“Casa dos Autistas” e os limites do humor

Danilo Freire

por
em às | PdH Shots


Existem limites à liberdade de expressão? Se não, deve haver? Por quê? Quais são ou deveriam ser esses limites? Quais as consequências para aqueles que os ultrapassarem?

O assunto não é novo e ao que tudo indica está longe de deixar a ordem do dia. No entanto, nos últimos anos tem ganhado mais e mais notoriedade uma das facetas mais interessantes e atraentes da liberdade de expressão: o humor.

As “vítimas” da vez são os autistas. O programa Comédia MTV exibiu, há cerca de um mês, um quadro parodiando o antigo reality show do homem do baú, “Casa dos Autistas”, cujo teor é o que segue:


Link YouTube

Confesso que não assisti e sequer tinha tomado do programa até ler o artigo do amigo Jairo, publicado na segunda-feira. No dia seguinte, a própria MTV se pronunciou sobre o ocorrido.

Segundo o comunicado:

“A MTV Brasil entende que a esquete ‘Casa dos Autistas’ ultrapassou limites aceitáveis do humor. Portanto, pedimos desculpas a quem quer que tenha se sentido ofendido pelo conteúdo exibido.” [grifos meus]

Particularmente, não tenho opinião formada. Por minhas convicções filosófico-políticas tendo a defender a liberdade de expressão doa a quem doer, mas ao mesmo tempo consigo imaginar algumas situações insustentáveis.

Sobre o programa, achei sem graça e de mau gosto, mas não sei até que ponto errado ou ilegal, se é que foi.

Todo artista que participa de reality show é autista. É essa a tentativa de piada?

Mais uma vez, o que pensam vocês sobre tudo isso?

Danilo Freire

Advogado que não lida bem com prazos. Estudante de Filosofia que tem déficit de atenção. Cadeirante, era ruim em matemática, calculou mal um mergulho e desde então é tetraplégico. No Twitter, responde por @danilotetra.


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  • http://twitter.com/verossimil verossimil

    Sério que vamos voltar àquela questão de HUMOR DO BEM, de novo?

    Falo nem de George Carlin: simplesmente apelo pra lembrança de todos quanto aos esquetes do Didi Mocó nos Trapalhões mid-70s/80s, quando chamava Mussum de “Grande Pássaro” e, quanto ao companheiro Dedé Santana, vaticinava: “esse CAMUFLA”.

    Isso de “limites aceitáveis do humor” só é, pra mim, aceitável como medida do comprometimento de um canal midiático com seu público. Se a MTV sentiu ter pisado na bola com quem a assiste, correta a atitude de ajoelhar no milho. Ilegal, nunca; errado, de modo algum.

    • Danilo Freire

      Não conheço humor do bem e humor do mau, bro. Os predicativos mais próximos com os quais lido são humor bom e humor ruim. No caso e a meu sentir, foi ruim.

      Mas isso é só pretexto para uma discussão mais importante e que insiste em bater às nossas portas, queiramos ou não. Mas que nem todo mundo parece se dar conta.

      Por exemplo, quando alguém fala algo “absurdamente absurdo”, aí a tendência é censurar (no sentido moral da palavra). Agora, se é humor, aí tudo bem. As correlação de forças (me senti um militante do M.E. agora hehe) que existe no debate da liberdade de expressão não parece alcançar o humor, que é uma das tantas formas de expressão.

      Eu, como afirmei aqui e alhures, não sei. Mas tendo a dizer que embora nem tudo convenha, tudo é permitido.

    • Danilo Freire

      Não conheço humor do bem e humor do mau, bro. Os predicativos mais próximos com os quais lido são humor bom e humor ruim. No caso e a meu sentir, foi ruim.

      Mas isso é só pretexto para uma discussão mais importante e que insiste em bater às nossas portas, queiramos ou não. Mas que nem todo mundo parece se dar conta.

      Por exemplo, quando alguém fala algo “absurdamente absurdo”, aí a tendência é censurar (no sentido moral da palavra). Agora, se é humor, aí tudo bem. As correlação de forças (me senti um militante do M.E. agora hehe) que existe no debate da liberdade de expressão não parece alcançar o humor, que é uma das tantas formas de expressão.

      Eu, como afirmei aqui e alhures, não sei. Mas tendo a dizer que embora nem tudo convenha, tudo é permitido.

    • DiihGross

      Verossimil..Eu acho que a questão não é “humor do bem ou do mal” como disse o Danilo abaixo.
      Mas eu acho que para quem ‘cria’ comédia diariamente deveria ter o minimo ou o máximo possivel de noção para saber o que é engraçado ou não.
      Durante 10 minutos de vídeo eu sequer abri um sorriso no rosto..Não pelo tipo de humor que eles fizeram, mas sim como eles trataram esse tipo de problema..
      Não é humor do mal isso, só acho que as piadas foram pessimamente feitas..

  • http://www.facebook.com/endrewc Endrew Rafael Avelino Celestin

    Achei o video sem graça! O erro ai é insinuar que todo autista é um incapacitado mental. Todo mundo tem direito de fazer humor do jeito que quiser.

    Eu não curti o video, acho que eles falharam drasticamente na tentativa de fazer humor. Mas não censuro a tentativa.

  • Leonardo Santos

    Não acredito este quadro ter sido discriminatório, pois se este for todos serão.
    - BBB Afeganistão, Depreshow, Traficante Gay…

    Doa a quem doer, o humor nunca foi feito para ser bonzinho. (A graça está na morte do pintinho que atravessa a rua, não na sua conquista).

    • http://www.facebook.com/endrewc Endrew Rafael Avelino Celestin

      Existem diversos tipos de humor, nenhum é melhor que o outro na tentiva de fazer rir. Mas vou discordar de tu quando tu me diz que humor não é feito para ser bonzinho, e está na morte do pintinho.

    • http://www.facebook.com/endrewc Endrew Rafael Avelino Celestin

      Existem diversos tipos de humor, nenhum é melhor que o outro na tentiva de fazer rir. Mas vou discordar de tu quando tu me diz que humor não é feito para ser bonzinho, e está na morte do pintinho.

      • Danilo Freire

        Acho que quando ele diz “bonzinho” quer dizer moral.

        No que eu concordo, acho. Parece-me que num certo sentido o humor é, justamente, uma fuga da moralidade.

      • http://www.facebook.com/endrewc Endrew Rafael Avelino Celestin

        Conseguiu sintetizar minha opinião sobre o assunto!

    • Danilo Freire

      Acho que concordo. =D

      • Leonardo Santos

        Realmente, o humor “bonzinho” é o moral…

        Acredito que nós rimos de muitas coisas trágicas diariamente, de muitas piadas ofensivas a gordos, loiras, gays, etc… Não é uma piada sobre uma doença que fará ela ser discriminada, é a integridade da pessoa em ver apenas uma piada na esquete. Somos de uma geração onde os desenhos animados eram totalmente violentos, feitos puramente com a desgraça e a dor de um gato, e nem por isso entendemos que nosso dever é massacrar os felinos.

        Você está certo Endrew, há coisas que ofendem e não devem ser mostradas, mas você já imaginou como uma pessoa com depressão de sentiu vendo o DepreShow? ou um protestante vendo a Igreja da Nossa Senhora do Off Line?

        Acho que nos comerciais a MTV deveria dar uma breve explicação e deixar claro qual o sentido das piadas, e caberá ao público assistir ou não.

      • Leonardo Santos

        Realmente, o humor “bonzinho” é o moral…

        Acredito que nós rimos de muitas coisas trágicas diariamente, de muitas piadas ofensivas a gordos, loiras, gays, etc… Não é uma piada sobre uma doença que fará ela ser discriminada, é a integridade da pessoa em ver apenas uma piada na esquete. Somos de uma geração onde os desenhos animados eram totalmente violentos, feitos puramente com a desgraça e a dor de um gato, e nem por isso entendemos que nosso dever é massacrar os felinos.

        Você está certo Endrew, há coisas que ofendem e não devem ser mostradas, mas você já imaginou como uma pessoa com depressão de sentiu vendo o DepreShow? ou um protestante vendo a Igreja da Nossa Senhora do Off Line?

        Acho que nos comerciais a MTV deveria dar uma breve explicação e deixar claro qual o sentido das piadas, e caberá ao público assistir ou não.

  • http://twitter.com/r_hony Rhony Guedes

    Tambem acho o programa sem graça, porém até onde sei, a comédia essencialmente está aí para brincar com o que é sério, afinal, por que fazer piada de algo que é engraçado por si só? Humor é pra brincar com temas pesados, brincar justamente com o que teóricamente não podemos, todo mundo conta piada de louco, gordo, homossexual, loira, todos riem e ninguem se choca, agora só por estarem vendo o que muitas vezes é contado verbalmente. Ao meu ver só há essa desaprovação pelo fato de essas imagens não serem agradáveis aos nossos olhos, enxergamos como piada de mau-gosto, mas na verdade nos encomoda pois enxergamos nossa própria “crueldade”, é tudo uma questão de nível, até que nível podemos lidar com certo tema sem nos maxucarmos, o quanto podemos chegar perto da merda sem se sujar. As pessoas se levam a sério demais, não é porque alguem conta piada de homossexual que é homofóbico, não é porque chamo alguns amigos de “Gordo” que estou desrespeitando-os ou demonstrando algum desafeto, da mesma maneira que o fato de alguem fazer piada com o estado mental de uma pessoa não demonstra desrespeito pessoal com a situação.

    A arte está aí para mostrarmos o que muitas vezes não se encaixa a sociedade, como o verossimil disse, se a emissora sente que ofendeu seu público, fez bem em pedir perdão, mas ao meu ver, imaturidade da parte de quem se ofendeu.

    Dizem que brasileiro é bem humorado, o que ao meu ver é um grande erro. Brasileiro gosta de dar risada e só, o que nem sempre tem a ver com bom humor.

  • http://profiles.google.com/lucas.braga.ribeiro Lucas Braga

    Sou contra repressões, mas antes precisariamos adquirir o habito de simplesmente trocar de canal quando algo como isso esta passando na TV. Ninguém precisa ficar assistindo algo que o ofende. O que os programas que ‘extrapolam’ querem é a audiência, e com o comportamento que temos, eles conseguem.
    Mas, bem, se mesmo com isso os programas que ‘extrapolam’ continuarem tendo uma grande audiência… Vox populi, vox dei.

  • http://twitter.com/r_hony Rhony Guedes

    Endrew, você não acha que o humor é uma fuga de realidades desgradáveis ou cruéis? Ou então ferramenta de crítica?

    Não vejo utilidade no humor a não ser isso, rir por rir não necessita de humor. O melhor jeito de exorcizar um demônio é zombando do mesmo.

    • http://www.facebook.com/endrewc Endrew Rafael Avelino Celestin

      Vou dar minha opinião pessoal, ok? Eu acho que usar humor como uma forma de fuga, uma merda,isso vale pra qualquer forma de fuga.

      Já na forma critica, pode ser excelente, quando força as pessoas a pensarem sobre um determinado assunto, e as vezes, dependendo da pessoa, faz ela olhar um assunto sem a aversão que o assunto normalmente poderia causar caso fosse discutido com seriedade.

      Agora tipo, quando tu me diz, que para rir não precisa de humor, o que é humor pra tu? Para mim, qualquer coisa que me faz rir é humor, ou exemplo de bom humor.

      No dia a dia, levar tudo com bom humor, fazendo piada, é sempre uma boa forma de levar o dia.

    • http://www.facebook.com/endrewc Endrew Rafael Avelino Celestin

      Vou dar minha opinião pessoal, ok? Eu acho que usar humor como uma forma de fuga, uma merda,isso vale pra qualquer forma de fuga.

      Já na forma critica, pode ser excelente, quando força as pessoas a pensarem sobre um determinado assunto, e as vezes, dependendo da pessoa, faz ela olhar um assunto sem a aversão que o assunto normalmente poderia causar caso fosse discutido com seriedade.

      Agora tipo, quando tu me diz, que para rir não precisa de humor, o que é humor pra tu? Para mim, qualquer coisa que me faz rir é humor, ou exemplo de bom humor.

      No dia a dia, levar tudo com bom humor, fazendo piada, é sempre uma boa forma de levar o dia.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Realmente, eu achei que não teve graça.

  • http://twitter.com/luallessi luallessi

    Eu não vi o programa que aqui em casa não pega esse canal… Mas vi falando sobre o assunto pela internet.

    Apesar de não achar graça nesse tipo de ‘humor’, eu acho muito pior é gente que se ofende com piadas relacionadas a sua pessoa (peso, cor, deficiência) ou quando fala de algo que tem relação com um filho, por exemplo, mas se acaba de rir com o deboche sobre o alheio.
    Será que quem achou o programa ofensivo não teria rido e deixado por isso mesmo se fosse “Casa dos gOrdistas” ou um programa feito por pessoas fantasiadas de macacos representando uma ‘família negra humana’?

    A gente ri do que não tem a ver com a gente….Faz piada com o que não dá processo (por isso nada de programa de família de macacos humanos…). Faustão ridiculariza velhos, gordos e carecas todo domingo nas vídeo-casseadas…Alguém processa ele? Povo faz campanha contra? Agora quem acredita que ele diria ‘parece um chipanzé’ se ele visse um negro atravessando um rio pendurado num cipó? Mas diz que a gorda parece ‘um provolone pendurada na cantina’ e tudo bem, né?

    Fazer humor hoje em dia, como quase tudo na vida, vai pelo caminho do ‘mais fácil’. E infelizmente a gente sabe que o ser humano se magoa fácil, se envergonha fácil, se deixa diminuir fácil e sofre muito quando isso acontece. Mas parece que ganha energia renovada quando vê essa vergonha, humilhação e tristeza sendo causada ao outro.

    Por isso que eu digo sempre ‘O ser humano é uma experiência que ainda não deu certo’.

    E, claro, tem gente que diz que eu sou uma das chatas do grupo dos ‘politicamente corretos’. :)

    “Atre” >>> http://conversaatrevida.blogspot.com/

  • Rafael Porto

    Sinceramente, aguento vários tipos de humor, mas quando mexem com os que não conseguem se defender ofereço o meu desprezo….
    Deveria censurar? Não sei ao certo…Mas concordo quando falaram que a melhor postura é mudar de canal.
    Desenvolver uma visão empática é uma meta para mim. Me coloquei no lugar dos pais de filhos autistas, como meu amigo Zé.
    Se isso é humor, chegou a hora de eu começar a assistir mais DRAMAS.

    • Danilo Freire

      É de fato um ponto a ser considerado, Rafael. =]

      Valeu.

  • Czrabelo

    A palavra autista não é tomada do ponto de vista científico e não considera as possibilidades pedagógicas de quem viva nesta condição. Parte do senso comum para demonstrar como subcelebridades se colocam em uma rotina de absoluta falta de criatividade para projetar uma imagem deformada deles mesmos. A ociosidade em que permanecem é incompatível com as características do conceitos de arte, artítico e artista. Menos que confundir autistas com débil mental, a ofensa aqui é comparar autistas aos protagonistas desse show de horrores.

    • Danilo Freire

      Fera! :D

  • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

    “Limites do humor”? Humor não tem que ter limites. Não tem que se pautar pelo bom senso comum. Ou é engraçado ou não é.
    Mas não devem existir limites no humor. Nem com autistas, nem com pretos, nem com gays, nem com mortos, nem com médicos, nem com pagodeiros.

    Gosto do humor que contraria o bom gosto e provoca.
    Entendo que o problema é não ser engraçado e parar só no ofensivo. Mas a questão de humor é de opinião (você pode não achar engraçado, mas outra pessoa acha) e acho que não deveriam ter tabus – nem nas piadas nem em assunto nenhum.

  • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

    “Limites do humor”? Humor não tem que ter limites. Não tem que se pautar pelo bom senso comum. Ou é engraçado ou não é.
    Mas não devem existir limites no humor. Nem com autistas, nem com pretos, nem com gays, nem com mortos, nem com médicos, nem com pagodeiros.

    Gosto do humor que contraria o bom gosto e provoca.
    Entendo que o problema é não ser engraçado e parar só no ofensivo. Mas a questão de humor é de opinião (você pode não achar engraçado, mas outra pessoa acha) e acho que não deveriam ter tabus – nem nas piadas nem em assunto nenhum.

  • Michael

    O fato é que existem piadas boas e ruins, e esta foi ruim, simples… o video do link abaixo, faz uma paródia, usando temas tão controversos quanto este, e é muito engraçado.

    http://www.youtube.com/watch?v=bEeuhZ6qS0o

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Também não achei o programa engraçado, mas não pela temática, e sim por ser mal elaborado mesmo.

    Sou fã de humor negro, brinco até mesmo com meus próprios defeitos e sou completamente contra essa de censurar qualquer forma de humor que possa ofender grupo X ou grupo Y. Humor sem sarro não é humor, pois não tem graça -e de sarro ninguém está imune.

    Que chamem os negros de urubus, os aleijados de cotocos, os japoneses de pica-fina, os índios de indiotas, etc etc etc. Que chame até minha mãe de puta, se for bem feito eu vou rir -e não é a piada que vai tornar minha ilustre progenitora uma profissional do sexo.

    Acho mesmo é que as minorias ofendidas deveriam aprender a não se levar tão a sério e superar seus traumas, pois problemas todo mundo tem. O que muda mesmo é como se lida com eles.

    • Danilo Freire

      O Rafael levantou uma questão interessante, Sandro.

      E quando quem é alvo, a ”minoria ofendida”, não pode (ao menos teoricamente) se defender? Não soa meio sádico, num sentido ruim?

      • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

        Danilo, tenho um amigo negro que quando peço algo dele ele brinca falando “blz, mas tu sabe q eu sou preto né? se eu não cagar na entrada já prepara pra limpar a saída!”. Ele é contra as cotas para negros, ri de piadas racistas e até mesmo conta algumas na roda só pra tirar.

        Ele é o exemplo perfeito do que prego: Ele poderia se ofender, se defender, protestar…mas prefere brincar e dar umas boas risadas.

        Acho que cada um ganha muito mais não levando essas coisas tão a sério, até porque dificilmente essas piadas tem como objetivo real atingir seus “assuntos”. E mesmo nos raros casos em que é mais do que somente sarro, a agressão só funciona se o lado atingido se mostrar incomodado.

        É como chamar um amiguinho na escola de veado. Se ele responder, os colegas continuam tirando, mas se aceitar numa boa e brincar junto, perde a graça e eles param.

      • Danilo Freire

        Mas eu concordo contigo e com o seu amigo.

        Assim como ele eu também tiro sarro de mim mesmo e de toda a galera chumbada por aí. É a coisa mais rara eu me ofender por algo do tipo (na verdade não me lembro de já ter acontecido).

        Já disse mais de uma vez: até que algo me faça mudar de ideia, defendo a liberdade de expressão ampla e irrestritamente, doa a quem doer — mesmo nos casos supostamente intoleráveis, mas isso no plano jurídico (coercitivo, obrigatório).

        Daí não se segue que eu não me preocupe com eventuais implicações éticas que as diferentes formas de expressão possam vir a acarretar, entende? É nesse plano que tento tratar as coisas.

        É aquele rolê cristão (embora eu seja agnóstico), saca, tudo é lícito, mas nem tudo convém.

  • http://twitter.com/_rafa_monteiro_ Rafa Monteiro

    Respondendo as perguntas:

    1 – Existe sim. Paga-se caro pra manifestar opinião própria
    2 – Não, não deveria haver limite
    3 – Porque liberdade de expressão é o que nos permite separar os idiotas dos não-idiotas
    4 – Nada de limites
    5 – Ofender os outros, tomar processo por calúnia/difamação, assinar atestado de babaca/canalha/racista/[insira aqui qualquer outro "ista" que você não goste], não ser convidado pra festinhas, etc

    Liberdade de expressão: pode até ser ruim com ela, mas é muito pior sem ela

    • Danilo Freire

      Por razões óbvias as respostas objetivas a essas perguntas eu sei né, Rafa.

      Quando faço as perguntas quero saber o que vocês pensam, como elas deveriam ser. =P

      • http://twitter.com/_rafa_monteiro_ Rafa Monteiro

        O que eu penso é isso aí que eu coloquei.

        Eu não sei o que leva o sujeito a assistir a Casa dos Autistas. Eu acho um humor meio imbecil e de péssimo gosto, mas todo mundo tem direito a ter seus “guilty pleasures”, não é mesmo?

        Um programa tosco desses, mesmo tosco, beneficia muita gente: produtores, atores, o publico que tá assistindo, anunciantes, etc. Até o cara que se sentir ofendido sai ganhando, seja por indenização por danos morais ou pelo simples fato de ter seu assunto discutido, como estamos fazendo neste exato momento.

        Censura, por outro lado só beneficia umas poucas pessoas.

      • Danilo Freire

        Agora entendi, mas algo me diz que o conceito de benefício que tenho é outro. Acontece.

        Censura é um câncer que deve ser evitado a todo custo. Eu, particularmente, penso que não deveria haver limitação [limites jurídicos, coercivos, obrigatórios], as pessoas têm ”direito” de ser idiotas. =P

    • Danilo Freire

      Por razões óbvias as respostas objetivas a essas perguntas eu sei né, Rafa.

      Quando faço as perguntas quero saber o que vocês pensam, como elas deveriam ser. =P

    • http://twitter.com/luallessi luallessi

      Sei não, mas acho que a tão falada ‘liberdade de expressão’ provavelmente processaria a maioria das pessoas que falam besteira em nome dela.
      Enfim… Tem os que explodem prédios em ‘nome de Deus’, os que matam dizendo que é ‘por amor’…

      Tem gente que não concorda com nenhuma dessas coisas… E tem os que concordem com várias dessas ‘justificativas’.

      Normal

  • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

    Se for autistas reais sou contra e não vejo graça.

    Mesmo achando que não deve ser proibido, mas acho no minimo algo extremamente mórbido e de mau-gosto esses programas ao estilo “jaula humana”.

    Pelo título achei tratar-se apenas de uma paródia com a “Casa dos Artistas” titulo que soa até engraçado.

    Mas falando nesse assunto e ao mesmo tempo desviando um pouco o assunto, lembro que no primeiro Big-Brother a grande expectativa do público era ver como se comportavam pessoas encarceradas por longo tempo. Com o passar dos anos a expectativa passou a ser o tipo de personagens circenses que entrariam ali e é claro o circo que seria armado ali. Curioso essa evolução do gosto do público.. Será efeito Loud? Eis ai um bom assunto a se explorar…

    • Danilo Freire

      Boa pergunta, Shâmtia.

  • http://www.facebook.com/people/Hiro-Miyakawa/100002163257780 Hiro Miyakawa

    Sou daqueles que defende a liberdade de expressão, mas não só por causa disso, eu concordo que não deva ter “censura” no humor. De fato existe sim piadas de mau gosto, mas enquanto uns reclamam outros tão se cagando de dar rizada – Se não quiser escutar, não escute. Além de que humor é uma forma de critica, muito além de se enquadrar como entretenimento.
    Um exemplo foi as piadinhas sobre o acontecimento no Japão. Muitos reclamaram as piadas de “mau gosto”. Sou nipo-brasileiro, ajudei bastante em projetos para ajudar o Japão daqui de Recife mas não me senti nenhum pouco ofendido. É engraçado, um ponto de vista cômico e até relaxante.

    O que deve haver é um bom senso do momento e do publico do humorista ao contar a piada. Isso sim é respeito.

  • Luiz Fernando

    Não conheço nenhum autista. É assim mesmo?
    Uma amiga é professora de um autista e ela relata certas coisas dele, mas nada parecido…
    Apenas mudança de humor repentina, dificuldade de aprendizagem, concentração e expressão.

    Enfim. O programa não teve graça nenhuma, exceto pela parte do Silvio trocando os horários… hehe

    Acho que não tem nada a ver a questão do humor. Depende da forma que é o esse humor é feito.
    Em se tratando especificamente dessa esquete, acredito que foi de mau gosto.

    • Danilo Freire

      Salvo engano há vários níveis, Fernando.

      De pessoas como as retratadas (exacerbadamente) no sketch a pessoas praticamente comuns.

      Procura um livro chamado “Nascido em um dia azul”, é foda pra caralho! Autobiografia de um autista brilhante.

      • Luiz Fernando

        Valeu pela dica Danilo! Acabei de comprar na Estante Virtual.

        E olha que viagem a minha.
        Já vi um filme muito bom, que retrata a vida de uma família com um autista e suas peripécias…
        Os atores são ótimos. É um filme independente e sou fascinado por filmes, então, qualquer dica minha sobre filme deve ser desconsiderada (quase ninguém gosta das minhas dicas).

        De qualquer forma, o primeiro contato que tive com autismo foi ano passado, com esse filme de 2008: The Black Balloon, ou no falho português “Sei que vou te amar”.

        Abraço!

    • Danilo Freire

      Salvo engano há vários níveis, Fernando.

      De pessoas como as retratadas (exacerbadamente) no sketch a pessoas praticamente comuns.

      Procura um livro chamado “Nascido em um dia azul”, é foda pra caralho! Autobiografia de um autista brilhante.

  • Anônimo

    Nada de mais. Apenas mais um programa de humor.

    As pessoas gostam de procurar problemas.

    • Danilo Freire

      O que eu acho que pegou é que o quadro não contribui e ainda atrapalha.

      Convenhamos, pouquíssimas pessoas sabem o que é autismo, como um portador desse problema é ou age. Recebemos esse estereótipo do alienado, babão que não percebe o mundo externo, e o reproduzimos.

      Mas sei lá, tô só especulando.

      • Anônimo

        Entendi. Sobre não contribuir, muitas coisas que fazemos não contribuem. O problema está na parte de atrapalhar.

        É algo a se pensar. Continuo sem ver problema no fato de fazer piadas dessa doença. Eu não faria porque essa parte do programa foi muito sem graça.

        Mas de fato, desconheço o que é o autismo. Penso em pessoas avoadas, distraídas, bobas. Não conheço nenhum para confirmar.

      • Deborafabrai2010

        Olá Rafael,

        Sou mãe de um autista lindo esperto e conectado, conselho: não coloquem o dedo na boca dele! Não sou fã de nenhum programa humorístico que denigre qualquer deficiência, que estimule preconceitos, não há graça, pior ainda quando o escárnio bate em nossa porta.

        Quanto ao autismo a cada dia eles conseguem ter uma vida digna. Dica de filme:

        Meu filho,meu mundo

        Um amigo inesperado.

        Débora

      • Danilo Freire

        Recomendo a leitura do livro que indiquei ao Luiz Fernando logo acima, além de instrutivo é fascinante.

      • Anônimo

        Entendi. Sobre não contribuir, muitas coisas que fazemos não contribuem. O problema está na parte de atrapalhar.

        É algo a se pensar. Continuo sem ver problema no fato de fazer piadas dessa doença. Eu não faria porque essa parte do programa foi muito sem graça.

        Mas de fato, desconheço o que é o autismo. Penso em pessoas avoadas, distraídas, bobas. Não conheço nenhum para confirmar.

      • Anônimo

        Entendi. Sobre não contribuir, muitas coisas que fazemos não contribuem. O problema está na parte de atrapalhar.

        É algo a se pensar. Continuo sem ver problema no fato de fazer piadas dessa doença. Eu não faria porque essa parte do programa foi muito sem graça.

        Mas de fato, desconheço o que é o autismo. Penso em pessoas avoadas, distraídas, bobas. Não conheço nenhum para confirmar.

  • Ju

    Achei o quadro estúpido, de extremo mal gosto e completamente sem graça. Eu poderia ter me sentido ofendida, já que eu convivo diáriamente com um autista, meu irmão… mas não me ofendi nem um pouco (talvez pela falta de qualidade do programa ou por acreditar que humor não tem que ser politicamente correto). Só achei bem ruim, não vi graça.

    Porém, não acho que deva haver algum tipo de limite ou censura. Eu mesma acho graça em temáticas de humor que podem ofender alguns grupos (ou até eu mesma), então não tenho moral p/ condenar nenhuma temática.
    Acredito que assim como os meios devem ter liberdade expressão para utilizarem o que bem entenderem, também devem estar prontos para arcarem com a reações e consequências que isto pode trazer. É exatamente o que aconteceu com esse programa de MTV. Tenho certesa que a repercursão não foi positiva.

    Resumindo, eu acredito que na mídia os limites da liberdade de expressão é determinado pela reação do público. Aposto que a MTV vai tomar muito mais cuidado com os programas humorísticos depois dessa.

    • Ju

      ah, e “mals ae” pelos erros de português… só vi depois que enviei =)

    • Danilo Freire

      Concordo com tudo, Ju. ;)

  • http://twitter.com/meeefius Matheus Rufino.

    A verdade é que esse programa é péssimo e o Adnet é sem graça, só isso.

  • http://www.facebook.com/natalia.candido Natalia Candido

    não convivo muito com autista, mas achei que passou sim dos limites. e acredito que se vivemos num país democrático, como dizem, todo mundo tem o direito de se posicionar contra ou a favor de qualquer programa de tv que transborde esses limites. poxa, a vida não é permissiva a ponto de todo mundo fazer o que bem entende, então, por que a tv ou qualquer outro meio de mídia deve estar acima disso?

    vivemos numa época que dizem que podemos tudo e não podemos nada na verdade, então, algo como esse quadro de humor não pode passar assim desapercebido e tem que se repreendido, sim. oras, estão tratando de esteriotipo da pior forma possível. pode não parecer, mas autismo é algo sério, uma família inteira sofre quando um dos seus entes não expressam carinho, medo, aversão…não é fácil, e vem alguém e tenta fazer graça disso? seria fácil numa sociedade de gente esclarecida e aonde todo mundo é incluído, mas não, temos aí uma geração de adolescentes cheios de preconceitos que não deixa negar. portanto, é de maus gosto, sim.

    • Danilo Freire

      Mas ué, Natália, não estamos nós aqui, agora mesmo, conversando sobre o assunto, uns manifestando descontentamento, outros dizendo que tanto faz? Então podemos, sim.

      O que você diz sobre a mídia já é um pouco mais complicado, embora isso se ligue mais ao jornalismo propriamente dito do que a outros programas midiáticos.

      Diz-se que a mídia (jornalística, sobretudo) pode tudo, mas num sentido bem definido. Não que não tenha uma espécie de compromisso ético ou moral com o público, mas que o Estado não pode determinar ANTES o que pode e o que não pode ser dito, expresso, pois isso configura censura. E está certo, tem mesmo que ser assim.

      E obrigado!

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira
    • Danilo Freire

      Opa, coincidência, Rafael!

      Tinha visto o post do Jairo logo que ele publicou e ontem (terça) ele tuitou o comunidado da MTV, mas só hoje tive tempo pra escrever hoje (quarta). Bom você ter falado, vou linkar ele aqui!

      Valeu, abração!

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira
  • http://twitter.com/ReverendoBreno Breno Zaccaro

    esse diatribe todo me lembrou de um scatch do Tv Pirata, o “Piada em debate” (http://www.youtube.com/watch?v=KQ8OJDe5xOo)

    Humor é para te fazer rir, ponto. Se você riu ótimo…se não rium fica ruim para o comediante

    Humor sempre foi sujo, baixo, vide as comédias romanas por um exemplo…

    Humor é um olhar sobre o tema, não o assunto em si. Qualquer coisa pode ser colocado num olhar humorístico ou num olhar dramático (um bom exemplo disso é o filme do Woody Allen Melinda &Melinda).

    Agora discutir o porque de existir o humor já é outro assunto, se é uma crítica, se é para fugir da realidade, se é para criar uma catarse atraves do riso, aí vai mais de cada pessoa que esta vendo do que do criador da piada.

    Os gringos tem um método moral para o humor que resumindo é isso: “você só pode fazer piada com o que você é”, exemplo, só gordo faz piada de gordo, judeu de judeu etc… e que eu acho furada pois essa regra só faria sentido se a platéia fosse exclusiva para aquele discurso, tipo, eu nem deveria saber quem é Woody Allen ou ver Todo Mundo odeia o Chris, afinal eu estaria sendo amoral

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Eu sou adepta do humor inteligente e negro. Nesse estilo aí já acho apelação, fazendo prevalecer de uma minoria que neste caso, não tem como se defender. É por isso que acho correta a posição da MTV em ter se desculpado, embora não vá adiantar de algo.
    E alguém comentou a respeito de “não gostou, muda de canal”. Isso é acomodação. Do mesmo modo que eles tiveram liberdade de criar isso numa tentativa de humor, também temos a liberdade de reclamar/criticar. Só assim que vão saber se estão agradando ou não. Aliás, só assim pra ver se o nível da TV aberta aumenta…

    • Danilo Freire

      Boa, Valquíria.

      Talvez uma saída ainda melhor seja mudar de canal E manifestar descontentamento (não no sentido de censura, mas de desaprovação, nos termos que você mesmo disse aí).

  • http://www.facebook.com/people/Lucas-Barão/100001165417076 Lucas Barão

    O problema nesse quadro não é o alvo do humor, apenas que a esquete é uma porcaria. Se tivesse ficado engraçado, duvido muito que teria essa repercussão. Ficou de mal gosto, sem graça, vergonha alheia, enfim, não achei uma pessoa que tenha dado risada. Humor negro? Assista Family Guy que tem episódios tirando sarro de cadeirantes, down, prostitutas, latinos, etc. Só que é engraçado: http://youtu.be/2IaheLG-05U

    • Danilo Freire

      Conheço, sou fã! Bem como de Simpsons, American Dad, South Park etc. ;D

      A verdade é que eu sou, em linguagem muderrna, politicamente incorreto pacaraio.

      Mas as questões éticas simplesmente têm a minha atenção. Talvez seja uma parte do meu inconsciente tentando compensar a parte que efetivamente se manifesta. hahahahaha

      Valeu, Lucas!

  • Danilo Barba

    Queria ver se algo que levantasse a bola dos nomeados “autistas” geraria discussão semelhante. Preto, gordo, velho, deficiente..incansáveis nomes pra distanciar a realidade de que somos feitos da mesma matéria de merda. Este post soa como chamar a mãe quando alguém deu risada do seu nariz ou das suas orelhas de abano. Danilo, xará, gostaria de ver outras perspectivas de uma pessoa que experiencia o mundo sobre uma cadeira de rodas além das diversas diásporas tituladas como deficiências pelo senso comum.

    • Danilo Freire

      CACETE DE INTERNETE!

      O browser resolveu dar refresh quando estava acabando de escrever a resposta. Enfezei.

      Amanhã volto aqui e te respondo. =P

      • Danilo Barba

        Comentários razoáveis fazem realmente o mundo girar, bacana! No entanto, encerro minha participação por aqui porque minha perspectiva admite qualquer atitude que parta de um ser humano como humana, mas consigo entender a natureza de sua discussão e a respeito.

      • Danilo Barba

        Comentários razoáveis fazem realmente o mundo girar, bacana! No entanto, encerro minha participação por aqui porque minha perspectiva admite qualquer atitude que parta de um ser humano como humana, mas consigo entender a natureza de sua discussão e a respeito.

  • Rodrigo Queluz

    Acho que voltamos a discussao da Ditadura do politicamente correto..
    A Dilma disse uma frase uma vez que pra mim simboliza tudo:

    “O maior censor que existe é o controle remoto” !! Simples assim.. Nao teve graça, ninguem mais assiste.. Se fosse começar a se preocupar com isso, teria que se preocupar com TANTAAAA coisa.. Deixa que a galera decide se assiste ou nao!!

    Eu particularmente nao gosto desse programa, é um “humor” que nao me agrada, apelativa. Mas tem quem goste. Escandalizacao do nada!! Quem aqui nunca brincou, chamou um amigo de autista, surtado ou algo assim. Ou mesmo imitou um? Isso nao quer dizer que estamos denegrindo ninguem!!

  • rafaelriani

    Sempre pensei da seguinte forma: existem condições inatas (etnia, nacionalidade, sexo, cor da pele, anomalias genéticas) e condições adquiridas (religião, posição política, filosofia de vida, time de futebol).

    Falar o que quer que seja sobre as condições adquiridas de determinado indivíduo não pode deixar de ser simples liberdade de expressão. Pensar o contrário é se deixar levar por uma ditadura intelectual.

    Por outro lado, é passível de atitude criminosa (pensando-se na questão da descriminação) a posição que ridiculariza qualquer condição inata, por uma simples questão de respeito aos direitos humanos, já que, dependendo do ridículo que se cria, pode-se também criar uma esfera de descriminação que gere prejuízos ao indivíduo ofendido frente á sociedade.

    O complicado é quando se fala em humor. O humor nasceu da tragédia e, quando não pudermos mais ridicularizar qualquer situação, decretaremos o fim do humor.

    Os Trapalhões, que cresci assistindo, riam da desgraça alheia quando alguém caía da escada ou tomava um balde de água fria na cara (o que muitos chamariam de humor do bem), porém quase sempre faziam piadas com nordestinos, mulheres, negros e gays, e, sinceramente, nesses tipos de piada, achar atitudes descriminatórias é mais difícil que procurar pelo em ovo.

  • Lucas Carvalho

    Acho impressionante como todo mundo aqui é super seguro de si e desencanado e parece aceitar qualquer tipo de piada em relação a si com uma naturalidade incrível – ou vocês adquiriram uma maturidade invejável num espaço curtíssimo de tempo ou definitivamente vocês não se levam a sério em momento algum. Humor negro é bacana quando lida com personagens, com situações fictícias, mas não quando lida com pessoas reais ou com situações delicadas (e EXTREMAMENTE tristes) como é um problema mental. Ou quando lida com minorias que ainda apanham na rua.
    Vocês tão pegando a “filosofia” de humorista imbecil por aí (pra mim o Danilo Gentilli é o representante maior dessa imbecilidade) e levando a sério, essa coisa de que o humor não pode ter barreiras. Os mesmos caras que pregam isso são aqueles que não aceitam brincadeiras e que surtam quando são zuados (praticamente todo o elenco do pânico tem casos assim).

    Pra mim, apoiar o direito desse tipo de coisa ser exibida com base na “liberdade de expressão” é de uma falta de sensibilidade (e empatia) tremenda. Não acho que nada tenha que passar por uma avaliação prévia pra ser exibido e acho que não há razão para se controlar as coisas previamente. Entretanto, quando algo desse nível é transmitido, tem que haver barulho SIM, tem que haver reclamação e tem que avisar que se perdeu o tom do bom senso. Às vezes nem o criador percebeu isso.
    Pra quem tá reclamando de escandalização etc, alguém aqui do PdH (não lembro quem, desculpa) já disse em comentários que só sabe o peso de uma ofensa aquele que é ofendido. E se você não se ofende com piadas em relação a características suas, bacana, que bom, que legal. Mas não use a sua experiência pessoal em relação a ser zuado como padrão pra todo mundo. Pessoas sentem as coisas de formas diferentes.

    Sem ser autista e sem conhecer um, eu já achei o negócio de um profundo mau gosto e já me senti bastante ofendido. Não é tão difícil assim fazer humor de qualidade sem apelar pra ofensa e pro desrespeito. Aliás, não é tão difícil assim VIVER sem ter que ficar cutucando a ferida dos outros com tanta frequência.
    Todas as vós do mundo já diziam, pimenta no cu dos outros é refresco.

  • Lucas Carvalho

    Acho impressionante como todo mundo aqui é super seguro de si e desencanado e parece aceitar qualquer tipo de piada em relação a si com uma naturalidade incrível – ou vocês adquiriram uma maturidade invejável num espaço curtíssimo de tempo ou definitivamente vocês não se levam a sério em momento algum. Humor negro é bacana quando lida com personagens, com situações fictícias, mas não quando lida com pessoas reais ou com situações delicadas (e EXTREMAMENTE tristes) como é um problema mental. Ou quando lida com minorias que ainda apanham na rua.
    Vocês tão pegando a “filosofia” de humorista imbecil por aí (pra mim o Danilo Gentilli é o representante maior dessa imbecilidade) e levando a sério, essa coisa de que o humor não pode ter barreiras. Os mesmos caras que pregam isso são aqueles que não aceitam brincadeiras e que surtam quando são zuados (praticamente todo o elenco do pânico tem casos assim).

    Pra mim, apoiar o direito desse tipo de coisa ser exibida com base na “liberdade de expressão” é de uma falta de sensibilidade (e empatia) tremenda. Não acho que nada tenha que passar por uma avaliação prévia pra ser exibido e acho que não há razão para se controlar as coisas previamente. Entretanto, quando algo desse nível é transmitido, tem que haver barulho SIM, tem que haver reclamação e tem que avisar que se perdeu o tom do bom senso. Às vezes nem o criador percebeu isso.
    Pra quem tá reclamando de escandalização etc, alguém aqui do PdH (não lembro quem, desculpa) já disse em comentários que só sabe o peso de uma ofensa aquele que é ofendido. E se você não se ofende com piadas em relação a características suas, bacana, que bom, que legal. Mas não use a sua experiência pessoal em relação a ser zuado como padrão pra todo mundo. Pessoas sentem as coisas de formas diferentes.

    Sem ser autista e sem conhecer um, eu já achei o negócio de um profundo mau gosto e já me senti bastante ofendido. Não é tão difícil assim fazer humor de qualidade sem apelar pra ofensa e pro desrespeito. Aliás, não é tão difícil assim VIVER sem ter que ficar cutucando a ferida dos outros com tanta frequência.
    Todas as vós do mundo já diziam, pimenta no cu dos outros é refresco.

    • Danilo Freire

      Boa, Lucas. É de se pensar, mesmo. =)

  • http://profiles.google.com/fuzzy.shocker Fuzzy

    Eu queria fazer uma pergunta: As pessoas acham que se substituir o tema por algo como gordos ou homosexuais ou loiras (?) torna a piada completamente aceita.

    Se a gente chamasse a esquete de “Casa dos Nazistas” seria visto com bons olhos?

  • Anônimo

    não vi o programa. assisti um pouco do video postado por uma corrente que buscava assinaturas para tirar o programa do ar. concordo com o rodrigo queluz (e a dilma) sobre o controle remoto, mas penso que, além do controle, necessitamos sim de uma espécie de censura para não cairmos na anarquia. não se trata de ditadura do politicamente correto (isto já é uma espécie de censura), mas não uma censura de um órgão específico, mas da censura dos responsáveis pela qualidade daquilo que é colocado no ar pelas tvs e rádios e na mídia escrita. é fácil dizer “assiste quem quer” mas, a continuar assim, com cada vez mais programas de baixa qualidade, talvez seja excelente pra nossa educação pois poderemos simplesmente desligar, ou jogar fora a tv, a passar a ler bons livros, fazer programas com amigos, ir ao cinema, etc. além disso, pelo pouco que vi, os “artistas” não deveriam ser pagos para fazer aquilo, pois além de mau gosto o programa mostrava uma total falta de talento. por outro lado somos uma sociedade onde nos acostumamos (ainda engatinhamos nas mudanças) a tirar humor das situações e dos personagens, sem perguntar se é politicamente correto ou não. enfim, cada um com sua opinião, mas não podemos esquecer que aquilo que expressamos pode ser interpretado e até adotado por outros, podemos ser formadores de opinião (muitos discordarão) mas o aprendizado é feito por aquilo e ouvimos, lemos e dizemos, com o devido retorno na medida que filtramos e somos filtrados. desde que existe ser humano existe o costume de julgar seu semelhante, mas, como disse voltaire “não concordo contigo mas defendo até a morte seu direito de dize-lo”. seria uma boa lição para os “radicais”. um abraço a todos.

  • http://www.facebook.com/people/Felipe-Giannella/100001329622375 Felipe Giannella

    Gostaria de ver a opinião de algum dos grandes humoristas do mundo atual por aqui. Se alguém tiver contato, chame-os para opinar!

    O humor nunca vai agradar a todas as pessoas. Tenho uma amiga que não gosta de stand-up. Nem de CQC, Pânico na TV. Não apenas o humor, mas qualquer assunto que é, em sua essência, algo subjetivo. Quam não gosta, tudo bem em criticar. Agora, daí a censurar é outra história. Penso que a censura só se justifica quando ela pode trazer algo ruim às pessoas e à sociedade, como divulgar uma visão que apóie preconceitos, ou ainda se ofender alguém que não pode se defender.

    A questão da ofensa realmente depende muito de cada pessoa, no caso de pessoas com familiares/amigos/conhecidos autistas, ela poderia, sim, ficar ofendida, e com lá sua razão. Mesmo que falemos que o ideal é não se ofender, rir disso, “ser superior” etc, a verdade é que não temos como saber o que é estar no lugar da pessoa. O autista não pode se defender. E a pessoa que se importa com ele pode se ofender por isso. É hipocrisia pura querer dizer como esta ou aquela pessoa deveria se comportar baseando-se na nossa visão de mundo.

    Por outro lado, um assunto muito mais importante ao meu ver é a divulgação de visões que apóiem o preconceito. Nesse sentido, penso haver, sim, uma necessidade de bom senso/censura por parte de qualquer formador de opinião, incluindo os humoristas. Não necessariamente tomar cuidado sempre para não ofender ninguém, ou não falar disso, ou daquilo, mas demonstrar respeito, talvez depois das reportagens inserir uma nota ou um comentário a respeito do assunto mencionado na reportagem. Até poderia se aproveitar as risadas para discutir temas polêmicas, que é o caso do preconceito, de modo geral. O problema é incitar pessoas que assistem esses programas a acharem que legal fazer aquilo que estão vendo na TV, o que dá origem a bullying, brigas, etc. Ou seja, mesmo sendo uma brincadeira, acho que se houvesse um respeito DEMONSTRADO logo após, talvez não desse tanta dor de cabeça.

    Enfim, mais uma discussão que segue….

    Abraços

    • Danilo Freire

      Fera, Felipe, excelente comentário. =]

  • Danilo Freire

    Boa, Hiro. ;)

  • Danilo Freire

    Ah… as vezes ele tem umas sacadas geniais, vai. =p

  • Danilo Freire

    Piada em debate era GENIAL, Breno.

    pqp tô rindo muito aqui. lol

    e concordo com o que você disse.

  • http://www.facebook.com/people/Bruno-Debize/1300680798 Bruno Debize

    O “politicamente correto” aceita chamar um gordo de elefante, uma loira de burra ou até mesmo um cara alto de girafa. Mas se você fizer uma piada com negro pode até ir pra cadeia.
    Acho que é a politica do “coitadinho”, não vamos brincar com esse grupo porque eles sofreram muito no passado, ou não vamos brincar com a doença de uma pessoa como o fato de ser cadeirante ou até o autismo.
    Se você for ver, todo humor é preconceituoso, porque o humor tem um alvo. Pode ser o portugues, a loira, o godo…

    Certa vez, assisti uma entrevista do lobão com o Rafinha Bastos, ele estava defendendo o fato de todo mundo ter o direito de rir de si mesmo, e disse que no show dele se ele brinca com um cadeirante, o cadeirante ri porque se sente representado, mas os outros 50 que estão em volta vão acha-lo um babaca por ter feito essa piada.

  • natanael

    Achei de muito mau gosto esse quadro humorístico. Tenho uma filha com autismo e luto pela inclusão e direitos dos autistas principalmente nas escolas, é uma situação que pode trazer sofrimento para familias dependendo do grau da doença.Não acho interessante nem engraçado brincar com coisas que trazem sofrimento para muitas famílias.Sou contra a censura de qualquer tipo, mas acho que deve ( dependendo de qual o tema) ter bom senso.

  • http://www.facebook.com/vitor.e.lourenco Vitor Emanuel Lourenço

    É comum uma criança tentar escapar do castigo dizendo: ‘Estava só brincando’, e o menino que sofre bullying todos os dias ser obrigado a ouvir ‘Você precisa levar na brincadeira!’. O respeito mútuo está sendo substituído pela capacidade de aturar insultos.
    Eu poderia provar de maneira lógica que livrar o humorista da censura é incoerente mas isso seria meio chato. Mas a censura é necessária na educação para que não apareçam outros Wellington Menezes por aí.

    • Danilo Freire

      On the spot, Vitor.

      Valeu, velho!

    • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

      Comentário perfeito!!!

      É como bem diz a minha mãe, brincadeira é quando todos gostam. quando um não gosta, já deixou de brincadeira.

  • http://www.facebook.com/naninha Ariana Mendonca

    Bom, eu acho que quem tem que se ofender mesmo são as pessoas retratadas na piada.. e eis aí o pq de eu achar que essa foi, sim, de muito mau gosto: elas não podem se “defender”. Não esto dizendo que autistas não têm capacidade pra isso, mas é uma capacidade reduzida…

    Acho que não deve existir censura, que somos todos adultos e capazes de lidar com as opiniões alheias, mas quando a brincadeira envolve pessoas com limitações físicas, psíquicas, ou qualquer outra que a impeça de dar sua opinião, retrucar mesmo, nem que seja pra mandar pro olho do c*, não acho certo.

    E dizer que era só brincadeira não resolve muita coisa, mas tendo já sido publicado, foi o melhor que eles podiam fazer, nesse caso, a emissora está de parabéns.

    • Danilo Freire

      D’accord, Ariana.

  • Sibele Guerreiro

    Acredito na liberdade de expressão plena, desde que seja plena a responsabilidade pelo que for divulgado. Se os caras extrapolaram na forma de colocar o assunto, que dêem conta das pessoas a fim de discutir o assunto ou de tacar pedras pura e simplesmente.
    Por outro lado, quem escolhe o que assiste e acaba indo parar em um programa como esse não sabe muito bem como tirar o melhor do humor e do riso.

    • Danilo Freire

      É o que penso.

      Mas quando falo de limites, não penso em limites concretos, jurídicos e imperiosos. Falo mais em termos éticos, sabe.

      Obg, Sibele. ;)

  • Sibele Guerreiro

    Acredito na liberdade de expressão plena, desde que seja plena a responsabilidade pelo que for divulgado. Se os caras extrapolaram na forma de colocar o assunto, que dêem conta das pessoas a fim de discutir o assunto ou de tacar pedras pura e simplesmente.
    Por outro lado, quem escolhe o que assiste e acaba indo parar em um programa como esse não sabe muito bem como tirar o melhor do humor e do riso.

  • Danilo Freire

    CARALHOOO!!!

    HAHAHAHA TO CHORANDO! =D

  • Leonardo Ferreira

    Olha, por eu ter sérias tendências autistas (isolamento, alheio ao convívio social), eu e minha namorada brincamos muito com isso então ri da esquete, não achei ofensivo. E bem, como podem supor não tenho parâmetros sociais para argumentar esse tipo de coisa xD

  • Danilo Freire

    Perfeito, Natanael!

  • Danilo Freire

    Verdade isso aí.

    A única vez que fui a um desses stand ups nenhum dos caras vez piada com deficientes e eu senti uma puta falta. hahaha

    Mas ninguém está dizendo que autista não pode ser alvo de piadas, o que parece estar pegando é que o negócio foi babaca, simplesmente.

    • http://www.facebook.com/people/Bruno-Debize/1300680798 Bruno Debize

      Sim, além disso foi sem graça.

  • Ju

    tenho um irmão autista e concordo com você. Mas não consigo deixar de me questionar qual seria o parâmetro p/ determinar o bom senso.
    Tanto quando se fala de bom senso como de censura, os parâmetros que dizem o que é aceitável (ou não) acabam vindo de poucas pessoas.
    Não creio que se deva confiar que exista um senso comum. Por isto eu acho que a reação do público é o melhor termômetro para os meios definirem isto.

    • Ju

      Ah, e por reação eu incluo medidas legais, se alguém achar cabível

    • Danilo Freire

      D’accord.

  • Danilo Freire

    Falando por mim, talvez eu risse de alguns e achasse outros de mau gosto. Piada boa e piada ruim independem do tema, a diferença das piadas com assuntos muito delicados é que elas precisam ser muito boas ou caem no estereótipo dispensável.

  • Danilo Freire

    Hahahaha!

    Bom ler algo oposto. Valeu, Leo!

  • http://www.facebook.com/people/Alexandre-Nery/100001320614171 Alexandre Nery

    Tem piada que é boa, mas nao me faz rir. E tem piada que é uma merda, que as vezes eu rio. Nesse caso, achei o humor válido. Eu ri so da parte do silvio..tenho uma queda (risalmente falando) por qql coisa que envolva silvio santos.

    Não da pra falar se estão indo longe demais. Isso é humor. Cru e escroto. Assim que é bom, kralho. E dou os parabéns por terem a coragem de fazer o quadro e colocar no ar. E cá pra nós, acham que algum autista reclamou? risosrisosrisos.

    • Danilo Freire

      hahahahaha!

      eu ri. =D

  • Aldo

    Só fui saber o que realmente o que é o autismo a mais ou menos 2 semanas atrás, numa reportagem de um programa de tv matinal..rsrsrsr..enfim abafa…

    Bom, fiquei surpreso e contente de saber a real causa do autista. É um problema genético que causa retardo mental e dificuldades na fala, a criança se fecha e se torna bastante reservada diante das coisas ao seu redor. Se diagnosticado antes a criança pode conviver com esse ”problema”.. normalmente.

    Eu não vi o vídeo , pois a internet daqui é uma m…a mais lenta que uma tartaruga…ninja. Mas só fico imaginado como que atores, podem brincar com uma coisa tão séria. O autista é muito discriminado. Seria muito bom se a mídia explorasse mais o assunto explicando sua causas e conseqüências aí sim seria mais útil á sociedade do ficar rindo feito uns bobões de uma coisa que nem eles sabem o que é.

    Poderiam criar humor de outras coisas.. tem tanta coisa engraçada, na internet.. sei lá..

    Queria ver se um destes atores aí tivesse um filho autista..hummm .É meu fi….pimenta nos olhos dos outros é refresco

    Pra mim tudo nesta vida há um limite.

    Até a vida tem… né isso!?

    Danilo. Uma questã..Por que que sua imagem na foto do gravatar é diferente da imagem da primeira foto do artigo?? Pensei que vc fosse adolescente.!!!!!!!!!!!

    Abraçotes.

    • Danilo Freire

      A foto do artigo, que é a mesma lá da área “equipe”, digamos que faz parte do layout do site. O gravatar é um serviço a parte, entendeu? Estou pra mudar a foto do site há tempos, mas sou relapso.

      Tenho 24. =)

    • Danilo Freire

      A foto do artigo, que é a mesma lá da área “equipe”, digamos que faz parte do layout do site. O gravatar é um serviço a parte, entendeu? Estou pra mudar a foto do site há tempos, mas sou relapso.

      Tenho 24. =)

  • http://twitter.com/rommoreira Roberto M. Moreira

    Também não achei graça nesse quadro (como também não acho mais graça na MTV como um TODO!), mas até agora não entendi quem ficou ofendido: os autistas ou os artistas.
    De mais a mais, se a MTV se preocupasse mais com o M de seu logotipo (ou seja, MÚSICA) e menos com maluquices desse tipo, não estaria se desculpando agora.

    • Danilo Freire

      Taí uma grande verdade, bro.

  • Cazzobrasilia

    Eu acho quem assiste MTv meio autista.. fala sério.. canalzinho ruim….

    • Danilo Freire

      Nice. hahahaha

  • Rodrigo

    Não cheguei a ver o video, mas ouvi a repercussão.
    Mas não é de hoje que alguma piada acaba gerando polêmica por ofender tal raça, credo, cor ou deficiência fisica. No fim o que importa mesmo é ter bom senso pra saber quando a piada deixou de ter graça

  • http://www.facebook.com/killersandro Sandro Guedes de Souza

    Obrigado. Graças a você agora eu tenho medo de cadeirantes UAhuAHUhAUHA

    • Michael

      Eu também passei a ter depois de ter visto… hahahaha

  • Rafation Henrique

    Creio eu que foi apenas um trocadilho infeliz , de ”Casa dos ARTISTAS/AUTISTAS, sem real maldade, não acredito que tenha sido uma piadinha pejorativa ou algo assim , faz parte, é humor tem quem goste e quem reprove em qualquer situação tem seus pros e contras…

  • Err

    Sou countra o anti-humor negro o negocio é que isso não teve nehuma graça. Pega a musica de fundo de uma parte do video, com essa musica ficou até estranho. Ficou mais parecendo com um video non-sense do que com video de humor.

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