui é essa.

        Entendo que você ache isso errado, irresponsável, reprovável, entre outras coisas, mas não cabe ao seu senso de justiça decidir o que cada um faz com a informação que tem. Suas noções de certo e errado são suas e só suas e ninguém aqui vai se submeter à imposição das mesmas.

  • Frederico Mattos

    Já li muito Freud, mas acho que essa reflexão se deveu a muita busca pessoal que fiz por vários caminhos religiosos e associação com teoria sociológicas e psicológicas várias sobre o funcionamento da mente e do cérebro.

  • Cleiton

    Acho um tanto quanto rasa a forma como as pessoas discutem religiões hoje em dia. Principalmente um tipo que costumo chamar de “ateu de facebook”. Não digo isso com relação ao seu texto. Muitas pessoas não percebem, mas ninguém nunca conseguiu imaginar uma civilização que tenha sido bem sucedida sem uma religião, e toca e qualquer civilização que perde sua religiosidade se torna decadente em vários outros campos incluindo o econômico e moral. Grande exemplo : o atual mundo Ocidental.

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Xavier/100001465290255 Tiago Xavier

      Em que então as religiões são essenciais? Pelo que vejo, as áreas nas quais a religião atua são melhor servidas por uma série de instituições seculares, sem perda de qualidade.

      Não que as religiões tenham perdido seu espaço/papel. Só que não as vejo como as únicas capazes de atuar em um certo campo da experiência humana. Como você vê isso?

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000088922153 Wagner Menke

      Isso depende muito do seu conceito de “sociedade bem sucedida”. Existem nações muito bem sucedidas que mantém uma maioria de indivíduos ateus, como as nações escandinavas.
      O atual “mundo ocidental” é bem religioso (e predominantemente cristão). Afirmar que ele é decadente em razão de sua religiosidade carece de evidências. Aliás, afirmar que ele é decadente sem especificar em que ponto soa meio vazio.

      E só pra terminar, vou dar uma de ateu de facebook: Houve uma época em que todos eram religiosos e a Igreja governava. Esse período foi chamado de “Idade das Trevas”.

      =)

  • http://profiles.google.com/iankovski Hector Iankovski

    Cada vez textos mais idiotas e com conteúdo “miserável”. Acho que o PdH deveria primar por qualidade em detrimento à quantidade. Não é a primeira vez que encontramos besteiras aqui e isso vem ocorrendo com mais frequência. Vamos lá pessoal, vocês já fizeram melhor.

    • http://papodehomem.com.br/author/rodolfoviana/ Rodolfo Viana

      Então nos ajude a fazer um PdH melhor e escreva um texto pra gente, Hector. Pode mandá-lo direto pra mim: rodolfo[at]papodehomem.com.br.

      Abraço.

    • Frederico Mattos

      O que é exatamente idiota e miserável, realmente fiquei curioso. Queremos melhorar.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1066327634 Dani Stark

    Bom, esse texto exemplifica bem porque eu não pratico nenhuma religião. A meu ver (deixando bem claro pq num quero ser apedrejada depois) você não segue um deus, você segue o líder desse grupo religioso. Pode ser o Papa, um Pastor, ou um Rabino. Você segue as regras que eles criaram, dizendo que são enviados de Deus, Alá, Jeová, Buda, o escambau a quatro. 

    Eu não sigo nenhuma religião, apenas acredito numa força maior (atualmente me refiro e ela/ele como Deus Goku) e mantenho meus princípios morais mais básicos: não matar, não roubar, não enganar, etc, etc… Acho que não preciso de uma “religião” enquanto seguir esses principios.

    • Frederico Mattos

      Você pode ser uma pessoa religiosa sem necessariamente atribuir a responsabilidade de sua vida a nada que vá além dos seus passos. Uma relação de co-construção com um ser superior, tipo parceirão.

  • Aldo

    Humm. As religiões perseguem muito os homossexuais, eu acho que isso tem haver com o tópico 2. Será?

    De qualquer forma, achei a discussão muito prolixa e desiste de ler os comentários antes de chegar na metade. Mas, eu fiquei com uma dúvida. E pra quem acredita em astrologia, mapa astral, cósmicos, numerologia, partículas de deus em química, sinergia universal e todas essas coisas do ”espaço”, sincretizado com o espiritismo?. Hã!

    • Frederico Mattos

      Não podemos responder por todas. Cada pessoa terá que analisar por si. Afinal numa mesma religião existem templos diversos e em cada lugar o líder religioso puxa a coisa toda numa certa visão.

      Quanto à sua pergunta, eu não entendi. :)

  • Frederico Mattos

    O ponto central do texto não é sobre religião, por incrível que pareça, e ela não é necessariamente ruim. O impasse está no excesso de passividade que se assume e dá entrega na mão de outras pessoas pelo seu bem-estar.

    • http://profile.yahoo.com/PVBB2RF33WA4CXALE2WWD53MAY Aimée Szőnyi

      Exatamente (foi mais ou menos o que eu quis passar)! Eu sou contra o sistema religioso pelo simples fato dele dividir as pessoas em grupos fechados e, com isso, acabar por gerar conflitos. Mas o que de fato me deixa mais frustrada é esse excesso de passividade que você disse (alienação?) e essa entrega que resulta em adoração a terceiros (algo no estilo ditatorial ”eu cultuo meu líder”). Se parar pra pensar, a religião é ruim, mas porque quem a segue a faz assim. Essa nunca foi sua real intenção; eu acredito que realmente ela foi criada para agregar e ajudar, mas nota-se que, infelizmente, não são esses os atuais objetivos.

      E eu entendi que seu texto tem um viés mais sociológico, mas não dá pra passar por ele sem debater religião!

      Parabéns pela análise!

  • Frederico Mattos

    Hudson

    A falha na base de algumas formas de expressão do pensamento religioso está presente em empresas, agremiações de bairro, ONGs, e nas famílias.

    Culpa, medo, sacrifício e mérito são nesses pontos que o texto esbarra. Desmerecer tudo? De maneira nenhuma, respeito todas as religiões e seus seguidores. De verdade.

  • Leon Parreira Garcia

    “O ponto é que essa fórmula mágica pode ser usada por seitas, religiões,
    partidos políticos, times de futebol, EMPRESAS e, pasmem, sua família.”

    Como demorei a enxergar isso…

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Eu gostei muito do texto, Frederico e Rodolfo, fiquei
    curioso com a “logística” de construir um texto desses a 4 mãos.
    Já vi esses aspectos que vcs apontaram em religiões e em vários lugares
    “não religiosos” como empresas e até relacionamentos.
    Antes de começar a ler os comentários já imaginava as pedradas que vcs
    levariam, principalmente de quem possivelmente dedicou a vida em ‘busca de uma
    salvação” oferecida a um grupo de escolhidos que ela tem a sorte de fazer
    parte.
    Estranho era alguém vir aqui e dizer:
    “- Pow, passei a vida toda na religião errada, ainda bem que li esse texto
    hoje…”

    Senhores, de agora em diante só seguirei o que os mestres Frederico e Rodolfo
    mandarem, pois só existe salvação a quem os segue. ;)

    • Frederico Mattos

      Amém! kkkk

      Curioso como abdicamos fácil de nossa vontade, é sobre isso que fala o texto.

  • netiinho88

    Logo as nossas religiões (secundárias?), serão tal qual a mitologia é pra nós. O problema é que o nosso complexo de achar de que não somos idiotas nem por um segundo e que somos “serezinhos especiaizinhos” não nos deixa analisar e verificar que toda e qualquer religião pode ser encaixada nas premissas do texto.

  • Abobrino

    A única coisa tão chata quanto militância pró-religião é a militância contra a religião. Ninguém se converte quando algum crente entrega aqueles folhetos na rua, nem quando batem à nossa porta. Da mesmo forma ninguém vai deixar de acreditar em uma religião porque o PDH fez um texto questionando isso. Eu acho um saco quando tentam me dizer no que acreditar, e também detesto quando me dizem no que não acreditar. Religião e fé são temas muito complexos, dependem muito do interior de cada um, e sempre achei prudente e respeitoso deixar a fé do indivíduo em paz com ele.

    Abraços.

    • http://papodehomem.com.br/author/rodolfoviana/ Rodolfo Viana

      Nunca foi nossa intenção fazer com que os leitores deixassem suas religiões de lado. Eu seria demagogo se tivesse tal intenção, pois tenho a minha religião e, acredite, sou extremamente fiel a ela. A intenção do texto é mostrar como funciona a estrutura das religiões (e repare: religião é diferente de fé – a primeira é um sistema com muitas engrenagens; a segunda, um sentimento, um algo interior, pessoal) e como tal estrutura é similar à de outros espaços: família, relacionamento, empresa…

      Viva em paz com o seu Deus, Abobrino. Mas nem por isso se abstenha de conversar sobre religiões. Você vai ouvir coisas que gosta, outra que não lhe soam congruentes… Mas todo este percurso é enriquecedor — se não para sedimentar ainda mais a sua fé, para entender a fé alheia.

    • MrC

      “Eu acho um saco quando tentam me dizer no que acreditar”  ….acho isso meio irônico, uma vez as bases do que acreditamos são “ditas” por alguém em determinados momentos da infância…  ….se eu disser pro meu filho de 5 anos que Deus é uma moça japonesa…ele vai acreditar nisso até que alguém fale o contrário…   …essas idéias não nascem do interior de ninguém, pura ilusão…      …certas coisas me soam como: “deixe-me em paz com as idéias que eu estou acostumado”

    • Frederico Mattos

      Entendo bem o que quer dizer, também não sou muito chegado em textos que defendam veementemente alguma coisa, seja pró ou contra. Aquele que precisa de defesa ainda está engessado, creio eu. A ideia toda foi trazer à tona algo que muita gente negligencia e afeta suas vidas. Foi só uma forma de dizer como somos fisgados e as vezes abdicamos da liberdade pessoal.

      Fé é uma construção emocional que vai mudando ao longo da vida e como qualquer emoção pode ser comentada. Religião também. Abrir caminhos, essa é minha busca. Imagino que a sua também.

  • http://twitter.com/informanteinter RodrigoSebastian C.

    O importante é questionar, os passos pode dar certo ou não, vai depender de cada um, e o objetivo.

  • http://twitter.com/informanteinter RodrigoSebastian C.

    Mas gostaria de saber, o que ninguém comentou, alguém aqui vai construir uma religião com esses passos?

  • Max

     A religião separa as pessoas. Só Deus é capaz de unir…

  • Lucas Franco

    Esse lance de religião é meio tenso mesmo. O culto religioso em si é o que impede as pessoas de ver a beleza que existe na fé e também é uma verdadeira máquina de produzir ateus, muitos criam asco pelo culto e a reboque, pela religião. Sou ateu, primeiro porque tenho um repúdio pelos cultos religiosos e depois por uma questão filosófica mesmo. parabéns ao PdH por trazer à mesa de discurssão, assuntos tidos como indiscutíveis.

    Sugiro um post sobre a doutrina da Predestinação, de João Calvino. Ela é a doutrina subsidia esses 7 passos (notadamente os passos 1, 3 e 5).

  • Daniel Gervilla

    na minha opinião é q os sábios fizeram as religiões p/ajudar os homens, mas os políticos usaram a religião p/escravizar os outros

  • Pingback: “Seja você mesmo” é história pra criança | PapodeHomem

  • J

    Hmmm, mas se você é espírita, então deve achar que o espiritismo tem algo de especial que o diferencia dessa fórmula alienante, certo?

  • Pingback: Quem é seu autor preferido no PapodeHomem? | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/alineaxavier Aline Xavier

    Texto muito interessante e esclarecedor. Parabéns, Fred!

  • Paulo Luiz Mendonça.

    Pensamentos
    de 2013.

    Nossa
    vida no dia a dia é relativamente fácil. O que a torna mais difícil é quando
    exteriorizamos covardemente nossa fraqueza.

    Todo
    ser humano encontra dificuldades na vida, mas nem todos sucumbem diante de
    qualquer contratempo.

    Quem
    não acredita em proteção divina, aprende a se defender sozinho, com isso se
    torna mais eficaz no aprimoramento da sua auto proteção.

    Quem
    acredita em grandes benefícios oferecidos pelas religiões, para depois da
    morte, na verdade já está morrendo desde o dia que começou a acreditar.

    Se
    estiver doente, procure um médico. Se estiver com problemas de consciência,
    procure a cura ai mesmo no seu interior.

    Religião
    não cura doença de ninguém. Somente traz esperanças falsas e fantasiosas que
    ajudam as pessoas a se auto enganar.

    Se
    algum dia um teocrata me mostrar á localização exata do céu e do inferno, a
    partir deste dia passarei a ser o mais fervoroso dos religiosos.

    O nosso
    exacerbado individualismo prejudica sobremaneira a coletividade como um todo, e
    quem sofre as piores conseqüências são os mais fracos.

    O
    raciocínio lógico abre nossa mente. A falta dele, nos leva fatalmente a sermos
    enganados por falsos ensinamentos, os quais são apresentados a nós com muita
    clareza.

    Após
    ter lido os nove pensamentos acima e os mesmos não terem acrescentado nada ao
    seu currículo por serem sobejamente conhecidos, então os envie a seus contatos,
    pois para eles talvez venha trazer um pouco de luz.

    Paulo
    Luiz Mendonça.

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 5356 artigos
  • 653983 comentários
  • leitores online