Continuando aquelas estórias incríveis que acontecem em bares, como aquela do PT Cruiser, essa aconteceu em um bar do Itaim Bibi, em São Paulo.
Três casais em uma mesa, conversando e bebendo alegremente.
Só tinha um detalhe: uma das mulheres era objeto de cobiça de todos os homens do bar, talvez até de algumas mulheres também. Era daquelas que você não pode deixar de olhar quando vê na rua, mesmo sob pena de dormir no sofá à noite. E se vestia de forma a valorizar suas formas, quase dizendo: me olhem.
Gosta?
Eu tinha a sorte de estar sentado próximo da mesa dela, e vi o desconforto que reinava nos dois. Sim, porque a cada ida dela ao banheiro (e mulher quando bebe vai ao banheiro pacas) era uma festa no bar, dezenas de pescoços se virando, muitos pares de olhos admirando o belo andar da moça.
Apesar do desconforto, eles foram ficando e bebendo mais e mais. O leitor pode pensar que uma tragédia se anunciava, pois cada vez mais a atitude dos “admiradores” da bela irritava o seu namorado. Mas, para a sorte de todos, ele resistiu firme. Até o momento de ir embora.
Penso que ele deve ter pensado: “vou sacanear esse povo todo que esta olhando para minha mulher”, pois levantou com cara de bravo, protegendo a mulher e se encaminhou para a porta, entregando ao valet o tiquete do carro.
E o bar todo saboreando com os olhos a bela paisagem que se via do lado de fora (o bar era aberto, estilo Rio de Janeiro). Até que ele resolveu agir.
Tirou a mão da cintura dela e colocou-a, estrategicamente, na parte mais olhada pelo bar. Mas não pensem vocês que foi aquela mãozinha de farmacêutico aplicando injeção. Foi mão mesmo. Com “M” maiúsculo. E, melhor ainda, foi correspondido, pois logo logo a mão dela fez o mesmo nele.
Não é colocar a mãozinha. É pegar mesmo.
Um silêncio constrangedor caiu sobre o bar. Até se ouvia a música ao vivo. O recado estava dado: “Pode olhar, mas quem vai comer fazer amor com ela hoje sou eu. ”
Tem muito plaiboyzinho por aí que podia aprender com esse cara. Muita briga em bar seria evitada.
Amplexos.
Quer ler mais casos do Marcelo Rosa? Vai no Pistache com Casca, o blog dele.
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