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	<title>Papo de Homem &#187; Stela Santin</title>
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		<title>Para uma vida plena, lembre-se da morte</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 10:08:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela Santin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Meu pai morreu há seis meses de uma crise de pedra na vesícula – uma unha encravada para a medicina. Ele estava bem, bastante ativo, trabalhando e vivendo normalmente. Foi de repente. Quando alguém próximo morre, muitas pessoas se aproximam para contar os seus relatos de experiências parecidas. Um desses relatos achei especialmente significativo: &#8220;Lamento pela [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu pai morreu há seis meses de uma crise de pedra na vesícula <strong>–</strong> uma unha encravada para a medicina. Ele estava bem, bastante ativo, trabalhando e vivendo normalmente. Foi de repente.<span id="more-48979"></span></p>
<p>Quando alguém próximo morre, muitas pessoas se aproximam para contar os seus relatos de experiências parecidas. Um desses relatos achei especialmente significativo:</p>
<blockquote><p>&#8220;Lamento pela morte do seu pai, assim, tão repentina!&#8221;</p></blockquote>
<p>A pessoa seguia na tentativa de consolo</p>
<blockquote><p>&#8220;O meu pai também morreu cedo. Mas ele tinha câncer havia vários anos e nós tivemos tempo de nos preparar para a sua morte. Já assim, tão de repente&#8230; Entendo que seja difícil. Meus sentimentos.&#8221;</p></blockquote>
<p>No velório, descobri que meu pai tinha um círculo de amigos bem grande. Acabei ouvindo algumas frases por cima, e elas se repetiam. Só mudava a doença.  A parte &#8220;nós pudemos nos preparar, pois Fulano estava doente havia algum tempo&#8221; me chamava a atenção. Afinal, <strong>o que impede uma pessoa de se preparar para a morte de seus amigos e familiares mesmo que nenhum deles tenha o diagnóstico de uma doença grave?</strong></p>
<div id="attachment_48996" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-48996" title="Para uma vida plena, lembre-se da morte" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/img148.jpg?95884c" alt="" width="620" height="1176" /><p class="wp-caption-text">A Morte no tarô: sua simbologia pode trazer mensagens positivas</p></div>
<p>Parece que os que não estão doentes são eternos.</p>
<p>É uma maluquice, mas vivemos como se a doença fosse um vírus que acaba com a vida que, até então, era eterna. Só pensamos no fim da vida se recebemos o diagnóstico de que nossa morte ou a morte de alguém querido está próxima. Nossa mente tem um alcance temporal tão curto que, em geral, mal consegue raciocinar para além de vinte anos. Se a morte está para além de vinte anos, é como se ela nem existisse.</p>
<p>Mas o fato é que não podemos sequer garantir que ela não chegue nos próximos vinte minutos!</p>
<p>Acho que um bom médico deveria dar o mais útil dos diagnósticos a todos os seus pacientes. Imagine o seu cardiologista dizendo:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;Seus dias estão contados. Você tem, no máximo, mais 60 anos de vida. Isso se tiver muita sorte.&#8221;</strong></p></blockquote>
<p>Quem sabe, assim, ousaríamos dar uma olhadinha para a tão temida morte sem a necessidade de ter um câncer para isso.</p>
<p>&#8220;A morte é natural&#8221;, poderíamos pensar. &#8220;Para que ficar pensando nisso? Afinal de contas, quando eu tiver que morrer, vou morrer mesmo! Não há o que fazer. Não preciso ficar pensando nisso e entristecer minha vida.&#8221;</p>
<p>É provável que nossa mente venha com este discurso. Mas uma das coisas mais úteis que aprendi na vida é que os pitacos da nossa mente são pouco confiáveis e extremamente aleatórios. Portanto, é melhor eu me voltar para pessoas cujas mentes têm uma base de operação mais confiável que a minha. E, com isso, tentar desenvolver a mesma base para ter ideias mais interessantes e úteis. Por isso, não é inteligente colocar o pensamento da morte debaixo do tapete só porque sua mente assim sugeriu.</p>
<p>Tive a oportunidade de ter um bom médico que me deu o diagnóstico acima citado. Ele me avisou, explicou a doença e recomendou como tratamento doses diárias de contemplação da morte. Passei a examinar o fato de que os meus dias e os do meu pai, da minha mãe, do meu irmão, dos meus amigos, dos meus colegas de trabalho estavam todos contados. São finitos. Acabarão. Sumirão do mapa.</p>
<p>Puf!</p>
<p>Tantas vezes evitei esses pensamentos&#8230; Imaginava que poderia atrair a morte. Às vezes concluía que pensar nela não resolveria coisa alguma. Mas decidi confiar no médico: com alguma disciplina, segui suas orientações sobre as doses de observação da morte.</p>
<h3>Como contemplar o fim</h3>
<div id="attachment_48998" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-48998" title="Para uma vida plena, lembre-se da morte" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/11/homem.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">Até o precipício parece diferente diante da possibilidade da morte</p></div>
<p>Eis que alguma coisa mudou. Meu cotidiano ficou mais leve. Algum colega de trabalho surtava e, miraculosamente, eu não ficava mais tão irritada. Alguém me fechava no trânsito e eu dava a passagem <strong>–</strong> nem buzinava. Isso tudo porque eu passei a observar por alguns minutos o fato de que os meus dias e os dias de todos estão contados. A contemplação regular desta verdade inexorável enfraquece a seriedade que damos às coisas e nos municia de um olhar mais compassivo e aberto para com o mundo e as pessoas.</p>
<p>(Não preciso dizer que, em alguns momentos, eu esqueço de tudo isso e me vejo desejando coisas bem pouco auspiciosas para as pessoas. Felizmente, esses momentos têm diminuído.)</p>
<p>Eis que, num dia desses qualquer, meu pai morre. De repente. Exatamente como eu vinha contemplando! No news! O fato desta realidade imaginada não ser algo completamente novo me ajudou muito. O fato de eu ter me ocupado dessas questões antes foi e tem sido muito útil. É óbvio que a morte dele foi uma experiência muito intensa e que me entreguei às lágrimas em muitos momentos. Entretanto, pude manter alguma estabilidade de mente, corpo e energia, e ajudar os que estavam ao meu redor. Lembre-se: estabilidade nada tem a ver com frieza e falta de amor; aliás, muito pelo contrário.</p>
<p>Quando alguém tão próximo morre, fica intensamente escancarado que as pessoas morrem! A frase não é tão redundante assim, pois vivemos como se a morte literalmente não existisse. É como se precisássemos ver para crer, o que é extremamente limitado. Ainda que a morte seja tão óbvia, a ignoramos o tempo todo.</p>
<p>É espantoso que aquilo que sempre foi implacável possa causar tanta confusão e desespero quando se apresenta: <strong>é como se nos pegássemos desprevenidos sobre algo que sempre soubemos de antemão.</strong></p>
<h3>Saber que há morte não é o suficiente</h3>
<p>Sabemos que a morte existe. &#8220;Saber&#8221; não basta para mudar a nossa postura na vida. Continuamos com ações aleatórias e descuidadas pelo mundo, mesmo estando conscientes de que a qualquer momento nosso corpo pode entrar em colapso. Esta é outra coisa extremamente útil que aprendi na vida: aquilo que a mente sabe não necessariamente será sabido pelo coração (e vice-versa). Em outras palavras, <strong>o que é óbvio para a mente através do raciocínio não é óbvio para as emoções e para o coração.</strong> Uma coisa é saber a receita do bolo; outra coisa é comer o bolo. Por isso, ao tratarmos a morte como um evento simplesmente natural e comum, estaremos agindo superficialmente, pois não incluímos na análise o quanto este processo nos toca no momento em que ele de fato se apresenta.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/27582815?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="620" height="349"></iframe><br />
<em><a href="http://vimeo.com/27582815" target="_blank">Link Vimeo</a> | Este vídeo já rolou aqui no PdH, mas sempre vale o repeteco&#8230;</em></p>
<p>Por maior que seja a falta que eu sinta do meu pai agora; por maior que seja meu amor e carinho por ele, carrego o processo da morte dele no meu coração. Foi como ter recebido um ensinamento muito elevado direto na corrente sanguínea, tal sua intensidade. Com suas várias virtudes e defeitos, meu pai me ensinou tantas outras coisas, mas este ensinamento final de sua morte tem tido o poder de tornar a minha vida mais compassiva, leve e significativa, apesar da saudade que fica. Conscientemente, lembro-me de sua morte sempre que posso e olho para isso cada vez com mais vontade.  Lamento quando estou muito ocupada com outras bobagens e não tenho tempo de observar com mais calma essas questões.</p>
<p>A morte vista de frente tem o poder de implodir as “sujeirinhas” que alimentamos com alguém, as alucinações sobre relacionamentos, dinheiro, desentendimentos e demais “nhenhenhéns” da vida. Quando nos damos conta com nossas vísceras de que vamos todos morrer, reorganizamos as nossas prioridades.</p>
<p>Resolvi compartilhar isso com vocês para lembrar que somos uns esquecidos. Que esquecemos de coisas realmente importantes que contribuem para a nossa verdadeira felicidade. Com um outro grande médico, aprendi que &#8220;tudo o que temos que fazer é nos lembrar&#8221;. Quanto mais nos lembrarmos da morte, menos nos esqueceremos que não vale a pena investir energia em coisas estreitas. Mantendo uma visão mais ampla, nossa vida ganha sentido e cor, ainda que externamente continue tudo igual: você continua no mesmo emprego, no mesmo apartamento, com o mesmo namorado, mas, no fundo, está tudo diferente. Internamente, tudo mudou.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>TPM não é mais desculpa pra sua namorada! Boas notícias de uma garota meditante</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 15:56:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Stela Santin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu sempre me considerava uma grande vítima da TPM, já que apresentava todos os sintomas característicos: uma vez por mês, chegava aquela fatídica época em que os impulsos (geralmente negativos) eram tão fortes que muitas vezes eu não conseguia controlar. As pessoas mais próximas a mim já sabiam: “Sai de perto que ela está com [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sempre me considerava uma grande vítima da TPM, já que apresentava todos os sintomas característicos: uma vez por mês, chegava aquela fatídica época em que os impulsos (geralmente negativos) eram tão fortes que muitas vezes eu não conseguia controlar.</p>
<p>As pessoas mais próximas a mim já sabiam: <strong>“Sai de perto que ela está com TPM”</strong>. Eu era a legítima chata.</p>
<p><span id="more-9202"></span></p>
<p>Apesar de ter vivido os chiliques típicos, tenho percebido com a <a href="http://papodehomem.com.br/meditao-um-guia-para-homens-cticos-como-voc-e-eu-parte-i/"><strong>meditação</strong></a> que a TPM só brota se determinadas condições estiverem colocadas. Caso contrário, ela simplesmente deixa de existir.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-9206" title="meditation-time" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/meditation-time.jpg?95884c" alt="meditation-time" width="300" height="395" /><br />
<em>Por que você acha que colocaram uma mulher nessa clássica capa da Time Magazine?</em></p>
<p>É claro que a TPM está aí, não podemos negar a significativa alteração dos hormônios, que resulta numa vontade aparentemente incontrolável de xingar o mundo e de chorar ao ver comercial de margarina.</p>
<p>A questão biológica é fato: o corpo da mulher passa por um turbilhão de transformações. Tanto é que, nos EUA, está prevista a atenuação da pena de mulheres criminosas, se comprovado que o crime foi cometido em tempos de tensão pré-menstrual. Porém, <strong>a TPM não passa de uma fase de impulsos mais fortes, e impulsos podem ser controlados.</strong></p>
<p>Quando a justiça americana souber dos efeitos da meditação, vai colocar as criminosas para meditar! A meditação é uma prática que basicamente nos ajuda a desacelerar. Desacelerar a mente, o corpo e as energias. Ao desacelerar tudo isso, criamos uma zona de liberdade perante os eventos que surgem e essa liberdade nos permite fazer escolhas.</p>
<p>É como numa pista de corrida: se os carros desaceleram, conseguimos ver detalhes de sua lataria, conseguimos ver os adesivos colados, o piloto, e assim podemos escolher por qual carro torcer ou até entrar em um deles. Ao passo que, quando acelerados, só os vimos passar, um atrás do outro, freneticamente.</p>
<p>Desacelerando a mente e o corpo por meio da meditação, passamos a desenvolver a<strong> liberdade de não responder a todo o impulso ou estímulo</strong> que aparece. No período de TPM, quando ficamos mais reativas, tal habilidade é essencial.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-9207" title="mulheres-tpm" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/mulheres-tpm.jpg?95884c" alt="mulheres-tpm" width="400" height="313" /><br />
<em>Mulheres compartilhando um outro remédio contra TPM</em></p>
<p>Uma mulher meditante, ou com alguma prática espiritual, vai se dar conta que, uns dias antes da menstruação, o tom de voz do marido a está irritando. Mas <strong>como pode irritar agora, se há uns dias atrás era a voz mais linda do mundo?</strong> A mulher vai dar uma risadinha de sua ingênua inconstância, e percebe que não há nenhum sentido em obedecer ao impulso de fazer cara feia.</p>
<p>Enquanto uma mulher que nunca meditou ou que não tem nenhuma prática espiritual pode eventualmente se dar conta do impulso negativo, só depois que já bateu bem forte a porta do quarto. Aí já está feito o estrago.</p>
<p>Ao que parece, <strong>as mulheres não são as únicas com tensões.</strong> Está certo que, além de tantas outras tensões, elas ainda têm o “bônus” da pré-menstrual, mas os homens não parecem sofrer de poucas aflições e emoções perturbadoras. Se todos os seres humanos são afetados por alguma forma de &#8220;TPM&#8221;, a meditação pode ser um bom remédio para todos. Afinal, impulsos desse tipo, se mal administrados, prejudicam tanto a pessoa afetada como os seres ao seu redor.</p>
<p>Já que o nosso objetivo de vida básico é o de evitar o sofrimento e ser feliz, parece bastante razoável sentar numa almofada e meditar alguns minutos por dia, não? Todos se beneficiarão: quem medita e as pessoas em volta.</p>
<p>Em último caso, se você for um homem sem muitas aflições, pode meditar para entender e ter mais paciência e compaixão pelas mulheres. ;-)</p>
<p>Quanto mais se medita, mais os impulsos vão perdendo força. Assim sendo, os dias da TPM estão contados! Ela não é mais desculpa para bater portas e sair por aí gritando.</p>
<p>Seria o paraíso para homens e mulheres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8gutp4_c3V8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/8gutp4_c3V8&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?gl=BR&amp;hl=pt&amp;v=8gutp4_c3V8" target="_blank">Matthieu Ricard no TED</a>: &#8220;Gostamos do nosso sofrimento porque é bom demais quando ele cessa por uns tempos&#8221; ;-)<br />
</em></p>
<h3>Imprima isso e eduque sua namorada na Arte Anti-TPM</h3>
<p>Então, por onde começamos? É simples assim, olha:</p>
<p><strong>1.</strong> Sente numa almofada. Deixe os joelhos próximos ao chão. Mãos na perna com as palmas para baixo. Procure manter a coluna ereta. Fique relaxada em completo repouso. A posição deve ser confortável e cada vez mais imóvel. A respiração deve ser natural.</p>
<p><strong>2. </strong>Deixe os olhos entreabertos. Comece com o foco na sua respiração: ar entrando e saindo.</p>
<p><strong>3.</strong> Quando a mente vaguear (e isso vai acontecer várias vezes) simplesmente retome o foco, quantas vezes for necessário. Faça isso por 10 minutos.</p>
<p><strong>4. </strong>Amplie sua percepção: em vez de focar só na respiração, fique aberta para o que acontece ao seu redor. Escute as buzinas, os pássaros, o som alto do vizinho. Apenas escute. Evite que sua mente interaja com esses estímulos. Interagir com o estímulo seria assim: você escuta uma música tocando lá longe e começa a lembrar daquela noite&#8230; Caso isso aconteça, o que é muito provável, não há nenhum problema, só perceba o fato. Apenas perceba. Faça isso por 10 minutos.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-9208" title="garotamed" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/09/garotamed.jpg?95884c" alt="garotamed" width="400" height="266" /><br />
<em>Não, não é bem assim a postura. E você pode fazer em casa mesmo.</em></p>
<p><strong>5. </strong>Você perceberá que sua mente se dispersa para todos os lados. Tenha paciência e persistência. Entenda que sua mente vagueia porque há pensamentos correndo desordenados ali. Ela é como a pista de corrida: os pensamentos são os carros que passam freneticamente e nem percebemos. Na meditação, você percebe o caos dos carros e continua assistindo a corrida, como um telespectador. Não desligue a TV. Deixe o filminho acontecer.</p>
<p><strong>6. </strong>Depois dos 20 minutinhos, visualize pessoas queridas ou não tão queridas e deseje do fundo do seu coração que essa pessoa se afaste do sofrimento, supere seus condicionamentos e possa ser verdadeiramente feliz. Para mim isso soava muito piegas, forçado. Mas quando você faz isso algumas vezes, não é que alguma coisa acontece e você passa a olhar o mundo com outros olhos? Pratique, experimente, teste. Nossas tensões diminuem automaticamente quando olhamos o mundo com compaixão e generosidade. Mas precisamos treinar esse olhar. Treine seu olhar por mais 10 minutos.</p>
<p>Pronto. Só isso. Simples assim. Com o tempo, você pode passar 15 minutos em cada etapa. Treine seu olhar com regularidade e veja a diferença quando as aflições surgirem.</p>
<p>Agora, meus queridos, vocês já sabem o que dizer para suas parceiras em dias de TPM.</p>
<p>Dê uma boa almofada de presente, leve-a para algum centro de meditação ou apenas dê o exemplo: <strong>pegue você mesmo uma almofada</strong> e deixe-a surtar em volta de sua postura imóvel.</p>
<p><em>P.S.: Eu não poderia deixar de colocar aqui a definição de TPM que circula pela Internet, afinal dar risada é bom para combater as tensões&#8230; A última definição é a melhor!</em></p>
<blockquote><p>Todos  os Problemas  Misturados<br />
Tendências  a  Pontapés  e  Murros<br />
Temporada  Proibida  para  Machos<br />
Tente  no  Próximo  Mês<br />
Tenha Paciência, Meu<br />
Tempo  Para  Meditação ;-)</p></blockquote>
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