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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Marcos Palhares</title>
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		<title>No tempo que quem corria era a bola</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 16:12:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Palhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[No Ângulo: textos PdH sobre futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Estou lendo um livro que faz um inventário do futebol no cinema brasileiro, desde o início do século passado. As primeiras filmagens são pura e simplesmente de jogos da época, principalmente confrontos com clubes internacionais e de seleções. Mais tarde, já na década de 1930, começaram a ser produzidos os primeiros filmes com enredo envolvendo [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou lendo um livro que faz um inventário do futebol no cinema brasileiro, desde o início do século passado.<br />
<span id="more-3383"></span><br />
As primeiras filmagens são pura e simplesmente de jogos da época, principalmente confrontos com clubes internacionais e de seleções. Mais tarde, já na década de 1930, começaram a ser produzidos os primeiros filmes com enredo envolvendo o futebol – tudo impulsionado pelo bom desempenho do Brasil na <strong>Copa de 1938</strong> que, dizem, marcou o começo da histeria e da paixão pelo escrete nacional aqui nessas plagas. E Leônidas da Silva era o dono da bola.</p>
<p>&#8211;</p>
<h4>Pra quem não conhece Leônidas</h4>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/-eZO-xDmOcA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/-eZO-xDmOcA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a title="Leônidas da Silva" href="http://www.youtube.com/watch?v=-eZO-xDmOcA&amp;eurl=http://papodehomem.com.br/no-tempo-que-quem-corria-era-a-bola/" target="_blank">link vídeo</a></p>
<p>&#8211;</p>
<p>Mas, voltando ao livro, a história vai viajando até a presente década, com destaque especial para <a title="Pelé Eterno" href="http://www.cinepop.com.br/filmes/pele.htm" target="_blank">“Pelé Eterno”, de Aníbal Massaini</a>. Para tanto, o autor do livro conseguiu uma entrevista exclusiva com o próprio Rei do Futebol – que, por sinal, é muito boa. Pelé sentiu-se à vontade para falar do que ele realmente entende: <strong>o futebol jogado dentro de campo</strong>.</p>
<p>Porque todo mundo reclama que o homem só fala besteira, só que ninguém presta atenção nas bobagens que perguntam pra ele. Quando o assunto é puramente jogar bola, a conversa é em alto nível (como não poderia deixar de ser).</p>
<p>O Rei fala sobre um monte de coisas, porém, há um trecho que me chamou a atenção. É quando ele fala que jogava como um meio-campista mais avançado, <a title="Gol mais bonito de Pelé" href="http://www.youtube.com/watch?v=DeFba3LMLnc&amp;feature=related" target="_blank">artilheiro</a>, ao contrário dos clássicos jogadores da posição, como Didi, Zizinho ou Ademir da Guia. Falando ainda sobre esta região do gramado, Pelé cita Zidane e Sócrates como exemplos de meias que já não existem nem no futebol brasileiro e nem no mundial.</p>
<p>O motivo? Simples: segundo o Rei, esses dois jogadores não corriam atrás da bola; eles faziam a bola correr.</p>
<h4>E não é que ele tem razão?</h4>
<p>Como é difícil ver um meia “de fato” hoje, com essa característica marcante de fazer a bola correr. É por isso, muitas vezes, que assistimos boas partidas entre clubes bem montados mas, de uma forma ou de outra, fica a impressão de que alguma coisa está truncada, amarrada.</p>
<p>O <strong>jogo de contato</strong> é o padrão, muita pancadaria e muito congestionamento no meio do campo, com volantes brucutus e meias que não tem um pingo de categoria ou visão de jogo. A bola corre e sempre tem gente correndo atrás dela. Sócrates não fazia isso: a bola passava e ele distribuía para todos os cantos – às vezes, com seu característico toque de calcanhar.</p>
<div id="attachment_3388" class="wp-caption alignnone" style="width: 503px"><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/futebol.jpg?95884c"><img class="size-full wp-image-3388" title="futebol" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/11/futebol.jpg?95884c" alt="futebol no pantano" width="493" height="325" /></a><p class="wp-caption-text"> </p></div>
<p><em>É impressão minha ou tá faltando habilidade? (<a title="Futebol no Pântano" href="http://flickr.com/photos/photorobw/2693367759/" target="_blank">crédito</a>)</em></p>
<p>Pois bem, mas como recuperar para o nosso futebol esse tipo de jogador? Será deficiência nas categorias de base? Será influência dos esquemas táticos retranqueiros, de forte marcação? Será que a habilidade, a inteligência e o bom senso de posicionamento são qualidade em extinção no país do futebol? Não sei.</p>
<p>No meu time, por exemplo, não vejo um meia desse tipo, que faz a bola correr, há muitos anos. Raí e Kaká eram jogadores que atuavam mais próximos da área, caindo pelos flancos, no estilo de Pelé e Zico. Acho que o último que distribuía bem, mesmo, foi o <a href="http://desenvolvimento.miltonneves.com.br/QFL/Conteudo.aspx?ID=60403">Pita</a>, na longínqua década de 1980.</p>
<p>Nos outros times, também fica difícil lembrar. O Rivaldo dos tempos de Palmeiras poderia ser um caso, mas acho que nem tanto quanto o já citado Ademir da Guia. O hoje comentarista Neto, que teve seu auge no Corinthians, até se encaixaria entre aqueles que não corriam atrás da bola (até mesmo porque ele era mais redondo que ela), só que também é um outro estilo.</p>
<p>No Santos, recentemente, tivemos uma passagem brilhante do Zé Roberto que hoje joga na Alemanha. Em algumas partidas, ele fez exatamente &#8211; e com maestria &#8211; esse fundamental papel de fazer a bola, o time e o jogo correrem. Acho que é o exemplo mais próximo.</p>
<p>Eu sei que os laterais têm vital importância no futebol de hoje, bem como os volantes. Mas identifico como fator principal, nos jogos modorrentos e sem nenhuma criatividade, <strong>a falta de um meia habilidoso</strong>. Daqueles que esticam uma bola de 50 metros no pé do atacante, daqueles que eram chamados de “gerentes”, pois absolutamente todas as jogadas passavam ou saíam de seus pés.</p>
<p>O cara ficava ali, na região do círculo central, praticamente parado. Só tocando e distribuindo, como um jogador de sinuca. Sócrates fumava, bebia. E jogava como todos nós sonhamos que alguém ainda jogue em nossos times. Até seu irmão Raí afirma que, mesmo tendo ganho menos títulos, <a title="Sócrates" href="http://www.youtube.com/watch?v=gxqcwH4lTtM&amp;feature=related" target="_blank">o gênio da casa</a> é mesmo o Doutor. Incontestável.</p>
<p>Enquanto sonhamos acordados, relembrando o passado, temos que nos contentar com os Hugo, Diego Souza, Douglas e Molina da vida. Não são ruins, muitos deles já tiveram até algum brilhareco em momentos decisivos. Mas a característica geral desses atletas é algo tão distante daquilo que costumávamos ver há 20 ou 30 anos.</p>
<p>Todo time tinha uma meia estiloso, alguém que fazia o time jogar. Mesmo que não desse um pique sequer durante dos 90 minutos. Mesmo que não se afastasse por nenhum momento da região central do gramado. Mas fazia a bola correr. E botava um sorriso na nossa cara.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Vestindo a camisa do departamento de marketing</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jul 2008 01:43:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Palhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>No primeiro semestre de 1991, com toda a moral possível após o título do Campeonato Paulista no ano anterior, o interiorano Bragantino estreou no Brasileirão com Carlos Alberto Parreira no comando e um uniforme inovador: em vez das tradicionais camisas branca (com punhos e golas pretas) e listrada (de preto, na vertical), o clube apareceu [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No primeiro semestre de 1991, com toda a moral possível após o título do Campeonato Paulista no ano anterior, o interiorano <strong>Bragantino</strong> estreou no Brasileirão com <strong>Carlos Alberto Parreira</strong> no comando e um uniforme inovador:</p>
<p><span id="more-1599"></span></p>
<p>em vez das tradicionais camisas branca (com punhos e golas pretas) e listrada (de preto, na vertical), o clube apareceu com uma estampa em mosaico, <a href="http://www.minhascamisas.com.br/wordpress/2007/02/15/a-verdade-sobre-a-camisa-do-bragantino" target="_blank">estilo abadá de trio elétrico baiano</a>.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/1991-bragantino.png?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/1991-bragantino-thumb.png?95884c" style="border: 0px none " alt="1991-bragantino" border="0" height="226" width="240" /></a></p>
<p><em>A camisa de 1991&#8230;</em></p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/1991-bragantino-2.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/1991-bragantino-2-thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="1991-bragantino-2" border="0" height="268" width="400" /></a></p>
<p><em>&#8230;e o time de 1991.</em></p>
<p>O uniforme fez tanto sucesso que inspirou vários clubes a imitá-lo, como, por exemplo, o Vitória vice-campeão brasileiro de 1993. Não por outro motivo, o Bragantino continuou com a camisa estampada mesmo depois de a Dell’Erba deixar de fornecer seu material esportivo.</p>
<p>Na época, achei interessante. Mas confesso: não gostaria se fosse o meu time. Nesse ponto, sou conservador. Penso que a permanência do uniforme e do escudo de um clube por décadas representam persistência, convicção. Ou a (enganadora) sensação de que os jogadores, técnicos, cartolas e torcedores passam, mas o uniforme e o escudo permanecem.</p>
<p>Tenho esse tipo de (tola) satisfação ao ver uma foto do primeiro <strong>São Paulo, em 1930</strong>, e do Tricolor que jogou no último fim de semana. Camisas brancas, listras horizontais pretas e vermelhas, escudo triangular, o SPFC. Mesmo a segunda camisa, listrada em vermelho, preto e branco, variou pouco de lá para cá.</p>
<p>Pois bem, desde o Bragantino de 1991, os departamentos de marketing dos clubes brasileiros sentiram-se à vontade para fazer o que bem entendessem. O primeiro grande espanto foi o uniforme que a Parmalat impôs ao Palmeiras em 1992, com listras verticais brancas e verdes, idéia clonada pelo Marília pouco depois.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/palmeiras-1992.png?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/palmeiras-1992-thumb.png?95884c" style="border: 0px none " alt="PALMEIRAS_1992" border="0" height="377" width="400" /></a></p>
<p><em>Aquele símbolo Adidas antigo com essa tonalidade&#8230; hmmm&#8230; Cannabis FC? <a href="http://mantossagrados.blogspot.com/2008/06/se-palmeiras-1992.html" target="_blank">fonte foto</a></em></p>
<p>Aliás, a Parmalat sentiria-se à vontade para experimentar no alviverde paulistano toda sorte de camisas estranhas, nas mais variadas tonalidades de verde possíveis e imagináveis. A mais esquisita, na minha opinião, <a href="http://www.minhascamisas.com.br/wordpress/wp-gallery2.php?g2_itemId=583" target="_blank">foi a do título do Rio-São Paulo em 2000</a>, metade verde-escuro e metade verde-piscina, com uma faixa branca dividindo os dois tons.</p>
<h3><strong>Casos esdrúxulos</strong></h3>
<p>Mesmo a sagrada camisa da seleção brasileira passou por mutações no final do século passado, como a inclusão provisória de vários distintivos da CBF em marca d’água, <a href="http://www.minhascamisas.com.br/wordpress/2007/06/23/da-serie-as-10-mais-2" target="_blank">no uniforme vitorioso de 1994</a>. Sinceramente, um tremendo (e, graças a Deus, efêmero) mau gosto. Outras milhares de “inovações” mercadológicas assolaram todos os clubes pelo mundo afora, de duas décadas para cá.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/1994-selecao.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/1994-selecao-thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="1994-selecao" border="0" height="273" width="400" /></a></p>
<p><em>Taffarel sem saber se segura as bolas ou se&#8230; é, isso mesmo.</em></p>
<p>Sem contar que os patrocinadores passaram a invadir cada milímetro quadrado disponível, chegando, em alguns casos, a ocupar toda a manga e até a frente e o verso dos calções. Casos esdrúxulos incluem a estampa de logomarcas com cores totalmente avessas às do clube, como o vermelho e amarelo da <strong>Suvinil</strong> nos uniformes do Corinthians (década de 1990) e do Palmeiras (recentemente).</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/corinthians-suvinil.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/corinthians-suvinil-thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="corinthians-suvinil" border="0" height="225" width="300" /></a></p>
<p><em>Lembram?</em></p>
<p>Sou um torcedor tão rabugento com essas coisas que não gosto nem do uniforme que o clube se vê obrigado a usar como visitante, para não confundir com as cores do adversário. O São Paulo com calções e meias pretas parece algum time do interior do Amapá. Não sei, não reconheço meu clube naquele uniforme.</p>
<p>E tem casos que são ainda piores. Quem não se lembra do Santos quando, no final da década de 1990, se viu obrigado a usar calções pretos? Para não ficar parecido com o rival Corinthians, o clube praiano utilizou algumas vezes calções com estampa xadrez em preto e branco, outro com estrelas e até com desenhos de baleia!</p>
<h3><strong>Ou melhor, vou fazer pior</strong></h3>
<p>O que dizer, então, do <a href="http://apoltrona.blogspot.com/2008/05/um-palmeirense-feliz.html" target="_blank">verde-“caneta corretora” do Palmeiras</a> e do <a href="http://catimba.wordpress.com/2008/01/31/corinthians-comeca-o-ano-com-novo-uniforme/" target="_blank">roxo-“cheguei” do Corinthians</a>? O primeiro até pode ser considerado mais uma variação tonal para o alviverde, mas o que o roxo tem a ver com o alvinegro paulistano? Só se remete ao fúnebre rebaixamento para a Série B! Tomara que o São Paulo não invente uma moda dessas.</p>
<p>Tudo bem criar um troço desses exclusivamente para a torcida ou para uma única partida comemorativa. Mas daí a adotar como terceiro uniforme e usar continuamente é demais. Além de descaracterizar o clube, abre precedentes para os patrocinadores mandarem e desmandarem ainda mais do que já mandam e desmandam. Do jeito que a coisa vai, não duvido que um dia eu ainda veja o Palmeiras de vermelho e faixa preta diagonal, o Corinthians de verde abacate, o São Paulo listrado de azul e o Santos de laranja. Não duvido mesmo.</p>
<p>E o pior é que tem gente que diz:</p>
<blockquote><p>“-E daí? Se isso acontecer, vou comprar a nova camisa e desfilar bem contente”.</p></blockquote>
<p>Bom, seja feliz, mas não vou acompanhar a boiada e nem gastar dinheiro com essas camisas mirabolantes. Ou melhor, vou fazer pior: vou procurar aquelas coleções retrô, com design dos anos 1970, malha de algodão e, o melhor de tudo, <strong>sem um patrocínio sequer</strong>!</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/figueroa-inter.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2008/06/figueroa-inter-thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="figueroa-inter" border="0" height="267" width="180" /></a></p>
<p><em>Err.. retrô só a camisa. O short pode ser atual.</em></p>
<p>Propaganda quem tem que exibir é jogador, dentro do campo – eu não ganho um tostão sequer com isso! E quem quiser, que use verde-limão, roxo, lilás, bordô, furta-cor, amarelo-ovo, purpurina, o diabo a quatro. Paixão por um clube não escolhe cor. Mas o departamento de marketing, esse sim escolhe. E impõe!</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Futebol e Boca Seca n&#227;o Combinam</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Dec 2007 20:58:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcos Palhares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Muitas coisa me afastam, hoje, dos estádios. Além da violência, do preço do ingresso, da dificuldade de acesso e retorno, das arquibancadas que desabam e do futebol muitas vezes medíocre que desfila pelo gramado, tem uma coisa aqui no estado de São Paulo que é fator preponderante para afugentar meu interesse: a proibição da venda [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas coisa me afastam, hoje, dos estádios.</p>
<p>Além da violência, do preço do ingresso, da dificuldade de acesso e retorno, das arquibancadas que desabam e do futebol muitas vezes medíocre que desfila pelo gramado, tem uma coisa aqui no estado de São Paulo que é fator preponderante para afugentar meu interesse: <strong>a proibição da venda de cerveja.</strong></p>
<p><span id="more-687"></span></p>
<p>Isso fere um direito que deveria ser constitucional: manguaçar onde, quando, como e quanto quisermos!</p>
<h4>Manifesto da Manguaça!</h4>
<p>Neste ano, fui duas vezes assistir meu São Paulo no Morumbi, no empate sem gols contra o Flamengo e na sonora goleada de 6 a 0 sobre o Paraná.</p>
<p>Só Deus sabe o <strong>suplício</strong> que é passar duas horas sentado ali, naquele mormaço, sem poder tomar um único e redentor gole de cerveja! Um só! Unzinho! Mas não, temos que agüentar mais 20 minutos após o apito final até conseguir escapar para a rua e abordar o primeiro ambulante com latinhas no isopor.</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/flamanguaca.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/flamanguaca_thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="flamanguaca" border="0" height="300" width="400" /></a></p>
<p><em>Reparem no detalhe da foto: torcida oficial dos Flamenguistas manguaceiros</em></p>
<p>Quando eu era menino, lá nos cafundós de Taquaritinga (SP), essa arbitrariedade não existia. No glorioso estádio Adail Nunes da Silva, meu pai podia assistir aos jogos do CAT (Clube Atlético Taquaritinga) bebendo quantos copos de cerveja quisesse. Muito mais que refrescar o calor e molhar a goela, o precioso líquido cumpria, também, a função de “melhorar” as (quase sempre) sofríveis partidas.</p>
<p>Foi lá que, aos 15 anos, vi a Ponte Preta derrotar o CAT por 1 a 0, gol do Monga (sim, senhores e senhoritas, Monga!), e destruir mais um sonho taquaritinguense de retorno à primeira divisão do futebol paulista. Mas nessa época eu já era adepto e militante das imprescindíveis loiras geladas e, num sol abrasador, pude matar minha sede com dúzias delas durante o jogo. Nem liguei para o resultado.</p>
<p>Quem é que nunca afogou as mágoas de uma derrota ou comemorou as glórias de um título com litros de cerveja?</p>
<p>Quem é que não precisa de um gole desse néctar sagrado, no estádio, quando vê o centroavante de seu time perder um gol incrível na pequena área, ou depois de o adversário virar o placar no último minuto, ou ainda no momento em que o juiz deixa de marcar aquele pênalti escandaloso que garantiria a tão decisiva vitória?</p>
<h4>É fato: precisamos de cerveja</h4>
<p>Ir a um estádio é um festival de desconforto, é preciso que haja algum tipo de compensação. Ou melhor, de incentivo. Por convicções particulares, não gosto de cultos religiosos, de comícios, velórios ou enterros.</p>
<p>Mas se tiver cerveja, eu vou! Se for um jogo de futebol, então, tanto melhor. Mas de boca seca eu não fico. Prefiro ver o jogo pela televisão – e próximo, de preferência, da geladeira.</p>
<p>Não sei quem teve a idéia de jerico de proibir a santa cevada nos estádios. Deve ter sido alguém da TFP (Tradição, Família e Propriedade), da Marcha da Família com Deus pela Liberdade ou do movimento Cansei.</p>
<p>Porque é um tipo de falso moralismo pra lá de ultrapassado. Qual é o argumento? Que o álcool incentiva a violência? Então por que, nos arredores dos estádios, instalam-se dezenas de barraquinhas vendendo todo tipo de cerveja, cachaça e beberagens ainda mais temerárias? E por que, mesmo sem cerveja, a violência continua?</p>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/aquecimento.jpg?95884c"><img src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2007/12/aquecimento_thumb.jpg?95884c" style="border: 0px none " alt="aquecimento" border="0" height="347" width="260" /></a></p>
<p><em>Torcedor se &#8220;aquecendo&#8221; antes de entrar no estádio</em></p>
<p><strong>Com a proibição, todo mundo já chega no estádio “encharcado”.</strong> Tem uns, mais criativos, que levam aqueles sorvetes em saquinho plástico conhecidos como “gelinho”, mas que, junto com a groselha, já incluem o “combustível”. Todo mundo sabe que a maioria dos torcedores, nas arquibancadas, não está sóbria.</p>
<p>Ora, então vamos acabar com a hipocrisia e fazer como no Maracanã: <strong>queremos cerveja!</strong></p>
<p>E enquanto esse apelo não for atendido, todos os bons cervejistas que se prezam deveriam boicotar as partidas de futebol nos estádios paulistas. Avante, manguaças! Pelo fim das medidas ditatoriais! Pelo futebol mais prazeroso! Pela goela molhada! Pelos direitos humanos!</p>
<p>E quem não concordar pode, pelo menos, pagar uma cerveja. Eu aceito.</p>
<p><strong>Ps.:</strong> Já que terminei o texto e acabei não adicionando política ao futebol e à cachaça, como reza nosso simpático blogue <a href="http://www.futepoca.com.br/"><u>www.futepoca.com.br</u></a>, cabe registrar que Adail Nunes da Silva, que dá nome do estádio do CAT, é um falecido ex-prefeito de Taquaritinga. Pai, por sinal, do jornalista Augusto Nunes. Pronto, politiquei.</p>
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