O verdadeiro Capitão Nascimento: Rodrigo Pimentel.

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | PdH Shots


Em tempos de Tropa de Elite 2, torna-se ainda mais relevante conhecer o homem por trás do personagem.

Os dois primeiros vídeos desse post são um papo antigo, gravado para o documentário “Notícias de uma Guerra Particular“, quando Rodrigo Pimentel ainda fazia parte do BOPE.

Rodrigo Pimentel foi peça fundamental na construção do roteiro para Tropa de Elite, e é informalmente conhecido coomo o verdadeiro Capitão Nascimento – visto que foi a principal inspiração de Wagner Moura.

Parte I | “Eu sempre quis ser militar.”

link vídeo

Parte II | “A nossa guerra se tornou uma guerra particular. A sociedade está alheia a isso tudo. (…) ela não quer saber.”

link vídeo

Ainda que a imagem seja de baixa qualidade, a lucidez e eloquência de Pimentel se destacam. O vi palestrando no TEDx Sudeste esse ano e me tornei um admirador do cara. Ele defende que a “pacificação dos morros”, no sentido de invasão e matança, é uma tática falida da Polícia. Vale escutá-lo.

Rodrigo Pimentel fala sobre Segurança Pública no TEDx Sudeste

link palestra

Guilherme Nascimento Valadares

Interessado em boas conversas, criar negócios que não se pareçam com negócios e em espaços de transformação. Nessa encruzilhada surgiram o PapodeHomem, o Escribas e o o lugar. No Twitter.


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  • http://twitter.com/leomartinsds Leonardo Martins

    Deviam fazer algo parecido com o “verdadeiro Diogo Fraga”, o deputado Marcelo Freixo. :)

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    Deviam fazer algo parecido com o “verdadeiro Diogo Fraga”, o deputado Marcelo Freixo. :)

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Gostei da palestra dele no TED, principalmente por não cair naquele discurso fácil da demagogia e realmente ter feito um levantamento das causas da violência. Eu acho que é preciso coragem para passar por cima dos pontos de vista consolidados e propor uma abordagem nova.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Gostei da palestra dele no TED, principalmente por não cair naquele discurso fácil da demagogia e realmente ter feito um levantamento das causas da violência. Eu acho que é preciso coragem para passar por cima dos pontos de vista consolidados e propor uma abordagem nova.

  • Vitor Rosetti

    Sensacional. Chega ser estranho como ele comenta a violência no Rio, nos dois primeiros vídeos, com tanta serenidade, sendo sincero até na hora que diz que está cansado por fazer um trabalho que não vê retorno e realmente é desanimador pra qualquer um, independete da profissão. As pessoas criam uma figura do BOPE, principalmente depois do filme, como pessoas que não tem sensibilidade, pessoas frias o que de fato não é verdade, por dentro da farda preta existem pessoas normais como qualquer um de nós. A ídeia da UPP é brilhante faltando apenas um apoio da educação que é a base de tudo. Realmente é uma pessoa admirável.

  • Vitor Rosetti

    Sensacional. Chega ser estranho como ele comenta a violência no Rio, nos dois primeiros vídeos, com tanta serenidade, sendo sincero até na hora que diz que está cansado por fazer um trabalho que não vê retorno e realmente é desanimador pra qualquer um, independete da profissão. As pessoas criam uma figura do BOPE, principalmente depois do filme, como pessoas que não tem sensibilidade, pessoas frias o que de fato não é verdade, por dentro da farda preta existem pessoas normais como qualquer um de nós. A ídeia da UPP é brilhante faltando apenas um apoio da educação que é a base de tudo. Realmente é uma pessoa admirável.

  • Cesar Nic

    Frase foda- “é difícil admitir, a gente está aqui não para acabar com as drogas, mas sim com os homicidios e violencia da ditadura do fuzil”.
    Interessante a visão de mafias do morro que disputam territorios para praticas ilegais.

  • Cesar Nic

    Frase foda- “é difícil admitir, a gente está aqui não para acabar com as drogas, mas sim com os homicidios e violencia da ditadura do fuzil”.
    Interessante a visão de mafias do morro que disputam territorios para praticas ilegais.

  • Guilherme

    Fugindo do assunto, Vocês não falar do SWU?

    • Pablo Fernandes

      Guilherme,

      Vai falar sim, cara. É porque estamos tentando uma entrevista com o Fisher, da organização do SWU.

      Aí vamos deixar pra falar tudo de uma só vez.

      Beleza?

    • Pablo Fernandes

      Guilherme,

      Vai falar sim, cara. É porque estamos tentando uma entrevista com o Fisher, da organização do SWU.

      Aí vamos deixar pra falar tudo de uma só vez.

      Beleza?

      • Guilherme

        Ah beleza, melhor ainda!

  • Guilherme

    Fugindo do assunto, Vocês não falar do SWU?

  • Anônimo

    “No morro, eles disputam território para conceder empréstimos. A taxa de inadiplenciaa: Zero”

    Na boa, das últimas vezes que fui no RJ, não achei violento. O que me incomodou mesmo foram os furtos…constantes. Na última vez, só do meu grupo, sumiu câmera, carteira, celular, tênis e até box de lucky strike! Toda hora sumia alguma coisa de alguém, incrível.

    Fui falar isso para uma amiga, que reside lá, e ela veio me dizer “Mas cê eh burro, viu! Como assim ficar andando na rua com carteira e celular?!”. Desculpa, não sabia que no RJ a única opção é ser adepto de orelhão.

    Podem me chamar de preconceituoso, unilateral e o caralho…mas eu nunca vi isso em nenhum outro estado.

    Acho que o RJ tem jeito sim, mas vai dar trabalho…

    • Dudu

      Acho de verdade que existem dois Rios, pois ouço muito dessas histórias de roubos e furtos e essas opiniões sobre não andar com objetos de valor pela rua, mas não é assim que vejo as coisas, pois nunca tive essas preocupações e nunca fui assaltado ou furtado em 20 anos morando no Rio. Isso deve valer pelo local do Rio onde se está na hora, um local é mais visado que outro né.

      • Anônimo

        Como em qualquer cidade, provavelmente vai muito da região/zona/bairro em que se está.

        Nessa minha última viagem, que foi há dois anos, fiquei em uma vila de albergues no Ipanema e volta e meia colava lá pela Santa Teresa ou pela Lapa, onde tenho alguns amigos. Mais distante, conheci um bairro chamado Olaria…onde aparentemente é comum ouvir barulho de tiro conforme o sol vai se pondo.

        Ironicamente, visitei algumas favelas também…e mesmo volta e meia vendo gente armada pra lá e pra cá, não deu sequer uma confusão. Coisa que na praia parecia ocorre todo santo dia.

        Quem mora deve conhecer as zonas seguras da cidade, assim como eu conheço as de SP, mas que ficou uma impresão ruim…isso ficou.

      • http://www.facebook.com/people/Vicente-Lo-Duca/100000327132630 Vicente Lo Duca

        “visitei algumas favelas também…e mesmo volta e meia vendo gente armada pra lá e pra cá, não deu sequer uma confusão. Coisa que na praia parecia ocorre todo santo dia.”

        Então segundo seu argumento o poder paralelo através de criminosos inescrupulosos desde o momento que ofereçam segurança em seu território e para “sua população” está tudo bem?

      • Anônimo

        Vicente,

        Foi mais uma crítica à segurança pública mesmo. O que relatei realmente aconteceu.

        Em alguns lugares, infelizmente, o “paralelo” parece ter se tornado mais eficaz em manter a ordem. E não, isso não é bom.

      • Ines

         Bem, moro no subúrbio, ando com celular, falando normalmente, saio a noite e conheço Olaria, talvez você seja uma dessas pessoas sem sorte pois comigo nada acontece e não ouço esses tiros em Olaria e nem ouço falar com a frequência que você citou

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Então, morei um ano lá. Nunca fui roubado.

    • Vania

      Em primeiro lugar: caveira aqui no Rio é só do BOPE. Em segundo: sua amiguinha aqui do Rio é bem burrinha. Em terceiro: aqui caveira vermelhinha é coisa de veado e em quarto vai a merda antes que eu me esqueça.
      Vania – Nascida na cidade mais linda do mundo.

  • Pablo Fernandes

    Cara foda, com uma fala centrada e bem colocada.

    Ao vê-lo falar você fica instigado a fazer parte desse mundo que ele comenta.

    Na verdade, era isso que eu sentia toda vez que o meu tio, na época sargento do Bope, comentava sobre as invasões e táticas utilizadas nas missões.

    No próprio youtube dá pra encontrar outros vídeos que citam sobre os homens de preto. Vale conferir.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Interessante tb notar a clara evolução dele da época do BOPE para sua palestra no TEDx.

  • http://twitter.com/rcfpena Rodrigo do Couto

    Uma parte que achei interessante, não sei de quando é a palestra (acho que perto de agosto) mas o dado quanto a migração de atividade criminosa (ie: arrastão) está acontecendo agora, infelizmente.
    E infelizmente não comprei o dado de que os criminosos não estão migrando (para Macaé, por exemplo)
    Mas a palestra realmente é mto boa.
    E parabens pela matéria

  • Brunosilton

    Bom insight sobre a violência urbana no Rio. A eloquencia do cara e o fato de ele afirmar ser sociólogo realmente destoaram com a minha concepção sobre a personalidade de um policial. Creio, infelizmente, que ele é um dos poucos, até mesmo dentro do BOPE, que conseguem perceber e assimilar essa dimensão de fatores na gênese do problema no Rio.

  • http://twitter.com/viniciuspgm Vinícius de Moraes

    Achei muito bom, destrói mitos como que “população não gosta da polícia”, e dá uma visão foda sobre o tráfico.

    E concordo que deveria fazer um com o Marcelo Freixo, não o conhecia. Pesquisei no youtube, e assisti mais de 1h de vídeos sobre ele. Fiquei impressionado que existe políticos sérios de verdade, pena que por ser tão poucos, são ameaçados de morte.

    Sobre a criminalidade no Rio, depende do lugar, do ambiente. É perigoso? Sim, porém, a visão que se tem do Rio de Janeiro é muito pior que a realidade.

  • Raphael

    Me fiz essa pergunta enquanto assistia à tropa de elite 2: “Quem é o verdadeiro Capitão Nascimento? Existe/existiu alguém assim ou é apenas uma obra de ficção?”
    Fico feliz em saber que ainda existam pessoas capazes de causar admiração nacional, mesmo que através de um personagem. Ótimo post, Guilherme.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Valeu, Raphael.

      E te digo que conversei com o cara brevemente no TEDx, ele é simpático pra caralho, fala aberta.

  • Finamore

    Pra vocês que não são do Rio, o Rodrigo Pimentel eh o especialista em segurança pública que comenta as ações da polícia pra Rede Globo daqui. Ele é tambem co-autor do livro que deu origem ao dilme Tropa de Elite. O cara eh mto foda, sempre que ele ta falando eu paro pra escutar.

  • Anônimo

    FODAPRACARALEO…e pergunta se querem ele na secretária de segurança pública…não querem…vai desmentir todas as histórias e dados que contam…

  • Luana_sbezerra

    Vale lembrar que a violência no Rio é um caso muito falado e debatido em todas as mídias do país inteiro, mas o Rio é apenas uma parte de um país gigantesco, onde outras regiões do mesmo são esquecidas pelas políticas públicas, pela mídia, pela sociedade me geral. Mas nessas regiões a violência não é menos preoculpante. O último IBGE mostrou que os municípios do Norte do país são os mais violentos, mas a violência no campo não recebe tanta atenção da mídia, pois não se têm condomínios de luxo como vizinho desse território sangrento.
    Há cidades em que simplesmente é PROIBIDO o uso de capacetes em motocicletas, pois já se sabe que quando alguém está de capacete é um pistoleiro pronto para “apagar” alguém.

    As estatísticas mostram que há um número altíssimo de morte no interior do Norte, mas não somos cartão postal do país, logo esquecidos desses debates, mas o sangue que jorra aqui em nada se difere do sangue de lá.

    Sds.

  • Luana_sbezerra

    Parabéns ao Capitão Nascimento, seu exemplo é muito mais que um ensinamento. O ´país precisa de homens como vc, pq a situação tá feia…

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Fantástico a visão do cara quando ele estava no BOPE com certeza diferenciava ele dos demais policiais, deu para ver que o cansaço dele em trabalhar com a unidade era mais por causa do “sistema” que cada vez mais dava poderes para os bandidos continuassem se reerguendo numa guerra sem fim…
    Fora o comentário dele que para as favelas melhorarem era necessário o investimento em saúde, educação e nas moradias.

    Abraços

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