<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?> <rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/" xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/" ><channel><title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Ladies Room</title> <atom:link href="http://papodehomem.com.br/category/colunas/ladies-room/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://papodehomem.com.br</link> <description>Conteúdo e diversão para homens. Todo dia.</description> <lastBuildDate>Tue, 16 Mar 2010 15:08:00 +0000</lastBuildDate> <generator>http://wordpress.org/?v=2.9.2</generator> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>O estatuto implícito da gafiera &#8211; 11 lições</title><link>http://papodehomem.com.br/o-estatuto-implicito-da-gafiera-11-licoes/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/o-estatuto-implicito-da-gafiera-11-licoes/#comments</comments> <pubDate>Tue, 23 Feb 2010 14:44:19 +0000</pubDate> <dc:creator>Carol Pin Up</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11717</guid> <description><![CDATA[1. (Verdadeiros) amantes da dança de salão frequentam o baile com um objetivo primordial: experienciar uma boa dança. 2. Tratam-se por dama e cavalheiro. Cavalheirismo é mister neste contexto. O cavalheiro deve convidar a dama para dançar estendendo-lhe a mão. Esta deve aceitar a dança segurando-a e dirigindo-se até o local escolhido no salão.3. Aceita-se a [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>1. (Verdadeiros) amantes da dança de salão</strong> frequentam o baile com um objetivo primordial: experienciar uma boa dança.</p><p><strong>2. </strong>Tratam-se por dama e cavalheiro. Cavalheirismo é mister neste contexto. O cavalheiro deve convidar a dama para dançar estendendo-lhe a mão. Esta deve aceitar a dança segurando-a e dirigindo-se até o local escolhido no salão.</p><p><span id="more-11717"></span></p><p><strong>3. </strong>Aceita-se a dança não pela beleza ou porte atlético do cavalheiro, e sim por educação ou por sua habilidade na dança. A dama pode recusar a dança desde que seja simpática e não constranja o cavalheiro.</p><p><strong>4. </strong>A dama deve ser conduzida. Deve se deixar conduzir. Aceitar a mão firme em sua cintura, em sua mão. Não acelerar. Não retardar o passo. O cavalheiro pensa no passo a ser feito e em como conduzi-la para isso. Se entender o que o corpo dele quis dizer, ela o segue. Se a dança é bonita de se ver, fluida, há<strong> entrega da dama e firmeza do cavalheiro.</strong></p><p><strong>5. </strong>Nenhuma palavra é trocada. “Gire para lá” ou “agora eu vou te jogar”. Isso é proibido e desnecessário. A condução é <strong>no corpo</strong>. Entendimento de pernas, passos, mãos, respiração, pele.</p><p><strong>6. </strong>Cavalheiros gostam e precisam de entrega. Mas não gostam de damas que despencam em seus braços, como se não sustentassem sozinhas o peso do próprio corpo. Ninguém gosta de uma dama que precisa ser arrastada. A dança fica estranha, pesada, trabalhosa para o cavalheiro.</p><p><img title="danca" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/danca.jpg" alt="" width="500" height="474" /><br /> <em>&#8220;E aí, querido, que tipo de dança você vai me oferecer?&#8221; | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/grispo/tags/tango/" target="_blank">grispo</a></em></p><p><strong>7.</strong> Uma dança fluida é aquela em que os dois parecem voar e ainda assim sustentar o peso dos próprios corpos. Entrega, proteção e autonomia na medida certa. Condução firme e segura é imprescindível.</p><p><strong>8. </strong>Damas gostam de respeito na dança. Dança é dança. Flerte, chamego, cantada, tudo isso é válido e tem lugar: fora do salão. Mãos nos lugares certos. Regra importante.</p><p><strong>9. Aceitar a condução não é sinônimo de submissão. </strong>Pelo contrário, é ter escuta afinada, escuta de seu corpo e do corpo do outro. Liberdade de ler o outro, brincar de saber ler nas entrelinhas do compasso e obedecer, se divertindo.</p><p><strong>10. </strong>Não adivinhar o passo é uma regra importante. Há milhares de combinações de passos. A dama deve se preparar para ser surpreendida. Não há combinação previsível. Se houvesse, a dança perderia a graça. E ela seria a primeira a bocejar no salão.</p><p><strong>11. </strong>Acabada a primeira música, o cavalheiro deve conduzir a dama novamente pela mão, até onde a convidou para dançar. Ou, caso tenha gostado muito da dança, continuar dançando.</p><p><em><strong>Nota do editor:</strong> Se você leu pensando apenas em dança de salão, leia de novo.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/o-estatuto-implicito-da-gafiera-11-licoes/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>78</slash:comments> </item> <item><title>Mochilão: a verdadeira arte de viajar</title><link>http://papodehomem.com.br/mochilao-a-verdadeira-arte-de-viajar/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/mochilao-a-verdadeira-arte-de-viajar/#comments</comments> <pubDate>Fri, 19 Feb 2010 16:07:28 +0000</pubDate> <dc:creator>Debora Corrano</dc:creator> <category><![CDATA[Aventura e Viagens]]></category> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Lifestyle]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11677</guid> <description><![CDATA[&#8220;O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens. [...] Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então.&#8221; –Contardo Calligaris A Cultura Backpacker surgiu da necessidade do ser humano de buscar o novo, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens. [...] Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então.&#8221; –<a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2007/11/ilhas-desconhecidas.html" target="_blank">Contardo Calligaris</a></em></p><p>A Cultura Backpacker surgiu da necessidade do ser humano de buscar o novo, o inusitado, e explorar o desconhecido. Mergulhar em outras culturas, descobrir outros jeitos de viver, <strong>conhecer a si mesmo</strong> e livrar-se das limitações que colocamos em nossas vidas são apenas alguns motivos pelo qual a cultura de mochileiros teve iniciação.</p><p><span id="more-11677"></span></p><p>Muitos dizem que os pioneiros da arte de &#8220;andar sem rumo&#8221; foram escritores e artistas da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Beat_Generation">Geração Beat</a>, nascidos nos EUA nas décadas de 50 e 60, que não acreditavam em empregos comuns, lutavam para sobreviver e viajavam sempre que pudessem. Porém, desde que o homem é homem, o desconhecido nos fascina.</p><p>No Brasil, essa cultura não é nem um pouco difundida, mas está crescendo lentamente. É fácil perceber como no Brasil isso é tão diferente apenas pela reação das pessoas ao ouvir que alguém viajou &#8220;de mochilão&#8221;. Muitos – muitos mesmo – brasileiros acham que mochilão é sinônimo de pobreza, de nômades sem o que comer fazendo dreads e pulseirinhas, de albergues a la <em>O Albergue</em> (que, junto com <em>Turistas</em>, está no ranking de filmes mais deprimentes da história)&#8230; Enfim, uma visão totalmente distorcida da situação real de um mochileiro, do estilo de viajar e da <strong>diferença entre pagar a CVC e viajar por conta própria.</strong></p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11679" title="mochilao" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/mochilao.jpg" alt="mochilao" width="400" height="466" /><em><br /> Também não precisa exagerar.</em></p><h3>Hotel x <em>Hostel</em></h3><p>Não, um albergue não é um pulgueiro – não se você se informar antes. Na maioria das vezes o mochileiro opta por viajar com menos “mordomias” pela experiência, não porque tem poucos recursos financeiros.</p><p>Particularmente, eu prefiro dormir num albergue e estender minha viagem a pagar três vezes mais num hotel e ficar apenas alguns dias. Num hotel, você nunca vai conhecer os outros viajantes, já no <a href="http://www.hostel.org.br" target="_blank"><em>hostel</em></a> (como são chamados os albergues) isso acontece todo o tempo. Sem exageros. Com um pacote, você nunca vai conhecer a cultura de um país, só seus pontos turísticos e os restaurantes afiliados. <strong>Vai conversar com meia dúzia de nativos, chutando alto.</strong></p><p>São milhares de diferenças que fazem as pessoas optarem por este método alternativo (no Brasil ainda é classificado desta maneira) de viajar. Já viajei pelos dois métodos e claramente optarei por fazer um mochilão sempre que possível. É claro que milhares de imprevistos podem acontecer (como sempre), mas no fim se tornam boas histórias para contar. Bagagem que você só vai conseguir se fizer esse tipo de viagem.</p><p>Até eu mesma, após anos e anos lendo relatos e dicas de diversos mochileiros, tinha uma visão completamente distorcida do que realmente é viajar neste estilo. Vai muito mais além do que conhecer outro país e gastar menos do que uma viagem tradicional.</p><p>Você começa acanhado, com todos os seus pensamentos pré estabelecidos, e aos poucos, convivendo com outras pessoas no<em> hostel</em>, vendo as <strong>milhares de realidades diferentes ao seu redor</strong>, conhecendo outros tipos de pensamento, outras culturas, outros modos de ver e aproveitar a vida, e de repente você se dá conta que o sentimento de liberdade plena já tomou conta de você.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/iGyfD913WwE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/iGyfD913WwE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=iGyfD913WwE" target="_blank">&#8220;Far Behind&#8221;</a> (Eddie Vedder), trilha sonora de Into the Wild: excelente música para começar um dia na estrada</em></p><p>Não adianta ler muito sobre mochilar. Enquanto você não o fizer, nunca vai conseguir sentir a mesma coisa que alguém que está na estrada. Parece clichê, mas todas as suas regras, todos os seus padrões vão mudar, se ampliar. Quem coloca uma mochila nas costas e vai – muitas vezes sozinho – para uma cidade ou país desconhecido provavelmente já está querendo absorver ao máximo tudo que conseguir nesta experiência, então vai ser fácil sentir toda a descoberta e <strong>a liberdade que isso oferece.</strong></p><p>É claro que não são todos que conseguem se tornar seres de pensamento livre e aberto para as diversas informações que as pessoas têm a lhe fornecer – uma pena. Diante de um mundo tão cheio de conhecimento, opiniões e ideias, aliado a uma oportunidade tão única como essa, a pessoa fica lá, no seu próprio mundinho fechado. Mas espero que todos os leitores PdH não sejam assim, por isso não vou focar nesta parte.</p><p>Parece papo de louco (e talvez seja), mas é realmente incrível chegar ao patamar de se desprender das regras que as pessoas fizeram você engolir, estar de peito aberto para o mundo e<strong> sorrir para as oportunidades</strong> que aparecem. Tornar-se simplesmente a essência do ser humano como ele deveria ser, sem pré-conceitos, pré-julgamentos ou recriminação é uma das melhores coisas que você pode sentir mochilando – seria ingênuo, porém, pensar que é sempre assim.</p><p>Ninguém vai te chamar de sujo caso sua blusa acabe manchada, nem se você dançar de uma maneira que você nunca dançou na vida. Você tem a liberdade de agir da maneira que quiser porque ninguém vai estranhar. Você pode ser você sem medo de julgamentos pelas atitudes que você tomava dias atrás.</p><h3>Para quem deseja viajar de mochilão&#8230;</h3><p>Fiquei mais de um ano planejando meu mochilão até finalmente conseguir sair. <strong>A melhor coisa que eu fiz foi não ter planejado fielmente nada.</strong> Meu único planejamento de quando saí do Brasil era que dormiria 4 dias em um <em>hostel</em> em Buenos Aires. De resto, fui descobrindo na hora, conversando com as pessoas, colhendo opiniões, conhecendo gente, me divertindo, conhecendo lugares, e “deixando a vida me levar”. Não sabia nem exatamente que roteiro eu faria. É aí que começa a sensação de liberdade, que fica cada vez melhor.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11678" title="aconcagua" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/aconcagua.jpg" alt="aconcagua" width="500" height="375" /><br /> <em>Parque do Aconcágua &#8211; Mendoza &#8211; Argentina (foto da autora)<br /> </em></p><p>Obviamente não sou (ainda) uma expert em viajar assim; mesmo se fosse, acredito que não teria muitas dicas para dar, pois mochilar é um processo muito pessoal.</p><p>De início, selecione os lugares que você gostaria de visitar e os que seriam viáveis para você. Pesquise bastante para ter uma noção de quanto você pode gastar por dia e se isso é suficiente para pagar sua estadia, transporte e almoço – além do transporte para outras cidades ou países.</p><p>A principal dica que eu posso dar é: <strong>ouse!</strong></p><p>Se você quer ir, mas não conseguiu companhia, não desista de viajar!  Este foi o meu caso. Normalmente não é muito comum as pessoas seguirem em frente com essa “loucura” (sic). De início, se animam, mas depois acabam dando pra trás por diversos motivos. Não tenha medo de viajar sozinho. Você vai conhecer muitas e muitas pessoas dormindo em <em>hostels</em>. Como todos estão viajando, <strong>a conversa flui muito fácil</strong>, mesmo se você for tímido. Além disso, é ótimo passar um tempo sozinho, conhecer como você é sem precisar pensar em como você foi ontem, afinal ninguém ali o conhecia ontem. É realmente um estudo de si mesmo.</p><p>No mais, é isso. Aproveite o que o mundo tem a lhe dar, compartilhe o que você pode oferecer aos outros. Aprenda a descascar laranja de outra maneira, a cumprimentar em armênio, a dançar valsa creola ou a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marinera" target="_blank">marinera</a>. Conheça a cultura do lugar que você vai, não apenas os pontos turísticos. Vá a uma festa tradicional, converse com os moradores, ouça histórias, incorpore o que puder da cultura local.</p><p><strong>Fique um dia sem sair do <em>hostel</em></strong>, apenas conversando com aquele grupo de pessoas, cada um de um país diferente. Dê-se o direito de conhecer o que você quer, ir onde você quer, e não onde aquele local &#8220;obrigatório e imperdível&#8221; dos cartões postais. Faça o que lhe dá vontade, quando lhe der vontade, não quando a excursão estiver saindo.</p><p>Numa próxima oportunidade conto um pouco da minha experiência mochilando, mas não conseguiria falar disso sem antes falar da experiência que um mochilão pode trazer.</p><p>Se você quer mais informações sobre mochilar, acesse o fórum <a href="http://www.mochileiros.com" target="_blank">www.mochileiros.com</a>, o site <a href="http://www.mochilabrasil.com.br/" target="_blank">www.mochilabrasil.com.br</a>, a comunidade &#8220;Mochileiros&#8221; no Orkut e os milhares de blogs espalhados pela web que tratam do assunto. Se souber inglês, compre um <em>Lonely Planet</em> que você já pode se perder pelo mundo.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/mochilao-a-verdadeira-arte-de-viajar/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>68</slash:comments> </item> <item><title>Monogamia para quem precisa</title><link>http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa/#comments</comments> <pubDate>Sat, 06 Feb 2010 07:38:28 +0000</pubDate> <dc:creator>Maíra Matos</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11510</guid> <description><![CDATA[Uma resposta ao artigo &#8220;A evolução do cafajeste (3): É da nossa natureza trair?&#8221;, de Atila Iamarino.Antes de tudo quero dizer, como leitora, que fico muito honrada por ter meu texto publicado aqui no PdH. É ótimo saber que vocês prezam a necessidade de buscar diversos pontos de vista, principalmente quando se trata de um [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma resposta ao artigo <a href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-3-e-da-nossa-natureza-trair/" target="_blank">&#8220;A evolução do cafajeste (3): É da nossa natureza trair?&#8221;</a>, de Atila Iamarino.</em></p><p><span id="more-11510"></span></p><p>Antes de tudo quero dizer, como leitora, que fico muito honrada por ter meu texto publicado aqui no PdH. É ótimo saber que vocês prezam a necessidade de buscar <strong>diversos pontos de vista</strong>, principalmente quando se trata de um debate tão enrolado como esse.</p><p>Começo minha resposta lembrando a pergunta do caro Atila: &#8220;O ser humano é monogâmico por natureza?&#8221;.</p><p>Mas, pensando em todo o carnaval que advém dessa e de outras perguntas, coloco outra questão: <strong>&#8220;Será mesmo necessário procurar esta resposta?&#8221;</strong>.</p><p>Minha ideia é tentar mostrar como nos ocupamos tanto em tentar definir – nos encaixar em um padrão moral ou biológico dos relacionamentos amorosos – e esquecemos que ser honesto consigo mesmo é muito mais importante do que atender a uma expectativa externa.</p><h3>Monogamia automática</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-11513" title="felizes-para-sempre" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/felizes-para-sempre.jpg" alt="felizes-para-sempre" width="500" height="320" /><br /> <em>Frase de <a href="http://www.threadless.com/profile/853669" target="_blank">Laura Brightwood</a> para a loja <a href="http://typetees.threadless.com/product/1970/Happily_Ever_After_Is_So_Once_Upon_A_Time" target="_blank">TypeTees</a>.</em></p><p>Observem as seguintes historinhas:</p><blockquote><p>1. Era uma vez um menino que conheceu uma menina. Eles se apaixonaram e resolveram namorar. O amor deles cresceu e resolveram casar. E assim foram felizes para sempre.</p></blockquote><p>Alguma coisa estranha nessa história? Claro que não! Afinal quando as pessoas se amam elas se casam e são monogâmicas para o resto de suas vidas, certo? Bem, pelo menos foi assim que minha mãe, minha professora, a novela das oito e o filme de Hollywood me ensinaram. Se duas pessoas se amam, são independentes e não seguem este roteiro, alguma coisa errada tem. <strong>Essa é a visão da massa esmagadora das pessoas.</strong> Quer ver?</p><blockquote><p>2. Era uma vez uma menina que conheceu um menino, eles se gostaram e se viam periodicamente. Daí a menina conheceu outro menino e também gostou dele, e avisou aos dois da situação. Eles aceitaram e a menina continuou tendo um relacionamento com cada um dos meninos. O amor deles foi crescendo e, depois de algum tempo, os três conversaram e resolveram morar juntos e foram felizes para sempre.</p></blockquote><p>Bem, eu aposto que a maioria das pessoas acha que não existe amor nenhum na segunda historinha e que esse relacionamento nunca “daria certo” (seja lá o que isso signifique), que na verdade a menina é uma <em>bitch</em> indecisa e manipuladora e os meninos são <strong>dois bananas com pouca auto-estima</strong>.</p><p>Sabe por quê? Porque as pessoas acreditam que o amor é um sentimento que só se tem por uma única pessoa num recorte temporal. Mas quem foi o grande cientista que descobriu os padrões do que chamamos de amor? As pessoas esquecem que &#8220;amor&#8221; é só um conceito (extremamente abstrato) e acabam naturalizando o valor que a nossa sociedade lhe atribui (não pretendo mencionar valores religiosos porque são verdades dogmáticas, logo não se dispõem a debate).</p><p>Além disso, mesmo que as pessoas não se declarassem apaixonadas numa relação, o que as impede de terem uma felicidade duradoura, exercerem o respeito mútuo e fazerem o relacionamento “dar certo”?</p><h3>Fidelidade monogâmica: a árdua tarefa</h3><p>Como outras formas de relacionamento diferentes do amor monogâmico não são socialmente aceitas, a maioria das pessoas passa a vida inteira acreditando que uma relação é aquela coisa pré-definida, e entendem que é obrigação natural delas tentar encaixar-se neste padrão. E aí o que acontece? <strong>A infidelidade torna-se um ato extremamente banal</strong> e a monogamia torna-se apenas uma brincadeira de faz de conta, quando na verdade o ato de casar não corresponde sempre ao que as pessoas querem de verdade naquele momento de suas vidas (ou talvez nunca).</p><p><em><img title="casamento" src="../wp-content/uploads/2010/02/casamento.jpg" alt="casamento" width="300" height="313" /><br /> Não é à toa que o casamento virou piada. Toma-se a decisão sem considerar questões mais profundas, dá no que dá.</em></p><p>O casamento é o símbolo máximo no imaginário do amor monogâmico. Como qualquer decisão que envolva comprometimento, deve ser uma consequência de nossa necessidade e estilo de vida; exige uma análise psicológica de si mesmo sobre seu presente e seu futuro. É um erro encarar um casamento, ou qualquer relacionamento, esperando que ele dê “um jeito” na sua vida, como se fosse uma entidade milagrosa, como Jesus Cristo ou Iemanjá. Se alguém se casa e trai constantemente seu parceiro, inclusive desde antes do matrimônio, é impossível que esta pessoa tenha escolhido o casamento como uma resposta às suas necessidades.</p><p>Quando um modelo de relacionamento é a única opção aceita como normal, <strong>perde-se a noção de responsabilidade sobre as próprias escolhas</strong> (afinal não haveria outra escolha normal), sobre si mesmo e sobre seu parceiro. A traição é encarada, então, como parte do processo ou visto como ato de uma pessoa canalha, não por mentir, mas por querer outros relacionamentos.</p><p>Tiro estas conclusões porque passei por experiências que me fizeram pensar sobre isso e conversei com pessoas sobre esse assunto, obtendo sempre a mesma resposta (consciente ou inconsciente, verbalmente ou através de seus atos): o único caminho é o amor monogâmico, então a traição é uma forma de aliviar a pressão. Lembro-me de uma conversa mais ou menos assim:</p><blockquote><p>– <strong>Porque você trai sua namorada se você a ama tanto?</strong><br /> – Eu amo minha namorada, quero viver ao lado dela, mas não consigo controlar a vontade de sair com outras mulheres. Eu preciso disso.<br /> – Ué, tudo bem, você não é uma aberração por sentir isso. Mas então escolha uma namorada que aceite isso.<br /> – Ah, não é fácil assim&#8230;</p></blockquote><p>É claro que não é fácil assim! Passamos a vida toda aprendendo os costumes e valores de uma cultura e engessamos nosso cérebro para aquela realidade, sem perceber que ela é apenas um molde. Não preparamos nossa cabecinha e nosso coração para <strong>outras perspectivas e modos de ser</strong>. Assim os critérios que definem quem é ou não interessante para nos relacionarmos são definidos por estereótipos estéticos e aspectos superficiais, não pela postura que se tem frente a um relacionamento, afinal só existe uma postura possível, né?!</p><h3>A supervalorização do amor</h3><p>As pessoas alegam que não se pode controlar o amor. Ok, admito que não é fácil escolher quem iremos amar, mas é possível. Você amaria um(a) neonazista? Ou um pedófilo? Acho que não. Afinal, que filosofia de vida você segue? Quais são seus princípios?</p><p>Estas questões nos levam a outro problema de naturalizar o amor monogâmico clássico: <a href="http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia/" target="_blank"><strong>deixar um sentimento nebuloso controlar escolhas importantes</strong></a>.</p><p>O amor é entendido por muitos como algo sem explicação (quem nunca ouviu falar do amor à primeira vista?), no qual a princesa não precisa conhecer o príncipe, suas ideias e crenças; basta sentir as <strong>borboletas na barriga</strong> ao olhar para ele e pronto, ela saberá que está amando.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11514" title="borboletas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/borboletas.jpg" alt="borboletas" width="400" height="324" /><br /> <em>Fundar uma relação em sentimentos etéreos é um resquício do pensamento mágico, como se seguíssemos conselhos de um inseto.</em></p><p>Eu digo “Bullshit!”. Se o amor é considerado um sentimento tão importante para a humanidade, ele não pode ser construído sobre nada. E essa construção precisa de um tempo, de avaliação, de compatibilidade de valores e necessidades. Quando priorizamos nossos princípios ao invés dos estereótipos sobre sentimentos, aprendemos a ter responsabilidade sobre nossos atos e dar a eles um sentido. Escolhemos pessoas que se encaixam melhor com aquilo que queremos naquele momento. O resultado certamente será mais construtivo.</p><p>Não estou falando de perder o romantismo, pelo contrário. Estou falando de <a href="http://nao2nao1.com.br/casar-por-amor-e-uma-pessima-ideia-parte-3/" target="_blank">cultivar o romantismo e os sentimentos de uma forma muito mais real</a>. É tão gostoso quando percebemos que construímos, aos poucos, uma relação profunda, compartilhada de verdade, que nos dá muito mais felicidade do que qualquer outra paixonite que já vivemos, porque dessa vez faz sentido para nós e se encaixa na nossa vida, <strong>independente se é um relacionamento a três, uma relação homossexual ou a monogamia tradicional</strong>.</p><p>Não existe a necessidade de distribuir as mulheres entre os homens como se elas fossem bens a serem distribuídos numa sociedade comunista (e machista), assim como a sociedade também não precisa das nossas escolhas amorosas e sexuais para seguir em frente de forma “civilizada”, <a href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-3-e-da-nossa-natureza-trair/" target="_blank">como dá a entender a argumentação final do Atila</a>.</p><p>Temos que apagar esse ranço da história que diz que uma suposta moralidade do sexo e do amor tem algo a ver com o caráter ou a competência de alguém. O que existe é a necessidade de sermos honestos conosco e com as pessoas que cativamos (pergunte ao <em>Pequeno Príncipe</em>), de nos educarmos para a diversidade de formas que os relacionamentos podem tomar, com ou sem amor, mas que seja sempre consciente, construído e que nos faça<strong> donos das nossas decisões</strong>, dos nossos erros e acertos.</p><p><em>*Se quiser ser um dos autores do PapodeHomem, envie apresentação e artigos para contato@papodehomem.com.br. Não garantimos a publicação, é claro.</em></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/monogamia-para-quem-precisa/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>107</slash:comments> </item> <item><title>&#8220;Você me completa&#8221;: sobre relacionamentos e incompletude</title><link>http://papodehomem.com.br/voce-me-completa-sobre-relacionamentos-e-incompletude/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/voce-me-completa-sobre-relacionamentos-e-incompletude/#comments</comments> <pubDate>Sat, 09 Jan 2010 18:50:32 +0000</pubDate> <dc:creator>Marina Graminha Cury</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11133</guid> <description><![CDATA[Semana passada uma amiga me perguntou se era verdade que a gente sempre busca na pessoa com quem a gente se relaciona o nosso pai ou a nossa mãe. Muitos amigos me fazem este tipo de pergunta por saberem que eu estudo psicanálise – e eu achei engraçado porque é muito curioso como ela é [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada uma amiga me perguntou se era verdade que a gente sempre busca na pessoa com quem a gente se relaciona <strong>o nosso pai ou a nossa mãe</strong>. Muitos amigos me fazem este tipo de pergunta por saberem que eu estudo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise" target="_blank">psicanálise</a> – e eu achei engraçado porque é muito curioso como ela é difundida na mídia, sempre de uma maneira muito determinista.</p><p><span id="more-11133"></span></p><p>Já ouvi frases do tipo: <strong>“Meu pai é cafajeste, por isto só namoro cafajeste, Freud explica”</strong>. E pronto: a pessoa se contenta com isto e para por aí, não se questiona, nem tenta mudar.</p><p>Quando minha amiga me fez esta pergunta, eu já tinha escrito boa parte do texto aqui para o PdH, mas a pergunta dela me fez questionar sobre o que seria legal falar para pessoas – que não são psicanalistas – sobre relacionamentos amorosos, pela visão da psicanálise. E reescrevi o texto.</p><p>Em primeiro lugar, a resposta que dei a ela: sim, vamos buscar algo do nosso pai e da nossa mãe, do nosso familiar (aqui, no duplo sentido mesmo), do que nos constituiu. E não, o que vamos buscar nunca é relacionado a nossa mãe e pai reais, mas sim à imagem que temos deles.</p><h3>Nossa eterna incompletude</h3><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NpWAlvWNZj0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/NpWAlvWNZj0&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=NpWAlvWNZj0" target="_blank">Cena clássica do filme Jerry Maguire</a>. &#8220;You complete me&#8221;&#8230; Será mesmo?</em></p><p>Somos inseridos no universo social quando nascemos por pessoas, mas que para nós, quando bebês, exercem papéis de figuras – materna ou paterna. A maneira como encaramos estas figuras é completamente única.</p><p>Expliquei para a minha amiga: se você entrevistar 5 irmãos, gêmeos quíntuplos, que nasceram juntos, foram criados pelo mesmo pai e pela mesma mãe e perguntar a cada um deles como eles veem seus progenitores, eu garanto que cada um vai descrevê-los de uma maneira diferente. Isto porque, na medida em que nos relacionamos com os outros, esses outros vão nos marcar de maneira completamente subjetiva – e vamos levar estas marcas, nossas e particulares, para a vida.</p><p>Mas <strong>isto não quer dizer que estas marcas são imutáveis</strong>; a cada encontro nos deparamos e fazemos novos arranjos, releituras destas nossas formas de relacionar, mas sempre com influência daquilo que já vivemos.</p><p>Segundo a psicanálise, quando nascemos, passamos por um momento em que vivemos um <strong>estado de completude</strong> – mãe e bebê (e de novo, não estou falando da mãe real e sim de quem exerce esta função materna) vivem de forma simbiótica, como se fossem um. E isto é imprescindível para a sobrevivência do bebê, pois o bebê humano nasce muito despreparado (se estamos vivos é porque alguém exerceu esta função). É necessário que a mãe se volte inteiramente para ele e atenda todas as suas necessidades, inicialmente, só biológicas.</p><p>Posteriormente, com os cuidados que recebe, com a voz, o olhar da mãe, o bebê cria uma demanda de amor, de ser amado e receber tudo daquela mãe – não só da ordem biológica, mas sim da ordem simbólica. Porém, <strong>esta demanda vai ser frustrada</strong>, pois é impossível sustentar uma satisfação infinita e completa a esta demanda de amor. Aquele estado de completude vai ser perdido para sempre. E é importante que seja, pois a partir da falta dessa satisfação infinita é que o bebê vai se voltar para o mundo, se inserir socialmente.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11137" title="posicao-fetal" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/posicao-fetal.jpg" alt="posicao-fetal" width="400" height="326" /><br /> <em>A primeira vez que sua namorada o abandonou você ficou chorando em posição fetal?</em></p><p>É esta falta de completude, que nunca vai ser alcançada, pois não dá para retornarmos a este estado primitivo, que vai instaurar nosso desejo – que nada mais é nossa busca incessante por satisfação – e que nos coloca na vida, em movimento. Tal desejo é único e por isto a maneira de levar a vida de cada um é única.</p><p>As relações amorosas também são, na verdade, movidas pelo nosso desejo. Buscamos os modelos de relações que conhecemos, na maioria das vezes, de forma inconsciente. E aí acontece, muitas vezes, um desencontro: se meu desejo é único e do outro também é, <strong>como conciliar os desejos diferentes para ficarmos juntos?</strong></p><p>Philippe Julien, no livro <em>Abandonarás teu pai e tua mãe</em> (2000), trata deste assunto. Segundo Julien, para os pais conseguirem fazer com que seus filhos sejam educados para o mundo, eles devem passar aos filhos a lei do desejo, fundada na concepção de que não existe completude nem no ser humano, nem em suas relações; existem escolhas.</p><p>Para Julien, <strong>as relações conjugais são pautadas em três dimensões: </strong>o amor, o gozo e o desejo.</p><h3>O amor e suas ilusões</h3><p>O amor é baseado no devotamento, na atenção, na ideia de constituir um 1 de 2. O amor é da esfera do nosso imaginário, ou seja, daquilo que espero, imagino, que o outro tenha que me completa e se baseia naquelas marcas que trazemos conosco das nossas relações primeiras. É da ordem da imagem.</p><p>Hoje em dia, é o amor que é<strong> supervalorizado pela mídia</strong>, que retrata em filmes e novelas histórias impossíveis, nas quais a identificação com o outro é suficiente para se estabelecer uma relação duradoura. A mocinha olha para o mocinho e – pimba!!! – se amam loucamente e se completam; e isto é suficiente para que sejam felizes para sempre.</p><p>Não estou dizendo que o amor não é importante para uma relação. Claro que é, pois este encantamento com o outro faz com as pessoas se abram para este outro. Mas <strong>basear um relacionamento apenas nesta esfera é perigoso</strong>, já que o outro é sempre de carne e osso e, portanto, sempre diferente da imagem que fazemos dele.</p><p>Depois do arrebatamento passional, surgem frases como “Ele não era como eu imaginava” ou “No começo era diferente”. Era diferente porque se baseava apenas na ilusão, na imagem – e ela, como Narciso teve a oportunidade de descobrir rapidamente no lago, é fugaz e trapaceira.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-11135" title="espelho" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/espelho.jpg" alt="espelho" width="300" height="366" /><br /> <em>Quanto do outro é o outro e quanto é sua projeção?</em></p><h3>O gozo que nos move</h3><p>Para Julien, há dois tipos de gozo: o sexual, que é o gozo do corpo do outro e o não-sexual. Gozo aqui não é o equivalente ao orgasmo, mas é um conceito psicanalítico que aponta para a <strong>energia psíquica que nos move</strong>, falando de uma maneira bem simplificada.</p><p>Mais ou menos assim: temos uma quantidade de energia, que fica no limite entre o físico e o psíquico, que precisa ser liberada o tempo todo – pela nossas ações, pensamentos e sentimentos – para manter o aparelho psíquico “estável”, sem grande quantidade de excitação, pois, com muita excitação, sentimos desprazer.</p><p>Assim, cada um busca ações e maneiras de se relacionar no mundo de modo a provocar esta descarga de energia – que provoca alívio, mas muitas vezes dor também. O sexo não deixa de ser uma das maneiras de liberação desta energia, mas existem muitas outras. O gozo sexual, por exemplo, não ocorre apenas no sexo, mas sim em todas as nossas ações que provocam uma descarga parcial desta energia.</p><p>Para Nasio, “o gozo é um lugar vazio de significantes” (p. 29), ou seja, algo do qual não se consegue falar exatamente, pois é da ordem do impossível. Mas bons escritores e escritoras conseguem se aproximar da descrição do gozo, como <strong>Hilda Hilst</strong>, nesse trecho de <em>A obscena senhora D</em> (2001):</p><blockquote><p>“A paixão é a grossa artéria jorrando volúpia, é a boca que pronuncia o mundo, púrpura sobre a tua camada de emoções, escarlate sobre a tua vida, paixão é esse aberto do teu peito e também o teu deserto” (p. 29)</p></blockquote><p>Esta descrição fala do corpo. Ao ler, imediatamente você sente como é, embora sempre, na leitura, não dê para descrever exatamente as reações do corpo que sentimos neste gozo (que é esta energia nessa descrição de Hilda sobre a paixão).</p><p>Esta dimensão também é importante para uma relação, mas também não sozinha, já que o alívio provocado pelo gozo é o que nos move. Mas Julien (2000) de novo fala que relacionamentos baseados nestas duas dimensões são<strong> (1) medíocres</strong>, amor por identificação ao outro; ou<strong> (2) subversivos</strong>, baseados apenas no gozo sexual.</p><h3>O desejo e nossa falta</h3><p><img title="quebra-cabecas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/quebra-cabecas.jpg" alt="quebra-cabecas" width="500" height="482" /><br /> <em>Eu, você e todos nós: sempre incompletos</em></p><p>Para Julien, “se o amor é dom daquilo que somos, o desejo é, ao inverso, dom daquilo que não temos e daquilo que não somos: é confissão da falta, do vazio” (p. 35).</p><p>O autor afirma que a lei do desejo “é a única que pode sustentar a diferença entre os sexos” (p.37). Esta diferença, ele ressalta, não é anatômica, nem de gênero. É a diferença no sentido de alteridade, ou seja, saber que o outro é diferente de você e conseguir valorizar isto. E saber que <strong>a completude não existe</strong>, nem em nós mesmos, tampouco numa relação.</p><p>Neste sentido, Julien fala que, ao nos submetermos à lei do desejo, aceitando o diferente, o incompleto, podemos construir relações que se mantém – e sempre descobrir algo novo e diferente dentro destas relações. Mas por que não nos submetemos sempre a ela? O autor afirma que é para evitar conflitos e transgressões das leis do bem e do dever, que implicam em <strong>sempre se mostrar como bons e perfeitos</strong> ou moralmente inabaláveis.</p><p><strong>É aí que está o desafio:</strong> aceitar que o outro não é completo implica, primeiro, aceitarmos que não somos – olhar para dentro e ver as nossas dificuldades e a nossa falta. Ainda segundo o autor: “o desafio é ficar próximo do não-conhecido no outro e em si mesmo” (p.43).</p><p>Ítalo Calvino termina seu livro <em>As cidades invisíveis</em> (1990) com o seguinte trecho, que acho muito pertinente:</p><blockquote><p>“O inferno dos vivos não é algo que será; se existe, é aquele que já está aqui, o inferno no qual vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Existem duas maneiras de não sofrer. A primeira é fácil para a maioria das pessoas: aceitar o inferno e tornar-se parte deste até o ponto de deixar de percebê-lo. A segunda é arriscada e exige atenção e aprendizagem contínuas: tenta saber reconhecer quem e o que, no meio do inferno, não é inferno, e preservá-lo, e abrir espaço.&#8221;</p></blockquote><p>Na sociedade atual, este<strong> olhar para dentro</strong> é bem difícil: primeiro, pela infinidade de afazeres que nos distraem; segundo, que a exigência de se mostrar perfeito e feliz o tempo todo dificulta ainda mais olharmos o que não é bonito e feliz – coisa que já é difícil de se fazer por si só. Assim, cresce a venda de livros de auto-ajuda, que só reforçam que a felicidade plena e a completude é possível. Mas a insatisfação também cresce, assim como o desentendimento nas relações.</p><p>Cada uma das dificuldades enfrentadas por um casal não é superada (se é que pode-se dizer superação) sem uma boa dose de sofrimento. E sem uma boa dose de conversa. É o falar, argumentar e negociar que faz com que as escolhas do casal possam ser construídas. Calma, meninos, não estou propondo a DR eterna! Mas a pontuação das diferenças é sempre necessária – e por meio da fala que chegamos a acordos, saídas, novos caminhos.</p><p>Neste sentido, a música popular brasileira, arraigada em concepções menos eruditas sobre o amor, muitas vezes dando voz a sabedoria popular, diz: <strong>“Pergunte ao seu orixá, amor só é bom se doer”</strong> (letra de &#8220;Canto de Ossanha&#8221;, de Baden Powell e Vinicius de Moraes). Simples. Porém essencial para pensar num amor fundado na diferença.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1IkoSi8b5a8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/1IkoSi8b5a8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1IkoSi8b5a8" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p><p>Porque, afinal, é com a diferença também que se pode sair da mesmice: <strong>é por saber a dor, que se sabe aproveitar a felicidade</strong>. E as pessoas esquecem-se das oposições na contemporaneidade, por temer abalar tudo aquilo que julgam estável. Tem de se ter a garantia, a certeza&#8230;</p><p>Mas certo mesmo é que não se pode ter certeza de nada com relação ao amor.</p><p><strong>Referências:</strong></p><p>Calvino, Italo. <em>As cidades invisíveis</em>. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.<br /> Julien, Philippe. <em>Abandonarás teu pai e tua mãe</em>. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 2000.<br /> Hilst, Hilda. <em>A obscena senhora D</em>. São Paulo: Globo, 2001.<br /> Nasio, J D. <em>5 lições sobre a teoria de Jacques Lacan</em>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editora, 1993.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/voce-me-completa-sobre-relacionamentos-e-incompletude/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>49</slash:comments> </item> <item><title>&#8220;Te como inteira!&#8221;: sobre o aprisionamento do olhar masculino</title><link>http://papodehomem.com.br/te-como-inteira-sobre-o-sutil-aprisionamento-do-olhar-masculino/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/te-como-inteira-sobre-o-sutil-aprisionamento-do-olhar-masculino/#comments</comments> <pubDate>Tue, 22 Dec 2009 15:57:33 +0000</pubDate> <dc:creator>Debora Corrano</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=10850</guid> <description><![CDATA[Existem algumas situações do dia-a-dia em que é muito desagradável ser mulher, deixando de lado todo o sangue, a TPM e as necessidades de mulherzinha.Sabemos das diferenças básicas de cada sexo e que a natureza não vai mudar porque estamos reclamando, então esse tipo de coisa só nos resta aceitar. Mas a vida dos dois [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Existem algumas situações do dia-a-dia em que <strong>é muito desagradável ser mulher</strong>, deixando de lado todo o sangue, a TPM e as necessidades de mulherzinha.</p><p><span id="more-10850"></span></p><p>Sabemos das diferenças básicas de cada sexo e que a natureza não vai mudar porque estamos reclamando, então esse tipo de coisa só nos resta aceitar. Mas a vida dos dois é praticamente a mesma, e suas obrigações e necessidades são bem parecidas, como ir <strong>abastecer um carro</strong> num posto de gasolina.</p><p>Quando um homem precisa sair e pagar com o cartão, ele cumprimenta o frentista, faz piada do Corinthians, coça o saco, paga e volta para o carro. Já a mulher, quando sai do carro é quase um espetáculo, por mais básica e não chamativa que ela esteja. Até o cabelo desgrenhado e a cara de sono não resolvem.</p><p>Praticamente todos os frentistas, motoristas, vendedores, flanelinhas – e qualquer ser humano do sexo masculino que esteja no recinto – param, olham a bunda e fazem uma cara de <strong>“Te como toda”</strong>.</p><p>Ela, claro, sente-se o frango assando na padaria. Sua única vontade é correr de volta para o carro e ir embora.</p><p>Isso também acontece quando você vai lavar o carro, leva no mecânico (além de ele achar que você é burra), vai a um bar, passa em frente a um prédio com seguranças ou muitas vezes até quando se aproxima de um grupo de policiais (algo que, particularmente, acho um absurdo). Coincidentemente ou não, são locais onde há uma aglomeração de homens habitualmente trabalhando.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10851" title="olhar" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/olhar.jpg" alt="olhar" width="500" height="350" /><br /> <em>Típico olhar masculino repugnante. Desde 1930.</em></p><p>Às vezes, eu até sinto inveja do meu cunhado que pode fazer aquela amizade superficial com o padeiro, frentista, porteiro, taxista, síndico, o professor e as milhares de profissões que tratam diretamente com o público e estão ocupadas por homens. No máximo, a mulher é educada, dá bom dia, faz uma pergunta ou outra e segue a vida. E o que o homem vai falar dela? Nos melhores casos&#8230; &#8220;gostosa&#8221;.</p><p>Se a mulher faz aquela social mais amigável (<strong>igual muitos homens fazem</strong>, e isso é ótimo), já tem a vizinha comentando, os homens perguntando se ela é sapatão ou se o cara tá comendo ou vai comer. Isso exclui qualquer possibilidade da mulher deixar de ser apenas a &#8220;gostosa&#8221; e passar para um nível um pouco menos corporal e mais intelectual mesmo, da pessoa entender que você é simpática e quer estabelecer aquele encontro, que é curto e muitas vezes diário, como algo agradável. Ou apenas pelo fato de ela gostar de ser simpática e conversar.</p><p>Se um dia eu descer e levar umas cervejas que sobraram aqui em casa para o porteiro, meu prédio inteiro, e inclusive ele, vão achar que eu estou &#8220;dando mole&#8221;. Se meu irmão levar, o cara &#8220;é brother&#8221;.</p><p>Parece que o homem encontrou um jeito de <strong>prender e acanhar a mulher</strong> quando ele está em bando: vendo-a como objeto sexual e nada além daquilo. Praticamente cuspindo na cara dela “Você é só um pedaço de carne” (e mais uma vez voltamos ao frango da padaria, interessante&#8230;).</p><p>Será essa a forma que os homens encontraram para dar a impressão de “superioridade” que há tantos anos, teoricamente, foi extinta? Eu não sei, mas deve existir algum estudo antropológico que trate disso. Por que uma mulher nunca passa batida num lugar que tenha vários homens juntos? Maldita mania de auto-afirmação para os amiguinhos.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-10853" title="homens" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/homens.jpg" alt="homens" width="500" height="293" /><br /> <em>Momento exato em que uma mulher passa (imagem borrada para evitar a identificação dos meliantes). </em></p><p>Acredito que todas mulheres bonitas desejam, pelo menos às vezes, a possibilidade de ir comprar algo num posto de gasolina, conversar com o atendente, virar as costas e ele não pensar <strong>“Gostoooosa!”</strong> e você sair voando sentindo aqueles olhares de &#8220;Te como inteira!&#8221;, como se fosse ser estuprada por aqueles mil homens a sua volta.</p><p>Mas sim oferecer um olhar “Que garota engraçada!” (substitua por qualquer outro adjetivo que não envolva sexualidade) quando conversar com ela. Sem cunho sexual, sem segundas intenções partindo de nenhuma das partes.</p><p>Ou pelo menos ter a <strong>liberdade</strong> de passar despercebida, como se fosse um homem indo até lá, sem ninguém notar ou falar nada.</p><p>Difícil, se não impossível.</p><p><em>P.S.: Se você acha que vivemos em pé de igualdade, veja isso:</em></p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="267" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k1Y5KkGPiIruEp1jp5B&amp;related=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="267" src="http://www.dailymotion.com/swf/k1Y5KkGPiIruEp1jp5B&amp;related=0" wmode="transparent"></embed></object></p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/te-como-inteira-sobre-o-sutil-aprisionamento-do-olhar-masculino/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>258</slash:comments> </item> <item><title>Mulheres boas de copo</title><link>http://papodehomem.com.br/mulheres-boas-de-copo/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/mulheres-boas-de-copo/#comments</comments> <pubDate>Tue, 03 Nov 2009 06:25:16 +0000</pubDate> <dc:creator>Malu Porto</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=9935</guid> <description><![CDATA[Sempre fui &#8220;boa de copo&#8221;. Daquelas que saía da aula da faculdade e ia beber no boteco da esquina com os meninos, sem hora para ir embora – que provavelmente acontecia quando algum assunto polêmico acabava com os ânimos dos &#8220;companheiros&#8221; mais hormonais ou, simplesmente, até alguém cair de pileque –, sempre antes de mim, [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sempre fui &#8220;boa de copo&#8221;. </strong>Daquelas que saía da aula da faculdade e ia beber no boteco da esquina com os meninos, sem hora para ir embora – <span id="more-9935"></span>que provavelmente acontecia quando algum assunto polêmico acabava com os ânimos dos &#8220;companheiros&#8221; mais hormonais ou, simplesmente, até alguém cair de pileque –, sempre antes de mim, é claro.</p><p>No entanto, ser uma mulher &#8220;boa de copo&#8221; não se limita ao fato reducionista de &#8220;beber todas&#8221;, mas sim, de ser um tipo de pesquisadora antropológica que conhece, gosta e frequenta os melhores barzinhos da cidade. Porém, admito que já deixei muito machão com o dobro do meu peso e estatura <strong>pedir arrego em mesa de chope</strong>, morrendo afogado na própria língua e suplicando vergonhosamente por uma coca-cola.</p><p>Quando se é uma mulher &#8220;boa de copo&#8221;, pode ser muito difícil arrumar algum parceiro à altura (não do copo, mas da bagagem).</p><p>Primeiro porque suas ideias para inaugurar um primeiro encontro são sempre melhores do que as dele; depois, você senta na mesa, chama o garçom pelo nome, que te recepciona com um abraço ou um apelido carinho; e terceiro que ordenar todos os bebes e comes do evento acaba com a virilidade de qualquer cavalheiro mais antiquado.</p><p>O segredo é fingir surpresa e piscar pro seu Zé do balcão para compactuar com a performance &#8220;donzela medieval&#8221;, recorrendo ao frugal coquetel de frutas ou <strong>sakerinha de morango</strong> (bebida de mulheres claramente amadoras).</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9940" title="sakerinha-morango" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/sakerinha-morango.jpg" alt="sakerinha-morango" width="400" height="270" /><br /> <em>&#8220;Pfff&#8230; Coisa de mulher amadora&#8221; | <a href="http://baladas.blogtv.uol.com.br/2006/08/29/festival-da-caipiroska-no-blend-bar" target="_blank">Crédito</a></em></p><p>O mais interessante de ser o &#8220;bendito fruto&#8221; do núcleo encachaçado masculino é, obviamente, o papo e a troca de ideias. Nada de cabelos, unhas e relacionamentos. Futebol também estava proibido na minha presença – sobrando sempre tópicos que variavam entre <strong>soluções para a humanidade e filosofias etílicas</strong> que só acontecem nas mágicas mesas dos botecos da madrugada.</p><p>E a graça era ser o mais profissional possível, quase como uma confraria subversiva, nada de flertes ou piadas sexistas, o negócio girava mesmo em torno das geladas.</p><p>Se algum dos &#8220;companheiros&#8221; chegava acompanhado, tinha de passar pelo meu crivo: &#8220;É das minhas? Se não for pode dar meia volta que ninguém aqui quer mocinhas enrolando a língua no quinto chope&#8221;.  Às vezes, elas surpreendiam positivamente – <strong>somos poucas mas boas</strong> – e era sinal verde na certa. &#8220;Gostei dela. Pode investir&#8221;.</p><p>Atualmente, com a idade passando, as mesas mágicas vão ficando cada dia mais escassas. O duro despertador que toca às oito da matina desperta mais do que dor – de cabeça. Mas, vez em outra, reencontro meus doces amigos &#8220;apanhadores no campo de centeio&#8221; em tulipa para um bom papo – que agora, já com a perda da inocência juvenil, não gira mais em torno de causas humanitárias e sim do passar dos anos que não voltam mais…</p><p>Opa, mas essa prosa está demais nostálgica&#8230; &#8220;Ô, Paiva! Desce mais um&#8221;.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/mulheres-boas-de-copo/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>119</slash:comments> </item> <item><title>A Nova Revista da Velha Mulher: por que mulheres peladas são capa de publicações femininas?</title><link>http://papodehomem.com.br/a-nova-revista-da-velha-mulher-por-que-mulheres-peladas-sao-capa-de-publicacoes-femininas/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/a-nova-revista-da-velha-mulher-por-que-mulheres-peladas-sao-capa-de-publicacoes-femininas/#comments</comments> <pubDate>Mon, 05 Oct 2009 18:56:49 +0000</pubDate> <dc:creator>Marina Graminha Cury</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=9330</guid> <description><![CDATA[Quando entrei pela primeira vez no Papo de Homem, a primeira coisa que pensei foi: “Por que não existem revistas femininas assim? Que falem a verdade? Que sejam bem humoradas e irreverentes?”.Logo comecei a pensar nas revistas femininas, sempre com uma gostosa na capa e com milhares de receitas para tornar as mulheres “melhores”, afinal [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Quando entrei pela primeira vez no Papo de Homem, a primeira coisa que pensei foi: <strong>“Por que não existem revistas femininas assim?</strong> Que falem a verdade? Que sejam bem humoradas e irreverentes?”.</p><p><span id="more-9330"></span></p><p>Logo comecei a pensar nas revistas femininas, sempre com uma gostosa na capa e com milhares de receitas para tornar as mulheres “melhores”, afinal a melhor mulher é sempre aquela que você pode tornar a ser. Se você se satisfizer com a mulher que você é, não vai precisar comprar a próxima revista com novas receitas infalíveis da mesma coisa: a nova dieta, a nova ginástica, as novas posições sexuais.</p><p>A revista feminina é, portanto, a sequência de planos infalíveis do Cebolinha: aqueles planos feitos para não dar certo, para que assim ele possa apanhar da Mônica (já foi provado aqui neste mesmo espaço que não há nada mais sexual que um tapinha – ou uma coelhada, de repente). E assim <strong>a mulher fica sempre na expectativa do que ela pode se tornar.</strong></p><p>Mas por que tantas mulheres caem nessa? Será que tem algo do feminino relacionada à mesmice das revistas – uhm, deixa eu ver – femininas?</p><p><em><img class="alignnone size-full wp-image-9342" title="nova-sexo-lacrado" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/10/nova-sexo-lacrado1.jpg" alt="nova-sexo-lacrado" width="400" height="525" /><br /> O lacre sempre permanece lacrado<br /> </em></p><h3>Sexo lacrado: leitura periódica</h3><p>A boa nova é: sempre a próxima.</p><p>Pensem: se uma mulher é bem resolvida quanto ao sexo, por que ela leria um manual de sexo lacrado? Todos os meses? A contradição já está no nome: se é para abrir, para que lacrar? A proposta é naturalizar o sexo, mas desde que seja algo lacrado, fechado a vácuo – e com aquela conotação de proibido.</p><p>Ou seja, <strong>a nova mulher é, na verdade, a velha mulher</strong>, disfarçada, que continua vendo o sexo como tabu.</p><h3>A nova mulher e o novo homem: existem?</h3><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5megJgs48vI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/5megJgs48vI&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5megJgs48vI" target="_blank">Trailer do filme <em>Down with love</em></a></p><p>No filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=5megJgs48vI" target="_blank"><em>Abaixo ao amor</em></a> (<a href="http://www.imdb.com/title/tt0309530/" target="_blank"><em>Down with love</em></a>), que se passa em Nova York, 1962, os protagonistas Catcher Block (Ewan McGregor) e Bárbara Novak (Renée Zellweger) são escritores: ele, um jornalista brilhante e mulherengo que consegue todos os furos (em todos os sentidos); ela, uma escritora de um best-seller, intitulado “Abaixo ao Amor”, que ensina as mulheres, em três passos, como nunca mais amarem.</p><p>O argumento é de que <strong>o amor é uma distração</strong> e o livro propõe que as mulheres não associem mais o amor ao sexo; assim, elas poderiam fazer sexo casual, como os homens (e <em>a la carte</em>, segundo o filme). Deste jeito, liberariam a energia antes dispendida no amor para conseguirem os objetivos profissionais. Assim, funcionariam, segundo a autora, como os homens.</p><p>No final do filme, ambos descobrem que o amor é um dispêndio de energia muito bom, que tanto extremo de viver sem amor quanto o das mulheres que vivem só para o amor e para o casamento são ruins;  e que o bom é o meio termo.</p><p>O mais engraçado é que ao descobrirem isto, eles se intitulam como o “novo homem e a nova mulher”. E o mais engraçado ainda é que o filme, apesar de novo, se passa em 1962! E as pessoas continuam reinventando a roda&#8230;</p><h3>O enigma da mulher</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-9334" title="esfinge-mulher" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/10/esfinge-mulher.jpg" alt="esfinge-mulher" width="500" height="337" /><br /> <em>Já imaginou se toda mulher mudasse a famosa frase? <strong>&#8220;Para me devorar, decifra-me antes&#8221;&#8230;</strong></em><br /> <em></em></p><p>Freud começa seu texto “Feminilidade” (de 1933, vejam bem&#8230;)  falando sobre o enigma da natureza da feminilidade. Sim, ele chama de enigma e diz que a própria psicologia não tinha respostas sobre a mulher. O texto dele fala, então, do desenvolvimento sexual da mulher, desde a infância até a maturidade, sempre em comparação com o desenvolvimento do menino.</p><p>O desenvolvimento inicial dos dois é igual: ambos inicialmente desejam a mãe, que é a provedora de cuidados. A diferença básica é a de que, enquanto o homem é definido pelo seu pênis, a mulher é definida pela ausência dele; a mulher, portanto, é definida pelo negativo. E aí, enquanto o desenvolvimento normal do menino implica que ele se identifique com o pai porque ele é o objeto de amor da mãe e possuidor do falo, a menina tem de renunciar ao amor pela mãe e passar a desejar o pai, pois faz parte do desenvolvimento sexual da mulher ter de atrair o falo.</p><p>Assim, não é a toa que as revistas femininas se encham de mulheres que atraiam o olhar: <strong>o papel da mulher, portanto seria o de fazer-se passiva, no intuito de atrair o falo</strong>. Mas notem: fazer-se implica numa atividade. Feminismos à parte, é algo que faz parte das consequências psíquicas da diferença anatômica entre os sexos, já diria Freud.</p><p>Não é à toa que tanto as revistas femininas quanto as masculinas tenham <strong>mulheres nuas na capa</strong>. É isto que atrai o olhar, de ambos os sexos: a mulher, por querer ser como aquela que atrai o olhar; o homem, por desejar aquela mulher, que atrai o olhar de todos.</p><p>Mas e aí, isso justifica tudo? As mulheres então devem ficar numa vitrine e as revistas devem tratar de assuntos medíocres, já que só a imagem satisfaz?</p><p>É claro que não. Esta é a escolha fácil, a das revistas que não se preocupam de fato em formar mulheres novas de verdade e apenas repaginar a velha ideia de que a mulher deve sim, ser independente, bonita, sarada, bem resolvida, ter uma carreira e ser simpática para&#8230; conseguir um bom casamento, é claro!</p><h3>&#8220;A mulher&#8221; não existe</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-9339" title="freud-e-as-mulheres" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/10/freud-e-as-mulheres.jpg" alt="freud-e-as-mulheres" width="300" height="396" /><br /> <em>&#8220;Querido, te mandei meu texto final. Pode publicar em seu nome.&#8221;</em></p><p>Freud fala que a mulher existe por um negativo: aquela que não possui o pênis. Assim, <strong>não existe um elemento “unificador” entre as mulheres</strong>: cada uma é única. Sim, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fqqDi9ydRkk" target="_blank">Martinho da Vila</a> e <a href="http://nao2nao1.com.br/mulher-de-chico/" target="_blank">Chico Buarque</a> estavam certos em ver as mulheres em suas diferenças. E realmente, as mulheres podem parecer, aparentar serem iguais, mas são únicas.</p><p>E embora digam por aí, Freud (1933) não explica tudo. Ele próprio fecha sua conferência com a seguinte afirmação:</p><blockquote><p>“Isso é tudo o que tinha a dizer-lhe a respeito da feminilidade. Certamente está incompleto e fragmentário, e nem sempre parece agradável. (&#8230;) Se desejarem saber mais a respeito da feminilidade, indaguem da própria experiência de vida dos senhores, ou consultem os poetas, ou aguardem até que a ciência possa dar-lhes informações mais profundas e mais coerentes” (p. 165)</p></blockquote><p>Deste jeito, ao meu ver, o caminho para novas revistas femininas seria o de valorizar esta diferença. E não o contrario, que é o que se faz por aí, uma tentativa de padronização: <strong>&#8220;a nova mulher deve ser assim, deve ser assado&#8221;</strong>. Essa tentativa sempre vai gerar a frustração em todas as mulheres – claro, a venda deste tipo de revista é alavancada por esta frustração!</p><p>Assim, não se pode ter bom humor ou irreverência para tratar dos assuntos do universo feminino, já que o bom humor implica numa capacidade de rir de si mesmo, de estar confortável na própria pele. E, de fato, implica em estar bem resolvida, coisa que a velha mulher da nova revista não está, senão não precisaria das novas fórmulas&#8230;</p><p>E aí  sim, podemos aproveitar o fato de que cada uma de nós somos únicas e especiais, no que isto tem de bom – sorry, guys, mas ser única é realmente uma característica do feminino. Coisa que, na verdade, os homens já sabem, caso contrário eles não gostariam tanto de provar um pouquinho de todas nós&#8230;</p><p><strong>Referências:</strong></p><p>Freud, S. Novas conferências introdutórias sobre psicanálise. (1933) In: <em>Obras completas</em>. Rio de Janeiro: Imago. 1980. vol XXII.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/a-nova-revista-da-velha-mulher-por-que-mulheres-peladas-sao-capa-de-publicacoes-femininas/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>150</slash:comments> </item> <item><title>TPM não é mais desculpa pra sua namorada! Boas notícias de uma garota meditante</title><link>http://papodehomem.com.br/tpm-nao-e-mais-desculpa-boas-noticias-de-uma-garota-meditante/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/tpm-nao-e-mais-desculpa-boas-noticias-de-uma-garota-meditante/#comments</comments> <pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:56:25 +0000</pubDate> <dc:creator>Stela Santin</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Mulheres]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=9202</guid> <description><![CDATA[Eu sempre me considerava uma grande vítima da TPM, já que apresentava todos os sintomas característicos: uma vez por mês, chegava aquela fatídica época em que os impulsos (geralmente negativos) eram tão fortes que muitas vezes eu não conseguia controlar. As pessoas mais próximas a mim já sabiam: “Sai de perto que ela está com TPM”. [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre me considerava uma grande vítima da TPM, já que apresentava todos os sintomas característicos: uma vez por mês, chegava aquela fatídica época em que os impulsos (geralmente negativos) eram tão fortes que muitas vezes eu não conseguia controlar.</p><p>As pessoas mais próximas a mim já sabiam: <strong>“Sai de perto que ela está com TPM”</strong>. Eu era a legítima chata.</p><p><span id="more-9202"></span></p><p>Apesar de ter vivido os chiliques típicos, tenho percebido com a <a href="http://papodehomem.com.br/meditao-um-guia-para-homens-cticos-como-voc-e-eu-parte-i/"><strong>meditação</strong></a> que a TPM só brota se determinadas condições estiverem colocadas. Caso contrário, ela simplesmente deixa de existir.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9206" title="meditation-time" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/meditation-time.jpg" alt="meditation-time" width="300" height="395" /><br /> <em>Por que você acha que colocaram uma mulher nessa clássica capa da Time Magazine?</em></p><p>É claro que a TPM está aí, não podemos negar a significativa alteração dos hormônios, que resulta numa vontade aparentemente incontrolável de xingar o mundo e de chorar ao ver comercial de margarina.</p><p>A questão biológica é fato: o corpo da mulher passa por um turbilhão de transformações. Tanto é que, nos EUA, está prevista a atenuação da pena de mulheres criminosas, se comprovado que o crime foi cometido em tempos de tensão pré-menstrual. Porém, <strong>a TPM não passa de uma fase de impulsos mais fortes, e impulsos podem ser controlados.</strong></p><p>Quando a justiça americana souber dos efeitos da meditação, vai colocar as criminosas para meditar! A meditação é uma prática que basicamente nos ajuda a desacelerar. Desacelerar a mente, o corpo e as energias. Ao desacelerar tudo isso, criamos uma zona de liberdade perante os eventos que surgem e essa liberdade nos permite fazer escolhas.</p><p>É como numa pista de corrida: se os carros desaceleram, conseguimos ver detalhes de sua lataria, conseguimos ver os adesivos colados, o piloto, e assim podemos escolher por qual carro torcer ou até entrar em um deles. Ao passo que, quando acelerados, só os vimos passar, um atrás do outro, freneticamente.</p><p>Desacelerando a mente e o corpo por meio da meditação, passamos a desenvolver a<strong> liberdade de não responder a todo o impulso ou estímulo</strong> que aparece. No período de TPM, quando ficamos mais reativas, tal habilidade é essencial.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9207" title="mulheres-tpm" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/mulheres-tpm.jpg" alt="mulheres-tpm" width="400" height="313" /><br /> <em>Mulheres compartilhando um outro remédio contra TPM</em></p><p>Uma mulher meditante, ou com alguma prática espiritual, vai se dar conta que, uns dias antes da menstruação, o tom de voz do marido a está irritando. Mas <strong>como pode irritar agora, se há uns dias atrás era a voz mais linda do mundo?</strong> A mulher vai dar uma risadinha de sua ingênua inconstância, e percebe que não há nenhum sentido em obedecer ao impulso de fazer cara feia.</p><p>Enquanto uma mulher que nunca meditou ou que não tem nenhuma prática espiritual pode eventualmente se dar conta do impulso negativo, só depois que já bateu bem forte a porta do quarto. Aí já está feito o estrago.</p><p>Ao que parece, <strong>as mulheres não são as únicas com tensões.</strong> Está certo que, além de tantas outras tensões, elas ainda têm o “bônus” da pré-menstrual, mas os homens não parecem sofrer de poucas aflições e emoções perturbadoras. Se todos os seres humanos são afetados por alguma forma de &#8220;TPM&#8221;, a meditação pode ser um bom remédio para todos. Afinal, impulsos desse tipo, se mal administrados, prejudicam tanto a pessoa afetada como os seres ao seu redor.</p><p>Já que o nosso objetivo de vida básico é o de evitar o sofrimento e ser feliz, parece bastante razoável sentar numa almofada e meditar alguns minutos por dia, não? Todos se beneficiarão: quem medita e as pessoas em volta.</p><p>Em último caso, se você for um homem sem muitas aflições, pode meditar para entender e ter mais paciência e compaixão pelas mulheres. ;-)</p><p>Quanto mais se medita, mais os impulsos vão perdendo força. Assim sendo, os dias da TPM estão contados! Ela não é mais desculpa para bater portas e sair por aí gritando.</p><p>Seria o paraíso para homens e mulheres.</p><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8gutp4_c3V8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/8gutp4_c3V8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br /> <em><a href="http://www.youtube.com/watch?gl=BR&amp;hl=pt&amp;v=8gutp4_c3V8" target="_blank">Matthieu Ricard no TED</a>: &#8220;Gostamos do nosso sofrimento porque é bom demais quando ele cessa por uns tempos&#8221; ;-)<br /> </em></p><h3>Imprima isso e eduque sua namorada na Arte Anti-TPM</h3><p>Então, por onde começamos? É simples assim, olha:</p><p><strong>1.</strong> Sente numa almofada. Deixe os joelhos próximos ao chão. Mãos na perna com as palmas para baixo. Procure manter a coluna ereta. Fique relaxada em completo repouso. A posição deve ser confortável e cada vez mais imóvel. A respiração deve ser natural.</p><p><strong>2. </strong>Deixe os olhos entreabertos. Comece com o foco na sua respiração: ar entrando e saindo.</p><p><strong>3.</strong> Quando a mente vaguear (e isso vai acontecer várias vezes) simplesmente retome o foco, quantas vezes for necessário. Faça isso por 10 minutos.</p><p><strong>4. </strong>Amplie sua percepção: em vez de focar só na respiração, fique aberta para o que acontece ao seu redor. Escute as buzinas, os pássaros, o som alto do vizinho. Apenas escute. Evite que sua mente interaja com esses estímulos. Interagir com o estímulo seria assim: você escuta uma música tocando lá longe e começa a lembrar daquela noite&#8230; Caso isso aconteça, o que é muito provável, não há nenhum problema, só perceba o fato. Apenas perceba. Faça isso por 10 minutos.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9208" title="garotamed" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/garotamed.jpg" alt="garotamed" width="400" height="266" /><br /> <em>Não, não é bem assim a postura. E você pode fazer em casa mesmo.</em></p><p><strong>5. </strong>Você perceberá que sua mente se dispersa para todos os lados. Tenha paciência e persistência. Entenda que sua mente vagueia porque há pensamentos correndo desordenados ali. Ela é como a pista de corrida: os pensamentos são os carros que passam freneticamente e nem percebemos. Na meditação, você percebe o caos dos carros e continua assistindo a corrida, como um telespectador. Não desligue a TV. Deixe o filminho acontecer.</p><p><strong>6. </strong>Depois dos 20 minutinhos, visualize pessoas queridas ou não tão queridas e deseje do fundo do seu coração que essa pessoa se afaste do sofrimento, supere seus condicionamentos e possa ser verdadeiramente feliz. Para mim isso soava muito piegas, forçado. Mas quando você faz isso algumas vezes, não é que alguma coisa acontece e você passa a olhar o mundo com outros olhos? Pratique, experimente, teste. Nossas tensões diminuem automaticamente quando olhamos o mundo com compaixão e generosidade. Mas precisamos treinar esse olhar. Treine seu olhar por mais 10 minutos.</p><p>Pronto. Só isso. Simples assim. Com o tempo, você pode passar 15 minutos em cada etapa. Treine seu olhar com regularidade e veja a diferença quando as aflições surgirem.</p><p>Agora, meus queridos, vocês já sabem o que dizer para suas parceiras em dias de TPM.</p><p>Dê uma boa almofada de presente, leve-a para algum centro de meditação ou apenas dê o exemplo: <strong>pegue você mesmo uma almofada</strong> e deixe-a surtar em volta de sua postura imóvel.</p><p><em>P.S.: Eu não poderia deixar de colocar aqui a definição de TPM que circula pela Internet, afinal dar risada é bom para combater as tensões&#8230; A última definição é a melhor!</em></p><blockquote><p>Todos  os Problemas  Misturados<br /> Tendências  a  Pontapés  e  Murros<br /> Temporada  Proibida  para  Machos<br /> Tente  no  Próximo  Mês<br /> Tenha Paciência, Meu<br /> Tempo  Para  Meditação ;-)</p></blockquote> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/tpm-nao-e-mais-desculpa-boas-noticias-de-uma-garota-meditante/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>84</slash:comments> </item> <item><title>Como saber se a sua melhor decisão é realmente a melhor?</title><link>http://papodehomem.com.br/como-saber-se-a-sua-melhor-decisao-e-realmente-a-melhor/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/como-saber-se-a-sua-melhor-decisao-e-realmente-a-melhor/#comments</comments> <pubDate>Mon, 21 Sep 2009 20:49:34 +0000</pubDate> <dc:creator>Mariana Hauer</dc:creator> <category><![CDATA[Desenvolvimento Pessoal]]></category> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=9032</guid> <description><![CDATA[As melhores escolhas são sempre as suas (ou pelo menos para você naquele momento específico). É o que diz a microeconomia.Entrei na faculdade com os meus míseros 18 anos, sem ter a menor noção do que eu queria da minha vida. Achava que queria fazer Administração numa faculdade difícil, mas no fundo eu queria mesmo [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p><em>As melhores escolhas são sempre as suas (ou pelo menos para você naquele momento específico). É o que diz a microeconomia.<br /> </em></p><p><span id="more-9032"></span></p><p>Entrei na faculdade com os meus míseros 18 anos, sem ter a menor noção do que eu queria da minha vida. Achava que queria fazer Administração numa faculdade difícil, mas no fundo eu queria mesmo sair da casa dos meus pais e vir morar em São Paulo. Fazer cursinho era um ótimo pretexto na época.</p><p>Depois de um ano, percebi que não conseguiria passar por aquelas aulas de novo, caso o pior acontecesse, e resolvi prestar economia também, com o intuito de pedir transferência interna. Era uma forma de eu diminuir a chance do pior cenário acontecer, já que economia era bem pouco concorrido. Mais tarde eu aprenderia que economia também fala muito disso: incertezas e retorno esperado.</p><p>E o que eu estava fazendo, no fundo, era <strong>tomar uma decisão econômica.</strong></p><p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-9040" title="mulher_indecisa" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/mulher_indecisa.jpg" alt="mulher_indecisa" width="400" height="571" /><br /> </strong><em>Ah, a indecisão das mulheres&#8230;</em><strong><br /> </strong></p><p>E adivinhem? Passei no vestibular, só pra economia. Escutei muito da minha mãe que isso era profissão de homem, com perfil competitivo e que gostam de números e que eu não serviria nunca pra isso. Se fosse assim, eu não serviria mesmo. Mas eu fui. O meu custo emocional de continuar no cursinho sem nenhuma certeza era muito alto. Eu preferi continuar na minha estratégia: a da transferência. Até que eu tive a primeira aula de economia.</p><p>Eu nunca tinha aberto um jornal na seção financeira na minha vida. Achava chato, não entendia nada. O que mesmo eu estava fazendo ali? Até que a criatura que estava em pé na minha frente, conhecido como “professor”, vira e fala o seguinte: <strong>tudo na vida é economia.</strong> Dá pra se aplicar economia em qualquer coisa que você queira.</p><p>Resolvi prestar atenção na aula a partir desse momento, duvidando e torcendo o nariz. Na minha cabeça já pensei: “Nerd maldito, nunca deve ter comido alguém na vida dele ou tomado um porre na vida”. É, eu era meio rebelde e cética com os meus digníssimos 18 anos. Acabei mudando de ideia sobre transferir meu curso pra administração depois das aulas daquele “nerd maldito” quando percebi que ele tinha razão.</p><h3>&#8220;There is no free lunch&#8221;</h3><p>Naquelas aulas aprendi que todas as escolhas da nossa vida irão envolver <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Custo_de_oportunidade" target="_blank">custos de oportunidade</a>. Custo de oportunidade é o valor que atribuímos a nossa próxima melhor alternativa àquela que fizemos. Simplificando, é <strong>tudo aquilo que você abre mão de fazer para fazer outra coisa.</strong></p><p><strong><img class="alignnone size-full wp-image-9041" title="opportunity-cost" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/opportunity-cost.jpg" alt="opportunity-cost" width="500" height="388" /><br /> </strong><em>Você teve aula de microeconomia na pré-escola?</em><strong><br /> </strong></p><p>Por exemplo, quando você fica no escritório até tarde está abrindo mão de ficar com a sua família ou perdendo o futebol com os caras que você não vê faz tempo. Ou quando você dá uma desculpa boa pra não ir naquela reunião chata do outro lado da cidade, você está deixando de fazer moral com o seu chefe. Ótimo, eu estava começando a entender do que economia se tratava.</p><p>Uma frase famosa do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Milton_Friedman" target="_blank">Milton Friedman</a>, que foi Nobel de Economia em 1976, é <strong>“There is no such thing as a free lunch”</strong>. E o que isto quer dizer? Que não importa o quanto você está pensando levar vantagem em determinada situação, existe algum tipo de custo envolvido. Não há almoço de graça!</p><p>Você pode pensar num almoço que lhe oferecem de graça. Aquele cara que trabalhou do seu lado há dois anos atrás o convida para um almoço com tudo pago. Você perguntaria: qual é o custo disso? O cara vai pagar meu almoço e ele nem é meu chefe, que só me convida pra almoçar quando quer que eu trabalhe inclusive na hora do almoço. O seu custo é o custo de oportunidade em deixar de almoçar e sair mais cedo, terminar de ler aquele seu livro, ou mesmo almoçar em outro lugar com outra pessoa.</p><p>Para cada uma das coisas que você  escolhe, você está deixando de escolher milhares de outras. Não poderia ser diferente considerando que os recursos são escassos, ou seja, que você tem restrições na sua vida: sua renda não é infinita; seu dia só tem 24 horas; você não consegue ver ao mesmo tempo um filme pornô, a final do campeonato e aquela comédia romântica com a sua namorada; <strong>você não consegue transar com a loira, a morena e a ruiva de uma só vez</strong> (OK, talvez você consiga, mas com 10 de cada uma você seria um homem morto).</p><h3>Para ganhar dinheiro, basta pedir. O que você faria?</h3><p>No início desse ano, procurando fatos interessantes para ter história para contar aos meus alunos (pois é, hoje sou eu quem deve ser chamada de “nerd maldita”), me deparei com <a href="http://freakonomics.blogs.nytimes.com/2008/07/29/theres-no-free-lunch-or-money/" target="_blank">esse texto do blog do <em>Freakonomics</em></a>, e acessei uma pesquisa interessante feita na Inglaterra, em 2008.</p><p>A pesquisa foi feita por um site britânico que compara preços de produtos, o <a href="http://www.moneysupermarket.com/" target="_blank">www.moneysupermarket.com</a>. O objetivo primário era olhar para <strong>a inércia das pessoas em tomar decisões financeiras</strong>, querendo provar que os britânicos não estavam dispostos a dar pequenos passos para mudar sua situação. Mas encontraram resultados bem mais interessantes.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9033" title="ifyouaskmefora" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/ifyouaskmefora.jpg" alt="ifyouaskmefora" width="500" height="306" /><br /> <em>&#8220;Se você me pedir uma nota de 5 libras, você ganhará uma&#8221;</em></p><p>O experimento foi o seguinte: colocaram um cara com uma placa oferecendo 5 libras para quem parasse e perguntasse sobre o dinheiro. <strong>Somente 28 pessoas de mais de 1800 pegaram o dinheiro.</strong></p><p>Perguntaram para as pessoas por que elas não pararam para pegar o dinheiro e a maioria das respostas foi de que elas imaginavam que havia algum truque ou pegadinha por trás daquilo (porque não acreditavam no &#8220;dinheiro de graça&#8221;) e outras responderam que o esforço de parar para perguntar e tentar entender o que estava acontecendo não valia as 5 libras.</p><p>As duas respostas mostram que as pessoas tomaram decisões econômicas ou porque acreditam que não existe nada de graça (e, neste caso, o conceito econômico está internalizado) ou porque o custo delas era maior que o benefício que aquela quantia traria. <a href="http://www.realwire.com/release_detail.asp?ReleaseID=8847" target="_blank">Leia o release completo do experimento</a>.</p><h3>Custos de oportunidade e incertezas</h3><p>Como saber se a sua melhor decisão  é realmente a melhor decisão e não aquilo que você deixou de fazer? Como eu sei se o tal do custo de oportunidade é alto demais para eu abrir mão de certas coisas em troca de outras?</p><p>Quando você pede demissão de um cargo bom, numa empresa estável para ganhar menos da metade do seu salário e fazer aquilo que você sempre teve vontade, você tomou uma decisão econômica. Muita gente te chamaria de louco e diria que felicidade e liberdade nunca pagaram conta de ninguém. Mas ela faz todo o sentido do mundo.</p><p>Economistas assumem que as pessoas tomam decisão <strong>comparando o benefício marginal com o custo marginal.</strong> Isso só quer dizer que você pensa nos retornos – monetários e não monetários – e naquilo que você vai ganhar, como vai ficar mais satisfeito; e compara com os custos que você terá em tomar aquela decisão, ou seja, o seu custo de oportunidade. Se os benefícios – monetários e não monetários – daquela decisão forem maiores que os custos envolvidos naquela decisão, você dá sua cara a tapa e parte pra outra.</p><p>Claro que se fosse assim tão simples poderíamos tomar qualquer tipo de decisão só olhando para benefícios e custos. E é então que <strong>entram as incertezas</strong>.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-9042" title="blackdot3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/blackdot3.gif" alt="blackdot3" width="492" height="378" /><br /> <em>Tarefa simples: encontre o ponto preto&#8230; Tem certeza?</em></p><p>Você não sabe se o país vai entrar em crise amanhã (<a href="http://www.brainstorm9.com.br/2009/09/16/o-modelo-de-negocio-do-google-e-do-twitter-e-prever-o-futuro/" target="_blank">talvez o Google saiba!</a>), se daqui 3 meses você mudaria de área ganhando o dobro e nem se tudo aquilo que você sonhou é realmente da forma que você esperava. As incertezas existem em tudo e em todo lugar.</p><p>Na medida em que muda o tipo e a quantidade de informação que você tem, você pensa nos seus benefícios e nos seus custos de forma diferente. Você se ajusta às suas expectativas, ao que você acha que vai ou não acontecer.</p><p>É o que acontece quando você quer mudar de emprego. Não existe um emprego perfeito, mas claramente existem empregos melhores e piores para você. Quando você para de procurar? Quando o que você encontrou parece melhor do que aquele que você certamente quer largar e melhor que todos os outros que você acha que tem no resto do mercado. Mas você nunca terá certeza, é claro. E é por isso que você para de procurar: <strong>o custo de continuar procurando se torna alto demais diante daquele que você acabou de encontrar.</strong></p><p>Então, todas as suas escolhas são as melhores no momento em que você as faz.</p><p>Porém a vida é cheia de incertezas e muda tudo muito rápido pra você tentar saindo por aí fazendo previsões. Não que economistas não gostem, eles adoram! Só que eles sempre dirão que existe certa probabilidade das coisas acontecerem de forma diferente. E aí está a graça da coisa.</p><p>Pois é, isso de ver mercados se movimentando em qualquer lugar às vezes atrapalha. A maioria das pessoas acha que é coisa de gente esquizofrênica ou efeito de alguma droga forte.</p><p>Mas eu ainda acho alguma graça em sair por aí fazendo relações dos conceitos econômicos com aquilo que aparece pelo meu caminho.</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/como-saber-se-a-sua-melhor-decisao-e-realmente-a-melhor/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>75</slash:comments> </item> <item><title>S.O.S. &#8211; Sexo Oral Sensacional (leitura para homens desatentos)</title><link>http://papodehomem.com.br/sexo-oral-dicas-mulheres-sensacional-leitura-para-homens-desatentos/</link> <comments>http://papodehomem.com.br/sexo-oral-dicas-mulheres-sensacional-leitura-para-homens-desatentos/#comments</comments> <pubDate>Wed, 19 Aug 2009 14:19:22 +0000</pubDate> <dc:creator>MiS</dc:creator> <category><![CDATA[Ladies Room]]></category> <category><![CDATA[Sexo e Relacionamentos]]></category> <category><![CDATA[mulher]]></category> <category><![CDATA[relacionamentos]]></category> <category><![CDATA[sexo]]></category><guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=8354</guid> <description><![CDATA[Atualmente, tanto na Internet quanto em revistas, é possível encontrar uma variedade de dicas de como incrementar, acertar e agradar a rapaziada no sexo oral. As mais ligadas saem em busca de testar todas as informações que encontram. Porém, quando é a nossa vez&#8230; ficamos muitas vezes a ver navios. Por que é tão difícil [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>Atualmente, tanto na Internet quanto em revistas, é possível encontrar uma variedade de dicas de como incrementar, acertar e agradar a rapaziada no sexo oral. As mais ligadas saem em busca de testar todas as informações que encontram. Porém, quando é a nossa vez&#8230; ficamos muitas vezes a ver navios. Por que é tão difícil encontrar dicas de como agradar uma mulher?</p><p><span id="more-8354"></span></p><p>Será  que todos os homens já sabem ou aprendem tão rápido? Não. <strong>Acho que 11 entre 10 amigas minhas já reclamaram de algum “fracassado”</strong>. A gente até tenta guiar sem cortar o clima, mas se o cara não demonstra aprender vai rodar da lista, ou quem sabe num futuro próximo ser traído (vide texto <a href="http://papodehomem.com.br/porque-as-mulheres-traem/">“Por que as mulheres traem?”</a>).</p><p>Considerando que a PdH é voltada ao público masculino, achei que seria ótimo ver por aqui um guia de utilidade pública sobre sexo oral nas mulheres – escrito por uma.</p><p>Sim, a mulher realmente é um ser complexo e assim também será fazê-la sentir prazer, ou seja, não dá pra mecanizar muito como agradar a moça. Entretanto, a boa notícia é que <strong>algumas dicas básicas evitam o erro e fazem toda a diferença</strong>. Sem mais delongas, vamos a elas.</p><h3>As preliminares às preliminares</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-8406" title="pato-lambendo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/08/pato-lambendo.jpg" alt="pato-lambendo" width="400" height="378" /><br /> <em>Digamos que esse não é o melhor jeito de treinar&#8230;</em></p><p>Todo bom sexo começa com uma boa preliminar e nela está contido o sexo oral. Mas pare! Sexo oral também precisa de preliminar, então não salte logo e caia de boca (ou mão) no clitóris da mulher. Antes de ir direto, comece nos aquecendo, acaricie o pescoço, nuca, costas, mamilos, barriga, coxas&#8230; Enfim, explore outras zonas erógenas. Vale usar a língua (e como vale!). Aqui criatividade não tem limite. Mas, por favor, <strong>deixem o clitóris para o final</strong>.</p><p>Conduza-nos à posição de combate: deitada de barriga pra cima (com leve apoio nas costas ou no bumbum, se preferir). É claro que variações – como em pé, de quatro e 69 – também são bem-vindas, mas essa definitivamente é a mais confortável.</p><p>Brinque um pouco com nossas expectativas: beije a vagina quando ainda estivermos com calcinha, morda a alça da mesma e comece a tirar (mas não tire), beije a virilha, a parte interna das coxas, vá tirando a calcinha lentamente, beijando e explorando delicadamente a região.</p><h3>Para um trabalho digno</h3><p><img class="alignnone size-full wp-image-8404" title="ritmo-carnaval-rainha-bateria" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/08/ritmo-carnaval-rainha-bateria.jpg" alt="ritmo-carnaval-rainha-bateria" width="400" height="285" /><br /> <em>&#8220;Ritmo é a palavra. Por que você acha que a gente dança do lado da bateria?</em>&#8221;</p><p>Quando chegar à área genital, passe a língua suavemente por toda a sua extensão, a partir da base da vagina, mas por cima, sem meter a língua por dentro e, então, comece a beijar (como se estivesse lidando com uma boca mesmo, não com uma bochecha) toda a área e os grandes lábios. Faça círculos, oitos e espirais com a ponta da língua. Com suavidade, sempre.</p><p>Observe os movimentos que nós mulheres fazemos com o corpo. Ser for bom observador, certamente será um bom amante. Se começarmos a nos mexermos e nos esticarmos tentando aproximar sua língua pra onde desejamos, ou seja, dentro dos grandes lábios, você está no caminho certo, do contrário, faremos movimentos de repulsa, tentado nos afastar. Faça-nos viajar nesse prazer e a querer implorar pra que você nos explore ainda mais. Lembrando que nem sempre isso vem verbalmente!</p><p>Quando estivermos nesse ponto, é hora do ataque. Uma dica é colocar os lábios no topo da fenda e com a língua fazer um movimento ascendente, internamente. Outra variante é começar da base até o topo da fenda. Toque suavemente toda a região interna, lambendo os grandes lábios, o clitóris e a entrada da vagina. <strong>Use não só a sua língua, mas também os seus lábios</strong> – isto diferencia um bom sexo oral dos demais.</p><p>A zona genital da mulher é uma região muito sensível, um toque mais bruto pode causar desconforto e não prazer. Não morda essa zona, ou tente agarrá-la ou apertá-la brutalmente. Se for usar sucção, seja bem sutil e suave.</p><p>Faça movimentos suaves e ritmados. O primeiro toque do clitóris deve ser bem delicado – por favor, cuidado com os dentes. Depois de localizá-lo efetivamente, dedique-se lambendo devagar e aumentado um pouco a pressão de forma progressiva, mas sem pressionar muito.</p><p>Com as mãos, afaste delicadamente as bordas dos grandes lábios para expor mais a região – essa afastada, quando delicada, traz uma sensação muito gostosa – e vá aumentando a velocidade e a pressão sobre o clitóris. <strong>Sempre observe as reações da mulher</strong> pois aqui nos diferenciamos muito: umas gostam de movimento rápido apenas quando estiverem a ponto de gozar, outras preferem sempre um ritmo mais lento ou sempre um andamento mais rápido.</p><p>Quando o orgasmo estiver se aproximando, a mulher vai dar sinais. Geralmente movimentamos o quadril pra frente e pra cima e, claro, os gemidos ou respiração se intensificam. Se não quiser parar e decidir ir até o fim, <strong>mantenha o mesmo ritmo!</strong> Isso é de extrema importância e é onde a maioria dos homens peca. E o que nós pedirmos nessa hora, por favor atenda!</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-8403" title="ritmo_terry_bozzio" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/08/ritmo_terry_bozzio.jpg" alt="ritmo_terry_bozzio" width="400" height="267" /><br /> <em>Não sabe o que é um <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ostinato" target="_blank">ostinato</a>? Então aprenda com o grande <a href="http://www.youtube.com/watch?v=1ezomnUu_BQ" target="_blank">Terry Bozzio</a>.</em></p><p>Depois de gozar, a região fica extremamente sensível. Por tanto, não cesse os movimentos de uma vez, mas vá diminuindo o ritmo e a pressão até parar. Um beijo final delicado pode ser uma boa pedida!</p><h3>Erros comuns e mais dicas</h3><p>• O erro mais comum entre os homens é a tal língua dura. Relaxe a língua. <strong>Ao contrário de outro membro, a língua pode e deve ficar mole!</strong> Se quiser fazer ponta com a língua, estique-a, mas não endureça! Ah, e mantenha-a umedecida para não entrar em atrito!</p><p>• E o dedo? Use como complemento, masturbando, brinque em outra parte do corpo, varie, mas use principalmente na penetração. Uma massagem nessa hora leva a gente à loucura!</p><p>• Vale repetir: <strong>mantenha a velocidade!</strong> É muito ruim quando a gente está curtindo e o cara muda o ritmo ou então para, isso é o fim! Lembre-se que ritmo é algo que vocês também curtem.</p><p>• Para os inexperientes: filme pornô não é didático! O que os atores fazem lá não deve ser seguido ao pé da língua. ;-)</p><p>• Morder&#8230; jamais! Se alguém curte, me desculpe, mas acredito que dificilmente uma mordida vai agradar alguém.</p><p>• <strong>Nossa vagina não é tigela de leite</strong> nem vocês gatinhos pra ficarem dando lambidinhas inconstantes.</p><p><img class="alignnone size-full wp-image-8401" title="gato-lamber-leite" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/08/gato-lamber-leite.jpg" alt="gato-lamber-leite" width="400" height="300" /><br /> <em>É por isso que elas preferem os cachorros.</em></p><p>• Cuidado como você checa nossa reação. Fixar os olhos na nossa cara em nada vai ajudar. Uma esticada ou outra nos olhos, de forma bem safada, já está de bom tamanho, mas não deixe que isso interrompa seu trabalho!</p><p>• Brinque bastante nos fazendo implorar pra que você chegue ao clitóris, mas não nos faça esperar demais também. Prolongar demais o “papo” pode se tornar irritante.</p><p>• <strong>Mostre que gosta de nos saborear!</strong> Outro ponto que alguns erram. Queremos ver que vocês curtem nos chupar e não que fazem isso por obrigação ou pra “nos esquentar”. Sim, faz toda a diferença. Com vocês é a mesma coisa, não?</p><p>• A entrada da vagina é um poderoso ponto de prazer também, use a língua, o dedo e divirta-se!</p><p>• Lembre-se: sexo oral é como beijo, e como um bom beijo, devem-se usar os lábios e movimentar a língua de forma delicada, molhada e macia.</p><p>É claro que encontraremos exceções a essas dicas e outras variantes. Nosso universo complexo está pronto para a criatividade de vocês. É só ter paciência e observar nossas reações!</p><p>Um cara pode ser muito bom de primeira, mas com certeza será muito melhor quanto mais conhecer sua companheira. Fiquem atentos também às nossas dicas quando resolvemos dar uma conduzida. No mais, curta e aproveite o momento, afinal, de tudo que envolve o sexo, o oral é definitivamente o que toca mais o íntimo da mulher. É o topo da exploração de “Vênus”.</p><h3>Agora quero saber de vocês&#8230;</h3><p>A mulherada costuma guiar os rapazes?</p><p>E vocês, rapazes? Curtem ou não quando a mulher dá uma guiada? <strong>Vocês sabem do que gostamos mais do que nós mesmos conseguimos explicar?</strong> Ou ainda precisam de dicas, manuais e tutoriais?</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/sexo-oral-dicas-mulheres-sensacional-leitura-para-homens-desatentos/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>171</slash:comments> </item> </channel> </rss>
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