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	<title>Papo de Homem &#187; Leonardo Luz</title>
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		<title>Dicas para escrever bem e fazer rir  (ou como diminuir a quantidade de porcaria na internet)</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 16:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>
		<category><![CDATA[Mecenas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Como diria o Fidel, democracia é uma merda. Em um mundo onde você escuta “mas por que não?” quando fala que não tem um blog, não é de admirar a quantidade de conteúdo de qualidade duvidosa que existe por aí. E como na internet a bajulação alcançou níveis estratosféricos, as pessoas recebem tantos elogios falsos [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como diria o Fidel, democracia é uma merda. Em um mundo onde você escuta “mas por que não?” quando fala que não tem um blog, não é de admirar a quantidade de conteúdo de qualidade duvidosa que existe por aí. E como na internet a bajulação alcançou níveis estratosféricos, as pessoas recebem tantos elogios falsos e bajulatórios em seus textos que realmente acreditam que tudo o que escrevem é muito bom. Ledo e Ivo engano, como diria o Verissimo.</p>
<p><span id="more-37968"></span></p>
<p>Por isso nós, do PapodeHomem, fizemos este post. Não pretendemos mudar o mundo nem virar manual da ABL, pretendemos tão somente ajudá-lo a escrever melhor, mostrar o que funciona e o que não funciona, e falar um pouco sobre humor. Vamos lá.</p>
<h3>1. Título</h3>
<div id="attachment_37970" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-37970" title="tumblr_lkwsidyByq1qh2i6yo1_500" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/tumblr_lkwsidyByq1qh2i6yo1_500.gif?95884c" alt="" width="500" height="281" /><p class="wp-caption-text">Se não souber fazer título, tudo bem: coloque esse GIF antes do primeiro parágrafo.</p></div>
<p>Na mídia impressa o leitor já está com o seu texto na mão, e provavelmente pagou por aquele jornal ou revista. Então, como ele já pagou, provavelmente vai ler tudo. Já na internet você tem que convencer o usuário. A facilidade em mudar de site ou simplesmente fechar o seu texto é imensa, então você precisa fisgar o leitor na parte do seu texto que chega primeiro a ele: o título.</p>
<p>A primeira regra é: evite títulos auto-explicativos ou simplistas. Se vai escrever sobre seu medo de tubarões, como eu já fiz em certa ocasião, não bote “Meu medo de tubarões” no título. O leitor vai achar que é somente um desabafo, e não vai ler. A título de curiosidade, o título do meu texto sobre meu medo de tubarões é <strong>“Sobre tubarões, medos e boquetes”</strong>. Bem mais atrativo, não?</p>
<p>Evite títulos como “O problema de blablabla” ou “Falando sobre blábláblá”. Alguns títulos que considero bons de textos meus são: &#8220;Isso nunca me aconteceu antes&#8221;, &#8220;O Homem maduro e a Bunda&#8221;, &#8220;Campanha ‘Ajude um amigo veado a sair do armário’&#8221;e &#8220;Aqueles filhos da puta”. Não antecipam conclusões do texto e instigam o leitor a ler o texto.</p>
<h3>2. Aprendendo com Hitchcock: surpresa e suspense</h3>
<p>O Mestre Hitchcock tinha uma teoria genial sobre suspense e surpresa.  Imagine que tem duas pessoas jantando em um restaurante. Tem uma bomba debaixo da mesa. Você sabe que tem a bomba, eles dois não. A bomba vai explodir em dez minutos e, enquanto eles conversam, você vê a contagem regressiva. A bomba explode. Isto é suspense. Agora imagine um casal em um restaurante. Eles estão conversando quando, de repente, uma bomba explode. Isso é surpresa. Enquanto a surpresa alivia e liberta o leitor, o suspense o prende e o deixa curioso.</p>
<p>O suspense deve ser usando durante o texto, e a surpresa ao final do texto – ou no fim de cada parte do texto. Se seu texto é sobre um sujeito pobre que vira presidente, não faça nenhum movimento no texto que leve o leitor a desconfiar disto. Nunca. Faça-o pensar que ele vai morrer pobre, criando suspense, e no final, faça-o presidente, se utilizando da surpresa. É comum ver pessoas se confundindo e utilizando a surpresa já no título e usando o suspense erradamente.</p>
<p><strong>A teoria do suspense/surpresa é a base de qualquer piada</strong>. O suspense cresce durante a piada, e surpresa vem no fim. E você ri porque a surpresa contradiz o suspense. Aprenda a utilizar o suspense ao seu favor no humor, levando o leitor para um lado, quando na verdade você está indo para outro. Este suspense que “dribla” o leitor sempre funciona. E, ao contrário do que se pode pensar, o leitor não se ofende em ser ludibriado, ele gosta do efeito da surpresa no final.</p>
<div id="attachment_37971" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-37971" title="hitchc" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/hitchc-620x497.jpg?95884c" alt="" width="620" height="497" /><p class="wp-caption-text">Nunca pensou nele como mestre do humor, né?</p></div>
<h3>3. Verdade e dor, ou, o DNA do humor</h3>
<p>Em seu livro chamado <em>The Comic Toolbox</em>, John Vorhaus cria uma teoria na qual ele diz que o humor é feito de verdade e dor. Qualquer piada, esquete, filme ou texto de humor pode ser dissecado em verdade e dor. Qualquer. A verdade é o que cria a identificação com a piada ou o texto. A dor é o que nos faz rir. Quando você vê uma esquete boba onde um soldado marcha, pisa em uma tábua e esta bate na sua cara, a verdade é que ele é um soldado e está marchando, e isto é verdade. A dor é que ele foi burro, pisou na tábua e levou na cara.</p>
<p>Ele cita uma piada que vou tentar traduzir: um homem morre e encontra Deus. Ele pergunta ao Criador: “Deus, por que você fez as mulheres tão carinhosas?”, e Deus responde: “Para que vocês possam amá-las”. “Deus, por que fizeste as mulheres tão meigas e bonitas?”, “Para que vocês pudessem amá-las”, repete Deus. Ao que o sujeito pergunta: “Mas Deus, por que fizeste as mulheres tão burras?”, e o Criador responde: “Para que elas pudessem amar vocês”.</p>
<p>Esta piada ilustra tanto o que eu disse sobre suspense e surpresa, quanto a teoria do Vorhaus sobre verdade e dor. As perguntas o sujeito criam um suspense, quando você se pergunta qual será o elogio máximo que o homem fará às mulheres. Quando ele pergunta por que Deus fez as mulheres burras, é uma surpresa/suspense, pois aqui se pensa que a piada vai achincalhar as mulheres e, ao mesmo tempo, queremos saber o fim da piada. Quando Deus diz que as fez burras para que elas pudessem amar os homens, entende-se que os achincalhados são os homens.</p>
<p>A verdade desta piada é que realmente as mulheres (a maioria, pelo menos) são carinhosas, meigas e bonitas. E aqui, a dor na verdade são duas dores: a de que Deus fez as mulheres burras, e a de que ele as fez burras para que elas pudessem amar os homens. Assim, a primeira dor é quando o homem diz que as mulheres são burras. A segunda dor é quando Deus fala que as fez assim para que pudessem amar os homens. E então, rimos da dor da piada, que foi criada pela verdade dita ao longo dela.</p>
<p>Vamos usar uma piada velha como exemplo. A clássica: “Sabe aquela do pintinho que não tinha cu? Foi peidar e explodiu”. É uma piada engraçada, mas boba. É engraçada pelo ridículo da situação e sua inverossimilhança. A verdade é que é triste um pintinho sem ânus. Realmente. A dor é que, se ele não tem ânus, se ele peidar ele explode. Como vocês podem ver, até mesmo uma piada nonsense e com palavrões se encaixa nesta teoria. Façam este exercício e tentem identificar a verdade e a dor de piadas e textos de humor que vocês conheçam.</p>
<div id="attachment_37974" class="wp-caption alignnone" style="width: 601px"><a href="http://malvados.com.br/" target="_blank"><img class="size-full wp-image-37974" title="tirinha1420" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/05/tirinha1420.jpg?95884c" alt="" width="591" height="188" /></a><p class="wp-caption-text">Tirinha do André Dahmer (www.malvados.com.br)</p></div>
<h3>4. Erros comuns</h3>
<p>Se pararmos para analisar textos de humor, veremos que muitos deles erram nos mesmos lugares. Vamos falar sobre alguns deles:</p>
<p><strong>Explicar piadas</strong>. Este é um erro recorrente e acomete também profissionais e humoristas já conhecidos. Exemplo: se você fala que está mais por fora do que umbigo de bailarina do Faustão, não precisa dizer “porque aquelas roupinhas que elas usam, né, não tampam nada”. O leitor não é burro. Explicar uma piada é privá-lo da sua parte em no humor: fechar o sentido do que foi dito, e então achar graça ou não.</p>
<p><strong>Ser rebuscado demais.</strong> Algumas pessoas acham que escrever difícil é escrever bem. Nada mais distante da verdade. O melhor escritor brasileiro vivo (na minha opinião), Luiz Fernando Verissimo, raramente usa palavras ou expressões muito rebuscadas. E é um dos sujeitos mais cultos e com mais referências literárias que conheço. Utilize as palavras certas, mesmo que elas sejam fáceis.</p>
<p><strong>Achar que existem sinônimos.</strong> Anote: não existem sinônimos. É isso mesmo. Um bom escritor sabe que não existem sinônimos. Cada palavra – cada uma delas – significa uma coisa diferente, e saber as nuances dos significados faz muita diferença. Acreditem, de tanto ouvir cada palavra com um sentido diferente, o leitor está acostumado com estas nuances, ainda que de maneira inconsciente. Aprenda o significado de cada palavra e as use de maneira a potencializar o seu texto.</p>
<p><strong>Igualar humor e piada.</strong> Não são só piadas que fazem rir. Este é um erro destruidor. Você pega um texto de humor para ler e ele tem piadas do início ao fim. Tantas que até cansa. E entre tantas piadas, muitas são, invariavelmente, ruins. É perfeitamente possível fazer rir sem uma piada propriamente dita, através de situações engraçadas, personagens caricatos ou de outras maneiras. Se você escreve um texto com piadas excessivas em sequência, acaba anestesiando o leitor e queimando cartucho de piadas que, com destaque, poderiam ser mais bem apreciadas. E a vantagem de fazer o leitor rir sem usar piadas é que a identificação dele é muito grande, e ele acaba rindo por identificação e auto-ironia.</p>
<p>Estes são os erros mais comuns. Erros de português também estão no topo, mas nem é preciso listá-los. Na dúvida, procure um dicionário. Tenha cuidado com o que escreve, na internet tudo fica pra sempre, então seu erro será reverberado <em>ad infinitum</em>.</p>
<p>Estas são só algumas dicas. Não pretendo fazer disso um manual definitivo, longe de mim. Só listei alguns tópicos que podem fazer a diferença no seu texto, e acreditem, realmente fazem. Comentem com suas sugestões e críticas. E nos dêem feedback caso o texto lhes seja útil. Até a próxima.</p>
<h3>[18+] Oferecimento: Marcus James (com promoção)</h3>
<p><object width="620" height="383"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/w033xZtI0as?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="383" src="http://www.youtube.com/v/w033xZtI0as?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://youtu.be/w033xZtI0as" target="_blank">Link YouTube</a></em></p>
<p><em>Nota do editor: O pessoal da Marcus James está com uma ação bacana e <strong>o PdH fará um sorteio adicional</strong>. Para participar:</em></p>
<p><em><strong>1.</strong> Assista aos episódios da <a href="http://pdh.co/vinhomj" target="_blank">websérie &#8220;Certo que sim&#8221;</a>, conheça as histórias de Fabrício e Dudu e invente o final, o que acontecerá no último episódio. Dudu vai conseguir se livrar do hóspede folgado? Fabricio vai resolver seus problemas amorosos? Basta a ideia, o argumento, o plot mais básico, a sinopse, manja? Exemplo bobo:</em></p>
<blockquote><p>&#8220;Fabrício vai embora para a França encontrar uma menina que conheceu nos comentários de um post do PapodeHomem&#8221;.</p></blockquote>
<p><em><strong>2.</strong> Envie pelo formulário no rodapé do site <a href="http://pdh.co/vinhomj" target="_blank">www.certoquesim.com.br</a></em></p>
<p><em><strong>3. </strong>Volte aqui nesse post e cole nos comentários a ideia que enviou.</em></p>
<p><em>Pelo concurso deles, a melhor ideia vai virar o roteiro do último episódio da série e o autor ainda <strong>ganhará uma filmadora digital</strong>. Você pode enviar até 8/7. O resultado sai 28/7. </em></p>
<p><em>Aqui entre nós, vamos sortear (daqui uma semana) <strong>uma caixa com 6 garrafas do vinho Marcus James Cabernet Sauvignon</strong> apenas entre os leitores PdH que deixarem comentários com as ideias enviadas – <em>se você tiver menos de 18 anos, esqueça.</em></em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Elif Shakaf sobre casulos culturais, avós xamãs e literatura</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/elif-shakaf-sobre-casulos-culturais-avos-xamas-e-literatura/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Mar 2011 17:18:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[TEDx]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Turca nascida na França, Elif Shakaf é escritora e professora de ciência política. Em sua palestra &#8220;A política da ficção&#8221;, no TED Global 2010, falou sobre o poder transformador das histórias e sobre como é perigoso – e muitas vezes inútil – ver uma história como muito mais que uma história. 19 preciosos minutos de contação de [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Turca nascida na França, <a href="http://www.ted.com/speakers/elif_shafak.html" target="_blank">Elif Shakaf</a> é escritora e professora de ciência política. Em sua palestra <strong>&#8220;A política da ficção&#8221;</strong>, no TED Global 2010, falou sobre o poder transformador das histórias e sobre como é perigoso – e muitas vezes inútil – ver uma história como muito mais que uma história.</p>
<p><span id="more-35549"></span></p>
<p>19 preciosos minutos de contação de histórias sobre casulos culturais, avós xamãs, literatura e o giro dos dervixes.</p>
<p>Agradeçam a <a href="http://www.ted.com/profiles/translations/id/536049" target="_blank">Gustavo Pugliesi Sachs</a> pela tradução.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/ElifShafak_2010G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ElifShafak-2010G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=917&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=elif_shafak_the_politics_of_fiction;year=2010;theme=master_storytellers;theme=the_creative_spark;theme=a_taste_of_tedglobal_2010;event=TEDGlobal+2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/ElifShafak_2010G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/ElifShafak-2010G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=917&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=elif_shafak_the_politics_of_fiction;year=2010;theme=master_storytellers;theme=the_creative_spark;theme=a_taste_of_tedglobal_2010;event=TEDGlobal+2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.ted.com/talks/lang/por_br/elif_shafak_the_politics_of_fiction.html" target="_blank"> Link vídeo</a> | Para ativar a legenda, clique em &#8220;View subtitles&#8221;</em></p>
<h3>Algumas citações&#8230;</h3>
<p>Para quem não tem 19 minutos para aprender com essa mulher radiante.</p>
<blockquote><p>&#8220;Todos nós vivemos em algum tipo de círculo social e cultural. Todos nós. Nós nascemos em uma família, nação, classe. Mas se não tivermos qualquer conexão com os mundos além daquele que temos como certo, então nós também corremos o risco de secarmos por dentro. Nossa imaginação pode encolher. Nossos corações podem diminuir. E nossa humanidade pode definhar se ficarmos por muito tempo dentro de nossos casulos culturais.</p>
<p>Nossos amigos, vizinhos, colegas, família – se todas as pessoas no nosso círculo se parecem conosco, isso significa que <strong>estamos cercados com nossa imagem no espelho.</strong>&#8220;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Histórias não podem demolir fronteiras, mas podem fazer buracos em nossos muros mentais. E por esses buracos, podemos dar uma espiada nos outros, e talvez até mesmo gostar do que vemos.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Se você é uma escritora do mundo muçulmano, como eu, espera-se que você escreva as histórias de muçulmanas e, de preferência, as histórias tristes de muçulmanas tristes. Espera-se que você escreva histórias informativas, pungentes e características e deixe o experimental e a vanguarda para seus colegas ocidentais. O que eu vivi quando criança naquela escola em Madri está acontecendo no mundo literário hoje. <strong>Escritores não são vistos como indivíduos criativos, mas como representantes de suas respectivas culturas.</strong> &#8220;</p></blockquote>
<p><img class="alignnone size-large wp-image-35553" title="ted" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/03/ted-620x412.jpg?95884c" alt="" width="620" height="412" /></p>
<blockquote><p>&#8220;Escritores têm o direito de ter opiniões políticas, e há bons romances políticos no mercado, mas <strong>a linguagem da ficção não é a linguagem da política cotidiana.</strong> [...] A política de identidade nos divide. A ficção conecta. Uma tem interesse em espalhar generalizações. A outras, nas nuances. Uma impõe barreiras. A outra não reconhece fronteiras. A política de identidade é feita de tijolos maciços. A ficção é água corrente.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Quando políticos palestinos e israelenses falam, eles normalmente não ouvem um ao outro. Mas um leitor palestino lê um livro de um autor judeu, e vice versa, se conectando e se identificando	 com o narrador. A literatura tem que nos levar além. Se não pode nos levar lá, não é boa literatura.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Os sufistas dizem: &#8220;O conhecimento que o leva não além de si é bem pior que a ignorância&#8221;. O problema com os guetos culturais de hoje não é a falta de conhecimento. Nós sabemos muito sobre os outros, ou assim achamos. Mas o conhecimento que não nos leva além de nós mesmos, nos torna <strong>elitistas, distantes e desconectados</strong>.&#8221;</p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Por que é que em cursos de escrita criativa hoje, a primeira coisa que ensinamos aos alunos é &#8216;Escreva o que você sabe&#8217;? Talvez não seja a melhor maneira de começar. A literatura imaginativa não é necessariamente sobre escrever quem somos ou o que sabemos ou sobre o que é nossa identidade. Deveríamos ensinar os jovens e a nós mesmos a expandir nossos corações e escrever o que podemos sentir. Deveríamos sair do nosso gueto cultural e visitar o próximo e o próximo.&#8221;</p></blockquote>
<!-- NADA -->
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fluminense, campeão brasileiro após 26 anos</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/fluminense-campeao-brasileiro-apos-26-anos/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/fluminense-campeao-brasileiro-apos-26-anos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Dec 2010 18:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[No Ângulo: textos PdH sobre futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>&#8220;Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos!&#8221; –Nelson Rodrigues Não podia ter sido diferente. Nos meus trinta anos de vida, nunca vi um título do Fluminense que não fosse sofrido até o último momento. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>&#8220;Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos!&#8221; –Nelson Rodrigues</p></blockquote>
<p><span id="more-31374"></span></p>
<p><strong>Não podia ter sido diferente</strong>. Nos meus trinta anos de vida, nunca vi um título do Fluminense que não fosse sofrido até o último momento. Cariocas, terceira divisão, Copa do Brasil, todos sofridos. E ontem não foi diferente. Dramático até o fim, como já estava escrito. Escrito desde o início.</p>
<p>Enquanto a torcida do Fluminense dava um show nas arquibancadas e a diretoria tricolor mandou fazer uma réplica da taça, a diretoria corintiana lançou um slogan e mandou fazer camisas que seriam usadas caso eles não fossem campeões. Isso diz tudo. Enquanto jogadores do Fluminense falavam em garra, luta, sangue e dedicação, &#8220;ídolos&#8221; do Corinthians falavam em dar dinheiro ao adversário e reclamaram de times que, segundo eles, fizeram corpo mole contra o Flu. O mesmo corpo mole que este mesmo Corinthians fez no último campeonato para prejudicar São Paulo e Palmeiras.</p>
<p>O Fluminense só precisava ganhar. Só isso. Só precisava fazer o que havia feito em 20 dos 38 jogos que havia disputado. Era o time que mais havia ganhado no campeonato e o que havia ficado mais tempo na liderança. Vencer um time já rebaixado com oito jogadores reservas parecia ser tarefa das mais fáceis. Só parecia. Fim do primeiro tempo e os jogadores do Fluminense erraram absolutamente tudo o que tentaram em campo. Tudo. A torcida a este momento já estava vendo se repetir a novela da final da Libertadores. Menos mau que o Corinthians estava empatando, e o Cruzeiro também.</p>
<p>Mas a volta para o segundo tempo trouxe novos ares, literalmente. Um vento fresco soprou e alentou o calor infernal que estava dentro do estádio e, com ele, trouxe junto um personagem que não se faz ausente em nenhum título do Flu: <strong>o Sobrenatural de Almeida</strong>. E quis o sobrenatural que um jogador que não fazia gol há dezenas de jogos e outro vindo do nosso maior rival fossem responsáveis pelo gol do título. Mariano cruzou da direita, Washington raspou de cabeça e a bola sobrou para Emerson, que enfiou entre as pernas do goleiro. Dois jogadores que venceram a desconfiança da torcida nos davam agora o título.</p>
<div id="attachment_31376" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-31376" title="Fluminense, campeão merecido" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/12/emerson1_andur950.jpg?95884c" alt="" width="620" height="470" /><p class="wp-caption-text">Créditos: André Durão (Globoesporte.com).</p></div>
<p>Quando o jogo acabou nem preciso dizer o que aconteceu. Amigo, se você  já viu quarenta mil pessoas pulando e gritando ao mesmo tempo, sabe o que aconteceu lá.</p>
<p>Era uma cumplicidade ímpar. <strong>Estranhos se cumprimentavam</strong>, se abraçavam, namorados (eu) choravam diante do olhar incrédulo e respeitoso das namoradas, pessoas andavam de joelhos pelas escadas, senhoras beijavam seus crucifixos, jovens atônitos viam, pela primeira vez, seu time ser campeão brasileiro. Campeão na raça, na coragem, vencendo adversários, lesões, calendários, o poderio psicológico de superar o time que tem uma das maiores torcidas do país no ano do seu centenário.</p>
<p>O Fluminense ganhou tudo e todos, merecidamente. Graças a cada jogador que deu seu sangue por esse time de guerreiros. Em especial, graças ao Conca, o maior guerreiro de todos, e ao Muricy, que negou a seleção do seu país e se mostrou um sujeito de caráter e estrela.</p>
<p>E a torcida respondeu à altura. Torcida é diferente de todas as outras. Torcida que, como disse Nelson Rodrigues, se o Fluminense fosse jogar no céu, os tricolores morreriam para vê-lo jogar.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>O sistema e as pessoas</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/o-sistema-e-as-pessoas/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/o-sistema-e-as-pessoas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Dec 2010 13:57:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atitude]]></category>
		<category><![CDATA[Crônicas e contos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Diálogo verídico, fresquinho, travado há pouco mais de uma hora, em uma clínica de exames: – Senhor, seu exame de sangue ficará pronto em 72 horas. – Olha, a outra menina falou que eu podia pedir urgência. É que a minha médica entra de férias na segunda, e eu tenho que levar isso pra ela [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diálogo verídico</strong>, fresquinho, travado há pouco mais de uma hora, em uma clínica de exames:</p>
<p><span id="more-31300"></span></p>
<p>– Senhor, seu exame de sangue ficará pronto em 72 horas.</p>
<p>– Olha, a outra menina falou que eu podia pedir urgência. É que a minha médica entra de férias na segunda, e eu tenho que levar isso pra ela na sexta. E sendo hoje quarta, setenta e duas horas seria só na segunda.</p>
<p>– Ok, senhor, um minuto.</p>
<p>– Uhum…</p>
<p>– Senhor, <strong>o nosso sistema não está me permitindo colocar seu exame como urgente.</strong></p>
<p>– Como assim?</p>
<p>– É, senhor, o sistema diz que há algum impedimento.</p>
<p>– Impedimento do sistema ou comigo.</p>
<p>– Com o senhor, senhor. O sistema está funcionando perfeitamente.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-31302" title="sistema" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/12/sistema.jpg?95884c" alt="" width="620" height="262" /></p>
<p>– Comigo? Como assim?</p>
<p>– Senhor, o sistema diz: “Usuário com impedimento. Movimentação não permitida”.</p>
<p>– Mas como assim? Por que isso?</p>
<p>– O sistema não nos informa, senhor. Só informa que há algum impedimento.</p>
<p>– Mas que tipo de impedimento é esse? Que tipo de impedimento uma pessoa poderia ter pra pedir urgência em um exame de sangue?</p>
<p>– Não sei, senhor.</p>
<p>– E quem sabe?</p>
<p>– O sistema, senhor.</p>
<p>– Então vê aí pra mim, por favor.</p>
<p>– O sistema não informa, senhor.</p>
<p>– Quer dizer que o sistema é discreto? Tímido? Não gosta de intriga? Ele sabe qual o impedimento mas não quer dizer por que?</p>
<p>– (…)</p>
<p>–<strong> E não tem alguém que possa fazer isso por cima do sistema?</strong></p>
<p>– Infelizmente não, senhor.</p>
<p>– Meu Deus do Céu, mas que tipo de impedimento pode não me permitir pedir um exame com urgência? Será que algum banco de sangue me botou no SPC? Ou eu não declarei meus glóbulos vermelhos e tive meu cadastro bloqueado? Isso aqui é uma clínica de exame ou o FMI??</p>
<p>– Uma clínica de exame, Senhor.</p>
<p>– Hmpf.</p>
<p>– É só aguardar a sua vez, senhor.</p>
<p>– Tá.</p>
<p>Uns minutos depois, a atendente chama:</p>
<p>– Senhor Leonardo.</p>
<p>– Opa, sou eu.</p>
<p>Depois do exame feito, a atendente me passa as instruções:</p>
<p>– Senhor, seu exame estará pronto em 72 horas.</p>
<p>– Olha, eu precisava desse exame pra sexta feira, não teria como?</p>
<p>– <strong>Claro, senhor. É só o senhor ligar pra central hoje e pedir.</strong></p>
<p>– Assim? Só ligar? E eles fazem?</p>
<p>– Claro, senhor. Geralmente os exames saem da clínica no fim do dia, mas se o senhor ligar ainda pela manhã nós poderemos enviar o seu junto com os exames do fim do dia de ontem.</p>
<p>– Eu preciso pedir urgência?</p>
<p>– Não, senhor, é só pedir o exame para sexta, que eles entram em contato conosco.</p>
<p>– Só isso?</p>
<p>– Só, senhor.</p>
<p>– E o sistema?</p>
<p>– Que sistema, senhor?</p>
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		<title>A Suprema Felicidade: Arnaldo Jabor além de si mesmo</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/a-suprema-felicidade-arnaldo-jabor-alem-de-si-mesmo/</link>
		<comments>http://papodehomem.com.br/a-suprema-felicidade-arnaldo-jabor-alem-de-si-mesmo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Sep 2010 19:07:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Quando as luzes se acenderam as pessoas já haviam parado de aplaudir, e os créditos já haviam subido. Estávamos na exibição de A Suprema Felicidade, de Arnaldo Jabor, que abria o Festival do Rio e marcava a volta do diretor às telas depois de vinte anos. Infiltrado entre os fodões do cinema brasileiro Jabor estava [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando as luzes se acenderam as pessoas já haviam parado de aplaudir, e os créditos já haviam subido.</p>
<p>Estávamos na exibição de <em>A Suprema Felicidade</em>, de Arnaldo Jabor, que abria o Festival do Rio e marcava a <strong>volta do diretor às telas depois de vinte anos. </strong></p>
<p><span id="more-28632"></span></p>
<h3>Infiltrado entre os fodões do cinema brasileiro</h3>
<p>Jabor estava sentado na terceira fileira. Na hora em que as luzes se acenderam, ele olhou pra trás e viu o mesmo que eu: algumas pessoas chorando – não de tristeza, mas de emoção. Casais se abraçando e centenas de sorrisos sinceros, de alegria. Pela expressão dele, ele estava satisfeito com o resultado.</p>
<div id="attachment_28633" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-28633" title="beldades" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/09/beldades.jpg?95884c" alt="" width="620" height="398" /><p class="wp-caption-text">Acreditem: tanta mulher bonita assim dá uma certa depressão | Créditos: André Maceira.</p></div>
<p>A clara impressão que tive pela sua reação foi que ele não quis fazer um filme que fizesse as pessoas saírem do cinema <strong>comentando o quanto ele é bom e o quanto o filme é genial</strong>, como algumas pessoas achavam que  faria, mas sim um filme que fizesse as pessoas saírem do cinema pensando nas suas próprias vidas, nas suas escolhas, na felicidade.</p>
<p>E posso garantir sem titubear: ele conseguiu.</p>
<p>Quando um especialista em uma arte realiza uma obra, todos esperamos uma obra prima. Quando ouvi que Arnaldo Jabor ia voltar à direção depois de vinte anos e centenas de colunas sobre cinema, pensei logo que estava por vir mais uma obra que iria pelo menos tentar revolucionar. Tentar mostrar pra todos que ele não sabe só falar como é, mas que ele sabe fazer, que subvertesse como que conhecemos como cinema. Nada mais distante da verdade.</p>
<p>O que vi foi um filme sincero, cuja maior pretensão era nos fazer pensar na felicidade e – <strong>ao melhor estilo dos textos que ele<em> não</em> escreveu</strong> mas que vivemos recebendo por email – nos fazer acreditar que podemos, sim, ser felizes afinal de contas.</p>
<div id="attachment_28634" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-28634" title="jabor2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/09/jabor2.jpg?95884c" alt="" width="620" height="350" /><p class="wp-caption-text">Ele parece bem feliz, não? | Créditos: André Maceira.</p></div>
<h3>Realidades paralelas, vampiros, animações 3D?</h3>
<p>O filme conta a história de <strong>uma família que tenta ser feliz.</strong> Longa sinopse, né? Simplesmente isso. Numa época de filmes com sonhos, realidades paralelas, vampiros, anjos e guerras, Jabor nos mostra simplesmente uma família que tenta ser feliz.</p>
<p>É impossível não notar, pelas referências tão particulares, que o filme tem algo de autobiográfico. Assuntos pesados como homossexualismo, padres atraídos por meninos e prostituição são mostrados sem afetação e com bom humor, sem a vontade de chocar simplesmente pelo choque, como é tão comum no cinema hoje em dia.</p>
<p>Paulo, filho de um piloto da aeronáutica frustrado por ter sido impedido de ser piloto de caça e uma dona de casa infeliz por ser proibida pelo marido de trabalhar, é o protagonista da trama, que o mostra crescendo e vivendo conflitos e paixões típicas de um menino normal. Nesta família conturbada, o avô de Paulo, Noel, é um boêmio otimista inveterado que aconselha e conversa com o menino sobre as coisas mais difíceis em seu crescimento, como amor, felicidade, sexo e outros assuntos.</p>
<p>Arnaldo Jabor mostra, com este filme, que <strong>bom cinema não precisa ser afetado</strong>. Não precisa ser inatingível e cheio de masturbações de estilo por parte do diretor. Jabor se diverte na direção e diverte o público. <em>A Suprema Felicidade</em> é um filme que nos faz parar para pensar o tempo todo, incluindo os momentos pós-créditos.</p>
<div id="attachment_28636" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-28636" title="tapete-vermelho" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/09/tapete-vermelho.jpg?95884c" alt="" width="400" height="434" /><p class="wp-caption-text">O filme é simples, mas a estreia teve tapete vermelho e tudo. | Créditos: André Maceira.</p></div>
<h3>De volta ao meu filme</h3>
<p>Enquanto andava na rua em direção ao meu carro, procurando as chaves no bolso e afrouxando a gravata, eu ia assoviando uma música da trilha do filme, pensando sobre a felicidade, pensando em chegar em casa, beijar minha namorada, escrever um bocado e ser feliz. E pela reação das pessoas andando na rua, abraçando suas esposas e filhos, sorrindo e pensando na vida, eu não fui exceção.</p>
<p>Se um dia eu escrever um filme, não quero críticas positivas e elogios bajuladores. Quero exatamente isso: que as pessoas saiam do cinema sorrindo, emocionadas, refletindo, querendo chegar em casa e beijar suas esposas e, o mais importante, um pouco mais felizes do que quando entraram.</p>
<h3>Trailer | &#8220;A vida gosta de quem gosta dela.&#8221;</h3>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="620" height="490" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oGSfdLm-LmI?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="620" height="490" src="http://www.youtube.com/v/oGSfdLm-LmI?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;hd=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=oGSfdLm-LmI" target="_blank">Link YouTube</a></em></p>
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		<title>Novo Conan, o Bárbaro (não tão bárbaro assim)</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 21:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O estúdio Nu Boyana mostrou a primeira imagem de Jason Momoa, que fará o papel de Conan, o Bárbaro, filme que será lançado em breve. Veja a foto: Alguns personagens, como Conan, Batman ou Wolverine, precisam ser cuidadosamente pensados para o cinema. Certas características deles fazem necessária uma minuciosa pesquisa para o ator que fará [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O estúdio Nu Boyana mostrou a primeira imagem de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jason_Momoa">Jason Momoa</a>, que fará o papel de <em>Conan, o Bárbaro</em>, filme que será lançado em breve.</p>
<p>Veja a foto:</p>
<p><span id="more-25064"></span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-25068" title="Conan_01" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/Conan_011.jpg?95884c" alt="" width="539" height="480" /></p>
<p>Alguns personagens, como Conan, Batman ou Wolverine, precisam ser cuidadosamente pensados para o cinema. Certas características deles fazem necessária uma minuciosa pesquisa para o ator que fará o papel.</p>
<p>Na foto acima, se não soubéssemos do que se trata, pensaríamos se tratar de uma <strong>bichona Barbie saindo do salão</strong>, com as sobrancelhas feitas, cabelo hidratado e com creme anti-frizz, pra não ficar arrepiado. Mas acreditem, é o Conan. Aliás, vejam mais algumas fotos do ator que vai encarnar (!) o Bárbaro Cimério:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-25069" title="jason momoa" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/jason-momoa1.jpg?95884c" alt="" width="282" height="400" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-25071" title="jason_momoa_shirtless.0.0.0x0.252x276" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/jason_momoa_shirtless.0.0.0x0.252x276.jpeg?95884c" alt="" width="252" height="276" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-25075" title="jason_momoa_02" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/06/jason_momoa_022.jpg?95884c" alt="" width="257" height="394" /></p>
<p>E aí? Conseguiu imaginar esse poço de macheza cortando cabeças, quebrando ossos e fazendo amor com amazonas selvagens? Pois é, nós também não.</p>
<p>Se é pra avacalhar, poderiam ter feito um <strong>&#8220;Conan Teen&#8221;</strong>, com <strong>Justin Bieber</strong>. Pelo menos ia vender mais. O maior perigo é se o ator quebra uma unha durante a gravação, ou então fica com os lábios ressecados ou borra o rímel. E imaginem a influência disso, minha gente! Milhões e milhões de bibas, em festas a fantasias, vestidas de Conan, com suas sunguinhas de pelos, suas espadas E-N-O-R-M-E-S e suas botinhas de couro trançadas.</p>
<p>Como se já não bastasse terem enviadado o Batman&#8230;</p>
<p><em>Fonte: <a href="http://hqnews.org/cinema/veja-a-primeira-foto-oficial-de-jason-momoa-como-o-novo-conan/">hqnews</a></em></p>
<!-- NADA -->
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Trocando as bolas: um elogio aos homens que não ligam no dia seguinte</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/trocando-as-bolas-um-elogio-aos-homens-que-nao-ligam-no-dia-seguinte/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 05:55:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Ouvindo hoje o relato de uma amiga sobre a noite de ontem percebi uma coisa: esse papo de que &#8220;homem não liga&#8221; não passa de política das mulheres, pra que elas possam ser liberais e moderninhas sem que os outros olhem torto. Explico. Essa minha amiga ficou com um sujeito ontem em uma boate. E [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ouvindo hoje o relato de uma amiga sobre a noite de ontem percebi uma coisa: <strong>esse papo de que &#8220;homem não liga&#8221; não passa de política das mulheres</strong>, pra que elas possam ser liberais e moderninhas sem que os outros olhem torto. Explico.<span id="more-7971"></span></p>
<p>Essa minha amiga ficou com um sujeito ontem em uma boate. E com a curiosidade que me é peculiar perguntei se ele tinha pegado o telefone dela. No que ela me responde um “Pra quê? Eu não ia querer nada com ele mesmo!”. Sendo que, com essa mesma amiga, na semana passada, diante da mesma pergunta, ouvi como resposta: “Pegou e já me ligou duas vezes. Que saco!”.</p>
<p>Ou seja, minha amiga confirmou duas teorias em uma semana só: a de que os homens ligam sim, e a de que <strong>as mulheres não querem que eles liguem</strong>, só querem fazer cara de cachorro que caiu do caminhão de mudança quando eles não ligam, pra ganhar um cafuné.</p>
<p>Eu sempre fui um exemplo de que os homens ligam. Sempre liguei, de verdade, mesmo se não houvesse intenção de nada mais sério. E em alguns casos percebi que a minha ligação não era muito bem-vinda. Tudo bem que eu não era muito perspicaz e só percebo isso agora, enquanto escrevo, mas o importante é que eu percebi.</p>
<p>E em alguns minutos de intensa reflexão e <em>Winning Eleven</em>, cheguei à seguinte conclusão: as mulheres, ao longo dos anos, vêm se tornando homens! Tudo bem, você vai dizer que o Ronaldo Fenômeno percebeu isso antes de mim, mas não me refiro ao sentido, digamos, palpável da coisa. Palpável não por mim, que fique claro.</p>
<p>Atualmente as mulheres vem se transformando no que antes elas mais reclamaram nos homens: agora elas têm aversão a relacionamentos, não querem criar vínculos, acham chato pessoas que ligam no dia seguinte e algumas tem até um pau maior que o meu. E olha que mesmo entre homens isto é um fato raro – estatisticamente falando, claro, sem experimentos empíricos.</p>
<p>Enfim, sob a desculpa de relacionamentos passados sofridos, traumas com homens canalhas e a velha de que “homem não presta”,<strong> as mulheres estão, parafraseando o poeta carioca, pegando geral.</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-7976" title="ligar_dia_seguinte" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/07/ligar_dia_seguinte.jpg?95884c" alt="ligar_dia_seguinte" width="400" height="267" /><br />
<em>Oi, amor, sei que é a quarta vez que te ligo hoje&#8230; Mas então, o que você tá fazendo agora?</em></p>
<p>E os homens? <strong>Os homens estão cada vez mais&#8230; mulheres!</strong> Ligam três vezes no dia seguinte, mandam mensagem dizendo que estão com saudades, vão buscar no trabalho de surpresa etc. Claro, isso pode ser um mecanismo de defesa, afinal, se as mulheres ficassem como os homens e os homens continuassem como homens, o mundo ia virar uma grande suruba, com gente se pegando a torto e a direito, sexo sem compromisso, mulheres sem pudores de ir pra cama na primeira noite, namoradas nos convidando pra um <em>ménage</em> com aquela amiga gostosa, enfim, uma putaria só. E não é isso que queremos.</p>
<p>Então, como defesa, os homens foram invertendo os papéis. E com isso só  incentivaram o comportamento machesco das mulheres. Mas se elas estão assim, “modernas”, por que ainda reclamam que os homens não ligam se elas não querem que eles liguem? Simples. É estratégico. Se ao invés de reclamar de que não ligamos elas começassem a reclamar que ligamos, elas abdicariam da posição de <strong>“Taaadiiiinha, vem cá que eu te faço um cafuné”</strong> e passariam à posição de crápulas, ninfomaníacas, interesseiras e sem responsabilidade, que até hoje era exclusividade nossa. E aí tome “Não atendi porque tava no banho”, “Não é você, sou eu” e “É que eu não to bem, não quero me envolver”.</p>
<p>Mas a culpa de tudo isso é nossa. Não minha, mas de vocês, todos os outros homens do mundo. <strong>Se vocês tivessem continuado não ligando no dia seguinte, nada disso estaria acontecendo.</strong> Mas não, vocês foram ser sentimentais, ficaram com peninha, se deixaram influenciar pelas reportagens do <em>Fantástico</em> e pelas matérias na <em>Veja</em> ou na <em>Época</em>, aí deu no que deu.</p>
<p>Perdemos o monopólio da safadeza desenfreada. E o pior é que com anos e anos sendo vítimas, elas agora vão poder fazer o que quiserem ser serem condenadas. E ainda fingindo que não fazem. Tudo culpa de vocês.</p>
<p>Mas também, o que a gente podia esperar de uma geração que usa mousse, faz limpeza de pele, usa cachecol e trocou a cerveja pelas bebidas coloridas pegando fogo?</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Tome uma Atitude Contra a Aids, rapaz</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/tome-uma-atitude-contra-a-aids-rapaz/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jul 2009 13:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Sei andava meio sumido, admito, mas cá estou de volta. De volta por uma causa nobre. Mais nobre que a minha causa anterior de ficar milionário vivendo de renda nas Ilhas Gregas. Bom, é o seguinte cambada. O Ministério da Saúde acabou de concluir a maior pesquisa já feita sobre o comportamento sexual do brasileiro. [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei andava meio sumido, admito, mas cá estou de volta. De volta por uma causa nobre. Mais nobre que a minha causa anterior de ficar milionário vivendo de renda nas Ilhas Gregas.</p>
<p><span id="more-7629"></span><br />
Bom, é o seguinte cambada. O <strong>Ministério da Saúde</strong> acabou de concluir <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&amp;id_area=124&amp;CO_NOTICIA=10326"><span style="text-decoration: underline;"><strong>a maior pesquisa já feita sobre o comportamento sexual do brasileiro</strong></span></a>. Vão se aquietando aí, porque não vou falar sobre número de relações sexuais por semana nem o tamanho médio do, digamos, orgulho dos homens brasileiros. O buraco é mais embaixo. Sem trocadilho.</p>
<p>Bom, a pesquisa, dizia eu… Depois de anos e anos de conscientização, campanhas e (milhões de) mortes pelo mundo todo, parece que muita gente – mas muita mesmo – ignora o perigo das DSTs, e principalmente da AIDS.</p>
<h3>Números nada óbvios</h3>
<p><a href="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/07/image.png?95884c"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="image" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/07/image-thumb.png?95884c" border="0" alt="image" width="442" height="294" /></a></p>
<p><em>Preste muita atenção onde anda enfiando seu sabre de luz, padawan…</em></p>
<p>Somente 51% dos homens e 35,6% das mulheres usou camisinha em TODAS as relações sexuais nos últimos doze meses com parceiros CASUAIS. Eu disse casuais. Não parceiros fixos. Ou seja, metade dos homens brasileiros e mais três quartos das mulheres correram sério risco de contrair Aids ao longo do último ano. A boa e velha repensada na vida antes de abrir o resultado do exame de sangue ocorreu algumas milhões de vezes no ano passado, para milhões de brasileiros.</p>
<p>E você acha que o maior problema são os jovens? Afoitos e ávidos por uma noite de sexo casual, ou várias noites, sem ter que se preocupar com camisinha? Ledo e Ivo engano, camarada.</p>
<p>Ainda segundo a pesquisa, 30,7% dos jovens entre 15 e 24 anos usou camisinha em todas as relações sexuais com parceiros fixos nos últimos doze meses, e 49,6% o fizeram com parceiros casuais no mesmo período. Achou pouco?</p>
<p>Entre a população na faixa etária de 50 a 54 anos, somente 10%, eu disse DEZ POR CENTO, dos brasileiros utilizaram camisinha em todas as relações com seus parceiros fixos no último ano. E com parceiros casuais, foram só 32%.</p>
<p>Isso quer dizer que não é a “desinformação dos jovens” a grande responsável pelas camisinhas serem preteridas pelo brasileiro.</p>
<p>Informação se tem, mas então falta o que? Vergonha? Machismo? Orgulho? Um fato a ser levado em consideração é que algumas décadas atrás, o problema das DSTs mais graves, como a Aids, praticamente não existia, então hoje temos uma geração de adultos que não tiveram esta preocupação em sua juventude.</p>
<p>A pesquisa mostra que nós, jovens que já crescemos ouvindo falar sobre Aids e outras DSTs mais graves, já nos conscientizamos. Os mais velhos ainda parecem reticentes à esta precaução. E some-se a isso o fato de que, de 2004 para cá, <strong>caiu</strong> o número de pessoas que utilizam preservativos.</p>
<h3>Quem trai, ainda por cima o faz de maneira irresponsável</h3>
<p>Mas aí você poderia alegar que entre as pessoas casadas o uso da camisinha é praticamente inexistente. Afinal, casados não usam camisinha.</p>
<p>Veja este dado sobre os casados que se relacionam com outras pessoa:</p>
<blockquote><p>57% dos homens e 75% das mulheres que possuem parceiro fixo NÃO usaram preservativo em relações extra-conjugais durante os últimos 12 meses.</p></blockquote>
<p><strong>Ou seja:</strong> elas utilizaram com os parceiros fixos e não utilizaram com os outros parceiros, o que abre uma considerável porta de entrada para DSTs em geral, e principalmente para a Aids.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/lido_6006/471597654/" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="image" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/07/image1.png?95884c" border="0" alt="image" width="442" height="339" /></a></p>
<p><em><a href="http://www.check-your-lovelife.ch/#/en" target="_blank">Campanha contra a AIDS na Suiça</a>, registrada em um outdoor. O marido infiel e irresponsável leva – querendo ou não – todas as demais mulheres para dentro de sua casa.</em></p>
<p>Bom, e o que você tem a ver com isso? Porque em lugar de mulheres gostosas, carros sensacionais ou histórias engraçadas vim ao PdH pregar sobre conscientização? Porque é importante. Mais do que isso, diz respeito a todos.</p>
<p>Se você usa camisinha com o seu namorado ou maridoe ele não usa com as outras – caso ele tenha, não estou insinuando nada – você está exposto ao vírus.</p>
<p>Se você usa com a sua namorada e não usa com as (suponhamos) outras, está expondo a pessoa que você ama ao risco. Não é uma questão individual, é uma questão coletiva.</p>
<h3>O que podemos fazer além de usar camisinha?</h3>
<p>Ajudar a divulgar esta campanha, assim como o nosso chefe Guilherme está fazendo, ao deixar de ganhar algumas dezenas de milhares de dólares e abrir espaço para este texto totalmente de graça aqui na Papo de Homem. Seguem atitudes práticas:</p>
<p><strong>1.</strong> Participe da comunidade oficial “<a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91333808&amp;refresh=1"><span style="text-decoration: underline;">Atitude contra a Aids</span></a>” no Orkut, convide seus amigos. Lá será um espaço para debates, troca de informações e novidades sobre pesquisas, campanhas etc.</p>
<p><strong>2.</strong> <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&amp;id_area=124&amp;CO_NOTICIA=10326"><span style="text-decoration: underline;">Aqui</span></a> você pode ver a pesquisa completa e <a href="http://www.aids.gov.br/"><span style="text-decoration: underline;">nesta página</span></a> você pode ter acesso à todas a informações que precisa sobre a Aids.</p>
<p><strong>3.</strong> Divulgue em seu blog, site ou apenas via Twitter mesmo.</p>
<p>Link direto da pesquisa, caso prefira: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&amp;id_area=124&amp;CO_NOTICIA=10326">http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&amp;id_area=124&amp;CO_NOTICIA=10326</a></p>
<p><strong>4.</strong> Ou dar uma nota sobre a pesquisa e botar a fitinha vermelha, que é o símbolo mundial da luta contra a Aids, no seu blog, como um selo. É só clicar na fitinha aí embaixo e pegar a sua.</p>
<p><a href="http://www.aids.gov.br/main.asp?View={CEBD192A-348E-4E7E-8735-B30000865D1C}&amp;Mode=1" target="_blank"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; display: inline; border-left: 0px; border-bottom: 0px" title="aids_fita_165x240" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/07/aids-fita-165x240.jpg?95884c" border="0" alt="aids_fita_165x240" width="165" height="240" /></a></p>
<p>&#8212;</p>
<p>Vamos nos mobilizar para esta causa como nos mobilizamos ao repassar vídeos ou posts interessantes – ou de mulheres peladas.</p>
<p>E só pra acabarmos de vez com o pensamento de que certas coisas só acontecem com o vizinho, escute essa. Há, no Brasil, estimadamente 630.000 pessoas infectadas com o vírus da Aids.</p>
<p>Porém, dessas, <strong>255.000</strong> possuem o vírus e NÃO SABEM. Ou seja, o perigo é ainda maior do que se imaginava. Preserve a si mesmo, preserve as pessoas que você ama. Faça como eu e o Guilherme (sem piadinhas, engraçadinhos&#8230;), ajude a divulgar estas informações.</p>
<p>Tome uma Atitude contra a Aids. Ela pode estar do seu lado.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>O homem maduro e a bunda</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Jan 2009 18:00:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[ânus]]></category>
		<category><![CDATA[bunda]]></category>
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		<category><![CDATA[idade]]></category>
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		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Você pode dizer a idade de um homem, ou pelo menos a idade mental dele, a partir do tamanho da bunda da sua companheira. Mas quando eu digo tamanho entendam que me refiro ao conjunto &#8220;tamanho + beleza&#8221;, até porque se você namora a Preta Gil a minha primeira frase cai por terra. Há muitas [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você pode dizer a idade de um homem, ou pelo menos a idade mental dele, a partir do tamanho da bunda da sua companheira. Mas quando eu digo tamanho entendam que me refiro ao conjunto &#8220;tamanho + beleza&#8221;, até porque se você namora a Preta Gil a minha primeira frase cai por terra.<span id="more-4860"></span></p>
<p>Há muitas maneiras de se medir o grau de maturidade de um homem. Se ele joga playstation, por exemplo, ele é um imbecil imaturo. Afinal, qual adulto maduro e sóbrio hoje em dia não tem – ou pelo menos deseja ter – um Nintendo Wii? O número de proparoxítonas em uma frase, as gírias que ele usa, a migração das cuecas estilo boxer e sunguinha para as confortáveis samba-canção, até alcançar a perfeição: a liberdade absoluta, enfim, são muitas as maneiras de se medir a maturidade de um homem. Mas nenhuma se compara à bunda de sua companheira.</p>
<p>Quando se é jovem, leia-se aqui adolescente, o tamanho da bunda é o que importa. Você só quer saber de bolinar aquelas colinas frondosas e arredondadas da gatinha ao seu lado, e isso é tudo o que importa pra você. Não importa caráter, beleza do rosto, voz, nada. Só a bunda. Você só olha pras bundas, só pensa nas bundas, e alguns só falam com as bundas. E além de bolinar, você precisa que seus amigos saibam que você está bolinando aquele monumento à lascívia da, digamos, Risoleta. Você quer que todos vejam sua (dela) bunda. É só isso o que importa.</p>
<div id="attachment_4880" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-4880" title="Alguns levam o gosto pela bunda bem a sério" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/01/peach-lady-butt-shaped-backpack-190708.jpg?95884c" alt="Alguns levam o gosto pela bunda bem a sério" width="300" height="278" /><p class="wp-caption-text">Alguns levam o gosto pela bunda bem a sério</p></div>
<p>Já quando abandonamos a adolescência e adentramos (parem de pensar em bundas) na vida adulta, lá pelos vinte e pouquinhos, já temos plena consciência de que a bolinação é questão de tempo e não nos apressamos mais atrás das bundas enormes, carnudas, gostosas, polpudas, deliciosas, enfim, com o diâmetro das bundas. Nos preocupamos com o futuro. Com as bundas mais ajeitadinhas, que não tenham uma tendência a aceitar a gravidade de maneira passiva e complacente. Pensamos além. Pensamos que aqueles montes verdejantes e empinados de hoje podem virar os pântanos empertigados e irregulares de amanhã. E nos preocupamos então com o formato e a, digamos, consistência das bundas.</p>
<p>Chegando aos trinta já vimos, tateamos, mordemos, beliscamos, bolinamos e apalpamos tantas bundas que isso já não é mais a prioridade em nossas vidas. Nem mostrar pros amigos, porque agora, ao contrário do que pensávamos aos dezoito, nós já temos consciência de que nossos amigos querem e vão tentar apalpar e mordiscar as nossas (delas) bundas. Então agora fazemos questão de não fazer tanta propaganda. A bunda para o sujeito que chega aos quase trinta é como desembaçador traseiro ou quinze porta objetos: você não deixaria de comprar um carro que não tivesse isso, mas seria muito melhor que ele tivesse.</p>
<p>Nessa fase da vida queremos sossegar, e os rostos e o caráter rivalizam com as bundas em importância. Até porque, aos quase trinta já temos criatividade e experiência o suficiente para saber que outros, digamos, atributos menos aparentes das mulheres são tão ou mais importantes que a bunda. Mas, como eu disse aí em cima, se encontramos um carro confortável, confiável, fiel, com quinze porta objetos, desembaçador traseiro e nove encostos de cabeça nos bancos traseiros, melhor ainda.</p>
<p>Depois do trigésimo ano de vida todo homem faz, inexoravelmente, dezoito anos de novo. E volta a querer bundas grandes, bundas enormes, bundas carnudas, etc. Exatamente como na adolescência. E arruma amante gostosa, paga plástica pra mulher e volta a comprar revistinha de sacanagem. E dos trinta aos cinquenta o homem se mantem nos dezoito.</p>
<p>E aos cinquenta ele volta à realidade, e faz cinquenta e um. Nessa fase da vida os joelhos já não têm a firmeza de antes, as costas já não têm a rigidez de antes e a cabeça te deixa na mão sempre que você precisa. O que você menos quer agora é usar as palavras &#8220;firmeza&#8221;, &#8220;rigidez&#8221;, &#8220;cabeça&#8221; e &#8220;deixar na mão&#8221; na mesma frase.</p>
<div id="attachment_4877" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-4877" title="Ah, bons tempos quando aquela bunda era novinha." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/01/picture-16.png?95884c" alt="Ah, bons tempos quando aquela bunda era novinha." width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Ah, bons tempos quando aquela bunda era novinha.</p></div>
<p>Então a bunda passa a ser como um rolex: ele vê as horas como seu relógio de dez pratas do camelô veria, mas todos sabem que você tem um rolex. Você sabe que já não vai mais usufruir daquela bunda como dantes o faria, mas quer que todos saibam que se você quisesse – ou pudesse – aquela bunda estaria completa e ilimitadamente a mercê de sua lascívia e de seu desejo ardente e pulsante.</p>
<p>Depois dos sessenta o ideal seria uma bunda que lavasse, cozinhasse, passasse, trouxesse seus chinelos, fizesse um café nem fraco nem forte, não passasse na frente da TV na hora do futebol e não pegasse o caderno B do jornal enquanto você lê o resto, afinal de contas, o jornal é uma unidade, e quem está lendo agora é você. Aqui a bunda se torna indispensável, e chega a ser perigosa. Aos que têm um coração fraco ou nervos delicados, sugiro nessa fase da vida esquecer que a bunda existe e criar novas formas de diversão e luxúria, como a bocha, a alimentação aos pombos em praças e o deixamento de toalha em cima da cama sem barreiras. Esse último porém só deve ser executado na ausência da patroa, principalmente se ela, na juventude, era uma orgulhosa dona de uma bela bunda. Mulheres assim se tornam donas de casa matronas e violentas. Como dizem por aí: velhinho que deixa a toalha em cima da cama sabe a bunda que tem.</p>
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		<title>Brasil: finja que o ama ou deixe-o</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 21:02:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leonardo Luz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Só os ingênuos, os burros e os iludidos são livres. Bom, hoje vamos falar de liberdade. No último post falei da China, e os Capitães América de plantão fizerem tremular a bandeira da babaquice e, pra variar, encheram meu saco com um sem-fim de baboseiras e discursos sobre liberdade etc. Então, como eu disse, hoje [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só os ingênuos, os burros e os iludidos são livres.</p>
<p><span id="more-2274"></span></p>
<p>Bom, hoje vamos falar de liberdade. No último post falei da China, e os Capitães América de plantão fizerem tremular a bandeira da babaquice e, pra variar, encheram meu saco com um sem-fim de baboseiras e discursos sobre liberdade etc. Então, como eu disse, hoje vamos falar de liberdade. E nada de China. Liberdade aqui, no meu Brasil brasileiro, e nos outros paises ‘livres’ e ‘democráticos’ tão defendidos pelas bonecas em polvorosa. Até ameaçado de processo eu fui porque falei ‘bonecas’. Desculpem as bonecas, não vou mais chamar ninguém de bonecas. Nem as bonecas. Mais politicamente correto assim e o <strong>PdH </strong>não leva um processo nos cornos.</p>
<p>Primeiro quero mostrar uma coisa pros guardiões da liberdade que temos (?) aqui no Brasil. Há algum tempo atrás, jornalistas mineiros foram demitidos sem motivo aparente dos veículos onde trabalhavam. Eram profissionais competentes e renomados, e foram defenestrados do dia pra noite. O que eles tinham em comum? Pouco antes de mandados embora, fizeram matérias ressaltando aspectos negativos da administração Aécio Neves, ou com acusações de corrupção ou favorecimento por parte de pessoas de sua confiança. Simplesmente a irmã do nosso Kennedy brasileiro visitou algumas redações e ‘pediu’ para que matérias com esse teor não fossem ao ar. Ficou subentendido que, quando chegar a presidência, Aecinho será muito grato às redes mineiras e à Globo, que botou no olho na rua um jornalista que ousou mandar uma matéria dessas no ar.</p>
<p style="text-align: center;"><img src="http://papodehomem.com.brwp-content/uploads/2008/08/liberdadeexprecao11.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Cale-se</em></p>
<p>Quem acha que isso é teoria da conspiração ou que eu to querendo causar polêmica,  acessem o vídeo <a href="http://video.google.com/videosearch?q=liberdade+essa+palavra&amp;emb=0#q=liberdade%20essa%20palavra%20completo" target="_blank">aqui</a> e vejam com seus próprios olhos. O vídeo foi feito como trabalho de conclusão por um universitário. Não é partidário e muito menos quer atacar o político, só mostra a verdade. E aí? Isso é liberdade? Como eu disse lá em cima, pra achar isso liberdade, só sendo burro, iludido ou ingênuo. Quem considera isso liberdade tá agindo como na velha piada do cara que pega a mulher trepando com o amante no sofá da sala. Resolve tomar uma medida enérgica pra acabar com isso: vende o sofá&#8230; Achar que o que temos aqui é liberdade, é achar que vende o sofá resolve o problema. E isso não acontece só em Minas, não.</p>
<p>E mais liberdade. Lá, na China, não se pode comprar um produto importado caro, pois a população é pobre e os impostos de importação são altos. Aqui pode. Então você, camarada que reclamou comigo, tem um notebook, certo?! E você usa ele fora de casa? Em uma praça, shopping ou no ônibus? Em Londres se usa. Em Madrid também. Na China também. Quem tem mais liberdade: nós que podemos ter e não podemos usar, ou eles? E aposto que a sua mochilinha do notebook é bem disfarçadinha, né não?!</p>
<p>Tem mais. Lá a perseguição a gays, segundo alguns comentários, é institucionalizada. Não sei se é verdade, nunca fui lá. Já aqui não, aqui você pode ser gay a vontade. Só se prepare pra se esconder a vida inteira, porque se você for assumido, camarada, ta fodido pra arrumar um emprego, fazer amigos não-gays ou ter uma vida normal. Onde não tinha liberdade mesmo?</p>
<p>Lá o camponês trabalha em regime de semi-escravidão, sem direitos, folga ou sem uma remuneração justa. Coisa que jamais aconteceria aqui no Brasil. Aqui não. Aqui cortador de cana ganha bem, tem equipamentos adequados e dois dias de folga na semana. Mais uma vez, vendemos o sofá. Ah, esquecemos que aqui ninguém é obrigado a servir o exército nem a votar. Muito menos temos um sistema educacional onde só quem tem dinheiro entra na faculdade, seja ela pública ou privada, e também não temos escolas que formam analfabetos funcionais nem hospitais que deixam as pessoas morrerem no corredor.</p>
<p>Realmente, o Brasil é um paraíso. O problema deve ser comigo&#8230;</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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