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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Victor Lee</title>
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		<title>[18+] Mais pornografia na Internet: os domínios .xxx foram aprovados</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 20:31:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[18+]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>No dia 19 de março de 2011, os domínios .xxx foram aprovados. Que diferença faz incluir domínios .xxx? É só pra ficar mais bonitinho na barra de navegação e para fazer marketing mais memorável? Não. Apesar de não serem obrigatórios, o que se pretende é tornar o .xxx uma marca de confiança para micropagamentos e [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 19 de março de 2011, os <a href="http://www.theregister.co.uk/2011/03/19/icann_approves_xxx/" target="_blank">domínios .xxx foram aprovados</a>.</p>
<p><span id="more-36257"></span></p>
<p><strong>Que diferença faz incluir domínios .xxx?</strong> É só pra ficar mais bonitinho na barra de navegação e para fazer marketing mais memorável? Não. Apesar de não serem obrigatórios, o que se pretende é <a href="http://mashable.com/2011/03/19/xxx-tld-porn/" target="_blank">tornar o .xxx uma marca de confiança</a> para micropagamentos e proteger consumidores contra fraudes do comércio eletrônico.</p>
<p>A indústria do entretenimento adulto se manifestou <a href="http://www.theregister.co.uk/2011/03/09/stars_demo_against_domains/" target="_blank">contra os novos domínios .xxx</a>, alegando que eles promovem censura e bloqueio.</p>
<div id="attachment_36259" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-36259" title="tumblr_lieqfsU1I11qdnfigo1_1280" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tumblr_lieqfsU1I11qdnfigo1_1280-620x413.jpg?95884c" alt="" width="620" height="413" /><p class="wp-caption-text">&quot;Ei, vamos abrir um novo site pra nós?&quot; (fonte: suicidegirls.com)</p></div>
<p>Já é velho o resmungo de que o Steve Jobs bloqueia e censura todos os aplicativos que contém conteúdo sexual, de acordo com os <a href="http://www.wired.com/gadgetlab/2010/02/iphone-porn/" target="_blank">critérios unilaterais da Apple</a>. Não será de grande surpresa prever que futuros iPads e iPhones também terão um bloqueio padronizado a tudo o que é domínio .xxx do seu app de navegação.</p>
<p>Esse é apenas um exemplo imaginário, porém não improvável. <strong>Que outras mudanças vocês conseguem visualizar?</strong></p>
<!-- NADA -->
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Nos bastidores do Bella da Semana: entrevista com Alexandre Peccin</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 20:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O brasileiro Alexandre Peccin se inspirou na visão de Hugh Hefner e seguiu o caminho de Donald Trump. O resultado da combinação explosiva, junto com sua paixão pela beleza feminina, foi a criação do Bella da Semana. Depois de conquistar o Brasil, já está com posição internacional garantida e critica duramente a Apple, fazendo analogia [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O brasileiro Alexandre Peccin se inspirou na visão de <strong>Hugh Hefner</strong> e seguiu o caminho de Donald Trump. O resultado da combinação explosiva, junto com sua paixão pela beleza feminina, foi a criação do <a href="http://www.belladasemana.com.br" target="_blank">Bella da Semana</a>.</p>
<p><span id="more-25034"></span></p>
<p>Depois de conquistar o Brasil, já  está com posição internacional garantida e critica duramente a Apple, fazendo analogia com o totalitarismo do governo chinês.</p>
<div id="attachment_25037" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-25037" title="bella1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bella1.jpg?95884c" alt="" width="400" height="602" /><p class="wp-caption-text">O Alexandre é esse em destaque na foto.</p></div>
<h3>O começo</h3>
<p><strong>VICTOR LEE:</strong> É lendária a história do Hugh Hefner, com a foto da Marilyn Monroe, criando a primeira edição da <em>Playboy</em>. Poderia contar para nós a história da criação do Bella da Semana?</p>
<p><strong>ALEXANDRE PECCIN:</strong> No princípio, quando eu era pequeno, pegava escondido as Playboys do meu pai e, de tanto ver, comecei a me interessar a colecionar a revista e aprender sobre isto, mas sem imaginar que iria trabalhar no ramo.</p>
<p>Até que comecei a <strong>dirigir um programa de televisão</strong> junto com um amigo meu, no canal 20 da NET de Florianópolis.</p>
<p>Neste programa, fiz um quadro que mostrava um vídeo com as principais modelos de Florianópolis. Como o programa era semanal,veio o nome &#8220;Bella da Semana&#8221;. Este quadro do programa começou a se destacar e então resolvi sair da TV local e ir para a Internet para poder ampliar o negócio. O site foi lançado em fevereiro de 2001.</p>
<p>Naquela época, o único site do segmento no Brasil era o Morango. O Bella foi <strong>o segundo site da categoria no Brasil</strong>.</p>
<div id="attachment_25039" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25039" title="bella2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bella2.jpg?95884c" alt="" width="600" height="401" /><p class="wp-caption-text">Foto do Alexandre.</p></div>
<p><strong>VICTOR:</strong> Quais foram as fontes de inspiração e que tipo de filosofia permitiu a superação e constante crescimento?</p>
<p><strong>ALEXANDRE: </strong>A fonte de inspiração foi a <em>Playboy</em> americana, que trabalhava com qualidade total, coisa que até então não se conhecia em fotos e vídeos de modelos no Brasil. Posso dizer que se Hugh Hefner trouxe a inspiração. O exemplo seguido foi o de Donald Trump.</p>
<p>Admiramos muito também toda a luta de <strong>Larry Flint</strong>, que foi até a mais alta corte americana para garantir a liberdade de expressão de sua revista.</p>
<p>Nossa filosofia para o crescimento constante é a satisfação do usuário através da qualidade total em fotos e vídeos. Somos muito cuidadosos, detalhistas  e perfeccionistas com as imagens que colocamos no ar sem com isto exagerar como é de costume no Photoshop.</p>
<div id="attachment_25040" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25040" title="bella3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bella3.jpg?95884c" alt="" width="600" height="443" /><p class="wp-caption-text">Alexandre sentado.</p></div>
<h3>O trabalho</h3>
<p><strong>VICTOR:</strong> O sucesso do Bella se dá pela sua cuidadosa direção de ensaios, mantendo a alta qualidade do conteúdo. Como aprendeu os ossos do ofício? Existe alguma experiência anterior que o impulsionou para o campo da fotografia?</p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Como comentei, comecei cedo a gostar de fotos de modelos. Antes de lançar o site já tinha visto em fotografias mais de 500.000 mulheres nuas. <strong>Aprendi sozinho de tanto ver fotos.</strong> Como sou muito perfeccionista, detalhista, e vivo em busca da beleza em todas as coisas, o aprendizado veio ao natural tanto que, mesmo sem ter feito cursos de fotografia, dirigia os ensaios com fotógrafos famosos.</p>
<p><strong>VICTOR:</strong> Ser fundador de um site de conteúdo adulto de sucesso como o Bella é sonho de muitos homens, que possuem fantasias muitas vezes irreais. Poucos são os que sabem como é a operação do dia-a-dia de um grande empreendimento complexo que envolve muitas pessoas. Que aspectos de seu trabalho você nunca imaginava encontrar antes de começar? E quais as expectativas que tinha que se revelaram diferentes da realidade?</p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> O Bella não possui exatamente conteúdo adulto. Estamos na área do sensual, com padrão de qualidade americano e liberdade de europeu, que não acha estranho ver seios ou bumbum.</p>
<p>Realmente este trabalho é um sonho de muitos homens, porém não é esta moleza que o pessoal imagina. O trabalho é diário, constante e puxado, envolve muitas pessoas, contratos, advogados etc&#8230; como qualquer outra empresa. Uma das coisas mais complicadas é lidar com o ego de modelos depois que as ajudamos a ficarem famosas.</p>
<p>No começo o Bella cresceu muito rápido e eu imaginei que fosse fácil ganhar dinheiro com isto, mas tivemos que suar a camisa para poder rentabilizar.</p>
<p>Mas é um trabalho bem gostoso e divertido, só tem que ter <strong>cuidado para não se apaixonar toda semana.</strong></p>
<div id="attachment_25041" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-25041" title="bella4" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bella4.jpg?95884c" alt="" width="400" height="598" /><p class="wp-caption-text">Alexandre em pé.</p></div>
<p><strong>VICTOR: </strong>Pode falar um pouco de suas estratégias de expansão em novos mercados, visão empresarial, gerenciamento de equipe, tratamento a clientes e gerenciamento de riscos? Que lições de negócios tem a ensinar a nossos leitores?</p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Montamos uma equipe bem focada para o mercado exterior. Com a qualidade do nosso conteúdo, conseguimos rapidamente fechar negócios com os maiores players mundiais na área de celular e <strong>já temos conteúdo mobile em quase noventa países.</strong></p>
<p>Como o nome Bella da Semana é  bem complicado em outras línguas, tivemos que criar um novo nome para o exterior. Então surgiu o Bella Club, duas palavras internacionais e de fácil assimilação. Aí fizemos o site do Bella em Portugal (como o mesmo nome do BR), nos EUA, Inglaterra,  México e, posteriormente, para evitar preconceitos em relação a países, fizemos a Bella Internacional em inglês e em espanhol para evitar que pessoas que não gostem dos EUA, Inglaterra e México possam entrar no site e ler o conteúdo em suas línguas.</p>
<p>Também fechamos negócio com a Fashion TV Internacional, o maior canal de moda no mundo, que <strong>divulga nossos vídeos em 130 países.</strong></p>
<div id="attachment_25042" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25042" title="bella5" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bella5.jpg?95884c" alt="" width="600" height="401" /><p class="wp-caption-text">Pedimos desculpas pela repetição, mas só conseguimos fotos do Alexandre trabalhando.</p></div>
<p>Em relação a clientes temos um cuidado enorme para exceder às expectativas e também no suporte, que é  rápido, eficiente e valoriza sempre o cliente.</p>
<p>A lição que o Bella traz para os leitores é a importância de se ter diferenciais em relação aos concorrentes e acreditar muito no negócio, descobrir oportunidade de negócios que ainda não estão na internet,  um nicho de mercado que ainda não foi explorado ou esta sendo mal explorado ou ainda lançar algo novo.</p>
<p>Também é preciso trabalhar com <strong>qualidade total</strong>, ter muita dedicação, trabalhar 24h por dia, 7 dias por semana, até o negócio decolar. Depois que decolar, pode trabalhar 23:59 horas por dia. ;-)</p>
<div id="attachment_25044" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25044" title="bella6" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bella6.jpg?95884c" alt="" width="600" height="399" /><p class="wp-caption-text">Alexandre sentado no sofá.</p></div>
<h3>Crítica a Apple</h3>
<p><strong>VICTOR:</strong> Recentemente, a Apple arbitrariamente removeu Apps da iTunes Store com alegações de conteúdo inapropriado, incluindo o do Bella. Pode contar um pouco mais deste episódio? Quais são as alternativas para explorar a crescente oportunidade com a Internet móvel?</p>
<p><strong>ALEXANDRE:</strong> Segue artigo do Bella da Semana a respeito do ocorrido:</p>
<blockquote><p><strong>Apple imita a China</strong></p>
<p>A multinacional Apple, já  conhecida por não deixar que os donos de iPhones instalem o aplicativo que desejam em seu telefone, agora imita a censura chinesa  e resolve definir o que é adequado ou &#8220;altamente inadequado &#8221; &#8211; conforme palavras do vice-presidente da Apple, Phil Schiller, em entrevista ao The New York Times &#8211; aos usuários do aparelho. Ou seja, os donos de iPhone não podem decidir o que é adequado, pois a Apple já decidiu por eles. É como se o usuário comprasse um computador novo e a fabricante do equipamento só permitisse a instalação de aplicativos vendidos e liberados por ela.</p>
<p>Este fato derruba a liberdade de expressão, bem como a liberdade sexual &#8211; avanço que, em países civilizados, permite que cidadãos possam acessar todo tipo de conteúdo, seja sensual, erótico, pornográfico ou gay, de acordo com sua própria vontade.</p>
<p>Cinco mil empresas acreditaram na Apple e investiram tempo e dinheiro para lançar aplicativos na APP Store, inclusive seguindo os critérios obscuros do que é “adequado” para a companhia. Após isso, são repentinamente avisadas de que seus aplicativos foram retirados do ar, de forma totalmente arbitrária.</p>
<p>O mais curioso é que aplicativos da revista Playboy e calendários de mulheres seminuas da Sports Illustrated não foram retirados do ar. A explicação de Schiller para casos como estes seria de que se tratam de “empresas conhecidas com material publicado em formato de grande aceitação”. É como se os outros países também não possuíssem conteúdos de “grande aceitação”. Novamente, a Apple tomou a decisão sozinha.</p>
<p>Isto nos leva a questionar qual será o próximo passo da Apple. O bloqueio do Safari, seu navegador, para sites que a empresa considera inadequados?</p>
<p>A Apple precisa, enfim, adaptar-se ao mundo democrático. Precisa derrubar as barreiras que impedem a livre circulação de todos os aplicativos, o que inclui deixar para trás critérios subjetivos de aprovação de conteúdos e a obrigatoriedade da passagem pela Apple Store. Assim como fazem todos os fabricantes de computadores e de sistema operacional, a empresa deve sim liberar em sua loja os APPs com conteúdo sensual, pornográfico ou gay.</p>
<p>Alexandre Peccin</p>
<p>CEO &#8211; Bella da Semana</p></blockquote>
<div id="attachment_25047" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25047" title="bella7" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/bella7.jpg?95884c" alt="" width="600" height="399" /><p class="wp-caption-text">Alexandre apoiado na cadeira.</p></div>
<p>Em relação às oportunidades da internet móvel elas já não são mais opcionais e sim obrigatórias para quem quer crescer no mundo digital.</p>
<p>O Bella da Semana foi o primeiro fornecedor de conteúdo fotográfico para mobile na América do Sul, entramos junto com a TIM no lançamento, na época menos de 1% do celulares tinham tela colorida e mesmo assim entramos no negócio para sermos pioneiros na área.</p>
<p><strong>VICTOR:</strong> Alexandre, muito obrigado por sua sinceridade nas respostas e por disponibilizar um pouco de seu valioso tempo para compartilhar com todos os leitores do PapodeHomem um pouco sobre sua história. Valeu mesmo!</p>
<p>&#8230;</p>
<p>Pessoal, para os que quiserem continuar acompanhando os bastidores do Bella, aqui vai <a href="http://www.belladasemana.com.br/#blog" target="_blank">o blog</a> e <a href="http://twitter.com/belladasemana" target="_blank">o Twitter</a>.</p>
<p>Podem deixar algumas perguntas aqui e tentarei fazer a ponte com o Alexandre, já adiantando que como ele está bastante ocupado com novos projetos não é garantido ter resposta para tudo, mas vamos tentar!</p>
<h3>Bônus: wallpaper para download</h3>
<div id="attachment_25036" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/wallpaper-download.jpg?95884c"><img class="size-large wp-image-25036" title="wallpaper-download" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/wallpaper-download1-550x330.jpg?95884c" alt="" width="550" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">De nada.</p></div>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Como acumular milhas com cartão de crédito para viajar de graça</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/como-acumular-milhas-com-cartao-de-credito-para-viajar-de-graca/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 07:50:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Os programas de milhagem recompensam viajantes que frequentemente utilizam os serviços da mesma companhia aérea ou suas parceiras, premiando com passagens grátis ou outros prêmios. Quer saber como acumular milhas Smiles suficientes para ir para Europa ou Estados Unidos sem precisar voar sequer uma única vez? Use as premiações de cartão de crédito. Esclareço que [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os programas de milhagem recompensam viajantes que frequentemente utilizam os serviços da mesma companhia aérea ou suas parceiras, premiando com passagens grátis ou outros prêmios.</p>
<p><span id="more-24088"></span></p>
<p>Quer saber como acumular milhas Smiles suficientes para ir para Europa ou Estados Unidos <strong>sem precisar voar sequer uma única vez?</strong> Use as premiações de cartão de crédito.</p>
<p>Esclareço que não sou funcionário da Varig/Gol e não ganho nada em  promover o programa Smiles ou incentivar compras pelos parceiros. Estou recomendando pois na minha experiência esse é  um dos meios mais simples de viajar de graça. Ou seja, <strong>esse não é um texto patrocinado</strong>, mas aproveito para compartilhar uma das dicas de meu livro, fazendo um jabá pessoal.</p>
<h3>Minha experiência voando de graça</h3>
<p>Não sou nenhum profissional de milhagem – existem caras que utilizam milhas para ganhar (muito) dinheiro, comprando milhas e vendendo passagens. Para mim, apesar dessa ideia ser interessante, não compensa pela quantidade de horas que deve ser investida em tornar o comércio de milhas em um empreendimento lucrativo. É necessário interagir com muita gente, algo complexo e demorado.</p>
<p>O que compartilho, neste artigo, é um conjunto de pequenas práticas em minha rotina que me permitiram emitir <strong>três passagens de ida e volta entre Brasil e Europa</strong> totalmente grátis, por meio do programa Smiles. E já tenho milhas suficientes para emitir uma quarta passagem. Como essas passagens custam no mínimo dois mil reais, já ganhei benefícios de <strong>oito mil reais</strong> apenas mudando alguns pequenos detalhes do meu estilo de vida.</p>
<p>Todas as dicas abaixo fazem parte do livro interativo <em>A Arte de Viajar de Graça</em>, que estou oferecendo como bônus aos compradores do <a href="http://fromvictorwithlove.com/diario/guia/" target="_blank"><em>Guia do Viajante Conquistador</em></a>.</p>
<div id="attachment_24095" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-24095" title="massagem" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/massagem.jpg?95884c" alt="" width="600" height="358" /><p class="wp-caption-text">&quot;Sr. Victor, sua massagem está agendada para 30 minutos de voo, tudo bem?&quot;</p></div>
<h3>1º passo: obter cartão de crédito parceiro Smiles</h3>
<p>Se o seu cartão de crédito atual não está em nenhum programa de milhagem, cancele e procure um cartão novo que tenha <a href="http://www.smiles.com.br/smiles/content/acumule/parceiros/cartoes_credito.htm" target="_blank">parceria Smiles</a>. Existem dois critérios a serem analisados: a quantidade de milhas que você ganha logo ao se inscrever no programa e a quantidade de pontos acumulados a cada dólar gasto.</p>
<h3>2º passo: mude seu estilo de realizar compras</h3>
<p><strong>Coloque absolutamente todas as suas despesas no cartão.</strong> A padaria da esquina não aceita cartão de crédito para vender pão, queijo e presunto? Então faça suas compras em maior lote no supermercado. Cada nota de dinheiro ou cheque assinado que sai de sua carteira é uma milhagem perdida.</p>
<p>Repare que apesar de alguns cartões permitirem o pagamento de contas de luz, energia e outros, esse tipo de operação não reverte em milhagem. Portanto, não desperdice seu crédito com elas. Antes de pagar esse tipo de conta no cartão, pergunte na central de atendimento se a operação acumula milhas.</p>
<p>Se você quiser radicalizar ainda mais, ofereça para pagar a conta da mesa inteira de um jantar e colete o dinheiro que seus colegas deixarem. Faça isso com tudo. Se seus pais estão comprando uma geladeira, peça que eles depositem o cheque na sua conta para você pagar no seu cartão. Não desperdice nenhuma oportunidade de gastar dinheiro no cartão: vale milhas!</p>
<h3>Alguns cuidados</h3>
<p>Um aviso importante: essa história de sair pagando conta dos outros e embolsando o dinheiro (que deve ser mantido para que você consiga pagar a fatura do cartão depois sem ficar endividado) pode dar <strong>problemas fiscais e contábeis</strong>. Imagine que você tem uma renda oficial de dois mil reais mensais, por conta de salário registrado. Como explicar que todo mês você está pagando vinte mil reais no cartão de crédito? Isso vai acionar o radar da Receita Federal e você será chamado para se justificar.</p>
<p>Por isso, use a dica de pagar a conta dos outros com moderação. Entre amigos, ocasionalmente, eu costumo pagar a conta da mesa para facilitar a divisão de despesas. Meus amigos sabem que eu coleto milhas e não se importam, pois só querem jogar as notas de dinheiro na mesa e ir embora. Eles não coletam milhas e nem possuem cartão de crédito. Para eles, o que vale é a praticidade e, como bons amigos, querem me ajudar.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/O0uyIWOU024&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/O0uyIWOU024&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em>Para viajar de graça, que tal se disfarçar de piloto igual fez <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_William_Abagnale_Jr." target="_blank">Frank Abagnale Jr.</a> (o cara do filme <a href="http://www.youtube.com/watch?v=O0uyIWOU024" target="_blank">&#8220;Catch me if you can&#8221;</a>)?</em></p>
<p>Se você for extremista, o tiro pode sair pela culatra. Eu lembro de um americano seboso que &#8220;organizava jantares&#8221; sempre que nosso grupo de amigos se encontrava em alguma capital europeia. Para mim, que sou rato de milhagem, era muito claro o que ele estava fazendo: ele insistia que todos pagassem para ele em dinheiro&#8230; enquanto ele ia até o caixa e pagava no cartão de crédito.</p>
<p>Enquanto ia para o banheiro, passei por ele diante do caixa e ele quis fazer uma brincadeirinha irônica dizendo &#8220;Oh, coitado de mim, olha só, to pagando uma conta de novecentos euros!&#8221;. Olhei seriamente para ele e falei: &#8220;É, coitado mesmo, deve ser horrível receber milhagem de novecentos euros&#8221;.</p>
<p>Nem preciso dizer que ele ficou com uma cara de criança pega no flagra. Certamente eu não era o único que sacava o esquema. Todos silenciosamente concordávamos que era uma situação patética.</p>
<h3>3º passo: dê preferência a parceiros Smiles</h3>
<p>Visite a <a href="http://www.smiles.com.br/smiles/content/acumule/parceiros/index.htm?site_lang=pt-BR" target="_blank">página de Parceiros Smiles</a> para memorizar todos os serviços que rendem milhas e mude o estilo de vida atual para apenas comprar com esses parceiros.</p>
<p>Por exemplo, use a <a href="http://www.americanas.com.br/smiles/" target="_blank">Americanas</a> para comprar chocolate, CD, DVD ou livros na hora de presentear alguém. Você ganha na praticidade em fazer a compra sem sair de casa e ainda ganha milhas adicionais (milhas do cartão de crédito + milhas do Parceiro Smiles).</p>
<p>Pode também organizar vaquinhas no seu trabalho para presentear secretárias e outras colegas também com esse esquema. Assim, seus colegas ficam contentes em ter você como o cara que organiza tudo e você coleta a grana de todos, gastando em seu cartão.</p>
<p>Havia uma época em que o sistema do Smiles devia ter algum defeito, pois o restaurante Quattrino em São Paulo dava 100 milhas para cada refeição realizada. Ao comer um simples macarrão de 20 reais, eram 100 milhas depositadas. Uma abundância: como era local próximo de nosso trabalho, íamos todos almoçar praticamente todos os dias. Só o fato de comer nesse restaurante deve me ter rendido umas duas viagens de ida e volta para a Argentina.</p>
<p>Se você assina revista <em>Veja</em> ou jornal, também não perca a oportunidade de ganhar milhas, pois é uma das atividades que mais rende milhagem. E caso seus pais assinem a revista ou o jornal, ofereça a fazer a assinatura em seu nome, ganhando as milhas.</p>
<h3>Truques sujos para ganhar mais milhas</h3>
<p>Muitas vezes recebo pergunta sobre se seria possível fazer uma assinatura de dois anos de revista <em>Veja</em> ou de jornal para receber as milhagens&#8230; e, uma vez com as milhas embolsadas,<strong> cancelar a assinatura</strong>.</p>
<p>Eu nunca fiz isso e não sei responder, mas não me parece ser um procedimento correto. Talvez por causa de tentativas de alguns poucos caras que jogam sujo, todos os demais consumidores acabam sendo penalizados: como justificar <a href="http://www.reclameaqui.com.br/15816/editora-abril/promocao-rev-veja-e-smiles/" target="_blank">tanta reclamação sobre demora no crédito das milhas?</a> Alguém mais cínico poderia dizer que a demora é proposital da Editora Abril para evitar esse tipo de prejuízo.</p>
<div id="attachment_24101" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-24101" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/aeromoca.jpg?95884c" alt="" width="300" height="407" /><p class="wp-caption-text">&quot;Então você tem muitas milhas, é? Aqui está meu telefone...&quot;</p></div>
<p>Também tinha uma época em que postos da Petrobrás davam milhas. Para colocar lubrificantes ou aditivos, a quantidade de milhagem era altíssima. Esse sistema era falho, pois quando você sempre colocava gasolina no mesmo posto e fazia amizade com o frentista, ele dava sempre um jeitinho de computar a sua gasolina comum como se fosse lubrificante ou algo que rendia cinco vezes mais milhas. Essa falha foi descoberta e não pode mais ser explorada. E mesmo que ainda existisse, não recomendo esse tipo de operação.</p>
<p>Quando tiver dúvida, sempre entre em contato com o serviço de atendimento que poderá indicar como obter uma cópia do contrato ou regulamento explicando detalhadamente as regras de crédito de milha. Nem sempre uma ideia criativa é proibida por lei ou contrato (como no caso de pagar a conta do jantar com amigos no cartão e embolsar a grana da divisão de despesas).</p>
<p>Ao final, dois cuidados importantes:</p>
<h3>Não acumule dívidas!</h3>
<p>Eu nunca tive esse problema por ser muito organizado, mas sei que pode acontecer de algumas pessoas errarem a dose de gastos do cartão, gastando mais do que podem pagar ao fim do mês.</p>
<p>Nunca, em hipótese alguma, cometa essa atrocidade. Os juros do cartão de crédito são absurdamente mais altos do que qualquer possibilidade de investimento. Quando você está devendo dinheiro para pagar o cartão no mês seguinte, você apenas <strong>empobrece</strong>. Pague sempre a totalidade da fatura e se não tiver certeza de quanto já gastou, use a Internet ou telefone para saber qual o valor parcial antes de sair gastando mais.</p>
<p><strong>Conrado Navarro</strong>, amigo, educador financeiro, autor do livro <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21559863/?franq=247523" target="_blank"><em>Vamos Falar de Dinheiro?</em></a> (Novatec) e fundador do <a href="http://dinheirama.com" target="_blank"><em>Dinheirama</em></a>, lista algumas armadilhas dos cartões de crédito e dá dicas para evitar seu uso indiscriminado:</p>
<ul>
<li>Seu cartão de crédito não é um segundo salário. Assim, use-o como uma ferramenta, não como uma solução para todos os seus problemas.</li>
<li>Aprenda a matemática básica das finanças pessoais. Gaste menos do que você ganha. Com o cartão, preste atenção aos dias em que sai com a família e com aquelas ocasiões onde está sem dinheiro (cédulas) na carteira. Corra para casa e esconda-se lá.</li>
<li>Lembre-se dos juros ao efetuar pagamentos atrasados. Quanto mais demorar a pagar, maior será sua dívida. Simples assim. Além disso, sempre acabam incidindo taxas adicionais e maiores complicações na obtenção de novo crédito no futuro. Evite transtornos pagando tudo em dia.</li>
<li><strong>Não brinque com o limite. </strong>Na dúvida, peça por limites de crédito mais baixos. Evite esticar demais as possibilidades de gasto, pois as chances de dívidas e juros maiores se transformarem em pesadelo são igualmente proporcionais aos “abusos” que você pode cometer.</li>
<li>Não tenha vergonha. Se por acaso houver algum problema no pagamento da fatura, não hesite em telefonar para fazer um acordo. Quanto mais tempo se passar sem que você tome alguma providência, pior será a situação. Atitude é tudo!</li>
<li>Encare com seriedade seu orçamento doméstico. Use o cartão de crédito apenas em ocasiões onde ele é realmente interessante, lembrando de jamais rolar dívidas e pagar apenas a parcela mínima.</li>
</ul>
<p>Para aprender mais sobre o cartão de crédito, confira suas vantagens, armadilha e características em um <a href="http://dinheirama.com/blog/2010/05/20/cartao-de-credito-verdades-vantagens-e-armadilhas/" target="_blank">ótimo artigo do Dinheirama</a>.</p>
<div id="attachment_24093" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-24093" title="janela-aviao" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/janela-aviao.jpg?95884c" alt="" width="600" height="448" /><p class="wp-caption-text">Voar de graça é uma questão de saber encontrar janelas no mundo.</p></div>
<h3>Não fique apegado</h3>
<p>O sistema de milhagem pode deixar qualquer um deslumbrado, pois é a melhor maneira de viajar na faixa. Porém a sua milhagem não é garantia. Na época da quebra da PanAm, muitos que tinham milhas acumuladas ficaram sem nada. E na época dos rumores de que a Varig poderia quebrar, muitos queimaram rapidamente as milhas que tinham, com medo da empresa falir e transformar as milhas em nada.</p>
<p>Quando aconteceu a possível quebra da Varig, eu ainda tinha algumas centenas de milhares de milhas acumuladas. E qual foi minha surpresa ao saber que em maio de 2006 não havia voo internacional disponível para minhas milhas!  O motivo: quantidade de boatos sobre a falência + alta temporada de turismo na Europa + Copa do Mundo na Alemanha!</p>
<p>Só com muita insistência, desligando e ligando novamente até encontrar um operador que fosse prestativo e inteligente, é que conseguimos achar um voo que havia ficado livre.</p>
<p>Depois desse episódio, ainda continuei acumulando milhas. No período de 2008/2009, quando não havia voos internacionais Smiles, emiti algumas passagens para parentes e amigos voarem internamente pelo Brasil, para evitar que algumas milhas expirassem. Mas mesmo assim era muita milhagem que eu tinha acumulado ao longo da vida. Passou um tempo e a Gol fez parceria com a KLM e AirFrance. E assim eu emiti uma nova passagem usando as milhas que eu achava que tinha perdido. Ufa!</p>
<p>Conto esses episódios para dizer que, durante o jogo todo de acumular milhas, é importante estar emocionalmente desapegado sabendo que de uma hora para outra <strong>a empresa pode mudar as regras e deixar o passageiro sem nada.</strong></p>
<p>Outra coisa a ter em mente é que as companhias limitam bastante a quantidade de assentos disponíveis para quem quer usar as milhas. Pode haver dezenas de assentos livres, porém apenas para quem vai pagar em dinheiro&#8230; e o atendente Smiles lhe diz que não há espaço para passageiros com milhas. Por isso é fundamental planejar com muita antecedência e ser flexível para desfrutar deste programa.</p>
<p>No livro <a href="http://fromvictorwithlove.com/diario/guia/" target="_blank"><em>A Arte de Viajar de Graça</em></a> entro em mais detalhes sobre como evitar truques sujos da administradora do cartão de crédito, formas otimizadas de gerenciar milhagem acumulada e escolha estratégica das companhias aéreas e alianças para concentrar mais milhas onde há maior retorno.</p>
<h3>Mais experiências com programas de milhagem?</h3>
<p>Como o post já está longo, me ofereço a <strong>trocar ideias aqui nos comentários</strong> para as dúvidas sobre esse sistema de viajar através de programas de milhagem. E convido outros viajantes experientes a compartilhar mais dicas.</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/como-acumular-milhas-com-cartao-de-credito-para-viajar-de-graca/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Por um mundo sem prostituição: crítica a quem paga por sexo</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/a-puta-invisivel-e-o-papel-da-lei-por-um-mundo-sem-prostituicao/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 18:48:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[prostituição]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O jovem Briedward desejava Sylvia intensamente. Seus cabelos ruivos encaracolados lembravam a atriz Milla Jovovich na época da capa da revista Seventeen. Beijaram-se, abraçaram em conchinha e fizeram amor. Briedward pagou os duzentos euros pela noite. Voltou para o hotel e contou a história para os amigos putanheiros da Internet. Em meio à sua narrativa [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O jovem Briedward desejava Sylvia</strong> intensamente. Seus cabelos ruivos encaracolados lembravam a atriz Milla Jovovich na época da capa da revista <em>Seventeen</em>. Beijaram-se, abraçaram em conchinha e fizeram amor.</p>
<p><span id="more-22683"></span></p>
<p>Briedward pagou os duzentos euros pela noite. Voltou para o hotel e contou a história para os amigos putanheiros da Internet.</p>
<p>Em meio à sua narrativa amorosa, deixou a pergunta: “Será que ela e as demais garotas estão trabalhando por livre vontade ou sendo vitimas de tráfico?”.</p>
<div id="attachment_22687" class="wp-caption alignnone" style="width: 360px"><img class="size-full wp-image-22687" title="Milla Jovovich " src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/19-milla.jpg?95884c" alt="" width="350" height="470" /><p class="wp-caption-text">Referência para você imaginar a prostituta dessa história real</p></div>
<h3>O debate até agora</h3>
<p>Começamos o #debatepdh com uma <a href="http://papodehomem.com.br/belas-mas-nao-prostitutas-entrevista-com-anna-hutsol-sobre-turismo-sexual-na-ucrania/" target="_blank">entrevista exclusiva com Anna Hutsol</a>, a líder do movimento FEMEN, que revela os desafios atuais na Ucrânia contra o turismo sexual. Usamos esse caso para reflexão, coletando mais de 185 comentários com diversas opiniões a favor e contra a prostituição.</p>
<p>Foram os leitores PdH que apontaram que a discussão é mais complexa do que apresentada inicialmente e que existem muitos desentendimentos. Para começar, <strong>a prostituição é legal no Brasil</strong>. A legislação penal não tipifica prostitutas nem os seus clientes, mas considera criminoso quem de alguma maneira levar outra pessoa a se prostituir ou lucrar com a prostituição alheia (o cafetão, aliciador ou “sueta”).</p>
<p>O Código Penal, de 1940, define como crime: favorecimento à prostituição (pena de dois a dez anos de reclusão), manter casa de prostituição (pena de dois a cinco anos), rufianismo, ou seja, lucro com a prostituição alheia (pena prevista de um a oito anos), tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual (pena de três a doze anos) e tráfico interno de pessoas para fim de exploração sexual (pena de dois a nove anos).</p>
<p>Para os cínicos de plantão que criticam o sistema jurídico por não aceitar a realidade, ficou claro no debate que as prostitutas devem recolher impostos como qualquer cidadão. De fato, a <a href="http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf" target="_blank">Classificação Brasileira de Ocupações</a> (CBO) do Ministério do Trabalho já reconhece as &#8220;profissional do sexo&#8221; como atividade profissional, mas falta regulamentação.</p>
<p>Na linha do <em>Superfreakonomics</em>, o cientista <a href="http://papodehomem.com.br/author/atila-iamarino/" target="_blank">Atila Iamarino</a> fez uma abordagem sistêmica pela<strong> ótica de oferta e demanda</strong>. Enquanto houver demanda, a proibição da exploração comercial aumenta custos e não dá garantia de padrões sanitários regulados. Mais do que sexo, <a href="http://papodehomem.com.br/legalizar-a-prostituicao-traria-algum-beneficio/" target="_blank">é um problema de saúde</a>. A legitimação poderia resultar em carteiras de trabalho assinadas, pensão e assistência médica, entre outros benefícios para a coletividade.</p>
<p>Também convidamos o jornalista <a href="http://www.botecosujo.com/" target="_blank">Fausto Salvadori</a> para reforçar os argumentos a favor da prostituição como atividade que pode ser exercida de maneira saudável. Ele chegou com um <a href="http://papodehomem.com.br/eu-nao-vendo-eu-alugo-e-alugo-o-que-e-meu/" target="_blank"><strong>hit-combo de argumentos</strong></a> para fazer qualquer pessoa repensar não apenas o tema de legalidade e prostituição, mas também machismo, sexualidade e preconceito.</p>
<p>Para completar os cenários apresentados pelo Atila e Fausto, apresento mais uma dimensão desse #debatepdh, apontando razões pelas quais qualquer processo de legalização (seja a remoção do tipo penal do rufianismo ou a regulamentação da profissão do sexo) resulta em maiores problemas para nossa sociedade.</p>
<h3>1. As putas invisíveis e a imagem glamourizada da prostituição</h3>
<p>Qualquer opinião sobre qualquer assunto depende de informações obtidas de forma direta com a experiência pessoal ou indireta pela leitura, conversas com amigos e pela mídia. Por esse motivo, nós, leitores do PapodeHomem, com acesso à Internet em áreas urbanas, ficamos limitados a compreender <strong>dimensões ocultas</strong> de nossa realidade. Não conhecemos o que acontece no submundo do crime organizado. Não temos contato com a &#8220;puta pobre de beira de estrada&#8221;.</p>
<p>Não bastasse essa limitação de desconhecermos o fundo do poço, a mídia também não ajuda a captar essa faceta importante da realidade. Tanto a mídia tradicional dos filmes, contos, novelas e seriados como a nova mídia como o Twitter da <a href="http://twitter.com/dani_luxo" target="_blank">@dani_luxo</a> repetem a mesma história: a prostituta é linda, desejada, invejada e vive seus dramas – que garantem a audiência e geram aproximação com a plateia.</p>
<p>Exemplos? <a href="http://www.imdb.com/title/tt0100405/" target="_blank"><em>Pretty Woman</em></a> (1990), <a href="http://www.imdb.com/title/tt0061395/" target="_blank">Belle du Jour</a> (1967), sua <a href="http://belledejour-uk.blogspot.com/" target="_blank">nova versão</a> que deu origem ao <a href="http://www.imdb.com/title/tt1000734/" target="_blank"><em>Secret Diary of a Call Girl</em></a> (2007) e a nossa querida brazuca <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bruna_Surfistinha" target="_blank"><strong>Bruna Surfistinha</strong></a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wj4E3j8d8PI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/wj4E3j8d8PI&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=wj4E3j8d8PI" target="_blank"><em>Link YouTube</em></a></p>
<p>Essas prostitutas de luxo existem? Claro. Viajam bastante, possuem legiões de ricaços que as paparicam com presentes, possuem carros luxuosos e propriedades &#8211; declarados ou não.</p>
<p>Veja um <a href="http://www.gpguia.net/viewtopic.php?f=165&amp;t=7028&amp;start=0" target="_blank">trecho de um fórum de discussão</a> sobre serviços de acompanhantes:</p>
<blockquote><p>&#8220;A maioria das GPs que valiam os R$ 200,00 está no México, Espanha ou Argentina. Há duas no Café Millenium, algumas no Bahamas e outras espalhadas por aí.&#8221;</p></blockquote>
<p>Ganhar duzentos reais por programa para fazer viagens no exterior não parece nada mal.</p>
<p>Será que todas as prostitutas vivem essa realidade do <em>Secret Diary of a Call Girl</em>? Não. <strong>É uma minoria.</strong> Aliás, nem ouse chamar essas profissionais do sexo de &#8220;prostituta&#8221; pois elas se ofendem: são<strong> </strong>garotas de programa ou acompanhantes/escorts.</p>
<p><strong>P-u-t-a</strong> mesmo é prisioneira, pobre, estuprada, espancada, cuspida, drogada, marginalizada e degradada moralmente. E <strong>são invisíveis para nós.</strong></p>
<p>Um importante relatório nacional (cuja leitura recomendo fortemente) aponta a existência de <a href="http://www.ibiss-co.org.br/site/up/documento/2010_03_08/2010_03_08_13_25_27_0.pdf" target="_blank">dois grandes grupos de mulheres traficadas</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Os relatos dos estudos de casos constroem dois tipos ideais antagônicos para a mulher aliciada: a) o da pessoa ingênua, humilde, que passa por grandes dificuldades financeiras e por isso é iludida com certa facilidade; e b) o da mulher que tem o “domínio da situação”, avalia com toda a clareza os riscos e dispõe-se a corrê-los para ganhar dinheiro.&#8221;</p></blockquote>
<p>A prostituta de luxo munida de conexão Internet é uma corporação de uma só mulher, com alto fluxo de caixa, advogados e contadores que a ajudam. Fala vários idiomas. Viaja sozinha. Ela sabe o que faz. Ser independente não é privilégio da puta de luxo: mesmo a puta classe-média, como Sabrina (<a href="../eu-nao-vendo-eu-alugo-e-alugo-o-que-e-meu/" target="_blank">na história bem narrada pelo Fausto</a>), toma uma consciente decisão de alugar o próprio corpo. Prefiro, portanto, concentrar a discussão deste ponto em diante na puta de raiz, que é <strong>vulnerável, ignorante, pobre ou aliciada</strong>. Ou tudo ao mesmo tempo.</p>
<p>O caso Kelly ilustra como as redes de tráfico iludem, aliciam, drogam e prostituem pessoas honestas. Kelly estava em uma festa junina e foi abordada por duas mulheres que tentaram a convencer a trabalhar em Tel-Aviv como babá para ganhar 1500 dólares por mês. Ao chegar, teve seu passaporte tomado, mantida em <strong>cárcere privado</strong>, drogada e forçada a se prostituir com cerca de dez homens por noite. Os detalhes da atrocidade foram publicados na <a href="http://claudia.abril.com.br/materias/3615/?pagina5&amp;sh=31&amp;amp;cnl=35&amp;amp;sc=" target="_blank">revista <em>Claudia</em></a>.</p>
<p>Os demais casos ilustrados no relatório da IBISS-CO são de mulheres que já se prostituíam no país e foram dar continuidade a essa atividade no exterior.</p>
<div id="attachment_22692" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-large wp-image-22692" title="trafico" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/trafico-550x527.jpg?95884c" alt="" width="550" height="527" /><p class="wp-caption-text">Campanha da Gabriela Network contra o tráfico sexual</p></div>
<h3>2. Sex Slaves: o tráfico internacional</h3>
<p>Donos de boates, políticos, funcionários de aeroporto, agências de modelo, gringos e mafiosos trabalham juntos em todo o Brasil para <strong>exportar garotas de 15 e 16 anos</strong> para Israel, Europa e outros destinos. Diz o <a href="http://www.ibiss-co.org.br/site/up/documento/2010_03_08/2010_03_08_13_25_27_0.pdf" target="_blank">relatório da IBISS</a>:</p>
<blockquote><p>“Em Guajará Mirim (Rondônia), percebemos uma rede de aliciamento que vai além dos donos das boates. As menores de idade cooptadas para o tráfico internacional são aliciadas por homens bem aceitos na cidade, ou que mostram alto poder aquisitivo, incentivando o culto aos sonhos de realização financeira. De acordo com testemunhos de profissionais que atendem às vítimas desse aliciamento, é notório, no relato das meninas, a presença de nomes de políticos da cidade, funcionários públicos ligados à área de Justiça e Segurança, figuras proeminentes e indivíduos conhecidos como pertencentes ao grupo econômico dominante na cidade.” (Relatório Região Norte)</p></blockquote>
<p>Esses criminosos muitas vezes contam com um recurso poderoso: outras mulheres, que já foram aliciadas.</p>
<blockquote><p>“As meninas que vão para a Holanda, Alemanha e Itália, e estão há bastante tempo, são forçadas a convidar irmãs para visitá-las, através de cartas e telefonemas falsos, porque não podem falar a verdade. Elas convidam e os caras mandam tudo&#8230; quando elas chegam, eles pegam o passaporte e elas ficam na mesma situação&#8230; ‘Ele é amigo de minha filha de 23 anos, que mora lá’&#8230; E assim, a mãe permite que a filha viaje com aquela pessoa.” (Relatório da Região Sudeste)</p></blockquote>
<p>Faço uma <strong>provocação aos leitores</strong> que argumentam que a prostituta não é nenhuma coitadinha, que sabe bem o que faz e que se quisesse poderia procurar um emprego diferente: e se uma garota, que resolveu sair para uma discoteca, acaba sendo aliciada com base em mentiras? Isso acontece a cada dia:</p>
<blockquote><p>“Em 2000, foi descoberta uma rede de aliciamento no Estado do Rio de Janeiro, feito por quatro pessoas, três do Rio e uma de Niterói, que atuava nas casas de shows e discotecas no Centro e no subúrbio da cidade. Mulheres eram abordadas com a promessa de trabalho no exterior como dançarinas, garçonetes e baby-sitters, sendo prometido rendimentos nunca inferiores a U$1.500,00, mais casa e comida. O destino era Israel e, quando lá chegavam, <strong>o passaporte era tomado</strong>, eram mantidas em cárcere privado, trabalhavam das 14:00 às 3:30hs, mantinham até 15 relações sexuais por dia e, em suas folgas, eram vigiadas. (<em>O Dia</em>/RJ 06/07/00 e 18/07/00 &#8211; Relatório Região Sudeste)</p></blockquote>
<p>Ainda diante do parágrafo acima, tenho certeza que haverá gente insistindo que uma proposta como a acima é absurda e que ele/ela nunca cairia num golpe desses. Para esse tipo de comentário, repito o argumento da realidade invisível acima: nós, com formação cultural e acesso à Internet, estamos em uma outra realidade da camada que é pobre e ignorante.</p>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-22693" title="invisivel" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/invisivel-550x412.jpg?95884c" alt="" width="550" height="412" /><br />
<em>Katia tem 20 anos e foi para a Turquia, <a href="http://www.worldproutassembly.org/archives/2006/05/sex_slaves.html" target="_blank">enganada e vendida</a> por U$ 1000,00.</em></p>
<p>Muitas das adolescentes aliciadas não pode sequer contar com o discernimento de adultos, quando vêm de famílias desestruturadas. Eu lembro, certa vez, que um amigo delegado me contou algo que me deixou chocado: em famílias de extrema pobreza, acontece muito <strong>estupro dentro de casa</strong> (padrasto ou mesmo o próprio pai estuprando a filha).</p>
<p>Não bastasse isso, a pior parte é que as denúncias, vindas das garotas de 17 anos, só apareciam quando o molestador deixava de ter interesse na “vítima” para começar a estuprar a irmãzinha mais nova, com 14, que começava a criar peito e coxão. Como a vítima de 17 nessa situação deixava de ter os benefícios associados ao seu abuso, era só então que resolvia ir para a delegacia dar queixa. É de realidades assim que surgem muitas das putas pobres.</p>
<p>É por isso que proponho entendermos a brutal diferença de poder que faz parte da realidade da puta pobre, ao invés de nos projetarmos em sua condição.</p>
<h3>3. O mendigo e a puta enjaulada</h3>
<p>Já aconteceu de você encontrar um mendigo na rua e algum colega comentar algo como &#8220;Em vez de pedir esmola esses vagabundos tinham que ir <strong>estudar, arrumar emprego</strong>&#8220;?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-22695" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/mendigo.jpg?95884c" alt="" width="550" height="413" /><br />
<em>Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/kenjha/3542268333/" target="_blank">Kenjha</a> | &#8220;Levanta daí, cara, hoje a Bolsa tá em alta, vamos aproveitar!&#8221;</em></p>
<p>A falácia desse raciocínio é em acreditar que tanto o mendigo como o cidadão de classe média com acesso a escola e infraestrutura mínima (teto, cama, caneta, geladeira&#8230;), que estão em mesmo nível de poder e recursos. O desnível é tão grande que, para um mendigo, atividades simples como estudar e procurar emprego são inconcebíveis como regra geral.</p>
<p>Uso essa analogia para apresentar minha opinião de que é a mesma situação para a puta pobre: é uma falácia dizer que ela escolheu o caminho da prostituição e que pode a qualquer momento sair do prostíbulo e procurar emprego. Não consegue. Ela está aprisionada em uma série de <strong>jaulas físicas e psicológicas.</strong></p>
<p>As mulheres estão em uma relação totalmente desigual em relação ao poder dos homens. Regulamentar a prostituição é <strong>legalizar a escravidão </strong>das que foram objeto de tráfico. A situação de desigualdade afeta profundamente as prostitutas, diz Gunilla Ekburg, da Division of Gender Equality, da Suécia.</p>
<p>Na maioria dos casos da puta pobre, ela não escolheu se prostituir e perdeu sua identidade anterior. A idade média da mulher que entra para a prostituição é de 14 anos, uma idade em que raramente decisões de qualidade são tomadas por conta própria.</p>
<p>Se ela escolheu, ela escolheu por necessidade de viver. A sua identidade é moldada para agradar os desejos de seus clientes. O fato de ser comprada a <strong>desumaniza</strong>. Regulamentar esse processo não vai diminuir a violência na indústria.</p>
<p>Se a mulher está por livre vontade na prostituição, o que estamos dizendo é <strong>&#8220;Esse é problema seu, foi você que escolheu e pode escolher sair&#8221;</strong>. É como dizer para uma mulher que é abusada pelo marido: &#8220;Por que você resolveu casar com esse traste? Separe-se dele! Você tem livre escolha&#8221;. Quem conhece a realidade dessa violência doméstica sabe que a escolha não é tão simples – é necessário, inclusive, criar programas de saída que auxiliem profissionais do sexo a abandonarem a indústria e buscar um novo trabalho.</p>
<p>Quem argumenta que a mulher está por livre vontade está, no fim das contas, apoiando aqueles que obtém lucros nessa indústria internacional bilionária.</p>
<h3>4. Efeitos indiretos da legalização da prostituição</h3>
<p>Quer ouvir uma história de terror? Conheça o <a href="http://www.uri.edu/artsci/wms/hughes/ppncpt4.htm" target="_blank">&#8220;The Netherlands Club&#8221;</a>, grupo de pedófilos que fazia filmes de velhos carecas asquerosos estuprando garotas de 5 a 8 anos, e algumas vezes incluía <strong>bebês de 12 a 15 meses</strong> de idade. Curiosamente, o grupo se localizava e produzia seu material no mesmo país da liberdade sexual.</p>
<p>Coincidência, ou será que a comemorada liberdade holandesa que deu corda para uma liberdade mais extrema e indesejada? É uma mera especulação.</p>
<h3>5. Exames não estão condicionados à legalização e não cobrem a janela imunológica</h3>
<p>O que o público geral pensa sobre a regulamentação é que no bordel legalizado a mulher estará segura e terá checagens de saúde. Em primeiro lugar, os exames são relativos por conta de <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-aids-na-pornografia-poderia-acontecer-com-voce/" target="_blank">janela imunológica</a> e outros limites. Além disso, não são necessariamente condicionados à legalização: Gunilla diz que o sistema de checagem de saúde iniciou-se na França por volta de 1830.</p>
<p><img title="prostituta" src="../wp-content/uploads/2010/06/prostituta-550x448.jpg" alt="" width="550" height="448" /><br />
<em>Crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/gika" target="_blank">Giselle Carvalho</a> | Isso não  acontece apenas com menores de idade&#8230;</em></p>
<h3>6. Regulamentar a prostituição = apoiar o cafetão</h3>
<p>No ano 2000, a Holanda legalizou a prostituição, tornando-a um emprego como qualquer outro. Uma nova categoria oficial de profissão, o cafetão, aparece mudando o mercado local como um hub de prostituição internacional. <strong>Apenas 4 a 10% das prostitutas se registraram como tal.</strong></p>
<p>Na Catalunha, os donos de negócio se uniram para fazer lobby e  conseguiram  que as mulheres empregadas tenham de fazer controles de saúde, colocando um selo de que esses locais estão protegidos, mas sem em realidade proteger os direitos da mulher.</p>
<p>Legalizar a prostituição é apoiar o cafetão ou &#8220;empreendedor da indústria do sexo&#8221;.</p>
<p>O lado negro é que muitas vezes por trás dos bastidores de uma bela casa legalizada existe um babaca viciado em heroína, que força a prostituta a transar sem camisinha com os brothers mais chegados. A mulher não tem nenhum direito.</p>
<p>O problema em locais como em Edinburgo, relata uma prostituta, é que depois de dar a licença, ninguém se importa em ir para verificar se os padrões mínimos estão sendo observados: <strong>ninguém se importa.</strong> O problema da legalização e institucionalização é que ele apaga e<strong> torna o abuso à mulher invisível</strong>. É como se não houvesse dano.</p>
<p>Nos países em que houve regulamentação, não há programas de saída ou muito poucos. Por quê? Por que sairia de algo que é normal? Não é um crime, não é uma violação. Por que um programa de saída?</p>
<p><a href="http://reporterdecristo.com/a-prostituicao-deve-ser-legitimada/" target="_blank">Experiências como a da Holanda, Alemanha e Austrália</a> mostram como a legalização da prostituição levou a uma explosão do número de bordéis e também aumentou um <strong>aumento da prostituição ilegal</strong>. As condições de trabalho não melhoraram e a quantidade de mulheres traficadas aumentou.</p>
<h3>E o jovem Briedward?</h3>
<p>Mesmo depois de considerar a possibilidade de sua amada Sylvia estar sendo escravizada por exploradores, o jovem Briedward continua determinado a encontrá-la para novo romance.</p>
<div id="attachment_22688" class="wp-caption alignnone" style="width: 640px"><img class="size-full wp-image-22688" title="19-briedward" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/19-briedward.png?95884c" alt="" width="630" height="486" /><p class="wp-caption-text">Screenshot de um fórum (quantas histórias dessas não existem por aí?)</p></div>
<p>Briedward não é o único que <a href="http://www.internationalsexguide.info/forum/archive/index.php/t-1094-p-3.html" target="_blank">relata desconfiar</a> de ter mantido relação com uma garota que poderia ser uma <strong>escrava sexual</strong>. Nos fóruns de discussão de sexo ao redor do mundo, existem outros relatos e até um certo consenso de que quando a prostituta e a casa apresentam certos comportamentos e padrões, possivelmente existe o caso de um ser humano traficado.</p>
<p>No que depender da sueca Marianne Eriksson, que foi Membro do Parlamento Europeu até 2004, devemos olhar para homens como Briedward.</p>
<p>Se a puta pobre está em uma condição desigual de poder, é o cliente quem tem a escolha. Marianne relata que existem entre 400 a 600 mulheres que são vítimas de tráfico na Suécia. Em países vizinhos, como a Noruega, existem mais de 5000. Na Dinamarca, aproximadamente 7000. Na Finlândia, entre 10000 e 15000. Irônica e afiada, pergunta se os homens suecos são menos tarados do que os de países vizinhos. Claro que não. Deve haver outros motivos e ela está confiante em acreditar que é pelo fato de ter <strong>criminalizado o comprador</strong>, o cliente.</p>
<p>Em 1999, a Suécia aprovou uma lei que protege as mulheres prostituídas e criminaliza os clientes e os cafetões. Medidas sociais também foram tomadas para ajudar mulheres a sair da prostituição. Em Estocolmo, uma linha de telefone de emergência foi criada.</p>
<p><strong>O que é ruim não é a mulher, mas </strong><strong>o sistema.</strong> Em vez de focar na prostituta, deveríamos atacar a demanda.</p>
<p>Um desdobramento muito triste do preconceito da sociedade contra a mulher é que existem hoje inúmeros grupos que cuidam de assuntos como direitos humanos, preconceito racial e globalização&#8230; e ignoram o tema específico do tráfico de mulheres.</p>
<p>Por que esses grupos que lutam contra os efeitos negativos da globalização na Europa não mencionam a prostituição, assim como silenciam os grupos anti-preconceitocontra a violência feminina? É o que pergunta Malka Marcovich, diretora do Coalition Against the Trafficking in Women Europe.</p>
<p>O que o Survivors of Prostitution and Trafficking Manifesto diz é que se deseja ver a prostituição descriminalizada nos países onde a polícia as prende e comete abusos, mas não se deseja ver os cafetões e casas de prostituição e os clientes descriminalizados.</p>
<p>Considerando a premissa inicial de que existe um desnível de poder, o que me parece mais correto a ser feito é um <strong>emponderamento das mulheres</strong> por meio da educação. Isso seria uma medida que as ajudaria muito mais do que legalizar (ou regulamentar, no caso do Brasil) a prostituição.</p>
<p>Entretanto, um ponto é que <a href="http://www.un.org/womenwatch/daw/egm/trafficking2002/reports/EP-DCunha.PDF" target="_blank">apenas a educação primária para garotas não é suficiente</a> como uma estratégia anti-tráfico pois não basta para levar a um emprego e reduzir a pobreza no país de origem. Também não serve para valorizar a garota dentro de sua família ou competir com os atrativos que os traficantes prometem.</p>
<div id="attachment_22691" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-large wp-image-22691" title="exploracao" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/exploracao-550x379.jpg?95884c" alt="" width="550" height="379" /><p class="wp-caption-text">Campanha do governo de Madrid contra a prostituição </p></div>
<h3>O papel da Lei: por uma sociedade sem prostituição</h3>
<p>Como o #debatepdh fez a pergunta ampla a respeito da prostituição e sua legalidade, sendo complementado pelos leitores, arrisco um breve comentário a respeito do papel da lei, citando o <em>Genealogies of Identity</em>:</p>
<blockquote><p>A legislação pretende não apenas punir criminosos, e a eficácia da lei não é apenas medida com o número de delinquentes capturados. A legislação é também <strong>representante das normas e valores de uma sociedade</strong>. Quando espancar crianças foi proibido, houve muitos que argumentaram que esta era uma lei sem sentido, dada a dificuldade em seu controle. Mas esta lei teve efeitos de padronização, e da mesma maneira uma lei que proíba a compra de serviços sexuais marcará como a sociedade deve ver a diferença existente na distribuição de poder entre o homem e a mulher.</p></blockquote>
<p>É por isso que a política pública da Suécia é baseado em uma visão de <strong>uma sociedade sem prostituição</strong>. As leis devem ser encaradas como parte de um ecossistema maior, não como peças independentes ou cercas repressoras.</p>
<p>Na situação atual, apenas o rufianismo e o tráfico são proibidos, enquanto o ato de se prostituir e de consumir a prostituição não constituem violação. E enquanto as coisas continuarem assim, sempre haverá um Briedward disposto a pagar pelo serviço.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=TQydMMjbL5o" target="_blank"><em>Not for Sale</em></a>, filme de Marie Vermeiren (2006)</li>
<li><a href="http://www.un.org/womenwatch/daw/egm/trafficking2002/reports/Finalreport.PDF" target="_blank">Trafficking in women and girls</a> &#8211; United Nations Division for the Advancement of Women</li>
<li><a href="http://www.ibiss-co.org.br/site/up/documento/2010_03_08/2010_03_08_13_25_27_0.pdf" target="_blank">Pesquisa sobre tráfico de mulheres, crianças e adolescentes para fins de exploração comercial no Brasil</a> &#8211; Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes (2002)</li>
<li><a href="http://flowerdust.net/2010/04/08/the-sex-cafe/" target="_blank"><em>FlowerDust</em></a>, blog sobre tráfico sexual</li>
<li><a href="http://books.google.com/books?id=vgnUZLAoLYIC&amp;lpg=PP1&amp;pg=PP1#v=onepage&amp;q&amp;f=false" target="_blank"><em>Genealogies of Identity</em></a></li>
</ul>
<h3>O que você pensa disso?</h3>
<p>Seguimos com a votação e <strong>espaço aberto nos comentários</strong>, afinal o texto acima é contrário ao que o Fausto sustentou aqui no último artigo do debate.</p>
<p><script src="http://www.surveygizmo.com/polls/2Z1YBNGE3I2W4PWVM3517LROGBV30J-290146" type="text/javascript"></script></p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>FOOD, INC. &#8211; Comida clonada + crise ambiental + escravos  = está na hora de fazer a diferença</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/food-inc-comida-clonada-crise-ambiental-escravos-esta-na-hora-de-fazer-a-diferenca/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/food-inc-comida-clonada-crise-ambiental-escravos-esta-na-hora-de-fazer-a-diferenca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 May 2010 14:22:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=15056</guid>
		<description><![CDATA[<p>As indústrias da alimentação não querem que você saiba o que está comendo, pois se você soubesse, mudaria de ideia. Descubra as principais acusações do documentário Food, Inc. e o que você pode fazer a respeito, fazendo as malas e indo pra roça! 1. Comida clonada e envenenada Quando vi o documentário Food, Inc., fiquei [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As indústrias da alimentação não querem que você saiba o que está comendo, pois se você soubesse, mudaria de ideia.</p>
<p>Descubra as principais acusações do <strong>documentário <em>Food, Inc.</em></strong> e o que você pode fazer a respeito, fazendo as malas e indo pra roça!</p>
<p><span id="more-15056"></span></p>
<h3>1. Comida clonada e envenenada</h3>
<p>Quando vi o documentário <a href="http://www.foodincmovie.com/" target="_blank"><em>Food, Inc.</em></a>,  fiquei com medo e indignado com o rumo absurdo que estamos tomando com  relação ao que comemos e como isso é produzido.</p>
<p>Não é surpresa que as técnicas de aumento de produtividade sejam usadas para dar conta de tantas bocas que precisam ser alimentadas. Mas <strong>passamos do limite!</strong> Quem é que quer comer carne e leite de animais clonados?</p>
<p>Sou a favor da tecnologia, quando usada de forma segura e responsável. Não é o caso atual da clonagem, pois <a href="http://centerforfoodsafety.org/cloned_animals.cfm" target="_blank">90% das tentativas de clonagem fracassam</a>, sem contar que os animais clonados possuem maiores problemas de saúde e taxas de mortalidade do que os animais nascidos naturalmente.</p>
<p><em><img class="alignnone size-full wp-image-15059" title="foodinc2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/foodinc21.jpg?95884c" alt="" width="300" height="429" /><br />
Se a nossa tecnologia de clonagem estivesse perfeita, será que isso aconteceria?</em></p>
<p>Aqui no PdH sempre prezamos pelo senso crítico e diversidade de opiniões. Mas o grande problema é que o <a href="http://www.fda.gov/" target="_blank">U.S. Food and Drug Administration</a> está fazendo castra a nossa possibilidade de escolha, pois <strong>não vai exigir que as comidas clonadas sejam identificadas</strong>. Os consumidores não terão como ler na embalagem que estão diante de um alimento feito com bicho clonado.</p>
<p>Além da comida clonada, o mesmo problema de falta de identificação acontece nos alimentos produzidos com plantas e animais geneticamente modificados. Estudos realizados na última década indicam que esses alimentos podem causar sérios riscos a humanos, como <a href="http://centerforfoodsafety.org/geneticall7.cfm" target="_blank">envenenamento, alergias, queda de resistência e câncer</a>. Fora a diabete e obesidade ligada aos alimentos processados, que são outro tema preocupante.</p>
<p>Neste curto artigo, nem vou mencionar os problemas de pesticidas, que, junto com <a href="http://www.foodborneillness.org/learn-about-foodborne-ilness.html" target="_blank">contaminação alimentar</a>, é um dos grandes vilões que mata crianças e adultos. Perguntei sobre os riscos de <strong>uma inocente coxinha de rodoviária</strong> e recebi um importante alerta do <a href="http://papodehomem.com.br/category/colunas/dr-health/" target="_blank">Dr. Health</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Se eu for mencionar todas as possibilidades pelas quais uma simples coxinha de rodoviária pode executar um ser humano, creio que Vigilâncias Sanitárias da vida seriam levadas mais a sério.</p>
<p>Uma intoxicação alimentar pode até matar, por uma gama de métodos. Variando num amplo espectro, desde a ação de substâncias químicas não propriamente relacionadas ao alimento, até outros <em><strong>serial-killers</strong></em>: bactérias que causam danos por si só, como a Salmonella, ou que produzem toxinas, como o Clostridium botulinum (esta toxina causa uma paralisia flácida de todos os músculos do corpo, o que mata por asfixia), e o Vibrio Cholerae (causa uma diarreia incoercível, que mata por desidratação); vermes como a solitária; vírus como o da Hepatite A, que pode causar uma forma fulminante e letal; toxinas &#8220;naturais&#8221; de alimentos (como a aflatoxina, presente em amendoins de baixa qualidade, que é cancerígena); e mesmo prions, que são moléculas de proteínas capazes de agir como vírus, cujo exemplo mais famoso é a doença de Creutzfeld-Jakob, a popular vaca-louca.</p>
<p>Enfim, todo cuidado é  pouco!&#8221;</p></blockquote>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-15060" title="foodinc1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/foodinc1.jpg?95884c" alt="" width="550" height="344" /><br />
<em><a href="http://www.foodincmovie.com/" target="_blank">Food, Inc.</a></em><em> | À esquerda, um franguinho de 70 dias de vida, criado com tecnologia de 1950. À direita, o monstrengo bombado com 48 dias de vida de hoje em dia.<br />
</em></p>
<h3>2. Impacto ambiental</h3>
<p>Os alimentos EM MÉDIA percorrem dois mil e quatrocentos quilômetros até chegarem sua casa. São <a href="http://www.foodincmovie.com/about-the-issues.php" target="_blank">mais de trinta mil toneladas</a> de gases relacionados ao efeito estufa liberados nesse processo. Existe até um movimento específico para lidar com esse problema, a <a href="http://coolfoodscampaign.org/" target="_blank">Cool Foods Campaign</a>.</p>
<h3>3. Escravos</h3>
<p>O <em>Food, Inc.</em> também mostra o caso dos trabalhadores ilegais que vão para as fazendas americanas realizar trabalhos insalubres em troca de salário abaixo do mercado em <strong>condições subumanas</strong>. Mas como é a coisa no Brasil?</p>
<p>No livro de história da &#8220;tia Esmeralda&#8221;, lá pela terceira série, a gente imaginava uma bela e bondosa Princesa Isabel assinando a Lei Áurea em 1888. Os registros da Wikipedia (pelo menos hoje, maio de 2010) sobre <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravid%C3%A3o_no_Brasil" target="_blank">&#8220;Escravidão no Brasil&#8221;</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abolicionismo_no_Brasil" target="_blank">&#8220;Abolicionismo no Brasil&#8221;</a> também confirmam que tudo vai bem em nossas terras. Será?</p>
<p>Não é essa a verdade que o Ministério Público do Trabalho e a Polícia Federal tem a relatar: além de uso irresponsável de produtos químicos nos alimentos e destruição do meio ambiente, existe um crime com o ser humano em certas fazendas. De tempos em tempos a Procuradoria do Trabalho investiga <strong>denúncias de trabalho escravo</strong>. Alguns dos escravos ficam aprisionados por <a href="http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/03/66749-homem+vivia+ha+20+anos+sob+trabalho+escravo+em+fazenda+de+alegre.html" target="_blank">mais de vinte anos em condições subumanas</a> em fazendas, mostrando que a figura do senhor feudal continua firme e forte em nosso país.</p>
<p>Como fazer a diferença em uma situação dessas, que desrespeita a qualidade de nossa comida, nosso planeta e a liberdade humana?</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UXSxJF43XGA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/UXSxJF43XGA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=UXSxJF43XGA" target="_blank">Link YouTube</a> | &#8220;Grande parte da comida industrial não passa de milho modificado&#8221;</em></p>
<p>Existem várias maneiras de fazer a diferença. Mas nada adianta apresentar diferentes iniciativas se primeiro não estamos realmente motivados e acreditamos ser possível.</p>
<p>Foi por isso que compartilhei a <a href="http://papodehomem.com.br/homens-que-voce-deveria-conhecer-3-richard-branson/" target="_blank">história de Richard Branson</a>. Ele é um dos nomes que tem trocado ideias com personalidades como Al Gore e Stephen Hawking a respeito do problema gigantesco adiante sobre a mudança climática. Mas acima de tudo, é um exemplo vivo de um homem que não tem medo de enfrentar desafios e se dedica totalmente em projetos que acredita.</p>
<p>Se esses três problemas que foram apresentados acima trouxeram indignação, talvez o movimento da comunidade de alimentos orgânicos possam interessar.</p>
<h3>WWOOF: World Wide Opportunities on Organic Farms</h3>
<p>Eu descobri a <a href="http://wwoof.org/" target="_blank">WWOOF</a> ao fazer a pesquisa para meu livro <em>Guia do Viajante Conquistador</em>, pois exploro diferentes possibilidades para que brasileiros viajem mundo afora.</p>
<p>WWOOF faz a ponte entre voluntários e fazendeiros de culturas orgânicas (sem agrotóxicos e que respeitam o ambiente) com uma lista de fazendeiros e jardineiros que recebem os voluntários. Os objetivos da WWOOF são de permitir qualquer pessoa a ter uma experiência direta no cultivo de orgânicos, dar a elas uma experiência de vida no campo, ajudar o movimento orgânico e promover trocas culturais e de estilo de vida.</p>
<p>Já um post bastante curto sobre a <a href="http://papodehomem.com.br/conhecendo-gente-local-nas-suas-viagens-atraves-de-hospitalityclub-couchsurfing-e-globalfreeloaders/" target="_blank">cultura da hospitalidade</a> (CouchSurfing, HospitalityClub e afins), hoje venho fazer propaganda de um movimento parecido: o <strong>trabalho voluntário em fazendas orgânicas.</strong></p>
<p>Basicamente, se você está interessado em contribuir para mudar esse cenário medonho apresentado pelo <em>Food, Inc.</em>, vale conhecer a WWOOF, uma rede mundial que ajuda pessoas a compartilhar estilos de vida mais sustentáveis.</p>
<p><img title="food-inc3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/food-inc3.jpg?95884c" alt="" width="550" height="309" /><br />
<em>Cena de Food, Inc. | Fala se isso não é sacanagem?</em></p>
<p>Como funciona? Você se torna um voluntário para ajudar um fazendeiro que tem cultivo orgânico. Em troca de sua ajuda, vai receber casa, comida e conhecimento para ter um lifestyle orgânico e responsável.</p>
<p>Vai aprender <strong>como é a vida na roça sem produtos químicos ou outras apelações.</strong> É apertar teta de vaca, arar o solo para plantar, arrumar cerca, fazer tijolos de barro, dar comida a bichos, e outras atividades de fazendeiro &#8220;de raiz&#8221;. Se estiver realmente interessado na ideia de vida na fazenda, outra fonte interessante é a <a href="http://www.growfood.org/" target="_blank">GrowFood</a>.</p>
<p>Ou, se quiser algo mais leve, pode também ajudar a cuidar das crianças, cozinhar, dar aulas&#8230; sempre existe algo que você pode fazer!</p>
<p>Curtiu? Além de se aventurar pelo nosso país em uma das cem fazendas listadas no WWOOF Brazil, também existem oportunidades na <a href="http://wwoof.org/europe.asp" target="_blank">Europa</a>, <a href="http://wwoof.org/africa.asp" target="_blank">África</a>, <a href="http://wwoof.org/southamerica.asp" target="_blank">América do Sul</a>, <a href="http://wwoof.org/americas.asp" target="_blank">América Central e do Norte</a> e <a href="http://wwoof.org/asia-pacific.asp" target="_blank">Ásia</a>.</p>
<h3>WWOOF é muito mais do que diversão e acomodação grátis</h3>
<p>No <a href="http://papodehomem.com.br/conhecendo-gente-local-nas-suas-viagens-atraves-de-hospitalityclub-couchsurfing-e-globalfreeloaders/" target="_blank">texto que preparei sobre o CouchSurfing</a>, os leitores (principalmente Aureo Villas Boas e <a href="http://timeofyourlifeny.blogspot.com/" target="_blank">Débora</a>) corretamente apontaram que eu falhei em explicar corretamente o verdadeiro propósito da comunidade de hospitalidade.</p>
<p>Não quero cometer o mesmo deslize aqui: a ideia da WWOOF é de integrar membros que genuinamente se preocupam com os temas de <strong>agricultura orgânica e estilo de vida sustentável</strong>. Quem tem interesse apenas em viajar barato ou voluntariado possui muitas outras opções.</p>
<p>Se você achou a idéia da WWOOF interessante, recomendo dar uma olhada em um <a href="http://api.ning.com/files/LQ5KqJIDpMae6EBrVhLzFM5-YlAgRHXBAjMt7D4X5gTJSDtPEn0sHk74DhAzajYnP*Umkid35ttp7m2-G16YBs8MD8s0VUiZ/PocketguidetoWWOOFing.pdf" target="_blank">manual (em inglês)</a> com várias dicas específicas ou uma versão resumida do <a href="http://fromvictorwithlove.com/diario/2010/manual-pratico-para-ser-voluntario-em-fazendas-organicas-da-wwoof/" target="_blank">guia WWOOF em português</a> com as principais dicas para se preparar, fazer o contato inicial e como se comportar sem dar vexame, evitando choques culturais.</p>
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	<img width="177" height="134" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/07/felipe-177x134.jpg?95884c" class="attachment-177x134x1 wp-post-image" alt="Mudança de hábitos" title="Mudança de hábitos" />	<p>Mudança de hábitos</p></a></li>
	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/food-inc-comida-clonada-crise-ambiental-escravos-esta-na-hora-de-fazer-a-diferenca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>43</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Richard Branson &#124; Homens que você  deveria conhecer #3</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/richard-branson-homens-que-voce-deveria-conhecer/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 20:08:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Homens que você deveria conhecer]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=14865</guid>
		<description><![CDATA[<p>Dia desses perguntei ao Guilherme Valadares qual era o público alvo da Papo de Homem. Ele respondeu com letras garrafais: homens que não se contentam com pouco. Assim sendo, Sir Richard Branson tem tudo a ver com nossa tropa. O bilionário fundador do grupo Virgin é um empreendedor que não tem medo de ser diferente, [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia desses perguntei ao Guilherme Valadares qual era o público alvo da Papo de Homem. Ele respondeu com letras garrafais: <strong>homens que não se contentam com pouco</strong>.</p>
<p><span id="more-14865"></span></p>
<p>Assim sendo, Sir Richard Branson tem tudo a ver com nossa tropa. O <strong>bilionário fundador do grupo Virgin </strong>é um empreendedor que não tem medo de ser diferente, vive sua vida ao máximo potencial e quer mudar o mundo. Saco-roxo.</p>
<p>Seria possível escrever uma série enorme de posts sobre Richard Branson, falando sobre suas conquistas e aventuras com balões, quebrando recordes atravessando oceanos ou planejando viagens galáticas. Além dos negócios, claro.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14869" title="branson1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/branson1.jpg?95884c" alt="" width="550" height="300" /><br />
<em>Tá feliz por que, meu caro?</em></p>
<h3>O império do cara</h3>
<p>Só para ter uma breve ideia, eis algumas de suas quatrocentas empresas e empreendimentos sociais:</p>
<ul>
<li><strong>Virgin Green Fund</strong>, investindo em <a href="http://www.virgingreenfund.com/" target="_blank">energia renovável</a> e uso eficiente de recursos naturais;</li>
<li><strong>Virgin Earth Challenge</strong> e o <a href="http://www.virgin.com/subsites/virginearth/" target="_blank">prêmio de 25 milhões</a> para encorajar desenvolvimento de tecnologia viável para remover gases antropogênicos associados ao efeito estufa;</li>
<li><strong>Virgin Unite</strong>, fundação sem fins lucrativos que foca em <a href="http://www.virginunite.com/" target="_blank">abordagens empreendedoras</a> para assuntos sociais e ambientais;</li>
<li><strong>The Elders</strong>, o grupo de experientes <a href="http://www.theelders.org/" target="_blank">ativistas e políticos</a> que já encerraram suas carreiras e agora podem utilizar sua sabedoria e integridade para fazer a diferença em assuntos de importância global, incluindo o combate ao tráfico de mulheres que mencionamos recentemente no <a href="http://papodehomem.com.br/belas-mas-nao-prostitutas-entrevista-com-anna-hutsol-sobre-turismo-sexual-na-ucrania/" target="_blank">#debatepdh</a>;</li>
<li><strong>Virgin Mobile</strong>, que tem <a href="http://www.virginmobile.com/vm/home.do" target="_blank">serviços malucos</a> como permitir bloquear alguns números depois de um certo horário, pra evitar acordar na manhã seguinte do lado da pessoa errada. Ou o serviço de ligação automática para fingir que um amigo precisa de ajuda urgente, e <a href="http://www.associatedcontent.com/article/85090/blind_date_gone_awry_escape_with_virgin.html?cat=15" target="_blank">sair de fininho em um encontro às escuras</a> que deu errado;</li>
<li><strong>Virgin Airways</strong>, uma <a href="http://www.virgin.com/" target="_blank">empresa aérea</a> que deu um <a href="http://www.europeanleadershipcentre.com/download/1241181033.pdf" target="_blank">peixinho dourado para um menino</a> que teve que teve seu amiguinho retido num aeroporto da África do Sul;</li>
<li><strong>Virgin Records</strong>, que foi <a href="http://virginrecords.com/" target="_blank">o primeiro grande sucesso</a> e trouxe nomes como <a href="http://www.youtube.com/watch?v=sSRJvq4Wd48" target="_blank">Mike Oldfield</a>, Sex Pistols, Phil Collins, Boy George e Janet Jackson (com muita dor no coração, essa marca foi vendida para a EMI para salvar as operações da companhia aérea).</li>
</ul>
<p>As aventuras de Branson estão bem documentadas no livro <em>Losing My Virginity</em> e sua visão de negócios é apresentada no <em>Business Stripped Bare</em>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14870" title="virgin" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/virgin.jpg?95884c" alt="" width="550" height="395" /></p>
<p>Imagino que os leitores PdH podem também gostar da leitura dessas obras, por causa de elementos essencialmente semelhantes entre Branson e o que nos propomos aqui. Para ilustrar os paralelos, uso <strong>três textos old-school do PapodeHomem</strong>:</p>
<h3>1. Unindo a paixão e o dinheiro para o sucesso</h3>
<p><em>Artigo de referência: <a href="http://papodehomem.com.br/voc-bloga-por-paixo-ou-por-dinheiro/" target="_blank">&#8220;Você bloga por paixão ou por dinheiro?&#8221;</a></em></p>
<p>Branson sempre se destacou em esportes mas era <strong>péssimo nos estudos</strong>. Alguns professores especulavam que ele era disléxico.</p>
<p>Aos 16 anos, montou junto com um amigo a revista <em>Student</em>. Ficava encarregado das operações comerciais, buscando anunciantes: nos intervalos de aula, ia a um telefone público e pedia que a telefonista o conectasse com potenciais patrocinadores, usando-a como pretensa secretária e dando um ar de senioridade.</p>
<p>A revista conectava estudantes e abordava temas de importância social, como gravidez na adolescência e tentativas de suicídio. O lado social sempre esteve presente nas iniciativas de Branson e é um dos fatores de seu sucesso.</p>
<p>Os negócios começaram a prosperar e, quando a circulação aumentou, Branson decidiu abandonar a escola. O diretor lhe disse: &#8220;Branson, de duas, uma: <strong>ou você se tornará um milionário, ou vai acabar na cadeia&#8221;</strong>. Ambas as previsões se realizaram.<strong><br />
</strong></p>
<p>Branson utilizou a revista para iniciar um serviço de venda de discos pelo correio. Como algumas operações eram internacionais, em um imbróglio fiscal, foi preso pelas autoridades aduaneiras e libertado com pagamento de fiança.</p>
<p>Depois das vendas por catálogo, a Virgin abriu sua primeira loja, na Oxford Street, em Londres, seguida por um estúdio próprio. Não acho que foi coincidência de Branson ter voltado seu primeiro grande sucesso no ramo da música: ele é um grande festeiro! No último encontro dos funcionários da Virgin, ele reuniu <strong>mais de 7.000 funcionários e família em sua casa de campo</strong>, que acamparam no quintal e curtiram música ao vivo de grandes bandas.</p>
<p>E não é apenas no ramo da música que Branson capitalizou sua paixão com a arte de oferecer valor aos consumidores e lucrar bilhões: <a href="http://www.neckerisland.virgin.com/" target="_blank">Necker Island</a>, sua <strong>ilha pessoal</strong> nas Virgin Islands é usada para turismo, festas e networking com grandes líderes. E sua paixão por Star Trek promete trazer grandes retornos com <a href="http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/richard-branson-negocios-importa-conseguir-criar-algo-especial-519394.shtml" target="_blank">passagens espaciais a partir de 200 mil dólares</a>, via <a href="http://www.virgingalactic.com/" target="_blank">Virgin Galactic</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14868" title="necker1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/necker1.jpg?95884c" alt="" width="450" height="326" /><br />
<em>A ilha do cara</em></p>
<h3>2. Viver a vida ao máximo não é nenhuma estupidez</h3>
<p><em>Artigo de referência: <a href="http://papodehomem.com.br/a-estupidez-do-padre-aderli/" target="_blank">&#8220;A estupidez do padre Aderli&#8221;</a></em></p>
<p>As iniciativas de Branson são sempre comparadas a lutas entre David e Golias, pois a Virgin sempre procura indústrias onde existe um domínio e consolidação de mercado na mão de <strong>um <em>player</em> que ficou confiante demais.</strong></p>
<p>Quando iniciou sua empresa aérea, o diretor presidente da poderosa British Airways ironizou apontando que Branson estava velho demais para o rock and roll e novo demais para voar.</p>
<p>Conforme a Virgin expandia operações e era celebrada por consumidores como uma empresa mais divertida, atenciosa em pequenos detalhes e com ótimo custo-benefício, teve que enfrentar o <a href="http://www.amazon.com/Dirty-Tricks-British-Airways-Atlantic/dp/0753504588" target="_blank">jogo sujo da British Airways</a> saindo por cima após <a href="http://www.independent.co.uk/news/battle-of-the-airlines-king-backed-dirty-tricks-ba-staff-hacked-into-virgin-computers-and-poached-passengers-1477973.html" target="_blank">processo contra monopólio e práticas desleais</a>.</p>
<p>Um enfrentamento semelhante aconteceu na ocasião do lançamento da Virgin Cola: a principal concorrente viu que seu mercado estava ameaçado e utilizou seu poder para intimidar vendedores a não manter o refrigerante da Virgin nas prateleiras, caso contrário ela boicotaria os comerciantes retirando seus freezers. Essa foi uma briga em que a Virgin perdeu feio, apesar da Virgin Cola ainda ser um hit&#8230; em Bangladesh.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14871" title="virgin2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/virgin2.jpg?95884c" alt="" width="550" height="360" /><br />
<em>Consegue encontrar as 74 bandas referenciadas nessa imagem? <a href="http://www.flickr.com/photos/wiccked/133080710/" target="_blank">Um cara listou 62 aqui</a>.</em></p>
<p>Essa vida sem medo de <strong>enfrentar gigantes empresariais</strong> também se revela na sua paixão por desafios esportivos. Ele quase morreu diversas vezes, mas não se arrepende, como fica claro em <a href="http://www.amazon.com/Losing-My-Virginity-Survived-Business/dp/product-description/0812932293" target="_blank">mensagem escrita</a> aos filhos quando estava numa situação à beira da morte em um balão:</p>
<blockquote><p>&#8220;Querida Holly e Sam,<strong> a vida pode ser surreal de vez em quando</strong>. Saudável e vivo um dia. E não mais aqui em outro dia. Como vocês dois sabem, eu sempre tive a vontade de viver a vida ao máximo de seu potencial. Isso significa que eu tive a sorte de viver a vida de muitas pessoas ao longo dos meus 46 anos. Eu amei cada minuto dela, e especialmente amei cada segundo de meu tempo com você e com a mamãe.</p>
<p>Sei que muitas pessoas acharam que nós fomos tolos em embarcar nessa última aventura. Eu estava convencido de que eles estavam enganados. Eu senti que tudo o que nós aprendemos em nossas aventuras no Atlântico e Pacífico significaria que nós teríamos uma viagem segura. Eu achei que os riscos eram aceitáveis. Obviamente eu me enganei.</p>
<p>Porém, <strong>não me arrependo de nada sobre minha vida</strong> a não ser não estar com Joan para finalmente ajudar no desenvolvimento de vocês. Na idade de 12 e 15 vocês já tinham suas personalidades desenvolvidas. Nós somos ambos muito orgulhosos de vocês. Joan e eu não poderámos desejar filhos mais encantadores. Vocês são ambos gentis, respeitosos, cheios de vida (até sabidos!). O que mais é que nós poderíamos querer?</p>
<p>Sejam fortes. Sei que não será fácil. Mas nós vivemos uma maravilhosa vida juntos e vocês nunca esquecerão todos os bons momentos que tivemos.</p>
<p>Vivam a vida ao máximo também. Aproveitem cada minuto dela. Amem e cuidem da mamãe como se ela fosse eu e ela juntos em uma só pessoa.</p>
<p>Amo vocês,</p>
<p>Papai.&#8221;</p></blockquote>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/eDk8QmoaS_s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/eDk8QmoaS_s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=eDk8QmoaS_s" target="_blank">Link YouTube</a> | Palestra de Richard Branson</em></p>
<h3>3. Texto inaugural do PdH sobre a missão de desenvolver o significado de lifestyle</h3>
<p><em>Artigo de referência: <a href="http://papodehomem.com.br/lifestyle-magazine-um-novo-conceito/" target="_blank">&#8220;Lifestyle Magazine: um novo conceito&#8221;</a></em></p>
<p>Por fim, retomo ao começo da PdH. Quando colocamos em nosso propósito o desenvolvimento do conceito de lifestyle e sua experiência direta na vida.</p>
<p>O que é o estilo de vida que um verdadeiro homem deseja e merece?</p>
<p>Alguns acham que é ficar milionário para viver de renda, abandonando todo tipo de trabalho para viver uma vida hedonista e preguiçosa na beira da praia&#8230; <strong>Será mesmo que é isso?</strong> O que esse homem que você precisa conhecer pensa a respeito?</p>
<p>Especula-se que a<a href="http://www.forbes.com/lists/2008/10/billionaires08_Richard-Branson_2Y7I.html" target="_blank"> fortuna pessoal de Richard Branson</a> esteja entre dois a três bilhões de libras esterlinas. Suficiente para aposentar. Por que, então, ele continua engajado em tantos novos empreendimentos? Já não acumulou dinheiro suficiente?</p>
<p>Não é assim que Branson declara pensar. Para ele, o dinheiro é apenas interessante enquanto recurso que permite se fazer coisas. O dinheiro não é representativo de sucesso na vida (e a fama e mundo das celebridades são guias ainda piores para medir o sucesso).</p>
<p>Em<a href="http://www.europeanleadershipcentre.com/download/1241181033.pdf" target="_blank"> entrevista recente</a>, afirma: <strong>&#8220;Sucesso é quando criamos algo de que podemos ter orgulho&#8221;</strong>.</p>
<p>Richard Branson segue esse caminho de sucesso e encara suas iniciativas empresárias como seu estilo de vida e legado ao mundo.</p>
<p>Como exemplo, pela próxima década inteira vai dedicar <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/5368194.stm" target="_blank">100% do lucro</a> de suas companhias de transporte (Virgin Atlantic e Virgin Trains) para o desenvolvimento de tecnologias de energia renovável. O investimento, claro, vai para a <a href="http://www.virginfuels.org/" target="_blank">Virgin Fuels</a>.</p>
<p>Mas o que é, afinal, a Virgin? Como explicar essa estranha empresa que tem <a href="http://www.virginactive.co.uk/" target="_blank">academia de ginástica</a>, <a href="http://uk.virginmoney.com/" target="_blank">serviços financeiros</a> e tantos outros que não foram mencionados? <strong>Qual é o foco?</strong></p>
<p>A resposta é curta e simples: <a href="http://www.virgin.com/lifestyle/" target="_blank">lifestyle</a>.</p>
<p>Através de sua vida pessoal e abordagem de negócios, Branson conseguiu transformar a Virgin em uma <a href="http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0849/marketing/m0057101.html" target="_blank">marca de estilo de vida alegre, ousado e irreverente</a> com atitude.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14872" title="pdh" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/pdh.jpg?95884c" alt="" width="550" height="300" /><br />
<em>PapodeHomem em seus primórdios. O que você vê aí? Uma página na web?</em></p>
<h3>Aproveitando&#8230; Como você vê o PapodeHomem?</h3>
<p>Achei fascinante fazer a pesquisa sobre Richard Branson e me veio uma curiosidade enorme: <strong>o que a marca Papo de Homem representa para você? </strong>Quais possibilidades você visualiza no futuro desse projeto?</p>
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		<pubDate>Tue, 04 May 2010 19:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas e perfis]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[prostituição]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Dezenas de garotas lindas, vestindo apenas minissaia, maquiagem e saltos provocantes vão às ruas protestar&#8230; contra a prostituição. Essas mulheres estão emputecidas. E com razão. Um paraíso do turismo sexual Cerca de vinte milhões de pessoas visitam a Ucrânia por ano. A capital Kiev é um destino popular. Infelizmente, uma das principais atrações turísticas é [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dezenas de garotas lindas</strong>, vestindo apenas minissaia, maquiagem e saltos provocantes vão às ruas protestar&#8230; contra a prostituição. Essas mulheres estão emputecidas. E com razão.</p>
<p><span id="more-14558"></span></p>
<h3>Um paraíso do turismo sexual</h3>
<p>Cerca de vinte milhões de pessoas visitam a Ucrânia por ano. A capital Kiev é um destino popular. Infelizmente, uma das principais atrações turísticas é o sexo pago. Por anos, a Ucrânia foi <strong>uma fonte de mulheres para o mercado do sexo.</strong> E com as mudanças de regra de visto, além de exportar prostitutas, está importando clientes de garotas de programa.</p>
<p>O problema está muito mais grave agora com a crise econômica com desemprego 50% maior do que em anos anteriores. O ministro <a href="http://www.csmonitor.com/World/Europe/2009/0613/p06s06-woeu.html" target="_blank">Yuriy Lutsenko recentemente declarou</a> em rede nacional que o país está se tornando um paraíso para o turismo sexual.</p>
<p><img title="fenem-bordel" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fenem-bordel1.jpg?95884c" alt="" width="550" height="413" /><br />
<em>&#8220;A Ucrânia não é um bordel&#8221;</em></p>
<p>Com a moeda desvalorizada e regime de fronteiras sem necessidade de visto para norte americanos e europeus desde 2005, os hotéis locais se transformaram em bordéis que facilitam seus hóspedes a encontrar as prostitutas. No ano passado, dois concierges de hotéis de elite foram presos por cafetinagem.</p>
<p>Um alerta para quem pensa que não há problemas com isso: a exploração de menores frequentemente anda de mãos dadas com a prostituição. Para Irina Konchenkova, presidente da ONG School of Equal Opportunities, <strong>30% das prostitutas estão na faixa etária entre 11 a 17 anos.</strong></p>
<p>Além desse polêmico assunto, existe um outro mais sutil: ao invés de procurar uma prostituta, <a href="http://fromvictorwithlove.com/diario/2010/as-mulheres-ucranianas-sao-bonitas-mas-nao-sao-prostitutas/" target="_blank">o turista vai para bares e baladas seduzir garotas</a> locais pagando bebidas e prometendo mundos e fundos&#8230; com a finalidade de a levar para a cama facilmente.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14567" title="fenem4" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fenem4.jpg?95884c" alt="" width="550" height="413" /></p>
<h3>A Internet facilita a prostituição</h3>
<p>O impacto das tecnologias da informação <a href="http://www.uri.edu/artsci/wms/hughes/eg-s-nt_final_report" target="_blank">no tráfico de sexo</a> é objeto da pesquisa de Donna Hughes, <a href="http://www.uri.edu/artsci/wms/hughes/ppcpt1.htm" target="_blank"><em>Pimps and Predators on the Internet</em></a>, que conta como o colapso da União Soviética implicou em desemprego em massa a mais de seis milhões de mulheres russas, que ganhavam metade do salário de homens.</p>
<p>Konchenkova comenta como na Ucrânia existem adolescentes que sonham com o estilo de vida de luxúria, e que ao mesmo tempo tiram notas baixas na escola. Para ela, é essencial que exista uma mudança dessa mentalidade sonhadora para que ocorra o empoderamento necessário para prevenir a prostituição.</p>
<h3>Entrevista com Anna Hutsol, líder dos protestos</h3>
<p>Entrevistei a Anna Hutsol, que é a líder do <strong>FEMEN</strong>, um grupo que cria condições mais favoráveis para jovens mulheres se unir a um grupo social com a ideia geral de suporte mútuo e responsabilidade social.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14560" title="anna-femen" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/anna-femen.jpg?95884c" alt="" width="550" height="336" /><br />
<em>Anna Hutsol, líder do FEMEN.</em></p>
<p><strong>Victor &#8211; Anna, qual é a situação atual do turismo sexual na Ucrânia?</strong></p>
<p><strong>Anna</strong> &#8211; Desde 2005, quando a Ucrânia passou a dar vistos gratuitos de entrada no país, o fluxo de turistas aumentou. E com eles, vieram também os turistas sexuais.</p>
<p>A Ucrânia ficou com imagem de país de sexo fácil e repleto de prostitutas: primeiro, a Ucrânia é conhecida pelas suas belas mulheres. Segundo, é fato que <strong>23% das prostitutas na Europa são ucranianas</strong>. A indústria do sexo usa técnicas de propaganda para ampliar esse efeito a seu favor.</p>
<p><strong>Victor &#8211; Quais são os fatores relacionados aos problemas existentes hoje?</strong></p>
<p><strong>Anna</strong> &#8211; Pobreza, baixo índice de educação e aplicação inadequada da legislação e falta de apoio governamental para temas sociais&#8230; combinados com belas mulheres e cultura patriarcal. São todos fatores que podem transformar um país no paraíso do turismo sexual e prostituição.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14561" title="femen1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/femen1.jpg?95884c" alt="" width="550" height="367" /><br />
<em>Protesto em Kiev</em></p>
<p><strong>Victor &#8211; Alguns websites que anunciam serviços de escorts dizem que como regra geral é perfeitamente possível receber prostitutas em seus quartos de hotel. E que em alguns casos em que a segurança do hotel apresentar restrições basta dar entre 10 a 20 dólares como propina para que tudo se resolva. A prostituição é legalizada na Ucrânia?</strong></p>
<p><strong>Anna</strong> &#8211; Não. E o que surpreende é que antes das eleições recentes que tivemos, o grupo FEMEN patrulhou a área Khreschatik, que é uma das regiões de maior movimento em Kiev, entrevistando estrangeiros que caminhavam pelas ruas. A maior parte não sabia que a prostituição não é legalizada na Ucrânia.</p>
<p><strong>Victor &#8211; O que você acha das propostas de legalização da prostituição? Seria uma forma de ajudar as mulheres com maior regulamentação e controle, afastando riscos para as profissionais do sexo?</strong></p>
<p><strong>Anna</strong> &#8211; Eu diria que essa é uma falsa crença. As pessoas são enganadas a acreditar na ideia da legalização pois para elas essa seria uma liberdade de escolha. Quando se olha para as prostitutas ucranianas, a maior parte não tem escolha.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14562" title="femen" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/femen.jpg?95884c" alt="" width="400" height="602" /></p>
<p><strong>Victor &#8211; Na Suécia, a abordagem escolhida foi <a href="http://www.uri.edu/artsci/wms/hughes/demand_sex_trafficking.pdf" target="_blank">criminalizar o ato de compra do sexo</a>. O que você acha dessa política?</strong></p>
<p><strong>Anna -</strong> Nós consideramos o chamado &#8220;Modelo Nórdico&#8221; como o melhor para a Ucrânia e, para ser sincera, para o mundo todo. A prostituição é um negócio que gera cada vez mais lucros. E, como todo negócio, é a demanda que estimula a oferta.</p>
<p>Dois importantes efeitos acontecem ao reprimir a demanda: a oferta diminui e também propagamos a ideia de que comprar outras pessoas é algo ruim e imoral. Nós consideramos a prostituição uma forma de escravidão moderna.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14568" title="fenem5" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fenem5.jpg?95884c" alt="" width="550" height="328" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14569" title="fenem7" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/fenem7.jpg?95884c" alt="" width="550" height="332" /></p>
<p><strong>Victor &#8211; Como demais mulheres podem se unir ao seu movimento?</strong></p>
<p><strong>Anna &#8211; </strong>É muito fácil se juntar a FEMEN e a nossas campanhas. Apenas me mande um email ou me telefone. É simples assim. Nós estaremos em breve inaugurando o website www.femen.org e por lá faremos campanhas de Internet.</p>
<p>Por isso, mesmo quem não pode comparecer pessoalmente a nossos protestos pode se juntar, em qualquer lugar do mundo! Pelo momento, nós nos comunicamos pelo <strong><a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=49122742877" target="_blank">Facebook</a>, <a href="http://www.myspace.com/femenukraine" target="_blank">MySpace</a> e <a href="http://femen.livejournal.com/" target="_blank">LiveJournal</a></strong>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14570" title="femen08" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/femen08.jpg?95884c" alt="" width="450" height="360" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14571" title="femen05" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/femen05.jpg?95884c" alt="" width="550" height="369" /></p>
<p><strong>V</strong><strong>ictor &#8211; Anna, pode contar um pouco de sua história? O que a levou a lutar pelos direitos das mulheres?</strong></p>
<p><strong>Anna</strong> &#8211; Eu estive envolvida em trabalho social por muitos anos, desde a época da universidade. Enquanto trabalhava, notei que as mulheres eram fortemente discriminadas na Ucrânia e que não havia mecanismos para mudar isso e proteger seus direitos.</p>
<p>Percebi também que as mulheres jovens ucranianas são tradicionalmente voltadas para o casamento – e isso as priva de sua vida social e das conquistas que poderiam alcançar. Refleti muito para decidir me dedicar a esses projetos.</p>
<p>Também trabalhei no showbiz e foi nessa época que tive a ideia de como as coisas poderiam ser organizadas para tornar essa mobilização interessante para as jovens, pois acredito que são elas quem podem mudar a situação das mulheres na Ucrânia.</p>
<p><strong>Victor &#8211; Que mensagem você gostaria de deixar ao final da entrevista?</strong></p>
<p><strong>Anna</strong> &#8211; Tudo o que nós queremos dizer é que <a href="http://fromvictorwithlove.com/diario/2010/as-mulheres-ucranianas-sao-bonitas-mas-nao-sao-prostitutas/" target="_blank">as mulheres da Ucrânia são belas, mas não são prostitutas</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14572" title="peca" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/peca.jpg?95884c" alt="" width="400" height="475" /><br />
<em>Teatro musical que eles fazem para representar os problemas da prostituição em Kiev.</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/1zCxxRMc4vk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/1zCxxRMc4vk&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=1zCxxRMc4vk&amp;feature=player_embedded" target="_blank">Link YouTube</a> | Veja o FEMEN em ação</em></p>
<h3>Debate PdH: você é a favor da regulamentação da prostituição?</h3>
<p>Fiquei muito contente em realizar a entrevista com a Anna Hutsol e admiro sua coragem em fazer campanhas que desagradam os interesses de muita gente. O tema é muito importante e aqui no Brasil também temos problemas e desafios semelhantes.</p>
<p>Por isso, aqui no Papo de Homem vamos realizar um debate sobre o tema da regulamentação da prostituição, afinal a atividade é legal no Brasil (ilegal é a exploração), mas não regulamentada.</p>
<p>Eu estou escrevendo um texto contra a regulamentação e o <a href="http://papodehomem.com.br/author/atila-iamarino/" target="_blank">Átila Iamarino</a> publicará um post a favor. Convidamos também o Fausto Salvadori, do <a href="http://www.botecosujo.com/" target="_blank"><em>Boteco Sujo</em></a>, para explicar os motivos pelos quais ele também é a favor,  e a B. (<em><a href="http://www.avidasecreta.com/" target="blank">A Vida Secreta</a></em>) finalizará o #debatepdh com uma pitada de BDSM&#8230; inclusive quando há dinheiro envolvido!</p>
<p>Quer participar do debate? <strong>Vote na enquete abaixo e deixe seu comentário</strong> a favor ou contra a regulamentação da prostituição. Vamos selecionar os melhores para destacar nos próximos posts.</p>
<p>Você pode dar sua opinião <strong>via Twitter também, usando #debatepdh</strong> junto com sua mensagem. Durante esse mês, vamos esquentar esse papo com alguns links com essa hashtag, além dos posts.</p>
<p><script src="http://www.surveygizmo.com/polls/2Z1YBNGE3I2W4PWVM3517LROGBV30J-290146" type="text/javascript"></script></p>
<p>Seguimos o papo nos comentários.</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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	<img width="177" height="134" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/dauria-177x134.jpg?95884c" class="attachment-177x134x1 wp-post-image" alt="Dr. Alberto D&#039;Auria no PdH Entrevista" title="Dr. Alberto D&#039;Auria no PdH Entrevista" />	<p>Dr. Alberto D&#8217;Auria, mulheres grávidas e homens aflitos no PdH Entrevista</p></a></li>
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	<img width="177" height="134" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/SlutWalk-0071-177x134.jpg?95884c" class="attachment-177x134x1 wp-post-image" alt="Uma causa legítima: não culpar a vítima pela violência. | Fonte: The Guardian." title="Uma causa legítima: não culpar a vítima pela violência. | Fonte: The Guardian." />	<p>SlutWalk: marcha das vagabundas e o feminismo-gracinha</p></a></li>
		<li><a href="http://papodehomem.com.br/entrevista-com-kiko-nogueira-diretor-de-redacao-da-alfa/" rel="bookmark">
	<img width="177" height="134" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/kiko_nogueira-177x134.png?95884c" class="attachment-177x134x1 wp-post-image" alt="Entrevista com Kiko Nogueira, diretor de redação da ALFA" title="Entrevista com Kiko Nogueira, diretor de redação da ALFA" />	<p>Entrevista com Kiko Nogueira, diretor de redação da ALFA</p></a></li>
	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<slash:comments>208</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>[PdH Porn] A Cauda Longa e como o conteúdo grátis gera dinheiro</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-a-cauda-longa-de-chris-anderson-e-o-como-o-conteudo-gratis-gera-dinheiro/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-a-cauda-longa-de-chris-anderson-e-o-como-o-conteudo-gratis-gera-dinheiro/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Mar 2010 12:18:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O último texto da série [PdH Porn], sobre a história da pornografia digital, mostrou como a indústria de entretenimento adulto cada vez mais segue modelos de negócio inovadores. E a nova onda do momento é usar o Grátis para ganhar dinheiro. Esse conceito é tão difundido hoje que acabou dando origem ao livro Free: Grátis [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-onde-esta-o-dinheiro-breve-historia-da-pornografia-digital/" target="_blank">último texto da série [PdH Porn]</a>, sobre a história da pornografia digital, mostrou como a indústria de entretenimento adulto cada vez mais segue <strong>modelos de negócio inovadores</strong>.  E a nova onda do momento é usar o <em>Grátis</em> para ganhar dinheiro.</p>
<p><span id="more-12214"></span></p>
<p>Esse conceito é tão difundido hoje que acabou dando origem ao livro <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21593238/?franq=248699" target="_blank"><em>Free:  Grátis &#8211; O Futuro dos Preços</em></a>, de Chris Anderson.</p>
<p>Com a explosão de tubes e torrents que despejam conteúdo pornográfico em volumes descontrolados, é cada vez mais difícil ganhar dinheiro usando modelos antigos. Os produtores de material pornográfico que ainda relutam a aceitar as novas regras do jogo permanecem com suas contas bancárias diminuindo conforme os assinantes desaparecem. <strong>Como sobreviver?</strong></p>
<h3>A Cauda Longa</h3>
<p>Chris Anderson, editor da revista <em><a href="http://www.wired.com/" target="_blank">Wired</a></em>, popularizou no primitivo ano de 2004 uma ideia chamada <strong>&#8220;long tail&#8221;</strong>, a cauda longa da Internet. O conceito do livro <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1644179/?franq=248699" target="_blank">A Cauda Longa</a></em> é bastante simples: a quantidade de pessoas com diferentes interesses específicos é geralmente maior do que as que se reúnem em torno de um interesse popular. A cauda é maior do que a cabeça de um gráfico de volume de compras.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-12218" title="porn2l" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/porn2l.jpg?95884c" alt="" width="550" height="343" /><br />
<em>Os hits de sucesso são a anomalia no mercado. O grosso do dinheiro está na Cauda Longa. | </em><a href="http://www.leftclick.com/blog/chasing-the-long-tail" target="_blank"><em>Fonte</em></a><em></em></p>
<p>Quando se cria um negócio direcionado ao mercado de interesse popular, existe muita competição e é difícil atingir um apelo forte o suficiente para que ocorra a compra. Imagine o trampo que é concorrer hoje com a Lady Gaga ou filmar o próximo <em>Avatar</em>. Já existe uma quantidade suficiente de grandes produtores oferecendo produtos e serviços genéricos.</p>
<p>Por outro lado, existe uma população enorme de interesse específico que não é suprida nesse mercado de massa. Não faz sentido para uma grande rede de supermercados colocar em sua prateleira um CD de uma <strong>banda sueca que toca rock viking.</strong></p>
<p>A chance de aparecer um interessado é praticamente zero e portanto o espaço de prateleira ocupado por esse CD poderá ser melhor utilizado por algo de apelo mais popular. Para esmagar ainda mais as chances de tal CD ser vendido em uma grande loja, mesmo supondo que fosse possível alugar um galpão gigantesco com capacidade infinita, seria muito complicado para o comprador ter a paciência e sorte de achar o que procura.</p>
<p>No mundo da Internet, o espaço de prateleira não é problema. Muito menos localizar. Em poucos segundos, ao digitar &#8220;Swedish viking rock&#8221; no Google acabei conhecendo o <a href="http://www.last.fm/music/Ultima+Thule/Once+Upon+a+Time" target="_blank">Ultima Thule</a>, a tal banda sueca de rock viking. <em>There is really everything on the Internet.</em></p>
<p>Antes da Internet, os produtores de conteúdo de nicho menos popular passavam fome em tentativas frustradas de colocar suas obras no grande mercado de massa. Uma banda incomum como o Ultima Thule pode ter trinta fãs no Brasil inteiro, talvez vinte na Índia e por aí vai.</p>
<p>Apesar da base global de fãs chegar a alguns milhares, ela está pulverizada. Assim, nenhum local específico seria propício para bancar a turnê mundial dos caras&#8230; mas hoje isso não importa, pois a venda é pela Internet.</p>
<p>E quem lucra é a Apple, com o sistema <strong>iTunes</strong>, que explora todos os infinitos nichos de mercado, possibilitando fãs de gostos mais excêntricos a encontrar o que desejam. Quanto mais específico for esse gosto maior é a chance do consumidor desembolsar a grana para ter a raridade em mãos.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-12217" title="porn3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/porn3.jpg?95884c" alt="" /><br />
<em>Modelo Wal-Mart e modelo iTunes: qual está mais preparado para o mundo digital?</em></p>
<p>O espaço de prateleira (modelo Wal-Mart) é sempre limitado e caro. Assim, a estratégia de escolha de produtos ofertados prefere agradar o público geral. Por outro lado, produtos digitais (modelo iTunes) possuem custo quase-zero de armazenamento e aproveitam mecanismos de busca para facilitar o encontro de interesses específicos.</p>
<h3>O pornô de nicho</h3>
<p>Já deu para imaginar onde isso vai dar, não? Para sobreviver em um ambiente de <a href="../pdh-porn-marge-simpson-e-fernanda-young-salvam-a-playboy-sera/" target="_blank">loiras do peito siliconado que viraram commodity</a>, é necessário fazer algo diferente. E o que mais cresce hoje é o pornô de nicho.<em></em></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-12219" title="porn4" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/porn4.jpg?95884c" alt="" width="400" height="233" /><em><br />
Internet facilitando o pornô de nicho: boa notícia para os </em><a href="http://japanesecosplaysex.com/" target="_blank"><em>amantes de cosplay japonês</em></a><em>, </em><a href="http://www.bestpregnant.com/" target="_blank"><em>grávidas</em></a><em>, </em><a href="http://www.ponysex.net/" target="_blank"><em>pôneis</em></a><em>, </em><a href="http://www.dancingbear.com/" target="_blank"><em>ursos de pelúcia</em></a><em> e </em><a href="http://www.vbs.tv/watch/the-vice-guide-to-sex/genki-and-the-art-of-eel-porn" target="_blank"><em>a arte do pornô com enguias</em></a><em>. Como diria Einstein, &#8220;a imaginação é mais importante do que o conhecimento&#8221;.</em></p>
<p>Os que estão se dando melhor são os que investiram em <strong>produção exclusiva com bons canais de distribuição</strong> com gordas comissões para afiliados que direcionam tráfego para os sites pagos, que exploram a Cauda Longa.</p>
<p>O problema é que as novas gerações de usuários se revelam bem treinados para encontrar qualquer coisa na rede sem precisar pagar, inclusive o conteúdo de nicho. O próprio sistema de afiliados, que é uma grande fatia das receitas, é altamente criticado pelos grandes players e vai morrer naturalmente ou adaptar.</p>
<h3>É hora de ganhar dinheiro oferecendo  conteúdo de graça</h3>
<p>O começo do novo porn está em aceitar que o conteúdo ficou gratuito e que é necessário criar modelos de negócio baseados em serviços premium ou totalmente inovadores.</p>
<p>A premissa de <em>Free: Grátis &#8211; O Futuro  dos Preços</em> é que é possível oferecer coisas de graça e ganhar dinheiro cobrando por outros meios. Se um autor de livros encontra seu lucro de venda reduzido por causa de cópias PDF distribuídas descaradamente no <a href="http://www.4shared.com/" target="_blank">4shared.com</a>, ele pode desencanar e deixar o material disponível para download gratuito. E cobrar para dar palestras e treinamento em empresas.</p>
<p>Esse princípio é bem conhecido no mercado tradicional de átomos: a Gillette fez fortuna ao distribuir seus barbeadores de graça, fidelizando os consumidores e posteriormente lucrando na venda de lâminas. Esse &#8220;de graça&#8221; era na verdade um investimento de marketing da empresa, pois os barbeadores custavam dinheiro.<em></em></p>
<p><em><img class="alignnone size-full wp-image-12220" title="porn5" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/porn5.jpg?95884c" alt="" width="500" height="333" /><br />
Outro exemplo dado por Anderson é a empresa de aviação RyanAir, que cobra até 20 libras esterlinas (54 reais) para um vôo de Londres a Barcelona | </em><a href="http://www.flickr.com/photos/paolomargari/1116498921/" target="_blank"><em>Fonte</em></a></p>
<p><strong>Como é possível fazer um voo internacional por um preço menor do que uma corrida de taxi? </strong>Cobrando 30 libras para transportar duas malas, vendendo bebidas a preços inflacionados, adicionando taxas de cartão de crédito, obtendo subsídios com o governo e cortando custos drasticamente, <a href="http://fromvictorwithlove.com/diario/2010/cuidado-com-ryanair-3-truques-por-tras-das-passagens-aereas-na-europa/" target="_blank">fazendo  o passageiro entrar em roubada com as tarifas ocultas</a> de bagagem e venda online. É grátis  <em>pero no mucho</em>.</p>
<p>No mundo dos bits, o <em>Grátis</em> não é necessariamente um esquema criado para tirar dinheiro por segundas  vias. Anderson diz que, como não existe custo significativo na oferta no armazenamento e transmissão de dados, é possível alcançar o <strong> custo quase zero e oferecer informação de graça</strong>.</p>
<p>No mundo do pornô, sites como o <a href="http://www.pornhub.com/" target="_blank">Pornhub</a> oferecem conteúdo gratuito (muitas vezes infringindo direitos autorais) como forma de veicular vendas de acesso para garotas de webcam no <a href="http://www.streamate.com/" target="_blank">Streamate</a> ou <a href="http://www.livejasmin.com/" target="_blank">Livejasmin</a>, de onde veio a <a href="../pdh-porn-o-lado-negro-da-pornografia/" target="_blank">Jamie, a garota que ganhava um dólar por dia na webcam</a>. Outra opção para monetizar é a venda de produtos como o <a href="http://www.fleshlight.com/" target="_blank">fleshlight</a> ou de software como o VirtuaGirlHD, que é anunciado em <a href="http://redtube.com/21264" target="_blank">vídeos como esse do RedTube</a>.</p>
<p>Em ambos os casos, temos a venda de produtos ou serviços alavancada com o tráfego alto de visitantes, ou simplesmente o sistema de afiliados funcionando para gerar dinheiro.</p>
<p>De acordo com o <a href="http://www.latimes.com/business/la-fi-ct-porn10-2009aug10,0,4788614.story?page=2" target="_blank">Los Angeles Times</a>, para atrizes de renome, como <strong>Tera Patrick e Belladonna</strong>, é necessário escapar da crise diversificando as fontes de receita perdidas com a pirataria. Algumas das formas são o licenciamento de produtos eróticos e lingerie, além de fazer performances em clubes de strip tease. Mas essa é uma fórmula que não funciona para quem ainda não atingiu o status de celebridade <em>pornstar</em>.</p>
<h3>Teste de realidade: o &#8220;<em>Grátis</em>&#8221;  funcionou?</h3>
<p>O empreendedor <a href="http://blogmaverick.com/2009/07/08/success-motivation-ifcash-in-cash-out-you-are-a-consultant/" target="_blank">Mark Cuban fala o que ninguém quer ouvir</a>: quando se começa um negócio, é fácil deixar empurrar com a barriga a parte que realmente importa. Ganhar dinheiro.</p>
<p>Os números de receita com publicidade dos sites que oferecem vídeos de graça não são públicos. Mas mesmo que sejam lucrativos, eles vivem sob o constante risco de ter que pagar indenizações por infração de direitos autorais. Não parece um modelo sólido de negócio, apenas aproveitando de conteúdo alheio. Sites que possuem conteúdo próprio (como <a href="http://www.brazzers.com/" target="_blank">Brazzers</a> e <a href="http://www.twistys.com/" target="_blank">Twistys</a>) continuam com a venda de acesso.</p>
<p>Do lado dos produtores, esses agora reduzem custos com pagamentos mais baixos para as atrizes. O pagamento médio de 1000 dólares caiu para 700. Outras despesas, como maquiadora, também são eliminadas de modo a tornar as vendas mais baixas de DVD ainda lucrativas.</p>
<p>Essa solução de corte de custos ajuda nas produções destinadas ao público menos sofisticado tecnologicamente. Mas existe um mercado de consumo mais interessante, que faz compras pela Internet e se interessa pelos nichos. Nesses, a lucratividade continua, com base na teoria da Cauda Longa.</p>
<p>E onde se aplica a teoria do <em>Grátis</em>,  se todo o conteúdo dos sites de nicho é pago?</p>
<p>Muitas vezes são os próprios produtores que fazem o upload de seus vídeos nos sites de tube. A Brazzers por exemplo possui parceria com a RedTube, que promove os vídeos de curta duração e estimula visitantes para fazer a compra da assinatura. Uma forma bastante tímida de <em>Grátis</em> quando comparada com as possibilidades listadas por Chris Anderson.</p>
<p>Um dos pontos fortes do livro <em>Grátis</em> é a ideia de que <strong>a abundância de uma coisa implica em escassez de outra.</strong> Com tanta pornografia de baixa qualidade disponível na rede, valeu remar contra a maré: a superprodução Pirates custou um milhão de dólares e <a href="http://www.overthinkingit.com/2009/03/26/the-adult-film-industry-rediscovers-its-balls/2/" target="_blank">embolsou  mais de cinco milhões de volta</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-12221" title="porn6" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/porn6.jpg?95884c" alt="" width="300" height="438" /><br />
<em>Pirates: o primeiro da nova geração dos filmes de alta produção, como o Teachers,  que indiquei no </em><a href="../pdh-porn-especial-campus-party-2010/" target="_blank"><em>post  sobre o debate &#8220;Is Internet for Porn?&#8221;</em></a></p>
<p>A fórmula teve tanto sucesso que a sequência, <em>Pirates II,</em> recebeu um investimento de dez milhões. Vendeu mais de 240.000 DVDs ao preço de 70 dólares cada. Faça as contas. Além de DVDs, a <a href="http://www.digitalplayground.com/" target="_blank">Digital  Playground</a> investiu bastante em um website que cobra pelo acesso. Nesse <em>case</em>, duas tendências vão contra o que Anderson propõe: (1) o <em>Grátis</em> não foi usado para os lucros, e (2) valeu investir na cabeça da Cauda Longa.</p>
<p>As ideias de Anderson são interessantes, mas quem dá o golpe final dessa vez é <a href="http://www.newyorker.com/arts/critics/books/2009/07/06/090706crbo_books_gladwell?currentPage=all" target="_blank">Malcolm Gladwell</a>, que concorda que o custo de armazenamento e distribuição de um vídeo hoje é próximo de zero&#8230; e no caso do YouTube, os setenta e cinco bilhões de vídeos armazenados ao custo &#8220;próximo de zero&#8221; resultam no total de <strong>U$ 360.000.000 </strong>de manutenção anual.</p>
<p>A indústria do pornô mostra que a Internet não chegou a trazer uma revolução na economia, como Anderson parece insinuar.</p>
<p>Ao contrário, certos princípios continuam fortes, como usar material gratuito para capturar a atenção inicial do possível cliente e dar continuidade fornecendo conteúdo relevante. Mesmo que isso signifique japonesinhas do cosplay, grávidas, pôneis, ursinhos e enguias&#8230;</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-a-cauda-longa-de-chris-anderson-e-o-como-o-conteudo-gratis-gera-dinheiro/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Zappos: quando a cultura da empresa vale um bilhão de dólares</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/zappos-quando-a-cultura-da-empresa-vale-um-bilhao-de-dolares/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/zappos-quando-a-cultura-da-empresa-vale-um-bilhao-de-dolares/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 13:19:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://papodehomem.com.br/?p=11705</guid>
		<description><![CDATA[<p>Eu sou daqueles que costumava bocejar quando algum pedante do RH vinha querendo doutrinar sobre os &#8220;valores, visão e missão&#8221; da empresa. Sempre me pareceu uma perda de tempo institucionalizada. Mudei de ideia ao conhecer a Zappos. Explico: esses tais &#8220;valores da empresa&#8221; serviram para a sua venda para a Amazon. Por quase U$ 1.000.000.000. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sou daqueles que costumava bocejar quando algum pedante do RH vinha querendo doutrinar sobre os <strong>&#8220;valores, visão e missão&#8221; da empresa</strong>. Sempre me pareceu uma perda de tempo institucionalizada.</p>
<p>Mudei de ideia ao conhecer a <a href="http://about.zappos.com/" target="_blank">Zappos</a>. Explico: esses tais &#8220;valores da empresa&#8221; serviram para a sua venda para a Amazon. Por quase <strong>U$ 1.000.000.000</strong>.</p>
<p><span id="more-11705"></span></p>
<p>A Zappos vende sapatos, online.</p>
<h3>A minha bronca com a tríade &#8220;missão, visão e valores&#8221;</h3>
<p>Já trabalhei em diferentes empresas em distintos estágios de maturidade: vi desde corporações jovens que queriam definir a sua identidade às anacrônicas que precisavam se reinventar para sobreviver.</p>
<p>Para essa difícil missão, geralmente o diretor presidente (o &#8220;chefe&#8221;, &#8220;dono&#8221; ou &#8220;CEO&#8221;) procurava o encarregado de recursos humanos interno ou contratava uma empresa externa de consultoria para o trabalho. Seja qual fosse o contexto, o resultado para mim e diversos outros funcionários era sempre o mesmo: cedo ou tarde todos éramos convocados para a sala principal de reuniões, onde <strong>PowerPoints chatos</strong> pra burro eram exibidos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6tGq3tH4qSw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/6tGq3tH4qSw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6tGq3tH4qSw">Link YouTube</a> | Se o seu objetivo é adicionar forma inadequada a um conteúdo sem propósito, siga as dicas acima.</em></p>
<p>Acho que a maioria dos leitores do PdH já viveu a experiência de ter que invocar paciência budista em situações semelhantes.</p>
<p>É um grande faz-de-conta:</p>
<ul>
<li>os diretores fingem que realmente pretendem mudar sua pegada empresarial, que estaria refletida nos valores da empresa;</li>
<li>os consultores fingem que fizeram um trabalho &#8220;customizado&#8221; (sic) após uma longa pesquisa (que justifica as horas trabalhadas) e criam uma lista com jargões como &#8220;foco no cliente&#8221;, &#8220;valorização dos integrantes da instituição&#8221;, &#8220;ética e transparência interna e externa&#8221; e outras expressões torpes;</li>
<li><strong>os funcionários fingem que prestaram atenção</strong>, e os mais puxa-sacos aproveitam o final da apresentação para apertar a mão do chefe, parabenizando pela modernização e profissionalização alcançada.</li>
</ul>
<p>Todos retornam para suas mesas e a realidade permanece a mesma. Por que é que profissionais inteligentes se submetem a esses rituais? Eu me perguntava se os diretores dessas diferentes empresas realmente acreditavam no que estavam fazendo.</p>
<h3>Os valores da Zappos</h3>
<p>A maneira errada de definir a Zappos é &#8220;um site que vende sapatos&#8221;. Mas vamos nos manter a essa descrição por enquanto. Na página que fala sobre os valores dessa empresa, temos o <a href="http://about.zappos.com/our-unique-culture/zappos-core-values" target="_blank">seguinte decálogo</a>:</p>
<blockquote><p>1. <strong>Entregue um &#8220;UAU&#8221; através dos serviços</strong><br />
2. Abrace e conduza mudanças<br />
3. Crie diversão e um pouco de maluquice<br />
4. Seja aventureiro, criativo e cabeça aberta<br />
5. Procure sempre por crescimento e aprendizagem<br />
6. Crie relacionamentos abertos e honestos através da comunicação<br />
7. Crie um time positivo e um espírito de família<br />
8. Faça mais, usando menos<br />
9. Seja apaixonado e determinado<br />
10. Seja humilde</p></blockquote>
<p>Quando li esses princípios, novamente me recordei de experiências negativas de má implementação de valores e missão de empresa. E torci o nariz. Mas continuei investigando mais sobre essa empresa que é <a href="http://blogs.personallifemedia.com/dishymix/guy-kawasaki-and-susan-bratton-community-powered-podcast-sxsw-jackie-chan-are-you-listening/2009/03/25/" target="_blank">mencionada por Guy Kawasaki</a> como &#8220;o ponto de partida&#8221; para entender como usar <em>social media</em> para resultados. Não é por acaso que eles tem 1.684.155 de seguidores no Twitter <a href="http://twitter.com/zappos" target="_blank">@zappos</a> e 32.000 pessoas em sua <a href="http://www.facebook.com/zappos" target="_blank">comunidade no Facebook</a>.</p>
<p>Quem me deu as pistas do sucesso da Zappos foi novamente o guru Seth Godin, o mesmo careca que me ajudou a imaginar os motivos da Playboy ter colocado ao mesmo tempo a <a href="../pdh-porn-marge-simpson-e-fernanda-young-salvam-a-playboy-sera/" target="_blank">Marge Simpson e a Fernanda Young na capa</a>. Esse sucesso se resume em uma palavra: <strong>tribos</strong>.</p>
<h3>Como as regras do jogo mudam com o boca-a-boca da Internet</h3>
<p>Essa ideia é simples e óbvia. Mas para quem ainda não entendeu a relevância que o Twitter, comentários em blogs e o botão &#8220;share this&#8221; no Facebook exercem nos negócios, lá vai a minha versão resumida&#8230;.</p>
<p>Na época da TV, as empresas faturavam ao reduzir os custos de produção, fazendo produtos baratos, qualidade de entrega e suporte mínimo e bom investimento em propaganda. Um produto mediano anunciado por uma agência de talento e divulgado no horário nobre era sucesso garantido. Era.</p>
<p>Hoje, assim como no caso do <a href="../pdh-porn-onde-esta-o-dinheiro-breve-historia-da-pornografia-digital/" target="_blank">tráfego por pornografia digital</a> ficar pulverizado, o entretenimento é consumido nos infinitos novos espaços da Internet. O reinado da TV Globo tem prazo de extinção (sim, sou otimista).</p>
<p>Ainda tem e haverá milhões diante da telinha por muito tempo – mas são do tipo de consumidor de menor interesse. São crianças que veem <em>Chaves</em>. Aposentados que assistem ao <em>Jornal Nacional</em> e ficam assustados e comovidos com o terremoto do Haiti – e nada fazem, como bons espectadores dos dramas alheios.</p>
<p>O bom consumidor é aquele que é<strong> engajado e entusiasta</strong>. É o fortão da academia que fala para todo mundo que mudou para a nova marca de suplemento. É a mãe que tem um filho alérgico a glúten e passa o dia catalogando produtos e receitas. É a compradora fanática que usa fóruns de <a href="http://forum.purseblog.com/deals-and-steals/zappos-com-coupon-codes-199094.html" target="_blank">discussão sobre bolsas</a>. Essas são as novas tribos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/uQGYr9bnktw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/uQGYr9bnktw&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=uQGYr9bnktw">Link YouTube</a> | Seth Godin no TED Talks falando sobre as tribos que nós lideramos todos os dias</em></p>
<p>Entusiastas como os descritos por Seth não procuram suas informações na Revista <em>Veja</em> ou no <em>Fantástico</em>. Os meios de comunicação de massa sofrem o peso de sua grandeza: para comunicar para todos, precisam ser superficiais o suficiente para ter uma aceitação geral.</p>
<p>(Nota do autor: vejam que nesse texto eu estou criticando consultores que fazem trabalhos perfunctórios de &#8220;avaliar a missão da empresa&#8221;. Sei que posso ofender muita gente, mas é só assim que eu consigo me comunicar de forma genuína e passar minha mensagem. Uma rede de TV nacional não pode se dar esse luxo.)</p>
<p>É na mídia social que pessoas e ideias se conectam. Os grupos de interesses ganham vida com a Internet pois agora a localização física não mais importa. E aqui é que vem a correta definição do que é a Zappos. Uma definição que deve ser considerada por qualquer empresa hoje que não queira entrar na armadilha do faz-de-conta.</p>
<h3>Zappos é um local onde entusiastas podem se encontrar e falar sobre suas paixões</h3>
<p>É assim que o Seth Godin define essa empresa que foi <a href="http://techcrunch.com/2009/07/22/amazon-buys-zappos/" target="_blank">comprada por 928 milhões de dólares pela Amazon</a> (depois Tony disse que o valor final da transação ficou em <a href="http://deliveringhappinessbook.com/links/" target="_blank">1,2 bilhões</a>). <strong>A Zappos não é uma loja de sapatos</strong>. É onde entusiastas por sapatos podem encontrar mais gente interessada em seguir essa paixão.</p>
<p>E isso é unido pelo decálogo com muita maestria pelo seu líder, <a href="http://twitter.com/Zappos" target="_blank">Tony Hsieh</a>. Ele é o cara que me fez mudar completamente de opinião sobre a importância dos valores da empresa, que são usados por ele como alavanca para resultados diretos em lucratividade e inovação.</p>
<p>Eu vejo os valores corporativos como um dos três pilares de seu sucesso. Os outros dois são o relacionamento com o cliente e o uso de tecnologia, pois só falar bonito não adianta.</p>
<p>Existe uma tecnologia de ponta que inclui <strong>setenta robôs em seu armazém</strong>, permitindo empacotamentos prontos para entrega em <a href="http://www.inc.com/magazine/20090501/the-zappos-way-of-managing.html" target="_blank">oito minutos</a>. O sistema de itens recomendados da Zappos também ajuda, mas não é nada que a gente não tenha visto nas vitrines virtuais da Amazon.</p>
<p>Além da tecnologia, nos tempos de glória a Zappos oferecia envio no mesmo dia de graça e também uma garantia de 110%: se um concorrente anunciasse um preço menor, a Zappos cobria o valor, mais impostos e despesas de envio, além de oferecer um desconto adicional de 10%. Isso sim é &#8220;foco no cliente&#8221;.</p>
<p>Mas de tudo, o que mais me chamou a atenção é como Tony Hsieh usa técnicas de dinâmica social, psicologia e administração para criar uma equipe que é diferente de tudo o que existe. Uma das ideias listadas em seu novo livro <em><a href="http://deliveringhappinessbook.com/about/" target="_blank">Delivering Happiness: A path to profits, passion and purpose</a></em> (com lançamento previsto para junho) é oferecer dois mil dólares para os novos empregados pedirem demissão. Ao final do post eu conto como isso é lucrativo para a empresa.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11707" title="zappos-book-delivering-happiness" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/zappos-book-delivering-happiness.jpg?95884c" alt="" width="400" height="548" /><br />
<em>Tony Hsieh e seu primeiro livro no TED de Long Beach (<a href="http://deliveringhappinessbook.com/semi-premiere-at-ted/" target="_blank">fonte</a>)</em></p>
<h3>Como a clareza dos valores da empresa se traduz em resultados</h3>
<p>Uma coisa que eu sempre notei é que realmente a cultura da empresa se perpetua. Antes da Ambev, a Brahma sempre foi um lugar bastante competitivo, tal como o Citibank. Outros, como o Banco Votorantim, eram claramente contra a política de competição interna excessiva.</p>
<p>Mas a cultura empresarial sempre me pareceu ser algo complexo demais para ser construído como elemento de design consciente. Parece que a Zappos é um exemplo de que eu estava enganado.</p>
<p>Primeiro, seu co-fundador é um cara que adora livros de desenvolvimento pessoal. Ele diz ter o<em> </em><a href="http://www.amazon.com/Happiness-Hypothesis-Finding-Modern-Ancient/dp/0465028020" target="_blank"><em>The Happiness Hypotesi</em>s</a>, de Jonathan Haidt, como um de seus livros preferidos no tema de busca de uma fórmula ótima de maximização de felicidade.</p>
<p>É assim que Tony traduz a abstrata sequência de valores da empresa em ações específicas. Tudo o que ele faz em termos de gerenciamento da Zappos é cuidadosamente pensado para atender à felicidade dos empregados e dos clientes.</p>
<p>Exemplo: <strong>mudou a sede da empresa de San Francisco para Las Vegas</strong>. O motivo, além dos custos reduzidos, é que Vegas possui restaurantes e entretenimento 24 horas, diferente da California. Isso melhoraria a qualidade de vida da equipe que faz o turno noturno.</p>
<p><img title="inside-zappos" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/inside-zappos.jpg?95884c" alt="" width="500" height="322" /><br />
<em>O escritório da Zappos é tão legal que merece um blog próprio: </em><a href="http://blogs.zappos.com/blogs/inside-zappos" target="_blank"><em>Inside Zappos</em></a><em>. Um ambiente de trabalho agradável tem muitos benefícios. Alguém lembrou do Googleplex?</em></p>
<p>A ideia não é nova. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/David_Ogilvy" target="_blank">David Ogilvy</a> conta que a esposa do publicitário Stanley Resor insistiu que os escritórios dessa agência do começo do século passado fosse ricamente decorada com móveis luxuosos antigos. Ao tornar o ambiente de trabalho mais agradável que a própria casa dos funcionários, haveria a tendência de se trabalhar mais horas.</p>
<p>A Zappos levou essa ideia para o próximo nível. Não estamos mais falando apenas de uma mobília de design. Estamos falando em um nível profundo de identidade.</p>
<h3>Diga-me onde trabalhas e te direi quem és</h3>
<p>Repare como no vídeo abaixo os funcionários repetem com felicidade o decálogo da empresa. Esse é um belo exemplo de um conjunto de valores implementado com eficiência.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/g6WHAfWqX3s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/g6WHAfWqX3s&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=g6WHAfWqX3s">Link YouTube</a> | O decálogo de valores da empresa Zappos.com. Muito mais que um faz-de-conta: os caras realmente </em><strong><em>vivem esses princípios</em></strong></p>
<p>Como essa engenharia de identidade funciona? Anualmente, todos os funcionários, tanto novos como antigos, escrevem pequenos artigos refletindo sobre a experiência de trabalho e os valores da empresa. O resultado é um livro de capa dura com cerca de 400 páginas. <a href="http://www.zappos.com/zapposcom-gear-zappos-culture-book-2009-edition-n-a" target="_blank">À venda</a>, claro.</p>
<p>Essa prática me lembrou um pouco das lições do Robert Cialdini, especialista na arte da persuasão. Uma das <a href="http://www.marketingfirst.co.nz/2008/12/influence-%E2%80%93-the-psychology-of-persuasion-by-robert-cialdini/" target="_blank">táticas de manipulação mental usadas pelos chineses</a> era fazer com que seus prisioneiros de guerra escrevessem artigos apontando as falhas dos Estados Unidos, e como o sistema americano não era perfeito. Essa inocente atividade de passatempo tinha como recompensa um cigarro para o melhor artigo.</p>
<p>O simples ato de colocar em palavras ideias com as quais não se concorda necessariamente é um reforço de uma crença. Por coincidência ou não, a prática de Tony Hsieh faz com que os verdadeiros fiéis se tornem ainda mais firmes em participar da família Zappos. Esse é exatamente o papel do líder da tribo descrita pelo Seth Godin.</p>
<p>A integração da equipe é outro fator cuidadosamente implementado. Atividades sociais fazem parte oficial do emprego. O cara com quem você se diverte tomando umas na festa é o mesmo que vai ficar o dia inteiro dividindo escritório no computador ao lado. Por que não fazer com que a fronteira entre o público e o privado se misturem, para gerar maior união?</p>
<h3>&#8220;Amigo, eis aqui U$ 2.000 para você se retirar do recinto&#8221;</h3>
<p>Entretanto, não é qualquer maluco baladeiro que é contratado para a Zappos. Todo o processo de criação da tribo envolve desde o primeiro passo no recrutamento. Além das perguntas seletivas, os finalistas recebem um treinamento de duas semanas para aprender como atender os clientes ao estilo Zappos. No final, eles recebem dois mil dólares para desistirem, além da remuneração pelo tempo trabalhado.</p>
<p>O motivo é que durante o treinamento ficava claro quem é que vestiria a camisa da empresa e quem cedo ou tarde sairia de qualquer modo. Oferecer os dois mil é uma maneira para facilitar o processo e evitar as maçãs podres de contaminar o resto. E ainda serve para outro princípio de persuasão do Cialdini: <strong>os que ficam e rejeitam a proposta dos dois mil estão investindo na empresa</strong>, mais inclinados a valorizar o trabalho. Genial.</p>
<p>Acho uma pena que por enquanto a maior parte das firmas que eu conheço ainda continuarem brincando de faz-de-conta com valores abstratos que não são efetivamente implementados. Como estou pesquisando o assunto, receberei com muita gratidão outros exemplos que vocês conheçam.﻿</p>
<p><em>*Crédito da foto de topo: <a href="http://www.flickr.com/photos/laughingsquid/2476324694/" target="_blank">Scott Beale</a>.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>[PdH Porn] Onde está o dinheiro? Breve história da pornografia digital</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/pdh-porn-onde-esta-o-dinheiro-breve-historia-da-pornografia-digital/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 22:32:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Lee</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[18+]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Um leitor perguntou como ganhar dinheiro dirigindo filmes pornôs hoje. Para responder, o texto anterior da série [PdH Porn] fez uma viagem no tempo para a época anterior à explosão da pornografia digital para entender que as coisas eram muito diferentes duas décadas atrás. Hoje vamos ver quais foram as grandes sacadas de empreendedores do [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um leitor perguntou como ganhar dinheiro dirigindo filmes pornôs hoje. Para responder, o texto anterior da série [PdH Porn] fez uma <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-um-distante-mundo-com-menos-pornografia-20-anos-atras/" target="_blank">viagem no tempo para a época anterior à explosão da pornografia digital</a> para entender que as coisas eram muito diferentes duas décadas atrás.</p>
<p>Hoje vamos ver quais foram as grandes sacadas de <strong>empreendedores</strong> do entretenimento adulto no mundo digital, e como eles ganharam (muita) grana.</p>
<p><span id="more-11563"></span></p>
<p>Como disse um <a href="http://papodehomem.com.br/pdh-porn-um-distante-mundo-com-menos-pornografia-20-anos-atras/#comment-123417" target="_blank">leitor</a>, &#8220;a internet está aí com tudo de bom que tem na pornografia, mas <strong>ela só forma punheteiros</strong> que se sentem bem acolhidos nas asas da mamãe e protegidos nos muros de casa&#8221;.</p>
<p>Infelizmente existe muita verdade nesse comentário. Vamos analisar os efeitos psicológicos em um texto futuro dessa série. Mas o outro lado da moeda é que a pornografia hoje forma mais do que meros punheteiros: ela ensina <strong>modelos de negócio</strong> que funcionam.</p>
<p>A pornografia, aliás, é frequentemente apontada como o motor de propulsão do comércio eletrônico e de <a href="http://www.guardian.co.uk/technology/2002/mar/03/internetnews.observerfocus" target="_blank">novas tecnologias</a>. É o sexo movendo o mundo. Vamos novamente ao túnel do tempo.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11565" title="pornantigo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/pornantigo.jpg?95884c" alt="pornantigo" width="271" height="400" /><br />
<em>Estudando a história da pornografia digital para encontrar as oportunidades de hoje</em></p>
<h3>A era primitiva</h3>
<p>Na década de 80 os monitores CGA eram de baixa resolução e gama de cores limitada. Apesar de já existir quem usasse o computador para descabelar o palhaço, não era algo popular: as imagens eram de baixa qualidade, difíceis de serem encontradas e compartilhadas.</p>
<p>Algumas fotos pessimamente digitalizadas eram <strong>gravadas em disquetes</strong> e passavam de mão em mão entre os amigos, o que dava brecha para a transmissão de vírus de computador. No caso dos discos flexíveis, era comum o uso da &#8220;camisinha&#8221;, que consistia em uma fita que se colava ao lado do disquete impedindo gravação de dados indesejados. Parece coisa de <em>Flintstones</em>&#8230; mas levante a mão quem já colocou a camisinha no disquete!</p>
<p>Na década de 90, todo mundo conectava usando modems e linhas discadas – alguns viciados até contratavam uma segunda linha telefônica para ficar mais tempo conectado e evitar aquela sinfonia da conexão estabelecida.</p>
<h3>Gostosa Home Page &#8211; RCM</h3>
<p>No Brasil, o precoce lorde da pornografia digital <a href="http://www.dpnet.com.br/anteriores/1998/03/10/info5_0.html" target="_blank"> Rodrigo Coutinho Marques</a> (conhecido como RCM) comandava o site <em>Gostosa Home Page</em> desde seus 19 anos. <strong>Esse cara foi pioneiro</strong> e merece um <em>case study</em>.</p>
<p>A <em>Gostosa Home Page </em>foi inicialmente hospedada no domínio <a href="http://www.gostosa.com/" target="_blank">www.gostosa.com</a>, que depois de algumas desavenças e desventuras se mudou para <a href="http://www.gostosa-rcm.com/" target="_blank">www.gostosa-rcm.com</a> . O endereço não importa, mas sim o fato de que esse era o site número um em termos de quantidade e qualidade de material de graça para os internautas. Era uma esbórnia.</p>
<p>Um dos vários fatores que fez o <em>Gostosa</em> ficar popular foi o consistente e zeloso uso de <em>watermarks</em> sempre indicando &#8220;Gostosa Home Page www.gostosa-rcm.com&#8221;. Assim, não interessava se o sujeito estava recebendo as fotos por email ou via eMule – havia sempre o convite para visitar o site. Essa é uma das milhares de técnicas de aumento de tráfego criadas pela turma da pornografia.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11567" title="gostosahomepage" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/gostosahomepage.jpg?95884c" alt="gostosahomepage" width="400" height="258" /><br />
<em>Watermarks: Gostou? Passa lá em casa que tem mais.</em></p>
<p>Onde está o dinheiro? Em troca do serviço público e com o tráfego gerado, RCM recebia <strong>patrocínio de anunciantes</strong>. Houve altos e baixos, sendo que um dos momentos de complicação foi no <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fol/geral/ult23052000018.htm" target="_blank">caso das montagens das fotos da Sandy nua</a>. As complicações e a popularização do negócio fizeram com que diversos clones concorrentes do Gostosa pipocassem por toda a web.</p>
<h3>Os Warez</h3>
<p>Também nessa época, os cafetões digitais lucravam com a pornografia usando a pirataria de software como isca para conseguir tráfego de visitas. Era a época dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Warez" target="_blank">warez</a>. Um website tosco oferecia <strong>download de programas pirateados de graça</strong>, para atrair visitas. O dinheiro vinha de diversos anúncios para vender fotos pornôs e eventualmente algum vídeo curto de baixa resolução, consideradas as limitações de largura de banda.</p>
<p>Como naquela época ainda havia relativa escassez de putaria grátis na web e baixo controle regulatório, muita gente fez bom dinheiro nessa época vendendo pornografia. Nem era necessário ter modelos ou fotógrafos, bastava um acervo razoável de revistas antigas e um scanner.</p>
<h3>1995 a 1999: Chega a pornografia em massa</h3>
<p>Mas pouco a pouco o lucro foi diminuindo: a cada dia, mais material erótico era jogado na rede e as redes <em>peer-to-peer</em> fizeram com que o modelo warez deixasse de ser lucrativo. Depois de baixar os softwares de graça, os visitantes saíam da página warez e procuravam por pornografia também gratuita.</p>
<p>Além de perder esses clientes, continuava a ser cada vez mais arriscado fazer parte do mundo warez, com as associações de proteção de propriedade intelectual fazendo parcerias com investigação policial e detonando esquemas de pirataria.</p>
<p>Para se adaptar, os cafetões digitais tiveram que usar seu próprio material como isca: TGPs (<strong><em>thumbnail gallery posts</em></strong>) foram a forma de liberar um pouquinho de putaria pra galera na esperança de vender uma babilônia de pernas abertas, tetas e bundas que estariam guardadas na área para membros.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11568" title="TGP" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/TGP.jpg?95884c" alt="TGP" width="500" height="219" /><br />
<em>TGPs: é dando uma fatia de salame que se vende o salsichão inteiro</em></p>
<p>Como essa estratégia apenas aumentou a quantidade de material grátis disponível, alguns usuários ficavam pipocando entre a área grátis de um site para outro, visto que havia bastante competição. Por isso, a taxa de conversão caiu um pouco, mas o mercado continuava lucrativo, pois cada vez mais a Internet ganhava mais usuários.</p>
<p>Aliás, não apenas mais gente se conectava usando dial-up mas também com banda larga. A tecnologia melhorava e era democratizada, custos caíam, veio o <strong>Rapidshare</strong> e outros sites de armazenamento de conteúdo, usados para armazenar conteúdo não licenciado (fotos e filmes pornôs piratas).</p>
<p>Como é praticamente impossível ficar monitorando o que os usuários jogam nos sites de armazenamento, esse é um método excelente para distribuir putaria. Mas, novamente, a pergunta é: <strong>onde está o dinheiro?</strong></p>
<p>Me parece muito curioso que alguns sujeitos anônimos dediquem seu tempo para fazer o tedioso upload de filmes e fotos nesses sites e comandar grupos dedicados a compartilhamento de putaria.</p>
<p>Tais grupos, facilmente localizados no Google Groups, têm como principal ferramenta o Rapidshare e serviços semelhantes. Quem já baixou qualquer coisa nesses serviços sabe que o visitante tem duas escolhas: <strong>download premium ou download free</strong>.</p>
<p>O download free é devagar e tem um certo limite de arquivos diários que podem ser baixados. Se o sujeito está determinado a fazer download de um filme que foi dividido em quatro arquivos diferentes, é necessário muita paciência e tempo livre – muitos acabam optando por pagar um pequeno valor anual para ter acesso à conta premium. E aí o site ganha dinheiro&#8230; hospedando a pornografia pirateada.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11569" title="tanlines" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/tanlines.jpg?95884c" alt="tanlines" width="400" height="330" /><br />
<em>Usuário de <a href="http://groups.google.com/groups/dir?lnk=nhpsfg&amp;q=porn&amp;qt_s=Search+for+a+group" target="_blank">Google Groups</a> compartilhando arquivos pesados e em múltiplos pedaços. Quem quiser baixar sem ter que aguardar infinitos minutos tem que comprar uma conta premium. Quem é que lucra?</em></p>
<p>Não bastassem esses canais de compartilhamento de arquivo, vieram os <strong>torrents</strong>. Aí ferrou de vez, já que o resultado de um monte de macho junto na Internet é mais joguinhos e mais putaria compartilhada.</p>
<p>Para resistir a essa competição juguernáutica, as amostras grátis tinham que ser em quantidades maiores e em melhor qualidade (nada de partes censuradas ou excesso de marcas d&#8217;água  e carimbos brochantes).</p>
<p>Nessa época, as grandes produtoras que detinham material original e verdadeiros empreendedores com conteúdo próprio apareceram. Danni Ashe, criadora e presidente da <a href="http://danniharddrive.com/" target="_blank">danniharddrive.com</a>, teve suas imagens baixadas <strong>mais de um bilhão de vezes</strong> e entrou para o <em>Guiness Book of Records</em>. No fim das contas vendeu o site para o grupo Penthouse e ficou milionária.</p>
<p>Ao mesmo tempo que esses novos artistas e empreendedores prosperavam, os amadores que só repassavam fotos roubadas de outros artistas caíram fora, junto com os tradicionais que não entenderam como a Internet funcionava. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Larry_Flynt" target="_blank">Larry Flynt</a>, o fundador da <em>Hustler</em>, disse que sua circulação caiu de 3 milhões para 500 mil, tudo por culpa da Internet.</p>
<p>O lado bom da coisa era que o mercado potencial aumentava em proporções gigantescas com a inclusão digital. E <strong>os custos continuavam caindo</strong>. A largura de banda ficava mais barata, custos de hospedagem despencaram, equipamento e câmeras ficaram melhores e mais baratos. Até mesmo o talento de modelos, programadores e designers ficou mais barato pois todo mundo queria uma lasquinha do mercado.</p>
<p>A pergunta que ficava dentro da indústria da pornografia digital era como manter o modelo lucrativo? As assinaturas de sites exclusivos variam entre dez a trinta dólares mensais.</p>
<p>Com a popularização dos netbooks a baxíssimo custo, banda larga em todos os lugares, streaming rápidos, explosão de &#8220;tubes&#8221; e facilidade de encontrar pornografia apenas digitando &#8220;Silvia Saint&#8221; no <a href="http://images.google.com/images?hl=en&amp;source=hp&amp;q=sylvia%20saint&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;tab=wi" target="_blank">Google</a> ou <a href="http://www.bing.com/images/search?q=silvia+saint&amp;go=&amp;form=QB&amp;filt=custom" target="_blank">Bing</a> , o resultado é que hoje o sexo na Internet é <em>mainstream</em> e grátis.</p>
<p><strong>Qual é a saída? </strong>Na continuação deste texto veremos como existe a possibilidade de lucrar muito na pornografia usando um conceito de marketing interessantíssimo que pode (e deve) ser aplicado a <strong>qualquer indústria</strong> que pretenda prosperar em tempos de alta competição, sobrecarga de informação e conteúdo grátis a um clique de distância.</p>
<p>P.S.: Leitura obrigatória para quem está interessado no que vem no próximo post: <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21593238/?franq=261407" target="_blank"><em>Free: Grátis – O Futuro dos Preços</em>,</a> no qual Chris Anderson detalha como os líderes de hoje estão nadando em dinheiro ao oferecer produtos e serviços&#8230; <strong>de graça!</strong></p>
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