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em às | Aventura
Se você está na pilha para aprender um idioma diferente, se segure. Por falar várias línguas diferentes, espero dar dicas bem eficientes.
Antes de mais nada, vamos à motivação.

Imagine o senhor trombando com essas três na rua... e sem saber falar UCRANIANO!
Pronto. Agora que a parte da motivação está resolvida, vou explicar o foco do texto antes de partir para a parte prática.
Quem leu meu texto do navio das suecas loiras e a introdução à cultura da hospitalidade já percebeu que a minha especialidade é viajar e curtir aventuras junto com as gatas européias. Assim, de agora em diante os meus textos ficam na seção Aventura e Viagens.
Por isso, não esperem muita seriedade pedagógica ou filológica neste espaço. Não é meu objetivo transformar ninguém num poliglota fluente em uma semana, mas sim fornecer os caminhos para aprender o básico para se virar e fazer amizades com facilidade. Afinal de contas, todo nativo aprecia demais quando percebe que o viajante está fazendo uma forcinha pra falar a língua local.
Vou começar com algo realista. Se o seu inglês não é fluente, é melhor esquecer os planos de aprender estoniano, sueco ou húngaro.
A não ser que você seja uma rara exceção, vale muito mais a pena primeiro saber falar inglês… e depois ir atrás dos outros idiomas de bônus .
Grande parte da população jovem usa o inglês, sem contar os benefícios para sua carreira. Eu poderia dar milhões de motivos para aprender inglês, mas o principal para os propósitos deste texto é o seguinte: a maior parte dos bons materiais para aprender idiomas está em inglês. Continue lendo pra saber quais são esses recursos.
Ah, se houver interesse, num artigo futuro eu passo algumas idéias de como aperfeiçoar o inglês. Mas o texto de hoje é sobre idiomas mais exóticos geralmente falados onde a quantidade de mulher gostosa é absurdamente alta.
Se você não fala inglês, dá pra se virar na Espanha e Itália com menos stress, além, obviamente, de Portugal. Mas veja como seu campo de atuação na Europa fica limitado…
Pra quem gosta de desafios, agora chegamos aos finalmente..
No aprendizado de idioma, ter o material adequado faz toda a diferença. Ninguém é premiado só pelo esforço, e a tal facilidade com idiomas tem uma insignificante vantagem quando comparada a ter o material correto em mãos.
Mas como saber se o material é adequado?
Se você é um viajante que quer por exemplo aprender um básico de servo-croata para aquela trip pegando dez dias de baladas em Belgrado e Zagreb, curtindo Dubrovnik e as ilhas Hvar e Pag (que alguns têm chamado de ¨a nova Ibiza¨), então um ¨manual completo da gramática servo-croata¨ vai ser de pouca utilidade. Na verdade, ele só vai atrapalhar e servir de peso morto na mochila.
Para o nosso propósito, é importante saber falar o básico, perguntando onde fica a estação de trem, quando custa a cerveja e como paquerar as lindas.
Então, evite qualquer coleção de manuais que tenha inúmeros módulos. Tem que ser algo compacto, de bolso.
Eu gosto dos phrasebooks da Lonely Planet por serem pé no chão e incluírem uma seção específica para fazer um social, que vai desde as apresentações formais… até o que dizer na hora do sexo! Perfeito.

Phrasebooks da Lonely Planet: desde "Hello, my name is Victor" até "I won't do it without protection". Genial, mas tem que saber inglês.
Atenção: eu NÃO recomendo os guias da Lonely Planet que condensam diferentes idiomas em um único livreto. Esse é o caso do Baltic, Central Europe e Eastern Europe. O motivo é que grande parte da seção de frases em contexto social, incluindo romance e sexo, foi removida – péssima decisão!
Outra série que tem uma seção razoável para socializar com locais é o livro de frases da Berlitz. Mas a Lonely Planet ainda é o melhor no que diz respeito a ensinar frases para iniciar e manter conversa com as meninas.
Pra quem tem tempo e disciplina, o melhor material é aquele assunto pelo qual você é apaixonado. Por exemplo, se você é um viciado em carros, como o Rodrigo Almeida, procure um site sobre carros no idioma desejado.
Para isso, entre nas Ferramentas de idiomas do Google, e configure o campo “Pesquisar páginas escritas em”. São mais de quarenta línguas disponíveis!
Uma vez encontrada uma página de conteúdo realmente interessante, você pode usar a mesma ferramenta de idiomas do Google como um dicionário online. Divirta-se nesse processo, que tem como principal objetivo gerar familiaridade com a língua. Afinal, se a sua paixão é arqueologia e mumificação, o vocabulário eventualmente adquirido será de pouca serventia na hora da arte do xaveco.
Essa regra parece boba, mas a grande paixão pelos assuntos representados através do idioma escolhido faz aprender com facilidade!
Esse passo é simples e importante. Existem palavras que simplesmente não podem ser ignoradas. Os phrasebooks indicados têm um dicionário de palavras essenciais ao final.
Leia, do começo ao fim. Releia. E quando, pela enésima vez, começar a lembrar qual é a tradução, risque a palavra com um traço fino com lapiseira. O objetivo é riscar o maior número de palavras possíveis através de repetição.
Pois é. Essa fase é bem chatinha, mas facilita pro que vem no resultado da regra número cinco e vai valer a pena.
Um método que tem uma popularidade cada vez maior é o Pimsleur. Consiste em uma série de áudios com a frase original em inglês e seu equivalente em mais de quarenta idiomas diferentes.

Pimsleur: basta colocar no iPod
A pronúncia é clara. É fácil de repetir. Com essa memorização, o produto parece milagroso – e de fato é um dos melhores sistemas de aprendizado para viagens.
Na minha experiência, o Pimsleur foi muito bom para italiano, francês, alemão e espanhol. Show de bola. Mas teve pouquíssimo efeito para aprender tcheco, russo, polonês, mandarim, lituano, dinamarquês, sueco ou hebraico.
Conheço gente que teve dificuldade semelhante, e outros que efetivamente aprenderam o básico de sobrevivência com o Pimsleur. Então não é uma falha do método, mas provavelmente do uso que eu fiz do método quando o experimentei.
Mas uma coisa é certa: se você estuda materiais visuais de texto como os phrasebooks, combinando com construção de vocabulário essencial, o Pimsleur garante a terceira ponta do tripé, com a pronúncia adequada. Afinal de contas, as pessoas têm que entender o que você está tentando falar!
Não se empolgue demais em criar uma pronúncia perfeita. A pronúncia tosca tem uma vantagem na hora de pegar mulher e isso é explicado na última e quinta regra.
Essa é a regra matadora. Vou contar uma história real.
Quando cheguei na Alemanha, alguns anos atrás, me matriculei numa escolinha de idiomas. Entrei no Básico II, já que o Pimsleur e outros materiais me facilitaram de estudar por conta própria.
E no fim do dia a moçada toda se reunia pra tomar uma cerveja e comer uma bisteca de porco com nhoque de batata (Schweinebraten mit Knudeln), o arroz-com-feijão da Bavária.
O curioso é que SEMPRE era eu que parava os alemães locais na rua para perguntar o endereço dos restaurantes legais. E todos os meus colegas estavam muitos módulos acima do meu, alguns inclusive no Avançado.
Até hoje eu escrevo errado e não entendo as declinações do alemão. Mas eu me viro em qualquer lugar e converso com mulher sem problema algum, pois não tenho vergonha de cometer erros.
Ao contrário de mim, os outros alunos ficavam demasiadamente preocupados em usar a declinação correta, ou se tal palavra era masculina, feminina ou neutra. Isso gerava ansiedade e eles preferiam pedir para eu ser o porta voz do grupo.
Durante a prática, alerto para uma exceção à regra número quatro. Quando a sua frase sai quase perfeita, inclusive com sotaque bem pronunciado, o que acontece é que a mulherada acredita que a sua fluência é maior do que a real!!! E isso é um tiro no pé
Sabe, ao parar uma menina no meio do shopping com um phrasebook na mão e pronunciando a frase toda errada, acontece um efeito bacana. Fica implícito que você é um estrangeiro bacana se esforçando para se comunicar no idioma local.
Por outro lado, se você sai falando com uma confiança e pronúncia melhor, as pessoas assumem que você já mora na região faz tempo, ou que estudou por muitos anos. E portanto não rola o benefício de ser gringo. Pior: fica com jeitão de imigrante que até hoje não aprendeu a falar direito!
Pois é, esse é o paradoxo do idioma estrangeiro. Quando você fala um pouco, é bonitinho. Quando fica intermediário/avançado, parece que os erros cometidos são menos perdoáveis.
Algumas vezes eu forço até um pouco mais um sotaque de brasileiro no começo de uma conversa ou inverto as palavras. Experimente dar “boa noite” durante o dia, mas com uma cara séria e o resultado é interessante.
Não vai dar pra atender a todos os pedidos do post anterior, mas só como exemplo seguem três frases fáceis que você pode imprimir e carregar durante a viagem.
A beleza dessas três frases é que praticamente qualquer menina vai parar para atender o seu primeiro pedido, de tirar a foto SUA, sozinho. É algo bastante normal, certo?
Se você tiver uma vibe bacana, quando falar para ela tirar a foto junto com você, o sucesso é quase garantido, a não ser que ela esteja com muita pressa.
Se ela tirar a foto junto, é sinal verde para o que vem na terceira frase, quando você fica um pouco mais direto e faz o elogio. Se ela sorrir, mexer no cabelo e ficar toda dengosa, continue usando linguagem de sinais, seu dicionário e toda improvisação possível. Garanto que é a melhor maneira de aprendizado.
E pra quem se interessar em aprender mais frases em diversos idiomas, abri um tópico no Fórum PdH dando continuidade a este texto. Quem quiser sugerir uma frase, só ir lá e postar. Quem sabe não criamos um phrasebook saco-roxo?
É o embaixador europeu da PapodeHomem e está sempre de malas prontas para ir onde tem mulher bonita. É autor do "From Victor With Love - Diário".
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