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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Vivianne Christine</title>
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		<title>Procure outra profiss&#227;o</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 12:49:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vivianne Christine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>As profissões dos seus sonhos de infância não são exatamente como pensa.</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa não é literalmente uma história-de-trend, mas se enquadra no estilo. (Para saber do que eu estou falando, leia <a href="http://blogvivisobrevivi.wordpress.com/2008/01/25/longa-reflexao-sobre-arrogancia-e-simpatia/" target="_blank">esse post aqui</a>.)</p>
<p>Estava num churrasco ontem e cerveja vai, cerveja vem, o marmanjo me solta a pérola:</p>
<p><em>“Eu vou ser ginecologista quando crescer.”</em></p>
<p><span id="more-778"></span></p>
<p>Graças a deus, acho que a maioria dos homens se tocou na 6ª série que não, nós mulheres <strong>não</strong> ficamos excitadas com alguém bisbilhotando nossas cavidades íntimas. Esse daí, chegou aos 18 sem se tocar isso.</p>
<p>É engraçado, porque até parece que a gente já fica excitada logo na sala de espera do consultório… <em>“Uau, já estou molhadinha de pensar no Dr. Pedro!”</em></p>
<p><img src="http://papodehomem.com.brwp-content/uploads/2008/02/ginecologista111.jpg" alt="ginecologista1.jpg" /><br />
<em>Esta é uma sala de espera incomum.</em></p>
<p>Não que a gente deva ter medo de ir ao médico, mas que é melhor abrir as pernas em outra cama, para outra pessoa, fazer outras coisas, eu tenho certeza que sim.</p>
<p><img src="http://papodehomem.com.brwp-content/uploads/2008/02/gineco11.jpg" alt="gineco.jpg" /><br />
<em>Esse avental não é sexy.</em></p>
<p>Aliás, uma coisa que eu achei uma boa idéia foi um consultório que tinha tirinhas de histórias em quadrinhos pregadas no teto do consultório. Assim, enquanto ele faz o check-up a paciente se distrai com piadinhas da Mafalda…</p>
<p>E por fim, deixo aqui a piadinha:</p>
<p>- Sabe qual a semelhança entre o ginecologista e o porteiro da Trend*?</p>
<p>- Ambos trabalham em locais onde os outros se divertem…</p>
<p><em>*Trend Lounge é nome da boate ou câmara-de-gás-de-nicotina-subeterrânea-com-música, localizada em Brasília.</em></p>
<p><em>A <strong>Vivianne</strong> escreve mais no recém-inaugurado blog pessoal dela, <a href="http://blogvivisobrevivi.wordpress.com/" target="_blank">Vivi, sobre Vivi</a>, vai lá conhecer.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Mulheres s&#227;o todas iguais &#8211; e elas adoram brasileiros.</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/mulheres-so-todas-iguais-e-elas-adoram-brasileiros/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Dec 2007 12:44:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vivianne Christine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Mulheres são iguais em qualquer lugar do planeta – e elas adoram os Brasileiros.</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Mulheres são iguais em qualquer lugar do planeta – e elas adoram os Brasileiros.</p>
<p>Aqui vai a história real de um macho, contada pela Vivi:</p></blockquote>
<p>&#8220;Se existe um momento da minha vida que eu curti muito, foi meu intercâmbio na Espanha.</p>
<p><span id="more-697"></span></p>
<p>Quatro meses morando sozinho e brincando de <em>War</em> – conte comigo: duas espanholas, uma belga, uma americana, uma irlandesa, uma suíça, uma italiana, uma polonesa, uma turca, uma austríaca, uma alemã e uma brasileira, só pra não perder o costume. <strong>Doze mulheres</strong> dos mais variados países desse mundão véi sem portera. E todas psicologicamente iguais.</p>
<h4>Vamos começar pela minha ex, Paula</h4>
<p>Terminamos um mês antes deu viajar, com ela obviamente triste e indignada, pensando na putaria que seria essa viagem (como Deus havia de querer!). Bem, a birra dela estava dentro do que eu previa. Eis que, na véspera deu viajar, deu a loca na guria e veja que agradável surpresa: fomos a um bar no shopping comemorar o aniversário de alguém e ela pediu insistentemente pra eu comer ela ali, no estacionamento do shopping.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/mineirinhonapraia.jpg?95884c"><img style="border: 0px;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/mineirinhonapraia_thumb.jpg?95884c" border="0" alt="mineirinho-na-praia" width="400" height="270" /></a></p>
<p><em>Brasileiro aprende a pegar no ar desde pequeno&#8230;</em></p>
<p>Recusei a principio, por causa do local, e principalmente, pra não deixar as coisas confusas com relação a nosso relacionamento e ela ficou logo brava, dizendo que nem comer ela eu não queria mais. Então, “já que você insiste, né!&#8230;”. Legal, quem sabe ela me faz uma recepção calorosa também na volta. <em>Hasta la vista, baby!</em></p>
<h4>Algumas horas depois, bienvenido a Salamanca!</h4>
<p>Logo no primeiro final de semana já tomei um porre <em>daqueles</em> pra comemorar/enturmar com a galera e comecei logo a perceber: os caras de outros países são uns bostinhas. Não sabem conversar com a mulherada, não tem atitude, pegada, cara-de-pau pra chegar, nada. A mulherada tinha um verdadeiro tesãozinho por nós, latinos! Coisa de louco! Os italianos também são pegadores, mandavam bem, admito.</p>
<p>Mas vale ressaltar que a gente ganha deles: esse negócio de beijar brother na bochecha não dá certo não. Deus me livre! Voltando ao assunto, agora imagine a cena: <strong>eu já mamado e começa a tocar uma salsa.</strong> Mirei na mina do país mais estranho da galera e comecei a dançar forró com ela. Ela me achou o máximo, Antônio Banderas em “Vem dançar”. Lição do dia: forró é uma excelente arma pra pegar mulher, até quando a música é outra.</p>
<p>Passou-se um tempo e eu vi que só estava treinando meu inglês, <strong>esse negócio de sair com estrangeiros não-espanhóis não era o que eu queria.</strong> Felizmente, um belo dia, azarei uma <em>chica</em> espanhola na rua e peguei o telefone. Ela perguntou minha idade – respondi, 20 – e ela disse, decepcionada por ser mais velha, que tinha 22. Beleza, óbvio que eu nem ligo.</p>
<p>Viramos um verdadeiro casalzinho, o que foi bom, <span style="text-decoration: underline;">pro meu espanhol</span>. Passamos 1 mês e meio juntos, até que um dia saímos pra jantar e ela disse que queria me contar uma coisa. Passou horas fazendo o maior doce perguntando se eu ia ficar bravo – <em>nota: e eu achando que só as nossas conterrâneas eram assim</em> – até que finalmente ‘desembuxou’: tinha 28 anos, 6 anos a mais.</p>
<p>Na hora nem me importei, até que parei pra raciocinar e ligar os fatos: <strong>ela não mentiu só a idade, mentiu tudo sobre a vida dela</strong> &#8211; já tinha se formado há 6 anos, já trabalhava há uma data, já morava sozinha há tempos, e por aí vai. Meu Deus, como ela conseguiu passar tanto tempo diminuindo SEIS anos na história da vida dela? Tá doido, vai saber o que mais ela deixou de contar? Que casou, teve um filho e separou? Fiquei puto e caí fora. Escrotas existem por todos os continentes mesmo&#8230;</p>
<h4>Foi aí que virei o maior cachorrão internacional dos tempos</h4>
<p>Um maravilhoso compartilhamento de hábitos culturais da pegação. Ah, como eu adoro viajar&#8230;</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/garotasalbergue.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/garotasalbergue_thumb.jpg?95884c" border="0" alt="garotas-albergue" width="280" height="373" /></a></p>
<p><em>Em fila, por favor. Tem pra todo mundo.</em></p>
<p>Por fim, fiz umas amigas da Suíça, aliás, elas viraram meu despertador, algo muito útil quando se bebe a noite inteira e o despertador mais escandaloso do celular parece musiquinha de ninar pros seus ouvidos. <strong>Todas as manhãs elas abriam a porta do quarto – que não tinha tranca – e me acordavam pra ir pras aulas na Universidade.</strong></p>
<p>O caso é que peguei uma das suíças umas vezes e aí na véspera dela ir embora pra Barcelona – onde era o vôo dela, e por sinal o meu também, que seria daqui a dois dias – ela, assim como minha querida ex-namorada brasileira, resolveu dar também&#8230; Ai ai, essas mulheres são tão iguais, adoram esses climas de despedida&#8230;</p>
<p>Serviço feito, e não pude resistir de dar um toque nela pro mais maravilhoso hábito brasileiro femino: <strong>depilação de xoxota</strong>. Ou seja, se essa moda pegou por aí, caros amigos suíços, me agradeçam!</p>
<p>Uau, como passou rápido, já era último dia em Salamanca, tinha que aproveitar! Tinha me pegado com outra espanhola umas vezes, e aprendi que DEFINITIVAMENTE, esse papo de despedida cola. Levar ela pra cama foi mole, mole&#8230;</p>
<h4>O problema foi de manhã</h4>
<p><strong>Esqueci de desativar meus despertadores humanos</strong> – as amigas da suíça abriram a porta, e “Obrigado senhor, que na Europa fazia frio aquela época e eu dormi de cobertor”, porque deram de cara com o bonitão aqui chapado com a espanhola.</p>
<p>Deram um verdadeiro barraco-mega-escandaloso, aproveitando que era proibido levar meninas para quarto de meninos na pensão&#8230; E você achando que as européias tinham outros conceitos de liberdade sexual, hein amigão? Oh, sonhada utopia!</p>
<p>Felizmente, São-Ricardão-Protetor-dos-Pegadores me fez o favor de providenciar um problema incrível de comunicação – quando cheguei a Barcelona, descobri que minha peludinha não tinha ficado sabendo de nada, fizemos uma última saídera algumas horas antes do meu vôo de volta a minha terra das palmeiras onde canta o sabiá.</p>
<p>É&#8230;, bons tempos&#8230;&#8221;</p>
<p><em><strong>Vivianne Christine</strong> é autora convidada da PapodeHomem e, se depender de nós, vai escrever cada vez mais por aqui.</em></p>
<p><em>Além disso, é estudante de publicidade da UnB e treina para sua futura carreira de redatora escrevendo de tudo, inclusive sobre a “<a href="http://papodehomem.com.br/author/vivianne-christine/" target="_blank">Novela Mexicana</a>” que é a sua vida.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Racional ou Emotivo? Conquistador!</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 13:07:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vivianne Christine</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu sou capaz de passar horas, num shopping observando, criticando/elogiando e comentando o comportamento das pessoas. A maneira como elas se vestem, se cumprimentam, conversam, dançam, caminham, tudo.</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que se eu não fosse especialmente apaixonada pelo dom que é ter criatividade &#8211; e pela maneira que essas pessoas usam esse dom pra fazer publicidade – eu seria psicóloga.</p>
<p>Eu sou capaz de passar horas, num shopping observando, criticando/elogiando e comentando o comportamento das pessoas. A maneira como elas se vestem, se cumprimentam, conversam, dançam, caminham, tudo.</p>
<p><span id="more-582"></span></p>
<p>Existe uma história que eu ouvi no meu 1º ano do ensino médio, de um professor que tem a mesma mania que eu. História que achei tão interessante que queria muito ter presenciado no lugar dele.</p>
<p>Aí embaixo, vai seguir um texto que é mistura do relato dele e de como eu imaginei a situação na minha cabeça, além das reflexões feitas pelo professor e por mim mesma.</p>
<h3>Relato-história&#8230;</h3>
<p>&#8220;Estava eu, domingo à noite, no shopping, esperando minha namorada para ir ao cinema. Assim como a maioria das namoradas vaidosas, ela me ligou no celular dizendo ‘Amor, vou atrasar cinco minutinhos, mas tô terminando de me arrumar!’. Como eu não tenho saco pra ficar vendo vitrine de loja, depois de olhar todos os filmes em cartaz, resolvi sentar num banco perto da entrada principal do shopping.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/garotanoshopping.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/garotanoshopping_thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="garota-no-shopping" border="0" height="277" width="370" /></a></p>
<p><em>Nada como um bom chá de cadeira pra melhorar o humor</em></p>
<p>Já estava começando a ficar estressado com o atrasado dela, que obviamente, foram bem mais que cinco minutinhos, até que reparei numa menina – devia ter uns 15 anos – em pé, apoiada numa pilastra.</p>
<p>A menina estava realmente impaciente. Cara fechada, olhava pros lados, pegava o celular, via a hora, bufava. Certamente estava esperando o namorado também. E pelo mau humor que ela já aparentava estar, devia estar ali há mais tempo que eu.</p>
<p>Passaram cerca de uns 15 minutos, e ela ficando cada vez mais e mais brava. Não sei por que ela não ligou pra pessoa que esperava no celular, mas acredito que provavelmente já devia ter tentado, e estava dando recado de desligado ou algo do gênero. Pelo que eu entendi, a única alternativa que ela tinha ali, era só esperar.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/homematrasado.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/homematrasado_thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="homem-atrasado" border="0" height="277" width="370" /></a></p>
<p><em>Esses homens, sempre atrasados!</em></p>
<p>Até, que de repente, a expressão da menina mudou, procurei no campo de visão dela e logo vi um rapaz caminhando em sua direção, olhando-a de longe. Ela descruzou os braços e saiu caminhando rapidamente no mesmo rumo, dando uns passos fortes. No meio do caminho, quando eles já estavam mais ou menos perto um do outro, ela começou a falar rápido, e alto até demais:</p>
<blockquote><p>- Eduardo, você é um idiota! Você me faz de idiota! Eu estou aqui há UMA HORA te esperando! – agora o tom de voz dela muda, já fica mais ‘tremido’ e dá pra perceber que ela está se esforçando pra segurar o choro, mistura de uma provável tristeza ou decepção e raiva, muita raiva. &#8211; Você acha que eu sou o quê? &#8211; Enfim, ela completa: &#8211; Quer saber de uma coisa? Eu te odeio e você foi a pior coisa que já aconteceu na minha vida.</p></blockquote>
<p>Pausa no filme. Agora que vimos a reação dela, vamos voltar e prestar atenção no rapaz.</p>
<p>Assim como ela, ele também chega caminhando rápido, passos largos, resultando num balanço até cômico do corpo, porque a entrada do shopping é uma descida e ainda de piso irregular (tipo uns tijolinhos, entende?). A cara dele tem uma expressão bem preocupada, olhos um pouco arregalados e tal.</p>
<p>Como a menina começa a falar antes mesmo deles estarem próximos o suficiente para conversar num tom de vez normal, ele nem teve tempo de abrir a boca, só de ouvir. Se a reação dela não fosse tão explosiva, acho que ouviríamos um bom pedido de desculpas, mas pela maneira que ela terminou o discurso, ele tinha que dar uma resposta à altura.</p>
<p>Pausa de novo, volta mais uma vez no momento em que o rapaz chega e dá play:</p>
<blockquote><p>- Eduardo, você é um idiota! Você me faz de idiota! Eu estou aqui há UMA HORA te esperando! Você acha que eu sou o quê? Quer saber de uma coisa? Eu te odeio e você foi a pior coisa que já aconteceu na minha vida.</p></blockquote>
<p>E então, eis a resposta fantástica do rapaz:</p>
<blockquote><p>- É mesmo? Que pena, porque eu te amo, e você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida.</p></blockquote>
<p>Ela fica de boca aberta, pára a respiração por um segundo e começa a chorar. Ele pega na mão dela, puxa-a gentilmente para si e lhe dá um abraço. Ficam ali uns segundos, ELA pede desculpas, seca as lágrimas com as mãos e eles saem caminhando em direção a bilheteria, sem dizer nada.</p>
<p><strong>Fim</strong>.&#8221;</p>
<p>Eu adoro quando os homens são assim, romanticamente geniais. Parecia mesmo uma cena de filme, e sabe o que mais me fascinou? Veja bem, ELE NÃO DISSE POR QUE ESTAVA ATRASADO! Pelo menos, não naquela hora, e é o que importa.</p>
<h3>Será que?</h3>
<p>Ele poderia estar com os amigos, ele poderia ter esquecido o compromisso, poderia estar com outra garota. Mas ele não precisou dizer nada relacionado a isso naquele momento, evitando uma discussão vergonhosa na frente de estranhos. Assim, ele ganhou tempo para inventar uma desculpa, caso precisasse.</p>
<p>Ele conseguiu acalmar a namorada dele usando a raiva dela contra ela: ela se sentiu mal por ter apelado com aquele que a considera algo tão importante e especial! Afinal, o que é um atraso de uma hora vindo de quem te ama? Não é nada! Com certeza, aconteceu alguma coisa, não foi por querer!</p>
<p>Todo mundo sabe, mulheres são mais emotivas. Parece que nessas situações não-calculadas, quem manda é o coração, e não o cérebro. Ela estava com raiva, tinha o direito de estar com raiva e ia botar isso pra fora, ali mesmo, independente de quem estivesse olhando. Não é fácil pra maioria das mulheres respirar fundo e agir racionalmente: perguntar o que aconteceu, ouvir, e daí sim, dizer que está chateada ou perdoar. Não, primeiro eu digo o que sinto, depois eu me intero dos fatos! Posso até mudar de idéia e te perdoar, e não raro, me arrepender da bronca descontrolada.</p>
<p>Já a reação do nosso colega Eduardo, tenho que dizer, é bem suspeita! Por mais rápido que tudo tenha acontecido, existe a possibilidade dele ter dito isso não verdadeiramente de coração, mas porque sabia que ia funcionar. Se isso aconteceu, tenho medo de um homem desses! Ele conhece tanto as mulheres que sabe como lidar com elas, tirando aquela espontaneidade que a gente precisa pra admirar as atitudes deles!</p>
<p>Profundo não? E aí, ele foi racional (e muito inteligente) ou tão emotivo quanto ela?</p>
<h3>E pra terminar, deixo aqui mais algumas perguntas em aberto:</h3>
<blockquote><p>- Por que estaria Eduardo atrasado?</p>
<p>- Será que ele deu alguma explicação pro seu atraso? Seria essa explicação verídica?</p>
<p>- Quem será Eduardo? Onde está Eduardo? Será que Eduardo ainda está com aquela garota? Será que Eduardo sentia mesmo aquilo tudo por ela?</p></blockquote>
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		<title>8 Li&#231;&#245;es da Briga de Mulher</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 21:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vivianne Christine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Sim, de mulher.

    1. Para vossas namoradas lerem.

    2. Porque temos leitorAs nesse site também.

    3. Porque ‘briga’ é sempre ‘papo de homem’.
</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, de mulher.</p>
<blockquote><p><strong>1</strong>. Para vossas namoradas lerem.</p>
<p><strong>2</strong>. Porque temos leitorAs nesse site também.</p>
<p><strong>3</strong>. Porque ‘briga’ é sempre ‘papo de homem’.</p></blockquote>
<p><span id="more-561"></span></p>
<h3><strong><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/mulherbriga.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/mulherbriga_thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="mulher-briga" border="0" height="278" width="500" /></a> </strong></h3>
<h3><strong>Primeira Lição: Não esteja motivada a brigar</strong></h3>
<p>Então, vamos lá.</p>
<p>Mulheres, repitam essa frase como um mantra. Homens, briga de mulher só é legal de assistir quando não é sua namorada que está lá no ringue, então, diga isso pra sua namorada também:</p>
<blockquote><p><strong>Nenhum homem do mundo vale tanto a pena para você brigar (literalmente) por ele</strong>.</p></blockquote>
<p>Nenhum. Nem o seu namoradinho romântico, nem o gostoso-cobiçado que sempre foi seu sonho e finalmente você está pegando, nem seu pai, nem o Papa, nem mesmo Jesus. Aposto que na adolescência ele pegava mais de uma ao mesmo tempo só impressionando elas com água transformada em vinho.</p>
<p>E digo isso porque toda briga de mulher sempre tem um maldito homem motivando a parada. Pode ter 500 motivos, um deles, vai se chamar Ricardo ou Tiago ou Leonardo&#8230;</p>
<p>Só vale brigar se for movida pelo instinto maternal, como minha musa inspiradora <strong>Lucivânia</strong>:</p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/DHfoVi_vh-w&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"></embed>   <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DHfoVi_vh-w"><strong>link para o vídeo</strong></a></p>
<h3><strong>Segunda lição: Por via das dúvidas, peça pro seu namorado te ensinar o básico da porrada masculina</strong></h3>
<p>Ele vai ficar feliz (todo homem acha que sabe brigar) e você vai se divertir dando socos nele. Eu aprendi que um murro eficiente tem que ter os dedos da mão fechados e retos, se não você vai acabar quebrando um deles.</p>
<p>Você vai entender porque pode precisar disso mais pra frente.</p>
<h3><strong>Terceira Lição: Não seja barraqueira</strong></h3>
<p>A briga deve ser evitada, e tudo o que pode levar a briga. Não faça barraco! Não perca a pose! Seja uma diva. Seja superior.</p>
<p>A vagabunda esta dando mole descaradamente pro seu namorado? Abrace ele, dê um beijo na boca de dar inveja.</p>
<blockquote><p>“Oi, Laurinha (mentalmente: ‘sua piranha!’), tudo bom? Nem vi que você estava aí! Amor, vamos comigo ali pegar uma cerveja?”.</p></blockquote>
<p>A baranga está agarrando ‘a força’ seu gatito? Olhe pro seu namorado, faça cara de decepção e saia – ele tem força suficiente para tirar a garota de cima e ir atrás de você. Enquanto caminha rumo à saída tremendo de raiva, repita mentalmente “Eu sou superior a essa putinha”.</p>
<h4>Lembre-se:</h4>
<blockquote><p>1. Não se sinta intimidada a reclamar com a kenga, por mais que ela abra um sorriso malicioso. Melhor nem abrir espaço pra discussão.</p>
<p>2. O cara tem que vir atrás de você e não o contrário.</p>
<p>3. A perdedora é ela, que está fazendo de tudo pra alguém comer a bºc3t@ floreada de herpes dela.</p>
<p>4. Só mulherzinhas têm a auto-estima baixa o suficiente pra ficar se importando com o que piriguetes dizem.</p></blockquote>
<h3><strong>Quarta lição: Se ela começar o barraco, termine</strong></h3>
<p>Todo mundo vai parar pra assistir o bate-boca de vocês e isso não vai ser legal. Por mais que você esteja com a razão, quando os argumentos dela acabarem, ela vai surtar, porque não vai aceitar sair por baixo. Então ela vai apelar pra uma bofetada na sua cara.</p>
<p>Deixe ela achando que você concorda com ela, e evite o confronto Unha x Unha. Não se abale com nada que ela disser. Diga que não é mulher de barraco, que aquela discussão acabou, saia andando rápido dali.</p>
<h3><strong>Quinta Lição: Se lembre de que agressão entre mulheres também é crime</strong></h3>
<p>Se todo esse papo de ser superior e não se abalar não entrou na sua cabeça ainda, se contente com esse fato. Para mais informações, consulte o <strong>item 8</strong> de <a href="http://papodehomem.com.br/10-dicas-para-se-dar-bem-numa-briga/">10 Dicas para se dar bem numa Briga</a>, do Igor Alexandre. (Sim, colei mesmo.)</p>
<p>E mais uma coisa: sou capaz de apostar, que se vocês forem parar na delegacia, ainda vão rir da cara de vocês quando estiverem contando a história.</p>
<h3><strong>Sexta Lição: Se é em legítima defesa, manda ver</strong></h3>
<p>Se não tiver nenhum cidadão com um mínimo de boa vontade pra acalmar a nervosinha e apartar a pré-briga, então o jeito é se defender.</p>
<p>Deus fez as mulheres tão rivais que deu a elas menos força e agressividade que os homens, se não elas se matavam aos montes. Provavelmente a briga de vocês vai virar um ringue com muita mão no cabelo, tapa na cara e unhas cravadas no braço.</p>
<p>Eu espero que você tenha dado a sorte de ter ido na manicure na véspera desse episódio. Não se esqueça de xingar bastante a ordinária, de tudo que sempre teve vontade.</p>
<p>Se precisar, utilize objetos que estiverem por perto. Lembra daquele sapato que seu namorado te zoava dizendo que era uma arma? Pois é.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/saltoalto.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/saltoalto_thumb.jpg?95884c" style="border-width: 0px" alt="salto-alto" border="0" height="280" width="300" /></a></p>
<p><em>Salto agulha pra arranhar, plataforma pra bater!</em></p>
<h3><strong>Sétima Lição: Se inspire na melhor cena de briga de mulher da Tv brasileira</strong></h3>
<p>Sente em cima da vagabunda e acabe com a cara dela. Vai ser difícil ela se defender, e quando ela tiver apanhado o suficiente, e só levantar e fugir rápido dali.</p>
<p><strong>Resumindo</strong>: Deixe o espírito de Maria Clara encarnar em você e dominar seus movimentos. A sua inimiga é a Laura em pessoa.</p>
<p><strong>5 minutos</strong> pra você entender bem do que eu estou falando:</p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/LVgsDkYap9U&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"></embed>   <a href="http://www.youtube.com/watch?v=LVgsDkYap9U" target="_blank"><strong>link para o vídeo</strong></a></p>
<h3>Oitava Lição: Se inspire na melhor cena de briga de mulher do cinema</h3>
<p>Diferente da briga de homem, as pessoas não têm medo de separar a briga de mulher depois que ela começou. Eu acho quase impossível você estar brigando no local mais inabitado da face da terra, mas, se você não conseguiu dominar a situação e já está sofrendo mais que queda de cabelo e unha quebrada, e não surge um ser humano pra ajudar, vire um macho.</p>
<p>Isso mesmo, se você não o fizer, ela o fará antes de você. Tô falando de murros na cara, pontapés e similares. E é nessa hora que eu espero que seu namorado tenha te ensinado algo de útil.</p>
<p>Enfim, para isso, apele para à Santa Inspiradora da Pancadaria de Batom, Bellatrix-Kido-ranca-olho:</p>
<p><embed src="http://www.youtube.com/v/rAkJnblNYTQ&amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"></embed>   <a href="http://www.youtube.com/watch?v=rAkJnblNYTQ" target="_blank"><strong>link para o vídeo</strong></a><em>Ela é mais macho que muito homem. Provavelmente mais do que você, caro leitor.</em></p>
<p>Bom, se já chegou nesse ponto e você ainda não ganhou, espero que você tenha um bom plano de saúde, com ampla cobertura nacional, e que haja um hospital num raio de 1km&#8230;</p>
<p><em><strong>Vivianne Christine</strong> é autora convidada da PapodeHomem e, se depender de nós, vai escrever mais por aqui.</em></p>
<p><em>Além disso, é estudante de publicidade da UnB e treina para sua futura carreira de redatora escrevendo de tudo, inclusive sobre a “Novela Mexicana” que é a sua vida.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Um cap&#237;tulo da minha novela mexicana</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2007 14:56:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vivianne Christine</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[18+]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Mentindo pro Rafa dizendo que estava bem &#8211; aquela falsidade de quem sente vergonha de expressar o que sente &#8211; disfarço o choro e pego meu celular. Levanto do chão, espano com as mãos a grama da calça e numa atitude impulsiva e ligeira, telefono e faço o que tenho que fazer. Sim, eu tinha [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mentindo pro Rafa dizendo que estava bem &#8211; aquela falsidade de quem sente vergonha de expressar o que sente &#8211; disfarço o choro e pego meu celular. Levanto do chão, espano com as mãos a grama da calça e numa atitude impulsiva e ligeira, telefono e faço o que tenho que fazer.</p>
<p>Sim, eu <strong>tinha</strong> que fazer aquilo.</p>
<p><span id="more-526"></span></p>
<p>Ouvir a voz dela foi estranhamente revoltante. Meiga, parecia uma criança falando, mas eu jamais acreditaria que ela era inocente. Uma loba coberta com pele de carneiro&#8230;</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/usurpadora1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/usurpadora_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="usurpadora" border="0" height="327" width="300" /></a></p>
<p><em>Tudo parecia perfeito</em></p>
<p>Combinamos tudo rapidinho e logo eu já estava caminhando rumo à parada de ônibus. E cada passo era uma lembrança daquele amor. Daquela dor. Dor que não me deixou mais segurar as lágrimas.</p>
<p>E eis que eu percebo a cena ridícula que os passantes podiam presenciar: eu, aos prantos, carregando um monte de apostilas de revisão para o vestibular, chorando com os olhos quase fechadinhos por conta do sol das duas. Patético! Pra completar, surge um velhinho que diz “chora não, filha, ele volta!” com cara de quem tem muita experiência nessa vida. Ele me olhou e deu um risinho bobo, dentes amarelados brilhando um incrível bom humor, como se aquela tarde de segunda-feira ainda fosse domingo.</p>
<p>O fato é que eu não estava de bom humor, não queria ficar de bom humor. Eu queria soltar os cachorros, chutar o pau da barraca, subir nas tamancas e rodar a baiana, tudo junto. Ou talvez bater na cachorra e chutar o pau do Rodrigo com uns tamancos ao som de música baiana. Se bem que, pensando melhor, eu nem precisava me dar esse trabalho. Deus já tinha castigado os dois havia uma semana, quando ambos quebraram a clavícula em acidentes distintos, mas que analisando o curto espaço de tempo e a coincidência do resultado final, só poder ser coisa divina – se é que eu devo usar essa palavra sem parecer uma psicopata.</p>
<p>Mas o que importa é que ignorei o velho e segui meu caminho. E felizmente, no Grande Circular, o cobrador, mesmo eu tendo sentado no banco mais próximo da roleta, me fez a gentileza de ficar calado.</p>
<p>Chegando ao shopping, liguei pra minha melhor amiga.</p>
<p>- É o seguinte amiga, vou me encontrar com a nojenta agora. Se até o final da tarde eu não te ligar de novo, é porque ela me matou pra realizar o plano dela de fugir com o Rodrigo! Ok?</p>
<p>Nem deu tempo de dizer tchau, senti alguém tocando meu ombro. Virei-me e lá estava ela, Renata, com aquele sorriso escancarado horroroso dela. Pela cara feliz que ela tinha, parecia que éramos velhas amigas nos encontrando para contar novidades. “Oooiii”, ela disse, triplicando o tamanho da palavra.</p>
<p>Sem poder evitar, dei aquela olhada dos pés à cabeça da menina. E foi com muito desprezo que pensei: “Mas foi com essa baranga que ele me traiu?”. Bom, tá certo que gosto é gosto, mas até ela devia pensar assim, pois não vejo outra razão pra ela me elogiar <strong>três</strong> vezes no mesmo dia, se de fato, não me achasse bonita. Modéstia a parte, pareceram comentários sinceros.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/loiramexicana1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/loiramexicana_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="loira-mexicana" border="0" height="213" width="300" /></a></p>
<p><em>Então a baranga me achou bonita</em></p>
<p>Fui caminhando na frente, sem dizer nada. Subimos três lances de escada rolante e sentamos numa mesa da praça de alimentação, que já estava se esvaziando do super contingente que aparece por lá na hora do almoço. Ela se encarregou de ir direto ao assunto.</p>
<p>- Muito bem, você quer que eu conte tudo?</p>
<p>- Sim.</p>
<p>- Tudo mesmo?</p>
<p>- Conta logo.</p>
<p>E ela contou. Tudo. Até o que eu não queria, mas precisava saber. Precisava, por que quanto mais detalhes sórdidos eu soubesse, mais eu poderia dramatizar o meu sermão pro Rodrigo.</p>
<p>Resumo da ópera pra vocês: o tempo deles juntos foi longo, quente. Eram amantes legítimos. Ela, dessas que se oferece e atiça, usa todas as armas de sedução pra conseguir o que quer. E disse isso com todas as letras, deixou bem claro que gostava muito dele e tinha feito tudo o que podia pra ganha-lo. Ele, se achava a criatura mais esperta e sortuda do mundo por ter um pênis e uma mulher que abriu as pernas sem cerimônia nem enrolação pro tal &#8211; partiu direto “pro que interessa” logo na primeira semana.</p>
<p>Era uma longa massagem com óleo de amêndoas e pétalas de rosa no ego dele, um troféu que ele pendurou no pescoço e só não mostrou pra todo mundo porque eu poderia descobrir e fazer ele engolir aquela porcaria, ou quem sabe até, enfiar por outra saída menor e mais sórdida.</p>
<p>Depois de sentir na pele o quanto a verdade dói, convidei-a, receosa de que receberia um não, para ir a casa dele, botá-lo contra a parede. Não tendo nada a perder e na esperança de que o que eu dissesse a ele fosse entrar por um ouvido e sair pelo outro e que no fim das contas eles ficariam juntos e seriam felizes para sempre, ela topou na hora. Dessa forma, mesmo com todo o ódio que nos rivalizava, resolvemos nos unir.</p>
<p>E pra minha surpresa, a ida até a octogonal foi até divertida. Fomos conversando muito na van, falando mal dele e da outra menina que ele tinha ficado enquanto estava comigo, a Marina. Uma conversa sobre alguém que odiávamos em comum era a única maneira de evitar que eu descontrolasse e partisse pra cima da garganta dela.</p>
<p>Ao chegar ao bloco dele, percebi que ela ia lá mais do que eu já tinha ido naqueles seis meses de namoro: ao invés de interfonar e pedir para abrirem a porta do acesso principal, como as visitas civilizadas fazem, ela, com muita praticidade, entrou pela porta do elevador de serviços, mostrando que esta não tinha tranca, estava sempre aberta. Chegamos ao sexto andar e a porta do elevador se abriu de frente pra porta da cozinha. Ela bateu na porta e a Maria abriu e olhou com aquela cara de mané dela.</p>
<p>- O Rodrigo tá aí? – perguntou Renata.</p>
<p>- Tá sim, lá no quarto. &#8211; Maria respondeu, agora com uma cara não satisfeita, nos olhando como visitas mal-vindas.</p>
<p>Tomei a dianteira e segui pelo corredor como quem diz “daqui pra frente eu lembro o caminho”. Parei na porta aberta do quarto de paredes bege. Ele estava de costas, sem camisa – o gesso na clavícula era muito incômodo e quente-, passando o tempo no computador, sem perceber que eu estava ali. Disse um oi e Rodrigo se virou assustado. Ele começou uma frase com “Oi, meu amor!” e deu pra perceber que ele teria terminado com “Que surpresa agradável! Você veio me visitar!” se não tivesse notado que atrás de mim estava quem ele menos esperava. Apavorado com a visita inusitada ele virou-se novamente pro computador e falou com uma voz fraca e frustrada de quem não pode mais mentir: “Eu <strong>não</strong> tenho como explicar.”.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/claviculaquebrada1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/claviculaquebrada_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="clavicula-quebrada" border="0" height="250" width="300" /></a></p>
<p><em>Outra coisa iria se quebrar nele, e não era era a clavícula&#8230;</em></p>
<p>Eu e Renata sentamos na cama e eu não perdi tempo e comecei o sermão imediatamente. O meu ódio era tanto que eu fui falando desordenadamente tudo o que me vinha à cabeça. Xinguei, gritei, botava pra fora toda a dor do meu coração, mal tinha tempo de respirar. Eu estava lá me descabelando de raiva quando noto que ele, como um filho que apronta e ouve a bronca do pai calado, estava de cabeça baixa olhando pro teclado do computador a sua frente. Aliás, atrás do computador havia uma parede com uma janela.</p>
<p>Tenho certeza que se ele tivesse asas, sairia voando por ela pra bem longe, e voltaria muito tempo depois, quando eu já tivesse quebrado a coleção de carrinhos-miniatura dele me acalmado. Porém, anjo ele não era, e como galinha não voa muito, o safado teve que ficar ali mesmo, paradinho até a hora que eu quisesse que ele ouvisse. Indignada, ponho as duas mãos na cadeira dele e puxo violentamente de forma a colocá-la de frente pra mim. Queria ele vendo bem o que acabara de perder. Feito isso, pude olhar a cara de pavor dele, o reflexo da minha fúria. Finalmente me olhando nos olhos ele captou que a minha vontade era quebrar todos os móveis da casa na cabeça dele.</p>
<p>Na proporção de quatro pra um, a Renata também falou algumas coisas. Não tendo muito do que reclamar, se contentou em apenas concordar com o que eu dizia. Bastava ela tomar ar para começar a falar e eu a cortava, sem nem perceber.</p>
<p>Eu poderia ter apenas terminado o namoro fingindo que não estava nem aí e dizendo que ele também era corno. Poderia ter sido forte e escondido minha tristeza. Poderia ter saído com minhas amigas pra ficar com uns carinhas e mandado ele ir à merda. Mas com uma ponta de prepotência e segurança de que ele me amava e que iria se arrepender pro resto da vida de ter me traído, preferi me humilhar um pouco e dramatizar bastante, sabendo que isso o afetaria.</p>
<p>Preferi fazer ele acreditar que acabara de jogar fora a melhor namorada do mundo (ou pelo menos era essa a maneira que devia me ver de acordo com meu discurso revoltado). Preferi enumerar minhas qualidades, especialmente frizando a lealdade. Preferi deixar o orgulho de lado e dizer que eu o amava de verdade. E que minha decepção me envergonhava. Preferi apostar que o pior castigo que eu poderia dar seria mostrar que ele desprezou a mulher perfeita, ainda que eu tivesse uma lista infinita de defeitos.</p>
<p>Funcionou. Eu senti que ele estava sendo afetado por minhas palavras afiadas. A consciência já estava pesada o suficiente para ele se arrepender de cada mentira. Finalmente ele enxergou que toda a maldade dele prejudicou a ele mesmo. Como quem bebe do próprio veneno e descobre que ele é mais ácido do que se esperava.</p>
<p>Eis que de repente ele resolve dizer algo útil:</p>
<p>- Renata, vai embora.</p>
<p>- Ela vai embora quando ela quiser. – a defendi, como se fosse a mais justa das criaturas. Na verdade quase cruzei os dedos pra ela não pensar duas vezes e tirar aquela bunda reta da cama; a questão é que ele não tinha o direito de ordenar nada pra ninguém ali, nem pra ela.</p>
<p>- Eu preciso falar com a Gabi. Vai embora.</p>
<p>Acontece que não seria muito prazeroso ficar quando o homem que você gosta e teve um caso te expulsa da casa dele. Ela se levantou da cama e atravessou o corredor como um cãozinho com o rabo entre as pernas. Eu a segui para me despedir dela, com vontade de soltar um “YES!” bem alto. Ela estava chorando, decepcionada como quem perde a guerra. O que ela desejava estava no quarto, esperando que <strong>eu</strong> voltasse para pedir perdão e se declarar. Sem mais armas, truques ou manobras a fazer para ganhar a batalha, ela se rende, e desabafa:</p>
<p>- Viu como ele me trata mal? Ele nunca gostou de mim, nunca quis te deixar pra ficar comigo. Mas cuidado, ele não presta.</p>
<p>Não podia consolá-la. Ela também era culpada da minha dor. Mas em respeito ao sentimento de quem ama e não tem o prazer de sentir a reciprocidade, guardei pra mim a minha vontade de dizer “Bem feito!” e dei-lhe um abraço sincero. Ela sai pela porta da cozinha ligando do celular para que a avó fosse buscá-la – vale lembrar que ninguém pode dirigir com a clavícula quebrada.</p>
<p>Volto pro quarto e sento na cama novamente. Queria assistir de camarote o pranto do Sr. Frieza, homem que nunca chora.</p>
<p>Ele se debruça sobre minhas pernas. Senti-as molhar pelas lágrimas que caiam daqueles lindos olhos azuis. Pela primeira vez em dois anos ele estava chorando na minha frente. Pela primeira vez aquele egocêntrico se abalou com alguma coisa que não fosse a nova <em>Ferrari F450 Spider</em> destruída por uma batida. Ele começou a falar bem rápido, com medo de que eu também interrompesse-o, como fiz com a Renata.</p>
<p>- Me perdoa. Eu juro que te amo, você é o amor da minha vida. Eu sei que fui idiota. Eu mudo, eu vou ser tudo o que você quiser, eu vou ser só seu. Me perdoa. Eu preciso de você na minha vida, não me deixa. Eu te amo. Sei que errei, perdoa.</p>
<p>Óbvio que eu interrompi aquela falação repetitiva.</p>
<p>- Ah, isso que você tinha pra me falar? Essas promessas fracas, essas declarações falsas? Você não me ama. Você nem sabe o que é isso. Uma pessoa podre como você jamais sentiria algo tão nobre. Eu tenho nojo de você, sai de cima das minhas pernas. Alias, melhor eu levantar dessa cama. Vocês devem ter tido ótimos momentos aqui. Eu vou embora, porque eu tenho aula daqui a pouco, e diferente de você que não está nem aí pra nada, eu tenho sonhos. E um deles é passar no vestibular.</p>
<p>- Eu vou ser tudo. Eu vou estudar pra te ensinar. Você vai realizar todos os seus sonhos, tudo que eu vou fazer vai ser pra te agradar e te dar felicidade. Eu quero me casar com você, ter filhos, te amar pro resto da minha vida.</p>
<p>- Lamento. Não dá mais pra acreditar nessas frases vazias. Você foi muito cruel e frio. Mentiu descaradamente e desprezou meus sentimentos, não teve nem respeito, sequer pena de mim. Agora eu só tenho ódio de você. Quero mais é que você sofra e que nunca ninguém caia no mesmo erro de te amar como eu. Não quero te ver nunca mais, some da minha vida. Tchau.</p>
<p>Levantei, peguei meus livros e segui pelo corredor, ouvindo o Rodrigo dizer que ia me levar de carro até a minha aula. Da porta da sala chegou o irmão dele, que pasmou de imediato com a cena – ver o Rodrigo chorando é tão raro que choca qualquer um. Aproveitei e peguei a chave do carro da família em cima da mesa e joguei nas mãos do meu ‘ex-cunhado’. Mandei ele esconder do Rodrigo, dando um resumo da ópera para explicar minha atitude, acrescentando que não queria que aquele gesso grotesco deslocasse do lugar por ele ter dirigido.</p>
<p>Segui pela cozinha. O choro do Rodrigo era cada vez mais alto. Confesso que senti muito prazer em ouvir o sofrimento dele. Ele se atirou de joelhos e agarrou minhas pernas, me segurando, que nem criança fazendo birra para o pai não ir trabalhar. Continuou a repetir a ladainha do perdão e eu voltei gritar descontrolada, mandando ele parar de mentir com esse papo de amor. Empurrava-o cada vez que ele tentava me abraçar. O choro aumentou, ele começou a soluçar, já não conseguia mais falar.</p>
<p>Numa péssima tentativa de me fazer sentir pena dele, disse que cortaria o gesso se eu não lhe desse outra chance, assim ele passaria três meses internado no hospital fazendo uma série de cirurgias e seria uma forma eficiente de controlar os impulsos de me encontrar. Pegou a faca e começou a cortar. Impaciente com aquele teatrinho chantagista, tomei a faca da mão dele e joguei-a com força na pia. Se fosse de propósito não conseguiria, mas a faca bateu num copo de vidro, e quebrou-o.</p>
<p>- Presta atenção Rodrigo, eu quero que você sofra de peso na consciência. E muito. Mas eu não quero jamais ter parte na culpa da sua clavícula esfarelada.</p>
<p>Voltei a gritar. Expus tanto os meus sentimentos que perdi a força. Fui escorregando devagarzinho até o chão como as lagrimas que escorriam dos meus olhos até o queixo. Fiquei sentada vendo passar na minha mente cada capítulo daquela novela mexicana. Ele continuava de joelhos implorando. Me senti pequena e frágil. Meu amor me fragilizava. Meu ponto fraco era meu coração. Mas respirei profundamente, levantei e saí deixando pra trás impiedosamente um Rodrigo caído no chão, exposto ao ridículo que o garoto popular sempre temeu. Um Rodrigo que jamais seria o mesmo.</p>
<p>Se as paredes daquele quarto falassem, teriam muita história pra contar. Mas tudo bem agora. Nem são mais beges, as paredes, são verdes, e puderam presenciar depois momentos felizes, que pareciam impossíveis de ainda acontecer ali um dia.</p>
<p><em><strong>Vivianne Christine</strong> é autora convidada da PapodeHomem e, se depender de nós, vai escrever mais por aqui. ;D</em></p>
<p><em>Além disso, é estudante de publicidade da UnB e treina para sua futura carreira de redatora escrevendo de tudo, inclusive sobre a &#8220;Novela Mexicana&#8221; que é a sua vida.</em></p>
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