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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Mytho Leal</title>
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		<title>10 apps fodas para seu iPhone &#124; Operação Temaki (e outras traquinagens)</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/apps-iphone-operacao-temaki-e-outras-traquinagens/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 May 2011 17:00:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Acordei com um som familiarmente irritante. Com medo de perder o sono, entreabri o olho esquerdo e vi que meu iPhone 3GS de 16Gb estava com a luz acesa e indicava uma mensagem que acabara de chegar. Ainda com o pensamento no sonho caliente que acabara de ter (e com esperança de voltar a adormecer [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acordei com um som familiarmente irritante. Com medo de perder o sono, entreabri o olho esquerdo e vi que meu iPhone 3GS de 16Gb estava com a luz acesa e indicava uma mensagem que acabara de chegar.<span id="more-38464"></span></p>
<p>Ainda com o pensamento no sonho caliente que acabara de ter (e com esperança de voltar a adormecer e continuar o dito sonho), li a mensagem na tela: &#8221;Você está sem leite na geladeira.&#8221;</p>
<p>Mais nada. Sem assinatura nem identificação. E eu sem idéia de quem enviara aquela mensagem. Virei para o lado, maldizendo a pessoa que provavelmente se enganara na mensagem e tentei voltar a dormir. Mal fechei o olho (só tinha um aberto, lembra?), uma nova mensagem: &#8220;Leite. Na geladeira.&#8221;</p>
<div id="attachment_38497" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-38497" title="tumblr_lkontqKgcs1qe0eclo1_r3_500" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/tumblr_lkontqKgcs1qe0eclo1_r3_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="233" /><p class="wp-caption-text">&quot;Mensagem. Leite. Já sei.&quot;</p></div>
<p>E foi então que me lembrei. O treinamento, os códigos, as mensagens, o protocolo. Me levantei e corri até a geladeira, tropeçando na gata pelo caminho (que me arranhou o tornozelo) ao mesmo tempo em que eu batia o joelho na quina do móvel no corredor.</p>
<p>No melhor estilo saci, cheguei à cozinha e abri a porta da geladeira. Tirei o leite lá de dentro e abri uma segunda porta. Digitei o código e abri a terceira. Lá estava. O monitor ligou automaticamente: &#8221;Autenticação Mytho. Código 15, senha Abacus&#8221; &#8211; eu disse, enquanto tirava gelo do congelador e esfregava na perna.</p>
<p>Na tela, apareceu imediatamente a imagem de meu velho camarada de guerra <a href="http://papodehomem.com.br/author/admin/">GNV</a>. Ele começou a falar: &#8221;Mytho, você conhece o iPhone.&#8221; &#8211; a imagem de um iPhone apareceu na tela enquanto ele prosseguia com o discurso.</p>
<blockquote><p>&#8220;No PapodeHomem não sabemos qual a taxa de leitores que utilizam este dispositivo, mas estamos dispostos a fazer artigos com dicas de apps para iPhone e iPad e ver se há futuro nessa vertente. A sua missão, caso você a aceite, é escrever esses textos e trazer-nos os melhores aplicativos da Apple. Contamos com você. Como sempre, se durante a missão você for capturado pela maléfica seita Android, a PdH negará qualquer envolvimento com você. Boa sorte. Esta geladeira se auto-destruirá em 5 segundos.&#8221;</p></blockquote>
<p>Porra, G, a geladeira inteira vai pro saco? Próximo jabá da Brastemp quem escreve sou eu.</p>
<div id="attachment_38499" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-38499" title="iphone_girl" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/iphone_girl-400x534.jpg?95884c" alt="" width="400" height="534" /><p class="wp-caption-text">&quot;Acho que vou precisar de uns apps novos&quot;</p></div>
<p>Antes de iniciar, vale lembrar que as dicas que eu vou dar serão sempre baseadas em iPhones sem <a href="http://www.tecmundo.com.br/3223-o-que-e-jailbreak-.htm" target="_blank">jailbreak</a>. O jailbreak é chato, feio, bobo e não sabe brincar. Além disso, deixa seu iPhone/iPad lento e vulnerável, duas condições FAIL para o seu celular. Também de mencionar que alguns dos apps em não estar disponíveis na App Store brasileira.</p>
<p>Meu conselho é criarem uma conta extra com endereço nos EUA e usarem essa sempre que necessário. Eu postarei sempre o link para a App Store americana, para ser mais coerente. De qualquer forma, procure sempre a app mencionada na seu App Store local antes.</p>
<h3>Como fazer para criar uma conta extra com endereço nos EUA e baixar qualquer app?</h3>
<p><strong>1.</strong> Abra o iTunes<br />
<strong>2.</strong> Faça Sign Out da sua conta<br />
<strong>3.</strong> Na página principal da App Store, escolha a bandeira dos EUA (canto inferior direito)<br />
<strong>4.</strong> Compre qualquer app que esteja grátis. Qualquer uma (Isso é muito importante).<br />
<strong>5.</strong> Clique em Create New Account<br />
<strong>6.</strong> Tenha à mão um endereço válido dos EUA (Google Maps é seu amigo)<br />
<strong>7.</strong> Quando pedir os dados do cartão de crédito, escolha None (esta opção só aparecerá se você tiver feito o passo 4 &#8211; viu como era importante?)<br />
<strong>8.</strong> &#8230;<br />
<strong>9.</strong> Profit!</p>
<p>Agora você está preparado para saborear toda a variedade de apps que a App Store confeccionou para seu deleite. E vamos começar com um dos apps mais famosos pela qualidade x preço:</p>
<h3>Fotografia</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/hipstamatic/id342115564?mt=8">Hipstamatic</a> &#8211; $1.99</em></p>
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<div id="attachment_38503" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><em><img class="size-full wp-image-38503" title="5609550048_f15fedc2be" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/5609550048_f15fedc2be.jpg?95884c" alt="" width="500" height="500" /></em><p class="wp-caption-text">Tirei essa no casamento de um primo</p></div>
<p>Se você gosta de fotografia e não conhece esse app, então aqui vai a má notícia: você não gosta de fotografia. A boa notícia é que agora pode começar a gostar. Com o Hipstamatic, você escolhe o flash, o rolo e a lente, e o resultado é sempre bom. Juro.</p>
<p>Um dia eu tirei uma foto da privada na minha casa pra provar pra um amigo, e ele adorou a foto. Há quem diga que é o mais próximo de uma Lomo que você consegue chegar, e eu concordo.</p>
<p>Além das lentes, flashes e rolos que já vêm no aplicativo, você pode comprar extras separadamente por uma doleta (e eu garanto que vale a pena).</p>
<h3>Música</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/app/soundhound/id355554941?mt=8">SoundHound</a> – Na faixa</em></p>
<p>O SoundHound acertou em tudo: funcionalidade, qualidade e, principalmente, timing. Eles apareceram bem na época em que o Shazam começou a cobrar pelo serviço e a gente começou a ficar órfão de ferramentas de reconhecimento de músicas.</p>
<p>Inicialmente grátis, o SoundHound foi na onda do Shazam  e passou a cobrar. Agora voltou a ser grátis (A versão paga sem ads tem pouca coisa  amais. Cá entre nós, totalmente dispensável). Ele não só reconhece 90% das músicas que eu já experimentei como também reconhece você cantando.</p>
<p>E nem precisa saber a letra. Manja aquela música que não sai da cabeça e você quer saber quem canta ou a letra? Abre o SoundHound, canta &#8220;la la la la uô uô uô&#8221; lá pra dentro e aguarde o resultado.</p>
<p><object width="620" height="383"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/z9INW3Ra8DE?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="383" src="http://www.youtube.com/v/z9INW3Ra8DE?fs=1&amp;hl=en_US" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/z9INW3Ra8DE">Link YouTube</a> | Todas as funções do app em 57 segundos</em></p>
<p>Quando ele encontra a música, a magia acontece no seu celular. Ele te dá o nome da música, quem canta, o álbum e link pra comprar o som no iTunes, vídeos no Youtube, a possibilidade de compartilhar a música (Twitter, Facebook, email, SMS, etc), a letra da música, ringtones, datas de turnê da banda, artistas parecidos que podem te agradar, outros álbuns em que a música aparece e até localização geográfica de onde você reconheceu a música (para efeitos de histórico)&#8230;</p>
<p>&#8230;ah! Já falei que é grátis, né? Chupa Shazam!</p>
<h3>Comunicação</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/viber-free-phone-calls/id382617920">Viber</a> – Na faixa</em></p>
<p>Este aqui vale pelo preço (zero zerinho) e por ser multi-plataforma (iPhone/Android). Se você tem um iPhone e conhece pelo menos uma pessoa que tenha um iPhone ou Android, já vale a pena instalar esse aplicativo.</p>
<p>O Viber começou apenas para fazer chamadas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Voz_sobre_IP">VoIP</a>, mas no último update já incluíram SMS, o que faz desse app um dos únicos que não sai do meu sistema nem pra libertar espaço. Ao que tudo indica, a idéia deles é substituir o seu bom e velho botãozinho verde de telefonar do iPhone. E sabe de uma coisa? Substituiu.</p>
<p>Ele percorre a sua lista de contatos e atualiza sempre que algum amigo seu instala o app, deixando um símbolo ao lado do nome dele. Todos que tiverem o símbolo do Viber à frente são contatos com quem você pode conversar (potencialmente) gratuitamente (se ambos estiverem num ambiente Wi-Fi, por exemplo) e enviar mensagens por IP (que basicamente são SMS grátis também).</p>
<div id="attachment_38567" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-38567" title="cartoon" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/cartoon.jpg?95884c" alt="" width="620" height="420" /><p class="wp-caption-text">Agora você poderá ter uma vida social novamente</p></div>
<p>Se estiverem no meio da rua sem wireless e ainda assim quiserem fazer a chamada por 3G, o tráfego será contabilizado no pacote de dados da sua operadora normalmente, como se fosse um download. A menos que você tenha tráfego ilimitado ou esteja sem crédito no telefone, sugiro usar a chamada normal nestes casos.</p>
<p>Telefonando com o Viber pra alguém que não o tenha instalado, ele faz o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fall_back_and_forward">fallback</a> para chamadas normais e completa a ligação numa boa. Lembrou de quando eu falei que ele substituía o sistema nativo de chamadas do iPhone? Pois é.</p>
<h3>Meta Applications</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/appshopper/id387037496">Appshopper</a> – Na faixa</em></p>
<p>Esse é outro que eu vou falar apenas por desencargo de consciência, pois é o &#8220;feijão com arroz&#8221; dos proprietários de devices Apple (seja um iPod, iPhone, iPad, ou qualquer Mac). Funfa pra todos.</p>
<p>O Appshopper é uma ferramenta (também disponível diretamente no site deles) que te permite controlar tudo o que passa pelo aparelho, e tudo o que você quer que um dia venha a passar.</p>
<p>Suponhamos que você ficou com vontade de ter o Hipstamatic, mas  tem fé que um dia vão fazer uma daquelas promoções comemorativas &#8220;grátis por 24 horas&#8221; e não tem pressa para instalá-lo. Você vai no Appshopper, adiciona lá o Hipstamatic à sua wishlist e, sempre que houver alterações (de preço ou de software), eles te avisam por e-mail e por push. Eu já peguei muito app grátis desse jeito.</p>
<p>Tem também a opção de ver quais os aplicativos mais populares, ou verificar quais ficaram grátis nas últimas 24 horas, entre outras possibilidades. Tudo muito simples e útil, como todos deveriam ser. Se comeu bola, agora é a hora de consertar discretamente sem que ninguém perceba e instalar!</p>
<h3>Jogos</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/shadow-era/id412380301">Shadow Era</a> – Na faixa</em></p>
<p><object width="620" height="495"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JKthKAfNEP4?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="495" src="http://www.youtube.com/v/JKthKAfNEP4?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/JKthKAfNEP4">Link YouTube</a> | Nem deu 30 segundos e já apareceu uma bundinha&#8230;</em></p>
<p>Acho que todo moleque que cresceu nos anos 80/90 deve, em algum momento da sua vida, ter sido viciado em RPG. Tinha jogo de tabuleiro, tinha os de dados (somente com interpretação de papéis) e os de cartas. Quem nunca ouviu falar de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Magic:_The_Gathering">Magic</a> queira fazer o favor de se retirar e fechar a porta da saída.</p>
<p>Pois bem. Shadow Era é o <em>as close as it gets</em> para quem foi/é viciado em Magic. É um jogo suficientemente simples para quem é novato, com nuances e estratégias sólidas o suficiente pra quem gosta de montar e customizar decks.</p>
<p>A base é a mesma: juntar energia, jogar as cartas de acordo com a energia disponível, atacar, defender e ganhar. Fora isso, você vai acumulando experiência e &#8220;dinheiro&#8221; que pode utilizar para comprar cartas avulsas ou decks inteiros.</p>
<p>Claro que eles também possibilitam a compra de cartas e decks com dinheiro real, mas aqui entre nós, você consegue chegar lá gratuitamente. Eu nunca paguei um centavo e já tenho 3 decks + um booster deck.</p>
<p>O jogo também tem a opção de desafios online contra outros jogadores, e é aí que você vai ser posto à prova, uma vez que a partir de certo ponto a Inteligência Artificial deixa de merecer esse nome e serão raras as vezes em que você será derrotado pela máquina.</p>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/electric-box/id324901973">Electric Box</a> – Na faixa</em></p>
<p>A primeira vez que eu vi screenshots deste jogo, torci o nariz. Achei básico demais, nada apelativo, parecia até um joguinho de crianças. Então um amigo me disse pra experimentar, afinal de contas é grátis e nada se perde, a não ser alguns minutos.</p>
<p>Hoje, estou me debatendo no nível 26 com um ventilador, um cata-vento, uma chaleira e um detector de fumaça, uma lâmpada, um laser, espelhos, entre outros tipos de muamba. O jogo é viciante e faz lembrar muito o old school TIM &#8211; The Incredible Machine.</p>
<div id="attachment_38522" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-38522" title="ElectricBox" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/ElectricBox.jpg?95884c" alt="" width="620" height="420" /><p class="wp-caption-text">Parece fácil, né? Joga então pra ver.</p></div>
<p>Nesse jogo, você tem que conseguir fornecer energia elétrica a um motor. As formas como você o fará dependem de você e da sua massa cinzenta. Eles te dão um interruptor com energia, um motor, um grande espaço vazio entre eles, e uma variedade de aparelhos/dispositivos elétricos que, trabalhando em conjunto, deverão levar a eletricidade ao motor.</p>
<p>Eu já perdi mais de algumas horas no nível 26 e ainda não saí dele. Provavelmente a resposta está mesmo embaixo do meu nariz (e já devo ter tentado algo muito próximo da solução certa), mas eu ainda não consegui quebrar o paradigma ao qual me agarrei.</p>
<p>Instalem, passem do nível 26 e voltem aqui pra me chamarem de burro.</p>
<h3>Food For Thought</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/ted-sub-ted-talks-subtitles/id412403556">TED+SUB</a> – Na faixa</em></p>
<p>Eu não vou me dar ao trabalho de explicar o que é o <em><a href="http://papodehomem.com.br/tedxcampos-abre-inscricoes-recomendamos/">TED Talks</a></em>. Você já deve saber. Esse aplicativo é o panelão de palestras dos <em>TED</em> mundo afora, que de alguma forma atingiram o objetivo. Eu nunca escrevo <em>TED</em> no search do Youtube a menos que tenha, no mínimo, uma hora disponível. É viciante a esse ponto. Então um <em>app</em> só para o <em>TED</em> é algo a se respeitar. Ainda mais quando eles acrescentam o detalhe <em>+SUB</em>, que pra você que ainda não captou a gravidade do negócio, significa <strong>com legendas</strong>.</p>
<p>É verdade. Você pode ir aos filtros e escolher todos os vídeos em Português, e lá estarão as apresentações e seminários com legendas no bom e velho tupiniquês.</p>
<h3>Journal</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/momento-diary-journal/id347019672">Momento</a> &#8211; $2.99</em></p>
<p>Há quem tenha aversão ao conceito de &#8220;Diário&#8221;. Faz lembrar aquelas colegas que a gente tinha quando éramos adolescentes na escola, que usavam <em>Pakalolo</em>, ouviam <em>New Kids On The Block</em> e que tinham aquelas agendas/diários cheias de tralha dentro, coloridas, com frases em código, fotografias, dedicatórias e enquetes sobre beijo na boca, namoro e estrelas da TV. O app <em>Momento</em> faz isso. Mas muito, muito mais.</p>
<div id="attachment_38548" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-38548" title="Momento" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Momento-620x420.jpg?95884c" alt="" width="620" height="420" /><p class="wp-caption-text">Um aplicativo que te lembra de lembrar</p></div>
<p>Além dos posts pessoais que você pode fazer lá, é também um monitor da sua atividade em vários sites: <em>Twitter</em>, <em>Facebook</em>, <em>Flickr</em>, <em>Instagram</em>, <em>Foursquare</em>, <em>Gowalla</em>, <em>YouTube</em>, <em>Vimeo</em>, <em>Digg</em> e <em>Last.fm</em>. Sempre que você atualizar qualquer desses serviços, o <em>Momento</em> captura, guarda, arquiva e ordena. Isso aliado a uma poderosa ferramenta de busca fazem desse, um aplicativo com potencial incrível. Você tem também a oportunidade de fazer tags às suas atividades para facilitar e otimizar as buscas.</p>
<p>Com o Momento, você procura um acontecimento e acaba se lembrando de eventos, situações, pessoas e sentimentos que você já nem se lembrava que tinham acontecido naquela época. Um extra muito bem vindo é a possibilidade de definir uma senha pra ele, se certificando de que ninguém vai ler os seus segredos.</p>
<p>Vale muito mais do que custa.</p>
<h3>Localizadores</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/glympse-location-sharing-made/id330316698">Glympse</a> – Na faixa</em></p>
<p>Qundo se fala em localizadores, a maioria pensa logo em <em>Foursquare</em>, <em>Latitude</em>, <em>HeyWAY</em>, <em>GoWalla</em>, e no <em>Places</em> do <em>Facebook</em>. São todos muito bons e uma excelente forma de partilhar a sua localização em determinado momento. Mas suponha que você quer partilhar a sua localização o tempo todo, durante 1 hora. Ou mais. Ou menos. E suponha que você quer que apenas uma ou duas pessoas tenham acesso a essa informação. E agora, José?</p>
<p><em>Glympse</em>. Com ele, você define: quem vai receber os updates, durante quanto tempo, e qual é o seu destino final (opcional). Ao enviar para uma ou várias pessoas, todas elas receberão (por mail) um link que, ao acessar, mostrará o mapa da sua localização, a direção, velocidade e destino (caso tenha sido definido). O mapa faz auto-refresh a cada 3 segundos e o app pode ficar rodando em background sem problema.</p>
<p><object width="620" height="383"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wg-MsCQJ6n4?fs=1&amp;hl=en_US" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="383" src="http://www.youtube.com/v/wg-MsCQJ6n4?fs=1&amp;hl=en_US" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/wg-MsCQJ6n4">Link YouTube</a> | O aplicativo é muito usual e as mãozinhas são impagáveis!</em></p>
<p>Caso você decida enviar a sua localização para o <em>Facebook</em> (ao configurar a sua conta do FB, o app cria um contato chamado <em>Facebook</em>), vai aparecer na sua timeline um player em <em>flash</em>, que as pessoas poderão dar <em>play</em> sem sequer sair do <em>Facebook</em> e ir vendo o seu progresso em tempo real.</p>
<p>Você também pode enviar a sua localização para alguém que já tenha o aplicativo. Nesse caso, eles poderão abrir diretamente no <em>device</em> deles e ver por onde você anda, sem clicar em links ou abrir sites.</p>
<p>Qual a utilidade? Você é quem faz a utilidade dos <em>apps</em> que usa. Para dar um exemplo, no outro dia a patroa queria saber a que horas eu ia chegar em casa pra ela começar a fazer o jantar. Eu mandei o link pra ela, e ela pôde ir vendo onde eu estava, sem eu ter que mandar SMS dizendo &#8220;daqui a x minutos estou aí&#8221;, ou &#8220;estou parado aqui no trânsito&#8221; etc.</p>
<p>O <em>Glympse</em> sempre esteve grátis e é de espantar que continue assim. Aproveita!</p>
<h3>Culinária</h3>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/teach-me-sushi-ipad-edition/id421569665">Teach Me Sushi</a> &#8211; iPad &#8211; $8.99</em></p>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/teach-me-sushi/id378802694">Teach Me Sushi</a> &#8211; iPhone/iPod/iPad &#8211; $4.99</em></p>
<p><em><a href="http://itunes.apple.com/us/app/teach-me-sushi-expert/id395569263">Teach Me Sushi Expert</a> &#8211; $4.99</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<div id="attachment_38558" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><em><img class="size-medium wp-image-38558" title="teachmesushi" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/teachmesushi-400x533.png?95884c" alt="" width="400" height="533" /></em><p class="wp-caption-text">Tudo que você precisa pra se virar no oriental style</p></div>
<p>Quem disse que homem se perde na cozinha?</p>
<p>Na verdade, eu me perco. Sozinho, na cozinha, eu me garanto no ovo frito, ovo mexido, fritar bife e fazer pipoca. Fora isso, mal sobrevivo. A sorte é que agora ninguém tem que estar sozinho.</p>
<p>Esta fantástica maravilha em forma de app me isenta da proximidade com o &#8220;eletrodoméstico de satã&#8221;, ao qual as pessoas chamam de fogão. Ao mesmo tempo, me permite preparar um alimento saudável, gostoso, e que poucos sabem fazer, por causa de toda a mística que (ainda) existe ao redor do sushi. São três as versões:</p>
<p><strong>- Teach Me Sushi para iPhone:</strong> ensina a fazer o básico, as coisas mais simples e fáceis. Ideal para quem está aprendendo ou quer aprender a fazer sushi. Tem inclusive um timer que te ajuda a fazer o arroz. Assim você não consegue errar nem que queira.</p>
<p><strong>- Teach Me Sushi Expert (iPhone):</strong> Você que já domina a arte de preparar rolls simples e temakis, pode começar a afiar suas facas Ginsu, que tá na hora de ir para o próximo nível. Tempura de camarão, Volcano Rolls, e outros tipos de Sushi quentes entram na festa e aí o pessoal já começa a te visitar em casa com segundas intenções.</p>
<p><strong>- Teach Me Sushi iPad Edition:</strong> Toda a fonte do saber oriental otimizada num interface especialmente desenhado para o iPad. Esse aplicativo contém todas as dicas e receitas da <em>Teach Me Sushi</em> básica e expert para o iPhone. É o pacotão do iPadzão!</p>
<p>O app em si tem tudo o que você precisa saber para fazer com sucesso pratos deliciosos de sushi, desde os rolinhos de salmão até aos meus preferidos de sempre, Temakis. Ainda conta com vídeos do <em>Jake</em>, idealizador do app, te ensinando de forma simples e bem humorada como preparar cada etapa do processo, desde a escolha das facas e do peixe, até à confecção dos pratos mais saborosos.</p>
<p>E para quem não acredita que uma app possa ensinar alguém a fazer sushi, eu resolvi testar por conta e risco com o meu camarada e realizamos um fim de semana dedicado a sushi.</p>
<div id="attachment_38570" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-38570" title="preparacao" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/preparacao.jpg?95884c" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">O iPad te ensina...</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_38571" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-38571" title="temaki1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/temaki1.jpg?95884c" alt="" width="500" height="373" /> </dt>
</dl>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<div class="mceTemp">
<dl id="attachment_38572" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-38572" title="temakipronto" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/temakipronto.jpg?95884c" alt="" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">...e você vira o &#39;bad ass motherfucker&#39; da cozinha japonesa</p></div>
<p><strong>Obs: Esse post não se auto-destruirá em 5 segundos.</strong></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>O que acontece na mente dos homens durante uma discussão de relacionamento</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 09:01:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Dias desses eu estava ouvindo numa qualquer estação de rádio que o cérebro dos homens &#8220;desliga&#8221; durante brigas e discussões com mulheres. Visto que eu já passei por isso algumas muitas vezes e sempre odiei este defeito (pensava ser uma particularidade minha e de mais dois ou três fulanos por aí), resolvi pesquisar um pouco [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dias desses eu estava ouvindo numa qualquer estação de rádio que o <strong>cérebro dos homens &#8220;desliga&#8221;</strong> durante brigas e discussões com mulheres.</p>
<p><span id="more-32422"></span></p>
<p>Visto que eu já passei por isso algumas muitas vezes e sempre odiei este defeito (pensava ser uma particularidade minha e de mais dois ou três fulanos por aí), resolvi pesquisar um pouco e cheguei a <a href="http://colunas.galileu.globo.com/formuladoamor/2010/10/07/os-homens-desligam-emocionalmente-durante-a-discussao/" target="_blank">este artigo</a>. Na verdade cheguei a uma <a href="http://www.google.pt/search?q=o+que+acontece+no+c%C3%A9rebro+masculino+durante+uma+discuss%C3%A3o" target="_blank">porrada de sites</a>, noticiosos ou não, que dizem o mesmo:</p>
<blockquote><p>Durante uma discussão, o cérebro do homem &#8220;hiberna&#8221;, e o da mulher, pelo contrário, aumenta a atividade, sensibiliza-se.</p></blockquote>
<p>Eu não pretendo explicar aqui os motivos desse funcionamento bizarro, que pelo visto acontece muito mais do que eu imaginava, só relatar minha experiência e ouvir vocês.</p>
<h3>Como se engendra a tortura, lance a lance</h3>
<p>A verdade é que não raramente eu tenho diálogos e discussões fantásticas com a minha esposa&#8230; na minha cabeça. Sempre que eu estou chateado e decido ter uma conversinha com ela, toda uma discussão passa pela minha cabeça, com respostas delas, respostas minhas e, muito frequentemente, a minha lógica prevalece.</p>
<div id="attachment_33508" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-33508" title="ozon" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/01/ozon.jpg?95884c" alt="" width="620" height="382" /><p class="wp-caption-text">Cena do filme &quot;Amor em 5 tempos&quot;, de François Ozon, uma aula sobre as idas e vindas de um casal.</p></div>
<p>Você deve pensar:</p>
<blockquote><p>&#8220;Lógico, na sua cabeça você está certo, por isso a sua lógica vai sempre ganhar a dela, na sua cabeça, mas na hora da discussão real ela reage diferente do que você tinha imaginado.&#8221;</p></blockquote>
<p>Errado. Na maioria das vezes, <strong>ela responde exatamente o que eu tinha simulado.</strong></p>
<p>O problema, meus caros, sou inteiramente eu. Na hora que ela dá a resposta já esperada, me dá um branco-Omo-imaculado tão grande, que eu simplesmente não consigo pensar em mais nada. E nessa hora, camarada,<strong> </strong>vira tortura. Porque agora que a conversa começou, ela vai querer dizer tudo o que ela pensa, tudo o que ela já te disse 200 vezes, tudo o que ela acha de você. E na sua cabeça tem um coelhinho sem Duracel que já ficou sem bateria faz tempo.</p>
<p>E o que é pior, <strong>o seu silêncio despoleta nela uma sensação de razão e auto-confiança</strong> (afinal, quem cala consente), e ela vai falando cada vez mais, ao mesmo tempo em que você se apercebe: &#8220;Não foi assim que eu ensaiei&#8221;.</p>
<p>É frustrante. E essa frustração transparece. A mulher vê a sua cara de frustrado, e fica achando que é porque você está dando razão a ela, quando na verdade, você está tentando descortinar das catacumbas do seu cérebro uma frase coerente, que rebata com lógica o argumento totalmente equivocado que ela acabou de chapar na sua cara como se fosse uma verdade irrevogável. E você quieto, sem conseguir dizer uma palavra. Quando consegue, é um protesto mínimo que apenas vai alimentar a fogueira.</p>
<p>Você consegue finalmente dizer:</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;É aí que você se engana&#8221;</strong>.</p></blockquote>
<p>Ela expande as narinas, abre os olhos na sua direção com fúria e prazer no olhar (porque ela sabe que você está incapacitado), e te pergunta:</p>
<blockquote><p>&#8220;Estou enganada por quê? Me explica, quero que você me diga o que vai na sua cabeça, já que você nunca diz&#8230;&#8221;.</p></blockquote>
<p>Companheiro, em português claro, nesse momento você tá na merda. Você gastou todos os recursos do seu cérebro para dizer &#8220;É aí que você se engana&#8221; e ela quer mais. Ela quer argumentos. E você só quer fugir dali. Quer que ela pare de falar, quer estar em qualquer lugar menos ali, enquanto ela, depois do seu silêncio, recomeça a falar, ainda mais confiante do que antes.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="620" height="490" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mTtejni0m6Y?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="490" src="http://www.youtube.com/v/mTtejni0m6Y?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=mTtejni0m6Y  " target="_blank"> Link YouTube</a> | Dane Cook explica o processo (especialmente a partir de 1:55).</em></p>
<p>Aí você começa a ficar impaciente, e basta ela se empolgar um pouquinho mais e dizer algo ofensivo, que você é alvo de um <a href="http://www.mytho.com.pt/blog/2008/04/02/crimes-neurologicos-sequestro-de-amigdala/" target="_blank">sequestro de amígdala</a> e, na tentativa de auto-preservação, como se fosse um reflexo, fala algo totalmente impensado e particularmente doloroso.</p>
<p>Ela começa a chorar. Você, ainda acreditando estar com a razão desde o início, ainda chateado com ela (por achar que está certo), pede desculpa. E mais uma vez ela vence a discussão, que desde o início já estava ganha, por ser uma discussão unilateral. É impossível você perder num monólogo.</p>
<h3>Familiar?</h3>
<p>As pesquisas mostraram que apesar do cérebro masculino &#8220;desligar&#8221; durante uma discussão com uma mulher, o mesmo não acontece durante uma discussão com outro homem. Seria hilário ver dois homens tendo uma DR, caso acontecesse.</p>
<p>Talvez os homens tenham o instinto de proteger as mulheres e tenham medo de magoá-las com algo dito. Talvez, na mente masculina, a discussão esteja associada a agressão e por isso os homens desliguem quando começam a brigar com uma mulher. Só acontece comigo quando a discussão é com alguém de quem eu gosto. Eu não tenho o menor problema quando preciso discutir com uma desconhecida.</p>
<p>Enfim, na minha visão essa é uma condição debilitante, frustrante e injusta, tanto para o homem, que gostaria de poder dizer tudo o que realmente pensa, quanto para a mulher, que gostaria de pelo menos uma vez na vida saber o que ele realmente está pensando, em vez de discursar sozinha por horas a fio enquanto ele só balança a cabeça.</p>
<p><strong>Como você, homem, lida com isso?</strong> Acontece com você também? E você, mulher, se apercebe do que acontece com o homem durante uma discussão? Ou você acha que a cara de paisagem dele é apenas uma afronta e sinal de desrespeito?</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Sindicato Feminino</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/sindicato-feminino/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 16:35:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu não sou muito de lançar polêmicas, mas de vez em quando não resisto. Me expliquem, se conseguirem, a tal lógica da famosa &#8220;greve de sexo&#8221; que as mulheres tentam sempre impingir aos homens, como forma de chantagem. Como é possível, que em pleno século XXI, ainda haja quem caia nessa palhaçada? É que eu [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não sou muito de lançar polêmicas, mas de vez em quando não resisto.</p>
<p><span id="more-3108"></span></p>
<p>Me expliquem, se conseguirem, a tal lógica da famosa &#8220;greve de sexo&#8221; que as mulheres tentam sempre impingir aos homens, como forma de chantagem. Como é possível, que em pleno século XXI, ainda haja quem caia nessa palhaçada?</p>
<p>É que eu ouvi dizer por aí que as mulheres de hoje em dia (sim, porque as de antigamente eram diferentes) <a href="http://papodehomem.com.br/o-ponto-g-non-ecsiste/" target="_blank">até têm um tal de Ponto G</a>, que (acreditem ou não) têm orgasmos.</p>
<p>- Mytho, você disse &#8220;<a href="http://papodehomem.com.br/do-orgasmo/" target="_blank">orgasmos</a>&#8220;?</p>
<p>- Sim, eu disse orgasmos!!! &#8211; que às vezes são até múltiplos, e existem até mesmo aquelas mulheres (desavergonhadas) que admitem gostar de sexo! Será verdade? É que não parece! Greve de sexo? Faça-me o favor, sua safada!</p>
<p>Eu, particularmente, gosto de ter relações íntimas com alguém que também queira tê-las comigo. Não sei se todo mundo é assim, mas eu sou.</p>
<p>Quando eu ouço uma mulher dizendo &#8220;então sem sexo pra você durante 1 mês&#8221;, na verdade o que eu entendo é &#8220;eu faço sexo com você por favor, e neste momento você não merece sexo (que só você gosta, porque pra mim tanto faz), e portanto não vai tê-lo até eu decidir voltar a fazer o favor de me entregar a você&#8221;.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/10/greve-sexo.jpg?95884c"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/10/greve-sexo-thumb.jpg?95884c" border="0" alt="greve-sexo" width="240" height="315" /></a></p>
<p><em>Agora eu vou fazer sexo com&#8230; err&#8230; ahm&#8230; minhas amigas!! o_O</em></p>
<p><strong>Pra mim não, muito obrigado.</strong></p>
<p>Pega nessa preciosidade toda aí, guarda numa caixinha, tranca, deixa mofar, porque eu sou do contra, e no que depender de mim, isso aí vai criar teia de aranha, mofo, fungo, cogumelo (que é um fungo, eu sei), uma família de pombas vai se mudar para aí, e daqui a milhares de anos vão encontrar um fóssil daquela que será a descoberta do século:</p>
<h4>Mulher da Idade da Internet morreu ao parir uma família de pombas!</h4>
<p>Mal saberiam eles que era tudo um mal entendido devido a uma greve besta de uma pessoa besta.</p>
<p>Eu sei que tem gente pensando &#8220;ah meu, mas homem tem mais vontade. Homem tá sempre no cio, homem quer sempre, a mulher vence pelo cansaço.&#8221;</p>
<p>Essa idéia é caricata demais pro meu gosto e para mim é tão realista como &#8220;mulher que atinge o orgasmo está possuída pelo demo&#8221;. Homem quer sempre com quem também quer com ele. Se o cara estiver ali e por um momento sentir que a sua parceira não está &#8220;na onda&#8221; dele, você pode ter certeza que o rendimento cai na hora.</p>
<p>O cara vai começar a pensar &#8220;porra, ela não tá gostando. Ela tá com sono&#8230; peraí, ela acabou de tirar uma catota do nariz???&#8221;</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/10/tiger-sex.jpg?95884c"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/10/tiger-sex-thumb.jpg?95884c" border="0" alt="tiger-sex" width="240" height="240" /></a></p>
<p><em>Dá pra mostrar um pouquinho mais de prazer?</em></p>
<p>Quando o cara é jovem, ainda consegue continuar na raiva. Mas com a idade, esse tipo de evento resulta em uma bela duma broxada, ou simplesmente em um final feliz, mas não tão feliz assim.</p>
<p>Normalmente a base da chantagem, enquanto conceito, é você ameaçar fazer algo que para você tanto faz, mas que para a outra pessoa importa muito. Acredite, se você me enviar a mensagem que para você tanto faz ter relações comigo como não ter, na mesma hora vai deixar de me importar muito e eu vou querer mais é que você morra virgem.</p>
<p>Utilize outras formas de chantagem, como por exemplo jogar fora aquele par de tênis confortáveis que eu já uso há 12 anos, deixar de fazer aquela massagem nas costas, ou qualquer outra coisa que não implique &#8220;eu não me interesso por você&#8221;.</p>
<p>&#8211;</p>
<p><strong>Observação:</strong> A mulé não fez greve de sexo, e este post foi apenas motivado pelo que eu vejo acontecendo com outras pessoas. É apenas mais um de meus devaneios aleatórios, daqueles que acontecem sem quê nem pra quê. Se eu quisesse mandar mensagem pra ela, não seria por aqui. Eu prezo meus dentes. =D</p>
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		<title>O &quot;n&#227;o&quot; garantido</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 12:11:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[18+]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ele era um cara tímido com mulheres. Nunca tinha sido muito bom em “chegar chegando”, jogar aquele xaveco manjado, e esperar pelo “sim” ou “não”. Sempre que alguma garota de programa chamava ele de “gracinha”, corava e nem conseguia olhar para a cara dela. Chegar nas gatinhas é difícil, né! Ainda mais de olho fechado! [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele era um cara tímido com mulheres. Nunca tinha sido muito bom em “chegar chegando”, jogar aquele xaveco manjado, e esperar pelo “sim” ou “não”.</p>
<p>Sempre que alguma garota de programa chamava ele de “gracinha”, corava e nem conseguia olhar para a cara dela.</p>
<p><span id="more-627"></span></p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/caratimido.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/caratimido_thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="cara-timido" border="0" height="359" width="260" /></a></p>
<p><em>Chegar nas gatinhas é difícil, né! Ainda mais de olho fechado!</em></p>
<p>O problema era a recusa. Ele nunca suportaria a recusa. Assim, se não tentasse, não era recusado. Esperava sempre que elas tomassem a iniciativa.<br />
Este comportamento tinha, obviamente, como resultado, o fato de ele quase nunca ter tido namoradas.</p>
<p>Em compensação, as que tinha tido, foram de no mínimo um ano. Era um cara que depois que conseguia superar o primeiro passo, estava em casa. Era a área dele, o manter relacionamentos. Era gentil, cavalheiro, humilde, compreensivo, bom ouvinte, romântico, ajudava a escolher sapatos e passava o dia vendo vitrine com ela, se fosse necessário.</p>
<p>Não era perfeito, assim como ninguém o é, e portanto as suas relações até aí sempre tinham tido um fim, por este ou aquele motivos. Às vezes culpa delas (que também não eram perfeitas), outras vezes culpa dele, que acabava fazendo asneira ou simplesmente se cansava da companheira.</p>
<p>Acontece, são coisas da vida, não há como evitar.</p>
<p>Um dia foi com seu melhor amigo a um bar e ambos repararam que duas garotas trocavam olhares com eles insistentemente.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/menageatrois.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/11/menageatrois_thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="menage-a-trois" border="0" height="300" width="400" /></a></p>
<p><em>Sabe aquele amigo pegador? Vai no vácuo.</em></p>
<h4>Diz o amigo:</h4>
<p>- Camarada, tá na hora de perder essa virgindade de xaveco.</p>
<p>- Hein?</p>
<p>- É. Cê vai lá, vai falar qualquer besteira pra elas, porque essas tá na cara que estão no papo.</p>
<p>- Xi, pirou de vez.</p>
<p>- Porra mano, dessa vez vai ter que ir. Olha lá… olha, tô falando! Viu? Elas estão secando a gente aqui… daqui a pouco o povo do bar vai achar que a gente é gay… você já viu o tamanho dos air bags daquela de vermelho?</p>
<p>- Lógico que vi, mas você já sabe como eu sou… eu não consigo chegar lá e…</p>
<p>- Hoje consegue. Você não vai porque tem medo de tomar não, e daquelas duas não tem como tomar não… se elas olharem com um pouco de mais força, a nossa mesa quebra.</p>
<p>- Mas véio, o que que eu falo pra elas?</p>
<p>- Sei lá, cumprimenta, fala seu nome, pergunta o nome delas, oferece uma bebida, chama pra sentar aqui.</p>
<p>- Mano, só no “oi” eu já mijei nas calças… como eu vou fazer esse discurso todo aê no sangue frio?</p>
<p>- Ó, vou te contar o segredo pra você ir tranquilão.</p>
<p>- Sério?</p>
<p>- É, cala a boca. Seguinte… existem duas teorias para incentivar nego assim que nem você meio boiola a chegar na mulherada.</p>
<p>- Ei!</p>
<p>- Pssst! Tô falando, pô. Ouve e aprende. Primeira teoria é a teoria da percentagem. É bem simples de entender. Vamos supor que a cada 10 minas que você xaveca, 3 dão bola procê. Trinta por cento não é muito, né? Então… a teoria diz simplesmente que quanto mais mulher você cair em cima, mais cai na sua rede. É matemática, tá tudo já provado e comprovado.</p>
<p>- E não é que é mesmo? Mesmo assim vou tomar 7 “nãos”, e é isso que eu não suporto.</p>
<p>- Não criemos pânico! É justamente pra isso que serve a segunda teoria.</p>
<p>- Conta logo então, cacete!</p>
<p>- A segunda teoria apenas diz que os 7 “nãos” você já levou! Ou seja, você já tem um “não” de cada mulher neste bar, visto que nenhuma tá abraçada a você. Na pior das hipóteses, você continua com o “não” que já tinha antes. Mas se ela estiver naqueles 30%, o seu “não” passa a “sim”! Entendeu?</p>
<p>Ele já não estava ali. Estava na mesa das duas garotas, que riam gostoso de alguma piada que ele tinha contado.</p>
<p><em><strong>Mytho</strong> vive em Portugal e é um dos melhores colaboradores que já passou pela PapodeHomem. Aproveita pra conhecer o blog dele, </em><a href="http://www.mytho.com.pt/blog/" target="_blank"><em>Você não acreditaria&#8230;</em></a></p>
<p><strong>ps: esse é o post Número 500 da PapodeHomem!</strong></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Eu gosto &#233; das p&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 13:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colunas]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Love]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Perguntas: &#8220;Caros amigos, nos últimos tempos tenho pensando muito a respeito de uma questão. A verdade é o seguinte: as &#8220;piranhas&#8221; é que me atraem !!! Quando eu digo &#8220;piranha&#8221; não se trata de uma profissional, mas sim as famosas &#8220;cachorras&#8221;, aquela que é gostosa, sabe que é e dá mole para geral, adora uma [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Perguntas:</strong> <em>&#8220;Caros amigos, nos últimos tempos tenho pensando muito a respeito de uma<br />
questão. A verdade é o seguinte: as &#8220;piranhas&#8221; é que me atraem !!! </em></p>
<p><em>Quando eu digo &#8220;piranha&#8221; não se trata de uma profissional, mas sim  as famosas<br />
&#8220;cachorras&#8221;, aquela que é gostosa, sabe que é e dá mole para geral, adora<br />
uma sacanagem, uma putaria!!! </em></p>
<p><span id="more-532"></span></p>
<p><em>Ontem conheci mais uma dessas, fomos a praia eu, ela e um amigo que está de férias. Bom, foi um sábado de fantasia  total, esbanjamos além da conta, regamos a mesa (já na intenção de rolar uma sacanagem) isso p/ impressionar a mulher e deu certo pq ao final fomos<br />
parar num motel com mais uma amiga dela.</em></p>
<p><em>Mas agora eu quero ela todo dia, e  nem me importo se ela já deu para 10 amigos meus antes de mim, sendo que eu tive o privilégio de ser o camisa 11 (será que fiz o milésimo gol<br />
nela???)completando assim o time!!! </em></p>
<p><em>Agora pergunto a vcs, será que meu  destino é casar com uma &#8220;Piranha&#8221; de P maior??? Cabe aqui duas observações: não tenho intenções de namoro ou algo mais sério mas eu<br />
queria mesmo dar um jeito de ter exclusividade por aquelas bandas&#8230; o que  devo fazer??? </em></p>
<p><em>E a segunda e mais importante é que ela é idêntica a Fernanda Paes Leme numa versão morena jambo!!!&#8221;</em></p>
<p><em>- Belasco</em></p>
<p>Meu amigo, que confusão!</p>
<p>Não, não me refiro à sua situação, e sim à sua cabeça. Você tem mais contradições que um dicionário!</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/fernandapaesleme1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/fernandapaesleme_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="fernanda-paes-leme" border="0" height="391" width="300" /></a></p>
<p><em>Oi, eu sou a Fernanda. Paes. Leme. Dá pra olhar nos meus olhos enquanto eu falo, seu tarado!</em></p>
<p>Primeiro você me diz que gosta de piranhas, e depois fala que quer exclusividade! Como você quer exclusividade se você gosta é de piranhas? A partir do momento em que ela passa a ser &#8220;fiel&#8221;, deixa de ser piranha&#8230;</p>
<p>Outro ponto interessante é você se perguntar se seu destino é casar com uma Piranha e logo na frase seguinte dizer que &#8220;não tem intenções de namoro ou algo mais sério&#8221;. Afinal, como ficamos? É pra comer ou é pra embrulhar? Fritas acompanha, senhor?</p>
<p>Mas aí você jogou no tabuleiro uma grande apelação: com Paes Leme não se brinca! Vamos então desenrolar este novelo que é seu cérebro e transformar numa bela linha de tricotar relacionamentos.</p>
<p>O primeiro ponto a ter em conta: <strong>ela parece a Fernanda Paes Leme</strong>.</p>
<p>Pronto, o resto tá tudo explicado. A verdade é que a partir do momento em que você olhou para ela, a cabeça errada tomou posse.</p>
<p>Nestas situações, existe um diálogo entre as duas cabeças. Algo mais ou menos assim:</p>
<blockquote><p>CdC (Cabeça de Cima): Eu quero passear com ela de mão dada no shopping e apresentar pros meus amigos, porque ela é uma puta gata. Mas tem um problema: é piranha.</p>
<p>CdB (Cabeça de Baixo): Mano, FERNANDA PAES LEME. Piranha é perdoável!</p>
<p>CdC: Mas eu quero exclusividade! E se ela continuar piranhando por aí?</p>
<p>CdB: FERNANDA PAES LEME, cacete! C tá cego? Olha aquela bunda!</p>
<p>CdC: Vontade de dar uns tapas ali, né?</p>
<p>CdB: ô&#8230;</p></blockquote>
<p>Resumindo, meu caro amigo: Você não gosta de piranha. Você gosta é dessa mina, e aparentemente ela gosta de você. E de dez amigos seus. E se Deus existir, de mim também. Dá o telefone dela?</p>
<p><em>Esse pergunta foi respondida por <strong><a href="http://papodehomem.com.br/author/mytho-leal/" target="_blank">Mytho Leal</a>,</strong> colaborador já conhecido aqui na PdH e autor do blog <a href="http://mytho.com.pt/blog/">Você não acreditaria</a>. </em></p>
<p><em>Ele foi um dos quase 30 candidatos à vaga de estágio aqui na minha coluna. Se você mandou um pedido para participar e ainda não foi respondido, basta esperar, não vou esquecer de ninguém. </em></p>
<p><em>Grande abraço e até a próxima, pessoal. <strong>Dr. Love</strong>.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>7 Dicas para o Humor</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/7-dicas-para-o-humor/</link>
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		<pubDate>Sat, 06 Oct 2007 15:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Eu me lembro que um dia estava andando dentro de uma livraria em São Paulo e vi um livro chamado “Como Contar Piadas e Fazer os Outros Rir”. Meus olhos brilharam, pois quando eu era menor, era tímido ao extremo, e sentia que nunca conseguia fazer ninguém rir. Quase chorei ao pedir ao meu pai [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu me lembro que um dia estava andando dentro de uma livraria em <a href="http://amazon.com/gp/product/0714847313?ie=UTF8&amp;tag=wordpressco08-20&amp;link_code=em1&amp;camp=212341&amp;creative=384049&amp;creativeASIN=0714847313&amp;adid=6fdb6bcf-ea3f-438d-85a3-158ce4a4c45d">São Paulo</a> e vi um livro chamado “Como Contar Piadas e Fazer os Outros Rir”.</p>
<p>Meus olhos brilharam, pois quando eu era menor, era tímido ao extremo, e sentia que nunca conseguia fazer ninguém rir. Quase chorei ao pedir ao meu pai que me comprasse o dito livro.</p>
<p>Acabou comprando, e, sinceramente, aquela porcaria não prestou pra nada. Continuei sem graça e tímido até bem tarde quando, na adolescência, sem querer, comecei a fazer as pessoas rir. Sem intenção. Simplesmente acontecia. A fórmula era simples demais para acreditar:</p>
<p><span id="more-512"></span></p>
<h3>1. Dizer a primeira coisa que me passasse pela cabeça.</h3>
<p>Só isso. Alguém me fazia uma pergunta, eu respondia sem pensar e a pessoa começava a rir. Eu não tinha sequer ironia. Eram respostas malucas, ou comentários bizarros do tipo “aquela tomada parece uma bolacha Trakinas” (que, naquela época, e para aquela idade, por algum motivo desconhecido, era engraçado).</p>
<p>A verdade é que de vez em quando eu me descobria pensando nisso.</p>
<p>Enquanto seres humanos, nós aprendemos a rir. E aprendemos que é gostoso rir. Daí a necessidade de tentar reproduzir o comportamento. O problema é que riso só é gostoso quando é espontâneo. Se você começar aí a rir apenas porque eu disse que “rir é gostoso”, eu duvido que tenha muito prazer no riso, pois é forçado.</p>
<p>Assim, temos o riso espontâneo como um evento que nos dá prazer. Como reproduzir? Como causar em nós mesmos esse tipo de reação?</p>
<p>Uma mulher toma um tombo na sua frente, e cai toda desengonçada, cabelo desalinhado, sapato voa prum lado, dentadura voa pro outro, dá pra ver a calcinha com marca de freada de bicicleta, e enquanto cai ela diz “opa opa opa opa ui ui ui ui”.</p>
<p>Lá está você rindo. Não sabe se ajuda a coitada a levantar ou se encontra um buraco escuro e isolado para rir até às lágrimas.</p>
<h3><strong>2. Noção do Ridículo</strong></h3>
<p>Esta é a primeira coisa que nos torna capazes de nos fazer rir a nós próprios. Temos noção do ridículo. É a piada do pintinho sem cu que foi peidar e explodiu. É tão ridículo que é engraçado. Você visualiza a cena e dá vontade de rir, por ser inusitada e ridícula.</p>
<h3><strong>3. Consciência de si próprio</strong></h3>
<p>Mal temos consciência de nós próprios, somos uma fonte inesgotável de material humorístico. Daí nascem as piadas raciais, as piadas de português (hein? Não entendi..), as piadas de profissões.</p>
<p>Este tipo de humor explora constantemente as nossas características, com um foco essencial sobre as nossas fraquezas enquanto seres humanos.</p>
<blockquote><p>Exemplo:<br />
Um americano, um francês e um brasileiro num avião. O americano põe o braço pra fora do avião e diz:<br />
- Estamos nos USA, porque quando coloquei o braço pra fora toquei na Estátua da liberdade<br />
Diz o francês:<br />
- Estamos na França, porque quando coloquei o braço de fora toquei na Torre Eiffel<br />
Diz o brasileiro:<br />
- Estamos no Brasil, porque quando coloquei o braço de fora roubaram meu relógio</p></blockquote>
<h3>4. Exploração de fraqueza</h3>
<p>O homem tem consciência de si próprio e a capacidade de rir de seus defeitos. Isto é muito importante, pois é uma característica única.</p>
<p><img src="http://www.esculhambacao.com.br/uploaded_images/ZACARIAS-716249.JPG" alt="Zacarias" /></p>
<h3><strong>5. Exagero</strong></h3>
<p>Por fim, o exagero completa a fórmula para uma piada. O exagero tem vários aspectos que podem ser utilizados.<br />
O exagero pode ser fantástico, do tipo:</p>
<p>“O que a zebra falou pra mosca? &#8211; Você está na minha lista negra.”</p>
<p>Esta piada contém non-sense (ridículo) e é exagerada porque coloca os animais conversando.</p>
<p>O exagero pode ser inverso:</p>
<p>“O que a Chita disse pro Tarzan? &#8211; Nada, macaco não fala”</p>
<p>Nesta o exagero é a realidade. Sempre assumimos que nas piadas, os animais podem falar, as pessoas conseguem fazer coisas sobre-humanas, e objetos têm vida própria. Nesta, a realidade é levada ao exagero. Macacos não falam, então não há nada que ela possa ter dito ao Tarzan.</p>
<p><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/22111364_e97ffcf33311.jpg?95884c" alt="Kiwi" /></p>
<h3><strong>6. Surpresa</strong></h3>
<p>Acho que esta dispensaria explicações. A surpresa é um fator fundamental para uma piada. Quanto mais surpreendente e quanto mais o ouvinte for pego de surpresa, mais efeito surtirá a piada.</p>
<p>Esta é melhor falada do que escrita, mas vocês entenderão:</p>
<p>- Me pergunte qual é o segredo do humor!<br />
- Qual é o segred…<br />
- TIMING!</p>
<h3><strong>7. Mente aberta e cultura</strong></h3>
<p>Aprenda muito sobre muita coisa, e mantenha sempre a mente aberta. Muitos homens, por exemplo, conseguem ser mais engraçados quando fingem que são homossexuais. É preciso ter a mente aberta ser heterossexual e dizer em público “eu gosto de homem”, pelo bem do humor.<br />
É também útil ter cultura geral, pois o “poço” das piadas logo se transforma em um lago, pois a sua mente poderá ir buscar material a um domínio muito maior de informações. Se você só sabe falar sobre carros, vai ter boas piadas sobre carros, mas vai morrer aí.</p>
<p>Veja os profissionais.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/cassetaplaneta1.jpg?95884c"><img style="border: 0px none;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/10/cassetaplaneta_thumb1.jpg?95884c" border="0" alt="casseta-planeta" width="340" height="255" /></a></p>
<p><a href="http://casseta.globo.com/">Casseta &amp; Planeta</a>, por exemplo. Normalmente em cada sketch deles você encontra um pouco de cada ingrediente que mencionei aqui: Ridículo, consciência de si próprio, exagero, mente aberta e cultura.</p>
<p>É receita de bolo, e pode ser aprendido. A arte é você aprender a usar no dia-a-dia, de repente, sem qualquer tipo de preparação.</p>
<p>E pra isso, meu camarada, o melhor conselho que eu dou é: fala a primeira coisa que te passar pela cabeça. Sem medo.</p>
<p><em><strong>Mytho Leal</strong> é autor convidado da Papo de Homem e nos cedeu o prazer de republicar oficialmente esse texto, que veio originalmente de seu blog chamado <a href="http://mytho.com.pt/blog/">Você não Acreditaria</a>.</em></p>
<p><em>Leia também o aclamado conto <a href="http://papodehomem.com.br/principal/ficcao/comandante-loureiro/">Comandante Loureiro</a>, também escrito por Mytho.</em></p>
<p><em>Além de ter grande talento para a escrita, ele atualmente se encontra perdido na Europa, onde tenta ficar mais rico e atualiza <a href="http://mytho.com.pt/blog/">seu blog</a> diariamente. </em></p>
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		<title>Saga de um Touro, um Dubl&#234; e o Topa Tudo por Dinheiro</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Sep 2007 13:37:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>E para aqueles que não me conhecem assim há tanto tempo, uma informação que poderá mudar a sua vida: Eu já fui dublê. E pior: exerci essa função no SBT durante algum tempo. Não, não tenho orgulho. Mas de qualquer forma, fui pago e o trabalho era divertido. Na época em que eu fazia Kung [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E para aqueles que não me conhecem assim há tanto tempo, uma informação que poderá mudar a sua vida:</p>
<p>Eu já fui dublê. E pior: exerci essa função no SBT durante algum tempo. Não, não tenho orgulho.</p>
<p><span id="more-481"></span></p>
<p>Mas de qualquer forma, fui pago e o trabalho era divertido. Na época em que eu fazia Kung Fu, meu professor gostava de me arrumar trabalhos que pudessem de alguma forma me quebrar inteiro e me deixar dolorido, por motivos imbecis que não vale a pena comentar aqui (digamos que ele não gostava de mim porque ele queria algo que eu tinha).</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/kungfu1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/kungfu_thumb1.jpg?95884c" style="border-width: 0px" alt="kung-fu" border="0" height="233" width="340" /></a></p>
<p><em>Nem todos os praticantes de Kung Fu alcançam a fama e a glória</em></p>
<p>Assim, me arranjou um trabalhinho na TV.</p>
<blockquote><p>“Mytho, quer fazer um dinheirinho fácil?”</p>
<p>“É legal?”</p>
<p>“100%”</p>
<p>“O que eu tenho que fazer?”</p>
<p>“Digamos que vai demonstrar suas habilidades marciais” (não disse exatamente isto, mas foi este o sentido).</p></blockquote>
<p>Ainda tentei insistir um pouco mais, mas ele negava-se a dizer. Aceitei mesmo assim, pois grana fazia bastante falta.</p>
<p>Cheguei ao local combinado, e fiquei surpreso ao constatar que o endereço no meu papelzinho coincidia com um prédio onde se podia ler algo do tipo “Crazy Stunts &#8211; Associação de Dublês”</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/duble1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/duble_thumb1.jpg?95884c" style="border-width: 0px" alt="duble" border="0" height="362" width="240" /></a></p>
<p><em>Pra quem não sabe, dublê é profissão de macho</em></p>
<p>Bati à porta, abriram.</p>
<blockquote><p>“Mytho?”</p>
<p>“Sim.”</p>
<p>“Entra.”</p></blockquote>
<p>Lá dentro, paredes forradas com fotografias de gente sendo atropelada, se jogando do alto de prédios altos para cima de colchões insufláveis, lutando, com gesso nas pernas, braços, e sempre sorridentes.</p>
<p>Ao entrar numa sala, 5 ou 6 pessoas conversavam alegremente (pude reconhecer algumas das fotos). Não falaram sobre o trabalho que í­amos fazer, e eu não perguntei. Mas fiquei muito mais nervoso a cada minuto que passava.</p>
<p>Finalmente chegou um micro-ônibus com “SBT” escrito do lado. Fomos direto aos estúdios do SBT, se não me engano na Rodovia Anhanguera.</p>
<p>Chegamos a um descampado que tinha uma casinha e uma arena (sim, como aquelas de touradas). Atrás da arena haviam (oh, surpresa) touros. E não eram magrinhos, muito pelo contrário. O SBT anda engordando os bichinhos deles, pude reparar.</p>
<p>Chegou o diretor de filmagem, cumprimentou-nos a todos, e disse “podem ir trocar de roupa”, apontando para a casinha, que então descobriu-se ser um vestiário.</p>
<p>Chegando lá, fui presenteado com o “kit mate-se você mesmo”, composto por:</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/kitsuicida1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/kitsuicida_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="kit-suicida" border="0" height="238" width="400" /></a></p>
<p><em>Welcome to hell</em></p>
<blockquote><p>- Sapatos<br />
- Calças de cowboy<br />
- Camisa xadrez de cowboy<br />
- Chapéu de cowboy<br />
- Tornozeleira<br />
- Joelheira<br />
- Protetor genital (abençoado)<br />
- Protetor de coluna<br />
- Protetor peitoral<br />
- Cotoveleira<br />
- Protetor de pescoço<br />
- Capacete<br />
- Luvas de couro</p></blockquote>
<p>Não sei o que você pensaria ao se deparar com uma arena e touros nervosos lá fora, e ao chegar lá dentro, um pacote “sobreviva ao fim do mundo”, mas eu confesso que fiquei um pouquinho nervoso (bem pouquinho).</p>
<p>Quando acabei de me vestir/equipar/armar/proteger/blindar, percebi que mal podia andar. O pior de tudo era o chapéu de cowboy por cima do capacete. Todos vestidos de aliení­genas, fomos nos dirigindo lá para fora, lentamente, pois éramos obrigados a andar de pernas abertas (Durango Kid, anyone?).</p>
<p>Reparei que tinham transformado a arena num belo restaurante. Mesas de 2 metros de altura, cadeiras de 2 metros de altura estavam colocadas na arena. Copos e pratos de plástico no alto das mesas. Maaaaaau presságio…</p>
<p>O diretor de filmagem estava sentado em baixo de uma daquelas câmeras-grua, que fazem filmes de cima. Com um megafone, deu instruções breves:</p>
<blockquote><p>“Não olhem para o touro nunca. Se caí­rem, virem-se imediatamente de barriga pra baixo, com os braços protegidos em baixo do corpo. Não se levantem até que eu mande, e quando eu disser ‘corre!’, corram o mais rápido que puderem até o lado da arena que estiver mais perto e pulem pra fora.”</p></blockquote>
<p>Um pouquinho mais nervoso, entrei na arena com mais uns 6 ou 7 companheiros e fui içado até uma das cadeiras.</p>
<blockquote><p>“FINJAM QUE ESTÃO COMENDO!!” &#8211; Megafoneou o diretor (eu já começava a antipatizar com ele)</p></blockquote>
<p>Peguei meu garfinho de plástico, minha faquinha de plástico, peguei uma garfada virtual de comida virtual, e encostei o garfo ao capacete, simulando uma dentada virtual naquele garfinho que tremia na minha mão.</p>
<p>“Câmera…… AÇÃO!”</p>
<p>Silêncio mortal.</p>
<p>“ABRE AGORA!”</p>
<p>O barulho de pesadas portas de madeira se abrindo fez-se ouvir naquela pequena arena. Eu achava que esse era o pior ruí­do do mundo, até ouvir então o som galopante de cascos na areia, a alta velocidade. Como se lesse meus pensamentos, o diretor gritou “NÃO OLHEM PARA ELE!!!”</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/touro1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/touro_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="touro" border="0" height="300" width="400" /></a></p>
<p><em>Qual parte de não olhar para o touro vocês não entenderam?</em></p>
<p>Fui ouvindo com crescente pânico o barulho de madeira sendo estilhaçada, corpos caindo no cascalho e gemidos de quem cai de costas no chão de uma altura de dois metros.</p>
<p>Subitamente, pelo canto do meu olho direito, percebo uma sombra negra avançando a grande velocidade, larguei garfo, faca e ainda pensei em gritar “GARÇON, A CONTA!”, mas não deu tempo.</p>
<p>A cadeira foi retirada de baixo de mim sem piedade e caí­ no chão. Não me lembro da posição, mas lembro-me que mal caí­ rolei para ficar de barriga pra baixo, com meus braços bem protegidos. O touro gostou de mim e ainda me acertou duas vezes, me arrastando pro meio da arena. *Obrigado, Murphy*</p>
<p>Então, depois de mais alguns sons de cowboys sendo jogados ao chão, só se ouviam os passos furiosos do touro. E começou o diretor:</p>
<p>“AZUL, CORRE!” &#8211; e lá se ouvia o felizardo de capacete azul levantando e correndo pra saltar a cerca da arena.</p>
<p>“VERDE, CORRE!” &#8211; …..</p>
<p>Foi quando ele me chamou (não me lembro da minha cor, infelizmente, vamos assumir que era vermelho): “VERMELHO, CORRE!”</p>
<p>E eu não me mexi. O touro tinha acabado de passar do meu lado, eu não podia me levantar. O diretor queria que o público visse um cowboy ser atingido por um touro, e não seria eu a estrela.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/correvermelho1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/correvermelho_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="corre-vermelho" border="0" height="308" width="400" /></a></p>
<p>“VERMELHO, CORRE!!!”</p>
<p>Nada.</p>
<p>Foi quando ouvi os passos do touro mais afastados, e decidi correr. Levantei o mais rápido que consegui, e saí­ dali com o coração na boca.</p>
<p>“escapei de boa” &#8211; pensei.</p>
<p>Diz o diretor &#8211; “OK, ficou bom, podem ir trocar de roupa para o próximo take!”</p>
<p>PRÓXIMO TAKE? Como “próximo take?” Eu tinha acabado de ser literalmente atropelado por um touro enquanto vestia uma roupa ridí­cula de cowboy, rolado naquela areia e fugido em disparada por cima da cerca, simplesmente pra TER QUE VOLTAR LÁ PRA DENTRO? E com outra roupa?</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/mijada1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/mijada_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="mijada" border="0" height="283" width="400" /></a></p>
<p><em>Tempo para uma mijadinha antes de continuar</em></p>
<p>Foi com incredulidade que vi o touro sendo recolhido pela porta de madeira, assistentes retirando os pedaços de cadeiras e mesas da arena, e colocando em seu lugar…. puffs. Sim, desses que se colocam na sala. Mas mini. Eram mini puffs. Como um daquele que se vêem no circo para os poodles se sentarem em cima e ficarem nas duas patas dianteiras. Medo.</p>
<p>Caro leitor, procure em sua mente um uso para se fazer com mini puffs, uma arena, e um touro. Antes de continuar a ler, pense um pouco sobre as possibilidades. Se conseguir pensar em algo, parabéns, pois ali na hora eu não consegui.</p>
<p>Entrando no vestiário, só consegui ver o que pareciam ser bolas de golf gigantes, mas com buracos para cabeça, pernas e braços.</p>
<p>“Tirem as roupas e proteções, só vão precisar disto e dos capacetes.”</p>
<p>O alí­vio de me livrar daquele monte de roupa se misturava com o pavor de voltar lá pra dentro SEM aquele monte de roupa.</p>
<p>Quando entrei naquela bola gigante, estava parecido com o boneco de Marshmellow dos Ghostbusters. A roupa pegava meu pescoço, braços (até o pulso, fazendo com que eu não conseguisse mexer os braços de forma alguma), e as pernas (só deixando os pés de fora, fazendo com que eu também não conseguisse andar).</p>
<p>Não preciso nem dizer que tiveram que me colocar o capacete, pois eu não conseguia. E como também não conseguia andar normalmente, tiveram que me levar de mãos dadas até a arena enquanto eu andava “estilo pinguim”. Chegando lá, me colocaram em cima de um daqueles puffs. Claro, como não pensei nisso antes?</p>
<p>Um boneco de neve em cima de um puff minúsculo dentro de uma arena onde em poucos minutos estaria um touro furioso livre, leve(?) e solto, pronto para usar os chifres (e eu me refiro a chifres verdadeiros, não aqueles que todos nós, homens, temos). Era perfeito. “Jogue futebol com Mytho, a bola”.</p>
<p>Eu não estava sozinho. Havia mais 4 “bonecos de neve” em outros 4 puffs. Mas era EU que estava em frente à porta por onde o touro ia sair. E era EU que estava completamente DE COSTAS para essa porta. À minha frente eu via o diretor e umas 20 pessoas que estavam ali assistindo (assistentes de produção, outros dublês, etc). Todos riam e diziam suas piadinhas para quem estava lá dentro. Não ri de nenhuma.</p>
<p>Com uma familiaridade desconfortável, ouvi o diretor gritar “CÂMERAS…. AÇÃO!”<br />
“ABRE AGORA!”</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/tourogigante1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/09/tourogigante_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="touro-gigante" border="0" height="372" width="340" /></a></p>
<p><em>Ótimo, agora mandaram o irmão mais velho &#8211; ps: reparem no olhar amigável dele</em></p>
<p>Foi um pesadelo. Percebia-se que o touro era outro, e mais pesado. Nos touros, normalmente “ser mais pesado” significa “ter mais músculo”, e eu não estava particularmente feliz com isso. Desta vez eu não tinha sequer a minha visão de “canto de olho”, e não podia mexer a cabeça. Tinha que me limitar a ouvir o touro respirando pesadamente, acertar bonecos (que na verdade eram pessoas nas mesmas condições que eu, no mesmo lugar que eu) e observar a reação das pessoas que viam tudo do lado de fora da arena, bem na minha frente.</p>
<p>Então vi quando eles começavam a rir desalmadamente depois de um barulho intenso seguido de um gemido, bem atrás de mim. Vi quando viraram a cara e disseram “aaaaaai” em uní­ssono depois de um barulho especialmente assustador. E silêncio.</p>
<p>Na verdade um silêncio muito estranho. Foi quando o diretor gritou “VERMELHO, MEXA-SE, SÓ FALTA VOCÊ!”</p>
<p>E entendi. O touro tinha derrubado o pessoal e tinha se desinteressado. Estava ali parado olhando o povo no chão e esqueceu de mim. E o diretor queria que eu me mexesse pra provocar o touro. Claro. Não poderia haver nada que eu quisesse mais no mundo inteiro do que provocar um touro a poucos metros de mim.</p>
<p>Então comecei a mexer os dedos. O diretor queria que eu me mexesse, mas não disse que eu deveria mexer o corpo todo, então mexi apenas os dedos… (eu tinha pensado em só mexer os olhos, mas com o capacete não ia dar pra ver direito)</p>
<p>“GRITA COM ELE, CHAMA ELE”</p>
<p>A brincadeira já estava indo longe demais.</p>
<p>“touro… eh touro” &#8211; sussurrei</p>
<p>“CHAMA, GRITA, SE MEXE!”</p>
<p>“EH TOURO! SUA MÃE É UMA VACA!”</p>
<p>Era a mais pura verdade, mas o touro não gostou. Enquanto eu ouvia o pessoal gargalhando à minha frente por causa da piadinha fácil, eles deixaram de estar à minha frente. O touro enfiou o chifre em baixo da minha roupa, perto dos meus pés, e me jogou pra cima. Rolei por cima dele, passando por cima das costas dele.</p>
<p>Ele também não gostou disso. Mal caí­ no chão ele aproveitou pra jogar um futebolzinho descontraí­do comigo. Perdi a conta de quantas vezes ele me rolou pela arena, mas o pessoal tava adorando. Tonto, parei de rolar finalmente. O touro perdeu o interesse novamente.</p>
<p>Foi recolhido, as pessoas me ajudaram a levantar e tirei a roupa ali mesmo, claustrofóbico.<br />
Recebi minha grana e entrei no ônibus, querendo somente a minha cama.</p>
<p>Cheguei a fazer outros trabalhos posteriormente com esse grupo, mas nada se comparou sequer a esse primeiro dia.</p>
<p>***</p>
<p><em><strong>Mytho Leal</strong> é autor convidado da Papo de Homem e nos cedeu o prazer de republicar oficialmente esse texto, que veio originalmente de seu blog chamado <a href="http://mytho.com.pt/blog/">Você não Acreditaria</a>.</em></p>
<p><em>Leia também o aclamado conto <a href="http://papodehomem.com.br/principal/ficcao/comandante-loureiro/">Comandante Loureiro</a>, escrito por Mytho e não se esqueçam do <a href="http://papodehomem.com.br/o-salto-decisivo/" target="_blank">Salto Decisivo</a>, outra história real com as origens de nosso homem-dublê.</em></p>
<p><em>Além de ter grande talento para a escrita, ele atualmente se encontra perdido na Europa, onde tenta ficar mais rico e atualiza <a href="http://mytho.com.pt/blog/">seu blog</a> diariamente. </em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>O Salto Decisivo</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Aug 2007 15:24:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>*História verídica* Quando moleque, eu morava no Jd. V. Formosa, bairro residencial de São Paulo. Perto de casa havia uma pracinha utilizada pela molecada que morava ali por perto para atividades variadas, como futebol, bicicleta, namoro, e coisas desse gênero. Até que surgiu o grande evento: O torneio de saltos acrobáticos com bicicleta. Coisa de [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>*História verídica*</strong></p>
<p>Quando moleque, eu morava no Jd. V. Formosa, bairro residencial de São Paulo. Perto de casa havia uma pracinha utilizada pela molecada que morava ali por perto para atividades variadas, como futebol, bicicleta, namoro, e coisas desse gênero.</p>
<p>Até que surgiu o grande evento: O torneio de saltos acrobáticos com bicicleta.</p>
<p><span id="more-459"></span></p>
<p>Coisa de moleque, você tinha que vir correndo com a bicicleta, ingressava na rampa de terra que havia ali, e, no meio do salto, virava o guidão, tirava as mãos, os pés, ou qualquer outra coisa que valesse pontos por coragem, bravura e beleza.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/turmadabike1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/turmadabike_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="turma-da-bike" border="0" height="300" width="400" /></a></p>
<p><em>A turminha popular ficava por ali, curtindo</em></p>
<p>Eu tinha uma bicicleta meio velha. Boa, mas velha. Nunca cuidei muito dos meus bens materiais.</p>
<p>Montei nela, disposto a aparecer e poder me integrar com a “galera legal”, que sempre me excluía, pois eu não tinha os “requisitos básicos” para fazer parte da turma (que normalmente eram beber, fumar, brigar, ser rebelde e falar errado).</p>
<p>O fato é que eu estava montado no meu ingresso para a turma.</p>
<p>Fiz alguns saltos (bem bonitos, diga-se de passagem) e a galera gostou. Começaram a se empolgar com minha habilidade e com a altura dos saltos que eu conseguia sacar daquela bicicleta.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/osalto1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/osalto_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="o-salto" border="0" height="313" width="240" /></a></p>
<p><em>Um belo salto faz maravilhas pela sua fama</em></p>
<p>Foi quando me lembrei da bicicleta do meu irmão. Uma EXTRA LIGHT. O nome já diz tudo. Era leve, era rápida, era moderna e era o caminho mais rápido e fácil de me colocar no círculo de amizade dos populares do bairro.</p>
<p>Avisei a todos com cara de superioridade que ia buscar a EXTRA LIGHT que tava lá em casa, e que me esperassem. Claro que esperaram. E ansiosos. Extra Light não era pra qualquer um na época. Era coisa chique. Era pra quem podia. Era pra louco.</p>
<p>Montei nela e experimentei umas pedaladas rápidas a caminho da pracinha. Era perfeita. Eu ouvia o vento passando por mim bem mais rápido que o normal e estava fascinado pela velocidade. Meus amigos que tinham me acompanhado até a minha casa para buscar a bicicleta ficaram para trás.</p>
<p>Chegando no evento, estava radiante… cansado, mas sorridente. Certo da vitória. Eu tinha direito a mais um salto. Seria o decisivo. Seria o salto para o patamar acima.</p>
<p>Vendo o salto dos outros, vi que precisaria fazer algo especial para ganhar o torneio. Precisava tirar as mãos do guidão no ar. Já tinha feito isso antes, em treino não-oficial, com a minha bicicleta. Calculei que poderia ficar um pouco mais com as mãos fora do guidão, pois aquela bicicleta iria mais alto que a minha.</p>
<p>Estava tudo certo. Tudo planejado. Não tinha o que dar errado.</p>
<p>Minha vez chegara e eu estava nervoso. Fui para o lugar de partida, todos de olho em mim. Conheciam bem aquela bicicleta, pois meu irmão montava e desmontava constantemente para fazê-la correr mais, sempre mudando uma pecinha aqui e outra ali… era a mais rápida do bairro, a melhor.</p>
<p>Foi nisso que pensei quando comecei a pedalar na direção da rampa. Fui rápido, muito rápido mesmo.</p>
<p>Quando dei impulso para saltar, perdi o nervosismo. Estava em casa, na minha área. Ali era o meu território. Tirei as mãos do guidão e prendi as pernas no selim, para manter a bicicleta em baixo de mim.</p>
<p>Foi então que percebi que meu irmão andara mexendo na bicicleta, que se afastava lentamente, enquanto o banco continuava preso às minhas pernas. Ele retirara os parafusos que prendiam um ao outro. Ainda consegui ver a bicicleta cair no chão com estardalhaço antes de bater as costas no chão e perder o fôlego.</p>
<p><em>e eu que cheguei tão perto…</em></p>
<p><em><strong>Mytho Leal</strong> é autor convidado da Papo de Homem e nos cedeu o prazer de republicar oficialmente esse texto, que veio originalmente de seu blog chamado <a href="http://mytho.com.pt/blog/" target="_blank">Você não Acreditaria</a>.</em></p>
<p><em>Leia também o aclamado conto <a href="http://papodehomem.com.br/principal/ficcao/comandante-loureiro/" target="_blank">Comandante Loureiro</a>, também escrito por Mytho.</em></p>
<p><em>Além de ter grande talento para a escrita, ele atualmente se encontra perdido na Europa, onde tenta ficar mais rico e atualiza <a href="http://mytho.com.pt/blog/">seu blog</a> diariamente. </em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Comandante Loureiro</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Aug 2007 00:51:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mytho Leal</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ele entrou no avião. Era um velho Boeing 737-400. Hoje em dia não voam mais. Dizem que bebe muita gasolina pra pouco espaço que cobre. Dizem que é lento. Podem até mesmo dizer que é pequeno. Mas é o preferido de 11 em 10 comandantes que já o pilotaram. Mal ele entrou, inspirou fundo e [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ele entrou no avião. Era um velho Boeing 737-400.</p>
<p>Hoje em dia não voam mais. Dizem que bebe muita gasolina pra pouco espaço que cobre. Dizem que é lento. Podem até mesmo dizer que é pequeno. Mas é o preferido de 11 em 10 comandantes que já o pilotaram.</p>
<p>Mal ele entrou, inspirou fundo e deixou seus pulmões serem invadidos por aquele cheiro característico de interior de avião, uma mistura de gasolina de avião com ar condicionado desligado. Não perguntem, é esse o cheiro mesmo.</p>
<p><span id="more-428"></span></p>
<p>Olhou em volta, as poltronas vazias. Lembrou-se da primeira vez que pilotara o velho 737-400 (ou 734, como é carinhosamente chamado pelos comandantes). Lembrou-se da trepidação das turbinas ao ligá-las, e o frio na barriga que sentiu então. Aquele avião inteiro sob seu comando. Todos confiavam nele. A vida de 120 pessoas em suas mão, dependendo totalmente de seu juízo.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/boeing7341.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/boeing734_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="boeing-734" border="0" height="300" width="400" /></a></p>
<p><em>O glorioso Boeing 734</em></p>
<p>Lentamente andou pelo corredor, por onde outrora passaram carrinhos com bebidas e comidas. Alguns anos mais tarde, passariam por ali também carrinhos com souvenirs, revistas e jornais. Se fechasse os olhos, poderia ouvir e ver passageiros passando por ali, indo ao banheiro, conversando com as famílias. Via as comissárias (”aeromoças”, como diziam na época) sorrindo sempre, entregando toalhinhas refrescantes e fones de ouvido aos passageiros.</p>
<p>Chegou à cabine, onde observou demoradamente o painel, com todas as luzes e mostradores tão familiares. Vivera para aquilo a vida inteira.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/interior7341.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/interior734_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="interior-734" border="0" height="300" width="400" /></a></p>
<p>Sentou-se na poltrona do piloto e fechou os olhos. Agora via o tráfego. Ouvia os controladores que davam instruções às aeronaves que chegavam ou partiam. Sentia a segura presença do co-piloto e engenheiro de navegação ao seu lado. Eles também confiavam nele cegamente.</p>
<p>Com as mãos firmes no manche, pôde sentir o controle absoluto daquele pássaro gigante de ferro e alma. Sim, porque não importa quão avançada é a tecnologia do homem, um objeto daquele tamanho e peso nunca sairia do chão se não possuísse uma alma para voar.</p>
<p>Uma mão pousou no seu ombro.</p>
<blockquote><p>- Querido, temos que ir.</p></blockquote>
<p>Era a sua esposa. Estava sorrindo, num misto de pena e tristeza. Sabia o que se passava no interior de seu marido. Ele olhou para ela.</p>
<blockquote><p>- Me fala, Maria… quantos anos eu tenho?</p>
<p>- Você faz 70 hoje…</p>
<p>- Setenta… sabia que dentro deste avião eu passei 30 anos desses 70?</p>
<p>- Sim…</p>
<p>- Sabe Maria… eu achava que ia morrer voando. Nunca foi o meu medo. Foi a minha vontade. Já na escola de pilotos, todos diziam: “Bom mesmo é morrer voando”… Não é justo morrer em terra.</p>
<p>- Querido…</p>
<p>- Sabe&#8230; acho que nunca ninguém pensou no “depois”. Eu não pensava. Só sabia que estava destinado a voar. E nunca tinha parado pra pensar que um dia eu ia ter que parar. Simplesmente um dia eu não ia mais poder entrar num avião destes na qualidade de comandante. Pensava que aquilo ia durar para sempre.</p>
<p>- Não fala assim… nós temos filhos e netos que te adoram…</p>
<p>- Adoram, mas não deveriam. Esta profissão me consumiu. Eu raramente parava em casa, como você se lembra. Sempre daqui pra lá. De lá pra cá. Este é o último 734 operacional no mundo, você sabia?</p>
<p>- Não&#8230; mas já foi sorte terem deixado a gente entrar aqui antes dos outros… daqui a pouco o piloto e os passageiros chegam e nós temos que ir nos sentar lá atrás, junto com os passageiros…</p>
<p>- É… ainda bem que eu conheço o pessoal neste aeroporto, não é verdade? Pude entrar aqui e ver tudo… matar saudades…</p></blockquote>
<p>Ela sorriu. Não havia nada a dizer.</p>
<p>Ele se levantou e foram se sentar em suas poltronas, enquanto os passageiros entravam e ocupavam seus lugares. Os comissários de bordo iniciavam os serviços, auxiliando as pessoas a encontrarem suas poltronas, ajudando com as bagagens, tirando dúvidas.</p>
<p>Assim que as portas do avião se fecharam, ouviu-se a voz mecânica do comandante.</p>
<blockquote><p>“Senhores passageiros, muito boa tarde, aqui quem vos fala é o comandante Soares. Gostaria de dar a todos as boas vindas ao vôo 1322 da nossa companhia aérea. Hoje é um vôo especial, pois é o último vôo deste Boeing 737-400 antes de ser substituído pelo novo Boeing 737-800.</p>
<p>Temos também conosco neste vôo de despedida o Comandante Loureiro, que voou durante 30 anos somente no Boeing 734, como nós o chamamos. Hoje o Cmdte Loureiro completa setenta anos de idade e seria um grande prazer tê-lo durante o vôo na cabine de comando.”</p></blockquote>
<p>Dito isto, todos os passageiros olharam em volta, procurando o velhinho. Atônito, ele levantou-se e, sob uma enorme quantidade de aplausos, dirigiu-se à cabine. O comandante recebeu-o com um largo sorriso e sentou-se no lugar do co-piloto.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/comandante1.jpg?95884c" atomicselection="true"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/08/comandante_thumb1.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="comandante" border="0" height="265" width="400" /></a></p>
<p><em>Hora de um último vôo</em></p>
<blockquote><p>- Comandante Loureiro, é com enorme prazer que o recebo em minha cabine e entrego em suas mãos o último vôo do nosso querido 734. Eu fico aqui de co-piloto, caso tenha se esquecido de alguma coisa.</p></blockquote>
<p>Com os olhos marejados e sem articular palavra, ele olhava para o comandante e para o assento do piloto, temendo acordar a qualquer momento.</p>
<blockquote><p>- Com todo o respeito, &#8211; conseguiu finalmente dizer &#8211; em momento algum da minha vida eu me esqueci de como isto se faz.</p>
<p>- Não duvido, Comandante Loureiro, não duvido. Sua fama como piloto é legendária, e se não fosse ela, jamais teríamos conseguido permissão da companhia para que o senhor pilotasse. Agora seria bom sentar-se, pois estamos atrasados.</p></blockquote>
<p>Assim que se sentou, sua expressão modificou-se e os gestos tornaram-se precisos e mecânicos. O avião tornara-se parte do seu corpo. Todos os procedimentos faziam parte de um ritual sagrado que ele interiorizara tão bem quanto o ato de andar, mastigar ou piscar os olhos.<br />
Pelo rádio, pediu autorização para taxiar até a pista. Na resposta, outra surpresa. Ele conhecia aquela voz.</p>
<blockquote><p>- Antunes? &#8211; perguntou tímidamente.</p></blockquote>
<p>A resposta veio precedida por uma risada.</p>
<blockquote><p>- Então Loureiro, você acha que é o único velho sortudo que vai ter a oportunidade de se despedir dessa sucata? Em nome de todos os controladores (aposentados e ativos) dou-lhe os parabéns pelo aniversário e desejo um ótimo vôo para o já saudoso 734. Não poderia estar em melhores mãos.</p></blockquote>
<p>Enxugando rapidamente uma lágrima que teimava rolar pelo canto do olho, ele disse:</p>
<blockquote><p>- É bom saber que eu não sou o único gagá neste aeroporto. Agora me dá a autorização logo antes que eu fique em último na fila.</p>
<p>- Não se preocupe, parece que todos os comandantes neste aeroporto sabem do evento e se recusam a decolar enquanto não virem a última decolagem do “Loureiro e seu passarinho de estimação”.</p>
<p>- Fazia tempo que eu não ouvia essa expressão… bom, então se temos platéia, que o show seja bonito. Taxiando ao ponto de espera da pista 09L.</p></blockquote>
<p>É difícil descrever o que se passava em seu interior. Ele decolou ao som de palmas dos passageiros e da torre de controle, foi saudado com entusiasmo pelo pessoal do Controle e depois do Centro.</p>
<p>Passou pelos 20.000 pés e, quando finalmente nivelou nos 33.000 pés, morreu.</p>
<p>Hoje em dia, quem visitar a sua lápide, pode ler:</p>
<p>“Pilotou para viver e pilotou para morrer”</p>
<p>Embaixo, uma foto do velho comandante em frente ao seu 734.</p>
<p>Na foto, os dizeres “Loureiro e seu Passarinho de Estimação. Um não viveria sem o outro.&#8221;</p>
<p><em><strong>Mytho Leal</strong> é autor convidado da Papo de Homem e nos cedeu o prazer de republicar oficialmente esse texto, <a href="http://www.papodehomem.com.br/forum/showthread.php?p=995" target="_blank">que já estava em nosso fórum</a>, mas cuja autoria desconhecíamos.</em></p>
<p><em>Além de ter grande talento para a escrita, Mytho atualmente se encontra perdido na Europa, onde tenta ficar mais rico e atualiza <a href="http://mytho.com.pt/blog/" target="_blank">seu blog</a> diariamente. ;D</em></p>
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