Se você passou mais de 10 anos na escola e agora pretende ser ou já é pai/mãe, esse vídeo e esse encontro é para você →
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Casamento é negócio. Amor é supérfluo

Jader Pires

por
em às | Mulheres, PdH Shots


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A concepção de casamento por amor é algo que só surgiu no final do século XIX. Antes disso, matrimônios nada mais eram do que grandes ou pequenas negociações, momento em que pais trocavam seus filhos em busca de uma vida melhor, para si ou para os rebentos. As filhas eram educadas toda a vida para serem boas esposas, para fazerem jus à transação. Todo o processo de namoro e noivado envolvia dotes, promessas, fusões. Hoje não é mais assim.

Ou é?

Escola chinesa para “garotas de ouro”

Dá pra seguir carreira no ramo de “esposa dedicada e mimada pelo marido” na China. É o que propõe o Centro de Pequim de Educação Moral para as Mulheres. Essa escola tem como meta ensinar mulheres solteiras a arte de conseguir um bom casamento com um homem rico. Lá, os professores ensinam como falar com uma voz suave, atraente e sexy, como fazer a maquiagem perfeita, como fazer, de forma correta, o tradicional derramamento de chá. Tudo isso para conseguir fisgar um ricaço disposto a dar do bom e, claro, do melhor.


Link YouTube

É uma via de duas mãos. Na China, as mulheres encontram dificuldades em encontrar um homem rico. No caminho oposto, parece estar mais difícil, para os homens, encontrar a mulher “adequada” para se ter como esposa. Somada a beleza, a margem cai mais ainda.

Na escola, paga-se pouco mais de U$ 3000 para ter de 10 a 30 aulas de “como abocanhar um marido rico” (deixem o trocadilho de lado, meu deus). Só no primeiro ano (o Centro abriu suas portas em 2010), mais de 3000 alunas foram escritas no curso.

Para facilitar e fazer os estudos darem resultados, o Centro de Pequim de Educação Moral para as Mulheres oferece a ricos homens solitários visitarem o local para verificarem se há mulheres “nos padrões” para serem suas futuras esposas. A competente e/ou felizarda ganha um casamento, uma vida de madame e, se tudo correr bem, a herança do maridão.

Será que dá certo?

Um misterioso bilionário chinês está crente que sim. Para encontrar a esposa ideal, o abastado gastou quase U$800 000 com uma empresa de matchmaking (que organiza encontros para juntar casais “perfeitos”) que selecionou, em 10 cidades chinesas, 320 garotas que seriam, a princípio, seu par ideal. No total, se candidataram 2800 meninas chinesas.

No pedido do bilionário, sua princesa deve estar entre os 20 e 26 anos, pesar cerca de 50kg, pode ser inferior a 1,62m, mas não mais alta que 1,70m. Ela deve ter ensino superior, ser de boa aparência, ter uma figura agradável e, mais importante, ela deve ter um corpo puro.

Sim. A escolhida deve, acima de tudo, ser virgem.

As meninas foram cuidadosamente selecionados por funcionários da empresa de matchmaking e, para melhorar as chances, essa ainda “tercerizou” o trabalho na forma de um prêmio de “talentos”. Quem, por aí, achar que conhece a garota perfeita para o chinês misterioso, pode fazer a recomendação que, se aceita, já renderá ao “olheiro” uma comissão de cerca de U$7000. Se a menina for a escolhida, quem indicou receberá um apartamento de quase U$500 000.

Mas nem tudo são névoas. O homem que fez tudo isso revelou um pouco de si, para que as candidatas pudessem saber qual é o tipo que pode vir a se tornar seu marido: ele tem menos de 50 anos de idade, é um empresário bem conhecido, gosta de golfe, tem um corpo forte e saudável.

Candidatas chinesas, preenchendo "casta" na ficha

E o amor, fica onde?

Provavelmente na América Latina. Dos gringos que se hospedam no meu hostel, a maioria reclama, em papos sobre mulheres, de como as europeias e americanas são frias no amor, de como elas veem a carreira muito a frente do amor. Quando falamos das garotas brasileiras, além da beleza, chovem elogios à paixão das nossas pequenas, da maravilhosa entrega que, ao que me contam esses gringos, só elas possuem.

Se o casamento por interesse parecia ser algo medieval, hoje a união pelo amor parece a coisa mais demodê que se possa imaginar.

O futuro? Esperar o primeiro Centro de Pequim de Educação Moral para as Homens, para garotos que veem, em mulheres bem sucedidas, a oportunidade perfeita de passar o resto dos dias à beira da piscina, pensando se pede mais um coquetel pra criada gostosa ou se chama a massagista tailandesa pra tirar o stress.

Jader Pires

Jader Pires é editor do Papo de Homem. Publicitário por opção, jornalista por apego e escritor por maldição. Prometeu um dia que, se ganhasse na loteria, doaria cem reais para caridade (e não há cristo que o faça pensar o contrário). No Twitter, atende pela brilhante alcunha de @jaderpires.


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  • http://profile.yahoo.com/VULNU6TSYMGCY6ME23HWKYW5SQ Isa F.O.

    Haha, achei bacana o texto, parabéns. E claro, nada como o futuro (:

  • http://www.conversasaomeiodia.com.br/ Elba Oliveira

    …a escola só foi institucionalizada por lá, né? A escola existe em toda parte, basta observar…mulherzinhas bem comportadas…os adendos dos homens…penduricalhos…vai o homem se divertir, fazer negócios, beber e leva a mulher para ser exibida como um animalzinho de estimação. Animalzinho que late demais não agrada, não é? Tenho vergonha alheia dessas vacas de presépio!

  • marcoarthuso

    Faltou uma revisão de leve né!?  “2o10″ “Essa escola” “É uma ia de duas mãos” e algumas vírgulas a mais…  nem precisa publicar este comentário meu. Sempre aparece nego linchando, achando que qualquer correção é demonstração de alguma coisa.

    Tô dando um toque só pq deve ter passado batido aé né?!

    • jaderpires

      Foi arrumado, Marco. valeu as dicas!

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com.br/ Wagner Villa Verde

    PUTZ … tô curtindo esse lance no futuro não !! Claro que a ideia de ser um ricão sustentado pela esposa é tentadora … mas acho que não saberia viver tendo que pedir dinheiro e tendo que lidar com a castração da minha liberdade. Curto meu casamento pq além do amor … temos nossas liberdades, nossas diferenças, nossos trabalhos e nossos salários  … e apesar de poder morar sozinho, ainda escolho tê-la ao meu lado para dividir os momentos gostosos da minha vida e também poder contar com o apoio nas horas em que gostaria de sumir.
    Excelente texto Jader … e só pela reflexão ele já vale um monte !!

  • Cassio Ruggeri Cons

    Como disse a Elba, esse pensamento ainda está entranhado na sociedade por todos os cantos, na China só o que fizeram foi institucionalizar. Os homens procuram pelos padrões de beleza e comportamento que a sociedade impôs, as mulheres tentam se adequar a esses padrões. E vice-versa, claro. O amor parece ser valorizado na nossa sociedade, mas é só aparência: o amor que sentimos normalmente não é mais que uma afeição por alguém com quem criamos intimidade, justamente por se adequar aos padrões que procuramos.
    P.S.: outras pequenas correções de digitação que passaram batidas: “3000 alunas foram inscritas”, e não “escritas”, “Educação Moral para AS Homens”, “as meninas foram cuidadosamente selecionadOs”. ;)P.P.S.: deve ser muito massa ter um hostel, inúmeras experiências e histórias pra contar!

  • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

    Infelizmente hoje em dia, a grande maioria prefere o dinheiro ao amor. Bem, infelizmente pros fudidos na vida, como eu ASUHUASHUAS

    Já vi amigas minhas terminando namoros em que eram felizes pq o cara era pão duro, escolhendo caras pra namorar pelo dinheiro e não por sentimento. Mas o que eu vi com mais frequencia foi traição… Inumeras mulheres traindo o namorado com carinhas na balada só pq o outro tava lá com seu grupinho e um balde de heineken/ciroc/absolut e moto do lado de fora.

    Aqui vale a máxima: “Mulher gosta é de dinheiro”! E essa é uma regra com pouquíssimas exceções.

    • LuizZamboni

      Não acho que seja por uma questão de recurso financeiro, mas sim de certo machismo em achar que o homem deve sempre prover (O homem é quem provê). Sim, machismo é o tratamento diferenciado para homens e mulheres prejulgando suas ações e capacidades. É uma coisa que está tão bem arraigada que até mesmo é difícil enxergar, a aí coloca-se a culpa no dinheiro, não se trata exatamente disso. 
      Eu mesmo, tendo consciência disso não me sinto bem em dividir uma conta, e não acredito que as mulheres também se sintam, acaba rolando um constrangimento, com o tempo isso vai desgastando a relação, a mulher no fundo vai se sentindo menos amada pelo pão duro.Acima vc falou sobre mulheres chefiando famílias, eu duvido que alguma mulher aceitaria chefiar uma família de bom grado(arcando com as principais contas etc) tendo um homem presente. No fundo ela sentiria que não conseguiu arranjar um homem a altura dela. Pois esse é o modelo de bom homem que está arraigado culturalmente, e mesmo que racionalmente se tenha uma visão diferente , ainda é difícil de desvencilhar da parte emocional, do sentimento.

      • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

        Luiz, não sei se concordo, fiquei meio em cima do muro aqui… Se é difícil de enxergar, só hoje em dia, pq antigamente era muito explícito que o homem trabalhava e a mulher ficava em casa pq “a mulher não tinha capacidade para trabalhar e sustentar uma família”. Mas hoje em dia isso é tudo merda, pq as próprias mulheres provaram que são capazes de trabalhar e sustentar uma família e todos sabem disso. Subjulgar uma mulher hoje em dia dizendo que ela é “menos capaz” que um homem é uma prova de extrema ignorancia.

        Também não me sinto bem em dividir contas, tento sempre me esforçar para pagar as coisas quando saio com minha namorada ou até mesmo com as minhas amigas e sempre foi assim. Isso não faz de mim machista, nunca julguei ninguém pelo sexo. Mas com o tempo foi surgindo o modelo de família que diz que o homem deve estar acima da mulher na hierarquia familiar(Homem -> Chefe de Família, responsavel pelo sustento / Mulher -> Responsavel pela ordem na casa). E é esse o modelo usado até hoje e creio eu que será assim por um bom tempo, mas não por achar que falta capacidade para a mulher de chefiar uma família, mas sim por puro comodismo e preconceito DOS DOIS LADOS. Tanto do homem, por se sentir inferior a uma mulher que tem condições financeiras melhores, como da mulher, por achar que o homem que tem condições financeiras piores que a sua é inferior.

        Mas acho que isso é uma questão de adaptação. Confesso que de início não me sentiria a vontade em uma situação dessas, mas com o tempo e uma boa parceira, tenho certeza que me adaptaria a um novo modelo familiar.

        O que acha?

      • LuizZamboni

        Então, sobre o que falou acima (que não deu pra responder):
        Não acho que seja uma questão de posicionamento, é uma questão de necessidade, se não há homem, quem é o chefe ? Quem sobrou obrigatoriamente, não é fácil arranjar um homem com filhos, o corpo não é mais o mesmo além de que é difícil alguém comprar “a familia inteira”. Na boa, continua achando que vc não cogitou nisso antes de escrever…

        Eu não acho que isso faz de ninguém machista conscientemente, mas inconscientemente pois é uma moral (comportamento) que vem de uma ética(reflexão de valores) machista. Exercemos uma moral cuja ética não compartilhamos. Na verdade não paramos para pensar nessas coisas e continuamos agindo conforme os costumes, mesmo não compartilhando a ética do qual se originaram. 
        Outro ponto também é que quando se fala machista, se pensa logo num membro dos Abutres (grupo de motociclistas), onde existem regras explícitas de conduto feminina e masculina, ou algum grupo extremista similar. Mas existem muitos níveis de machismo ao meu ver , nós homens modernos não gostamos desse rótulo pois parecemos extremistas com conceitos ridículos, mas a verdade é que uma pessoas pode manisfestar um comportamento machista com a melhor das boas intenções, como por exemplo orientar uma mulher a como ela deve se vestir afim de preserva-la…entende ? Não dá pra compara um pai que tem essa atitude com outros tipos, tendo ele razão ou não nessa questão.
        Você diz que com o tempo foi surgindo um modelo de família etc…mas então esse “tempo” era o tempo onde o homem mandava e era visto como superior, esse tempo onde a família tradicional foi construída, foi um tempo MUITO machista,  o homem era o chefe da família pois era o ser “capaz”. Não vê isso quem não quer…
        .
        Porque vc ou a mulher deveria se sentir constrangido em dividir uma conta ? Qual a lógica disso no mundo atual onde as mulheres trabalham? Nenhuma racionalmente, mas moralmente não é aceito, pois temos alguns comportamentos machistas arraigados e não é por isso que devamos nos comparar a um membro dos Abrutres por exemplo, que manifestam esse comportamento em outro nivel, até mesmo racionalmente, faz parte da ética deles.
        .
        Outro ponto ainda é a idéia de que o machismo só se manifesta em situações onde a mulher é depreciada, eu não concordo, pois ao pé da letra toda diferenciação é baseada na crença de capacidades diferentes. Nisso, até nosso conceito da fragilidade feminina que nos faz sermos zelosos cavalheiros é machista…quem é o cavalheiro ? É o homem que prove, que abre a porta do carro, que dá a sua amada tudo que ela precisa e que a faz sentir-se segura,protegida (aliás segurança é algo que elas não vivem sem), mas protegida de quê ?…
        .
        Mesmo eu com todos esses conceitos, todos racionais me admito um machista em certos pontos e não vou mudar pois sei que estar bater de frente com esse sistema é se condenar a ficar sozinho, sinceramente, não to nem aí afim de entrar no mérito sobre quem vai pagar a conta…rs..pago pra não me aborrcer. :P
        .

      • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

        auhauhauhauhauha Cara, muito foda essa tua visão sobre machismo e tenho que admitir que faz todo sentido. Hoje em dia MACHISMO fugiu do significado real, que vc apontou ali em cima e virou “Homem que deprecia mulher!” e ponto e eu mesmo penso assim, mas não tinha me tocado até ler teu comentário. É engraçado como as coisas ficam tão automáticas que a gente nem percebe. Não consigo nem pensar em argumentos contra qualquer coisa que você tenha falado aí, pq tudo fez sentido pra mim. 

        Só uma ressalva, quando falei sobre o modelo de família que foi sendo construído com o tempo, etc. etc., o que quis destacar é que sim, existe esse machismo, mas hoje em dia, em grande parte das vezes, isso ocorre em um nível subconsciente, não como antes, que pensavam “Eu mando na casa pq sou o homem e você é a mulher, incapaz de fazer isso”. Hoje em dia e arrisco dizer que até na geração anterior a minha(tenho 18 anos) o pensamento era assim. Nunca foi passado pra mim pelo meu pai que o homem é o responsavel pelo sustento pq a mulher é incapaz e sim pq ah… alguém disse que é assim e foi como a sociedade se moldou, então pronto. Existe sim o machismo, como vc disse, mas com o tempo, ele foi sendo “esquecido” e acomodado na nossa mente e hoje em dia já não é mais tão explícito quanto antigamente.

        Quanto a parte da mulher que sobra com o filho, não sei cara, tenho lá minhas dúvidas. Por mais que existam dificuldades e tudo mais, acho que para uma mulher que se preparou a vida inteira para ser esposa e nada mais, a ponto de fazer disso um ofício, não haveriam obstáculos insuperáveis para conseguir outro homem e começar uma “nova família”. Mas são casos e casos, exceções e exceções, não dá pra saber o que aconteceria.
        Abs

  • Li

    Jader, não entendi exatamente qual foi o objetivo do final do texto (do curso para homens), dá pra discorrer um pouquinho sobre isso?

    Sobre o texto em si e comentários:
    Primeiro ponto: Acho uma puta falta de respeito esse negócio de ficar falando que a maioria das mulheres prefere o dinheiro ao amor… 

    Segundo ponto: Nesses relacionamentos que “não são por amor” não tem ninguém bobinho… É um jogo de interesses as vezes explicitados as vezes não, mas que “beneficiam” os dois lados…

    • jaderpires

      Apenas imaginando um futuro onde as mulheres serão tão bem sucedidas quanto os homens e poderão escolher seus pretendentes de acordo com o que ocorre hoje, com a troca dos gêneros.

      primeiro ponto: me aponte onde eu disse, no texto, que a maioria das mulheres preferem dinheiro ao amor. Ainda mais como uma opinião.
      segundo ponto: eu sei que não tem ninguém bobo nesse tipo de negociata. não comento, em nenhum momento, que um dos dois é bobo ou inocente.Isso se os comentários se referem ao texto e não como opnião. Se for o oposto, descondidere e tô contigo, em ambas as posições =D

      • Li

        Obrigada por responder… Então, acho que idealizando o futuro, as pessoas podiam casar com mulheres bem sucedidas por admiração¹ (e etc), e não para ser sustentado². Era essa dúvida que eu tinha ficado, mas pela sua resposta agora, eu entendo que vc quis fazer uma brincadeira em direção ao pensamento (1).

        Aos outros dois pontos, o primeiro se referia mais aos comentários anteriores ao meu (ex: do alexandre vaz). 

        E o segundo ponto, foi sobre a margem que o texto dá para que entendam que as mulheres é que estão erradas (vide comentários de que mulher gosta é de dinheiro). Quando na verdade “errados” são os valores tanto do homem que compra quanto da mulher que se vende a um casamento (Só quis ressaltar essa minha opinião, que você já concordou).

        (talvez o fechamento da ideia tenha ficado um pouco solto e tenha dado essa margem de interpretação) 

      • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

        Li, disse isso baseado nas mulheres que conheço/conheci. Na cidade em que eu morei a grande parte das mulheres era assumidamente “mercenária” e isso acabou influenciando bastante minha opinião. Se em algum momento se sentiu desrespeitada, perdão, não foi a minha intenção ;)

      • http://www.facebook.com/people/Isa-Belli/1584206490 Isa Belli

         Interessante o assunto, mas absurda a sua cogitação sobre o futuro. Não ia dar certo em pelo menos 80% dos casos. Mulheres e homens são diferentes em muitas coisas e cada dia que passa, noto que vocês realmente não fazem idéia de onde começa a diferença, e muito menos dos motivos pelos quais são diferentes. Mesmo assim, gosto demais dos seus textos… interessantes, ousados, sem julgamentos. Parabéns, Jader!

  • http://www.conversasaomeiodia.com.br/ Elba Oliveira

    As mulheres gostam tanto de dinheiro que estão ganhando o delas, não é mesmo? Vamos falar em maioria? Legal dar uma olhada nos dados do ibge pra saber que a maioria das familias brasileiras é chefiada por mulheres agora. Gostamos muito mesmo de dinheiro, muito mais do que de machistas. Agora falar uma coisa, hein! Machista com grana é difícil de aguentar, machista “fudido na vida” a gente passa ao largo. MESMO. Pra que servem? Deus me livre de sustentar homem pobre, não tenho essa tara de subjugar pelo dinheiro não. E não respeito quem tem.

    • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

      E isso é maravilhoso! É bom demais ver que esse indíce tá aumentando, com cada vez mais mulheres trabalhando e acabando com esse modelo “tradicional” de casamento, onde a mulher fica em casa e é sustentada pelo homem. Mas nem vi onde diz que a maioria das famílias é chefiada por mulheres hoje em dia, pode me mandar o link? Todas as mulheres da minha família sempre trabalharam, menos minha mãe, pq não quis. Meu avô deixou minha avó sozinha e com 4 filhos pra criar a mais ou menos 30 anos e desde lá ela sempre trabalhou e sustentou a casa sozinha, nunca precisou de homem nenhum pra banca-la. Ainda hoje ela sustenta grande parte da família(inclusive os filhos, já adultos, formados, casados e trabalhando) Me orgulho muito dela e a tomo como exemplo pra escolher uma parceira. É bom saber que as mulheres da minha família são guerreiras e correm atrás!

      E machista é uma raça triste, frustração demais pra um homem só ser assim. Espero que esse indíce cresça pelo menos até equilibrar as coisas e acabe com esses lixos de “machismo” e “feminismo”. E também com essa história de “casamento por interesse” ^^

      • LuizZamboni

        Bom “demais” ? Deixa eu dar outra perspectiva, infelizmente o índice de famílias chefiadas por mulheres cresce por falta de homens presentes, que fugiram e deixaram suas mulheres sozinhas no Nordeste. Quer dizer, “ta faltando homem que preste” , que tenha responsabilidade. São mães solteiras. Não há nada de errado nisso, o errado é o homem.

        Seria muito bom que esse índice representasse apenas mulheres que ganham bem e assumem a responsabilidade da casa por conta disso mas não é não.

      • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

        Luiz, a maior parte desse indice representa VIÚVAS, não famílias em que o homem fugiu, etc. etc. Mas sim, uma grande parte dos homens foge da responsabilidade e deixa as mulheres na mão. Quando falei bom “demais” me referi ao fato das mulheres estarem mudando, não se posicionando mais do modo como é mostrado no texto, afinal, se seguir a lógica, o que seria mais “óbvio” para uma mulher cujo comportamento fosse o mesmo citado no texto se fosse abandonada pelo marido com um filho pra criar, sem nenhum tipo de ajuda de custo fazer? Tentar ganhar a vida sem depender de nenhum homem ou tentar conseguir outro homem?

      • LuizZamboni

        Também não encontrei nenhum informação recente a respeito do número de famílias é chefiadas por mulheres e muito MENOS onde diz que são VIÚVAS a sua maioria…houve alguma guerra no Brasil que fez mais homens morrerem do que de costume que justificaria este crescimento ?Não creio. 
        .a último censo que achei foi de 2010 e apontava 35%(+-) de famílias chefiadas por mulheres, dizia apenas que houve um crescimento de 75% (+-) , acho que confundiram as bolas, crescimento é em relação ao ano anterior não ao total de famílias.

      • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

        Realmente, Luiz, interpretei mal uma informação e acabei me confundindo, esquece essa parada de viúvas ;)

      • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

        cara, aqui no Brasil eu acho foda a gente criticar o machismo como se fosse uma ”raça”, minoria, uma coisa distante. Do mesmo jeito que é muito paradoxal ser racista num país com uma baita miscigenação racial, olhando nossas raízes culturais, vai demorar um bocado até nossa cultura se libertar das raízes machistas.

  • http://www.conversasaomeiodia.com.br/ Elba Oliveira

     ”o amor que sentimos normalmente não é mais que uma afeição por alguém com quem criamos intimidade, justamente por se adequar aos padrões que procuramos.” Posso postar no face e dizer que foi o Caio F de Abreu, rsrsr? Foi ótima Cassio!

    • Cassio Ruggeri Cons

      hahahaha
      Tudo o que já foi escrito na internet foi escrito por Caio F de Abreu (ou Clarice Lispector. Talvez pelos dois) :)

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Casamento hoje, ao meu ver, é parceria. É quando encontramos alguém que imaginamos que sabemos que poderemos contar e ela sabe que poderemos contar com ela. De preferência em tudo na vida, do sentimento ao financeiro. 
    Casamentos “arranjados” nunca vi direito.  
    Vejo muitas vezes casamentos não darem certo justamente pela falta de parceria que tem. Ambos não se comunicam, vivem brigando, não respeitam-se a si mesmos. Não vou negar que já vi mulher reclamando “ah, quero casar com homem rico, bonito e carinhoso”. E também não vou negar que já vi mulher dizendo que só casaria por amor. Idem a homens, que reclamam que “ou vão casar com uma ‘gostosa’” ou vão casar porque amam.

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Infelizmente o título do texto é comum atualmente.

    Eu prefiro acreditar no amor, e esse processo seletivo pra esposa é uma tremenda furada.

    Como em qualquer seleção, limitante e vai passar coisa ruim.

    Obs: Tremi de medo no título pois vou me casar no fim do ano! Não usei matchmaker, nem dinheiro. Mas involuntariamente desenvolvi nesses 28 anos um “processo seletivo” que me levou até minha querida noiva.

    • http://mude.nu/ Walmar Andrade

      Tô contigo, Tamura-san. Acabei de me casar e fiz a seleção baseada no amor mesmo. Deixa essas paranoias lá para os chinos.

  • http://www.facebook.com/julio.saraiva.9 Julio César Saraiva

    infelizmente é assim mesmo que acontece  ta vendo essa ruiva linda na minha foto ela não foi minha primeira opção nem o grande amor de minha vida é a mais equilibrada e organizada financeiramente, ótima compania e sexo maravilhoso, o amor ? bom o amor esta casada com outro agora  !!!

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      será mesmo? pois amor é um sentimento muitas vezes indefinido. pode ser que no final o grande amor da sua vida é esta ruiva e tu não se deu conta :)

      Digo porque no meu caso, “perdi” uma pessoa por burrice. A priore penso que é amor, mas sei lá, sinto que é um sentimento mais de admiração misturado com culpa do que amor. Se eu achar outra menina que seja minha parceira de vida, provavelmente amarei ela :)

      • Lou

        Concordo, Vagner. Isso que o Julio chamou de amor, acho que tá mais pra paixão e relacionado a algo que ele não tem mais acesso. E cá entre nós: deve ser mais fácil “amar” alguém que está parado lá no passado, intacto. Enfim, acho que o melhor mesmo é tentar fugir das definições, pois elas são pouco úteis. Sem a definição, essa garota do Julio seria apenas “uma mulher com a qual me relacionei, me marcou bastante e por isso ainda hoje penso nela e talvez tenha me arrependido de deixá-la”, ou seja, algo comum, sairia do pedestal de “O” amor. P.s: simpatizei com a ruiva.

    • LuizZamboni

      Tiro o chapéu para a sua sinceridade….
      Eu sou um dos poucos(eu acho) que creem que o amor é construído, então quando penso em uma mulher para “casar” hoje penso exatamente com o que vc tem uma pessoa organizada, companheira, que combine no sexo….o amor ? Isso o tempo se encarrega, tendo essas qualidade o amor vai se contruir naturalmente.
      Acho que é um pensamento que as mulheres sempre tiveram, fato que são muitos mais espertas nessas escolhas do que nós homens. Procuram homens estabilizados, que não lhe tragam complicações, nós em geral escolhemos pela bunda(a grosso modo).

      • http://www.facebook.com/julio.saraiva.9 Julio César Saraiva

        vou responder a todos em um único cometário: 
        Aonde esta a diferença entre oque eu sentia pela ex e a atual:
        definindo a ex : mais velha 10 anos com filho, a pessoa com a qual eu quis passar o resto de minha vida junto com a qual eu noivei e fui pai do filho dela, tive um verdadeiro lar um lugar para voltar e abraçar aquela criança e esposa o melhor sexo da minha vida, boa mãe, companheira , tudo oque espero de uma mulher a pessoa que toma meus pensamentos e tesão até hoje a pessoa que eu simplesmente passava na floricultura e levava rosas sem qualquer data especifica , a mulher que me ensinou oque eh família, a ser um melhor profissional e muito do homem que sou hoje.
        a atual : não tenho a minima vontade de constituir família com ela , mesmo ela 1 anos mais velha que eu sinto-me ainda me relacionando com uma adolescente, maravilhosa sim sou louco por ela.
        a diferença : a frase ela me transforma no melhor que posso ser!  (a ex ) 
        um detalhe no outro comentário eu apenas falei sobre amor mais não disse que queria me casar com a ruiva ela pode as vezes (as vezes ) mais estável que a outra sim, mais a outra poderia ser uma louca varrida daquelas que ninguém quer por perto , eu estaria la com ela pelo simples fato dela existir !! 
        sabe o sentimento de que não importa quando como ou onde em que circunstancia vc queria abraçar aquela pessoa !!

        uma duvida eu to logado pelo facebook essa porra num aparece no face não né auhsauhsuash señ sera 2 ex e não só uma kkkkk

        luizzz por algum motivo seu comentário ta sem botão responder > primeiro sim a vida não é justa e segundo meu comentário se encaixa melhor na segunda metade do titulo : amor é supérfluo e se encaixa totalmente no cotexto se substituir casamento por relacionamento , pq casar não quero mesmo, meu segundo comentário ou seja esse diz mais respeito ao Vagner por ter questionado de certa forma oque é amor para mim !

      • LuizZamboni

        vei na boa…rs..

        O que vc quer dizer com isso ? Que a vida não é justa, que não se pode ter tudo o que quer ?…rsConfesso que não entendi a pertinência do primeiro comentário então, onde ele se encaixa no contexto da matéria (não foi um resposta)?

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        O Disquis aqui no PdH só permite até 3 respostas seguidas, para impedir “escadas de comentários”. Acho isso meio chato, mas entendo eles :)

        E sei o que tu quer dizer. A outra menina te provocou uma reação que tu não esquece mais ela. É mais ou menos a situação que passo atualmente: ainda me lembro da ex em muitos momentos, mas ao mesmo tempo quero achar outra pessoa, pois ficar só pensando no passado é chato. Ela tem outra vida agora, e querer voltar a ela sabendo que ela não me quer é prejudicial a mim e a ela.

      • LuizZamboni

        Certo, entendi seu ponto de vista, eu não acho que seja supéfluo, mas pra mim ele é construído, bom , já expliquei isso.
        Sobre o botão responder, é que o formato do blog aceita um certo número de réplicas, depois disso não é mais possível replicar.

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    Bem, eu sou de 86 e minha vó, ainda que inconscientemente (creio eu) tentou me ensinar coisinhas inerentes à “boas esposas”.. sei cozinhar, costurar (ela me deu uma maquininha de costura quando eu tinha uns 12 anos e eu usava pra fazer roupas pras minhas Barbies), só faltou me ensinar a ter amor pela organização, rs.. como sempre tivemos ajudantes aqui em casa, eu peguei aversão pela arrumação, mas nada que não dê pra ser resolvido.. Mas em termos de casamento, essas coisinhas não ajudaram muito não.. pelo menos na minha curta experiência.. Uma boa convivência valei muuuuito mais que essas habilidades adquiridas aí…

    Mas eu sou romântica, né? Vai ver que certos estão eles, rs.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000925921631 Rebeca Galabarof

    quando eu tinha uns 8 anos comecei a ter aulas de etiqueta, mas o principal goal das aulas era ensinar as mulheres a saberem como se portar dentro de um casamento.
    acho que não preciso nem dizer que fui um fracasso total.

    ah! detalhe interessantíssimo é que quem ministrava o curso era uma  ex sex worker parisiense.

    • LuizZamboni

      surreal…rs

  • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

    Essa escola chinesa é o sonho do meu pai! O distinto me criou para ser esposa, não para o mundo (diz ele). A diferença é que só pagou pelos meus estudos até a 8ª série. Descobri no começo das aulas do ensino médio que ele não havia feito a rematrícula. Disse que se eu quisesse, ele pagaria algo relacionado às artes, mas mais do que o fundamental, mulher não precisava ter. Foi um golpe e tanto. Até então, ele me bancava cursos de línguas, incentivava as aulas de esgrima no colégio militar, e me fez participar de um grupo de jovens da maçonaria (“As filhas de Jó”). Foi um baque ver tudo evaporar. 
    As escolas estaduais já não tinham vagas (acho q eu precisaria de um responsável que me inscrevesse também), e eu tive que implorar por uma chance em um colégio de sistema Anglo prometendo empenho e bom resultado em um longínquo vestibular, contando só com o meu boletim. Uma boa alma me ofereceu bolsa no primeiro ano, e os outros dois eu conquistei por nota. Levei uma surra quando cheguei em casa depois do primeiro dia de aula. Foi combustível. Hoje eu sou formada em 2 faculdades (cursei jornalismo de manhã com bolsa integral e uma federal de Sistemas de Informação à noite), e estou cursando a 3ª de Publicidade e Propaganda por amor.

    Não sei se eu sou um bom partido nem o que define isso de verdade, e, sinceramente, não me importa muito quanto dinheiro o bom rapaz tenha no bolso. Já o meu pai…bem, o meu pai olha torto para todo indivíduo que eu levo em casa e vai de metrô.

    • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

      Pior que a tentativa dele de te tornar uma boa “esposa” te fez foi uma puta mulher! Sinceramente, eu   olharia torto pra qualquer homem que você trouxesse em casa.. Não ia achar ninguém bom o suficiente pra minha filha batalhadora, que cresceu e virou fodona, apesar dos meus erros :)

    • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

      Você é uma mulher digna de admiração, Marcelle. Sortudo o indivíduo que puder te chamar de esposa no futuro ;)

    • Cassio Ruggeri Cons

      Esse é o tipo de força de vontade que todos deveriam ter. Paguei pau pra vc, Marcelle. Agora, deve ser foda pros rapazes que chegam à sua casa, de metrô ou não, pra se sentirem merecedores de um relacionamento contigo.

      • http://tenholaminhasduvidas.blogspot.com/ Marcelle Gália

        gentileza de vocês :)

  • http://twitter.com/becoldasice Alexandre Wiechers Vaz

    Um grande motivo pra isso vem dos pais(principalmente do pai). Dificil encontrar uma família que tenha uma condição de vida boa que aceite a filha namorando um “pé-rapado”. E isso acaba influenciando bastante. A afirmação contrária também é válida, mas o engraçado é que quando se trata do filhO com uma mulher de família de condições financeiras não tão boas, quem implica mais é a mãe. Isso acaba gerando um ciclo vicioso.

    Bom texto, tem tudo pra gerar um debate foda por aqui ;)

  • @natacha_o

    Hoje em dia a tendência é amor nos negócios. PapodeHomem é exemplo master disso, sem o amor de quem o criou e das pessoas que o mantém de pé, ele não existiria. Não é preciso escolher um ao outro. Um relacionamento que começa com amor pode muito bem virar um bom negócio com o tempo. E ser inteiro. Eu acredito, sou uma pessoa otimista.

  • Cacau

    Na verdade acredito muito que exista essa troca de
    interesse sim, principalmente com muitas (não todas) das mulheres, a liberdade
    das mulheres em poder trabalhar e ganhar seu dinheiro é muito legal, mas existem
    mulheres que fez isso a vida toda e está cansada de ficar sozinha e só cuidando
    de casa e pagando contas e cuidando de filho, às vezes penso que queremos uma
    folga, um descanso na verdade, poder se preocupar menos com certas coisas pra
    dar mais atenção a casa e ao marido. Não necessariamente ficar sem fazer nada,
    mais podendo somar com o parceiro em projetos incluindo o casal, pq trabalhar
    em seguimentos diferentes gera stress, vc quer falar sobre seu trabalho aí o
    parceiro tbm e um este mais cansado que o outro e acaba não ouvindo, parecendo
    que fez pouco caso do seu comentário, gerando um transtorno, uma discussão e
    atrapalhando o relacionamento, o sexo fica sem graça e faz por fazer. Que
    marido não quer chegar a casa e ver sua mulher linda e cuidada, com um colo pra
    dar, com um jantarzinho, a casa toda arrumada e depois fazer aquele amor
    gostoso.

  • Marcos Augusto Nunes

    A primeira afirmação é incorreta: “A concepção de casamento por amor é algo que só surgiu no final do século XIX.”

    Ela existe desde muito antes, basta vasculhar a literatura ancestral, até a mística hindu e judaica. Vemos, por exemplo, na Bíblia, Jacó a desejar Rachel e ser obrigado a trabalhar por ela depois de ser obrigado a desposar a primogênita de Labão. Há o contrato, há o negócio, há a obrigação, mas há o amor, embora Sócrates, de má vontade com o conceito, tenha definido assim a questão: “O amor de um homem apaixonado não provém de um sentimento benévolo, mas, como o apetite ao comer, da necessidade de satisfazê-lo”

    Depois, não podemos esquecer as motivações amorosas em todas as cantigas de amor e de amigo na época medieval, sim, ok, voltadas mais à sedução do que ao casamento, mas uma coisa poderia levar sim a outra – como levava. As gestas medievais falam de paixões avassaladoras que resultam, muitas vezes, em casamento e filhos, violações de tradições de castas e religiosas…

    Ok, mesmo o casamento por amor não prescinde do cálculo, mas a escolinha chinesa é uma expressão de novorriquismo nascido de uma sociedade repressiva. Uma moda contemporânea que logo cairá no ridículo.

    Mas o amor tem percorrido a história humana sempre como algo perturbador da ordem – não esqueçamos de Romeu e Julieta. Poderes constituídos não se interessam por expressões de escolhas genuínas, ou simplesmente comprimem toda expressão de liberdade & liberdade de expressão. O amor é isso, uma expressão de liberdade, uma prova mesmo da existência dessa abstração, paradoxalmente comprovada por outra.

    Não me fale mal do amor. Fale mal do dinheiro.

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Muito bom, Jader.

    Sério mesmo que somos umas românticas desvairadas, nós, brasileiras? Uau!

  • http://www.facebook.com/people/Aubert-Alves/100001239110187 Aubert Alves

    “…hoje a união pelo amor parece a coisa mais demodê que se possa imaginar.”

    Não posso deixar de discordar parafraseando Wagner Moura: “O casamento é uma instituição moderníssima. Hoje, nada mais obriga duas pessoas a estarem juntas, a não ser o amor”.

    Como o Marcos Augusto aí em cima disse, ao longo da história, ainda que de forma pontual e quiçá romantesca, o casamento por amor sempre existiu, mas me parece que a regra era outra (que o digam as mulheres).
    Contemporaneamente, ainda que existam outros interesses, que hajam concursos, prêmios, promessa de vida boa, etc, podemos comemorar que a única coisa que te “obriga” a se manter casado é o amor.

    Exemplo de modernidade e liberdade maior que esse não conheço.

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Pela burra teoria econômica, poderíamos resumir tudo isso a uma questão de Oferta x Demanda. E todas as caracteristicas escolhidas nas pessoas “pra casar” são  reduzidas a Preço x Quantidade ou Custo x Beneficio.

    Em outras épocas a terra não tinha preço, o trabalho também não era negociado. Hoje o amor é uma negociação, existe uma bem estruturada indústria de casamentos! E o casamento pode ser muito, muito caro. O foco mudou do amor para o casamento, mas ambos são um negócio. Só que a “negociação” do amor é em cima de valores, a do casamento em cima de preços (até o divórcio).

    Exemplo disso, temos uma bem-sucedida startup brasileira fornecendo em seu portal, tudo que você pode imaginar para seu casamento ser legal. E muitos casamentos são bons negócios par ambas as partes, mas ao olhar o casal não existe nem um pingo de amor. São duas partes negociando e se dando bem, não como parceiros e sim com interesses próprios sendo atendidos.

    Analisando o título desse texto, se brincarmos com as palavras, poderíamos ter um resultado parecido para refletir: “Amor é negócio, casamento é supérfluo”

    • Marcos Augusto Nunes

       Que tal “Amor é amor, casamento é casamento, negócios são supérfluos”?

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

         Me lembrou uma musiquinha…

      • http://www.facebook.com/julio.saraiva.9 Julio César Saraiva

        dig din dig din dig din dig din kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-Veiga/100002244855304 Rodrigo Veiga

        e o lance é como ?

  • http://www.facebook.com/people/Andre-Calazans/1059549884 Andre Calazans

    Acho que toda essa dinâmica do casamento está confusa agora, antes as pessoas casavam sobretudo para ter uma pessoa que cuidassem deleas quando elas fossem ficando velhas. Mas hoje o que se vê é que quando tudo está bem o casal tá junto e quando a coisa começa a ir não muito bem seja financeiramente, seja emocionalmente eles se separam muito fácil. Parece que não existe mais um interesse em tentar resolver as coisas, tudo se tornou muito prático. Casamento têm que ser amizade e companheirismo, porque tesão uma hora sempre acabará.

  • http://www.facebook.com/marcelo.delphi Marcelo R. Rodrigues

    o nome é muito hiláro  “escola de educação moral”, caberia melhor no nome de um curso para politicos.

  • http://www.facebook.com/priscilla.santos.71 Priscilla Santos

    Vivo isso em casa todos os dias. Estou noiva, pretendia me casar em junho ou julho do ano que vem, mas minha mãe insiste em colocar uma ideia na minha cabeça: a de que eu não tenho condições de cuidar nem de mim, nem de uma casa, nem de um marido. Acho que vou ter que ir pra China fazer esse curso. Ela já disse isso tantas vezesque eu vou ser um fracasso como dona-de-casa que eu nem sei se quero casar, começo a achar uma coisa chata, como se eu tivesse que ter um currículo pra ser esposa de alguém. Enfim. 

  • Leandro

    É o que sempre penso comigo: o casamento ainda é um negócio, mesmo em menor escala. Isso ocorre desde os preparativos para a FESTA de casamento. Nem sempre as pessoas dizem que se casam com quem realmente gostam. Vendo tudo isso eu prefiro ficar sozinho, e tirar o estresse quando necessário, a ter de viver essa mentira da vida real.

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    Cara, trabalho desde os meus 16 anos. Aos 19 anos, logo depois da morte do meu pai, tive que assumir os negócios da minha família. Hoje, com 25 anos, sou a unica mulher no cargo de liderança em um grupo de 15 homens. Isso não me deixou menos feminina, menos mulher, menos Maria. Casamento pra mim não é uma instituição falida, não e não! Quero casar, ter filhos, muitos deles se possível. Café, almoço, jantar, mesa grande e farta, com muito barulho. Vou cuidar do meu homem, e me referir a ele como meu esposo, marido, amado. É, isso. E não sou careta, não! Só fui, muito, mais muito bem criada, num lar feliz, onde o amor é a nossa principal ligação.

    Abraços!

  • Angie

    E é por isso que eu sempre falo para meus amigos que sou romântica demais para acreditar no casamento. Amor não precisa de contrato.

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