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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Ivo Neuman</title>
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		<title>Rave, o aumentativo de festa &#8211; Parte 2</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 10:01:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Neuman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
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		<description><![CDATA[<p>Se perdeu a primeira parte, Ivo Neuman descreveu seu primeiro contato com as raves e como aprendeu a passar a psicodelia adiante. Agora ele continua o relato sugerindo um manual de sobrevivência e deixando uma reflexão final desse estilo de vida. Manual de sobrevivência em raves Uma das características mais marcantes das realizações open air [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Se perdeu a primeira parte, Ivo Neuman descreveu <a href="http://papodehomem.com.br/rave-o-aumentativo-de-festa-parte-1" target="_blank">seu primeiro contato com as raves</a> e como aprendeu a passar a psicodelia adiante. Agora ele continua o relato sugerindo um manual de sobrevivência e deixando uma reflexão final desse estilo de vida.</em></p>
<p><span id="more-10344"></span></p>
<h3>Manual de sobrevivência em raves</h3>
<p>Uma das características mais marcantes das realizações <em>open air</em> de primeira linha é a escolha de um local isolado, que proporcione um belo visual, contato com a natureza – e colateralmente<strong> torne o acesso à festa uma verdadeira epopeia</strong>.</p>
<p>Rolos, caronas, horários de ônibus, passagens, estrada de chão e horas de viagem exigem sempre uma boa recompensa e multiplicam a expectativa por qualquer coisa que se apresente.</p>
<p>Quem pretende curtir o <em>line</em> (lista de apresentações dos DJs) do início ao fim deve estar preparado para horas de festa e um cansaço físico proporcional ao seu empenho moral na pista. Numa circunstância em que muitas pessoas se valem de drogas sintéticas para se manterem em pé, recomendo <strong>muita água, energético e guaraná em pó</strong>.</p>
<p>É preciso estar atento também à alimentação, o que pode ser um verdadeiro desafio ante às poucas e más opções usualmente disponíveis nos bares dos eventos a preços estratosféricos. O mesmo vale para cigarros, para quem se alimenta deles.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10345" title="rave4" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/rave4.jpg?95884c" alt="rave4" width="500" height="375" /><br />
<em>O trio israelense Sesto Sento agita uma porção de fritos na <a href="http://www.psicodelia.org/festas/tribe-8-anos-itu-2008/">Tribe 8 anos</a> em Itu (SP) (pessoal)</em></p>
<p>A estrutura física das grandes festas geralmente proporciona alguns locais interessantes pra galera sentar, deixar as bolsas e apetrechos, estender a canga (ou armar a cadeira) e até mesmo tirar uma pestana.</p>
<p>Os chamados <em>chillouts</em> são áreas especiais para relaxamento dos “foliões”, geralmente com esteiras, almofadas e uma música de procedência ainda mais alternativa que a do palco principal. Não obstante, já houve situações em que esses lugares eram os únicos cobertos de uma festa inundada por São Pedro e a moçada teve de passar a noite espremida debaixo das tendas esperando uma trégua.</p>
<p>Com um pouco de perspicácia talvez você poderá notar a <strong>ação de traficantes (e policiais)</strong>, e o meu conselho é se manter tão longe quanto possível de ambos. A maioria absoluta das substâncias ilícitas vendidas numa festa dessas, em forma de cápsulas (ecstasy) ou cartelas de papel (LSD), tem uma procedência tão ou mais duvidosa que a do conteúdo do banheiro químico que ficou entupido no final da festa.</p>
<p>Se quiser brincar de roleta russa, uma única dose de qualquer droga sintética pode causar efeitos dos mais imprevisíveis, desde <strong>vômitos até uma parada cardiorrespiratória</strong> – no futebol, e no Instituto Médico Legal, chamam isto de “morte súbita”. Os efeitos podem ser ainda mais perigosos se misturados com álcool, e fatalmente catastróficos se misturados com o volante.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pW0ngoDDx0k&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/pW0ngoDDx0k&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em>Tudo é uma questão de enxergar mais cores ao seu redor. (pessoal)</em></p>
<p>Não obstante, a rave é o lugar mais apropriado para tolerar os excessos alheios, enxergar um comportamento incompreensível como um extravasamento, uma válvula de escape. <strong>Não é preciso estar doidão</strong> para se sentir convidado a se comportar de forma mais descontraída; mesmo os mais tímidos, temerosos de chamar atenção, conseguem se sentir tranquilos com tanta competição visual.</p>
<p>Um aspecto muito importante e que confunde muitas pessoas que se aventuram em suas primeiras raves é a questão da <strong>disponibilidade da mulherada</strong> a uma abordagem masculina mal intencionada. Já ouvi que as mulheres não querem saber de pegação em raves e também que, ao contrário, estariam todas intimamente desejando a mais avassaladora experiência sexual de suas vidas.</p>
<p>Não tenho a menor dúvida em afirmar que existem mulheres de ambos os segmentos desfilando suas botinas e cartucheiras em requebros sensuais coreografados (vulgarmente apelidado de <em>rebolation</em>). A grande sacada, como em qualquer outra situação, é saber avaliar tamanhas possibilidades.</p>
<p>Vai por mim, elas são muitas.</p>
<h3>Liberdade e atitude?</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10346" title="rave5" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/rave5.jpg?95884c" alt="rave5" width="500" height="357" /><br />
<em>&#8220;Respect the dancefloor&#8221; ou simplesmente &#8220;dance conforme a música&#8221;. (pessoal)</em></p>
<p>Ainda que consideremos os aspectos mais negativos das aglomerações humanas entorpecidas, o<em> lifestyle</em> proposto por esse modelo de entretenimento pode ser uma nova e interessante proposta para pessoas acostumadas ao óbvio.</p>
<p>Por isso, apresentei o universo das festas aos meus melhores amigos e curiosos de bom coração, mesmo sabendo que eventualmente ali não seria a praia deles.</p>
<p><strong>Não é preciso ser adepto da loucura para aprender com ela</strong>, porém a experiência não tem qualquer razão de ser se não houver um envolvimento sincero por parte da cobaia. Depois que você se acostuma ao batidão frenético e constante das caixas, as coisas e as pessoas começam a ficar menos hostis – na medida em que você o permite.</p>
<p>Não sei se cumpri o meu objetivo de tentar despir de preconceitos o que na verdade não passa de uma simples modalidade festiva tão significativa e efêmera quanto qualquer outra, mas estou certo de que sempre vale a pena hastear a bandeira da liberdade de culto em tempos de intolerância religiosa.</p>
<p>A salvação é por sua conta.</p>
<p><em>Para quem se interessou, indico o blog <a href="http://www.psicodelia.org/" target="_blank">Psicodelia.org</a>. <strong></strong></em></p>
<p><em><strong>Mas e você? </strong>Suas experiências com raves foram positivas ou você sempre voltou cheio de críticas?</em></p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Rave, o aumentativo de festa &#8211; Parte 1</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 10:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivo Neuman</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Como toda criança adestrada numa selva urbana com graves restrições à liberdade de ir e vir, acabei por me tornar um adolescente e um adulto propenso à esbórnia. Logo que adquiri a maioridade civil eu já possuía um site daqueles que fazem coberturas fotográficas de eventos e um crachá que me dava acesso às melhores [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como toda criança adestrada numa selva urbana com graves restrições à liberdade de ir e vir, acabei por me tornar um adolescente e <strong>um adulto propenso à esbórnia</strong>.</p>
<p><span id="more-10337"></span></p>
<p>Logo que adquiri a maioridade civil eu já possuía um site daqueles que fazem coberturas fotográficas de eventos e um crachá que me dava acesso às melhores festas e boates da minha cidade. Nessa época, eu tinha uma câmera digital de 3 <em>megapixels</em>, um fígado quase intacto, tempo livre para repor o sono perdido e muita disposição.</p>
<p>Com a pretensão de diversificar o público do site, eu passei a fazer coberturas em churrascos, bailes funks, micaretas, pagodes, blocos de carnaval de rua e outras baladas <em>undergrounds</em> que apareciam noite adentro. Nossa filosofia consistia basicamente em <strong>encher a cara e passar a rede de arrasto na mulherada</strong>. Era uma época muito divertida, mas, analisando assim friamente, vejo que eu me contentava com pouco. E tinha muita paciência.</p>
<p>O tempo foi passando e eu fui me tornando uma pessoa <strong>tão mais exigente quanto antissocial</strong>. A botecagem ficou restrita a bares onde não eu precise disputar um garçom no tapa. Baladas tumultuadas em boates apertadas, multidões se aglomerando atrás do trio elétrico, no gargarejo dos palcos, bêbados ridículos trocando tapas e mesmo aquelas festinhas caídas onde o lado careta da Força tenta manter o clima de sobriedade, são coisas do passado.</p>
<p>Com a estabilidade de um relacionamento e um pouco mais de respeito ao fígado, a coisa toda perdeu um pouco do sentido.</p>
<h3>A primeira vez a gente nunca esquece</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10338" title="rave1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/rave1.jpg?95884c" alt="rave1" width="500" height="352" /><br />
<em>Visão geral do <a href="http://www.pedreiraadventures.com.br/">Pedreira Adventures Park</a>, em Guarapari &#8211; ES (<a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=412971">fonte</a>)</em></p>
<p>A contagem dos anos estava em 2005 quando eu aceitei um convite de uma produtora local para conhecer <strong>o fenômeno das festas raves</strong>, que já estava rolando no Espírito Santo e em todo o Brasil há mais de uma década.</p>
<p>Tudo o que eu sabia até então sobre trance, teoricamente o som que rola nessas festas, era que os DJs utilizavam os trechos mais repetitivos e monótonos das músicas de boate e colocavam em <em>loop</em>, afinal estariam todos drogados, dançando sem parar e adorando qualquer barulho. Meus amigos já tinham até me passado umas músicas com nomes esdrúxulos e eu podia jurar que tratavam-se todas da mesma faixa.</p>
<p>A minha estreia, ao vivo e a (muitas) cores, contudo, foi num daqueles cenários belíssimos, acompanhado de uma galera pra lá de escolada, pronta pra me orientar no que fosse necessário naquele novo ambiente. Paguei de novato, mas foi só essa vez.</p>
<p>O que eu não sabia sobre aquela noite é que aquele viria a se tornar um novo padrão de entretenimento para os próximos anos da minha vida. Os três meninos magrelos que agitaram a pista atrás das <em>pickups</em> eram ninguém menos que o <a href="http://www.myspace.com/sestosento" target="_blank">Sesto Sento</a>, um dos principais projetos de <em>psytrance</em> do mundo, diretamente de Israel (que está para a música eletrônica como a Bahia para os refrões de duplo-sentido) e <strong>o símbolo principal do <em>flyer</em> da festa virou uma tatuagem</strong>, a única que eu tenho até hoje.</p>
<p>Na época que eu fiz a tatuagem, alguns anos depois, meu irmão mais novo me questionou se eu não estaria me precipitando, como alguns fanáticos pelo movimento da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Discoteca" target="_blank">Discoteca</a> nos anos oitenta que ainda exibem seus símbolos tatuados após a completa passagem da moda pelas pistas de todo o mundo.</p>
<p>Essa comparação me fez refletir que eu estava no caminho certo. Se existe algum modelo de divertimento que pode oferecer o que há de mais contemporâneo para a minha geração, é nele que eu pretendo estar.</p>
<h3>Psicodelia, passe adiante!</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10339" title="rave2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/rave2.jpg?95884c" alt="rave2" width="400" height="509" /><br />
<em>Minha prima embasbacada com a última edição do Festival Fora do Tempo na Ilha dos Botes &#8211; MA (acervo pessoal)</em></p>
<p>O meu programa de imersão no universo cultural que circunda a produção das raves coincidiu com um crescente número de festas comerciais, visitas de atrações internacionais mega badaladas (de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=b0DKIcaDHso" target="_blank">Skazi</a> a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=8Nhfr-afcCA" target="_blank">Tiesto</a>) e, particularmente, <strong>meu amadurecimento psíquico, espiritual e financeiro</strong>.</p>
<p>Depois de quase ser pisoteado por uma horda de micareteiros ensandecidos atrás de um trio elétrico em Salvador, tudo o que eu queria era um lugar amistoso, onde eu pudesse passar algumas horas bebendo, dançando e interagindo com as pessoas (preferivelmente de forma menos truculenta, sem coreografias coletivas que proponham deslocamento sincronizado).</p>
<p>Justamente o que primeiro me chamou atenção neste novo ambiente foi uma <strong>atmosfera totalmente pacífica envolta à maioria das pessoas</strong>, por mais que estivessem presentes muitas drogas, álcool e espírito de putaria. Estamos falando de uma festa, não de um culto.</p>
<p>Entre uma cerveja e outra (a módicos três reais, mas no caso a preço de água), fui engolindo meus próprios preconceitos e tomando um “tapa” atrás do outro com as situações insólitas que foram se desenrolando em frente aos meus olhos, ou melhor dizendo, em frente às caixas de som.</p>
<p>Estava amanhecendo e eu já tinha me divertido como nunca quando uma garota muito simpática, serelepe como uma borboleta, começou a conversar com a minha amiga mais liberal e eu me perguntava se iria presenciar uma cena lésbica – obviamente cogitando a minha participação. Intuitivamente, talvez percebendo a mensagem nas minha feições, a garota vem até mim e me manda fechar os olhos. Depois de ganhar <strong>a melhor massagem da minha vida</strong>, recebi um tapinha no ombro e uma singela orientação:</p>
<blockquote><p>“Curtiu? Passe adiante!”</p></blockquote>
<p>Naquele mesmo instante eu já sabia que a regra valia não só para massagem, como também para respeito e gentileza.</p>
<h3>Life is a dancefloor. God is the DJ.</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10340" title="rave3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/rave3.jpg?95884c" alt="rave3" width="500" height="315" /><br />
<em>O DJ holandês <a href="http://www.tiesto.com/">Tiesto</a>, um dos mais famosos e importantes do mundo, no grande momento do trance psicodélico: o êxtase. (<a href="http://www.tiesto.com/">divulgação</a>)</em></p>
<p>A despeito de todas as outras experiências pessoais que envolvem as pessoas em seus respectivos momentos de vida, uma coisa de fato <strong>une a todos os presentes em uma <span>rave</span></strong>: a música que emana das caixas de som.</p>
<p>Quanto mais alta, tanto melhor: o ouvido dá lugar ao corpo todo capturando as vibrações absurdamente contagiantes que saem de uma boa estrutura. Quando o DJ entra na pilha dos malucos da pista, a tendência é só piorar a situação.</p>
<p>O espetáculo se completa com um show de luzes psicodélicas e uma decoração arrojada, com painéis fluorescentes e objetos não identificados no cenário. Como em qualquer apresentação, o carisma e o talento do DJ determinam a propensão do pessoal a se jogar no ritmo da música e fazer a pista pegar fogo de verdade.</p>
<p>Durante a madrugada, os DJs costumam acelerar os BPMs (batidas por minuto) e alguns são tão apegados ao lance da velocidade da música que chegam e estuprar os tímpanos alheios com sequências sonoras quase insuportáveis de tão rápidas e agressivas. Chamam isso de <em>dark fullon</em>, mas <strong>eu não recomendo a pessoas com labirintite ou refluxo.</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/35aiB54MMzU&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/35aiB54MMzU&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Visão aérea do <a href="http://www.treta.com.br/2008/06/cobertura-treta-festival-cachoeira-alta.html">Festival Cachoeira Alta</a>, uma reunião de malucos pirando por 4 dias em Ipoema, Minas Gerais &#8211; MG (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=35aiB54MMzU">YouTube</a>)</p>
<p>Com o raiar do Sol, geralmente a frequência do som diminui, mas não o volume. Em alguns casos o que se ouve não é muito diferente do que rola nas rádios FM (as que tocam algum tipo de música eletrônica), ou apresentações de uma vertente mais contida conhecida como <em>minimal</em> (ou simplesmente “barulhinhos estranhos”).</p>
<p>Depois de algum tempo indo a raves, muita gente deixa pra acordar cedo no dia seguinte e ir curtir só esse pedaço da festa, com menos pessoas idiotas se escondendo na escuridão e um mar de nádegas, coxas e decotes irresistíveis para apreciação em plena luz do dia.</p>
<p>Dentre todas as atrações e momentos inesquecíveis que uma festa pode proporcionar, o mais significativo talvez seja aquele exato instante em que você entra em contato consigo mesmo, rodeado de tanto barulho e confusão, se flagra ouvindo (e dançando!) uma melodia sem sentido e se pergunta se tantas outras coisas sem sentido que nos passam pela frente não poderiam oferecer alguma magnitude a ser contemplada.</p>
<p><em>Na segunda parte, um manual de sobrevivência em raves e uma breve reflexão sobre o estilo de vida por trás dessas festas.</em></p>
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