<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Sexo e Relacionamentos</title> <atom:link href="http://papodehomem.com.br/category/principal/sexo-e-relacionamentos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://papodehomem.com.br</link> <description>Conteúdo e diversão para homens. Todo dia.</description> <lastBuildDate>Wed, 17 Mar 2010 15:43:34 +0000</lastBuildDate> <generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Separação: por que são sempre elas que tomam a iniciativa?</title><link>http://papodehomem.com.br/separacao-por-que-sao-sempre-elas-que-tomam-a-iniciativa/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/separacao-por-que-sao-sempre-elas-que-tomam-a-iniciativa/#comments</comments> <pubDate>Wed, 17 Mar 2010 15:08:24 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=12054</guid> <description><![CDATA[É claro que não é sempre, mas pesquisas mostram que cerca de 70% dos divórcios são iniciados pelas mulheres, tendência confirmada nos términos em geral por minha memória e por muitos amigos e amigas. Gostaria de fazer uma pesquisa informal com vocês – nada de formulário e gráfico, apenas comentários livres. A primeira pergunta não é [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>É claro que não é sempre, mas <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u103294.shtml" target="_blank">pesquisas mostram</a> que cerca de <strong>70% dos divórcios são iniciados pelas mulheres</strong>, tendência confirmada nos términos em geral por minha memória e por muitos amigos e amigas.</p><p>Gostaria de fazer uma pesquisa informal com vocês – nada de formulário e gráfico, apenas comentários livres. A primeira pergunta não é bem a do título: &#8220;Em seu histórico de relacionamentos, quem mais tomou a iniciativa da separação?&#8221;. E a segunda contextualizo abaixo.</p><p><span id="more-12054"></span></p><h3>Por que muitas relações acabam, sendo que ambos não querem terminar?</h3><p>Dei uma <a href="http://nao2nao1.com.br/entrevista-sobre-divorcio-separacao-apatia-abandono-e-outros-arredores-do-fim/" target="_blank">entrevista para o UOL sobre separação</a> e percebi que é um tema recorrente nos relatos da Cabana PdH. Então pensei em explorar um pouco isso, contando com a ajuda de vocês.</p><p>O meu foco aqui não são os términos benéficos, em que realmente um (ou ambos) deseja acabar, por liberdade, por saber que aquilo é melhor. O que me interessa são as relações que terminam por uma impossibilidade de realizar o que ambos desejam: continuar.</p><p>É curioso comparar o começo com o fim. Quando um casal se forma, quando aparece aquela aura em ambos (no dia em que se conhecem ou após anos de amizade), é como se duas boias se enroscassem num oceano imenso, dois papéis numa ventania. Não é improvável que eles permaneçam juntos no meio de tantos ventos e ondas, tantas influências e forças caóticas? Para visualizar isso, <strong>imagine dois sacos plásticos nessa cena</strong> de <em>American Beauty</em>:</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xu8_8TJC9E8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/xu8_8TJC9E8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=xu8_8TJC9E8" target="_blank">Link YouTube</a> | Se depender das forças externas, é quase impossível construir uma relação duradoura</em></p><p>No entanto, muitos casais conseguem fazer o impossível por algum tempo, provavelmente porque <strong>a força que eles geram internamente</strong> é maior que os estímulos externos. Eles voam ou surfam juntos de acordo com uma certa autonomia, um direcionamento interno. O problema é que dentro de nós há outro mar, outra ventania. E talvez seja esse o motivo de muitos fins&#8230;</p><p>Se a relação passa a ser conduzida por <strong>venenos e monstros</strong> (como insegurança, ciúme, medo, ansiedade, raiva), chega um ponto em que o casal não tem mais força para tomar uma direção conjunta e então eles cedem a impulsos, forças e direcionamentos alheios. Os monstros ganham.</p><h3>Uma história que se repete&#8230;</h3><p>Se ignorarmos os detalhes e os motivos específicos alegados, muitos términos seguem um mesmo roteiro:</p><p><strong>1. </strong>Ela se sente mal (<strong>&#8220;sozinha&#8221; é o principal adjetivo</strong>), não fala nada, tenta algumas coisas, deixa a insatisfação crescer sem o cara saber – ainda que ela reclame, ele nunca entende a gravidade – e decide terminar.</p><p><strong>2. </strong>Ela termina listando motivos que ela só enxerga por causa da insatisfação, <strong>motivos que não são a causa da insatisfação verdadeira</strong>, mas que confundem o cara, tiram o foco, distraem da causa principal: o fato de ela não estar se sentindo penetrada, cuidada e amada. E não só isso: esses motivos são flechas que destroem o cara, acabam com sua potência de seguir e virar o jogo, mudar o rumo da história.</p><p><strong>3.</strong> Ao ver o cara acabado (e às vezes reativo), ela comprova: &#8220;Ele não me ama, ele aceitou o término em vez de vir com tudo pra cima e dizer que me ama&#8221;. Mesmo que o cara diga &#8220;Eu te amo&#8221; repetidas vezes, há um medo por trás, então elas sentem a fraqueza daquilo e invalidam a tentativa. ;-)</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-12153" title="indo-embora" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/indo-embora.jpg" alt="" width="550" height="416" /><br /> <em>Sabe quando está tudo acabado, mas ela ainda se troca pela última vez na sua frente antes de ir embora? Cruel&#8230;</em></p><p><strong>4. </strong>Ele, por sua vez, <strong>acredita que ela não quer mais </strong>mesmo, pra valer, sendo que isso é mentira, claro. Ele pergunta: &#8220;Você tem certeza? Pensou bem?&#8221;. E ela: &#8220;Sim, acabou&#8221;. Ao acreditar nisso, ele baixa a cabeça e age de um modo a criar cada vez mais complicação em vez de agir como namorado ou marido, apontar o monstro e dizer &#8220;Eu te amo, admita logo que tudo isso é medo e vamos pra cama&#8221;.</p><p><strong>5. </strong>Quanto mais ela comprova o fim, se distancia e sonha com um homem que viesse com tudo e a pegasse no colo, calando sua boca em vários níveis, mais ele fica fraco e incapaz de ser esse homem (principalmente quando esse cara existe e o marido descobre). Não é por acaso que é tão fácil conquistar mulheres nessa fase, após o fim ou mesmo durante um relacionamento enfraquecido na qual ela está insatisfeita. Basta ser esse homem. E digo o mesmo para o (ex)marido: <strong>basta ser esse homem.</strong></p><p>A gente não tem noção de quantos relacionamentos acabam sendo que os dois querem continuar!</p><p>Durante uma separação dessas, o homem deveria pegá-la com tudo a qualquer momento. E é isso o que muitas mulheres secretamente desejam enquanto estão acabando a relação e listando os motivos do fim. Parece a coisa mais absurda, mas é verdade.</p><p>Se quem dita o término são aflições mentais (ciúme, raiva, insatisfação, carência, orgulho, medo, preguiça), cabe a nós não deixar isso acontecer, não baixar a cabeça para esses <strong>monstros que tentam definir nosso futuro</strong>. Mas é  preciso ter o mínimo de estabilidade pra isso, senão a energia do  momento é maior do que nossas forças. Daí a importância de um <a href="http://papodehomem.com.br/cabana-pdh-grupo-virtuoso-de-homens/" target="_blank"> treinamento contínuo</a> que nos prepara pra quando o bicho pega.</p><h3>Pesquisa entre homens e mulheres do PdH</h3><p><strong>1.</strong> Em seu histórico de relacionamentos,<strong> quem mais tomou a iniciativa da separação?</strong></p><p><strong>2. </strong>Lembrando de relações passadas e acompanhando histórias de casais próximos, você diria que há muitos casos de términos que aconteceram por pura falta de habilidade em lidar com os problemas, sendo que <strong>ambos queriam continuar?</strong></p><p>É isso. A gente continua o papo nos comentários.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/separacao-por-que-sao-sempre-elas-que-tomam-a-iniciativa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>62</slash:comments> </item> <item><title>A mulher e seus desconhecedores</title><link>http://papodehomem.com.br/a-mulher-e-seus-desconhecedores/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/a-mulher-e-seus-desconhecedores/#comments</comments> <pubDate>Mon, 08 Mar 2010 17:35:35 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[As Últimas]]></category> <category><![CDATA[Mundo e Sociedade]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=12002</guid> <description><![CDATA[8 de março, Dia Internacional da Mulher. Sobre o que falar? O que fazer?Muitas reclamam quando damos um beijo especial (&#8220;Todo dia é nosso dia!&#8221;), algumas dispensam o cumprimento exigindo tratamento em pé de igualdade (&#8220;Quem comemora o dia internacional do homem?&#8221;) e outras preferem valorizar o dia e receber o presente: se existiu e [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>8 de março, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Mulher" target="_blank">Dia Internacional da Mulher</a>. Sobre o que falar? <strong>O que fazer?</strong></p><p><span id="more-12002"></span></p><p>Muitas reclamam quando damos um beijo especial (&#8220;Todo dia é nosso dia!&#8221;), algumas dispensam o cumprimento exigindo tratamento em pé de igualdade (&#8220;Quem comemora o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_do_Homem" target="_blank">dia internacional do homem</a>?&#8221;) e outras preferem valorizar o dia e <strong>receber o presente</strong>: se existiu e ainda permanece um forte movimento de desvalorização e subjugação da mulher, então ótimo, vamos escolher um dia para nos lembrar dos problemas e celebrar os avanços do espírito feminino.</p><p>Neste post curto, vou falar de Chico Buarque, de machismo e de cornflake girls. Por fim, abro os comentários para que as mulheres possam listar músicas e trechos de letras (do Chico ou não) com os quais elas se identificam e que teriam muito a ensinar aos homens.</p><h3>A humildade de Chico Buarque</h3><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/m5EZu5EBqH0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/m5EZu5EBqH0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=m5EZu5EBqH0" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p><blockquote><p>&#8220;É sempre um grande mistério a alma feminina. Eu tenho uma grande curiosidade com relação à mulher, como ela pensa, como ela age. Eu sou um espectador, um <em>vouyer</em>, um vedor de mulher. Gosto de ver como elas se movem, como elas raciocinam, como elas reagem diante das coisas. <strong>É sempre uma surpresa pra mim.</strong> Não acaba. Conversa não resolve nada, você fala, fala, fala, mas há coisas que permanecem numa zona de mistério.</p><p>Eu me considero um grande <strong>desconhecedor</strong> da alma feminina. Ao contrário do que se fala, virou um lugar-comum por causa das canções e tal&#8230; Mas eu sou um sujeito muito curioso exatamente por desconhecer, por querer saber, querer entender e não entender nunca.&#8221; –<strong>Chico Buarque</strong></p></blockquote><p>Humilde, não? Se o Chico Buarque se considera um grande desconhecedor, nós do PapodeHomem tiramos o &#8220;grande&#8221; e ficamos ainda mais abaixo, como meros desconhecedores da alma feminina.</p><h3>Quando o homem não ajuda</h3><p>Todo homem que rejeita esse papel contemplativo – que não aceita essa posição desconfortável de não saber bem como agir diante de uma mulher – termina por enquadrá-la e oprimi-la para poder ganhar segurança. É o homem conhecedor de mulher.</p><p><strong>É ele que chama a Geisy ou a Tessália de &#8220;puta&#8221;</strong>. É o cara que deseja casar com uma garota de família, virgem, mas que é uma puta na cama. É quem, por medo, acaba subjugando a potência de sua mulher, reprimindo a liberdade do desejo feminino. Para poder navegar de acordo com o planejamento, com controle, ele transforma rio em represa, oceano em lago.</p><p>Curiosamente, um homem que sabe o que fazer com uma mulher é justamente aquele que age a partir de sua incerteza, de seu desconforto. Ele avança sobre um terreno desconhecido, tem coragem, arrisca, entra na onda, cai na correnteza, aposta e muitas vezes <strong>recebe mais do que pede</strong>. Ele amplifica a liberdade de sua mulher, ainda que isso possa jogar contra ele no futuro.</p><p>O homem não ajuda o desenvolvimento feminino quando não abre espaço para que as mulheres o surpreendam. Quando não enxerga possibilidades para além das posições sociais pré-estabelecidas que às vezes elas mesmas incorporam e encenam no piloto automático.</p><h3>Quando a mulher corta a própria pele</h3><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cQ5VlOl6tj4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/cQ5VlOl6tj4&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cornflake_Girl" target="_blank">Link YouTube</a> | &#8220;Cornflake Girl&#8221;  &#8211; Tori Amos (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=6-iLCwoJKac&amp;feature=related" target="_blank">essa versão aqui é mais foda</a>)<br /> </em></p><p>Muitas mulheres não ajudam também. Abrem as pernas para olhos muito menos penetrantes que os do Chico,<strong> julgam suas amigas com uma mente masculina</strong> (do pior tipo), aceitam quando o marido diz &#8220;Vou ganhar mais, você pode parar de trabalhar (sim, isso ainda existe!), vinculam sua felicidade exclusivamente ao relacionamento, ao amor, ao casamento, aos filhos.</p><p>Elas violentam a si mesmas, cortam suas cabeças e clitóris, perdem potência de vida, restringem suas possibilidades de ação. Machistas, ajudam a produzir o veneno que as destrói. São <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cornflake_Girl" target="_blank">&#8220;cornflake girls&#8221;</a>.</p><h3>Aprendendo com Chico e com vocês</h3><p>Eu já disse que conhecer uma mulher é <a href="http://nao2nao1.com.br/para-entender-as-mulheres/" target="_blank">desconhecê-la</a> e já afirmei a <a href="http://nao2nao1.com.br/da-poetica-feminina-dedicado-a-blogueiras-mulheres-e-ela/" target="_blank">superioridade da poética feminina</a>. Já fingi entender para conquistar, já fiz voto de nunca entender <a href="http://nao2nao1.com.br/closer-o-jogo-dos-7-erros-para-homens/" target="_blank">quando perdi</a>. Hoje prefiro me deliciar, contemplar, me surpreender, sorrir e às vezes me perder. <strong>Errar.</strong></p><p>Se é pra perguntar, descarto &#8220;O que você está sentindo?&#8221; e vou de &#8220;Quer dançar?&#8221;.</p><p>Em vez de falar, é só ouvir. Elas falam. E olhar: elas se movem e sorriem e choram. E às vezes mandam músicas do Chico, como a belíssima <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LOwQLarDhvI&amp;feature=related" target="_blank"><strong>&#8220;Futuros amantes&#8221;</strong></a>, que recebi por email (&#8220;É você cantando pra mim&#8221;), e &#8220;Ela faz cinema&#8221;, seu perfeito retrato, que ela me pede para carregar, decorar, cantar, sempre lembrar. Pois é, elas todas fazem cinema, mesmo quando não são atrizes de profissão.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cGxtihukKiI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/cGxtihukKiI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=cGxtihukKiI" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p><p><strong>Convido as mulheres </strong>a continuarem essa lista. Não só de letras e músicas. Valem <strong>desejos, pedidos</strong>, sussurros, gritos, reclamações. Poesia ou prosa, com suavidade ou violência. Vale tudo. Vale ensinar os homens. Ou bater.</p><p>E a gente fica aqui ouvindo, no papel de desconhecedores, nessa posição um pouco desconfortável, <strong>sem saber bem o que fazer</strong> no Dia Internacional das Mulheres. Não falar nada, dar um beijo, um presente, apelar pro Chico, escrever um post?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/a-mulher-e-seus-desconhecedores/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>100</slash:comments> </item> <item><title>O estatuto implícito da gafiera &#8211; 11 lições</title><link>http://papodehomem.com.br/o-estatuto-implicito-da-gafiera-11-licoes/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/o-estatuto-implicito-da-gafiera-11-licoes/#comments</comments> <pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:44:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Carol Pin Up</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11717</guid> <description><![CDATA[1. (Verdadeiros) amantes da dança de salão frequentam o baile com um objetivo primordial: experienciar uma boa dança. 2. Tratam-se por dama e cavalheiro. Cavalheirismo é mister neste contexto. O cavalheiro deve convidar a dama para dançar estendendo-lhe a mão. Esta deve aceitar a dança segurando-a e dirigindo-se até o local escolhido no salão.3. Aceita-se a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. (Verdadeiros) amantes da dança de salão</strong> frequentam o baile com um objetivo primordial: experienciar uma boa dança.</p><p><strong>2. </strong>Tratam-se por dama e cavalheiro. Cavalheirismo é mister neste contexto. O cavalheiro deve convidar a dama para dançar estendendo-lhe a mão. Esta deve aceitar a dança segurando-a e dirigindo-se até o local escolhido no salão.</p><p><span id="more-11717"></span></p><p><strong>3. </strong>Aceita-se a dança não pela beleza ou porte atlético do cavalheiro, e sim por educação ou por sua habilidade na dança. A dama pode recusar a dança desde que seja simpática e não constranja o cavalheiro.</p><p><strong>4. </strong>A dama deve ser conduzida. Deve se deixar conduzir. Aceitar a mão firme em sua cintura, em sua mão. Não acelerar. Não retardar o passo. O cavalheiro pensa no passo a ser feito e em como conduzi-la para isso. Se entender o que o corpo dele quis dizer, ela o segue. Se a dança é bonita de se ver, fluida, há<strong> entrega da dama e firmeza do cavalheiro.</strong></p><p><strong>5. </strong>Nenhuma palavra é trocada. “Gire para lá” ou “agora eu vou te jogar”. Isso é proibido e desnecessário. A condução é <strong>no corpo</strong>. Entendimento de pernas, passos, mãos, respiração, pele.</p><p><strong>6. </strong>Cavalheiros gostam e precisam de entrega. Mas não gostam de damas que despencam em seus braços, como se não sustentassem sozinhas o peso do próprio corpo. Ninguém gosta de uma dama que precisa ser arrastada. A dança fica estranha, pesada, trabalhosa para o cavalheiro.</p><p><img title="danca" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/danca.jpg" alt="" width="500" height="474" /><br /> <em>&#8220;E aí, querido, que tipo de dança você vai me oferecer?&#8221; | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/grispo/tags/tango/" target="_blank">grispo</a></em></p><p><strong>7.</strong> Uma dança fluida é aquela em que os dois parecem voar e ainda assim sustentar o peso dos próprios corpos. Entrega, proteção e autonomia na medida certa. Condução firme e segura é imprescindível.</p><p><strong>8. </strong>Damas gostam de respeito na dança. Dança é dança. Flerte, chamego, cantada, tudo isso é válido e tem lugar: fora do salão. Mãos nos lugares certos. Regra importante.</p><p><strong>9. Aceitar a condução não é sinônimo de submissão. </strong>Pelo contrário, é ter escuta afinada, escuta de seu corpo e do corpo do outro. Liberdade de ler o outro, brincar de saber ler nas entrelinhas do compasso e obedecer, se divertindo.</p><p><strong>10. </strong>Não adivinhar o passo é uma regra importante. Há milhares de combinações de passos. A dama deve se preparar para ser surpreendida. Não há combinação previsível. Se houvesse, a dança perderia a graça. E ela seria a primeira a bocejar no salão.</p><p><strong>11. </strong>Acabada a primeira música, o cavalheiro deve conduzir a dama novamente pela mão, até onde a convidou para dançar. Ou, caso tenha gostado muito da dança, continuar dançando.</p><p><em><strong>Nota do editor:</strong> Se você leu pensando apenas em dança de salão, leia de novo.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/o-estatuto-implicito-da-gafiera-11-licoes/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>78</slash:comments> </item> <item><title>[PdH Porn] Onde está o dinheiro? Breve história da pornografia digital</title><link>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-onde-esta-o-dinheiro-breve-historia-da-pornografia-digital/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-onde-esta-o-dinheiro-breve-historia-da-pornografia-digital/#comments</comments> <pubDate>Wed, 10 Feb 2010 22:32:28 +0000</pubDate> <dc:creator>Victor Lee</dc:creator> <category><![CDATA[Economia e Negócios]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11563</guid> <description><![CDATA[Um leitor perguntou como ganhar dinheiro dirigindo filmes pornôs hoje. Para responder, o texto anterior da série [PdH Porn] fez uma viagem no tempo para a época anterior à explosão da pornografia digital para entender que as coisas eram muito diferentes duas décadas atrás. Hoje vamos ver quais foram as grandes sacadas de empreendedores do entretenimento [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Um leitor perguntou como ganhar dinheiro dirigindo filmes pornôs hoje. Para responder, o texto anterior da série [PdH Porn] fez uma <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-um-distante-mundo-com-menos-pornografia-20-anos-atras/" target="_blank">viagem no tempo para a época anterior à explosão da pornografia digital</a> para entender que as coisas eram muito diferentes duas décadas atrás.</p><p>Hoje vamos ver quais foram as grandes sacadas de <strong>empreendedores</strong> do entretenimento adulto no mundo digital, e como eles ganharam (muita) grana.</p><p><span id="more-11563"></span></p><p>Como disse um <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-um-distante-mundo-com-menos-pornografia-20-anos-atras/#comment-123417" target="_blank">leitor</a>, &#8220;a internet está aí com tudo de bom que tem na pornografia, mas <strong>ela só forma punheteiros</strong> que se sentem bem acolhidos nas asas da mamãe e protegidos nos muros de casa&#8221;.</p><p>Infelizmente existe muita verdade nesse comentário. Vamos analisar os efeitos psicológicos em um texto futuro dessa série. Mas o outro lado da moeda é que a pornografia hoje forma mais do que meros punheteiros: ela ensina <strong>modelos de negócio</strong> que funcionam.</p><p>A pornografia, aliás, é frequentemente apontada como o motor de propulsão do comércio eletrônico e de <a href="http://www.guardian.co.uk/technology/2002/mar/03/internetnews.observerfocus" target="_blank">novas tecnologias</a>. É o sexo movendo o mundo. Vamos novamente ao túnel do tempo.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11565" title="pornantigo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/pornantigo.jpg" alt="pornantigo" width="271" height="400" /><br /> <em>Estudando a história da pornografia digital para encontrar as oportunidades de hoje</em></p><h3>A era primitiva</h3><p>Na década de 80 os monitores CGA eram de baixa resolução e gama de cores limitada. Apesar de já existir quem usasse o computador para descabelar o palhaço, não era algo popular: as imagens eram de baixa qualidade, difíceis de serem encontradas e compartilhadas.</p><p>Algumas fotos pessimamente digitalizadas eram <strong>gravadas em disquetes</strong> e passavam de mão em mão entre os amigos, o que dava brecha para a transmissão de vírus de computador. No caso dos discos flexíveis, era comum o uso da &#8220;camisinha&#8221;, que consistia em uma fita que se colava ao lado do disquete impedindo gravação de dados indesejados. Parece coisa de <em>Flintstones</em>&#8230; mas levante a mão quem já colocou a camisinha no disquete!</p><p>Na década de 90, todo mundo conectava usando modems e linhas discadas – alguns viciados até contratavam uma segunda linha telefônica para ficar mais tempo conectado e evitar aquela sinfonia da conexão estabelecida.</p><h3>Gostosa Home Page &#8211; RCM</h3><p>No Brasil, o precoce lorde da pornografia digital <a href="http://www.dpnet.com.br/anteriores/1998/03/10/info5_0.html" target="_blank"> Rodrigo Coutinho Marques</a> (conhecido como RCM) comandava o site <em>Gostosa Home Page</em> desde seus 19 anos. <strong>Esse cara foi pioneiro</strong> e merece um <em>case study</em>.</p><p>A <em>Gostosa Home Page </em>foi inicialmente hospedada no domínio <a href="http://www.gostosa.com/" target="_blank">www.gostosa.com</a>, que depois de algumas desavenças e desventuras se mudou para <a href="http://www.gostosa-rcm.com/" target="_blank">www.gostosa-rcm.com</a> . O endereço não importa, mas sim o fato de que esse era o site número um em termos de quantidade e qualidade de material de graça para os internautas. Era uma esbórnia.</p><p>Um dos vários fatores que fez o <em>Gostosa</em> ficar popular foi o consistente e zeloso uso de <em>watermarks</em> sempre indicando &#8220;Gostosa Home Page www.gostosa-rcm.com&#8221;. Assim, não interessava se o sujeito estava recebendo as fotos por email ou via eMule – havia sempre o convite para visitar o site. Essa é uma das milhares de técnicas de aumento de tráfego criadas pela turma da pornografia.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11567" title="gostosahomepage" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/gostosahomepage.jpg" alt="gostosahomepage" width="400" height="258" /><br /> <em>Watermarks: Gostou? Passa lá em casa que tem mais.</em></p><p>Onde está o dinheiro? Em troca do serviço público e com o tráfego gerado, RCM recebia <strong>patrocínio de anunciantes</strong>. Houve altos e baixos, sendo que um dos momentos de complicação foi no <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fol/geral/ult23052000018.htm" target="_blank">caso das montagens das fotos da Sandy nua</a>. As complicações e a popularização do negócio fizeram com que diversos clones concorrentes do Gostosa pipocassem por toda a web.</p><h3>Os Warez</h3><p>Também nessa época, os cafetões digitais lucravam com a pornografia usando a pirataria de software como isca para conseguir tráfego de visitas. Era a época dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Warez" target="_blank">warez</a>. Um website tosco oferecia <strong>download de programas pirateados de graça</strong>, para atrair visitas. O dinheiro vinha de diversos anúncios para vender fotos pornôs e eventualmente algum vídeo curto de baixa resolução, consideradas as limitações de largura de banda.</p><p>Como naquela época ainda havia relativa escassez de putaria grátis na web e baixo controle regulatório, muita gente fez bom dinheiro nessa época vendendo pornografia. Nem era necessário ter modelos ou fotógrafos, bastava um acervo razoável de revistas antigas e um scanner.</p><h3>1995 a 1999: Chega a pornografia em massa</h3><p>Mas pouco a pouco o lucro foi diminuindo: a cada dia, mais material erótico era jogado na rede e as redes <em>peer-to-peer</em> fizeram com que o modelo warez deixasse de ser lucrativo. Depois de baixar os softwares de graça, os visitantes saíam da página warez e procuravam por pornografia também gratuita.</p><p>Além de perder esses clientes, continuava a ser cada vez mais arriscado fazer parte do mundo warez, com as associações de proteção de propriedade intelectual fazendo parcerias com investigação policial e detonando esquemas de pirataria.</p><p>Para se adaptar, os cafetões digitais tiveram que usar seu próprio material como isca: TGPs (<strong><em>thumbnail gallery posts</em></strong>) foram a forma de liberar um pouquinho de putaria pra galera na esperança de vender uma babilônia de pernas abertas, tetas e bundas que estariam guardadas na área para membros.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11568" title="TGP" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/TGP.jpg" alt="TGP" width="500" height="219" /><br /> <em>TGPs: é dando uma fatia de salame que se vende o salsichão inteiro</em></p><p>Como essa estratégia apenas aumentou a quantidade de material grátis disponível, alguns usuários ficavam pipocando entre a área grátis de um site para outro, visto que havia bastante competição. Por isso, a taxa de conversão caiu um pouco, mas o mercado continuava lucrativo, pois cada vez mais a Internet ganhava mais usuários.</p><p>Aliás, não apenas mais gente se conectava usando dial-up mas também com banda larga. A tecnologia melhorava e era democratizada, custos caíam, veio o <strong>Rapidshare</strong> e outros sites de armazenamento de conteúdo, usados para armazenar conteúdo não licenciado (fotos e filmes pornôs piratas).</p><p>Como é praticamente impossível ficar monitorando o que os usuários jogam nos sites de armazenamento, esse é um método excelente para distribuir putaria. Mas, novamente, a pergunta é: <strong>onde está o dinheiro?</strong></p><p>Me parece muito curioso que alguns sujeitos anônimos dediquem seu tempo para fazer o tedioso upload de filmes e fotos nesses sites e comandar grupos dedicados a compartilhamento de putaria.</p><p>Tais grupos, facilmente localizados no Google Groups, têm como principal ferramenta o Rapidshare e serviços semelhantes. Quem já baixou qualquer coisa nesses serviços sabe que o visitante tem duas escolhas: <strong>download premium ou download free</strong>.</p><p>O download free é devagar e tem um certo limite de arquivos diários que podem ser baixados. Se o sujeito está determinado a fazer download de um filme que foi dividido em quatro arquivos diferentes, é necessário muita paciência e tempo livre – muitos acabam optando por pagar um pequeno valor anual para ter acesso à conta premium. E aí o site ganha dinheiro&#8230; hospedando a pornografia pirateada.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11569" title="tanlines" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tanlines.jpg" alt="tanlines" width="400" height="330" /><br /> <em>Usuário de <a href="http://groups.google.com/groups/dir?lnk=nhpsfg&amp;q=porn&amp;qt_s=Search+for+a+group" target="_blank">Google Groups</a> compartilhando arquivos pesados e em múltiplos pedaços. Quem quiser baixar sem ter que aguardar infinitos minutos tem que comprar uma conta premium. Quem é que lucra?</em></p><p>Não bastassem esses canais de compartilhamento de arquivo, vieram os <strong>torrents</strong>. Aí ferrou de vez, já que o resultado de um monte de macho junto na Internet é mais joguinhos e mais putaria compartilhada.</p><p>Para resistir a essa competição juguernáutica, as amostras grátis tinham que ser em quantidades maiores e em melhor qualidade (nada de partes censuradas ou excesso de marcas d&#8217;água  e carimbos brochantes).</p><p>Nessa época, as grandes produtoras que detinham material original e verdadeiros empreendedores com conteúdo próprio apareceram. Danni Ashe, criadora e presidente da <a href="http://danniharddrive.com/" target="_blank">danniharddrive.com</a>, teve suas imagens baixadas <strong>mais de um bilhão de vezes</strong> e entrou para o <em>Guiness Book of Records</em>. No fim das contas vendeu o site para o grupo Penthouse e ficou milionária.</p><p>Ao mesmo tempo que esses novos artistas e empreendedores prosperavam, os amadores que só repassavam fotos roubadas de outros artistas caíram fora, junto com os tradicionais que não entenderam como a Internet funcionava. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Larry_Flynt" target="_blank">Larry Flynt</a>, o fundador da <em>Hustler</em>, disse que sua circulação caiu de 3 milhões para 500 mil, tudo por culpa da Internet.</p><p>O lado bom da coisa era que o mercado potencial aumentava em proporções gigantescas com a inclusão digital. E <strong>os custos continuavam caindo</strong>. A largura de banda ficava mais barata, custos de hospedagem despencaram, equipamento e câmeras ficaram melhores e mais baratos. Até mesmo o talento de modelos, programadores e designers ficou mais barato pois todo mundo queria uma lasquinha do mercado.</p><p>A pergunta que ficava dentro da indústria da pornografia digital era como manter o modelo lucrativo? As assinaturas de sites exclusivos variam entre dez a trinta dólares mensais.</p><p>Com a popularização dos netbooks a baxíssimo custo, banda larga em todos os lugares, streaming rápidos, explosão de &#8220;tubes&#8221; e facilidade de encontrar pornografia apenas digitando &#8220;Silvia Saint&#8221; no <a href="http://images.google.com/images?hl=en&amp;source=hp&amp;q=sylvia%20saint&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;tab=wi" target="_blank">Google</a> ou <a href="http://www.bing.com/images/search?q=silvia+saint&amp;go=&amp;form=QB&amp;filt=custom" target="_blank">Bing</a> , o resultado é que hoje o sexo na Internet é <em>mainstream</em> e grátis.</p><p><strong>Qual é a saída? </strong>Na continuação deste texto veremos como existe a possibilidade de lucrar muito na pornografia usando um conceito de marketing interessantíssimo que pode (e deve) ser aplicado a <strong>qualquer indústria</strong> que pretenda prosperar em tempos de alta competição, sobrecarga de informação e conteúdo grátis a um clique de distância.</p><p>P.S.: Leitura obrigatória para quem está interessado no que vem no próximo post: <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21593238/?franq=261407" target="_blank"><em>Free: Grátis – O Futuro dos Preços</em>,</a> no qual Chris Anderson detalha como os líderes de hoje estão nadando em dinheiro ao oferecer produtos e serviços&#8230; <strong>de graça!</strong></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-onde-esta-o-dinheiro-breve-historia-da-pornografia-digital/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>25</slash:comments> </item> <item><title>Monogamia para quem precisa</title><link>http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa/#comments</comments> <pubDate>Sat, 06 Feb 2010 07:38:28 +0000</pubDate> <dc:creator>Maíra Matos</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11510</guid> <description><![CDATA[Uma resposta ao artigo &#8220;A evolução do cafajeste (3): É da nossa natureza trair?&#8221;, de Atila Iamarino.Antes de tudo quero dizer, como leitora, que fico muito honrada por ter meu texto publicado aqui no PdH. É ótimo saber que vocês prezam a necessidade de buscar diversos pontos de vista, principalmente quando se trata de um [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma resposta ao artigo <a href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-3-e-da-nossa-natureza-trair/" target="_blank">&#8220;A evolução do cafajeste (3): É da nossa natureza trair?&#8221;</a>, de Atila Iamarino.</em></p><p><span id="more-11510"></span></p><p>Antes de tudo quero dizer, como leitora, que fico muito honrada por ter meu texto publicado aqui no PdH. É ótimo saber que vocês prezam a necessidade de buscar <strong>diversos pontos de vista</strong>, principalmente quando se trata de um debate tão enrolado como esse.</p><p>Começo minha resposta lembrando a pergunta do caro Atila: &#8220;O ser humano é monogâmico por natureza?&#8221;.</p><p>Mas, pensando em todo o carnaval que advém dessa e de outras perguntas, coloco outra questão: <strong>&#8220;Será mesmo necessário procurar esta resposta?&#8221;</strong>.</p><p>Minha ideia é tentar mostrar como nos ocupamos tanto em tentar definir – nos encaixar em um padrão moral ou biológico dos relacionamentos amorosos – e esquecemos que ser honesto consigo mesmo é muito mais importante do que atender a uma expectativa externa.</p><h3>Monogamia automática</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-11513" title="felizes-para-sempre" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/felizes-para-sempre.jpg" alt="felizes-para-sempre" width="500" height="320" /><br /> <em>Frase de <a href="http://www.threadless.com/profile/853669" target="_blank">Laura Brightwood</a> para a loja <a href="http://typetees.threadless.com/product/1970/Happily_Ever_After_Is_So_Once_Upon_A_Time" target="_blank">TypeTees</a>.</em></p><p>Observem as seguintes historinhas:</p><blockquote><p>1. Era uma vez um menino que conheceu uma menina. Eles se apaixonaram e resolveram namorar. O amor deles cresceu e resolveram casar. E assim foram felizes para sempre.</p></blockquote><p>Alguma coisa estranha nessa história? Claro que não! Afinal quando as pessoas se amam elas se casam e são monogâmicas para o resto de suas vidas, certo? Bem, pelo menos foi assim que minha mãe, minha professora, a novela das oito e o filme de Hollywood me ensinaram. Se duas pessoas se amam, são independentes e não seguem este roteiro, alguma coisa errada tem. <strong>Essa é a visão da massa esmagadora das pessoas.</strong> Quer ver?</p><blockquote><p>2. Era uma vez uma menina que conheceu um menino, eles se gostaram e se viam periodicamente. Daí a menina conheceu outro menino e também gostou dele, e avisou aos dois da situação. Eles aceitaram e a menina continuou tendo um relacionamento com cada um dos meninos. O amor deles foi crescendo e, depois de algum tempo, os três conversaram e resolveram morar juntos e foram felizes para sempre.</p></blockquote><p>Bem, eu aposto que a maioria das pessoas acha que não existe amor nenhum na segunda historinha e que esse relacionamento nunca “daria certo” (seja lá o que isso signifique), que na verdade a menina é uma <em>bitch</em> indecisa e manipuladora e os meninos são <strong>dois bananas com pouca auto-estima</strong>.</p><p>Sabe por quê? Porque as pessoas acreditam que o amor é um sentimento que só se tem por uma única pessoa num recorte temporal. Mas quem foi o grande cientista que descobriu os padrões do que chamamos de amor? As pessoas esquecem que &#8220;amor&#8221; é só um conceito (extremamente abstrato) e acabam naturalizando o valor que a nossa sociedade lhe atribui (não pretendo mencionar valores religiosos porque são verdades dogmáticas, logo não se dispõem a debate).</p><p>Além disso, mesmo que as pessoas não se declarassem apaixonadas numa relação, o que as impede de terem uma felicidade duradoura, exercerem o respeito mútuo e fazerem o relacionamento “dar certo”?</p><h3>Fidelidade monogâmica: a árdua tarefa</h3><p>Como outras formas de relacionamento diferentes do amor monogâmico não são socialmente aceitas, a maioria das pessoas passa a vida inteira acreditando que uma relação é aquela coisa pré-definida, e entendem que é obrigação natural delas tentar encaixar-se neste padrão. E aí o que acontece? <strong>A infidelidade torna-se um ato extremamente banal</strong> e a monogamia torna-se apenas uma brincadeira de faz de conta, quando na verdade o ato de casar não corresponde sempre ao que as pessoas querem de verdade naquele momento de suas vidas (ou talvez nunca).</p><p><em><img title="casamento" src="../wp-content/uploads/2010/02/casamento.jpg" alt="casamento" width="300" height="313" /><br /> Não é à toa que o casamento virou piada. Toma-se a decisão sem considerar questões mais profundas, dá no que dá.</em></p><p>O casamento é o símbolo máximo no imaginário do amor monogâmico. Como qualquer decisão que envolva comprometimento, deve ser uma consequência de nossa necessidade e estilo de vida; exige uma análise psicológica de si mesmo sobre seu presente e seu futuro. É um erro encarar um casamento, ou qualquer relacionamento, esperando que ele dê “um jeito” na sua vida, como se fosse uma entidade milagrosa, como Jesus Cristo ou Iemanjá. Se alguém se casa e trai constantemente seu parceiro, inclusive desde antes do matrimônio, é impossível que esta pessoa tenha escolhido o casamento como uma resposta às suas necessidades.</p><p>Quando um modelo de relacionamento é a única opção aceita como normal, <strong>perde-se a noção de responsabilidade sobre as próprias escolhas</strong> (afinal não haveria outra escolha normal), sobre si mesmo e sobre seu parceiro. A traição é encarada, então, como parte do processo ou visto como ato de uma pessoa canalha, não por mentir, mas por querer outros relacionamentos.</p><p>Tiro estas conclusões porque passei por experiências que me fizeram pensar sobre isso e conversei com pessoas sobre esse assunto, obtendo sempre a mesma resposta (consciente ou inconsciente, verbalmente ou através de seus atos): o único caminho é o amor monogâmico, então a traição é uma forma de aliviar a pressão. Lembro-me de uma conversa mais ou menos assim:</p><blockquote><p>– <strong>Porque você trai sua namorada se você a ama tanto?</strong><br /> – Eu amo minha namorada, quero viver ao lado dela, mas não consigo controlar a vontade de sair com outras mulheres. Eu preciso disso.<br /> – Ué, tudo bem, você não é uma aberração por sentir isso. Mas então escolha uma namorada que aceite isso.<br /> – Ah, não é fácil assim&#8230;</p></blockquote><p>É claro que não é fácil assim! Passamos a vida toda aprendendo os costumes e valores de uma cultura e engessamos nosso cérebro para aquela realidade, sem perceber que ela é apenas um molde. Não preparamos nossa cabecinha e nosso coração para <strong>outras perspectivas e modos de ser</strong>. Assim os critérios que definem quem é ou não interessante para nos relacionarmos são definidos por estereótipos estéticos e aspectos superficiais, não pela postura que se tem frente a um relacionamento, afinal só existe uma postura possível, né?!</p><h3>A supervalorização do amor</h3><p>As pessoas alegam que não se pode controlar o amor. Ok, admito que não é fácil escolher quem iremos amar, mas é possível. Você amaria um(a) neonazista? Ou um pedófilo? Acho que não. Afinal, que filosofia de vida você segue? Quais são seus princípios?</p><p>Estas questões nos levam a outro problema de naturalizar o amor monogâmico clássico: <a href="http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia/" target="_blank"><strong>deixar um sentimento nebuloso controlar escolhas importantes</strong></a>.</p><p>O amor é entendido por muitos como algo sem explicação (quem nunca ouviu falar do amor à primeira vista?), no qual a princesa não precisa conhecer o príncipe, suas ideias e crenças; basta sentir as <strong>borboletas na barriga</strong> ao olhar para ele e pronto, ela saberá que está amando.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11514" title="borboletas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/borboletas.jpg" alt="borboletas" width="400" height="324" /><br /> <em>Fundar uma relação em sentimentos etéreos é um resquício do pensamento mágico, como se seguíssemos conselhos de um inseto.</em></p><p>Eu digo “Bullshit!”. Se o amor é considerado um sentimento tão importante para a humanidade, ele não pode ser construído sobre nada. E essa construção precisa de um tempo, de avaliação, de compatibilidade de valores e necessidades. Quando priorizamos nossos princípios ao invés dos estereótipos sobre sentimentos, aprendemos a ter responsabilidade sobre nossos atos e dar a eles um sentido. Escolhemos pessoas que se encaixam melhor com aquilo que queremos naquele momento. O resultado certamente será mais construtivo.</p><p>Não estou falando de perder o romantismo, pelo contrário. Estou falando de <a href="http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia-parte-3/" target="_blank">cultivar o romantismo e os sentimentos de uma forma muito mais real</a>. É tão gostoso quando percebemos que construímos, aos poucos, uma relação profunda, compartilhada de verdade, que nos dá muito mais felicidade do que qualquer outra paixonite que já vivemos, porque dessa vez faz sentido para nós e se encaixa na nossa vida, <strong>independente se é um relacionamento a três, uma relação homossexual ou a monogamia tradicional</strong>.</p><p>Não existe a necessidade de distribuir as mulheres entre os homens como se elas fossem bens a serem distribuídos numa sociedade comunista (e machista), assim como a sociedade também não precisa das nossas escolhas amorosas e sexuais para seguir em frente de forma “civilizada”, <a href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-3-e-da-nossa-natureza-trair/" target="_blank">como dá a entender a argumentação final do Atila</a>.</p><p>Temos que apagar esse ranço da história que diz que uma suposta moralidade do sexo e do amor tem algo a ver com o caráter ou a competência de alguém. O que existe é a necessidade de sermos honestos conosco e com as pessoas que cativamos (pergunte ao <em>Pequeno Príncipe</em>), de nos educarmos para a diversidade de formas que os relacionamentos podem tomar, com ou sem amor, mas que seja sempre consciente, construído e que nos faça<strong> donos das nossas decisões</strong>, dos nossos erros e acertos.</p><p><em>*Se quiser ser um dos autores do PapodeHomem, envie apresentação e artigos para contato@papodehomem.com.br. Não garantimos a publicação, é claro.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>108</slash:comments> </item> <item><title>[PdH Porn] Comentários sobre o debate &#8220;Is Internet for Porn?&#8221; (Campus Party 2010)</title><link>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-especial-campus-party-2010/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-especial-campus-party-2010/#comments</comments> <pubDate>Tue, 02 Feb 2010 16:05:33 +0000</pubDate> <dc:creator>Victor Lee</dc:creator> <category><![CDATA[Mundo e Sociedade]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11451</guid> <description><![CDATA[Aconteceu em São Paulo a Campus Party, considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede no mundo, realizado desde 1997, com apoio da Telefonica e do governo brasileiro em níveis municipal, estadual e federal. Na sexta passada, Gustavo Gitti moderou as discussões do painel &#8220;Is Internet for Porn?&#8221;. Na mesa, estavam [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu em São Paulo a <a href="http://www.campus-party.com.br/O_evento.html" target="_blank">Campus Party</a>, considerado o maior evento de inovação tecnológica, Internet e entretenimento eletrônico em rede no mundo, realizado desde 1997, com apoio da Telefonica e do governo brasileiro em níveis municipal, estadual e federal.</p><p>Na sexta passada, <a href="http://twitter.com/gustavogitti" target="_blank">Gustavo Gitti</a> moderou as discussões do painel <strong>&#8220;Is Internet for Porn?&#8221;</strong>. Na mesa, estavam Fausto <a href="http://twitter.com/botecosujo">@botecosujo</a>, <a href="http://twitter.com/alefelix" target="_blank">@AleFelix</a>, <a href="http://twitter.com/castrezana">@Castrezana</a> e <a href="http://twitter.com/Lini">@Lini</a>.</p><p><span id="more-11451"></span></p><h3>Participantes do papo &#8220;Is Internet for Porn?&#8221;</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-11456" title="cparty" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cparty.jpg" alt="cparty" width="600" height="376" /><br /> <em>Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/senomoto_br/4316945664/sizes/l/" target="_blank">senomoto</a></em></p><p><strong>Fausto Salvadori</strong> se descreve como um &#8220;jornalista maldoso, marrom e violento&#8221;. Escreve no excelente <em><a href="http://www.botecosujo.com/" target="_blank">Boteco Sujo</a></em> sobre pornografia, prostituição e o mundo underground.</p><p><strong>Gustavo Gitti</strong> é nosso &#8220;mestre zen&#8221; que dispensa maiores comentários.</p><p><strong>Alê Félix</strong> é a autora do antigo <em>Amarula com Sucrilhos</em>, da Editora Gênese, &#8220;obcecada por boas histórias e todo tipo de liberdade&#8221;, como se descreve no Twitter. Está para lançar o <a href="http://twitter.com/naonaopara" target="_blank">@naonaopara</a>, site dedicado à discussão de sexo e pornografia de uma perspectiva feminina. Dois nomes já estão confirmados para a equipe: Bruna Surfistina e Syang.</p><p><strong>Rodolfo Castrezana</strong> todo mundo conhece: é o criador do <a href="http://oblog.virgula.uol.com.br/omedi/" target="_blank">OMEdI</a> <a href="http://oblog.virgula.uol.com.br/omedi/" target="_blank"></a>e do <a href="http://omedicast.net/" target="_blank">OmediCast</a>.</p><p><strong>Aline</strong> se descreve como &#8220;uma pessoa que só pensa em sexo&#8221;. Essa conhece tudo da putaria na Internet, desde o RedTube padrão atual até as profundezas da sala de bate papo UOL e ICQ.</p><h3>Para quem é produzido o pornô?</h3><p>A discussão começou bem, com as moças reclamando da qualidade dos filmes pornôs. Foi dito que um dos problemas da indústria pornográfica é que ela é <strong>maciçamente criada por homens, para homens</strong>, e portanto não leva em consideração as preferências do público feminino. Concordo em parte.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11461" title="chichi" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/chichi.jpg" alt="chichi" width="300" height="241" /><br /> <em>Não finja que não conhece, você provavelmente já viu algum filme dela</em></p><p>Empresas grandes como a Vivid Entertainment possuem em sua equipe produtores como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chi_Chi_LaRue" target="_blank">Chi Chi LaRue</a>, que é uma <strong>drag queen!</strong> Exatamente, um homossexual que cuida de detalhes como o estilo do salto alto combinando com a maquiagem e a minissaia da menina. Chi Chi é apenas um exemplo, mas as produtoras grandes sabem que existem nichos de mercado onde um casal quer ter a experiência de assistir a um filme que deve agradar a ambos parceiros. Outro exemplo é o de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Suze_Randall" target="_blank">Suze Randall</a>, que é uma das fotógrafas de maior sucesso na indústria.</p><p>No mundo prático, porém, esses reforços nos times de produção ainda não parecem equilibrar a qualidade do pornô para as consumidoras. Para gente como a @alefelix, a experiência de ir a uma locadora pegar filmes pornográficos é péssima.</p><p>Em primeiro lugar, hoje em dia houve uma <strong>reestruturação no modelo geral de locadoras</strong>, que raramente disponibilizam títulos em DVD pornô junto aos filmes de Hollywood. Um dos motivos, que não foi mencionado na Campus Party, é justamente a disponibilidade de filmes online, afetando a demanda desse mercado e a necessidade de adaptação dos modelos de negócio de locadoras (algo que será em breve tema da série <em>PdH Porn</em>).</p><p>Mas não bastasse isso, frequentemente os funcionários de locadoras não estão preparados para dar recomendações às clientes que desejam algo voltado ao público feminino. Assim, a mulher acaba tendo que escolher pela capa e sorte. A @alefelix diz que achou péssimo tudo o que ela encontrou, assim como o que está disponível em RedTube.</p><p>Houve um consenso geral de que as mulheres querem algo que tenha mais sedução,<strong> um contexto antes da foda</strong>, um pouco de fantasia. A impressão que ficou no painel é que o homem é mais direto, quer colocar o pau pra fora e sair metendo. E quanto menos a mulher falar, melhor.</p><p>Na plateia, o sentimento foi o mesmo. As moças participantes reclamaram dizendo que tem que procurar pelo menos dez vídeos dentro do RedTube para achar um que as excitasse. O silêncio dos homens representados deu a entender que nós, machos, batemos punheta para qualquer vídeo que aparece na rede, enquanto as meninas é que têm uma exigência maior. Como é que é?</p><h3>Questão de achar o que se procura</h3><p><img title="partybabes" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/partybabes.jpg" alt="partybabes" width="500" height="275" /><br /> <em>Party Babes (2007): trilha sonora excelente, dá até para deixar o filme rolando durante uma home party</em></p><p>Não sei qual é a impressão geral dos leitores da Papo de Homem. Mas eu digo que no meu caso, eu devo vasculhar uns 200 filmes para encontrar um que valha a pena. Uma moça com sotaque gaúcho se lamuriava em não encontrar roteiros inusitados, tais como os criativos <em>hentais</em>.</p><p>Desculpem, meninas, esse comentário não é pessoal, mas <strong>vocês não estão fazendo o dever de casa como consumidoras. </strong></p><p>Principalmente dentro do grupo de entusiastas da pornografia, existem vários elementos que são analisados para ver se o filme excita ou não. Vejam por exemplo as discussões do fórum <a href="http://forum.adultdvdtalk.com/forum/" target="_blank">Adult DVD Talk</a>, que tem mais de <strong>dezoito mil membros ativos</strong>. A Private também possui uma <a href="http://www.privatecommunity.com/" target="_blank">comunidade</a> dedicada ao debate de seus filmes, atrizes e diretores.</p><p>Esses punheteiros profissionais discutem cada mínimo detalhe da carreira profissional das atrizes e inclusive diretores. Quando um DVD não sai com a qualidade esperada, o povo <strong> mete o pau</strong>.</p><p>Como a competição é grande, existem diferentes filmes, com abordagens distintas. E a cada espectador cumpre fazer a busca para encontrar o que agrada e excita mais. No meu caso, o que eu mais aprecio é a beleza estética feminina. Sou do grupo que gosta de filmes em alta resolução, <strong>iluminação perfeita</strong>, boa fotografia, ângulos, edição e sobretudo mulheres impecavelmente belas e bem produzidas.</p><p>Alguns filmes aleatórios que me vêm à mente são <em><a href="http://www.adultdvdtalk.com/price_search/search_item.dlt/sku=136502/private-gold-97-party-babes-%28blu-ray%29.htm" target="_blank">Party Babes</a></em>, do Alex Winterthur (Private, 2007), e <em><a href="https://store.digitalplayground.com/dp/newproductdetail.php?pid=1203" target="_blank">Teachers</a></em>, do Robby D (Digital Playground, 2009). Mulherada tão gata e siliconada que merece o rótulo dado pelo @castrezana: é como &#8220;ficção científica&#8221;.</p><p>Enfim, essas são as minhas preferências. Filmes com beleza visual. Não ligo muito para o roteiro ou até mesmo para as coreografias com posições bizarras. Não me importo se o filme tem dupla penetração, ass-to-mouth, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bukkake" target="_blank">bukkake</a> ou a novidade do momento. O que eu quero é olhar mulher bonita transando, igual quem passeia por um museu contemplando arte.</p><p>Sei que outras pessoas têm outros desejos, e é para isso que existem as comunidades especializadas, revistas da área e outros espaços para refinar a sua busca de acordo com a técnica, tema, atriz, diretor ou companhia. Fica aqui o meu rebate à crítica de que no RedTube &#8220;apenas um entre dez&#8221; filmes agrada a mulherada: o motivo é que a plataforma buscada não é a que possui o conteúdo ideal.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11453" title="teachers" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/teachers.jpg" alt="teachers" width="500" height="299" /><br /> <em>Teachers (2009): Você tem como desculpa dizer que está fazendo uma pesquisa em como o pornô evoluiu com roteiros, atuação, cenário, figurino e fotografia. Assista e vire o próximo Bertolucci.</em></p><h3>Onde está o dinheiro?</h3><p>Até a turma do <a href="http://www.sedentario.org/" target="_blank"><em>Sedentário &amp; Hiperativo</em></a> estava na sessão e comentou que o problema do RedTube é relacionado à <strong>largura de banda e armazenamento</strong>. Como os recursos são caros e limitados, não convém a empresa fazer upload do filme inteiro – assim, apenas os clipes onde está rolando a verdadeira ação estão disponíveis, dando a impressão às mulheres de que os filmes são ruins e diretos demais.</p><p>O @botecosujo retrucou com o exemplo do <a href="http://bangbus.com/" target="_blank">BangBus</a>, que é um pornô com temática. Mas por ser um exemplo onde o acesso é pago, diferente do RedTube, foi deixado de lado na discussão.</p><p>Eu acrescentaria ao que foi dito que existe mais um elemento na história. Os produtores de vídeo, que detém os direitos comerciais dos filmes, ficam putos da vida com os donos de &#8220;vídeos tube&#8221; da vida, que muitas vezes ignoram as regras de boa convivência e carregam (ou consentem) vídeos inteiros, infringindo direitos autorais.</p><p>Para as empresas que possuem os direitos comerciais dos vídeos, é possível fazer acordos onde apenas um pequeno pedaço do vídeo seja disponibilizado, funcionando como mecanismo de captura de possíveis clientes. É o caso dos vários vídeos curtos da Brazzers. Mas quando o vídeo está na íntegra, é briga certa entre os players.</p><h3>Como o pornô afetou a sociedade?</h3><p>Já iniciamos isso na série PdH Porn, com ênfase no <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-o-lado-negro-da-pornografia" target="_blank">lado negro da pornografia</a> e como o mundo era diferente <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-um-distante-mundo-com-menos-pornografia-20-anos-atras" target="_blank">vinte anos atrás</a>. O Rodolfo Castrezana fez um comentário com o qual assino embaixo: <strong>o sexo ficou banalizado</strong>.</p><p>Nos primórdios da Internet, o que se buscava era <em>Star Trek</em> (talvez pelo fato de haver pouca pornografia online). Com a popularização da web, o sexo ficou em primeiro lugar nas buscas. E, hoje, Castrezana conta que quem lidera a audiência é a rede social. <strong>Estamos mais preocupados em saber de fofocas e da vida social do que baixar sexo explícito. </strong>O apelo se perdeu.</p><p>Fausto tem uma bagagem de conhecimento sem igual na história da pornografia. Conta ele que, por conversas com o pessoal das antigas, o sexo era muito mais restrito. Em obras de Jorge Amado, havia referência às prostitutas francesas que faziam&#8230; &#8220;boquete&#8221;! Uau! E isso não é apenas na ficção: em entrevistas com quem ia atrás de putas nos anos 50, era raridade encontrar uma meretriz que se rebaixasse ao vil ato do <em>cunnilinigus</em>. Dizia a lenda que tinha &#8220;<strong>uma</strong> italiana que chupava&#8221; no prédio do 69, o puteiro vertical da Rua dos Andradas.</p><p>Era uma época em que a esposa nunca faria sexo oral no marido – esse tinha que se virar para encontrar uma prostituta que topasse, pois <strong>não era a prática comum.</strong></p><p>Hoje, a hierarquia do boquete foi reconfigurada. É comum fazer um amasso com uma menina no carro ou dentro do banheiro da balada, com direito a leitinho na boquinha&#8230; Mas ela pode achar que é cedo para o sexo vaginal. Seria uma influência da cultura de Hollywood e do Porn Valley? Provavelmente.</p><h3>Prostituição e Internet</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-11459" title="bitchmaps" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bitchmaps.jpg" alt="bitchmaps" width="500" height="334" /><br /> <em>Mapa da putaria em Sampa (<a href="http://maps.google.com/?q=http:%2F%2Fbitchmaps.com%2Fkmz%2Fsp.kmz&amp;ie=UTF8&amp;ll=-23.565561,-46.642799&amp;spn=0.09126,0.181789&amp;z=13" target="_blank">não nos responsabilizamos pelas consequencias de sua navegação</a>)</em></p><p>O painel teve a nobre presença, na platéia, do Chester, criador do <a href="http://bitchmaps.com/index_en.html" target="_blank">BitchMaps</a>, que é um criativo da plataforma Google Maps com a base de dados (salvo engano) do GPGuia, que é uma comunidade de Internet semelhante aos fóruns dos entusiastas que discutem filmes pornô em DVD. A diferença é que o GPGuia discute <strong>a qualidade dos serviços prestados pelas garotas de programa.</strong></p><p>Chester perguntou aos palestrantes o que eles achavam do efeito da Internet facilitando o acesso não apenas à pornografia, mas também à prostituição.</p><p>Existem milhares de desdobramentos que podem ser comentados nesse cruzamento entre Internet e prostituição. Um deles, mencionado pelo @botecosujo e @alefelix é que, da mesma forma que a Internet matou intermediários como editoras e gravadoras, <strong>os cafetões perderam a vez.</strong> A possibilidade de anúncios online e fóruns de discussão sobre serviços de acompanhantes facilitou a explosão da puta freelancer que tinha resultados pífios com anúncios de jornal e frequentemente dependia do cafetão. Hoje, ela pode embolsar toda a renda.</p><p>Gostei muito das observações da @alefelix e recomendo quem tem interesse no assunto a ficar de olho no futuro @naonaopara. Ela reconhece que existem pessoas que podem ter uma necessidade mais intensa de sexo e que, se podem pagar por uma relação, a prostituição serve como um mecanismo adequado para suprir essa tensão acumulada e talvez proteger a sociedade de possíveis problemas que o cliente do sexo poderia causar.</p><p>Enquanto eu concordo com essa possibilidade, o que vejo em fóruns como o GPGuia, <a href="http://www.gpsportclub.com/forum/" target="_blank">GPSportClub</a>, <a href="http://www.forumgp.com/default.asp" target="_blank">GPForum</a> e semelhantes é que existe uma demanda não apenas de sexo, mecânico e frio. Por mais que um website que lista acompanhantes pareça ser um menu de restaurante ilustrado, um fenômeno interessante é que as notas dadas pelos serviços dependem muito da relação humana estabelecida entre a garota de programa e o cliente.</p><p>O termo &#8220;namoradinha&#8221; é usado na linguagem da comunidade para a referência a essa maior intimidade. Também lemos em diferentes relatos elogios quando a GP não olha o relógio (elas cobram por sessões de meia ou uma hora). Isso parece indicar que muitos dos membros da comunidade da putaria estão, de fato, <strong>buscando uma conexão humana.</strong></p><h3>Sexo virtual: será mesmo que todo mundo já fez?</h3><p><object id="utv758595" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="386" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="name" value="utv_n_522481" /><param name="flashvars" value="autoplay=false" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.ustream.tv/flash/video/4300039" /><embed id="utv758595" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="386" src="http://www.ustream.tv/flash/video/4300039" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" flashvars="autoplay=false" name="utv_n_522481"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.ustream.tv/recorded/4300039" target="_blank">Link Ustream</a> | Debate na íntegra, cortesia do @castrezana</em></p><p>Um dos pontos mais divertidos da discussão foi sobre cybersex. Os painelistas perguntaram à plateia<strong> </strong>quem já tinha feito sexo virtual: três gatos pingados levantaram a mão. Ficou um ar cínico de que tinha gente mentindo&#8230; E eu confesso que fiquei puto com essa presunção.</p><p>Na boa, eu, que sou usuário da Internet desde a época do ICQ e bate-papo UOL, como a @lini, <strong>nunca fiz o tal do sexo virtua</strong>l. Podem me chamar de coxinha, de brocha digital ou de mentiroso. Mas o fato é que eu sempre achei isso meio besta.</p><p>Houve uma época que uma amiga de ICQ propôs de fazermos cyber e eu topei para ver como era. Depois de umas quatro mensagens trocadas, eu disse que aquilo era muito chato e marcamos de nos encontrar num Fran&#8217;s Café. Foi muito melhor.</p><p>Enfim, não sei se eu é que sou realmente minoria ou se de fato o padrão é que todo mundo tenha feito cyber mas não admita de forma alguma. Mas desconfio não estar sozinho. O @castrezana também disse que prefere o sexo real, sendo que a Internet serve mesmo é para matar a curiosidade das pessoas. Para ele, <strong>&#8220;sexo virtual é punheta interativa&#8221;</strong>, não é sexo. Concordo.</p><p>A @alefelix, sempre refletindo bastante antes de falar, confessou que tem interesse na vida das pessoas. E que parece que hoje as pessoas têm medo de estabelecer vínculos, de modo que o sexo se torna instrumental, um atalho.</p><p>Já a entusiasmada @lini não tem o menor problema em dizer que é veterana de cybersex e hoje o Twitter é um grande banco de picas. Acho interessante que nessa conversa ela se abriu dizendo que não é chegada em baladas. Ao mesmo tempo, já conheceu as casas de swing e de masoquismo. Ela me lembrou algumas meninas que conheci mais de uma década atrás pelo ICQ. De fato, existe uma quantidade grande de gente que prefere formas alternativas de interação do que a vida das baladas. Fica aqui a dica para quem pensa em investir nos canais online: o mar tem peixe!</p><p>E por fim o o @GustavoGitti apontou que, em seu blog de relacionamentos, o texto sobre <a href="http://nao2nao1.com.br/orgasmo-vaginal-ou-clitoriano/" target="_blank">orgasmo vaginal e clitoriano</a> é de longe o mais popular. Seguindo a brecha dada pela Alê, o Gitti repara que a conversa sobre sexo é o primeiro passo. As pessoas vão se abrindo e no diálogo nota-se que o tema principal não é o sexo em si, mas outros que a ele estão ligados. Sem dúvida! E por isso estamos dando continuidade à série PdH Porn.</p><h3>Duas dicas extras</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-11460" title="webcam" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/webcam.jpg" alt="webcam" width="400" height="259" /><br /> <em>&#8220;Eu vou mostrar, só não estrague tudo com um erro de português&#8221;</em></p><p>A Alê Félix revelou um segredo que até agora eu guardava apenas para mim, pois é muito eficiente. <strong>Uma das (várias) fantasias femininas é mostrar o peito.</strong> Por questões anatômicas, é a parte mais prática para ser exibida, sendo que &#8220;pagar peitinho&#8221; é um equivalente a &#8220;colocar o pau pra fora&#8221;.</p><p>Assim, ao conversar de temas sexuais e escalar a tensão sexual com uma menina, um coringa a ser utilizado é tocar nessa fantasia e dar corda. Se ela pagar peitinho com pouco esforço, é sinal verde para prosseguir. Eu fiz várias vezes e confirmo a eficiência do método.</p><p>A segunda dica, para encerrar o post, é que as mulheres de modo geral se ressentem em não poder falar abertamente de sexo. Quando elas começam a falar de putaria, o feedback que elas recebem é muito negativo. Isso me pareceu unânime entre todas as presentes no painel. No Brasil,<strong> a mulher que fala de sexo é taxada como puta</strong>. Eis aqui mais uma simples dica de tema para continuar conversas sexuais com uma mulher – certamente ela terá muita coisa interessante para contar.</p><p>Aliás, mulherada leitora da Papo de Homem, o que vocês acham? Se sentem confortáveis para falar sobre sexo em uma roda de amigos com homens em volta?</p><p><em>P.S.: Como moro na Europa, não compareci fisicamente à Campus Party, mas acompanhei tudo pelo <a href="http://www.ustream.tv/recorded/4300039" target="_blank">streaming organizado pelo @castrezana</a>. Indico também a cobertura feita pela B., no <a href="http://www.avidasecreta.com/is-internet-for-porn-campus-party-2010-parte-1/" target="_blank">A Vida Secreta</a>.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-especial-campus-party-2010/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>49</slash:comments> </item> <item><title>O sonho dos homens?</title><link>http://papodehomem.com.br/o-sonho-dos-homens/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/o-sonho-dos-homens/#comments</comments> <pubDate>Sun, 31 Jan 2010 13:30:06 +0000</pubDate> <dc:creator>Dr. Love</dc:creator> <category><![CDATA[Dr. Love]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11421</guid> <description><![CDATA[Pergunta: &#8220;Caro Dr. Love! Sou um leitor frequente dos seus artigos e admiro sua habilidade de lidar com os problemas alheios&#8230; Bom minha situação é a seguinte, sabe aquela amiga que você sempre foi a fim de pegar mas nunca teve a chance?Pois é, eu a peguei depois de algum tempo de insistência, e acabei me deparando [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Pergunta:</strong> <em>&#8220;Caro Dr. Love!</em></p><p><em>Sou um leitor frequente dos seus artigos e admiro sua habilidade de lidar com os problemas alheios&#8230;</em></p><p><em>Bom minha situação é a seguinte, sabe aquela amiga que você sempre foi a fim de pegar mas nunca teve a chance?</em></p><p><em><span id="more-11421"></span></em></p><p><em>Pois é, eu a peguei depois de algum tempo de insistência, e acabei me deparando com a <strong>melhor foda da minha vida</strong>. Ela realmente sabe o que está fazendo, é a famosa puta na cama, mas isso não vem ao caso. Bom, a nossa relação começou bem, peguei ela a primeira vez em uma micareta – algo que, confesso, me pegou meio desprevenido porque não esperava o ocorrido.</em></p><p><em>Depois de muitas pegadas e tudo mais com 3 meses de relação estamos &#8221;ficando sério&#8221;, eu simplesmente amo essa mulher (sabe quando você acha que encontrou a pessoa certa?) e ela demonstra reciprocidade.</em></p><p><em>Até aí tudo bem, só que ela veio ultimamente com uns papinhos de que o nosso relacionamento está muito rápido, que ela está confusa, gosta de mim, mas <strong>não quer perder a liberdade dela</strong>, não quer ter de dar satisfação pra ninguém aquele blá-blá-blá de sempre e acabou a conversa propondo somente nos encontrarmos quando um dos dois estiver a fim de &#8221;ver&#8221; o outro e tudo mais.</em></p><p><em>Me encontro na situação que muitos machos de plantão queriam estar. Ter uma gata, gente boa e boa de cama querendo uma <strong>fodida ocasional sem maiores compromissos</strong> e complicações (pelo menos foi o que eu entendi daquilo que ela falou). Mas eu não estou nem um pouco satisfeito com essa situação, queria um algo a mais, queria um relacionamento sério.</em></p><p><em>O que eu faço?&#8221;</em></p><p><em>–Igor</em></p><h3>Caro Igor,</h3><p>Primeiro, parabéns pela conquista em sair da zona do apenas-amigos, ridículo limbo, lar de tantos onanistas frustrados.</p><p>Segundo, sua falha passou por dois fatores. Ausência de feeling e uma dama pra lá de habilidosa.</p><p>Ausência de feeling, ou, em bom português, <strong>incapacidade de leitura</strong>.</p><p>É natural aos bons sedutores um instintivo <strong>dedo no pulso</strong> sobre em que pé está o relacionamento no qual se encontram. Sua capacidade de leitura, combinada a ações, vai ditar a diferença entre ser o objeto de desejo ou aquele jogado às traças. Vai dizer quem sofre, quem trai, quem é traído, quem ama, quem não se permite amar, tornando o relacionamento saudável ou insalubre. E por aí vai.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11422" title="nodedo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/nodedo.png" alt="nodedo" width="450" height="298" /><br /> <em>&#8220;Ganhei ela assim, no dedo!&#8221;</em></p><p>Não encare esse texto como um conselho pontual. Estou falando de uma habilidade que deve ser cultivada, ativamente, por toda sua vida.</p><p>Dedo no pulso não pressupõe tensão e ansiedade constantes, esclareço. É justamente o contrário. Trata-se de um entendimento tácito do momento. A postura é de tranquilidade, auto-confiança. Ninguém nasce com esse dom. Ele é produto do olhar crítico, da sagacidade.</p><p>Em seu caso, pegou pela frente uma mulher sedutora, desprendida e em completo domínio da própria buceta. Mais ainda, já possuía afinidade com a dita cuja. Esse ponto é crucial no entendimento da frase <em>&#8220;a melhor foda da minha vida&#8221;</em>, já que a cumplicidade aliada a uma atração mútua é o combustível perfeito para uma trepada dos sonhos. Ela pode nem ser isso tudo. Vai ver tem apenas mais experiência ou mais voracidade do que você. Talvez você seja tão bom quanto, até melhor. A química fez a diferença.</p><h3>O Pilão Invertido</h3><p>Ainda assim, na equação dela, <span style="text-decoration: underline;">a conta não fechou</span>. E por isso aplicou uma manobra matadora, velha conhecida minha. O Pilão Invertido.</p><p><strong>É uma maneira prática de:</strong><br /> 1. se desprender de uma relação séria<br /> 2. colocar o outro na posição que quiser<br /> 3. definir quem está no controle, se colocando como &#8220;prêmio&#8221;.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11423" title="pilao" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pilao.jpg" alt="pilao" width="500" height="282" /><br /> <em>&#8220;Respira fundo, não vai doer nada, meu bem.&#8221;</em></p><p>Exige firmeza e graciosidade na execução. Você escolhe um local para uma boa conversa um-a-um, abre o papo de maneira sincera e carinhosa, sem pesar muito nos carinhos. Lista o que gosta na relação de vocês, intercala com insights sobre seu atual momento de vida, já direcionando o raciocínio por trás do papo, reforça qualidades positivas da relação e oportunidades que os dois devem aproveitar.</p><p>Fecha com a proposta sobre como acredita que o relacionamento deve seguir de agora em diante. Escuta as considerações do outro. Tendo ok, podem validar o acordo num motel. Tendo restrições de tempo, podem fazê-lo com um simples e caloroso beijo de despedida.</p><p>Feito.</p><p>Paradoxalmente, o Pilão Invertido tende a ser aplicado por pessoas decididas. E apesar de sua proposição lógica de partir para a <a title="esfera dos fuck buddies" href="http://papodehomem.com.br/amigos-amigos-sexo-faz-parte/" target="blank">esfera dos fuck buddies</a> ser perfeita, a <strong>consequência imediata</strong> é o parceiro que levou o pilão se tornar mais passivo, mais disponível, logo, menos atraente. Não raro, acaba em corações partidos no curto/médio prazo.</p><p>Você acabou de levar o pilão e está apaixonado, na trilha certa para uma desilusão amorosa logo adiante, ao descobrir que ela está fodendo outros e criando desculpas pra não te magoar.</p><p><span style="text-decoration: underline;">Não é</span> o sonho de todos os homens.</p><p>Hora do banho frio.</p><h3>Tá, o que fazer então?</h3><p>Namorar mulheres cobiçadas possui distinções. É mais do que prudente estar ciente das mesmas. Sair com uma não te faz necessariamente mais feliz ou satisfeito. No entanto, a dança tem outro tom.</p><p>Dentre uma série de pontos que renderiam uma saga digna de Dostoiévski, lembre-se:</p><p><strong>A. Do Valor da Ausência</strong><br /> O jogo do claro e escuro é especialmente importante no começo de uma relação. Ele diz se é namoro, ou apenas sexo. Diz quem está mais ou menos disponível. Muitos homens possuem o terrível hábito de sempre &#8220;estarem lá&#8221;, aptos ao encontro. Não sabem dosar o valor de sua presença.</p><p>Tal comportamento é muito comum diante de mulheres atraentes. Elas estão acostumadas a lidar com esse perfil de homem. O esperado entedia. O que nos leva ao próximo ponto.</p><p>Aprenda a fazê-las sentir saudade do que só você faz.</p><p><strong>B. De Surpreender</strong><br /> Domine a arte de guiar as mulheres que deseja por novos territórios. Desde um boteco copo sujo que ninguém conhece, cujo dono é seu grande amigo e serve um prato especial, até uma noite de romance e muita putaria numa suíte de motel estelar. <a id="r.0y" title="Experiências nos movem" href="http://papodehomem.com.br/conquiste-a-mulher-dos-seus-sonhos-via-sms/">Experiências nos movem</a>. Experiências intensas, novas, são como o legítimo mel para abelha. Em terra de açúcar industrializado, apicultor é rei.</p><p>&#8211;</p><p>Se estiver com tempo, <a title="leia isso agora" href="http://papodehomem.com.br/11-dicas-para-ter-um-namoro-dos-sonhos-e-se-tornar-um-homem-muito-mais-produtivo/">leia isso agora</a>.</p><p>Futuramente vou abordar saídas ideais para cada tipo de pilão, por hoje já me alonguei demais. Cansei de escrever. Seguem algumas dicas específicas para seu caso.</p><p>Esqueça da amiga. Vá foder outras, conhecer novas e melhores calcinhas. Não fique de papinho com ela no MSN/Orkut/Facebook e afins. Não mande mensagens dizendo que está com saudades ou que quer vê-la só pra bater um papo. Não ligue pra ela bêbado no meio da madrugada. Seja um homem verdadeiramente ocupado, o mundo está a sua espera. Nele, fracos não têm vez.</p><p><strong>Dr. Love</strong>, consultor amoroso e cachorrão nas horas vagas</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/o-sonho-dos-homens/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>152</slash:comments> </item> <item><title>Minha mulher quer um ménage com o Ex</title><link>http://papodehomem.com.br/minha-mulher-quer-um-menage-com-o-ex/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/minha-mulher-quer-um-menage-com-o-ex/#comments</comments> <pubDate>Sun, 24 Jan 2010 23:58:40 +0000</pubDate> <dc:creator>Dr. Love</dc:creator> <category><![CDATA[Dr. Love]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11333</guid> <description><![CDATA[Pergunta: &#8220;Caro Dr, tudo bem? Eu estou casado há 7 anos e amo minha esposa, e não sei se ela me ama na mesma proporção. E é ai que mora o problema. Eu tenho 40 anos e ela 36. Quando nos conhecemos, ela havia saído de um relacionamento longo, e estava separada do namorado dela há 6 [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Pergunta:</strong> &#8220;Caro Dr, tudo bem?</em></p><p><em>Eu estou casado há 7 anos e amo minha esposa, e não sei se ela me ama na mesma proporção. E é ai que mora o problema. </em></p><p><em><span id="more-11333"></span>Eu tenho 40 anos e ela 36.</em></p><p><em>Quando nos conhecemos, ela havia saído de um relacionamento longo, e estava separada do namorado dela há 6 meses, e me disse que estava em busca de um novo amor&#8230; estava livre e desimpedida.</em></p><p><em>Nos conhecemos, nos apaixonamos e casamos.</em></p><p><em>Com o passar do tempo fui descobrindo que o ex namorado dela ligava no trabalho dela. Era ela que me falava&#8230; e  como eu era contra ele ficar ligando, reclamava para ela&#8230; e ela o defendia de unhas e dentes, virava uma briga danada, comecei a ficar com a pulga atrás da orelha.</em></p><p><em>Não é normal, você defender ex, e dizer que ele só quer a amizade que não tinha nada de mais. Quando fala dele, ela É SO ELOGIOS, diz que era um amante viril, que ele foi o melhor namorado, sempre frisa que em termos de sexo&#8230; disse-me várias vezes, que se não estivesse comigo hoje, estaria “ transando com ele” porque entre sair com estranhos, preferiria alguém que já a conhece tão bem.</em></p><p><em>Ela me disse recentemente que ele às vezes chegava do trabalho às 2hs da manhã e ligava para ela, pedindo que fosse até a casa dele. Ela saía, pegava o carro e dirigia 30km, só para ter uma noite de sexo com o cara. Disse que era uma noite maravilhosa, brigava com a mãe/pai para sair a essas horas. Ela tinha na época 28 anos.</em></p><p><em>Um dia para se defender, e justificar as ligações dele, ela disse-me que eles não haviam rompido o namoro (que tinha ficado em aberto), se afastaram porque vinha perdendo o encanto. Ele sempre teve outras namoradas alem dela só que ela era a oficial&#8230;etc e o ex ficava ligando por isso.</em></p><p><em>Inclusive isso é motivo de orgulho para ela, dizer que ele tinha várias, mas que quando o filho da puta tinha problemas, vinha chorar no colo dela.</em></p><p><em>Hoje temos uma filha pequena mas a minha desconfiança inicial, não é que ela tenha me traído com ele, porque sei que ela não é disso, mas receio que ela ainda o AMA, é isso que me preocupa.</em></p><p><em>Temos essa liberdade em casa de sermos transparentes um com o outro, e vivemos um casamento aberto. Sabemos separar amor de sexo, que são 2 coisas distintas. Inclusive já fizemos ménage e swing, com outros homens não com o ex dela.</em></p><p><em>E como  temos um casamento aberto, se o que ela sente é apenas tesão em transar com o ex dela, não me assusta. Agora, se envolver sentimento, se ela sempre o AMOU e não me foi honesta, ou por medo ou porque achou que não valia a pena dizer q ainda o amava, aí complica, concorda???</em></p><p><em>E tenho medo dela estar esses 7 anos comigo&#8230; mas sempre amando-o e eu estar vivendo uma situação idiota, ser marido, pai da filha dela&#8230; e ela amar outro.</em></p><p><em>Após 4 anos de casados,  começamos a fazer ménage e recentemente tive a idéia LOUCA de, já que ela o acha o máximo, porque não tentarmos um ménage com ele, o ex dela?</em></p><p><em>Ela é para mim, o grande amor de minha vida, e gostaria que fosse assim também de minha parte para com ela. Eu ser o grande amor da vida dela, mas algo me diz &#8211; não sei se porque tivemos um inicio “capenga”, de mtas brigas &#8211; que o grande amor da vida dela seria esse ex.</em></p><p><em>Ela ficou com ele 10 anos, terminou uma vez, namorou outro cara,  depois voltou. Já da primeira vez disse que separou pelo mesmo motivo, muitas mulheres na vida do ex.</em></p><p><em>Bem, como já fizemos ménage, de tanto ela me elogiar o ex dela, comecei a ter a tara, a fantasia, de vê-la transando com ele, que segundo ela é &#8220;o&#8221; Don Juan.</em></p><p><em>Falei da minha idéia. A princípio, durante uns 8 meses, ela se recusou. Disse q não fazia sentido e tal, disse-me que recusava porque achava que eu estava testando-a, o que não era verdade, até mesmo porque de tanto ela falar bem do ex dela me surgiu essa fantasia louca.</em></p><p><em>Mas com o passar do tempo e minha insistência ela acabou aceitando.</em></p><p><em>Não o fez ainda, mas me garantiu que irá procurá-lo, e inicialmente vai transar sozinha (sem mim). Seria um ménage a distância.</em></p><p><em>Porque acha que ele não iria aceitar esse tipo de situação? Se ele tiver uma mente aberta porque não transarmos a 3? Sinto que ela começa a gostar da idéia e tenho medo de não saber onde isso vai parar.</em></p><p><em>Ela fala que sente por ele carinho apenas, mas que ele transava muito gostoso. E que, diferente de mim que sou carinhoso, ele tem pegada. Que ele a fazia gozar 4 vezes, que eles tinham na época um sincronismo perfeito. E disse que ele foi o melhor namorado dela. Não sabe como seria hoje, já que estão afastados há 8 anos e nem sabe se ele está casado ou tem namorada.</em></p><p><em>Enfim, tenho medo de nessa brincadeira ela se re-apaixonar &#8211; vai ver sempre esteve apaixonada &#8211; e posso perdê-la. No entanto &#8211; “pior que estar no buraco é a sensação de estar prestes a cair nele o tempo todo&#8221; &#8211; se com essa reaproximação para realizar minha fantasia ela me deixar e voltar para ele, é sinal que nunca o havia esquecido, e será melhor para mim e para ela, porque não estávamos vivendo um amor de verdade. E o pior, eu estava sendo enganado.</em></p><p><em>E por fim, só será ruim para o nossa filha de 2 anos, porque se acaso nos separarmos futuramente, quem mais iria sofrer senão a criança?</em></p><p><em>Bem, minha pergunta é a seguinte:</em></p><p><em>Será q ela o ama?? Sei que não dá para você saber do sentimento de uma pessoa por apenas uma carta, mas como tens mais conhecimento psicológico que eu&#8230; me ajude.</em></p><p><em>Façamos o ménage com o cara. Se ela o amar, eu saberei???</em></p><p><em>Me ajude.&#8221;</em></p><p>- Carioca Indeciso</p><p>Caro Carioca Indeciso,</p><p>se fiar unicamente pelas palavras de uma mulher é erro crasso, punido com a ruína. O univero do dito é limitante, raso. Isso não diz respeito à (des)honestidade das belas damas e sim à peculiar incompletude da linguagem verbal.</p><p><em>Ela disse que, ela falou, ela&#8230; ela&#8230; ela.</em></p><p>Idiota.</p><p>Ela está criando a imagem mental de um gigantesco caralho &#8211; claro, do ex &#8211; ; o qual esfrega na sua cara sem o menor pudor. Traça em detalhes o perfil sexual do ex. Dá pinceladas de grandiosidade, aumenta, acalenta os bons momentos que viveu ao lado de outro homem&#8230; E o melhor, subjuga o patético marido a esse discurso emasculante.</p><p>Enquanto você acredita estar escutando suspiros de um amor mal-resolvido, não percebe estar sendo castrado. Letra por letra.</p><p>Ela quer braço. Quer pica. Você oferece um par de pantufas e chocolate quente.</p><p>Ela, sua mulher, te trata como o passivo unicórnio na famosa tela de Domenico Zampieri. No entanto, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Unic%C3%B3rnio" target="_blank">ao contrário do que reza a lenda</a>, você nunca foi indomável e ela nunca foi pura.</p><p>A semelhança reside no chifre, ostentado em subserviente passividade.</p><p><img class="alignnone size-medium wp-image-11335" title="A virgem e um unicórnio" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/DomenichinounicornPalFarnese-500x409.jpg" alt="A virgem e um unicórnio" width="500" height="409" /></p><p>Agora, ponto digno de parênteses, é essa sua criatividade.</p><p>Conseguiu, por meio do email enviado, salvar milhares de cafajestes ao redor do mundo introduzindo um fantástico conceito na semântica da putaria, capaz de racionalizar qualquer eventual pulada de cerca.</p><p><strong>O Ménage à Distância.</strong></p><p>De uma lógica irrefutável, blindada.</p><p>Não existe mais trair.</p><p>Existe, no máximo, um Ménage à Distância. Em casos extremos, uma Suruba à Distância. Namoradas, nunca mais se sintam deixadas de lado, seus homens estavam com vocês, talvez não fisicamente, mas certamente em espírito.</p><p>CI, sua mulher não vai dar pro ex dela até ficar com as pernas deliciosamente bambas, sem forças pra se levantar. Vai fazer um Ménage à Distância.</p><p>Incrível. O auto-engano é tão viciante como uma dose de endorfina direta na veia.</p><p>&#8211;</p><p>Entenda, o ex não recusou o menáge. <span style="text-decoration: underline;">Ele não quer autorizar.</span> Ele a domina. É uma proposta babaca. Ele não quer nem mesmo cogitar a ideia de dividir a cama com um imbecil como você. Quando dois homens compartilham a transa com uma mulher, trata-se de um ato libidinoso que parte de um mínimo de respeito mútuo entre as partes. Coisa que ele não tem por você. A única possibilidade de trepada triangular seria uma cena desigual, tendo você como o escravinho corno da dupla. Mas fique tranquilo, sua mulher já pensou nisso, está apenas convencendo o ex da nova tara. Você vai ser comunicado disso quando ela te fincar um grandissíssimo caralho africano durante as próximas trepadas conjugais. Preliminares.</p><p>CI, vou me inspirar no trabalho de Domenico e pintar os próximos capítulos de sua derrocada.</p><p>A começar pela clássica profecia, <em>detalhe</em>, *auto-realizável*, que criou ao propor de sua própria boca o menáge com o ex, motivado por nada além de sua completa insegurança.</p><p>Seu medo atingiu os mais altos píncaros da psicose. Como bem disse, “<em>pior que estar no buraco é a sensação de estar prestes a cair nele o tempo todo</em>&#8220;. Sua tentativa cretina de lidar com isso foi propor o caminho mais curto para que ele aconteça.</p><p>Tem à frente dois desfechos prováveis:</p><p><strong>1. Submissão Completa</strong></p><p>Passa por assistir sua mulher sendo sodomizada pelo ex e por demais machos que se interessem por ela, para todo o resto de sua vida. Você vai aprender a gostar disso, vai precisar se encontrar com o sabor agridoce da humilhação completa e apreciá-lo.</p><p><strong>2. Intenso Sofrimento</strong></p><p>Amar ou deixar amar o ex é o menor de seus problemas aqui. Ao cair a ficha de que ela não é mais sua mulher, vai mergulhar num poço de desespero. Vai se enrolar como um caramujo em posição fetal e chorar com o dedão na boca. Após algum tempo vai poder optar entre seguir para a opção 1 ou ir em frente com sua vida.</p><p>Você não tem a fibra necessária para tomar uma atitude pró-ativa além de qualquer um dos cenários acima listados.</p><p>Ah, e ela já dá pra ele, há tempos. Espero apenas que a filhinha de dois anos seja sua.</p><p>Dr. Love, espalhando amor pelo mundo</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/minha-mulher-quer-um-menage-com-o-ex/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>299</slash:comments> </item> <item><title>&#8220;Mamãe não pode saber&#8221;</title><link>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/#comments</comments> <pubDate>Sun, 17 Jan 2010 10:32:20 +0000</pubDate> <dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator> <category><![CDATA[Dr. Health]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11227</guid> <description><![CDATA[Recebo muitas dúvidas em meu email, mas recentemente uma delas me chamou a atenção pois trata-se de um padrão exaustivamente repetido.Os ingredientes para esta receita são: 1. Moça jovem, muitas vezes adolescente 2. Falta de diálogo em casa ou pais conservadores 3. Namoradinho 4. Fermento vivo da espécie &#8220;Bacurinhax ardentis&#8221; (não serve fermento em pó Royal) 5. Menstruação atrasada 6. Desespero 7. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Recebo muitas dúvidas em meu email, mas recentemente uma delas me chamou a atenção pois trata-se de <strong>um padrão exaustivamente repetido</strong>.</p><p><span id="more-11227"></span></p><p><strong>Os ingredientes para esta receita são:</strong></p><p>1. Moça jovem, muitas vezes adolescente</p><p>2. Falta de diálogo em casa ou pais conservadores</p><p>3. Namoradinho</p><p>4. Fermento vivo da espécie &#8220;Bacurinhax ardentis&#8221; (não serve fermento em pó Royal)</p><p>5. Menstruação atrasada</p><p>6. Desespero</p><p>7. Email do Dr Health</p><p><strong>Modo de preparo:</strong> em uma forma contendo o ingrediente 2, misture 1 e 3 lentamente, e vá adicionando uma pitada de 4. Cuidado para não adicionar de uma vez, pois gera uma reação exotérmica intensa. Reserve por alguns dias e fique atento ao surgimento do ingrediente 5. Retire da forma e coloque num recipiente polvilhado com 6. Prontinho: você pode enviar seu produto final para 7.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11230" title="kaka" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/kaka.jpg" alt="kaka" width="400" height="330" /><br /> <em>Nem todas são igual a Caroline, que casou virgem com o Kaká&#8230;</em></p><h3>Sexo escondido</h3><p>Confesso que é um pouco difícil para mim o entendimento da situação. Filho de uma médica acostumada a lidar com adolescentes, desde cedo tive diálogo e fui instruído sobre sexualidade humana. Muitos vão argumentar aqui que é fácil para mim pelo fato de ser do sexo masculino, mas no final das contas as pessoas que mais te amam no mundo deveriam, sim, cuidar de sua orientação sobre sexualidade. E não se fechar num mundinho de faz de conta achando que <strong>&#8220;minha filha é uma santa e vai casar virgem&#8221;</strong>.</p><p>Muitas vezes por medo de contrariar pais linha dura ou religiosos, a jovem quer ter uma atitude de adulta (transar) de forma escondida. Mas transar não é só abrir as pernas e gozar, pois uma transa pode ter consequências, desde gravidez até doenças venéreas.</p><p>Uma das dúvidas que recebo nesse estilo é a que concerne a <strong>visita ao ginecologista</strong>. Muitas vezes a moça não tem dinheiro para pagar a consulta (precisa da grana da mãe) ou a mãe faz questão de ir junto. E aí elas me perguntam se o ginecologista poderá revelar à mãe que a garota não é mais virgem. Até onde eu sei, ele não pode, mas vai saber o que acontecerá no consultório?</p><h3>Desinformação e irresponsabilidade</h3><p>Um de meus argumentos ao receber estes emails é: <strong>&#8220;E se você estiver grávida, o que vai fazer?&#8221;</strong>. Respondo desde já: vai fazer o que devia ter feito desde o começo. Não quis ter atitude de adulta ao transar? Arque com as consequências, como boa &#8220;adulta&#8221; que você é.</p><p>Suponhamos que a garota tenha pego uma doença venérea e fique sem saber o que fazer pois só vai ao ginecologista com a mãe. Se ela esconder o que tem, esperando dar tudo certo, a infecção pode atingir as trompas e se transformar num quadro de doença inflamatória pélvica, cujas consequências podem ir de <strong>esterilidade a morte</strong>. E aí eu vou dizer que morreu de bobeira.</p><p>Em algumas horas, as garotas que me escrevem parecem querer apenas um alento psicológico. &#8220;Doutor, eu transei de camisinha, minha menstruação atrasou. Posso estar grávida?&#8221;. Sou obrigado a dizer que sim, pois qualquer método anticoncepcional tem uma taxa de falha e eu não estava lá pra saber se tudo correu bem.</p><p>A própria desinformação, advinda da falta de orientação por parte dos pais (já que em matéria de educação sexual nas escolas, estamos bem mal), atrapalha bastante, pois gera o desconhecimento de <a href="http://papodehomem.com.br/a-plula-do-dia-seguinte-tudo-que-voc-precisa-saber/" target="_blank">métodos contraceptivos de emergência</a>. Numa eventual gravidez, pode até levar a atitudes extremas e ilegais como provocar o aborto – aqui não vou entrar no mérito da mortalidade por aborto clandestino.</p><p><img title="esconder" src="../wp-content/uploads/2010/01/esconder.jpg" alt="esconder" width="437" height="397" /><br /> <em>Tem certas coisas que não adianta esconder&#8230;</em></p><h3>Diálogo aberto</h3><p>Cada dia mais as meninas tem sua iniciação sexual de forma precoce e a falta de diálogo na família acaba gerando uma situação delicada. Fazer sexo exige responsabilidade. Tal medo de os pais descobrirem, do ponto de vista da saúde em si, é <strong>injustificável</strong>. Se você foi adulta para transar, deve ser adulta para aguentar o tranco.</p><p>Não tenho pretensões de mudar a relação atual de pais para filhos. Mas que fique plantada a semente quando cada um de nós passar por esse momento de educar nossa prole. Um diálogo aberto sobre sexualidade é muito importante e pode evitar constrangimentos como esses que chegam ao meu email, além de tornar a menina mais segura e consciente do que é a transa em si, de sua responsabilidade.</p><p>Tenho certeza que até hoje muitas garotas tem uma primeira vez dolorida, muito pelo desconforto do momento, que por sua vez é gerado pelo desconhecimento sobre o assunto. A moça tem tantas dúvidas que acaba não relaxando, a experiência é dolorosa e pode inclusive causar bloqueios psicológicos que levam a uma condição chamada <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dispareunia" target="_blank">dispareunia</a> (dor ao coito).</p><h3>Deixo uma pergunta&#8230;</h3><p>Aos que quiserem opinar: você tem (ou tinha, quando adolescente) um diálogo franco sobre sexualidade com seus pais?</p><p>Passou por situação semelhante? O que pensa a respeito?</p><p><em>Dr Health, recomendando cautela ao utilizar o Bacurinhax ardentis. Aprecie com moderação!</em></p><p><em>Para outras dúvidas, me envie um email: drhealth@papodehomem.com.br<br /> </em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/mamae-nao-pode-saber/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>78</slash:comments> </item> <item><title>&#8220;Você me completa&#8221;: sobre relacionamentos e incompletude</title><link>http://papodehomem.com.br/voce-me-completa-sobre-relacionamentos-e-incompletude/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/voce-me-completa-sobre-relacionamentos-e-incompletude/#comments</comments> <pubDate>Sat, 09 Jan 2010 18:50:32 +0000</pubDate> <dc:creator>Marina Graminha Cury</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11133</guid> <description><![CDATA[Semana passada uma amiga me perguntou se era verdade que a gente sempre busca na pessoa com quem a gente se relaciona o nosso pai ou a nossa mãe. Muitos amigos me fazem este tipo de pergunta por saberem que eu estudo psicanálise – e eu achei engraçado porque é muito curioso como ela é [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada uma amiga me perguntou se era verdade que a gente sempre busca na pessoa com quem a gente se relaciona <strong>o nosso pai ou a nossa mãe</strong>. Muitos amigos me fazem este tipo de pergunta por saberem que eu estudo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise" target="_blank">psicanálise</a> – e eu achei engraçado porque é muito curioso como ela é difundida na mídia, sempre de uma maneira muito determinista.</p><p><span id="more-11133"></span></p><p>Já ouvi frases do tipo: <strong>“Meu pai é cafajeste, por isto só namoro cafajeste, Freud explica”</strong>. E pronto: a pessoa se contenta com isto e para por aí, não se questiona, nem tenta mudar.</p><p>Quando minha amiga me fez esta pergunta, eu já tinha escrito boa parte do texto aqui para o PdH, mas a pergunta dela me fez questionar sobre o que seria legal falar para pessoas – que não são psicanalistas – sobre relacionamentos amorosos, pela visão da psicanálise. E reescrevi o texto.</p><p>Em primeiro lugar, a resposta que dei a ela: sim, vamos buscar algo do nosso pai e da nossa mãe, do nosso familiar (aqui, no duplo sentido mesmo), do que nos constituiu. E não, o que vamos buscar nunca é relacionado a nossa mãe e pai reais, mas sim à imagem que temos deles.</p><h3>Nossa eterna incompletude</h3><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NpWAlvWNZj0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/NpWAlvWNZj0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NpWAlvWNZj0" target="_blank">Cena clássica do filme Jerry Maguire</a>. &#8220;You complete me&#8221;&#8230; Será mesmo?</em></p><p>Somos inseridos no universo social quando nascemos por pessoas, mas que para nós, quando bebês, exercem papéis de figuras – materna ou paterna. A maneira como encaramos estas figuras é completamente única.</p><p>Expliquei para a minha amiga: se você entrevistar 5 irmãos, gêmeos quíntuplos, que nasceram juntos, foram criados pelo mesmo pai e pela mesma mãe e perguntar a cada um deles como eles veem seus progenitores, eu garanto que cada um vai descrevê-los de uma maneira diferente. Isto porque, na medida em que nos relacionamos com os outros, esses outros vão nos marcar de maneira completamente subjetiva – e vamos levar estas marcas, nossas e particulares, para a vida.</p><p>Mas <strong>isto não quer dizer que estas marcas são imutáveis</strong>; a cada encontro nos deparamos e fazemos novos arranjos, releituras destas nossas formas de relacionar, mas sempre com influência daquilo que já vivemos.</p><p>Segundo a psicanálise, quando nascemos, passamos por um momento em que vivemos um <strong>estado de completude</strong> – mãe e bebê (e de novo, não estou falando da mãe real e sim de quem exerce esta função materna) vivem de forma simbiótica, como se fossem um. E isto é imprescindível para a sobrevivência do bebê, pois o bebê humano nasce muito despreparado (se estamos vivos é porque alguém exerceu esta função). É necessário que a mãe se volte inteiramente para ele e atenda todas as suas necessidades, inicialmente, só biológicas.</p><p>Posteriormente, com os cuidados que recebe, com a voz, o olhar da mãe, o bebê cria uma demanda de amor, de ser amado e receber tudo daquela mãe – não só da ordem biológica, mas sim da ordem simbólica. Porém, <strong>esta demanda vai ser frustrada</strong>, pois é impossível sustentar uma satisfação infinita e completa a esta demanda de amor. Aquele estado de completude vai ser perdido para sempre. E é importante que seja, pois a partir da falta dessa satisfação infinita é que o bebê vai se voltar para o mundo, se inserir socialmente.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11137" title="posicao-fetal" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/posicao-fetal.jpg" alt="posicao-fetal" width="400" height="326" /><br /> <em>A primeira vez que sua namorada o abandonou você ficou chorando em posição fetal?</em></p><p>É esta falta de completude, que nunca vai ser alcançada, pois não dá para retornarmos a este estado primitivo, que vai instaurar nosso desejo – que nada mais é nossa busca incessante por satisfação – e que nos coloca na vida, em movimento. Tal desejo é único e por isto a maneira de levar a vida de cada um é única.</p><p>As relações amorosas também são, na verdade, movidas pelo nosso desejo. Buscamos os modelos de relações que conhecemos, na maioria das vezes, de forma inconsciente. E aí acontece, muitas vezes, um desencontro: se meu desejo é único e do outro também é, <strong>como conciliar os desejos diferentes para ficarmos juntos?</strong></p><p>Philippe Julien, no livro <em>Abandonarás teu pai e tua mãe</em> (2000), trata deste assunto. Segundo Julien, para os pais conseguirem fazer com que seus filhos sejam educados para o mundo, eles devem passar aos filhos a lei do desejo, fundada na concepção de que não existe completude nem no ser humano, nem em suas relações; existem escolhas.</p><p>Para Julien, <strong>as relações conjugais são pautadas em três dimensões: </strong>o amor, o gozo e o desejo.</p><h3>O amor e suas ilusões</h3><p>O amor é baseado no devotamento, na atenção, na ideia de constituir um 1 de 2. O amor é da esfera do nosso imaginário, ou seja, daquilo que espero, imagino, que o outro tenha que me completa e se baseia naquelas marcas que trazemos conosco das nossas relações primeiras. É da ordem da imagem.</p><p>Hoje em dia, é o amor que é<strong> supervalorizado pela mídia</strong>, que retrata em filmes e novelas histórias impossíveis, nas quais a identificação com o outro é suficiente para se estabelecer uma relação duradoura. A mocinha olha para o mocinho e – pimba!!! – se amam loucamente e se completam; e isto é suficiente para que sejam felizes para sempre.</p><p>Não estou dizendo que o amor não é importante para uma relação. Claro que é, pois este encantamento com o outro faz com as pessoas se abram para este outro. Mas <strong>basear um relacionamento apenas nesta esfera é perigoso</strong>, já que o outro é sempre de carne e osso e, portanto, sempre diferente da imagem que fazemos dele.</p><p>Depois do arrebatamento passional, surgem frases como “Ele não era como eu imaginava” ou “No começo era diferente”. Era diferente porque se baseava apenas na ilusão, na imagem – e ela, como Narciso teve a oportunidade de descobrir rapidamente no lago, é fugaz e trapaceira.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11135" title="espelho" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/espelho.jpg" alt="espelho" width="300" height="366" /><br /> <em>Quanto do outro é o outro e quanto é sua projeção?</em></p><h3>O gozo que nos move</h3><p>Para Julien, há dois tipos de gozo: o sexual, que é o gozo do corpo do outro e o não-sexual. Gozo aqui não é o equivalente ao orgasmo, mas é um conceito psicanalítico que aponta para a <strong>energia psíquica que nos move</strong>, falando de uma maneira bem simplificada.</p><p>Mais ou menos assim: temos uma quantidade de energia, que fica no limite entre o físico e o psíquico, que precisa ser liberada o tempo todo – pela nossas ações, pensamentos e sentimentos – para manter o aparelho psíquico “estável”, sem grande quantidade de excitação, pois, com muita excitação, sentimos desprazer.</p><p>Assim, cada um busca ações e maneiras de se relacionar no mundo de modo a provocar esta descarga de energia – que provoca alívio, mas muitas vezes dor também. O sexo não deixa de ser uma das maneiras de liberação desta energia, mas existem muitas outras. O gozo sexual, por exemplo, não ocorre apenas no sexo, mas sim em todas as nossas ações que provocam uma descarga parcial desta energia.</p><p>Para Nasio, “o gozo é um lugar vazio de significantes” (p. 29), ou seja, algo do qual não se consegue falar exatamente, pois é da ordem do impossível. Mas bons escritores e escritoras conseguem se aproximar da descrição do gozo, como <strong>Hilda Hilst</strong>, nesse trecho de <em>A obscena senhora D</em> (2001):</p><blockquote><p>“A paixão é a grossa artéria jorrando volúpia, é a boca que pronuncia o mundo, púrpura sobre a tua camada de emoções, escarlate sobre a tua vida, paixão é esse aberto do teu peito e também o teu deserto” (p. 29)</p></blockquote><p>Esta descrição fala do corpo. Ao ler, imediatamente você sente como é, embora sempre, na leitura, não dê para descrever exatamente as reações do corpo que sentimos neste gozo (que é esta energia nessa descrição de Hilda sobre a paixão).</p><p>Esta dimensão também é importante para uma relação, mas também não sozinha, já que o alívio provocado pelo gozo é o que nos move. Mas Julien (2000) de novo fala que relacionamentos baseados nestas duas dimensões são<strong> (1) medíocres</strong>, amor por identificação ao outro; ou<strong> (2) subversivos</strong>, baseados apenas no gozo sexual.</p><h3>O desejo e nossa falta</h3><p><img title="quebra-cabecas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/quebra-cabecas.jpg" alt="quebra-cabecas" width="500" height="482" /><br /> <em>Eu, você e todos nós: sempre incompletos</em></p><p>Para Julien, “se o amor é dom daquilo que somos, o desejo é, ao inverso, dom daquilo que não temos e daquilo que não somos: é confissão da falta, do vazio” (p. 35).</p><p>O autor afirma que a lei do desejo “é a única que pode sustentar a diferença entre os sexos” (p.37). Esta diferença, ele ressalta, não é anatômica, nem de gênero. É a diferença no sentido de alteridade, ou seja, saber que o outro é diferente de você e conseguir valorizar isto. E saber que <strong>a completude não existe</strong>, nem em nós mesmos, tampouco numa relação.</p><p>Neste sentido, Julien fala que, ao nos submetermos à lei do desejo, aceitando o diferente, o incompleto, podemos construir relações que se mantém – e sempre descobrir algo novo e diferente dentro destas relações. Mas por que não nos submetemos sempre a ela? O autor afirma que é para evitar conflitos e transgressões das leis do bem e do dever, que implicam em <strong>sempre se mostrar como bons e perfeitos</strong> ou moralmente inabaláveis.</p><p><strong>É aí que está o desafio:</strong> aceitar que o outro não é completo implica, primeiro, aceitarmos que não somos – olhar para dentro e ver as nossas dificuldades e a nossa falta. Ainda segundo o autor: “o desafio é ficar próximo do não-conhecido no outro e em si mesmo” (p.43).</p><p>Ítalo Calvino termina seu livro <em>As cidades invisíveis</em> (1990) com o seguinte trecho, que acho muito pertinente:</p><blockquote><p>“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tenta saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.&#8221;</p></blockquote><p>Na sociedade atual, este<strong> olhar para dentro</strong> é bem difícil: primeiro, pela infinidade de afazeres que nos distraem; segundo, que a exigência de se mostrar perfeito e feliz o tempo todo dificulta ainda mais olharmos o que não é bonito e feliz – coisa que já é difícil de se fazer por si só. Assim, cresce a venda de livros de auto-ajuda, que só reforçam que a felicidade plena e a completude é possível. Mas a insatisfação também cresce, assim como o desentendimento nas relações.</p><p>Cada uma das dificuldades enfrentadas por um casal não é superada (se é que pode-se dizer superação) sem uma boa dose de sofrimento. E sem uma boa dose de conversa. É o falar, argumentar e negociar que faz com que as escolhas do casal possam ser construídas. Calma, meninos, não estou propondo a DR eterna! Mas a pontuação das diferenças é sempre necessária – e por meio da fala que chegamos a acordos, saídas, novos caminhos.</p><p>Neste sentido, a música popular brasileira, arraigada em concepções menos eruditas sobre o amor, muitas vezes dando voz a sabedoria popular, diz: <strong>“Pergunte ao seu orixá, amor só é bom se doer”</strong> (letra de &#8220;Canto de Ossanha&#8221;, de Baden Powell e Vinicius de Moraes). Simples. Porém essencial para pensar num amor fundado na diferença.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1IkoSi8b5a8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/1IkoSi8b5a8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1IkoSi8b5a8" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p><p>Porque, afinal, é com a diferença também que se pode sair da mesmice: <strong>é por saber a dor, que se sabe aproveitar a felicidade</strong>. E as pessoas esquecem-se das oposições na contemporaneidade, por temer abalar tudo aquilo que julgam estável. Tem de se ter a garantia, a certeza&#8230;</p><p>Mas certo mesmo é que não se pode ter certeza de nada com relação ao amor.</p><p><strong>Referências:</strong></p><p>Calvino, Italo. <em>As cidades invisíveis</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.<br /> Julien, Philippe. <em>Abandonarás teu pai e tua mãe</em>. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2000.<br /> Hilst, Hilda. <em>A obscena senhora D</em>. São Paulo: Globo, 2001.<br /> Nasio, J D. <em>5 lições sobre a teoria de Jacques Lacan</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1993.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/voce-me-completa-sobre-relacionamentos-e-incompletude/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>49</slash:comments> </item> </channel> </rss>
<!-- Performance optimized by W3 Total Cache. Learn more: http://www.w3-edge.com/wordpress-plugins/

Minified using disk
Page Caching using disk (user agent is rejected)
Database Caching 10/24 queries in 0.004 seconds using disk

Served from: papodehomem.com.br @ 2010-03-18 11:37:55 -->