Camila. Você não tem sobrenome. Talvez, por que não precise, no final das contas. Ter apenas um nome é para poucos.
Só quem tem uma assinatura tão marcante quanto o seu corpo magrinho pode ousar ter um único nome. Só uma mulher que acorda ao som de um blues e fuma um charuto após o banho pode. Uma mulher que, mesmo ao som de blues, não é tradicional. Mesmo o seu blues é diferente. Único.
Ai de quem ousar se rebelar contra sua música, afinal, ela é sua, como tudo o que vemos quando você se revira na cama, tão preguiçosa quanto linda.
Nós estamos aqui, Camila. Você pode não nos ver, mas nós admiramos cada traço disso tudo que faz você ser tão singular a ponto de não precisar de um sobrenome.
Vai lá, bróder. Dá bom dia pra Camila.
Editor do PapodeHomem, designer de produtos, apaixonado por ilustração, fotografia e música. Ex-vocalista da banda Tranze (rock’n roll). Escreve, canta, compõe e twitta pelo @lucianoandolini.
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