Sangue, suor e asfalto
O homem ainda tremia. Faca na mão e ensangüentado até o branco do olho. Sem qualquer sinal de arrependimento, foi contido pela polícia. Não tinha nada a dizer. A cena já o fazia. Não sentia nem o peso das algemas, estava leve pelo descarrego da vingança, a olhos vistos por todos no quarteirão. Na viatura, reconstruiu cada momento vivido nas últimas 6 horas. Saiu para visitar a mãe. Deu um beijo na esposa. Ambas não se entendiam. A velha tinha o costume de criticá-la, que não era flor que se cheirasse, a mulher tinha o costume de ignorá-la, “estava caducando”.
Postado por Iumy Nayara em | Crônicas e contos, PdH Shots, Relatos









