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Capital Erótico: Quais são as suas armas?

Juliana Cordeiro

por
em às | Artigos e ensaios, Ladies Room, Sexo


Há pouco tempo descobri que eu passei muitos anos sem saber lidar com a paixonite dos amigos da adolescência e o ciúmes que eu provocava nas amigas.

Elas estavam sempre invejadas com as declarações e as cartas que eu recebia, viviam me dizendo que eu era ruim por continuar os enganando com meu silêncio.  Em minha inocência de 13 anos (numa época em que ainda existia), eu não queria romper com a amizade deles, mas não estava pronta para para retribuir as paqueras, ainda que secretamente gostasse de ser admirada. Certa vez, houve uma eleição e eu ganhei como a aluna mais bonita e isso me envaidecia, só isso, não havia malícia.

Tive que admitir à contragosto que eu chamava atenção por conta da aparência física, apesar de sempre ter me esforçado para ter um bom desempenho nos estudos e na minha profissão.

Essa é Florence Colgate, uma estudante de 18 anos que foi escolhida, por meio de um concurso, "o rosto feminino mais próximo da perfeição" no Reino Unido

Pela minha timidez, eu sempre achei mais fácil lidar com os homens, e tinha dificuldade em me comunicar, nunca andei em grandes grupos ou procurei ser o centro das atenções. De alguma forma, meus amigos homens sempre foram muito mais gentis comigo do que as amigas que não facilitavam muito minha vida. Nunca me relacionei com nenhum deles, além da amizade, minha única paixão era o vôlei e nem pensava em namorar.

Este assédio todo em volta das minhas “qualidades físicas” fazia com que eu me dedicasse ainda mais aos estudos. Nutria certo preconceito contra meninas que eram apenas bonitas e não tinham conteúdo e para mim era importante ser vista também como inteligente. O fato é que havia algo em mim que exercia fascínio nos meninos e afastava (mesmo contra minha vontade) as meninas.

Hoje entendo o motivo: eu tenho Capital Erótico.

Quando amadureci meu interesse pela moda, percebi que a beleza me fascinava, me tornei consultora de moda e comecei a pesquisar o que estava por trás desse magnetismo exercido por modelos e atrizes além da fortuna que gira em torno da indústria da beleza que pode incluir desde o universo hollywoodiano passando pelas estrelas pornos e atingindo qualquer pessoa comum, bonita ou não.

Outros tipos de atrativos já haviam sido estudados por sociólogos, economistas e pesquisadores do comportamento humano:

1. O capital financeiro: o quanto você tem;
2. O capital humano: o quanto você sabe;
3. O capital social: quem você conhece.

O capital erótico, termo usado pela socióloga inglesa Catherine Halkin, analisa um conjunto de elementos físicos e habilidades sociais que fazem parte do patrimônio de cada pessoa e que apesar de terem sido nomeados apenas agora, sempre existiram e há muito são utilizados, principalmente pela indústria da beleza e do entretenimento. O que poucos notam, admitem ou aprovam é que o Capital Erótico dá vantagem também em muitas outras áreas da vida.

Pense um pouco, quantas pessoas ao seu redor são realmente capazes de te atrair, desviar o seu olhar, te envolver, ganhar naturalmente a sua atenção a ponto de fazer com que você queira se aproximar, saber mais a respeito? Pouquíssimas.

Pessoas atraentes se destacam, são notadas e somos atraídas por elas. E se eu te dissesse que o Capital Erótico (goste ou não) é tão capaz quanto os outros três de abrir portas, conseguir um emprego, mudar de cargo, enriquecer?

O capital erótico é composto de elementos físicos e sociais.

Os elementos físicos são:

1. Beleza rara

Gisele Bündchen

É um elemento estático, que as câmeras podem capturar, uma harmonia de traços faciais e corporais que por sua simetria cria uma impressão agradável e positiva.

Pensem em um menina de nariz grande, alta, muito magra, que anda de um jeito estranho. Agora imaginem que ela é também loira de cabelos levemente ondulados e esvoaçantes e com olhos verdes. Um olheiro conseguiu captar algo além daquela fisionomia incomum. Gisele Bündchen tem um poder de atração inigualável ao caminhar pela passarela e fotografar campanhas publicitárias. Nenhuma outra modelo da história alcançou o patamar de fama e fortuna que lhe são atribuídos.

Ela é camaleoa diante das câmeras, está longe de ter uma beleza comum e seria impossível que uma mulher de 1.85 de altura, loira, linda e magra passasse por qualquer um de nós sem ser percebida. Dizem por aí, que ela pode ser a primeira modelo a atingir a casa do bilhão de dólar.

Ninguém coloca a inteligência dela em cheque. Não é necessário, não é da inteligência que ela vive. É da beleza, do magnetismo e do fascínio que exerce nas pessoas.

Qualquer equipe de RH sabe selecionar, ainda que seja proibido por lei, candidatos ao trabalho de recepção e contato direto com público que tenham esse elemento do Capital Erótico de destaque.

2. Sensualidade

As tchecas sendo, bem, as tchecas

É aquela ginga que Vinícius de Moraes identificou na garota de Ipanema, uma certa mobilidade que instiga o desejo, uma maneira de olhar, caminhar e agir que hipnotiza os outros. Exige movimento para ser capturada.

Lembram da campanha feita por uma cervejaria no twitter das tchecas que viriam ao Brasil? Elas passaram meses preparando o coração de marmanjos de toda internet com frases picantes, vídeos provocadores, trocadilhos sapecas para envolver e cativar os desavisados numa jornada de conquista.

O apelo aparentemente inocente era “brasileiros, nos ajudem!”. Foi uma campanha publicitária de sucesso por um único ponto, a sensualidade das duas era inegável. Fossem duas tchecas sem sal ou açúcar e poucas pessoas teriam se movido fervorosamente naquela direção.

3. Visual

Johnny Depp e seu desleixo minimamente premeditado

Altura, porte, postura aliados aos trajes e estilo na hora de se vestir compõe esse item que se aliam com acessórios como relógios, corte de cabelo, barba, perfumes e maquiagem (para as mulheres). O que é que tem Johnny Depp que faz mulheres suspirarem mundo afora?

Estilo.

Isso fica claro dentro e fora das telas. A escolha de seus personagens é bem detalhista em sua obsessão pelo impacto visual que terá sobre seu público cativo. Quem não se lembra dos memoráveis Edward “mãos de tesoura”, Don Juan de Marco, o Chapeleiro Maluco de Alice, a nova versão de Willy Wonka, Sweeney Todd, Jack Sparrow de Piratas do Caribe e até do vampiro no recém lançado Dark Shadows?

Ele sempre causa furor em cada aparição pública com seu estilo único e irreverente. Não acho que as combinações inusitadas sejam obra do acaso, Johnny Depp parece pensar em cada detalhe do seu traje antes de mostrar a cara e o objetivo é causar impacto. Ele tem personalidade, banca o impacto visual de suas escolha e isso atrai.

4. Sexualidade


Sharon Stone cruza as pernas como quem não quer nada

A confiança que o cafajeste (ou a femme fatale) insinua se apoia na grande capacidade de dar e receber prazer entre quatro paredes. A pegada masculina ou o rebolado feminino aliados à muita criatividade, fôlego e malícia sinalizam uma alta performance. Esse atributo faz parte da intimidade do casal e apenas ali pode ser medido e avaliado com precisão.

É grande a lista de personagens do cinema que foram conhecidos por esse “dom”: Sharon Stone, no filme Instinto Selvagem cumpre bem essa promessa de atrair, domesticar e executar seus parceiros com o sexo “selvagem”. Mickey Rourke, o ex-bonitão de 9 ½ Semanas de Amor, levou a personagem de Kim Besinger à loucura com suas artimanhas sexuais.

Robert Redford no filme Proposta Indecente arrancou suspiros contrariados das mulheres na década de 90 que confessavam resmungando docemente que trocariam de lugar com a personagem de Demi Moore para ter uma noite tórrida de amor com o milionário mesmo sem a proposta de 1 milhão de dólares.

O mito do “teste do sofá” nos dá uma pista de que muitas negociações começam nas paredes frias de grandes empresas e podem terminar exitosamente em lençois secretos. Concordando ou não com a ética implicada nisso ela faz parte do mundo dos negócios.

As habilidades sociais são:

5. Carisma

O Obama é daora, o Obama é descolado

Graça, charme, habilidades na interação com as pessoas, capacidade de fazer as pessoas gostarem de você, sentirem-se confortáveis e felizes na sua presença.

Barack Obama não ganhou as eleições norte-americanas por seu diploma em Harvard. Competência é pré-requisito. Obama tem um aura de simpatia, um sorriso acolhedor, um bom-humor cativante. Se dispõe a dançar em programas de TV, comer hot-dogs em público, assistir jogos de basquete, enfim, agir como cidadão comum.

Isso cria empatia nas pessoas e aproxima, ou seja, por nos identificar à uma pessoa que assume um cargo incomum por meio de atributos ordinários que trazem uma leveza contagiante.

A pessoa carismática causa um fascínio, temos vontade de acompanhar cada passo, gesto e palavra dela com uma adoração cega por sentir algo grandioso.

6. Vivacidade

Hebe Camargo, 80 e sei lá quantos anos de pura vivacidade

Basta um movimento ou misto de interações socias para essa pessoa prender sua atenção por horas, afinal ela une um misto de forma física, energia e bom humor. É aquele cara que todos gostam de ver animando a festa. É aquela pessoa que chega naturalmente e rouba a atenção de todos.

Você não vai poder negar que em algum momento da vida já não quis estar perto daquela mulher idosa de 83 anos, cabelos loiros cheios de laque, com um sotaque interiorano ao som de “Grachinha!”. Hebe Camargo é quase uma unanimidade no que se refere a bem querência.

Alguns podem questionar a qualidade do seu trabalho, mas tudo o que ela conquistou tem muito a ver com sua vitalidade, riso largo e bom humor. Ela é magnética ao falar, tocar e direcionar seu brilho nos olhos e grandes marcas querem emprestar essa vivacidade aos seus produtos e atingir o seu público-alvo. Hebe sempre fez sucesso pelo seu capital erótico, afinal ela também sustenta uma beleza madura invejável.

No mundo do entretenimento, o Capital Erótico desbanca todos os outros.

Agora, pense em um ambiente de trabalho onde todos se vestem mais ou menos de maneira igual, sem criatividade, ou em um ambiente onde uniforme é obrigação. Aquele ou aquela que encontrar uma maneira de se sobressair, ganha ou não destaque? Passa a ser notado (a) ou não?

Quando morei na Itália, deixei uma marca ao dar aulas de inglês para a Polícia Militar Italiana por me destacar das outras três professoras de origem anglo-saxã. O fetiche da mulher brasileira ocasionou uma dezena de homens se pendurando literalmente nas janelas esperando para saber quem era aquela professora simpática e com sorriso largo.

Onde quer que se vá, as pessoas falam do bom gosto estético e das habilidades em se diferenciar. Há que se adequar estilo, personalidade, boa educação e simpatia à competência, até porque beleza e inteligência não são excludentes.

É importante dizer que esses elementos do capital erótico são valorados de forma distinta em culturas diferentes, e em ambientes diversos. Inegável é o fato de que uma pessoa que possui o capital erótico aliado a um dos demais capitais tomar a dianteira.

Os que são muito dotados de outros capitais como a inteligência prodigiosa costumam tratar o capital erótico como um bem “menor”, pois afinal vem de berço e parece sempre associada à futilidade e falta de esforço. Mas o conceito de Capital Erótico deixou claro (ainda que se contrarie o idealismo de alguns) que mesmo a beleza física demanda um trabalho, esforço e aperfeiçoamento constantes.

Se tem alguém aí pensando que é desafortunado por não ter capital erótico e quer romper o preconceito tenho uma boa notícia: Capital Erótico se aprende, se aprimora e se desenvolve. Todos podemos!

Juliana Cordeiro

Garota urbana, viajante nata (se é que isto é possível), sonhadora incansável, consultora de moda desde pequena, professora, amante da língua e do design italiano, marqueteira, apreciadora do belo em todas as suas formas. Escritora do blog Sem Espartilhos e frequentadora assídua de pizzarias na companhia do namorado.


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  • http://www.facebook.com/raperroni Rafael Augusto Perroni

    Muito interessante! Eu vivi e vivo isso a todo momento aqui na Alemanha. A reação para esta resposta -”Da onde eu sou? Sou brasileiro” – é sempre interessante. Todos dizem “Bah, por voce ser brasileiro, voce já ganha pontos…”

    Mas, será que algumas habilidades sociais podem também ser consideradas “inteligencia erotica”? Ou seja, atitudes premeditadas que irão atrair atenção, mas de forma inteligente, como uma estratégia…?

    • Leandro Terra

      Velho, você já deve ter reparado que repetiu tantas atitudes premeditadas nesse sentido que elas viraram um reflexo, um hábito. Acho que é por aí o que a autora quis dizer com “aprendizado”.

    • thiago

      estilo e carisma premeditado

    • Frederico Mattos

      O ponto é que o carisma por exemplo, tem algo de interesse e gosto genuíno por pessoas, mas qualquer um pode desenvolver essa habilidade a partir do momento que sai da sua casca de autocentramento e começa a mergulhar nos universos dos demais. O carisma me parece ser uma potencialização coletiva do tipo eu gosto tanto de você que é impossível não gostar de mim e isso se realimenta num ciclo ascendente e positivo.

  • Leandro Terra

    Bom o texto, mas não entendi as tags “Mundo, Sexo”, eu substituiria por “Negócios” ou “Marketing”.

    • Leandro Terra

      Esquece “Mundo”, vi no texto do sobrinho do Freud…

  • http://www.facebook.com/people/Eduardo-Pacheco/100002345621352 Eduardo Pacheco

    Gostei dessa visão pragmática da coisa. Eu sou meio desleixadão, e nunca dei importância pra isso: mas vendo como uma forma de desenvolvimento pessoal, que pode ajudar a atingir os objetivos, acho uma ferramenta válida. É claro que não dá pra hiper-valorizar uma pessoa por causa disso, mas conta no conjunto da obra. Fiquei interessado, e quero ser cobaia. Rola uma consultoria :)?

  • http://www.facebook.com/renato.toso Renato Gonçalves Toso

    Texto bem legal.
    Realmente, o magnetismo abre muitas portas e saber usar isso a seu favor é essencial. Entretanto não sabia que havia exatamente um nome técnico pra isso.
    Se você conhecer, escreva mais sobre o assunto. É algo interessante, relevante e muito pouco falado.

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    E se você não tem nenhum desses items, se jogue de um prédio.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Ou se dedique a algo de corpo, alma e coração e desenvolva um talento que por si só seja tão ou mais sedutor do que qualquer pedaço de carne jamais poderia ser.

      //

      Se o caminho poético acima não rolar, se jogar do prédio é cogitável.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    Ju, TEXTAÇO.

    Bela abordagem para um tema fascinante, como conversamos por email. Obrigado por escrever e compartilhar conosco. Abre portas pra discussões bem pé no chão sobre o tema. Quebra mitos, trata de realidades silenciosas e outras nem tanto.

    Acredito bastante que uma quantidade enorme de pessoas se beneficiaria ao pensar sobre a questão e tratá-la com mais clareza.

    Agora, o melhor é sua sutil descrição denotando a presença de macho no território:

    “Garota urbana, viajante nata (se é que isto é possível), sonhadora incansável, consultora de moda desde pequena, professora, amante da língua e do design italiano, marqueteira, apreciadora do belo em todas as suas formas. Escritora do blog Sem Espartilhos e frequentadora assídua de pizzarias na companhia do namorado.”

    bjo,

    • Eduardo Amuri

      Bem notado. E bem oportuno depois dos muitos Gennaros que se penduraram nos prédios italianos.

      O fetiche da mulher brasileira ocasionou uma dezena de homens se pendurando literalmente nas janelas esperando para saber quem era aquela professora simpática e com sorriso largo.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Imaginei cena bem parecida, Amuri.

      • Juliana Cordeiro

        Amuri, acho que o que mais fascinava os Gennaros além do fato de eu ser brasileira, era o fato de eu estar sempre sorrindo, frio, calor, chuva ou sol, o sorriso estava lá, aberto. Sorriso é uma arma poderosa que as pessoas tem usado muito pouco.
        Outra coisa, estava sempre bem arrumada e disposta o que também mostra carinho e cuidado. ;)

      • Julio

        Até pq capital erótico pode ser facilmente depserdiçado se o portador viver carrancudo e esnobe.

    • Andre Trindade

      ou seja, a garota já avisou aos incautos que o capital erótico dela já tem investidor… contraditório isso não…

      • Douglas

        Quase todo o comportamento humano pode ser treinado para ser usado para algum objetivo( seja benéfica ou para fim trágico). da pessoa que usa. Sendo que, alguns usam essas habilidades citadas no texto e nem se dão conta de que as usam e outras treinam. A propria Programação Neurolinguistica(PNL) nos concientiza de como usar a habilidades citadas no texto . .

  • Juliana Cordeiro

    Gui, espero poder contribuir para que as pessoas realmente valorizem seu capital erótico. Obrigada por abrir as portas do Papo de Homem para mim e para o tema. Bjs.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Tá em casa, Ju.

      Recomendo a todos visitarem o blog dela, Sem Espartilhos:

      http://semespartilhos.com.br/

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      A casa é sua, Ju.

      E recomendo a todos visitarem o blog dela, Sem Espartilhos:

      http://semespartilhos.com.br/

  • http://www.facebook.com/milordandy André Moreno

    Pensei nisso por esses dias, e, pra mim, ainda existe um quê intangível que poderia ser o 7o item dessa lista. Escrevi a respeito dele em http://milordandy.wordpress.com/2012/07/10/tem-pegada/

  • Frederico Mattos

    Tenho duas fases da minha vida, antes de desenvolver o capital erótico e depois. Algo aconteceu na minha biologia, associado à minha autoestima e relações sociais que mudou radicalmente o rumo de muitas coisas que eu faria como pessoa e profissional.

    Só fui me dar conta que a beleza e o carisma que desenvolvi me ajudaram na área de palestras, como escritor e até como psicólogo clínico.

    Antes eu era acanhado, me escondia e fugia dos contatos sociais e, portanto, reforçava a rejeição social que eu sentia. Não era clara essa rejeição, mas presente. Durante muitos anos desenvolvi outras habilidades de personalidade e resolvi começar a ajudar outras pessoas. Essa atitude mais pró-ativa me ajudou a me tornar mais querido entre as pessoas, depois me vestir melhor complementou o processo.

    De alguma maneira a atratividade física cria um fascínio em todos, gostemos ou não, a beleza tem sido fruto de preconceito por parecer nata e destituída de esforços. Numa sociedade que se vangloria de meritocracia por esforço e trabalho duro soa uma desvantagem que alguém saia de berço em disparada na frente.

    Outro ponto também é alarmante, as mulheres já dominam o capital erótico há muito mais tempo do que os homens, e a elite masculina acaba tentando apagar o potencial de crescimento das mulheres disseminando um preconceito coletivo de que a mulher sensual e bonita só serve como objeto e deve ser tratada com demérito.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Em que época da sua vida você começou a desenvolver seu capital erótico, Fred?

      • Frederico Mattos

        Meu corpo começou a mudar pelos 21 anos, fase que desencalhei e tive minha primeira namorada na vida.
        Mas minha habilidade de palestrar e falar em público começou aos 19 anos. Já minha disponibilidade em ajudar as pessoas começou com 10 anos, avançou aos 15 anos onde me livrei de apanhar do fortão da escola por ajudá-lo com problemas pessoais e tomou corpo aos 20 anos quando eu já fazia MUITO trabalho voluntário.
        Desenvolvi minhas habilidades sociais primeiro, a beleza veio depois numa época que eu já não me deixei fascinar por ela, já que eu tinha enfrentado muito perrengue por ser o feinho quatro-olhos da turma.
        Hoje me sinto uma pessoa muito feliz e não posso negar o efeito positivo do capital erótico na minha vida ou ter falsa humildade em dizer que é coisa da cabeça dos outros ou delírio pessoal. Demorei muito para assumir isso e tem vezes que ainda tenho recaídas, menos, mas tenho.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Cara, você compartilhar sua história com esses detalhes e fase a fase é de grande riqueza pra muitos lendo esse artigo.

        Muitos se sentem presos a imagens de si mesmo e esquecem o quão mutável é nosso capital erótico, o quanto podemos avançar – menos pensando em somente mais sexo, e mais em nos tornar pessoas melhores.

        Afinal, o sujeito ao trabalhar, ser voluntário, crescer e amadurecer ganha vivacidade, força, saúde, disposição e uma série de outros elementos que atuam diretamente em como somos percebidos.

        ps.: e o secador de cabelo e aquela escova especial que tinha no banheiro, vieram quando?

        :P

      • Frederico Mattos

        Acho que muitos homens subestimam o capital erótico e isso os torna marginais de si mesmos. Eu nunca imaginei que a beleza pudesse bater na minha porta, então usei as armas que eu tinha.

        Simpatia, bons conselhos, amizade honesta e curiosidade genuína foram meus elementos que compuseram minha vivacidade e carisma. Depois percebi que se eu andasse como um franciscano (sim já quis ser literalmente seguidor da ordem de Francisco de Assis) não seria isso a me distinguir como humilde ou acessível para as pessoas. Fiquei mais confiante quando meus traços foram mudando, mas meu caráter nunca mudou radicalmente, só se fortaleceu e me fez pensar que eu tinha mais um atributo e que isso seria mais uma ferramenta para me aproximar das pessoas.
        A ideia batida de que a beleza ou a sexualidade corrompem a pessoa é retrógrada e serve para desqualificar pessoas que tem tanto direito ao sucesso quanto qualquer outra. Porque uma pessoa bonita, sensual e cheia de vida deveria ser olhada com desprezo?

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        “A ideia batida de que a beleza ou a sexualidade corrompem a pessoa é retrógrada e serve para desqualificar pessoas que tem tanto direito ao sucesso quanto qualquer outra. Porque uma pessoa bonita, sensual e cheia de vida deveria ser olhada com desprezo?”

        Excelente.

      • http://www.facebook.com/andre.goncalves.77736 André Gonçalves

        Desprezo não, ceticismo…

      • Frederico Mattos

        Ceticismo acompanhando de certa postura desacreditada.

      • http://www.facebook.com/julianaerica.martins Juliana Érica Martins

        e vc guilherme, usa bem este capital? fala das suas experiências também.

      • verossimil

        Contaí, @papodehomem:disqus, dá resultado tua famosa cruzada de pernas?

    • Bruno

      Cara, depois de ler esse texto, num momento que eu estou precisando muito de estudar melhor essas coisas para “me melhorar”, seus comentários parecem se encaixar perfeitamente na situação, e me fizeram ver que talvez seja dessa mudança que eu preciso. Seria ainda melhor se você pudesse dar algum conselho, recomendar alguma leitura ou o estudo de algum tema (sem querer abusar da sua vontade de ajudar).
      Abraços, e parabéns!

      • Frederico Mattos

        Procure ajuda de profissionais que cuidam de aparência, oratória, comportamento, arte e criatividade. Acho que já é um bom começo.

        Abraço

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100003902156985 Sâmara Souza

    Eu acredito que o “Capital Erótico” seja composto pelos outros três “capitais” (financeiro, humano e social). Beleza e/ou apelo erótico não se sustentam sozinhos.

    • Juliana Cordeiro

      Sâmara, capital financeiro, humano e social são capital financeiro, humano e social. Capital erótico é outra coisa. Na minha opinião, nenhum dos capitais se sustenta sozinho. A grande força está em aliá-los, não negligenciando nenhum deles. Reafirmo que quando falamos de entretenimento, o capital erótico desbanca todos os outros. Em outras situações em que temos igualdade de capitais, quem tiver capital erótico leva, garantido e comprovado. Beijos.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Sâmara, capital financeiro, capital humano e capital social são capital financeiro, capital humano e capital social. Capital erótico é capital erótico e não estamos falando apenas de beleza e apelo erótico, são 6 os elementos. Não dá para deixar de lado, o visual, o carisma, a vivacidade e a sexualidade. Na minha opinião nenhum dos capitais se sustentam sozinhos, a não ser em situações bastante específicas. Repito que no mundo do entretenimento, nenhum supera o erótico. Está comprovado cientificamente que em situações onde os outros capitais é equivalente, o erótico sai na frente, quer a gente acredite ou não.

  • Henrique Marquezi Filho

    Belíssima estréia no PdH. Já tinha lido um texto da Juliana que eu constantemente trago a minha cabeça. O tema do texto era: “quem queria não quer”.
    Bem vinda!!

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Brigada Henrique!!!

  • http://www.facebook.com/people/Patricia-Marques/716341860 Patricia Marques

    Excelente Ju, AMEI!

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    @765bf6b78688d75e38421c3e71781593:disqus tem algum caso em que seu Capital Erótico atuou contra você?

    Minha noiva sente o inverso, que você descreveu um pouco no começo do texto. Na área pública, mulheres bonitas devem batalhar muito mais para conquistar espaço. Acabam sendo desperezadas e reduzidas ao Capital Erótico, mesmo que tenham comprovadamente outras características importantes.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      André, não é só na área pública que as mulheres bonitas tem que batalhar muito mais não. O preconceito é generalizado. É na verdade um paradoxo. A beleza abre e fecha portas. Facilita e dificulta. A mulher precisa ser muito hábil e conjugar todos os seus atributos. Usar a fluidez e a abundância típicas do feminino em situações específicas. Agir como homem só trás prejuízo às mulheres. Cá entre nós, não é de hoje que mulheres são colocadas em posição inferior, não é mesmo ;)?

      • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

        Isso mesmo Juliana, assim que percebo também, um paradoxo.

        E quanto as mulheres serem colocadas em posição inferior, infelizmente é verdade. Particularmente nunca pensei assim; avalio que não seria metade do que sou (em qualquer tipo de capital), não fosse a presença da minha mulher – e seu(s) Capital(is) – ao meu lado.

      • verossimil

        “Dificulta”? Suponho ser o caso de trazer à baila a opinião de mulheres menos esteticamente favorecidas.

  • Pingback: Capital erótico; quais são as suas armas? | SemEspartilhos

  • http://www.facebook.com/people/Fernando-Gouveia/1770199954 Fernando Gouveia

    Gostei muito do texto, já ouvi a comparação entre grandes cargos em empresas e pessoas bonitas.
    Julgar é humano.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Brigada Fernando. Você acha que por outro lado a beleza pode ser opressora?

  • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Silva/100001734117370 Ricardo Silva

    Assunto pouco falado? Não acho, é mais uma releitura, fico lembrando de quantos autores mais ou menos populares, dos mais diversos ambitos, já falaram de forma explícita dessa relação atração / vantagens sociais, como Anton Lavey expicando P.S.E. (Projeção Sensual Extra) para as bruxas satanicas, o Robert Greene e seu “registro definitivo” sobre A Arte da Sedução. Tentaram fazer uma polemica com esse livro da Catherine Halkin (com certeza, as colegas feias e invejosas da autora, como nos contos de fada…), mas, convenhamos, é “a vida como ela é”

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Ricardo, você acha que as pessoas realmente entendem o capital erótico como a vida como ela é ou precisam ser lembradas disso?

      • http://www.facebook.com/people/Ricardo-Silva/100001734117370 Ricardo Silva

        Acho que lembram constantemente, e como todo bom neurotico se enche de desculpas pra se entorpecer, mas me parece o óbvio ululante, é tema de arte, música, filme, novela… Pra manter a publicação no estilo “citações”, lembro o saudoso José Angelo Gaiarsa e seu “Tratado Geral Sobre a Fofoca”, a insatisfação com a vida é enorme, mas a falar do outro é mais fácil do que mudar a si mesmo. Sim, podemos melhorar nosso capital erótico (olha os PUA’s, os programas de recauchutagem na tv), mas a pergunta é se as pessoas estão preparadas pra consequencia. Tem gente que tem medo de chamar a atenção, de ser o foco e evidenciar que não tem nada para mostrar. Tem (muita) gente que tem medo de ‘ser feliz’. Tem aqueles que procuram ‘denunciar’ a futilidade do mundo, fazendo disso uma questão política, mas no fundo mesmo, levaram aquele fora da paixonite adolescente e não sabem como se tornar atraente (uma inveja enrustida sabe?). É difícil ver aquilo que está a nossa frente, a ilusão é mais comoda

  • http://www.facebook.com/candi.lima Candy Candyy

    Adorei o texto!

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Brigada!!!

  • Julio

    Muito bom ler um texto sobre o tema “beleza” sem frescurinha ou sinais de ego inflado.

    Só vejo ainda uma barreira a ser quebrada. Um cara falando do assunto sem ser taxado de viado.

  • Murilo B.

    Gostei do texto, acho que nunca tinha encarado o assunto dessa maneira. Sempre considerei os elementos físicos do capital erótico como a “casca”, o superficial, por isso menos importantes. Acho que o Dr. Love (sempre ele) já discutiu algo mais ou menos nessa direção.

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    “A pessoa carismática causa um fascínio, temos vontade de acompanhar cada passo, gesto e palavra dela com uma adoração cega por sentir algo grandioso”.

    Isso me fez lembrar de uma visita que fiz a um grande empresário na cidade de Manaus. Estávamos perdendo esse cliente para uma concorrente Americana, já havíamos enviado três gerentes para negociar a renovação do contrato e nada de sucesso.

    Eu me ofereci para ir, seria a nossa última cartada. Nossa reunião foi rápida e objetiva. Sair de lá com o contrato renovado para mais cinco anos, e um convite para jantar logo mais a noite. Não aceitei o convite, com a desculpa que estava voltando para Goiânia naquela tarde.

    Dias depois, fiquei sabendo que o que fez assinar um novo contrato conosco, foi a minha cruzada de perna, segundo ele, ficou encantado com a maneira que falava e cruzava as pernas.

    Acontece, e juro que foi sem nenhuma intenção.

    @765bf6b78688d75e38421c3e71781593:disqus Parabéns pela estreia, boa sacado do PdH, lhe ter aqui.

    • http://www.facebook.com/julianaerica.martins Juliana Érica Martins

      ai sim hein

    • verossimil

      A julgar verdadeira a justificativa do “encantado” empresário, só uma coisa a dizer do dito cujo: profissionalismo ZERO.

      • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

        @verossimil:disqus Concordo, se o dito cujo, não fosse o dono do maior império industrial da América Latina.

      • http://www.facebook.com/felipe.caiado.3 Felipe Caiado

        Arrisco no visual, carisma. Na maneia convincente que a Fernanda tem ao falar, principalmente quando está séria, centrada.

      • verossimil

        E, de seu trono empresarial manauara, quis (te) jantar, assinando “um novo contrato” baseado no “encantamento” provocado por uma “cruzada de perna”. OK, se o cara é o pica-industrial das galáxias não cabe duvidar do extremo profissionalismo aí claramente demonstrado.

      • Andre Trindade

        Rs…muitos destes donos dos maiores imperios industriais, receberam o feudo por herança, negócios obscuros, etc. por isso valorizam mais uma cruzada de pernas do que análises profissionais de negócios.Acostumados a comprar pessoas.. mas os negócios sobrevivem pois não dependem muitas vezes de suas habilidades como empreendedores.

      • Leandro

        Ah….ninguém sabe que essas coisas acontecem, não……..Só são normais

  • Bruno Longo

    Puta texto, e sempre vale lembrar que o Capital Erótico não exclui o Capital Intelectual, afinal, quem é inteligente de verdade vai desenvolver os dois.

    Parabéns pelo texto!

  • http://www.facebook.com/people/Filipe-Stocker/100001476454030 Filipe Stocker

    bahhh… como diz o gui… texto fóóóda!!! parabéns juliana

    • Frederico Mattos

      Posso te perguntar uma coisa? Te conheci pessoalmente e queria entender como você lida com o capital erótico, caro Filipe? E como isso ajuda ou não no seu trabalho.

      • http://www.facebook.com/people/Filipe-Stocker/100001476454030 Filipe Stocker

        Bah Fred, só a primeira pergunta já suscita um livro como resposta.
        Vim de uma adolescência confusa quanto ao meu potencial e ao uso das minhas armas. Assim como tu muito bem descreveu, me expressava defensivamente e isso me atrapalhou muito nas relações sociais. Mas por outro lado, a auto crítica dessa fase anti-social deixou claro que para minha evolução pessoal, a carcaça teria que vir acompanhada de uma série de outras ferramentas, e assim fui explorando outros potenciais.Fazer um feedback dos meus últimos 10 anos é demais gratificante. Lembro de alguns comportamentos que tive em determinadas situações e nem acredito que tinha tamanha inabilidade de lidar com as outras pessoas.
        Se por um lado evolui muito fisicamente, e isso inclui o corpo, o comportamento, a expressão corporal e o estilo, por outro lado, busquei uma melhora com mais vigor, dada a necessidade, no trato com as pessoas, na positividade, e principalmente na capacidade de extrair o melhor das pessoas e lugares a sua volta.
        Soma-se a isso o ideal de homem que carrego desde a infância, que talvez tenha sido criado a partir da ditadura da industria hollywoodiana, em que o cara pode sim ser bonito, educado, atleta, simpático, humilde, bem sucedido e querido por todos.
        Na adolescência percebi no meio em que vivia, algumas pessoas diferentes que se destacavam por unir nobres qualidades. Eles detinham uma soma de qualidades como pouco se vê normalmente por aí, como beleza, bom humor e humildade, ou riqueza, simpatia e simplicidade. Com esse diferencial eles conseguiam ser queridos por praticamente todos que os conheciam. É a conversa que hoje estamos tendo.
        Acho válida e legítima essa busca pela ampliação do capital erótico de cada um.
        No que se refere ao meu trabalho, vão algumas considerações:
        Tendo em vista que sou advogado, o uso do capital erótico tem que ser muito específico e natural, para não ensejar uma interpretação errônea de anti profissionalismo.
        Um visual atraente tem facilitado caminhos. Numa reunião por exemplo, um grande primeiro impacto, quebra o gelo do momento e muitas vezes fica inevitável alguém não tecer comentários. Isso cria intimidade, aproxima.
        - por fim, inevitável citar a necessidade frequente de quebrar o pré conceito da beleza/incompetência. Assim como qualquer outro preconceito social, “se mostrar ser” é tão importante quanto “ser”. Mas esse é o jogo, e não jogar também é jogar.

        Espero que de tudo que foi escrito, algo seja válido.

        Abração Freud, opsss… Fred

      • Frederico Mattos

        Filipe, que depoimento lindo. Tudo respondido, me parece que você lida muito bem com essa questão mesmo com os impasses do começo de vida! Obrigado por responder.

        Abração :)

  • http://www.facebook.com/osouzajefferson Jefferson Souza

    É de textos assim que precisamos todos os dias. Mandou muito bem Juliana.

  • Isa

    Adorei o texto, parabéns! O assunto caiu muito bem. Importante esclarecer e desfazer preconceitos. Entender como funcionamos/reagimos é o primeiro e mais importante passo nesta direção. Me identifico bastante com o seu relatoem vários momentos. Fiquei pensando sobre o que, para mim, ainda seria mais um elemento deste capital: a autenticidade. Sei que é algo que está fortemente relacionado com alguns dos outros itens mencionados, mas, creio que, em muitas ocasiões, a autenticidade é um coringa que costura as citadas características numa trama interessantíssima e pode até mesmo substituir algumas delas, sem qualquer perda significativa no montante do “capital”. É só pensar no que algumas pessoas causam, apesar de serem meio anti-sociais, não estarem dentro de um padrão estético enaltecido, ou dizerem coisas que a maioria das pessoas não gostaria de ouvir. Tem relação com autoconfiança e atitude. Gostaria de saber a sua opinião sobre, Juliana.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Isa, na minha opinião para usar bem todos os elementos do capital erótico há de ser autêntico. A autenticidade dá leveza a cada um deles. Nenhum destes poderosos elementos é bem executado se não há autoconfiança e atitude.

  • Médico_Mg

    Ótimo Texto… Vc é LITERALMENTE, lobo em pele de Cordeiro…rs
    É claro que todo mundo sabe disto que vc falou, a beleza é um abre portas inevitável. O desdém a ele é geralmente de quem não tem, mesmo.
    Gostaria de comentar alguns pontos:

    1- Aquele rosto bretão mais perfeito, se vc observar, tem o sulco nasolabial esquerdo mais lateralizado do que o direito, rs.
    2- A Gisele tem um 1,79m e não 1,85, a não ser que pra vc, capitalista erótica, seja mandatório o uso de salto, rs. E o jeito estranho dela andar é simplesmente o mais valorizado “catwalk” de todos os tempos.
    3- Uma vez, estava em uma conversa com uns portugueses sobre a tourada portuguesa e não é que um deles já nervoso solta sobre a famosa “vaca brasileira”, não sei se foi seu intuito mas descrever “tchecas sendo, bem, tchecas” pode ter esse impacto.
    4- Adoro VInícius, receita de mulher, cairia muitíssimo bem para esse post, só não entendo pq sempre esquecem do tom jobim, que tbm é autor da canção…

    No mais, vc tá de parabéns!

  • http://www.facebook.com/Yokutxa Yolanda Marixe

    Texto interessante. Nunca sequer tinha parado para pensar que existiam tantos capitais. Obrigada Juliana :)

  • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

    *Excelente* texto, @facebook-721355843:disqus !
    Nunca vi uma desconstrução tão clara do tema.

    “Se tem alguém aí pensando que é desafortunado por não ter capital erótico e quer romper o preconceito tenho uma boa notícia: Capital Erótico se aprende, se aprimora e se desenvolve. Todos podemos!”

    Que tal dar um empurrão aqui? Mais textos de modas são muito bem-vindos!

    ps: Como esse estilo vagabundo do Depp pode ser tão cool? ;)

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Paulo, Depp é cool porque é autentico. É de verdade.

  • Ana

    Nossa!Me identifiquei muito com esse texto.Na época do ensino fundamental/médio tbm tinha muitos amigos homens e as meninas não gostavam de mim.E as que ficavam perto era pq queriam algo com algum menino que ficava no meu grupo de estudo.Sempre fui boa em me comunicar.Não gostava muito de maquiagem e essas coisas de menininha e jogava futebol com eles,não saia correndo quando começava a chover.Eu tirava boas notas,sempre era escolhida lider da turma (a professora colocava meu nome pra votação sem eu me disponibilizar).
    Legal saber disso…mas hj nem tanto rs

  • anonymous

    Olá Juliana!

    Gostei da sua coluna mas permita-me dizer que não concordo com ele, principalmente no parágrafo que o conclui.

    Me considero muito mediano no quesito estético/erótico, e bem inteligente apenas no âmbito do meu trabalho. Fora dele não teço muitos comentário, então evito produzir ruído sobre o que não conheço. Sou pobre de capital social pois trabalho muito, tenho contato com pouquíssimas pessoas no dia-a-dia e me acho independente das outras pessoas, e por isso acabo não ligando muito para elas. (1)
    Porém na hora do almoço, como fora todos os dias e vejo muitas pessoas diferentes. Nesses momentos gosto de me colocar mentalmente no lugar delas e imaginar o mundo que as cerca, e infelizmente minhas suposições são quase sempre certeiras, vendo como elas tratam as pessoas ao redor. (2) Vejo muito mulheres razoavelmente bonitas e, por conta disso, extremamente bem produzidas (roupas, maquiagem etc). Suas ações/conversas (que escuto) me parecem fúteis. Suas crises existenciais extremamente comuns e em geral de fácil solução. Mas não vejo movimento para o crescimento espiritual; não digo no sentido religioso, e sim na capacidade de distribuir amor pelo mundo. Por conta disso consigo notar que quase não existem pessoas que queiram avançar na vida caso tenham capital erótico. E isso gera um preconceito enorme na minha cabeça, a ponto de ser grosseiro com pessoas mais bonitas, e extremamente simpático, alegre e receptivo com pessoas mais feias.
    No entanto sou extremamente atraído pela beleza. E tratar “mal” quem as têm está me fazendo um sujeito pior, situação que só melhoraria caso encontrasse um contra-exemplo, coisa que até hoje não aconteceu. Triste.

    (1) Não gostaria de ter minha identidade revelada. Fico mais à vontade para escrever quando não sou reconhecido.
    (2) Tenho facilidade para enxergar as pessoas. Consigo notar nuances e detalhes que acredito a maioria das pessoas não vêem.

    • Frederico Mattos

      Eu tinha a mesa dificuldade que você, meu caro, de verdade. Preconceito com mulher bonita, depois de superar esses receios pessoais e me tornei profissional na área de psicologia comecei atender muitas pessoas, entre elas mulheres bonitas.

      Fiquei surpreso em reconhecer que debaixo daquela fina película de segurança haviam conflitos muito parecidos com os de qualquer outra pessoa e que muito dessa arrogância superficial era uma estratégia defensiva que usavam para não lidar com o preconceito que existe com pessoas bonitas.
      Elas sempre são tratadas com um endeusamento/desprezo por parte de caras que tem medo/desejo por elas e isso causa repelência. Muitas se surpreendem e até gostam quando um homem se aproxima com naturalidade e as deixa a vontade para rir sem fazer pose ou simplesmente ser molecas.
      Acho que sua visão só reforça o desempenho delas. Descobri muitas mulheres bonitas com o tempo que tem uma personalidade invejável, no sentido humano do termo. Aliás, a Juliana é um exemplo desse, linda em todos os sentidos. Palavra de quem convive.

    • verossimil

      Gente, sem lero-lero. Há tão somente “carisma” e “apelo sexual”, e isso pra não cair na tentação de observar o quanto são parecidas as duas coisas: o resto é o resto, variações de um mesmo tema, pseudo-racionalizações e especificidades irrelevantes e tentativas de interpretação que complicam o que é mais fácil do que parece.

      • http://www.facebook.com/julianaerica.martins Juliana Érica Martins

        kkkkkkkk vc é engraçado. Mas acho legal este tipo de humor, só faltou colocar o “risos” ao final do seu comentário rs

      • verossimil

        É comigo? Tem humor nenhum no meu comentário não. Involuntário, talvez?

      • Anomymous

        Ninguém disse o contrário de você. Se pareceu, avise que eu reformularei.

      • verossimil

        Se é você “Anomymous” o mesmo “anonymous” do comentário, entenda: concordo com tua discordância ao “lero-lero” do post, e aproveitei pra radicalizar.

      • Leandro

        Mas é o lero-lero que cria os chamados ”intelectuais”, por isso

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Eu acho que sei quem escreveu este texto… o estilo de escrita é muito familiar… muito mesmo…

    • Leandro

      Também possuo esses tipos de crises internas…

  • Ana Luiza

    Sinto muito mas não me importo com Capital Erótico. Tenho dinheiro e muito. Não faço nada na vida a não ser gastar dinheiro. Nenhuma porta se fechou pra mim (por causa do dinheiro) e se hoje eu sou bonita foi a custa de muito exercício físico, cabeleireiro caro, roupas de grife e cirurgia plástica (não necessariamente nessa ordem). Nunca me esforcei para me aproximar das pessoas, muito pelo contrário, tenho uma cara bem fechada, só sorrio se estou realmente achando graça, não atendo telefone quando não quero falar, não faço amizades por conveniência, não puxo saco de ninguém e detesto que puxem o meu também. Tenho um círculo de relacionamentos bem restrito e sou MUITO feliz assim.
    Obs: você é realmente uma moça muito bonita (pelo que dá pra ver na foto), sinto te desapontar mas a sua beleza não é nada rara como você descreve no item 1, pelo contrário, é bem normal.

    • verossimil

      Honestidade a 110%, se for mesmo verdade e não pura e simples trollagem. Negócio é achar como ser assim feliz e realizado sem grana saindo pelo ladrão, trilhando o caminho mais difícil (que, pra mim, é infelizmente o único)…

      • http://www.facebook.com/people/André-Arcas/100001655470610 André Arcas

        @verossimil:disqus, concordo com você que, em certa medida, dinheiro é indispensável à felicidade. Mas acredito que ser feliz sem depender de “grana saindo pelo ladrão” é o real propósito das nossas vidas – ou pelo menos parte dele. Paradoxalmente, a ausência das distrações advindas dos confortos e luxos que o dinheiro traz, nos permite focar com melhor qualidade no que realmente queremos, precisamos e, principalmente, somos. Descobrir o que você pode tirar dessa vida e oferecer para as dos outros; se encontrar nesse caos de sentimento e gente e trabalho e loucura; ser o melhor que podemos ser para nós mesmo e para o mundo que nos rodeia.

        Penso que alcançar a felicidade nesses termos é muito mais significativo do que viver como uma pessoa que não faz nada a não ser gastar dinheiro; uma pessoa que vale nada mais do que o número de dígitos em sua conta bancária.

      • Ana Luiza


        Descobrir o que você pode tirar dessa vida e oferecer para as dos outros; se encontrar nesse caos de sentimento e gente e trabalho e loucura; ser o melhor que podemos ser para nós mesmo e para o mundo que nos rodeia.”
        Nossa!!! Quanto sentimento bom reunido em uma só pessoa. Eu queria ser assim… no máximo uns quarenta minutos kkkkk e depois voltar a ser, ou melhor “viver como uma pessoa que não faz nada a não ser gastar dinheiro” . Você se preocupa excessivamente com os outros, não acha?

      • http://www.facebook.com/people/André-Arcas/100001655470610 André Arcas

        Talvez eu me preocupe demais, mas gosto de pensar que me importo o suficiente. Não com o que pensam de mim, isso é quase irrelevante; mas, como sugeri há pouco, em como posso semear sorrisos sinceros, cultivar felicidade genuína e colher pessoas melhores.

    • Andre Trindade

      O conceito de beleza rara se relativiza com o tempo, local e cultura. A autora se refere a beleza rara em relação ao meio em que convivia.
      Mas por outro lado, a autora demonstrou certa insegurança em relação ao seu capital erótico quando de um modo que suou até artificial, quando em sua auto descrição refere-se que frequenta pizzarias com o namorado. algo desnecessário no contexto geral e na proposta do post. Indicativo de que o capital erótico não lhe trouxe liberdade absoluta?

      • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

        André, como as perspectivas de cada um mudam a realidade dos fatos. Ter um namorado, assumir este namoro e ser feliz numa relação a dois diminui em que a minha liberdade??? O meu namoro é parte da minha vida tanto quanto a consultoria de moda, o marketing, o blog, então para mim não faz sentido deixá-lo de fora. Só isso. E por falar em liberdade, eu desconheço alguém que se sinta absolutamente livre. Quem decide o que é necessário no contexto da minha biografia sou eu, não acha?

      • Andre Trindade

        Conheço a tese original, vc traduziu muito bem em linguagem simples. Mas frases-resposta do tipo “Quem decide o que é necessário no contexto da minha biografia sou eu, não acha?” Desapontam um pouco entre o que vc escreve e como se posiciona em relaçao as criticas dos leitores. Vaidade ? Quem tá na chuva é para se molhar.Responder criticas com perguntas tiram bastante o Brilho de qualquer autor..Aguardemos os próximos capítulos….

      • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

        Andre, as criticas ao texto são super bem-vindas. O texto está na chuva e por ele eu me molho. A minha biografia não está aberta à discussão. Isso não tem nada a ver com vaidade. É apenas uma parte da minha vida e da minha história que está compartilhada ali. Mencionar o namorado mostra apenas que estou numa relação que vale a penas ser mencionada pela importância e relevância que tem na minha vida e passa longe de ser insegurança.

    • http://www.facebook.com/julianaerica.martins Juliana Érica Martins

      kkkkkkkkk vc deve ser muito feia e mal resolvida , rsrs para falar desse jeito, rsrs e nem foto tem aqui rs se mostre, veremos se é mesmo bela

    • Leandro

      Concordo com você. Também tenho uma personalidade semelhante, odeio puxa saquismo e sorriso falso. Vejo isso também como uma forma de proteção para não me envolver com quem não valha muito a pena. Quem se abre demais acaba se envolvendo também com vários que não gostam de você, só querem tirar algum proveito ou então te prejudicar.

      • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

        Foi isso que vocês entenderam do texto??? Capital erótico é puxa saquismo e sorriso falso?

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Ana Luiza, a sua arma claramente é o dinheiro e você se limitou a ela. Tudo bem! Eu prefiro usar todas as que tenho. Em momento algum do texto eu disse que a minha beleza é unânime, mesmo porque nenhuma é.Então minha cara não estou desapontada. A beleza varia de olho para olho, de lugar para lugar, é percebida de maneiras distintas a todo tempo. E não espero que mulheres a reconheçam. Infelizmente mulheres reforçam um discurso bastante machista de que beleza é futil. Usar o capital erótico é explorar seu potencial humano, testando suas habilidades também físicas, não é puxar saco de ninguém, nem fazer amizades por conveniência. Conveniência não é amizade, é negócio.

    • Tadeu

      Boa, mesma coisa comigo. Nunca me importei com beleza porque nasci em berço de ouro, venho de familia muito rica e as mulheres bonitas naturalmente se aproximam de mim sem que eu faça nada. É claro que a BMW ajuda, mas não é tudo, tive que desenvolver um senso de sociabilidade que não tinha. Mas até me surpreendo do poder que o dinheiro tem. Já recebi calcinhas pelos correios de pretendentes lindas. Isso até me assustou um pouco.

    • Tiago

      É claro q vc não importa com ele, vc pode adquirí-lo da maneira mais fácil (e fútil possível). Se vc tivesse q ralar para conseguir esta grana q vc diz q tem, iria se importar (e muito) com CE. É fácil ‘falar’ assim qdo ganha-se as coisas de mão beijada.

  • Alice

    Quando li o título e o início do texto eu pensei: bleeeeh… mais do mesmo…
    Que bom que continuei lendo! O post é muito, muito, muito bom!
    A forma fácil e exemplificada com que vc escreve (e provavelmente a foto do Johnny Depp tb) me ganharam!
    Parabéns pelo texto!

  • http://www.facebook.com/estelaarocha Estela Rocha

    Texto bem detalhado sobre Capital Erótico! Muito muito muito interessante! Mais interessante ainda para mulheres que, de alguma forma, se “bloqueiam” em relação ao poder natural que expressam sem nenhum apelo.

    No meu caso, certos elogios/comparações me causaram “traumas”, a comparação na escola ainda, da menina bonita e legal não poder ser inteligente, boa esportista, por que simplesmente era demais, me causou uma certa dificuldade de lidar com qualidades e, como minha psicóloga disse, fico menosprezando as minhas aptidões por sentir necessidade de não causar animosidade entre mim e as pessoas que convivo (principalmente as que tem problema com auto estima) e definitivamente não sei lidar com elogios.

    Li algumas críticas ferrenhas sobre essa teoria, mas haja vista a experiência de analisar como as pessoas com beleza, carisma, bom gosto, entre outros detalhes que são expressados naturalmente, tem maior facilidade para alcançar O QUE QUISEREM, acho muito válida!

    Parabéns pelo texto, Juliana!
    E para constar, comentários fantásticos.

    • Andre Trindade

      Acredito que o bloqueio seja oriundo do sentimento de culpa que é imposto, principalmente na cultura latina. Pessoas de baixa auto estima, através da culpa, manipulam e tentam imobilizar aquelas que apresentam um bom capital, seja economico, erótico, etc…

  • giannaX

    Belo texto.

  • Andre Trindade

    Culpa x Capital eróticoTexto brilhante, bem de acordo com o trabalho da Catherine Hakim, que causou certo repúdio em muitas feministas mais conservadoras (a maioria sem capital erótico algum).
    A culpa latina-católica, infelizmente, como instrumento de dominação, nos afastou do capital erótico, fazendo-nos negá-lo e até mesmo nos envergonharmos de nós mesmos. Recomendo a leitura do texto original, caso possa postar links por aqui no PDH, está aí:
    http://178.79.155.39/wordpress/wp-content/uploads/2011/07/ESR-Erotic-Capital-Oct-2010.pdf

  • Andre Trindade

    Importante não confundirmos capital erótico com sedução.
    Capital agrega valor também na vida das outras pessoas.
    Sedução segue caminhos artificiais:1) bajulação;2) auto promoção; 3) o sedutor tenta provar as outras pessoas o quanto é lucrativo tê-lo por perto;4) No fim, sedução visa apenas tirar vantagem dos outros, sejam estas, sexuais, financeiras, massagem no ego, etc.
    Sedução não agrega valor algum real.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Andre, não concordo que a sedução tenha apenas esta vertente. Seduzir é também persuadir em direção a crescimento, abertura e aí não tem nada a ver com os caminhos artificiais a que você se refere.

      • Andre Trindade

        Sim, claro, sedução pode ser utilizada positivamente também,instrumento. Mas acho que sedução é ferramente do capital erótico, é meio de externalizar e não um fim em si mesma.A sedução é ferramenta do valor agregado chamado Capital erótico. Abre caminhos. O problema é quando confundimos sedução com valor. Por isso muitos (as) sedutores(as) abrem portas mas depois não conseguem mantê-las, simplesmente pq achavam que bastava a sedução e não o capital erótico,.confundiram o valor com as ferramentas.

  • http://www.facebook.com/xaviernandes Leonardo Xavier

    TEXTAÇO²
    Adorei a observação, realmente excelente texto.
    Como sou de fato abusado por natureza espero que continue contribuindo aqui e com toda essa visão que você tem, juntamente como pessoal do PDH trabalhe em artigos do gênero, sem querer pedir demais já pedindo, sou “abusado” assumido, postar umas dicas precisas de Look’s.
    Na internet encontra-se muito conteúdo bom para ajudar as mulheres a se arrumar, fora o PDH, conheço pouquíssimos websites que tratem do assunto.
    Forte abraço, ótimo texto.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Leonardo, siga-nos e verá muita coisa legal. Obrigada pelas palavras.

  • Daniel

    Eu sempre pensei isso, mas nunca havia esquematizado mentalmente de forma tão clara. Ótimo texto

  • http://www.facebook.com/julianaerica.martins Juliana Érica Martins

    Entendi, e não conhecia este tipo de capital. Agora gostaria de dicas para saber como desenvolver algum deles. E será que todos podem ser desenvolvidos?

    Não consigo imaginar forma de desenvolver algum deles. Outros sim como carisma.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Juliana, quais você acha que não podem ser desenvolvidos e por que?

  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    30 anos e não tenho capital erótico nenhum. Tou devendo na Bolsa de Valores do Erotismo… Já estou na falência… :p

    • Aldo

      Idem Vagner, idem… eu tô na pindaíba do capital erótico.

      enquanto isso vou ouvindo e cantando ”erotic” da madonna, quem sabe eu me inspire.

      • verossimil

        Auto-estima, pessoal. Nem toda beleza é óbvia, nem toda atratividade é determinada exclusivamente pelo que se vê diariamente no espelho…

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Vou falar uma coisa sobre auto-estima: eu tenho um PUTA MEDO de virar um cara PUTA ARROGANTE. (acho que sou um pouco). Pois o que mais noto é as pessoas usando o termo “auto-estima” para se referir como um “deus de si mesmo”.

  • Pingback: Capital Sensual: Quais são as suas armas? | Blog do Marcone

  • http://www.facebook.com/katyanecristina Katy Cris

    Texto interessante.
    Bem, eu sou bonita mas não tenho esse tal ‘capital erótico’ não. Sou tímida mas isso não me impede de falar/fazer o que quero. Sei ‘ser simpática’ quando julgo importante….
    Lendo os relatos do @fredericomattos:disqus e do @facebook-100001476454030:disqus, fiquei pensando que talvez seja interessante fazer algumas mudanças por aqui. Porém, teimosa que sou, acredito que se fizesse isso não estaria sendo eu mesma. Isso de mudar estilo e/ou atitude para agradar pessoas, não me apetece muito não. Parece antipático, mas é o que tem pra hoje.

    • Leandro

      Concordo. Eu também sou assim.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Katy, usar o capital erótico não é agradar pessoas é potencializar o que você tem de melhor para criar relacionamentos, fazer negócios e usar sua energia para fluir em direção a novas experiências. Não é agradar aos outros, é explorar a si mesma.

  • Zu

    Texto muito bom. Percebe-se que além de beleza, você tem talento. Porém, não esqueça de ter humildade. Uma pessoa soberba não possui capital erótico.

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Zu, o fato de eu reconhecer algo em mim não me torna soberba, pelo contrário, me deixa mais segura para saber que não preciso ser. O meu capital erótico foi algo que me trouxe problemas e que me deixou fechada por um bom tempo. Entender o que acontecia me tornou uma pessoa melhor e mais aberta, apenas isso.

  • http://www.facebook.com/rodrigo.pinheiro.1481 Rodrigo Pinheiro

    gostei.. isso foi bem estudado

  • Lécomcré

    Concordo com tudo que a Juliana escreveu, e tbm me identifiquei muito com os relatos de adolescência. Também tive uma adolescência confusa, e parte da vida adulta tbm, na adolescência em parte pelo fato de ser bonita e chamar a atenção e não ter consciência disso, do que eu causava nas pessoas. Na vida adulta por demorar, em decorrência da adolescência difícil, a descobrir o meu capital erótico. Hoje aprendi a tirar proveito, mas foi um longo e penoso processo, me livrar da culpa de ser bonita, e ainda procuro melhorar muito como pessoa e me superar sempre. Auto estima é importantíssimo. Beleza vazia não está com nada. Adorei o texto porque me deu mais certeza de que tenho tudo nas mãos. Só preciso fazer a coisa certa e trabalhar para que as coisas sejam como eu quero. Sempre, claro, com amor no coração e respeito pelo próximo. O resto, tá tudo dominado. :) Parabens pela simpatia Ju!

  • http://www.facebook.com/roberto.leones.96 Roberto Leones

    Ju, muito legal o texto. Não acho que tenha capital erótico, então, que tal você dar dicas de como adquirir ou aprimorar o capital erótico em próximos posts?

    • http://www.facebook.com/juliana.g.cordeiro.1 Juliana Guisilin Cordeiro

      Roberto, este é o plano.

  • http://www.facebook.com/people/Antonia-Ferreira/100000018631182 Antonia Ferreira

    Amei, amei e ameeeii. Como disse o Guilherme: “TEXTAÇO”

  • http://www.facebook.com/people/Leo-Moura/100003636074815 Leo Moura

    Resumo: Cada um joga com o que tem.

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  • http://twitter.com/BiaAnsay Beatriz Ansay

    Li pra ver se adquiro o tal capital erótico.
    É simples, basta ter os seguintes atributos:1.Beleza rara2. sensualidade tcheca3. estilo Super Depp4. Wild Fatal Attraction5. carisma eleitoral6. vivacidade anciã

    Putz, tô indo ali cortar os pulsos…

  • http://twitter.com/BiaAnsay Beatriz Ansay

    Li pra ver se desenvolvo o tal capital.
    É simples, basta ter os seguintes atributos:

    1.Beleza rara;
    2. sensualidade tcheca;
    3. estilo Super Depp;
    4. Wild Fatal Attraction;
    5. carisma eleitoral;
    6. vivacidade anciã.

    : – o

    Tô indo ali cortar os pulsos, já volto…

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  • http://www.facebook.com/jonas.nasario Jonas Nazário

    A mulher mais proxima da perfeição tem todo o lado direito do rosto (notavelmente) menor que o outro! _ um detalhe idiota, mas que me faz pensar, o quanto eu posso ser feio… rs

  • Bruno

    Que texto mais narcisista

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