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	<title>Papo de Homem &#187; Debora Corrano</title>
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		<title>Mochilão: a verdadeira arte de viajar</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 16:07:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Corrano</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Ladies Room]]></category>
		<category><![CDATA[Relatos]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>&#8220;O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens. [...] Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então.&#8221; –Contardo Calligaris A Cultura Backpacker surgiu da necessidade do ser humano de buscar o [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;O que chamo de viajar não tem muito a ver com viagens de férias. Tampouco significa necessariamente desbravar terras virgens. [...] Viajar é isto: deslocar-se para um lugar onde possamos descobrir que há, em nós, algo que não conhecíamos até então.&#8221; –<a href="http://contardocalligaris.blogspot.com/2007/11/ilhas-desconhecidas.html" target="_blank">Contardo Calligaris</a></em></p>
<p>A Cultura Backpacker surgiu da necessidade do ser humano de buscar o novo, o inusitado, e explorar o desconhecido. Mergulhar em outras culturas, descobrir outros jeitos de viver, <strong>conhecer a si mesmo</strong> e livrar-se das limitações que colocamos em nossas vidas são apenas alguns motivos pelo qual a cultura de mochileiros teve iniciação.</p>
<p><span id="more-11677"></span></p>
<p>Muitos dizem que os pioneiros da arte de &#8220;andar sem rumo&#8221; foram escritores e artistas da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Beat_Generation">Geração Beat</a>, nascidos nos EUA nas décadas de 50 e 60, que não acreditavam em empregos comuns, lutavam para sobreviver e viajavam sempre que pudessem. Porém, desde que o homem é homem, o desconhecido nos fascina.</p>
<p>No Brasil, essa cultura não é nem um pouco difundida, mas está crescendo lentamente. É fácil perceber como no Brasil isso é tão diferente apenas pela reação das pessoas ao ouvir que alguém viajou &#8220;de mochilão&#8221;. Muitos – muitos mesmo – brasileiros acham que mochilão é sinônimo de pobreza, de nômades sem o que comer fazendo dreads e pulseirinhas, de albergues a la <em>O Albergue</em> (que, junto com <em>Turistas</em>, está no ranking de filmes mais deprimentes da história)&#8230; Enfim, uma visão totalmente distorcida da situação real de um mochileiro, do estilo de viajar e da <strong>diferença entre pagar a CVC e viajar por conta própria.</strong></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11679" title="mochilao" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/mochilao.jpg?95884c" alt="mochilao" width="400" height="466" /><em><br />
Também não precisa exagerar.</em></p>
<h3>Hotel x <em>Hostel</em></h3>
<p>Não, um albergue não é um pulgueiro – não se você se informar antes. Na maioria das vezes o mochileiro opta por viajar com menos “mordomias” pela experiência, não porque tem poucos recursos financeiros.</p>
<p>Particularmente, eu prefiro dormir num albergue e estender minha viagem a pagar três vezes mais num hotel e ficar apenas alguns dias. Num hotel, você nunca vai conhecer os outros viajantes, já no <a href="http://www.hostel.org.br" target="_blank"><em>hostel</em></a> (como são chamados os albergues) isso acontece todo o tempo. Sem exageros. Com um pacote, você nunca vai conhecer a cultura de um país, só seus pontos turísticos e os restaurantes afiliados. <strong>Vai conversar com meia dúzia de nativos, chutando alto.</strong></p>
<p>São milhares de diferenças que fazem as pessoas optarem por este método alternativo (no Brasil ainda é classificado desta maneira) de viajar. Já viajei pelos dois métodos e claramente optarei por fazer um mochilão sempre que possível. É claro que milhares de imprevistos podem acontecer (como sempre), mas no fim se tornam boas histórias para contar. Bagagem que você só vai conseguir se fizer esse tipo de viagem.</p>
<p>Até eu mesma, após anos e anos lendo relatos e dicas de diversos mochileiros, tinha uma visão completamente distorcida do que realmente é viajar neste estilo. Vai muito mais além do que conhecer outro país e gastar menos do que uma viagem tradicional.</p>
<p>Você começa acanhado, com todos os seus pensamentos pré estabelecidos, e aos poucos, convivendo com outras pessoas no<em> hostel</em>, vendo as <strong>milhares de realidades diferentes ao seu redor</strong>, conhecendo outros tipos de pensamento, outras culturas, outros modos de ver e aproveitar a vida, e de repente você se dá conta que o sentimento de liberdade plena já tomou conta de você.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/iGyfD913WwE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/iGyfD913WwE&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=iGyfD913WwE" target="_blank">&#8220;Far Behind&#8221;</a> (Eddie Vedder), trilha sonora de Into the Wild: excelente música para começar um dia na estrada</em></p>
<p>Não adianta ler muito sobre mochilar. Enquanto você não o fizer, nunca vai conseguir sentir a mesma coisa que alguém que está na estrada. Parece clichê, mas todas as suas regras, todos os seus padrões vão mudar, se ampliar. Quem coloca uma mochila nas costas e vai – muitas vezes sozinho – para uma cidade ou país desconhecido provavelmente já está querendo absorver ao máximo tudo que conseguir nesta experiência, então vai ser fácil sentir toda a descoberta e <strong>a liberdade que isso oferece.</strong></p>
<p>É claro que não são todos que conseguem se tornar seres de pensamento livre e aberto para as diversas informações que as pessoas têm a lhe fornecer – uma pena. Diante de um mundo tão cheio de conhecimento, opiniões e ideias, aliado a uma oportunidade tão única como essa, a pessoa fica lá, no seu próprio mundinho fechado. Mas espero que todos os leitores PdH não sejam assim, por isso não vou focar nesta parte.</p>
<p>Parece papo de louco (e talvez seja), mas é realmente incrível chegar ao patamar de se desprender das regras que as pessoas fizeram você engolir, estar de peito aberto para o mundo e<strong> sorrir para as oportunidades</strong> que aparecem. Tornar-se simplesmente a essência do ser humano como ele deveria ser, sem pré-conceitos, pré-julgamentos ou recriminação é uma das melhores coisas que você pode sentir mochilando – seria ingênuo, porém, pensar que é sempre assim.</p>
<p>Ninguém vai te chamar de sujo caso sua blusa acabe manchada, nem se você dançar de uma maneira que você nunca dançou na vida. Você tem a liberdade de agir da maneira que quiser porque ninguém vai estranhar. Você pode ser você sem medo de julgamentos pelas atitudes que você tomava dias atrás.</p>
<h3>Para quem deseja viajar de mochilão&#8230;</h3>
<p>Fiquei mais de um ano planejando meu mochilão até finalmente conseguir sair. <strong>A melhor coisa que eu fiz foi não ter planejado fielmente nada.</strong> Meu único planejamento de quando saí do Brasil era que dormiria 4 dias em um <em>hostel</em> em Buenos Aires. De resto, fui descobrindo na hora, conversando com as pessoas, colhendo opiniões, conhecendo gente, me divertindo, conhecendo lugares, e “deixando a vida me levar”. Não sabia nem exatamente que roteiro eu faria. É aí que começa a sensação de liberdade, que fica cada vez melhor.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11678" title="aconcagua" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/02/aconcagua.jpg?95884c" alt="aconcagua" width="500" height="375" /><br />
<em>Parque do Aconcágua &#8211; Mendoza &#8211; Argentina (foto da autora)<br />
</em></p>
<p>Obviamente não sou (ainda) uma expert em viajar assim; mesmo se fosse, acredito que não teria muitas dicas para dar, pois mochilar é um processo muito pessoal.</p>
<p>De início, selecione os lugares que você gostaria de visitar e os que seriam viáveis para você. Pesquise bastante para ter uma noção de quanto você pode gastar por dia e se isso é suficiente para pagar sua estadia, transporte e almoço – além do transporte para outras cidades ou países.</p>
<p>A principal dica que eu posso dar é: <strong>ouse!</strong></p>
<p>Se você quer ir, mas não conseguiu companhia, não desista de viajar!  Este foi o meu caso. Normalmente não é muito comum as pessoas seguirem em frente com essa “loucura” (sic). De início, se animam, mas depois acabam dando pra trás por diversos motivos. Não tenha medo de viajar sozinho. Você vai conhecer muitas e muitas pessoas dormindo em <em>hostels</em>. Como todos estão viajando, <strong>a conversa flui muito fácil</strong>, mesmo se você for tímido. Além disso, é ótimo passar um tempo sozinho, conhecer como você é sem precisar pensar em como você foi ontem, afinal ninguém ali o conhecia ontem. É realmente um estudo de si mesmo.</p>
<p>No mais, é isso. Aproveite o que o mundo tem a lhe dar, compartilhe o que você pode oferecer aos outros. Aprenda a descascar laranja de outra maneira, a cumprimentar em armênio, a dançar valsa creola ou a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marinera" target="_blank">marinera</a>. Conheça a cultura do lugar que você vai, não apenas os pontos turísticos. Vá a uma festa tradicional, converse com os moradores, ouça histórias, incorpore o que puder da cultura local.</p>
<p><strong>Fique um dia sem sair do <em>hostel</em></strong>, apenas conversando com aquele grupo de pessoas, cada um de um país diferente. Dê-se o direito de conhecer o que você quer, ir onde você quer, e não onde aquele local &#8220;obrigatório e imperdível&#8221; dos cartões postais. Faça o que lhe dá vontade, quando lhe der vontade, não quando a excursão estiver saindo.</p>
<p>Numa próxima oportunidade conto um pouco da minha experiência mochilando, mas não conseguiria falar disso sem antes falar da experiência que um mochilão pode trazer.</p>
<p>Se você quer mais informações sobre mochilar, acesse o fórum <a href="http://www.mochileiros.com" target="_blank">www.mochileiros.com</a>, o site <a href="http://www.mochilabrasil.com.br/" target="_blank">www.mochilabrasil.com.br</a>, a comunidade &#8220;Mochileiros&#8221; no Orkut e os milhares de blogs espalhados pela web que tratam do assunto. Se souber inglês, compre um <em>Lonely Planet</em> que você já pode se perder pelo mundo.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Te como inteira!&#8221;: sobre o aprisionamento do olhar masculino</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Dec 2009 15:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Debora Corrano</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Existem algumas situações do dia-a-dia em que é muito desagradável ser mulher, deixando de lado todo o sangue, a TPM e as necessidades de mulherzinha. Sabemos das diferenças básicas de cada sexo e que a natureza não vai mudar porque estamos reclamando, então esse tipo de coisa só nos resta aceitar. Mas a vida dos [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem algumas situações do dia-a-dia em que <strong>é muito desagradável ser mulher</strong>, deixando de lado todo o sangue, a TPM e as necessidades de mulherzinha.</p>
<p><span id="more-10850"></span></p>
<p>Sabemos das diferenças básicas de cada sexo e que a natureza não vai mudar porque estamos reclamando, então esse tipo de coisa só nos resta aceitar. Mas a vida dos dois é praticamente a mesma, e suas obrigações e necessidades são bem parecidas, como ir <strong>abastecer um carro</strong> num posto de gasolina.</p>
<p>Quando um homem precisa sair e pagar com o cartão, ele cumprimenta o frentista, faz piada do Corinthians, coça o saco, paga e volta para o carro. Já a mulher, quando sai do carro é quase um espetáculo, por mais básica e não chamativa que ela esteja. Até o cabelo desgrenhado e a cara de sono não resolvem.</p>
<p>Praticamente todos os frentistas, motoristas, vendedores, flanelinhas – e qualquer ser humano do sexo masculino que esteja no recinto – param, olham a bunda e fazem uma cara de <strong>“Te como toda”</strong>.</p>
<p>Ela, claro, sente-se o frango assando na padaria. Sua única vontade é correr de volta para o carro e ir embora.</p>
<p>Isso também acontece quando você vai lavar o carro, leva no mecânico (além de ele achar que você é burra), vai a um bar, passa em frente a um prédio com seguranças ou muitas vezes até quando se aproxima de um grupo de policiais (algo que, particularmente, acho um absurdo). Coincidentemente ou não, são locais onde há uma aglomeração de homens habitualmente trabalhando.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10851" title="olhar" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/olhar.jpg?95884c" alt="olhar" width="500" height="350" /><br />
<em>Típico olhar masculino repugnante. Desde 1930.</em></p>
<p>Às vezes, eu até sinto inveja do meu cunhado que pode fazer aquela amizade superficial com o padeiro, frentista, porteiro, taxista, síndico, o professor e as milhares de profissões que tratam diretamente com o público e estão ocupadas por homens. No máximo, a mulher é educada, dá bom dia, faz uma pergunta ou outra e segue a vida. E o que o homem vai falar dela? Nos melhores casos&#8230; &#8220;gostosa&#8221;.</p>
<p>Se a mulher faz aquela social mais amigável (<strong>igual muitos homens fazem</strong>, e isso é ótimo), já tem a vizinha comentando, os homens perguntando se ela é sapatão ou se o cara tá comendo ou vai comer. Isso exclui qualquer possibilidade da mulher deixar de ser apenas a &#8220;gostosa&#8221; e passar para um nível um pouco menos corporal e mais intelectual mesmo, da pessoa entender que você é simpática e quer estabelecer aquele encontro, que é curto e muitas vezes diário, como algo agradável. Ou apenas pelo fato de ela gostar de ser simpática e conversar.</p>
<p>Se um dia eu descer e levar umas cervejas que sobraram aqui em casa para o porteiro, meu prédio inteiro, e inclusive ele, vão achar que eu estou &#8220;dando mole&#8221;. Se meu irmão levar, o cara &#8220;é brother&#8221;.</p>
<p>Parece que o homem encontrou um jeito de <strong>prender e acanhar a mulher</strong> quando ele está em bando: vendo-a como objeto sexual e nada além daquilo. Praticamente cuspindo na cara dela “Você é só um pedaço de carne” (e mais uma vez voltamos ao frango da padaria, interessante&#8230;).</p>
<p>Será essa a forma que os homens encontraram para dar a impressão de “superioridade” que há tantos anos, teoricamente, foi extinta? Eu não sei, mas deve existir algum estudo antropológico que trate disso. Por que uma mulher nunca passa batida num lugar que tenha vários homens juntos? Maldita mania de auto-afirmação para os amiguinhos.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10853" title="homens" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/homens.jpg?95884c" alt="homens" width="500" height="293" /><br />
<em>Momento exato em que uma mulher passa (imagem borrada para evitar a identificação dos meliantes). </em></p>
<p>Acredito que todas mulheres bonitas desejam, pelo menos às vezes, a possibilidade de ir comprar algo num posto de gasolina, conversar com o atendente, virar as costas e ele não pensar <strong>“Gostoooosa!”</strong> e você sair voando sentindo aqueles olhares de &#8220;Te como inteira!&#8221;, como se fosse ser estuprada por aqueles mil homens a sua volta.</p>
<p>Mas sim oferecer um olhar “Que garota engraçada!” (substitua por qualquer outro adjetivo que não envolva sexualidade) quando conversar com ela. Sem cunho sexual, sem segundas intenções partindo de nenhuma das partes.</p>
<p>Ou pelo menos ter a <strong>liberdade</strong> de passar despercebida, como se fosse um homem indo até lá, sem ninguém notar ou falar nada.</p>
<p>Difícil, se não impossível.</p>
<p><em>P.S.: Se você acha que vivemos em pé de igualdade, veja isso:</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="500" height="267" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k1Y5KkGPiIruEp1jp5B&amp;related=0" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="500" height="267" src="http://www.dailymotion.com/swf/k1Y5KkGPiIruEp1jp5B&amp;related=0" wmode="transparent"></embed></object></p>
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