Carta aberta às humoristas do Brasil

Alex Castro

por
em às | Artigos e ensaios, Debates, Humor, Melhor do PdH


Humoristas do Brasil,

Essa carta é minha humilde tentativa de fazer vocês colocarem a mão na consciência.

Pra começar, me apresento.

Sou, ou fui, um de vocês. Durante grande parte da década de noventa, escrevi para a Revista Mad in Brazil, editada pelo imortal Ota, sob o pseudônimo Xandelon. Cheguei a ser subeditor uma época, publicava quase todo número e escrevi dezenas de matérias de capa sob encomenda. Com esse dinheiro, pagava minhas contas e vivia disso.

Essa matéria de capa, sobre a Feiticeira, é minha. Será que alguém ainda lembra dela?

Essa matéria de capa, sobre a Feiticeira, é minha. Será que alguém ainda lembra dela?

Sei como é um trabalho duro sentar na redação e espremer a cabeça até sair uma piada. Sei como é frustrante achar que a piada está ótima, testá-la com o resto da equipe… e ninguém rir.

Então, aos trancos e barrancos, sem nunca ter sido lá brilhante, posso dizer que já fui sim humorista profissional.

A dura vida de humoristas profissionais

Em teoria, o humor é simples: você cria uma expectativa, e depois a subverte.

Para o humor poder existir, são necessários uma série de pressupostos culturais coletivos, compartilhados por humorista e público que, convenhamos, muitas vezes são sim outrofóbicos, machistas, homofóbicos, racistas.

A piada “sabe como afogar uma loira? coloca um espelho no fundo na piscina!” só funciona porque tanto humorista quanto plateia “sabem” que loiras são fúteis, vaidosas e burras. Se não compartilhassem esse “conhecimento”, não é nem que a piada não seria engraçada: ela faria tão pouco sentido que não seria nem mesmo coerente enquanto narrativa.

Naturalmente, por esse mesmo motivo, o humor é sempre local: para pessoas de outras culturas, com outros pressupostos culturais compartilhados, a historinha também não faria sentido – pois não teriam a chave pra decodificar a piada, ou seja, que loiras “são burras, fúteis e vaidosas”. (Não são.)

Se é pra sacanear alguém, sacaneie os poderosos, e não os subalternos.

Se é pra sacanear alguém, sacaneie os poderosos, e não os marginalizados.

Outro dia, a revista norte-americana Wired fez uma matéria de capa sobre humor. Pouca gente sabe, mas existem muitos estudos acadêmicos sérios (sic) sobre o humor, muita gente brilhante tentando entender: porque o engraçado é engraçado?

Enfim, uma das últimas teorias, citadas na Wired, é que o humor viria de uma violação da ordem estabelecida, seja através de dignidade pessoal (tropeçar na casca de banana, deformidades físicas), normas linguísticas (gagueira, língua presa, sotaques), normas sociais (comportamentos inusitados), e até mesmo normas morais (bestialidade, etc), mas que ao mesmo tempo não representasse uma ameaça ao público ou à sua visão de mundo.

Essa última parte é talvez a mais importante: a violação não pode ameaçar ou contradizer a visão de mundo do público, senão ela nem será compreensível.

Usando o mesmo exemplo acima, até dá pra fazer uma piada sem loiras, mas se a sua piada incluir uma loira, ela vai ter que ser burra, mesmo contra sua vontade, pois assim que mencionar “loira” o público já vai imaginá-la “burra”, mesmo se você acrescentar que é uma loira física nuclear ganhadora do Nobel.

(Nesse último caso, o público certamente pensaria que a piada era justamente sobre como a loira burra conseguiu virar física nuclear ganhadora do Nobel.)

Mas não dá pra desfazer a associação loira + burra.

Dois em uma: piada de loira portuguesa. E mexendo os dedinhos dos pés.

Dois em um: piada de loira E portuguesa. E mexendo os dedinhos dos pés.

Por outro lado, e é por isso que estou escrevendo essa carta, se é impossível você humorista acabar por conta própria com o estereótipo da loira burra, é possível não reforçá-lo:

Basta não fazer piadas de loira burra.

Algumas das pessoas mais inteligentes que já conheci eram lindas loiras que enfrentavam dificuldades constantes de serem levadas a sério no ambiente de trabalho. Apesar disso, e sem desmerecer os problemas que essas pessoas enfrentam, de fato, no cômputo geral dos preconceitos assassinos da nossa sociedade, o estereótipo da loira burra é quase inofensivo. Quase.

Mas fazer rir utilizando esses estereótipos (a loira burra, a pessoa homossexual afetada, etc) é muito fácil. E não estou dizendo que vocês não podem não. O país é livre e temos liberdade de expressão justamente para isso.

Mas dá pra fazer diferente, eu peço.

Na verdade, eu desafio.

O machismo mata

Dez mulheres são assassinadas por dia no Brasil, colocando-o no 12º lugar no ranking mundial de homicídios contra a mulher. Uma em cada cinco mulheres já sofreu violência de parte de um homem, em 80% dos casos o seu próprio parceiro. Em 2011, o ABC paulista teve um estupro (reportado!) por dia. Na cidade de São Paulo, uma mulher é agredida a cada sete minutos.

As mulheres são mortas em tão grandes números, e por seus próprios homens, porque existe uma cultura machista no Brasil, onde as mulheres são vistas como tendo menos valor, onde as mulheres são rotuladas ou como santas ou putas, onde uma mulher viver abertamente sua sexualidade é considerado ofensivo ou repreensível, onde a sexualidade de uma mulher tem impacto direto sobre a honra de seu companheiro.

Faça pouco dos poderosos que podem se defender.

Faça pouco dos poderosos que podem se defender.

Se você faz piadas que confirmam os lugares-comuns dessa cultura machista, que objetificam a mulher, que estigmatizam seu comportamento sexual, então você possibilita e reforça essa cultura assassina.

Você é cúmplice.

(Não deixe de ler, aqui no PapodeHomem, meu texto: Feminismo para homens, um curso rápido.)

O racismo mata

Entre 2002 e 2007, o número de homicídios cujas vítimas eram jovens homens negros aumentou 49%. De cada 100 mil habitantes, morrem por homicídio 30,3 pessoas brancas e 68,5 pessoas negras. A probabilidade de ser vítima de homicídio é 12 vezes maior para adolescentes homens e, dentro desse grupo, quatro vezes maior para jovens homens negros. De cada três jovens assassinados, dois são negros. A população negra teve 73% de vítimas de homicídio a mais do que a população branca.

As pessoas negras são mortas em proporções tão altas, em comparação ao restante da população, porque existe uma cultura racista no Brasil, onde as pessoas negras são vistas como tendo menos valor, onde são hiperssexualizadas como “negões bestiais” ou “mulatas rebolantes”, onde são sempre retratadas na mídia como preguiçosas ou malandras, atletas ou faxineiras, mas nunca (ou raramente) a física quântica ou a médica, a enxadrista ou o galã pegador.

Rárárá! Esse Danilo é ótimo! Só que não.

Rárárá! Esse Danilo é ótimo! Só que não.

Se você faz piadas que confirmam os lugares-comuns dessa cultura racista, que denigrem as pessoas negras (inclusive usar o verbo “denegrir”), que comparam as pessoas negras a animais, que classificam o tipo de cabelo característico das pessoas negras de “ruim”, que associam as pessoas negras à pobreza, ao crime, à ignorância e a tudo o que há de mais baixo na escala social, então você possibilita e reforça essa cultura assassina.

Você é cúmplice.

A homofobia mata

Em 2010, foram mortas 260 pessoas homossexuais no Brasil, 62 a mais que em 2009 (198), um aumento de 113% desde 2007 (122). Nos EUA, com 100 milhões a mais de habitantes, foram mortas 14. Uma pessoa homossexual brasileira tem 785% mais chances de morrer vítima de violência que uma norte-americana. As coisas parecem estar piorando: só nos primeiros dois meses de 2012, foram 80 assassinatos confirmados. Mantido esse padrão, teremos 500 pessoas homossexuais assassinadas até o final de 2012. Nenhum país do mundo mata tantas pessoas homossexuais quanto o Brasil.

As pessoas homossexuais são mortas em proporções tão altas, em comparação ao restante da população, porque existe uma cultura homofóbica no Brasil, onde as pessoas homossexuais são vistas como tendo menos valor; onde são hiperssexualizadas como máquinas eróticas sempre prontas para o sexo casual; onde são sempre retratadas na mídia como ridículas, efeminadas, exageradas, folclóricas; onde a tentativa de ensinar às crianças que homossexualidade é normal é rotulada de “kit gay”; onde a tentativa de dar direitos iguais às pessoas homossexuais é rotulada de “ditadura gay”; onde a pregação de que as pessoas homossexuais são pecadoras que vão pro inferno é protegida pela “liberdade de expressão”.

Se você faz piadas que confirmam os lugares-comuns dessa cultura homofóbica, que estigmatizam e ridicularizam as pessoas homossexuais, que utilizam a homossexualidade como xingamento como se ser homossexual fosse intrinsecamente ruim, que associam a pessoa homossexual ao pecado e à devassidão, ao ridículo e ao nojento, então você possibilita e reforça essa cultura assassina.

Você é cúmplice.

(Não deixe de ler, aqui no PapodeHomem, esse depoimento: “Queria ser hétero, mas não consigo”, editado e comentado por mim.)

Não reclame da “patrulha”

“Patrulha” são militares armados que podem te matar se você os desobedecer.

Torcer o nariz para as piadas racistas, homofóbicas ou machistas não é “patrulha”: é o público exercendo pacificamente sua liberdade de expressão de considerar babaca uma pessoa que faça piadas racistas, homofóbicas ou machistas.

Esses pobres humoristas “perseguidos” que reclamam da “patrulha politicamente correta” não estão defendendo a liberdade de expressão: liberdade de expressão de verdade é comediantes poderem fazer piada sobre mulheres estupradas e nós podermos fazer críticas severas a isso.

Na verdade, a liberdade que querem essas pessoas paladinas do “politicamente incorreto” é a liberdade de falar os maiores absurdos sem nunca serem sofrerem críticas.

Aí é fácil, né? 

Nunca vi ninguém não-babaca se dizendo "politicamente incorreto".

Nunca vi ninguém não-babaca se dizendo “politicamente incorreto”.

[E]sse pessoal que ataca minorias pra fazer piada precisa entender é que eles não estão transgredindo nada. Seus tataravôs já eram racistas, gente. Pode ter certeza que seus tataravôs já comparavam negros com macacos. Aposto como seus tataravôs já faziam gracinhas sobre a sorte que uma moça feia teve em ser estuprada. Vocês não são moderninhos, não são ousados, não são criativos. Vocês estão apenas seguindo uma tradição.

Falar besteira, qualquer criança fala.

Pessoa adulta é quem sabe que falar significa se abrir para a possibilidade de ouvir a resposta. Pessoa adulta é quem entende que ela tem a mesma liberdade de falar que as outras pessoas têm de criticá-la.

[O humor] não tem que ter limites. O que a gente tem que ter também é uma crítica ilimitada. O humor tem que ser solto como qualquer linguagem humana tem que ser solta e livre, o que a gente tem é que ter o direito de exercer o poder da crítica sobre isso permanentemente. Então você dizer que uma piada é racista, ou sexista, e argumentar nessa direção, não é censurá-la, é exercer seu direito de crítica.

Tudo que hoje falam do casamento gay era o que falavam do casamento interracial.

Tudo que hoje falam do casamento gay era o que falavam do casamento interracial.

Pra encerrar, amigas humoristas, não esqueçam nunca qual é a função social mais importante da liberdade de expressão:

Sem ela, como saberíamos quem são as pessoas outrofóbicas?

Façam pouco das pessoas que agridem, não das pessoas que são agredidas

Não existe piada inofensiva: se alguém gargalhou é porque alguém se deu mal.

A questão é: quem se dá mal nessa piada?

Se é a vítima, a pessoa marginalizada, a minoria, a mulher, a pessoa gay, a pessoa negra, etc, então essa piada é parte do problema. Ela confirma, apoia, sustenta a ideologia dominante. Ela está a serviço da outrofobia.

Quando uma pessoa gay é agredida com uma lâmpada na Av. Paulista, a equipe de criação do Zorra Total não pode levantar as mãos e se declarar inocentes. E nem quem assiste e ri.

O "santo" Monteiro Lobato era muito racista - e a Emília também.

O “santo” Monteiro Lobato era muito racista – e a Emília também.

Mas não é necessário que comediantes larguem suas carreiras e vão vender seguros. Por que não fazer piadas de gays… onde são as pessoas homofóbicas que se dão mal? Piadas de estupro… onde quem se dá mal são os estupradores?

As pessoas que trabalham com humor são livres para fazer piadas sobre o que quiserem. Mas também são pessoas cidadãs dotadas de consciência. Os números da violência contra a mulher são impressionantes. Somos o país que mais mata gays. Jovens negros são vítimas da maioria desproporcional dos homicídios.

A escolha é nossa, tanto humoristas quanto consumidores e repassadores de humor: queremos ser parte da solução ou parte do problema? Queremos estar do lado de quem mata ou estender a mão à quem está morrendo?

A discussão não é abstrata. Não estamos falando sobre princípios filosóficos. Tem gente morrendo AGORA.

O humor ajuda a perpetuar o racismo.

O humor ajuda a perpetuar o racismo. Ou a denunciá-lo. A escolha é de vocês.

De fato, é muito mais difícil fazer humor sem usar esses estereótipos outrofóbicos que confirmam e fortalecem as culturas assassinas do nosso país: a homofobia, o machismo, o racismo, a transfobia.

Será que vocês conseguem? Será que conseguem, ao mesmo tempo, fazer rir e não ser cúmplice dos assassinatos de mulheres, pessoas negras, pessoas trans*?

Sei que não é fácil. Se fosse fácil, eu não estaria pedindo. Se fosse fácil, eu não estaria propondo o desafio.

Mas é tão necessário. É tristemente necessário.

Porque os humoristas alemães que faziam piadas de judeu em 1935 não são inocentes de Auschwitz não.

Fazer rir é relativamente fácil. Difícil é fazer rir sem ser babaca.

Não deixem de assistir o documentário abaixo

Esse texto todo, na verdade, foi só pra apresentar esse documentário. Assistam. Todos os melhores argumentos estão aí. Os melhores comediantes do Brasil. Gente do mais alto gabarito.

Se você acha que a “patrulha do politicamente correto está insuportável”, assista agora.

E depois você me conta.


Link YouTube | “O Riso dos Outros”, magistral documentário sobre humor e politicamente correto, por Pedro Arantes.

* * *

Esse texto foi reescrito e republicado em janeiro de 2014, para melhorar a argumentação, excluir trechos fracos e tornar a linguagem menos sexista. Confira aqui minhas dicas pessoais sobre como escrever de forma menos sexista.

Alex Castro

alex castro é. por enquanto. em breve, nem isso. // esse é um texto de ficção. // se gostou, venha aos meus encontros (os próximos são no RJ e SP em julho) ou receba meus novos textos por email.


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  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    bem vindos aos comentários. seja o que deus quiser.

  • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

    Alex cara, você tem que parar com isso… Matou a pau nesse texto meu velho!
    Tudo que sempre quis falar, só me faltava a capacidade de dizer. Eu me comprometo na parte de divulgá-lo como puder. Valeu pela ilustração.

    • guilherme

      Você ouve uma piada de negros/homossexuais/mulheres, GOSTANDO ou NÃO , RINDO ou NÃO ,você sai por ai agredindo pessoas, matando ?
      Será que o problema está na piada?
      Um abraço Diogo!

      • Vítor Moreira Barreto

        Guilherme, onde está escrito que o ouvinte “sai por aí agredindo pessoas, matando…”?

      • Danilo Cardia

        Isso é uma maneira de expressão, pois o texto diz que “Você é cúmplice” quando consome conteúdo humorístico desse tipo.

        Se nós, cúmplices, não consumíssemos esse tipo de conteúdo, a tal pessoa que é capaz de bater na própria mulher ou quebrar uma lâmpada num gay, não teria a falsa sensação de liberdade em ter tais atitudes, pois a sociedade não veria graça no que ele faz.

        Ninguém vê graça no estupro de uma mulher (feia ou não), na desigualdade social onde o pretinho pobre é humilhado pelo branquinho rico, mas é possível criar expectativas ao consumidor de entretenimento onde o desfecho que contenha uma dessas situações se torne engraçado. É possível. E também é possível que pessoas normais achem graça e a piada acabe por aí.

        Eu acredito que criar cotas para negros em faculdade é mais preconceituoso e humilhante quanto fazer uma piada comparando um negro à um macaco. Só que aí entramos em política…

      • Ry

        Ué, você se contradisse no próprio texto? Falou que “a sociedade não veria graça no que ele [alguém que bate na própria mulher] faz se não consumíssemos esse tipo de conteúdo”, e depois emenda um “Ninguém vê graça no estupro de uma mulher”.

      • Danilo Cardia

        Você cortou a frase pelo meio. Ou é burro, ou fez de propósito.

        Leia novamente, vou copiar a frase toda pra você: “Se nós, cúmplices, não consumíssemos esse tipo de conteúdo, a tal pessoa que é capaz de bater na própria mulher ou quebrar uma lâmpada num gay, não teria a falsa sensação de liberdade em ter tais atitudes, pois a sociedade não veria graça no que ele faz.”

        Por favor, leia o post completo e tente interpretar. Senão, fica fácil falar que alguém se “contradisse”.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Uau, quando eu rio de uma piada sobre assassinatos eu sou um cúmplice do assassino. At last, I truly see!
        Sim, piadas são permissões sociais para que criminosos cometam crimes. Porque eles não os cometeriam de qualquer forma, não. Imagina.

      • Dennis Braga

        “Eu acredito que criar cotas para negros em faculdade é mais preconceituoso e humilhante quanto fazer uma piada comparando um negro à um macaco.”… posso sair dos comentários em paz agora! :D

      • André Vinícius

        O problema não está na piada e sim nos valores nos quais ela se apoia. As pessoas fazem questão e só acham graça de piadas que se refiram a negros ou outras minorias étnicas, mulheres e gays. Mas porque não se vê ou não se faz questão de fazer piadas com brancos, homens e héteros?
        A resposta é simples, por causa do preconceito com as minorias, com o diferente, etc. Ao se aceitar piadas desse tipo se aceita implicitamente os valores nos quais eles estão fundados e que em outras situações se manifestam na forma de agressões ou exclusões sociais.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Mulheres são “minorias” também? Não vejo dessa forma.

      • André Vinícius

        Sim, pois em sociologia a palavra minoria não está ligada a questão numérica e sim ao acesso ao poder e neste caso as mulheres são minorias na política, diretoria das empresas, nos salários mais altos, nos melhores empregos, etc. E também por serem mais vulneráveis a marginalização social que os homens.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Ah, sim, existe uma cultura há milênios que naturalmente não despertava na mulher os anseios de trabalho e poder similares aos homens. Lógico. Só que hoje elas tem os meios, e ainda que exista opressão por parte de uma minoria dos homens (Será?), é possível subir. Não espero ver igualdade na questão do trabalho, porque nem toda mulher percorre esse caminho, nem querem, mas hoje temos muitas lá, mandando e desmandando.

      • André Vinícius

        Discordo, a questão não é só a falta de ambição da mulher, mas também é a falta de oportunidade e sabe porquê? Porque é ela que engravida e na nossa cultura mulher grávida é despesa para a empresa, eles não veem com bons olhos uma mulher que precise ocupar cargo de chefia grávida. Os assédios sexuais, morais são mais intensos contra elas também.

        Por isso sou a favor de políticas de ações afirmativas, não que eu ache que isso seja assistencialismo, mas que se você não der um empurrão nas coisas tudo vai ficar empacado. Na Noruega foi criadas cotas para mulheres no alto escalão em empresas com contrato com o governo. Disseram que as empresas norueguesas perderiam competitividade, fechariam, etc. Fizeram um levantamento recentemente e mostraram que tem aumentado a presença delas e também não piorou a situação econômica lá. Acho que o que falta nas questões sociais é um empurrão.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        “EU DECIDO QUEM VOCÊ DEVE CONTRATAR.”

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Exatamente. Mulheres não têm acesso ao poder, nós ainda estamos em 1930. A posse da Dilma foi uma visão do futuro que eu tive.

      • Julieta

        Fernando, em que mundo voce vive?

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        No real, que nem é muito feio.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        “Mas porque não se vê ou não se faz questão de fazer piadas com brancos, homens e héteros?”
        Boa sorte tentando fazer uma piada dessas, meu jovem.

      • Isa

        Não é todo mundo que ouve e sai matando. MAS TODO MUNDO QUE SAIU MATANDO RIA E CONCORDAVA COM PIADAS DO TIPO. E não são só as piadas lógico, outros discursos de ódio também (só que esses por serem ‘sérios’ são mais recriminados) mas a piada tem aquela maquiagem de ” eu disse que preto é vagabundo e ladrão, mas eu não penso assim, FOI SÓ UMA PIADA” Sacou?

      • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

        Isa eu também odeio essa coisa de “Foi só uma piada…”. Como alguém pode pensar de forma tão reduzida pow? O humor muitas vezes forma mais pensamentos do que um discurso político. Principalmente aqui no Brasil.

      • Ry

        Mas não importa. Piada é ficção.

        Se alguém se sente influenciado em idéias por ficção, a culpa é exclusivamente da pessoa. Pra idéias “do bem” ou “do mal”. Puramente isto.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        “MAS TODO MUNDO QUE SAIU MATANDO RIA E CONCORDAVA COM PIADAS DO TIPO”
        Meus parabéns, você descobriu a diferença entre psicopatas e pessoas normais. Cadê seu Nobel?

      • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

        Guilherme já que se baseou em minha resposta, mesmo sem eu ter dizendo o que eu achava. Vou falar. O que eu acho e foi o que absorvi do texto e do documentário é o seguinte. Acho que a comédia brasileira pode bem mais do que vem fazendo, eu gosto de alguns comediantes e rio sim com algumas piadas. Mas no geral, os acho fracos, enquanto vejo pessoas achando que vivemos o auge da comédia brasileira. Acho que a comédia pode ir além, assim como pode e deve ter uma papel critico em vários campos, economico, social, racial e por aí vai (não entendo porque não?). E isso não tem nada a ver com sair fazendo o que se ouve na piada ou não, mas com o papel do humorista. Ele só serve mesmo para nos fazer rir? Ou eles podem nos fazer rir e trazer algo mais?

        Para dar um exemplo, ODEIO CQC, com toda minha força. Porque acho que o programa é um (des)serviço. Ele ridiculariza ainda mais a política, o que a torna menos interessante e atrativa para as pessoas, que só querem rir dela. Agora me fala, quem tem interesse em que as pessoas não se interessem por política e achem uma bobagem???

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

        Você pode ter mil e um motivos pra odiar o CQC, mas acho que ele presta sim um serviço ao falar sobre política. Eles cobram, correm atrás, trazem a política pra um público que geralmente não iria se interessar por ela. Claro que exageram, muitas vezes. Mas acho que é dar um poder que eles não tem ao culpar o programa pelo desinteresse da população brasileira para a política. O buraco é bem mais embaixo (E quem tem interesse que as pessoas não se interessem por política são os maus políticos, e eles odeiam o CQC, então essa sua “acusação” não tem mta lógica)

      • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

        Eu não culpei o CQC pelo desinteresse da população brasileira por política. Só falei que eles não fazem nada, AO MEU VER, para que isso mude. Somente… (não põe palavras na minha boca).

      • Gabriel

        pourran como desinteressa? Agora algumas pessoas até sabem o nome de alguns políticos, antes, talvez nem isso..

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Quem joga video game colabora para o aumento da violência na juventude. Pffff! Os texto sempre são bons, mais o excesso de dedos apontando na cara de todos. Absolutamente todos, é muito chato!

      • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

        O problema não é jogar os games. Mas reproduzir em sua vivência social os “valores” que, por exemplo, jogos como GTA mostram na tela.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Proibir jogos não cura sociopatia.

      • oioioi

        Guilherme. PARA COM ISSO. Para de ser simplista. Po, até parece que e burro… (não dá pra argumentar com gente assim)

      • Julieta

        não é que uma pessoa necessariamente vai sair estuprando mulheres depois de ouvir uma piada desse tipo, mas sim que isso pode se reverter como um “apoio” a um tipo de pensamento machista que essa pessoa já tem. Se estuprar mulheres é uma coisa tão normal que você pode fazer uma piada disso, porque então não continuar encoxando no ônibus, gritando “gostosa” no meio da rua…. que afinal, são muito mais “leves” do que um estupro, né?

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Aparentemente, na mente de defensores do politicamente correto, a linha entre fantasia e realidade é perigosamente tênue.

  • sabinitakundera

    Só posso agradecer de todo o meu coração por traduzir tudo o que eu penso de forma coerente e direta.
    Ah, e continuarei praticando o humor diário no CMS

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Agora é rezar pra todo mundo ler isso aqui.

    OBRIGADO, Alex. Matou.

    Eu vi esse documentário domingo, a todo momento querendo pausar e recomendar cada uma das falas. Que curadoria, que edição, que orgulho ver algo assim saindo por aqui.

    E quanta visão estreita de alguns humoristas…

    • Renato

      Recomendando uma das falas: “Discurso humorístico é um discurso ideológico” Laerte

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Discordo.

      • Henry Mazer

        Todo discurso, humorístico ou não, é ideológico. A neutralidade é um mito!

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Acredito que a neutralidade é um mito jornalístico, mas no humor, o cara não diz o que ele pensa, principalmente no Stand-up. Pode até ser, mas não é uma regra, visto que como eles mesmo colocam, são prostitutas do riso.

      • http://twitter.com/akemimeka あけみ

        Se eles mesmos colocam isso, só faz com que façam isso sem saber que o estão fazendo. Galera acha que ideologia é ser socialista ou capitalista, que as coisas são preto no branco. Não são.
        Se colocar fora do debate é tão ideológico quanto quem afirma que está nele.

      • Gabriel

        “o cara não diz o que pensa”? Você acha mesmo que alguém vai tentar fazer piada de algo que repudia? (considerando que esses humoristas tivessem uma suposta consciência)? Ele seria o primeiro a não achar graça! Só fazem pois lá fundo acreditam nisso. E as pessoas que riem, na no fundo, acreditam também. Essa é a maior tristeza desse fenômeno: não é constatar que temos muitos humoristas racistas, homofóbicos e sexistas. É constatar que boa parte da sociedade brasileira também o é.

      • Julieta

        Todo discurso púbico é político/ideologico, querendo ou não.

  • Alessandro

    Gostei muito, li também alguns dos seus textos sobre racismo, tem muita coisa alí que eu nunca parado pra reparar, uma boa reflexão!

    • paula

      muito legal ver as pessoas refletindo e se dando conta. parabéns, Alex!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002615758742 Cássio Suzuki

    puta que pariu, que texto fantástico
    E me atento pro Monteiro Lobato, que é um cara que eu odeio e é idolatrado por muitos! Agora tenho uma imagem no meu acervo pra mostrar porque detesto ele haha
    Mas o pior de tudo é fazer esse tipo de piada com um público alvo infantil. Imaginem, perpetuar o preconceito desde cedo é milhares de vezes pior do que pra um público que já consegue (ou deveria) separar o conteúdo racista ou não.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

      Monteiro Lobato vivia numa sociedade racista. Ainda somos uma sociedade racista, mas acredito que estamos evoluindo aos poucos, mais devagar do que o necessário. Mas tenho uma dúvida: Se considero Lobato um bom escritor infantil, mesmo sabendo que ele foi racista através da construção de alguns personagens… Se eu incentivo uma criança a ler Monteiro Lobato, sou “cúmplice” dela caso tenha atitudes racistas também?

      PS: Se a resposta for sim, Taubaté-SP formou uma geração completamente racista, rs

      • Klaic

        Se a desculpa de “ele era racista porque vivia numa sociedade racista” fosse minimamente plausível, não haveria ninguém na época lutando contra o racismo. Afinal, viviam todos numa sociedade racista…

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

        Não tô defendendo ninguém, só tentando entender melhor as coisas. Claro que existiam aqueles que lutavam contra o racismo… Mas concorda que era bem menos do que hoje em dia? Que era mto mais “aceitável” naquela época essas idéias?

      • akemi

        rafael, talvez o segredo seja ler monteiro lobato criticamente. há muita coisa incrível na literatura dele, mas racista também. o melhor dos dois mundos seria nem jogar a criança com a água do banho (desprezar o lobato porque ele era racista), nem lê-lo sem perceber as ideologias por trás do que ele escrevia.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

        Ah bom, aí sim eu concordo Akemi, pq o que eu vejo é mta gente querendo demonizar o cara. Ok, foi racista, mas ele tbm produziu mta coisa de qualidade que não deve ser completamente ignorada, como alguns pensam.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100002615758742 Cássio Suzuki

        respondo depois de 2 meses, rs (não sabia do poder mágico de olhar as notificações daqui)
        Acredito que o jeito certo de lidar com o racismo do Lobato é continuar apresentando os livros as crianças, mas explicitando as coisas erradas que ele ensina nos livros.

  • Vivian

    LIndo, lindo!

    Sem mais =)

  • Tadeu Santos

    Dá sempre mais esperança na humanidade, ler os textos do Alex Castro. Vou recomendar este texto a quantos puder.

    • ET

      O texto tbem me deu. Mas os argumentos nos comentários fizeram o texto cair por terra.

  • John Galt

    Parei de ler o texto quando você disse que eu era cúmplice.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      parei de ler o comentário quando vc disse que parou de ler o texto.

  • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

    O que é certo e o que é errado no humor?

    http://blog.paulovelho.com.br/pequeno-manual-de-humor-ofensivo/

    (minha resposta)

    • Guest

      Em um país que funciona por chavão, onde um grita uma coisa e o restante sai atrás gritando junto, o humor que segrega, que constrange, que ridiculariza usa da tal “liberdade absoluta” esquecendo que sempre alguém sofrerá danos por esse uso. Pareci que mais importante do que rir de si mesmo é se sentir por cima , a custa do que for ou de quem for. Falta bom senso.
      Já ñ me sinto solitária ao expressar meu “mau humor” em situações de piadinhas imbecis. Bom demais seu texto Alex.

    • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

      Cara, PARABENS! Texto genial e super engraçado sobre piadas politicamente corretas.

      Mandou super bem.

  • André Andretta

    Desculpe, mas discrodo de 97% do texto. No entanto, concordo com isso:

    “Esses pobres humoristas “perseguidos” que reclamam da “patrulha politicamente correta” não estão defendendo a liberdade de expressão: liberdade de expressão de verdade é o cara poder fazer piada sobre mulher estuprada e nós podermos criticá-lo por isso”

    • Maya

      Essa foi justamente a única parte que eu discordei. Não, o cara não pode fazer piada de mulher estuprada, porque ser estuprada não é engraçado. Quando a vítima for sua filha ou sua mãe, você também não achará graça.

  • Janaina Rochido

    Irrepreensível, como sempre. Parabéns por jogar a farofa no ventilador, Alex. Agora vamos torcer para a palavra se espalhar e ser compreendida.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    quem gostou do texto, sinta-se à vontade para deixar uma gorjeta para o autor: http://alexcastro.com.br/mecenato/

    • Lucas Alcardi

      Espera aí, vou pegar a carteira e já volto.

  • Rodrigo Pimenta

    Acredito no direito de todos de criticar e expor os limites do humor e, neste sentido, acho que seu texto tem uma construção retórica perfeita. No entanto a liberdade da crítica, pressupõe a da expressão. Ou citando Voltaire “Não concordo com uma palavra do que dizes, mas defenderei até o último instante seu direito de dizê-la”.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      reli o meu texto de novo e não encontrei nenhuma menção à censura. pelo contrário, ele prega sempre a liberdade de expressão…

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Tolida, no sentido de que queres indicar qual o melhor tom do humor. Vamos zoar os poderosos e deixar as minorias sofridas em paz, é quase isso.

  • JoaoBeno

    Hahahahah… Boa piada, longa, mas boa… Agora os piadistas são culpados pelas mortes no pais…
    Todas essas mulheres que morrem são vitimas de machos exercendo sua virilidade, os negros vitimas de racistas cheios de ódio, e os homossexuais vitimas de skinheads sedentos de sangue?
    Sendo assim, são excluídos os acidentes, como os de transito, pessoas vitimas da infraestrutura sucateada do nosso país, exclui também os que morrem por entrarem para a vida de crimes, também dessas estatísticas são excluídos quem se expõe ao toda sorte de crime que ocorre na noite, por se estar no lugar errado e na hora errada?
    Se não exclui esses casos, então são números vazios de significado, e irrelevantes para discussão!
    Lembrando que o nosso transito sozinho é um dos mais violentos do mundo, matando sem distinguir negros, mulheres ou homossexuais…

    • http://www.facebook.com/paulo.kohara Paulo Kohara

      Boa resposta, pessoal aqui gosta de tentar impor responsabilidade social, mas não se responsabiliza nem com os números fora de contexto no próprio texto.

      • http://mygpl.us/peksalvo Pek

        e pior ainda: negro se morre foi por racismo, mulher se morre foi por machismo, gay se morre foi por homofobia, mas se quem morre não é nenhum desses grupos então foi porque mereceu mesmo

      • Priscila

        Só pensa assim quem defende a pena de morte.

      • http://mygpl.us/peksalvo Pek

        e aqueles que defendem a “justiça social”

      • Priscila

        Para quem defende a justiça social, não pega bem dizer que fulano “mereceu morrer”.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        What? Se ligou que era uma piada “negra”, digamos assim?

      • Priscila

        Sim, eu sei que era para ser uma piada. Só não achei graça. ;-)

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Não é isso: negros são MAIS assassinados do que brancos (aliás, muito mais), e mulheres e homossexuais são vítimas de violência motivadas unicamente pelo seu gênero (caso em que o marido, por exemplo, considera que determinados atos da mulher ferem sua honra, sem que o inverso se aplique, e a agride por isto) e pela sua orientação sexual.

      • http://twitter.com/valdirsrs Valdir Santos Rocha

        Marcus, uma vez que negros são maioria em um Estado(como é o caso no Estado em que moro), e consequentemente a maioria dos pobres é negra(afinal, a classe baixa é a mais populosa,), e sabendo que a população pobre é infelizmente sempre a mais conectada(seja ativamente ou passivamente, como os moradores honestos da periferia que são vítimas das gangues, traficantes,etc.)com o crime e violência(e conquentemente, é aí que obviamente ocorre a maior parte dos assassinatos), é uma consequência puramente matemática o fato da maioria dos mortos serem negros. Não são crimes de racismo, não são homicídios provocados por racismo. São homicídios pura e simplesmente resultantes dos crimes que já estamos acostumados a ver por aí: briga de gangues, retaliações, crimes praticados pelos relacionados ao tráfico, homicídios no contexto de resistência a assaltos, etc. Além disso, qual o racismo existente em um negro ceifando a vida de outro negro(o que, fazendo a matemática probabilística toda, estima-se ser a maioria dos casos)? E um branco assaltante/ligado ao tráfico/ligado a gangues e morador de periferia, se mata um negro, é nescessariamente por racismo? Ou porquê o negro reagiu ao assalto, é de gangue rival, desobedeceu ás ordens dos líderes do tráfico ou qualquer outro motivo?É totalmente desonesto olhar pras estatísticas e dizer ”é racismo” quando não se sabe o contexto dos assassinatos, o que motivou os assassinatos, etc. Para terminar, antes que alguém me chame de ‘desumano”(”ah, você disse que os bandidos tem motivo, você defende os bandidos e não as vítimas”), ”motivar” é diferente de ”justificar”.

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Valdir, beleza?

        Segundo o texto abaixo (que tem o link para as pesquisas citadas):

        “Pesquisas recentes apontam que os ganhos dos negros aumentaram em 123% durante o governo Lula, o que resulta em uma marca impressionante de crescimento de mais 15% ao ano. Por outro lado, a taxa de homicídio entre os negros aumentou em 29,8% entre 2002 e 2010, enquanto caiu em 25,5% entre os brancos no mesmo período”.

        “Em resumo, os negros são, hoje, mais importantes economicamente, ganham espaço na publicidade e na mídia mas, ao mesmo tempo, são alvos mais acentuados da violência homicida. Esse aparente paradoxo é explicável. Não há política oficial, de Estado ou de grupos não estatais, de eliminação dos negros, e há, a bem da verdade, muito pouco de política marginal de eliminação dos negros. Mas há uma reação social. Não tem o mesmo peso, sobretudo para as polícias, matar um negro e matar um branco, seja na eventual ação homicida ou na constatação da morte”.

        http://descurvo.blogspot.com.br/2012/12/ha-genocidio-da-populacao-negra-no.html

        Embora a inferior condição socioeconômica dos negros (o que, por si só, já mostra que o país é racista) tenha diminuído, a proporção de assassinatos a eles aumentou. Então não há uma correlação direta (embora haja alguma) entre “assassinatos” e “pobreza”. Pois, uma vez que concordemos que os pobres são mais vítimas da violência que os ricos, a pergunta passa a ser: por que, dentre o grupo de pobres, há mais pobres negros que pobres brancos sendo assassinados?

        O que acha?

        Abraços

      • http://twitter.com/valdirsrs Valdir Santos Rocha

        Marcus, concordo com você em partes.

        O racismo é um problema que existe no Brasil, e é sim responsável por mortes e injustiças. Prova disso é o fato deplorável que é a atitude de alguns policiais em apontarem pro primeiro negro que encontram correndo na periferia pela frente, disparando contra ou abordando indivíduos por sua cor, por se ”aparentarem” com ”suspeitos do crime”, etc. É a associação cretina ,na mente do racista, do negro com crime, bandidagem, violência.
        :

        Já em outros pontos, discordo. Vou enumerar para me organizar de melhor forma:
        1- ”A condição socioeconômica dos negros por si só já é um racismo”. Discordo. a condição socioeconômica inferior dos negros em geral, por si só, demonstra apenas ela mesma. O que ela faz é ajudar a reforçar o racismo, pois enquanto o negro for associado no pensamento geral à pobreza, periferias(aonde o crime e violência são mais intensos) e consequentemente ,criminalidade ,o racismo será mais forte. Mas ajudar a reforçar algo, e demonstrar diretamente algo(como se também viesse desse algo), são coisas diferentes.

        Podemos dizer que a pobreza do negro é consequência de um racismo? Sim.Mas não do racismo atual, do que ”é”, mas do que ”foi”.Essa condição socioeconõmica inferior vem dos tempos da escravidão, essa que deixou os negros no ”buraco”, e que nesse bueiro permaneceram em maioria pois após a abolição, foram simplesmente libertos e mais nada: ficaram ao relento, pobres, formam morar nas periferias, etc.

        O que acontece hoje é uma inversão: a pobreza que veio de um racismo anterior, o que ”foi”(o sistema escravagista) ajuda a reforçar o racismo. Ou seja, a relação se inverteu. Não é mais racismo—> pobreza. Mas,hoje, pobreza—> racismo. Antes era o racismo provocando e reforçando pobreza, hoje é a pobreza reforçando racismo.A pobreza dos negros por si só demonstra o racismo passado, não o presente.Esse último ela ajuda a reforçar. Mas ela não vem dele, ele que é reforçado por ela. Entende?

        Pra terminar esse ponto , uma analogia: imagine um país,até certo momento, sem população advinda de imigração.Esse país acaba ,certo momento ,por receber imigrantes de uma etnia específica, esses todos pobres.Sem apoio de ninguém, chegando do jeito do que estão, vão morar em periferias, bairros pobres, em péssimas condições. Logo,a população imigrante de tal país é pobre e miserável. Esse país é xenófobo ,apenas por isso? A resposta é: não.Ele pode se tornar xenófobo, pois seus habitantes majoritários podem criar preconceito contra os da etnia imigrante, e com bases, inclusive ,na associação desses imigrantes com criminalidade das periferias. Mas a condição econômica, a pobreza, por si só e apenas ela, demonstra apenas ela: não demonstra xenofobia. Apesar de poder reforçar a mesma.

        2- A relação entre pobreza e criminalidade(essa última, com obvia conexão com os assassinatos) é mais estreita do que você talvez pense. Os pobres estão em maioria nas periferias, nas quais a criminalidade é forte, logo a chance de um pobre ser vítima de crimes,entre estes homicídios, é evidentemente mais fácil que a de um rico que mora em bairro nobre.

        3-Li o texto linkado e discordo dele em várias partes. Um ponto que acho essencial ressaltar é: apesar da condição dos negros em geral ter melhorado, eles ainda são maioria entre os pobres. Ainda são maioria entre os moradores de periferia, entre os que têm contato com o crime. Aí que entra sua pergunta, no final do post: ”porque, dentre o grupo de pobres, há mais pobre negros que pobres brancos sendo assassinados?”. Porquê os negros são maioria entre os pobres, logo , resgatando o que eu disse no post anterior, é uma consequência matemática,probabilística.

        Por fim,não nego que parte dos assassinatos,infelizmente venha de motivos racistas, uma parte talvez não tão minoritária. O meu ponto é que considero desonesto usar estatísticas como ”assassinatos de negros” como indicadoras de racismo quando os motivos que levam aos assassinatos não são especificados. Fica-se em especulação, e dentre as inúmeras possibilidades, algumas bem mais cabíveis, generaliza-se injustamente em cima da ”possibilidade racismo”…muitas vezes, com interesse tendencioso e político.

        Espero que todo esse meu comentário gigantesco tenha ajudado em algo, hehe.Abraço.

      • Salva Burros

        E quem mata? Quem mata negros são mesmo os brancos? Onde estão os números sobre os assassinos? A maioria dos homícidios contra homossexuais é cometido por outros homessexuais, mas esse número é omitido.

      • Marcus Telles

        Você pode conferir estatísticas do Grupo Gay da Bahia (http://www.ggb.org.br/) para vários anos. Para negros, pode ver, por exemplo, as do Ipea, no site do próprio governo: http://www.sae.gov.br/site/?p=19192

        Mas fico curioso sobre a sua fonte para essa afirmação: ” A maioria dos homícidios contra homossexuais é cometido por outros homessexuais, mas esse número é omitido.” Dê uma refletida, você realmente vê sentido nisso? Não acha que o ódio disseminado contra homossexuais inevitavelmente estimula crimes de ódio contra os mesmos?

        Abração (sinceramente mesmo – mas ainda aguardo sua fonte)

      • Paula

        Já pensou em fazer stand up? Você parece ser um profundo conhecedor desse tipo de humor no Brasil, deveria investir no seu talento, cara!

      • http://mygpl.us/peksalvo Pek

        me contento em expor a hipocrisia das pessoas

      • JoaoBeno

        Pois é, sempre jogam números, porcentagens, valores, pra chocar e pra comover, e a verdade? cadê… Querem só te trazer pro lado deles, te mobilizar pra causa… Me mostra dados, destrinchados, separados, organizados… Aí ninguém mostra… Se você reclama, te mandam assistir alguma reportagem ou estudo que usa os mesmos números fajutos sem filtragem… Lembro quando desarmaram o brasil falando que ia diminuir os crimes com armas de fogo… diminuiu? Sei não, pois só vi honesto entregando arma…

      • nina

        João, quem sabe tu consiga ver além dos números e não se limite a essa opinião “a culpa dos homicídios é dos humoristas”, não seja ignorante, tu sabe muito bem que o texto não disse isso. Tenta enxergar além dos dados, tenta enxergar o fator cultural existente.

      • JoaoBeno

        Não estou sendo ignorante, só que eu tenho a opinião de que os humoristas só destacam a sociedade, invés de defini-la.
        Então, não é deixando de evidenciar a opinião que a sociedade possa ter de que as mulheres loiras são burras, ou deixar de fazer comédia com os trejeitos de alguns homossexuais, que eles vão gerar um resultado positivo, vão sim apenas deixar de evidenciar uma atitude comum, deixando essas atitudes apenas mais difíceis de identificar….

      • ET

        OK e se a sociedade tá uma merda o que seria mais produtivo? Fazer ela rir da merda ou mostrar a merda que ela támergulhada e não tá vendo e tentar sair dela?
        Vejo sempre a famosa frase que brasileiro é um povo alegre porque ri da propria desgraça. Por favor gente isso não é qualidade!

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        ah, disse sim! E muito claramente!

      • Over

        Diminuiu sim, pesquise.

      • Roberto

        Meu, esse cara com certeza já esta com 2013 cheio de stand-up comedy para ir e se perguntando o que vai fazer com os ingressos…

    • Carol

      “Todas essas mulheres que morrem são vitimas de machos exercendo sua virilidade”… Podem não ser todas, mas o número mínimo já está no texto: 80% das mulheres foram mortas por seus parceiros…
      E, como estamos falando de homicídios, estão, sim, excluídos os acidentes e, acredito, “pessoas vitimas da infraestrutura sucateada do nosso país” (sabe-se lá o que isso significa….). O trânsito violento não é considerado homicídio, dica…

      • JoaoBeno

        Por estrutura sucateada eu quero dizer a ambulância velha quebrada, o hospital velho, até desativado, os equipamentos mal cuidados, as ruas estragadas que provocam acidentes, o pessoal mal treinado para atender, etc…. Quanto ao assassinato de mulheres, uma pesquisa rápida no google não retornou nenhum resultado com essa porcentagem aí… achei esse estudo aonde aponta uma porcentagem de alta de ocorrências em domicilios, mas menor do que o que você destacou…

      • Klaic

        Pobrezinhos dos motoristas e das vitimas da infraestrutura sucateada do nosso país! Coitadinhos! Esses sim devem ser protegidos da crueldade da sociedade…

      • http://twitter.com/valdirsrs Valdir Santos Rocha

        Claro, os motoristas escolhem atropelar negros e homossexuais e evitam atropelar os brancos e heterossexuais, até porquê nenhum deles comete a sacanagem de dirigir embriagado,nenhum tem desatenção, todos os atropelamentos são intencionais… certo?

    • Luiz Carlos

      Falou o branco heterossexual.

      É mais fácil negar a realidade.

      • JoaoBeno

        Não, é mais fácil reclamar quando se vê um monte de números tirados da cartola igual politico faz em ano de eleição… ;)

      • Maya

        Faz o seguinte, quando sua filha for estuprada, você manda flores para o estuprador, como sugeriu nosso hilário Rafinha Bastos, que ao declarar que a sociedade deve agradecer o favor que estupradores fizeram às suas vítimas, fez somente uma piadinha. Aposto que sua filha estuprada deve rolar de rir. E você junto. É só uma piada, né?

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Sim, é só uma piada ridícula. Continue odiando mais o estuprador.

      • Maya

        Não é só uma piada, uma mulher se sente humilhada e violentada cada vez que um imbecil diminui o tamanho da sua dor. Seu riso é mais importante que a dor de milhares de mulheres? Mesmo se uma delas for sua mãe ou sua irmã, ou sua filha? Se sua irmã for estuprada você vai chegar pra ela e dizer “agradeceu o favor no fim?” É exatamente isso que você faz quando acha que isso é uma piada. Todo mundo que ri ou não vê problema em uma “piada” assim sugere que concorda que não foi nada demais, se não foi nada demais, a dor é drama. Sorte sua que você nunca vai saber como é, né?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1565878431 Gizah Santos

        Fora os casos em que a mulher é abusada múltiplas vezes e, quando vai procurar ajuda, ouve que “se demorou tanto tempo pra contar pra alguém é porque devia estar gostando”. Nossa, que engraçado.

      • Maya

        ahahahaha, pensei a mesma coisa que tu, Luiz Carlos! Podes ver, todos que riem de piadas de mulher, negro e gay são brancos, héteros e homens. Peculiar que achem um absurdo que piadas racistas, machistas e homofóbicas sejam inofensivas.

    • Leandro Terra

      O Vinícius já disse tudo.

      Além disso, o trânsito revela distinções sociais, sim: o transporte rodoviário e meios de transporte menos seguros são a única opção das classes mais baixas.

      Quantos CEOs e políticos morreram porque seus helicópteros se chocaram?

      Quem saiu mais machucado de um encontro na estrada, o Thor Batista ou o ciclista?

      Não é culpa dos ricos, só não dá para fechar os olhos para a dimensão social, política e econômica do transporte.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Eu ia comentar algo parecido, mas você já o fez magnanimamente. Esses números são absurdo. Todos os gays mortos no país são vítimas de homofobia, segundo os ativistas. Um absurdo que insulta a inteligência do povo. Se alguém discute com um gay e num ato imbecil de fúria o ataca, ou mesmo brigam por igual, está fodido o hétero, será acusado de homofóbico.

      O lance é que tem tanta minoria que esse discurso se inviabiliza, porque não resta agressor, este pode ser gordo, nerd, feio… Tá em alguma minoria. Estamos divididos em classes, e isso é uma merda.

      • ana

        Mas uma coisa tem que ser levada em consideração: muitas mulheres morrem simplesmente porque são mulheres e algum homem acha que tem o direito de colocá-la em seu lugar! Muitos negros morrem porque são negros e algum branco acha que tem o direito de colocá-lo em seu lugar! Muitos gays morrem porque são gays e algum hétero acha que tem o direito de colocá-lo em seu lugar!

        Uma coisa não exclui a outra.Ainda existem os casos de violência urbana, acidentes de trânsito blá blá blá… mas não é esse o tema do texto, até onde eu entendi.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Mas a questão é, como mensurar esses casos que comentou? Não nego existam, óbvio, mas são imensa minoria.

      • Thomas

        De onde você tirou que os ativistas dizem que todos os gays mortos são vítimas de homofobia?
        Mas muitos gays são, sim, mortos ou agredidos física ou verbalmente, pelo simples fato de serem gays. Muitas lésbicas são agredidas verbalmente ou violentadas sexualmente – que é para serem “convertidas” a gostarem de “macho” – pelo simples fato de serem lésbicas.

        Se você se lembrar de casos recentes noticiados pela mídia (abaixo o link para 2 casos), até alguns héteros já foram vítima de homofobia por apenas parecerem homossexuais. E se fosse alguém da sua família? E se fosse você?

        Caso 1
        http://oglobo.globo.com/pais/pai-filho-sao-confundidos-com-casal-gay-agredidos-por-grupo-em-sao-joao-da-boa-vista-sp-2714592

        Caso2
        http://noticias.r7.com/cidades/noticias/sobrevivente-de-suposto-ataque-homofobico-fala-sobre-irmao-gemeo-assassinado-20120708.html)

        Ah, que sorte a sua que você não é “gordo”, “nerd”, “feio”, mas faz parte da coitada minoria “magra”, “descolada” e “bonita” que é oprimida pela outra “suposta minoria” que quer ter o “privilégio” de ter os mesmos direitos que você tem.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Salve Thomas!

        Então, o caso do Lucas Fortuna, morto a pouco tempo, evidencia o que falei. Claro que após sair os relatórios e as apurações anuais, eles falam somente dos casos supostamente comprovados pela polícia, mas pegue este caso e entenda que digo: o corpo do rapaz foi achado na praia, morto a facadas (muitas). Ele era gay e ativista da causa. Na semana seguinte, em audiência pública na Câmara, Jean Wyllys e outros ativistas bradavam que este era mais um assassinato motivado por homofobia, que não ficaria impune, que isso tem se tornado comum, e coisa tal. Mas calma aí, nem havia começado as investigações? Entendeu.

        Lógico, tem alguns casos de morte somente por ser gay mesmo, e muitos outros de agressão, de mulher estuprada pelos mais chulos motivos… Não entendi porque achou que negaria isso. Meu comentário o fez acreditar na minha insensatez? Uma coisa não é sinônimo da outra. Somente por achar os números alardeados demais, não significa que negue fatos. Obrigado pelos links, mas já conhecia as notícias. Foram bem propagados pela mídia.

        E, mais um vez contrariando seu prognóstico estranho, não sou de minoria “branca”, “magra”… Sou o que chamam de pardo, sei lá, hoje pançudo, feio para muitos, nerd para outros tantos, e sigo a vida feliz. Abraços!

    • Anderson

      Cara, você se deu o trabalho de olhar as fontes que são citadas no texto? Tipo DATASUS (Banco de Dados Oficial do Sistema Único de Saúde).

  • http://www.facebook.com/juliana.martins.9843 Juliana Martins

    Texto para ser aplaudido de pé!

  • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

    O mundo do politicamente correto, é o mundo das sociedades totalitárias, o humor nunca teve o compromisso com o justo e o correto e nunca vai ter. Essas idealizações só pode vim de uma cabeça que acha que o certo e o errado deve ser enfiado goela abaixo, que a sociedade deve ser moldada e disciplinada segundo arranjos sociais estipulados por um “seleto grupo” de índividuos que acham que todos devem ter as mesmas opniões. Infelizmente o Brasileiro de maneira geral não sabe o valor da liberdade ele sempre se descanba por um coletivismo travestido de ética que quer apenas coloca mais mordaça na boca dos outros, que empurrar seus valores sem respeitar os valores do outros, se existem crimes na sociedade Brasileira isto está longe de ser reflexo direto de uma piada infeliz de um humorista.

    Humor é apenas humor, não é uma arma na cabeça das pessoas, quem pensa assim devia imediatamente ter consultas com um psicanalista. O que causa violência, racismo e outros coisas na nossa sociedade, são aqueles problemas que a grande maioria dos politicos estão bem distantes de resolver, que é a educação de base. Uma sociedade rica é uma sociedade livre, qualquer tentativa de censurar as coisas achando que isso traz um progresso inexoravél a sociedade é de um retrocesso abismal.

    • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

      Que eu saiba nenhum humorista é isento a críticas, criticas fazem parte do humor o problema é quando uma piada se compara com um estrupro ou um assasinato. Sinceramente eu não sei o que se passa na nossa sociedade pra se pensar uma coisa tão ridicula quanto essa.

      • Léo

        Gustavo, acho q vc não entendeu nada do q está escrito. Sua crítica não faz sentido. O texto fala em perpetuação de preconceitos através de uma linguagem aparentemente isenta, mas carregada de velhos chavões racistas e sexistas. Leia novamente.

      • nina

        Gustavo, tu leu mesmo o texto? Ou melhor, tu conseguiu entender bem? Tudo que tu comentou o texto rebate.

    • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

      Bacana o comentário

    • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

      Acho que o texto só quer dizer que o humor, pode ser mais do que ele é hoje. E se a sociedade é livre, porque todo mundo se ofende quando se critica o humor??

      • Salva Burros

        Porque o imbecil do autor não apenas criticou o piadista, mas afirmou que ele é cúmplice de um crime. Sacou?

    • S.

      Você leu o texto mesmo? Ele diz claramente que liberdade de expressão não significa você dizer o que quiser, significa você dizer o que quiser e as pessoas poderem te achar um babaca pelo que você disse.

      • Salva Burros

        Acho que foi você quem se esqueceu de ler todo o texto. Acho que pulou a parte em que autor faz do piadista cúmplice de assassinato, logo criminoso.

    • Carol

      Então sentemos e façamos nada. Não façamos nem a parte que nos cabe.

      Educação de base não resolve problemas da educação de casa. Há coisas que a escola deve ensinar, mas a educação que determina se uma pessoa terá um comportamento justo, correto, gentil, entre outro predicados não é ensinada pela escola. Se aprende no dia-a-dia, no qual estão as piadas machistas, homofóbicas, racistas, contra alguma religião X, contra um jeito de se vestir, contra a aparência de alguém.

      A educação de base jamais resolverá esses problemas. Vide EUA. Ótimo índice educacional, e só tem uma coisa que os negros e brancos estadunidenses odeiam mais do que um ao outro, e são os latinos. Boas escolas e preconceito caminhando juntos.

      Mas pode se eximir da culpa e continuar se enganando. Você tem liberdade para tal.

    • Klaic

      O humor não coloca uma arma na cabeça de ninguém mesmo. Mas faz pior: passa determinadas condutas, como racismo, homofobia e machismo, como sendo uma coisa de boa. O fato é que sacanear “na brincadeira” minorias que são sacaneadas direto só reforça o sacaneamento de verdade.
      Você é um exemplo: acabou de dizer que lutar para que homossexuais, negros e mulheres não sejam estereotipizados é “um coletivismo travestido de ética que quer apenas coloca mais mordaça na boca dos outros”.

      • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

        Faz pior? Realmente, sugiro aos que se sentem mais ofendidos com as piadas e o humor do que a violência nas ruas, que exterminam todos aqueles que fazem este tipo de humor, quem saiba assim vocês fiquem em paz. Afinal agressão e violência fisicia podem, mas humor não. Beleza

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Realmente não é “um coletivismo travestido de ética que quer apenas coloca mais mordaça na boca dos outros”. Mas é usado como arma de politica pelos aproveitadores.

        Quer ganhar votos? Apoie as causas das minorias e vc chegará as estrelas! Mas… alguém sabe se esse cara que diz que apoia realmente gosta da minoria e possui realmente essa empatia?

        Muito fácil gritar aos ventos que luta a favor da classe homossexual, mas sempre chama seu amigo de viadinho.

      • Klaic

        Desculpa perguntar assim, mas de onde você tirou base pra questionar as pessoas que lutam em favor dos direitos dos homossexuais?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        opa! Péra lá! Não sou contra não, se passei essa imagem, erro meu. Falo de aproveitadores de momentos agudos e sensíveis. O lance agora é a homofobia. Antigamente o racismo era mais pungente na mídia. A homofobia deve ser combatida sim, porém com parcimônia. Vc já ouviu falar do projeto de lei pra cotas universitárias para homossexuais? Sim ele existe. Desculpe, mas isso é se aproveitar do momento. Afinal, o caldo ta fervendo e nunca foi tão fácil exigir os direitos mais do que merecidos.

    • Roberto

      Cara, você êh humorista? Seu discurso esta todo muito engraçado…abismalmente engraçado! :) ( viu como se faz piada com o discurso do status quo? E isso que o texto quer dizer de forma bem pratica)

  • http://www.facebook.com/paulo.emilio2 Paulo Emílio

    Excelente texto. Parabéns!

  • Willian R.

    Mais do mesmo, com direito a um mar de generalismos, dados enviesados e um jabá nos comentários! O que é natural já que o assunto é piada!

  • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

    Olha primeira coisa eu me auto proclamo bacaca, rio com gosto de piadas machistas, racistas, homofóbicas e preconceituosas em geral (se for original, o que é dificil), e nem por isso sou contra casamento gay, direito das mulheres e igualdade racial, sério pra mim isso é intuitivo. Sim existem pessoas que utilizam o humor para para dar vazão aos seus preconceitos mas não generalize por favor, acredito que haja varias pessoas como eu que foram criadas nesse ambiente (meu vô é racista) e são humanista ou algo que o valha. Os fatores que levem as pessoas a terem preconceitos são muito complexos, e é IMPOSSÍVEL através dessa (auto) censura acabar com o preconceito, as piadas não criam preconceito só o reforçam, sugira o debate critico desses assuntos ou sei la o que. Concordo que a mídia dissemina o preconceito, mas os programas de humor são os que menos contribuem, chego a dizer que se fosse só eles não chegaria nem a ser digno de nota, programas policias, novelas ( que dizem que refletem a realidade) são muito mais influentes nisso.

    Serio me deixe ser um babaca, se isso não afeta as outras pessoas, e eu te deixo ser um chato politicamente correto, mas não o politicamente correto tem que tirar a pagina do facebook do ar, xingar o comediante até agredi-lo fisicamente, eu nunca ouvi falar de um politicamente incorreto que tentasse foder realmente com alguém, pra nós é só um piada, o resto que faz virar uma tempestade (nem se pode mais comer um bebe em paz)

    Pontos aleatorios:
    Rafinha Bastos judeu e faz piada de judeu, ai pode?

    Os negro não são necessariamente mais assassinados no Brasil, devido ao racismo é muito mais provável que essas mortes estejam relacionadas a classe social, ridículo colocar esses dados do jeito que você colocou. E sim o racismo leva eles a uma baixa classe social, mas se o racismo acabasse hoje, as estatisticas mudariam pouco.

    coisa mais sensata sobre o racismo que eu ja vi http://www.youtube.com/watch?v=CjG5F48Wg9s

    e o politico honesto como se sente com as piadas sobre políticos? a piada sobre loira fútil pode ter origem de protesto tambem… “coelhinhas da playboy”

    fala mal do monteiro lobato, POR RETRATAR A SOCIEDADE QUE ELE VIVIA? sim tinha que ter uma loira sueca na cozinha.

    http://www.youtube.com/watch?v=7eJSTgoF5UI

    Resumindo: existe um problema real no Brasil com preconceitos em geral, não apenas um (olha a educação de merda ai), mas não peguem humor pra bode
    expiatório. E se vocês não é capaz de separar a piada dessa realidade, entenda que tem pessoas que são. Existem “Houses” no mundo real tambem, podem não ser pessoas agradaveis de se ter ao lado, mas não as culpe pelo mal do mundo.

    .
    .
    .
    Qual a diferença entre um judeu e uma pizza? a pizza não grita quando vai no forno. é boa vai…

    • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

      ps: Escrevi isso sem ver o documentario

      • KdaumKdaum

        “me deixe ser um babaca, se isso não afeta as outras pessoas”

        desculpa aí cara, mil perdões por incomodar o seu jeito de ser, tão sincero e descolado, realmente não era nossa intenção te privar de algo tão básico e necessário que é sua risada (que imagino ser uma risada sonora, contagiante, e tal).

        mas afeta outras pessoas sim.

        então se não for te incomodar muito, vamos continuar denunciando sua babaquice, sua estupidez, seu egoísmo, seu senso de privilégio, sua falta de pensamento coletivo, sua falta de empatia, sua ignorância.

        mas não leve a mal, beleza? afinal liberdade de expressão tá aí pra isso, né? e no mais, é só fazer como vocês gostam de defender: “quem se incomodar é só não ler ou desligar a TV”

      • luana

        “quem se incomodar é só não ler ou desligar a TV”

        Não meu amigo, quem se incomodar vai falar (e muito). Por que justamente é essa liberdade de expressão que tu te confunde quando é criticado por ser um “babaca”. Negar o preconceito e nossa realidade é retrocesso.

    • Priscila

      Nossa, cara, como você é engraçado.

    • Klaic

      “Os negro não são necessariamente mais assassinados no Brasil, devido ao racismo é muito mais provável que essas mortes estejam relacionadas a classe social, ridículo colocar esses dados do jeito que você colocou”

      A questão é que os negros são mais pobres exatamente porque são negros. Isso não é racismo pra você?

      Você é mais um privilegiado tentando falar que as dificuldades enfrentadas por uma minoria não são grande coisa.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        “A questão é que os negros são mais pobres exatamente porque são negros. Isso não é racismo pra você?”

        Não, isso é história!

      • Lucas Carvalho

        e a história dos negros é exatamente o quê? uma história de igualdade? uma história de prosperidade? não: é uma história de racismo.

      • luana

        e o que vivemos hoje é o reflexo do quê? DA HISTÓRIA (que é puramente racista e discriminatória) bjs Fernando.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Sim, é uma história de racismo, mas nos termos que foram colocados pelo @abbbe2c2a67f5ae221c1ae13047001a0:disqus, parece que são pobres hoje pela recismo de hoje. E não é assim, nem um pouco. Hoje os cidadãos tem subsídios para melhorar de vida, crescer, ainda que com dificuldades.

      • Lucas Carvalho

        e são pobres por causa do racismo mesmo! as condições de partida para prosperar NÃO SÃO idênticas entre negros e brancos, é simples assim. brancos tiveram 500 anos nesse país para prosperarem, negros tiveram 100. porque negros eram escravizados por brancos, acho sempre IMPORTANTÍSSIMO lembrar disso.

        as primeiras famílias ricas oriundas de negros não tem nem como ter 100 anos de história, enquanto existem famílias tradicionais de brancos que tem PUC paga pelo papai (que foi bancado pelo avô, que foi bancado pelo bisavô…) há sei lá quanto tempo.

        prosperar é muito mais fácil quando há suporte de uma família, no mínimo, de classe média – e não há problema nenhum em ter o suporte do dinheiro da família pra crescer e melhorar de vida. só não é justo que a maioria dos negros não tenham essa oportunidade porque um bando de merdinhas se julgavam melhores que eles a pontos de escravizá-los no passado.

        a gente tendo uma culpa pessoal ou não, a raça branca AINDA está em dívida com a raça negra e vai continuar em dívida enquanto não houver oportunidades iguais. e aí é só quando existirem as oportunidades iguais é que a gente pode começar a pensar em fim dos preconceitos: negro burro, negro pobre, negro da favela, negro traficante, negro preguiçoso. porque existem mesmo mais negros pobres e traficantes, mas não é por uma característica nata deles. é porque o ponto de partida é, para a grande maioria, muito diferente.

        quando todo mundo estiver em paridade de oportunidades e ser negro não significar nada além de ter a pele mais escura, a gente pode começar a pensar em parar de discutir racismo. por enquanto, não há como desvincular o que os negros são do que sofreram no passado.

      • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

        o que aconteceu com o ” E sim o racismo leva eles a uma baixa classe social, mas se o racismo acabasse hoje, as estatisticas mudariam pouco.”?

        A minha reclamação é com a utilização dos dados de modo a causar comoção, eu não nego que haja racismo no brasil, moro em Curitiba provavelmente uma das cidades mais racistas do Brasil, mas esse tipo de utilização de dados é estrategia de politico em campanha e eu acho ridiculo.

        “A questão é que os negros são mais pobres exatamente porque são negros. Isso não é racismo pra você?”

        Isso também é consequência do racismo, mas o que você acha que hoje em dia contribui mais para ser pobre, nascer pobre ou nascer negro? O atual estado social e conscequencia do racismo passado e da escravidão dentre outras coisas, insisto que se não tivesse racismo no Brasil atualmente os negros continuariam sendo pobres, um dos motivos é a dificuldade de ascensão social. Isso é um assunto muito complexo para só se colocar a culpa no racismo.

      • bruna

        me fez pensar…

    • rudigb

      “Qual a diferença entre um judeu e uma pizza? a pizza não grita quando vai no forno. é boa vai…”

      É boa sim! ótima! Mas talvez vc não faria esta “piada” se a sua família tivesse sido totalmente destruída durante o regime nazista. Talvez você não disseminaria este “pensamento” se este, arrancasse do seu coração uma dor insuportável pela destruíção da sua família, da sua vida e de seus sonhos, causada por alguém que resolveu fazer jus ao pensamento proeminente em seu meio social “contemporâneo”.

      Viu!! Eu ganto a vc e a quem quer que seja que uma jovem estuprada nunca mais vai achar engraçado uma piada do tipo “agradeceu depois?”. Não dá para entender. Tantas palavras bonitas ditas aqui, tantas formas cultas de expressar vossos pensamentos que até me intimido frente ao meu pobre português e até agora não vi a “classe ofendida” ter bom senso em concordar com o autor do texto em pelo menos no que diz respeito às insinuações a preconceitos e às novas formas de humor construtivista. É a mesma novela de sempre: Todo mundo grita buraco mas ninguém faz nada pra mudar. É mais fácil encher a pança de cachaça e agradar alguns idiótas que não teem capacidade nem para dissernir o dia da noite do que pensar duas vezes antes de pronunciar uma enchurra de palavras torpes, de baixo calão, humilhantes, preconceituosas, demonstrando total falta de criatividade e bom senso para com a educação das nossas crianças e se achando o máximo por que fez alguém rir. Muito me admira alguém tão inteligente e culto dizer que seu único objetivo é fazer sorrir a qualquer custo. Hitler fazia isto e quando morreu não fez falta alguma pra ninguém, não deixou nada pra ninguém a não ser um sentimento de desprezo e pena. Para mim isto nada mais é do que um mecanismo de auto defeza qual não entrarei no mérito da questão.

      Acreditem! Porque vocês acham que o chavez está a tantos anos no ar?! Porque o humor do chavez é um apelo do nosso inconsciente para voltarmos à alegria de rirmos à toa, sem artifícios, sem INVASÃO.

      Minha filha está nascendo e quando ela vir ao mundo vou faze-la sorrir e com certeza ela também vai me fazer sorrir, sem precisar dizer sequer uma palavra. Pena que os adultos esqueceram de como se faz isto sem serem ridículos e egoístas. Abraços a todos!

      • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

        “Mas talvez vc não faria esta “piada” se a sua família tivesse sido totalmente destruída durante o regime nazista.”

        sim eu faria, mas não desejo que outras pessoas na mesma situação sejam iguais a mim, apenas entendam que é uma piada, ofensiva sim,mas apenas uma piada.

        “Hitler fazia isto e quando morreu não fez falta alguma pra ninguém, não deixou nada pra ninguém a não ser um sentimento de desprezo e pena.”

        Hitler foi extremamente importante para Alemanha, ele ergueu a auto estima do povo que não existia devido a 1° guerra mundial, ele fez a Alemanha passar de pais destruído pela guerra a uma das principais potencias mundiais ( talvez a maior), no “governo” dele a criação cientifica do seu país foi a melhor do mundo, tanto que o foguete que a URSS levou ao espaço foi desenvolvido por um cientista alemão pego pelos soviéticos.Sim para ele uma vida humana não significava nada, mas para Julio Cesar também não e a gente tem um mês em homenagem a ele, não acredita? converse com um professor de historia.

        A vida não e preto e branco é cinza…

        Volto a dizer tantas pessoas que falam mal dos preconceitos alheios e não olham para os próprios.

        E EU NÃO ESTOU DEFENDENDO o FILHA DA PUTA DO HITLER, estou criticando a sua visão simplista…

      • rudigb

        Sei o que Hitler deixou: um rastro de sangue e destruição.
        Sabe o que sinto quando olho para a bandeira do Brasil? reverência, mas não pela “Nossa Pátria Amada” e sim pelo sangue daqueles inoscentes que foram derramados enquanto estavam nos campos lutado pela subsistência, é para isto que presto continência, pois é no sangue deles que encho a minha geladeira. Talvez você diga que sou ingrato, que estou chorando de barriga cheia e que se hoje posso ter uma internet é devido ao sacrifício deles, mas estas coisas não podem ser esquecidas. Os fins não justificam os meios. Hitler fez muitas coisas, mas às custas de muitas vidas e nenhuma vida vale menos do que seu sacrifício, ainda mais involuntário. Morrer pelo país é uma coisa, ser morto é outra bem se é que vc me entende.
        Abraão Lincon, Martin Luter King por exemplo, pessoas morrerram? sim morrerram mas em um contexto muito diferente.
        Bom, o assunto não é esse em questão, afinal estamos falando de piadas de mal gosto que eu desaprovo porque acredito que tem muitas outras formas de contar piadas que não seja EXPOR, expor sim, reconheço, as imperfeições do ser humano, caricaturas da sociedade que já estão dissecadas no nosso inconsciente, muito menos daquelas dirigidas diretamente à uma pessoa (como da Preta Gil no video), mas também acredito que esta consciência coletiva possa ser reestruturada a fim de que nossas próximas gerações possam vir a ser mais evoluídas do que a nossa e principalmente de nossos antepassados.
        Só trocar de canal não basta, só trocar de palco também não. Mas isto só pode ser feito por quem tem o privilégio de pensar duas vezes.
        Abraço!

  • PC.

    Ótimo documentário, não sei se fiquei propenso a concordar com os argumentos da ~patrulha~ porque os comediantes entrevistados eram ruins ou se era essa a ideia do documentário.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      hahahhahahahaha! sério mesmo que vc não sabe se era essa a ideia do documentario?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      hahaha, jura que vc não percebeu qual era a ideia do documentário?

      • http://www.facebook.com/pcdopc Paulo César

        IMHO, a ideia de um documentário como esse é muito mais discutir, no caso a ética dentro do humor, do que vender opiniões. Na verdade eu fiz um understatement, a maior parte dos argumentos do pessoal da ~patrulha~ massacrou os comediantes. O que eu estava a matutar era: Se comediantes muito mais versados como Louis CK, Ricky Gervais, etc. discutissem esse tema, como já os vi fazendo em especiais como Talking Funny, o resultado seria diferente.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        por tudo o que vi do trabalho do louis ck, ele concordaria em genero, numero e grau com o pessoal que vc chama “da patrulha”. alias, vamos lembrar, que o povo da patrulha (como o dahmer e o arnaldo branco) sao muito mais engraçados que gentili, danilo, etc.

      • http://www.facebook.com/pcdopc Paulo César

        O Louis CK, assim como todos os outros bons comediantes, não reduz o seu humor a essa visão tacanha e preconceituosa, mas ele defende o direito do comediante fazer piada com qualquer assunto. Por exemplo, ele já fez piada sobre estupro, 11/9, etc. já disse que “estereotipicamente falando, as feministas não conseguem tomar uma piada”, assim como faz piadas expondo o ridículo dos argumentos daqueles que são contra o casamento gay.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        concordo com vc. o louis ck nao tem essa visao tacanha e preconceituosa de comediantes como o gentili e o rafinha. nunca vi o louis ck fazendo pouco ou atacando negros, mulheres, minorias, etc. pelo contrário, a gente usa as piadas dele como estupro como exemplo de que, justamente, dá pra fazer piada sobre estupro sim — basta sacanear o estuprador e não a mulher estuprada. em suma, ele é sim muito muito muito.

        no meu texto sobre feminismo, eu dou outros exemplos de como fazer piada sobre estupro, só pra demonstrar que, de fato, se vc for um ser humano com consciência, não existe assunto proibido:

        http://papodehomem.com.br/feminismo/

      • http://www.facebook.com/pcdopc Paulo César

        Caso não tenha ficado claro: Eu sou PC.

  • Abobrino

    Concordo com a texto, mas tenho que fazer minhas ressalvas ao comportamento de eleger periodicamente um Judas para ser espancado em praça pública. A chamada para essa matéria do PDH é uma frase racista do Danilo. Imaginem se a pior frase já dita pela sua boca, num ato de insanidade e sem medir as consequências, fosse usada junto a sua foto para o mundo todo como se isso resumisse seu pensamento sobre o tema em questão? Sério, imagine mesmo, só por um momento. Não seria revoltante?

    A questão é que dizer uma frase racista não te torna racista. Você apenas foi, naquele momento. O “ser” é algo muito mais profundo, se manifesta em todas as esferas. Ou vocês acham que se o Rafinha bastos visse a Vanessa Camargo (com o bebê, claro) sendo estuprada ele não tentaria impedir, nem que fosse ligando para a polícia? Quando Tracy Morgan fez um stand up com piadas homofóbicas a mídia inteira caiu em cima, mas na hora do show a platéia riu muito (inclusive aplaudiu quando ele falou para pararem de reclamar das brincadeiras pois “se vocês aquentam um pênis, também aquentam uma piada”).

    Comediantes erram, como qualquer outro profissional. E acho que esse papo de ser contra o politicamente correto é mais uma reação (nem sempre injusta) a essa atitude de destrinchar um frase ou desenho no meio de outras cem produções e escancarar, como se toda a complexidade da vida de uma pessoa pudesse se resumir a isso. Não estamos vivendo um momento de reação e oposição à igualdade, é que os comediantes estão acuados e contra-atacam, simples assim.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      ninguém foi pego pra judas e, aliás, nem citado no texto. a imagem é ilustrativa de um caso que aconteceu. de um entre muitos. e, q eu saiba, o próprio comediante não concordaria que a frase foi infeliz. e não, eu não chamei ele de racista em nenhum momento. por princípio e por postura, eu jamais acusaria alguém de ser racista — não adianta nada e só piora as coisas. http://interney.net/blogs/lll/2009/09/16/o_racismo_nao_e_um_problema_individual_atualizado/

      • Abobrino

        De fato, minha frase ficou com um tom de reprovação que eu não pretendia, pois foi uma crítica genérica ao que tenho visto por toda a web, inclusive na parte onde falei sobre chamá-lo de racista. Fica aqui minha retratação.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Acho que o que a maioria não aprovou foi ” eu não disse isso”, mas inseri uma foto com um texto entre aspas claramente insinuadora. Porque não as outras fotos que estavam no texto?

        Afinal, assim como as piadas acionam nosso mecanismo de preconceito latente, uma foto de capa, com a imagem do cara estampada e um texto infeliz, aciona o mecanismo de que o texto está apedrejando Judas.

    • nina

      “A questão é que dizer uma frase racista não te torna racista.”

      é o famoso “não sou preconceituoso, MAS…” (não mintam a si mesmos, por favor)

      • Abobrino

        Um ato não define uma vida. Já ri de piada racista, e não me orgulho disso. Pior, já fiz piada assim, e me envergonho. Mas daí para SER racista a distância é enorme. Se você conhece alguém que nunca tenha proferido uma frase racista/machista/homofóbica me passe o endereço que quero ir até lá cumprimentá-lo pessoalmente (e quem sabe, fazer dele meu guru espiritual).

        Prefiro mil vezes a imperfeição honesta do que a perfeição emulada, pois é no segundo caso que se encontram a maioria os caras que espancam negros e homossexuais na calada da noite.

      • nina

        Perfeição emulada? em nenhum momento falei em ser perfeito, Abobrino e sim comentei a frase que tu citastes. Dizer alguma frase racista faz com que a gente alimente essa cultura que vivemos e isso podemos evitar, não?

      • http://twitter.com/augustorrf Augusto Ferreira

        Seu Madruga dava um puta cascudo na cabeça do Chaves, beliscava o Kiko, e dona Florinda tava um tapa na cara do seu Madruga e ainda o chamava de gentalha. E se a gente riu dessas coisas, poderíamos afirmar que estávamos incentivando a violência sobre crianças e preconceito contra quem não tinha dinheiro??? Ah, faça me o favor…

      • Priscila

        “Incentivando” eu não diria, mas se alguém disser que estávamos sendo coniventes, acho que não podemos negar.

        (Em tempo, eu também ria e rio até hoje do Chaves.)

        Só que o Chaves me parece um exemplo menos grave pelo fato de que as crianças também sacaneavam os adultos o tempo todo. No fim das contas, todos eles eram uns fudidos. Inclusive a D. Florinda, ao instruir o Kiko a “não se misturar com a gentalha”, só fazia revelar o seu complexo classe-média-sofre. Talvez – talvez – o único ali que não era um fudido fosse o sr. Barriga.

        [in off: que nostalgia ao escrever este comentário, rs, caramba.]

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Por isso o exemplo é perfeito!
        O problema é que hj não se pode dizer nada (acredito nos limites, claro). Mas no tempo do Chaves ou era liberado ou não era modinha ser politicamente chato.

      • André Vinícius

        Acho engraçado esses discursos que dizem que hoje não se pode mais falar nada, pois os humoristas continuam despejando cretinices na mídia, as pessoas continuam escancarando seus preconceitos e ninguém é preso ou censurado. Para provar o que eu falo é só jogar no Google a palavra cotas e visitar qualquer notícia sobre ela e ver o festival de baixarias nos comentários. Mas mesmo assim vocês continuam a falar de uma censura inexistente.
        Mas a verdade é que vocês não querem ser criticados, contam piadas e acham que todos devem rir, se não quiser rir fique quieto, não reclame, pois senão vou vomitar os “mimimi, vitimismo, coitadismo, politicamente corretos/chatos, ditadura, etc.”. Só que eu acho que quem quer o direito de falar tem o dever de ouvir. Crítica não é censura.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Perfeito, concordo absolutamente. Porém, o texto passa anos-luz de distancia da ideia do seu comentário.

      • http://www.facebook.com/people/Matheus-Milane/1494909748 Matheus Milane

        o sr. barriga era um burguês magnânimo – era empoderado, mas também era humano, tipo quando inventa uma história pra deixar o sr. madruga continuar morando lá ou quando apesar dos cascudos, leva o chaves pra acapulco bancando ele… o personagem da elite ranzinza e depreciativa era o prof. girafales, engomadinho que usava a própria educação formal como ferramenta de opressão e deboche.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        PUTA QUE O PARIU! PERFEITO!

        Olha, o Chaves levou nossa sociedade ao caos! Somos todos cúmplices da violencia domestica e infantil. Do preconceito ao pobre, afinal, ele é uma gentalha!!! E o nhonho e o Seu Barriga? Já pelo nome vc acaba de rotula-lo?

        Essa cultura de não fale nada, pise em ovos se não te processo tá dando no saco.

      • Abobrino

        A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena.
        (Madruga)

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        kkkkkkkkk! Essa eu absorvi quando pequeno.

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Ninguém está sugerindo para não mostrar tapas e beliscões, mas sim para se refletir sobre as ideias que estão sendo reforçadas por meio do humor. Chaves *mostra* violência, mas não *estimula* violência: ninguém assiste e sai pensando em bater no coleguinha, mas muitos assistem e vêem desmascarado o elitismo da Dona Florinda, encarnado no ódio dela ao Seu Madruga. (Basta ver que os dois personagens mais populares, o Chaves e o Seu Madruga, são os mais pobres.) A pobreza do Chaves é outro exemplo: mesmo quando rimos de situações que a envolva, o que a historia explicita é a injustiça dessa pobreza, não, por exemplo, o quanto o Chaves é ridículo por ser pobre.

        Quem acha que humor consciente é pisar em ovos, repito, precisa assistir mais humor desse tipo. (Não falo que é o seu caso específico, Augusto.) Nunca vi o Stephen Colbert ou o Jon Stewart pisando em ovos. E são muito mais engraçados que qualquer Danilo Gentili, Rafinha Bastos ou Zorra Total.

      • Jorge Teodoro

        Desculpa Abobrino mas te define sim. Não admitimos nossos preconceitos. Se Riu ou contou é por que isso faz parte de você e mesmo q não tenha orgulho você é sim preconceituoso.

      • Abobrino

        Jorge, se você é tão simples a ponto de poder ser definido com um rótulo baseado em uma atitude isolada eu respeito (e lamento). O preconceito que reside em mim é o mesmo que está em qualquer pessoa que não morou isolado nas montanhas, ele é residual, fruto de um ambiente nocivo, e que não está em todos os aspectos da minha vida. Eu não alimentei isso por vontade própria, tanto que hoje posso reconhecer o preconceito e isolá-lo para assim vencer essa atitude pouco a pouco.

        É mais ou menos nisso aqui que eu acredito:

      • http://twitter.com/michellerizk Michelle Rizk

        A gente é o que a gente faz, gato.
        Claro que ninguém é 100% perfeito, mas usar isso como desculpa é o cúmulo da desonestidade.

      • Abobrino

        Está quase certo. Somos o que fazemos “repetidamente”; atitudes isoladas mostram no máximo o caminho para onde estamos indo. E isso não é desculpa, é apenas reconhecer nossa complexidade. É claro que isso não se aplica em ações extremadas, visto que isto já seria o resultado de uma vida dedicada as outras ações que culminaram nela. Exemplo: O cara que se junta a uma gangue e espanca negros. Ele não acordou um dia e decidiu fazer isso, mas alimentou uma série de pequenas atitudes dentro de si pouco a pouco. Não era racista, mas foi se tornando na medida em que as esferas da sua vida desenvolveram essa atitude. Aí pensamos “mas foram alimentadas por gente como o Danilo”. Correto, mas esquecemos que o humorista é uma pessoa como outra qualquer e que também está sujeito a passar por esse processo. Ele é racista? Não sei. Contou uma piada assim, mas não sei se deixaria de contratar um negro para trabalhar, não sei se trocaria de calçada porque viu um negro, não sei se têm um pôster do Hitler na parede, e não sei se, em último nível, mataria alguém pela cor da sua pele. Então, minha cara, não sabemos nada sobre ele.

        Diga-se de passagem, na justiça se pune o criminoso e também quem o ajudou. A platéia que riu da piada racista do Danilo é cúmplice de um crime e deveria estar na foto que serve de chamada para esse texto.

      • rinza

        Você vê o Danilo Gentili refletindo e achando o que fez errado, ou vê ele se achando vítima e instigando as pessoas a continuarem a fazer esses tipos de comentário racistas? Essa é a diferença entre você e ele.

      • Abobrino

        Aí é que está: a postura comum nesses casos é de execrar o humorista, não a piada dele, o que gera um comportamento de trincheira: o cara se sente atacado – e de fato está sendo – e reage. Seria muito mais produtivo para a discussão trazer o humorista para o debate, ouvir o que ele tem a dizer. Estou certo de que assim seria muito mais produtivo.

        Mas a policia do twitter chega, chama reforço da guarda do facebook, os agentes especiais do tumblr aparecem e os mercenários do blogspot caem de paraquedas. Resultado: Imagem pública jogada no lixo, sua vida sendo fudida por uma frase dita entre outras mil, galera “paz e amor” querendo ver sangue. Gente que inclusive nem faz questão de ser coerente. Quando o Casoy falou mal dos garis teve gente no youtube revoltada com o preconceito, xingando ele de “velho judeu escroto” e afins. Oi? Bom senso manda lembranças…

        Seja sincero: você acha que uma retratação do Danilo ou do Rafinha mudaria alguma coisa? Ainda que isso fosse o certo (e seria), os justiceiros não veriam isso como uma atitude nobre, e sim como a confissão de um crime. Daí o cara não se sente estimulado a fazer.

      • Adriana

        então matar só uma vez não te faz um assassino.

    • Jack Holland

      Também concordo que a imagem “chamada” para o texto deveria ser trocada. O autor abre um tópico com o título “racismo mata” em letras garrafais; em seguida apresenta uma série de estatísticas “comprovando” que os negros estão sendo exterminados em massa; logo depois uma foto bem grande do Danilo e escrito embaixo “você é cúmplice”. Aí vem o autor e diz que não tirou o Danilo de Judas porque “não disse isso” (WTF?!?). Isto está muito além do “implícito”… acho que nem discurso do Maluf é mais hipócrita que isso. Abraços

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Toooodo texto do Alex é a mesma coisa, só muda o titulo. Mil comentários, textos cheios de dedos apontados, milhões de “curtir” em qualquer resposta dele. Inclusive e quase sempre as sarcásticas desrespeitosas.
        Afinal, falar da minoria de forma sensacionalista dá muita audiência. Principalmente se coloca uma foto com um texto infeliz.

        ah, já ia esquecendo: Sempre um comentário de algum moderador dizendo que o texto é “espetacular!” “uma verdadeira obra de arte” Um tapa na cara da sociedade”

        Toooodo texto é sempre igual!

    • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

      “Imaginem se a pior frase já dita pela sua boca, num ato de insanidade e sem medir as consequências, fosse usada junto a sua foto para o mundo todo como se isso resumisse seu pensamento sobre o tema em questão?”
      Mas não é o caso: o Danilo falou sobre o assunto depois, e não considera que a frase tenha sido mal colocada nem nada do tipo. Acha, pelo contrário, normal e aceitável fazer tais piadas, e que o racismo está é na cabeça das pessoas. E, ainda por cima, ofereceu bananas a um negro que reclamou dele pelo twitter.

    • beto

      Imagine se num ato de insanidade, sem medir as consequências você matasse alguém e fosse preso. Sério, imagine, só por um momento. Não seria revoltante?

      • Abobrino

        Essa comparação foi muito boa. Só que ao contrário.

  • André Guilherme

    Alex gosto dos seus textos, mas sou a favor do humor politicamente incorreto, o problema maior não é o humor e sim a cabeça da massa brasileira que não consegue interpretar que aquilo é uma piada e não uma verdade. Se a cultura brasileira fosse melhor divulgada ou trabalhada de uma maneira diferente acredito que as piadas não ofenderiam tanto. Por que tanto as “loiras burras” como os “pretos macaco” ou o “português burro” riem das piadas das outras minorias que não são as dele. O racismo esta em toda a parte não por ser da maioria mas por estarmos chafundados na lama do racismo. Então não acredito que devemos mudar o humor e sim o publico.

    • http://www.facebook.com/katyanecristina Katy Cris

      O humorista faz parte da sociedade. A piada só reforça o preconceito. Se a piada rir do agressor e não da vítima, ela vai fazer o público rever seus preconceitos… aí sim ela será inovadora e quem sabe o público tbm mude….

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      esse problema não é do brasil. esse tipo de piada é escrota e nociva em qualquer parte do mundo. aliás, se existe uma diferença, é que em outros países, as pessoas já estão mais preparadas para não colocar azeitona no pastel de quem faz piada racista.

    • http://twitter.com/debdalheeu Deb

      Toda brincadeira tem um fundo de verdade. Como é que você ia se sentir se alguém brincasse com as suas verdades?

  • Fernnado

    Charge sacaneando as lideranças da igreja pode?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      fernando, pra começar, pode tudo. nenhuma piada é ou deve ser proibida. e, em segundo lugar, pode, claro. se é pra sacanear alguém, vamos sacanear os poderosos, que tem como se defender, e não as minorias, os fudidos, os subalternos.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

        Uma dúvida minha: e aquelas charges que provocam ou sacaneiam religiões que desencadeiam manifestações, ataques, ameaças, etc? Tipo, se alguém morre como consequência direta disso, o humorista poderia ser culpado? Esse tipo de humor deveria ser evitado?

      • Fernando

        As pessoas também matam religiosos em muitos lugares do mundo, a vida deles vale menos? Católicos são fodidos só por serem católicos, judeus são mortos por serem judeus. Porque a diferença de critério? Me esclareça por favor.

      • Fernando

        Só pra completar, se você sacanea o lider de alguma coisa, isso acaba jogando merda nos outros e criando nas pessoas uma negação e preconceito subconsciente, e acredito que é isso que você condena não só nesse texto como em diversos outros que falam sobre preconceitos.

        Preconceito enraizado tem contra todas as coisas, mas contra religiosos pode porque o maneiro hoje em dia é ser “Ateu”. Já paquerei mulher atéia que começou a me tratar completamente diferente depois que soube que eu tinha uma religião. A pergunta: Se fosse o contrário, eu seria um grandisissimo filho da puta aos olhos de todos.

        Concordo com a sua teoria, não estou criticando ela, só acho que ela devia ser aplicada as demais áreas da vida, o respeito que você prega não deveria ser segregador e sim inclusivo, ou se tem respeito ou não se tem.

      • Dana

        No Brasil católicos são perseguidos e mortos por serem católicos? Eu acho que não. Mas fazer uma piada dessas em um país islamista, por exemplo, seria de péssimo gosto, porque LÁ eles são perseguidos e mortos. O humor tem marcas universais, mas não é de maneira alguma universal.

  • http://www.facebook.com/katyanecristina Katy Cris

    Excelente texto e o vídeo é ótimo.
    É ridículo ouvir os defensores do “politicamente incorreto”, dizendo que “é só uma piada” ou que “humorista não é formador de opinião”. O mundo seria diferente se eles lessem textos como esse e refletissem sobre o assunto… mas talvez não tenham talento suficiente para fazer piadas bacanas, sem ofender as minorias.

  • Vinicius Lima

    Não sabia que você era o criador do classe-média sofre, ganhou mais ainda minha admiração. Parabéns pelo texto!

  • Priscila

    “Xi, Alex, assim vai orkutizar o Classe Média Sofre!”

  • João Levy

    Alex gostei do texto como um todo, apenas acho que você poderia ter abusado menos do “Ctrl C | Ctrl V”. Ficou repetitivo, cansativo, ler o mesmo parágrafo, mudando apenas “a classe” citada. Abs

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      Oi João. É isso que dá estrutura e ritmo e paralelismo ao texto. :) Não foi fácil de fazer, pelo contrário.

  • Sandra Abreu

    Excelente texto!!! Concordo plenamente! Parabéns!

  • guilherme

    Texto ‘bonitinho’, bem escrito , mas NÃO.
    A liberdade de expressão como foi dita, não é só pro seu lado, não façam isso, não façam aquilo.
    Quem agride Mulheres, Negros ou Homossexuais são pessoas com distúrbios, problemas, ou seila o que !
    Eu rir da piadas, ou fazer uma piada não me torna cumplice de porra nenhuma !
    Tanto que tenho amigos gays, negros, e mulheres nem se fala !
    O nome já diz, PIADA !
    Eu entendi o seu ponto de vista, mas não compartilho do mesmo.
    Sei que tem muita gente com qi abaixo da media, que leva uma piada a sério, ou ao pé da letra, e por mais que existam muitas pessoas assim, não sou eu que tenho que mudar, não são as piadas, são as pessoas PROBLEMATICAS.
    Aposto com qualquer um, que gostando ou não das piadas, se voce ou eu, fizer uma piada de preto , gay, ou mulher, com quase todo Publico do PDH, alguns vao rir, outros não, alguns vão gostar outros não, mas tenho certeza que nenhum ira sair por ai matando negros, mulheres, ou homossexuais.
    Um abraço!

    • Vinicius Lima

      ” Tenho até amigos gays “. Classe média sofre.

      • guilherme

        me mostra o até ! não coloque palavras na minha boca !

      • Vinicius Lima

        Ok, me perdoe, corrigindo: ” Tenho amigos gays “. Da no mesmo.

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

        Não da não.

      • guilherme

        Ufa, vida inteligente !
        Agradecido Brandão , um dos melhores autores do site/portal, dizendo que não da mesma, já me dá um alivio tremendo, apesar de ter a consciência tranquila, alguns babacas colocando palavras na sua boca, retorcendo o que você disse, ou se fingindo de idiotas por tecer um comentário contrário a opinião deles, me deixa exaltado ! hahahaha
        Abraço!

      • Priscila

        Ao dizer “tenho ATÉ amigos gays”, a mensagem que você passa é: “gays, em princípio, não seriam dignos da minha amizade, mas como EU SOU UM CARA TÃO LEGAL, eu ATÉ deixo eles serem meus amigos!”

      • guilherme

        Você esta certa, mas em nenhum momento disse ATÉ !
        Disse que TENHO amigos gays, TENHO amigos negros, e TENHO amigas MULHERES.
        Abraço alex!

      • Jack Holland

        Na minha opinião, acho que não tem nada a ver falar assim também; pra mim está mais pra forma de dizer do que com preconceito. Se alguém chega e diz “antes eu era preconceituoso e homofóbico, agora estou abrindo a mente e percebi que estava errado, hoje até tenho amigos gays”. Devemos crucificar o cara ou parabenizá-lo e incentivá-lo a continuar nesta ascendente? Abraços

      • Priscila

        Olha, na minha opinião ainda assim soa meio estranho. Mas de qualquer forma, é bem diferente de alguém dizer “não sou homofóbico, tenho até amigos gays” como forma de se defender de uma acusação de homofobia.

      • Vinicius Lima

        Com o comentario da Priscila percebi que não da na mesma. Não tentei distorcer o que você disse, apenas me expressei mal por ter interpretado de forma errada sua frase e sei admitir isso.

      • Vinicius Lima

        E obrigado pela parte que me toca, rs.

      • Priscila

        Opa, tem dois Gulihermes, rs… enfim, que bom que ficou claro :)

      • guilherme

        Respondi seu comentário brandão, mas acho que foi apagado,
        sei que não foi você, não tem como saber o que aconteceu?
        um abraço!

      • Mortimer

        E tem gente que defende com unhas e dentes textos como esses mas que não possuem amigos gays e negros. Quem é o mais racista e homofóbico da história?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        E ainda adoram chamar o amigo de viadinho!

        Esses fanboys…

    • Maya

      Tá bom, se você acha engraçado dizer que a sociedade tem que abraçar o estuprador que fez um “favor” à vitima, se você acha graça um homem com barba na cara declarar que transaria com um bebê, se você aponta o dedo pra deficiente na rua e ri, você É um babaca. E sim, o problema é você, mas isso não isenta o imbecil que disse essas coisas para fazer babacas como você rirem.

      • guilherme

        O que eu acho engraçado ou não, não entra em debate Alex, rsrsrsrs
        Onde está a liberdade de expressão que voce mencionou?
        O foco é nas piadas, sera que elas são o problema , ou a pessoa que nao sabe distinguir piada de realidade?
        O problema esta no alcool, na maconha, no cigarro, ou nas pessoas que nao sabem usa-las?
        Abraço alex !

      • Maya

        Se você entrega um cigarro na mão de uma criança, a responsabilidade também é sua. Liberdade de expressão não te dá o direito de humilhar ninguém, e isso vale pra piadistas também, eles não estão acima de senso moral.

        Sua liberdade termina onde começa meu direito de ter uma vida íntegra e não ouvir “piadas” toda vez que colocar meus pés na rua, porque você pode achar graça em objetificar mulher, mas eu tenho minha autoestima abalada e tenho todo o direito de não achar isso bom. E não, você não tem o direito de me humilhar pelo seu deleite. Ria de si mesmo. Eu rio de mim, não me autoafirmo sobre características dos outros. Não preciso disso, não preciso humilhar ninguém pra “ser feliz”. Lamento se você precisa.

    • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

      A reação de uma pessoa à uma piada ofensiva é geralmente “kkk… que maldade”.

      Se foi engraçada, a piada cumpriu o seu propósito, não importa o tema.

  • Luísa

    Engraçado é que assisti ao documentário ontem a noite e hoje a primeira coisa que li foi o seu texto. Por sinal, você conseguiu expressar bem o que eu tirei de bom do documentário e fiquei muito feliz com isso. Ver humoristas com uma grande influência na sociedade dizendo que “é só uma piada”, como se não tivessem um papel social, é triste demais. E por mais que hoje haja um certo exagero para que todos sejam “politicamente corretos”, é preciso levar em conta a realidade do nosso país, onde ainda morrem tantos negros, mulheres e homossexuais, simplesmente por se enquadrarem nesses
    “papéis”. Parabéns pelo texto!

  • Vinicius Lima

    Esse diqus as vezes da uns bugs e meus comentarios não saeem.

    Parabéns pelo texto Alex! Não sabia que era teu o classe média sofre, ganhou mais ainda minha admiração!

  • Guilherme

    O pior do PdH hoje em dia, é ver vários comentários bacanas passando batido, ou palavras sendo retorcidas,modificadas, e um monte de baba ovo , puxa saco, sem nada para acrescentar na discussão, dizendo bom texto adorei, kkkkkkkkkkkkk !
    Abre o OLHO GUILHERME, meu xará, sou leitor do PdH ha muitos anos, apenas não comento muito, mas como venho acompanhado a tempos o nível dos debates , das discussões nos comentários, que no meu ponto de vista sempre foi o forte do site/portal, vem caindo muito, devido principalmente ao descaso e algumas vezes falta de respeito do autor com os leitores, que teoricamente são os ‘clientes’ que dão vida ao projeto de vocês !
    Um abraço !

    • bnlf

      o problema todo é que o autor do texto não entende que o que ele está passando não é a visão dele e sim da mídia que está sendo transmitida. Tenho certeza que de cada 10 pessoas colegas de trabalho dele, 8 não concordam com o texto, e mesmo assim, o PDH faz questão de dar o maior destaque a esse texto já que é isso que traz dinheiro. Polêmica = pageviews.

      • guilherme

        falou tudo meu camarada!
        ruim para o espaço em si, que sempre teve altos níveis de debate, posso dizer com propriedade , as cabeças mais ‘pensantes’ já se foram daqui a tempos, autores/leitores.
        Estamos perdendo tempo !
        Um abraço!

    • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

      Hahaha tirando o debate em questão. O Papo de homem tá cada dia mais virando uma “Caras” da vida. Nada melhor do que escrever aquilo que agrade a sociedade e a mídia de maneira geral sem tem que usar muito o cerebro em cima dos artigos. Estou ansioso pra vêr qual vai ser o proxímo artigo acído e sagaz do Alex, será que vai ser uma culpabilzando os filmes hollywoodianos pela violência nas ruas?

  • Rafael Gerude

    Ah, o quê? Para com isso (eu quero é rooock!).

    Cara, no humor é mais ou menos como no sexo: pode tudo. Se a gata não topar, bota a roupa e vai embora. Se o cara não quer ouvir piadas de um certo tipo, também: bota a roupa e vai embora.

    Acho uma hipocrisia sem tamanho exigirem que o humorista seja “o” politicamente correto.

    Se é pra abraçar uma causa, que seja no combate à violência contra as mulheres, e não contra os humoristas que apresentam esse tema. Você acha mesmo que o humor tem alguma influência no aumento/diminuição de casos de violência contra mulher, racismo, homofobia??? Também tem essa influência na política?

    Se o ouvinte não tem a noção do que ele está ouvindo é uma piada, ele próprio já é motivo de piada.

    Ninguém vai a um show de humor a contragosto. Ninguém vai a uma casa de swing contra sua vontade.

    Vamos parar de ser hipócritas e cobrar posturas politicamente corretas dos humoristas, quando os meros mortais, civis e sem graça fraudam o imposto de renda, fura fila de banco, vende voto, rouba clipes e liga de dinheiro do trabalho, apresenta atestado médico para não levar falta, coloca gaze e esparadrapo pra ir de chinelo pro colégio, diminui a idade dos filhos pra não pagar no teatro/cinema (Olha isso! Ensinando pra criança inocente de 4 anos – sim. Se o moço perguntar, você tem 4 anos! – a mentir pra levar vantagem…)

    Então amigos, não são os humoristas que tem que rever seu papel. Somos todos nós!

    • Klaic

      “Você acha mesmo que o humor tem alguma influência no aumento/diminuição de casos de violência contra mulher, racismo, homofobia???”

      Sim. Porque esse tipo de humor faz com que as pessoas acreditem que determinadas condutas – como racismo, machismo e homofobia – são naturais. E depois que saem do show do humorista que faz piadinhas machistas, vão lá sacanear a loira que trabalha na mesa ao lado e se achar no direito de diminuir a capacidade dela por causa disso. Acontece todo dia. E, pelo seu comentário, você deve fazer esse tipo de coisa. Mas não é legal, cara.

      “Se o cara não quer ouvir piadas de um certo tipo, também: bota a roupa e vai embora.”

      Acontece que quem não “botou a roupa e não foi embora”, está reforçando a discriminação contra as minorias que são alvo das piadas. Ou você acha mesmo que os caras que deram lampadadas no rosto dos gays (foco aqui: eles foram agredidos SÓ PORQUE ERAM GAYS. Nenhum outro motivo. Isso não é preconceito pra você?) não riem de piadinhas homofóbicas que servem somente para reforçar o preconceito?

      Sai dessa bolha em que você vive, cara.

      • Rafael Gerude

        Bem, se uma pessoa ouve uma p-i-a-d-a sobre um determinado assunto, e sai na rua se achando no direito de tirar sarro da cara do outro, ou pior, violentá-lo, o erro está bem mais longe do humor que se imagina.
        Aí falta estrutura familiar, princípios, valores, ética etc.
        E pra alguém que tenha essa base sólida, não há humor no mundo que influencie o cara.
        Repito, o problema não está no humor ou no humorista, e sim em quem ouve (e não entende) a piada.
        A propósito, a minha bolha é mais divertida que a sua. Pois na minha, as pessoas entendem as piadas! ;)

      • Danilo Cardia

        Eu acredito que tem gente com problemas mentais e batem ou matam apenas pelo simples fato da intolerância. Essas são minoria total e não devem ser alvo da discussão atual.

        A sociedade não permitir que uma piada racista seja feita é tão preconceituoso quanto não permitir que o assunto seja discutido. É querer que o assunto saia do foco.

        Tem gente intolerante? Tem. Mas tem muito gay que se comporta de maneira indevida, se um hétero se comportasse de maneira similar provavelmente sofreria o mesmo tipo de opressão.

        Quanto a mulheres apanhar em seus lares, o problema é a educação de deus parceiros e o pouco que essas vítimas denunciam esses atos. Muitas mulheres morrem mas apanharam dezenas de vezes antes de morrer, o assassino deve ser punido conforme a lei, mas a mulher poderia ter evitado a própria morte.

    • aiaiai

      caro rafael, me explica como é essa coisa de:

      “Se o cara não quer ouvir piadas de um certo tipo, também: bota a roupa e vai embora.”

      O pessoal fica pelado durantes os shows de humor?

      sério?

      • Rafael Gerude

        É por causa de gente como você que depois de ouvir piadas de “loiras-burra” que pensam que toda loira é burra.
        Será mesmo que eu tenho que explicar que isso foi uma piada? E que loiras burras não existem? Ha… Pff…

    • Lyla

      Rafael, você leu o texto?

      Você entende que existe uma crença inconsciente (ou consciente) de quase todo mundo de que negro é ladrão, é vagabundo, é burro, é destinado a cargo baixo e mal-pago?

      Você entende que essa crença gera um dano em si mesma, e, mais um dano material mesmo, pq dificulta a igualização das pessoas negras na nossa sociedade?

      Você entende que fazer piadas dizendo justamente isso, reafirmando isso, ofende diretamente a pessoa negra e, mais, reforça essas crenças?

      Não é por moralismo que existe o politicamente incorreto, é por ofensa, por desrespeito, por desigualdades e violências cometidas coletivamente CONTRA PESSOAS REAIS.

      • Rafael Gerude

        É hipócrita a sociedade que condena esse tipo de humor, mas continua estimulando o preconceito. E pior, o oficializa.
        Quer coisa mais preconceituosa que chamar negros de burro e incapazes que os sistemas de cotas raciais?

    • Dana

      Ué, que eu saiba os humoristas são formadores e repetidores da opinião da sociedade.

      É fácil falar “pega e vai embora”…. fácil demais, até que você, mulher, começa a se irritar e riem de você dizendo que você anda mal-comida pra caralho, né? Já pensou em um homem falando isso pra outro? Como pega igual de natural?

      Entenda uma coisa: uma piada é sempre uma construção social. Uma piada no Brasil pode não ter a menor graça na China, porque depende da referência. Então se você faz uma piada de mulher irritada e malcomida… é porque a sociedade toma por referência que as mulheres irritadas são malcomidas! Como um fato. Assim que como as loiras são burras, os gays são promíscuos, os negros são macacos (isso é mais velado hoje em dia).

      O humor em si é um discurso que pode repetir a sociedade ou superá-la. Também não é uma questão de ir no stand-up ou não: você não pode ligar a tv ou abrir uma revista ou conectar-se no face pra encontrar uma enxurrada de piadas preconceituosas. E aí, faz o quê? Vira monge, se isola?

      Eu vou dizer uma coisa pra você: se você nunca foi o protagonista de uma piada, você não sabe como é. E pelo que parece, você nunca TENTOU se colocar no lugar de um protagonista de uma piada. Porque imagine que suas opiniões são desconsideradas porque você é mulher/gay/negro/etc, em uma ocasião normal, no dia a dia. Pois isso é matéria-prima e resultado de piada. Você consegue entender que é mais complexo do que “é só uma piada”, como se nascessem prontas?

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    Admiro o Alex pela coerência e sua busca pela justiça social. Mas penso que ele parte da premissa que a sociedade é um bando de idiotas sem capacidade de discernimento. Veja bem, não nego que as minorias sofrem abusos. Mas uma piada preconceituosa só terá influência negativa na cabeça de quem já não tem muita estrutura moral. É o mesmo que culpar um game hardcore de guerra por um massacre qualquer cometido por um maníaco. Sou contra essa bobagem. Acredito que o grande problema é a impunidade para quem estrapola, porque as leis existem e são severas. Mas tentar focar numa piada… entre um politicamente correto e um incorreto, não tenho dúvidas – o primeiro é muito mais chato.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      a piada é parte de um todo cultural maior. ela é o sintoma dos valores da sociedade. nada disso quer dizer que a sociedade é um bando de idiotas.

      • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

        E sobre os games violentos, por exemplo. Também é contra? O princípio é o mesmo.

  • dante

    O que se pode tirar do seu texto é a vontade de usar o humor para impor sua visão de mundo. Piadas com loiras, gays, negros seriam proibidas, agora atacar a religão dos outros é tranquilo?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      o texto nunca propõe que piadas de qualquer tipo sejam proibidas.

      • guilherme

        O texto é uma grande piada, bem escrita !rs

  • guilherme

    Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada ?

    Serio mesmo Guilherme Valadares?
    Com a autonomia que alguns autores tem no site/portal, me parece que o nível vem caindo dia após dia ! Comentários sumindo? rsrs
    ABRE O OLHO XARÁ.
    Estou dizendo não por birra, como alguns autores megalomanicos costuma fazer,
    mas sim pelo bom andamento do projeto, gosto muito do portal, acompanho a anos, me da um profunda tristeza ver o nível caindo desse jeito, como funciona agora? qnto mais likes, visualizações , maior o cash ? $$$
    esse é o carro chefe do portal agora?
    Desculpe desviar o assunto do texto, um grande abraço !

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001516544153 Rafael Ribeiro Rocha

    Já entendi qual é a do Alex, postou este texto aqui apenas pra ter uma fonte inesgotável de comentários pro Classe Média Sofre, haha

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      não falha.

      • Pedro Guilherme Lemes

        Achei que você não lia comentário dos seus textos! Mentiroso! Como confiar na palavra desse cara?

      • Felipe Garrido

        hahaha

      • http://www.facebook.com/rafaelribeirorocha Rafael Ribeiro Rocha

        Antes ele lia e respondia, pode ver que essa resposta é antiga. Se ele lê eu não sei, diz que não, não tenho pq duvidar. Mas responder, de uns meses pra cá ele não responde mais nenhum comentário não.

      • Eduardo

        Alex tinha falado que desistiu de alimentar os trolls, ele fez um comunicado oficial em algum lugar, n lembro aonde.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      e deu certo.

    • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

      Eu acho que o Alex é attention whore, falo isso pelo jeito que ele escreve a maioria dos seus textos.

      Um exemplo simples nesse texto é: “O “santo” Monteiro Lobato era muito racista – e a Emília também.” afirmação apenas visa incomodar um grupo de pessoas que provavelmente sairão do tema principal, só ta ai pra tirar o foco e gerar balburdia, a charge se enquadra no texto o comentario só atrapalha.

      Outro ponto: afirmar que se você contou uma piada machista você é responsável pela morte de uma mulher, mais uma vez sabe que vai ofender determinado grupo de pessoas e que a reação delas é comentar sua indignação, ai depois de um tempo todo mundo lembra do autor, mas não necessariamente dos seus textos.

      Era possivel trazer o tema para debate de um modo saudavel o que não foi feito.

      Alex Castro a Gesy Arruda do papo de homem ( sacanagem =(, ele tem textos bons mas o principio é o mesmo.)

      • Felipe Cardoso

        porra, a Gesy Arruda é moh foda! sou mais ela do aquelas centenas de babacas condenando-a!

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        cara, ela não é foda.

        já estive com ela debatendo na MTV, há bastante tempo.

        é bem bestinha, boba e buscando holofote, sem nenhuma substância. pão e circo, só.

      • http://www.facebook.com/zander.cattapreta Zander Catta Preta

        ainda assim melhor que os “centenas de babacas condenando-a”.

      • Rafael

        Comparação absurda. Attention Whore? Criticar um grupo é querer chamar atenção? A imagem do Monteiro Lobato e a passagem sobre a piada machista andam juntas com o tema principal do texto, é uma adição à crítica. A questão é que o momento em que se coloca um nome ou um exemplo, o número de pessoas que seriam atingidas por esse texto e pelo tema que ele debate parece aumentar, mesmo que as pessoas criticas já estivessem englobadas por este, sem perceberem.

      • http://www.facebook.com/vinicius.sasso Vinícius Sasso

        Deve ser Attention Whore mesmo. Achei tão forçada a colocação sobre Monteiro Lobato, cara de outra época. Chutar cachorro morto…como o próprio Alex Castro disse, “assim até eu”…

      • Vânia

        Sugiro a leitura do texto “O Racismo de Monteiro Lobato”, ele não só viveu em uma época em que o negro era considerado um ser sem alma e sem cérebro como era entusiasta dessas ideias racistas.

        Sujeito de outra época, Vinícius ? Machado de Assis, sem fazer alarde disso, contribuiu financeiramente com a abolição da escravatura, assim como outras pessoas de outra época, ainda mais antigos que Lobato.

        Um trecho de uma carta escrita por Monteiro Lobato enviada a Arthur Neiva em 10 de abril de 1928:

        “País de mestiços, onde branco não tem força para organizar uma Kux-Klan (sic), é país perdido para altos destinos. (…) Um dia se fará justiça ao Ku-Klux-Klan; tivéssemos aí uma defesa desta ordem, que mantém o negro em seu lugar, e estaríamos hoje livres da peste da imprensa carioca – mulatinho fazendo jogo do galego, e sempre demolidor porque a mestiçagem do negro destrói a capacidade construtiva”(carta enviada a Arthur Neiva em 10 de abril de 1928)

        Lobato também criticou profundamente a genialidade criativa da pintora Anita Malfati, sempre pelo viés discriminatório da cultura brasileira.
        Como indicar um autor desses às nossas crianças negras e mestiças brasileiras? Eu como professora, teria vergonha. Ao invés disso: Ana Maria Machado, As Tranças de Lelé, Cabelo Ruim? etc etc. São autores brasileiros que empoderam a criança negra.

        Ah, só para constar sou branca, sulista, descendente de europeus.

      • http://www.facebook.com/vinicius.sasso Vinícius Sasso

        Essa sua resposta é o típico ‘remorso de branco’ com melindres visando correção política desnecessária. As ideias racistas de Lobato não diminuiram a qualidade do trabalho dele. Acontece que, em sua época, era visto como normal a separação entre brancos e negros, casa grande x senzala, ‘cada um no seu lugar’ – era o ditame daquele tempo, e muito embora ele tenha se identificado com o padrão racista da época, não foi criação dele. É bobagem querer concentrar nele toda a carga de bom-mocismo antirracista de hoje. Este mimimi de querer sabotar a obra dele agora por esse mesmo motivo beira a palhaçada.

        Se querem combater o racismo, quero ver terem o peito para pô-lo em discussão para o bem da nossa contemporaneidade, e ao mesmo tempo admitir que ele teve uma obra fantástica (em vários sentidos), pois sim, ele teve.

        Ou por acaso vou deixar de admirar os gols do Pelé só porque ele é um babaca reacionário?

        Enfim, indico discutir a obra e não a pessoa. Só então começarei a respeitar essa sua argumentação.

        ‘Bora então?

        P.S.: a crítica feita ao Gentili neste texto também foi outra forçação de barra completamente desnecessária. Tentam extrair subtextos racistas da piada dele que nem estão explicitados na piada dele. Ele criticou diretamente os jogadores de futebol, não os negros. Fica a diquinha aí…

      • Thielle

        EXCELENTE colocação.

      • Ana

        Excelente, Vinicius!

      • marie

        Perfeito!!!!Eu já ouvi o bisneto dele comentando o quanto ele era racista. Mas eu posso dizer que fui educada na minha infancia pelos livros do Monteiro Lobato e nunca percebi esse racismo nos livros infantis. Mesmo pq o racismo só parte da Emília que é uma personagem que vive enfiando os pés pelas mãos e fazendo bobagens. Ou seja, acho que é perfeitamente possível para qualquer criança que leia obra, distinguir que é aquela personagem que tem traços racistas. E ela só faz asneiras. Todos os outros amam a Tia Nástacia como se ela fosse da família. Se a Emília é a porta voz do Monteiro Lobato,foda-se. Quando vc é criança, isso não se percebe. Qualquer criança que tenha estudado a história do Brasil consegue entender perfeitamente o contexto do livro e as ideias tacanhas e arcaicas da Emília.

      • Diego Dubard

        O autor não deve condenar a obra, nem sua obra absolvê-lo.

        Schopenhauer escreveu: “Mulheres são seres de cabelos longos e pensamentos curtos”. Também escreveu “O mundo como vontade e representação”, que sem dúvidas é uma obra de grande qualidade e influenciadora. Vamos desprezar toda a obra de Monteiro Lobato porque ele era racista? Heidegger era antissemita “O Ser e o Tempo” é fantástico. Sarney é um grande de um canalha, como todos sabemos, e Os Marimbondos de Fogo é uma droga mesmo.

        Temos preconceito contra o preconceito.

      • Ana

        Vc como professora teria vergonha pq?? É muito mais fácil abordar o tema quando ele é visto de forma delicada, né? Por que não usar a obra para trabalhar as formas de preconceito, contexto (local e histórico) e trazê-las para os dias atuais?? Também sou professora e não vejo razão nenhuma para esse alarde todo com relação ao texto de Monteiro Lobato. Os textos dele podem ser trabalhados de diversas formas e se o professor não consegue fazer disso uma forma absurdamente eficaz de enriquecer suas aulas é por problema e preguiça (e talvez medo?) dele. O problema não está no que foi escrito ou dito ao aluno e sim na forma em que é apresentado.

      • Anônimo

        Alex, entendo suas preocupaçoes, e a crítica que faço não é à sua pessoa, e sim ao artigo em si.

        Você assume posição clara desde o começo e argumenta sem contradições nesse sentido.

        Porém, a força argumentativa é bem fraca, na minha opinião – e não sou dono da verdade, apenas exporei proposições e argumentos para sustentá-la – por 3 motivos em especial.

        Primeiramente o grande número de dados estatísticos (sem qualquer fonte) parece muito mais instrumento retórico do que decorrente de dados científicos. O problema de não ter fonte não é meramente formal. A fonte indicaria, por exemplo, qual foi o critério para dizer o número de homossexuais assassinados. Ora, sem a fonte, não é possível saber 1) qual foi o critério para definir o que era ‘homossexual’ nesta pesquisa? 2) qual foi a motivação dos assassinatos? será que foi o fato de a pessoa ser homossexual ou teria sido outro fato? Seus dados são apenas “jogados”. Cito o caso do assassinato de homosexuais, mas este instrumento argumentativo seu é utilizado recorrentemente. Obviamente, este é um problema de fácil resolução. Basta que você passe a especificar as fontes que utilizou.

        O segundo problema argumentativo, mais pontual, e que está sendo muito debatido, é o de utilizar o exemplo de Monteiro Lobato. Mas a natureza do erro não é tao pontual assim. A citação de Monteiro Lobato acaba sendo instrumento retórico sem consistencia analítica, afinal, a crítica de uma realidade histórica distinta a partir de códigos de valoração atuais não consegue entender a realidade histórica analisada por deixar de assumir seus pressupostos como premissa. Assim, configura-se como crítica rasa, superficial, que analisa aparências e não os aspectos estruturais de um fato – não visíveis no fenomeno empírico, mas no sentido historicamente situado que pode ser atribuído àquele fenômeno. Vale dar uma lida em algo do Quentin Skinner ou do Reinhart Koselleck. Se não achar que vale a pena, há um texto pequeno do Roberto Schwarz que pode ajudá-lo: “Por que idéias fora do lugar?”.

        Por fim, e esta é mais uma hipótese do que uma crítica ao seu trabalho, sugiro uma abordagem um pouco mais aprofundada da questão, no seguinte sentido. Primeiramente, parto da premissa de que problemas como racismo, homofobia e semelhantes, não se resolvem somente com o “deixar de falar” ou seja, deixá-los no esquecimento não fará com que sumam. Por exemplo: fingir que o racismo não existe e deixá-lo oculto não levará as pessoas à internalização do não racismo. Agora vc pode estar pensando “ele defende piadas racistas”. Na verdade não defendo, apenas estou dizendo que discutir o tema é importante (não na forma de piadas racistas).
        E aí, parece-me que o “contar a piada racista” é um mal menor do que calar e não mais contar tais piadas. Explico. Quando a piada é contada, muitos se indignam e retrucam (é o seu caso). Porém, se não houver este “passo inicial” para ser rechaçado, nem debate não há. E o preconceito, existente, fica oculto.
        Por isso – não por apoiar a piada racista, mas por ver o debate que ela costuma gerar – prefiro a piada racista ao silênciao condescendente.

        Obviamente, é apenas a minha opinião – uma hipótese a ser discutida e talvez negada por argumentos melhores.

      • Mithri

        Não acho que ele falou em calar as piadas, apenas reestruturação-lãs pra que elas sejam mais inteligentes e não reforcem preconceitos que matam

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        vamos lá. em partes.

        para saber as fontes dos dados… basta clicar nos links! cada dado citado tem um link na mesma frase que leva à fonte. jura que vc não pensou em clicar nos links?

        sobre monteiro lobato, já escrevi bastante: http://interney.net/blogs/lll/2011/02/20/o_racismo_de_monteiro_lobato/

        “parto da premissa de que problemas como racismo, homofobia e semelhantes, não se resolvem somente com o “deixar de falar” ou seja, deixá-los no esquecimento não fará com que sumam”

        ninguém acha isso. eu não acho isso. o texto não diz isso. vc está argumentando contra uma ideia que só existe na sua cabeça. repara que não tenho como discutir com vc, nem contra-argumentar, porque vc não está argumentando contra mim mas contra uma ideia que a sua desleitura ACHA que está no texto.

        “”contar a piada racista” é um mal menor do que calar e não mais contar tais piadas”

        o texto não quer calar ninguém nem proibir nada, só está promovendo uma reflexão sobre o papel social das piadas. cada um é responsável pelo que faz com sua própria liberdade de expressão.

      • Anônimo

        Alex,

        numa boa, as suas respostas soam como escrotas. Não é a primeira que vejo por aqui…

        Dizer “jura que vc não pensou em clicar nos links?”, “a sua desleitura ACHA que está no texto”, “oi daniel. existe uma coisa nova q inventaram chamada liberdade de expressão…” e etc só mostram que você está tentando se afirmar (ou quem sabe até vencer o argumento dos outros) rebaixando-os, mostrando que ELES não tem o mesmo pensamento e/ou capacidade intelectual e/ou analítica que você…

        A galera normalmente escreve numa boa, mostrando a opinião delas, tentando discutir… e vem você com essa pseudo-superioridade…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        ai, sério. eu dei uma risada aqui. a galera normalmente vem numa boa? serio? acho que vc nao anda lendo os mesmos comentários que eu… o pessoal chega cheio de pedra na mão, sem nem ter lido o texto. minhas respostas são no mesmo tom. abraços.

      • http://www.facebook.com/people/Guilherme-Gabriel/100002425025681 Guilherme Gabriel

        Alex, você já falou desse “problema” de argumentos agressivos pelo facebook e muito mais no texto sobre feminismo. O que eu não entendo é como alguém se da ao trabalho de ligar o computador, vir no site, ler logo o seu artigo, estender o seu argumento ao absurdo e ainda achar ruim que você responda a altura. O texto ficou claro e preciso, é um problema real que é mascarado por risadas e programas de “humor”. Sua abordagem foi boa e não apresentou mentira alguma. Parabéns.

      • Andréa

        Alex!!
        Mil parabéns para você! Infelizmente muita gente não está evoluída a ponto de entender que você tem leitura, fundamento, atualização de vida!! Pessoas como você são absolutamente necessárias à urgente transformação social, à desnaturalização dos preconceitos. Continue assim!! Acredito que pela educação conseguiremos

      • Guest

        Curtia muito o Mad na minha juventude. Sou um chargista premiado no 1º Salão de Humor de Volta Redonda e cartunista. Fui ilustrador no O Globo, fazendo ilustrações no Caderno do Vestibular, em 1983. Digo que o humor sempre será voltado para o escárnio (zoar, caçoar e alguém) e, sem essa dosagem, as piadas de humor não fariam sentido. Afinal, é para rir ou para chorar…

      • cida

        Pô Alex, q foda né? Tu ainda ter q responder a tanta viagem por parte desse povinho conservador…afe

      • Gustavo Colombo

        você também não está muito certa em chamar outras pessoas com opinião diferente, de ‘povinho conservador’, assim você vai acabar se isolando.

      • Marcos Maranhão Rosa

        Cara, na boa, se nao tem peito para aguentar as criticas, nem se de ao trabalho de escrever aqui…

      • Thielle

        Também senti isso… desculpa por discordar do senhor que escreveu. Já começo logo pedindo desculpas, porque a intenção dos politicamente corretos e achar culpados, culpabilizar até quem não tem culpa.
        Algumas coisas que discordei, acho que piadas não matam… pessoas matam… NUNCA cheguei em uma pessoa loira achando que ela é burra.. Sinceramente BURRO é quem pensa assim, e ainda rio de piadas de loira, o que não me torna preconceituosa, porque sei discernir entre piada e realidade.
        Não entendo como funcionam a cabeça das pessoas!
        Sou judia e faço piadas de judeus, e tenho um defeito na mão e acredite faço piada com esse defeito… e aí, eu deveria não fazer essas piadas?
        Façam piada da puta ao sagrado. Só acho que não se deve fazer piada no velório sobre o defunto. No entanto a piada do defunto seria muito boa no bar, com toda a certeza.
        Na verdade o que me irrita é o fato das pessoas não entenderem que é piada… Fiz uma vez uma piada ligando chuveiro + judeus. Eu ri e meus familiares judeus também riram. Depois alguém até disse que era pesada, mas ninguém se ofendeu, disseram até depois que essas piadas não deixam esquecer quão terrível foi. A piada tem dessas, uma faca de dois gumes.

        Fiz uma piada recente com uma amiga ruiva sobre o fato dela queimar na fogueira (remetendo a esse ato que acontecia no passado)… nem lembro ao certo como era a piada, mas ela riu, a turma toda riu… acabou ali, agora se ela aparecer deusalivre queimada na fogueira, foi porque eu fiz uma piada reacendendo esse ódio?
        Será mesmo que a culpa é das piadas? Ou será que deveria deixar de fazer piadas porque existem pessoas com um senso tão pequeno para discernir entre piada e contexto real?
        Será que devemos proibir Monteiro Lobato e a (chata) da Emília, ou deveriamos deixar a boneca de pano falar pelos cotovelos e ensinar aos nossos filhos o discernimento do discurso?

        No mais, acho que os politicamente corretos, nem são tão corretos assim.

      • Ellen Carvalho

        Brilhou demais na resposta! Eu sou negra e não tenho problema nenhum com piadas sobre o assunto. Acho que quem se ofende demais com uma piada, ou não se aceitou como é ainda, dependendo da aprovação dos outros, ou não tem capacidade de discernir entre real e imaginário como vc disse.
        Uma piada jamais impedirá meus direitos, diferente por exemplo de me excluírem de uma vaga de emprego por ser negra. Isso sim fere meu direito perante a Constituição. Se vc esquece o contexto, até uma tirinha do Maurício de Souza vira pornográfica – recomendo o blog P***@ Maurício. É puritanismo demais pro meu gosto. Gosto dos textos do Alex, e um dos poucos que gosto do PdH – o cara que foi o escroto com a menina que tentou se matar, o vulgo comeu e cuspiu em cima que foi divulgado na rede foi acobertado pela maioria e peguei nojo do blog, só entro pra ler os textos do Alex mesmo -, mas esse eu acho que foi longe demais. Minha opinião, assim como o Alex tem a dele.
        Eu acho bem pior ficar com esse preconceito velado, sempre lembrando de como negros e outras minorias sofreram ao invés de lembrar de que as minorias são iguais a todos os outros, que as piadas por exemplo do Danilo. Eu me sinto muito mais ofendida por exemplo quando alguém vem dizer que negro é coitado do que quando alguém diz ironicamente “tinha de ser preto”…

      • cida

        Eles excluem vc de uma vaga de emprego por ser negra pq a ideia do senso comum q a piada reforça é q vc é inferior, não sei como se dá conta disso! Vcs q dizem q é só uma piada devem se informar mais sobre o poder que o discurso tem. Qualquer livro do primeiro ano de sociologia serve, aí vão ver a influência de uma piada/insulto tem no imaginário e inconsciente coletivo. Aconselho acordar desse torpor bovino e descobrir que são manipulados por esses pirraceiros das desgraças alheias.

      • Mirna

        Cida sensacional!
        Alex Castro, estou conhecendo agora e começando o relacionamento, embora já tenha rido muito e curtido pracas, sem saber do autor de “A classe média sofre”, parabéns!

      • rap

        ninguem ensina ou aprende sociologia no jardim de infancia, o tema geral contino no texto reflete ha uma realidade cultural, para mudar isso é preciso mudar a cultura, e isso quem sabe, sendo bem otimista, possa acontecer a partir de 15 anos de trabalho literario e principalmente desde sempre aos filhos. colocar “goela abaixo” de uma pessoa, não resolve o problema, do jeito que as coisas estão sendo mal/mau interpretadas, vai chegará ao ponto em que por exemplo, não ser homossexual será o mesmo que ser homofobico.

      • Larissa

        Arrazou!

      • Guest

        Pensei exatamente nisso Ellen, as pessoas parecem alheias ao fato de que é possível que, em razão do fato do país ainda ser desigual nas possibilidades de acesso a educação, a grande maioria da população não tenha estofo teórico pra esse tipo de reflexão em torno daquilo “que não deve ser feito”. As pessoas que conhecemos não necessariamente refletem a maneira de pensar da população desse país, então a validade do que o autor traz não deve ser medida pelo perfil dessas nossas redes microscópicas . O Brasil tem muitos analfabetos de fato e funcionais (Não foi eu quem disse foi o IBGE).
        Além do mais tem gente que bate em ator porque ele faz o vilão na novela. `Gente que tatua na pele o nome de famosos com os quais nunca vai trocar uma palavra pessoalmente. Essas pessoas podem ser vulneráveis sim porque muitas vezes não tem capacidade de discernir entre a validade da fantasia, da piada no mundo real, e os humoristas tem responsabilidade com aquilo que propagam e reforçam porque são (apesar de muitos renegarem o fato) formadores de opinião.

      • Guest

        Pensei exatamente nisso Cida, as pessoas parecem alheias ao fato de que é possível que, em razão do fato do país ainda ser desigual nas possibilidades de acesso a educação, a grande maioria da população não tenha estofo teórico pra esse tipo de reflexão em torno daquilo “que não deve ser feito”. As pessoas que conhecemos não necessariamente refletem a maneira de pensar da população desse país, então a validade do que o autor traz não deve ser medida pelo perfil dessas nossas redes microscópicas . O Brasil tem muitos analfabetos de fato e funcionais (Não foi eu quem disse foi o IBGE).
        Além do mais tem gente que bate em ator porque ele faz o vilão na novela. `Gente que tatua na pele o nome de famosos com os quais nunca vai trocar uma palavra pessoalmente. Essas pessoas podem ser vulneráveis sim porque muitas vezes não tem capacidade de discernir entre a validade da fantasia, da piada no mundo real, e os humoristas tem responsabilidade com aquilo que propagam e reforçam porque são (apesar de muitos renegarem o fato) formadores de opinião.

      • Guest

        Pensei exatamente nisso Ellen, as pessoas parecem alheias ao fato de que é possível que, em razão do fato do país ainda ser desigual nas possibilidades de acesso a educação, a grande maioria da população não tenha estofo teórico pra esse tipo de reflexão em torno daquilo “que não deve ser feito”. As pessoas que conhecemos não necessariamente refletem a maneira de pensar da população desse país, então a validade do que o autor traz não deve ser medida pelo perfil dessas nossas redes microscópicas . O Brasil tem muitos analfabetos de fato e funcionais (Não foi eu quem disse foi o IBGE).
        Essas pessoas podem ser vulneráveis sim porque muitas vezes não tem capacidade de discernir entre a validade da fantasia, da piada no mundo real, e os humoristas tem responsabilidade com aquilo que propagam e reforçam porque são (apesar de muitos renegarem o fato) formadores de opinião.

      • Gabriel

        Elas não entendem nem ironia, e muitas vezes não tem censo crtítico e só conseguem ler o que querem…

      • Ana

        Ellen, gostei da sua resposta e realmente torço pra que todos não dêem bola para o preconceito como você. Sei dos dados, mas como você disse, parte da atençnao dada ao preconceito é pela falta de valorização da própria pessoa.

        Porém, como a Cida disse, a piada reforça o senso comum. Uma piada pode não ferir seus direitos, mas fere o de muita gente, pois não nos limitamos ao momento do riso; geralmente a maioria extende a piada pro trabalho, pros costumes, pra vida. Porque nós brasileiros temos muita necessidade de ser engraçados até quando não é pra ser engraçado. É sobre esse lado, essa falta de postura que o texto fala.

        Quem dera que a nossa sociedade soubesse diferenciar esses momentos, mas hoje infelizmente ainda estamos muito longe desse patamar.

      • Carolina

        Cida, concordo com você. Pensando no que a Ellen disse, mas deslocando um pouco, eu sou mulher e não acho engraçado piadas sobre estupro. Acho nojento um cara branco, hetero, classe média (então, que participa da classe hegemônica de poder) fazer graça sobre coisas que são de uma violência sem fim, é covardia ao mesmo tempo que reafirma “o lugar” de cada um. Reafirma ideais como: “mulher que anda a noite sozinha quer ser estuprada”, entre tantos outros. Reafirmar preconceitos transvestidos de piadas é reafirmar uma estrutura social podre e mesquinha.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Sim, porque a maioria dos estupros são cometidos por brancos de classe média.
        Da mesma forma que uma mulher pouco vestida será inevitavelmente estuprada por Richarlyson e seus comparsas, um homem desatento será inevitavelmente assaltado e possivelmente morto pelo mesmo. O crime afeta a todos, não só mulheres.

      • nicole

        Pelo contrário, o crime afeta muito, mas muito mais os homens do que as mulheres. 90% dos homicídios são contra homens e ao contrário da crença popular não são só os homens negros que sofrem, vez que há muito mais homicídios contra homens brancos do que contra mulheres negras – aliás há muito mais homicídios contra homens brancos do que contra mulheres em geral. Mas, claro, as feminazis nunca admitirão isso, já que isso expõe a maneira como elas gostam de manipular os dados para tentar provar sua falta de lógica. Aliás nem as feminazis, nem o movimento negro jamais admitirá isso, porque eles são criminosos e mentirosos em sua essência.

      • Larissa Franco

        Só tem um problema na sua argumentação. Os homens podem ser mais assassinados sim, por causas diversas. Mas quando a mulher é morta, na maioria das vezes é devido à violência doméstica, ciúme, possessividade, e a cultura de quem mulher deve obediência ao seu homem.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Piadas não fazem a cabeça de ninguém. São só piadas. As pessoas costumam ter uma coisa chamado senso de realidade.

        E francamente, se um patrão não quer te contratar por ser negra, por que você iria querer trabalhar pra ele mesmo?

      • Diogo Siqueira

        Na verdade, Negerna, piadas vêm do senso comum. Ou seja: você ri de uma piada porque sabe que há comédia em determinado fato, como por exemplo um negro dialogar com alguém como uma pessoa “normal” mas depois ser denunciado pela sua verdadeira natureza. Ou uma loira, ou um português, ou um seja-lá-o-que-for. Nós nos vangloriamos com nossas piadas sobre portugueses, e eu mesmo poderia contar facilmente umas 5 aqui, sem pensar muito. E nosso pensamento comum é “o português é burro e atrapalhado”. Quase o palhaço do circo (que, em algumas situações representa tristemente uma etnia específica, tachando-a como “inferior”). Pergunte às pessoas que você conhece o que elas acham sobre os portugueses. Pergunte se as pessoas conhecem alguma coisa sobre cultura entre os portugueses. Pergunte se eles são mais ou menos inteligentes que nós, brasileiros (inteligentes, e não malandros). As pessoas mais letradas, espero, dirão que os portugueses são muito melhores que os brasileiros, se tiveram, em algum momento, contato com sua cultura. Os menos letrados, entretanto, ou aqueles que não se preocupam em conhecer uma realidade diferente da sua, vão dizer que português é burro mesmo, e que só falam bobagem. Entretanto, pouco sabemos sobre a Educação em Portugal que, juntamente com Espanha, Suíça, Alemanha e alguns outros países da UE detém as principais fontes de estudo sobre Educação e sistemas que FUNCIONAM para promover uma verdadeira educação escolar na população. Isso é senso comum: acreditar em algo sem conhecer a realidade. No passado era assim com os negros: o senso comum dizia que os negros eram seres inferiores, assim como os índios. Depois a raça Ariana era superior a todas as demais. Senso comum. Pergunte pra um nazista (os que eram da década de 1930-40 mesmo) se eles achavam que Hitler estava errado. O senso comum dita, sim, muitas das nossas regras e crenças sociais (não confunda com crenças religiosas, não vou entrar neste ponto aqui) e as piadas provém disso: denegrir a imagem de alguém, ou promover nossa imagem (ou do nosso grupo étnico, social, financeiro, político, etc) em detrimento da imagem de outrém.

      • Madex

        Talvez porque meus filhos precisem comer e, como não tive oportunidades, não estudei, não posso escolher. Ao contrário do que possa parecer, no mundo real, nem todo mundo pode escolher seu trabalho. Também no mundo real, quem não trabalha, não come. E ainda dizem que existe um “tal” de “senso de realidade”. Tá bom, então…

      • Eduardo

        por que senão você passa fome

      • Ricardo

        você já foi excluída de uma vaga de emprego por ser negra? As pessoas falam tanto nos outros como se defender os outros te fizesse uma pessoa melhor, existindo piada ou não o preconceito vai continuar existindo, e não é porque eu acho uma piada engraçada que estou concordando com o fato da justiça e as leis desse país serem uma piada, é claro que várias leis deveriam ser refeitas para garantir os direitos das mulheres e crianças pois mesmo não tendo piada contra elas, sofrem bastante nessa porcaria de mundo! Agora o fato de respeito, tá ai uma coisa que você não adquiri no supermercado, você a ganha merecendo, homosexuais ficam falando em direitos, eles tem o direito de viver a vida deles como querem, só que parada gay não é nada de direitos, é uma festa pra galera se reunir e se divertir, quer ganhar respeito , faça uma coisa séria. Palhaçada e frufru não são dignos de respeito. O que deve ser mudado é o fato da cabeça pequena que as pessoas ‘politicamente corretas’ geralmente tem, uma coisa é você não gostar de uma pessoa outra coisa é realizar uma ação contra ela, E em relação a crimes, não sei se vocês costumam andar na rua, mas uma pessoa pode morrer por infinitas causas, agora a mídia manipula estatíticas, como a informação em si, e as pessoas querem ficar falando em dados sem ter credibilidade nenhuma ou saber do que realmente aconteceu! Desculpa qualquer confusão que posso ter feito, mas só acho que as pessoas tem que começar a pensar por elas mesmas e não ter sua opnião formada no que a mídia passa para você. Não é porque você ri de uma piada que você é melhor que o outro.

      • Ricardo

        Não é porque você não ri de uma piada que você é melhor que o outro.***

      • Felipe De Francesco

        cida, o problema está no senso comum. gente que acha negros em geral isso ou aquilo sao preconceituosas por natureza. gente que se deixa influenciar por uma piada ja foi influenciada pelos parentes e pela igreja e demais venenos do senso comum bem antes da piada.

      • Guilherme

        Quem é influenciado por uma piada, é por que não sabe discernir entre real e imaginário, isso por que as pessoas tem mentes fracas influenciadas por qualquer coisa como a TV, por exemplo. Nem por isso deixam de olhar TV. O problema não está na TV, ou no caso, na piada, mas sim no que você tira daquilo, se a pessoa é influenciada por aquilo, o “aquilo” não deve ser proibido, pois o problema está na pessoa.

      • Bueno

        Peraí Guilherme, mas as raízes das piadas brotam de onde então? De um mero imaginário fictício que mesmo estando no planeta Terra somos capazes de adivinhar que acontecem em Marte? Pera lá gente, é claro que a raiz da piada está no imaginário social que construímos através de uma relação com a REALIDADE. E essa é uma construção sensivelmente absorvida (e infelizmente naturalizada), por nós desde a infância. E com certeza, durante o processo de desenvolvimento da criança para a fase adulta, é necessário sim amadurecimento e o desenvolvimento da reflexão crítica para discernir entre os valores reais e a inversão deles nas piadas. No entanto, tenho duas críticas a fazer: 1) Sem dúvidas rir é muito bom, mas rir pode ser muito melhor se APRENDERMOS a fazer isso de uma forma mais inteligente, sem que necessariamente precisemos atacar alguma categoria social (que poderá ou não se ofender), só para provocar riso. Isso é sim uma grande imbecilidade! Podemos produzir piadas críticas contra qualquer tipo de desrespeito, por exemplo. E utilizá-las como um instrumento modificador dos paradigmas atuais. Eu acredito que nós somos muito mais inteligentes para produzir o NOVO do que viver de uma mesmice reproduzida que, talvez por isso, já não provoca mais tantos risos, mas sim críticas. Pode ser que o descontentamento seja a sede de ouvir mais apelos para os novos valores. Que tal piadas novas, que abordem uma inversão da lógica dos temas atuais? Ou que tal novos temas? É preciso inovar. 2) A sociedade possui a responsabilidade de ser exemplo e de transmitir valores idôneos, e mais humanizados, às crianças. É assim que formamos a nossa moral, e consequentemente a qualidade do tipo de realidade em que vivemos. E essa realidade pode ser mais predatória ou mais inclusiva, isso depende muito mais dos valores que cultivamos e do tipo de influência que escolhemos ser, sobretudo para as gerações mais novas. O que temos é exatamente o que plantamos, não adianta depois reclamar. Acha que o mundo está violento? Oras, parte disso é produto da nossa capacidade de NATURALIZAR e REPRODUZIR a violência, a ponto de não dar-se conta de que a violência também apresenta-se no riso. Assim a piada se repercute de muitas formas, e muitas delas, de maneira bastante nociva à sociedade. Essa é uma consciência sobre a qualidade de Educação que queremos ter e o tipo de cidadão que queremos ser. Sinceramente não há nada mais retrógrado do que compartilhar piadas que incitam desrespeito e reafirmam valores dos quais queremos nos livrar. Pois para rir há tantos temas! Será que não somos capazes de produzir piadas com temas que nos impulsionem para frente, para um estado de consciência mais evoluído? Bizarro é crescer em meio a valores sociais mesquinhos, sorvê-los e depois ter o trabalho de desmistificá-los porque, de uma forma implícita, o inconsciente coletivo através de pseudo brincadeiras, incita nas crianças a cristalização de valores que no futuro devem ser descartados. Inicia-se então a busca pela construção dos valores mais adequados. Construir e desconstruir sem dúvidas faz parte, mas as gerações de agora pode contribuir para que as novas construam desde bem jovem valores que proporcionem a inclusão e desmistifiquem a desigualdade entre cidadãos.

      • Márcio

        É a chamada, lavagem cerebral disfarçada. Algo parecido com o que a globo faz e os “bestas” aplaudem! Mas claro, isso é minha opinião.

      • nicole

        Provavelmente loiros e portugueses devem ter uma dificuldade tremenda de arranjar empregos também, afinal as piadas mais populares são sobre eles, e eles “não são” o próprio esteriótipo da classe média branca dominante no país. Leve essa sua sossiolojia de botequuim para a puta que te pariu. Obrigada.

      • Cândido Rolim

        Nicole, esse seu exemplo, sinceramente, foi infeliz. Ou melhor, ele apenas distorce uma situação real justamente porque remete a outra pergunta:e por que loiras e portugueses não tem dificuldade em arranjar emprego? por que mesmo?

      • Wilson

        Não seria você que está sendo manipulado por sociólogos politicamente interessados?

      • Wilson

        Corrigindo: “manipulada” (estou me dirigindo à Cida).
        Completando: sociólogos, historiadores, filósofos etc. não são necessariamente santos: eles também podem espalhar mentiras a fim de obter determinados resultados políticos.

      • Madex

        Tem razão, Wilson. Vamos começar a queimar os livros, pra nos livrar dessa manipulação odiosa. Talvez até largar escola. Ler pra quê? Tudo que preciso vejo na televisão.

      • Flavio

        Ellen, não pense em vc como um indivíduo, mas pense em um todo, em uma sociedade. Quando existe uma piada, que é aceita por toda a sociedade, isso cria uma estigma na sociedade. Por exemplo, piadas de gordinhas…. resultado, ninguém quer aparcer em publico com uma gordinha. mesma coisa vale para negro, e gay. Moro fora do Brasil e esses dias estava discutindo com uma amiga. Como por exemplo em países civilizados (politicamente corretos), um cara “bonitão” não tem problemas em sair com um gordinha, namorar e casar com ela, as relações são principamente definidas pelos valores morais da pessoa. No Brasil, devido as piadas (e o estigma que isso cria em estar pegando uma gordinha), o cara, pode até valorizar a personalidade da pessoa, ainda assim, não está disposto a namorar ela (Lógico que existem excessões). Acredito que muitos de nós por ignorância e condicionados pelo ambiente que crescemos, promovemos um humor pouco criativo e danoso, que ao invés de contribuir para uma sociedade mais justa, só a torna mais injusta e violenta.

      • Maria Rosa

        Perfeito, Flavio! Excelente comentário!!!

      • Caio Santos

        Quer dizer então que o preconceito acontece na cabeça de quem se sentiu mal com uma piada? Não há racismo em quando alguém diz ”tinha de ser preto”? É só coisa da cabeça da pessoa que escutou isso?

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        O racismo sempre existirá, e você não pode fazer nada. Ficar punindo humoristas não vai melhorar nada, apenas piorar a qualidade do humor brasileiro, que já não é lá essas coisas.

      • Claurio Silva Neves

        Não é questão de punir um humorista por uma piada racista, até mesmo porque a pior punição pra um humorista é um show vazio.

        Mas piadas racistas, sexistas, homofóbicas ou de qualquer outra discriminação contra quem está no mesmo nível que você (povo, contribuinte, cumpridor da lei, usuário do sistema público de saúde, educação e transporte) só reforçam conceitos criados por gente que está acima do seu nível (ricos, poderosos, que podem pagar advogados caros para defendê-los de seus crimes, independente de sua natureza)

        Se você é pobre e faz piada de quem é tão pobre quanto você, isso é compreensível, apesar de ser imbecil do mesmo jeito. Agora, se você mora num condomínio e ri da cara de quem mora na favela apenas porque mora na favela: isso é inaceitável! A pessoa já tem problemas suficientes, não precisa de mais uma pessoa para humilhá-lo desse jeito, ou pra convencer uma platéia de gente mal educada a humilhá-lo.

        Gabriel, o Pensador, tinha razão: “de pai pra filho o racismo (misandria, misoginia, homofobia, preconceito social, etc.) passa na forma de piadas que teriam bem mais graça se não fossem o retrato da nossa ignorância transmitindo a discriminação desde a infância.” E desde 1993, quando essa música foi escrita, mais uma geração nasceu, cresceu e está se multiplicando, e a gente não aprendeu nada.

      • Anderson Mairink

        Eu tmb sou negro,mas na boa,vc pode ñ se ofender com as piadas,porém ñ se esqueça que a rotulação e os estereótipos tem um poder imenso e isso se reflete na nossa sociedade…foram mais de 300 anos de escravidão e injustiças com o povo negro e a desigualdade social como já estamos cansado de saber é fruto da brutalidade com os nossos antepassados…eu ñ acho justo o sofrimento alheio virar uma piada…é muito fácil vc ir a um show de stand-up e na hora de ir embora fechar os vidros e travar as portas do carro pra ñ ter que encarar a realidade ´´social diante de um semáforo´´…quero ver quem pode fazer a diferença entre multidões,porque de piada ofensiva e sem criatividade já esta cheio…

      • leblck

        Infelizmente tenho que concordar com o pessoal abaixo que disse pra você acordar do “torpor bovino”. Perante a constituição todos somos ou deveríamos ser iguais. Ela não vai nunca excluir seu direito por conta de uma piada, mas as pessoas vão sim pensar que “lugar de negrinha é na cozinha”. Que você tem uma educação inferior “por ser negra e deve ter vindo da escola pública ou um bairro pobre” ou simplesmente porque “você nunca será uma princesa linda como as modelos da TV”.

        Saca aquele teste das bonecas? Toda vez que é refeito revela que os mesmos conceitos racistas estão sendo carregados pelas novas gerações. Ainda há quem vá te subestimar e uma piada reforça essa ideia no consenso comum. O que isso gera é aquela velha máxima de “serviço de preto” que a gente ouve mesmo que de forma subjetiva por aí. Acorde, uma coisa é se valorizar, você deve fazer isso sempre. Outra é ter consciência da desvalorização generalizada que minorias sofrem, aliás minoria é um termo errado para negros, somos a maioria desse país, mas não nos sentimos assim.

      • http://www.facebook.com/lucasnegrei Lucas Negreiros Gomes

        Te amo, casa comigo?
        Brincadeira a parte, seu comentário expressou o que eu penso.
        Vou tentar comentar, mas será muito parecido com o seu.
        Parabéns!

      • Jefferson

        Mas gente, vocês não param de olhar pro próprio umbigo. Pensem em como a maioria da população, que desenvolveu tão pouco a sua capacidade de reflexão reage.

      • Fernando Caldeira

        Então Thielle, como ele disse no texto. A ideia não é querer proibir a piada mas sim refletirmos quão difícil é fazer piadas que não sejam preconceituosas.

      • rap

        90% das ofensas estao nos ouvidos de quem escuta e 10% na boca de quem pronuncia, vejo que, as ofensas estao ligadas ao que os “outros” irao pensar, do que, no que realmente é.

      • thecommentator

        De fato eles não são corretos, são apenas políticos. Veja que durante todo o texto ficou claro uma coisa: você só pode zombar de pessoas em posições de suposta superioridade (pode zombar dos padres, dos ricos, dos políticos, etc) mesmo que para isso venha a reforçar esteriótipos contra esses grupos. Tudo isso para lutar contra a “opressão”, ou seja, para uma lua política.

        Só um exemplo: é muito mais provável que um professor de educação física seja pedófilo do que um padre. Fazer uma piada de pedofilia com um padre (algo que não penso que deva ser proibido) apenas reforça o preconceito contra eles,seguindo a lógica do Alex (mas aí pode, porque a Igreja é responsável pelos males da sociedade e blá, blá, blá). Mesma coisa para os ricos, como se fossem todos de mal caráter e esnobes e dos políticos, como se fossem todos ladrões.

        Enfim, esse texto é de uma imensa picaretagem argumentativa. Ele diz: os (supostamente) poderosos podem ser atacados e ridicularizados, os (supostamente) não-poderosos não podem.

      • Claurio Silva Neves

        Os poderosos podem sofrer à vontade, eles têm dinheiro pra garantir que a lei seja usada contra seus detratores. Um blogueiro processado por um dono de jornal por causa de uma paródia me fez ver que isso é papo furado.

        “Nem falo ainda das imensas picaretagens de dar a entender que todos os negros são mortos por serem negros (e quem os mata, só os brancos?)”

        Os negros são os que mais morrem – e os que mais matam – no Brasil porque são os que tem menos oportunidades de estudo. Como descendentes de escravos que foram jogados na sarjeta depois da abolição em 1888, transformaram a sarjeta em favela, e só agora estão começando a transformar a favela em comunidade. Se isso irrita você, o problema não é mais meu.

        “Nem falo ainda das imensas picaretagens de dar a entender que … as mulheres (são mortas) por serem mulheres e os gays por serem gays.”

        As mulheres são mortas por três motivos:
        1) São mais fracas fisicamente do que homens.
        2) São vistas como inferiores aos homens em muitos aspectos.
        3) Os homens que matam as mulheres foram ensinados desde pequenos que “mulher tem que apanhar, mesmo”, “lugar de mulher é na cozinha” e “é o homem que manda na casa, e que a mulher tem que aprender qual é o seu lugar.”

        Os gays são mortos por 3 motivos:
        1) Os gays que são mortos são aqueles que não têm medo de demonstrar pra quem quiser ver que eles são o que são.
        2) Os homens que matam os gays foram ensinados desde pequenos que “viadagem é errado”, “viado tem que aprender a virar homem” e “quanto mais mulher você comer, melhor!”
        3) A pessoa tende a atacar aquilo que não entende.

      • Karina

        As pessoas agem como se o humor tirasse o conteúdo da mensagem, como se por dizer “é só uma piada” todo o conteúdo da mensagem se torna irrelevante. O preconceito contido em uma ofensa direta é o mesmo contido em uma piada, o que muda é a forma de expressar isso.
        Como bem colocado no texto, a piada não cria preconceitos, mas reafirma. O humor é político, se vamos rir da cara do explorado ou do explorador é uma escolha política, como a maioria dos humoristas que se destacam atualmente, fazem parte da hegemonia – brancos, héteros, classe média, homens – sua escolha é pelos exploradores e opressores ( não que necessariamente todos que tem essas características serão opressores). Cabe a nós cotidianamente e aos humoristas profissionais, romper com a ordem estabelecida, até no humor ou ir pro lado fácil e reproduzir as injustiças e contar piadas totalmente previsíveis

      • thecommentator

        “Como bem colocado no texto, a piada não cria preconceitos, mas reafirma. ”

        Então vale reforçar o preconceito contra os supostamente poderesos só por causa da suposta da luta política pelos supostamente mais fracos? Nem falo das contradições em que se vai cair ao estigmatizar um rico por ser rico sem se atentar ao fato de que ele pode ser gay ou negro, por exemplo, enfim. Ou censura-se todo tipo de piada contra qualquer grupo ou não se censura nada. Dizer que se pode estigmatizar e aumentar o preconceito contra um grupo x por motivos políticos é simplismente desumanizar quem discorda de você politicamente, pois as regras que valem para seu adversário político têm que valer para você também.

      • Sei…

        Você é idiota e piadista. Simples, assim. Não precisa rir. Não é uma piada.

      • Sandra Lopes

        Taí, gestei de você, menina!!! Concordar ou discordar ficou até irrelevante diante de tão realista visão de mundo.

      • Isabela

        Amiga, só pq vc nunca “chegou numa loira achando que ela é burra” ou nunca “matou um gay” não quer dizer que seja a mesma reação de todo mundo. Os dados utilizados no texto comprovam muito bem que a piada coopera com a cultura do ódio às minorias…

      • Inanhan Colucci

        qrida isabela… considerando o fato de q a maioria da população faz parte da classe media pra baixo, q os homossexuais estaum entre o povo (assumidos ou naum) e q 90% da ppopulação brasileira tem sangue negro indio e varias outra etnias misturadas, digo como gay q sou , como mestiço q sou, q me sinto mto mais vitima de preconceito qndo alguem diz “ódio as minorias”, pq naum somos e nunk fomos minoria, e qndo dizem q o preconceito parte do ponto de q a pessoa naum se aceitou por completo oq eh qr dizer q se nos q naum somos mais a minoria desde antes msm da queda do imperio romano naum nos aceitamos como somos qm vai nos aceitar? se tantos gays se escondem atras de suas biblias, ternos e casamentos forjados, como espera q as estatisticas mostradas sejam modificadas… o preconceito começa dentro de nos msms qndo nos negamos a ser qm somos e nos forçamos a ser algo q a sociedade impera(assim como vc minha qrida), qndo jovem sofri mto preconceito por minha escolha sexual. mas nessa epoca eu msm naum me aceitava e qndo as pessoas vinham com suas piadas eu me enfurecia dando pra eles mais vontade d contar piada pq sabiam q me incomodava, depois q eu aceitei oq sou e alguem chegou com uma piada homofobia e eu fui direto e reto “sim, sou gay, pq?” nunk mais sofri um pingo d preconceito. qndo vc naum se aceita vc eh preconceituoso com vc mesmo dando espaço para q os outros sejam preconceituosos com vc, entaum vc presta atenção pq de alguma forma vc faz parte dessa minoria q naum sabe diferenciar a realidade d uma piada e com certeza eh uma pessoa q naum se aceita nem aceita as diferenças entre as pessoas, tenha uma boa vida fechada dentro de sua cabeça quadrada. alias estudar sociologia naum ajudaria ninguem nesse caso pq vcs q estudam tem a tendencia d se axar superior e chamar as pessoas de alienadas pois vivem tirando o melhor q podem da sociedade msm sabendo q ela eh prejudicial, mas na verdade vcs saum alienados por traz de seu grandes filosofos e sociologos e vcs se alienam da msm forma q uma pessoa se aliena qndo vira cristã e decide q a biblia eh o livro de leis supremo q existe para reger a humanidade, vcs devem parar d pensar na forma teorica q foi citado por varios sociologos de como devemos agir para com a sociedade e começar a prestar atenção na sociedade e no mundo a sua volta pq vcs naum sabem d porra nenhuma….

      • Carlos

        kkkkk Cara, vc eh um gay mt macho! Botou o pau na mesa e mandou td se fuder kkkkk apoiado!

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Exatamente! Quando eu ouço piadas racistas, me dá uma vontade danada de sair por aí e esquartejar negros.
        MENSAGENS SUBLIMINARES ESTÃO ACABANDO COM A NOSSA SOCIEDADE

      • Lara Spoto

        Participei uma vez de um churrasco na casa de uma amiga, com o seu cunhado. Ia tudo bem, quando ele começou a reproduzir uma série de piadas racistas. Depois de um bom tempo assim, as filhas do casal, de mais ou menos 12 anos, se aproximaram e disseram uma “piada” sobre negros, ainda mais grosseira que as do pai e praticamente brutal. Então, pai e mãe se “chocaram” e questionaram a criança sobre onde ela teria aprendido isso.
        Lembrei imediatamente de uma piada do Henfil, em que uma menininha escuta a mãe falar sobre como o cachorro espanta a ‘negrada’, de como a empregada é negra mas limpinha.Aí, se aproxima um garoto negro da cena, e a filha lhe dá um chute imediatamente. A mãe se espanta e diz “Onde você aprendeu isso?”.
        Como professora, vejo o quanto as piadas racistas, machistas e homofobicas são cruéis, principalmente nos primeiros anos do fundamental, em que leciono. As crianças reproduzem o modo de pensar que consideram socialmente correto, buscando distinguir-se e adquirir um status superior ao do outro. Não falta insensibilidade e crueldade neste intento, afinal, diferente do que foi muitas vezes dito aqui, elas ainda não desenvolveram bem os mecanismos de distinção entre “fantasia” e “realidade”, e procuram se adaptar aos códigos de conduta que absorvem na família, na escola,e através da mídia.
        Não é estranho que procurem se destacar dessa maneira, já que estão inseridas dentro de uma lógica altamente competitiva, em que sempre é cobrado do grupo quem é o melhor: o mais bonito, o mais inteligente, o mais esperto….Dentro disso, ser negro, ou ser gordo, ou gay, ou pobre, tudo isso ao mesmo tempo ou outras ‘diferenças’ com o padrão social aceitável, é suficiente motivo de perseguição. E a piada é uma das suas principais formas. Sei que algumas pessoas desenvolvem muito cedo defesas para situações assim, outras não. Fora isso, há outro questionamento: será que os ‘piadistas’ sempre superam totalmente os preconceitos que reproduziram desde a infância? Ou melhor, será que a sociedade os supera?
        Sou contra as piadas preconceituosas, independente de quem as veicule e onde, e a favor das leis que criminalizam a ofensa, seja feita ou não na forma de piada. Acho que é um passo importante para a educação e cultura do país.

      • Carlos

        Concordo, mas não apoio criminalização.

      • Felipe De Francesco

        kkkkkk vai ter gente aqui que não vai perceber sua ironia cuidado com os politicamente corretos kkkkk

      • Flavio

        Thielle, Não pense em vc como um indivíduo, mas pense em um todo, em uma sociedade. Quando existe uma piada, que é aceita por toda a sociedade, isso cria uma estigma na sociedade. Por exemplo, piadas de gordinhas…. resultado, ninguém quer aparcer em publico com uma gordinha. mesma coisa vale para negro, e gay. Moro fora do Brasil e esses dias estava discutindo com uma amiga. Como por exemplo em países civilizados (politicamente corretos), um cara “bonitão” não tem problemas em sair com um gordinha, namorar e casar com ela, as relações são principamente definidas pelos valores morais da pessoa. No Brasil, devido as piadas (e o estigma que isso cria em estar pegando uma gordinha), o cara, pode até valorizar a personalidade da pessoa, ainda assim, não está disposto a namorar ela (Lógico que existem excessões). Acredito que muitos de nós por ignorância e condicionados pelo ambiente que crescemos, promovemos um humor pouco criativo e danoso, que ao invés de contribuir para uma sociedade mais justa, só a torna mais injusta e violenta.

      • jrbarbassa

        Nem ia perder meu tempo de comentar sobre essa porcaria de texto. Mais um cidadão cagando regra pra puxar sardinha pro lado dele, se é que me entendem. Mas o seu comentário, Thielle, esse sim está de parabéns, penso exatamente igual.

      • Paula Casoy

        Também sou judia e considero as piadas que você disse serem engraçadas podres. Sinto muito, você e sua família tem um senso de humor bastante questionável. Ou vai me dizer que você riu da piadinha do Gentili sobre o metrô de Higienópolis?
        Piadas não matam? É o mesmo que afirmar que palavras não tem poder. Mas palavras tem. Se não tivessem, como é que toda uma população alemã se deixou convencer pelo discurso de um lunático?
        Não estou dizendo que não se deve fazer piadas, só estou dizendo que a forma de fazer piadas faz TODA a diferença. Um exemplo, para mim, de humor “politicamente incorreto” sobre judeus que funciona é South Park. As piadas ali não são leves, mas são engraçadas. E você sabe a razão? A razão é bem mais interessante e digna de análise do que essas pseudo-comédias brasileiras (Zorra Total, Danilo Gentili, Rafinha Bastos, Ratinho, A praça é nossa….).
        Foi o que o texto explicou: a diferença é que um está, na verdade, do lado das vítimas, enquanto o outro, de maneira burra, reforça estereótipos.
        No caso de South Park, eles te apresentam um personagem nazista, o Cartman, e colocam ele como amigo de um personagem judeu, o Kyle. Nenhum dos dois é santo. Os dois vivem se boicotando e isso é engraçadíssimo.
        Só que um adendo: o Cartman é, nitidamente, colocado como uma pessoa desequilibrada, contraditória… Entendeu?
        Enfim… A reflexão sobre South Park é bem longa… Recomendo, mesmo, que você assista algumas temporadas e tire suas próprias conclusões.
        Mas para mim é bem nítida a diferença entre fazer comédia com embasamento crítico e fazer comédia que reforça estereótipos gratuitamente, sem nenhum tipo de reflexão.

      • Mauricio Del Manto

        Assino em baixo. Thiele escreveu tudo o que eu queria falar… Parabéns irmã.

      • Elton

        Concordo 100% com você Thielle!!!

      • aquiles

        disse tudo, ha muito tempo ele faz isso e nem consegue ser engraçado como era o dr love ao nos esculachar

      • Ale

        Esse é Humorista… #ChaTIado…rs…

      • Marco

        Meu amigo, superioridade? Que delírio! Como assim? kkkk
        Alex me representa!! e acho que não sou só eu ;)

      • Consciencia do Anonimo

        Anonimo, voce é um escroto! O cara é humorista!! Voce é um porre por via de fato e sem sombra de duvida. Muita inveja. Seja humilde e clique nos links e… porque nao se cala!? caraca!!!

      • Mah

        Alex, gostei muito do texto. Acredito que você pode escrever também sobre o preconceito contra as igrejas e religiões nos dias de hoje. É muito comum ouvirmos pessoas algumas pessoas dizendo que a religião é a culpada pelo preconceito contra homossexuais, etc., sendo que não é bem assim. O que você acha da ideia?
        Valeu!

      • CJ

        Só tenho que discordar com uma coisa na parte do racismo. As estatísticas ignoram completamente a existência de assassinos negros. Que os negros são oprimidos com certeza, mas do jeito que foi colocado incita a pensar que só brancos matam negros, que evidentemente não é o caso.

      • Ricardo Schiavon

        Concordei com a opinião do Anônimo. Esta resposta é agressiva e evasiva. Não atende às questões levantadas.

      • Marcelo

        Eu acho que o humor “racista” ou “homofóbico”, quando bem feito, tem sim um papel social importante, podendo denunciar nossa ignorância e hipocrisia. Vide como exemplo o desenho “Family Guy”, que pra mim é genial ao denunciar o modo de pensar do americano médio… a risada da piada acaba nos despertando um sentimento ruim e provocando uma auto crítica… O humor bem feito provoca debate e é interessante.

      • Rodrigo

        Só para citar … esses links que você citou são tendenciosos às suas idéias… Para informar estatísticas envolvendo homosexuais você poderia procurar uma fonte neutra e não um site de grupo gay…

      • Felipe De Francesco

        esse seu cancer de “só que não” que vc escreveu abaixo da piada do danilo é um exemplo do quanto vc gosta de se enturmar e chamar atenção meu caro… e reflexão sobre papel social? querido vc nem sequer respondeu com educação a critica feita. qualquer idiota percebe em vc uma necessidade doentia de estar certo

      • Pedro

        O problema é que os seus dados não são totalmente válidos. Na verdade, alguns deles são completamente furados.

        O número de negros assassinados por ano não é uma estatística referente ao racismo. Você considerou na sua estatística a correlação que existe entre “raça” e classificação social? E a correlação entre classificação social e a criminalidade?

        A declaração do número de homossexuais assassinados, do jeito que você colocou, leva justamente à conclusão oposta que você quer transmitir. Com base exclusivamente nessa sua declaração, dá uma sensação de inveja porque a taxa de homicídio por 100 mil habitantes parece menor para os homossexuais.

        Estatística não é só tirar uma média aqui e ali, apresentar umas porcentagens a afirmar que você tem dados pra defender sua hipótese.

      • Vânia

        Dados e pesquisas sobre assassinatos de negros, mulheres e LGBTs

        assassinato dos negros: Relatório Anual das Desigualdades Raciais 2011 – Fundação Cultural Palmares

        assassinato de homossexuais (abrangendo toda comunidade LGBT): Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

        assassinato de mulheres no Brasil: Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.

      • Sujeito

        Realmente, o uso das estatísticas não foi o mais adequado no artigo, mas o que ele fala é coerente mesmo assim. Não acredito que ele esteja defendendo “não fazer piadas racistas”, mas sim fazer o uso inteligente e político através do humor não sendo apenas um perpetuador da ordem estabelecida sem uma reflexão mais aprofundada acerca do que se diz.

      • Sujeito

        Corrigindo… Não percebi os links então retiro o que disse em relação às estatíticas não estarem adequadas.

      • Diogo

        a mesma coisa sobre a mortalidade de negros.. “negros morrem 70% mais que brancos..” dessa forma parece que um monte de branco foi fazer arrastão pra matar negros.. quando na verdade o que é alta é a taxa de crimes de negros contra os próprios negros.

      • Luis Halfeld

        Bom, tenho de discordar veementemente de você, caro anônimo. Vou pegar ponto por ponto de sua crítica para contra-argumentar. O primeiro ponto é quando você diz que: “A fonte indicaria, por exemplo, qual foi o critério para dizer o número de homossexuais assassinados. Ora, sem a fonte, não é possível saber 1) qual foi o critério para definir o que era ‘homossexual’ nesta pesquisa? 2) qual foi a motivação dos assassinatos? será que foi o fato de a pessoa ser homossexual ou teria sido outro fato? Seus dados são apenas “jogados”. Não acredito que sejam necessários dados de uma pesquisa confiável para constatar que o racismo/homofobia/machismo estão arraigados em nossa cultura; não é preciso ir longe para que se veja isso. E, mesmo que os números dessa pesquisa estivessem arredondados para cima, seria de nossa inteira responsabilidade ainda que eles fossem baixos, uma vez que não importa se 10, 100, 1000 ou um milhão de pessoas morrem vítimas de preconceito: ainda assim são vidas em jogo.
        Segundo ponto: “A citação de Monteiro Lobato acaba sendo instrumento retórico sem consistencia analítica, afinal, a crítica de uma realidade histórica distinta a partir de códigos de valoração atuais não consegue entender a realidade histórica analisada por deixar de assumir seus pressupostos como premissa.”. Concordo com você! Não devemos julgar uma pessoa ou uma cultura com base nos valores atuais que temos em nossa cultura, caso contrário estaríamos sendo anacrônicos – mas isso apenas em trabalhos acadêmicos. Como essa matéria, acredito eu, não tenha a intenção de ser um estudo acadêmico, a crítica que o autor faz é válida. Pelo o que eu entendi, ela está tratando de discutir uma cultura que preza pela violência, e que se utiliza de pré-conceitos para julgar as pessoas. Isso tem raízes históricas, como o próprio Monteiro Lobato, Gilberto Freire e outros pensadores nos transmitiram em suas obras. A sociedade daquela época partilhava dos valores e da visão que eles nos passaram; todavia, isso não os exime de terem uma visão que, hoje nós, consideramos racista!
        A terceira parte da minha argumentação é sobre o final de sua crítica: “Primeiramente, parto da premissa de que problemas como racismo, homofobia e semelhantes, não se resolvem somente com o “deixar de falar” ou seja, deixá-los no esquecimento não fará com que sumam. Por exemplo: fingir que o racismo não existe e deixá-lo oculto não levará as pessoas à internalização do não racismo.(…) E aí, parece-me que o “contar a piada racista” é um mal menor do que calar e não mais contar tais piadas. Explico. Quando a piada é contada, muitos se indignam e retrucam (é o seu caso). Porém, se não houver este “passo inicial” para ser rechaçado, nem debate não há. E o preconceito, existente, fica oculto. “. Primeiro que não concordo que fazer piadas racistas/machista/homofóbicas é um mal menor. É sim um mal maior! Porque, como podemos criticar uma agressão a um homossexual e, no momento seguinte, fazer piada disso? Quem dera estivéssemos rindo do “quanto éramos burros naquela época” quando manifestávamos valores que respaldavam a violência que tanto tentamos combater. Digo isso porque não dá pra dizer que a agressão que homossexuais/negros/mulheres sofrem diariamente é obra de um ou outro desalmado, mas dos valores que ensinamos aos nossos filhos, amigos, parentes, etc. Esses casos de violência não são uma eventualidade, um evento pontual, mas uma recorrência, uma constância na sociedade que vivemos, e devemos sim olhar aonde cada um de nós – e me incluo nesse bojo – incentivamos esses tipos de manifestações. A piada é só um veículo delas, não é o todo, com certeza, mas é um veículo bem eficaz! Bom, espero que não tenha sido por demais enfadonho no meu endosso à essa matéria.

      • http://www.facebook.com/eudesaraujo Eudes Araújo

        meu. o comentário sobre a charge tem o mesmo intuito que o resto da publicação: tirar as pessoas “erradas” de sua zona de conforto. tem certeza que tua crítica é pertinente?

      • Leandro

        Monteiro Lobato ainda que fosse racista, era um homem de seu tempo, vc não ta julgando um cara de mais de 60 anos atrás com os olhos de hoje né?

    • Talita Salles

      Hah, era o que eu ia dizer! :) Boa Alex!

    • Kleber Martins

      só pra isso mesmo, porque o video em sí é uma merda

    • Guest

      De um humorista morto para um vivo sem graça nenhuma:

      “A SIMPLIFICAÇÃO MORAL dos “despreconceituosos” é coisa que me boquiabre. Os caras MAIS PRECONCEITUOSOS são justamente os possuidores dessa crença enganosa – e ocasionalmente odiosa – que se chama despreconceito. Não conheço ninguém – ninguém – que não seja preconceituoso.

      Mas conheço toneladas de FINGIDOS, DE HIPÓCRITAS, MUITAS VEZES ATÉ, INCONSCIENTEMENTE, COVARDES. Conheço só um cara absolutamente despreconceituoso – o locutor que vos fala. E isso apenas porque não tenho a inocência do despreconceito. Ferozmente autocrítico, sei que, se me deixar solto, sou racista, machista, elitista, argentário, reacionário, escravagista e todo o demais repertório. Mas jamais serei apanhado na armadilha da imaculada pureza de mim mesmo.

      Quando, em 1972, circunstâncias políticas dramáticas fizeram com que eu assumisse a direção do Pasquim, um jornal de certa importância na época, reuni a “patota” e falei brevemente: “Todos esses erros e esculhambações aconteceram porque somos todos abertíssimos, libertários, sublimes. Mas só pode agir com alguma dignidade, mínima possibilidade de acerto, quem aceita a certeza fundametal de que é, visceralmente, um FDP. O SANTO BATE CARTEIRA COM A MAIOR FACILIDADE: ESTÁ, PARA SI PRÓPRIO, ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA. Simplificando: vou botar isto aqui numa condição moral insuportável”.

      Um “companheiro” esperto levantou a voz: “O que é condição moral insuportável?” Respondi: “Você vai ver”. E, no período do jornal pelo qual me responsabilizo – 72 a 75 –, ele viu. Todos vimos.

      Bem, o que é “condição moral”? Pensar sempre a todo risco. Não ter medo do que é “universalmente” aceito. Não aceitar slogans, bandeiras, pratos
      feitos. Desconfiar de qualquer idéia com mais de seis meses de idade. DESCONFIAR DE TODO IDEALISTA QUE LUCRA COM SEU IDEAL. E por aí vai.” – Millôr Fernandes.

  • vincedesign

    Se você acha que uma piada ruim deve ser respondida com um ataque judicial (multas, indenizações, ameaças, prisões), e acha que isso é responder “à altura” … você tem sérios problemas com medidas e proporções …

    Há uma certa inversão do discurso do poder nessa história … veja o cenário …
    Quem é realmente forte ai? Rafinha Bastos, um cara com microfone em cima de um palco ou um homem do Estado, com poder de decreto e coerção (e a coerção é física) como Jean Willys ?

  • Raulzito Rafael

    @alexcastrolll:disqus

    Cara, não concordo com tudo que expôs.
    Hoje em dia rimos do negro, que faz piada sobre negro.
    Hoje em dia rimos do gay, que faz piada sobre gay.
    Hoje em dia rimos da loira, que faz piada sobre loira.

    Tenho amigos das 3 classes que você citou, e de outras classes não citadas (pobres, baianos, etc.) e não quer dizer que apoio qualquer tipo de violência contra as “raças”, “tipos”, “gêneros” deles.

    Para mim, somos TODOS IGUAIS!!! Não é porque rio de uma piada, contra eles que faço parte desta cúpula preconceituosa.

    E uma dúvida, porque não utilizou boas piadas da galera do Stand Up (R. Bastos, D. Gentilli, etc.) como bons exemplos? Acha que eles não prestam como um todo??

    Só vi as críticas…

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      Nunca vi boas piadas do Rafinha ou do Gentili. Sério. Nem uminha. É como loira inteligente: não existe. (Ah, foi ironia, tá? Existe loira inteligente. Piada boa desses dois, não.)

      • Raulzito Rafael

        Pô, Alex. Você já chegou a ver o 1º DVD do Gentili? Aquele que ele senta a lenha na politicagem brasileira?

        Gostei desta frase sua:
        “Faça pouco dos poderosos que podem se defender…”

        E penso que neste DVD, ele se enquadra muito nisto…

      • bnlf

        está sendo mais hipócrita ainda, perdoe-me. Eles pegam pesados no humor negro, mas nem por isso deixam de ser ótimos comediantes com piadas que atendem a todos os gostos.

  • Niub

    Acho que é por isso que a MAD tá tão sem graça…

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      concordo. mas eu parei de escrever pra lá faz doze anos.

  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

    O charge sobre o Bolsonaro é completamente desagradável, faz pouco de um cidadão respeitado – ou que pelo menos deveria ser – usando uma presunção do esteriótipo do cara. Sei que na internet é uma visão quase unânime e falar mal dele é moleza, mas num texto como esse, que é contra o riso fácil em cima da minoria, faz ainda pior, ri fácil de uma pessoa.

    Acho pior uma zoação direta, em um grupo de pessoas, destinada a alguém, do que aquele destina a uma classe de pessoas, a um estilo, um jeito de viver. Em piadas, meu lema é rir junto com alguém, não rir de alguém.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      Fernando, a diferença é que o Bolsonaro é uma pessoa poderosa, ele sabe se defender. Se o humor tem que sempre zoar de alguém, que seja dos grandes e dos poderosos, e não dos pequenos, das minorias, dos subalternos.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Ok, compreendi a sua proposta. Não curto essa vitimização e esse lema de “fodam-se os poderosos”, mas compreendi a pedida. Agora, ainda nessa charge, ocorre uma inversão do esteriótipo padrão. Normalmente aconteceria o contrário. Assim, com o tempo, apostando nesse “estilo”, mudaríamos esses conceitos na sociedade. O lance é pensar até quando isso é bom.

      • Mortimer

        Negros e homossexuais não sabem se defender? Tem razão. Necessitam de brancos inteligentes e conscientes como você para conseguirem ser relevantes no mundo opressor de hoje.

        Quem insiste tanto em racismo e homofobia talvez seja mais racista e homofóbico do que aqueles que simplesmente vivem suas vidas comuns rindo de estereótipos comuns.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Ainda bem que o Nazismo foi o poder hein! Imagina se fosse a minoria? Estaríamos aqui aceitando que mesmo sendo algo repulsivo, poderíamos fazer piadas dos Judeus dominantes. Afinal, temos mais é que escrachar os politicos, os ricos e os playboys. Essas escórias…

    • Klaic

      Mas e quando o Bolsonaro AGRIDE todos os gays dizendo que deve haver um tratamento para a homossexualidade?

      E quando o Bolsonaro defende que a união homoafetiva não pode ser reconhecida pelo Estado só porque é uma união HOMOafetiva?

      E quando o Bolsonaro mobiliza uma grande massa contra uma minoria dizendo que os gays não são corretos e que vão todos para o inferno?

      E quando o Bolsonaro coloca outdoors em São Paulo dizendo que Deus fez o macho e a fêmea e deixando implícito que ser contra a homossexualidade DOS OUTROS é ser “a favor da preservação humana”?

      Tenha dó, Fernando. Completamente desagradável é o que esse cara faz.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Primeiro, Klaic, acho que você confundiu um pouco aí as pessoas. Pelos fatos que disse, parece se referir ao Silas Malafaia.

        Ainda assim, vou responder supondo ser o Bolsonaro o autor das proesas. Bom, é direito achar o que quiser, assim como é direito seu e dos militantes gays achar um absurdo suas posturas. Eu não acho, e também não acho que considerar um tratamento para a homossexualidade seja uma agressão aos gays. Cada um é cada um, e vendo a audiência pública que criticava a resolução do CFP que proibia tratamentos nesta linha, pude ver que absurdo mesmo é a falta de informação da população.

        A imprensa fala algo, e todos nós repetimos, como papagais. Sobre essa questão, acredito que possa existir muito gente praticando sexo com pessoas do mesmo sexo sem que esta seja a sua indicação primária, sem que isso esteja lhe fazendo feliz, indo por este qualquer por algum problema ocorrido ao longo da vida. sei lá. A linha dos que defendem é essa, dizendo que existem pessoas que buscam tratamento e realmente mudam sua forma de se relacionar. Existem casos, eu pesquisei. Aí eu lhe pergunto: Estes casos de “ex-gays” o cara era realmente gay? Talvez não, segundo os próprios ativistas da causa, porque caso seja um dia voltará a isso e nem largará.

        Absurdo mesmo é confundir uma crítica a uma ideia, ideologia ou forma de pensar, a uma agressão pessoal. As pessaos não sabem discordar, isso é um grande mal social hoje. Que problema há em pensar nessa linha do Bolsonaro? É um pensamento, que está de acordo com as linhas ideológicas do conservadorismo. Tem que existir, como tem que existir a sua oposição.

  • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

    Eu ia comentar, justamente, sobre esse documentário! =]

    Matou a pau!

  • http://www.facebook.com/ogabrielterra7 Gabriel Terra

    O Alex Castro falou tudo.

    O resultado disso está estampado no nosso dia a dia, na ignorância nossa de cada dia… em achar que é só mais uma piada que não leva a nada.

    Tem gente que questiona o porquê eu não gosto de stand ups…

    Mas, lembro bem quando um comediante, até que famoso, esteve por aqui em minha cidade e foi a uma rádio para fazer o anúncio do seu show… No meio do programa, dentre outras “piadas” absurdas, ele descreveu o Saci como um “neguinho diabético fumador de crack”… E isso não tem graça. Não é para fazer rir.

    E não dá para jogar a culpa somente no comediante, porque somos nós quem sustentamos esse tipo de humor com a nossa falta de crítica, com o nosso “achar menor”…

    Existe muita gente boa que leva a comédia a sério, mas muitas vezes a audiência acaba somente alimentando o humor que mata.

  • Evelin Prestes

    Concordo com tudo.
    É triste você dar graças por que é morena, logo o preconceito é menor.
    Mas vc é mulher! ops! voltamos a estaca zero.
    Mas vc é de exatas, o que faz você ouvir “ela é mulher, mas é engenheira”, e aí, vc dá graças ou não? Pq obviamente, se vc é de exatas, vc tem bigode!
    É ridículo passarmos por isso.
    É triste. E é financiado pelos humoristas…

  • Priscila

    Acho que saquei o motivo do texto do Alex incomodar tanto.

    A maioria dos comentários contrários se concentra na diferença entre “rir de x/y/z” e “ser x/y/z”. Isso mostra que ainda temos a tendência a associar x/y/z com indivíduos e não com a cultura.

    Óbvio que ninguém quer ser visto como um estuprador neonazista só por ter rido de uma piada da qual o estuprador neonazista também teria rido. Mas será que o estuprador neonazista teria se tornado um estuprador neonazista se ele tivesse sido sempre o único a rir de tais coisas?

    Pensem nisso.

    • Klaic

      Exato.

    • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

      Por que traumas, disfunções hormonais, patologias psicológicas influenciam muito menos que ser aceito socialmente.

      tenho um conhecido que o modo que ele se expressa lembra um tarado, todo mundo zoa o cara por isso, ele não e aceito socialmente mas não muda o jeito de ser, e a personalidade dele porra.

      e legal ver que vc não tem preconceito “estuprador neonazista”…

      • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

        coitado dos neonazista devem ser as pessoas que mais sofrem preconceito, eles niguem defendem… ta neonazista é um exemplo drastico, mas e o skinheads? sofrem 1000 vezes mais preconceitos que os casos citados

      • Priscila

        Pois é, tadinhos dos neonazistas! Tão oprimidos por conta de sua ideologia racista/eugenista/homofóbica/reacionária! Não podem nem exercer em paz o seu direito à opressão! Chuif!

      • Priscila

        Claro que influenciam menos. Se o estuprador neonazista tivesse sido ridicularizado por suas ideias preconceituosas, tal como o seu conhecido o é pelo seu “jeito de tarado”, dificilmente ele acharia que é legal ser estuprador e neonazista.

        Eu tenho preconceito contra estuprador neonazista, sim. Quem disse o contrário?

      • http://www.facebook.com/kindlein Acauã Kindlein

        ” Se o estuprador neonazista tivesse sido RIDICULARIZADO por suas ideias preconceituosas”

        adoraria ver você no poder, não no meu país claro, mais um governo totalitário por ai…

        sim o certo é se oprimir pessoas que tem ideias erradas, porque a opressão sempre da certo olha ai os EUA com seu combate extremamente eficaz contra as drogas, não sou psicologo para
        propor soluções, mas essa sua “solução” e risível e provada ineficaz por diversas vezes

        paro por aqui porque eu sim criei preconceito para com a sua pessoa…

      • Priscila

        Ai, meu sais. Quem aqui está falando em censura, em Estado? Depois os politicamente corretos é que são os noiados… =D

      • Dona coisa

        Ai Priscilla, nao perde seu tempo respondendo educadamente aqui não. Esses meninos vieram aqui reclamar que não querem viver num mundo em que nazistas são discriminados. Eles gostam da cultura do estupro, machista, homofóbica e vêm em lugares como este aqui falar coisas sem o menor sentido para nos fazer perder a cabeça e manda-los às favas. Só querem atenção… aquela adrenalinazinha da raiva virtual correndo nas veias enquanto distilam ódio. Haters gonna hate.
        Deixa eles.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        “SUAS IDEIAS SÃO ERRADAS E AS MINHAS ESTÃO CERTAS”

    • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

      Homosexuais, negros também são índividuos Prscila. Nos países de primeiro-mundo se valoriza antes de mais nada o indivíduo, querer esteoritipar individuos colocando ele dentro de grupos é pensamento de esquerda totalitária. Mas essa é minha opnião, tenho ideias liberais e com orgulho, creio que a liberdade deve ser o motor primordial de toda a sociedade.

      • Priscila

        Uai, mas quem falou em estereotipar indivíduos? Pelo contrário, a discussão toda está tratando (também) de como estereótipos podem ser nocivos. ;-)

        Agora, um indivíduo não é uma ilha. A personalidade dele é quase totalmente forjada pelo meio em que vive, e é aí que entra a questão do humor. Se todo mundo do seu convívio acha legal e socialmente aceitável fazer piadas que reforçam um preconceito, é menos provável que você se dê conta do quanto aquilo é preconceituoso.

      • Rodrigo Monteiro

        Concordo. Acho que o humor faz parte do ser humano e sempre poderemos separar as pessoas em grupos. Sou descendente de portugueses 100$ (meus quatro avós são, minha mãe é). Já visitei o país algumas vezes e considero minha segunda pátria. Ok. Adoro piada de portugueses e as conto também. Isso faz de mim um idiota preconceituoso? Eu sei que é piada, sei que os portugueses não são burros, isso é uma característica cultural assim como dizer que nordestino é preguiçoso e gaúcho é homossexual. Sou inteligente pra saber que existem N características populares que chegaram a esses esteriótipos. Eu dou risada por que é piada, assim como coloco um enfeite de papai noel na árvore de natal mesmo sabendo que ele não existe. O problema são as pessoas sem consciência. Com ou sem piada eles vão continuar atacando homossexuais, ofendendo loiras e por aí vai.

      • Priscila

        Olha, Rodrigo, eu sou da opinião de que um português fazendo piada de portugueses é infinitamente menos ofensivo que um não-português fazendo a mesmíssima piada. Há quem me ache hipócrita por isso, mas o que eu enxergo nessa situação é a diferença entre rir de si mesmo e rir dos outros. (Aliás, as pessoas que nos dizem “ah, mas você precisa aprender a rir de si mesm@” geralmente não estão rindo de si mesmas; estão rindo da gente!)

        Quanto às pessoas sem consciência, certamente muitas delas continuariam a cometer crimes mesmo fora de uma cultura que lhes desse respaldo. Mas duas coisas estão para mim muito claras:

        1- Como eu disse ao Gustavo, um indivíduo não é uma ilha. Ninguém nasce criminoso a não ser, talvez, que seja psicopata;

        2- O humor, sendo um reflexo da cultura onde está inserido, contribui para a formação da personalidade – inclusive das personalidades doentias, por que não?

        Foi isso que quis dizer no meu comentário. Algumas pessoas pensaram que eu estava excluindo a responsabilidade individual. Não estou. Estou apenas “não excluindo” a responsabilidade coletiva.

      • Pitagoras Ribeiro

        Curtia muito o Mad na minha juventude. Sou um chargista premiado no 1º Salão de Humor de Volta Redonda e cartunista. Fui ilustrador no O Globo, fazendo ilustrações no Caderno do Vestibular, em 1983. Digo que o humor sempre será voltado para o escárnio (zoar, caçoar de alguém) e, sem essa dosagem, as piadas de h

    • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

      Um estrupador neonazista provalvemente foi um estrupador neonazista, por desvio de carater, e falta de estrutura familiar, social e ecônomica (além de manipulação partidaria e ideológica presente na sociedade alemã daquela época). Isto não tem nada a ver pelo fato de ele ter rido de uma piada sobre judeus (afinal rir é uma coisa também inconsciente).

      Será que todos que jogam jogos violentos vão virar Serial Killer também ?. Devemos começar a eliminar esses párias, quem saiba assim a sociedade fica segura.

      • Priscila

        Gustavo, tudo que você disse sobre o estuprador neonazista também deve ser levado em conta. Ainda assim, eu não minimizaria a importância do humor. Se o humor fosse inofensivo, totalmente irrelevante na formação de valores, nenhum ditador jamais teria perdido tempo censurando humoristas. Para quê? Para que exilar o satirista político? É só piada, mesmo…

        “Será que todos que jogam jogos violentos vão virar Serial Killer também ?”

        Eu disse que todos que riem de piadas com x/y/z vão sair matando x/y/z?

        De qualquer forma, na minha opinião, a comparação não é acurada. Não existe, até onde sei, uma “cultura serial killer” no Brasil, ao passo que uma cultura homofóbica, racista e sexista existe.

      • Rafael

        A diferença é óbvia. Você não vai ter vontade de executar o ato de matar alguem baseado no que você acabou de fazer no jogo, pois só a questão do virtual já muda totalmente a perspectiva do individuo. Mas vamos voltar ao exemplo to estrupador neonazista, percebe como este possui um desvio de carater que o leva a fazer tal ato? Por que então, a sociedade deveria apoiar alguem que faz piada de um assunto que não deveria ser tratado de forma banal, porque a sociedade começa a aceitar esse desvio, até encoraja-lo? Não teria sido suficiente para impedi-lo de cometer seus crimes uma simples sociedade que os abomina? Talvez. Esse talvez já justifica qualquer tentativa de reformar a noção de humor que a sociedade brasileira possui.

      • Richard Andeol

        Jogos violentos não tornam necessariamente seus jogadores serial-killers, mas corroboram e alimentam uma cultura de violência que está na sociedade e que causa milhares de mortes por ano, sendo portanto consequencia e causa desta cultura.
        Uma postura crítica mais efetiva à estes jogos seria muito bem vinda também.

      • Thielle

        só que não!

      • Carolina

        Nem tanto.
        Acredito que o problema não são os jogos violentos em si (quem não se sente melhor depois de matar uns zumbis ou roubar uns carros e dirigir à toda pela cidade virtual, por exemplo?), mas a idade em que esses jogos são jogados e a falta de orientação quanto à separação entre real e virtual nessa fase.
        Não adianta dizer que o jogo, o desenho, o mundo da fantasia em geral não influencia a criança. Quem nunca amarrou uma toalha no pescoço e achou que, se acreditasse com muita força, ia conseguir voar? Se não foi você, com certeza foi um coleguinha, um primo, um filho de conhecidos dos seus pais, etc. As crianças não sabem separar completamente o real do imaginário. Elas podem não ser imbecis ao ponto de dar uma martelada no gato esperando que ele volte ao normal que nem no Tom & Jerry, mas coisas mais sutis são absorvidas e o resultado só vai se ver lá na frente.
        O que está faltando (e isso de forma genérica, que acabaria com o problema descrito no post, inclusive) é educação. O jogo violento não tem que ser proibido, não tem que vir com uma tarja preta gigante anunciando que é só para maiores de idade nem necessitar de identidade para ser comprado, o que precisa é que a criança seja educada e tenha a devida atenção dos pais, ponto. Os pais tem que saber a maturidade dos filhos para determinar o que eles podem ou não assistir, que jogo podem jogar, etc. E precisam tirar um tempo para ver o filme/desenho/vídeo e jogar o jogo pra saber exatamente do que se trata. O problema é que ninguém tem tempo pra isso, todo mundo trabalha igual condenado a semana toda e mal tem tempo de dormir direito, que dirá fazer tudo isso. A solução? NÃO TENHA FILHOS SE NÃO QUER/PODE TER O TRABALHO DE EDUCÁ-LOS COMO SE DEVE. Curta e grossa.
        Aí acaba o machismo, o racismo, a homofobia, o comportamento violento e diversos outros problemas. =)

      • http://www.facebook.com/richard.andeol Richard Andeol

        Essa é a discussão. A própria educação gera o distanciamento crítico necessário. No entanto, não podemos seguir ignorando o fato, por exemplo, de que a indústria de armas esta por trás de boa parte dos jogos violentos.

      • Gustavo

        Falou muito bem, minha sincera opinião vai de encontro à sua. Pode ser um exagero de minha parte mas, não parece que a todo momento pais tentam se abdicar da culpa? (que não é uma culpa, na verdade), pois são vítimas/cúmplices de uma série de problemas sociais recorrentes (ao meu ver insolucionáveis) que vem aumentando como a falta de tempo por conta do trabalho. Concordo também que não há como criar nossos filhos em uma bolha, nem saudável seria, então inevitavelmente serão influenciados pelo que os cerca (escola, TV, jogos) e ali precisa-se confiar algumas tarefas à terceiros, como por exemplo, deixar seu filho com o motorista de ônibus, e que o mesmo exerça sua função de levar e buscar as crianças na escola em segurança. Só que o buraco é mais embaixo na sentido de ver um problema na sua fonte, exemplo, ”a droga não é um problema, o problema é as pessoas quererem usá-la”, a questão é, COMO educar nossos filhos para que tenham discernimento das coisas à sua volta, que tenham senso crítico, qualidade vital para hoje, ontem e sempre.

    • nina

      ÓTIMA REFLEXÃO

    • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura
      • Priscila

        Boa, André.

    • Ivan

      A Resposta para a sua pergunta? Sim. Pq ser estuprador neonazista tem a ver com odiar grupos etnicos e gostar de estuprar. Ele poderia muito bem um neonazista seríssimo que não gosta de piada alguma. Ja pensou nisso?

      • Priscila

        Pessoas que odeiam grupos etnicos e gostam de estuprar tem maiores probabilidades de achar que eh legal fazer essas coisas se cresceram num ambiente onde elas sao motivo de piada.

        Cara, eh incrivel que as pessoas se ofendam tanto quando alguem diz que a piadinha delas foi ofensiva…

  • akemi

    estou lendo muitos comentários na linha “mas é só uma piada!”, como se fosse essa coisa inofensiva, que não faz mal pra ninguém. afinal de contas, “é só uma coisinha de nada que o cara falou lá no palco, só pra fazer o povo rir, descontrair um pouco, esquecer dos problemas… não foi ele que assassinou, estuprou, espancou essas mulheres, gays e negros!”

    esse tipo de argumento é, no mínimo, ingênuo, e sempre de má fé. a arte (no caso, a do humor) utiliza linguagens incrivelmente sutis. não precisa berrar no palco “PRETO NÃO É SER HUMANO!” pra ser considerado racista. aliás, se isso realmente fosse dito a sério, as pessoas se chocariam, achariam um absurdo, etc. nem seria considerado humor. mas a gente precisa ver, realmente ENXERGAR o que está POR TRÁS da piada. comparar negro com macaco numa anedotinha é a mesmíssima coisa, só que de forma mais sutil. é exatamente por isso que ela “desliga” o senso crítico das pessoas. e aí os comediantes que fazem esse tipo de piada podem passar impunes, dizendo que é “só uma piada, eu não odeio os negros!”.

    eles não pegaram um taco de beisebol e bateram num gay, mas perpetuam o pensamento por trás do ato do agressor.
    ninguém simplesmente ataca outra pessoa de graça. existe todo um sistema de pensamento que justifica e move nossos atos.

    • nina

      BRAVO! “perpetuam o pensamento por trás do ato do agressor.” BELA FRASE.

    • Pedro Paulo

      Na minha opinião seu comentário é o melhor.

  • Carlos Pires

    Há um equívoco muito grande no que diz respeito ao racismo.

    “Os negros são mortos em proporções tão altas, em comparação ao restante da população, porque existe uma cultura racista no Brasil, onde os negros são vistos como tendo menos valor”

    “Racismo mata”

    No Brasil, a população negra não é vítima de morte por RACISMO na maioria dos casos, ninguém sai na rua para matar negros pelo simples fato de serem negros (racismo).

    Esses números de mortes entre negros é obviamente maior pelo simples fato da maioria da população brasileira ser parda/negra e grande parte dessa população se encontra nas classes sociais mais baixas, onde a educação é precária (pra não falar inexistente), saúde, trabalho e tudo que uma sociedade precisa pra viver em harmonia eles não tem, consequentemente a violência predomina e essas taxas são muito maiores entre negros por esses motivos. ( Essa situação é provocada pelo racismo? Com certeza o racismo tem sua grande parcela, mas isso não quer dizer que os homicídios de negros são praticados pelo motivo de racismo)

    Abraço
    Carlos Pires

    • John

      Esses caras acham que é Ku Klux Klan, o negócio, aqui no Brasil mesmo. KKKK
      O racismo está nos olhos de quem vê.

      • Maya

        É? Tive um amigo parado pela polícia porque estava correndo. Ele estava atrasado pra escola, podia ter sido morto por ser “confundido com bandido”. Numa boate uma patricinha esqueceu o celular no banheiro, achou que tinha sido roubada, chamou os seguranças da boate e adivinha quem foi a única pessoa questionada? O único negro presente. Uma família de amigos adotou um rapaz negro (sim, rapaz, já era adolescente quando foi adotado). O primeiro pedido da família à ele foi “não corra, chegue atrasado, mas não corra, queremos você vivo”.
        Mas isso é só impressão, afinal, racismo não existe, certo?

    • Klaic

      E você já parou pra se perguntar POR QUE grande parte da população parda/negra se encontra nas “nas classes sociais mais baixas, onde a educação é precária (pra não falar inexistente), saúde, trabalho e tudo que uma sociedade precisa pra viver em harmonia”?
      Se você se perguntar, você vai chegar na resposta: RACISMO.

  • Jack Holland

    Agora, que a charge do “dia da consciência negra” é impagável, isso é… hehehe

  • John

    Deixa de ser burro, parceiro. O racismo está na sua cabeça, em nenhum momento ele falou negro. Se para você pode-se comparar um negro ao king-kong, o racismo está na sua cabeça, e não na piada. E tb, não existem jogadores brancos não né, todos são negros. O senhor do engenho querendo falar de racismo. pff. Aprenda a interpretar as coisas de forma não racista, antes de acusar as pessoas.

    • Klaic

      Verdade, o racismo tá na cabeça dele. Deve estar na cabeça dele também que a maioria dos jovens assassinados no Brasil são negros, que os menores salários são os dos negros, que os menores índices de escolaridade são os dos negros… mas racismo? Imagina, isso não existe! É coisa da cabeça do autor que não sabe interpretar nada de forma não racista!

  • Maya

    Humorista bom é aquele que faz a maioria rir sem fazer a minoria chorar. Acham impossível fazer humor sem humilhar? Deem uma passadinha no RS, temos o Guri de Uruguaiana e Tangos & Tragédias, tínhamos Rádio Esmeralda que infelizmente uma das atrizes faleceu, mas Tangos & Tragédias está em cartaz há mais de 20 anos e você ri do começo ao fim sem que eles nunca tenham precisado humilhar ninguém. É sim um humor popular, para todos, e não somente para homens brancos e héteros. Isso se chama clichê, talento limitado, incompetência.

    Piada com estereótipos qualquer criança faz no recreio. E sem ganhar nada por isso.

    Existe SIM humor sem humilhar ninguém. E esses exemplos que citei são prova disso. Esse humoristas que humilham outros pra fazer graça só se provam limitados, e se têm público, são tão ou mais limitados que seus comediantes favoritos.

    De fato, tem uma questão cultural bem forte aí, um babaca só faz sucesso porque outro babaca permite. Bem simples.

    Excelente texto, realista e coerente. Quem reclama dos números, dizendo que humorista só faz piada, deixa eu dar um exemplo bem extremo: Charles Manson nunca matou ninguém e é considerado um dos maiores seriais killers da história, porque ele usava uma das armas mais poderosas que existe: a palavra, sobre pessoas altamente influenciáveis.

    • Lucas Reis

      Eu sempre achei um exagero dizer que brincar com violência, preconceito ou outra coisa do gênero (destrutivo), nos influenciava. Mas hoje eu tenho consciência disso.

      Mesmo que seja alguma coisa boba e que você continue sendo a mesma pessoa, existem pessoas que são influenciadas! Isso não te proíbe de rir de piadas racistas, jogar GTA, se você não é influenciado ativamente, ótimo. Mas nós temos que ter consciência que não estamos sozinhos no mundo.

      Os próprios mitos, possuem grandes ensinamentos para o crescimento humano, porém são codificados em forma de metáforas e se a pessoa não está preparada, pode acreditar em absurdos, que acabam matando pessoas inocentes mundo a fora.

      Ok, tudo bem, você não muda os seus atos em relação aos outros por causa disso… mas você acha que isso é bom? Não existe só o caminho pra baixo, o que te faz uma pessoa pior, você pode mudar para melhor também e com certeza esse tipo de humor destrutivo não colabora para o seu crescimento.

      O humor pode ser inteligente, destruindo o destrutivo, algo que te faça compreender e separar, que te faça crescer.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    as pessoas confundem vc dizer que é “contra alguma coisa” com vc “querer que essa coisa seja proibida e censurada”. a diferença é enorme.

    • Vinicius Lima

      É tipo aquele texto que foi postado aqui a pouco tempo atrás ” O casamento gay não tir seu direito de ser hetéro “

    • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

      mas eu acho que eu não entendi o ponto…
      você quis dizer que quem faz essas piadas (e/ou ri delas) com loiras, negros e gays, são pessoas bobas e feias, além de sexistas, racistas e homofóbicos… “mas tudo bem, voce pode continuar sendo sexista, racista e homofóbico a vontade”…é assim?
      porque na minha visão, se algo é sexista, racista ou homofóbico, deveria ser proibido…nao?
      e se você considera quem faz esas piadas como sendo tão preconceituoso assim (a ponto de fazer ligação com números de criminalidade sobre eles), essa pessoa deveria ser parada e impedida de ser sexista/racista/homofóbico…..
      então acho que não entendi essa dualidade….

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        oi daniel. existe uma coisa nova q inventaram chamada liberdade de expressão…

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        (danilo, mas tudo bem :P )
        sim, entendo… um tem o direito de falar e o outro tem o direito de responder… os humoristas tem o direito de fazer suas piadas e as pessoas tem o direito de gostar ou não…. nenhum problema nessa parte…
        mas o que eu quero dizer é que no texto você coloca essas piadas como uma das fontes da criminalidade….no melhor estilo “pessoas estão literalmente morrendo por causa dessas piadas” e depois “ah, mas vocês podem continuar sendo culpados dessas mortes a vontade…fica entre você e sua conciência…”
        parece sei lá….joguinho emocional barato…então queria entender melhor, até para não ficar com essa impressão de “joguinho emocional”, se não for isso mesmo…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        opa. quem não está entendendo sou eu. vc preferia que eu tivesse defendido que esses humoristas fossem presos, censurados, impedidos de falar, é isso? vc queria que tivesse me constituido em ditador do brasil e mentor-mor do que pode e do que não pode ser dito? cada um tem consciencia pra isso.

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        não preferiria, mas pelo menos se você fizesse isso, você seria mais coerente com a ideia que o texto passa…
        e é justamente por causa dessa falta de coerência que as pessoas, como você disse, ‘confundem vc dizer que é “contra alguma coisa” com vc “querer que essa coisa seja proibida e censurada”‘.
        afinal, você faz a ligação de uma ação a um crime e não quer que essa ação seja censurada?

      • Priscila

        O problema com a censura, Danilo, é: quem vai censurar os censores? Quem vai garantir que eles estarão comprometidos com o bem comum para todo o sempre? E, aliás, quem eles pensam que são para determinar o que é o “bem comum”? Quem o Estado pensa que é para decidir o que você ou eu devemos achar engraçado? Daí para uma ditadura é um piscar de olhos.

        Feliz ou infelizmente, todo mundo tem o direito de ser um babaca preconceituoso. Por isso mesmo é que cada um de nós, individualmente, tem responsabilidade sobre a erradicação ou perpetuação desses preconceitos.

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Deixo tentar expor meu ponto de vista…
        Eu não acho que humoristas devam ser censurados de forma nenhuma, assim como eu não acho que haja uma ligação direta entre humor e criminalidade sobre minorias; mas se eu visse essa ligação da forma que o texto propõe, aí acho que deveriam SIM haver regras justamente para diminuir violência e criminalidade…

        Para mim, o humor mostra um reflexo da sociedade, mas não influencia ela… é efeito e não causa… então não é parando de fazer piada sobre um assunto, que as pessoas se tornariam menos preconceituosas…

        Ficar tentando proteger um grupo de ser alvo de piadas apenas por ser “menor”, eu acho meio sem sentido… (até porque existem grupos pequenos que eu não acho que o pessoal do “humor do bem” iria querer proteger, como milionários ou políticos, por exemplo).

        Pode ser que o problema do meu pensamento seja justamente eu
        não fazer parte de nenhuma dessas “minorias da moda”, mas eu não vejo uma piada como agressão e futuro crime… acredito que o danilo gentili esteja certo na posição dele de “meu único critério [para escolher alvo de piada] é se é engraçado”

        Mas eu acho isso tudo justamente por não ver essa ligação com crimes…se realmente existir uma ligação entre piadas e crimes, aí deveria sim haver uma forma de se diminuir futuros crimes…
        não sei “quem vigiaria os vigilantes” nesse caso, mas a discussão deveria ser justamente uma forma viável de censurar para se evitar crimes…seria pelo menos coerente isso, acredito eu….

        Se você coloca o cara sendo “babaca” apenas, beleza…..problema nenhum em você deixar cada um ser babaca a vontade…não existe incoerência ai…liberdades individuais valem mais que a própria
        opinião…concordo…problema nenhum…
        Mas se você faz a ligação de piadas com crimes, a coisa muda de figura… não é mais a questão do cara ser ou não babaca, não é mais questão de simples opinião, é estar ou não aumentando a violência…
        Por isso acho incoerente…vocês dizem que piadas geram violência mas aceitam que a violência continue…
        Essa posição que, pra mim, não faz sentido.

      • Nuno

        Entendo que o Alex quis deixar claro que violências ocorridas (estupros, racismo, pedofilia, etc etc) que se tornam comuns, não nos chocam, estão abertas à continuidade. Se o anormal torna-se banal, qual o interesse da sociedade em combatê-lo?

        Dar risada do cara por que ele faz “negrices”, isto é, associar à somente realizar erros por ser de uma raça específica, e achar isso normal, é racismo mesmo que engraçado … o problema, é banal, “ninguém” se machuca se alguém usa esta expressão. O problema, numa situação simples, o cara trabalha na empresa e é negro, comete um erro (todos cometem), mesmo que um superior não se veja como racista, mas tem em seu subconsciente o entendimento de que a expressão “fazer negrice” é banal e inofensiva, acaba por correr o risco de realizar um julgamento exagerado ao fato. Isto pode ocorrer em qualquer situação, em qualquer nível social. Daí, entendo eu em relação ao texto, a associação de que as piadas racistas/machistas/sexistas contribuírem para a violência.

        Quero dar os parabéns ao Alex, não conhecia o blog e este foi o primeiro texto que li. Logicamente, como dentre os demais comentários aqui, não concordo com toda e qq forma em que foi exposta sua opinião, mas achei genial a charge do Angeli, e seu uso, para mim é o resumo do contexto deste artigo, o senso comum levando à cegueira daqueles que não são atingidos pelas violências aqui citadas.

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Então… eu acho que se o problema fosse só simplesmente essa associação, então outras associações parecidas, como a própria charge do Angeli que você citou, se encaixariam… e, consequentemente, deveriam também ser combatidas.
        Mas o pessoal do “humor do bem” não ve problema em fazer piada com isso, pois estamos nums país de maioria católica, então piadas sobre católicos está liberado.
        Mas o problema da associação é o mesmo…não?

        E mesmo considerando essa associação, o máximo que daria pra sair disso, seria um aumento no pré-conceito que temos das pessoas, do negro fazendo negrice, do gordo fazendo gordice, do baiano dormindo, do gay dando piti quando é contrariado…
        A parte que pula disso pra violência eu perdi…

        ps. puta nominho ruim esse “humor do bem”, heim…

      • http://www.facebook.com/toadgeek Matheus Gonçalves

        Cara, eu entendo sua confusão, mas é assim: A coerência existe no texto, quando diz que “estamos num país livre e você tem o direito de fazer essas piadas, mas eu peço por favor para que não faça e reflita se vale mesmo a pena apelar pra um humor tão baixo e nocivo”, entende?

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Pior que não entendo não…..
        Quando o texto fala:

        “Se você faz piadas que confirmam os lugares-comuns dessa cultura machista, que objetificam a mulher, que estigmatizam seu comportamento sexual, então você possibilita e reforça essa cultura assassina.
        Você é cúmplice.”

        Nesse ponto, o Alex não está mais falando que pessoas que fazem essas piadas são fúteis ou babacas ou coisa parecida… ele colocou números de assassinatos e falou com todas as letras que quem faz essas piadas é cumplice do assassinato que vai vir a acontecer por causa delas.

        Isso torna essas piadas (na visão do texto) um problema social sério, e (na minha visão) problemas sociais sérios devem ser combatidos.

        O que me parece, é que vocês defensores do texto estão tentando pegar leve com essa associação com assassinatos que o texto faz… se não fosse essa associação, eu concordaria contigo.

      • Priscila

        O Matheus Gonçalves já disse quase tudo que eu queria dizer. Em tempo, também entendo a confusão e a frustração.
        Só queria acrescentar que o Estado não pode “calar a boca” de alguém enquanto esse alguém não violar a lei (e olhe lá). Faz parte do princípio da presunção de inocência. Por isso que é nossa própria responsabilidade “não dar trela” para discursos preconceituosos: justamente porque o Estado não tem o direito de se meter.

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Não é bem assim…
        Existem várias medidas cautelares…
        Não é por existir uma “presunção de inocência” que o Estado não vai criar medidas para diminuir problemas sérios, como mortes.
        Por exemplo, porte de armas. Imagine que eu tenha ganho uma arma e queira levar até algum lugar x, que é onde esta minha coleção. Pergunta: eu posso levar essa arma até lá? Resposta: NÃO! Exceto se eu possuir PORTE de armas.
        Essa presunção de inocência é removida em casos que se tornam perigosos pra sociedade.
        Carteira de motorista é outro exemplo: não importa o quanto você é bom motorista e respeite as leis de trânsito, você precisa do pedaço de papel que prove que você tem capacidade pra isso.
        Um último exemplo poderia ser o do casal de pavio curto se separando… Mesmo que nunca tenha acontecido nada de violento entre eles, simplesmente pela natureza “explosiva” que eles têm, é prudente tomar cuidado extra (que pode incluir até medidas cautelares legais) para não haver violência.

        São casos que o “perigo de futuro crime” se torna maior que a presunção de inocência.
        Se as piadas causam realmente essa violência que o texto propõe, cairia também numa situação dessas.

      • http://www.facebook.com/pita.parker.9 Pita Parker

        Sem querer ser grosso mas sendo, Alex e Priscilla, APRENDAM A INTERPRETAR UM MALDITO TEXTO, o danilo não disse que ELE quer censura, ele disse que o texto passa essa visão mas a descontrói logo em seguida.
        PS: Tenho quaze certeza que o Alex faz isso de propósito, pra gerar mais discussão, ou outra razão obscura de dominação mundial dele.

      • Priscila

        “porque na MINHA visão, se algo é sexista, racista ou homofóbico, deveria ser proibido…nao?” [grifo meu]

      • Letícia

        Danilo, eu acho que o que o texto quer dizer com a nossa parte na responsabilidade das mortes que o preconceito causa é a seguinte: a piada que ridiculariza um negro, por exemplo, nomaliza e minimiza a gravidade de um problema que já existe, e afeta diariamente essas pessoas.

        Prova disso é gente aqui querendo comparar piada de negro com piada de loira.

        Não dá pra comparar anos de opressão histórica que culminaram numa marginalização que dura até hoje com uma piada de loira. A piada de loira, apesar de ser bem medíocre, não vai causar nenhum tipo de prejuízo social para as loiras. Realmente, o humor não tem esse poder. Mas no caso de negros, que se fodem até hoje, a piada reduz a gravidade do problema ao ponto de as pessoas acharem que eles não devem se importar de, além de sofrerem tudo que já sofrem, terem que ouvir piadinhas a respeito.

        Não significa que as piadas devam ser censuradas porque elas não são necessariamente a causa do preconceito. Fora que censuras são contraproducentes…
        O ideal não é censurar quem faz a arte, mas sim conscientizar que produz demanda.
        É isso que o texto faz aqui,

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Interessante a analogia que você fez…
        Foi a mesma que o Roberto Justus fez no programa dele entrevistando o Danilo Gentili.
        Assista a essa entrevista…
        http://www.youtube.com/watch?v=AXm394wlyqo
        A parte especifica que o Justus fala sobre loiras e negros, como você fez, está nos 15 minutos; mas eu recomendo ver desde o começo para pegar o contexto todo.

        Apenas pra citar uma frase dele da entrevista, que ilustra bem o meu pensamento: “Quando você ri do português, você perdeu o direito de se ofender com qualquer outra coisa”.

      • Évio Marcos

        Eu preferiria isso… Ja que você abordou um tema e expôs seu ponto de vista, mantenha-o. Sabe, a religião cristã diz:” Você tem livre arbítrio, mas se não acreditar em Deus vai queimar no fogo do inferno por toda a eternidade, você decide.” Salvo as devidas proporções, eu não vi muita diferença da sua abordagem. Já vi outros textos seus e gostei, tanto que quando fui ler quem tinha escrito esse me surpreendi ao ver seu nome.

      • Chico Helesbão

        Évio o que você propõe? que as pessoas falem o que quiserem e os críticos que sejam censurados??? não faz muito sentido. Vale o ditado “quem falar o que quer, ouve o que não quer…”

      • Évio Marcos

        Caro chico, me refiro ao tipo de abordagem que ele tomou nesse texto em especial, não, necessariamente, a critica que foi feita, apesar de discordar, todos tem o direito de criticar. Mas já que você me questionou sobre isso, a minha opinião é a de que o humor deve ser engraçado, seja como for, o Brasil e os brasileiros é que têm uma “síndrome de coitadinho”. Qualquer pessoa, mundo afora, que conheça a “cultura do sexo/carnaval/futebol” vai entender e gostar da piada que o Gentilli fez. Eu sou nordestino, pequeno, amarelo, feio e pobre, morei em favela até os 20 anos e continuo rindo das piadas feitas sobre os nordestinos, pequenos, feios e pobres – deixando bem claro que isso é um estereótipo, logo não condiz com a realidade geral, tem muita gente alta, bonita e rica, no NE. O preconceito que foi abordado no texto é uma mazela que não vai ser curada com hipocrisia. Eu faço e riu piada de paulistas também, mas isso não faz de mim um preconceituoso, o Masnfield, tem um personagem no espetáculo Terça Insana onde ele estereotipa um “típico paulista” (stressado, nervoso, grosseiro) poucos ou quase nenhum comentário foi dirigido a ele condenando-o por preconceito, por que? Por que é não preconceito quando você faz uma piada com um paulista, rico, culto, mas sim quando você faz piada do Nordestino, do pequeno, do pobre, do preto… Isso pra mim não é condenar o preconceito, é dissemina-lo.

      • http://www.facebook.com/ronaldolucianosimoes Ronaldo Luciano Simões

        Se homofobia e recismo são crimes, impedi-los não é uma questão de consciência… Senão, vamos então defender que instigar o homicídio e o suicídio, que também são crimes previstos no Código Penal, não deveriam se-lo? Afinal, “instigar” também é “apenas falar” e não cometer o crime propriamente dito… Deveria ser encaixado em “liberdade de expressão” também? Para mim, isso é covardia pura… Medo da “não aceitação”… Tipo “olha gente, é crime, é errado, vocês são cúmplices… Mas não julgo ninguém tá? Podem continuar agindo de acordo com as suas conciências e continuamos sendo amigos, OK?”. Cometer “bullying” até que o objeto dos ataques morra (assassinado ou por suicídio) e chamar isso de “humor e liberdade de expressão” não é uma forma de autorizar o crime? Eu teria respeitado mais este artigo se no final dele não houvesse uma propaganda para vender livros e arrecadar doações. Afinal, com este final sim, fica fácil compreender a ânsia de deixar claro que “não estou julgando ninguém, podem continuar de acordo com suas consciências”… Porque se posicionar de forma mais clara contra estes crimes sendo cometidos pode diminuir a empatia e o público alvo… Consumidores…

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Exato… E isso é uma ditadura do politicamente correto.
        Te diz o que você deve ou não fazer. Te criminaliza se não seguir o que foi dito. Fecha com chave de ouro com a hipocrisia de que, apesar de você estar cometendo um crime, você ainda tem “liberdade de expressão”.

      • Diego

        Ótimas palavras.

      • Vânia

        Ok, Alex, mas liberdade de expressão e desrespeito são coisas diferentes. Tenta “queimar” o filme das grandes empresas para ver se há liberdade de expressão no Brasil. Você levaria um enorme processo como profissional da mídia. Mas quando a “liberdade de expressão” expressa racismo, homofobia, transfobia, sexismo, machismo, os e as atingidos entram com processos, tentam valer seus direitos (existem leis, como a prática de racismo), fica por isso mesmo.

        Vamos colocar de outra forma: eu posso dizer tudo que quero e isso é liberdade de expressão? Não. Calúnia e difamação é passível de punição, está na legislação brasileira. Então é por aí. respeito se exige. Penso que as pessoas que estão se manifestando aqui começam a refletir um pouco sobre isso.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        oi vania. ninguem pode dizer tudo o que quer. liberdade de expressão existe no brasil, claro que existe, só não é absoluta.

      • Luiz

        No Brasil racismo é crime. A maioria das sociedades define crimes de “hate speech”. Os Estados Unidos é um dos poucos em que a liberdade de expressão é irrestrita, embora estejam fazendo de tudo para mudar isso ultimamente…

        Não digo que concordo com essas posições, só estou descrevendo o que ocorre

      • Vânia

        Acho que deveria haver punição, sim. Não há porque a população é conivente, com a ajuda do judiciário, da mídia, dos comediantes, enfim, de toda uma cultura instalada que tolera o bulliyng, a discriminação, etc.

      • Thielle

        Danilo, li todas as suas outras respostas e achei muito coerentes seus argumentos… e Obrigada, quando vejo pontos de vista como o seu, ainda acredito que há esperanças…

  • http://www.facebook.com/people/Júlivan-Arantes-da-Silva/100001032282778 Júlivan Arantes da Silva

    Receita para escrever como Alex Castro:

    1 – Pegue um tema polêmico (de preferência que envolva preconceito);

    2 – Se posicione ao lado das pseudo vítimas;

    3 – Use argumentos que fariam as meninas suspirarem por você;

    4 – Dê um jeito de vincular seus livros, seu site – até mesmo um jabazinho vale;

    5 – Seja extremista: ou anarquista ou politicamente correto. Meios termos não geram comentários.

    6 – Afague o ego daqueles que te elogiam no comentário.

    7 – Nunca reconheça que pode estar errado. A não ser daqueles que te acusarem de dono da verdade.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      putz, imprimi e colei no meu monitor. adorei. valeu.

    • Mortimer

      8 – Ironize aqueles que discordam de você nos comentários, mesmo que tratando respeitosamente.

      9 – Dê a entender que o sujeito que discorda de você seja machista, racista, homofóbico, parte da elite branca. Ou seja, discordou de mim = ser asqueroso.

      10 – Ignore os defeitos das minorias desfavorecidas. Como eles sofreram muito nas mãos dos opressores, seus defeitos são irrelevantes.

      11 – Menospreze os problemas que os supostamente mais favorecidos possuem. Eles não são importantes e podem continuar sofrendo do mesmo mal, mesmo que eu defenda a igualdade de tudo (menos para os mais favorecidos).

      12 – Escreva nos comentários de forma estranha, com um internetês chato e com argumentos batidos.

      Alex, imprima a continuação que eu fiz. Abraços.

      • nina

        cara, vocês perderam o tempo de vocês pra montar essa lista? QUE RIDICULO, parabéns :D

      • Mortimer

        obrigado, vou imprimir seu comentário e colocar no meu monitor. adorei. valeu.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Cara, nunca discorde do Alex, vc será escrachado em praça publica pelos fanboys. Ah, nem arrisque falar mal em um texto sobre o feminismo. Maaaano! chega a dar pena do desespero do povo.

      • http://twitter.com/valdirsrs Valdir Santos Rocha

        Eu acesso o CMS esporadicamente já faz alguns meses.Me lembro de um cara que se não me engano era leitor e comentarista assíduo do tal tumblr, e esse mesmo falou mal uma vez de um texto sobre racismo do Alex. Não preciso dizer que quase surtaram com ele.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        [Fanboy detected]

      • leo Vasconcellos

        Eu achei a lista ótima! Altamente elucidativa!

      • Bruna

        vocês já pararam para pensar que se as pessoas te chamam de ‘machista, racista, homofóbico, parte da elite branca’ talvez seja porque você é mesmo?

        E eu não to falando que você é ‘Do Mau’, quem bota o machista=asqueroso é você, Eu considero todo mundo é preconceituoso em algum nível e inclusive eu, então não acho isso. Mas quando eu tenho uma atitude que dizem ser preconceituosa, o que deveria ser feito NO MÍNIMO é repensar. Ao invés disso vocês só contra-atacam.

        ‘ignore os defeitos das minorias desfavorecidas’. ‘Menospreze os problemas dos mais favorecidos’. Cara, que coisa de gente mimada. Não é que eu acho q vc n tem problemas, é que na real, tem coisa mais grave pra ser vista.

      • Mortimer

        Talvez seja, talvez não. O detalhe está exatamente no TALVEZ.

        Ou seja, não generalize as minorias com estereótipos. Exceto que generalize quem discorda como o racista, homofóbico, parte da elite branca. E aí entra a hipocrisia.

        Se piadas contra um certo tipo de gente é ruim, piadas contra outro tipo de gente também é ruim. E como você disse, tem coisa mais grave para ser vista? Sabe que até podemos ter. Porém, ainda são problemas que exigem um mínimo de respeito por parte daqueles que não possuem tal problema. Você, como mulher, não tem que ser obrigada a ir ao exército mostrar o pênis para o sargento e correr o risco de perder 1 ano na sua vida lá. Porém, como você, Alex, e outros dominados por uma hipocrisia sem tamanho, menospreza esses problemas tachando de “gente mimada”, apenas porque não os vivenciaram. A partir do momento que gente como você tiver um pouco mais de empatia pelo ser humano (todos sem exceção, independente de classes sociais, raça, sexo e etc) talvez possa ser digna de respeito.

      • Salva Burros

        E quem deu ao acusador o direito de acusar? E de onde o acusador retirou sua autoridade para tal? Se sabe que é preconceituosa, ocupe-se apenas com o seu. Que tal? Você não tem respaldo moral para julgar ninguém. Conviva com isso.

      • leo Vasconcellos

        O item 9 é o clássico dos clássicos! É contra cotas? Racista! É contra o plc 122? Homofóbico! Falou mal de feminista? Machista!

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

      Vc esqueceu de dois:
      8 – Seja sarcástico nas respostas: Isso inferioriza o próximo e te acumula mais “curtir”, além de jogar alcool na fogueira.

      9- Inicie os comentários com algum elogio exagerado do moderador.

      Tiro e queda!

    • MayogaX

      você só pecou quando escreveu “pseudo vítimas”. Isso mostra que a sua revolta com o texto é porque você considera a dor dos outros menos relevante que a sua, homem branco hétero (quando você descreveu “menininhas suspirarem” deu a certeza).

      • Salva Burros

        E você, claro, é o messias renascido. Alguém cuja rigidez de caráter transcende ceus e terras, Sua inteligência superior é capaz, inclusive, de concluir coisas de alguém que não conhece levando em consideração 2 palavras do autor.

  • http://www.facebook.com/bethvieira Beth Vieira

    Vc é muito chato, me emocionou. Ótimo texto! Será que vou cansar de dizer eu te amo!

    • Klaic

      O Alex tem um texto publicado aqui chamado “A fácil paternidade”. Em mim, filha de mãe solteira que mata um leão por dia pra me criar legal, aquelas palavras causaram uma comoção tão grande que eu tive que ler pra minha mãe. E ela se emocionou também. Acho que foi lindo.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        assim eu fico vermelho.

  • Arthur

    Por favor, me explique o porque da piada do Danilo foi ofensiva… Foi ofensiva pra quem? Pros jogadores de futebol? Não pode fazer piada de jogador de futebol também?

    Ahh, será que foi colocada ai por que ele citou o king kong, que é um macaco? Então quer dizer se tem uma piada com algum macaco, ele se refere a alguém negro? Não vi nenhuma referencia ao macaco com pessoas negras. Ou será que o seu nivel de discernimento de uma piada é tão ruim a esse ponto?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      foi ofensiva ao comparar negros a macacos.

      • http://www.facebook.com/edivan.teixeira.1 Edivan Teixeira

        Onde esta escrito isso Alex?, percebe que a conduta esta mais naquilo que você acredita do que realmente foi dito.

        A piada foi sobre jogador de futebol, logo você condiz que o jogador tem de ser negro? como você enxerga isso?

      • pablo

        hahaha, Edivan não seja ingênuo, por favor.

        (cara, parem de se limitar e FINGIREM que não é racismo)

      • Danilo Cardia

        O fato é que dá pra colocar “racismo” onde não tem.

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Se voce me apontar onde ele comparou negros a macacos eu faço uma doação pra voce no valor de R$ 1000,00 (loguei no facebook pra nao me esconder caso voce consiga)

        E é exatamente isso que eu falei. Somente pelo fato de ele citar um macaco numa piada voce ja conclui que ele esteja falando de negros. Onde esta o racismo? Na piada ou no seu próprio julgamento?

      • http://www.facebook.com/people/Cézar-Antonio-de-Souza/1394563898 Cézar Antonio de Souza

        Na frase, o Danilo diz que o king kong vem pra cidade, fica famoso e pega uma loura. E no final valida que se ele fosse jogador de futebol, esta situação estaria ok.

        No meu entender a piada diz a seguinte fase nas entrelinhas: um macaco para vir pra cidade, ficar famoso e pegar uma loura ele só pode ser um jogador de futebol.
        Pra quem nunca foi chamado de macaco quando estava jogando futebol a piada é inofensiva e pode ter até graça.Vá num campo de várzea e fique na torcida até alguém xingar um jogador de macaco. Você vai perceber que este jogador provavelmente é negro. Então Artur Taborda o racismo não pode estar no próprio julgamento.

        Apesar de tudo eu não gosto de criticar o humorista, eu só acho que se mussum faz todo mundo rir,chis Rock também, mesmo falando de racismo. Só acho errado que, ao invés de assumir que a piada foi ruim demais o cara ficou se escondendo no politicamente incorreto. Como se ninguém tivesse o direito de falar que a piada dele foi uma merda.
        Recomendo demais a resposta do Hélio:http://casseta.globo.com/helio-de-la-pena/platb/2009/07/28/a-coisa-ficou-afrodescendente-para-o-humor-negro/

      • paula

        Arthur, descreva bem a situação da piada, como você enxergou a relação king kong-jogador?

        com certeza tu deves ter imaginado o perfil de um jogador branco de olhos azuis.

      • ET

        Juro que a primeira coisa que me veio a cabeça foi.
        “jogador de futebol qualquer, recem rico, maravilhado com uma popsuda num iate”. Associei mais o gorila-troglodita e jogadorde futebol-troglodita do que a negro.
        Estereótipo do mesmo jeito não tô isento, só o alvo diferente

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Exatamente. Quando ele compara o macaco ao jogador, ele quer dizer no sentido de recem famoso, rico e pegando mulher gostosa. Nunca foi citado cor de pele. Vocês falsos moralistas poderiam estar um pouco certos caso TODOS os jogadores de futebol do mundo fossem negros, mas isso não acontece nem com a maioria. O preconceito esta nos olhos de quem vê.

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Paula, eu imaginei um jogador estilo boleiro numa festa e pegando uma mulher gostosa. A cor da pele não me importa, porque não foi citado na piada que só vale pra jogadores negros. Se você imaginou um jogador negro só porque no texto cita um macaco, então a preconceituosa aqui é você.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        O proprio texto diz isso. A piada aciona o racismo que temos dentro de nós. Só consigo ver um bando de hipocritas que julgam julgam julgam e entenderam que o king kong era se referindo aos negros.

        Ou seja, quem entendeu é racista ou quem entendeu possui as informações que essa comparação pode ser racista?

        O lance é que todo jogador de futebol adora loira!!!! Inicialmente entendi dessa forma, segundos depois usei meu lado racista, como todos aqui.

      • leo Vasconcellos

        Eu estou até hoje tentando achar o negro da piada, Arthur!
        Dobro a contribuição se alguém me ajudar a encontrá-lo!

      • http://twitter.com/valdirsrs Valdir Santos Rocha

        …se realmente tivesse feita comparação entre negros e macacos.

    • Maya

      To na dúvia se você é muito ingênuo ou tá se fazendo de besta pra passar bem, Sério mesmo. Acho que você só olhou as figurinhas do texto, porque ele explica muito bem o padrão cultural.
      Se você não entendeu isso com o texto dele, não vou perder meu tempo explicando, você não vai entender também.

    • Allan

      O Gentili tem um texto do caralho falando sobre essa piada, e sobre como o preconceito pode estar nos olhos de quem vê.

    • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

      Por favor, me explique porque você esta copiando e colando os comentários de outras pessoas como se fossem seus..

    • Richard Andeol

      Meu deos, ingenuidade (falsa ou não) deveria ter limites….
      A escolha do King Kong foi tão aleatória quanto é verdade se dizer que piada e só para fazer rir.
      Os nazistas diziam que só seguiam ordens, deve ser tudo o mesmo princípio.

  • Poiuytre

    “Nos EUA, com 100 milhões a mais de habitantes, moram mortos 14.” É *moram* mesmo ou *foram*?

  • Cristiano Medri

    Excelente! Matou a pau!

  • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

    Eu fiquei pensando depois como esse texto só funciona no Brasil.

    Nos Estados Unidos, com todos os seus humoristas liberais e ofensivos, com todas as suas piadas tratadas como piadas, com toda a ofensividade jogada na cultura pop, poucas pessoas tratam o humor como assunto sério.

    Para tentar atacar os humoristas ruins brasileiros, esse texto se estende a Sarah Silvermann, George Carlin, Louis CK e tantos outros escritores/comediantes indubitavelmente GENIAIS.

    Porque funciona nos EUA e não funciona no Brasil?

    • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

      Só um adendo… acho que no final eu posso dizer que gostei do texto porque eu fiquei pensando nele depois.

      Ainda discordo quase que completamente, mas me fez pensar, o que é sempre bom.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      a situação nos eua é exatamente igual à brasileira. qual é a diferença que vc vê? a sarah silverman eu não concordo, mas o carlin e o louis ck são comediantes geniais que fizeram humor hilário sem precisar, pra isso, pisar em quem está por baixo…

      • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

        Lucky Louie é o seriado mais politicamente incorreto que eu já vi.

        No seriado, Louis CK tem um vizinho negro (Jerry Minor) que é pretexto para todo o tipo de piada e ainda para piadas sobre as próprias piadas. No primeiro episódio, o vizinho presenteia ele com uma Barbie negra, gerando uma infinidade de piadas que certamente seriam proibidas de passar na TV brasileira.

        George Carlin também é puramente ofensivo. Pode ser que a ofensividade dele não se encaixe na ofensividade que você condena, mas ele não deixa de ser ofensivo só porque não lhe atinge.

        O que eles ganharam com isso? Louis CK ganhou um novo seriado e é um dos humoristas mais bem pagos dos EUA. Sarah Silvermann é outra que dispensa apresentações e ainda trabalha com roteiros, sem perder a ofensividade. George Carlin ganhou a imortalidade.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        acho que, antes de usar a expressão politicamente correto, vcs precisam refletir sobre o que isso significa, senão fica um samba do afrodescedente com transtornos mentais.

      • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

        Acho que você pode chamar do que quiser, mas não pode negar que as raízes do humor de George Carlin, Louis CK, Larry David e Seinfield são as mesmas raízes que você condena no seu texto.

      • bnlf

        Alex acho que você entrou em contradição aqui. Vc se sente ofendido pelo Gentili e pelo Rafinha, mas não se sente ofendido pelo Louis CK e George Carlin? Ou você não assistiu nada sobre eles ou seu texto foi puramente para ganhar pageviews no papo de homem. Desculpe, mas vc precisa rever seus conceitos.

      • Guest

        Racismo no EUA é debatido abertamente, não causa constrangimentos
        como aqui no Brasil, em que o problema é tratado como se não existisse. O vídeo
        do sete garotos brancos que bateram num garoto Chinês foi amplamente debatido,
        ou dos três caras negros que espancaram um cara branco por namorar uma negra,
        isso tudo é discutido sem problemas. Aqui no Brasil existe a duvida se o
        problema realmente existe e por isso é tão constrangedor quando alguém tenta
        fazer piada sobre isso. Pra mim é uma questão tão simples que não entendo o
        motivo de tanto divergência de pensamento quando acontece essa comparação.

      • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

        Larry David! Tinha esquecido do Larry David!

        Tem alguém com humor mais preconceituoso do que ele? Nada menos que o criador de Seinfield.
        (mas criticar Seinfield não pega bem, nem pro pdh, né?)

    • Allan

      Exatamente meu ponto.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Paulo,

      Me mostra uma piada preconceituosa do seriado Louie que não nos leve quase que imediatamente à transformação desse preconceito.

      • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

        Não entendi sua insinuação, Gustavo…

        Você quer dizer que toda piada ofensiva de Louie é a transformação de um preconceito? Seria equiparar Louis CK ao péssimo exemplo de humor que o Alex repudia nesse texto. O que não faz sentido, porque o Alex mesmo falou que o Louis CK é um gênio.

        Se for pra colocar tudo nesse bolo então, coloca também o Larry David, extremamente ofensivo, extremamente escroto, extremamente preconceituoso e extremamente genial. E coloca junto tudo o que o Larry David criou, o que inclui Seinfield. E coloca junto tudo o que decende de Seinfield, que são todas as sitcoms dos anos 90. E coloca tudo em cima de tudo e a gente vai descobrir que não existe mais humor.

        A ofensividade está na raiz do humor. Não dá pra fugir disso.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        O que eu quis dizer é (a favor do texto do Alex e a favor do Louie, seriado incrível pra mim, de uma humanidade tremenda) que dá pra fazer humor como arte, como transformação, como algo que nos torna mais humanos.

        E sou um puta fã de Seinfeld e Larry David também. Eles são artistas mesmo: fazem piada e nos tornam mais humanos.

        Não acho que isso aconteça com todos que tentam fazer rir, até porque o propósito dos grandes artistas do humor não é só fazer rir (como alguns humoristas disseram no documentário).

        Os artistas se perdem fácil quando transformam sua habilidade técnica técnica em algo apenas pra agradar o público. A arte se perde nesse processo e muitas vezes nossa humanidade também.

        Não acha, Paulo?

      • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

        Concordo completamente. Mas a qualidade da piada e do humor tem muito pouco a ver com o tema escolhido e mais a ver com a qualidade do humorista.

        É por isso que seriados como “Curb your enthusiasm”, do Larry David chocam e fazem rir ao mesmo tempo, fazendo piadas de esteriótipos, minorias, classes, pobres e tudo mais o que é condenável neste texto do Alex. E eu não vejo outra razão para o seriado a não ser fazer rir – diferentemente de Seinfield, por exemplo, que também concordo que tem uma humanidade e um pensamento que até hoje não conseguiu ser reproduzido em lugar nenhum.

        Acho que, no fundo, esperam demais do humor atualmente.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        oi paulo. se vc está usando larry david e louis ck como exemplos negativos, acho que vc não entendeu bem o q estou falando. os dois são bons exemplos de comediantes, por falta de termo melhor, politicamente corretos, no sentido em que nenhum deles faz pouco ou humilha as minorias. assisti todos os episodios de curb your enthusiasm e é primoroso. justamente, é um humor que te faz rever e repensar seus preconceitos.

        e nao, eu não espero nada do humor…

      • http://blog.paulovelho.com Paulo Henrique Martins

        Num ranking americano dos seriados mais racistas da TV, “Curb your enthusiasm” está em 12º lugar, à frente até mesmo de “The Cleveland show”…

        segue:

        Larry David grandfathered in the racism from Seinfeld and brought it to HBO. In the course of seven seasons Larry has bought a racist dog, mentioned how he “nods” to black people to prove he’s one of the “good ones,” and even adopted a family of African-American hurricane victims conveniently named “The Blacks.”

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Também acho: o tema é o de menos. O lance é como o cara faz. É como uma conversa. Dá pra dizer “Eu te amo” com agressão e carência assim como dá pra dizer “Tchau” com amor e abertura.

    • Jorge Teodoro

      Por que sociedades não são iguais. E o que é bom pros EUA não é necessariamente bom para o Brasil

    • Richard Andeol

      Os EUA são um estado legalista por excelência, onde humoristas já acabaram na cadeia. Não sei se serve como exemplo, mas a diferença é que lá há de tudo no humor, do mais rasteiro ao mais inteligente, e todos recebem sim muitas críticas. A diferença é que lá humoristas se responsabilizam pelo que dizem e estão habituados em serem criticados. Aqui não.

  • http://www.facebook.com/RodrigoCotton Rodrigo Cotton

    Bobagem, bobagem e mais bobagem. Então quer dizer que fazer piada de gay é ofensivo e errado, mas satirizar o Bolsonaro por ter ideias diferentes das suas e da grande massa homossexual é correto? Isso me parece ser dois pesos e duas medidas.

    • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

      Isso!

  • Rafael Andrade

    Cúmplice da violência e das mortes por rir de uma piada é uma conclusão muito superestimada. Parece piada.

    • Rafael Andrade

      O preconceito sempre fez parte da história da humanidade, é indissociável ao ser humano. Se somos capazes de fazer piada com isso, é porque entendemos o quanto somos idiotas. Somos capazes de rir de nós mesmos, dos nossos ridículos valores e ideias. Quem não entendi isso e é capaz de agredir alguém, com certeza não tem capacidade de rir com a piada ou inversão de valores. Pra estes, os valores são imutáveis.

    • Danilo Cardia

      É piada.

  • Narcélio Filho

    Se alguém ouve uma piada sobre uma loira que é burra e com isso passa a considerar que todas as loiras são burras, o problema é a piada ou a pessoa?

    Seria a mesma discussão de como os filmes/videogames influenciam a violência? Ou como a pornografia transforma as mulheres em objetos? Ou como as armas matam as pessoas?

    • Richard Andeol

      Todas discussões pertinentes.

  • Jonatas

    Virou moda criticar na internet e ficar com a bunda na cadeira sem fazer nada.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Não sei se você se referiu ao Alex, aos humoristas ou a você mesmo.

      Mas quanto ao Alex, eu garanto: ele está longe de ficar com a bunda na cadeira.

      • Danilo Cardia

        Mais um exemplo de pessoas que leem buscando criticar mas não entender.

        O fato de ter citado “ou a você mesmo” indica uma agressividade descabida, o comentário pode ter sido para qualquer um. Se você não sabe a quem ele se referiu, por quê perdeu tempo em fazer esse comentário militante?

    • Richard Andeol

      Ainda é melhor do que ficar com a bunda na cadeira sem fazer nada. Apenas!

  • http://twitter.com/FabioRodrigs Fábio_FeioPorDentro

    Excelente texto!
    Acho que essa piada do Gentilli não chega a comparar o negro com macaco, entra na mesma situação da loira, se vc coloca um negro e um macaco na mema frase automaticamente o publico relaciona isso com racismo.

  • http://www.facebook.com/people/Fellipe-Miranda/1564331320 Fellipe Miranda

    Teve um colega meu da faculdade que divulgou um texto do Danilo Gentili, que é praticamente um tratado (mal escrito, mas bem longo) defendendo o uso de piadas comparando negros a “macacos” porque chamavam ele de “girafa” pois era muito alto no colégio (acho que foi logo depois do caso do King Kong). Mestre da lógica; me pergunto por que ele não foi fazer alguma máteria de Exatas na faculdade.

    Vejo que isso vai levar muito tempo pra mudar. Um estigma de quase 500 anos não muda de um dia pro outro. E de certa forma, vejo que o aumento do “público” que assumidamente gosta e usa esse tipo de humor nos últimos tempos é de certa forma uma resistência semelhante ao que se viu nos EUA nas eleições: o Romney teve maioria entre o voto dos brancos, mas o Obama teve um percentual muito maior com negros e latinos. Fora que o Partido Republicano tomou uma vertente altamente extremista logo depois do Obama ter sido eleito com o Tea Party – vertente que o pessoal de lá quer se desassociar rapidamente.

    Quero nem imaginar o que vai acontecer quando as cotas pra 50% dos alunos de escolas públicas, sendo em grande parte negros, começar a funcionar a pleno vapor. Duvido nada que teremos cenas bem parecidas com as que foram vistas na época da segregação americana.

  • http://twitter.com/flavioclima Flávio Correia Lima

    Primeira vez que li alguma coisa de valor nesse Papo de Homem. Ótimo texto.

  • http://www.facebook.com/eder.fernando.96 Éder Fernando

    Então me diz o que engraçado pra você Alex?
    Respeito, mas não concordei com o texto, esteriótipos são a alma do humor na minha opinião ele pega uma situação da sociedade, seja o machismo, o homossexualismo entre outras e demonstra de uma forma mais exagerada.
    Na cabeça de alguém sem cultura esse tipo de piada pode até influenciar na forma de ele ver essas minorias, mas aos olhos de cabeças pensantes (como pelo menos eu acho que me vejo) isso tudo não surte tal efeito e na minha opinião até ajuda a denunciar o problema em si.
    A culpa de as pessoas serem manipuladas com coisas tão simples quanto uma piada, vem do mesmo pretexto de serem manipuladas com musica ruim, com políticos ruins e etc.. ou seja pra mim é culpa de uma educação falha, e não dos comediantes..

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      louis ck, adnet, laerte, dahmer, arnaldo branco, jon stewart, colbert, etc

  • http://www.facebook.com/stephano.pierini Stephano Pierini

    texto muito legal…. só que não, pior texto que eu já li, definitivamente tacar estatísticas sobre morte de negro, por exemplo, sem levar em consideração outros fatores, apenas tendo em conta sua cor faz de você um excelente humorista

  • http://www.facebook.com/nikolecardoso Nikole Cardoso

    Parabéns, excelente texto!..

  • Arildo Dias

    Sensacioanl o texto Alex!
    Puta reflexão, injeção na veia, e o texto como um todo é muito foda. Fala sobre esse massacre que os negros, gays e mulheres sofrem diariamente é crucial pra tentarmos mudar um pouco dessa triste história.
    É uma alegria ver esse tipo de contraponto quando atualmente a maioria te acha babaca por criticar o politicamente incorreto.

    “Fazer rir é relativamente fácil. Difícil é fazer rir sem ser babaca.”

  • http://www.facebook.com/lory.ferraz Lory Ferraz

    Caralho… Texto esplêndido.. Só frisando, já que vai ter enxurrada de gente dizendo: “as pessoas tem o livre arbítrio, fazem o que querem, e isso independe das piadas”: todo ser humano se baseia em exemplos. Isso é um fato. Da menina que usa os adereços das personagens da novela, ao comportamento sexualizado das crianças, aprendido em músicas e afins ou aos “bad boys”. Exemplos. Não necessariamente de pai e mãe não. Exemplo da sociedade. Ser humano não é dotado da capacidade de viver sozinho. Vivemos em grupo e, para tal, precisamos ser aceitos, precisamos agir como o todo. O problema de tudo é a ideia que se concretiza, mesmo inconscientemente. Me parece que tudo à nossa volta favorece tanta baixaria. Aí vão dizer: mas a mulher que apanha merece, porque podia sair dali, mas permanece… Não interessa o motivo pelo qual ela fica, mas, com certeza, quem bate não tem esse direito. A mulher que apanha, muitas vezes, nem tem pra onde ir, não tem família, não tem perspectiva nenhuma de vida. Às vezes prefere entrar na coça, ao invés de se separar dos filhos ou ir morar num abrigo que, sejamos sinceros, nenhum de nós sabe as reais condições. A realidade, nua e crua, é que vivemos em permanente estado de terror, e mal percebemos isso. A mulher não pode andar sozinha na rua; a criança não pode ser deixada com um parente/amigo; um homossexual não pode demonstrar carinho; o negro não pode correr na rua… Estereótipos tão ridículos quanto bárbaros. Me dá nojo, repulsa. Não sou melhor do que ninguém, e, se Deus quiser, nunca serei. No máximo, serei melhor do que sou hoje. Não em relação a outros, mas em relação a mim mesma.

  • http://www.facebook.com/nando299 Frédéric Angel Lima

    Sobre a piada do Danilo sobre o King Kong a resposta dele foi que em momento algum ele falou da cor/raça. Ele falou de macaco e jogador e as pessoas associaram aos negros. Ele fez uma piada brilhante.Racistas foram todos os que acharam a piada ofensiva.
    Mas de resto o seu texto foi genial.Valeu!

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      a piada é racista pq já existe uma associação entre negros e macacos. se ele tivesse falado em girafas, a piada não seria racista.

  • rodolfo_viana

    alex,

    o seu “classe média sofre” é igualmente ofensivo. dizer que ele é “humor do bem” não o torna “humor do bem”. ele é uma tentativa de ridicularização assim como qualquer outra piada de mau gosto — o fato do alvo não ser uma minoria ou um grupo historicamente atacado não torna sua piada “do bem”.

    ainda que pareça “do bem”, é uma agressão a outras pessoas.

    grande abraço.

    • Mortimer

      Poderia ser acrescentado uma imagem do “classe média sofre” em meio ao texto, logo abaixo do Rafinha bastos, com a legenda do post do Rodolfo. Encaixa certinho em tudo o que o Alex argumentou.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        rodox, claro que é ofensivo, todo humor é ofensivo. mas o CMS se propõe justamente a fazer pouco e satirizar o grupo DOMINANTE da sociedade. essa é a diferença. beijo em você.

      • Mortimer

        É claro que pode ser ofensivo. Para os supostos grupos dominantes, a ofensa é válida. O fato de ofender ser um ato ruim não é levado em consideração quando a pessoa ofendida faz parte de um grupo colocado como “privilegiado”.

        E assim, podemos concluir que a classe média é somente um grupo de pessoas que oprimem outros e que não chegaram lá por trabalho e esforço próprio. Podemos generalizar a classe média com piadas ofensivas, é justificável.

        É muita hipocrisia e falta de caráter para uma pessoa só.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        eu sou um monstro mesmo. pode fazer pouco de mim. ;) abraços.

      • leo Vasconcellos

        Bem vindo aos textos do PDH! Se você é classe média, você é “dominante” e “opressor”!

      • rodolfo_viana

        esse é o problema de todo preconceito: segregação. diferenciar homens e mulheres, ricos e pobres, brancos e negros… é classificar “você é dominante” ou “você é negro” ou “você é machista”. é julgar, enfim.

        pior: é julgar e satirizar. é pensar “você é dominante e merece esta piada escrota”.

        acompanho seu trabalho em prol da extinção de preconceitos, alex. mas você consegue ver apenas a metade da coisa toda. não consegue enxergar que o CMS também é preconceituoso. e não, dizer que é para “satirizar o grupo dominante” não o torna menos ofensivo.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        rodox, não tem como ter preconceito contra o grupo dominante. o grupo dominante é o que manda. senão, vc vira aqueles caras que comparam uma camisa 100% negro com 100% branco, ou que acha que ser chamado de branquelo é igual a ser chamado de negão. ninguém está falando de merecimento. o humor sempre é ofensivo e agressivo por definição. impossível não ser. a questão é quem vai ser o seu alvo…. claro que o classe media sofre é ofensivo. mas é ofensivo contra o grosso dos preconceitos mantido pelo grupo mais numeroso e dominante da cultura brasileira. isso é bem diferente do que ofender mulheres e homossexuais e negros e judeus e deficientes, etc etc.

      • rodolfo_viana

        dá sim. qualquer pré-julgamento é preconceito, não importa o alvo.

        exemplo: corintianos são a maior torcida de são paulo, correto? e não é comum ter preconceito contra eles?

        (só de você dizer que um grupo é “dominante” já é classificá-lo, e isso é está carregado de intenções… mas isso você sabe.)

        em todo caso, eu não disse “preconceito contra o grupo dominante”. disse que preconceitos nascem da distinção e do pré-julgamento entre dois ou mais elementos.

        é o que o CMS faz.

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Inclusive, a “agressividade” do Classe Média Sofre é contra as ideias, tanto que seus enunciadores ficam anônimos.

        Falar em dois lados é enganoso quando pensamos na consequência social dos tipos de piadas: a piada racista reforça a exclusão social de um grupo de pessoas, a piada contra a cegueira dos privilegiados, pelo contrário, ajuda a desmascarar uma estrutura social que prejudica todos aqueles que não são os privilegiados. Não é a mesma coisa.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        o marcus disse tudo. não existe humor sem preconceitos e estereotipos, rodox. o humor é sempre do contra e sempre agressivo. mais uma vez, a questão é escolher o alvo. veja o documentário. vários humoristas falam exatamente sobre isso. é o conceito do humor “passar a mão na bunda do guarda”.

      • ET

        Cara depois de ler seus textos eu passei a policiar as minhas atitude (o máximo que eu posso), para ser menos machista, preconceituoso em geral.
        Mas os seus comentários aqui hoje tão me mostrando que as suas justificativas para o seu humor do bem são tão validas quanto as justificativas de alguem que chama outro de macaco.
        Dê exemplo para que você quer convencer! Tudo tem seu preço meu velho! E não é fazendo o mesmo só com um alvo diferente que você vai convencer alguem de nada!

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Você colocou no texto: “Fazer rir utilizando esses estereótipos (a loira burra, o preto macaco, a
        bicha travesti, etc) é muito fácil. E eu não estou dizendo que vocês
        não podem não. O país é livre e temos liberdade de expressão justamente
        para isso.”

        Mas no seu tumblr de “Humor do Bem”, você usa o estereotipo de riquinho fútil e sem nada na cabeça.

        Mas peraí, não era você que estava afirmando que estereotipar é errado e fazer piadas em cima disso é baixo e muito fácil? Agora você está fazendo a mesma coisa, mas a diferença é que é com outro grupo. Você julga e tira sarro do mesmo jeito. Não é por nada não, mas a cada vez que você faz um comentário só mostra o quão hipócrita você é.

      • ET

        Cara isso tá fudendo a minha cabeça.
        Você tá dizendo que se o meu alvo for uma minoria ou grupo não diominante então não é preconceito?
        Ótimo então a resolução para os caras que gostam de espancar gays ou mulheres seria espancar politicos ricos. Daí eles poderiam fazer isso de consciência limpa!
        Não tô justificando quem faz violência a ninguem, mas você tá parecendo o sujo falando do mau lavado. e se defende dizendo: não sou sujo, sou meio sujo. Tudo tem seu preço e se vc é contra opressão tem que primeiro não oprimir NINGUEM!
        P.S. Juro que to tentando te entender!

      • http://profiles.google.com/biadegiz Beatriz Souza

        “Você tá dizendo que se o meu alvo for uma minoria ou grupo não diominante então não é preconceito?”. Ele tá dizendo exatamente o contrário.

        Ele não é só a favor de oprimir o opressor, com todas as críticas que isso possa merecer. É a favor de denunciar a opressão, e pra isso é preciso coragem. Eu o elogio por isso. Não oprimir ninguém, mas não denunciar ninguém, é muito fácil, pelo menos para a maioria dos comentadores aqui…

      • Mortimer

        Denunciar opressão? Utilizando os mesmos meios tacanhos que o suposto opressor faz contra o oprimido? Ou seja, a atitude ruim não é ruim quando direcionada as outras pessoas.

        Faça o que eu digo, não faça o que eu faço, mas faça contra as pessoas que são se opõem a mim.

        Ou resumindo tudo em uma única palavra: hipócritas.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Quer fundir ainda mais?

        O Nazismo já foi maioria certo? Mas se ele fosse a minoria contra os Judeus, seria menos problemático? Esse papinho que se pode falar mal da maioria opressora não cola.

      • Priscila

        Basicamente, podemos falar mal de qualquer coisa, inclusive das minorias oprimidas. Só que, ao fazer piada de uma minoria oprimida, estamos quase sempre vomitando lugares-comuns às custas de um alvo fácil. Isso não tem nada de original, nada de “polêmico” e, pasme, nada de politicamente incorreto. É só mais do mesmo. Já a piada sobre a maioria tende a ser mais original e mais crítica, embora isso também não seja uma regra.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Mas o complicado é justificar um erro com outro, vc não acha? Julgando que o erro seja o preconceito, independente da classe.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Quer dizer, o teor é o mesmo, mas como classe dominante tem mais é que se fuder, tá valendo. É isso? Pra mim soa como hipocrisia.

      • Salva Burros

        A classe média é o grupo dominante? PQP! Melhor trocar a ração que anda comendo.

    • Márcio

      Rodolfo, qualquer piada ridiculariza uma situação e tem um toque de mau gosto. Pelo jeito você não sabe rir da vida. Você reclama demais cara.

      • http://twitter.com/RickBarcelli Henrique Martins

        Allan, considerando seu comentário nós podemos supor que você (um sujeito que sabe rir da vida) não compactua com as opiniões do Alex Castro, certo?

      • rodolfo_viana

        é.

    • Vítor Moreira Barreto

      @f553e776c7c175e92aae39d8d1a58f03:disqus Acho que o ‘do bem” deve ter sido no sentido de dizer que é melhor fazer graça de quem ofende do que de quem é ofendido.

      O CMS não é um blog com cenas bisonhas de picuinhas de gente com dinheiro reclamando de barriga cheia?

      • leo Vasconcellos

        Não, não é não.
        Não é de gente “com dinheiro”.

    • http://profiles.google.com/biadegiz Beatriz Souza

      às pessoas certas, faltou dizer.

    • Dana

      Porque a classe média é tão amassada e sofre tanto quanto a classe pobre, né?

      Não Rodolfo, o “classe média sofre” prova o ponto: uma classe privilegiada no Brasil alvo de piada, em vez de ser a pobre. A piada com o superior, e não com o oprimido. Got it?

      Porque no humor sempre alguém que se fode. Então que seja quem NUNCA se fode na vida real.

      • rodolfo_viana

        e por que alguma classe precisa ser alvo de piada?

        não digo que a classe média sofre tanto quanto a classe baixa, mas isso faz da classe média alvo de agressões? (e sim, piadinhas com sarcasmo cuja entrelinha diz “cale a boca, você não tem direito de reclamar porque é da classe média” é uma agressão.)

        essa ideia de que “no humor sempre alguém se fode” é imbecil, sem sentido, desumano. não é humor se é ofensivo a alguém.

        got it?

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Rodolfo, vc ainda não entendeu!

        Nunca, absolutamente nunca contrarie o Alex em frente aos seus fanboys.

        Só digo uma coisa a todos esses argumentos , tipo: “vc leu o texto?” “vc é comediante?”

      • KSG

        Classe media nunca se fode? O que esse tumblr faz é apresentar uma caricatura de um grupo de pessoas e o toma como um todo, como a verdadeira face de uma classe social que não corresponde a totalidade – a mesma coisa que piadas de negros, bichas e mulheres feias faz.

      • Klaic

        Flareon?

    • Alan

      Atacar o homem/branco/hetero/opressor como responsável por todos os problemas da vida de determinada minoria e politicamente correto.

      • Richard Andeol

        É, porque ninguém pode estar acima de críticas.

    • Évio Marcos

      Acabei de falar algo assim… cá embaixo.

    • leo Vasconcellos

      Jesuis, desde a primeira vez em que eu li o Classe Média Sofre, fiquei tentando sintetizar em um parágrafo o que o site me parece… até que o Rodolfo chegou e fez isso por mim. “Não é humor do bem”. Simples assim.

  • Allan

    Desculpa Alex, eu respeito mas acho essa opinião meio “criança”. Não, o humor não está isento à críticas e perseguições. Mas essa coisa de se colocar no contexto e se ofender com qualquer vírgula vem da nossa cultura, da nossa cabeça oprimida.

    Acho que falta rir de si mesmo. Na gringa as pessoas sabem fazer isso, o negro paga pra ir em um stand-up Comedy feito por um negro “contando casos” e fazendo piada sobre negros. E a mesma coisa vale pros outros estereótipos. Levar o humor a sério, na minha opinião, é uma tentativa patética de parecer sério no meio do circo que nós vivemos. Muita coisa mais importante precisa ser enxergada nessa levada que você fez o texto antes de criticar o humor.

    • Caio Rodrigo

      Perfeito ponto de vista. O texto é sensacionalista

      • Ramiro

        Acho que fica fácil falar esse tipo de coisa se o alvo da piada não é você.

      • Allan

        Cara, todo mundo é alvo. Vai da sua paz de espírito achar ruim ou não. Existe piada de rico e de pobre De branco, amarelo e negro. Homem e mulher, feio e bonito. Acho foda se achar coitadinho por esse tipo de coisa.

      • Vítor Moreira Barreto

        Acho que a questão é que não há muitas pessoas sofrendo por serem especificamente brancas ou ricas. Logo, piadas de gente branca e/ou rica não é nada de mais.

      • Allan

        Esse é o ponto, vitor: Depende da onde. O brasil é o país mais miscigenado do mundo. Na minha opinião, dizer que o negro não gosta da piada de negro porque sofre por ser negro é muito mais preconceituoso do que a piada em si.
        De novo: Vai da pessoa saber rir da sua própria situação, sendo ela boa, ruim, péssima ou nula.

      • Vítor Moreira Barreto

        Não é dizer que o negro gosta ou não gosta de alguma coisa. É perceber que fazer piada racista é como dizer que é ok uma cultura que gera sofrimento.
        Constatar que o racismo gera sofrimento e buscar não incentivar isso e reprimir não é preconceito.

      • Allan

        Te entendo Vitor, mas é que aí voltamos ao ponto incicial: É a cultura BRASILEIRA que é oprimida. O humor é feito pra gerar o inverso do sofrimento. Eu inclusive acho que não é bom incentivar a ideia que essa cadeia “humor > Racismo > Sofrimento” seja correta ou existente. Pai e filho andam abraçados na Av. Paulista e apanham de SkinHeads. Jovem assumidamente homossexual apanha de dois babacas de academia. Negro apanha da polícia sem motivo.

        O humor não tem NADA a ver com isso e se esses fatos são tratados com menos seriedade do que deveriam, não é porque existem piadas sobre eles. Piada é piada e racismo é racismo.

      • Vítor Moreira Barreto

        Eu discordo das duas coisas. Pode até ser que a cultura seja oprimida, mas também são oprimidas as minorias, numa opressão dupla, então.

        Eu não consigo achar natural achar graça de situações, por mais caricatas que sejam, que reproduzam pensamentos, ações e comportamentos que trazem sofrimento. Como o cara que sacaneia o negro, chamando-o de ladrão (quando é fato que negros ainda sofrem discriminação pela polícia, por exemplo), sacaneia o homossexual (que apanha gratuitamente pela simples existência), etc.

        Me parece que contar uma piada que faz graça de um gay ou de um negro, é alinhar o pensamento (que diminui o outro) do mesmo lado do que agride (que também diminui o outro). Pela ótica do agredido e do zombado, é opressor e triste do mesmo jeito, não acha?

      • Allan

        Concordo plenamente, brou. Rir da desgraça dos outros é fácil porque a desgraça é dos outros. Mas é exatamente o contrário que eu gosto de pregar. Rir de si mesmo.

        Vou te dizer que eu não conheci muitos “espécimes” dessa minoria oprimida que se sentiam minoria, oprimida ou ofendida. É a mesma estória da Lôraburra. Nunca conheci um negro que não gostasse de ser chamado como tal, ou que ficasse bravo com esse tipo de humor. Nunca conheci judeu que ficasse bravo com piada de judeu e nunca conheci homossexual que ficasse bravo com piada de homossexual. Principalmente as generalistas. Coloquemos aqui que apontar um homossexual na rua e gritar BICHA FILHA DA PUTA não é piada. É escrotisse.

        Como já disse lá em cima, morei com um cara que era negro e homossexual. Chamava ele de Escurinho viado e ele, como os amigos homossexuais, SEMPRE riram desse tipo de humor, da mesma forma que quando eu era gordo, ria quando me zoavam.

        Você não pode exigir que todas as pessoas tenham bom humor como eu ou como o cara que dividia apartamento comigo, mas você não pode dar uma facada no humor simplesmente porque pensa que todo diferente é minoria e toda minoria é oprimida. A maioria dos gays que conheci (e conheci uma porrada, já trabalhei com moda) não tinham nada desse teatro que fazem em cima do humor com homossexuais ou outros “menos favorecidos” (e na opinião deles, eles são MUITO mais favorecidos do que nós, héteros).

      • Vítor Moreira Barreto

        @cda8ca91aa2ec1ec44302e3cecafed46:disqus Legal sua resposta.
        Eu acho que você foi privilegiado, por conhecer pessoas que viam as coisas de um modo mais leve. Eu conheci algumas pessoas que não pensavam assim (mas tive e tenho amigos como os seus, que não se incomodam com essas piadas). De todo modo, não existe unanimidade com nada, não é verdade?

        Só que minha ponderação é que o humor não perde nada ao ser mais consciente. Não acho que seja uma facada, muito pelo contrário, pode ser a chance de o humor melhorar muito.

        Eu confio que os humoristas brasileiros sabem fazer bom humor que não corra o risco de ofender pessoas que já sofrem (diferentemente dos amigos que você teve, por exemplo).

        Eu acho que a ideia não é criar regras, mas buscar um modo de fazer as coisas de um modo que seja menos danoso potencialmente.

      • Allan

        Mais uma vez concordo contigo vitor!

        O grande problema é que conscientizar o humor é tolher a criatividade humorística. Pra parar de falar em Seth Macfarlane e cultura gringa, que espaço teria Mussum pra brilhar se fizesse televisão no século XXI??? Porque as piadas dos trapalhões não seriam aceitas por nada desse mundo se feitas no ano de 2012!

        A grande verdade é que a sociedade ficou MUITO CHATA. Com essa coisa de processos, comitês, regras e afins, tudo virou lixo. Sou publicitário, e o CONAR ACABOU com a publicidade brasileira. Tudo é proibido, tudo é abusivo, tudo é ofensivo. Chato.

        Até o futebol tá chato, jogador não pode passar o pé em cima da bola que é desrespeito. Publicidade é a da época de W.Olivetto, futebol é o da época de Paulo Nunes, Edílson, Vampeta e Valber, assim como humor é o da época de Mussum, Zaca, Dedé e Didi. Fico triste falando esse tipo de coisa.

      • Julia

        Nossa. SEM PALAVRAS!

      • Vítor Moreira Barreto

        Eu adoro o Seth Macfarlane.

        Eu acredito que publicitários e humoristas brilhantes tem espaço, contornando essa que não é a primeira nem última dificuldade em suas áreas profissionais.

        Sobre futebol eu não sei, não entendo nada. Mas ainda há propagandas brilhantes, se não as melhores, que nem são alvo de pensamento do Conar, não há?

      • Allan

        Puxa, cara. As boas propagandas de hoje são todas gringas, ou o que chamamos de Ghost (uma propaganda criada pra ganhar prêmio, mas que não é veiculada em plano de mídia e não é brifada por cliente). Pegue apenas as primeiras propagandas da Carreira do Washington Olivetto, do Eugênio Mohallen,do Nizan Guanaes.

        O humor tem espaço se não tolhido. Não acho que seja necessário piadocas do tipo “comia ela e o bebê”, mas também acho que não merece esse estardalhaço todo. Imagina se Family Guy passasse pela “blitz da chatisse” que a gente vê aqui no brasil? O desenho seria uma bosta, e 80% das piadas não seriam aceitas.

        Existe um espetáculo em são paulo que chamam-se PROIBIDÃO. É stand up de humor negro, e as pessoas assinam um termo que vão se comprometer a não surtar por piada. Lugares e lugares, sabe?

      • Richard Andeol

        De novo concordo que “comia ela e o bebê” não merecia este estardalhaço todo, bem como também sou contra esta onda legalista. No entanto, acho extremamente bem vinda a crítica a todo um estilo de humor fácil, ofensivo, apelativo e pouco inteligente, porque quero viver em uma sociedade melhor, inteligente e tolerante.

        Humor apelativo existe em todas as sociedade, mas a sua contrapartida, o humor inteligente e de qualidade é que faz a diferença. Tenho cada vez mais sentido falta deste último no nosso país, assim como você tem sentido de outras coisas.

      • a.

        eu acho que essas “chatices”, no fim, contribuem (ou deveriam contribuir) muito pra melhoria do humor, ou da propaganda. é muito fácil e certeiro atacar um alvo já pronto, quero ver conseguir tirar uma piada boa de alguma coisa inusitada. piada de gay e negro até meu tataravô fazia.

      • Richard Andeol

        É a velha história entre o nivelar por baixo e fazer pensar. É mais que um simples estilo de humor, é uma questão ética, um posicionamento diante da vida.
        Nenhum humorista é obrigado a fazer pensar, mas que diferença os que conseguem!

      • Richard Andeol

        Concordo totalmente em relação aos processos, comitês e regras, mas a deusa “crítica”, essa sim é sempre muito bem vinda! Sem crítica não há melhora.
        Quanto ao Mussum, Zaca Dedé e Didi, você podia gostar deles, porque eu sempre os achei muito ruins.

      • Michel

        Isso VOCÊ diz, porque eu posso te afirmar que boa parte das piadas de gay reforçam, e muito, o preconceito, e que a maioria dos gays sabe e se incomoda com isso, mesmo que não demonstre por estratégia, para não assumir uma atitude vitimista.
        Já cansei de ouvir homens falando bobagens sobre mim ou sobre os gays em geral baseando-se no que ouvem em programas de humor; às vezes de forma desrespeitosa, muitas até de forma elogiosa; tipo: “você é diferente dos “outros” gays por causa disto ou daquilo”. Quando o “outros”, o “isto” e o “aquilo” são apenas estereótipos propagados e reforçados pela visão caricata do humor. Eu tenho sempre que responder: “a diferença é que você me conhece melhor que os “outros”.
        No entanto, como estratégia, eu nunca reclamo de piada de gay na frente de um não-gay, pois apenas reforçaria o estereótipo. Prefiro passar batido, mesmo sabendo do prejuízo social de tal piada.

      • Julieta

        é muito fácil falar para “rir da própria desgraça” quando não é você que sofre um preconceito mascarado todos os dias da sua vida por conta disso…

      • Luciana

        ah é? quantas piadas que tiram sarro de homens brancos, ricos, heterossexuais e cisgêneros pelo fato deles serem homens brancos, ricos, heterossexuais e cisgêneros você ouve por aí?

      • Allan

        Se você der um pulinho, por exemplo, ali na Batalha do Santa Cruz (batalha de Rap que acontece no metrô Santa Cruz) vai ouvir um monte dessas. Fui acompanhar um amigo de faculdade uma vez pra conhecer, e me diverti com uma porrada de piadas, sátiras, chinfras e zoeiras que me estereotipavam perfeitamente. E várias delaselas vinham acompanhadas de “olha a cara do boy, olha a cara do boy” enquanto o rapaz apontava pra mim.
        Acredite você ou não, ri muito.
        Pela milésima: Riam de si mesmos!

      • rinza

        Cara, quando você saiu pela rua, depois dessa sua “experiência alternativa”, você sentiu medo de ser confundido gratuitamente com um bandido e ser perseguido e assassinado pela polícia? Com que frequência você é tratado como bandido por desconhecidos? Quando você sai de mão dadas com sua namorada você tem um medo realista e palpável de que repentinamente algum estranho lhe espanque, intimide ou assassine? Com que frequência você é hostilizado e ameaçado por ter uma relação afetiva heterossexual publicamente? Você já foi constrangido sexualmente diversas vezes em um período curto de tempo por uma série de homens ou mulheres de aparência nada atrativa? Se sim, em uma semana quantas vezes você se sente humilhado ou ameaçado sexualmente? Você já teve a nitida sensação de que poderia ser estuprado em algum percurso da sua rotina diária? Quando você está, de noite, em sozinho em um vagão com uma mulher totalmente não-atraente e nitidamente mais forte e confiante que você, em algum momento lhe passa como possível a posibilidade de ser espancado, abusado e assassinado?

        Enfim, você percebe que você defende que o mundo não mude e sim que as pessoas incomodadas que se conformem com ele como é porque o mundo é adequado pra você, que está no grupo dos que detém uma série de privilégios de poder no atual senso comum? Você pode rir de si mesmo porque essas situações de violência existem no seu mundo enquanto piada, imaginação, possibilidade remota… não realidade cotidiana.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Meio difícil achar defeitos no povo que ergueu a sociedade moderna.

      • Dana

        De branco? Rly? Tanto como negros?

        De homem? Rly? Tanto como mulher?

        De bonito? RLY?

        DE RICO? RLY?

        Conte uma de cada, populares (porque se você que fez nem rola). Depois eu te digo quantoas de negro, mulher, feio e pobre eu te conto.

      • Mari

        Você não está entendendo. Fazer piada denegrindo negros, homossexuais e mulheres (entre outras minorias), só reforça a dominação que esses grupos sofrem. Fazer piada sobre um homem branco não vai afetar nada porque eles estão no poder, eles podem se defender, eles podem retrucar. Minorias não.

        “Acho foda se achar coitadinho por esse tipo de coisa.” Já eu acho muito mais foda apanhar em casa só porque mulher tem que aprender o seu lugar. Mas quando a gente reclama nós somos as vítimas dramatizando toda a situação. Vai falar do homem branco rico….Que horror, abusurdo, quanta discriminação, né??

      • Guest

        Sou o alvo de muitas dessas piadas (mesmo que indiretamente), afinal, sou loira e tenho família descendente de escravos e na boa? As pessoas precisam rir mais e parar com o mimimi.

        Esse negócio de “ai, como sou politicamente correto” parece tudo falso e ralo, sem contar que enche o saco. Eu bato papo com idosos, negros, motorista de ônibus, pedreiro, executivo, mendigo, pessoas novas, porteiros, empresários, faxineiras e faço doações em dinheiro, roupas, comida, presentes, sangue, medula… e dou risada de muitas piadas
        vistas como “preconceituosas”. Isso me faz uma pessoa ruim? Fala
        sério!

        A pessoa ruim é assim por “n” motivos e a piada (se for) é o menor deles.

      • Guest

        Sou o alvo de muitas dessas piadas (mesmo que indiretamente), afinal, sou loira e tenho família descendente de escravos, mesmo assim, concordo com o Allan, as pessoas precisam rir mais e parar com o mimimi. Esse negócio de “ai, como sou politicamente correto” me parece falso e ralo, quase que um mantro de politicagem.
        Eu bato papo com idosos, negros, motorista de ônibus, pedreiro, executivo, mendigo, pessoas novas, porteiros, empresários, faxineiras e faço doações em dinheiro, roupas, comida, presentes, sangue, medula… e dou risada de muitas piadas vistas como “preconceituosas”. Isso me faz uma pessoa ruim? Me faz uma racista homofóbica que vai sair batendo em todo mundo?

        A pessoa ruim é assim por “n” motivos e a piada (se for) é o menor deles.

      • Guest

        Sou o alvo de muitas dessas piadas (mesmo que indiretamente), afinal, sou loira e tenho família descendente de escravos, mesmo assim, concordo com o Allan. As pessoas precisam rir mais e parar com o mimimi.

        Esse negócio de “ai, como sou politicamente correto” me parece falso e ralo, quase que um mantra de politicagem. Quem nunca riu do Chaves? Pensa bem, tu acha que uma pessoa “boa” deixa de ser um bom individuo por ter achado graça de uma piada? Hoje em dia tudo é sinônimo de maldade, tudo tem um duplo sentido, ou um fundo de preconceito… Será mesmo que uma piada não pode ser apenas uma piada? Ela precisa nos ensinar, mesmo que indiretamente,
        alguma coisa?

        A pessoa ruim é assim por “n” motivos e a piada (se for) é o menor deles.

      • http://www.facebook.com/tomas.erick Erick Tomas

        Concordo com o amigo, totalmente… Comecei meu comentário pensando nisso e fui parar em questões mais subjetivas por conta do recente nascimento do meu garoto. Ando mais dissertativo e viajando de mais por conta disso xD

      • Allan

        Ensine seu moleque a rir das coisas e não ser um sisudo que surta em pormenores, e estarão ambos a salvo. Campanha Anti-bulling não faz moleques de 10 anos virarem menos malvados. O negócio é levar na esportiva!

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        “Sensacionalista” é a realidade.

        E o nosso preconceito que a gente teima em defender mesmo quando vem alguém pedindo para abandonar tudo aquilo que nos fode.

      • Allan

        Eu sou um cara sem preconceitos. Sim, sou branco, heterossexual e ganho o suficiente pra não ser chamado de pobre. Mas já dividi apartamento com um negro homossexual (Escurinho viado, como eu sempre chamei e ele sempre riu) e já arranjei briga em bar por defender um casal gay de MÃOS DADAS por ser intimidado por dois babacas. (Acredite ou não)

        Já pesei quase 100 quilos e nunca deixei de rir quando me falavam que gordo só faz gordice. Moro em São Paulo, já morei no Rio, mas vim do Interior. Já perdi emprego por causa do meu sotaque. Nunca chiliquei por preconceito. Aprenda a rir de si mesmo e viverás mais feliz.

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Cara, perfeito seu comentário. O problema é que o pessoal leva piada muito a sério e se esquece que todos esses humoristas, antes de fazer piada sobre qualquer coisa, faz piada sobre si mesmo. O Rafinha por exemplo, a primeira piada do seu show é fazendo piada de gaucho, de judeu, ele chama o pai dele de viado e a mãe dele de Chewbacca. Mas disso ninguem fala né? Só lembra das piadinhas das pobres minorinhas, tadinhas delas. Vamos dar cotas raciais e beneficios pra eles, ja que são tao prejudicados.

        Uma pessoa que ri de uma piada de português não tem direito nenhum de reclamar de uma piada de negro, judeu ou qualquer outra, porque é igualmente ofensiva.

      • Allan

        Valeu Arthur. O pessoal pensa com a cabeça das cotas raciais. O pobre não tem dinheiro pra pagar um ensino médio de qualidade, e por isso não entra na faculdade. Mas a cota vai pro negro porque, históricamente, eles sofreram mais e possuem uma desvantagem em relação a essa elite branca. Começaram depois. Concordo discordando com esse tipo de pensamento.

      • http://profiles.google.com/biadegiz Beatriz Souza

        Pra quem diz “Sofra preconceito e fique calado”, recomendo: “Desabafo do jovem universitário que foi gravemente agredido na última segunda-feira, vítima de homofobia.” Notícia veiculada pelo G1: http://tinyurl.com/a3lw52k

      • Ana

        Oi Arthur, deixa ver se eu entendi: não tem homofobia envolvida quando o Rafael Bastos faz piada com o pai dele, chamando-o de VIADO? E quando ele compara a mãe dele com o Chewbacca, não tem nada de machista? É isso mesmo?

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Homofobia por chamar o próprio pai de homossexual? Por que? Qualquer piada com homossexual agora é homofobia? E humoristas homossexuais fazendo piadas de homossexuais (no próprio documentário tem mais de um exemplo) são homofóbicos também?

        Parece que tudo agora é preconceito, tudo é homofobia e racismo. Se eu faço uma piada de homossexual eu sou homofóbico e quero que todos os gays morram. Se faço uma piada de judeu sou nazista. Se eu fizer uma piada de animais eu sou a favor da caça ilegal também?

        Acho que você precisa rever seus conceitos de humor.

      • Ana

        Acho então que ambos precisamos rever conceitos. Pega aqui na minha mão, colega, e deixa eu te explicar uma coisa: tem uma pequena diferença entre um homossexual fazer piada sobre a sua condição e um hetero fazer piada sobre homo. Você assistiu ao documentário, certo? Você achou que, quando a humorista argentina fala que ela acha estranho uma sociedade que a aplaude pq ela diz que é lésbica e se droga é ofensiva para os gays? Ou que, quando o outro “humorista” diz que o gay é super solícito, inclusive qdo ele fala “Véi, dá o cu pra mim?” e ele dá é uma imagem positiva sobre os gays? E, lá no seu primeiro comentário vc diz que ele chama o pai de VIADO (pejorativo), no segundo tá escrito HOMOSSEXUAL. Você conhece alguém que se ofenderia se fosse chamado de homossexual se fosse mesmo? E se ele fosse chamado de viado? Dá pra perceber que há uma diferença de valores?

        Me diz onde eu escrevi que fazer piada sobre judeus te torna nazista, ou que piadas sobre animais te torna a favor da caça. Como bem foi dito no doc: “o humorista não é responsável pelas mazelas da sociedade”. Mas ele pode ser responsável sim pelo que diz, sem ter que recorrer ao batidíssimo “Foi só uma piada”, e é responsável sim por ajudar a perpetuar velhos preconceitos, sejam de raça, sexo ou orientação sexual.

        Como também foi citado em algum comentário lá em cima, nos EUA negro faz piada de negro… ora, o Chris Rock o faz sempre. No doc. a lésbica faz piada com isso. Mas no Brasil, a grande maioria dos “humoristas” de stand up é de brancos e homens, ridicularizando mulheres, homossexuais e negros (vide a hilariante, só que não, apresentação daquela dupla, o marrom e o branco que não sei o nome.

      • NEGERNA ÄR HÄR.

        Os gays não precisam de ajuda pra denegrir a própria imagem, as paradas gays já dão conta do recado.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        não conheço ninguém sem preconceitos.

      • Allan

        Isso é um preconceito com quem não tem preconceitos? =]

      • Priscila

        Pra você ver, cara.

      • http://profiles.google.com/biadegiz Beatriz Souza

        “Desejo que fique triste por um dia / E não por um ano inteiro / Pra que aprenda como rir é bom / Mas que rir de tudo é desespero” – Velho, você perdeu emprego por ter sofrido preconceito e ficou calado. Respeite quem tem peito pra lutar pelo que você não lutou.

      • Allan

        Ache uma frase em que eu desrespeito alguém querida, e eu abaixo a cabeça pra ti. Se você acha que discordar é desrespeitar, você não vale adiscussão.

        E a história do emprego foi uma escolha mercadológica. Os caras queriam um carioca pra lidar com cariocas, meu sotaque é do interior de são paulo, e eu compreendi. E como profissional que sou, e não “menino-mimimi-século-XXI”, parti pra próxima e arranjei coisa bem melhor, ao invés de brigar com o mundo. Sorria, moça! Você parece brava.

        E quanto a citar frejat, (além de não rir o tempo inteiro – não estou rindo agora e nem dou risada de preconceito. Se quiser, leia tudo que já escrevi por aqui) essa música também deseja que tu sejas tolerante. Portanto, seja. =]

      • Letícia

        Não estenda as suas experiências pessoais a um âmbito social. Quem vai a público fazer piada, em um país onde o preconceito ainda mata, podia tentar sim tentar ser mais transgressor.

      • Allan

        O preconceito mata no mundo inteiro. Na Europa e nos EUA existem milhares de casos de agressão por XENOFOBIA. Acho que não é por aí. O humor não precisa parar de ser feito. E como eu disse lá em cima, apontar um homossexual na rua e gritar BICHA FILHA DA PUTA não é humor. Temos que compreender o que é humor e o que é agressão primeiro. As pessoas acham que isso se mistura, mas não

      • Letícia

        Ninguém tá falando que precisa parar de ser feito, e sim ser feito de uma forma diferente. Acho “malvados” genial, por exemplo. E não fica batendo na tecla clichê de ofender negro, gay, mulher… Tem gente que acha engraçado gritar isso que você citou, e tem humorista que usa de artifícios semelhantes. São esses que o texto critica.

      • Allan

        Engraçado e humor são coisas diferentes. Se eu achar engraçado ver gente apanhando, posso enfiar a mão na sua cara numa conversa só pra me divertir?

        Não!!

        O texto critica várias forma de humor com minorias, e não outras. E a loira burra? E o português? E o gordo? E o feio?

        O humor coloca pessoas em locos desconfortáveis muitas vezes. Acho que errada está a interpretação de quem leva piada a sério. Tem gente super-séria que nunca aprendeu a rir de si mesma, e acaba por “denunciar absurdos” quando se acha em algum perfil pré-estabelecido pelo humor.

      • Letícia

        Cara, não dá pra comparar piada de loira com piada racista. Negros são minorias políticas, sofreram prejuízo social. Por isso que momento histórico atual, “fazer piada” com certos grupos é considerado crime. Justiça permanece sendo “tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida em que eles se desigualam”. Agora as piadas com loira, português, etc são apenas medíocres. Sobre achar engraçado e rir de si mesmo, de novo você está estendendo sua forma pessoal de ver as coisas ao âmbito social… E não é assim que funciona. Se os homossexuais/negros/mulheres se sentem ofendidos com as piadas, eles têm suas razões. Exercite sua empatia. Como disse o texto, por que você “acha que você sabe, mais do que elas mesmas, a verdadeira gravidade dos problemas que as afligem”?

      • Letícia

        Não dá pra comparar piada que ofende negro com piada que ofende loira (apesar de ambas serem bem medíocres). Negros são minorias políticas, que ainda hoje sofrem marginalização social.

        Loira não vai começar a sofrer marginalização social por causa das piadas que são feitas, o humor não tem poder pra tanto; mas piadas com negros reforçam e normalizam um preconceito já existente.

        E novamente você tá estendendo seu jeito de encarar as coisas ao âmbito social. São mulheres-negrxs-homossexuais que sentem os efeitos do preconceito que sofrem diariamente, por que você acha que é você que tem que determinar a gravidade do problema que os afligem?

      • Letícia

        Não dá pra comparar piada que ridiculariza negro com piada que ridiculariza loira porque os negros constituem minoria política e ainda hoje sofrem marginalização social.
        Piada com loira (apesar de batida e medíocre) não vai fazer com que loiras sofram esse prejuízo social, o humor não tem esse poder, mas quando o preconceito já existe, ela pode sim normalizá-lo ou reforçá-lo, minimizar sua gravidade.
        Pra mim, você comparar piada de loira com negro só comprova isso.
        São negrxs, mulheres e homossexuais que sentem o efeito negativo desses preconceitos diariamente, por que você acha que você deve ditar a gravidade dos problemas que os afligem?

      • Everson

        Tá muito chato essa patrulha da moral e dos bons costumes, e o politicamente correto. Ao invés de se igualarem as pessoas buscando acabar com as discriminações, estamos indo pro caminho da maioria se tornar a minoria, porque esta não pode fazer nada que já ofende alguém ou grupo.

      • a

        tá, e qual a linha tenue que divide o humor e a agressão, por exemplo, no caso de “comeria ela e o bebê”? não dá pra saber. pro cara que ta gritando “bicha filha da puta” na rua pode ser humor tambem, é subjetivo.

      • Dana

        Que bom pra você! Você é muito legal! Quer medalha? Quer ser elevado à Modelo Ideal de Ser Humano?

        Se enxergue, você não é referência de nada. Você é legal? Ótimo! Parabéns! Todo mundo no Brasil é igual a você? Não. Seu amigo negro e gay é a referência de todos os negros gays do Brasil? Não.

        Empatia é tudo, mas você está tão feliz no seu posto de “sou tão legal” que só vê o seu mundo.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        puxa, e eu q tava tentando escrever um texto sensacional… :(

      • Allan

        Alex,

        Seu texto é bom e sua causa é nobre. Só tá oprimido demais. Tem gente que ri de si mesmo, e tem gente que não ri. É como a história do processo, que agora tá na moda no brasil. Falou mal? Processa. Fez piada? Processa. Peidou no elevador? Processa. Haja advogado.

      • nina

        a diferença é que hoje em dia as pessoas estão tendo mais voz para ir contra a essas piadas de total mau gosto.

      • Allan

        Oi Nina! “Mau gosto” é um conceito péssimo de ser explorado. Gosto é por definição subjetivo, e mau é juízo de valor. Não cabem juntos na mesma frase, já que o que é de mau gosto pra mim não é pra você, e vice-versa.

      • Dana

        Allan, você comete um erro crucial: considera o humor uma questão do âmbito pessoal de cada um. E pode ser. Mas antes disso não é.

        Minha mãe não liga quando meu pai chama as mulheres que fazem alguma barbeiragem de “dona Maria”, falando que mulher dirige muito mal (exceto ela, porque ela dirige muitíssimo bem). Mas eu ligo, porque quando ele fala que “mulher dirige mal” ele ESTÁ sendo preconceituoso – inclusive, mulheres se metem em menos problemas no trânsito que homens. Ou seja, minha mãe vê o âmbito pessoal, eu vejo o geral.

        E o fato de que, em âmbito provado, um negro/gay/mulher riam da piada não a torna menos ofensiva.

      • Allan

        Eu vou te responder aqui e não ali em cima, mas é porque aquilo lá não me disse nada e aqui você expôs um ponto.

        Se você sofrer com cada coisinha generalista em que seu perfil caiba, você vai morrer louca. Não tô pedindo pra você não tentar mudar o mundo, acho isso super fofo da sua parte, Dana. Parte de você decidir quais brigas comprar e quais deixar pra lá.

        Talvez não seja sua mãe pessoal, enquanto você é generalista. Talvez você de importância a pormenores como chamar um barbeiro no trânsito te dona maria, e ela não. Porque tanto faz.

        Eu não entro em toda discussão, e não tô pagando de cara mais legal do mundo não. Só nesse segundo post que eu percebi da onde saiu tudo aquilo de eu querer medalha e pá ali de cima. Só quero que você entenda que sua frustração e seu jeito genioso não vão te ajudar a ganhar um debate.

        PS. Walcyr Carrasco diz que a mulher se comporta no trânsito da mesma forma que se comporta no sexo. Ou é apavorada, ou é ousada.
        PS2. Sim, eu sou legal pra cacete, mas tô longe de modelo pra qualquer coisa.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        como sempre…

    • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

      Allan, muitas vezes o humor sobre negro (lembro de várias piadas do Chris Rock, por exemplo, mas não sei dizer se todas) é irônico, e ressalta exatamente o absurdo do racismo. A ironia nega implicitamente o que afirma explicitamente. (Basta ver o Stephen Colbert, que faz um personagem conservador para criticar as posturas dos conservadores, inclusive no que diz respeito a direitos de negros e mulheres.)

      O próprio Alex já compartilhou um exemplo:
      http://www.youtube.com/watch?v=GgTQXGLQB8M

      Por isso, não tem nada a ver com levar humor à sério ou não se poder falar uma vírgula a respeito. E o Chris Rock, negro, definitivamente não está sendo incapaz de (como você mencionou) “rir de si mesmo”.

      Abraços

      • Allan

        Marcus, valeu pelo comentário! Acho sua opinião válida.

        Conheço o trabalho do Chris Rock tão bem quanto conheço o trabalho do Seth Macfarlane. E se você conhece o trabalho do Seth, sabe que ele é branco, rico e boa pinta, e faz piada de judeu, negro, homossexual, mulher burra/submissa e todos os outros estereótipos do mundo. E se o gringo não soubesse apreciar esse conceito de HUMOR, não teria escolhido esse cara “politicamente incorreto” (péssimo termo, odeio usar) para apresentar a maior premiação de arte em termos de mídia que temos conhecimento, que é o Academy Awards – Oscar. Não acho que o humor não tenha fronteiras. só acho que a gente enxerga o fim do mar e pensa que é o fim do mundo.

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Fala, Allan. Cara, eu acompanhava muito o Seth MacFarlane, mas abandonei depois que ele começou com vários programas paralelos, e, pelo que lembro, a qualidade de Family Guy, que eu gostava muito, despencou.

        Mas, falando de memória, em grande medida ele usava os estereótipos (que são incontornáveis mesmo) para subvertê-los, para brincar com eles, e não para reafirmá-los. A piada *era* o estereótipo, é disso que ríamos. (Por exemplo, o grupo de amigos buscando um substituto para o Cleveland, pois o grupo não era o mesmo sem um amigo negro.)

        Compare com o Zorra Total: quando as pessoas riem do viadinho estereotipado, não é para rir do estereótipo, mas sim dos viadinhos. Mesma coisa com os pobres no metrô.

        Essa que é a questão, imagino.

        Abração

      • Allan

        Sim Marcus, Family Guy caiu como todas as séries e desenhos que ficam no ar por muito tempo (Futurama, simpsons e afins). Se você pegar as piadas com Judeus presentes em family Guy e olhar com os olhos quadrados do brasileiro, vai achar um baita desrespeito. Se fosse aqui, o mimimi seria generalizado, dúzias de blogs fariam textos desses, dizendo que o Seth é um escroto, xenófobo, racista e o caralho. Cartas de repúdio seriam publicadas e entidades processariam as últimas dez gerações da família Macfarlane.
        Já na gringa, eles chamam o cara pra apresentar o Oscar.

        Acho super tranquilo não gostar de piadas pesadas, humor negro e politicamente incorreto. As pessoas tem esse direito. Mas é só mudar de canal, não seguir no twitter, não dar importância. Aqui a Lôraburra ganha uma música do Gabriel o Pensador que toca por meses no rádio e piadas de português rolam aos montes. O que é humor pra uns, não é pra outros, e de novo, não acho que o humor não tenha limites. A maioria das minhas amigas loiras (burras E inteligentes) costumam dizer “Sou loira, né” quando não entendem as coisas, ou não acompanham o raciocínio. É saber rir de si mesmo!

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Exato. Exemplo disso foi o Episódio do Simpsons no Brasil. Todo mundo revoltadinho no Orkut. Tudo rebeldinho sem causa. Mas rir dos episódios da India, da China pode? Hipocrisia.

        Outro exemplo é aquele filme onde mostra as pais do Rio cheia de macacos. Foi outro caos! Mas se falar que não é verdade que na Africa não tem só leão e girafas, ou no Iraque não é só guerra, ah, eu um ignorante!

      • Priscila

        Acho que o episódio dos Simpsons no Brasil demonstra perfeitamente o quando “aquela piada super genial” perde a graça quando o alvo somos nós.

        Nesse caso, é relativamente fácil para os ofendidos se defenderem. Basta revidar com o estereótipo do gringo ignorante. [Pessoalmente não vejo graça nem em uma coisa nem em outra, mas cada um faz a piada que quiser.]

        Agora, quando um latino é agredido nos EUA, de onde será que saiu tanto ódio e tanto preconceito? Será que não é fruto de uma cultura onde os latinos são constantemente retratados como trapaceiros, aproveitadores, impulsivos ou simplesmente burros mesmo? É claro que um desenho animado SOZINHO pouco significa. A questão, creio eu, é onde ele se coloca dentro da cultura à qual pertence.

        Ah, e o Iraque não é só guerra e a África não são só leões e girafas. Concordo contigo. ;-)

      • Richard Andeol

        Disse exatamente o que eu queria dizer. A diferença entre humor burro e inteligente, é rir “de” e rir “com”. Ironia é tudo!

    • http://profiles.google.com/biadegiz Beatriz Souza

      “Não, o humor não está isento à críticas e perseguições.” Mano, vc acabou de concordar com o Alex, que critica humoristas que não querem críticas e perseguições – vc leu o texto?

      • Allan

        Humoristas adoram críticas. A perseguição com o “você não pode falar isso” ou “não pode falar aquilo” é que incomoda.

        E, moça, VOCÊ leu o texto? Você leu o que eu escrevi?

        Parece, pra você, que no texto inteiro ele só fala que o humorista não pode reclamar de ser perseguido. Esse é UM tópico de muitos.

        E entenda que o humor nunca está isento à juízos de valor. Gosto é subjetivo, e as pessoas tem por costume manifestar-se quando algo não agrada. E eu gosto muito disso! Mesmo que você não me vê ligando pro Zorra Total pra falar que a falta de roteiro do programa deles me ofende.

    • http://twitter.com/julianaps Juliana P.

      uma argumento de quem não tem argumento é ” tem coisa mais importante pra se preocupar”. nunca falha.

      • Allan

        Se você for subindo e vendo a quantidade de postagens com nome “Allan”, vai ver que a última coisa que me falta são argumentos!
        =]

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

        Outro ótimo argumento é dizer que tudo é problema. Também nunca falha.
        Meio termo é o segredo da vida, e esse texto ta longe disso.

    • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

      No Brasil o stand-up é visto como um atentado ao pudor e a etíca da sociedade, no EUA estes estereotipos e o humor feito em cima deles são ainda mais fortes, porque é uma sociedade que sabe que isso é apenas humor, negros pagam para ver piadas sobre negros, assim como brancos piadas sobre brancos. Nimguém sai ofendidinho do teatro, porque sabe que na vida e na rua as coisas são diferentes.

      • André Vinícius

        Não me venha falar de EUA onde mostrar o dedo do meio em rede nacional gera multas altíssimas…

      • a

        “na vida e na rua as coisas sao diferentes”. so que nao.

    • guilherme

      Meu deus, esse comentários sim matou a pau, clap clap clap !
      Obrigado por escrever tão lucidamente, o que não fui capaz !
      Um abraço allan !

    • Richard Andeol

      Como quando você usa a palavra “gringa” segue depois usando “stand-up comedy”, assumo que está se referindo aos EUA. Pois os americanos levam o humor tão a sério, que lá já se perseguiu e prendeu humoristas pelo que disseram (infelizmente é verdade).
      Processos lá existem aos montes, mesmo com o apoio da 1ª emenda. Críticas a comediantes também, inclusive com boicotes sistemáticos, são muito mais comuns que aqui.
      Na gringa sabem melhor que nós que por trás de tudo o que se diz, mesmo com humor, há uma intenção, uma ideologia, tanto que lá é comum vermos humoristas especializados em crítica política, ou religiosa, ou social, etc….
      Na gringa, muito mais que no Brasil, tem-se o hábito de assumir a responsabilidade pelo que se diz, porque também estão mais habituados a esta cobrança social.
      Ver um Bill Maher ou um Michael Moore defender seu humor, com toda a consciência do efeito dele, e depois um Danilo Gentili e um Rafinha Bastos, dá pena, mas é reflexo de nossa cultura, e da dificuldade que temos em aceitar que a critica é o que garante a qualidade.

  • Rafael Gerude

    Putz, sabe o que me emputece? Explicar piada…

    Piada é uma caricatura verbal. É algo como uma hipérbole, na literatura, só que com humor.

    Estou defendendo a liberdade no h-u-m-o-r, e não humorista que se xinga todo mundo. Chamar alguém de “bosta” não é humor. E não há que se confundir a liberdade no humor, com a liberdade “na vida real”.

    Saber diferenciar essas duas coisas é tão essencial como saber a diferença entre uma panela e um abraço.

    Não estou defendendo o racismo, mas o direito de fazer piadas racistas, por exemplo. Vocês estão querendo privar que o humor tire sarro do branquelo-alto-orelhudo que come chucrute?

    Se acabarem com as piadas de preto, branco, japonês, português, bicha, loira… sobra o quê? As de papagaio? E os direitos dos animais? Hahaha… galeeeera, menos hipocrisia… O humor não é um mundo politicamente correto…

    • Priscila

      Claro que você pode fazer a piada que quiser. Se as pessoas vão continuar achando graça na sua piada até o fim dos tempos, é outra história. Ninguém mais acha graça de piadas de judeu, a não ser que sejam feitas pelos próprios judeus e olhe lá.

      • Allan

        Ninguém, tipo, no mundo inteiro? Das 190 milhões de pessoas do brasil, nenhuma acha engraçado fazer humor com judeu?

        O próprio Rafinha Bastos, “o terrível politicamente incorreto”, parece divertir bastante gente no solo dele com piada de judeu.

        Ele pode ser o escroto que você quiser (e eu não sou fã dele), mas ele nunca deixou de encher o teatro da Frei Caneca.

      • Priscila

        Rafinha Bastos é judeu. Se não fosse, certamente causaria bem mais incômodo por fazer piadas de judeu.

        O “ninguém” foi hiperbólico. ;-)

      • Rafael Gerude

        Não concordo… Então a graça está no autoflagelo? Só não ri da piada quem já conhece… Ou não entendeu…

      • Priscila

        Ou quem não achou graça, ué.

  • http://www.facebook.com/fernanda.feijo.7 Fernanda Feijó

    Alex, meus parabéns. Seu texto foi esclarecedor de muitas questões que eu eu trago comigo, mas não conseguia exteriorizar. Sempre que critico uma piada de teor sexista/homofóbico/racista, alguém vem com essa de “voce é politicamente correta… não pode tirar a liberdade de expressão do humorista…” Enfim, você foi a o ponto e me ajudou a construir bons argumentos.
    Tenha certeza de que ganhou uma fã.
    Abraço

  • Márcio

    Conheço 3 pessoas racistas. Elas são pessoas mais velhas e não sei se elas costumam fazer/rir de piadas racistas, mas sei que elas realmente acreditam que negros são pessoas ruins e que devemos evitar se relacionar com eles. Fora isso, pra mim o resto é piada.

  • http://www.facebook.com/thais.o.depaula Thais Oliveira de Paula

    Alex, sempre adoro os seus textos. Fazem pensar, fazem rir, me colocam de frente com tantas coisas interessantes. Eles fluem na minha cabeça. Obrigada!

  • http://www.facebook.com/tomas.erick Erick Tomas

    Que é isso? Absurdo! Comparar um Humano com um Macaco é uma grande ofensa… Ao Macaco! E só essa discussão é prova disso!

    Não que eu não tenha entendido o sentido da crítica do Alex Castro. Muito longe disso… Gostei da forma como ele escreveu. E é fácil gostar, pois tem coerência. E a coerência em alguns casos é uma grande armadilha. Depende muito do ponto de vista. Neste caso, especificamente, é muito subjetiva a discussão.
    É óbvio que existem comediantes idiotas que só sabem fazer piadas preconceituosas, mas é mais idiota ainda um comediante inteligente não poder utilizar de tais artifícios para engrossar o caldo e fazer ter mais graça uma piada que tem outro objetivo, que não a ofensa pura. Eu acredito que ferir a liberdade individual pela incapacidade do coletivo em discernir as coisas com coerência não compensa. Meu filho nasceu a pouco e não quero que ele cresça num mundo quadrado. Quero que ele viva a vida leve, quero que ele conheça a tangente… Outro caminho que não o tradicional “Isso e Aquilo”

    Existe um grande problema com o cérebro humano, a tal da Mente Descontínua. É mais fácil pra ele compreender coisas objetivas tais como: “Politicamente Correto e Politicamente Incorreto” ou então “Esquerda Partidária e Direita Partidária” … O Meio termo, o caminho do Centro, é muito subjetivo pra maioria das pessoas. Existe uma incapacidade nata da maioria das pessoas em raciocinar e processar informações, talvez faltem aulas de Lógica na escola… É nessa wave que acaba se tonando mais relax dizer sim ou não, apontar por ali ou por aqui. Um talvez ou você que sabe, fica fora de questão.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      deus me livre de ser coerente.

  • Geraldo

    Piada é somente uma piada. Foi feita pra ser engraçada. Não riu? A piada não funcionou. Não acho que deixar de fazer uma piada com algum estereótipo vá melhorar a situação da sociedade.

  • http://www.facebook.com/rodiceia.rodrigues Rodicéia Rodrigues

    Infelizmente só deixarei para assistir o documentário mais tarde, mas… Cara… Excepcional! E eu achando que era a única que estava cansada de certas “críticas sociais” exibidas em “ótimos” programas humorísticos da TV.

    Não sou santa, nem inocente, caro que já ri (e tenho certeza que ainda rirei) de piadas de pobre, loiras, mulheres, freiras, padres, homossexuais, negros (mesmo sendo negra!), mas a cada dia, o que nos faz diferentes ou melhores é o auto-criticar, o auto-avaliar. Hoje sei que rio menos. E espero parar de rir desse tipo de coisa.

    Parabéns pelo texto. Recomendarei o quanto puder!

  • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

    Muito bom, Alex. Compartilhei. Espero que meus contatos leiam com atenção, mas não tenho muitas esperanças: lendo os comentários aqui, nota-se que boa parte das objeções já estão respondidas no próprio texto. É difícil desmontar o senso-comum quando as pessoas não ouvem as partes que não se acomodam a ele automaticamente.

  • http://www.facebook.com/thales.santos.98 Thales Santos

    Alguém já parou pra pensar o que sobraria do humor se excluisse todos os problemas apontados, o que sobraria do humor… acho que só piada sobre animais…(isso se não aparecer um grupo protetor de animais alegando bullying contra os bixo) .

    O que acontece na real é que hoje em dia é muito fácil processar,quem esta na mídia, pois seus próprios programas podem ser usados como prova, então toda e qualquer organização seja de Negros, Homossexuais, Feministas etc… sempre vão tentar tirar proveito da situação alegando o bullying se promovendo e ganhando uma grana em cima, o que acaba fazendo com o que o humor vire algo fraco ou bobo como Zorra total ou programa do DIDI que tentam não ofender nenhum tipo de grupo, mas que não consegue implacar um sucesso pela baixa audiencia e piadas aplicada.

    Se pegarmos o humor de 20 a 30 anos atrás chegam a ser bem ofensivos, mas não se tinha esse policiamento desses grupos, que esperam ouvir uma virgula errada para cair de pau em cima.
    Infelizmente acabamos vivendo no mundo onde tudo tem que ser politicamente correto, e se continuar nesse rítimo, breve não haverá mais humor…

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      sobraria muita coisa. o próprio texto tem vários exemplos de piadas que sobrariam. sobrariam o dahmer, o arnaldo branco, o adnet, o louis ck, o laerte, etc etc etc.

      • http://www.facebook.com/thales.santos.98 Thales Santos

        Então Alex Castro um desses que vc mesmo sitou o Adnet em um dos videos usa um grupo para fazer piada (o que ele faz papel de pastor pode crer que evangélicos são um grupo que não gosta de servir como base de piada), logo o que pode acontecer é esse grupo ir de pau pra cima dele, e ele para evitar processos ou cair em desgosto de um publico parar de fazer tal piada…. como disse não sobraria muitas opções sem alguém para se sentir ofendido…

  • http://twitter.com/RickBarcelli Henrique Martins

    Alguns dizem que a única forma de eliminar o preconceito no Brasil é através da educação. Entretanto, existe uma maneira muito mais simples de resolver esse problema: vamos preder os Rafinhas e os Gentilis que existem por aí! Como não pensamos nisso antes? Como fomos tão cegos?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      o texto jamais defende ou sugere que essas pessoas sejam presas…

  • http://twitter.com/fma_almeida Fernando Almeida

    O politicamente correto (como esse texto) me lembra o seriado Malhação, um mundo de extrema babaquice e artificialidade. É como afirmar que, só porque eu jogo GTA, vou sair por aí atropelando e matando pessoas. Humor é arte, e arte, seja qual for, não se censura.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      uma maneira de definir o politicamente correto é uma tentativa de mudar o mundo através da linguagem

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    gosta dos meus textos? são importantes pra vc? então, faz uma doação, faz? a casa agradece. e fiquem com machado. http://alexcastro.com.br/mecenato/

    • Lucas Alcardi

      Espera aí, estou quase achando minha carteira…

  • http://www.facebook.com/people/José-Guilherme-Pessoa-Trindade/100002064904942 José Guilherme Pessoa Trindade

    O buraco é bem mais fundo.

    Satirizar minorias é uma construção histórica e social, para desconstruir depende-se de evolução e não revolução.

    Explico: Do que adianta cobrar atitudes brandas de um ser que nasce em uma sociedade machista se a sua atitude não respeita o seu histórico?

    O que vai sempre ocorrer: O choque.

    Não é pra continuar sacaneando com os outros, mas esperar uma resposta rápida de um processo que tem 500 anos e ainda esta sendo construindo é burrice, é dar murro em ponta de faca.

  • http://www.facebook.com/jean.barreto.96 Jean Barreto

    Porra! Nunca vi um texto tão politicamente correto!
    Politicamente correto é um moralismo hipócrita.
    Como se fosse salvar o mundo por colocar o monopólio do sofrimento nas mãos dos negros, das mulheres e dos homossexuais.

    Cada um vive como é da sua cultura.
    Eu não quero ter um dia um filho homossexual.
    Eu vejo brancos pobres também.
    E também o feminismo mata, acho que não sabe do aborto, ou que um mundo feminista acarretaria em um mundo mais homossexual.
    Cada um colhe o que planta.

    Bem, eu acho que esse texto foi feito para direcionada às pessoas que se sentem culpadas por um coisa que não é culpa delas, com o intuito de ganhar dinheiro.

    Uma coisa muito divulgada é que é culpa dos ricos por existirem pobres, o que na verdade é que os pobres vivem as custas dos ricos(pois os ricos geram empregos). Quantos mais pessoas ricas tiver, melhor a qualidade de vida.

    O problema é a própria cultura comodista do politicamente correto.
    Sem mais.

    • http://www.facebook.com/jean.barreto.96 Jean Barreto

      Ah! e é pura falácia dizer que um casal homossexual são equilibrados, quando na verdade são mais instáveis que um relacionamento hétero.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      o texto é politicamente correto sim. obrigado. vou levar como um elogio. era essa mesma a intenção. :)

      • http://www.facebook.com/jean.barreto.96 Jean Barreto

        Entendo.
        Não foi um elogio, e sim uma critica construtiva de dizer que o politicamente correto é um erro e vai contra muito da sabedoria filosófica. Bom…paro por aqui.

      • S.

        realmente, ~sabedoria filosófica~ é poder ofender negros, gays, mulheres.
        Nossa, como a gente aprende nos comentários! :)

      • Richard Andeol

        Hahahahaha! Né? Estava pensando nisso, em como a expressão “politicamente incorreto” foi tão vitoriosamente apropriada pela conservadorismo mais reacionário e rasteiro!

  • Pedro Elias

    Faltou esse vídeo aqui!
    Hermes e Renato destrinchando o stand up brasileiro.

    http://www.youtube.com/watch?v=4qXdi-NoUgI

  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

    O tópico todo sobre homofobia é um disparate literário. Porém comum hoje em dia no Brasil. Quer dizer que a pregação de que a homossexualidade (nem escrevo homossexualismo, senão nego morre por aí) é pecado contribui para a homofobia? É complicado ler isso de gente culta, que faz sempre um bom papel cultural, mas que nessa hora, frente a uma cultura de massificação da desvalorização de valores morais milenares, não reage “fora da caixa”.

    Uma coisa não se mete com a outra, não existe homofobia cultural, como pregam, a hétero normatividade não tem que cair, ela é biológica, homem e mulher geram prole, isso é fato, é a norma. O que em nada tem a ver com os direitos dos homossexuais em viver livremente seus amores, prazeres.

    Sobre o “kit gay”, sim, pode ser uma infâmia tê-lo chamado assim, mas é quase unânime (fora dos movimentos gays) que ele era inadequado a apresentação nas escolas. No meu entender, criaria mais problemas.

    • Richard Andeol

      Quem bom que não existe homofobia cultural! Isto é que se chama um texto auto explicativo.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Achou meu comentário culturalmente homofóbico? Porquê?

      • Richard Andeol

        Se você não sabe, não vou ser eu a perder meu tempo te explicando, até porque de nada adiantará. Como disse, seu texto é tão auto-explicativo, que ele serviria até como exemplo de como o preconceito é naturalizado em nossa sociedade.

      • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

        Pena, estou realmente interessado em todo tipo de opinião sobre o assunto, mas beleza. Abraços!

  • http://www.facebook.com/mairarcoverde Maíra Arcoverde

    Sempre brilhante e muito esclarecido, Alex! Me conforta saber que compartilho o mundo com pessoas como você!

  • Andreia

    Mais uma vez neguinho cagando regra pro humor… Qdo aprenderemos que o humor, assim como a internet, não tem controle? Havendo educação não é necessário controlar o humor e nem a internet… O foco é outro.

  • http://www.facebook.com/people/Tiago-Angelo/100001502113882 Tiago Angelo

    Alguém pode me mostrar aonde existe racismo na piada do Danilo Gentili? Além do que a interpretação das estatísticas são bem estranhas. Frases como: “Dez mulheres são assassinadas por dia no Brasil, colocando-o no 12º lugar no ranking mundial de homicídios contra a mulher.” e “Em 2010, foram mortos 260 homossexuais no Brasil” soam estranhas, ainda mais com os títulos que acompanham

    • Juliano Beretta

      Danilo Gentili fez uma piada relacionando um personagem fictício a um jogador de futebol. Alex Castro leu a piada e relacionou a palavra macaco aos negros. Quem é o racista nessa história?

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Angelo/100001502113882 Tiago Angelo

        Além do que, essas história de “machismo mata” e não sei mais o que é muito relativa. Levam em conta de que todas as mulheres que são assassinadas são por motivos “machistas”. Assim como todos os gays que são mortos são por motivos homofóbicos ou negros por motivos racistas. E não é bem assim.

  • Juliano Beretta

    O texto diz que 260 homossexuais, e muitos não gostam de serem chamados assim, foram mortos em 2010. Porém naquele ano foram registrados quase 50mil homicídios, ou seja, 260 é menos de 1% do total. Gays e bi’s compõem 10% da população brasileira, aproximadamente. Trocando em miúdos: um hétero tem 10 vezes mais chance de ser assassinado do que um gay, e mesmo assim estes homicídios são apresentados ilustrando um terrível cenário de homofobia. Eu acho corretíssimo e apoio a luta contra o preconceito, mas não com a montagem de argumentos enganosos.

    • julia

      Juliano, a tua comparação com o homicídio entre gay e heterossexual é incabível. Nenhum heterossexual é assassinado POR SER HETEROSSEXUAL, mas esse número de morte de gays são mortes causadas POR SIMPLESMENTE O HOMOSSEXUAL TER NASCIDO ASSIM. e por favor, sexualidade NÃO É OPÇÃO.

      tu com certeza não escolheu gostar de mulher, tu nasceu assim.

      • Juliano Beretta

        O texto não diz a razão dos assassinatos, mas procurando fontes descobri que este foi um estudo feito pela GGB (Grupo Gay da Bahia) baseado em “notícias publicadas em jornais e sites”, e é interesse deles apresentar um valor alto pra justificar sua luta, ou seja, a imparcialidade do estudo é questionável. Em relação à sexualidade, algumas pessoas tiveram ou ainda têm dúvidas sobre sua próxima sexualidade, e neste caso elas fazem uma escolha, então não podemos generalizar dizendo que “não é opção”. “Não é opção” para a maioria (talvez) das pessoas.

      • Juliano Beretta

        O corretor ortográfico me trollou um pouco aqui.

    • Vítor Moreira Barreto

      @e3ed60ea19bb46a51eb5d7dbc5438328:disqus isso pode até acontecer, mas acho que acreditar que o resultado de 50mil mortos – 260 homossexuais = 49.740 heterossexuais é ingenuidade, não?

    • Bruno

      Quantos héteros são agredidos e mortos por serem héteros? E quantos gays são agredidos e mortos unicamente por serem gays?

      • http://twitter.com/valdirsrs Valdir Santos Rocha

        Quantos desses homossexuais morreram por serem homossexuais? Todos? A maioria? Dados, com o contexto de cada assassinato, por favor? Ouso palpitar,a menos que provem o contrário, que boa parte dos homossexuais que sofreram homicídio vem de situações aonde sua sexualidade não importava: se fosse hétero, também teria morrido.

    • Rodrigo

      Nenhum hétero foi assassinado por ser hétero…sacou?

    • Paulo de Tarso

      Dentro desses 50 mil há muitos que não são héteros. Há muitos homosssexuais, inclusive. Mas a orientação sexual só tem relevância para classificar dentro de um caso de homicídio quando o crime tem motivação sexual. Logo, seu argumento é falho, falacioso. Pelo menos é o que eu acho/!

  • Lucas Silva

    Muitos homossexuais morrem no Brasil, fato, mas isso não seria atrelado ao próprio modo de vida de uma boa parte dos homossexuais? Da prostituição, do uso de drogas, etc… Não quero dizer com isso que todos homossexuais fazem isso, mas relativamente é muito maior a ligação deles com esse tipo de negócio perigoso do que de heterossexuais.

    Assim também com os jovens negros, será que não morrem mais por não ter acesso a educação e também ter muito mais contato com o crime na periferia?

    Não se pode negar que há preconceito em relação a esses grupos, principalmente ao primeiro, mas esses dados são muito subjetivos para comprová-lo.

    Até que ponto uma piada influencia ideologicamente? Como calcular isso? Sem esse dado a discussão se limita a mera especulação, até porque nos EUA em que há inúmeros comediantes “politicamente incorretos” não existe o preconceito no nível que há aqui.

    Acho interessante fazer um paralelo entre comédia e a música. Um cantor genial é aquele que faz uma letra direcionada a um fator social ou ideia, como Kansas em Dust in the wind, mas tampouco desprezo Mc Catra ou Thiaguinho, se eles fazem basicamente o motivo de ser da música, entreter.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      a gente diz que existe uma homofobia galopante e o cara vem dizer que nao, que os gays é q tem um estilo de vida perigoso. ou seja, muito obrigado. quod erad demonstratum.

      • Lucas Silva

        Quantas deles foram mortos por serem HOMOSSEXUAIS e não por qualquer outra causa? Será que o meio e as condições socioeconômicas de vida deles não influenciaram?

        Pra saber de fato o quanto o fato deles serem homossexuais influenciou nesse número a única forma é comparar com o número pessoas heterossexuais com as mesmas condições.

        Assim também com os negros, compare o número de jovens negros com o de jovens brancos de mesma condição social.

        Não neguei em nenhum momento que existe homofobia, releia meu texto com mais atenção, neguei somente que ela se expressa nesses números.

      • Dana

        As pesquisas são feitas com esses filtros: homossexuais agredidos PORQUE são homossexuais, mulheres agredidas PORQUE são mulheres, etc. Pode ter mil motivos encobrindo, mas às vezes as pessoas atacam minorias porque…. bem, são inferiores, sabe? Era “só” uma vadia, “só” uma bicha…

        Como o rapaz gay agredido na rua outro dia. Os agressores disseram que, se ele tivesse seguido seu caminho sem responder, não teria apanhado. Porque claro, né, tá tudo bem xingar, o insultado tem de ficar caladinho.

  • Breno Tiki

    Parabéns pelo texto!

    Concordo com 85% do mesmo e já tá na hora de criar novos paradigmas e que se crie esse humor.

    O que sempre me incomoda é a pensamento mais reacionário que diz “não!, você não pode”.

    A Liberdade de Expressão é isso que você colocou, é a arte de falar e ser falado de aplaudir quem vc gosta e xingar quem não se gosta, e aí vai do receptor dar fama a esse indivíduo ou não.

    Mas quando começa a censura, ao revisionismo histórico e não entender o autor pelo seu contexto (alguém aqui não foi ver o TinTin pelo histórico do Autor? Não ler Marx por ele ter tido criados?) é que mora o perigo, Reacionário do bem é menos reacionário? Eu prefiro acreditar que um texto bem feito como esse seja melhor que um censura de cima para baixo. Você não gosta de um humorista por ele ser preconceituoso? “não assita-o” simples. Até por que é um mundo muito mais complexo e cheios de paradoxos e um simples “não!” resolve nada,

  • http://www.facebook.com/helsen.levenhagen Helsen Levenhagen

    O problema é tratar minorias , maiorias, racismo, homofobismo, machismo, dar aos grupos de pessoas a possibilidade de se fazerem de coitadas em troca de benefícios ou mesmo de poderes sobre o restante…..

    Primeiramente somos seres humanos, que devemos ser tratados como tal e não por rótulos afinal se pregam a igualdade deve se tratar como igual qualquer um e não por minorias e maiorias, oprimidos e opressores.

    Ao autor do texto entendo que a mensagem que queira mandar é que nós que rimos de esteriótipos somos cúmplices de situações que aconteçam com os mesmos.
    Porem o que entendi é que o senhor é mais um paladino da justiça querendo se fazer de politizado por defender causas de minorias.
    Não são negros que morrem são pessoas, independente de qualquer que seja o contexto que a mesma se encaixe são pessoas, pregue o respeito e não a moralidade.

  • Lucas Alcardi

    O autor do texto quer impor que as pessoas se responsabilizem por problemas sociais decorrentes de racismo, homofobia ou machismo, e para isso, pasmem, sugere que não se conte piadas.

    Que imbecilidade é essa? Como o cara tem coragem de escrever isso?

    Piada é para ser engraçada, ponto.

    Eu não quero me engajar a nenhuma causa, ponto.

    Piadas, de fato, só fazem sentido dentro de determinado contexto cultural, como o autor bem assinalou, portanto, deverão existir vários tipos de humor dentro de uma mesma sociedade, que não precisam se excluir.

    A pessoa engajada com a causa do homossexualismo (a palavra está no dicionário), não vai dar risada de piadas que ridicularizam um gay. Problema dele. Eu que não estou nem aí pra essa causa, vou cagar de rir. Qual o problema? Certamente essa mesma pessoa vai dar risada de um tipo de piada que para mim não tem a menor graça. Vida que segue.

    Mais que um apelo, esse texto é uma cagação de regra, besta e despropositada.

    • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

      Lucas,

      Toda tentativa de comunicação pressupõe boa vontade de ambas as partes de entender o que foi dito. Se você chega criticando um texto, mas se referindo a coisas que simplesmente não foram ditas (por exemplo: “e para isso, pasmem, sugere que não se conte piadas”), como pode haver qualquer comunicação possível?

      E, é claro, ao ler sem atenção e cuidado, você acaba não se dando a chance de repensar suas próprias opiniões.

      Abraços

      • Lucas Alcardi

        Acho que dava para entender o que eu quis dizer.

        Mas tá bom, vou corrigir: “e para isso, pasmem, sugere que não se conte piadas racistas, homofóbicas ou machistas.”

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        É bem diferente, convenhamos : )

      • Danilo Cardia

        Dava pra entender, você está aqui mais pra causar discórdia do que pra expor uma opinião clara e bem elaborada.

      • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

        Não há nada claro nem bem elaborado em dizer que o autor sugeriu que se parasse de fazer piadas, Danilo.
        Abraço.

      • S.

        Tô pasmada Lucas… Imagina não poder contar piadas racistas, homofóbicas ou racistas? O horror, o horror.

    • Vítor Moreira Barreto

      @cda8ca91aa2ec1ec44302e3cecafed46:disqus não vi sugestão a não contar piadas em lugar nenhum, cara.

      • Lucas Alcardi

        Fora toda a ideia geral do texto, serve um pedido explícito para não se fazer piadas com loiras, pretos e gays:

        “Fazer rir utilizando esses estereótipos (a loira burra, o preto
        macaco, a bicha travesti, etc) é muito fácil. E eu não estou dizendo que
        vocês não podem não. O país é livre e temos liberdade de expressão
        justamente para isso.

        Mas dá pra fazer diferente, eu peço.”

      • Vítor Moreira Barreto

        @2739f498b08d96b2dd43ed342caab5db:disqus não houve contra-ponto no seu comentário. O trecho que você colou é claro. A piada continua existindo, só muda de foco.
        Seu primeiro comentário sugeriu que o autor disse que é contra piadas.

    • http://www.facebook.com/rodrigoseouza Rodrigo Mokepon

      Ui. eu preciso rir da desgraça dos outros!!!

      • Lucas Alcardi

        Vc acha que ser gay, preto ou mulher é desgraça?

        E ainda quer bancar o politicamente correto, babando o ovo do autor…

      • Priscila

        Ser negro ou homossexual não é desgraça. Ser alvo constante de preconceito e ridicularização APENAS por ser negro ou homossexual é que é.

      • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

        Parabéns amigão, se ser negro, homossexual é ser um desgraçado, isso mostra que os tais oprimidos, são preconceituosos consigo mesmo.

    • Marcelo Monteiro

      Exatamente Lucas. Perfeito seu comentario.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1565878431 Gizah Santos

      “homossexualismo (a palavra está no dicionário)”. Obrigada pelos risos involuntários.

    • Priscila

      Não, não é. O texto não diz que você não tem o direito de ser babaca. Você tem.

      O texto apenas pede para você pelo menos TENTAR enxergar um centímetro além do próprio umbigo e ver como o seu humor “politicamente incorreto” perpetua preconceitos que MATAM PESSOAS.

      Feito isso, você pode escolher entre procurar um humor menos ofensivo ou continuar se enganando e achando que não tem nada a ver com isso.

      Mas a escolha é inteiramente sua, champs.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        a priscila entendeu. os trolls parece q não.

      • Salva Burros

        O cretino chama pessoas de criminosas (cúmplices) e depois suaviza.

      • Lucas Alcardi

        Mas claro que eu tenho direito de continuar dando risada e fazendo as piadas que eu bem entender, vc não precisa me avisar.

        O cara também tem direito de escrever o que ele quiser, e vc o direito de concordar com toda besteira que vc ler.

        E olha, graças a Deus que as coisas são assim. Se precisasse viver essa vida de coxinha que o autor prega, hipocritamente, prefiriria morrer.

      • Lucas Alcardi

        corrigindo “preferiria”

      • Priscila

        Não vi o autor “pregar” nada que contrariasse isso.

  • http://www.facebook.com/kivsonm Kivson Andrade

    Gostei do texto, é importante saber do poder das piadas e que elas ajudam a perpetuar alguns aspectos ruins da nossa cultura.

    Mas eu não consigo ver como solução deixar de fazer piada com minorias e fazer piada com maiorias. Como foi dito “se alguém gargalhou é porque alguém se fudeu”, querer fuder a maioria na piada, ou um politico corrupto, por exemplo, é apenas hipocrisia. Se você acha que não se deve fazer uma piada com alguém que foi estuprado você também não deve fazer com um estuprador.

    Por que seria melhor fazer piada com o agressor? Se você parte do pressuposto que as piadas tem poder para influenciar a morte de pessoas, ao fazer piadas contra o estuprador, por exemplo, você esta estimulando que um estuprador seja morto na cadeia. E isso nem de longe aceitável. “Você é cúmplice.” Então é aceitável ter o sangue de um bandido linchado nas mãos no lugar do sangue de um inocente/mulher/negro/minoria?

    É necessário aceitar que alguém vai ser fuder na piada e se divertir com isso – mesmo que esse alguém seja você. Ou então proibir piadas.

  • Ted

    Que porcaria de texto. Mais uma histeria politicamente correta. Zoar padre é sacrossanto. Zoar bixa é pecado. Hipocrisia total. Ridículo.

    • Richard Andeol

      “Zoar padre” ou “zoar bixa” mostra exatamente de que lado você está. O texto é sobre isso.

  • Leonardo

    Parabéns Alex! Texto muito foda!

  • Pedro

    Bom texto, mas só não deixou claro uma coisa.

    Qto ao aspecto de que sempre teve gente que sempre foi aberta às piadas como os judeus(sim, eles adoram ser sacaneados de pão-duros) e existem negros, gays que assim como os judeus sempre se sacanearam, sempre fizeram piadas consigo mesmo(óbvio que sem serem racistas, homofóbicos consigo mesmos).
    Nesse ponto eu não vi nenhuma opinião quanto a isso e confesso que sou curioso nesse sentido.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      não sei se entendi bem a sua pergunta…

  • http://www.facebook.com/people/Pedro-Henrique-Ribeiro/100002223961275 Pedro Henrique Ribeiro

    Honestamente, tenho que concordar em parte com o Alex, porém, pedir a um comediante para ele contar piadas sem humilhar ninguém é pedir demais pois sempre vai ter alguém que vai se fazer de vítima, MESMO não “pertencendo” à classe que supostamente foi insultada…

    Sem contar que existem vários motivos para tirar sarro de qualquer coisa, por exemplo da hipocrisia da patrulha politicamente correta (eles andam no fio da navalha como se andassem sobre um tapete vermelho). Por que não tirar sarro da garotada que se veste tipo gangsta americano? Ou dos chorões sem talento do sertanejo universitário? Ou da famigerada Lei de Gerson?

    ________________

    Aparece em todo lugar gente que ACHA que tem o direito de dizer o que os outros devem falar… E ficam espalhando a sujeira pra debaixo do tapete achando que resolve o problema. é patético!

  • marcelo

    Cara, teu texto foi muito legal e interessante, mas tu esqueceu que o Brasil é o único lugar no mundo onde as minorias mandam na maioria..

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      hahahahahahahahha. aemeodeos. fiquei até sem ar aqui.

    • guilherme

      muito bem colocado, o burrico do autor não entendeu! kkkkkkkkkkkkk

      o supra sumo da inteligencia e da liberdade de expressão, quando convém a ele ! hahahahahahahahaha

    • S

      Classe média sofre!

  • Marcelo Ferrari

    Salves!

    Assisti o vídeo.

    Universalização vai requerer muito disto, diálogo entre as partes do universo. Já começou. Criamos os meios pra isto (meios de comunicação) e olha ai o diálogo já acontecendo.

    Claro! Não é de uma hora pra outra que as partes vão dar o braço a torcer em pro da coletividade. Mas em ultima analise, ao meu ver, é sempre inevitável, pois no universo não tem pra onde fugir.

    Aproveito e compartilho uma experiencia que tive:

    Quando trabalhava com publicidade, em certo momento, decidi parar de prestar serviço a alguns clientes da agencia. Ao meu ver, vendiam produtos prejudiciais a saúde e a mentalidade humana. Quando fui comunicar minha decisão ao meu chefe, ele me disse: “Publicidade não é lugar pra se ter crise de consciência”.

    Acho que meu chefe gostava de mim, pois ainda assim não me demitiu, apenas passou os serviços daqueles clientes pra outros funcionários.

    Quando conversava com meus amigos, profissionais da mesma profissão, eles me diziam: “De que adianta sua ética? Se você não fizer, tem 500 na fila que vai fazer no seu lugar”. Parecia que eles tinham combinado de repetir a mesma frase, então, eu respondia com a mesma pergunta: “E se ninguém na fila aceitar?”.

    Passado mais um tempo, chegou na minha mesa um outro serviço “importante” que decidi que não tinha importância nenhuma. hehehe… Decidi não fazer também. Desta vez meu chefe me passou um “ou dá ou desce”… hehehe… Desci.

    Dizem que tudo que sobe desce. Mas nunca ninguém conta a outra parte da história. Que tudo que desce sobe.

    Ao meu ver, não dá pra descer mais.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001781035344 Gabriel Aquino

    Alex, penso que os negros são mortos por serem a maioria pobre no Brasil. E pobreza causa tráfico, roubo, assassinatos… nesse caso – ao menos – não concordo com o seu ponto de vista de que os negros morrem por questões ”étnicas”.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      oi gabiel. o nome disso tudo que vc falou é justamente, precisamente racismo. abraço.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro
      • Luiz27

        Eu li, o que vc chama de ‘racismo-esturtural’ é o que o movimento negro chama de ‘desigualdade racial’ causado por injustiças históricas etc .
        Se reconhecer a desigualdade racial é ser racista, então todos são racistas, sociólogos, movimento negro, inclusive as leis sobre cotas onde se precisa ser negro e estudar em escola pública pra ter direito a cota…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        eu não sei vc, mas eu não chamei ninguém de racista e, aliás, acho que é contraproducente fazer isso, como explico aqui: http://interney.net/blogs/lll/2009/09/16/o_racismo_nao_e_um_problema_individual_atualizado/

      • Luiz27

        hauhaua…vc apagou seu comentário posterior a esse onde falava de ‘racismo estrutural’, eu não tirei isso do nada…rs, mas deixa pra lá.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        ai ai, cansaço enorme do papo do “comentário apagado”. nenhum comentário foi apagado, não. procura q vc encontra. o disqus é que é uma merda mesmo e vc é que é paranoico. abraços.

        (mas se vc quer me ver falando de racismo estrutural, não precisa buscar por aqui. é só olhar em todos os meus textos sobre racismo. falo disso sempre. e não entendi mesmo onde vc quer chegar…)

      • Luiz27

        Eu li o segundo texto, concordo que eliminar o racismo não acaba com os problemas raciais, mas discordo do que você diz, quando mistura racismo com desigualdade racial dando o nome de racismo-estrutural. Desigualdade racial é a condição desfavorável que a população negra se encontra (dívida histórica).
        Racismo é a idéia de que uma raça é naturalmente inferior a outra, é outro conceito, não se pode simplesmente colocar um hifem aí e dar um novo significado que não deriva do significado anterior. Eu sei que este termo não foi cunhado por vc, só estou expondo pq não acho um termo adequado.
        Pois aí você abre uma brecha para acusar racismo em quem explique dados mortalidade etc como desigualdades de condições, como sim, você fez acima, mas estes mesmos argumentos, de divida histórica( causadora da desigualdade racial) são usados como justificativa de políticas afirmativas raciais.Quando se usa estes aforismos para desmentir que os assassinatos são motivados por cor é racismo (racismo-estrutural que seja, mas se chamam o outro de racista, ou seja , um sujeito que se acha superior a outra raça), mas quando se usar para justificar políticas afirmativas não é racista.
        Acho que o maior problema é querer derivar de uma palavra que designa um pensamento, uma palavra que designa uma condição. “Desigualdade racial” é um termo mais honesto ao meu ver.

        Mais acima você disse, e não apagou:
        “eu dou números que teoricamente provam o racismo e a homofobia no brasil. pra discordar de mim e provar que estou errado, o sujeito me dá um argumento hiper-racista e outro super-homófobo”
        .
        Se atribuir a alguém um argumento/opinião racista não é chama-lo de racista , não sei o que é… E onde está o racismo em reconhecer a desigualdade racial ? Não sei se você estava falando de racismo estrutural aqui, ou talvez eu esteja ainda entendendo isso tudo, mas vc disse apenas racista(que engloba uma idéia de superiroridade/inferioridade e uma condição de desigualdade agora).
        Eu vejo o surgimento deste termo como uma maneira de desqualificar que qualquer contestação de “cunho técnico” sobre a desigualdade. Racismo passa a significar 2 coisas distintas, então fica fácil acusar alguém pelo segundo significado visando é claro desqualificar pela primeiro significado.
        Sinceramente, eu vou ler mais a fundo sobre esse termo, para ter certeza que não é apenas um sinônimo de ‘desigualdade racial’ com conotação negativa para quem a expõe.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        racismo é o nome do sistema estrutural que permeia todas as esferas da sociedade brasileira, contribuindo para manter a parcela negra da população sempre por baixo. ele independente completamente de “ter ódio ao negro”. pelo contrário, nosso país é um dos mais racistas do mundo e tem muito poucas pessoa com ódio ao negro. o grande problema é de fato estrutural.

        quando se dá os números de negros mortos, ninguém está sugerindo que todos esses assassinatos foram racialmente motivados. nunca falei isso. ninguém falou. essa falácia é uma coisa que alguns malucos aqui nos comentários colocaram na minha boca.

        é claro que tentar explicar o racismo e a desigualdade no brasil não é racista. racista é quando vc explica dizendo coisas como: “é claro que os negros são a maior parte das vítimas de assassinato, afinal, eles são a maior parte dos bandidos” etc. assim como o cara que diz que muitos gays são mortos pq os gays tem “comportamento de risco”.

        e opiniões racistas todos temos. ninguém está imune ao racismo. ele impregna tudo na nossa sociedade. eu estou justamente tomando muito cuidaod pra não chamar ninguém de racista, pq isso não adianta nada, isso é levar a questão para o pessoal.

        uma coisa é chegar pra alguém e falar: “você é um RACISTA!” isso já mata a conversa.

        outra coisa, bem diferente, é dizer: “olha, vc não acha que esse comentário que vc fez é racista? talvez vc não devesse falar essas coisas…”

        se você não consegue ver a enorme, gigantesca diferença entre essas duas coisas, fica difícil até de conversar.

        recomendo muito que vc leia meus textos sobre racismo, onde eu já levantei e expliquei TODOS os pontos que acabei de repetir aqui:

        http://papodehomem.com.br/tag/racismo-e-normalidade/

      • Luiz27

        Certo então o que você está dizendo é que este conceito de racismo difere do que diz o dicionário vulgar, e por exemplo enciclopédias sobre racismo. Se sua intenção não era chamar ninguém de racista, creio que cometeu um deslize então, pois está claramente escrito no comentário que citei.
        Sobre o comentário do colega, eu entendi talvez ingenuamente como um reconhecimento da desigualdade, se os negros estão majoritariamente entre os bandidos, é pela condição social desfavorecida(ele não precisou dizer isso, mas pra mim é claro, repito, talvez ingenuidade da minha parte, ou maldade da sua)…enfim, não tem mais importância.
        Eu acho que se o conceito de racismo que usa nos seus escritos talvez seja um conceito acadêmico e restrito, nunca tinha lido coisa semelhante, nem mesmo vejo o movimento negro o usar…
        Sinceramente pretendo me informar, mas olho com desconfiança para termos como esse, pois me parece fazer confundir o outro significado de racismo, que todos conhecem(e há consenso) com o que chamam de desigualdade racial…desnecessariamente.
        Abraço

  • Sofia

    A questão é que vc está se engajando em algo. Não existe esse ponto de neutralidade. Essas piadas preconceituosas que chutam cachorro morto possuem uma posição. É óbvio que a maioria das pessoas não se importa com minorias. Mas pelo menos tenha consciência de que o problema não é só que elas sendo mortas, agredidas fisicamente… A vida de todo mundo é pior por causa do se apoia, inclusive a garotinha que odeia o seu próprio corpo e o cara que desiste de usar perfume quando sai com os amigos pra não ser taxado de gay.

    Lembre-se que quando ouvimos piadas não vamos para outro mundo e o que ouvimos deixamos lá. Elas fazem parte de um contexto, e muitas vezes reforçam esteriótipos. E não é só uma piada, são diversas, que se somam ao longo das nossas vidas e que estão validando o mesmo ponto de vista nocivo presente em milhares de propagandas, filmes, novelas, livros… Questionar cada um tb é importante, pq são um dos lugares em que preconceitos se naturalizam. Vivemos na nossa cultura, não somos tão isentos, independentes, a ponto de ouvi-la rotineiramente e não sermos afetados por ela.

    [meu pc deu pau... era uma resposta pra um comentário que não consigo mais achar... :/ Com parcas mudanças, fica aqui. Gostei muito da posição deste post, e o vídeo é mara o/ ]

  • Juliano Beretta

    Alex Castro lava as mãos, dizendo que “se é pra sacanear alguém, sacaneie os poderosos, e não os subalternos”, e ilustra o artigo com uma piada sobre bispos e outra com o Papa. Amigo, não te passou pela cabeça que tu está sacaneando os católicos em geral?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      sim, sacaneando os católicos no maior país católico do mundo. é exatamente disso q estou falando. abraços.

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Ou seja, o problema não é em fazer piada sacaneando alguém (ou várias pessoas) mas sim sacanear grupos oprimidos. Ou seja, tudo bem fazer piada de gaúcho, mas piada de nordestino não pode. É muita hipocrisia amigo.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        e vc acha q os gauchos não são oprimidos, coitados?

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        Não. Tanto que se você contar uma de gaúcho não vai ter tanta gente achando a piada de mau gosto e querendo processar o dono da piada quanto se você contar alguma piada de nordestino.

        Você riu e/ou contou alguma piada de gaúcho? E de nordestino? E de português?

      • Priscila

        Vale lembrar que piadas de gaúcho são geralmente homofóbicas. Eu não vejo graça nelas não.

      • ET

        Caráca velho. Você é tão babaca quanto o Danilo Gentilli ou Rafinha Bastos. Tô começando a me questionar se você escreveu o texto…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        eu nunca, nunca disse que não era babaca. abraços.

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100001582825858 Gabriel Queiroz

    Um dos sites que você passou dizia que morrem 12 vezes mais adolescentes homens do que mulheres. Isso significa que existe um preconceito contra os homens? Eu ia vir aqui apenas para comentar sobre o perigo das estatísticas mal interpretadas, o que também me chamou a atenção no seu texto, mas no caminho acabei vendo o documentário e percebendo que isso ia desviar do foco do seu texto.

    É sim um puta texto foda que merece ser lido por todo mundo, pois nos ensina quando estamos sendo preconceituosos e, principalmente, o que podemos mudar aqui e agora para evitar isso. Obrigado, Alex!

  • http://wagnerhm.wordpress.com Wagner Hoffmann Machado

    Não tenho tempo de ler todos os comentários, mas alguns parecem que não entenderam porra nenhuma, porra nenhuma mesmo.

    Aos que ainda estão putos com o texto achando que ele fala muita merda, leiam de novo com a mente levemente aberta. Isso não é um ataque, é uma ideia, um desafio, uma crítica bem legal que mostra como é possível fazer piada boa usando outros estereótipos, as tirinhas mesmo mostram exemplos.

    Alex, tu tem uns textos muito fodões, nos primeiros que li aqui no PdH achei você complicado e as vezes idiota, mas hoje compreendo melhor as ideias e como você expõe as informações, muito bacana, parabéns por esse texto excelente.

    Ao PdH, mandaram bem em publicar este, qualidade máxima.
    Grande abraço Cabrones!

  • Alex

    Belo texto, gostei.
    Porém pretendo somente expor minha ideia a um tópico do texto que me chamou a atenção.
    Pesquisas desse tipo não me agradam:
    “Entre 2002 e 2007, o número de homicídios cujas vítimas eram jovens negros aumentou 49%. De cada 100 mil habitantes, morrem por homicídio 30,3 brancos e 68,5 negros.”
    Não passa a ideia de quem são os responsáveis por essas mortes.
    Creio que pesquisas desse estilo deveriam levar em conta quem matou, se foi negro que matou negro, branco que matou negro, negro que matou branco… Também levar em conta a condição social do assassino e da vítima, depois cruzar esses dados e criar um perfil dos assassinos e dos assassinados. Aí concordo em divulgar todos esses dados.
    Dessa maneira as políticas de prevenção, na minha opinião surtiriam mais efeito, pois atacariam o cerne do problema.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      oi. o responsável por essas mortes é o racismo institucional, estrutural do brasil. a cor das pessoas que executaram essas mortes não muda esse fato.

      • TatieleGiacomin

        Como não muda? Muda sim! Racismo institucional é por demais generalista, logo, questionável.

  • Roberto

    Cara, me diz porque somente o sorriso é despretensioso? Quando choramos ou lamentamos a morte de Oscar Niemeyer é porque de certa forma reconhecemos seus feitos, e como ele foi importante para o país. Agora, quando rimos de um humorista que utiliza de piadas homofobicas, machistas ou racistas estamos apenas nos distraindo, ou estamos reconhecendo que isso existe na sociedade e estamos reafirmando estas posições? Os melhores humoristas fizeram seu público rir deles mesmos.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      exato. os bons humoristas fazem o publico rir deles mesmos. os maus, fazem o publico rir de gays, negros, judeus, etc

      • Lucas Alcardi

        Só se for na sua contestável opinião.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        é claro que estou falando “em minha opinião”. vc achou que eu estava dando a opinião de quem??

      • Lucas Alcardi

        Ah tá! É que pelo tamanho da sua presunção, pensei que vc estava falando as verdades mais puras, vindas diretamente dos oráculos.

      • Sarcasmo

        kkk eu também tenho essa impressão.!

      • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

        O Rafinha Bastos faz piadas dele mesmo. Danilo Gentilli também.

      • Danilo Cardia

        Não dá pra definir do que o “bom humorista” faz o público rir.

  • Thiago Fagundes

    Tecnicamente, negros e mulheres não são minoria em nosso país. Apenas tecnicamente.

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      Esse conceito de minoria não se refere a números, mas à efetivação de direitos.

  • http://www.facebook.com/people/Tom-Silveira/100002014386915 Tom Silveira

    Texto foda, documentário mais foda ainda. Humor tem um papel social poderoso e não é o de fazer rir somente. Humor pode mudar/moldar comportamentos, mudar a estrutura coletiva dos pensamentos, trazer luz para uma situação ou manter e reforçar o status quo. Se ele é tão poderoso pq não usar como meio de mudança de consciência? As vítimas e alvos devem ser escolhidas a dedo. Compartilhando aqui.

  • http://www.facebook.com/lincoln.leao Lincoln Leão

    Muito obrigado pela sua contribuição, Alex!
    Só tenho um apontamento: denegrir/denigrir não deixa de ser um verbete racista, afinal, é “tornar negro” algo. Assim como “esclarecer” é a reafirmação dos valores étnicos caucasianos acerca da intelectualidade, “tornar claro, branco”.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      claro que denegrir é um termo racista. usei de propósito, olha lá o contexto. até negritei. :) e falei “denegrir o negro” pra chamar ainda mais atenção para a origem da palavra.

  • Nathalia Duarte

    Alex, como sempre, maravilhoso o texto. Também tive o mesmo impulso de escrever um texto sobre as piadas “politicamente incorretas” depois que vi o Riso dos Outros e tá aqui o produto, fico feliz se você também puder divulgar! http://nathaliaduarteetceteraetal.blogspot.de/2012/12/quantas-feministas-sao-necessarias-pra.html
    Abraços!

  • Pedro Paulo Almeida

    Apesar de discordar do texto vejo que foi feito com muita sinceridade e com uma proposição o mais fundada possível. Permita dizer que discordo e o porquê: o homem é muito mais complexo do que uma piada.

    Se as massas fossem tão facilmente sugestionáveis, bastaria fazer piada de maus políticos para só elegerem bons políticos. Ou fazer piada de pessoas gordas e nerds (como eu inclusive) que todos passsariam a mudar o conceito de beleza e pensar que pessoas gordas também são atraentes.

    O que quero dizer, enfim, é que o humor é uma consequencia da sociedade e não sua origem. Que racismo, sexismo, homofobia, etc etc etc são coisas tão profundas, tão mais complexas, tão mais sérias que não serão resolvidas (ou agravadas) pelo Zorra Total ou pelo Danilo Gentili. Eu dou risada de preto com meus amigos pretos (é errado será dizer “preto”?). Mas se tentarem barra-los no elevador ou em suas profissões por isso, eu os defendo desses crimes hediondos. O que quero dizer é: eu adoro o filme Hannibal mas isso não reforça em mim e não me leva a ser um assassino canibal.

    O canibalismo tem raízes muito mais profundas do que um filme de Hollywood. O racismo e preconceito de minorias no Brasil e no mundo tem origens muito mais profundas e graves, infelizmente. Se tudo fosse tão fácil e manipulável, tenho certeza que alguns poucos programas de Zorra Total do Politicamente Correto (odeio essa expressão, pois pra mim isso não existe) resolveria nossos problemas.

    Não falar de estupro não resolve sua ocorrência. Calar a boca sobre um assunto (em formato de humor ou não) não vai fazer com que o problema desapareça. Penso que o humor não vai falar de racismo quando o racismo realmente não existir: quando pessoas de turbante não forem sempre “aleatoriamente” escolhidas nos aeroportos para terem sua bagagem revirada, etc.

    O humor, repito, é um reflexo da sociedade, não sua origem. O humor não leva ninguém a ser homofóbico. Converse com um psicanalista: a chance de alguém se transformar em um psicopata canibal após um show de comédia canibalista é menor que zero. Pode ter certeza.

    Por outro lado, concordo com uma coisa: fazer piada de minorias é fácil, é rápido e eficaz. Também concordo que uma piada onde ninguém se dá mal e todos ficam contentes não é uma piada: é uma história boba e irreal. Mas cuidado: uma coisa é propor um humor mais eficaz, que não fique só em cima de temas tão batidos como esse. Outra é associar a piada a números de marginalidade. Daí é um passo gigantesco.

    • http://www.facebook.com/marcus.telles.9 Marcus Telles

      “O humor, repito, é um reflexo da sociedade, não sua origem”. As duas coisas: o humor, como todo o sistema de ideias, é intrinsecamente ligado à sociedade, e, por outro lado, legitima o deslegitima a mesma. Não é que primeiro a base da sociedade exista, e depois, como consequência dela, surge a superestrutura. Elas se influenciam mutuamente. Logo, as ideias que veiculamos também influenciam a sociedade em que vivemos.

      Abraço

  • Klinger .

    tsc tsc .. deu pra ver porque você desistiu dessa vida .. tinha futuro mesmo não .

    mas até que tem umas coisas interessantes aí ..

  • Cah

    Eu concordo com tudo o que você disse. Mas o “Classe Média Sofre” não é um humor baseado exatamente em um esteriótipo?
    Sei que vão argumentar: “Mas a situação é outra, não são piadas com o objetivo de rebaixar uma minoria etc.”. Tudo bem, eu entendo. Sério, eu não estou tentando minimizar o racismo e o preconceito que existe na sociedade brasileira. Porém, a ideia que o tumblr passa é de que toda a classe média brasileira é tão babaca quanto as pessoas que aparecem lá. “A inculta classe média brasileira”, “a preconceituosa classe média brasileira”, “a antipatriota classe média brasileira”. Todos esses são esteriótipos que servem de base para o humor do tumblr. Desculpe, mas não considero este um humor politicamente correto. Um humor politicamente correto não pode ofender uma pessoa por ela pertencer a um determinado grupo. Acho que o jeito de combater o preconceito enraizado na sociedade não é gerando mais preconceito, mesmo que voltado a um grupo nunca tido como oprimido.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      cah, eu vou cita um comentario do marcus abaixo: “a “agressividade” do Classe Média Sofre é contra as ideias, tanto que seus enunciadores ficam anônimos. Falar em dois lados é enganoso quando pensamos na consequência social dos tipos de piadas: a piada racista reforça a exclusão social de um grupo de pessoas, a piada contra a cegueira dos privilegiados, pelo contrário, ajuda a desmascarar uma estrutura social que prejudica todos aqueles que não são os privilegiados. Não é a mesma coisa.”

      • ET

        Na minha terra o nome disso é moral de cueca.
        Se você estereotipa uma classe por menor que ela seja e menos sofredora. Você não tem moral nenhuma para escrever o texto que escreveu.
        SOU totalmente contra as piadas que voc~e apresentou no texto, mas também não acho correto as piadas que você faz no CMS.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        eu não tenho moral alguma pra nada.

  • J.Evangelista

    Nossa sociedade está acostumada com a seguinte condição: é engraçada uma situação quando alguém está se f…

    O humor não necessariamente precisa ser pastelão. Não é necessário alguém esborrachar no chão para ser engraçado. Não é necessario alguém ser discriminado para ser engraçado. Se você ri de alguém se dando mal, sinceramente, falta amor em você. Exemplo: a piada do cara que narra como que ficou passando mal, numa vontade louca de ir ao banheiro (fazer nº 2) mas tinha que pegar o avião. Daí, a situação vai piorando e ele acaba se borrando todo, e entra no avião, é vaiado (porque atrasou todo mundo) com as calças do avesso. O protagonista tenta contar a história de forma engraçada, mas a situação é prá lá de trágica. E fedida. E por que rimos? Nossa inferioridade de precisar de alguém se dando mal para ficar engraçado?
    As piadas racistas e politicamente incorretas geralmente pegam no sofrimento dos discriminados, ou pior, os apresentam como inferiores.
    Repito: falta de amor. Falta de consideração.

    Mas… é engraçado?

    É só fazer uma pergunta assim: se você estivesse na situação do ser “gozado”, você riria? Não? Então, é mais uma falta de amor.
    Alguns diriam “eu riria sim, riria de mim mesmo”. Vai outra pergunta: riria na hora? Ou bem depois?
    Se você respondeu “riria de mim mesmo ali na hora”, procure ver (analisar com sinceridade) se não é porque não há a menor chance de isso lhe acontecer…

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    poucas coisas podem ser mais cegas e loucas do que brasileiro (do brasil!! vejam só vcs!) usando os estados unidos como exemplo de racismo… macaco nao vê o próprio rabo.

  • Pedro Henrique Ribeiro

    Pensando bem: a partir do momento em que se admite que alguém sempre vai se fuder na piada, a discussão é natimorta e infrutífera!

    • Danilo Cardia

      Apoiado!

  • http://www.facebook.com/darci.ribeiro.9 Darci Maria

    Em um país que funciona por chavão, onde um grita uma coisa e o restante sai atrás gritando junto, o humor que segrega, que constrange, que ridiculariza usa da tal “liberdade absoluta” esquecendo que sempre alguém sofrerá danos por esse uso. Pareci que mais importante do que rir de si mesmo é se sentir por cima , a custa do que for ou de quem for. Falta bom senso.
    Já ñ me sinto solitária ao expressar meu “mau humor” em situações de piadinhas imbecis. Bom demais seu texto Alex.

    • Richard Andeol

      Parece fácil para essas pessoas fugir de qualquer responsabilidade sobre o que se faz ou diz. Só que não!

  • http://twitter.com/augustorrf Augusto Ferreira

    Traduzindo: Vamos transformar este mundo num lugar onde nunca mais existirá nenhuma piada.

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=1565878431 Gizah Santos

      Ué, há várias piadas ao longo do texto que não são sexistas, racistas e nem homofóbicas. No final o próprio autor linka o tumblr “Classe Média Sofre”, que também se encaixa nesse padrão. E eu ri pra caralho.

  • Claudio Kerber

    Vou aplicar à minha carreira de humorista amador que conta piadinhas na hora do almoço.

  • http://twitter.com/augustorrf Augusto Ferreira

    Todo mundo, desde criança até hoje, na fase adulta, sofre algum tipo de piada dos amigos, seja por algum defeito físico, ou por algo que fez/falou. Sou pele parda de “cabelo duro”, minha cabeça tem um tamanho avantajado, sofri muita piada por causa dessas características e nem por isso essas pessoas demonstram que tem preconceito comigo ou pessoas de cabelo ruim e cabeça grande. Pra mim, isso é só mais um textinho desses chatos politicamente corretinhos.

  • http://twitter.com/littlejoia Ms. Weber

    “Denigrem o negro” está em negrito pra demonstrar que a palavra carrega todo esse problema em sua origem , né? Acho que sim. Gostei mto d texto.

  • Cidadão do Piauí

    Se fosse eu escrevendo um texto com esse tema, não teria concordado tanto quanto concordo com esse. Sinto-me contemplado. Parabéns.

  • Priscila

    Gente. Já pode imprimir e sair distribuindo?

    Alex, fico sempre boba com seus textos, mas esse aqui e o fo feminismo, meodeos.

    “Fazer rir é relativamente fácil. Difícil é fazer rir sem ser babaca.”
    Fim.

  • Priscila

    Pra quem discorda do texto: Análise dos Discurso mandou lembrança. Vou sair da caixa de comentários antes que a fé na humanidade que o texto restaurou se acabe, licença.

  • jane

    Só uma observação: colocar a caracteristica “efeminado” como uma das coisas “ruins” do estereótipo gay é… machista.

  • http://www.facebook.com/rodrigoseouza Rodrigo Mokepon

    Muito bom texto!

  • Cap. Óbvio

    Lendo os comentários você percebe o quanto o brasileiro é imediatista.

    “uma piada de negro n vai fazer ninguem sair matando negro na rua!”

    Pois é, mas essa nunca foi a questão do texto.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      exato, né?

    • Guilherme

      O que eu questino é essa relação de causalidade que uma coisa “levaria” a outra. Além disso, eu não entendi completamente a proposta do texto, afinal ele se propõe de uma forma (ou de outra) a acabar com o humor em cima do oprimido (a definir quem é o oprimido e opressor, pois isso vai da visão de mundo de cada um). Como fazer isso? Por vias de lei? Chamando de idiota e torcendo o nariz? Telefonando para a família do cara que faz a piada e ameaçando-a de morte? Se o texto se propõe numa linha de reflexão, que bom, refleti e não concordei, obrigado. Agora se o autor escreve um texto (e se não me engano não é o primeir nessa linha) se propõe a restringir a minha liberdade de contar piadas idiotas, eu vou lutar contra ele com todas as minhas forças, por uma questão de liberdade mesmo. “AH, MAS TU CONTANDO A PIADA DA LOIRA, TU VAI ESTAR REFORÇANDO O STATUS QUO DO CHEFE QUE PAGA MENOS PRA MULHER E BATE NA MULHER EM CASA, E ISSO MATA!” Pera aí, então se piadas “idiotas” forem cessadas, podemos acabar com a lei Maria da Penha? A piada é uma das facetas de uma sociedade doente, é como raspar fora as feridas da catapora, não vai acabar com a doença. Em sociedades avançadas onde a mulher, o gay, o diferente é respeitado, como nos países nórdicos, a liberdade de humor é muito maior. Por isso eu rejeito essa teoria de causalidade. Novamente, achei o texto bem escrito , faz sentido para alguém que passou a vida inteira ganhando a vida com piadas duvidosas, quando ficar mais velho (e com maior estabilidade financeira, e uma carreira bem sedimentada) resolver levantar bandeiras morais diferentes, é natural. Só não espere que todo mundo bata palmas e saia correndo atrás gritando viva. E se for inteligente tente argumentar ao invés de assumir que todos que estão do seu lado são inteligentes e superiores e os que discordam são idiotas nazistas, racistas que querem voltar para a idade média.

  • http://www.facebook.com/marioluciojunior Mario Lucio Botelho Junior

    Achei o texto excelente como vários outros e principalmente os comentários de grande valia.

    Só gostaria de fazer uma ressalva a um trecho: “[O humor] não tem que ter limites. O que a gente tem que ter também é uma crítica ilimitada…Então você dizer que uma piada é racista, ou sexista, e argumentar nessa direção, não é censurá-la, é exercer seu direito de crítica.”

    Concordo plenamente.

    Agora como foi citado no vídeo: A justiça proibindo de falar, a justiça obrigando a pagar indenização se for citado novamente, como no caso da APAE com o Rafinha acho que ele foi censurado.

    Ele deveria sim ter pago a indenização pelo ato, mas cabe a ele repensar se deve fazer outra piada com o conteúdo ou não. Proibi-lo é censura.

  • http://www.facebook.com/areshandi.arahuj Areshandi Rakbeloh Arahuj

    Blá blá blá.. agora a piada boa tem receita e tem limite… se as pessoas fizessem só as piadas recomendadas aqui, zorra total, casseta e planeta e a praça é nossa seriam (em 90% de suas piadas) os melhores programas humorísticos do brasil…

  • Lucas Gomes

    George Carlin neles!

  • http://www.facebook.com/beatriz.set Beatriz Caulfield

    Me lembrou um ótimo texto que saiu na Jezabel US depois de uma polêmica envolvendo uma piada de estupro feita pelo comediante Daniel Tosh.

    Recomendo a leitura: http://jezebel.com/5925186/how-to-make-a-rape-joke

  • ricbit

    Do Houaiss: denigrir

    n verbo
    transitivo direto e pronominal
    1 tornar(-se) negro ou escuro; obscurecer(-se)
    Ex.: o tempo e a poluição denigrem o mármore. a tinta denigre-se com o tempo.
    transitivo direto e pronominal
    2 Derivação: sentido figurado.
    diminuir a pureza, o valor de; conspurcar(-se), manchar(-se)
    Ex.: tais hábitos denigriram sua honra. ele denigriu-se com o escândalo.

    Logo, denigrir iguala diminuir a pureza com tornar negro, ou seja, é um vocábulo racista em origem. Não vejo como diferente da piada de loira, ao usar denigrir você está reforçando o racismo. Ainda pior ainda quando a expressão é usada em negrito (hehe). Eu uso aviltar ou difamar.

  • D

    Lembrando que existem sim patrulhas de politicamente correto que CENSURAM, e não apenas criticam as piadas.

    Criticar é algo que pode ser muito facilmente aceito. Mas censura também ocorre, e é ela que tem de ser combatida.

  • Guilherme

    Sou contra a função social da piada. Parabéns pelo artigo, mas educadamente discordo pois acredito que que a ofensa está muito mais no ofendido do que no que faz a ofensa. Obviamente que para algumas pessoas a minha opinião vale menos pois eu sou branco e homem, e heterosexual, logo eu nunca “sofri na pele”. Talvez o mundo seja melhor se as piadas forem controladas e somente atingirem “os opressores” (a definir), talvez não. Eu acredito que não.

  • http://www.feedbackmag.com.br Fernando Henriques

    Vi o documentário agora e o achei muito bom, porém sigo discordando da opinião da maioria aqui. Liberdade de expressão é falar qualquer merda que seja, até de defender coisas indefensáveis, como o nazismo, sei lá, ao passo que isso é diferente de praticar qualquer merda. Se tolirmos o falar, principalmente no humor, vamos tolir o pensar e aí diminuímos as chances de mudar conceitos, de crescer, de ler e ouvir coisas diferentes.

    Discursos como o do Jean Wyllys me soam sempre recalcados, e generalistas demais. A maioria das piadas de gays que ouço não tornam gays subalternos, isso é meio demais, apenas satirizam esteriótipos. Ora, homossexuais em geral não tem perfil muito usado em piadas, na verdade podem passar como qualquer um, a prática do cidadão não diz quem ele é, tem muito mais. Porém aqueles gays bem gays, sabe, que costumamos chamar de viado, bichinha… são caricatos, são engraçados mesmo, porque diferem. Só isso, diferem. Não é possível normatizar todos os comportamentos, Jean Wyllys e sua turma viajam nessa. Só existe uma norma, sempre, e o que foge bastante dela comumente é satirizado.

    É bom observar que é sempre possível fazer piada sem ofender, e que ofensa é relativo. Tem gente que se ofende até com espirro alheio.

  • http://www.facebook.com/Ferdinandoliveira Ferdinando Oliveira

    Achei desnecessária a parte do machismo, eu nao me lembro de ter ouvido piadas machistas, muito menos que isso seja algo difundido no Brasil e também achei um pouco (na verdade muito) superestimada a relação disso com agressão a mulher. Quem agride uma mulher nao é um piadista ou cúmplice de piadistas, é um doente criminoso.

  • Lyla

    A vantagem de ter um homem hetero branco escrevendo sobre essas coisas é que alguém lê e leva a sério, daí.

    Não é ameaçador, não agride tanto ler um branco dizendo que outro branco é racista, ou um homem dizendo que outro homem é machista.

    Mas, quando são as “minorias” falando, acho que acende uma luz de alarme, anunciando ameaça, e as “maiorias” se põem na defensiva.

    E o nome do blog “papodehomem” tb é bom pra fazer com que pessoas que não leriam “escreva lola escreva”, por exemplo, leiam esse.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      só espero que vc não me culpe por isso! já aconteceu…

  • Renan Yuri

    Não defendo o humor preconceituoso, achei interessante deixar minha opinião expressa antes de tudo. O humor nada mais é do que uma fuga da platéia de seu cotidiano, não que o show de humor seja um lugar onde se possa tudo. Mas como foi dito no documentário, também não vejo o humorista como o responsável por formar carácteres, acho que a função intrínseca ao humor é divertir.
    Como foi dito no texto mesmo, o humor nada mais é do que uma quebra de uma linha racional lógica. O que faz com que atualmente o humor se baseie nas minorias que são os conhecidos estereótipos é que o humor está na fase de acomodamento. Tão logo o humor com as minorias deixe de ser engraçado irão surgir piadas com “as passadas de mão na bunda do guarda”!
    É tão lógico quanto a formação destas piadas politicamente incorretas. É aguardar para ver.

    • Richard Andeol

      Não existe acomodamento se o humor endossa e reforça estereótipos. A questão é justamente essa, a opção de humor que se faz, entre o que estimula a continuação de um comportamento excludente ou o que o critica.

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Santos/100003386412507 Ricardo Santos

    Gente, as vezes eu fico REALMENTE ASSUSTADO com a capacidade de interpretação de texto de alguns.MEDO,MUUUITO!

  • Lyla

    Ah, sim, esqueci de comentar outra coisa:

    A questão das MORTES não é nem a ponta do iceberg na desigualdade gerada por raça/cor, sexo e orientação sexual. Eu acredito que, ao menos no caso das mulheres, a desigualdade mais importante é a simbólica, a crença cultural. E acho que isso é muito relevante no caso do racismo.

    Existem vários estudos que demonstram que as pessoas tem internalizados, estereótipos negativos em relação a mulheres e pessoas negras (ex: tocam música clássica pior, sabem menos de matemática, são menos racionais, etc.) e que essas crenças inconscientes influenciam muito na maneira como avaliam o desempenho dessas pessoas nessas áreas, avaliando de maneira muito inferior quando sabem que sao mulheres ou pessoas negras. E isso é EXTREMAMENTE reforçado por essas piadas estúpidas.

    Há a possibilidade de se realizar um teste sobre isso aqui: https://implicit.harvard.edu/implicit/demo/

    • Priscila

      Tocam música clássica pior? Você está se referindo @s negr@s, certo? Ou a mulheres também?

      Estou perguntando sem ironia, mesmo, quero saber mais sobre isso. Porque toco música clássica profissionalmente há muitos anos e nunca fui discriminada por ser mulher, tampouco soube de alguma colega que tivesse sido. Mas pode ser que tenhamos só muita sorte por conviver com pessoas esclarecidas, não sei.

  • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

    O mais preocupante no meio disso tudo, é a distorção que as pessoas e a nossa sociedade fazem em torno do humor. Querer colocar a culpa de todas as mazelas da sociedade em humoristas, é mais ou menos a mesma coisa que Hitler fez colocando a culpa da decadência da Alemanha nos Judeus, como teve um comentário abaixo é colocar alguém pra servir de papel de Judas, o povão e a sociedade dos “bons costumes” adoram este tipo de coisa, pois isso é um convite pra não pensar e resolver os poblemas de nossa sociedade de maneira imediatista e superficial.

    Por favor, vamos ser menos hipocrítas, quem nunca riu de uma piada de Português que é extremamente ofensivo, pois denigre todo um país e um povo que atire a primeira piada.
    Realmente é triste e lamentavel a quantidade de crimes e preconceitos que as classes menos favorecidas neste país sofre, principalmente os negros e os homossexuais. Mais porque nimguém destes grupos reinvidica seus direitos perante nossos lideres politicos? A sociedade se voltar contra a propria sociedade, é coisa de quem tem merda na cabeça, as pessoas que realmente tem culpa direta nisso tudo e que estão em cargos de poder dentro da politica, devem tá rindo com essa queimação de judas todo.

    Escolheram a dedo um idiota qualquer na sociedade, neste caso os humoristas, e agora toda o poblemas sociais do país está resolvido. Realmente não me espantar saber o porque do Brasil ser o penultimo país com a pior educação do mundo, um povo totalmente influenciado da nisso.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      ” Querer colocar a culpa de todas as mazelas da sociedade em humoristas, ”

      O texto não passa nem perto de dizer isso. Abraços.

  • http://www.facebook.com/lasombra.ribeiro Thiago Ribeiro Guarani Kaiowá
  • Diego Souza

    Texto foda demais, oq sempre quis dizer e nunca consegui formular.

  • http://www.facebook.com/AlessandroSeara Alessandro Seara

    Caramba!

    Tô embasbacado, no melhor sentido, com a lucidez e clareza do texto do Alex. Fantástico!

    Como um amigo meu perguntava: “Onde mesmo eu assino?”

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    gosta do que escrevo? considere fazer uma doação mensal de dez reaizinhos http://alexcastro.com.br/mecenato/

  • Rodrigo

    Lembrei da música “Jesus Negão” quando começou a parte do Racismo, primeiramente os dados gerais não ajudam muito, pois não se vê muitas notícias de negros que foram mortos pelo simples fato de ser negro, homossexuais que foram mortos pela sua orientação sexual, etc, normalmente são mortos porque fizeram merda mesmo, estão devendo para traficantes, arrumaram brigas por ai e coisas do tipo, claro, não estou falando que é porque mereceram, longe de mim, só estou tentando explicar que talvez o racismo e a homofobia não sejam o foco, os dados só ajudariam se junto com os dados viesse algo como “crime racista” ou até mesmo “jovem de bem é morto”. Enfim, falei, falei, mas a única coisa que quero passar, é que, como o Danillo Gentilli falou uma vez, a partir da hora que você ofende qualquer pessoa com uma piada, você perde o direito de reclamar de qualquer outro tipo de piada, ao você chamar um cara de burro, perde o direito achar ruim chamar um negro de macaco, e etc, é o mesmo nível. O seu humor, não ataque a nada nem ninguém? Não concordo que fazer uma piada torne uma pessoa cúmplice de um assassinato, isso não faz sentido, acho que o sentimento de ódio vem de muito além de uma piada, que serve para o oposto de ódio, diga-se de passagem.

  • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

    Uma pequena provocaçãozinha haha, estou esperando o próximo texto lúcido, acído e sagaz do Alex Castro. Será que ele vai disserta sobre a violência nas ruas e na sociedade com base nos filmes de violência hollywoodiano? Afinal, culpabilizar imediante a classe artistica (indepedente da qualidade da arte ou do humor) invés da politica que gera toda essa segregração e opressão dos oprimidos, é coisa que a massa anencefála, adora.

  • Thales Rodrigues

    Também vou “rezar” pra que alguém leia isso:

    Eu achei “O riso dos outros” genial! Principalmente por um detalhe…
    Nos momentos finais, o documentário mostra um pouco do humor argentino.
    Resultado: estamos atrás. O humor argentino é mais maduro, mais pensante.
    Tem um contexto político e social que não se acha nos humoristas tupiniquins.

    Mas, na minha opinião: é só uma questão de tempo.
    Sejamos pacientes. Há 4 ou 5 anos atrás ninguém no Brasil sabia o que era stand-up e muitos ainda não sabem. Vamos passar por uma fase de amadurecimento e este humor vai mudar.
    Pessoalmente, gosto muito dos Barbixas. Cada piada que eles fazem envolve algo novo e as muitas das piadas (feitas na hora) tem um teor cultural. Queria ver surgir no país algo como eles.

    • Priscila

      Também adoro os Barbixas. Não tudo deles – dentre as esquetes ensaiadas me lembro de pelo menos uma que era bastante sexista. Mas o Improvável quase sempre é muito bom: um humor “do bem”, quase inocente às vezes, e mesmo assim hilário. =]

    • Richard Andeol

      Ninguém sabia no Brasil que este tipo de humor tinha um nome inglês, “stand-up”, porque esse humor é comum no Brasil desde o Teatro de Revista.
      Alguns humoristas novos de São Paulo (vários dos que estão no vídeo) adotaram a expressão estrangeira como novidade para conseguir maior espaço na mídia, só não sabemos se por ignorância (o que não surpreenderia) ou esperteza midiática.
      Chico Anísio deve estar se revirando no túmulo….

  • CM

    “Não somos patrulha porque não usamos força contra ninguém — apenas fazemos denúncia pra que o Estado use a força em vez de nós rsrs”.

    A genialidade está na lógica de que piada bacana é piada revolucionária. Ou seja, piada agressiva não pode, só que pode se for pra atacar certos grupos “opressores”.

    Então piada contra religioso tá ótimo.
    E ainda têm a cara de pau de falar em judeus, como se eles não tivessem sido colocados justamente no lugar de “opressores” pra justificar o que foi feito contra eles. E assim seguem, defendendo a mesma lógica que dizem repudiar.

  • http://www.facebook.com/pedroturambar Pedro Américo

    Ah cara… você é de fato um professor. Sempre ensinado a aqueles que tem um pouco de sensatez e um coração aberto.

    Obrigado, de verdade.

    Qualquer dia desses vou ser obrigado a lhe dar um mega presente de agradecimento a tantos ensinamentos.

  • http://www.facebook.com/biglinux Bruno Gonçalves

    Pq mulher é considerado minoria sendo que no censo de 2012 mesmo foi noticiado: “Brasil tem quase 4 milhões de mulheres a mais que homens”?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      oi. deve ser pq minoria, nessa acepção, não é um conceito aritmético, mas socioeconomico e politico. abraços.

  • Mariana

    Alex, aparentemente o uso da palavra “denegrir” tem origem racista. Um dos significados é “Fazer negro; escurecer.”.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      oi mariana. eu sei bem. já escrevi sobre isso. por isso coloquei a palavra em negrito e por isso escrevi “denegrir o negro”, com as duas palavras juntas, para chamar bem atenção para a raiz comum das palavras

      • Richard Andeol

        Pelo que sei a palavra “denegrir” tem origem no latim “denigrare”, e é anterior ao comércio escravocrata do período mercantilista.
        Negro é cor, assim como branco, e assim já era antes de designar raças.

        Acho que há um exagero nesta paranóia semântica, o que acaba sendo contraproducente no combate ao racismo, desviando o foco do que realmente deve ser levado a sério.

  • Rafael

    concordo em partes…

    eu acho q o teor das pidas é o menor dos problemas..
    eu acho que o problema do humor esta em levar piada a serio…
    pq nao tem graça chamar um gay de gay ou um albino de branquelo

    mas se vc chamar o seu amigo, q vc sabe q nao é gay, de gay talvez ele se ofenda e vcs dois deem risada, e o alvo dessa piada é o seu amigo nao pq ser gay é uma ofensa mas simplesmente pq ele nao é…

    se eu chegar pra aqueles caras “bombados” de academia e chamar eles de “frango”(se eles nao me matarem na porrada) eles vao dar risada, denovo, nao pq os magrelos nao inferiores mas sim pq eles nao sao magrelos

    eu acho q piada é piada, se foi levada a serio nao é piada,

    eu tenho 1,57 de altura, ja ouvi todas as piadas do tipo pintor de rodapé, salva vidas de aquario, anão de jardim etc mas qdno alguem solta uma dessas pra mim eu devo criticar ela, falando q nao é certo ou rir com ela? eu prefiro rir com ela…sempre alguem vai ter alguma coisa pra gente fazer piada, ou o tamanho do nariz, da orelha, o peso, ou qualquer outra coisa, desde que nao seja levada a serio a piada

  • Renan

    Assim, eu acho importante que esse assunto seja discutido, até porque não existem verdades absolutas (desculpa o clichê), mas eu acho meio exagerado culpar os humoristas “politicamente incorretos” pela morte dessas pessoas, pois o cara que mata não faz isso porque foi influenciado pelo Danilo Gentilli, o racismo e a homofobia já existiam na mentalidade desse cara antes disso, desde o tempo dos nossos tataravós.

  • James Hiwatari

    Faltou só mencionar as piadas/gozações com transexuais/travestis/transgêneros. Esse ano metade das mortes documentadas de pessoas trans aconteceu no Brasil.

  • http://www.facebook.com/lawlyet.wallace Lawlyet Wallace

    Isso já virou palhaçada, não acha? As feministas batem em vocês e vocês viram a bunda pra elas?

  • http://twitter.com/Carol_Dartora Carol Dartora✪

    Caro Alex

    Primeiro quero agradecer por divulgar esse vídeo, achei muito bacana. Ele também é impessoal, mostra os dois lados e opiniões adversas o que achei bem interessante.

    Concordo plenamente que seja legal usar o humor para subverter valores estereotipados como o da “mulher que mostra o corpo é puta” entre outros tantos.

    Mas peço licença para discordar sobre alguns argumentos.

    Primeiro sobre escolher grupos menos oprimidos ou os que tem como se defender como alvo, isso pra mim não é válido quando se fala de justiça ou politicamente correto.

    Já faz tempo que ouço coisas do tipo: Se você se diz contra o preconceito não pode fazer piadas preconceituosas. Quem é que decide do que eu posso ou não rir? O álcool mata milhões de pessoas por ano, e ninguém cita piadas de bêbado como politicamente incorretas, porque parece no minimo sensato que um personagem bebum não vai incitar a plateia a se embebedar, e porque isso não serve para o resto no fim das contas?

    Sobre o texto, vou usar a sua própria comparação com o EUA, o mesmo país que o Stand up faz parte da cultura, inclusive o politicamente incorreto, é o país que tem menor índice de homicídio gay comparado ao Brasil, quer dizer lá tem piadas homofóbicas e não matam tantos gays que nem aqui? É algo para se pensar.

    Você também destacou que negros tem índice maior de homicídio no Brasil, só que falar que o índice de homicídio está ligado diretamente ao racismo é esquecer que a maior parcela da nossa população é negra!

    Fazendo uma analogia sobre o assunto, acho que assemelha-se a aquela discussão sobre brincadeiras na infância “crianças que brincam com violência ou jogam jogos violentos serão adultos violentos.” Algo que eu discordo.

    Não acho que toda piada é engraçada, é de cada um achar engraçado ou de péssimo gosto, mas nem por isso pode-se censurar o humor como desculpa de estar promovendo ideias subversivas e discriminatórias, ainda mais dizer que contribua para homicídios e violência. O humorista é um personagem, que fala da realidade e as vezes de cara limpa, mas não necessariamente fala a sua opinião dela, alguns aproveitam para fazer criticas a sociedade, mas ninguém tem que comprar a ideia ou “mensagem” da piada, ela não reforça um pensamento ela apenas faz graça, concordando ou não, já cansei de rir de piadas sobre coisas que iam contra o que eu pensava, apenas por serem engraçadas.

    Outra questão que até já foi levantada é :Porque o humorista negro pode fazer piada de negro e o branco não? Porque o gordo pode fazer graça sobre o assunto e os outros não? Porque ele entende melhor a questão? Faz dele menos preconceituoso porque ele está inserido nesse grupo? Agora os de fora falar é preconceito, o negro chamar outro de preto ok, alguém de fora é racismo?

    A liberdade de expressão está ai para isso, você fala o que quer, apoiar o que quer e discordar da mesma forma assim como seu texto e assim como meu comentário. Então não sou contra nem condeno quem usa ela para o que bem entende, e se for em casos mais extremos, algo de mal gosto comum, ela vai repercutir e gerar discussão que para mim é essencial na sociedade.

    Enfim, não achou engraçado não ria, critique se quiser, mas não ache errado poder fazer as piadas ou rir delas.

    Como o Kivson falou aqui nos comentários:
    “É necessário aceitar que alguém vai ser fuder na piada e se divertir com isso – mesmo que esse alguém seja você. Ou então proibir piadas.”

    Desculpa se me prolonguei muito.

    Fiquem a vontade de discordar e argumentar contra o que eu disse.
    Abraços

    • http://www.facebook.com/arthurtaborda Arthur Taborda

      Carol, lindo seu texto. Pena que muita gente não tem esse nível de discernimento de ver que uma piada é muito diferente de opinião.

    • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

      Essa é a melhor resposta que já vê até agora aqui nos comentários, Parabéns Carol!

      Lê um texto e usar o pensamento crítico questionando a legitimidade das coisas é algo raro no Brasil (Também nosso país foi considerado como tendo a penúltima pior educação do mundo não é de se espantar). Nimguém aqui é afavor da discriminação dos negros, homossexuais ou qualquer outro grupo. Mas explicitar e apresentar as causas de todas essas mazelas no país, o Alex não mostrou, alías, foi um texto extremamente raso, que serve apenas como uma rapida observação acerca da questão do humor brasileiro (opnião minha, desculpe se ofende alguém) que apenas endousou o “status quo atual” e o coro de quem quer ouvir o mais do mesmo, como se isso fosse de uma grande lucidez.

      A causa de mortes no país decorre acima de tudo por poblemas sociais e econômicos, ninguém morre por pertence a um rotolo idiota qualquer os poblemas são mais afundo. Pessoas morrem por causas de drogas, dívidas, traições, poblemas psicólogicos. Emfim a “n” causas, e o texto diz simplesmente que negros e homossexuais morrem APENAS POR SER negro e homossexuais. Uma bela maneira de esconder a realidade e a causa dos poblemas, apenas enumerando aquilo que emerge na superficie.
      Se o poblema é apenas o rotulo vamos nomear os inimigos, afinal acabar com a causa dos poblemas é mais dificil do que acabar com os rotulos e idelizações superficiais.

    • Luiz27

      Pode se rir da “idéia racista” na piada, sendo a idéia o alvo da piada. Por exemplo Jean falou no documentário que ao ouvir alguém contar ou rir de uma piada como “branco correndo é atleta, negro é bandido” sabe-se que essa pessoa é racista, discordo veementemente. Eu poderia rir dessa idéia (particularmente eu não acho graça, mas dependendo como fosse contada eu poderia achar), pois me parece ridícula, no Latim comico é traduzido como Ridiculum, no caso eu penso na burrice de Jean Wilis ao entender essa piada seria uma opinião pessoal e não uma exposição ridícula do racismo que existe na sociedade, ao ponto de fazer uma afirmação que não faz sentido nenhum…isso é ridicularizar o racismo.
      Já ouvi negros contando essa piada particularmente, ele não estava dizendo que ele era bandido, e sim que “o racismo existe e eu posso ser tratado diferente por isso”

    • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

      [ultra fanboy detected]

  • http://www.facebook.com/cabelodomato Danilo Castro De Souza

    Muito bom!

  • Marcelo

    Já li alguns textos do Alex, todos deixam claro o autoritarismo de sua linha raciocínio, esse não é diferente.

    Diz aí, costuma levantar a voz pra esposa quando ela te contradiz?

  • Manfres

    Não.. pra se fazer rir.. nao é necessário usar das minorias.. falar de preconceitos..

  • Tonal 1817 (Vif la Comune!)

    No geral, concordo, ainda que tenha reparos. Pois, no exemplo do Monteiro Lobato, que não era santo (ninguém precisa sê-lo, basta ser decente), mas apenas um ótimo escritor minimamente decente, não dá para abstrair o contexto histórico. O que não absolve seu racismo, mas permite entendê-lo melhor…

  • http://twitter.com/fexbio Fex

    Eu escrevi uma resposta quase tão grande quanto seu texto, mas não vou postá-la.

    Você não vai entendê-la, muito menos seus leitores.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      poxa, obrigado.

  • VaAMerda

    Quer fazer humor politicamente correto, de qualidade, etc? Então vá à luta!
    Mas não babaca a ponto de justificar a censura aos outros.

  • Anonimo

    BLABLABLA BLABLA BLA MORALISMO BLABLABLA HIPOCRISIA BLABLABLA POLITICAMENTE CORRETO…
    texto resumido em duas linhas!

  • Anonimo (de novo)

    BLABLABLA MORALISMO BLABLABLA HIPOCRIA BLABLABLA POLITICAMENTE CORRETO…

  • VÃO TOMAR NO CU.

    Toda hora apagam meus comentários! Puta que pariu, censura do caralho!

  • http://www.facebook.com/debora.brenga Débora Brenga

    O Riso dos Outros é genal exatamente porque faz chorar aqueles que insistem em fazer rir pelo viés do preconceito. Nessa hora ditado popular é sabedoria requintada, pois “quem diz o que quer, ouve o que não quer” ou ainda, “ri melhor quem ri por último”.
    A matéria do Alex e o documentário em pauta provocam uma discussão pertinente e necessária em uma sociedade hipócrita.

  • Yan

    E por que não fazer piadas sobre TODOS? Não somos todos iguais? Ou todos deveriam ser proíbidos de fazer piadas, o que também seria uma situação de igualdade.
    Acho que todo cidadão consciente não deveria baixar a cabeça para a hipocrisia politicamente correta. Isso é dar a terceiros o direito de crítica enquanto eles censuram o seu.

  • Juca

    Em resumo “você ri porque não é com você”

  • Roger Moreira

    O Danilo e outros, disseram algumas coisas, mais ou menos assim: “Minha intenção com a comédia não é denunciar, é só destruir mesmo”, “A pessoa tem todo o direito de me achar um completo imbecil”, “Eu não estou interessado em nada, só no riso”.

    Não deu pra entender que a intenção é absolutamente anárquico-niilista-destrutiva? Fica meio patético pensar que é possível um diálogo moral, cobrar algum tipo qualquer de responsabilidade social, quando o pressuposto da ação é declaradamente asocial or antisocial.

    A posição é justamente contra qualquer tentativa de engenharia social, de valoração moral. Pode-se dizer que é uma postura conservadora? Aí está o erro. O objetivo não é conservar nada, é investir naquilo que supostamente destrói de vez. É obter a anuência coletiva numa negação, numa ridicularização do que seriam nossos melhores valores. É assim que se destrói.

    Investir nos preconceitos cumpre bem esse papel, explode a sociedade de dentro para fora, com anuência coletiva, numa catarse de prazer e risos. É uma estética bem Punk.

    Em um mundo onde quase todo mundo quer construir alguma coisa, essas mesmas pessoas tem dificuldade de entender as que querem simplesmente deixar o caos seguir seu curso. Ou até mesmo destruir ativamente e se satisfazer no processo.

    • Richard Andeol

      Acho que você está superestimando o Gentili, ele é apenas burro.
      Comecei a assistir o seu programas de entrevistas querendo, e de boa vontade, ver algo de bom ali. Desisti. Aliás, ele é o mais fraco entre todos ali.
      A importante diferença é que postura punk era de CRÍTICA social niilista. O problema é esse, o humor atual levanta o niilismo como desculpa, mas sem nenhuma intenção de criticar o sistema, apenas reproduzi-lo e reforçá-lo.
      Com uma platéia punk (e não a de classe-média costumeira), Gentili e seus amigos seriam coberto de ovos, no mínimo!

  • Betão

    Ainda sou do time que defende que piada não tem que ser boa e não politicamente isso ou aquilo. Problema é que surgiu um time de comediantes tão ruim, com piadas tão grosseiras e sem graça nenhuma que a gente tem que ouvir discursinho. Jamais educaria um filho pra não contar piadas preconceituosas, mas pra saber a diferença entre a piada e a questão política por detrás. E acredito piamente nisso.

  • Larissa D.

    Gostei do seu texto, gostei de seus argumentos e exemplos, mas acredito que você poderia ter um pouco mais de cuidado com a sintaxe da sua produção textual… “Por que não fazer piadas de gays… ONDE são os homofóbicos que se fodem?”
    O mais adequado seria utilizar EM QUE. ONDE só funciona bem quando faz referência a um lugar, como em: “Fazer piada sobre gays no Brasil, ONDE homofóbicos nunca se fodem, é um crime”!
    Não estou falando isso para ser chata, não quero desmerecer seu texto. Como disse, achei-o muito bom! Mas, como comunicador experiente que é, você sabe da importância do uso adequado da norma padrão da Língua portuguesa para transmitir suas ideias.
    Abraços!

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      perdão. acho isso muito desimportante. e olha q tenho mestrado em português. e doutorado em andamento em português e espanhol. mas não consigo imaginar nada menos importante do que “o uso adequado da norma padrão”. beijos.

      • Murillo Mathias

        tem mestrado em português e erra crase (à quem)?
        na boa, não dá carteirada não, meu chapa.
        melhor você dizer que nasceu negro, mulher, pobre e gay e que não pôde ir pra escola.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        bem, eu acho que isso é absolutamente desimportante. e acho que é grosseria e falta de educação corrigir o português dos outros publicamente. a questão mais interessante é: por que vc dá tanta importância à crase e, mais ainda, as minhas? ah, um link pra vc: http://interney.net/blogs/lll/2009/02/06/gramatica/

      • Murillo Mathias

        bom, já que você tem mestrado em português, mas não entendeu o que o que eu disse, vou ter de esclarecer. o que eu disse foi:
        “tem mestrado em português e erra crase (à quem)?na boa, não dá carteirada não, meu chapa”
        eu não corrigi o seu erro. o que eu fiz foi ironizar o fato de você dar carteirada de mestre em português tendo publicado um texto com erro de crase. claro que a crase é o de menos. o impotante era a sua carteirada, algo que para você deve ser pouco grosseiro e muito fino,
        assim como voê deve achar finíssimo indicar “os seus melhores textos”. se o seu erro de português não tivesse vindo acompanhado do título, eu teria achado normal.
        mas eu queria mesmo que você respondesse à minha contestação do “fato” de que o número homossexuais assassinados é proporcionalmente superior ao de “não homossexuais”.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        e eu mencionei minha qualificação academica pela primeira vez em dois anos de pdh justamente pra dizer que é o suprassumo da babaquice essa neura com o português e, pior ainda, com o português dos outros. e não, não vou responder a sua contestação. abraço.

  • KdaUmKdaUm

    Sabe uma coisa que eu não entendo? Quando alguém argumenta que “o cara que ouvir uma piada racista não vai matar ninguém” .

    Como se o ÚNICO problema fosse matar.

    O sujeito basicamente tá dizendo: “pode brincar, rir, zombar, xingar, gritar, difamar, humilhar, dar safanão, empurrão, tapa, soco, paulada, tiro; contanto que não MATE”.

    É isso aí galera, esse foi meu standup do bem, platéia maravilhosa vcs!

  • Murillo Mathias

    Você precisa estudar matemática.
    Sua afirmação “Os homossexuais são mortos em proporções tão altas, em comparação ao restante da população (…)” é cabotina. Você comparou os numeros do Brasil com os dos Estados Unidos e chegou à conclusão que morrem homossexuais demais no Brasil. Se só serão mesmo 600 homossexuais mortos até o final do ano no Brasil, vou dar a bunda amanhã mesmo para aumentar as minhas chances de sobrevida. Vai ver quantos homicídios são praticados por ano no Brasil, vai… Com o número de homicídios total no país de 50.000 por ano e a população homossexual de 18 milhões, teriam que matar mais de 4.000 homossexuais por ano para que o número empatasse.

  • Murillo Mathias

    Aliás, você está falando sério quando indica alguns dos seus “melhores textos”?

  • http://www.facebook.com/rodiceia.rodrigues Rodicéia Rodrigues

    Estão todos reclamando de números absurdos e estatísticas possivelmente falsas. Interessante e até aí é um direito de todos. Mas dado se corrobora ou se desmente com mais dados. E querendo ou não, não dá para simplesmente você mentir sobre ele. Dá para mascarar, dá para manipular, mas não dá para mentir. Logo, como os dados, as fichas e o sistema é de acesso público, por que não procuramos as informações e mostremos aqui o quão falsas são essas afirmações?

    Porque é fato sim que negro é mais agredido que branco. Hoje mesmo saiu uma nota no jornal (esqueci qual) que no Brasil uma mulher é espancada a cada 15 segundos. Temos visto pessoas heterossexuais serem agredidas e assassinadas porque foram confundidas com homossexuais. Desculpem, mas não querer ver isso é tampar sol com peneira. Mas é realmente direito de todos concordarem ou discordarem. Portanto, antes de falarmos que os dados e as estatísticas são falsas, vamos confirmar a citação, afinal, são todos dados referenciados.

  • Paulo Rícoli

    Até que enfim um documentário onde dois lados defendem as suas opiniões. A minha opinião? Bom,
    vamos lá…

    Qual o problema da “patrulha”? Se você estiver em uma rua escura, a noite prestes a
    ser assaltado, certamente vai gostar de uma.

    Ser politicamente correto é careta? Muito pelo contrário. O politicamente incorreto por estes que se dizem humoristas trazem, é um escape da sua falta de politização, que é o grande câncer social. Ser politicamente incorreto é burrice! E não se precisa ser “careta” ou quadrado, antiquado ou ultrapassado para ser politicamente correto.

    “Continuem rindo”… Eis o circo!

    Não acredito muito que todos estes novos e ascendentes humoristas sejam tão toscos e pobres quanto as suas piadas de baixo calão. Alguns ali são sim oportunistas e dinheiristas.

    Rir de alguém gordo, deficiente, gay, pobre ou feio é pequeno e só mostra o tamanho da incapacidade intelectual que se tem. E quem faz piada disso me gera vergonha alheia.

    Eu acho que o humor que se apresenta hoje é fraco, óbvio, tolo, tosco e não, o humor verdadeiro não precisa de uma vítima e não é cruel e mal educado. O humor é muito mais amplo. Qualquer situação pode ser tratada com humor sem denegrir nenhuma classe. Pode-se transformar situações mais
    inesperadas em um texto de humor.

    Chico Anysio foi Humorista, Chaplin foi Humorista. Estes que defendem a máxima “foi só uma piada” na minha opinião, humoristas não são.

    Achar que não se tem responsabilidade de formação de opinião é o início da conversa para não se ter uma conversa com um artista que pense assim. Existe sim a responsabilidade artística, e quem não a carrega, artista não é.

    Quero ver todos estes humoristas fazerem piadas sem denegrir mulheres, gays, negros, sem ofender classes, ou chover no molhado e fazerem mais do mesmo. Garanto que a maioria não conseguirá arrancar uma gargalhada por duas razões básicas: 1º que pelo que mostram, não possuem criatividade tamanha para vencer o desafio e 2º porque infelizmente a cultura do povo brasileiro de muito tempo vem sido podada para entender apenas o que é boçal.

    Mas aí já é outra longa história onde a falta de prática política e de cultura se responsabiliza colocar os devidos cabrestos.

    É uma pena.

    Salve a boa discussão.

    Em uma música minha digo:

    “Cuidado com o sorriso tolo. Evite o humor barato”.

    Eu evito.

    Paulo Rícoli. Porto Alegre. RS.

  • http://www.facebook.com/people/Felipe-Castilhos/100000911398306 Felipe Castilhos

    Cara, o PdH tá piorando a cada dia.

    Leio o site praticamente desde o início e afirmo que o que começou como um soco na cara hoje não passa de uma troca de indiretas entre madames.

    Dr. Love (o personagem, não a pessoa por trás) se remexe de vergonha -alheia- em seu túmulo.

    Att, Felipe.

    Homem, bem longe da zona de conforto e inconformado com o rumo do PdH nos últimos tempos.

    P.S.: Propositalmente não botei nenhum argumento. Se os editores ou algum leitor quiser argumentar (ou ouvir os meus argumentos) sinta-se livre em responder esse comentário/protesto.

    • KSG

      Também acho isso, cara. Esse site ta cada vez menos papo de homem. Ta mais pra papo de mulherzinha histérica.

      • Priscila

        É incrível a cara-de-pau de quem diz “mulherzinha” como xingamento e depois não entende por que é chamado de machista.

  • Renato

    Que texto de bosta, o mesmo mimimí coitadista de sempre…e vindo de um cara que cansou de fazer o que está criticando aqui…só pelo fato de não ser mais pago para fazer essas coisas.

  • http://profiles.google.com/diegomatias85 Diego Matias

    Pontos que percebi:
    Os humoristas de stand up tentam se disvincular do humor da massa que passa na tv, logo eles são mais refinados por que a platéia deles é a classe média/alta.

    Ocorre que o que diverte essas classes é se distanciar da massa, então esse humor serve pra reafirmar seus valores, deixá-los/deixar-nos confortáveis por não pertencer àquela classe ou minoria que está sendo zombada ali.

  • http://profiles.google.com/diegomatias85 Diego Matias

    Pontos que percebi:
    Os humoristas de stand up tentam se disvincular do humor da massa que passa na tv, logo eles são mais refinados por que a platéia deles é a classe média/alta.

    Ocorre que o que diverte essas classes é se distanciar da massa, então esse humor serve pra reafirmar seus valores, deixá-los/deixar-nos confortáveis por não pertencer àquela classe ou minoria que está sendo zombada ali.

  • http://www.facebook.com/jamil.felippejunior Jamil Felippe Junior

    O politicamente correto é a coisa mais gay que já surgiu na face da terra.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      “ser gay” é pra ser xingamento?

    • Richard Andeol

      Saudade de quando “politicamente incorreto” era sinônimo de postura crítica ao sitema, de antagonismo inteligente e iconoclasta, de virulência contra o conservadorismo.
      Hoje o “politicamente incorreto” se contenta em apenas endossar o “status quo” e ser alérgico à inteligência, e qualquer ideia que se posicione de forma crítica leva logo o rótulo de “politicamente correto”.
      Sucesso e dinheiro, em uma sociedade cada vez mais dominada pela economia liberal, é só o que importa e tudo justifica afinal, custe o que custar, doa a quem doer. Crítica? Inteligência? Responsabilidade? Para que, se podemos ser reacionários e usarmos ainda a máscara de “inconformistas”?.

  • John

    Veja só! Colocar normas, regras e limites também no humor. Finalmente! Agora não falta mais nada pra que nosso mundo se torne total e permanentemente “coxinha”.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      olha que lindo. o moço acha q o “politicamente correto” = “coxinha”. engraçado, eu acho o oposto. :)

  • http://twitter.com/AndreTamura André Tamura

    Você vão ver mesmo quando 1 bilhão de chineses se revoltarem com as piadas sobre o tamanho do pau!

  • Inconformado

    É complicado, artigos falando de racismo, homofobia, desrespeito a minorias vão ser sempre polêmicos. Apologia ao politicamente correto é a tônica social. Não ofenda, não agrida, não critique, aceite e engula tudo que a controladora mídia arremessa em nossos olhos e ouvidos, manipulada por uma elite que esta apenas interessada na exploração de uma massa inculta e ignorante.

    Acredito que lutar pelos direitos é fundamentalmente válido, mas e a luta por um governo que retribua com honestidade aos cidadãos pela absurda e abusiva carga de impostos com que nos sobrecarregam?

    Por favor usem seu tempo e inteligência para se perguntar porque as coisas são do jeito que são, perguntem-se porque estamos sempre vivendo em intermináveis crises.

    Homofobia e racismo já são crimes, inafiançáveis inclusive, mas os julgados pelo mensalão estão todos livres. Esta mais do que na hora de juntarmos esforços e lutarmos pelo direito de não sermos extorquidos sem escolha por políticos cada vez mais corruptos e claramente desinteressados no bem estar de quem os colocou lá.
    Acorda Brasil.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      gente, esse comentário foi a coisa mais classe média sofre do mundo, tá indo pro tumblr agora

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Eu tenho dificuldades de ligar crítica ao humor e crítica à carga tributária.

      • Pedro

        A classe média sofre mesmo, trabalha 8 horas por dia pra fazer parte da servidão moderna, pagando as contas da classe alta e da classe baixa ao mesmo tempo e além do mais pagar o pato ainda de elite perante as classes mais baixas. Mas “ta serto”, deve ser imcompreensível pra vc, pseudo intelectual formador de opinião que as mortes estão relacionadas as desigualdades sociais e não a piadas de mal gosto, tipo você!

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro
  • Espectroman

    Cara, diga uma única piada que não tire sarro com a cara de alguém ou algum estereótipo O que está propondo é bater em quem é forte, mas a lógica é a mesma.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      sim. o texto diz isso. a lógica é a mesma. o humor é sempre do contra. a questão é escolher o alvo com mais consciência.

  • igor

    Vc está chamando os indivíduos de idiotas e burros meu caro. Todas as piadas, sobre quaisquer assuntos são bem vindas e devem sim ser contadas e inventadas. o que tem que mudar é a atitude e a personalidade das pessoas. Isso vem de criação, de princípios e atitudes. Deixar de falar sobre o assunto (contar piadas por exemplo) não vai fazer que o problema em questão seja resolvido ou sequer minimizado. Se fosse assim, um dos maiores humoristas do Brasil deveria ter sido calado (Chico Anísio). O que mudou, foi o tempo em que as piadas são contadas. As pessoas politicamente corretas da atualidade não sabem digerir a piada pelo seu verdadeiro significado…fazer rir….e ponto. Não tem outro intuito. Dizer que piadas sobre minorias não devem ser contadas, é dizer que devemos inventar piadas sobre as maiorias, mas e quando essas maiorias se sentirem ofendidas também? Teremos de contar piadas sobre animais? Mas e quando eles se sentirem ofendidos? Falaremo de que?? A solução deve ser mesmo viver do humor sem graça da Turma do Didi e do Zorra Total! Ou melhor ficar calado.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      o texto não propõe o fim das piadas. aliás, o próprio texto inclui várias piadas muito legais e que não pisam em quem está por baixo…

    • Manuela

      Pelo que entendi, e me corrija se entendi errado Alex, você conta a piada que quiser, querido, assim como as pessoas terão o direito de repudiá-las. Afinal, liberdade de expressão é isso – ou não?

      E coadunando com o ponto de vista aqui tratado, ou expondo o meu, tais piadas – que atingem a minoria – não são formadoras do preconceito, mas o ratificam. Não adianta ficar de piadinha sobre negros, homossexuais ou mulheres e depois se apoderar do discurso de que não é racista, homofóbico ou machista. As palavras, sobre a minha perspectiva, devem ter coerência com o agir. Não acham?

      E, Alex, sendo da Classe, e entendendo a pertinência do seu tumbrl como lugar para discussão (ou não), me constrange, ademais da perspectiva sofredora (me colocando nesse lugar de quem muitas vezes sofre também, por diferentes motivos), a quantidade de erros de português. #pode isso produção?

      Melhor eu soltar o meu inté, né?
      Até a próxima.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        a manuela entendeu tudo. :)

  • http://twitter.com/mmarcati Marcelo Marcati

    Cara, esse vídeo é a maior coleção de bullshit que eu vi em muito tempo.

    Os caras conseguem defender a liberdade de expressão e o direito de ofender (que deveriam ser coisas óbvias fáceis de se defender) de um jeito tão raso que quase convencem do contrário.

    Fora as definições de humor. Cada uma mais simplista que a outra.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      hhahaahha. incrível.

  • http://www.facebook.com/akemi.mitsueda Akemi Mitsueda

    “Quer dizer que agora não pode mais fazer piada com negro?”

    Não. A discussão não é essa.
    Nem toda piada com negro é racista, mas toda piada racista vai rir do negro, do índio, do chinês.
    Se você não consegue ver a diferença entre a piada do Gentili, acima, e desta aqui, do Louis CK http://www.youtube.com/watch?v=qTXYwBqXbcA então, meu amigo, você já riu com uma piada racista.

    Sei que é um saco explicar piada, mas como ainda tem gente que não consegue distinguir, aí vai: a do Gentili associa negro com macaco. Quando pensa em um jogador de futebol BRASILEIRO genérico, qual é a primeira coisa que vem à mente? É alguém do tipo David Beckham, ou mesmo o Kaká? Não. É o cara que “veio de baixo”, pobre, que não estudou, jogava na periferia desde criança e se tornou jogador. Provavelmente, vem alguém à sua mente alguém pardo ou negro. Se existem jogadores negros ou pardos que não encaixam nesse perfil, isso não importa pra piada. Ela não lida com as exceções, e sim com os estereótipos. E o estereótipo de jogador de futebol, num contexto BRASILEIRO, é o que citei acima. Se você leu/ouviu a piada e associou com alguém como o Cristiano Ronaldo, então não a entendeu.

    Já a do Louis CK não é racista, apesar de claramente falar sobre isso. Por quê? Rimos da mulher que liga para o 911, não dos negros. A graça está no absurdo de alguém acreditar (e chorar, pedir ajuda de deus e de Jesus) que ter negros no país é uma calamidade, a nível de um ataque terrorista ou furacão. A piada é hilária, mas só denigre os preconceituosos e seus preconceitos. Eles são o alvo.

    Veja bem: o problema não é branco fazer piada com negro (Gentili e CK são brancos, e o Chris Rock, só pra citar um exemplo, é negro e faz piadas sobre raça e racismo, mas que não são racistas); nem o TEMA da piada (estupro, racismo, xenofobia, etc etc), mas COMO o comediante DESENVOLVE estes temas, em que CONTEXTO decide inseri-las, trabalhando no seu arsenal lingüístico/artístico.
    No caso do Gentili, ele usa tudo isso de forma a perpetuar o preconceito, reafirmá-lo. No caso do CK, para combatê-lo. Ele sabe dos muitos privilégios que tem. http://www.youtube.com/watch?v=jzOBZkm4qQk

    (Não consegui achar um exemplo brasileiro de piada com negro não-racista pra contrapôr o Gentili… alguém tem alguma sugestão?)

  • Alfredo Cavalcanti Segundo

    Alex. No primeiro parágrafo da parte sobre homofobia há um erro de digitação: “Nos EUA, com 100 milhões a mais de habitantes, moram mortos 14.” ;-)

  • Leão do Norte

    Quantas falácias nesse texto.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      falou o leão…

    • Pedro

      Então liste elas e discorra. Senão você é só um troll.

      • Leão do Norte

        Não, valeu. Não preciso discorrer nada, só dei minha opinião sobre o texto. Ficou ofendido?

      • Pedro

        Inclusive muito relevante, parabéns.

  • André Martins

    Piada de portugues pode?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      pode tudo, filho. a constituição garante liberdade de expressão. abraços,

      • André Martins

        Refazendo a pergunta, pra ver se o Alex não escapa pela tangente. Os humoristas deveria por a mão na consciência e evitar fazer piadas de portugues?

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        isso vai da consciência de cada um, não? quem sou eu pra dizer que piada pode e que piada não pode?

      • André Martins

        Todo o seu texto aborda a questão do humor como ferramenta de superação ou manutenção dos preconceitos. Não estou perguntando se piada de português PODE ou não pode ser feita. Estou perguntando sua opinião se piada de português reforça uma atitude social deplorável, ou é apenas uma brincadeira, etc. Não querer responder é um direito seu, mas usar um termo mal colocado para fazer chiste ou tentar adivinhar o que eu vou dizer, eu acho deselegante. Só não vale reclamar dos comentaristas que usam a mesma tática com seus textos.

      • Priscila

        Bom, reflita sobre a situação dos portugueses no Brasil e tire suas próprias conclusões. ;-)

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        é mt engraçado esses malucos me perguntando, “então, que piada pode fazer?”. quando eu respondo, “qualquer uma, ué, temos liberdade de expressão pra isso”, me acusam de estar fugindo pela tangente. se falasse que não pode essa ou aquela, seria o tirano moralista cagarregra que prega a censura. sensacional.

      • André Martins

        Só por curiosidade, como você sabe o que eu diria se você dissesse que sim ou que não? Nem eu mesmo pensei numa resposta ainda.

  • ragabash

    bom, eu li uns 100 comentários…quem discorda ou acha ditador, nao concordam que já há um baita controle? ou por acaso, vc vê piadas francas sobre negros de maneira pejorativa? há sim um bom senso entre os humoristas. para mim, ele só sugere estender tal bom senso.

  • Victor

    Na moral, a humanidade está cada vez mais chata. Eu acho que ninguém acredita que toda loira é burra, que preto é macaco, que todo japonês tem pinto pequeno, que todo padre é gay/pedófilo e por aí vai… Não sei por que, de uns tempos pra cá, tudo virou motivo de discussão. Se o cara faz essas piadas ruins, ele que tem que deixar de ser um humorista ruim e não a piada que tem que deixar de ser contada. O Didi chamava o Mussum de urubu e eu nunca vi ninguém achando um absurdo. Eu acho que o maior preconceito que existe é ter dó de minoria. Então vamos deixar de ser pessoas chatas e tomar consciência de coisas mais importantes.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      opa. resolveu!

    • Priscila

      “Não sei por que, de uns tempos pra cá, tudo virou motivo de discussão.”

      Pois é, que coisa chata, né? Bem melhor quando ninguém questionava nada, dizia amém bovinamente para qualquer merda que passasse na TV…

  • Carol

    Claro, e fazer charge do Papa, distorcer o que a Igreja diz, generalizar os padres como pedófilos, tudo isso é permitido certo? Por favor né…pede respeito mas não respeita.

    Vou explicar: a Igreja não aceita o casamento homossexual por uma série de motivos que todos podem ler no Catecismo. Assim como não aceita que eu dance funk no altar. Ou como não aceita que eu crie uma ordem de bispas. Ou que eu case com um cara e algum tempo depois queira casar com outro. Eu posso até dizer que é o sonho da minha vida, que ele é o meu verdadeiro amor, chorar, fazer protesto, bater o pé… não! Simplesmente não vai acontecer. A Igreja tem motivos pra não aceitar várias coisas.
    Acontece que os homossexuais são muito bem acolhidos, não existe nenhuma tentativa de “cura” como já vi por aí, nem nada do tipo; são perfeitamente recebidos na Igreja, e muito amados exatamente como são e sem preconceitos. Mas isso não quer dizer que vão poder casar. Enfim, não é chegar e fazer o que bem entende, existem regras para o próprio bem das pessoas. Os padres pedófilos não obedeceram a Igreja nas suas atitudes, e têm que pagar pelos seus crimes. E todos aqueles que acobertaram os incidentes também foram culpados. Entretanto, estamos falando de PESSOAS, que erram e acertam. Não da Igreja como um todo. Dizer que a Igreja Católica concorda com os casos de pedofilia, e que todos os padres são pedófilos é uma generalização absurda e até boba, porque todo mundo sabe que não é assim.
    Mas, quanto aos homossexuais, tem muitos que concordam com a Igreja e vivem o seu caminho nela. E muitos que discordam. Tudo bem, cada um no seu caminho! A Igreja tem a sua opinião, e os outros tem outras. É só uma questão de respeitar as opiniões.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      a igreja tem suas opiniões e eu, graças a deus, tenho as minhas, opiniões q ontem teriam me levado à fogueira pelas mãos dessa mesma igreja mas que hoje são protegidas pela constituição federal. :) abraços.

    • Priscila

      O problema não é o casamento religioso. As igrejas têm o direito de não casar gays, assim como a maçonaria tem o direito de não aceitar mulheres. O problema é elas quererem impedir o casamento civil num Estado laico.

  • http://www.facebook.com/rodrigodcf Rodrigo Camargo

    Entendo seu ponto de vista, mas esse artigo comprova que por melhor escrito que seja um texto, ainda assim simplesmente não prova nada.

    Se sugerem ligações e citam-se dados que tentam induzir o leitor a uma sensação de “embasamento científico” nas afirmações, porém ele é todo construído com base no “achômetro” do autor.

    Claro, seria falacioso dizer que a baixa aprovação deste texto (com base nos comentários) indique que ele esteja errado, mas comprova que trata-se de um ponto de vista particular, o Alex repete em algumas respostas ao comentários que não acha o Danilo Gentili engraçado, eu particularmente também não acho e me surpreendo com o fato do programa dele na tv e suas apresentações terem a audiência, o programa Pânico é um que quando estava na rede tv eu cheguei a acompanhar mais em muitas situações sentia-me com o sentimento de “vergonha alheia”, desaprovava a conduta dos humoristas, mas não posso esquecer que sou livre para assistir ou não aquilo, se não gosto, neste caso, não preciso lutar contra, basta não dar audiência.

    Não só piadas, mas fazendo uma relação ao bullying, acredito que tudo isso está sendo muito deturpado, faz parte do amadurecimento intelectual das pessoas saber lidar com isso, antigamente ser alvo de uma piada de mal gosto faria a pessoa usar o raciocínio para criar uma resposta a altura, hoje em dia querem acionar a polícia, o ser humano está se tornando muito “Frágil”.

    Quem, por mais perfeito que seja, nunca foi alvo de uma piada, a diferença está em como lidar com isso e não em promover uma campanha através de uma “carta aberta” condenando este tipo de humor, querendo ou não, piadas de “mal gosto” ainda assim são piadas e como tal não devem ser levadas à sério.

    Parece que o autor mistura algumas concepções, existe uma diferença enorme entre achar graça em pegar um cachorro de rua e atear fogo nele por achar hilário entre contar uma piadão de um cão que “pegou fogo”, usando o mesmo tipo de analogia, duvido que achar engraçado piadas de pessoas deficientes me faça querer atacar alguém na rua e arrancar seus braços, uma conduta dificilmente levará uma pessoa normal a executar a outra.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      oi rodrigo, desculpa. mas eu tive que rir.

      acho justo que algumas pessoas discordem do texto mas como assim “baixa aprovação do texto”?

      o texto já foi curtido 9 mil vezes. quando foi a última vez que vc fez ou escreveu qualquer coisa que 9 mil pessoas acharam legal?

      se você achou o texto fraco, respeito. se outros acharam, também.

      mas saiba que o texto está fazendo muito sucesso, sendo curtido e compartilhado por muita, muita gente.

      e nao, como se falou aqui nos comentarios varias vezes, ninguém está achando que as pessoas escutam piadas de gay e, por causa disso, no minuto seguinte, saem na rua catando gay pra dar porrada. esse é um entendimento muito raso e imediatista.

      abração,

      • http://www.facebook.com/rodrigodcf Rodrigo Camargo

        Então Alex, não ria parceiro pois pode ser encarado como nervosismo e/ou falta de argumento, pelo jeito vou surpreendê-lo com o que vou dizer, mas quantidade de curtidas não são um bom medidor de aprovação, eu mesmo compartilhei o texto expondo o meu ponto de vista contrário, pois não estou de “birra”, tenho o interesse justamente no debate.

        Cuidado com a vaidade cara.

        Vou te contar um segredo da internet, as coisas mais toscas do mundo as vezes são as mais visualizadas, não me entenda mal, de maneira alguma estou menosprezando teu trabalho, muito pelo contrário, mas visualizações/compartilhamentos/likes não são sinônimo de aprovação, e sim que tal material foi relevante de alguma forma, seja por apontar um ponto de vista aprovável ou não, se você fizer uma rápida pesquisa no Google se surpreenderá com alguns materiais que estão bombando atualmente.

        Abração cara.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        rodrigo, olha só. se vc não gostou do texto, eu respeito. mas ele tem sido muito bem recebido por milhares e milhares de pessoas que tem me escrito e procurado. abraços.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        além do mais, vi poucas críticas de pessoas que de fato entenderam o que eu quis dizer e, então, discordaram. grande parte das críticas, sinceramente, é de gente que nem mesmo entendeu o que o texto está dizendo ou propondo.

      • http://www.facebook.com/rodrigodcf Rodrigo Camargo

        Não parceiro, longe disto, o fato de eu não concordar não significa que não gostei, não gosto da demora de minha esposa ao se arrumar toda vez que vamos sair, mas amo ela, não concordo com teu texto mas gosto de ler o que você escreve, caso contrário eu sequer estaria comentando, não sou troll.

        Para ser sincero só não gostei de seu comentário recente intitulado “boletim do analfabetismo funcional.”, acho generalista e superficial, uma forma de menosprezar quem não concorda com teu ponto de vista, seria o cúmulo da vaidade achar que uma pessoa só não vai concordar com você caso não tenha entendido a mensagem, “só não concorda comigo quem não é tão inteligente quanto eu”, sem contar que isso pode ser invertido e pessoas podem alegar que neste caso talvez você é que não tenha conseguindo escrever de forma clara já que muitos estão interpretando de forma adversa, o que na minha opinião também seria mentira.

        Fico triste quando alguns comentários tentam argumentar desmerecendo, seja o autor ou os comentaristas, seria fugir do debate principal usando um artificio baixo.

        Cara, gosto dos teus textos, sério ! Só as vezes não concordo, entenda meus comentários como uma forma de prestigiar teu trabalho, mesmo que discordando.

        Abraço.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        oi amigo. q dificil, hein? não estou dizendo que quem não gostou do texto é porque não entendeu.

        mas estou dizendo isso:

        quem não gostou do texto, por exemplo, porque acha que o texto está propondo a censura ou proibição aos humoristas… é sim uma pessoa que acabou de provar, pelo próprio comentário que fez, que não foi capaz de entender nem o rudimento do que o texto estava tentando passar.

        então, de fato, eu não levo a opinião da pessoa muito a sério. porque ela nem LEU o texto direito antes de se insurgir contra o que ela ACHA q ele disse.

        eu iria na rua de arma na mão contra a censura prévia a humoristas…

        então, sim, pra eu levar uma crítica a sério, a pessoa fazendo a crítica precisa antes demonstrar que ela leu o texto e entendeu.

        senão, é troll.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    boletim do analfabetismo funcional.

    as três principais des-leituras do texto:

    1. o cara pensa que estou dizendo que, por exemplo, as piadas racistas têm o poder mágico de fazer as pessoas que as escutam saíram na rua procurando negros pra dar porrada;

    2. o cara pensa que só porque eu sou contra alguma coisa, ou porque estou pedindo para que as pessoas coloquem a mão na consciência antes de fazer essa coisa, que eu defendo que essa coisa seja proibida ou censurada, em flagrante oposição à liberdade de expressão garantida na constituição.

    3. o sujeito acha que estou “proibindo” qualquer tipo de piada, ou dizendo que não se pode mais fazer graça com nada.

    se vc leu e pensou alguma dessas coisas, releia.

    • http://twitter.com/debdalheeu Deb

      O melhor é que além de não deixar no vácuo por falta de argumento tu ainda te divertes com o fato. Well played, sir.

    • NEGERNA ÄR HÄR.

      Você pode não acreditar nisso, mas seu texto está reforçando as ideias dos que acreditam.
      AUTORITARIANISMO MATA, PONHA A MÃO NA SUA CONSCIÊNCIA

  • http://www.facebook.com/tassoevan Tasso Evangelista

    “Os negros são mortos
    em proporções tão altas, em comparação ao restante da população, porque
    existe uma cultura racista no Brasil, onde os negros são vistos como
    tendo menos valor, onde os negros são hiperssexualizados como “negões
    pauzudos” ou “mulatas rebolantes”, onde o negro é sempre o preguiçoso ou
    o malandro, o atleta ou o faxineiro, mas nunca (ou raramente) o físico
    quântico ou o médico, o enxadrista ou galã pegador.”

    Parei de ler aqui. Forçou, como sempre.

  • Mortimer

    O Papo de Homem já publicou textos com este título aqui:

    “Homem que dança é tudo viado” (claro que isso não é verdade, mas imaginem se isso fosse publicado hoje)

    “Bom, nem tanto, mas tem coisas dentro desse assunto que essa cambada de modafoca tem que saber e aprender, pois posso te dizer com muita convicção: “A mulherada gosta!”.

    Imagino se frases como essa surgissem em um texto atual.

    Para refrescar a memória: http://papodehomem.com.br/homem-que-danca-e-tudo-viado/

  • Pingback: Ações têm consequências | PapodeHomem

  • Alan

    Conheço esse Alex Castro faz tempo. Sempre foi playboy, filho de pais ricos, cresceu na Barra e estudou no Colégio Americano, mas como era gordo e pardo, não podia competir com os colegas brancos e bombados, então resolveu inventar um personagem feminista e “progressista” para pelo menos comer as vadias de esquerda.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      minha biografia aparentemente é bem pública. não tenho segredos pra vocês.

    • Noiado.

      Faz sentido…

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    dica. se vc quer travar um diálogo construtivo com o autor de um texto, você precisa demonstrar que vc leu e entendeu o texto na hora de criticá-lo.

    por exemplo, se na sua crítica vc se posiciona contra algo que o texto nunca disse (“discordo quando vc diz que piadas racistas devem ser proibidas” etc), você já estará se colocando fora do diálogo dos adultos, ao provar que vc ou não leu ou não entendeu o texto.

    se você demonstrar que leu e entender, e articular sua crítica com educação, aí, colega, você pode discordar do que você QUISER e isso será apenas o começo de um longo e construtivo diálogo.

    beijos.

  • http://twitter.com/debdalheeu Deb

    Moral: faça humor sem ser um ‘asshole’ porque a hora que te meterem o pau por uma piada desgraçada você não vai gozar. Ou sim.

  • Rovildo

    Seu tumblr é uma grande MERDA!!!!

    Adoro liberdade de expressão :)

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      bem, eu discordo da primeira e concordo com a segunda.

  • Évio Marcos

    Bem, me instigaram a falar, agora deu a bobônica… Alex, quanto ao seu comentário “Nunca vi ninguém não-babaca se dizendo ‘politicamente incorreto’.” Eu te digo três palavras: Luiz Felipe Pondé. Tu tem amanha de chamar ele de não-babaca? Comenta ai.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      o pondé é um dos maiores babacas do brasil.

  • Permafrost

    Muito bom, o texto todo. Só q… vc tá fazendo várias correlações sem demonstrar causações; ou seja, vc tá acreditando q uma coisa causa ou estimula ou reforça outra sem no entanto mostrar q isso tá acontecendo ou como tá acontecendo. Por exemplo, si há um número X de assassinatos de mulheres/negros/homossexuais por ano, ¿isso quer dizer q houve X assassinos homens/brancos/heterossexuais? Claro q não. Tbm há assassinatos perpetrados por mulheres/negros/homossexuais, e estes tão sendo computados em tua conta como causados por machismo/racismo/homofobismo. Outra coisa é ¿por que não há números expressivos de assassinatos de cornos, portugueses, judeus/turcos e papagaios no Brasil, si as piadas sobre eles são tão comuns qto as outras?

    Acho q o problema do machismo/racismo/homofobismo tá dentro dum outro MUITÍSSIMO maior, e digo por quê acho isso:

    Há vários meses, quase toda noite, ligo no YouTube com minha mulher e assistimos à vídeos de humor da tevê britânica, tanto stand-up qto programas semanais. Os vizinhos devem tar se perguntando por que é q o casal ali dá tanta gargalhada entre as 9 e 11 da noite, quase toda noite.

    No entanto, qdo vejo qqer (por extenso, QUALQUER) programa de humor brasileiro, sorrio duas ou três vezes e, à cada dois ou três meses, dou um chuckle (q nem vocabulário pra isso, o português tem).

    O problema do humor brasileiro é a burrice geral da cultura brasileira; e dentro dessa burrice tá o problema q vc apontou aí. TODA vez q brasileiro vê algo assomando por cima da cabeça de alguém, faz piada de corno; TODA vez q vê mulher fazendo burrada, faz piada de loira; TODA vez q entra dinheiro na jogada, faz piada de turco. O nome disso é BURRICE –olhar o mundo com óculos permanentemente embaçados.

    ¿Como se resolve o problema? Com a educação do raciocínio. Eduque-se o raciocínio e o resto vem como conseqüência. Ponto.

  • KSG

    Castro, o que você está pedindo, a rigor, para os comediantes, é uma espécie de censura voluntária em nome “do bem”. Vamos supor que todo mundo ouça o seu pedido e resolva mesmo parar de contar piadas de pretos, bichas, mulheres feias e sei lá mais o quê. O que mudaria, de fato? A situação dessas pessoas iria mudar? Eu duvido. O que mudaria é que a patrulha do politicamente correto, atingindo esse objetivo, logo pularia para a próxima etapa, como eles sempre fazem. Essa turma nunca está satisfeita com a realidade.

    Agora, vamos aprofundar um pouco o seu pensamento: existem estudos sérios, publicados em livros, que dizem que os negros tem uma espécie de determinismo genético que os levam a ser mais violentos, e que por isso eles cometem mais crimes, independente dos outros os verem dessa forma ou de outra. Eu não digo que concordo com essas pesquisas científicas – e nenhuma delas é conclusiva dese assunto, é apenas uma forma polêmica de se ver um assunto – mas vejo, obviamente, que livros assim formam uma imagem péssima dos negros. Então, pela sua lógica, você acha que livros assim não deveriam ser publicados, porque eles reforçam uma visão negativa que se tem em relação a negros. Mas e se o que dizem os racialistas for mesmo verdade? Vamos todos concordar em negar até a ciência em nome “do bem”?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      manda o link desses “estudos sérios publicados em livros”, por favor.

    • Richard Andeol

      E eu que ingenuamente achava que a enorme desigualdade social de séculos e séculos fosse a causa. Como sou burro! É genético, simples assim!

  • Jaílson Mendes

    O que o sujeito não faz por umas bocetas pardas…se mata, gordinho beta.

  • Jaílson Mendes

    also, 10 mulheres morrem por dia, agora pesquisa quantos homens morre por dia, gordinho beta.

  • ALESSANDRA VARGAS

    eu só queria entender…pq uma uma piada qualquer d loira vai reforçar um padrão d loira=burra? vc acha q uma piada consegue DIMINUIR a experiencia/observação, eu conheço muitas loiras e nenhuma “burra” e nem as julgaria assim. Cara… vcs falam como se todo mundo fosse uma cabeça vazia receptiva a qualquer bobagem…só pra avisar as pessoas “podem” pensar… se alguém é machista, é por que escolheu ser. E eu me indigno mt qdo vejo cada vez mais as pessoas levantando essas bandeirinhas d minorias.. eu sou gay..eu sou negro…eu sou isso… E DAÍ? vc por caso qdo morrer n vai apodrecer exatament como eu? aaah por favor… todos nós somos SERES HUMANOS, e todos temos cérebro pra usar..então USE-O.

  • Gabriela

    Eu me considero pertencente à classe média. Mas o tumblr em questão não me ofende, ao contrário, me faz pensar sobre pensamentos e posturas classistas que tenho enraizados.

    Diferente de piadas machistas, por exemplo. Que me ofendem sim, pq sou mulher e sofro com o machismo todos os dias. E as piadas machistas não criticam o machismo e nos fazem rever nossas posturas em relação ao modo como a mulher é tratada na nossa sociedade, apenas reforça a idéia de que mulher é inferior, de que mulher deve apanhar se for vadia(e o q é ser vadia ou qual o problema em ser uma?!) e por aí vai. Uma piada poderia ser sobre machismo mas que o ‘alvo’ de ridicularização fosse o comportamento machista e não a mulher que já é ridicularizada diariamente por seu gênero.

    Humor pode ser preconceituoso e babaca tanto que no geral é mesmo. Mas é opcional produzir/rir de um humor babaca ou preferir um humor inovador. E tanto é direito ser babaca e preconceituoso, quanto é direito criticar quem o é.

    Simples assim. Acho que o texto foi bem claro e só muita má vontade (ou má fé) para deturpar palavras tão diretas.

    Quem gosta de humor preconceituoso e tá feliz assim, parabéns…siga com suas escolhas! Mas não se faça de inocente dizendo que não é cúmplice da manutenção do preconceito e da violência contra às minorias orpimidas.

    A verdade é que poucos querem olhar um pouquinho além do próprio ego e dos próprios privilégios. É desconfortável se colocar no lugar do oprimido e assumir responsabilidade por perpetuar uma cultura racista/machista/homofóbica/classista. Mais fácil é deixar como está e fingir que não é com você.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      gabriela, exatamente. parece q nao entendem a diferença. o classe media sofre é um humor de dentro (ou seja a propria classe media zoando a si mesma) e nao com intuito de humilhar, mas de estimular reflexão. já o outro fazendo piada de negro… ou o outro fazendo piada de estupro… é outra conversa, né?

    • Richard Andeol

      Eu acrescentaria que mais fácil é fingir que não é quem se é, não assumir nenhuma responsabilidade pelo que se diz ou pela ideia que perpetua, e se negar a fazer qualquer relação causa-efeito. Essa é a tática de todo comportamento excludente.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    é mt engraçado esses malucos lá me perguntando, “então, que piada pode fazer?”. quando eu respondo, “qualquer uma, ué, temos liberdade de expressão pra isso”, me acusam de estar fugindo pela tangente. se falasse que não pode essa ou aquela, seria o tirano moralista cagarregra que prega a censura. sensacional.

    • Permafrost

      Acho q nem é o caso de invocar a liberdade de expressão. Como eu disse ali, vejo humor britânico no YouTube quase toda noite; e toda noite racho, cago e choro de gargalhar. Não há ali nenhuma piada com clichês típicos, tal como faz o humor brasileiro –gordo, corno, loira, turco, bicha, &tc (embora tirar sarro de francês seja comum). O humor tá na inteligência, rapidez e novidade das piadas, não da burrice lenta e tradicional dos preconceitos. Então invocar a liberdade de expressão é o de menos; há q invocar o título q os piadistas profissionais dão à si mesmos: ou eles são “humoristas” ou não são, ou seja, ou CRIAM humor ou não criam.

  • http://www.facebook.com/abigail.pereira.aranha.91 Abigail Pereira Aranha

    Oi, meu caro. Quer falar de preconceito lendo choradeira do lobby lesbonazista? Piada de violência contra homem pode? Comente esta aqui:
    http://avezdoshomens.blogspot.com.br/2012/08/violencia-contra-o-homem-14-publicada_1666.html
    Uma ameaça de esfaquear o pênis de um homem virou piada? Vá no original ver as risadas. Mudou só porque foi contra um homem?
    Ofender os negros não pode, mas fazer piada contra branco pode?
    http://4.bp.blogspot.com/-HqLO9f5OGC8/T5swfMYGOnI/AAAAAAAAARI/uzFQ2v6Abhs/s320/bullying-contra-anti-cotas.jpg
    Falando de patrulha, você falou bobagem porque não se olhou no espelho. Você perdeu a noção da diferença entre crítica e apologia ao ódio? Mulher, não-hétero e não-branco agora estão acima da crítica? Acima do bem e do mal é só Deus, e Deus não existe. Aliás, quem não gosta de certas piadas é porque pisou no calo.
    http://paraisoconcreto.blogspot.com.br/2012/04/justica-social-dupla-moral-dos.html

  • http://www.facebook.com/vininic Vinicius Nicolau

    Eu tinha lido o artigo alguns dias atrás, mas só hoje pude assistir o documentário… ambos estão sensacionais!!Acho que resumiu e demonstrou tudo que eu penso e tento propagar sobre o assunto.

  • Carlos Eduardo

    Nunca vi um texto tão CHEIO DE FALÁCIAS aqui no pdh.

    Pra citar as duas maiores:

    Negros morrem mais no Brasil: isso é óbvio. A maior porcentagem dos envolvidos em crimes tais como o tráfico de drogas são negros/pardos. E dizer que eles estão envolvidos no mundo do crime única e exclusivamente por causa do PRECONCEITO DE RAÇA é uma puta de uma falácia.

    Homossexuais são mortos por serem homossexuais: Outra falácia gigantesca. Vá atrás das estatísticas, e descubra que mais de 50% dos assassinatos de homossexuais são no meio travesti, onde a morte foi causada por clientes, companheiros, concorrentes, etc. Ou seja, QUEM MAIS MATA HOMOSSEXUAL NO BRASIL, SÃO OS HOMOSSEXUAIS.

    E aí?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      eu dou números que teoricamente provam o racismo e a homofobia no brasil. pra discordar de mim e provar que estou errado, o sujeito me dá um argumento hiper-racista e outro super-homófobo. muito obrigado por provar meu ponto. abraços.

      • http://www.facebook.com/gustavoducka Gustavo Augusto R. Abreu

        Não entedi porque o argumento do Carlos foi racista e homofobico, Estatica apenas analisa quantidades numericas não ás causas diretas da violencia. Pode ser que apenas minoria dos casos de homocidio de homossexuais, podem ter sido feitos por homossexuais, isso não é ser racista é enchergar a realidade.

      • Luiz27

        Cara, é o famosa falácia ad hominem http://pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_hominem , quando se visa desqualificar o autor ao invés de argumentar sobre o ponto do argumento anterior.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        opa. desculpa. foi um AUTO ad hominem, pois no próprio comentário o moço desnudou seu próprio racismo e homofobia com tanta clareza que ele se colocou até fora da conversa. abraço.

      • Luiz27

        1)Ele está reconhecendo a desigualdade racial, que você chama de “racismo-estrutural”. Pra mim racismo e desigualdade racial são coisas diferentes, embora ligadas, uma causou a outra, mas não quer dizer que atualmente a desigualdade seja causada pelo preconceito atual (não que não exista,). Aí vai do conceito de cada um, pra mim reconhecer a desigualdade racial não é ser racista…pra vc é ser racista-estrutural…discordo
        .
        2)O que ele disse é verdade, existe até mesmo uma cartilha chamada “Gay vivo, não dorme com o inimigo” feita por uma Ong de Salvados dedidada a homofobia, visando prevenir,a cartilha foi feita depois de perceberem que os gays eram assassinados por seus próprios parceiros majoritariamente. Claro que existe o “careca do ABC” na história, mas parece que não são a maioria dos casos.

      • http://www.facebook.com/richard.andeol Richard Andeol

        Impressionante como seguem não entendendo nada!!! Não conseguem perceber a origem do próprio discurso.

  • Jaciara Cássia

    Ótima reflexão.
    Espero que seu desafio seja aceito.

  • http://twitter.com/wmarcon willian marcon

    A única coisa que limita o humor é a falta de risos e aplausos, não são um bando de moralistas querendo ditar o que é certo e o que é errado! Tentar censurar o humor é algo que beira a loucura, se começarmos a impor limites, daqui a pouco não poderão mais fazer piada com nada.

  • aquiles

    sou negro fiz faculdade, gosto d eler nao fui morto a policia nunca me parou, etc bla bla mimi

    e nenhuma piada racista me derrubou

    alex querendo aparecer com texto falacioso, nao existe ligação do humor com a criminalidade, a homofobia mata, o racismo mata
    contar piada não mata, prega o politicamente correto mesmo tendo participado da Mad?

  • aquiles

    qualquer coisa que se mova é um alvo

    se a gente já nao sabe mais rir um do outro meu bem entao o que resta é chorar

    acho legal que smepre nos textos do alex algum moderador vem dizer que é sensacional

    sempre sempre

  • http://www.facebook.com/fraymundi Felipe Raymundi

    O cd do Gabriel o Pensador tem no começo uma musica que fala que “nenhum tipo de racismo se justifica, não se explica” ai mais algumas pra frente tem uma que diz:”loira burra, ordem e progresso a bunda é um sucesso”…ele tem que ler esse texto pra ver o tamanho da contradição…

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Muito bom, Alex.
    Compartilhadíssimo.

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Estou cansado de ouvir piada racista, talvez por me verem branco acham que vou rir e concordar.
    Quer me fazer rir, me surpreenda.

  • Margarete Torres

    CMS é um soco no estômago.

  • Juliana Machado

    Lindo texto, lindas observações – e necessárias, acima de tudo. Fazer humor é alto elaborado, requer sofisticação. E uma sofisticação que atue em favor da dignidade humana e da ruptura de padrões totalitários e preconceituosos – uma atuação política e social. Assino embaixo, de tudo.

  • Luiz27

    O texto leva a crer que fazer uma piada que visa diminuir um católico tem menos impacto do que com um negro. Pra mim deveriam ser consideradas ambas de mau gosto.
    Vejo ateus fazendo piadas de péssimo gosto sobre religiosos, realmente degradandes, mas eles podem pois são minoria certo ? Eu acho que é coerente se não se quer que brinque consigo, não brincar com os outros.

    O que eu acho da patrulha do politicamente correto é que o pessoal muitas vezes fica procurando um racismo ou um machismo como um fio de cabelo num ovo. Por exemplo acusar o humorista que faz a pedinte do trem de racista, pela personagem ser negra. Po, tinah que ser branca então ? Pra mim não faria diferença, mas pra essas pessoas faz ? De quem é o racismo ?

    Sobre a correlação entre humor e crime, é ridículo. Associar estatísticas gerais de mortos negros com racismo sem levar em conta a condição da polulação negra foi intelectualmente desonesto. Como se fossem mortos por patrulhas de skinheads e não por serem majoritariamente pobres e estarem envolvidos com crime mais do que brancos. Não, não estou negando a condição do negro, de desfavorecimento histórico.

  • Paulo Veiga

    As críticas feitas pelos internautas ao Alex em relação a Monteiro Lobato são sem fundamento algum, um internauta disse: “um homem de outra época”, justamente de outra época, mas não menos racista, o próprio Alex fez menção do preconceito dos nossos bisavós, e a mensagem que o artigo traz é justamente essa, romper com a tradição de racismo, machismo e homofobia pela qual o brasileiro tanto zela, com os mais abjetos argumentos justificativos, principalmente religiosos… “o ópio do povo”.

  • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

    para quem está reclamando que meus dados não tem fontes…

    todos os dados que eu cito estão linkados para as respectivas fontes.

    basta clicar no link….

    sério, precisava mesmo explicar como funciona o conceito de hiperlink?

  • Fernanda

    Alex, você é um lindo. Parabéns pelo texto.

  • José Ortega

    Acho que se vamos começar a a fazer assepsia da arte e do humor (que são também parte da cultura ) vamos virar ditadura ,sem extremismos ,o humor é o espelho da inteligência e pessoas desprovidas de um intelecto
    minimamente qualificado não consegue entender que rir do outro é mil vezes mais
    respeitoso do que sentir pena. Não é o rir da piada que faz o racista ,mas o racista que procura a piada ,quero dizer que pode-se rir do politicamente incorreto ,ou moralmente incorreto sem por consequência pensar assim .conclusão as piadas não fazem racistas assim como assistir uma peça de teatro gay não faz de você um homossexual ,apenas um apreciador da arte .

    • Luiz27

      Pode se rir da “idéia racista” na piada, sendo a idéia o alvo da piada. Por exemplo Jean falou no documentário que ao ouvir alguém contar ou rir de uma piada como “branco correndo é atleta, negro é bandido” sabe-se que essa pessoa é racista, discordo veementemente. Eu poderia rir dessa idéia (particularmente eu não acho graça, mas dependendo como fosse contada eu poderia achar), pois me parece ridícula, no Latim comico é traduzido como Ridiculum, no caso eu penso na burrice de Jean Wilis ao entender essa piada seria uma opinião pessoal e não uma exposição ridícula do racismo que existe na sociedade, ao ponto de fazer uma afirmação que não faz sentido nenhum…isso é ridicularizar o racismo.
      Já ouvi negros contando essa piada particularmente, ele não estava dizendo que ele era bandido, e sim que “o racismo existe”.

  • Pingback: Links de Macho | Mucho Macho

  • Vânia

    Parabéns por seu texto, Alex Castro, vou divulgá-lo para pessoas interessadas no tema do preconceito, posso?

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      claro q pode. e te agradeço.

  • Matsuura Junichiro

    260 homossexuais mortos por ano. Dez mulheres mortas por dia.
    Definitivamente, o Brasil NÃO PRECISA de leis anti “homofobia”.

  • http://twitter.com/luizfreitag Luiz Freitag

    Sensacional!

  • Vinícius Dias

    Sensacional documentário! O direito de expressão não é absoluto, aliás, nem um direito o é!

  • Carlos Eduardo

    ahuehuaehuhuae… esqueceu de falar sobre os cristãos.. no Brasil, a
    estatística demonstra que 88% dos assassinatos são de cristãos… PQP,
    TEM PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS NO BRASIL…

    aahh. e também diz que 49% dos assassinatos no Rio são de flamenguistas… acho que era bom fazer uma lei pra protegê-los… assim como em Porto Alegre, as mortes dos colorados e gremistas somam quase 90% !!!!!!!!! BOTA FÉ???????

    PUTA QUE PARIU, porque não escreve a parte 2 desse teu texto, acho que você esqueceu de incluir esse pessoal aí..

    ou faz melhor… DESISTE DE TENTAR ESCREVER E VAI FAZER OUTRA COISA DA VIDA, Ô GÊNIO !!!

  • http://www.facebook.com/padillaluiz Padilla Luizrobertonuñes Padil

    Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade. George Orwell

  • http://www.facebook.com/srsergiocunha Sérgio D’Alcântara

    O Humor quando levado a sério deixa de ser humor. Então vamos levar a zuação na esportiva e deixar de mimimi.

  • http://www.facebook.com/padillaluiz Padilla Luizrobertonuñes Padil

    Muito oportuno, especialmente “Façam pouco dos agressores e não dos agredidos”. O humor pode ser saudável, sem usar ou incentivar preconceitos. Contudo, piadas preconceituosas tem sido uma das estratégias dos psicopalobistas para fomentar falsas crenças e inverter valores. Eles lucram estimulando a violência, o egocentrismo e o sexismo, e são implacáveis.

    Jogam as pessoas decentes, umas contra as outras. As anulam com falsas crenças, bullyng, difamações, criando preconceitos.

    Na teia de paradoxos anulando o processo de pensamento, atividades essenciais à cultura e a paz social são aviltadas e infamadas. Parabéns por sacudirem os humoristas, incentivando-os ao humor saudável e ecológico!

  • André Martins

    As atuais leis contra o racismo são bastante severas, fazer piada com negros em público não seria “passar a mão na bunda do guarda”?

  • Pingback: Danilo Gentili está certo. Não há humor como o de antigamente. | Celso Bessa

  • Winder

    Adoro os textos do Alex. Escreve com retórica, cita dados, exemplifica, hipertextualiza e, ao fim, suaviza e convida para o debate.

    O humor é sim responsável como grande influenciador da opinião pública. A trincheira que os humoristas brasileiros estão cavando para si é um desserviço à sociedade. Falar sobre liberdade de expressão e criar a ideia equem critica o humor é “chato” fica realmente fácil para que se perpetue a opressão.

  • Macho de Verdade

    Que lixo de matéria. Você pode fazer quantas propagandas quiser contra os verdadeiros homens mas nunca vai conseguir convencer um deles que viadagem é normal. Os viados que se escondam como antigamente pois alem de tudo são ridiculos. E eu não consigo olhar para uma bixinha sem ter nojo.

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      É!, homem é que é bom, homem é foda, homem é lindo, homem é pirocudo…

      • http://www.facebook.com/richard.andeol Richard Andeol

        Hahahahahahaha!!!! Boa!
        Para bom entendedor….

  • Richard Andeol

    Lendo os comentários, é sempre impressionante de se verificar como as pessoas reagem fortemente a qualquer ameaça ao seu “status quo”, ao seu “direito” de oprimir, sendo refratárias a qualquer possibilidade de crítica; se apropriando da liberdade de expressão como se esta fosse uma via de mão-única, garantindo o direito de uma certa classe de pessoas em detrimento de outras.

    Liberdade de expressão só é garantia de direitos quando usada em todos os sentidos, inclusive no da crítica. A crítica, aliás, é o que garante a legitimidade da expressão como instrumento de justiça, e não apenas de opressão.

    Outra coisa que impressiona é a dificuldade de compreensão do texto, onde colocam com frequencia impressionante afirmações que nele não estão contidas, ao mesmo tempo que parecem não assimilar conceitos simples. Quero crer que essa dificuldade me parece mais gerada pelos pré-conceitos que impedem uma leitura mais “relax” do texto do que por dificuldades de raciocínio.

    A confusão entre crítica e censura continua entediantemente presente, como sempre que se critica qualquer comportamento estabelecido no senso-comum.

    Enfim, as reações provocadas apenas provam o quanto o texto e a escolha do tema são pertinentes, pois tocam em questões culturais profundas de nossa cultura. Parabéns!

    • Richard Andeol

      “Questões culturais de nossa cultura” foi mal (não tem corretor nesse Disqus?).

      • Priscila

        Se você estiver logado dá pra editar, mas aí tem que ter cadastro no Disqus ou entrar com a conta do Twitter/Facebook. (E aí o seu nick fica amarelinho. :))

      • Richard Andeol

        Deu preguiça, Priscila, mas juro que um dia eu faço!
        Por hoje vou ficar me torturando com os erros de digitação nos meus posts.
        Brigadu! (desse vez de propósito)

  • Leo

    Então tudo o que eu aprendi a gostar do Monty Python… é errado?

    • Richard Andeol

      Comparar Monty Python com esse povinho novo do “stand up” ou de programas como o Pânico, ou é pura maldade ou falta de compreensão do texto.

      A inteligência do Monty está a anos-luz de distância.

      A interpretação não pode ser tão simplória assim. Ninguém está dizendo que não se pode fazer humor com negros, gays ou mulheres, tudo depende da inteligência deste humor, de como se faz, do foco da piada e de como ela é apresentada. Há o humor que faz pensar sobre o preconceito, e outro que apenas o utiliza e reforça. Monty tirava sarro com tudo e todos, mas sem nunca perder a ironia e a crítica ácida da sociedade, e foi por isso que se tornou talvez a escola de humor mais influente do século passado, sendo citado como referência de boa parte de comediantes no Mundo todo, inclusive no Brasil.

      Aliás, nem se precisa ir tão longe, basta ver alguns sketchs do pessoal do Terça Insana para ver que estes temas podem ser abordados de forma inteligente, cômica e crítica.
      Têm uns 4 sketchs do Terça que estão entre as coisas mais engraçadas que vi na vida, coisa que um Danilo ou Rafinha da vida ainda vão ter que comer muita farinha para chegar perto. E olha que, ao contrário do Danilo, acho o Rafa bem inteligente, pena que com piadas quase sempre muito fracas.

      • Leo

        Não estou comparando com o povinho do standup. Estou pensando nas piadas que eles fazem com “minorias”.

      • Priscila

        Mande um exemplo aí e analisemos.

      • Richard Andeol

        Leo, acho que não leu meu texto inteiro.
        O que importa não é sobre quem é a piada, mas COMO é feita esta piada. O diabo mora NESTE detalhe.

        A ironia é uma arte!

  • Protestador

    Chega uma idade em que o homem não pode dar mau exemplo e começa a dar bons conselhos.

  • Thiago

    PArabens pelo texto! Muito bom! E vou apoiar sim sua iniciativa de humor! Sugestão: por favor, envie essa carta diretamente pra Rafinha Bastos, Danilo Gentili, Marcelo Tas & cia.

    • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

      e pro jo soares, marcelo adnet, c.k. louis, chris rock, jim carrey, jeff dunhan, (e se for também considerar comediantes que já morreram ou pararam (pelo menos de fazer humor de qualidade), temos também) todos os integrantes do monty python, todos os integrantes dos trapalhões, seinfeld, o lendário george carlin, etc, etc, etc…..

      enfim, sério que você prefere um mundo sem eles? Todos se esses já fizeram piadas com os temas colocados aqui como, no mínimo, “problemático”…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        o texto não propôs q esses comediantes seja silenciados. muitos deles, aliás, são ótimos, e nunca fizeram o tipo de piada racista escrota que danilos e rafinhas. a questão não é o tema, mas como abordar. o louis ck já fez piadas excelente sobre o estupro — onde o alvo da piada era o estuprador, etc.

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Sem querer tirar um pouco do contexto, mas…..

        “Eu sou branco…E homem…Quantas vantagens uma pessoa pode ter?” – Louis C. K.

        Você não considera isso racista e machista?

        Todos os que eu citei já fizeram piadas “politicamente incorretas”, criticadas pelo texto, no sentido de (a piada) ser machista/sexista/racista/qualquer outro -ista…
        Alias, eu até fiz um post aqui com todos os que eu citei, colocando os links correspondentes para o youtube e o post está aguardando moderação….(provavelmente pela quantidade de links)

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        não, claro que não é racista e machista. nesse sketch, q eu conheço bem, o tema é justamente mostrar como o homem branco é privilegiado. ele está denunciando e criticando esse privilégio. é excelente. é lindo. é o total oposto de racista e machista. está no extremo oposto do gentili (ou é o danilo?) comparando negros com macacos.

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Eu concordo que ele é ÓTIMO…fez uma critica ótima…
        Porém, ele diz sim que ser branco é melhor…diz que homens são superiores…
        Concordo que isso que ele diz é uma crítica à sociedade atual, mas a do gentili também é; Bem mais “banal”, mas ainda é uma crítica à sociedade. Ele está criticando as maria-chuteiras, que só vão atrás do cara por ele ser famoso…
        Já chegou a ler a resposta dele sobre o assunto?
        http://www.recantodasletras.com.br/humor/2315664

        Então, que mal eu pergunte, se uma pode ser colocada como uma filhadaputagem (“afinal ele disse [sic] que os negros são macacos”), por que a outra não? (que ele REALMENTE disse que ser branco e homem é melhor)
        O sentido, tanto positivo quanto negativo, das duas foi dada pela interpretação de cada pessoa (ou falta dela)…

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        desculpa, danilo, eu acho até que vc pode estar sendo sincero na sua dúvida, mas eu concedo derrota. eu não sei explicar. a diferença é de foco, é de tom, é de consciência, é de ideologia mesmo. é de tudo, na verdade.

        se vc não vê essa enorme diferença, fica difícil.

        o q eu posso te garantir é que as feministas, o movimento negro, todo mundo que defende o politicamente correto, adora o louis ck, adora esse clipe em específico e o considera um dos nossos.

        já o gentili é um troglodita que muitos querem processar, e com razão.

        eu já te expliquei tudo o que eu sei explicar. mas tem uns comentários aqui q vc pode ver: http://www.facebook.com/AlexCastroEscritor/posts/183566528453386

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Valeu Alex! De verdade… Quando postei as primeiras vezes nesse post, buscava respostas com essa boa-vontade e tentativa de se discutir o assunto e se chegar a algum lugar e tudo o que recebi foram patadas…
        Já estava terminando meu processo de mudança pra dar patadas também e aí sim não chegariamos a lugar algum…
        Mas agora acho que podemos conversar de forma civilizada…

        Apesar de achar um ambiente meio “perigoso” para mim (aqui ainda estamos, teoricamente, em “ambiente neutro”, lá eu estaria “na sua casa” :P ), mas aceito o convite… Só que eu não vou entrar nesse momento na discussão por la…Vou esperar mais um pouco as respostas irem aparecendo e ler e responder tudo o que der com uma atenção um pouco maior que o normal…devo fazer isso mais a noite…

        Só pra falar um pouco do assunto, eu acho que colocar eles como tendo uma diferença subjetiva é complicado…como você vai poder mensurar a fala de um ou de outro e como se pode dizer com essa clareza que um está certo e o outro errado, quando a diferença entre eles é subjetiva?

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        “eu acho que colocar eles como tendo uma diferença subjetiva é complicado…como você vai poder mensurar a fala de um ou de outro e como se pode dizer com essa clareza que um está certo e o outro errado, quando a diferença entre eles é subjetiva?”

        desculpa. às vezes eu quase acho q vc não está falando sério… pra começar, eu não estou dizendo que tem ninguém certo nem errado, não estou aqui pra isso, nem me cabe esse papel.

        e depois, bem, vc vai fazer a mesma coisa que vc faz com qq comunicação humana, seja escrita ou falada: vc ouve, lê, considera as palavras, considera o contexto, decodifica, faz um julgamento de valor, chega a sua conclusão… de que outra maneira seria??

      • http://www.facebook.com/danilorossetto Danilo Rossetto

        Talvez eu esteja com um problema sério para me expressar…….
        Se for isso, me desculpe…

        Mas enfim….devo concordar que tudo é mesmo subjetivo…
        O que eu queria era procurar alguma medida mais objetiva um pouco de separação entre eles……um “limite” que o Louis não passou e o Gentili passou, e por isso foi “condenado”…

        Tentei escrever uma explicação melhor sobre isso duas vezes aqui agora, mas acabava sempre divagando pra longe do assunto…e deixando tudo mais confuso ainda…
        Enfim, o que eu quis foi buscar uma diferença entre eles que fosse mais do que um “feeling”…

        ps.
        Certo e errado existe sim…você pode até me dizer que não quer impor o
        SEU certo e errado, mas com certeza ele existe para você…Se você não
        acha que o Louis está certo e o Gentili está errado, acho que a
        discussão teria que voltar alguns passos…
        A minha dúvida, afinal, foi justamente pra achar o motivo que, pra você, um está certo e o outro errado.

      • Lucila

        Bem Sócrates Style a argumentação que vem tecendo… Mas, a equação não é tão difícil. As pistas estão na entrevista do Danilo Gentili e no vídeo do LCK.

        O primeiro naturaliza a existência de racismo, da percepção de raças, de discriminação e, finalmente, diz que tudo isso está na cabeça de quem aponta. É algo natural a existência de tudo isso e não nada mais o que fazer e, ainda, pode-se lucrar em cima disso. É, também, meio simplista na explicação do surgimento do conceito de raças, mas, ignore-mos isso.

        É tão natural tudo isso, que ele pode citar, como coadjuvante, em uma piada. Nem é tema de piada mais, não é mesmo? Argumenta o humorista: e se, ao citar King Kong, as pessoas associam ao negro, o preconceito é delas. King Kong é um macaco, tem relações evolutivas com os humanos, logo, ele estaria se referindo a qualquer humano. E os macacos são ótimos animais, o que há de mal em ser chamado de macaco? Ou cachorro? Ou galinha? Ou veado? Ou cobra? Para ele, não existiria, culturalmente, nenhuma associação ruim a essas animais, só as suas características naturais. Isso é cínico até para mim, que sou bióloga.

        O segundo encara isso como fato social ou seja, construído, passível de mudança, de crítica, de denúncia. Por isso, ao contrário de lucrar com o reforço dessa normalidade, ele lucra com a denúncia da sua estupidez. As pessoas riem. E, sim, mudam.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        acho que vc nao entendeu nada do que estou falando, se acha que essa piada do louis ck que vc citou… é machista, racista ou “politicamente incorreta”. não conheço comediante que lute mais contra tudo isso do que o louis ck. ele é famoso por isso.

      • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

        sério. só pra confirmar. vc está dizendo que vc acha q o louis ck, nesse clip, está sendo machista, racista e politicamnte incorreto? confirme, por favor. http://www.youtube.com/watch?v=TG4f9zR5yzY

  • Lucila

    Eu dou todo o apoio aos comediantes fazerem piadas com o que bem entenderem. É a liberdade de expressão! Vivemos mais de vinte anos de ditadura militar neste país e, agora, querem implantar a ditadura do politicamente correto. Esses comediantes são inovadores, não se curvam ao bom-mocismos, são corajosos, mesmo…

    …São tão corajosos que aguentam tudo, até processo. Então, têm que ser processados, mesmo! Tem que torcer até cair a última moeda que ganham pelas gargalhadas da plateia! Se sacanearem muito, mesmo, cabe até um xilindrozinho! Né fodão? Vai fazer piada do Fernandinho Beira-Mar em Bangu I, gatinho!

    (risos na plateia)

    PS: Entenderam ou vai ser preciso desenhar?

  • http://www.facebook.com/rennan.mouramartins Rennan Moura Martins

    Só que não.

  • Ana

    Por que aquela frase do king kong era sobre negros?

  • Daniel

    Xandelon, vai tomar no cu, seu CAGA REGRA do caralho!

  • http://twitter.com/tico20timao2 Luiz Eduardo Martins

    tinha que fazer uma “carta aberta aos hipócritas”, que texto mais tendencioso em?, agora quem da risada dessas piadas são “cúmplice dos assassinatos”, serio mesmo?¬¬, a culpa de quem mata gays, é desses homofobicos que fica a noite nos lugar procurando alguem pra bater, vide os cara das lampadas na paulista, pelo tom do texto, não pode mais fazer piada sobre nada, nem portugues nem nada, que ja vira “cúmplice dos assassinatos”, a da um tempo alex ¬¬.

  • Málago

    Negro não é animal? É o quê? Mineral?

  • Rodrigo monteiro

    Indiferente da minha opinião sobre o argumento eu penso no seguinte. O humor faz parte da sociedade, faz parte do ser humano. O humor é muito embasado em esteriótipos e grupos, grupos os quais todas as civilizações sempre provaram que existiam e eram separados dos outros. Diversos critérios surgem como etnias, religião, sexo, costumes e nível hierárquico. Estou tentando fazer um raciocínio e pensar num mundo evoluído em 300 anos, zero analfabetismo, negros tivessem todas as oportunidades de brancos, homossexuais estivessem totalmente integrados a sociedade com seus direitos, mulheres tivessem as mesmas condições e salários dos homens, nenhum país fosse inferior ao outro e os políticos não seriam uma classe mais poderosa e corrupta, apenas pessoas com vontade de governar e para finalizar todas as religiões sejam amigáveis umas com as outras e com os ateus. Faríamos piada do que?

    • Richard Andeol

      Acho que você anda assistindo muito o Pânico….

  • Denis Braga Santos Ruas

    Quanta bobagem! Cheia de piadas prontas de hoje em dia!

  • Gabriel

    http://papodehomem.com.br/politicamente-correto-e-coisa-de-ou-como-esculhambar-o-papodehomem/

    Achei uma contra-resposta aqui mesmo no Papo de Homem!
    Se fode aí neguim… ops afrodescedente. AAAAH PAPORRA!
    na boa, vcs estão ficando neuroticozinhos… neuróticos…

  • Fred Di Giacomo

    Muito bom o texto! :-)

  • http://www.facebook.com/amauri.ernani Amauri Ernani

    Antes de escrever, li todos os posts abaixo,e são muitos, pró e contra. Mas o que me parece que ficou fora da discussão é a constatação de que aqueles que conseguem rir de si mesmos ou até mesmo dos outros tem o melhor remédio contra o mau humor, o sectarismo ou o preconceito. Me preocupa achar que o texto sugira que façamos piadas só sobre os poderosos, os fortes, os “vencedores” (está entre aspas por que é um comentário cínico – por favor). Acho estranho no Brasil os artistas de stand up – não sou um deles -serem criticados por fazerem piadas de “mau gosto”. Ao gosto de quem? Se não tivermos a capacidade de rirmos de nossas mazelas, de nossos defeitos e de tudo que faz parte de uma vida humana, a vida vai perdendo a graça,e começa a ficar tudo meio estranho, numa sensação de “clima religioso”, se é que me entendem…Claro que o humor tem seu papel social, mostrando o que somos “realmente”. Mas prefiro o humor, mesmo que exagerado, ao assunto levado a sério ao extremo – estamos falando do universo das piadas-por favor! Se percebermos, todas as tragédias humanas, tanto as grandes como as pequenas sempre são executadas por mal humorados extremos. A falta de capacidade do riso leva o ser humano à violência,a solidão,a falta de humanidade…Rir da tragédia humana nos transforma em seres humanos, com sentimentos humanos (bons e ruins) – Temos que contar piadas sobre os poderosos, os iguais e até mesmo os “subalternos” ( o que é um subalterno? – Brincadeira,mais uma vez…). Gosto do humor do bem, do humor sacana,até do humor sem noção, finalizando: de todo tipo de humor…Só não gosto que me digam que tipo de humor é válido,e que tipo de humor é ruim, por que na verdade, nesse nosso País, ainda estamos muito longe de termos uma sociedade livre e pensante, e me assusta a idéia de querermos ensinar, adestrar, catequizar, ou até exorcizar nosso senso de humor. A nossa capacidade de rir é que nos trouxe até aqui, será que devemos retroceder na nossa história?

  • http://www.facebook.com/jessicafrj Jéssica Francielle

    Uma palavra que define todo esse blá blá blá: RECALQUE!!!

    • Priscila

      Quatro palavras que definem este comentário: total falta de empatia.

      • http://www.facebook.com/jessicafrj Jéssica Francielle

        O humor é livre, filha!! Esse texto tá carregado de ressentmentos do autor, além de conotações até conservadoras, numa apologia ao humor a la A Praça é Nossa. Desde que a piada seja boa, pouco importa o seu conteúdo.

      • Priscila

        Claro que o humor é livre. Por isso mesmo é que é responsável.

  • http://twitter.com/laurohenrike Lauro Dias

    A verdade dói , né caros comentaristas. No Brasil não existe racismo e a “PRINCESA” Isabel, libertou os escravos. E papai Noel existe.

    Desconfie sempre de quem fala “sai dessa” quando o “essa” é algo que ele nunca experimentou.

    Afinal, do ponto de vista de quem está bem acomodado e seco no convés do barco, não há motivo pra se debater tanto lá embaixo no mar só porque tem água entrando nos seus pulmões… SAI DESSA!”

  • João Carlos

    Acho que esse foi o pior texto que li no pdh. Quanta falácia!!

    As estatísticas de “O racismo mata” foram meio mal empregadas. Sim, a proporção de negros assassinados é maior do que a de brancos, mas será que os assassinatos têm uma relação direta com o racismo?
    Não seria porque o negro normalmente tem uma pior condição de vida que o branco? Ai sim entraria o racismo histórico.

    E pra que falar que foi subeditor cara, não seria melhor gastar essas linhas embasando melhor o texto?

  • Marco Aurélio Soares

    Ah este mundo binário… gosto SIM, gosto NÃO. e PRONTO. Não se fala mais nisto… qq é isto. Se não discutirmos agora o nosso presente os nossos futuros historiadores irão nos definir como sociedade apática. Se queremos um mundo melhor devemos construir pontes e não muros.

    E justamente acho que quadros como o CQC, sua cria Rafinha, Zorra Total e outros estão ai na mediocridade porque eles não podem criticar nada além do script autorizado.

    Porque eles não criticam a minoria 1%, como banqueiros, investidores e tals? Porque no fundo estes 1% são os patrocinadores destes programas, os donos da mídia (que são parte do 1%) jogam golfe no mesmo campo que eles…

    Ah, eles riem dos políticos… mas isto faz parte do processo de demonização da política. Não trazem nada de novo. E rir somente do governo federal esta como cara de perseguição

    • Marco Aurélio Soares

      Ainda a pouco fui almoçar com colegas e passando pelo posto de gasolina tentaram fazer piada (ela não escutou) com a frentista dizendo que ela não deveria estar ali e sim que deveria fazer um blog para vender seus “serviços sexuais”, alugar um apto para receber “clientes”… e tentaram rir disto… na hora me calei…. mas porque não rir de outra forma? porque não falar que ela deveria estar em uma escola estudando ou coisa que o valha? ser frentista não é digno? vender o corpo é proibido? que tal fazerem piada com a sua esposa/mãe/filha no mesmo tom? ah tá, perde o amigo mas não a piada… quero um mundo alegre, humorado, mas não preconceituoso! que quebre paradigmas e não que fique ma mesmice.

  • Rodrigo

    que texto ditatorial, nunca vi algo igual. Faz um apelo sem bases científicas, como p.ex.: “quem ri ou faz piada de preto, loira, corno, puta, gay etc” tem responsabilidade e culpa na morte de pessoas!?!?!
    Ora amigo, sabemos que o mal do brasileiro é a falta de educação, informação. Na faculdade meus amigos pretos, riem e contam piadas de pretos, o branquelo afeminado ri dele e já conta uma piada de homossexual e nisso a turma toda se diverte… por que será?
    Todos são esclarecidos e bem informados.

  • http://www.facebook.com/robson.kunrath Róbson Da Silveira Kunrath

    “Torcer o nariz para as piadas racistas, homofóbicas ou machistas de um comediante não é “patrulha”.

    É o público exercendo pacificamente sua liberdade de expressão de considerar babaca um comediante que faça piadas racistas, homofóbicas ou machistas.”

    A melhor parte do texto. Pena que na prática não funciona assim. O que se vê são grupos militantes fazendo lobby para aprovação de medidas que punam pessoas que se expressam de formas que, não visão desses grupos, são “ofensivas” à classes, gêneros, etnias, religiões, etc. Isso sim dá pra chamar de patrulhamento político.

    E entre um comediante que faz piada sobre gays e loiras e um militante interessado em regular o que pode ou não ser dito ou ser objeto de piada é fácil dizer qual é o mais perigoso pra sociedade.

  • http://www.facebook.com/people/Rerolde-Lins/100003087580860 Rerolde Lins

    O legal de ler esses comentários… é ver cada um comentado um ponto, criticando alguma coisa e chegando em canto algum… Isso ficaria melhor num bar… numa mesa redonda com cadeiras e música ao fundo… porque nem pra aumentar algum laço de amizade essa discussão serve… do meio para o fim dá um tédio e nem o nome do autor do post eu leio… vejo só críticas e críticas…
    Vi gente que fez até análises minuciosas das ferramentas de Oratória utilizadas no discurso (texto) dele, mas subvertendo o ditado “Quem sabe faz quem não sabe… critica.” O pessoal podia começar a fazer mais texto a enviar pro PDH também…

  • Adriana Amorim

    Parabéns pelo texto. Sou professora de dramaturgia da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia e seu texto será reunido aos que utilizo para falar de comédia. Porque é um texto muito bem escrito que toca em assuntos contemporâneos para os quais os livros da estante não estão preparados. Os comentários do post também servirão para alimentar o debate, apesar de serem em sua maioria um exercício de idiotice pública e de ataque ao outro, uma prova da incapacidade de viver em sociedade, de respeitar o que o outro tem a dizer, mesmo que este seja, como vc mesmo disse, o mote de seu discurso. Alex Castro, mais uma vez, parabéns pelo exercício didático e estético presente no seu texto. Virei fã!

    • Adriana Amorim

      Meu comentário foi o de número 900. Tem brinde?

  • http://www.facebook.com/taisanarcozenateismo Taís Albina Snow

    Vejo muita gente tentando ofender o escritor do texto para desqualificar os pontos de vista que ele sustenta. Isso é uma falácia que ganhou o nome de ad hominen, e tem até página na wikipedia. Muito legal, gente. Mas discutir os temas abordados, bora?

  • Patrícia

    Cara, eu acho o seu texto até pertinente e consigo concordar com ele em alguns pontos. Mas acho que você não entende muito o humor. Por exemplo, a piada de Danilo Gentile sobre o King Kong não tem nada de racista. King Kong é um macaco sim, ´personagem muito famoso de um filme. Em nenhum momento ele falou que King Kong é um homem negro. E ele questionar se o tal King Kong acha que é um jogador de futebol, foi porque, depois do tal macaco chegar na cidade e ficar famoso (aliás, toda a cidade o viu, devido ao seu tamanho, pois caso vc não saiba King é um macaco gigantesco) ele conquistou uma gatona loira. Aí, é que está a piada, hj, só quem fica famoso pega uma mina gata e gostosa, loirona. E, hj, basicamente, caras famosos e admirados são os jogadores de futebol (isso dentro de uma visão satírica da nossa sociedade e cultura).
    Ah, eu acho qeu nem todos os humoristas consideram o sinônimo Loira = burra. Na piada do Danilo, Loira é = gostosa.
    Ah, acho que nem todas as piadas caem nesse preconceito de racistas ou discriminantes de uma minoria, mas com uma visão irônica da sociedade e cultura, que enfrentam problemas para assimilar as próprias diversidades, contradições, absurdos (como um feriado de consciência negra, no qual a elite esquece de celebrar a data conforme o que prestigia e não dá a mínima para os negros que trabalham em subempregos até mesmo no dia de seu feriado).

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Almino-de-Lucena/1546484132 Daniel Almino de Lucena

    Brilhante este texto, continue com o bom trabalho

  • Hugo

    Concordo com tudo q foi dito aí, menos a parte do politicamente incorreto. Tenho certeza q algum dia já foi politicamente incorreto defender direitos iguais para mulheres, ou dizer q ser gay n é pecado, ou mesmo insinuar q negros são tb humanos. Já ouvi afirmarem, inclusive, q o kit educativo do MEC a respeito da homofobia é “politicamente incorreto”. É importante transgredir, mas de uma forma compromissada com as mudanças q se quer obter via essa transgressão. Sem querer diminuir direitos e sem pretender um retrocesso naquilo q já foi conquistado a duras penas (e através, muitas vezes, de opiniões consideradas “incorretas” pelos preconceitos vigentes).

  • Hugo

    Tava olhando os comentários aqui e fiquei assustado, foi mal por postar duas vezes, mas tenho de dizer q seu texto está excelente. Saiba q o melhor termômetro pra medir a qualidade de um artigo assim é o número de reações contrárias q ele provoca, pois elas apenas reforçam a necessidade de discutir as questões q vc colocou. Tudo oq vc fez foi argumentar contra o racismo, a homofobia, o machismo. O que há de tão errado nisso pra eliciar tantas reações negativas? Parabéns, vc foi politicamente incorreto de um jeito bom, e eu fiquei muito feliz com isso.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      desculpa, hugo, não entendi bem o que vc disse sobre politicamente incorreto. por que vc acha que fui politicamente incorreto? eu acho que sou, e o texto também, bastante politicamente correto.

  • Pingback: aos leitores - alex castro

  • Déborah

    Acessei o blog “Classe média sofre” e vi vários posts de ofensas a pessoas que tem preferências por filmes dublados, não era um humor nenhum pouco “do bem”. Realmente muito contraditório da sua parte publicar este texto quando no seu blog de humor você fala coisas como ” pobraiada sem cérebro “, etc. Concordo que é direito de todos criticarem o que leem e veem. No entanto, realmente acho algumas críticas exageradas, assim como algumas piadas também são e, ao meu ver, realmente merecem ser criticadas. No mais, gostaria de dizer que assino em baixo em relação ao comentário da Thielle.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      oi deborah. acho que vc não entendeu bem o classe média sofre. ele é um site de humor irônico que satiriza, justamente, as pessoas elitistas que odeiam dublagem e falam coisas como “pobraiada sem cérebro”. confira as letrinhas miúdas: http://classemediasofre.tumblr.com/sobre

  • http://twitter.com/claudioalfonso Cláudio Alfonso

    Parabéns alex, muito pertinente suas críticas sobre esse humor pelo humor sem nenhuma preocupação social.

  • Déborah

    Outra questão, não verifiquei todas as fontes, mas na única que verifiquei, a fonte da informação de que “Nenhum país do mundo mata tantos homossexuais quanto o Brasil” não há refrência a que instituição fez este levantamento de dados. O site do Grupo Gay da Bahia simplesmente disponibiliza um Relatório Anual de Assassinatos de Homossexuais baseado em uma tabela sem fontes. Pelo que entendi eles mesmos coletaram os dados: “O Grupo Gay da Bahia, que há três décadas coleta informações sobre homofobia em nosso país (…)”. Agora de onde eles coletaram essa informações do país e do exterior? Costumo dar credibilidade a dados levantados por instituições com estrutura e metodologia para este fim (que ainda assim estão sujeitas a erros), como o IBGE. Mas este dado não possui credibilidade ao meu ver, pode ser que os outros possuam, como disse não verifiquei todas as fontes. Entendo que seu objetivo seja incentivar a crítica, mas concordo com colocações de outros comentadores como a Thielle e o Vinicius de que muitas críticas suas foram mal fundamentadas. Sei que piadas, assim como o humor de maneira geral é capaz de reforçar preconceitos e que isso não só pode como é bom que seja criticado e refletido, mas daí a associar diretamente o humor aos crimes houve um exagero. Enfim, volto a dizer o que falei no comentário anterior, que seu blog “Classe Média sofre” também reforça preconceitos ao ofender quem assiste filmes dublados, “os pobres iletrados, sem cérebro, que deveriam se jogar de pontes”, como você publicou em seu blog. Sugiro que ao menos seja coerente. E, Alex, peço que responda com a mesma educação com a qual lhe tratei, lembrando que você mesmo pediu para dizermos como você está se saindo neste blog.

    • http://www.alexcastro.com.br Alex Castro

      oi deborah.

      meu texto é somente para levantar questões. quem duvida dos números divulgados pelo grupo gay da bahia pode e deve ir lá conversar com eles e ver de onde tiraram esses números.

      acho que vc não entendeu bem o classe média sofre. ele é um site de humor irônico que satiriza, justamente, as pessoas elitistas que odeiam dublagem e falam coisas como “pobraiada sem cérebro”. confira as letrinhas miúdas: http://classemediasofre.tumblr.com/sobre

  • Tiago

    Alex,

    Seu conceito de causalidade é realmente simplório. “Os negros são mortos em proporções tão altas, em comparação ao restante da população, PORQUE existe uma cultura racista no Brasil, onde os negros são vistos como tendo menos valor, onde os negros são hiperssexualizados como “negões pauzudos” ou “mulatas rebolantes”, onde o negro é sempre o preguiçoso ou o malandro, o atleta ou o faxineiro, mas nunca (ou raramente) o físico quântico ou o médico, o enxadrista ou galã pegador…”

    É mesmo??? Então isso não tem relação com o nível sócio-economico? Não tem relação com a educação? Não tem relação com o lugar onde vivem? As oportunidades que eles têm na vida (e também aquelas que não têm)?

    Partindo do teu raciocínio genial de causalidade, “Os corintianos são maior número entre os presidiários paulistas, em comparação com outras torcidas, PORQUE existe uma cultura preconceituosa no Brasil, onde eles são vistos como ladrões ou trombadinhas, mas nunca como empresários bem sucedidos ou cientistas inteligentes”. You gotta be kidding!

    Até entendo a questão do debate sobre a função e os limites do humor. Não concordo com boa parte do que foi dito, mas acho válido o questionamento. Só te aconselho a usar argumentos melhores do que esses. A tua relação de causalidade é simplesmente ridícula. Quem sabe a leitura de Kleinbaum e Rothman traz um pouco de luz sobre as trevas dos teus argumentos?

    Att

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Siqueira/531716613 Daniel Siqueira

    “Coisas que causam o estupro
    ( ) Bebida
    ( ) Andar só
    ( ) Roupa Sexy
    ( ) Comediantes fazendo piada de estupro
    (X) O Estuprador”

    • http://twitter.com/haveaHaven Andrea

      Não queridinho, piadinhas sobre estupro causam estupro. Um homem que forca a mulher á alguma coisa, ouve essa piada, o que voce acha que acontece? Ele se sente corretissimo.

  • Jorge Luis

    Já que é assim, façamos então piadas sobre humoristas medíocres… Se eles acabarem, seremos cumplices tambem… hehehehehehe

  • Analise da Silva

    Entendo que uma piada NUNCA é só uma piada.
    Não é só uma brincadeira.
    Um gato não brinca junto com o rato, ele brinca COM o rato.
    Se você só consegue fazer piadas objetificando alguém – fazendo-o seu brinquedo – tá mais que na hora de você repensar qual o lugar você ocupa que te faz achar tanta graça nisso.
    Mas enfim, esse meu comentário tem um contexto. Estou irritada com as pessoas acharem que podem dizer qualquer merda e dizer depois “é brincadeira” e ficar por isso mesmo…
    Aí, a pergunta que eu te faço quando te chamam de algo pejorativamente como você se sente? Sente que é uma brincadeira da qual você participa, junto, ou sente que você é o brinquedo?
    E pior, um brinquedo-presa, como um rato na mão de um gato?
    Pois é. Aí é que tá.

    Facílimo dizer “que exagero”, quando não é conosco ou quando não conseguimos nos solidarizar com a dor do outro.
    Ler um pouco sobre a história da humanidade e da sociedade brasileira pode nos ajudar a entender o foco do artigo.
    Quanto ao estilo do autor, avalio que quando nos expomos publicamente estamos sujeitos a ouvir os que gostam e os que não gostam.
    Eu, particularmente, quando não gosto de um autor deixo de lê-lo.
    Um abraço!

  • Dreyfus

    Concordo com relação a loiras e negros, mas não entendi porque essa preocupação exagerada em reprimir sátiras aos gays baseados em dados de violência. É MUITO questionável essa justificativa dos assassinatos. Se for pegar a proporção de héteros assassinados no Brasil em proporção com os EUA, você terá a mesma diferença absurda que tem com os homossexuais. Aqui matam muito mais heteros do que lá.
    E o termo ‘patrulha ideológica’ é uma linguagem figurada, não precisaria explicar que não é patrulha de homens armados. Assim como ‘homofobia’ também é uma linguagem figurada, pois cientificamente falando não existe essa patologia clínica.

  • Bira Dantas

    Alex, não sei se já escrevi isso aqui, mas seu texto é simplesmente formidável. Inteligente, preciso e completo. E mostra como estava correto: o efeito negativo da charge de Chico Caruso sobre a tragédia de Santa Maria. Entre centenas de reações contrárias, notei uma (1) a favor da charge do Chico…

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  • Lucas

    Ahhhhhhhhhh meeeeeeeeeeu ovooooooooooooooooo.

  • Diego F.

    Pô, tinha lido o texto antes, apenas algumas observações:

    Exageradíssimo a parte que Vsª Senhoria diz que somos cúmplices por fazermos piadas assim. (1- não foi por causa de piadas que Martin Luther King foi morto, infelizmente, se fossem só piadas, ainda estaria vivo, pode apostar e 2- sobre a cartilha que vazou da polícia em que diz que policiais devem abordar PRINCIPALMENTE pardos e negros vc não comenta? e só humorista que é cúmplice?)

    Você diz: “Sei que não é fácil. Se fosse fácil, eu não estaria pedindo. Se fosse fácil, eu não estaria propondo o desafio.”
    Engraçado que Você sequer fez uma piadinha, não cobre dos outros algo que você não consegue fazer

    e por ultimo só um comparativo:
    Seu texto soa como aquela pessoa que fez muita besteira no passado, e se converte à alguma religião dizendo “eu vi a luz na minha vida, agora não farei mais besteira” mas só que não convence?

    bem, é isso
    abraço o/

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  • dwq

    “Dez mulheres são assassinadas por dia no Brasil, colocando-o no 12º lugar no ranking mundial de homicídios contra a mulher.”

    Engraçado… 92% das pessoas assassinadas no Brasil NÃO são mulheres, de acordo com o mapa da violência, disponível em mapadaviolencia.org.br. Em outras palavras, se 10 mulheres são assassinadas diariamente, são mortos 115 homens no mesmo período.

    Entendo que você seja feminista, mas será que 45,6 mil mortes em um ano é tão menos alarmante assim do que 4,2 mil só porque o número menor é composto por mulheres?

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  • http://www.facebook.com/luciano.henriqueayan Luciano Henrique Ayan
  • Benjamin Gomes

    Só tenho uma coisa a te dizer: Obrigado. Mesmo.

  • http://twitter.com/pertodomar marcia

    Bateu no ponto que eu repito cotidianamente: batam nos agressores. Zoem com os Bolsonaros da vida, os ogros machistas que não tem ereção se não espancarem a esposa. Bater em cachorro morto é fácil, quem não tem QI pra fazer uma piada de macaco???

  • James Snyder

    Envolver humor como questão definidora em séries e assassinatos … Só fortalece essa tentativa e enfar goela abaxo da sociedade as coisas, a sociedade tem um tempo para assimilar as coisas, não adianta cercear as liberdade das pessoas ou rasgar a constituição, como fazem as cotas, o tempo será o mesmo.

  • Wild

    Li todo o texto e achei muito bom… Mas no fim.. legal mesmo é o Bullying

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  • Alan Goulart

    Humor é livre!

  • Rodrigo

    Gente! Esse texto mostra claramente que quem escreveu pensa que todos nós somos “burros” ou que não temos bom senso das coisas. Se o cara faz piada com a sogra, ou gay ou negro isso é fruto de uma realidade que já existe entre muitos brasileiros, é mais uma questão cultural do que uma questão de discriminação em si…

    Por outro lado existem piadas inteligentes e existem piadas imbecis, o que ocorre é que para as piadas imbecis que envolvam: negros, gays, lésbicas ou qualquer outro grupo social como alvo, o camarada vai ter lidar com a crítica por parte de quem se sentiu ofendido com a piada, o que eu acho absolutamente normal…

    Eu sou negro e nem por isso me incomodo com piadas feitas a respeito da minha raça; outra coisa; eu sei muito bem que as loiras em sua maioria não são “burras” porém eu dou risada com piadas feitas com loiras…e daí??? As loiras serão menos favorecidas ou serão discriminadas por todas as pessoas que ouvem piadas de loiras??? É claro que não…somos seres racionais e não seres imbecilizados por qualquer opinião alheia…

    Eu também já dei muita risada com piadas feitas com gays e lésbicas, mas, e daí?? Eu vou deixar de tratar os gays e lésbicas com o devido respeito só porque eu ouvi uma piada satirizando os mesmos?? Não…

    O fato de colocar dados estatísticos quanto a morte de negros e homossexuais para poder criticar quem faz piada imbecil não passa de uma maneira de tentar manipular a opinião publica fazendo-os pensar que os culpados dessas mortes são os humoristas politicamente incorretos…

    Outra coisa: As estatísticas que mostram a quantidade de assassinato de homossexuais no Brasil é pífia se comparado a quantidade de pessoas que são assassinadas no Brasil incluindo de um modo geral, negros, pobres, ricos, mulheres homens, gays e lésbicas, bandidos e policiais…

    No Brasil só em 2012 foram mortos mais 50.000 pessoas vítimas de assassinatos e nesses dados estatísticos somente 500 homossexuais..

    Agora eu pergunto se no Brasil já temos quase 19 milhões de gays, excluindo os dados estatísticos do numero de lésbicas no Brasil, o que é 500 homossexuais mortos para 50 mil héteros?

    Vocês estão fazendo muito alarde por pouco caso….Ah!! Já sei …depois disso vão me criticar pela palavra “pouco caso”…já espero os comentários ignorantes e ofensivos de alguns…

  • Rodrigo

    Ah tá!! Então o mundo vai ficar bem melhor quando os piaditas pararem de contar piadas racistas e homofóbicas e o Papai noel vai jogar um presente lá na minha janela no próximo Natal…

    Porra!! Que hipocrisia barata é essa?????

  • John

    Eu tenho outra descrição pra você. Você é chato, muito chato.
    Me indique uma única referência de estudo que diz que o humor influencia o comportamento das pessoas em qualquer nível da forma como você descreveu e só então discutiremos. Por enquanto, você só está sendo pedante. Humor é pra fazer rir e ponto. Cada um escolhe o que lhe cabe. Quanto à piada do Danilo, ponha a mão na consciência, o preconceito veio de você, não dele.

  • Gustavo

    Nem li.

  • Carlos

    Cara, esse comentario sobre o Monteiro Lobato com a palavra santo entre aspas foi tao sem sentido. Voce precisa compreender a epoca em que o autor viveu pra julgar as atitudes dele. Hoje eh muito facil voce enxergar a escravidao como uma coisa terrivel que nunca deveria ter acontecido, mas na epoca as pessoas infelizmente nao tinham esse discernimento. Elas nasciam acreditando que aquilo era normal, e o que o Monteiro Lobato fazia era retratar aquela realidade, demonstrando o quanto ingenuo (ou absurdo) era o pensamento de uma crianca (ou boneca) em relacao aos negros. A frase “nunca vi ninguem nao-babaca se dizendo politicamente incorreto” demonstra o conteudo generalista do seu texto e o quanto esse teor de censura ao humor pode ser tao prejudicial quanto o preconceito. Alias, o preconceito so deixara de existir no dia que as pessoas pararem de procurar problema em tudo e entenderem que hoje nos vivemos numa sociedade livre, onde podemos rir das nossas proprias particularidades sem achar que isso trara alguma consequencia. O mundo precisa de menos textos como esse.

  • http://www.facebook.com/lucasnegrei Lucas Negreiros Gomes

    Adoro humor negro, piada machista, piada racista, piada sem
    graça e tudo que existe de pior e/ou melhor, no humor.

    Como já foi dito em comentários anteriores, não acho que uma
    piada tenha todo esse poder de ser uma arma a favor da descriminação.

    Penso que tornar essas classes intocáveis é criar um
    preconceito disfarçado, onde as pessoas não expressam abertamente suas ideias
    com medo de serem execradas por uma sociedade politicamente correta.

    Sou a favor do politicamente incorreto e não me considero
    cumplice de nenhum ato contra essas minorias.

  • Joana (Portuguesa)

    “Basta não fazer piadas de loira burra.” – E, já agora, piadas de português? ;)
    Fora isso, gostei muito do artigo!

  • Leonardo Pontes

    Discordo da sua opinião (e do uso) da frase do Danilo Gentili para “exemplificar” o racismo. Aliás, me espanta você nunca ter lido o texto onde ele explica a piada: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=535022629856426&set=a.371006546258036.92096.100000460803462&type=1&relevant_count=1

  • Tiúpa-me

    É, se não ganhou dinheiro escrevendo pra revista de 3ª categoria, o jeito é desqualificar o humor dessa turma aí pra ver se isso dá dinheiro. Agora é tarde para voltar atrás e falar de bixa, negro e mulher burra, já tem gente demais fazendo isso e a saída é criticar e continuar sendo sem graça. Loser…

  • Rodrigo

    “Será que vocês conseguem? Será que conseguem, ao mesmo tempo, ser engraçados e não ser cúmplice dos assassinatos de mulheres, negros homossexuais.”
    Sim claro, os humoristas e as piadas são a causa direta da violência, acho interessante o autor fazer uma relação causal ou de cumplicidade entre racismo e morte de negros, machismo e morte de mulheres e homofobia e morte de gays. Ele apresenta dados de mortes que podem ter sido causadas por diversos outros fatores o que faz com que o argumento não tenha validade. Melhor mostrar as mortes comprovadamente causadas pelo ódio contra esses grupos e mostrar de que forma o humor incita esse ódio.

  • disqus_ONnDoLiFH5

    O negócio não é concorda ou concordar e sim a tolerância ao que se diz, a intenção com que se diz,acho piada uma perda de tempo,construir uma estória em uma situação trágica em cômica talvez,mas passei aqui pra dizer,tolerar não é concordar é respeitar o direito do outro.