<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Entrevistas</title> <atom:link href="http://papodehomem.com.br/category/principal/entrevistas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://papodehomem.com.br</link> <description>Conteúdo e diversão para homens. Todo dia.</description> <lastBuildDate>Fri, 19 Mar 2010 15:23:34 +0000</lastBuildDate> <generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Fernando Dall&#8217;Acqua, 29, baterista (fotógrafo e atirador) &#8211; Parte 2</title><link>http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-2/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-2/#comments</comments> <pubDate>Fri, 26 Feb 2010 14:53:13 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11780</guid> <description><![CDATA[Na primeira parte, Fernando contou de sua formação, seus primeiros dias em cima de uma batera e seu trabalho como fotógrafo. Além do tiro esportivo, agora ele fala de mais um de seus brinquedinhos: uma bike de downhill.5. Um momento que fez todo o esforço valer a pena Lançar o CD e o videoclipe do Hexafônicos. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Na <a href="http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-1/" target="_blank">primeira parte</a>, Fernando contou de sua formação, seus primeiros dias em cima de uma batera e seu trabalho como fotógrafo. Além do tiro esportivo, agora ele fala de mais um de seus brinquedinhos: uma <strong>bike de downhill</strong>.</p><p><span id="more-11780"></span></p><h3>5. Um momento que fez todo o esforço valer a pena</h3><p>Lançar o CD e o <strong>videoclipe do Hexafônicos</strong>. Por ser um som complexo e com diversas participações, principalmente na gravação em estúdio, demorou muito mais do que imaginávamos. É aquela sensação de “agora vai, não foi&#8230; agora vai&#8230; agora vai!”. Estamos recebendo boas críticas e sabendo que estamos no caminho certo.</p><p>Em duas semanas no YouTube <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y-oGrAio7VY" target="_blank">nosso clipe passou dos 1500 acessos</a>. Para quem esta começando é um número bem expressivo.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11810" title="hexafonicos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/hexafonicos.jpg" alt="" width="550" height="366" /><br /> <em>Durante a gravação do videoclipe de &#8220;Maracathrash&#8221;</em></p><h3>6. O que acontece nessa profissão que ninguém imagina?</h3><p>Vou falar da música. O que já entrei pelo cano tocando por aí&#8230; Quando você começa a tocar, tudo vale a pena. Qualquer bar ou boteco é palco para se apresentar com a banda. Como ainda não fizemos nenhum show com o Hexafônicos, não rolou nada do tipo (e espero que não role). Porém nas outras que toquei, vixi&#8230;</p><p>Já ficamos sem cachê (que ficou acertado com o responsável pelo evento), já tivemos o <strong>show encerrado pela PM</strong>, já tivemos que parar de tocar porque o público fechou o maior quebra pau no show e os caras acabaram caindo em cima dos nossos instrumentos, já toquei sentado embaixo de uma luminária com o fio totalmente descascado (bastava eu me empolgar e levantar os braços pra morrer eletrocutado!)&#8230; A lista é grande!</p><p>Mas também tenho muitas coisas boas para contar. Conhecer pessoas e lugares diferentes é bom demais. E ter o reconhecimento do público faz tudo isso valer a pena.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="320" height="265" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/bdAfWNFI1fo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="320" height="265" src="http://www.youtube.com/v/bdAfWNFI1fo&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bdAfWNFI1fo&amp;amp;feature=related" target="_blank">&#8220;Frevo Roll&#8221;</a> | Puta som dos Hexafônicos. Deixe rolando enquanto lê.</em></p><h3>7. Quais os erros de outros profissionais que deixam você com vergonha da profissão?</h3><p>A falta de <strong>humildade</strong>. Não é difícil encontrar músicos desse tipo. Não digo somente dos bateristas e sim de todos os que envolvem a cena musical. Seja o proprietário do local do show, o cara que regula o som ou integrantes de outras bandas. Já me deparei com pessoas que não mereciam fazer o que fazem. E sei que isto irá acontecer mais vezes porque há pessoas assim em qualquer lugar que se vá.</p><p>Engraçado porque ao mesmo tempo que há babacas desse tipo existem pessoas que dão um exemplo. Posso citar o último workshop que fui do <strong>Andreas Kisser</strong> (guitarrista do Sepultura). O cara foi gente fina pra caramba, conversou com o público, tirou fotos com todos, deu autógrafos e entrevistas e em momento algum se achou o “tal”. São essas as atitudes que valorizo.</p><p>Digo exatamente o mesmo quando falo do ramo fotográfico. Se você fizer um serviço bem feito, <strong>sempre haverá mercado</strong>. Não é necessário difamar ou queimar alguém pelas costas para conseguir um trabalho.</p><h3>8. Mulher: melhor trabalhar ao lado dela, melhor mantê-la longe ou nenhum dos extremos?</h3><p>A mulher sempre traz o seu charme que não pode faltar em nenhum lugar, seja ele na fotografia, na música ou em qualquer outra área. Qual músico não gosta de ver uma mulher detonando na bateria ou fazendo um solo na guitarra? Ou ainda dando uns tiros certeiros no alvo!? No mínimo chama a atenção. Eu pelo menos gosto!</p><h3>9. O que você diria a um leitor que deseja se tornar baterista/fotógrafo/atirador?</h3><p>Estude, fuce e meta a cara. A Internet está aí e informação tem de rodo. Conheça novas pessoas, <strong>pergunte</strong> e seja sempre humilde.</p><p>Aprenda a valorizar as vitórias obtidas, seja na compra de um bem ou na conquista de uma premiação, mas não deixe que isto o torne indiferente com os outros. Se descobriu que deseja algo, invista em equipamentos de qualidade para ter o melhor resultado possível.</p><p>Sempre é bom reencontrar pessoas bacanas e por isto cultive a amizade. Pessoas não muito amigáveis cruzarão o seu caminho e a cordialidade é a melhor maneira para uma convivência sadia.</p><p><img title="foto-fernando" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/foto-fernando.jpg" alt="" width="550" height="366" /><br /> <em>Ilha do Mel &#8211; PR | Veja mais fotos no <a href="http://www.flickr.com/photos/fernando_dallacqua" target="_blank">Flickr do Fernando</a></em></p><h3>10. O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</h3><p>Seja bom com os outros, mas não ingênuo.</p><h3>11. Quais são os benefícios que seu trabalho gera para as pessoas próximas e para a sociedade em geral?</h3><p>Vou focar esta pergunta para o Hexafônicos. Buscamos resgatar o que perdemos há tempos: <strong>valorização da nossa nação</strong>. A musicalidade do nosso país é riquíssima, mas preferimos ouvir feijão com arroz ou qualquer outra fórmula pronta e sem graça jogada em nossos ouvidos pelo Faustão ou Gugu. O que dizer do nosso funk, se é que podemos chamar assim? A letra é putaria do começo ao fim e achamos tudo muito legal.</p><p>Enquanto entupimos nossos ouvidos com esse lixo, nossos governantes roubam, mentem e enchem as meias com dinheiro e ninguém vai preso. Poucos tempo depois tudo volta a ser como sempre foi. E o funk ou qualquer outra “novidade” musical também.</p><p>Por isso o Hexafônicos, ao mesmo tempo que mostra o que temos de rico em nosso país, critica suas atitudes. Queremos abrir os olhos das pessoas e falar que aqui é um país com qualidades que outros países não tem e que é possível, sim, mudar essa bagunça toda. <strong>Basta termos atitude.</strong></p><h3>12. Quais seus outros interesses, práticas e habilidades?</h3><p>Na época em que trabalhei pela PF consegui juntar uma grana legal e comprar uma bike de downhill.</p><p>Este é um esporte onde descemos morro abaixo trilhas com diversos obstáculos como pedras, galho, saltos e buracos e ganha quem faz o menor tempo. Depois de ter “abraçado” uma árvore e <strong>quase ter quebrado a bacia num tombo</strong>, resolvi pegar mais leve no esporte.</p><p><em><img title="bike" src="../wp-content/uploads/2010/02/bike.jpg" alt="" width="550" height="478" /><br /> Não, não é montagem.</em></p><p>Tenho andado pouco ultimamente porque muitos dos meus amigos que corriam desistiram devido à falta de incentivo (patrocínios). Alguns também devido ao alto valor dos equipamentos e manutenção. Na época investi cerca de 8 mil reais na minha bike, mas tem algumas que custam o dobro da minha. É algo que me faz falta e certamente irei retomar o pedal com mais frequência.</p><h3>13. Faça uma pergunta para você mesmo. E responda.</h3><p>–Deseja viver muito?</p><p>–Sim. Quero chegar a 90, 100 anos! Quero viver o máximo que puder. Quando eu não puder andar de bike, tocar bateria ou atirar, continuarei fotografando. Quando não puder mais fotografar, continuarei contanto todas as minhas histórias por aí. Quando não puder contar mais histórias, aí sim estará na hora de ir embora :O)</p><p><em><strong>Fernando Dall&#8217;Acqua na web:</strong> <a href="http://twitter.com/vacine" target="_blank">@VACINE</a> | <a href="http://twitter.com/hexafonicos" target="_blank">@Hexafonicos</a> | <a href="http://www.flickr.com/photos/fernando_dallacqua" target="_blank">Flickr</a> | <a href="http://www.myspace.com/hexafonicos" target="_blank">MySpace</a></em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-2/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>33</slash:comments> </item> <item><title>Fernando Dall&#8217;Acqua, 29, baterista (fotógrafo e atirador) &#8211; Parte 1</title><link>http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-1/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-1/#comments</comments> <pubDate>Thu, 25 Feb 2010 02:38:15 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11776</guid> <description><![CDATA[O cara é atirador, fotógrafo e baterista. E nada disso é seu full time job.Com baquetas (toca nas bandas Vacine e Hexafônicos) explora ciclos polirrítmicos e compassos pouco convencionais (odd times), como 7/8. Com a câmera, trabalha em casamentos e eventos. Com suas armas, pratica tiro ao alvo por esporte. Nosso papo com Fernando Dall&#8217;Acqua foi [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O cara é atirador, fotógrafo e baterista. <strong>E nada disso é seu <em>full time job</em>.</strong></p><p><span id="more-11776"></span></p><p>Com baquetas (toca nas bandas Vacine e Hexafônicos) explora ciclos polirrítmicos e compassos pouco convencionais (odd times), como 7/8. Com a câmera, trabalha em casamentos e eventos. Com suas armas, pratica tiro ao alvo por esporte.</p><p>Nosso papo com Fernando Dall&#8217;Acqua foi longo, por isso dividimos em 2 partes. Todas as fotos utilizadas são dele. Enjoy.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11781" title="fernando-arma" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/fernando-arma.jpg" alt="" width="550" height="366" /><br /> <em>Fernando Dall&#8217;Acqua com um de seus brinquedinhos em mãos</em></p><h3>1. Qual sua história? Fale um pouco da sua formação&#8230;</h3><p>Sou libriano, nascido no dia 23 de setembro de 1980 em <strong>Joinville, Santa Catarina</strong>. Concluí o ensino fundamental e médio no colégio Elias Moreira. Me formei em Sistemas de Informação pela Univille e sou pós-graduado em Marketing pela FAE.</p><p>Comecei trabalhando como estagiário no SINE atendendo pessoas à procura de trabalho. Pouco tempo depois consegui um emprego na área de TI da Polícia Federal. No total foram cinco anos e meio neste área de TI, onde nos últimos dois viajei boa parte do país prestando serviços para a PF. <strong>Rodei pelos estados</strong> de São Paulo, Pará, Amazonas, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Bahia, Paraná e aqui em Santa Catarina.</p><p>Como adoro viajar e fotografar, foi um bom período pra mim. Além dos lugares que visitei conheci agentes policiais de diversos países que vinham trabalhar em conjunto com nossa polícia como americanos, israelenses, colombianos e franceses. Tive um crescimento profissional e pessoal sem tamanho nesse período.</p><p>Parei de viajar, deixei de trabalhar com a PF e entrei na Totvs, empresa em que estou atualmente.</p><p>Durante todo este tempo sempre toquei bateria. Como era comum eu ficar um mês ou mais fora de casa devido aos serviços com a polícia, a bateria acabou ficando um pouco de lado mas não cheguei a parar totalmente. Este ano estou mais ativo do que nunca.</p><h3>2. Como foi sua iniciação na bateria?</h3><p>Meu primeiro contato com a bateria foi durante um churrasco de uns amigos dos meus pais. Não recordo se quis tocá-la por curiosidade ou se me chamaram para ver como eu me sairia, só sei que fiz <strong>um compasso 4/4 redondinho</strong> e todos gostaram.</p><p>Alguns anos mais tarde meu irmão (guitarrista e vocalista do Vacine) começou a ensaiar em casa com alguns amigos. A bateria era o som que mais me chamava a atenção, tanto que quando saíam para tomar uma água ou dar um tempo eu já pulava no banquinho e começava a tocar o terror na vizinhança.</p><p>Na época o baterista não gostava muito disso por causa do ciúmes que tinha dela. Para evitar que eu tocasse, ele levava junto as baquetas quando saíam. Mas não adiantava porque <strong>eu catava um graveto qualquer</strong>, quebrava no tamanho de uma baqueta e mandava ver. Claro que para fazer tudo isto eu esperava todos saírem, mas um dia a casa caiu: em vez de pegar um graveto seco, usei um galho verde e no final do solo percebi que tinha deixado a caixa clara toda marcada! Dalí pra frente só comprando meu próprio instrumento&#8230;</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11784" title="bateria-gravacao-clipe-hexafonicos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bateria-gravacao-clipe-hexafonicos.jpg" alt="" width="550" height="366" /><br /> <em>Outro brinquedinho de Fernando&#8230;</em></p><p>Nessa época eu já devia ter meus 12 anos de idade e sabia que era aquilo que queria. Meus pais sempre me apoiaram em tudo e com a música não foi diferente: convenci meu pai a me ajudar a comprar minha primeira bateria.</p><p>Passei a tocar com meu irmão no Vacine e com a banda A-77 – a primeira, voltada para o estilo guitar band. A segunda, partindo para um som <strong>punk rápido e cru</strong>. Fiz aula com uma grande amigo e baterista Mauro Uhlig por cerca de dois anos onde me aprofundei no lado mais técnico do instrumento, principalmente após ter conhecido a banda <strong>Dream Theater</strong>.</p><p>De lá para cá toquei em diversos grupos e fiz diversas participações em projetos musicais. Gosto muito de me relacionar com outras bandas e projetos. Algumas já me convidaram para substituir um baterista que estava machucado ou que não podia tocar por algum motivo particular. Faço isto com o maior prazer, mas preciso curtir o som. Se for um convite para um trabalho rápido e que eu não curta, também faço sem problemas, mas vou cobrar pelo serviço e será unicamente a trabalho e não por gosto.</p><h3>3. O que você faz atualmente? No que você é realmente bom?</h3><p>Sou baterista de duas bandas no momento, <strong>Vacine e Hexafônicos</strong>.</p><p>O <a href="http://twitter.com/vacine" target="_blank">Vacine</a>, como já disse, é mais voltado para o estilo guitar band/experimental. Toco com meu irmão nela faz cerca de 10 anos e temos duas demos e um CD lançado de forma independente. Pelo tempo que estamos na cena musical joinvilense, temos um público bem fiel.</p><p>O Hexafônicos já envolve o lado mais complexo da música. É uma mistura de <strong>ritmos brasileiros</strong> como baião, samba, maracatu, frevo e afoxé com <strong>rock progressivo</strong> e é cantado em português. Nossa ideia é valorizar a música brasileira. Trabalhamos compassos compostos e figuras rítmicas pouco utilizadas no som brasileiro, mas que possui uma melodia boa de ser ouvida. Mesclamos compassos compostos como o 7/8 dentro de figuras rítmicas quaternárias. (Alguém compreendeu o que quis dizer?) Resumindo, é um som complexo pra cacete.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Y-oGrAio7VY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/Y-oGrAio7VY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y-oGrAio7VY" target="_blank">Link YouTube</a> | Clipe da música &#8220;Maracathrash&#8221; &#8211; Hexafônicos</em></p><p>Fomos selecionados em três editais da cultura e graças a isto conseguimos lançar um clipe e um CD. Temos ainda em mãos um bom dinheiro para trabalhar a mixagem e masterização do álbum lançado. Haverá uma nova prensagem mais adiante com uma qualidade sonora melhor ainda. Nele constam participações de músicos renomados Brasil afora, como Edu Ardanuy (guitarrista do Dr. Sin) e Endrigo Bettega (baterista independente). Pretendemos conseguir outras como Ed Motta, Marcinho Eiras (guitarrista da banda do Faustão), Lenine e Mozart Mello.</p><p>Também estou iniciando um novo projeto com o Chacal, ex-guitarrista e vocalista da banda Flesh Grinder. Curto um som mais pesado como Slayer, Sepultura, Meshuggah, Obituary, Fear Factory, e por isso decidi contatá-lo para o projeto. Estamos jogando as idéias na mesa por enquanto, mas pelas conversas que já rolaram faremos uma mescla de estilos que ambos curtimos.</p><p><strong>Outra paixão minha é a fotografia:</strong> gosto tanto de tocar bateria quanto de clicar. Sempre tive interesse pela fotografia e por uma sorte do destino, na época em que comecei a trabalhar na PF, meu chefe possuía uma câmera aposentada <strong>Pentax K 1000</strong> e um set com diversas lentes. Como todo o equipamento estava com bolor e fungos pedi autorização para mandar limpá-lo, arquei com os custos do serviço e dali em diante passei a praticar esta arte. Faz dois anos que utilizo a fotografia também como profissão cobrindo<strong> casamentos e eventos sociais</strong>.</p><p>Apesar de ter dado um tempo devido a tantos outros compromissos, também pratico <strong>tiro ao alvo</strong>. Neste período que trabalhei na Polícia Federal pude acompanhar alguns treinamentos de tiro e conhecer melhor o funcionamento de diversas armas incluindo revólveres, pistolas, espingardas, rifles e fuzis.</p><p>Após o conhecimento que adquiri a respeito mudei minha visão de que “quem tem armas não é um cidadão de bem”. Pelo menos é o que o Governo demonstra com estas campanhas descabidas de desarmamento e que a maioria da população já provou ser totalmente contra no referendo que houve em 2005. Comprei minhas próprias armas e comecei a prática de tiro. Mas sempre fui um cara da paz, nunca utilizei e espero nunca utilizá-las para outro fim que não seja atirar por esporte. Salvo se houver <strong>uma invasão de zumbis na Terra&#8230;</strong></p><h3>4. Conte um pouco do seu cotidiano.</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-11782" title="casamento" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/casamento1.jpg" alt="" width="550" height="367" /><br /> <em>Para cada casamento, são cerca de 1000 fotos. Tem noção?</em></p><p>Trabalho numa empresa de software e com fotografia digital. Por isso passo a maior parte do tempo na frente do computador. Durante o dia atuo como <strong>Analista de Suporte</strong> na Totvs, multinacional e 8º maior do mundo em softwares de gestão empresarial. Depois das 19h geralmente estou trabalhando nas minhas fotos ou então tocando bateria.</p><p>Final de semana o negócio aperta. É comum eu acordar sábado de manhã para ver questões relacionadas a fotografia como impressão e álbuns de casamentos, depois chegar em casa para almoçar e já partir pro ensaio com a banda para em seguida vestir meu terno e me mandar para fotografar um casamento ou evento. Quando cubro um casamento chego cansado em casa, geralmente lá pelas três da manhã depois de ficar de pé por diversas horas com o equipamento no pescoço.</p><p>Domingo procuro descansar, mas nem sempre tanto quanto quero. Tenho fotografado bastante casamentos e cada um dá em média mil fotos. São mil fotos que tenho que revisar e selecionar, repassar aos noivos para escolha e tratar as imagens escolhidas para confecção do álbum. Compensa, mas é puxado.</p><p><em><a href="http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-2/" target="_blank"><strong>Continua&#8230;</strong></a> Leia a <a href="http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-2/" target="_blank">segunda parte</a> dessa entrevista, na qual Fernando Dall&#8217;Acqua fala como gastou R$ 8.000,00 em uma <strong>bike de downhill</strong>.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/fernando-dallacqua-29-baterista-fotografo-e-atirador-parte-1/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>46</slash:comments> </item> <item><title>Merlin Bronques, xx, LastNightsParty.com</title><link>http://papodehomem.com.br/merlin-bronques-xx-lastnightsparty-com/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/merlin-bronques-xx-lastnightsparty-com/#comments</comments> <pubDate>Thu, 04 Feb 2010 03:08:27 +0000</pubDate> <dc:creator>Guilherme Nascimento Valadares</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11484</guid> <description><![CDATA[Com a pergunta “Where were you last night?” (Onde estava na noite passada?), Bronques dá o tom de seu principal projeto, o site Last Night&#8217;s Party, onde registra as fotos das mais insanas baladas ao redor do mundo.Nascido no Brooklyn, em Nova Iorque, Bronques era conhecido como Merlin em seu início de carreira, no mundo [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Com a pergunta <em>“Where were you last night?”</em> (Onde estava na noite passada?), Bronques dá o tom de seu principal projeto, o site <a href="http://lastnightsparty.com/" target="_blank">Last Night&#8217;s Party</a>, onde registra as fotos das mais insanas baladas ao redor do mundo.</p><p><span id="more-11484"></span></p><p>Nascido no Brooklyn, em Nova Iorque, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Merlin_Bronques" target="_blank">Bronques era conhecido como Merlin em seu início de carreira,</a> no mundo da música, onde alcançou reconhecimento na década de 90. Mas deixou de lado sua veia musical, e hoje é reconhecido como um dos melhores fotógrafos de festas do mundo. Inspiração para projetos como o brazuca <a href="http://www.sp00.net/" target="_blank">SP 00</a>.</p><p><a href="http://lastnightsparty.com/" target="_blank"><img title="bronques" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/bronques.jpg" border="0" alt="bronques" width="502" height="335" /></a><em><br /> Esse é o cara.</em></p><p>Ironicamente, não gosta de ser definido como fotógrafo.</p><p>Tive o prazer de conhecê-lo semana retrasada, quando visitou o Brasil e meus amigos <a href="http://blog.ianblack.com.br/" target="_blank">Ian Black</a> e <a href="http://santahelena.org/" target="_blank">Marina Santa Helena</a> o levaram para desbravar o melhor de Sampa.</p><p>Além da entrevista que podem ler abaixo, estive com ele em uma das famigeradas festas, dessa vez localizada no Bar Secreto. As fotos estão ao final do artigo.</p><p>Mais Bronques:</p><ul><li><a href="http://twitter.com/Bronques" target="_blank">no twitter</a></li><li><a href="http://bronques.wordpress.com/" target="_blank">em seu fuderoso blog pessoal</a>. escreve tão bem quanto fotografa.</li><li><a href="http://www.amazon.com/lastnightsparty-Where-Were-Last-Night/dp/0810949024" target="_blank">o livro</a></li></ul><p><em>ps: o xx no título é por conta do meu esquecimento em perguntar a idade dele. fuck.</em></p><p>&#8211;</p><h5>1. Você se vê como um artista, fotógrafo, empresário, alquimista, um cara que promove o prazer…?</h5><p>Eu provavelmente sou mais como um catalisador, um instigador, que por acaso anda com uma câmera. As fotos mais representativas de meu trabalho são registros de cenas que nunca teriam acontecido se eu não estivesse lá.</p><p>Eu gosto também de pensar que sou responsável pela segunda onda de sutiãs queimados do movimento feminista. ;-)</p><h5>2. Me diga uma coisa: o que realmente te move? Qual sua paixão?</h5><p>Eu acho que esses sentimentos nunca deveriam ser banalizados por palavras, mas olhando para as minhas fotos qualquer um provavelmente encontraria a resposta para essa pergunta.</p><h5>3. Qual seu objetivo a longo prazo na vida?</h5><p>Estar sempre empolgado e com tesão de viver.</p><p><a href="http://lastnightsparty.com/" target="_blank"><img title="lnp" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lnp.jpg" border="0" alt="lnp" width="402" height="269" /></a></p><h5>4. Vivendo em festas o tempo inteiro, cercado de álcool, drogas e modelos nuas, é possível encontrar amor?</h5><p>Vivendo em uma cidade pequena, sem festas, sem álcool e sem drogas, onde todos tem um bom trabalho e vivem em uma comunidade estável, é possível encontrar amor?</p><h5>5. Viajando o tempo inteiro, você tem saudade da família e dos amigos? Você às vezes se sente sozinho em um quarto de hotel em um local qualquer depois de uma festa com pessoas com as quais você talvez nunca mais converse?</h5><p>Eu vejo o romance nos altos e baixos. Nos momentos entre os altos e baixos, eu provavelmente estou comendo.</p><h5>6. Quantos países você já visitou? De todos esses locais, há algum que você chama de “casa”?</h5><p>Eu considero New York minha casa, pois é o único local onde a minha identidade atual poderia ter sido criada. Mas meus locais favoritos são aqueles que me lembram de que há uma outra qualidade de vida que eu talvez queira explorar no futuro.</p><p>Veja São Paulo, por exemplo: quando eu ouvi a bateria começar a toca na Escola da Vai-Vai no último domingo, imediatamente um monte de coisas que normalmente circulam em minha mente não mais pareciam tão importante.</p><h5>7. Qual é o lugar mais visualmente inspirador que você já conheceu?</h5><p>“Lugares” são apenas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Container_(transporte)">containers</a> para pessoas. Eu não poderia realmente ser inspirado por um local sem suas pessoas. A exceção são os quartos de hotéis: eles me inspiram mesmo quando estão vazios pois eu consigo ver todo o seu potencial…</p><p><a href="http://lastnightsparty.com/" target="_blank"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lnp3.jpg" border="0" alt="lnp3" width="402" height="269" /></a></p><h5>8. Qual filme todo mundo deveria ver antes de morrer?</h5><p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0061465/"><em>Chelsea Girls</em></a> (1966).</p><h5>9. Qual música ninguém deveria morrer sem ouvir?</h5><p><a href="http://video.google.com/videoplay?docid=5792204981326161348#">“When Doves Cry”</a> (composta pelo Prince, mas com incontáveis outras versões).</p><h5>10. Qual local todo mundo deveria conhecer antes de morrer?</h5><p>New York.</p><h5>11. Se você pudesse viver sua vida novamente, qual a única coisa que mudaria?</h5><p>Eu não tenho desejo algum de mudar as coisas; sou muito ocupado as criando.</p><p>–</p><p>Os sets de fotos produzidos por Bronques em sua passagem pelo Brasil:</p><p><a href="http://lastnightsparty.com/vaivai/" target="_blank"><img title="vaivai" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/vaivai.gif" border="0" alt="vaivai" width="382" height="502" /></a><em><br /> A garota na capa acima é a bela Santa Helena, esposa do Ian, apresentado ao começo do post.</em></p><p><a href="http://lastnightsparty.com/420/" target="_blank"><img title="420" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/420.gif" border="0" alt="420" width="382" height="252" /></a><em><br /> A trupe PdH marcou presença no set 420, os mais atentos vão notar.</em></p><p><a href="http://lastnightsparty.com/sexo/" target="_blank"><img title="sexonacidade" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/sexonacidade_thumb.gif" border="0" alt="sexonacidade" width="382" height="502" /></a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/merlin-bronques-xx-lastnightsparty-com/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>45</slash:comments> </item> <item><title>Alberto Dell&#8217;Isola, 30, homem-memória</title><link>http://papodehomem.com.br/alberto-dellisola-30-homem-memoria/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/alberto-dellisola-30-homem-memoria/#comments</comments> <pubDate>Wed, 27 Jan 2010 16:27:10 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11368</guid> <description><![CDATA[Depois de entrevistarmos diversos profissionais com formação híbrida, encontramos um cara que decidiu explorar os limites da memória humana. Além de ser campeão brasileiro de memorização e recordista latino-americano, Alberto Dell&#8217;Isola trabalha como psicólogo, toca piano, dança tango, luta Muay Thai e conta que destrói com o Guile no Street Fighter II.Usando técnicas de associação, ele [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Depois de entrevistarmos diversos <a href="http://papodehomem.com.br/category/principal/entrevistas/" target="_blank">profissionais com formação híbrida</a>, encontramos um cara que decidiu explorar os limites da memória humana.</p><p>Além de ser <strong>campeão brasileiro de memorização</strong> e recordista latino-americano, Alberto Dell&#8217;Isola trabalha como psicólogo, toca piano, <strong>dança tango, luta Muay Thai</strong> e conta que destrói com o Guile no <em>Street Fighter II</em>.</p><p><span id="more-11368"></span></p><p>Usando técnicas de associação, ele saber em qual dia da semana cai qualquer data de 1753 até 2099, consegue decorar muitos nomes de pessoas, números randômicos, páginas de revistas, cartas embaralhadas e tudo o que puder ser armazenado sei lá onde em sua mente.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/TAioQkUHoDA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/TAioQkUHoDA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TAioQkUHoDA" target="_blank">Link YouTube</a> | Alberto Dell&#8217;Isola no Fantástico</em></p><h3>1. Qual sua história? Quais suas origens?</h3><p>Nasci em 12 de janeiro de 1980, um sábado, em Belo Horizonte. Sempre fui fascinado por computadores. Na adolescência, nos primórdios da internet no Brasil, eu e alguns amigos descobrimos falhas de segurança em alguns provedores da capital. Assim, <strong>capturávamos o login e senha do banco de dados do provedor</strong> e os anotávamos em pequenos caderninhos que eram vendidos para os coleguinhas de sala por cerca de R$ 15.</p><p>Esse dinheiro era inteiramente revertido em fitas de videogame – um bom investimento na época. Aos 18 anos, lecionava matemática e inglês em cursinhos pré-vestibulares da capital. Apaixonado por computadores, decidi obter certificações em programação (Microsoft e Sun), enquanto cursava ciência da computação.</p><h3>2. Como descobriu que era isso que queria fazer e como chegou onde está?</h3><p>Eu era considerado <strong>o cara mais esquecido da faculdade</strong>. Pra ter uma ideia, era comum eu ir pra faculdade de carro e voltar de ônibus simplesmente porque esquecia que havia ido de carro. Era comum eu ir ao cinema porque havia desistido de encontrar meu carro no estacionamento – engraçado que, após assistir a ultima sessão, eu sempre encontrava o carro facilmente!</p><p>No final de 2003, estava fazendo um trabalho acadêmico sobre memórias de computador. Enquanto buscava o termo “memory” no Google, surgiu um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YZfwvHgo1Kw">video de Dominic O’Brien</a>, <strong>8 vezes campeão mundial de memória</strong>. Nesse vídeo, ele memorizava a sequência de cartas de um baralho recém embaralhado em menos de um minuto. Na hora pensei: “Filho da puta! Como será que ele consegue fazer aquilo?”</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11372" title="alberto-dellIsola" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/alberto-dellIsola.jpg" alt="alberto-dellIsola" width="500" height="333" /></p><p>Obstinado a descobrir o segredo de Dominic, passei dias e dias desenvolvendo algum sistema que me permitisse memorizar um baralho. Após diversas tentativas, cheguei a protótipo do sistema que utilizo hoje. De 2004 pra cá, esse sistema sofreu diversas alterações, me possibilitando quebrar o recorde latino americano de memorização de baralhos, com a marca de <strong>280 cartas memorizadas em apenas 1 hora</strong>. Em 2004, resolvi investir pesado na carreira de homem-memória: resolvi abandonar a computação e cursar psicologia. Atualmente, sou psicólogo.</p><h3>3. O que você faz atualmente? Qual sua especialidade? No que você é realmente bom?</h3><p>Sou mentatleta – atleta da mente. Também sou membro do LADI (Laboratório de Avaliação das Diferenças Individuais), na UFMG, onde realizamos diversas pesquisas na área de psicologia. Academicamente, também estou com um projeto de <strong>reabilitação de memória de idosos</strong> com dano cognitivo leve.</p><p>Além da vida acadêmica, sou escritor, já tendo publicado 7 livros sobre os temas de memorização, leitura dinâmica, criatividade e administração do tempo. Em campeonatos de memória, minha especialidade é a memorização de baralhos: consigo memorizar a sequencia de um baralho inteiro em menos de 2 minutos e ao menos<strong> 5 baralhos em 1 hora</strong>. Também sou contador de cartas: consigo utilizar da estatística para ter mais sorte no Blackjack, já tendo sido expulso de alguns cassinos.</p><p>Finalmente, tenho muita habilidade com o calendário (juliano, gregoriano), conseguindo dizer em frações de segundo o dia da semana pra qualquer data. Agora, no que sou realmente bom? <strong><em>Street Fighter II</em>, o original, com o Guile.</strong> ;-)</p><h3>4. Conte um pouco do seu cotidiano.</h3><p>Diariamente, corro ao menos 4 km pela manhã. Três vezes por semana, <strong>luto Muay Thai</strong>. Passo grande parte do dia escrevendo, seja para o <a href="http://memorizacao.blogspot.com">meu blog</a> ou algum livro novo em que esteja trabalhando.</p><p>Costumo treinar minha memória antes de dormir, memorizando ao menos 200 dígitos aleatórios por noite. Quando alguma competição se aproxima, costumo memorizar 1000 dígitos por dia e ao menos 8 baralhos.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_Wm0f6uMojA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/_Wm0f6uMojA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_Wm0f6uMojA" target="_blank">Link YouTube</a> | Alberto memoriza detalhes de 128 páginas de uma revista</em></p><h3>5. Uma história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena</h3><p>Estar do outro lado do mundo, praticando um esporte completamente desconhecido e ouvir os árbitros dizerem:</p><blockquote><p>“New latin american record”</p></blockquote><h3>6. O que acontece nessa profissão que ninguém imagina?</h3><p>Apesar de toda mídia espontânea (Caldeirão do Huck, Faustão, Fantástico, Revista Veja, dentre outros), ainda não possuo patrocinador. Desse modo, preciso financiar todas minhas viagens ao redor do mundo e quaisquer outros gastos que o esporte exija.</p><h3>7. Quais os erros de outros profissionais que deixam você com vergonha da profissão?</h3><p>Infelizmente, existem diversos profissionais que se dizem campeões de memória sem jamais terem disputado algum campeonato. Aliás, se eles tivessem ido a algum campeonato, eu certamente me lembraria. ;-)</p><h3>8. Mulher: melhor trabalhar ao lado dela, melhor mantê-la longe ou nenhum dos extremos?</h3><p>Felizmente, o homem-memória encontrou sua alma gêmea: a <strong>Miss Memória</strong>.</p><p>A Miss Memória, também conhecida como Valéria, me apoia em todos meus projetos. Aliás, compartilhamos muitos projetos juntos. Certamente é melhor trabalhar ao lado dela.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oYWIKbs1WRE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/oYWIKbs1WRE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=oYWIKbs1WRE" target="_blank">Link YouTube</a> | 35 cores memorizadas no Simon Trickster (Crazy Mode). Tenta, vai, tenta&#8230;</em></p><h3>9. O que você diria a um leitor que deseja aprimorar sua memória?</h3><p>Conhecer as bases da memória e a curva do esquecimento é um bom início. <a href="http://papodehomem.com.br/voce-ja-ouviu-falar-em-mnemonica/">Aqui mesmo no PapodeHomem já falei sobre isso</a>.</p><p>Para mais dicas, fique ligado. Pretendo publicar mais artigos em breve.</p><h3>10. O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</h3><p>Não existe problema algum em escolher uma profissão inusitada. No entanto, é preciso ter coragem para enfrentar o funil do mercado de trabalho.</p><p>Quando escolhi ser o maior memorião do Brasil, eu sabia que existiam poucas vagas. Se seu sonho é ser jogador de futebol, modelo ou campeão de kickboxing, aceite a existência do funil e procure ser o melhor naquilo que você faz. Para os melhores, sempre haverá mercado.</p><h3>11. Quais são os benefícios que seu trabalho gera para as pessoas?</h3><p>Ao contrário do que possam imaginar, as técnicas de memória não servem apenas para se quebrar a banca dos cassinos. Essas técnicas possuem aplicação muito ampla, sendo úteis no contexto corporativo, no dia-a-dia, na escola e até mesmo na faculdade.</p><p>Participo de diversos programas de divulgação de tais técnicas, permitindo que cada vez mais pessoas se desfrutem delas. Aliás, grande parte dessas técnicas se encontram disponíveis gratuitamente em meu blog e site. Assim, só não melhora a memória quem realmente não quiser.</p><h3>12. Quais seus outros interesses, práticas e habilidades?</h3><p>Sou pianista, praticante de Muai Thay, torcedor do glorioso Atlético-MG e Coach com certificação internacional. Além disso, gosto de estudar temas como hipnose, comunicação, meditação, teoria da evolução e neurociência.</p><p>Danço tango também.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11371" title="tango" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/tango.jpg" alt="tango" width="500" height="357" /><br /> <em> Com a mulher, em uma apresentação de tango</em></p><h3>13. Faça uma pergunta que gostaria muito que alguém que lhe perguntasse. E responda.</h3><p>– Alberto, gostaria muito de contratá-lo para dar uma palestra em minha empresa, comprar seus livros e participar de seus workshops. Como faço? ;-)</p><p>– É simples! Basta entrar no blog <a href="http://memorizacao.blogspot.com">www.memorizacao.blogspot.com</a> ou no site <a href="http://www.supermemoria.com.br">www.supermemoria.com.br</a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/alberto-dellisola-30-homem-memoria/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>35</slash:comments> </item> <item><title>Wagner Pagotto, 30, piloto profissional de Stock Car</title><link>http://papodehomem.com.br/wagner-pagotto-30-piloto-profissional-de-stock-car/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/wagner-pagotto-30-piloto-profissional-de-stock-car/#comments</comments> <pubDate>Tue, 12 Jan 2010 15:20:07 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Automobilismo]]></category> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11162</guid> <description><![CDATA[Continuamos com nossa série de entrevistas, abrindo possibilidades de vida e diferentes modos de existência para leitores em formação ou para quem não mais está tendo prazer em suas ações no mundo (leia aqui as anteriores).Não só evitamos profissões mais comuns (como advogado ou publicitário), mas buscamos gente que não é tão conhecida, que não [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Continuamos com nossa série de entrevistas, abrindo possibilidades de vida e diferentes modos de existência para leitores em formação ou para quem não mais está tendo prazer em suas ações no mundo (<a href="http://papodehomem.com.br/category/principal/entrevistas/" target="_blank">leia aqui as anteriores</a>).</p><p><span id="more-11162"></span></p><p>Não só evitamos profissões mais comuns (como advogado ou publicitário), mas buscamos gente que não é tão conhecida, que não está em todos os pódios e programas de TV. Gente mais próxima, sempre aprendiz, com <strong>trajetos peculiares e formação híbrida</strong>, às vezes mais vencedora do que aqueles que se perderam no meio da fama ou de trabalhos sem sentido.</p><p>Wagner Pagotto (<a href="http://wagnerpagotto.blogspot.com" target="_blank">blog</a> | <a href="http://twitter.com/wpagotto" target="_blank">twitter</a>) é um desses caras. Ele estreou com tudo na categoria Stock Jr (que não ocorrerá ano que vem) e já está levantando recursos para a nova categoria da Stock Car: <strong><a href="http://stockcar.globo.com/index.php/mini-challenge-2010/" target="_blank">Mini Challenge</a></strong>.</p><p><img title="pagotto" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/pagotto.jpg" alt="pagotto" width="400" height="268" /></p><p>Conversamos num bar, segue o papo:</p><h3>1. Qual sua história? Quais suas origens? O que fazia antes de ser piloto de corrida?</h3><p>Nasci em 13 de novembro de 1979, em São Paulo. Cresci e vivo no bairro do Butantã (criado entre cobras! rs&#8230;). Sou de uma família simples, mas muito trabalhadora, honesta e divertida! Estudei no Colégio Rio Branco (unidade da Granja Viana) e fiz faculdade de Sistemas de Informação na Faculdades Integradas Rio Branco. Tive muita sorte com minha formação, pois graças a minha mãe que trabalhava no Colégio Rio Branco, meu estudo sempre foi na faixa!</p><p>Também realizei vários cursos voltados para crescimento e fortalecimento mental, dentre os principais estão: Programação Neurolinguística (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa%C3%A7%C3%A3o_neurolingu%C3%ADstica" target="_blank">PNL</a>) e <strong>formação em Coaching</strong>. Trabalhei 5 anos com vendas de artigos esportivos, começando aos 13 anos de idade e depois  me tornei analista e desenvolvedor de sistemas, com que trabalho até hoje em paralelo com o Coaching e as corridas.</p><h3>2. Como descobriu que era isso que queria fazer e como chegou onde está?</h3><p>Desde minha infância sempre fui apaixonado pelo automobilismo e não perdia uma corrida de F1. Na adolescência (1998), comecei a correr nos <strong>Kart Indoor</strong> só por brincadeira. Nessas brincadeiras me destaquei da maioria das pessoas que também estavam começando e já andava de igual para igual com os mais experientes.</p><p>Ao começar a andar no kartódromo da Granja Viana (2005), nessas baterias de aluguel mesmo, novamente já andava no tempo dos profissionais. Com isso, fui querendo me tornar um piloto profissional e correr de verdade, mas os custos do automobilismo sempre estiveram longe da minha realidade!</p><p>Em 2008, resolvi fazer um <strong>curso de pilotagem</strong> para ver se realmente eu tinha jeito para a coisa e também para correr em Interlagos, pelo menos uma vez! Fui muito bem no curso e muito elogiado pelos meus instrutores!</p><p><strong><img title="wp" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/wp.JPG" alt="wp" width="500" height="327" /><br /> </strong><em>O brinquedinho de Wagner Pagotto</em><strong><br /> </strong></p><p>Após o curso resolvi que realmente eu queria e tinha tudo (menos dinheiro) para ser um piloto profissional! Começou a partir daí uma intensa busca por patrocínios. Busca em vão, pois eu não tinha nenhuma experiência e nem material para demonstrar minha capacidade.</p><p>Graças ao curso de formação em Coaching, consegui achar formas de eu realizar meu sonho! Resolvi pegar todas as minhas economias de anos de trabalho e investir em mim mesmo! Se eu não acreditasse em mim, quem iria? E foi assim que em 2009 <a href="http://stockcar.globo.com/index.php/2009/05/06/wagner-pagotto-m/" target="_blank">virei piloto profissional da Stock Car</a>, correndo na categoria Stock Jr. (categoria de formação da Stock Car) com muita dificuldade financeira, mas muito recompensadora e terminando a temporada como <strong>melhor estreante do ano.</strong></p><h3>3. O que você faz atualmente? Qual sua especialidade? No que você é realmente bom?</h3><p>Atualmente tenho uma empresa de desenvolvimento de sistemas e presto serviço a uma empresa de Softwares, faço coaching de vida para as pessoas (por enquanto apenas para amigos) e sou piloto da Stock Car.</p><p>Devido a minha facilidade de me relacionar com as pessoas, proatividade, persistência e desejo enorme de superação, as minhas carreiras profissionais estão indo por um ótimo caminho.</p><h3>4. Conte um pouco do seu cotidiano.</h3><p>Normalmente passo o dia inteiro na frente do computador, desenvolvendo sistemas ou buscando e entrando em contato com possíveis patrocinadores. Nos finais de semana gosto de estar com os amigos.</p><p>Já em dias de corrida&#8230; a coisa muda totalmente! Geralmente viajo na quinta cedo para o local onde será a corrida. Ao chegar, vou para o hotel, almoço e vou para o autódromo fazer as inscrições e reconhecimento da pista. Depois só descansar até o próximo dia. Na sexta e sábado, acordo bem cedo, <strong>normalmente às 5h</strong>, tomo café da manhã bem reforçado e vou para os primeiros treinos.</p><p>Normalmente saio no meio da tarde do autódromo, vou almoçar, dou uma passeada pelo local e mais descanso. No domingo, também acordo bem cedo, tomo café da manhã e vou para corrida. Após a corrida, mais correria: hotel e aeroporto. Chego em São Paulo no começo da noite.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8fx3RWb6pHQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/8fx3RWb6pHQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8fx3RWb6pHQ&amp;feature=player_embedded" target="_blank"><em>2ª etapa Stock Jr 2009 &#8211; Curitiba</em></a></p><h3>5. Uma história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena.</h3><p>Acho que  um dos principais momentos de realização foi em minha terceira corrida deste ano (2009) na etapa de Brasília. Saí na 10ª posição do grid e fiz uma excelente corrida, terminando na <strong>4ª posição</strong>, quase um pódio na terceira corrida da minha vida!</p><p>Recebi muitos elogios e até mesmo de pilotos renomados como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Felipe_Giaffone" target="_blank">Felipe Giaffone</a> e <a href="http://sobrecarrosecorridas.com.br/2009/01/djalma-fogaca-o-entrevistado-do-mes/" target="_blank">Djalma Fogaça</a>. Foi um sinal de que eu estava indo no caminho certo!</p><h3>6. O que acontece nessa profissão que ninguém imagina? Aproveite pra quebrar mitos, idealizações ou preconceitos.</h3><p>Muita gente fala que no automobilismo não dá para ter amigos. Eu discordo. Em todas as categorias da Stock Car é comum ver os pilotos saindo juntos, trocando ideias etc. São poucos que têm “narizinho empinado”.</p><p>Outra ideia errada que fazem é a de que quem é piloto ganha muita grana. Pelo contrário, são poucos pilotos que conseguem ganhar com as corridas. A maioria, mesmo com patrocínios, <strong>tem de desembolsar muito para correr.</strong></p><h3>7. Quais os erros de outros pilotos e organizadores que deixam você com vergonha da profissão?</h3><p>Infelizmente, o automobilismo é um esporte que envolve muita grana e politicagem. Muita gente acaba valorizando demais a sede por dinheiro, deixando para trás os reais valores dos seres humanos.</p><p>Com isso, vemos constantemente uma série de situações vergonhosas. Assim como vimos recentemente na F1. Uma pena para nós que amamos o verdadeiro automobilismo, buscando superar os limites.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/GLkET-Y7KyQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/GLkET-Y7KyQ&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=GLkET-Y7KyQ" target="_blank">1ª etapa Stock Jr 2009</a></em></p><h3>8. Mulher: melhor trabalhar ao lado dela, melhor mantê-la longe ou nenhum dos extremos?</h3><p>Mulheres&#8230; quanto mais perto melhor! rs&#8230; Adoro trabalhar com as mulheres! Elas possuem características fenomenais que só somam a qualquer trabalho. No automobilismo elas também estão buscando quebrar as barreiras e sofrem muito mais com os preconceitos que nós homens.</p><p>Hoje vemos mulheres muito habilidosas e excelentes profissionais no automobilismo. Além de, claro, trazer mais beleza e charme ao nosso esporte. O que seria dos pilotos e dos patrocinadores sem as <strong>promotoras</strong>? rs&#8230; Amo muito tudo isso!</p><h3>9. O que você diria a um leitor que deseja se tornar um piloto de corrida?</h3><p>Como não tive experiencias anteriores com o automobilismo e nem cresci no Kart, ficou muito claro o quanto o <strong>aspecto mental</strong> pesa muito! Enquanto ainda estou aprendendo muito na forma de pilotar e acertar o carro, tenho como “armas” principais a minha tranquilidade, concentração e humildade.</p><p>Os cursos de crescimento e fortalecimento mental que eu fiz foram de fundamental importância para a ótima temporada de estreia. O corpo e mente devem estar muito bem preparados! Feito isso, a técnica será adquirida muito mais rapidamente.</p><p>A busca de superação do piloto tem que estar voltada para ele mesmo e não se comparando com os outros pilotos.</p><h3>10. O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</h3><p>Um bom piloto é aquele que é bom nas pistas, mas um ótimo piloto é aquele que é melhor ainda fora delas.</p><h3>11. Quais são os benefícios que seu trabalho gera para as pessoas próximas, para sua comunidade e sociedade em geral?</h3><p>O automobilismo é um esporte que gera muita emoção e diversão para o público! Gera também a busca por avanços tecnológicos para melhorar a vida das pessoas.</p><p>É uma excelente ferramenta de marketing para as empresas divulgarem suas marcas, produtos ou serviços associadas ao prazer que o público tem ao assistir às corridas, se tornando assim uma das melhores formas de fixação da informação transmitida. E, para mim, também serve como uma ótima metáfora para as nossas vidas, buscado sempre a superação!</p><h3>12. Quais seus outros interesses, práticas e habilidades?</h3><p>Sou muito ligado à música! Faço<strong> dança de salão</strong>, sempre estou ouvindo música e procuro também aprender a tocar instrumentos.</p><p>Adoro esportes em geral e amo viajar! Sempre estou com minha família e amigos.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11171" title="wagner2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/wagner2.jpg" alt="wagner2" width="500" height="374" /></p><h3>13. Faça uma pergunta e responda.</h3><p>–O que te motiva?<br /> –Superação!</p><p><em>* Conhece algum profissional com uma formação perculiar? Coveiro, dublador, ator pornô, garçom, diplomata, pirata, mergulhador… Envie sua indicação para gitti arroba papodehomem.com.br</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/wagner-pagotto-30-piloto-profissional-de-stock-car/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>15</slash:comments> </item> <item><title>Como fazer sua Corrida da Cerveja</title><link>http://papodehomem.com.br/como-fazer-sua-corrida-da-cerveja/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/como-fazer-sua-corrida-da-cerveja/#comments</comments> <pubDate>Sat, 19 Dec 2009 08:00:53 +0000</pubDate> <dc:creator>Daniel Bender</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category> <category><![CDATA[Festas, Eventos e Shows]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=10766</guid> <description><![CDATA[Falamos com a mente maquiavélica por trás do maior evento etílico-esportivo já desorganizado no país, a Corrida da Cerveja de Brasília.Desorganizado porque foi formatado para conter apenas uma dúzia de pinguços, mas no dia do Big Game mais de 4 mil pessoas apareceram com seus engradados no Eixão. O time ganhador fez o percurso em [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Falamos com a mente maquiavélica por trás do maior evento etílico-esportivo já desorganizado no país, a <strong>Corrida da Cerveja de Brasília</strong>.</p><p><span id="more-10766"></span></p><p>Desorganizado porque foi formatado para conter apenas uma dúzia de pinguços, mas no dia do Big Game mais de <strong>4 mil pessoas</strong> apareceram com seus engradados no Eixão. O time ganhador fez o percurso em apenas 30 minutos. É uma garrafa de cerveja a cada 5 minutos caminhando a 6 km/h.</p><p><strong><a href="../a-grande-corrida-da-cerveja/">Este artigo de 2007</a></strong> registrou aqui no PdH a experiência de uma edição bem pequena, com apenas 5 equipes. Há também <a href="http://www.youtube.com/watch?v=U-HAL2yTbck" target="_blank">um vídeo</a> deste magnífico encontro atlético.</p><p>Como <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1410647-5598,00-CORRIDA+DA+CERVEJA+TERA+MAIS+DE+PARTICIPANTES+NESTE+DOMINGO+EM+BRASILIA.html">expliquei ao G1</a>, a ideia é fruto da mente doentia do meu irmão. Ele, por sinal, tem uma cervejeira e uma <a href="http://www.mulhercervejafutebol.com/loja/f%C3%A1brica-caseira-cerveja-p-66.html">fábrica de cerveja</a> em casa. Foda.</p><h3>Bate-papo com Daniel Ribas</h3><p><strong>Daniel Ribas: </strong>Viu a loucura que vocês criaram aqui?</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10770" title="corrida-cerveja-1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/corrida-cerveja-1.jpg" alt="corrida-cerveja-1" width="500" height="333" /><br /> <em>Pra saber quem está realmente na frente, só olhando quanta cerveja ainda resta | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/apossamai/sets/72157622995502688/" target="_blank">Ândrea Possamai</a></em></p><p><strong>Bender: </strong>Nós nada, vocês. Eu fui só a má influência.</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Pois é, cara, e que má influência!</p><p><strong>Bender:</strong> Parabéns pelo sucesso do empreendimento. Tenho certeza que não foi fácil.</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Isso porque o nosso começou igual ao de vocês, pra poucos amigos. A internet é foda&#8230;</p><p><strong>Bender: </strong>Eu lancei para o Twitter no momento em que recebi um email com o link do <a href="http://corridadacervejabsb.blogspot.com/">blog oficial</a>. Graças a várias retuitadas, inclusive do pessoal do PdH, rapidinho o pessoal mais fofoqueiro da Internet já estava sabendo do evento.</p><p>Que bizarro isso, cara, eu e o Felipe nem Orkut tínhamos, muito menos Twitter. Criamos um Orkut só por causa dessa parada, para gerenciar a comunidade da corrida lá. Sempre fomos os anti-pop da galera e isso acontece logo conosco. Ideia abençoada essa do teu irmão.</p><p><strong>Bender: </strong>E tem vídeos? Além das<a href="http://www.flickr.com/photos/apossamai/sets/72157622995502688/" target="_blank"> fotos do Flickr</a>?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Temos que editar ainda, mas a galera já jogou <a href="http://www.youtube.com/results?uploaded=w&amp;search_query=corrida+da+cerveja&amp;search_type=videos&amp;suggested_categories=24%2C23%2C17%2C22&amp;uni=3" target="_blank">alguma coisa no YouTube</a>.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_YGAApnbxXw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/_YGAApnbxXw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_YGAApnbxXw" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p><h3>A incrível multiplicação de bêbados</h3><p><strong>Bender: </strong>No início, logo depois do blog, quantos vocês eram para participar?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Esperávamos cerca de 20 pessoa. Cito o primeiro email para nossos amigos: &#8220;Se fecharmos 5 equipes a prova rola, se não é melhor deixar quieto&#8221;.</p><p><strong>Bender:</strong> Deu certo. A <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1410647-5598,00-CORRIDA+DA+CERVEJA+TERA+MAIS+DE+PARTICIPANTES+NESTE+DOMINGO+EM+BRASILIA.html" target="_blank">matéria do G1 de sexta</a> dizia que teria mais de 300 participantes. Como pode pular de 300 para 2800 em 2 dias?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Pra você ver como a coisa aconteceu bizarramente rápida. Na quarta, tínhamos em torno de 100 equipes, entre duplas e quartetos, inscritos. Quinta e sexta resolvemos fazer um estande pessoal de inscrição. Pra quê? Foram 4 horas de fila na frente para se inscrever.</p><p><strong>Bender: </strong>Quando foi que a rádio entrou em contato com vocês?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> O primeiro contato deve fazer 2 semanas. Apenas 2 dias depois de lançar o blog. Fui eu quem montou, totalmente tosco e no improviso.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10771" title="corrida-cerveja-2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/corrida-cerveja-2.jpg" alt="corrida-cerveja-2" width="500" height="405" /><br /> <em>Após anos de treinamento, um exemplo de superação.</em> <em> | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/apossamai/sets/72157622995502688/" target="_blank">Ândrea Possamai</a></em></p><h3>Pagode do alemão louco</h3><p><strong>Bender:</strong> Quanto tempo durou a prova?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Os ganhadores terminaram em meia hora. A equipe feminina demorou uns 45 minutos, chegaram trocando as pernas.</p><p><strong>Bender:</strong> É foda terminar, né? Porra, 30 minutos é o novo recorde mundial. :D</p><p><strong>Daniel Ribas: </strong>A galera que ganhou era pedreira.</p><p><strong>Bender:</strong> E vocês pretendem fazer o que agora?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Agora é fazer de novo, mas dimensionado pra esse tanto de gente.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10777" title="corrida-cerveja-6" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/corrida-cerveja-6.jpg" alt="corrida-cerveja-6" width="500" height="372" /><br /> <em>Correr, carregar o engradado e beber ao mesmo tempo: poucos conseguem tal proeza. </em><em> | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/apossamai/sets/72157622995502688/" target="_blank">Ândrea Possamai</a></em></p><p><strong>Bender:</strong> Quando vai ser isso? Ano que vem?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Aham, só não sabemos quando. Muita gente querendo que seja semestral. Mas vamos ver isso com calma.</p><p><strong>Bender: </strong>Melhor ser anual.</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Pois é, melhorar o prestígio do lance.</p><p><strong>Bender:</strong> A <a href="http://dftv.globo.com/Jornalismo/DFTV/0,,MUL1413962-10041,00.html">reportagem da TV Globo</a> foi meio negativa. Logo eu pensei na má repercussão desse evento. Como foi o contato com os patrocinadores? Quantos foram, no total?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> A reportagem da Globo no jornal local não teve nada a ver com o evento, falaram que foi cancelado, que serviu de protesto político. Nada disso procede. Os patrocinadores vieram por um produtor de eventos que nos contatou no início.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="392" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="quality" value="high" /><param name="FlashVars" value="midiaId=1175658&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><param name="src" value="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" /><param name="flashvars" value="midiaId=1175658&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="392" src="http://video.globo.com/Portal/videos/cda/player/player.swf" flashvars="midiaId=1175658&amp;autoStart=false&amp;width=480&amp;height=392" quality="high"></embed></object><br /> <a href="http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1175658-7823-CORRIDA+DA+CERVEJA+E+CANCELADA+NO+EIXAO,00.html" target="_blank"><em>Link Globo.com</em></a></p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Foram 3 patrocinadores e 2 apoiadores. Uma choperia, um paintball e uma pizzaria. Apoiadores foram a produtora do cara que arrumou os patrocínios e a Jovem Pan.</p><p><strong>Bender: </strong>E os patrocinadores gostaram da brincadeira?</p><p><strong>Daniel Ribas: </strong>Os patrocinadores ficaram vidrados na coisa toda, querendo expandir pro ano que vem, fazer uma coisa enorme.</p><p><strong>Bender:</strong> Mas um evento melhor organizado sai mais caro. Que inclua limpeza e mais fiscais.</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Claro! A limpeza eu conversei com o superintendente do SLU e ele me explicou o procedimento certinho. Na próxima teremos um custo muito mais alto, mas também podemos aumentar um pouco a inscrição pra cobrir isso, já que 5 reais por pessoa é bem baixo.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10772" title="corrida-da-cerveja3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/corrida-da-cerveja3.jpg" alt="corrida-da-cerveja3" width="500" height="333" /><br /> <em>Essa foi a única foto que achamos para mostrar o tamanho da fila de inscrição.</em> <em> | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/apossamai/sets/72157622995502688/" target="_blank">Ândrea Possamai</a></em></p><p><strong>Bender:</strong> Por que foi escolhido o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eixo_Rodovi%C3%A1rio_de_Bras%C3%ADlia" target="_blank">Eixão</a>?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Porque é um símbolo da nossa cidade. Quase todo moleque que cresceu na região central da cidade já foi domingo no Eixão andar de bicicleta, brincar ou correr. Fazer uma corrida da cerveja lá contrasta com isso e com a ideia da galera que acorda cedo pra ir fazer um exercício e cuidar do corpo.</p><p><strong>Bender:</strong> A corrida realmente começou às 10h? No Twitter, eu vi gente dizendo que tinha acordado tarde e perdido a brincadeira.</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Cara, começou perto das 11h. Às 10h25, a fila de cadastro tinha 1 km de comprimento, foi quando resolvemos mandar todo mundo pra largada sem cadastro mesmo. Fizemos um cordão humano com os seguranças e alinhamos todos no local indicado, daí começamos a gritar e tocar umas buzinas pra incitar a galera e saímos da frente.</p><p>Quem acha que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2kuna7sC5ek" target="_blank"><em>300</em></a> é um filme legal não viu a nossa largada.</p><h3>Dicas para quem quer fazer a sua Corrida da Cerveja</h3><p><img title="organizadores" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/organizadores.jpg" alt="organizadores" width="500" height="333" /><br /> <em>Daniel Ribas (à direita) e demais organizadores. | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/apossamai/sets/72157622995502688/" target="_blank">Ândrea Possamai</a></em></p><p><strong>Bender:</strong> Na tua opinião, por que esse evento de Brasília deu certo? O que tu recomendaria para aqueles que querem fazer algo parecido em suas cidades?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Acho que deu certo por vários motivos. Primeiro que Brasília carece de eventos desse tipo, só o que temos são boates e shows de sertanejos. Então quando aparece algo diferente o pessoal adora. Segundo por que onde tem cerveja tem gente. E terceiro por que é uma coisa simples, que dá margem pra galera se divertir de várias formas, seja correndo pra competir, se fantasiando ou fazendo seu churrasco.</p><p>Se for fazer algo desses em outras cidades, primeiro recomendo o planejamento prévio para dimensionar o evento ao número de pessoas esperado, além de procurar todas as orientações possíveis dos órgãos competentes.</p><p>B<strong>ender:</strong> Até que horas foi a confusão?</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Cara, a gente saiu de lá às 13h e a coisa ainda estava animada. A prova tinha acabado, mas a galera tava toda bebendo na linha chegada, banda de pagode, som de carro, chuva de cerveja&#8230;</p><p><strong>Bender:</strong> Pelas regras, não precisava levar o engradado e era permitido rodinhas. Algum motivo em especial para não seguir as (toscas) regras originais?</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10774" title="corrida-cerveja-4" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/corrida-cerveja-4.jpg" alt="corrida-cerveja-4" width="500" height="403" /><br /> <em>Boa a estratégia da toalha, mas cadê o engradado?</em> <em> | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/apossamai/sets/72157622995502688/" target="_blank">Ândrea Possamai</a></em></p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Rodinha não era permitido na nossa também, nem rodinha e nem arrastar. Mas abrimos a questão do engradado por que muita gente nos mandou emails falando que gostariam de levar latas.</p><p><strong>Bender:</strong> Sim, sim, essa é uma boa ideia.</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Mas frisamos que a originalidade da prova era levar o engradado. Por isso também que separamos prêmios maiores para quem levava um só recipiente por equipe, em vez de várias mochilas ou sacolas térmicas.</p><p><strong>Bender:</strong> Essa eu acho que é a diferença entre a MaraToma e a Corrida da Cerveja.</p><p><strong>Bender:</strong> Na MaraToma, os caras não precisam levar a bebida chacoalhando e esquentando. É o tipo de coisa que forma o caráter de um homem.</p><p><strong>Daniel Ribas:</strong> Isso! Num dos programas que cobriram o evento, o repórter pergunta a um grupo de loucos: &#8220;Mas a cerveja de vocês tá quente, como que vocês vão beber?&#8221; Aí o cara olha meio puto &#8220;Vou beber quente, que mais eu faria com a cerveja?&#8221;.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/como-fazer-sua-corrida-da-cerveja/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>35</slash:comments> </item> <item><title>Felipe Satori, 24, jogador profissional de poker online</title><link>http://papodehomem.com.br/felipe-satori-24-jogador-profissional-de-poker-online/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/felipe-satori-24-jogador-profissional-de-poker-online/#comments</comments> <pubDate>Thu, 26 Nov 2009 09:32:03 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=10321</guid> <description><![CDATA[Depois de relacionar poker com negócios e ouvir deixar várias recomendações para elevar o seu jogo presencial (cara a cara numa mesa concreta), agora chamamos alguém especialista em ganhar à distância, diante da tela do computador.Felipe Satori é dono do site Aulas de Poker, onde fala sobre o cotidiano de quem vive de poker online [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Depois de relacionar <a href="http://papodehomem.com.br/vencendo-a-si-mesmo-no-poker-no-xadrez-e-nos-negocios/" target="_blank">poker com negócios</a> e ouvir deixar várias recomendações para <a href="http://papodehomem.com.br/poker-7-dicas-para-voce-elevar-o-nivel-do-seu-jogo/" target="_blank">elevar o seu jogo presencial</a> (cara a cara numa mesa concreta), agora chamamos alguém <strong>especialista em ganhar à distância</strong>, diante da tela do computador.</p><p><span id="more-10321"></span></p><p>Felipe Satori é dono do site <a href="http://www.aulasdepoker.com" target="_blank"><em>Aulas de Poker</em></a>, onde fala sobre o cotidiano de quem vive de poker online e publica vídeos de suas jogadas. Ela já deu aula para mais de 100 alunos, todos interessados em ganhar dinheiro sem precisar encarar nenhuma <em>poker face</em> dos adversários.</p><h3>1. Qual sua história? Quais suas origens? O que fazia antes de ser jogador de poker online?</h3><p>Sou carioca e nunca gostei de acordar cedo.</p><p>Por esse motivo, cursava uma faculdade publica à noite, e passava o dia maquinando maneiras de ganhar dinheiro por conta própria. Logo antes de me envolver com o jogo, eu estava frustrado trabalhando em equipes que não tinham a mesma disposição para trabalhar do que eu.</p><h3>2. Como descobriu que era isso que queria fazer e como chegou onde está?</h3><p>Na época eu simplesmente queria ganhar mais um pouco de dinheiro, já que os estágios não pagavam muito bem em relação ao tempo gasto. Quatro horas de estágio acabam virando seis com os engarrafamentos. Sem contar que eu <strong>nunca me dei bem com esse lance de horário</strong>. Cheguei até a pegar alguns trabalhos mas sempre me atrasava porque não conseguia acordar.</p><p>Ouvi falar de um pessoal que estava ganhando dinheiro jogando poker – até se sustentando só com o jogo – e fiquei muito intrigado porque antes eu achava que poker era um jogo apenas de sorte. Resolvi pesquisar a fundo o assunto, principalmente porque a meu ver só dependeria de mim se eu jogaria bem ou não.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10325" title="paciencia" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/paciencia.jpg" alt="paciencia" width="400" height="239" /><br /> <em>Paciência: para quem acha poker online muito estressante</em></p><h3>3. O que você faz atualmente? Qual sua especialidade? No que você é realmente bom?</h3><p>Existem muitas modalidades diferentes de poker. Você pode jogar hold&#8217;em, omaha, stud, entre outros. Com limite, sem limite de apostas, ou com limite do pot. Mesas de nove, seis e duas pessoas.</p><p>Hoje em dia, minha especialidade são <strong>mesas de seis e nove pessoas de no limit hold&#8217;em</strong>.</p><h3>4. Conte um pouco do seu cotidiano.</h3><p>Eu sigo ciclos, então tem meses que estou seguindo horários e outros que simplesmente faço o que quero.</p><p>Em um dia perfeito eu malho por uma hora, passo entre 3 a 6 horas do dia jogando poker, 2 a 4 horas ensinando, algumas horas em hobbies e pequenos projetos, e o restante eu faço o que eu tiver vontade.</p><h3>5. Uma história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena.</h3><p>Eu comecei a jogar com 20 anos. Quatro anos depois eu estou muito próximo de conseguir minha <strong>independência financeira</strong>.</p><p>Sem sombra de dúvidas valeu o esforço.</p><p><img title="mulher" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mulher1.jpg" alt="mulher" width="500" height="314" /><br /> <em>Nada como uma namorada e um sogrão que entenda a sua profissão&#8230; [<a href="http://www.paddypowerpoker.com/blog/index.php/2008/06/27/weekend-caption-competition-from-your-favourite-online-poker-room/" target="_blank">fonte</a>]<br /> </em></p><h3>6. O que acontece nessa profissão que ninguém imagina?</h3><p>Jogar poker como profissão é muito estressante.</p><p>Muitos profissionais que eu conheço inclusive tem acompanhamento psicológico pra aprender a lidar melhor com todo o stress envolvido. Um jogador que espera ganhar 300 dólares por hora, passa por swings de 25 mil dólares pra cima e pra baixo, para depois de 200 horas de jogo, ai sim, atingir uma média de <strong>300 dólares por hora</strong>.</p><p>Outra questão interessante é a dos torneios de poker. Em torneios existe muito mais sorte que em <em>cash games</em> (onde cada ficha na mesa representa dinheiro de verdade), já que nos torneios as <em>blinds</em> não são fixas, portanto você é forçado a fazer jogadas com mãos marginais a medida que os pingos sobem.</p><p>Habilidade conta em torneios? Sem sombra de dúvidas, mas em cash games essa habilidade conta muito mais, reduzindo o peso da sorte.</p><h3>7. Quais os erros de outros jogadores que deixam você com vergonha da profissão?</h3><p>Valorizar mais o <strong>ego</strong> do que o dinheiro.</p><p>Muitas vezes bons jogadores, por causa do ego, acabam entrando em jogos que não deveriam entrar e saem com grandes buracos nas finanças.</p><h3>8. Mulher: melhor trabalhar ao lado dela, melhor mantê-la longe ou nenhum dos extremos?</h3><p>Depende muito da mulher. Se for uma mulher que realmente te apoie e saiba a hora de deixar você trabalhar em paz, acaba ajudando muito.</p><p>Os melhores jogos estão nos fins de semana, portanto você tem de se relacionar com uma mulher compreensiva e que consiga se adaptar aos seus horários, e não o contrario, senão você já começa sua carreira com um pé no fracasso.</p><p>Agora, se sua mulher só atrapalha&#8230; melhor arranjar outra ou ficar sozinho mesmo.</p><p><img title="meditacao" src="../wp-content/uploads/2009/11/meditacao.jpg" alt="meditacao" width="400" height="309" /><br /> A verdadeira origem da famosa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Glossary_of_poker_terms#poker_face" target="_blank"><em>poker face</em></a></p><h3>9. O que você tem a dizer para quem deseja se tornar um jogador de poker online?</h3><p>Antes de mais nada, pesquise muito antes de abrir suas contas de poker. Muitas vezes você consegue acordos ruins que te seguirão pelo resto de sua carreira, por exemplo, abrindo uma conta sem <em>rakeback</em>.</p><p>Para aprender o jogo, existe muita informação gratuita na internet, mas a verdade é que a maior parte dela só vai levá-lo até certo ponto. Você pode assinar uma escola de vídeos, mas ela também só vai levá-lo até certo ponto.</p><p>O ideal mesmo é <strong>contratar um bom (e caro) <em>coach</em></strong>. Eu investia constantemente em <em>coaches</em> durante meu desenvolvimento como jogador. Os preços são os mais variados: tem <em>coach</em> que cobra 10 dólares e tem alguns que cobram 1000 dólares por hora. Dava pra comprar um ótimo carro zero com o tanto que eu investi.</p><h3>10. O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</h3><p>Passei muito tempo vivendo o jogo 24 horas por dia.</p><p>Claro que isso me fez o que sou hoje, mas o ideal é que, assim que possível, você tenha uma vida equilibrada, com exercícios, boa dieta, boas pessoas ao seu redor. A cada dólar que eu ganho, mais eu dou importância a essas coisas.</p><h3>11. Quais seus outros interesses, práticas e habilidades?</h3><p>Eu praticava bastante <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Falun_Gong" target="_blank">Falun Dafa</a>, hoje em dia malho regularmente em casa e, de vez em nunca, medito.</p><h3>12. Faça uma pergunta que gostaria muito que alguém que te perguntasse. E responda.</h3><p>–Qual o plano de vida ideal na sua opinião?</p><p>–Foque em ganhar dinheiro o mais rápido possível até atingir sua independência financeira. A partir dai você pode fazer o que quiser.</p><p>&#8230;</p><h3>Promoção Trip 2 Las Vegas</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-9889" title="las-vegas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/las-vegas.jpg" alt="las-vegas" width="400" height="211" /></p><p>Aproveitando a entrevista com o Felipe Satori, lembramos dessa promoção do <a href="http://bit.ly/18wUpT" target="_blank">SuperPoker</a>, que vai sortear 2 viagens a Las Vegas (5 noites com tudo pago mais um acompanhante e U$1000,00 para gastar) para quem abrir uma conta no site Full Tilt Poker.</p><p>Não precisa se dar bem no jogo, <strong><a href="http://bit.ly/18wUpT" target="_blank">basta abrir uma conta para concorrer</a>.</strong></p><p>Além disso, se você manja de poker, mais 2 viagens serão oferecidas ao jogador que mais gerar FTPs e ao primeiro do ranking dos freerolls diários.</p><p><strong>É bem simples:</strong> basta baixar o software, inserir o código promocional e validá-lo. <a href="http://bit.ly/18wUpT" target="_blank">Acesse o site da promoção e boa sorte!</a></p><p><a href="http://papodehomem.com.br/campanha-pela-transparncia-online/"><img style="border: 0pt none;" title="artigo-patrocinado" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/06/artigo-patrocinado.gif" alt="artigo-patrocinado" width="280" height="48" /></a></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/felipe-satori-24-jogador-profissional-de-poker-online/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>15</slash:comments> </item> <item><title>Maestro Billy, 38, produtor musical e DJ</title><link>http://papodehomem.com.br/maestro-billy-38-produtor-musical-e-dj/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/maestro-billy-38-produtor-musical-e-dj/#comments</comments> <pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:16:12 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=10185</guid> <description><![CDATA[Depois de um redator que sonha ser massagista de modelos, um cartunista malvado, um professor de dança de salão e um designer de moda heterossexual, entrevistamos um dos criadores do programa Pânico, na Jovem Pan, o DJ do Caldeirão do Huck: Maestro Billy.Billy Umbella, eleito como um 50 campeões da inovação de 2007 pela revista [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Depois de um <a href="http://papodehomem.com.br/kiko-mattoso-31-massagista-de-modelos-ou-melhor-redator/" target="_blank">redator</a> que sonha ser massagista de modelos, um <a href="http://papodehomem.com.br/andre-dahmer-35-cartunista/" target="_blank">cartunista malvado</a>, um <a href="http://papodehomem.com.br/andre-toffani-35-professor-de-danca-de-salao/" target="_blank">professor de dança de salão</a> e um <a href="http://papodehomem.com.br/fabio-rodrigues-29-designer-de-moda/" target="_blank">designer de moda heterossexual</a>, entrevistamos um dos criadores do programa <em>Pânico</em>, na Jovem Pan, o DJ do <em>Caldeirão do Huck</em>: Maestro Billy.</p><p><span id="more-10185"></span></p><p>Billy Umbella, eleito como um <a href="http://info.abril.com.br/survey/perfil_07.shtml" target="_blank">50 campeões da inovação de 2007</a> pela revista <em>Info</em>, foi <strong>um dos primeiros podcasters do Brasil</strong>: seu primeiro programa foi ao ar em abril de 2005.</p><p>Ele é o cara por trás da <a href="http://www.heineken.com.br/radioheineken/" target="_blank">Rádio Heineken</a>. Já fez remixes para Lulu Santos, Ana Carolina, Ed Motta, Morcheeba, Enya e, mais recentemente, Black Eyed Peas e DJ Tiesto.</p><p>Além de seu trabalho no rádio e na TV, hoje grava <a href="http://www.maestrobilly.com/podcast/" target="_blank">podcasts para seu blog</a> e é dono do <a href="http://mellancia.com.br/new/" target="_blank">estúdio Mellancia</a>, em São Paulo, onde grava jingles, vinhetas, trilhas e tudo que envolver produção de áudio.</p><p>Se você está fugindo das profissões mais convencionais e pensando em se aventurar com áudio, o papo com Maestro Billy é leitura obrigatória.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10193" title="billy1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/billy1.jpg" alt="billy1" width="275" height="348" /></p><h3>1. Qual sua história? Quais suas origens? O que fazia antes de ser DJ?</h3><p>Eu fiz colégio no Galileu Galilei e faculdade de Publicidade na FAAP em SP, mas antes ainda eu tinha uma<strong> banda cover do Joy Division</strong>.</p><p>Já tocava piano desde meus 8 anos e sempre tive essa mania de pensar que ganharia dinheiro com música ou algo similar. Aquele esquema &#8220;Putz, vou ser famoso&#8221;. Até uma vez perdi uma vaga de estágio na Mastercard quando, na entrevista, disse que aquilo seria algo passageiro, que eu queria mesmo era ser artista. ;-)</p><p>Depois do lance do Joy Division, em paralelo à faculdade e a Band FM (onde eu trabalhava de estagiário), ainda cheguei a lançar com minha banda, a Digital Disorder, alguns &#8220;sucessos&#8221; underground e uma versão dance anos 90 de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=M6A5W37BVeI" target="_blank">&#8220;Mandy&#8221;, do Barry Manilow</a>.</p><p>Esse lance de ser DJ aconteceu porque, além da faculdade de manhã, do estágio na Band FM à tarde, eu ainda trabalhava à noite em um estúdio de gravação com o Banana (atual locutor da Jovem Pan Sat) e o Silvio Calmon (um dos DJs pioneiros no Brasil). Nesse estúdio gravávamos chamadas para bailes de samba do Pelé (na Rosas de Ouro, etc), chegamos a gravar um <strong>single para os Racionais MCs</strong> (&#8220;Voz Ativa&#8221;) e também o CD <em>Consciência Black II</em>, sucesso dos primórdios do rap nacional. Tem meu nome lá!</p><p>Um belo dia o Silvio me perguntou se eu queria ser DJ. Eu falei que sim. Isso foi numa quarta-feira. Aprendi o básico e logo na sexta ele me mandou abrir uma festa. Coisa simples. Só trocar vinis entre uma pick-up e outra até ele chegar. Fui tocar. Uma festa de pessoas por volta dos seus 50 anos. Não sabia nada de música nessa linha. E o Silvio só chegou às 2 da manhã.</p><p>Levei a festa sozinho. Ou melhor, <strong>tinha um cara muito bêbado</strong>, convidado, que curtiu ficar do meu lado e a cada música ele me perguntava: &#8220;Você tem a música X?&#8221;. Eu procurava, geralmente achava e tocava. Ele curtiu muito fazer o playlist&#8230; Foi o que me salvou.</p><p>Depois disso, o que veio foi lucro. Festas em várias baladas em SP, Luais (plural de Luau) em Maresias, Clube Sirio, O Leopolldo, Allure e outros lugares mais, até chegar no Caldeirão.</p><p>Ao mesmo tempo trabalhava em rádio. Band FM, Metropolitana, Cidade FM, Transamérica e Jovem Pan. Nesta última fui <strong>um dos fundadores do programa <em>Pânico</em></strong> e produtor do Djalma Jorge Show nos anos 90. Fui também o cantor do CD do <em>Pânico</em>. Sim, eu era o Macacaralho. O cara que entrava fantasiado de Michael Jackson com máscara de macaco no Gugu, Xuxa, etc.</p><h3>2. Como descobriu que era isso que queria fazer e como chegou onde está?</h3><p>Putz, acho que desde criança eu sempre tive um interesse muito grande por música. Em casa ouvíamos de tudo, desde música clássica até MPB – meus pais sempre foram cabeça aberta pra isso. Minha irmã mais velha também foi uma grande incentivadora, até porque ela me mostrava músicas que rolavam nas baladas que eu nao tinha acesso na época, e curtia muito.</p><p><strong>Fiz aulas de piano</strong> e, com a banda que montamos no colégio, comecei a me interessar por outros instrumentos e por produção musical.</p><p>O lance de DJ foi uma consequência do trabalho mais todo esse background que tive. Aprendi muito de música como DJ, aprendi a não ter preconceito por estilo nenhum e a ouvir tudo que chegar aos meus ouvidos, mesmo não gostando.</p><p>Acho que estou hoje em dia onde estou (com estúdio de produção em SP mais DJ do Caldeirão) justamente por não ter o menor preconceito com nenhum tipo de música e também por ser &#8220;Pau pra toda obra&#8221;. No que rolava de trampo <strong>eu estava sempre interessado e me metia no meio</strong>. Aprendi de tudo um pouco com isso.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10194" title="billy2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/billy2.jpg" alt="billy2" width="500" height="333" /></p><h3>3. O que você faz atualmente? Qual sua especialidade? No que você é realmente bom?</h3><p>Atualmente tenho <a href="http://mellancia.com.br/new/">uma produtora de áudio</a> em São Paulo. Faço de tudo: desde jingles, vinhetas, trilhas, efeitos, podcasts e tudo mais relacionado a áudio. Somos especializados em áudios &#8220;tailor-made&#8221;. Ou seja, você pede algo extremamente específico, nós atendemos.</p><p>Fui um dos primeiros a fazer podcasts, na verdade fiz o primeiro podcast corporativo do Brasil, a <a href="http://www.heineken.com.br/radioheineken/" target="_blank">Rádio Heineken</a>, que está no ar até hoje, desde 2005.</p><p>Sou bom em produzir <strong>trilhas e ambiências para sites</strong>. E também em fazer podcasts. Gosto muito e sei que faço bem.</p><p>Outra coisa que faço bem é remix. Remix basicamente é você ter um ego maior do que o produtor da música original, e achar que pode melhorar ou fazer diferente alguma coisa de uma música de sucesso. O famoso &#8220;arquiteto de obra pronta&#8221;. Já fiz remixes pro Lulu Santos, Ana Carolina, Ed Motta, Morcheeba, Enya, Jota Quest, e muitos outros mais. Recentemente fiz remix para o Black Eyed Peas e para o Tiesto.</p><p>E DJ também. Sei fazer, modéstia à parte faço muito bem feito e me adapto a qualquer tipo de som que precisarem, apesar de ter um gosto próprio e tocar o que eu gosto algumas vezes.</p><h3>4. Conte um pouco do seu cotidiano.</h3><p>Acordo cedo, levo as crianças na escola e já sento na frente do computador. Checo tudo de emails e feeds, resolvo algumas pendências e começo a trabalhar. Geralmente tem alguma produção mais urgente que corro que nem louco até a hora do almoço.</p><p>Na hora do almoço faço o <a href="http://www.maestrobilly.com/podcast/">ADD, meu podcast diário</a>, e volto a tarde pra finalizar outros assuntos. Algumas gravações de locução esporádicas (gravamos as locuções do <em>People &amp; Arts</em>, por exemplo), alguns músicos no estúdio de vez em quando também.</p><p>A cada 15 dias vou para o RJ gravar o <strong>Caldeirão</strong> no ProJac. Saio cedo, pego avião, vou até o ProJac, gravamos o dia inteiro (uso 5 CDJs mais 1 computador pra sonorizar o programa todo &#8220;ao vivo&#8221;), e volto geralmente no mesmo dia para SP.</p><p>Quando tem festa ou algum evento noturno, tenho que correr mais no dia anterior, para poder descansar na manhã seguinte ao evento&#8230; Finais de semana tento viajar. Sempre.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/81dHcjXfk1I&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/81dHcjXfk1I&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=81dHcjXfk1I" target="_blank">Link YouTube</a> | Para quem não sabe, Billy explica o que é um podcast</em></p><h3>5. Uma história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena.</h3><p>Olha, nessa eu travei. Fiquei pensando em algum momento bonito, onde crianças carentes vinham até mim falando que a vida delas mudou porque começaram a trabalhar como DJ, mas não lembrei de nada parecido que tenha ocorrido comigo.</p><p>Alguns momentos legais valem a pena, mas<strong> o dia-a-dia é que é bacana</strong>.</p><p>Tocar uma música legal na hora certa de um evento ou de uma festa, realmente criar um clima &#8220;pra cima&#8221; numa festa e o povo não te deixar sair das pickups mesmo com o sol nascendo (é um saco, mas no fundo é gratificante). Criar músicas e trilhas legais bem comentadas e, ao ver o resultado, perceber que valeram todas aquelas horas não dormidas.</p><p>Acho que é meio isso. Um pouco de cada coisa. Sempre tem algo gratificante rolando.</p><p>Ah, e tem dia que não sai absolutamente nada. Você pode levar as músicas mais legais do mundo, tocar uma atrás da outra numa festa. Mas se o povo não quer dançar, não vão dançar e ponto final. Isso já aconteceu, principalmente em eventos.</p><h3>6. Quais os mitos da profissão?</h3><p>O mito de que <strong>DJ come toda mulher que aparece na cabine</strong>. Mito. Só se for DJ que usa CD pré-mixado.</p><p>Na época em que comecei a tocar, eu era um simples &#8220;Trocador de discos with brains&#8221;. Hoje em dia tem toda essa idolatria em cima do DJ, mas o cara que realmente leva a sério está lá pra divertir todo mundo, não para se divertir. Lógico que o trabalho é bem divertido, mas no fundo você tem de divertir os outros, senão não é um bom DJ.</p><p>Outro mito é que &#8220;aquele-DJ-é-melhor-que-aquele-outro-que-não-toca-psy-mas-o-que-toca-house-é-melhor-que-o-que-toca-música-ao-contrário&#8221;. Isso também não existe. Lógico que tem aqueles DJ que são bons, técnicos, criativos, que conseguem levantar uma pista com poucas músicas e levar a noite toda com a pista cheia. Lógico que tem.</p><p>E é lógico que tem aquele DJ que a gente gosta mais que o outro. O bom DJ é aquele que toca música boa na hora certa para o público certo.</p><p>Não adianta um DJ de house music chegar num forró e querer tocar <a href="http://www.youtube.com/watch?v=hWJMnVo1f5Y" target="_blank">Barbara Tucker &#8220;I get lifted&#8221;</a> (um clássico da house). O cara vai ser vaiado.</p><p><strong>O bom DJ é aquele que chega no forró e toca os melhores forrós</strong>, os mais legais, numa sequência bacana.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10195" title="billy3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/billy3.jpg" alt="billy3" width="300" height="425" /></p><h3>7. Quais os erros de outros DJs que deixam você com vergonha da profissão?</h3><p>Três coisas.</p><p><strong>Apostar no fácil.</strong> Lógico que se você tocar só música conhecida e vamos vc vai ter a pista cheia a noite toda. Mas qual a graça do ouvinte chegar na balada e ouvir as mesmas músicas sempre? Que tal um pouco de inovação?</p><p>Tem lugares que eu vou que dependendo do DJ eu acabo adivinhando a sequência que ele vai fazer. De tão óbvia.</p><p>Pô, um pouco de inventividade, uma quebra de ritmo aqui, uma aposta em alguma novidade legal ali, não esvaziam a pista de jeito nenhum. Nem dá tempo. Até porque se o povo não gostar, você já vira outra e pronto&#8230;</p><p><strong>DJ, ou melhor, proto-DJ que diz que toca Psy</strong>. Nada contra o estilo, nem nada contra quem realmente toca Psy. Só que o Psy tem uma pegadinha super fácil de mixar. Qualquer Psy que vc ouvir tem uma parte que o ritmo some e fica só umas camas de teclado. Pronto. É a hora que o &#8220;proto-DJ&#8221; de Psy vira as músicas. No ritmo? Pra quê? No tempo? Ah? Tempo? Isso me irrita profundamente.</p><p>Já vi bons DJs de Psy que chegaram a mixar &#8220;Thriller&#8221;, do Michael Jackson, no meio do set sem perder o ritmo. O povo foi a loucura. E eles não deixavam as músicas chegarem nessas partes sem ritmo&#8230; Isso sim é um bom DJ de Psy.</p><p><strong>DJ que não leva fone pra tocar</strong>. Ferramenta de trabalho. CD, vinil, computador&#8230; Nunca peça emprestado fone para outro DJ. Isso mostra que o cara ainda não é DJ. Simples assim.</p><h3>8. Mulher: melhor trabalhar ao lado dela, melhor mantê-la longe ou nenhum dos extremos?</h3><p>Melhor trabalhar ao lado dela. Ainda mais quando ela cobra e você cria.</p><p>É o que acontece no estúdio. <strong>Minha esposa é minha sócia.</strong> Eu não sei cobrar, só criar. Ela sabe cobrar, e deixa a criação comigo. A melhor coisa. Assim pelo menos ela sabe a quantidade de trampo que tá rolando e não fica ligando a cada 5 minutos na empresa pedindo pra você voltar pra casa logo. ;-) Mas tem que ter a hora de parar também.</p><h3>9. O que você diria para quem está querendo se tornar um DJ?</h3><p>A primeira e mais importante coisa que um aspirante a DJ tem que fazer é ouvir música. <strong>Qualquer tipo de música</strong>: clássica, house, rock, dance, anos 50, 60, 70 80,90, 200, forró, embolada, sertanejo, funk, psy, trance, drum&#8217;n'bass&#8230;</p><p>Não que você tenha que gostar, mas pelo menos conhecer pra poder falar se gosta ou não. Se você não ouvir, nunca vai saber se é legal ou não, se encaixa em algum set seu ou não.</p><p>Imagina só vc um top DJ de House, que é contratado pra tocar em Barretos. Nada mais simpático e &#8220;ganha-galera&#8221; do que meter um sertanejo no meio do seu set. Nem que seja por 30 segundos. Mas tem que conhecer pra tocar o sertanejo certo.</p><p>A segunda coisa mais importante é <strong>aprender a mixar direito</strong>. Pode ser no vinil, no CD ou no computador. Mas tem que ter noção de tempo, de corte, de ritmo, de volume e de onde uma música começa e outra termina.</p><p>A terceira coisa é<strong> treino</strong>. Qualquer lugar é lugar. Se der pra comprar o equipamento, ótimo. Se não der, qualquer lugar é lugar pra treinar. Peça pro DJ da balada pra você abrir a pista, tocar antes do povo entrar&#8230; Pode ter certeza que, se ele for um cara bacana e seu amigo, ele deixa você brincar no equipamento. E ainda vai te pagar uma breja. Ou não. A breja acho que não. Mas você vai liberar o cara pra posar de gostosão para as menininhas que vão chegando.</p><p>Ou arrume um software de mixagem e treine em casa. Monte sets, acerte os tempos, as viradas, mostre aos amigos e pra quem você acha que entende do assunto.</p><h3>10. O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</h3><p>Conheça todo e qualquer tipo de música.</p><p>Demorei até meus 18 anos pra entender isso. Imagina um cara que tinha uma banda cover do Joy Division ouvindo <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Gloria+Gaynor&amp;search_type=&amp;aq=f" target="_blank">Gloria Gaynor</a>&#8230; Não rolava, né ? Mas tornou-se necessário conhecer a Gloria Gaynor. E tem gente que gosta. Você pode topar com um desses em alguma balada que tocar&#8230;</p><p>Aprender <strong>inglês</strong> também é básico.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10196" title="billy4" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/billy4.jpg" alt="billy4" width="300" height="450" /></p><h3>11. Quais seus outros interesses, práticas e habilidades?</h3><p>Gosto muito de viajar, viajo sempre que posso.</p><p>Pratico Tai-chi e gosto de plantar. Mesmo. Arbusto, árvore, flor, qualquer planta. Me divirto com isso.</p><h3>12. Faça uma pergunta que gostaria muito que alguém que te perguntasse. E responda.</h3><p>–Pô, Billy, você faria tudo igual de novo ?<br /> –Não. Faria exatamente as mesmas coisas, só que com mais afinco.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/maestro-billy-38-produtor-musical-e-dj/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>18</slash:comments> </item> <item><title>Fabio Rodrigues, 29, designer de moda</title><link>http://papodehomem.com.br/fabio-rodrigues-29-designer-de-moda/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/fabio-rodrigues-29-designer-de-moda/#comments</comments> <pubDate>Thu, 12 Nov 2009 11:11:36 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=10090</guid> <description><![CDATA[Continuando com nossa série de entrevistas com profissionais fora da clássica tríade &#8220;médico-advogado-engenheiro&#8221;, conversamos longamente com Fabio Rodrigues, um designer de moda bastante requisitado e que foge ao estereótipo &#8220;Todo estilista é veado&#8221;.O cara já rodou a Europa com tudo pago, trabalhou em uma das maiores empresas da indústria têxtil brasileira, passou dias inteiros ao [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Continuando com nossa série de <a href="http://papodehomem.com.br/andre-toffani-35-professor-de-danca-de-salao/" target="_blank">entrevistas com profissionais</a> fora da clássica tríade &#8220;médico-advogado-engenheiro&#8221;, conversamos longamente com Fabio Rodrigues, um designer de moda bastante requisitado e que foge ao estereótipo <strong>&#8220;Todo estilista é veado&#8221;</strong>.</p><p><span id="more-10090"></span></p><p>O cara já rodou a Europa com tudo pago, trabalhou em uma das maiores empresas da indústria têxtil brasileira, passou dias inteiros ao lado de modelos&#8230;</p><p>Hoje, além de seu trabalho como consultor, <strong>toca guitarra</strong> em uma banda de rock, rascunha um ou outro sumiê e pode ser encontrado em retiros de meditação.</p><p>Fabio é casado e pai há alguns meses.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10093" title="fabio" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fabio1.jpg" alt="fabio" width="300" height="363" /></p><h3>Qual sua história? Quais suas origens? O que fazia antes de ser designer de moda?</h3><p>Sou catarinense nascido em Florianópolis e morando em Joinville há vários anos. Estudei em escolas públicas até o segundo grau técnico, onde me formei em eletrotécnica – área em que trabalhei por 2 anos, nos meus primeiros empregos.</p><p>Desde que me lembro, sempre gostei muito de desenhar. Mas, por algum motivo, sempre vi isso como sendo algo como um passa-tempo apenas. Não entendia que o desenho pudesse virar profissão, de fato, tanto que comecei minha vida profissional em outra área, completamente diferente. Um dos motivos, provavelmente, é que o mercado não mostrava uma demanda clara pra esse tipo de atividade na região.</p><p>Estamos antes do &#8220;advento&#8221; do design, por volta de 1996, 1997. <strong>Até então falava-se de desenho e desenhistas</strong> – em vez de design e designers – e que atuavam de forma um pouco obscura.</p><p>Algo decisivo pra mim foi ter conhecido uma pessoa que já trabalhava com desenho e propaganda há muitos anos em Joinville, o Norberto C. Niebuhr, que, em 1994, abriu uma escola de desenho na cidade: a já lendária Partenon Art&amp;Cia. Estudei com ele por três ou quatro anos. O Niebuhr tornou-se um amigo muito querido, um professor e mestre não só em desenho, mas para a vida.</p><p>Enfim, além dos trabalhinhos &#8220;freela&#8221; que já começavam a aparecer, meu primeiro trabalho como desenhista, de verdade, foi como professor de desenho nessa mesma escola onde estudei.</p><p>Ingressei na faculdade de design em 2000, sendo que eu já tinha uma experiência considerável em técnica e estética aplicada ao desenho. Foi nessa época também que migrei de profissão completamente.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10096" title="fabio-sumie" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fabio-sumie.jpg" alt="fabio-sumie" width="300" height="421" /><br /> <em><a href="http://blog.uncovering.org/archives/2007/10/sumie_pintura_e.html" target="_blank">Sumiê</a>, a arte que proíbe retoques (Sem nome | Fabio Rodrigues | 2007)</em></p><h3>Como descobriu que era isso que queria fazer e como chegou onde está?</h3><p>Como falei, sempre me interessei muito por desenho. Acho que foi um pouco natural ter encontrado alguma forma de atuar nessa área. Eu ainda me vejo assim, de certa forma, mais <strong>um desenhista trabalhando com design e moda</strong> do que um designer ou estilista, propriamente.</p><p>Comecei a trabalhar com moda um pouco acidentalmente, sem procurar por isso. Aconteceu de surgir uma oportunidade numa empresa da área têxtil, onde precisavam de alguém com habilidade em desenho pra desenvolver estamparia para as linhas bebê e infantil. Em alguns meses, lá estava eu: <strong>indo trabalhar com um Opala 75, ouvindo Black Sabbath, e desenhando roupinhas pra bebezinhos.</strong></p><p>Daí fui migrando de empresa em empresa, de marca em marca, de linha em linha, em vista das oportunidades melhores. Um passo importante pra esse desenvolvimento foi ter ingressado numa das maiores têxteis do Brasil, onde trabalhei por quatro anos em algumas marcas muito bem reconhecidas.</p><h3>O que você faz atualmente? Qual sua especialidade? No que você é realmente bom?</h3><p>Nos 10 anos que estou trabalhando na área, tive oportunidade de me envolver com quase todas as etapas do processo de desenvolvimento de moda.</p><p>Não só as etapas mais &#8220;glamourosas&#8221;, a coisa de criatividade, estética, tendências, etc, mas também todo o <strong>trabalho de <em>backstage</em></strong> que existe aí (que, na verdade, representa uns 90% do trabalho), que não é visto nos desfiles ou editoriais: questões produtivas, calendários, cronogramas, históricos, projeções e análise de vendas, formas de venda e representação, manutenção e promoção de marca, marketing, edição de desfiles, direção de fotografia para editoriais e catálogos, pesquisa de campo, planejamento de coleções, processos de estamparia, bordados, lavanderias&#8230;</p><p>Essa experiência me deu uma visão bem ampla da atividade, o que me permite, hoje, trabalhar de forma mais autônoma, atendendo as empresas em formato de consultoria em pesquisa e acompanhamento de desenvolvimento, processamento e venda de suas coleções.</p><p><img style="border: 0pt none;" title="fabio-moda" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fabio-moda.jpg" alt="fabio-moda" width="500" height="353" /></p><h3>Conte um pouco do seu cotidiano.</h3><p>Às vezes passo a semana na frente do computador, desenhando, às vezes em estamparias acompanhando as prototipagens, às vezes conversando e trabalhando com costureiras e modelistas. Outras vezes a conversa é com representantes, diretores das fábricas, lojistas, vendedores, compradores.</p><p>É comum também ter épocas em que <strong>viajo bastante</strong>, pra fazer estas mesmas coisas ou para trabalhos de pesquisa de mercado ou de tendências.</p><p>Mas esse não é necessariamente o padrão de atuação de um designer de moda. Existem muitas formas diferentes de trabalhar com isso. Dos designers <em>pop stars</em> até os anônimos – que são imensa maioria, claro – cada um tem uma forma bem própria forma de trabalhar.</p><h3>Uma história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena.</h3><p>Não lembro de nada tão novelesco assim, mas uma das coisas que me marcaram bastante foi a primeira vez que caminhei pela Champs-Élysées, em Paris (aquela avenida que tem o Arco do Triunfo numa ponta e o Louvre na outra). Ali devo ter me dado conta de que <strong>rodava a Europa com tudo pago</strong>, andando pelas ruas o dia inteiro, e que <em>isso</em> era o meu trabalho.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10095" title="fabio2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fabio2.jpg" alt="fabio2" width="400" height="300" /></p><h3>O que acontece nessa profissão que ninguém imagina?</h3><p>As pessoas geralmente não tem uma noção clara de que a parte do nosso trabalho que é vista nas vitrines, em desfiles, catálogos e editoriais é, normalmente, resultado de muito trabalho, e que esse trabalho é, em geral, bem chato.</p><p>Sem falar das horas extras e cronogramas curtos, que não são exceção nessa área – são regra. Além disso, se o trabalho é feito com equipes maiores e em marcas grandes, é bem comum haver desentendimentos entre as pessoas, <strong>joguinhos de interesse</strong> e coisas desse tipo, que podem tornar o dia a dia mais desgastante do que o necessário.</p><p>E, claro, há o velho <strong>mito de que &#8220;Todo estilista é veado&#8221;</strong>. Nem todos. Conheci um ou dois que não eram. ;-)</p><h3>Quais os erros de outros que deixam você com vergonha da profissão?</h3><p>Em moda, a máxima &#8220;Sede não é nada, imagem é tudo&#8221; é levada bem a sério por muita gente, em todos os sentidos possíveis. Eventualmente isso faz as pessoas fazerem coisas que não me deixam orgulhoso da categoria.</p><h3>Mulher: melhor trabalhar ao lado dela, melhor mantê-la longe ou nenhum dos extremos?</h3><p>Em moda nem há escolha sobre isso. As mulheres estão ao redor o tempo todo, em todos lugares. Isso tem suas vantagens, claro, mas quem convive com apenas uma mulher sabe que nem tudo são flores.</p><p>O negócio é <strong>fazer um calendário de TPMs</strong>, cruzar os dedos e ir trabalhar.</p><p><img title="fabio4" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fabio4.jpg" alt="fabio4" width="300" height="419" /><br /> <em>Retrato de João Paulo II</em></p><h3>O que você diria para quem está querendo se tornar um designer de moda ou estilista?</h3><p>Além de fazer um calendário de TPMs e cruzar os dedos, é indispensável ter uma boa noção de estética, saber desenhar, juntar algum conhecimento técnico e montar um bom portifólio.</p><p>Depois disso, fazer uma faculdade pode ser bom.</p><h3>O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</h3><p>Se seu trabalho for bom e render bons resultados (em termos de venda e fortalecimento de marca, especialmente), você não vai precisar levar muito a sério a regra <strong>&#8220;Sede não é nada, imagem é tudo&#8221;</strong>.</p><p>Pode parecer bobo, mas saber disso pode significar uma forma de manter as relações saudáveis e ter um estilo de vida mais tranquilo (e barato) trabalhando com moda.</p><h3>Quais outros conhecimentos, interesses ou práticas que você mantém?</h3><p>Gosto muito de música, artes e toda a bobagem estética, então estou sempre um pouco envolvido com essas coisas. Toco guitarra e violão numa banda de guitar rock (<a href="http://www.vacine.euro.tm/" target="_blank">www.vacine.euro.tm</a>), mas queria mesmo é estar num trio de world jazz.</p><p>Estou vinculado a um escritório de design (<a href="http://www.arandudesign.com.br/" target="_blank">www.arandudesign.com.br</a>). Gosto de desenhar com penas, pincéis e nanquim, sumiê e caligrafia tibetana. Pratico meditação sob orientação do lama Padma Samten (<a href="http://www.cebb.org.br/" target="_blank">www.cebb.org.br</a> | <a href="http://bodisatva.com.br/" target="_blank">www.bodisatva.org.br</a>).</p><p>Gosto de ir pra montanha e de remar, eventualmente.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10102" title="vacine" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/vacine.jpg" alt="vacine" width="500" height="311" /><br /> <em>Ensaio da banda Vacine</em></p><h3>Faça uma pergunta que gostaria muito que alguém que te perguntasse. E responda.</h3><p>Você quer fazer uma pergunta pra si mesmo e respondê-la?<br /> Não. ;-)</p><h3>O Fabio na web&#8230;</h3><p>Para falar com o Fabio, além de usar os comentários aqui, você pode encontrá-lo no <a href="http://www.facebook.com/iodris" target="_blank">Facebook</a> e no Twitter (<a href="http://twitter.com/iodris" target="_blank">@iodris</a>).</p><p><em>* Conhece algum profissional perfeito para essa séries de entrevistas? Massagista, coveiro, dublador, ator pornô, vendedor de cachorro quente, garçom, diplomata, pirata, mergulhador&#8230; Envie sua indicação para gitti arroba papodehomem.com.br</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/fabio-rodrigues-29-designer-de-moda/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>20</slash:comments> </item> <item><title>André Toffani, 35, professor de dança de salão</title><link>http://papodehomem.com.br/andre-toffani-35-professor-de-danca-de-salao/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/andre-toffani-35-professor-de-danca-de-salao/#comments</comments> <pubDate>Wed, 04 Nov 2009 06:03:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Gustavo Gitti</dc:creator> <category><![CDATA[Entrevistas]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=9966</guid> <description><![CDATA[Depois de entrevistarmos um redator que consagrou a profissão de massagista de modelos e o cartunista por trás das tirinhas dos Malvados, agora é a vez de André Toffani, professor de dança de salão, coreógrafo e proprietário de uma academia na Pompeia, em São Paulo.André foi aluno do famoso professor &#8220;Manteiga&#8221; e dá aulas há [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Depois de entrevistarmos <a href="http://papodehomem.com.br/kiko-mattoso-31-massagista-de-modelos-ou-melhor-redator/" target="_blank">um redator</a> que consagrou a profissão de massagista de modelos e o <a href="http://papodehomem.com.br/andre-dahmer-35-cartunista/" target="_blank">cartunista</a> por trás das tirinhas dos Malvados, agora é a vez de André Toffani, professor de dança de salão, coreógrafo e proprietário de <a href="http://www.andretoffani.com" target="_blank">uma academia na Pompeia</a>, em São Paulo.</p><p><span id="more-9966"></span></p><p>André foi aluno do famoso professor &#8220;Manteiga&#8221; e dá aulas há mais de 10 anos, tendo participado da edição brasileira do programa <em>Dancing with the Stars</em>, ao lado da bela vencedora Patrícia Salvador.</p><p><strong>É um dos melhores professores de samba de gafieira em SP.</strong></p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9971" title="danca-1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/danca-1.jpg" alt="danca-1" width="400" height="273" /><br /> <em>Prática de dança na academia de André Toffani | Você consegue reconhecer cada um dos passos?<br /> </em></p><p><strong>1. Qual sua história? Quais suas origens? O que fazia antes de ser professor de dança de salão?</strong><br /> Nasci em Caieiras, Grande São Paulo, e estou em Sampa há 10 anos. Sempre estive envolvido com esporte, dança, teatro e música (tocava teclado) desde muito criança participando de campeonatos, espetáculos, enfim, tudo que era ligado a essas áreas. Ensinava teatro em duas cidades da Grande São Paulo e atuei em alguns espetáculos. Também dirigi e escrevi algumas peças teatrais nessa época. Paralelamente, veio o interesse pela dança de salão, algo que sinceramente não sei explicar como surgiu&#8230;</p><p><strong>2. Como descobriu que era isso que queria fazer e como chegou onde está?</strong><br /> Não foi uma descoberta nem uma decisão definitiva. Logo após um curso de verão com professores cariocas de samba de gafieira, fiquei realmente muito atraído, mas sem pretensões profissionais. Fui para o RJ conhecer algumas Gafieiras e profissionais, e tudo se tornou irresistível.</p><p>Alguns meses depois, veio o convite para que eu fosse assistente nas aulas e muito rapidamente me tornei professor. Segui fazendo o que me dava muito prazer e principalmente o que encontrei nisso uma certa facilidade. Mesmo já trabalhando, ainda estava em fase de muitas descobertas e no auge da evolução e transformação da Dança de Salão no Brasil.</p><p><strong>O resultado financeiro foi imediato</strong> e abriu perspectivas interessantes. Vinha o crescimento profissional e ao mesmo tempo o reconhecimento (que me surpreendeu) como um dos melhores professores de Samba de Gafieira de São Paulo.</p><p>Vieram os convites de cinco das maiores escolas especializadas em dança de salão na época e em pouco tempo me tornei conhecido na cidade como profissional referência. Milhares de alunos, alguns anos de experiência e alguns exemplos de modelos de administração me levaram a fundar a <a href="http://www.andretoffani.com" target="_blank">André Toffani Danças</a>.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/VYSa27vG5rc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/VYSa27vG5rc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=VYSa27vG5rc&amp;feature=related" target="_blank">Link YouTube</a> | Apresentação de tango dos bolsistas no baile de fim de ano em 2007</em></p><p><strong>3. O que você faz atualmente? Qual sua especialidade? No que você é realmente bom?</strong><br /> Hoje sou o empresário, o professor, o coreógrafo e o dançarino. Tem que &#8220;matar a cobra e mostrar o pau&#8221;&#8230; ;-) Concentro minhas atenções na administração da academia e na constante atualização no nosso método de ensino. Sou melhor professor do que coreógrafo e administrador. Mas estou feliz com minha capacidade atual de desempenhar todas essas funções.</p><p><strong>4. Conte um pouco do seu cotidiano.</strong><br /> Desenvolvi uma rotina bastante confortável depois de alguns anos. Salvo necessidades na administração da Academia, <strong>tenho os dias livres</strong> para fazer o que as outras pessoas não podem fazer durante o dia. Academia, cursos, dormir até mais tarde&#8230;</p><p>Vou dar minhas 3 ou 4 horas de aulas de dança de salão à noite e às vezes saímos para dançar, beber etc. Então só vou dormir lá pelas 4h da manhã, depois de alguns filmes ou seriados. Outra coisa a fazer nas madrugadas é descobrir novos músicos e músicas pela internet para usar nas aulas de dança.</p><p><strong>5. Uma história ou uma cena que fez todo o esforço valer a pena.</strong><br /> Vencemos a versão do reality show <em>Dancing with the Stars</em> aqui no Brasil depois de circunstâncias curiosas. Inicialmente, não aceitei o convite para participar como coreógrafo do programa e, de certa forma, fui convencido por uma amiga dançarina.</p><p>Vieram as dificuldades: conciliar a administração da academia e as aulas com os ensaios e gravações; me deparar com alguns ritmos que não faziam parte da minha rotina de trabalho e coreografá-los; ter meu casal de dançarinos trocado pela produção do programa na última hora&#8230; Fora a dificuldade dos dançarinos com a dança (apesar de serem super dedicados e pessoas maravilhosas), a falta de tempo para ensaios, as críticas e outras tantas mudanças e problemas durante o programa.  Além de ter que acordar muito, muito cedo.</p><p>Enfim, acabamos vencendo a competição depois de alguns meses de programa. E depois fomos convidados a participar de um programa internacional representando o Brasil.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9972" title="patricia-salvador" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/patricia-salvador.jpg" alt="patricia-salvador" width="400" height="300" /><br /> <em>Com Leonardo e a gatíssima Patrícia Salvador</em></p><p><strong>6. O que acontece nessa profissão que ninguém imagina? Aproveite pra quebrar mitos, idealizações ou preconceitos.</strong><br /> Para muitas pessoas que ainda não conhecem a dança de salão, ainda persiste o conceito de que isso é coisa para velhos. Primeiro que &#8220;velho&#8221; é pensar dessa forma, porque o que conta mesmo é sua mentalidade, espírito e atitude.</p><p>A dança de salão hoje é jovem no pensamento, no espírito, nos métodos, no quanto evoluíram os ritmos e principalmente no comportamento das pessoas que frequentam as aulas e dançam a salsa, o zouk, a gafieira, o forró e tantos outros ritmos que não tem nada de &#8220;velhos&#8221;. Nas academias encontramos pessoas de todos os tipos: um ambiente socialmente democrático.</p><p>E claro, já que aqui é papo de homem: tem um monte de mulher bonita que quer dançar contigo&#8230;</p><p><strong>7. Quais os erros de outros professores de dança de salão que deixam você com vergonha da profissão?</strong><br /> Um dos maiores problemas da minha profissão são os oportunistas. Pessoas que aprenderam alguns movimentos e se acham prontas para ensinar por aí. Não conhecem o próprio corpo e querem dizer o que os outros devem fazer com seus corpos. Você pode imaginar um &#8220;professor&#8221; de dança sem ritmo? Pois encontramos sem muito esforço.</p><p><strong>8. Mulher: melhor trabalhar ao lado dela, melhor mantê-la longe ou nenhum dos extremos? Como concilia trabalho e relacionamento?</strong><br /> Prefiro trabalhar com mulheres o tempo todo, desde de que não seja a minha, que sempre procurei manter afastada quando possível. As mulheres são a motivação de um dançarino de salão, professor de dança. Afinal de contas um homem vai dançar com quem? Se não quiser mulher por perto, vai ter que trabalhar com outra coisa. Vai fazer outra coisa!</p><p>Justamente por isso relacionamentos estão sempre sendo colocados a prova nessa profissão. E nem sempre passam&#8230; ;-)</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9974" title="danca3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/danca3.jpg" alt="danca3" width="400" height="253" /><br /> <em>Um dia de aula | Tá vendo algumas damas sem cavalheiro? É a sua chance.</em></p><p><strong>9. Quais são os passos específicos e concretos que um leitor que queira se tornar um professor de dança de salão pode tomar agora? Na sua trajetória, quais foram os grandes trampolins, segredos e ajudas essenciais que lhe ajudaram a chegar ao próximo nível?</strong><br /> Nesse caso, primeiro você tem que gostar muito da coisa. É fundamental ter persistência, dedicação e fazer muitas, muitas aulas com profissionais qualificados e experientes. Se estiver pensando que é só colocar uma música e sair se mexendo, está muito enganado&#8230;</p><p>Mas também acho que, para trabalhar com arte, você precisa ser um artista em sua natureza. Ter vocação. Não é todo mundo que pode se tornar dançarino ou professor de alto nível simplesmente porque deseja isso. Pode evoluir muito se correr atrás, mas nossos corpos nos impõem certos limites que muitas vezes são insuperáveis. &#8220;Os corpos não mentem&#8230;&#8221;.</p><p>Se você já dança e se destaca por sua facilidade e compreensão das coisas, busque mentores, boas referências e vá em frente. Mas se ainda não pratica dança de salão, o primeiro passo é ir aprender e ver o que acontece.</p><p><strong>10. O que você demorou muito tempo pra aprender e agora pode resumir em poucas palavras?</strong><br /> Que é impossível (e que nem preciso) agradar a todos.</p><p><strong>11. Quais seus outros interesses, práticas e habilidades? Filosofias, esportes, artes, espiritualidade&#8230;</strong><br /> Pratico esportes sempre que possível, principalmente futebol. Ainda me considero um capoeirista depois de praticar muitos anos. Religioso, ainda muito ligado ao Teatro e agora muito interessado em começar a viajar com mais frequência e conhecer outros lugares no mundo.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9973" title="andre-toffani" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/andre-toffani.jpg" alt="andre-toffani" width="400" height="304" /></p><p><strong>12. Faça uma pergunta que gostaria muito que alguém que te perguntasse. E responda.</strong><br /> – Professor de dança de salão &#8220;pega&#8221; muita mulher?<br /> – Pra caramba. Pra dançar, tem de pegar pelo menos uma&#8230; ;-)</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/andre-toffani-35-professor-de-danca-de-salao/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>23</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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