Breve história do MMA – Mixed Martial Arts

Guilherme Pinheiro

por
em às | Artigos e ensaios, Esporte


O Mixed Martial Arts, conhecido apenas por MMA, é hoje o esporte que mais cresce no mundo. Considerando-se que o MMA moderno teve origem no final dos anos 90 e início dos anos 2000, é absolutamente espantosa a forma meteórica através da qual se deu o crescimento do esporte. A maior organização de MMA do planeta, o Ultimate Fighting Championship (UFC), realizou seu primeiro evento em 1993 e hoje em dia já é avaliada em mais de 1 bilhão de dólares.

Assim, motivado pelo crescente interesse gerado pelo esporte, resolvi fazer minha estreia no PapodeHomem contando brevemente como o MMA chegou até aqui, partindo desde os primórdios do esporte e apontando os principais fatos que ajudaram a tornar o esporte um fenômeno de receitas nos Estados Unidos.

Desafios entre estilos e o nascimento do Vale-Tudo

Os primórdios do Vale-Tudo ocorreram no Brasil desde a década de 30, graças aos irmãos Carlos e Helio Gracie. Responsáveis pela disseminação do jiu-jitsu no Brasil e na época residentes no Rio de Janeiro, os irmãos desenvolveram o hábito de desafiar mestres de outras artes marciais para lutas sem regras e sem limite de tempo como forma de provar a superioridade do jiu-jitsu sobre outras especialidades e, assim, chamar a atenção da população em geral para a modalidade.


Link YouTube | Helio Gracie x Masahiko Kimura

Uma das maiores lutas da fase anterior ao Vale-Tudo ocorreu – pasmem – no estádio do Maracanã, entre Helio Gracie e o judoca Masahiko Kimura. A luta foi vencida pelo japonês, que quebrou o braço de Gracie ao aplicar uma chave conhecida como ude-garame invertido. A técnica foi posteriormente incorporada ao jiu-jitsu e hoje em dia é mundialmente conhecida apenas como “Kimura”.

A tradição dos desafios entre modalidades perdurou durante muitos anos, sempre envolvendo o jiu-jitsu, representado agora não só pela segunda geração da família Gracie, mas também por alunos graduados pela família Gracie. Pode-se dizer até certo ponto que a origem do Vale-Tudo se deu principalmente entre a ferrenha rivalidade entre o jiu-jitsu e a luta livre.

Campeões das duas artes duelaram durante anos, não apenas dentro dos ringues, mas muitas vezes nas próprias ruas do Rio de Janeiro, como a famosa briga entre Rickson Gracie e o campeão de luta livre Hugo Duarte, na praia do Pepê. Como evento de maior expoente dessa rivalidade, temos o Desafio Jiu-Jitsu vs Luta Livre, ocorrido em 1991, com cobertura da Rede Globo. Três representantes do jiu-jitsu enfrentaram três representantes da luta-livre, com o jiu-jitsu conquistando todas as vitórias.


Link YouTube | Reportagem sobre a rivalidade entre jiu-jitsu e luta livre

O nascimento do UFC

Antes de tratarmos da origem do UFC, é necessário fazer uma pequena parada no Japão. Enquanto os desafios entre modalidades de luta ocorriam no Brasil, no Japão também ocorria um movimento em direção a uma modalidade de luta que integrasse os mais diversos estilos de luta.

Como se sabe, o Japão sempre teve forte tradição no pro-wrestling (em outras palavras, a luta livre “de mentira”). Liderados por expoentes do pro-wrestling, como Akira Maeda e Masakatsu Funaki, os japoneses começaram a organizar lutas com a possibilidade de técnicas reais de submissão e, posteriormente, no início dos anos 90, Funaki fundou o Pancrase, organização de lutas que permitia golpes com a mão aberta e chutes quando ambos lutadores estivessem em pé.

As realidades brasileira e japonesa se chocaram na primeira edição do UFC, em Denver, nos Estados Unidos, no dia 12 de novembro de 1993. Uma das semifinais do evento se deu entre Ken Shamrock, campeão do Pancrase, e Royce Gracie, um dos expoentes do Gracie Jiu-Jitsu, com o segundo sendo o vencedor e se consagrando o campeão do evento apos mais uma luta.


Link vídeo | Ken Shamrock x Royce Gracie

O UFC, diga-se de passagem, foi uma idéia de Rorion Gracie para divulgar e promover o jiu-jitsu nos Estados Unidos. A intenção de Rorion era, na verdade, mostrar o jiu-jitsu como arte marcial mais dominante e, assim, atrair a atenção de novos alunos.

O objetivo foi atingido com pleno êxito. Royce Gracie se sagrou campeão de três das primeiras quatro edições do UFC, fracassando apenas na terceira edição, quando não pode voltar para a segunda luta após vencer Kimo Leopoldo numa batalha brutal. O jiu-jitsu representado por Royce, entretanto, havia plantado a semente para se disseminar por toda America.

A idade das trevas do UFC

Embora o UFC tenha atingido algum sucesso no início de sua existência, muitos problemas apareceriam nas próximas edições e tornariam a vida da organização muito difícil. A final do UFC 4, por exemplo, ultrapassou o tempo designado para o pay-per-view, impossibilitando aqueles que compraram o evento de assistir ao final da luta entre Royce Gracie e Dan Severn, vencida por Royce após mais de 15 minutos ininterruptos de batalha.

Além disso, a brutalidade dos eventos iniciais do UFC gerou reação negativa de alguns segmentos da sociedade norte-americana, fazendo com que alguns estados da federação simplesmente banissem eventos de Vale-Tudo de seus territórios. O UFC 10, por exemplo, marcado inicialmente para ser realizado em Providence, Rhode Island, próximo a Nova York, foi proibido apenas um dia da data marcada para o evento, fazendo o Semaphore Entertainment Group, grupo dono do UFC na época, fretar um avião de última hora e realocar todo o evento para Birmingham, Alabama.

Um dos maiores combatentes do UFC foi o então senador pelo Arizona John McCain (aquele mesmo, duas vezes candidato a presidente dos EUA), que chegou a classificar o UFC como uma “briga de galo entre homens”. A atuação de McCain junto às comissões atléticas dos estados americanos foi fundamental para o banimento do UFC na maioria dos estados. O UFC passou a ser um esporte do gueto, sustentado basicamente por fãs que trocavam informações e vídeos das lutas em fóruns específicos na Internet.

Além disso, o surgimento e crescimento do Pride, no Japão, começou a levar os melhores lutadores embora do UFC. O Vale-Tudo não enfrentava no Japão a oposição encontrada nos EUA. Pelo contrário, a cultura japonesa sempre valorizou as artes marciais, tornando quase toda sua população admiradoras da lutas e seus praticantes.


Link YouTube | Melhores momentos do Pride

Assim, além de bolsas muito melhores do que as do UFC, os lutadores tinham também a possibilidade de ganhar muito dinheiro fazendo merchandising de produtos no mercado japonês. Lutadores como Wanderley Silva, Mirko “Cro Cop” e Kazushi Sakuraba, lutadores do Pride durante o ápice da organização, até hoje são considerados ídolos no país. Relegado a pequenos guetos e perdendo seus melhores lutadores para o mercado japonês, o futuro do UFC não parecia nada promissor.

Mixed Martial Arts e a explosão do UFC nos Estados Unidos

O primeiro passo para o renascimento do UFC foi a busca pela regulamentação do esporte pelas comissões atléticas norte-americanas. A primeira comissão atlética a regular o esporte foi a comissão atlética de New Jersey. A partir de então, aboliu-se o nome Vale-Tudo (“No Holds Barred”, usado nos EUA), posto que o nome gerava uma ideia demasiadamente violenta do esporte, agora chamado de Mixed Martial Arts.

A comissão foi responsável pela grande maioria das regras presentes no MMA atual. A partir dessa regulação, o UFC foi atrás das comissões atléticas dos outros estados já com as regras aprovadas em New Jersey. Atualmente, essas regras são conhecidas como “Unified Rules”, posto que elas foram adotadas na grande maiorias dos Estados, com exceção de pequenas diferenças aqui e ali.

O primeiro evento realizado sob as novas regras foi o UFC 28, em Atlantic City. Entretanto, o Semaphore Entertainment Group estava enterrado em dívidas em razão do UFC e, pouco antes do UFC 30, vendeu a organização para a Zuffa LLC, empresa formada pelos irmãos Frank e Lorenzo Fertitta, donos de alguns cassinos em Lãs Vegas, e Dana White, amigo de adolescência dos Fertitta e até então empresário da maior estrela do UFC na época, o meio-pesado Tito Ortiz. Dana White também era empresário do futuro campeão e maior estrela do MMA mundial, o também meio-pesado Chuck Liddell.


Link YouTube | Primeira disputa entre Ken Shamrock e Masakatsu Funaki

Sob o comando da Zuffa, o UFC começou a realizar eventos em pay-per-view e, embora obtendo relativo sucesso se comparado a SEG, ainda assim não conseguia dar lucro aos proprietários. Os irmãos Fertitta, proprietários de 90% da marca, continuavam a colocar o próprio dinheiro no evento para mantê-lo funcionando. Isso ocorreu até o UFC 44, quando os gastos se tornaram grande demais e eles deram o aval para que Dana White, então presidente do UFC e com apenas 10% das ações, procurasse um comprador para o evento.

Dana White procurou alguns compradores para o UFC, mas sem nenhum sucesso. Então, resolveram dar uma última cartada e apostar em um reality show chamado The Ultimate Fighter, em parceria com o canal americano Spike TV. Basicamente, o reality show consistia em colocar 16 lutadores de duas categorias de peso diferentes que se enfrentariam até que um campeão fosse obtido em cada categoria. Os campeões seriam então premiados com um contrato com o UFC num valor superior a US$ 100.000,00.

A transmissão das lutas finais se deu em 9 de abril de 2005. Diego Sanchez se sagrou o campeão dos pesos médios, mas a grande surpresa da noite ainda estava por vir. Em uma luta absolutamente franca e emocionante, Forrest Griffin e Stephan Bonnar deram um grande show de raça e trocaram golpes nos três rounds, com Forrest Griffin se sagrando o campeão.

Tamanha a disposição mostrada pelos lutadores, o UFC resolveu premiar ambos com um contrato. Como foi transmitida gratuitamente pela Spike TV, a luta conseguiu audiência nunca antes atingida pelo UFC, aumentando imediatamente o interesse pelo esporte nos Estados Unidos. Dana White e os irmãos Fertitta até hoje definem a primeira luta entre Forrest Griffin e Stephan Bonnar como a luta que salvou o UFC da falência .

Clique na imagem para assistir à luta entre Forrest Griffin e Stephan Bonnar

Após o sucesso da primeira temporada, o UFC passou a crescer exponencialmente, batendo todos os anos o recorde do número de eventos vendidos no pay-per-view. A escalada nas vendas culminou no UFC 100 que, com duas lutas de título marcadas no card, bateu a marca de1.5 milhões de vendas.

Ao mesmo tempo que o UFC crescia desenfreadamente, o Pride passava por uma crise financeira no Japão e as suspeitas de envolvimento com a Yakuza afastavam cada vez mais os investidores e as emissoras de televisão do Pride. Em março de 2007, a Dream Stage Entertainment Inc., proprietária do Pride, anunciou a venda da organização para a Zuffa. Por conta dessa compra, lutadores como Antônio Rodrigo “Minotauro” Nogueira, Wanderlei Silva, Mauricio “Shogun” Rua, Mirko “Cro Cop” e Dan Henderson passaram a integrar as fileiras do UFC, consolidando a posição da organização como a maior promoção de MMA do mundo e acabando com qualquer dúvida sobre onde se encontravam os melhores lutadores do mundo

Com o crescente sucesso, muitos dos lutadores do UFC acabaram fazendo o chamado “crossover” para o mainstream americano. Chuck Liddell, ex-campeão dos meio-pesados, já apareceu em série famosas como Entourage e Dancing with the Stars. Randy Couture, 5 vezes campeão no UFC, tem um papel no próximo filme de Sylvester Stallone.

Atualmente, o UFC é a maior organização de lutas do mundo e está avaliado em aproximadamente US$ 1 bilhão de dólares, tendo recentemente a quota de 10% para a Flash Entertainment, empresa de propriedade do Sheik Tahoon, de Abu Dhabi, pela módica quantia de US$ 100 milhões de dólares.


Link YouTube | Luta histórica entre Carlson Gracie e Waldemar Santana

Guilherme Pinheiro

Criado para ser engenheiro, acabou se formando em Direito e terminou como produtor de cinema. Não tem a menor ideia de como chegou até aqui, embora nunca tenha parado para pensar nisso.


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41 comentários

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  • Diogo-bs

    Muito bom post!

    Descobri bastante coisa que eu não sabia sobre essa transição do pride para o UFC.

    Gostaria de poder ver mais posts sobre MMA.

    Aquele abraço.

  • Welington Veiga

    ótimo texto, boa história.
    Assistindo todos os videos e alguns mais no youtube, abraço.

  • Matheusscreen

    Muito bom o post, espero ler outros iguais a esse abraço.

  • Eleovan

    Guilherme, parabéns pelo texto. Sou fã do MMA. Será que Rodrigo Minotauro não mereceria estar em 'Homens que você deveria conhecer) ?
    Grande abraço.

  • Vini89

    parabéns pelo post.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu confesso que acho esse esporte um pouco violento e brutal para os meus valores. No entanto, eu gostaria de fazer uma pergunta a título de curiosidade: já houveram lutadores com sequelas graves ou mesmo casos de óbitos devido a consequências desses combates? Pois, pelos poucos vídeos, que eu vi aqui no post, parece ser complicado saber a hora de interromper porque o combate tem continuidade no solo.

    • Felipe Sousa

      Cara, se eu ti disser que há mais mortes no futebol do q no mma, vc acreditaria?! EHEHEH
      Pois é, todo esporte vc esta propenso a machucados, ou até fatalidades ! Mas pára esta ali, todos eles estão preparados, até pára “apanhar” vc tem que fica preparado Rs! Talvez a forma plastica que esse esporte tem, por causa do contato, possa parecer horrivel. Como o Guilherme respondeu, é mais facil acontecer no boxe do que no MMA ! Espero ter lhe tirado a dúvida, abraço!

  • Gustavo A D D

    ae Guilherme, muito boa a matéria!!! mando muito bem!!!
    flws

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Valeu, Diogo. Espero poder escrever mais vezes aqui.

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Muito bom o post, mas como crítica acho que deveria ter tido um foco maior em Royce e o início do UFC, porque os combates não tinham regras, acho que nem tempo, os lutadores lutava mais de uma vez por dia e não lutavam MMA ainda, e sim cada um sua especialidade, o que tornava a coisa muito mais passional, cada um defendendo a sua escola no ringue.

    Além disso o desgaste era muito maior do que hoje em dia, em que as lutas e regras são feitas para não acabar com atleta, de modo que ele também gere mais renda durante mais tempo para o UFC.

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Já houveram algumas mortes. Mas elas são bem mais raras que no boxe, por exemplo. De cabeça, consigo lembrar de umas três mortes apenas. O que acontece é que no MMA a luta é interrompida quando um atleta é nocauteado ou fica grogue. No boxe, o atleta volta para a luta e continua levando pancadas na cabeça. Assim, as sequelas deixadas pelo boxe são maiores.

  • Valquisio Oliveira

    Parabéns pela matéria, mandou bem na estreia.

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Taí uma idéia legal. Vou colocar aqui na minha lista de futuros temas.

  • Felipe Sousa

    Fiquei triste com o fim do PRIDE ! Pois pára mim era mto melhor do que o UFC, os japoneses realmente sabiam como fazer um show.. Uniu a luta ao espetáculo. As entradas dos lutadores sao incriveis, os videos preview tbm. O UFC pode reinar absoluto agora, mas nunca terá aquele ambiente mágico q o PRIDE tinha… saudades ficam! PRIDE FOREVER!

  • Paulosoares

    eu tambem escrevi um post la no forum sobre mma – o futuro esporte mais popular do mundo – que foi chamado de texto frio pelo pessoal da administração

    mas td bem o que vale é mostrar o quanto esse esporte é realmente um espetaculo.

    quem não gosta de violencia é melhor não assistir mesmo

    eu sou fã por exemplo do cara que é considerado o maior mau caracter da familia gracie O Ryan Gracie , pra mim foi o unico lutador que eu vi lutar com a agressividade digna de um lutador.

    os melhores pra mim são os mais pscicopatas , quem não gosta que não assita e tire as crianças da sala.esses videos ai até foram fracos comparados com o MMa de hoje.

  • http://www.facebook.com/people/Joao-Garcia/100000443423821 João Garcia

    Essa luta do Griffin com o Bonnar fez meu dia. Essa amostra de superação e ir até os limites e pular eles como se fossem nada realmente me move. Fiquei com o coração na boca com essa luta. Simplesmente o máximo!

    Grato pelo artigo,

    João Victor Queiroz Garcia

  • Fernando

    Texto muito bom.
    Em relação ao Pride acho interessante citar os nomes do Ricardo Arona e Fedor Emelianenko( que apesar da recente derrota para o Werdum ainda é considerado por várias pessoas o melhor lutador da história)

  • Leoo"

    Sou conterrâneo dos irmãos Nogueira e de fato, a história de vida do Rodrigo é muito bonita. Ele começou a treinar JJ por indicação médica, pois, quando tinha por volta dos 8~10 anos foi atropelado por um caminhão e não morreu por milagre. Então, pra reconstituir a musculatura e ajudar nos tratamentos, ele iniciou os treinos marciais e hoje é um dos grandes expoentes deste esporte.
    Como bom conquistense que sou, também treino Jiu-jitsu!

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    O Pride era mesmo um grande espetáculo. Entretanto, do ponto de vista técnico, eles casavam algumas lutas meio duvidosas. Os japoneses adoram uns freak shows, então colocavam caras com nenhuma experiência contra lutadores de renome (Ex: Fedor Emelianenko vs. Zuluzinho). O UFC é bem mais responsável na hora de casar as lutas. Obviamente que o Pride também nos presenteou com muitas lutas de altíssimo nível, mas essas lutas mal casadas aconteciam direto.

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Cara, o foco nesse artigo foi mais explicar a origem do esporte. Os primeiros eventos do UFC e a família Gracie certamente rendem milhares de páginas de histórias e futuramente eu pretendo escrever algo nesse sentido.

    Com relação as regras, elas nada tem a ver com o UFC (Um erro que se comete com certa frequência é confundir o MMA com o UFC. O UFC é a maior promoção de MMA do mundo, mas não é a única). O MMA nos Estados Unidos é regulado pelas comissões atléticas de cada estado, as mesmas comissões que inclusive regulam o boxe, por exemplo. Na verdade, o que acontece é que para que o MMA fosse regulado e permitido nos EUA, algumas regras foram introduzidas visando proteger os lutadores.

    Como eu disse no post, as regras foram desenvolvidas pela Comissão Atlética de New Jersey e ficaram conhecidas como “Unified Rules”. A criação de regras foi apenas uma evolução natural do esporte e tem como escopo preservar o estado físico dos atletas. De fato, não há a menor necessidade de assistirmos lutas de 40 minutos, como acontecia no início do esporte.

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Essa luta é demais mesmo. Uma das minha preferidas até hoje.

  • Cocalopes

    Muito legal essa matéria cara!!!parabéns. MMA não é briga de galo naum e outra, os brasileiros arrebentam !!!Nóis é foda mesmo

  • João Vitor Schulte

    Cara ótima estréia Parabéns. Papo de Homem sem dúvida !!!
    um dos esportes que mais crescem no mundo, fico esperando mais posts como esse !
    Abração.

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Valeu, cara. Já estou pensando no próximo post. Abraço.

  • http://twitter.com/c_falcao Cristian Falcao

    Guilherme…fiz um semestre de eng. mecanica e semana que vem começam minhas aulas de direito…cara acho que tenho alguma coisa em comum com vc, tenho apenas 20 anos, nao sei a sua idade, algum conselho?

  • Vjwolpert

    Otima materia!! Sempre bom materias sobre MMA, esporte que sofre grande preconceito!!
    Segundo uma pesquisa publicada em 2006, o MMA foi considerado menos violento que o boxe, tendo apenas 2 mortes em 12 anos de esporte contra 76 no boxe, no msm periodo.

    Em relação a materia, só discordo de Chuck ter sido a maior estrela do MMA e lutas mal casadas no Pride, afinal no Pride existiam os tão famigerados GP's, mas é apenas minha opinião!!

  • Rafa

    Gostei do texto, muito explicativo para quem não conhece.
    Faltaram alguns detalhes, como a explosão do Pride, que também envolveu o Royce e sua família contra o Sakuraba.Faltou mostrar um pouco da trajetória dos brasileiros nesse evento, como Wand, Minotauro, Shogun.Os GP´s históricos, o Chuck Liddel lutando no Pride como convidado.O fenômeno Fedor.
    Hehehe, deu pra perceber que eu sou viúva do Pride.
    Mas fico feliz que o UFC deu conta do recado.Apesar de detestar o público americano, que é cego, só gosta de trocação sem guarda, vaia adoiado, um porre enfim…

  • Lukinhas

    Isso sim é papo de homem, poderia rolar mais artigos como este!

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Com relação ao Chuck Liddell, não tem nem como negar que ele é o lutador de MMA mais conhecido dos Estados Unidos, ao lado de Randy Couture. Veja bem, eu não estou falando do público de MMA, mas justamente do público que não acompanha MMA. Por mais conhecidos que sejam lutadores como Wanderlei Silva, Minotauro, Fedor e outros, eles não são muito conhecidos pelo público que não acompanha MMA.

    Com relação às lutas mal-casadas do Pride, consigo pensar de cabeça agora em pelo menos umas 20 lutas em que um lutador era infinitamente superior que o outro. Exemplos: Fedor vs. Hong Man Choi, Fedor vs. Zuluzinho, o próprio Wanderley Silva lutou com uma legião de lutadores japoneses que não tinham a menor condição de enfrentá-lo.

    O Pride nos presenteou sim com grandes lutas, mas também realizou algumas que simplesmetne não deveriam ter acontecido.

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Como o título sugere, eu quis contar a história do MMA brevemente. Eu sei que tinham muitos mais assuntos para serem abordados, mas a coluna ia ficar gigantesca. Mesmo tentando ser breve, a coluna já ficou grande. Mais para frente vou procurar abordar alguns destes temas mencionados por você.

    PS: O público americano está melhorando aos poucos. Hoje em dia ele não vaiam mais tanto quando a luta vai para o chão. Mas concordo que o público japonês era melhor.

  • rommoreira

    Parabéns pelo belo post, mas… “é absolutamente espantadora a forma meteórica através da qual se deu o crescimento do esporte.” Espantadora?!? Não seria espantosa?

    Um abraço!

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Ops, falha do editor. Vou arrumar, valeu!

  • Wil Fioravante

    post e videos otimos…derrepente agora um novo post sobre o aperfeicoamento q a familia Grace fez do “Jiu-Jitsu” para o “brasilian Jiu-Jitsu”
    fica a dica

  • Pingback: MMA (Vale tudo) | malum.com.br

  • cadu99

    Parabéns pelo post, muita informação sobre a origem dos campeonatos e também sobre como foram instituidas as regras do UFC.

    Sou fã de MMA (pratico inclusive) e sempre fico com a impressão de que esse será o esporte mais famoso do mundo ainda, um ciclo na verdade, começou com os gladiadores no coliseu e agora lutadores no octagono, foda.

  • y C

    Fazia tempo que não lia um post do PdH com tanto entusiasmo.Acha que é válido salientar que o Vale Tudo se originou de fato da rivalidade entre jiu-jitsu e luta livre principalmente na década de 90 onde não era difícil praticantes das duas modalidades lutarem no meio da rua, e também a era “negra” desse esporte, onde em 1997 no Pentagon Combat Eugênio Tadeu vingaria o nome da luta livre derrotando Renzo gracie(quem estava lá sabe), entretanto por causa de um golpe em Renzo por alguém de fora paralizaria a luta fazendo com quê o Tijuca tênis clube virasse uma verdadeira guerra acarretando na proibição durante 10 anos de qualquer torneio deste tipo no estado do Rio de Janeiro.

    Abraços pros casca grossas do PdH.

  • y C

    É ae que você se engana Guilherme…o UFC pode ser sim confundido com o MMA e com as regras, pois não tinha nome definido e era conhecido como vale-tudo e devido as restrições impostas pelos estados norte-americanos o UFC(até então único evento de esporte do tipo), foi levado a dar nome ao esporte e o próprio UFC foi o criador das regras levando apenas a comissão atlética de Nova Jersey para ser avaliado e liberado(estado o qual podemos dizer que seria mais fácil de ter a liberação), pois até então o preconceito era tão grande com o esporte que não se dariam ao trabalhado de fazer regras.Hoje em dia sim o MMA já sendo considerado um esporte é regulado pelas comissões atléticas de cada estado norte-americano.

    Abraços

  • http://twitter.com/gui_pinheiro Guilherme Pinheiro

    Concordo com o que você disse e sei que teve muito “dedo” do UFC na elaboração das regras que hoje são conhecidas como Unified Rules. Entretanto, o que eu estava tentando mostrar na minha resposta ao Rafael é que as regras não foram pensadas para o UFC explorar os atletas durante mais tempo, mas sim para proteger os atletas de danos permanentes no futuro.

    E só para corrigir uma coisa, existiam sim outros eventos de vale-tudo na época. Entretanto, foi o UFC, por ser o maior, que trabalhou ativamente para obter a regulação do esporte. Se você for até o Sherdog.com e consultar os perfis dos atletas da época, verá que a maioria deles lutava no UFC e em outras promoções americanas, posto que na época os contratos do UFC não era de exlusividade, como são hoje.

  • DJFelipeOliver

    Fiz Muai-thay durante um período. Muito além do aprendizado que obtemos na luta, ela nos ensina a ter disciplina. E isso é o bastante!

  • Thiago

    Boa matéria. Mas uma história do MMA sem citar uma única vez Fedor Emelianenko.

    Chega a soar ridículo.

    Maior lutador da história do esporte. Dominou o Pride por 5 anos, no auge do evento.
    Não citá-lo é um erro abissal e intolerável.

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