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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Mauricio Garcia</title>
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		<title>Papo de Centro Cirúrgico 4 &#8211; A volta dos que não foram</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Sep 2011 13:42:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ô seus pelassacos, o PdH tá papo cabeça demais pro meu gosto, então toma Papo de Centro Cirúrgico versão 4 pra descontrair. A falta de pressa é a inimiga do picareta Já falei aqui de um colega picareta com quem trabalhei. O cara fazia migué pra tudo, dizia que não operava só pra não ter [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ô seus pelassacos, o PdH tá papo cabeça demais pro meu gosto, então toma Papo de Centro Cirúrgico versão 4 pra descontrair.<span id="more-44678"></span></p>
<h3>A falta de pressa é a inimiga do picareta</h3>
<p>Já falei aqui de um colega picareta com quem trabalhei. O cara fazia migué pra tudo, dizia que não operava só pra não ter que ir para o centro cirúrgico, o almoço dele durava cinco horas, essas coisas. E eu só aturando os pepinos gerados pelo cara.</p>
<p>Mas, como diria uma ex-administradora da minha clínica, chega o dia que o dia chega.</p>
<p>Calhou que um dos colegas de plantão tinha ido para um congresso e o picareta estava só esperando um colega rendê-lo para poder sair mais cedo e ir a uma festa. Nisso, chegou uma fratura exposta de perna, combinada com fratura fechada de tornozelo – ou seja, ao menos a exposta teria que ser operada. Como eu precisava de auxílio, o picareta teve que vir comigo. Era o dia da vingança.</p>
<p>Ele precisava sair  uma hora depois do momento em que o paciente foi anestesiado. E eu enrolando:</p>
<ul>
<li>Para diminuir a contaminação, fazemos a limpeza de nossos braços com degermante por cerca de três minutos. Demorei dez.</li>
<li>Uma fratura exposta deve ser limpa e lavada meticulosamente, com pelo menos dez litros de soro fisiológico. Usei uns 18 litros e ainda instruí a enfermeira a cortar o bico do soro de modo a deixar apenas um filete sair – ou seja, cada frasco demoraria uma eternidade para esvaziar. Além disso, a meticulosidade dobrada também consumia tempo.</li>
<li>Ao pedir para a circulante me trazer o fixador externo, fiquei deliberadamente indeciso entre vários.</li>
<li>Normalmente, ao posicionar o fixador, você tem critérios flexíveis para aceitar o resultado final. Optei pela perfeição, o que sempre demora mais.</li>
<li>A cada vasinho que sangrava, eu parava tudo e ia coagular. Dependendo do sangramento, isso não é necessário.</li>
<li>Ao fechar a pele, eu errava todos os nós do fio de sutura, antes de acertá-los.</li>
</ul>
<p>Enquanto eu fazia a cirurgia mais meticulosa, limpa e precisa da história do SUS, mil vezes mais do que o mínimo que deveria ser feito, o cara se desesperava e eu ria por dentro. Então, veio a <em>crème de la crème</em>.</p>
<p>A fratura exposta era uma emergência, mas havia uma fratura fechada que teoricamente poderia ser ficar como estava e seria operada pelo serviço de rotina. Numa ação caridosa, ordenei à circulante que trouxesse o material para essa cirurgia, pois assim o paciente sairia da mesa com o problema todo resolvido – uma boa ação me nos custaria mais uma horinha&#8230; Ops.</p>
<p>No meio da segunda cirurgia, já completamente louco, ele começa a pedir para chamar o substituto, que deveria ter chegado. Mas a circulante volta com a resposta: “Ele não está”. E só liberei no final do procedimento.</p>
<p>Pobre picareta, chegou umas três horas atrasado em sua festa.</p>
<h3>Querida, hoje tive que resolver um pepino enorme lá no hospital&#8230;</h3>
<p>Já que falei nos pepinos que esse cara arrumava, não posso deixar de contar uma história que <a title="30 corpos (e casos) estranhos de Empalamentos" href="http://papodehomem.com.br/30-corpos-e-casos-estranhos-de-empalamentos/" target="_blank">já contei aqui no PdH</a> sobre um uso alternativo de pepinos, e outros vegetais de formato fálico, por via retrógrada. Aconteceu nesse mesmo hospital.</p>
<p>Falo de um empalamento. Quando isso acontece, a roda da fofoca é implacável, todo o nosocômio fica sabendo. Fui avisado pelo técnico de Raio-X. Eu até desci para ver a radiografia do cara e, assim, acabei descobrindo que pepinos não aparecem em radiografias.</p>
<p>O vegetal já havia sido retirado das entranhas do indivíduo e, meus caros, tinha que ser MUITO MACHO pra atochar um pepino king size daquele no próprio toba. Assustador!</p>
<p>Depois, naturalmente, imperaram as piadas sobre pepinos a serem resolvidos no plantão e, acredite se quiser, tinha salada de pepino no almoço. Não sei porque quase ninguém comeu&#8230;</p>
<div id="attachment_44681" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-44681" title="Eu sei o que vocês estão pensando, seus imundos, mas é uma boca. A história completa está aqui." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/todos-os-olhos-620x627.jpg?95884c" alt="Eu sei o que vocês estão pensando, seus imundos, mas é uma boca. A história completa está aqui." width="620" height="627" /><p class="wp-caption-text">Eu sei o que vocês estão pensando, seus imundos, mas é uma boca. A história completa está aqui.</p></div>
<h3>Desconfie de perguntas estranhas no pós-operatório</h3>
<p>Retirar coisas de dentro de seres humanos requer certos cuidados. Uma vez, quase deu merda!</p>
<p>Um staff medalhão de renome do hospital onde fiz residência entrou com dois colegas residentes numa cirurgia para a retirada de uma placa e parafusos do púbis de um paciente do sexo masculino. Por haver sinais de infecção, primeiro se retira o material, e depois, limpa-se a infecção.</p>
<p>Então após a retirada, o staff não conseguia encontrar a infecção, ou seja, o pus. Continuou dissecando até que viu uma estrutura amarelada que parecia o local infectado. Triunfante, gritou:</p>
<blockquote><p>“Aqui está o pus!!”</p></blockquote>
<p>Pegou uma goiva (instrumento semelhante a um alicate), cravou no “pus” e puxou. Uma estrutura tipo corda veio surgindo e, ao final dela, uma outra estrutura tipo uma bola.</p>
<p>Pra quem não entendeu: o cara puxou o funiculo espermático do paciente e a bola&#8230; era um testículo! Rapidinho, ele botou a bola lá pra dentro e ninguém comentou o assunto.</p>
<p>Epílogo: como o cara só puxou, sem arrebentar, ficou tudo bem. O mais suspeito foram os colegas fazendo o pós-operatório e perguntando ao paciente se estava tudo bem, se estava tudo funcionando direitinho&#8230;</p>
<p>A placa retirada virou chaveiro de um outro colega.</p>
<h3>Boca de bêbado não tem dono</h3>
<p>Bolas amarelas me remetem à festa da minha formatura. O porre que tomei nessa festa foi tão épico que minha turma lembra disso até hoje. Quando fui ver as fotos, não lembrava de ter tirado metade delas.</p>
<p>Mas ganhamos um café da manhã no Hotel Sheraton e, então, o que restou de mim foi pra lá. Cambaleando, ainda consegui fazer meu prato. Quando olho as opções, vi umas bolinhas amarelas.</p>
<p>“Oba, pão de queijo!!”. E enchi meu prato delas.</p>
<p>Quando fui comer, era um treco gelado e gorduroso, nada semelhante a um pão de queijo&#8230; Deixei de lado e voltei pra casa sem saber o que era aquilo.</p>
<p>Fui descobrir quase um ano depois, num carnaval em Porto Seguro. Acordei tranquilo depois da noitada e fui tomar café. Quando olho, lá estão elas, as mesmas bolinhas amarelas de um ano atrás!</p>
<p>Eu tinha comido manteiga pura.</p>
<h3>&#8220;Ibituruna, a manteiga dos momentos mais profundos&#8221;</h3>
<p>Falando em manteiga, essa aconteceu durante a residência médica do guitarrista da minha banda.</p>
<p>Durante muito tempo, uma noitada clássica daqui do Rio era a &#8220;noite dos solteiros&#8221; que rolava sempre às quartas numa casa noturna do Centro. Um dos nossos tinha acabado de se dar bem e estava num canto da casa, aos amassos com a incauta. O resto do povo, querendo ir embora, foi avisar o cara que estávamos de saída.</p>
<p>O cidadão estava com as mãos por dentro do sutiã da moça e nem se dignou a retirá-las para se despedir: fez o gesto de tchau por debaixo da blusa mesmo, para gargalhada geral.</p>
<p>Mas a história não termina aí. Ao rebocá-la para o alojamento (alojamentos de residentes são verdadeiras alcovas), eis que ela resolve propor uma &#8220;experiência alternativa ao convencional&#8221;. Digamos, um tipo de sexo que necessita lubrificação extra. E pergunta se o cara tem KY ou coisa do tipo.</p>
<p>Não tinha, mas pra não perder a oportunidade, ele dá uma revista rápida no quarto e encontra no frigobar um pote salvador: Manteiga Ibituruna!</p>
<blockquote><p>&#8220;Ah, vai tu mesmo!!&#8221;</p></blockquote>
<p>E lá se foi a manteiga fazer as vezes de KY.</p>
<p>Lógico que esse feito acabou caindo na boca do povo do alojamento com todos os detalhes técnicos.</p>
<p>O pessoal do restaurante nunca entendeu o porquê daquele grupo de residentes sempre comentar a marca da manteiga: </p>
<blockquote><p>&#8220;se for Ibituruna a gente não quer, não, porque vai estar contaminada!&#8221;</p></blockquote>
<p><object width="620" height="495" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QSP34U29BYg?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="495" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/QSP34U29BYg?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/QSP34U29BYg" target="_blank">Link YouTube</a> | Se o seu exame de próstata não é assim, então está faltando amor no seu médico.</em></p>
<h3>Pão de queijo, uma comida para todos os momentos</h3>
<p>Falei do barangueiro mais acima, e ele volta neste causo. O assunto é pão de queijo.</p>
<p>Muitas vezes, ficamos preocupados em não falar besteiras para as mulheres que pegamos e tal, mas essa que o cara falou merecia o fim da relação.</p>
<p>Estava ele nos preparativos finais para o coito e solta a seguinte pérola:</p>
<blockquote><p>“Agora vou colocar meu pão de queijo no seu forninho!!!”</p></blockquote>
<p>Terrível, mas acabou colocando mesmo.</p>
<h3>Médico: alguém de ego tão avantajado que faz pouco publicamente das mulheres que dão em cima dele</h3>
<p>Voltando às fêmeas, lembrei de uma boa história que não sei por que não contei nos episódios anteriores deste Papo de Centro Cirúrgico. Aliás, são duas histórias sobre o mesmo tema: as declarações de amor mais “exóticas” que eu já recebi de pacientes/colegas de trabalho.</p>
<p>A primeira foi de uma paciente minha, guria de 13 anos que tratei de uma fratura de braço, e que gamou nimim. (Putz, pedofilia é crime, tô fora). O gesso que fazemos para esse tipo de fratura tem que ser trocado constantemente, e toda vez, eu disse <strong>toda vez</strong> que fazia a troca, o gesso voltava com um coraçãozinho com o meu nome escrito. Engenhosa a menina.</p>
<p>A outra foi uma auxiliar de enfermagem com quem trabalhei no Exército. Vivia me chamando para almoçar e dando outros moles, mas como era, digamos, pouquíssimo aprazível em termos morfológicos, declinei. Não satisfeita, ela fez algo que acho que ninguém jamais fará por mim novamente&#8230;.</p>
<p>Ao ganhar um filhote pastor alemão, batizou o bichinho com meu nome e sobrenome.</p>
<p>Fiquei até lisonjeado de ter um homônimo canino, mas ela não me conquistou com essa criatividade.</p>
<p>Em tempo: O pobre Maurício Pessoa pegou uma doença misteriosa e morreu ainda jovem. Juro que não foi praga minha.<br />
<div id="attachment_44691" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/jesus-doctor-healing.jpg?95884c" alt="Como médicos se veem: &quot;Foto minha na sala de operação. Sou o barbudinho. Nem preciso usar máscara pois minha respiração é naturalmente pura.&quot;" title="Como médicos se veem: &quot;Foto minha na sala de operação. Sou o barbudinho. Nem preciso usar máscara pois minha respiração é naturalmente pura.&quot;" width="450" height="330" class="size-full wp-image-44691" /><p class="wp-caption-text">Como médicos se veem: &quot;Foto minha na sala de operação. Sou o barbudinho. Nem preciso usar máscara pois minha respiração é naturalmente pura.&quot;</p></div></p>
<h3>Gente que se gaba de enganar os outros depois vai querer operar seu fígado</h3>
<p>Criatividade era a marca de alguns colegas médicos, especialistas em balonismo. Naturalmente, estou falando da arte de dar balão em suas respectivas namoradas.</p>
<p>Um plantão ou cirurgia extra já era convincente o bastante, mas tinha um colega, estagiário do departamento médico do Vasco da Gama, que se superava nas armações.</p>
<p>Um belo dia, ele disse para a namorada que iria acompanhar a equipe de futsal num torneio no Espírito Santo. Botou o uniforme e pediu para que ela o levasse ao estádio do clube. Se despediram. Ele entrou no estádio, foi para o vestiário, trocou de roupa,e foi encontrar os amigos que estavam de carro do outro lado do estádio. Destino: Oktoberfest de Blumenau.</p>
<p>Mas a genialidade não está nisso. O “torneio no Espírito Santo” não foi à toa: o pai dele estava justamente numa viagem ao Espírito Santo:</p>
<blockquote><p>“Pai, compra alguma coisa escrito “lembrança do Espírito Santo” para eu dar depois pra minha namorada!!”</p></blockquote>
<p>Gênio do crime.</p>
<h3>Mentir e rir da vítima, as marcas do cavaleiro moderno</h3>
<p>Outro colega meu poderia escrever um livro sobre balonismo. Sua tática já começava perfeita, porque ele tinha um <em>alias</em> para a noitada. Sempre dava nome falso em seus balões. Renato, no caso.</p>
<p>Estava saindo com uma incauta ciumenta e ela sempre marcando em cima. Um belo dia, ela o acusa de estar com outra, ele nega e ela:</p>
<blockquote><p>“Eu sei que você está com outra&#8230; NINGUÉM ME ENGANA NÃO, RENATO!!!”</p></blockquote>
<p>Aqui ele quase se traiu, porque a vontade de rir da cara dela era imensa!</p>
<h3>O bom mentiroso mente falando a verdade</h3>
<p>Esse mesmo colega juntou-se a outro mestre do balonismo e inventaram um congresso no Paraná para irem juntos. Só que o verdadeiro congresso era novamente em Blumenau, um pouco mais ao sul, e um pouco mais etílico, em outubro.</p>
<p>Na época, o fake Renato estava solteiro, mas o outro tinha namorada. Quando voltaram, a namorada do cara foi buscá-los no aeroporto, e resolveu ter uma crise de ciúme. Pressionou para saber o que eles tinham armado. E ela enchia o saco, acusando os dois de terem armado aquilo tudo e querendo saber “a verdade”.</p>
<p>Então, meu amigo solta o verbo: </p>
<blockquote><p>“Você quer saber a verdade? Vou te contar então. Nós inventamos esse congresso e fomos para a Oktoberfest pegar mulher. Pronto, falei.”</p></blockquote>
<p>O golpe foi tão certeiro e inesperado que a resposta foi:</p>
<blockquote><p>“Ah, mentira. Duvido que ele tivesse coragem de fazer isso comigo!!!”</p></blockquote>
<p>E tudo acabou bem. Quem disse que traição só acontece com mentiras?</p>
<h3>Tem gente que só larga o osso quando não tem mais osso</h3>
<p>Mas teve uma menina que se estrepou ao dar balão no namorado. Foi sair com o amante, caíram de moto, e ela teve uma fratura exposta no pé, perdendo até um osso.</p>
<p>Fiquei sabendo de tudo porque o bucha aqui é que teve que operá-la às 3 da matina.</p>
<p>Gostaria de saber qual foi a desculpa que ela deu pro corno. E o pior é que não teve nem como reconstruir o osso perdido.</p>
<div id="attachment_44689" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/09/kitty-1-620x737.jpg?95884c" alt="Como um médico se olha no espelho de manhã: &quot;bom dia, doutor, pronto pra salvar vidas, encantar meninas e educar putas?&quot;" title="Como um médico se olha no espelho de manhã: &quot;bom dia, doutor, pronto pra salvar vidas, encantar meninas e educar putas?&quot;" width="620" height="737" class="size-large wp-image-44689" /><p class="wp-caption-text">Como um médico se olha no espelho de manhã: &quot;bom dia, doutor, pronto pra salvar vidas, encantar meninas e educar putas?&quot;</p></div>
<h3>Olhem como sou legal: faço caridade no puteiro</h3>
<p>Pra fechar uma última história de Oktoberfest.</p>
<p>Uma quarta feira em Blumenau, noitada meio morna, fim de noite, zero a zero, um bando de machos bêbados. Alguém sugeriu irmos zoar num puteiro. E fomos.</p>
<p>Chegando lá, uma das moças cisma comigo e começa a falar besteira no meu ouvido. Resolvo então consumir (ou consumar, sei lá). Um erro grosseiro e crasso, porque eu estava trêbado e depois de certo nível alcóolico, a coisa não funciona nem por decreto. Too drunk to fuck.</p>
<p>Não estava funcionando mesmo, mas a incauta não ajudava. Teimava em fazer o bola gato com o meu amigo encapado – algo que na ausência da capa costuma ser infalível. Pedi que ela fizesse rapidinho sem capa, só pra eu conseguir atingir uma consistência maior que a gelatina que estava, mas ela não topou.</p>
<p>Já que estávamos ali mesmo, começamos a trocar uma idéia e o assunto caiu no HIV. Dei algumas orientações médicas, tirei algumas dúvidas, até que o tempo acabou e desci.</p>
<p>Quase argumentei que não tinha conseguido nada, mas imagina você cheio de cana nas idéias tendo que confrontar dois leões de chácara que têm o seu tamanho só no bíceps? Capitulei, admiti a derrota, paguei o preju. Bem feito.</p>
<p>Ao menos serve de consolo o comprometimento com a profissão médica. Qual colega pode dizer que pagou do próprio bolso para dar aula sobre HIV/AIDS por aí? Quero ver me chamar de mercenário depois dessa!</p>
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		<title>Papo de Centro Cirúrgico 3, a grande volta</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2011 11:08:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Depois dos dois primeiros episódios da série “Papo de Centro Cirúrgico”, estava eu lendo alguns textos da PdH e só vi debates sérios e papo cabeça nos últimos artigos. Nada melhor que uma quebrada para descontrair, então, botei a cachola para funcionar e relembrar mais causos que esses anos de medicina me trouxeram. Começo com [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois dos dois primeiros episódios da série “<a href="http://papodehomem.com.br/papo-de-centro-cirrgico-2-a-misso/" target="_blank">Papo de Centro Cirúrgico</a>”, estava eu lendo alguns textos da PdH e só vi debates sérios e papo cabeça nos últimos artigos. Nada melhor que uma quebrada para descontrair, então, botei a cachola para funcionar e relembrar mais causos que esses anos de medicina me trouxeram.<span id="more-41855"></span></p>
<div id="attachment_41859" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-41859" title="Papo cirúrgico 3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/07/chen_600.jpg?95884c" alt="" width="600" height="396" /><p class="wp-caption-text">Pra começar a contar esses papos, preciso primeiro tirar essa sonequinha aqui</p></div>
<p>Começo com uma prática não muito louvável, mas comum entre os médicos, o popular “esquema”. Não falo daqueles esquemas para não ir trabalhar e receber, mas para aliviar a carga horária. Por exemplo, se um hospital tem 4 médicos no mesmo setor em um dia, vão 3 e um folga, e assim revezamos. Os outros 3 compensam a falta do que está folgando. Se der m&#8230;, o da folga fica alcançável para cobrir o buraco.</p>
<p>Então, em um sábado de plantão, à tarde, um colega reclamava que como tinha pouca gente no horário, eles não conseguiam fazer esquema. Nisso, foi para a cantina e, ainda se lamentando, pediu um quibe. Logo depois, ao pedir o molho inglês para a atendente, travou o seguinte diálogo:</p>
<blockquote><p>Atendente: “Não tem molho inglês”</p>
<p>Colega: “Ué, mas eu trabalho aqui durante a semana, sempre tem molho inglês”</p>
<p>Atendente: “É, mas o dono do bar só fica aqui até sábado de manhã. De tarde ele vai embora, e leva o molho inglês pra não roubarem, então sábado de tarde e domingo não tem”</p></blockquote>
<p>E o colega, numa das sacadas mais brilhantes que eu já vi, vira-se para o outro e comenta:</p>
<blockquote><p>“Tá vendo que merda? Aqui até o molho inglês tem esquema, só a gente que não!!!!”</p></blockquote>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Esse mesmo colega, uma figuraça e louco de pedra, recebeu uma queixa estranha no ambulatório.</p>
<blockquote><p>“Dr, minhas juntas doem, mas só quando faz frio”</p></blockquote>
<p>Ele tentou descobrir outras causas, mas nada, tudo normal. Algo inexplicável, estranhíssimo. Só quando fazia frio.</p>
<p>E não é que o cara vai, escreve algo num receituário e entrega pro paciente?</p>
<p>O que estava escrito? “Mudar para Manaus”</p>
<p>Louco. Definitivamente.</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>A queixa desse paciente não era, digamos, esquisita. Mas sou ortopedista, então fiquei surpreso quando ele vira para mim e me pede para examinar seu pinto. Dizia ele que apresentava umas bolinhas no local e estava preocupado.</p>
<p>Bom, eu já havia terminado a parte ortopédica da coisa, então, não custava nada dar uma luz pro cara. Mandei arriar as calças e arregaçar o bicho. Realmente estava com umas perebas lá. Eu disse que aquilo não era normal e que ele procurasse um urologista para uma melhor análise.</p>
<p>Ele então guarda o membro, ajeita a calça, me agradece e ao se despedir&#8230;. estende a mão para me cumprimentar&#8230; a mesma mão que havia pegado no dito cujo cheio de perebas há alguns segundos.</p>
<p>Olha, foram os 5 segundos mais angustiantes da minha vida, se vocês conseguirem imaginar a cena. Eu, quieto, olhando pra mão dele, pra cara dele, pra ver se o sujeito se mancava. Por fim, fiz um leve “não” com a cabeça. Finalmente ele se mancou e saiu, não sem antes abrir a maçaneta com a mesma mão.</p>
<p>Bom, ao menos calçar luvas e limpar a maçaneta com álcool foi bem tranquilo.</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Nesse mesmo ambulatório, durante a residência médica, a gente adiantava a lista de atendimentos para antes do horário marcado, para podermos sair mais cedo. Mandávamos todos os pacientes chegarem na mesma hora, e atendíamos por ordem de chegada. Como o setor de prontuários do hospital só mandava os respectivos no horário certo, o que fazíamos era começar antes e depois registrar o atendimento. Com isso, a listagem da ordem de chamada era feita com papeizinhos com o nome do paciente.</p>
<p>E aí começava a gaiataria. Era um tal de nego enfiar papel com nome falso pra sacanear o colega ou dar a impressão que tinha um monte de encaixe, só pro colega ficar desesperado, que vocês não fazem idéia. Mas esse episódio aqui foi marcante.</p>
<p>Um novato pegou um dos papeizinhos e olhou. O nome do paciente era “Hagar”.</p>
<p>Ele comenta: “Que é isso, Hagar, o horrível?”</p>
<p>Então ele abre a porta do consultório e grita várias vezes: “Hagar&#8230; Hagar&#8230;”</p>
<p>Sem resposta.</p>
<p>Então ele resolve gritar mais alto, e o nome inteiro: “Hagar Romeu Pinto!!”</p>
<p>Gargalhada geral, e o cara se sentindo igual ao Moe, <a href="http://youtu.be/uAzurnzXiZc" target="_blank">quando leva trote</a> do Bart Simpson.</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Falando em ambulatório, eu criei uma boa tática de marketing ambulatorial.</p>
<p>Aproveitando o fato que pacientes com fraturas do quadril não podem andar por algum tempo (normalmente 3 meses) depois da cirurgia, quando eu marcava para o paciente retornar após a consolidação da fratura, mandava ele trazer muletas. Os primeiros passos depois da cirurgia seriam sob minha supervisão no consultório.</p>
<p>Então, quando o paciente chegava na frente do ambulatório, todos o viam na cadeira de rodas. Aí eu o botava pra dentro, fechava a porta, e fazia ele andar com as muletas.</p>
<p>Aí vinha o pulo do gato. Eu abria a porta do consultório e fazia ele dar uma voltinha lá fora. E os outros pacientes, que não sabiam de nada, ouviam um comentário meu: “Tá vendo, chegou de cadeira, saiu andando&#8230; Agora volta pra cá!!”</p>
<p>As secretárias depois me contavam os comentários lá fora: “Pô, esse cara é bom, hein?”</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Seth_Godin" target="_blank">Seth Godin</a> aprovaria?</p>
<p>Imagem ajuda, mas não quer dizer muita coisa. As impressões me causaram um puta susto uma vez.</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Estava eu tranquilo no meu serviço como Tenente médico do Exército Brasileiro, quando ligaram para o serviço requisitando um médico ortopedista para cobrir um teste de tiro. Leia-se, os praças iriam atirar de fuzil e o médico tinha que estar ali para qualquer acidente. Pegaram o bucha da vez, esse que vos fala, para ir para o local.</p>
<p>Perguntei onde era, e me informaram que era no CPOR (Centro de Preparação de Oficiais da Reseva). Achei estranho, porque o CPOR tinha médico próprio. Por que puxariam um do hospital? Enfim, fui informado pelo instrutor do tiro que eu deveria ir à paisana, e seria levado por uma viatura.</p>
<p>No dia e hora combinados, estou aguardando na frente do hospital e recebo ligação de um cara que se rotula Sargento Fulano, e que era para eu acompanhá-lo dali até a viatura. Então ele apareceu, um sujeito com uma puta cara de bandido, mas simpático.</p>
<p>Bom, fomos até a viatura então. Eu, crente que seria uma daquelas viaturas camufladas verde-oliva, mas a viatura era um Chevette velho todo fudido. Dentro delas, outros 3 sujeitos, cada um mais mal encarado que o outro, com cara de poucos amigos&#8230; Entrei no carro e comecei a pensar merda.</p>
<blockquote><p>“Caceta, pedem um médico pra local que tem médico, aí aparecem esses caras, será que armaram isso pra sequestrar alguém? Golpe de gênio!”</p></blockquote>
<p>Na “viatura”, papo zero. O Hospital era perto do CPOR, então fiquei na expectativa.</p>
<p>Agora, meus amigos, imaginem a cara que eu fiz e a queda da temperatura corporal, ou ainda, a contratura do meu esfíncter anal quando a viatura Passa reto do CPOR.</p>
<blockquote><p>“Fudeu, perdi!!! É sequestro!”</p></blockquote>
<p>E a viatura indo, indo, indo&#8230; nada de chegar ao local. E eu me borrando pra perguntar onde eles estavam me levando.</p>
<p><strong>Epílogo:</strong> As aparências realmente enganam, eles eram sargentos mesmo, me levaram para o Campo do Gericinó, bem afastado do CPOR, realmente era um teste de tiro e, pra gastar a munição restante, ainda carregaram duas vezes uma pistola 9mm para eu largar o dedo.</p>
<p>Não me culpem por pré-julgar os caras. Muitos aqui fariam o mesmo, com todas essas variáveis envolvidas.</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Soube de um colega para o qual as impressões visuais não contavam. Especialmente sobre seres do sexo feminino. Bastava ser mulher pro cara cair matando. O popular “barangueiro”.</p>
<p>Eis que um outro amigo meu, também médico, está de xaveco com uma garota e tal, e marca com ela para saírem. Mas a garota, ao chegar no bar combinado, usa uma odiosa tática feminina para esses momentos: Leva uma amiga!!</p>
<p>Não obstante, a visão da amiga impediu meu brother de cogitar sequer um menage-a-trois. Era uma baranga gorda daquelas suadas e sebentas. Então, ele resolve apelar e liga para o barangueiro, pedindo para ele dar um pulo no bar, pra dar uma mãozinha.</p>
<p>Quando o dito cujo chega, meu amigo está tenso, já pensando em pedir desculpas por ter metido o cara nessa encrenca, quando as duas vão para o banheiro. E não é que o barangueiro olha pro meu amigo esfregando as mãos, como quem diz: “Me dei bem”?</p>
<p>Resultado: com a amiga “neutralizada” (e devidamente degustada) pelo barangueiro, meu brother também logrou êxito para a degustação.</p>
<p>O mais engraçado foi no dia seguinte, no alojamento dos residentes, tá lá a galera conversando, aí chega o barangueiro e cumprimenta o meu amigo: “Aeee, isso é que é amigoooo!!!”</p>
<p>E ele estava sendo sincero de verdade. Eu quero um amigo assim!</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Faço um mea culpa aqui, porque já que falei de gorda, uma vez dei uma lamentável bola fora.</p>
<p>Quando eu era residente, uma vez internou uma paciente obesa mórbida com osteomielite de fêmur, sob os cuidados da minha equipe. Eu era do 3° ano, e como residente mais antigo, o dever de passar o caso na hora da visita era meu, e o dever de me trazer os exames da paciente, era do residente do 1° ano (R1).</p>
<p>Então quando o chefe de serviço chegou na frente do leito, eu, sem pensar, gritei pro R1:</p>
<blockquote><p>- “Ow, vai lá buscar o raio-x da GORD&#8230;.”</p></blockquote>
<p>Puta merda, consegui me mancar apenas no “D”. Sorte que ela não percebeu, mas os colegas sim, e me chamaram de “<a href="http://youtu.be/nW_3Dc_JEcM" target="_blank">Joselito</a>”.</p>
<p>Já diria o Chaves: “Escapuliu&#8230;”</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>À medida que vamos adquirindo experiência, nossa postura torna-se mais profissional e gafes como as que fiz na residência vão minguando. Essa aqui foi quando eu estava no 3° ano.</p>
<p>Entrei em campo para auxiliar dois residentes do 2° ano numa fratura de <a href="http://images.radiopaedia.org/images/627532/b2713c3b196a599eb989cc5f900b4f.jpg" target="_blank">clavícula distal</a>. Em cirurgias no ombro, normalmente a anestesia é geral. Como o paciente não estava desperto, podíamos sim conversar nos momentos não cruciais da cirurgia. Por exemplo, você não precisa estar totalmente concentrado quando está suturando pele ou lavando a ferida, diferente de quando está botando o osso no lugar.</p>
<p>Então contei sobre o jogo de futsal que eu havia disputado no domingo, que rolou uma discussão, xingamento pra tudo que é lado, e eu reproduzindo todos os palavrões utilizados.</p>
<p>Então do nada, ouve-se uma voz vinda de baixo do campo operatório: “Vocês falam muito palavrão, hein???”.</p>
<p>Anestesista desgraçado, fez bloqueio de plexo! A paciente estava acordada! E complementou: “Principalmente o Mauricio”</p>
<p>Eu tive que pedir pro cara fazer um Dormonid na veia, que causa amnésia retrógada. Se a paciente ler este relato, não vai acreditar.</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Sem noção mesmo era um gesseiro com quem trabalhei num hospital público de emergência. Simplesmente o cara ia trabalhar sempre de porre. Fazia as imobilizações muito bem, mas com um bafo de cana que vocês não têm idéia.</p>
<p>Celebrando o mundo caótico das emergências públicas, eu nunca esquecerei a cena que esse cara me fez presenciar. Por falta de leitos, uma gestante deu à luz&#8230;. na sala da ortopedia. Eu sem saber de nada, quando estou chegando na sala, vejo o gesseiro sair meio cambaleante, com uma fralda na mão, com uma PLACENTA em cima.</p>
<p>Só acredito porque vi.</p>
<p><object width="620" height="495" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tnFWht0x8lc?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="620" height="495" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/tnFWht0x8lc?version=3&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/tnFWht0x8lc" target="_blank">Link YouTube</a> | Juro que já me senti, muitas vezes, em alguma das esquetes do Hermes e Renato</em></p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Outra de cara totalmente sem noção. Um paciente entra no consultório e me pergunta:</p>
<blockquote><p>“Dr, osso respira?”</p></blockquote>
<p>Refeito do susto pela pergunta absurda, expliquei para ele que respirar é algo exclusivo dos pulmões e como o osso recebia sua nutrição pelo sangue.</p>
<p>Aí ele me mostra uma radiografia de sua perna, que tinha uma placa e parafusos na tíbia, e explica o porquê da sua dúvida:</p>
<p>“É porque eu tava vendo essa placa colada no osso, não deve estar deixando ele respirar”</p>
<p>WTF???</p>
<p>_____________________________________________________________________</p>
<p>Encerro com um pequeno dicionário pacientês-português, de pérolas colhidas nos plantões da vida:</p>
<ul>
<li>Estambo = Estômago</li>
<li>Ursa perfumada = Úlcera perfurada</li>
<li>Demagogo de pulmão = Edema agudo de pulmão</li>
<li>Desligamento cruzado anterior = Ruptura do ligamento cruzado anterior (aliás, definição genial em sua simplicidade)</li>
<li>Rauxis = Raio X</li>
<li>Impado = Não se trata de alguém que comeu empada e engasgou com a azeitona, mas de bronquite</li>
<li>Capitão Grill = Captopril (anti hipertensivo)</li>
<li>Crofenaque = Diclofenaco (antinflamatório)</li>
<li>Seu Domonas = não é um distinto senhor chamado Domonas, mas Pseudomonas (uma bactéria)</li>
<li>Dr. Rino = Otorrino</li>
<li>Bruno Marcílio = Buco-Maxilo</li>
<li>Dr Nabuco = O mesmo Buco</li>
<li>Tiriça = Icterícia (aumento da bilirrubina a ponto de causar cor amarela pelo corpo)</li>
<li>Carnegão = Entidade que vive em abscessos, que só curam quando você “tira o carnegão”</li>
<li>Ursulina = Insulina</li>
<li>Nervo asiático = Não é um nervo existente na população oriental, trata-se do nervo ciático</li>
<li>Aécis = AAS</li>
<li>Provolone = Prelone (medicamento pra asma)</li>
<li>Bater um elétrico = Fazer um eletrocardiograma</li>
<li>Comida remosa = Um clássico dos pós operatórios. Não se sabe ainda o significado, mas a princípio , é gordurosa</li>
<li>Navagina = Ao contrário do que parece, é só Novalgina</li>
</ul>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Check-up do homem: guia PdH para a manutenção da carroceria</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/check-up-do-homem-guia-pdh-para-a-manutencao-da-carroceria/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jun 2011 08:04:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>
		<category><![CDATA[Mecenas]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Assim como aviões, carros e outros aparatos mecânicos, nosso organismo não deixa de ser uma máquina. Grosseiramente podemos comparar nossa nutrição com o abastecimento de um tanque de gasolina; nossos vasos sanguíneos como o sistema hidráulico de um avião&#8230; E por aí vai. De forma análoga (e paradoxal), procuramos seguir à risca a manutenção programada destas [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assim como aviões, carros e outros aparatos mecânicos, nosso organismo não deixa de ser uma máquina.</p>
<p><span id="more-40250"></span></p>
<p>Grosseiramente podemos comparar nossa nutrição com o abastecimento de um tanque de gasolina; nossos vasos sanguíneos como o sistema hidráulico de um avião&#8230; E por aí vai. De forma análoga (e paradoxal), procuramos seguir à risca a manutenção programada destas máquinas –que de forma comprovada, reduz o risco de panes e acidentes potencialmente fatais. O caso dos aviões é emblemático: os critérios de manutenção são rigorosíssimos, tendo em vista os desastres que podem ocorrer em caso de falhas.</p>
<p>Porém, quando se trata de nós mesmos, a coisa degringola. <strong>Quem aqui já fez um check-up médico completo?</strong></p>
<p>Eu mesmo nunca fiz. Médicos são ótimos para cuidar dos outros. Dos outros. Fui descobrir que os níveis de colesterol devem ser monitorados a partir dos 20 anos só depois de formado, quando estava fazendo o curso preparatório para a prova da residência médica, assim como um sem número de colegas – e estamos falando de uma universidade federal.</p>
<div id="attachment_40253" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-40253" title="xama" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/xama.jpg?95884c" alt="" width="620" height="439" /><p class="wp-caption-text">É mais fácil explicar um ritual de cura xamânica</p></div>
<p>Pode até ser algo mais especializado, tipo pós-graduação ou área de cardiologia mesmo, mas eu sinceramente não lembro de receber orientações sobre check-up na faculdade. Em que pese a notória ação intervencionista da saúde brasileira, em detrimento da prevenção, eis onde quero chegar: não surpreende que, se o assunto ainda é algo nebuloso para nós médicos, imagina para o público leigo?</p>
<p>Cuidamos ardorosamente de nossos entes queridos, mas quando se trata de nós mesmos&#8230; Quem já foi pai aqui sabe: você leva regularmente o bebê ao pediatra, faz o teste do pezinho, mantém o cartão de vacinação atualizado, leva ao dentista pra botar aquele maldito flúor, fica com a pulga atrás da orelha quando um parente diz que seu filho está mancando ou tem os joelhos para dentro, ao menor sinal de febre no pimpolho já corre para o hospital&#8230; <strong>Por que é tão difícil ter esse zelo com nosso próprio corpo?</strong></p>
<p>O medo de descobrir alguma doença não tem justificativa lógica, pois ao descobrir logo a doença, você tem suas chances de sobrevida aumentada. Mais ainda, em caso de doenças controláveis, como a hipertensão arterial, você simplesmente pode baixar a zero a sua morbimortalidade.</p>
<p>Por essas e outras é que fui à caça e trago aqui para os homens leitores da PdH um guia prático para a manutenção da sua carroceria. Optei por classificar por faixas etárias, afinal cada uma tem sua necessidade.</p>
<h3>Check-up em qualquer idade</h3>
<p>Nós quando jovens achamos que somos imortais e livres de riscos, mas não custa nada dar uma conferida. Caso não saibam, a hipertensão arterial teve uma mudança em seu perfil epidêmico: hoje, cada vez mais pessoas vão desenvolver a doença entre os 20 e 30 anos. Em caso de história familiar positiva, o cuidado deve ser redobrado. Além disso, algumas doenças, como as renais, deixam até crianças hipertensas, isso sem falar na obesidade. A aferição da pressão arterial é ridiculamente simples e deve ser feita anualmente.</p>
<p>Você tem o hábito de inspecionar seu corpo? Pois saiba que o câncer de pele pode acometer qualquer faixa etária – em muitos casos, como o do melanoma, pode ser fatal se detectado tardiamente. O auto-exame da pele deve ser feito uma vez por mês; se você notar algo errado, corra ao dermatologista. Isso inclui seus pés e o espaço entre os dedos deles. Bob Marley morreu por causa de um melanoma que apareceu embaixo da unha de um dos dedões do pé.</p>
<p>Finalmente, <strong>fique de olho em suas bolas</strong>. Tumores testiculares também costumam ocorrer em faixas etárias menores, e uma detecção precoce aumenta a sobrevida ou cura em até 90%. O <a href="http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=138" target="_blank">auto-exame testicular</a> deve ser feita no mínimo mensalmente.</p>
<p><object width="480" height="390"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Po2lGo7LIPM?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/Po2lGo7LIPM?version=3&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Po2lGo7LIPM&amp;feature=related" target="_blank"> Link YouTube</a> | Depois de achar <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Nxjf6Nkv0_Q&amp;has_verified=1" target="_blank">esse vídeo</a> de auto-exame testicular, resolvemos ilustrar com um exame de mama mesmo</em></p>
<h3>Check-up a partir dos 20 anos: olho e sangue</h3>
<p>Como mencionei anteriormente, os níveis sanguíneos de colesterol devem ser monitorados a partir desta faixa etária. Trata-se de um excelente modo de aferir o risco de doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral – quanto mais cedo controlados, melhor. Se dentro da normalidade, o controle é feito a cada 5 anos.</p>
<p>Nossos olhos também apresentam problemas diversos das clássicas ametropias (miopia, astigmatismo e afins), e também necessitam de um exame oftalmológico a cada 1-3 anos. Lembrando que em pacientes negligentes ou assintomáticos um exame de fundo de olho é capaz de detectar sinais indiretos de diabetes e hipertensão arterial.</p>
<h3>A partir dos 30 anos: coração</h3>
<p>A critério médico, que avalia o histórico de doenças familiares e as circunstâncias de cada indívíduo, a partir dos 35 anos entram em cena o eletrocardiograma e a dosagem de hormônios tireoidianos, que deve ser repetida a cada 3-5 anos.</p>
<h3>A partir dos 40 anos: dedada</h3>
<p>Se você não apresenta fator de risco ou sintomas, é hora de começar a pesquisar a presença de diabetes mellitus, via exame de sangue. Essa pesquisa deverá ser feita mais cedo, caso você seja obeso, hipertenso ou tenha outros fatores de risco para diabetes. A testagem deve ser feita a cada 3-5 anos.</p>
<p>E aqui, a partir dos 45 anos, entra um certo check up que a maioria não quer nem ouvir falar. Mas não tem jeito, meu amigo, é a hora da dedada.</p>
<p>O exame preventivo da próstata é plenamente capaz de detectar o câncer em seus estágios iniciais e prover um tratamento muitas vezes curativo. Aos cuecas de plantão que têm preconceito: <strong>câncer de próstata mata devagar e de forma muito dolorosa</strong>. As metástases do câncer prostático provocam dores praticamente intratáveis e enfraquecem ossos a ponto de estes quebrarem por qualquer peteleco.</p>
<p>Deixar um médico realizar o exame de toque não torna você menos homem. Bom, a não ser que você tenha medo de gostar da experiência, né? Vai saber&#8230;</p>
<div id="attachment_40255" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-40255" title="tumblr_leycugv4UD1qe0eclo1_500" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/tumblr_leycugv4UD1qe0eclo1_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="335" /><p class="wp-caption-text">&quot;Nervoso, nada, doutor. Pode vir gostoso!&quot;</p></div>
<h3>A partir dos 50 anos: anual</h3>
<p>Uma causa importante de mortalidade que entra em cena nessa faixa etária é o câncer colorretal. Não menos agradável que o exame de toque, mas ao menos realizado com anestesia, a colonoscopia e a sigmoidoscopia – nada mais que uma “endoscopia na contramão” – devem ser feitas a cada 10 anos (colonoscopia) e 5 anos (sigmoidoscopia). Lembrando que em caso de história familiar de câncer colorretal, a idade para realização dos exames deve ser 10 anos abaixo da idade na qual o parente teve o câncer detectado.</p>
<p>Também para detectar câncer e outras doenças como a doença de Crohn, a pesquisa de sangue oculto nas fezes também deve ser rotineira a partir dos 50 anos. A frequência recomendada é bem fácil de lembrar: anual.</p>
<p>Nesta faixa etária, a pesquisa de diabetes e o eletrocardiograma também passam a ser anuais.</p>
<h3>A partir dos 60 anos: isopor</h3>
<p>Ainda que as mulheres sejam as maiores vítimas, os homens também podem sofrer de <strong>osteoporose</strong>. Para a prevenção, a partir dos 65 anos, é recomendada a realização de uma densitometria óssea a cada 5 anos.</p>
<p>Já tive experiências em operar ossos bastante osteoporóticos: é algo parecido com atochar parafuso num isopor. O osso quebra por qualquer trauma banal. E é algo fácil de prevenir.</p>
<h3>Observações importantes sobre o guia</h3>
<p><strong>1. </strong>Os exames citados acima são linhas gerais para um check-up e, em sua maioria, independem de um exame físico ou análise histórica do paciente, pois se fundamentam na epidemiologia das doenças.</p>
<p><strong>2. </strong>Ainda assim, o check-up ideal pode variar em outros locais. No Japão, por exemplo, a incidência de câncer gástrico é muito elevada. Se nosso guia fosse para o homem japonês, a partir dos 30 anos, uma endoscopia digestiva alta estaria indicada para toda e qualquer pessoa. Aqui no Brasil, não precisamos disso.</p>
<p><strong>3. </strong>Para não ter erro de interpretação: o paciente que passa de uma faixa etária deve continuar fazendo os exames da faixa etária anterior, de forma cumulativa.</p>
<p><strong>4. </strong>Para todo e qualquer check-up, é necessária a avaliação de um médico, que, de acordo com os dados colhidos na anamnese e na semiologia, indicará exames adicionais ou aumentará a periodicidade dos exames rotineiros. Não citei aqui os exames de sangue básicos, como o hemograma, pois eles estão inclusos em toda e qualquer rotina de check-up.</p>
<p>E nada de pegar esse guia e ir apenas fazer o check-up num laboratório! <strong>A condução por um profissional médico é essencial.</strong></p>
<div id="attachment_40256" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-40256" title="check-up" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/06/check-up.jpg?95884c" alt="" width="620" height="479" /><p class="wp-caption-text">&quot;Eu não sei bem qual meu problema, doutora, só sei que você o agrava.&quot;</p></div>
<h3>Um depoimento pessoal</h3>
<p>Confesso que cuido melhor da saúde dos outros do que da minha, mas a pouca experiência com check-up que tenho me gerou praticamente uma cura. Portador de rinite alérgica, aos 16 anos, após uma noite mal dormida depois de uma crise violenta, comprei um <strong>descongestionante nasal</strong> e comecei a usar regularmente.</p>
<p>Descongestionantes nasais atuam causando contração dos vasos sanguíneos locais, o que diminui o volume das adenóides (uma espécie de revestimento interno do nariz) e deixa o ar passar, “desentupindo”. No entanto, quando passa o efeito, existe uma espécie de rebote: os vasos dilatam violentamente e o nariz entope de novo. E você vicia no descongestionante.</p>
<p>Assim foi durante incríveis 12 anos. Eu usava o maldito descongestionante todo santo dia. Chegava a ser cômico. Para sair de casa, eu levava meu celular, chave do carro, carteira&#8230; e o descongestionante. Tinha estoque em casa. Não vivia sem. Quase comprava no varejo.</p>
<p>A vasoconstrição que os descongestionantes causam não ocorre só no nariz. Ela ocorre no organismo todo, e isso tem um efeito colateral: Aumenta a pressão arterial. E por não checar minha pressão regularmente, eu sequer sabia o que estava acontecendo.</p>
<p>Um belo dia, quando eu já tinha meus 28 anos, era 2º tenente médico do Exército e estava num plantão no Hospital Central. Acometido por uma crise da rinite, enchi meu nariz de descongestionante. No dia seguinte, antes de um teste de avaliação física (TAF), todos os participantes tiveram a pressão arterial aferida – coisa que eu não fazia há milênios. Eu não pude participar do TAF porque minha pressão deu 150 x 100 mmHg. Eu era oficialmente <strong>hipertenso aos 28 anos </strong>(leve, mas hipertenso).</p>
<p>Naquele dia, resolvi dar um jeito de parar com o descongestionante. Foi um mês infernal. Eu passava o dia inteiro fungando, respirando pela boca, parecia uma fábrica de catarro. Só usava pra dormir (ninguém era de ferro). Mas passou um mês e com auxílio de corticóide nasal eu consegui me livrar do descongestionante. Ainda uso, mas muito esporadicamente, umas 3 vezes por ano, um dia só.</p>
<p>Então comecei a monitorar minha pressão arterial. Mesmo sem o remédio, ela teimava em continuar alta. Parti então para a segunda parte do meu plano: superar o sedentarismo.</p>
<p>Depois que comecei a malhar, correr e fazer outras atividades físicas, minha pressão arterial, aos 35 anos de idade, é de 110 x 70mg. Digo isso porque toda semana eu dou uma conferida.</p>
<p>Prevenção é tudo. E ver o resultado motiva ainda mais. Eu me curei da hipertensão arterial <strong>sem precisar de medicamentos.</strong></p>
<p>Dr Health, cada vez mais Health (se servir de inspiração para que todos se cuidem, fico satisfeito).</p>
<p>&#8230;</p>
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<p><em>O pessoal do polivitamínico Pharmaton convidou o PapodeHomem para participar do Desafio Pharmaton (<a href="http://pdh.co/pharmaton" target="_blank">www.desafiopharmaton.com.br</a>), composto por uma série de etapas focadas em melhorar o eixo corpo-mente. </em></p>
<p><em>Além de mudar seus hábitos, <a href="http://papodehomem.com.br/tres-desafios-para-se-fazer-antes-de-morrer/" target="_blank">o Felipe</a> enfrentará corridas, avaliação com nutricionista e check-up médico, entre outras várias ações que relataremos aqui nas próximas semanas. </em><em>Assista ao vídeo e entenda como se desafiar.</em></p>
<p><em><object width="620" height="383"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/AkYowHmLaRw?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="383" src="http://www.youtube.com/v/AkYowHmLaRw?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></em><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=AkYowHmLaRw" target="_blank"> Link YouTube</a> | Dois mestres brasileiros da corrida e o desafio de mudar o hábito de 60 pessoas</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>A incrível história do homem que se curou da AIDS</title>
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		<comments>http://papodehomem.com.br/a-incrivel-historia-do-homem-que-se-curou-da-aids/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 16:31:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Apesar de já ter visto, naqueles programas evangélicos toscos de televisão, algumas pessoas alegando ter se curado da AIDS por fé, nenhum relato comprovado de cura existia desde a descoberta da doença. Até agora. Recentemente foi divulgado o caso de um americano cuja cura foi comprovada. Eu entendi bem o que se passava e sabia, [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de já ter visto, naqueles programas evangélicos toscos de televisão, algumas pessoas alegando ter se curado da AIDS por fé, nenhum relato comprovado de cura existia desde a descoberta da doença. Até agora. Recentemente foi divulgado o caso de um americano cuja cura foi comprovada.</p>
<p><span id="more-36303"></span></p>
<p>Eu entendi bem o que se passava e sabia, pelas circunstâncias que a cura ocorreu, que não era para tanto alarde. Mas me chamou a atenção um email que recebi na lista da equipe PdH. A pessoa dera a entender (e isso poderia acontecer com muita gente) que a humanidade estava mais próxima da cura do HIV do que realmente estava. Percebi que minhas ponderações seriam necessárias porque, sim, houve um avanço no entendimento da patologia, porém, como verão abaixo, o que aconteceu foi uma combinação de ousadia e <strong>muita, muita sorte. </strong></p>
<p>A cura da AIDS não está tão próxima assim.</p>
<div id="attachment_36307" class="wp-caption alignnone" style="width: 430px"><img class="size-full wp-image-36307" title="timothy_ray_brown" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/timothy_ray_brown.jpg?95884c" alt="" width="420" height="280" /><p class="wp-caption-text">O sortudo</p></div>
<h3>O caso</h3>
<p>Timothy Ray Brown, o sortudo em questão, era um paciente de 42 anos, proveniente de Seattle, Estados Unidos, mas que vivia na Alemanha. Portador do vírus desde os 30 anos, mantinha a doença sob controle com o uso de anti-retrovirais, sem quaisquer complicações.</p>
<p>Provando que azar é apenas uma questão de perspectiva, aos 40 anos de idade, em 2007, o paciente desenvolveu um tipo de <strong>leucemia aguda</strong> (câncer do sangue). Foi submetido ao procedimento padrão, quimioterapia, da qual evoluiu até bem. Porém, a doença retornou, e novamente ele necessitava tratamento. Desta vez, seria feito um transplante de células-tronco sanguineas (<em>stem cells</em>). Diferentemente de um transplante de medula, cuja doação é dolorosa e requer anestesia, o tal transplante requer apenas uma agulhada.</p>
<h3>Como funciona o transplante</h3>
<p>A quimioterapia mata não só as células cancerosas, mas também praticamente todas as células saudáveis. Com isso, as novas células-tronco ocupam o lugar, grosso modo, daquelas &#8220;assassinadas&#8221;. E são essas células que vão gerar o novo sistema de defesa imunológica do receptor.</p>
<p>Parece simples, mas aqui temos alguns problemas:</p>
<p><strong>1. </strong>Ao matar todas as células de defesa, a quimioterapia deixa o paciente completamente vulnerável a infecções banais. É um paciente que faz um quadro infeccioso sem desenvolver febre. Se o médico não estiver atento, ele morre de uma hora para outra sem dar alerta. Isso até as novas células ocuparem o lugar das antigas e restabelecerem as defesas. A mortalidade de um transplante desses chega a 15-20% dos pacientes.</p>
<p><strong>2. </strong>Há a necessidade de compatibilidade total entre os doadores. Imagine você receber células de defesa que sejam incompatíveis com o resto do seu organismo. Elas vão imediatamente atacar os seus tecidos! E mesmo compatíveis, em diversos tipos de transplantes, é necessário o uso de medicamentos imunossupressores para o resto da vida, afinal, compatibilidade total, só em transplantes autólogos (mesmo doador) ou entre gêmeos. Veremos adiante os números de doadores compatíveis que foram encontrados no caso.</p>
<p><strong>3. </strong>No caso específico do paciente, a quimioterapia não eliminaria a presença do HIV no organismo. Ele iria se curar da leucemia, mas continuaria portador do vírus.</p>
<h3>O primeiro golpe de sorte: achando doadores</h3>
<p>Colocada a questão da compatibilidade, era necessário encontrar doadores compatíveis. Os médicos recorreram a um cadastro mundial (sic) de doadores de medula óssea ou células-tronco sanguíneas. Os números não mentem: de um total de 13 milhões de doadores cadastrados, foram encontrados apenas 232 compatíveis com o paciente. Incríveis <strong>0,00178%</strong>.</p>
<p>Qualquer um desses doadores resolveria o problema do tratamento da leucemia. Mas foi aí que entrou um personagem ousado: o hematologista alemão <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gero_H%C3%BCtter" target="_blank">Dr. Gero Hütter</a>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-36304" title="medico" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/medico.jpg?95884c" alt="" width="620" height="348" /></p>
<h3>Ousadia e segundo golpe de sorte</h3>
<p>O Dr Hütter teve uma ideia e resolveu ir um pouco além do convencional. Sabendo que existem pessoas naturalmente imunes ao HIV, por que não pesquisar, dentre esses 232 potenciais doadores, se algum deles se encontrava no grupo de imunes ao vírus?</p>
<p>A idéia do hematologista era plausível: eliminando as células do sistema imunológico do paciente, que são a “casa” do vírus, e povoando com células imunes, seria possível aniquilar a presença do HIV no organismo.</p>
<p>A imunidade ao HIV ocorre devido a mutações que alteram as proteínas de superfície celular necessárias para a entrada do vírus na célula. É como se o vírus tivesse uma chave e a proteína fosse a fechadura: alterando a fechadura, o vírus não entra. Dependendo do grupo populacional estudado, a porcentagem de pessoas que têm a tal mutação chega no máximo a 4%.</p>
<p>Tradução: se já era complicado encontrar doadores compatíveis, encontrar doadores compatíveis e imunes ao HIV é pra lá de ínfima. Ainda assim, <strong>dos 232 doadores, o 61º revelou-se imune ao HIV.</strong></p>
<p>Pense na felicidade do cidadão ao ser avisado disso para fazer a doação.</p>
<p>O plano poderia seguir em frente.</p>
<h3>A cura</h3>
<p>Submetido ao transplante, o paciente teve boa evolução, curando-se da leucemia. Ao ser testado para o HIV, não foram encontrados sinais do vírus no organismo. Uma observação faz-se necessária: pelos testes de anticorpos, o paciente provavelmente permanecerá positivo por muito tempo. Isso chama-se cicatriz imunológica. Mas o que interessa é que nos testes de detecção do vírus, os resultados são negativos.</p>
<p>Por outros motivos, o paciente teve várias partes do organismo biopsiadas, e em nenhuma delas foi encontrado algum vestígio do HIV, o que responde a um questionamento pertinente: poderia o vírus se esconder em algum tecido e ali ficar latente? Por enquanto, a resposta é não.</p>
<p>Mas <strong>o paciente está curado de ambas as patologias</strong>. Cidadão de sorte, não?</p>
<h3>Algumas ponderações necessárias</h3>
<p>Tal fato deve ser encarado como mais um passo na luta contra o vírus, mas uma cura em si está longe de acontecer. Cito abaixo o que deve ser levado em conta:</p>
<p><strong>1.</strong> A mutação referida não é a única que torna a pessoa imune ao HIV. Essa mutação não ocorre em pessoas de origem africana – um caso notório de resistência ao HIV foi o das chamadas prostitutas de Nairóbi, no Quênia. A ciência ainda busca elucidar todos os fatores que conferem imunidade ao vírus.</p>
<p><strong>2. </strong>O caso referido foi de uma improbabilidade astronômica. <strong>Uma chance em 13 milhões.</strong> Fica difícil pensar num tratamento em massa com tão poucas chances de dar certo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="390" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/tWLWhU4KuKQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/v/tWLWhU4KuKQ?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=tWLWhU4KuKQ" target="_blank"> Link YouTube</a> | Não dá para acreditar que todo jogador de basquete vai conseguir isso.</em></p>
<p><strong>3. </strong>Todo o método aplicado no paciente gera um risco elevado de óbito. Em bom português: aplicar tudo isso numa população grande vai matar muita gente. Isso se justificaria num contexto do HIV como doença invariavelmente fatal, como é o caso da leucemia, porém, com a evolução das terapias, os pacientes agora podem passar uma vida inteira com o vírus. Não justifica um tratamento tão agressivo e arriscado.</p>
<p><strong>4.</strong> O paciente deu mais sorte ainda de estar na Alemanha. Porque toda a pesquisa de doadores compatíveis tem um custo, e se estivesse em sua terra natal, a maioria das companhias de seguro-saúde americanas pagaria no máximo por 10, quiçá 20 pesquisas. Jamais se chegaria ao número 61 em terras americanas. Apesar de socializado como na Alemanha, tenho minhas dúvidas se isso funcionaria no falido SUS ou mesmo no sistema particular aqui em terras tupiniquins, já que cada testagem custa 2000 dólares.</p>
<p>Então, muita calma nessa hora, mesmo que para esse cidadão a frase “Aids não tem cura” tenha se tornado risível.</p>
<p><em>Dr Health, questionando os leitores: o que você faria se descobrisse ser imune ao HIV?</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Ópera do malandro</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 19:29:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Trabalhar com Medicina de certa forma me fez perder um pouco de fé na humanidade. Não me refiro ao povo que sofre em nosso sistema de saúde falido, mas à imensa quantidade de trambiqueiros e armadores espalhados por aí, loucos para obter alguma vantagem – inclusive no mundo da Saúde. Tive a ideia desse texto [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Trabalhar com Medicina de certa forma me fez perder um pouco de fé na humanidade. Não me refiro ao povo que sofre em nosso sistema de saúde falido, mas à imensa quantidade de <strong>trambiqueiros e armadores espalhados por aí</strong>, loucos para obter alguma vantagem – inclusive no mundo da Saúde.</p>
<p><span id="more-35535"></span></p>
<p>Tive a ideia desse texto em conversa com meu pai, perito judicial federal em algumas cidades do Estado do Rio de Janeiro. Ele me relatava que, por baixo, 70-80% das pessoas que tentam se encostar no INSS não apresentam incapacidade, ou seja, estão é querendo mamar nas tetas generosas da nossa falida previdência.</p>
<p>Aproveitei para acrescentar os já famosos “caçadores de atestados”, que volta e meia a gente consegue pegar em flagrante.</p>
<div id="attachment_35569" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-35569" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/doente-620x390.jpg?95884c" alt="" width="620" height="390" /><p class="wp-caption-text">Já não bastam os falsos médicos, temos também falsos pacientes | Créditos: driosdesigner.blogspot.com</p></div>
<h3>Caso 1: Gesseiro prestativo</h3>
<p>Em um hospital público que trabalhei, havia um técnico de imobilização gessada que era super prestativo. Um belo dia ele chega para mim e mostra um amigo dele, com uma fratura de tratamento cirúrgico, e pede para que ajudemos o cidadão. Lógico que internamos e operamos o cara.</p>
<p>Alguns dias depois, eis que o gesseiro chega com outro amigo, também com uma fratura cirúrgica. Mesma coisa, interna, opera.</p>
<p>E a coisa foi se repetindo. Como o cara era gente boa, ninguém desconfiou de nada. Afinal de contas, por ser gesseiro e conhecer muita gente, era natural que fosse procurado quando pessoas se quebravam. E acreditem, tem fratura pra caceta nesse mundo.</p>
<p>Um belo dia, a casa caiu. Um colega descobriu que esse gesseiro havia montado um esquema que aproveitava a dificuldade que os pacientes têm em encontrar local para realizar cirurgias. Quando o paciente chegava para o gesseiro, <strong>ele cobrava uma grana</strong> para “apresentar” o paciente aos seus queridos ortopedistas do hospital onde eu trabalhava. Nós resolvíamos o problema de graça, como mandava o figurino, achando que ajudávamos ao amigo, e o espertalhão embolsava um troco.</p>
<p>Em tempo: eu pedi exoneração desse emprego antes de saber que fim levou o malandro.</p>
<h3>Caso 2: Trocando as bolas</h3>
<p>Esse foi no mundo dos convênios. Já fiz um artigo no PdH sobre <a href="http://papodehomem.com.br/fazendo-arte-na-certido-de-nascimento/" target="_blank">nomes esquisitos</a> que os criativos pais e mães brasileiros colocam em seus rebentos. Alguns a gente nunca esquece. No presente momento eu esqueci o nome do cidadão que protagonizou esta história.</p>
<p>Sei que era um nome incomum. Recebi o paciente em meu ambulatório, um senhor de uns 50 e poucos anos. Até aí tudo bem. Só que havia um pequeno detalhe. Aliás, dois.</p>
<p>Detalhe 1: Eu reconheci o nome do paciente, então lembrei que já o havia atendido na emergência do mesmo hospital.</p>
<p>Detalhe 2: Eu não lembrava da cara do paciente, por isso a consulta transcorria normalmente, até eu olhar a data de nascimento na ficha do sujeito. Ou a data estava errada ou o senhor de 50 e poucos anos só foi registrado uns 30 anos depois. <strong>A idade do paciente era de 25 anos!</strong></p>
<p>Nesse momento, lembrei quem era o paciente. E o cara era novo mesmo. Mas como ele havia feito a ficha se as recepcionistas pedem a identidade?</p>
<p>Resposta: quem fez a ficha foi o cara que eu atendi na emergência. Entre fazer a ficha e a consulta propriamente dita, ele saiu do ambulatório e entrou o coroa. Como o ambulatório estava cheio, ninguém notou. E se não fosse eu reparar na data de nascimento, eu também não teria notado.</p>
<p>Gênio do crime. Usou o próprio convênio para fazer consulta para outra pessoa. Não duvido que tenha cobrado um por fora.</p>
<p>O que eu fiz? Pedi a identidade do coroa só pra ver a cara de apavorado. Ele disse que estava lá fora, com o “filho” dele. Saiu e&#8230; Felizmente não voltou.</p>
<div id="attachment_35570" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-35570" title="energiapura" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/energiapura.jpg?95884c" alt="" width="620" height="347" /><p class="wp-caption-text">&quot;Então, eu pintei meu corpo de branco e todos caíram. Vão até fazer um filme sobre minha história...&quot;</p></div>
<h3>Caso 3: Daiane dos Santos quer se encostar no INSS</h3>
<p>Uma vez eu fazia perícias com meu pai, para pegar o jeito da coisa. Engraçado foi o paradoxo do 1oº dia de atendimento. Quando comecei, vi os 3 primeiros casos e achei meu pai o cara mais cruel do mundo. Realmente as pessoas pareciam necessitadas, depois você pega a manha da coisa, as táticas para armar, e percebe que realmente a maioria quer é se encostar por qualquer motivo.</p>
<p>Um exemplo são as protrusões discais de coluna. Se você fizer ressonância em toda a população acima de 40 anos, 80% vai ter algum tipo de protrusão – desses, a minoria terá sintomas. Então usam isso para conseguir um beneficiozinho e sangrar nossa combalida previdência. Os peritos são atentos a isso.</p>
<p>Essa senhora que eu estava atendendo foi demais. Apelação. Dizia que tinha problema de coluna. Trouxe apenas um raio-x mostrando algum grau de artrose compatível com a idade (mesmo caso da ressonância que citei acima), ou seja, a imensa maioria é assintomática ou os sintomas são perfeitamente tratáveis e não incapacitantes.</p>
<p>Então fiz um teste. Pedi a ela que tentasse encostar as mãos nos pés, de pé, sem dobrar os joelhos.</p>
<p>Vou contar para vocês, a velocidade e a elasticidade com as quais ela o fez me deixaram com inveja. Eu estava ali examinando a Daiane dos Santos. Uma pessoa com incapacidade laborativa não consegue fazer isso.</p>
<p><strong>Indeferi.</strong> Com gosto.</p>
<h3>Caso 4: Doping às avessas</h3>
<p>Um <em>staff</em> meu da época da residência conta essa história aqui. Estava ele de plantão numa emergência da vida, quando chega um cidadão alegando dor nas costas (o bom e velho lumbago). Então ele prescreve uma injeção de antinflamatório e, como a emergência estava tranquila, sai para tomar um café.</p>
<p>Eis que, ao retornar ao seu posto, quem ele vê conversando com amigos? Exatamente, o próprio paciente. Sem saber que o meu staff estava ali de tocaia, o cara solta a seguinte pérola:</p>
<blockquote><p>&#8220;Já tomei a injeção, vou voltar lá pra pegar o atestado e podemos jogar bola.&#8221;</p></blockquote>
<p>Meu colega então, antes de dar o atestado, diz que ele precisava tomar outra injeção para garantir que a “dor” não voltaria.</p>
<p>A injeção? 10mg de diazepam (um tranquilizante). Venoso, que é pra fazer efeito na hora. Final da história: <strong>o cara saiu completamente grogue do hospital</strong>. Certamente não pode ser escalado.</p>
<p>(Antes que alguém acuse o colega de faltar com a ética, ora, Diazepam, por ser relaxante, pode sim ser utilizado no tratamento de uma lombalgia. Conduta “perfeita”.)</p>
<h3>Caso 5: Como se livrar de um hóspede indesejado</h3>
<div id="attachment_35572" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-35572" title="cat" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/cat.jpg?95884c" alt="" width="620" height="413" /><p class="wp-caption-text">&quot;Deixa eu ficar, deixa...&quot;</p></div>
<p>Um problema que afeta hospitais públicos é quando são internados moradores de rua e afins. Comparada à vida fora do hospital, a internação é um luxo para esse povo. Comida quentinha, enfermeiras cuidando, algo que a dura realidade da rua não faria jamais. O que acontece: <strong>o paciente simplesmente se recusa a ter alta</strong>. Daqui não saio, daqui ninguém me tira. E ocupa um leito que poderia atender a alguém que realmente está precisando.</p>
<p>Um colega espirituoso achou uma solução inusitada para um caso desses. Como a prescrição da dieta do paciente está sob nosso controle, o cara lascou a caneta:</p>
<blockquote><p>“Dieta para hipertensão, diabetes, insuficiência hepática, insuficiência cardíaca, insuficiência renal, hipocalórica e anticonstipante.”</p></blockquote>
<p>Traduzindo: ele retirou da dieta sal, açúcar, proteínas, gorduras, restringiu a ingestão de líquidos e ainda por cima botou comida laxativa pra cima do malandro. As enfermeiras informaram que, antes de ir embora, o paciente reclamou que o caldo estava &#8220;muito ralinho&#8221;.</p>
<p>É isso aí. Mexeu na comida, o bicho ralou peito.</p>
<h3>Caso 6: O manco se enganou</h3>
<p>Em uma perícia realizada por meu pai, ele conta que um cara entrou pedindo para ser encostado no INSS, só para variar um pouco. Mancava da perna direita ao entrar. Feita a perícia, o cidadão ao se levantar da cadeira, começa a mancar&#8230; Da perna esquerda!</p>
<p>Pobrezinho, tão logo ficou bom de uma perna, o problema passou para a outra&#8230; Perdeu, trambiqueiro.</p>
<h3>Caso 7: Janela indiscreta</h3>
<p>Uma das principais armas do meu velho ao fazer perícias: a janela da sala pericial fica voltada para a saída do fórum. Com isso, a perícia não acaba quando o paciente sai da sala. Assim, muitas armações dentro do consultório são desfeitas bastando olhar na janela e ver o paciente ao sair do local. E não são poucas. Cito dois casos interessantes.</p>
<p>Um deles alegou ataxia cerebelar, doença que deixa a pessoa completamente sem coordenação motora. E realmente o cara não conseguia fazer movimento algum sem tremer e derrubar coisas. Caso certo para uma concessão de benefício, se não fosse a janela indiscreta, que mostrou o sujeito lépido e fagueiro, correndo para pegar o ônibus, numa milagrosa e rápida “cura”.</p>
<div id="attachment_35571" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-35571" title="tumblr_ldsq207kj41qe0eclo1_r3_500" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/tumblr_ldsq207kj41qe0eclo1_r3_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="226" /><p class="wp-caption-text">&quot;Enganamos o doutor, enganamos o doutor, o doutor, o doutor...&quot;</p></div>
<p>Outro cidadão chegou amparado por um amigo. Em suas alegações, dizia que não podia andar sozinho sem amparo de outra pessoa, o que era corroborado pelo comparsa, digo, companheiro.</p>
<p>Ou melhor, comparsa mesmo, pois a janela indiscreta mostrou os dois andando separados, cada um pegando um ônibus diferente.</p>
<p><em>Dr Health, ciente que, para acabar com toda essa malandragem, nem prendendo todos os otários&#8230;</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Vagina cheia de gás (a volta do Dr. Health)</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Jan 2011 15:24:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Buenas, macacada da PdH. Por uns tempos estive meio down. Não é segredo para ninguém que meu tesão pela Medicina já se esgotou há séculos e que o processo de mudança de carreira segue firme. Olhava para meu legado aqui e notei que meus textos, ao menos os últimos, assumiram um aspecto depressivo. Provavelmente fruto [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Buenas, macacada da PdH.</p>
<p><span id="more-33751"></span></p>
<p>Por uns tempos estive meio <em>down</em>. Não é segredo para ninguém que meu tesão pela Medicina já se esgotou há séculos e que <strong>o processo de mudança de carreira segue firme</strong>. Olhava para meu legado aqui e notei que meus textos, ao menos os últimos, assumiram um aspecto depressivo. Provavelmente fruto dessa perda de tesão. Epa, esse não sou eu!</p>
<p>Ao passar pelos comentários do post avisando o retorno do Dr. Love, vi um que pedia a minha volta (créditos ao Wesley Oliveira). Tive um estalo.</p>
<p>Já que 2011 e 2012 são meus dois últimos anos como médico, parei e me perguntei: por que não fazer desses anos os melhores da minha carreira, ao invés de ficar choramingando pelas minhas mazelas no SUS, pelos malandros que me enchem o saco pedindo atestado, pelos malditos planos de saúde que me achacam? Ao menos aqui no PapodeHomem eu posso fazer isso, porque dando plantão sexta 24h e sendo acordado de madrugada pra atender besteira fica difícil. Conseguir milagrosamente uma folga na agenda para curtir meu primeiro carnaval em Salvador já foi uma tremenda vitória. Senti que era um prenúncio para deixar as lamentações de lado.</p>
<p>Então tomei uma decisão: chega de lero-lero e mimimi. Já que o estupro é inevitável, ao menos que essa transição seja a mais proveitosa possível. E o PdH é o canal perfeito para tal.</p>
<div id="attachment_33758" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-33758" title="doutor" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/01/doutor.jpg?95884c" alt="" width="620" height="570" /><p class="wp-caption-text">Vou parar antes de chegar nesse estado de sair quebrando ossos por aí.</p></div>
<h3>Estou oficialmente de volta</h3>
<p>Aproveitando o ensejo, em breve concluirei minha formação em Personal/Professional Coach e voltarei aqui na PdH para oferecer coaching pró-bono (leia-se 0800) para alguns leitores da PdH. Se você tem algum problema relativo ao estabelecimento de metas, dificuldades para atingir objetivos e realizar sonhos, frustrações pessoais profissionais que necessitem mudanças, dificuldades em relacionamentos interpessoais, o coaching têm as ferramentas necessárias para ajudar o cliente a atingir seus objetivos.</p>
<p>Oportunamente, falarei mais sobre o assunto e anunciarei as vagas para os referidos pró-bonos.</p>
<h3>Sem mais delongas, vamos à dúvida do leitor</h3>
<blockquote><p>&#8220;É o seguinte: tenho 18 anos, leio o PapodeHomem há alguns anos já. Pra se ter ideia, quando comecei a ler nem tinha uma vida sexual bem ativa ainda. Pois bem, agora tenho e na calada da noite resolvi abrir meu notebook e escrever este email pois não conseguia dormir com essa dúvida na cabeça.</p>
<p>Há uns meses estou tendo relações sexuais direto, mas direto mesmo, às vezes chego a varar noites de sexo. Sem enrolação, minha dúvida é a seguinte:</p>
<p><strong>Que diabos é esse barulho de peido que vem da vagina na hora do sexo</strong><strong>?</strong> Parece que entra ar e o pênis vai comprimindo até sair e fazer o barulho. Parece muito com som de gases, mas dá pra perceber que tá saindo da vagina, é normal isso?</p>
<p>Procurei na Internet algumas coisas, não achei nada concreto. Uns dizem que é porque o pênis é  muito grosso, outros por causa da posição (geralmente de quatro) mas nenhuma das respostas me convenceu, então vim humildemente perguntar a você.</p>
<p>Muito obrigado desde já, Dr. Health. Espero que consiga me explicar.&#8221;</p></blockquote>
<div id="attachment_33760" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-33760" title="tumblr_lf3086tIYY1qcpq1io1_1280" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/01/tumblr_lf3086tIYY1qcpq1io1_1280-620x413.jpg?95884c" alt="" width="620" height="413" /><p class="wp-caption-text">Solução rápida para os encanados com os barulhos da natureza: transar com fone de ouvido | Fonte: @properlynaughty</p></div>
<p>Sua dúvida me trouxe uma certa dose de risos, ao lembrar de uma anedota meio sem graça, bem antiga. Diz a lenda que a esposa de um cara engravidou e na hora do parto não tinha bebê algum. Gravidez psicológica. O marido ganhou o apelido de <strong>&#8220;Piru de Vento&#8221;</strong> dos gaiatos de plantão.</p>
<p>Zoações a mil, um dia o Piru de Vento meteu porrada num carinha. Ao ser perguntado pelos motivos, respondeu:</p>
<blockquote><p>Me chamar de Piru de Vento, vá lá. Mas o cara veio e pediu meu pau emprestado pra encher o pneu da bicicleta dele, porra!</p></blockquote>
<p>(Momento &#8220;A praça é nossa&#8221;, eu avisei que era sem graça)</p>
<p>A questão da flatulência vaginal não te transforma num &#8220;Piru de Vento&#8221;, não, embora o mecanismo pelo qual ela ocorre tenha algo a ver com uma bomba de encher pneu. Daí a alusão à anedota.</p>
<h3>Vagina para dummies</h3>
<p>Quando não preenchida por sangue ou objetos em formato fálico (o que inclui os pintos), a vagina é o que chamamos de cavidade virtual. Em Medicina, usamos o termo &#8220;colabado&#8221; para definir o que ocorre. Mais ou menos como uma bexiga de gás murcha, as paredes internas se tocam e não fica nenhum espaço livre. Nem para o ar.</p>
<p>Cena seguinte: o membro ereto, pulsante e pujante começa a invadir a vagina, sedenta e ávida por ser penetrada de forma intensa e passional (descrição retirada dos cânones da literatura erótica). A penetração tem o efeito primário de distender a vagina, tornando-a uma cavidade real. À medida que o vai-vém se intensifica, ocorre o mecanismo semelhante à já citada bomba de pneu: <strong>cada inserção do pênis gera uma certa entrada de ar na vagina.</strong></p>
<p>Ao final do ato, a vagina, por ter elasticidade, está distendida, mas pouco a pouco voltará ao seu normal, o que gerará a expulsão do conteúdo. Se você não estava usando camisinha, já pode perceber que o seu sêmen é expulso de lá logo após a transa.</p>
<p>Acontece a mesma coisa com o ar que ficou. Dependendo da quantidade, a expulsão pode ser ruidosa. Isso normalmente ocorre após a transa. Há uma saída de ar natural, que só a mulher sente. Mas isso ela não vai contar para você, certo, meninas?</p>
<div id="attachment_33763" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-33763" title="tumblr_ldw0snasXj1qabf0lo1_1280" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/01/tumblr_ldw0snasXj1qabf0lo1_1280-400x600.jpg?95884c" alt="" width="400" height="600" /><p class="wp-caption-text">&quot;Eu tenho outros sons, quer ouvir?&quot; | Fonte: secgarden.tumblr.com</p></div>
<p>E no seu caso, o que ocorreu é que entrou uma quantidade maior de ar. Na hora daquela estocada mais forte, o ar tem que encontrar um lugar para sair. Sai para onde existe um gradiente de pressão menor, ou seja, você mete a pica, comprime o ar e ele sai por onde entrou. De forma barulhenta.</p>
<p>Entendido? Câmbio e desligo!</p>
<p>Dr. Health, cheio de gás para Salvador.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Em defesa do PdH</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/em-defesa-do-pdh/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Jan 2011 21:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ói nóis aqui traveiz&#8230; Acho que não escrevia para o PapodeHomem desde julho. Não vou falar de saúde dessa vez. Até o pessoal aqui sabe que vivo em constante litígio com a minha futura ex-profissão. Relato uma experiência recente. Fui surpreendido pelo seguinte email repleto de críticas durante minha estadia em Blumenau, na última Oktoberfest. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ói nóis aqui traveiz&#8230; Acho que não escrevia para o PapodeHomem desde julho. Não vou falar de saúde dessa vez. Até o pessoal aqui sabe que vivo em constante litígio com a <a href="http://papodehomem.com.br/a-ultima-missao/" target="_blank">minha futura ex-profissão</a>. Relato uma experiência recente.</p>
<p><span id="more-33305"></span></p>
<p>Fui surpreendido pelo seguinte email repleto de críticas durante minha estadia em Blumenau, na última Oktoberfest.</p>
<h3>O email da leitora</h3>
<blockquote><p>&#8220;Você não tem nada para fazer? Você é médico formado e <strong>fica perdendo tempo com um blog escroto</strong> na Internet!</p>
<p>Já que você percebeu que a vida estava passando sem fazer nada de interessante, então porque não usa seu tempo para realizar coisas inteligentes, que possam acrescentar algo?</p>
<p>Bom, espero que você reflita nesse email&#8230; não quero passar sermão, mas sempre é tempo de recomeçar.</p>
<p>Abraços.&#8221;</p></blockquote>
<div id="attachment_33309" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-33309" title="tumblr_len71dqySF1qe0eclo1_r6_500" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/01/tumblr_len71dqySF1qe0eclo1_r6_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="293" /><p class="wp-caption-text">&quot;Oh, meu Deus, o que eu fiz da minha vida?!&quot;</p></div>
<p>Preciso confessar que o primeiro impulso foi, digamos, bem explosivo e mal educado. Afinal, em minha essência, sou ogro-tosco-xucro-obtuso-etc-etc-etc, vocês me conhecem.</p>
<p>Excepcionalmente, respirei fundo e respondi o seguinte.</p>
<h3>Minha resposta</h3>
<blockquote><p>&#8220;Olá, leitora.</p>
<p>Creio que você se precipitou nas suas colocações. Eu <strong>trabalho em cinco locais diferentes</strong> na cidade do Rio de Janeiro. Sou funcionário público do INTO (Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia), sócio de uma clínica ortopédica, atendo como médico do trabalho numa empresa da minha família e pertenço a uma equipe especializada em Cirurgia do Joelho.</p>
<p>Além disso, estou em treinamento para ser personal/professional coach e depois coach executivo, pois descobri que minha real vocação não é tratar da saúde alheia, e sim aprimorar ainda mais as pessoas em busca de seus objetivos. Ser uma espécie de facilitador de desenvolvimento dos outros.</p>
<p>Também tenho uma banda de rock. Sou baterista. A bateria é algo que descobri após a faculdade: se a tivesse descoberto antes, eu não seria médico hoje em dia.</p>
<p>E mesmo fazendo tudo isso ainda encontro tempo para escrever no PdH. Para cada email de crítica que recebo, recebo muito mais emails com elogios e agradecimentos por esclarecer dúvidas de saúde. Veja meus textos na coluna Dr. Health e tire suas conclusões.</p>
<p>Pessoas que não tem orientação alguma sobre AIDS, métodos anticoncepcionais e outros assuntos encontram nos meus textos alguma luz. <strong>Se isso não acrescenta algo, não sei mais o que acrescenta.</strong></p>
<p>Aliás, eu não considero perda de tempo escrever no PapodeHomem. Já ganhei até dinheiro com textos patrocinados e um know-how sobre internet que me permitirá fazer um marketing muito bom para minhas novas atividades em coaching.</p></blockquote>
<div id="attachment_33310" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-33310" title="facilitador-de-desenvolvimento" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/01/facilitador-de-desenvolvimento-620x434.jpg?95884c" alt="" width="620" height="434" /><p class="wp-caption-text">Facilitador de desenvolvimento em ação.</p></div>
<blockquote><p>Sem contar que por causa do site, eu conheci uma agora ex-namorada, fã dos meus textos, alguém com quem vivi momentos muito especiais. E a rede de contatos interessantes que estabeleci. E os horizontes que foram abertos para mim&#8230; Como se diz, isso não tem preço.</p>
<p>Conversava outro dia com membros da equipe e percebi que minhas atitudes e pensamentos mudaram muito, para melhor (apesar de eu ainda trollar nos comentários de vez em quando, reconheço), graças ao debate com outros participantes daqui. Essa troca de ideias criou <strong>uma espécie de inteligência coletiva</strong>, também conhecida como Comunidade PdH, que evolui junta.</p>
<p>As discussões no PapodeHomem costumam ser de alto nível e acrescentam bastante a todos os participantes. E sinceramente não atrapalha em nada no meu trabalho. Nada. Nem um tiquinho. Não só lá, como aqui, eu estou sim acrescentando algo à vida das pessoas.</p>
<p>Respeito o seu pensamento, mas discordo de forma veemente.</p>
<p>Cordiais saudações,</p>
<p>Mauricio&#8221;</p></blockquote>
<p>Só não mencionei no email que, graças à credencial de imprensa que o pequeno grande Gus Fune conseguiu pra mim na Oktoberfest, eu entrei de graça em todos os dias que fui, o que me permitiu usar o dinheiro da entrada para tomar mais uns 10 chopps. Mas aí também já era demais.</p>
<p>Perda de tempo? Sei&#8230;</p>
<!-- NADA -->
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O caso Elano e a tal da medicina defensiva</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/o-caso-elano-e-a-tal-da-medicina-defensiva/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/o-caso-elano-e-a-tal-da-medicina-defensiva/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 11:41:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[No Ângulo: textos PdH sobre futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Após o malogro da seleção brasileira na última Copa do Mundo, chamou-me a atenção o desenrolar da história que tirou o jogador Elano da Copa. No final das contas, toda a comissão técnica da seleção foi demitida, inclusive o Dr. José Luiz Runco, há um tempo considerável no cargo – em sua terceira Copa, se [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após o malogro da seleção brasileira na última Copa do Mundo, chamou-me a atenção o desenrolar da história que tirou o jogador Elano da Copa.</p>
<p><span id="more-25234"></span></p>
<p>No final das contas, toda a comissão técnica da seleção foi demitida, inclusive o <strong>Dr. José Luiz Runco</strong>, há um tempo considerável no cargo – em sua terceira Copa, se não me engano. Não sei se um médico tem muito a ver com o resultado em campo, mas me soa estranho ele ter sido demitido agora, e não em 2006, ano de semelhante fracasso. Teria algo a ver com a condução do caso Elano?</p>
<p>A última troca de médico da seleção brasileira ocorreu justamente em 1998, ano do corte de Romário antes da Copa e de toda aquela novela envolvendo Ronaldo Fenômeno antes da final contra a França, quando o médico era o Dr. Lídio Toledo.</p>
<p>Coisas que só Ricardo Teixeira deve saber&#8230;</p>
<p>Mas todo o caso me levou a uma reflexão sobre <strong>o papel dos exames complementares na medicina atual</strong>, que venho aqui compartilhar com os leitores da PdH.</p>
<h3>O caso Elano</h3>
<div id="attachment_25237" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25237" title="elano0" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/07/elano0.jpg?95884c" alt="" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Sem legendas engraçadinhas aqui.</p></div>
<p>Elano recebeu uma entrada violentíssima contra a Costa do Marfim e foi substituído, com dores intensas na &#8220;canela&#8221;. Provavelmente foi submetido a uma radiografia local que não evidenciou fratura, prova disso foi a melhora clínica apresentada nos dias seguintes, o que levou o Dr Runco a garantir a presença do meia, poupado contra Portugal e Chile, no fatídico jogo contra a Holanda.</p>
<p>Porém, veio a imagem que todos vimos na TV: durante um treinamento físico, Elano sente a perna. É então solicitada uma ressonância magnética, que identifica uma condição que me causa arrepio: <strong>edema ósseo</strong>. Pausa na história para a explicação do Dr. Health.</p>
<p>Toda parte do organismo humano, quando sofre um trauma, pode inchar, que em &#8220;mediquês&#8221;, significa edema. Alguns mais ligados vão perguntar:</p>
<blockquote><p>Mas, Dr. Health, osso é duro, como vai inchar?</p></blockquote>
<p>O osso incha, sim. Por dentro! O osso não é composto apenas de minerais, existem células e vasos sanguíneos no seu interior, justamente estes componentes aumentam de volume. Ao aumentar de volume, <strong>a pressão intra-óssea se eleva</strong>. E, agora em bom português, isso dói pra cacete!</p>
<p>Explicado o que é edema ósseo, eis o motivo pelo qual isso me causa arrepio. Primeiramente porque eu tive isso em meu polegar direito. Goleiro de pelada, fui defender uma bola, e como não era uma Jabulani, não fez efeito e veio direto no meu polegar, pegando em cheio na pontinha. Ao menos evitei o gol, mas isso me custou <strong>sete meses de dor</strong>, com parca resposta à medicação (tudo bem que eu não ajudei, pois era residente e só queria saber de operar, operar e operar).</p>
<p>O que ajuda muito na reabsorção de um edema ósseo é a quantidade de músculo em volta. Tanto que dificilmente acontecem edemas ósseos na coxa. Já na perna&#8230; No polegar, então, nem se fala. É um <strong>tratamento chato</strong>, demorado, e fatalmente o paciente acabará desconfiando da sua competência. Pela lógica leiga, se não houve uma lesão séria (fratura), tem que melhorar rápido. Vai explicar isso&#8230; Medo!</p>
<h3>A imprensa cai matando</h3>
<div id="attachment_25236" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25236" title="elano1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/07/elano1.jpg?95884c" alt="" width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Elano e Dr. Runco</p></div>
<p>Parte da imprensa criticou a condução do caso pelo médico da seleção, já que, após a melhora inicial do quadro, Runco garantiu que Elano estaria em campo contra a Holanda. No entanto, quando a ressonância foi feita, o edema ósseo estava lá.</p>
<p>Aí veio a pergunta cabal, motivo desse artigo: <strong>por que a ressonância não foi feita antes?</strong></p>
<p>Corretamente, <a href="http://copa2010.ig.com.br/selecoes/brasil/contusao+e+grave+e+ameaca+permanencia+de+elano+na+copa/n1237687787086.html" target="_blank">Runco explicou que ele tomou como parâmetros o exame de raio-x normal</a>, o exame clínico do paciente e a evolução clínica favorável (até o fatídico treino). Só então ele solicitou a ressonância. Se esse &#8220;atraso&#8221; foi o fator que culminou em sua demissão, eu não sei. E apesar dos pesares, em matéria de medicina, a conduta dele foi correta. Talvez toda a carga de expectativa, num esporte de alto desempenho, exigisse o esgotamento precoce de todos os meios de diagnóstico, leia-se matar uma formiga com bala de canhão, mas isso não pode ser chamado de erro. Não dá pra sair pedindo ressonância pra qualquer pancada.</p>
<p>Era o gancho que eu precisava para falar de um tema detestável.</p>
<h3>Medicina defensiva, que bicho é esse?</h3>
<p>Quando estamos na faculdade, aprendemos (ao contrário do que dizem os defensores da medicina a la Cuba) que os exames são <strong>complementares</strong>, e nada mais que isso. Nada substitui a anamnese (história clínica) bem feita e um exame físico detalhado. Um sem número de patologias são de diagnóstico clínico. Aprendemos que &#8220;a clínica é soberana&#8221;. Em última análise, é a clínica que determina para onde deve seguir a investigação ou o tratamento. Ponto.</p>
<p>Aos 16 anos, eu <strong>senti uma dor de barriga absurda</strong> numa noite de fevereiro. Fui dormir achando que ia passar. No dia seguinte, a dor não só tinha piorado, como eu passei a vomitar tudo o que engolia. Comecei a ter febre. Algumas horas depois, relatei para minha mãe (médica) que a dor havia migrado para a parte inferior direita do abdome. Ela me examinou e constatou a presença do sinal de Blumberg (aperta-se a barriga, e ao soltar, a dor é maior do que ao apertar). Foi taxativa: &#8220;Apendicite aguda. Vai ter que operar&#8221;. Fui levado a um hospital, onde foi feito apenas um exame de sangue, que acusou uma leucocitose (aumento dos glóbulos brancos) imensa, sinal de infecção ativa. Na manhã seguinte, eu seria operado e meu apêndice, repleto de pus, retirado.</p>
<p>Citei o exemplo aqui, porque esse diagnóstico que salvou minha vida foi feito <strong>apenas com um exame clínico e um de sangue.</strong> Nada de tomografias, ressonâncias e o escambau (acho que nem existia ressonância, isso foi em 1992).</p>
<p>A soberania da clínica me manteve no mundo dos vivos&#8230;</p>
<p>O desenvolvimento de novos e sofisticados exames complementares, a perda de confiança da população nos médicos devido a casos de erro divulgados pela imprensa, a proliferação de faculdades de medicina que formam tudo menos médicos, a paranoia de processos movidos por advogados de porta de hospital e a relação médico-paciente-convênio doentia, tudo isso acaba tornando o profissional médico, antes confiante na boa prática clínica, cada vez mais interessado em <strong>tirar o seu da reta. </strong></p>
<div id="attachment_25240" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-25240" title="mri" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/07/mri.jpg?95884c" alt="" width="600" height="513" /><p class="wp-caption-text">Máquina de ressonância magnética (MRI, em inglês). Precisa mesmo?</p></div>
<p>Como vale o que está escrito, frequentemente o paciente quer é fazer exame. E pipoca aquela dúvida na cabeça: e se você não pede o exame e dá alguma coisa? Mesmo tendo feito um exame clínico bom, que não é infalível (por exemplo, nenhum exame clínico detecta um câncer de estômago em estágio inicial), vão acusá-lo de &#8220;erro&#8221;.</p>
<p>Mais de 90% das lombalgias são causadas por sobrecargas, ou seja, os exames complementares aparecem normais. Pedir exame indiscriminadamente, com vista a se precaver dos chamados &#8220;erros&#8221;, leva qualquer sistema de saúde, público ou particular, à falência. Além disso, vai criar a figura do médico como um mero solicitador e interpretador de exames. Isso sim é um erro. A boa prática exige a análise acurada do caso e, baseado na suspeita, a solicitação do exame adequado.</p>
<p>Com medo, o profissional acaba pedindo um exame, que muitas vezes ele sabe que não vai dar em nada. Dinheiro jogado fora.</p>
<h3>Doutor, não vai pedir nem um raio-x?</h3>
<p>A frase acima é clássica. Uma tendinite aguda, por exemplo. A história é típica, o diagnóstico é clínico, mas não adianta explicar que <strong>raio-x tem pouca serventia para caso de tendinite</strong>. Ele quer porque quer, e ainda alega que paga o convênio para isso.</p>
<p>No SUS, então, é pior porque essa prática de solicitação de exames desnecessários acaba onerando o sistema como um todo. Já não é bom; se formos pedir tomografias e ressonâncias para todo mundo, a falência é logo ali.</p>
<p>Aliás, quanto aos convênios, ainda há uma implicação para o profissional, pois as centrais de convênios monitoram os pedidos de exames mais caros. Se você, médico, sai pedindo muito exame, não será surpresa se chegar uma carta do convênio dispensando os seus serviços. Sem dó:</p>
<blockquote><p>&#8220;Você pede muito exame, não interessa mais para nó$.&#8221;</p></blockquote>
<p>De um lado, a pressão do convênio. De outro, o paciente que paga o plano e exige o exame. Mesmo que você se desdobre para solicitar exames apenas necessários, se der azar de pegar muitos pacientes que realmente precisam dos exames, tá lascado&#8230; Dureza.</p>
<h3>E o Dr. Runco?</h3>
<p>Dr. Runco exerceu uma boa prática, nos moldes da medicina tradicional. Condená-lo é condenável. Mas por se tratar de atividade esportiva de alto nível, e de uma entidade que nada em dinheiro, <strong>exclusivamente nesse caso teria sido melhor praticar uma medicina defensiva</strong>, pedindo logo uma ressonância de cara. Já teria definido se o atleta teria ou não condição de seguir na Copa e não teria garantido sua presença no fatídico jogo. Tirava o dele da reta.</p>
<p>Duvido que a partir de agora, para qualquer atleta do Flamengo que tenha uma contusão semelhante, ele não se defenderá pedindo até a dosagem de selênio da lágrima do olho direito&#8230;</p>
<p>Não é a prática médica ideal, longe de ser, mas vá saber se isso poderia ter salvo sua cabeça na seleção brasileira?</p>
<h3>Concluindo&#8230;</h3>
<p>Todas essas distorções e falhas de comunicação acabaram levando muitos colegas (e mesmo eu, muitas vezes) a praticar a chamada Medicina Defensiva, na qual você <strong>trata primeiro o prontuário e só depois o paciente</strong>. Prática que, longe de ser ideal, acaba por onerar um já combalido sistema de saúde. É a lei da selva imperando.</p>
<p><em>Dr Health, finalmente revelando por que muitos pacientes vão ao médico e ouvem &#8220;É uma virose&#8221;: a maioria acachapante das gripes e diarreias são viroses mesmo!</em></p>
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		<title>Anticoncepção e o corvo da desconfiança</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/anticoncepcao-e-o-corvo-da-desconfianca/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 14:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ele tem medo que sua namorada engravide. Ela sofre pela desconfiança. Dr. Health lista as soluções. Dr. Health, beleza? Eu comecei a namorar com uma amiga de uma ex-namorada (estamos separados há alguns anos, mas temos um filho juntos). Porém a ex não gostou. Brigou com a minha atual e veio falar um monte de [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Ele tem medo que sua namorada engravide. Ela sofre pela desconfiança. Dr. Health lista as soluções.</em></p>
<p><span id="more-24735"></span></p>
<blockquote><p>Dr. Health, beleza?</p>
<p>Eu comecei a namorar com <strong>uma amiga de uma ex-namorada</strong> (estamos separados há alguns anos, mas temos um filho juntos). Porém a ex não gostou.</p>
<p>Brigou com a minha atual e veio falar um monte de abobrinha para mim. Disse que a minha atual é um tanto irresponsável sugeriu que tivesse cuidado, pois ela poderia engravidar de propósito.</p>
<p>Depois disso eu fiquei encucado e <strong>não tenho coragem de transar com ela sem camisinha</strong>. Porém a situação está ficando insustentável pois a atual está chateada, diz que toma remédio e que eu não confio nela. Eu até acredito que ela tome um anticoncepcional, não sei o nome, mas são aquelas injeções que se toma uma vez por mês.</p>
<p>Mas sei sei lá, esses remédios são realmente confiáveis? Existe alguma outra dica?</p>
<p>Obrigado!</p></blockquote>
<div id="attachment_24740" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-24740" title="vicky" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/vicky.jpg?95884c" alt="" width="500" height="282" /><p class="wp-caption-text">Resposta curta: chame sua ex para a relação e conversem juntos sobre ter filhos ou não.</p></div>
<h3>Olá, aflito leitor.</h3>
<p>Seu email me remeteu ao ótimo livro do Dr. Drauzio Varella, <em>Estação Carandiru</em>. Em uma das histórias, Drauzio conta sobre a <strong>amizade de dois bandidos</strong>, parceiros para o que der e vier. Certo dia um dos bandidos descobre que a mulher do primeiro está tendo um caso. Quando interpelada, a mulher acusa o segundo bandido de estar colocando meleca na cabeça do seu marido e que na verdade é o seu acusador que a vive assediando. Sem saber o que fazer, o possível chifrudo chama o amigo e diz:</p>
<blockquote><p>&#8220;Infelizmente o corvo da desconfiança pousou em nossa amizade. É melhor cada um seguir para o seu lado.&#8221;</p></blockquote>
<p>No final das contas, os dois se reencontram na cadeia. O que acusou a mulher foi pego num assalto. E o possível chifrudo acabou que era chifrudo mesmo, com requintes de crueldade: o mulher o traíra com um policial, delatou todos os detalhes de um roubo, o marido foi preso logo após, e o policial fugiu com a mulher e todo o produto do roubo. Preso e desiludido, o bandido chafurdou no crack e acabou morrendo de tuberculose.</p>
<p>Na enfermaria da prisão, era o fiel amigo que cuidava dele.</p>
<p>Parece, leitor, que <strong>o corvo da desconfiança</strong>, enviado por sua ex-mulher, pousou no seu relacionamento. A situação é complicada porque você simplesmente não tem como saber a verdade. Por um lado, existe a possibilidade da sua ex-mulher estar recalcada em relação ao seu novo relacionamento e, em atitude baixa, colocar abobrinhas na sua cabeça. Por outro, ela pode ter razão e estar deixando um alerta, vai saber? Depende de como é a personalidade dela, o jeito que vocês se separaram, o grau de confiança que existia&#8230; Um sem número de variáveis.</p>
<div id="attachment_24742" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-24742" title="corvooo" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/corvooo.jpg?95884c" alt="" width="500" height="315" /><p class="wp-caption-text">Procurando a próxima vítima.</p></div>
<p>Ao analisar suas opções, <strong>vou me ater aos aspectos técnicos</strong>. Aos potenciais comentaristas mais exaltados, especialmente a galera do &#8220;Que absurdo, tem que ter confiança e blá-blá-blá&#8221;, por favor ler esse parágrafo 10 vezes.</p>
<p>Eu já vi muita gente cair no argumento da &#8220;confiança na parceira&#8221; e logo depois ser agraciado com um presentinho. O fato é que, por não existir anticoncepção masculina no modelo da pilula, nós homens, grosso modo, ficamos à mercê das vontades da parceira quando resolvemos retirar o preservativo da jogada. Caso seja intencional, ela tem o álibi perfeito: a pílula falhou. Qual argumento você pode usar contra isso? Sinistro.</p>
<p>Há um fator complicante na sua história: o relacionamento já começou. Explico fazendo uma analogia a um vaso: quando o vaso ainda é barro, você pode moldá-lo como bem entender. Se por acaso não gostar, é só desmanchar e começar de novo. Agora, se o vaso já está pronto, para mudar, você precisa quebrá-lo e juntar os cacos – e não vai ficar igual antes. Trazendo para a situação do leitor: se no começo você frisasse que só transa de camisinha e que só vai tirar para ter filho, pronto, problema resolvido. Regra estabelecida. Para fortalecer o argumento, ainda podia fazer uma listagem de efeitos colaterais da pílula, como a trombose venosa profunda.</p>
<p>Mas se vocês já tiraram a capa, já era. Vão quebrar o vaso e a montagem vai ser meia-boca.</p>
<p><strong>Uma coisa preocupante: </strong>você não faz ideia do método que ela usa. Concorda comigo que, se a intenção dela por um acaso for dar o golpe da barriga, você está com a bunda exposta na janela? É algo que, no mínimo, você deveria saber. Use o pretexto de estar interessado na vida sexual de vocês dois para buscar essa informação – aliás, pretexto mais do que justo. Sua pergunta foi se os métodos são confiáveis. Sim, eles são. A questão é se a sua parceira está fazendo uso correto deles. Se não estiver&#8230;</p>
<div id="attachment_24739" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-24739" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/armada.jpg?95884c" alt="" width="500" height="335" /><p class="wp-caption-text">Duas armas apontando para a verdadeira arma.</p></div>
<p>Outra opção seria tentar fazer sua namorada <strong>trocar a pílula pelo DIU</strong>. De preferência, com você indo no ginecologista com ela. Já que o corvo anda por perto, né? Nunca se sabe. Novamente, você pode citar a vantagem de ela não precisar se preocupar em tomar medicamentos, é só relaxar e gozar.</p>
<p>A <strong>solução radical-plus</strong> seria você fazer uma vasectomia. Se ainda pretende ter filhos, congele o sêmen antes. Desta forma, não terá mais preocupações, tirando DSTs. Isso vai requerer dinheiro, obviamente.</p>
<p>A <strong>solução radical-crente</strong> seria você simplesmente aderir à castidade até o casamento. Mas, voltando à analogia do vaso, já era.</p>
<p>E a <strong>solução radical-ogro-animal-plus</strong> é dar um pé na bunda da sua namorada. Bom, não é o mais sentimental, reconheço, mas como eu disse anteriormente, estou me atendo a critérios técnicos e praticidade. A possibilidade de tomar golpe da barriga ao fazer isso é zero.</p>
<p><em><strong>Dr Health</strong>, que se recorda até hoje de um momento de alívio extremo ao ler um papel onde estava escrito &#8220;Beta-Hcg: NEGATIVO&#8221;.</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Consequência dos exercícios do músculo PC para adiar a ejaculação</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/consequencia-dos-exercicios-do-musculo-pc/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 14:31:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mauricio Garcia</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dr. Health]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[18+]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O cara levou a sério o treinamento para controlar a ejaculação. E as mulheres reclamaram. Caro Dr. Health, Muito ouço falar por aí sobre camaradas que têm problemas em segurar o gozo durante o sexo. As estatísticas (ao menos aquelas que são divulgadas) afirmam que o homem médio &#8220;resiste&#8221; por cerca de 15 minutos antes [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O cara levou a sério o treinamento para controlar a ejaculação. E as mulheres reclamaram.</p>
<p><span id="more-22871"></span></p>
<blockquote><p><strong>Caro Dr. Health,</strong></p>
<p>Muito ouço falar por aí sobre camaradas que têm problemas em <strong>segurar o gozo durante o sexo</strong>. As estatísticas (ao menos aquelas que são divulgadas) afirmam que o homem médio &#8220;resiste&#8221; por cerca de 15 minutos antes do rojão explodir, algo que,<br />
eu acreditava, deveria ser uma das razões para tantas mulheres frustadas existirem nesse mundo&#8230;</p>
<p>O sujeito que vos escreve, sabendo dessa realidade, se doutrinou desde adolescente no &#8220;princípio da resistência&#8221; e sempre seguiu o mesmo padrão. Exercício do músculo pubococcígeo, sexo tântrico&#8230; Pratiquei o quanto pude e li razoavelmente a respeito. Minha meta era durar ao menos <strong>uma hora antes do ápice</strong>, o que já acontece há uns 8 anos.</p>
<p>Tenho hoje 27 anos, heterossexual leitor de <em>Playboy</em> desde os 10, experiente com diversas nacionalidades (em particular europeias, mas a brasileira ainda é minha favorita), tomo minha cervejinha de vez em quando, complexo vitamínico 3 vezes por semana, exercícios físicos regularmente e meu urologista disse que tudo está nos conformes comigo.</p>
<p>Salvo 3 gatas que tive (que não brincavam em serviço), com todas as demais eu demorava no mínimo uma hora antes de gozar – e, como você deve bem saber, com um músculo PC bem exercitado <strong>é possível gozar sem ejacular</strong>, uma benção pois, nessa condição, nosso companheiro não precisa descansar.</p></blockquote>
<div id="attachment_22880" class="wp-caption alignnone" style="width: 560px"><img class="size-full wp-image-22880" title="Consequência dos exerício do músculo PC para adiar a ejaculação" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/pratica.jpg?95884c" alt="" width="550" height="300" /><p class="wp-caption-text">Prática avançada para evitar ejaculação precoce</p></div>
<blockquote><p>Meu nível de autocontrole chegou a tal ponto que se eu não quiser gozar, eu simplesmente relaxo. Gozar se tornou uma decisão minha mais do que uma consequência natural do ato (claro que a qualidade do sexo ainda é importante para esse resultado!). Eu chegava a brincar com algumas delas desafiando-as a me fazer gozar antes delas, o que algumas levavam a sério (questão de honra!) enquanto outras estranhavam (cara de &#8220;esse-cara-tem-algum-problema&#8221;). Não surpreendentemente estas últimas, sem exceção, proporcionaram fodas medíocres.</p>
<p>No entanto, salvo uma, <strong>todas as gatas reclamaram que eu demorava demais:</strong> &#8220;Isso não é normal!&#8221;.</p>
<p>Por mais que fosse bom pra elas, mesmo aproveitando sem medo da festa acabar cedo, elas não queriam &#8220;se preocupar em ter que, toda vez, se <strong>esforçar</strong> pra me fazer gozar&#8221;. A princípio a interrogação que aparecia sobre minha cabeça era pequena, mas hoje já é do tamanho de uma casa.</p>
<p><strong>Será que eu entendi tudo errado?</strong> A ideia do sexo não é curtir o momento, fazer a parceira gozar adoidado e esperar certa reciprocidade da parte dela? Ou o que as mulheres querem mesmo é se satisfazerem e nós homens temos de nos virar? Será que eu que sou azarado por só pegar mulherem que não curtem sexo mesmo? Será que aquilo a que me condicionei na verdade é uma desvantagem mais que uma vantagem? Te peço uma luz nesse assunto.&#8221;</p></blockquote>
<h3>Olá, leitor.</h3>
<p>Primeiramente, <strong>não acho que você tenha algo de errado</strong>, patologicamente falando. Não mesmo.</p>
<p>Pelo contrário, você está colhendo frutos de um belo treinamento. Muito se fala a respeito dos exercícios de músculo PC e seus benefícios, mas confesso que seu relato é um dos poucos que se vê por aí. É natural do ser humano não insistir em coisas que exijam muita disciplina; a imensa maioria dos que começam a exercitar o referido músculo simplesmente desiste após um tempo. A curto prazo, é notável a melhora da qualidade da ereção. Mas um relato de autocontrole como o seu é difícil de ver. <strong>Meus parabéns pela disciplina!</strong></p>
<p>Porém, seu &#8220;erro&#8221; foi mais para o campo da psicologia feminina: abrir-se demais para suas companheiras. Aqui já estou entrando no campo do Dr. Love, mas como o email foi para mim, vamos em frente.</p>
<p>Imagine uma mulher, com conhecimentos convencionais sobre sexualidade, encarando alguém que entra de sola e lhe mostra <strong>um mundo completamente novo?</strong> É uma bomba para uma cabeça, naquele momento, limitada, não acha? Experimente mostrar um iPad para um índio silvícola. Lembro quando o mágico David Blaine foi à Amazônia fazer mágicas para índios: ele simplesmente não conseguiu fazer mágica com baralho. Os índios não entendiam números e naipes. Mais ou menos isso.</p>
<p>Um outro exemplo semelhante? <strong>Estimulação anal.</strong> Uma mulher mente aberta saberá que o fato de o cara gostar de estimulação na região anal não necessariamente quer dizer que ele é gay&#8230; Mas não é o tipo da coisa que qualquer mulher topa sem consequências.</p>
<p>Ademais, uma coisa importantíssima pra mulher é ela fazer o cara gozar. <strong>O seu &#8220;desafio&#8221;, na verdade, fere a honra dela.</strong> Ela se sente incapaz de satisfazê-lo, e isso é frustrante. Por isso as reclamações que você ouviu. Parcela considerável da população feminina tem auto-imagem frágil. Qualquer ameaça a essa imagem vai gerar uma resposta muitas vezes defensiva – no caso, ofensiva, como foram os rótulos de &#8220;Isso não é normal&#8221;.</p>
<div id="attachment_22894" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-22894" title="ba" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/ba.jpg?95884c" alt="" width="600" height="542" /><p class="wp-caption-text">Lembram do site (hoje fora do ar) &quot;Beautiful Agony&quot;?</p></div>
<p>Minha humilde experiência com as mulheres, e a de outros amigos inclusive muito mais &#8220;rodados&#8221; do que eu, diz que  é importantíssimo para elas <strong>se sentirem capazes de satisfazer um homem</strong>. Prova disso é que uma mulher é bem capaz de se satisfazer sem um orgasmo, desde que seja uma transa intensa e prazerosa.</p>
<p>Mas se o cara não gozou&#8230; Sai de baixo! Tragédia.</p>
<p>Outra coisa que você está privando as moças: <strong>a falta de controle!</strong> Imagine se um dia você <em>faz amor*</em> com uma garota, não consegue se controlar e <strong>goza rápido</strong>. Isso dá uma sensação de poder indescritível pra mulher. Ela é a poderosa e fez você perder o controle, ao contrário de quando você controla a situação e tira esse poder dela. Sacou?</p>
<p>Não há desvantagem nenhuma para você. Pelo contrário, você continuará colhendo os frutos do seu esforço, mas é só uma questão de entender como a cabeça feminina funciona e agir de acordo. Certo?</p>
<p><strong>Dr Health</strong>, convocando eventuais leitores que já obtiveram os mesmos benefícios de um músculo PC bem treinado a <strong>darem seu depoimento nos comentários.</strong></p>
<p><em>*O trecho em itálico é uma singela homenagem à minha digníssima namorada, aproveitando o recente Dia dos Namorados. Ela se enfurece quando escrevo termos machistas como &#8220;comer uma garota&#8221;&#8230; Tenho que fazer minha média, né?</em></p>
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		<li><a href="http://papodehomem.com.br/taticas-femininas-para-se-dar-bem-em-discussoes/" rel="bookmark">
	<img width="177" height="134" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/taticas-home-177x134.jpg?95884c" class="attachment-177x134x1 wp-post-image" alt="Táticas femininas para se dar bem em discussões" title="Táticas femininas para se dar bem em discussões" />	<p>Táticas femininas de guerrilha para discussões de relacionamento</p></a></li>
	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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