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	<title>Papo de Homem - Lifestyle Magazine &#187; Atila Iamarino</title>
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		<title>Quem está escondendo a vacina contra a AIDS? (AIDS desconstruída, 3)</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 16:03:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Estamos muito mal acostumados com a medicina moderna. Até poucas décadas atrás, antes do desenvolvimento de antibióticos, garganta inflamada era causa de morte comum. Hoje, para muitas infecções, até mesmo para o HIV, existem medicamentos que se não resolvem, ajudam. Mas não foi o que aconteceu nos primeiros anos da AIDS. Para os primeiros pacientes, [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos muito mal acostumados com a medicina moderna. Até poucas décadas atrás, antes do desenvolvimento de antibióticos, garganta inflamada era causa de morte comum. Hoje, para muitas infecções, até mesmo para o HIV, existem medicamentos que se não resolvem, ajudam. Mas não foi o que aconteceu nos primeiros anos da AIDS.<span id="more-50839"></span></p>
<div id="attachment_50847" class="wp-caption alignnone" style="width: 509px"><img class="size-full wp-image-50847" title="Não perca a cabeça por causa de uma foda. Use camisinha." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/rural_love.jpg?95884c" alt="Não perca a cabeça por causa de uma foda. Use camisinha." width="499" height="334" /><p class="wp-caption-text">Não perca a cabeça por causa de uma foda. Use camisinha.</p></div>
<p>Para os primeiros pacientes, e entenda-se aqui milhares de pessoas, o diagnóstico de AIDS era sentença certa de morte. Médicos, parentes e amigos eram obrigados a ver de mãos atadas pacientes com menos de 30 anos morrendo de infecções banais, como uma forma de pneumonia que até então matava apenas crianças e idosos. E, quando se descobriu que a doença era causada por um vírus, a perspectiva não melhorou muito.</p>
<p>O remédio ideal para combater uma bactéria, um fungo, um vírus, um câncer ou qualquer outro organismo indesejável que possa estar crescendo em nosso corpo, é aquele que ataca apenas o outro. Antibióticos costumam ser medicamentos sem grandes efeitos colaterais justamente por que atacam estruturas que apenas as bactérias têm. Fungos são um pouco mais complicados, pois são organismos mais parecidos conosco, ao ponto de muitos antifúngicos serem de aplicação local, como pomadas, pois são tóxicos se ingeridos.</p>
<div id="attachment_50843" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-large wp-image-50843" title="A AIDS pode atingir qualquer um. Mesmo. Campanha da organização francesa AIDES." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/superman-aids-maior-620x465.jpg?95884c" alt="A AIDS pode atingir qualquer um. Mesmo. Campanha da organização francesa AIDES." width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">A AIDS pode atingir qualquer um. Mesmo. Campanha da organização francesa AIDES.</p></div>
<p>Os vírus e o câncer são o auge deste problema. Tumores são células do corpo crescendo descontroladamente, e vírus são parasitas que usam quase exclusivamente apenas estruturas de nossas células para se reproduzir. Isso deixa pouquíssimas alternativas para serem atacados.</p>
<p>No caso dos tumores, os quimioterápicos geralmente fazem tão mal para nossas células quanto a eles, vide os efeitos colaterais, e o tratamento consiste em fazem com que eles sucumbam antes do paciente.</p>
<p>No caso do HIV, a saída foi partir para o primeiro e maior desenvolvimento inteligente de medicamentos que já existiu. Longe de ser um caso onde uma empresa farmacêutica está escondendo uma terapia que desenvolveu enquanto lucra com paliativos que enganam os pacientes, o HIV, assim como o câncer, o melhor exemplo de desenvolvimento coletivo de terapias.</p>
<p>O primeiro medicamento utilizado contra o HIV foi o <a title="AZT" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zidovudina" target="_blank">AZT</a>, inicialmente testado como medicamento antitumoral. Ele funciona impedindo a célula de produzir moléculas de DNA, mas não foi muito eficaz contra os tumores, pois a célula consegue tirá-lo do DNA e continuar. Já o HIV precisa de uma proteína própria para poder transformar seu RNA em DNA, e não consegue se livrar do AZT.</p>
<p>Com pacientes morrendo sem a menor esperança e médicos e pesquisadores tentando de tudo para combater a AIDS, o AZT se revelou uma das poucas e melhores possibilidades de cura e tratamento.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-50848" title="" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Bullet.jpg?95884c" alt="" width="600" height="438" /></p>
<p>Quase todos os outros medicamentos do coquetel anti-HIV que surgiram depois foram planejados. Além de sequenciar o genoma do HIV, os pesquisadores isolaram e estudaram todos os componentes do vírus, em busca de alvos que só ele possui, e desenharam moléculas que se encaixam nestes alvos, ao mesmo tempo evitando nossos componentes. O problema de uma terapia que cure o paciente do HIV está no vírus, e não no medicamento.</p>
<p>Vírus em geral são capazes de mudar seus genomas, ou seja, mutar em uma velocidade maior do que qualquer outro organismo. O influenza é capaz de mudar tão rapidamente que, no ano seguinte a uma gripe, seu sistema imune não o reconhece mais, e você pode ficar doente novamente. Por isso, a vacina contra a gripe é anual. Já o HIV consegue fazer o mesmo em uma semana.</p>
<div id="attachment_50844" class="wp-caption alignnone" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-50844" title="Somos todos iguais perante a AIDS. Campanha da organização francesa AIDES." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/mulher-maravilha-aids-maior.jpg?95884c" alt="Somos todos iguais perante a AIDS. Campanha da organização francesa AIDES." width="600" height="450" /><p class="wp-caption-text">Somos todos iguais perante a AIDS. Campanha da organização francesa AIDES.</p></div>
<p>Quando uma pessoa se infecta com o HIV, ele muta tão rapidamente que o sistema imune nunca está pronto para atacá-lo. Nossas células estão sempre buscando <a title="HIV, imunidade e a Rainha Vermelha" href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/08/hiv_imunidade_e_a_rainha_verme/" target="_blank">o vírus de uma ou duas semanas atrás</a>, enquanto o atual continua invadindo e matando as células imunes que deveriam combatê-lo. O saldo final desta guerra quase sempre é o fim do sistema imune e a invasão de infecções oportunistas, típicas da AIDS, daí o nome <em>imunodeficiência</em>.</p>
<p>Da mesma forma que o HIV muta e escapa da imunidade, ele muta e escapa dos remédios. Quando os pacientes começaram a ser tratados com o AZT, em pouco tempo recuperavam o número ideal de células imunes no sangue, combatiam infecções oportunistas e melhoravam milagrosamente. Porém, em menos de seis meses, pioravam novamente e o medicamento perdia o efeito, independente da concentração. Dentro do paciente, variantes do HIV tinham sofrido mutações que mudaram a região onde o medicamento se ligava, e estes vírus resistentes substituíram os anteriores.</p>
<p>É por conta destas mutações que precisamos de tantas drogas contra o HIV, e o paciente precisa tomar várias delas ao mesmo tempo, o coquetel. Com o ataque simultâneo a vários alvos do vírus, torna-se muito mais difícil de ele mutar o suficiente para escapar. Como ele se integra ao genoma da célula infectada, e pode infectar células que vivem por anos, mesmo que não haja HIV replicando no sangue ou que os níveis estejam indetectáveis (como no caso do Magic Johnson), o paciente não pode parar de se medicar, pois o vírus volta a se replicar assim que o tratamento é suspenso – <a title="'We cure HIV with anointing water': Six die after churches tell sufferers they don't need medicine" href="http://www.dailymail.co.uk/news/article-2066106/Scandal-churches-claiming-cure-HIV-God-die-abandoning-medication.html" target="_blank">apesar do pastor falar o contrário</a>.</p>
<div id="attachment_50845" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-50845" title="Ao fazer sexo com alguém, você também está transando com todos seus parceiros anteriores." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/onelifecouch-500x694-400x555.jpg?95884c" alt="Ao fazer sexo com alguém, você também está transando com todos seus parceiros anteriores." width="400" height="555" /><p class="wp-caption-text">Ao fazer sexo com alguém, você também está transando com todos seus parceiros anteriores.</p></div>
<p>A rápida evolução do HIV também é problema no caso da vacina. Até hoje,<br />
estamos buscando uma região do vírus que seja reconhecida e atacada pelo sistema imune sem que ele possa escapar, mas ele está longe de ser um alvo fácil como a varíola foi. Em termos francos: qualquer doença que seria facilmente contida com uma vacina simples já o foi. As que estão aqui até hoje, como dengue e hepatite C, não tem vacina por motivos técnicos: porque não é fácil.</p>
<p>Algumas pessoas são capazes de conter o vírus sem tratamento, ou mesmo não serem infectadas após repetidas exposições. De vez em quando, o sistema imune ataca uma região viral que não pode ser mudada, e desenvolve uma resposta que mantém o HIV completamente sob controle. Longe de esconder estas pessoas, os pesquisadores são os primeiros a correr para estudá-las, em busca de uma vacina ou medicamento.</p>
<p>Atualmente, uma série de <a title="A cura para o HIV! Pero no mucho…" href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/12/a_cura_para_o_hiv_pero_no_much/" target="_blank">novos tratamentos</a> contra o HIV e outras doenças está sendo desenvolvida. Incluindo <a title="Broad-Spectrum Antiviral Therapeutics" href="http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0022572" target="_blank">proteínas como o DRACO</a> capazes de reconhecer o genoma de RNA que apenas os vírus contém, seguindo o princípio de atacar alvos que não causam efeito colateral. Muitos deles longe de grandes centros farmacêuticos, sendo pesquisados por pessoas que adorariam ganhar um Nobel e muito dinheiro com a próxima cura.</p>
<p>O HIV é um problema de saúde seríssimo, responsável por diminuir a expectativa de vida de muitos países no sul da África <a title="HIV na África" href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/07/hiv_na_africa/" target="_blank">para menos de 50 anos</a>. Ele infecta células imunes, as destrói causando a AIDS, e pode ser controlado com o coquetel. E, acima de tudo, pode ser totalmente evitado com o uso de preservativos, e está pouco se fodendo se você acredita em tudo que falei ou não.</p>
<div id="attachment_50846" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-50846" title="Ninguém sabe onde está a AIDS." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/wally-400x525.jpg?95884c" alt="Ninguém sabe onde está a AIDS." width="400" height="525" /><p class="wp-caption-text">Ninguém sabe onde está a AIDS.</p></div>
<h3>A série &#8220;AIDS desconstruída&#8221;</h3>
<p>Nosso objetivo é desmistificar um tema ainda espinhoso pra muita gente. O primeiro artigo aborda o mito da AIDS ter sido criada <a title="AIDS, doença de gay?" href="http://papodehomem.com.br/aids-doenca-de-gay-aids-desconstruida-1/" target="_blank">para acabar com os gays</a> e o segundo, <a title="AIDS, arma biológica contra negros?" href="http://papodehomem.com.br/aids-negros/" target="_blank">com os afrodescendentes</a>. No terceiro artigo, explora a lenda urbana de que existe uma vacina ou tratamento para AIDS sendo escondido pelas autoridades. Vale a pena ler.</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>AIDS, arma biológica contra negros? (AIDS desconstruída, 2)</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 13:41:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<p>Semana passada, falei do mito de que a AIDS seria doença de gay. Infelizmente, existe também outro mito: de que seria doença geneticamente desenvolvida para matar afrodescendentes. No começo da década de oitenta, apesar de ainda atingir desproporcionalmente os homossexuais, fora de grandes centros como São Francisco e Paris já era possível encontrar heterossexuais com [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada, falei do mito de que a <a title="AIDS, doença de gay?" href="http://papodehomem.com.br/aids-doenca-de-gay-aids-desconstruida-1/" target="_blank">AIDS seria doença de gay</a>. Infelizmente, existe também outro mito: de que seria doença geneticamente desenvolvida para matar afrodescendentes.<span id="more-50814"></span></p>
<p>No começo da década de oitenta, apesar de ainda atingir desproporcionalmente os homossexuais, fora de grandes centros como São Francisco e Paris já era possível encontrar heterossexuais com recém-descoberto HIV. Especialmente imigrantes africanos recém-chegados.</p>
<p>Arma racista de extermínio em massa que saiu de controle? Humm&#8230; não. O entendimento da origem do vírus estava contido neles, e quem revelou esta informação foi o <a title="DNA" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81cido_desoxirribonucleico" target="_blank">DNA</a>. O mesmo DNA que nos mostra que o HIV não é um organismo artificial.</p>
<p>A princípio, observando seres tão distintos quanto plantas, lagartas e bactérias, pode até parecer que são muito diferentes. Mas a vida tem muito em comum, em especial o material genético. Todos os seres vivos são compostos do mesmo tipo de moléculas orgânicas, como lipídios (gorduras), aminoácidos (proteínas) e carboidratos (açúcares), e a receita de como eles serão produzidos e organizados está toda contida no ácido nucléico, o DNA. Alguns vírus, que não são seres vivos nem possuem células, tem a liberdade de usar como material genético outro ácido nucléico, o <a title="RNA" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ARN" target="_blank">RNA</a>.</p>
<div id="attachment_50819" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://theinspirationroom.com/daily/2007/sleeping-with-aids/"><img class="size-large wp-image-50819" title="Campanha da organização francesa AIDES, de 2004. Legenda: &quot;Sem preservativo, é como se você estivesse fazendo amor com a própria AIDS. Proteja-se.&quot;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aids_spider-620x396.jpg?95884c" alt="Campanha da organização francesa AIDES, de 2004. Legenda: &quot;Sem preservativo, é como se você estivesse fazendo amor com a própria AIDS. Proteja-se.&quot;" width="620" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">Campanha da organização francesa AIDES, de 2004. Legenda: &quot;Sem preservativo, é como se você estivesse fazendo amor com a própria AIDS. Proteja-se.&quot;</p></div>
<p>Assim como o material genético (DNA ou RNA) está contido em todos organismos, ele também compartilha informações. Nós e os chimpanzés, nossos primos peludos, compartilhamos entre 90% e 98% de material genético idêntico (dependendo da porção dele que comparamos). E, mesmo a parte que não é idêntica, pode ser reconhecida como compartilhada, embora um pouco diferente.</p>
<p>Pouco depois que o HIV foi isolado de pacientes com AIDS, seu DNA começou a ser sequenciado. O vírus do HIV possui um genoma de RNA, e é um dos poucos que o <a title="Transcriptase Reversa" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Transcriptase_reversa" target="_blank">traduz em DNA</a>, caminho contrário do que <a title="Transcrição genética" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Transcri%C3%A7%C3%A3o_(gen%C3%A9tica)" target="_blank">normalmente fazemos</a>. Daí seu nome, retrovírus. Este DNA que ele produz se integra no nosso genoma, de onde produz novas partículas que vão invadir outras células. Este DNA do HIV, que foi sequenciado e pode ser comparado, é o que nos permite saber quem ele é e de onde veio.</p>
<p>Grande parte dos genomas de HIV sequenciados estão disponíveis na internet para quem quiser estudá-los. Meu doutorado depende disso: assim como eu, milhares de outros cientistas mexem e fuçam essas sequências todos os dias. Seria impossível fazer com que esta multidão continuasse calada se visse algo de errado.</p>
<p>Ainda não acreditou? Então faça o teste você mesmo. Escolha o tipo de vírus, localidade, paciente de origem e o que mais você quiser do vírus, <a title="Sequence Search Interface" href="http://www.hiv.lanl.gov/components/sequence/HIV/search/search.html" target="_blank">baixe a sequência</a> (sugiro o HXB2, primeiro vírus isolado ainda na França) e utilize <a title="Standard Nucleotide BLAST" href="http://blast.ncbi.nlm.nih.gov/Blast.cgi?PROGRAM=blastn&amp;BLAST_PROGRAMS=megaBlast&amp;PAGE_TYPE=BlastSearch&amp;SHOW_DEFAULTS=on&amp;LINK_LOC=blasthome" target="_blank">este site</a> que compara o que você tem com todas as sequências que já foram disponibilizadas, de qualquer organismo (é só marcar <em>Others </em>no tipo de organismo do banco de dados).</p>
<p>Sabe com o que o genoma do HIV se parece? Com outros retrovírus, em especial o SIV, vírus da imunodeficiência símia. O que nos leva para a África.</p>
<p>Deste processo de sequenciar e comparar a variabilidade genética de isolados do HIV, se percebeu que os imigrantes africanos possuíam uma diversidade muito maior de sequências. Enquanto os isolados da Europa e dos EUA eram muito parecidos, indicativo de uma epidemia de mesma origem, os isolados africanos eram extremamente diversos. Vírus de indivíduos de um mesmo país, de uma mesma região, podiam ser mais distintos do que todos os isolados americanos juntos. E este é o sinal de uma epidemia muito antiga.</p>
<p>Esta diversidade genética acionou os alertas dos pesquisadores, indicando que se quisessem saber de onde aquele novo vírus se originara teriam que ir para o berço da humanidade. <a title="A origem do HIV" href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/12/hiv-origens-i/" target="_blank">Foi lá que descobriram</a> que não existe apenas um tipo de HIV, exitem dois, o HIV-1 e o HIV-2. Apenas o primeiro circula regularmente fora da África. E o HIV-1 também não é uma coisa só, existem vários grupos de HIV-1, o principal chama-se M, de <em>main</em>, e é o responsável por quase todos os casos fora da África (os outros receberam as letras N, O e P, na ordem de descoberta).</p>
<p>Mesmo o grupo principal de HIV-1, o M, possui uma diversidade genética tão grande que foi dividido em subtipos, classificados por letras, de A a K. Um mapa bem completo dos tipos e subtipos do HIV e onde se encontram <a title="Distribution of all HIV-1 sequences: WORLD " href="http://www.hiv.lanl.gov/components/sequence/HIV/geo/geo.comp" target="_blank">está aqui</a>. Repare, de novo, que o único lugar que contém todas as variantes é a África. Já dá para saber de onde veio, não? Mas como ele surgiu?</p>
<div id="attachment_50820" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><a href="http://theinspirationroom.com/daily/2007/sleeping-with-aids/"><img class="size-large wp-image-50820" title="Campanha da organização francesa AIDES, de 2004. Legenda: &quot;Sem preservativo, é como se você estivesse fazendo amor com a própria AIDS. Proteja-se.&quot;" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/aids_scorpion-620x396.jpg?95884c" alt="Campanha da organização francesa AIDES, de 2004. Legenda: &quot;Sem preservativo, é como se você estivesse fazendo amor com a própria AIDS. Proteja-se.&quot;" width="620" height="396" /></a><p class="wp-caption-text">Campanha da organização francesa AIDES, de 2004. Legenda: &quot;Sem preservativo, é como se você estivesse fazendo amor com a própria AIDS. Proteja-se.&quot;</p></div>
<p>A revelação veio da descoberta de outros retrovírus em primatas próximos, em especial os chimpanzés. Comparando o genoma do HIV com seu primo SIV de chimpanzés, foi possível descobrir que ele saltou diversas vezes do chimpanzé para humanos. Curiosamente, a maior diversidade de HIV é encontrada hoje em dia em Uganda, em uma região que era rota de venda de carne de caça, especialmente carne de primatas. E, como sabe qualquer um que já viu o tamanho dos dentes de um chimpanzé adulto, se cortar e entrar em contato com o sangue deles não é algo lá muito difícil.</p>
<p>Com base em uma conta bem simples, dado que o vírus acumula mutações em seu genoma em uma taxa constante x, e dado que o HIV-1 tem z mutações de diferença do SIV, ele precisa ter surgido há pelo menos y anos, seguindo uma formulinha x.y=z. O resultado desta conta, feita de maneira um pouco mais científica, dá algo em torno de 100 anos. Ou seja, o HIV moderno precisou ter circulado entre humanos há pelo menos 100 anos para ser tão diferente do dos chimpanzés. E quem avaliou isso e chegou a estes resultados foi aquela multidão de cientistas que gosta de fuçar em sequências. Não é um grupo fácil de enganar e manipular. Pergunte ao reitor de uma universidade que faz pesquisa.</p>
<p>A confirmação veio de algumas amostras de sangue antigas, de pessoas que estavam contaminadas com o HIV. Especificamente, uma amostra de Kinshasa, Uganda, em 1960, e outra do Haiti, em 1959, lugar bastante visitado por imigrantes africanos e foco de uma segunda epidemia. A diferença genética entre elas só ajuda a reforçar a idéia de que o HIV veio da África e já circulava bem antes de ser descoberto. Estas sequências são de um período onde mal havíamos descoberto o DNA, longe de podermos criar algo tão complexo, muito menos de fazer com que fizesse algum sentido para quem encontrasse este material mais de 40 anos depois.</p>
<p>Como várias outras infecções recentes, vide influenza e SARS, o HIV é uma zoonose, ou seja, um vírus de outros animais que saltou para os humanos. Durante muito tempo, sua circulação ficou restrita à região africana onde se originou, mas assim que as condições de transporte e relações entre pessoas de países diferentes permitiram, ele se espalhou pelo mundo, facilitado pelas pessoas mais conectadas <a title="http://papodehomem.com.br/aids-doenca-de-gay-aids-desconstruida-1/" href="http://papodehomem.com.br/aids-doenca-de-gay-aids-desconstruida-1/" target="_blank">que já vimos antes</a>.</p>
<h3>A série &#8220;AIDS desconstruída&#8221;</h3>
<p>Nosso objetivo é desmistificar um tema ainda espinhoso pra muita gente. O primeiro artigo aborda o mito da AIDS ter sido criada <a title="AIDS, doença de gay?" href="http://papodehomem.com.br/aids-doenca-de-gay-aids-desconstruida-1/" target="_blank">para acabar com os gays</a> e o segundo, com os afrodescendentes. No terceiro artigo, explora a lenda urbana de que existe uma vacina ou tratamento para AIDS sendo escondido pelas autoridades. Vale a pena ler.</p>
<h2 class="page_title froxo">LEIA TAMBÉM...</h2>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>AIDS, doença de gay? (AIDS desconstruída, 1)</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 15:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[PdH Shots]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[aidsdesconstruida]]></category>
		<category><![CDATA[aidsdescontruida]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Uma das maiores falácias sobre o HIV é a idéia de que ele foi criado como uma forma de matar/exterminar algum grupo, principalmente devido ao fato de que os primeiros casos de HIV foram reconhecidos em gays – tanto que por algum tempo a AIDS era chamada de doença gay (ou GRID, Gay Related Disease) [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das maiores falácias sobre o HIV é a idéia de que ele foi criado como uma forma de matar/exterminar algum grupo, principalmente devido ao fato de que <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2008/10/hiv-descoberta/" target="_blank">os primeiros casos de HIV</a> foram reconhecidos em gays – tanto que por algum tempo a AIDS era chamada de doença gay (ou GRID, Gay Related Disease) – e em seguida em usuários de drogas injetáveis, na Europa e nos EUA.<span id="more-49890"></span></p>
<div id="attachment_49907" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-49907" title="&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sida2003_homo1-400x546.jpg?95884c" alt="&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004." width="400" height="546" /><p class="wp-caption-text">&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004.</p></div>
<p>Para completar, os primeiros casos em heterossexuais foram encontrados em imigrantes africanos e haitianos nos mesmos países, outro grupo que não costuma ser bem recebido.</p>
<p>São justamente esses grupos de risco que ajudaram a entender de onde veio o HIV. E são eles que vão mostrar por que o<strong> HIV não foi criado artificialmente</strong>. Antes de tudo, vamos ver por que os gays criaram as condições ideais para o começo da epidemia. E isso tem tudo a ver com o Twitter e o Facebook.</p>
<p>Dois físicos espanhóis estavam investigando, em 2000, um comportamento intrigante de vírus de computador. Mesmo depois da criação de um antivírus que pode ser baixado e utilizado imediatamente, eles &#8211; os mesmos vírus &#8211; podiam continuar circulando por meses, até anos. Sem querer, <a href="http://books.google.com/books/about/Evolution_and_Structure_of_the_Internet.html?id=EYhvPwAACAAJ" target="_blank">Romualdo Pastor-Satorras</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alessandro_Vespignani" target="_blank">Alessandro Vespigniani</a> criaram um modelo de espalhamento de doenças em redes que acabou explicando como o HIV pode ser transmitido em uma comunidade. Resumindo, eles repararam que uma doença nunca vai morrer, não importa quais sejam as medidas tomadas para reduzir a probabilidade de a sua transmissão entre os indivíduos.</p>
<p>Você já recebeu algum e-mail com uma mensagem, foto ou apresentação de algo que já havia visto anos antes? Já reparou que quase sempre isso vem de alguém que tem pouca familiaridade com a Internet? É o famoso &#8220;PPT da mamãe&#8221;. Isso não acontece por acaso.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-49904 " title="&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sida2003_hetero-400x546.jpg?95884c" alt="&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004." width="400" height="546" /><p class="wp-caption-text">&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004.</p></div>
<p>A Internet e a rede de relações sexuais entre as pessoas tem uma propriedade em comum: a distribuição de contatos. A chance de um site receber um link de algum usuário no Twitter ou de alguém ter um novo parceiro sexual é diretamente proporcional ao <a href="http://papodehomem.com.br/o-numero-de-dunbar-e-seus-contatos-no-facebook/">número de contatos que já tinha</a>.</p>
<p>Assim, você que já conhece bem a Internet – afinal, está aqui no PdH – tem mais chances de passar por uma foto que vai levar anos para chegar na sua mãe, que tem uma rede de contatos e de sites que visita muito menor. Voltando aos contatos sexuais, os gays (especificamente os homossexuais do sexo masculino) são o grupo social que tem contato com mais parceiros diferentes, chegando a mais de 500 por ano. No final da década de 1970, após a revolução sexual, e sem o risco de gravidez, eram os indivíduos que tinham mais relações desprotegidas.</p>
<p>O número de parceiros que alguns gays podiam ter era tanto que, mesmo doenças sexualmente transmissíveis raras, que atingiam pouquíssimos heterossexuais, eram comuns entre eles. Isso muito antes da AIDS. Nenhum vírus pergunta a orientação sexual de quem infecta, como o HIV mostra atualmente. Não há mais grupos de risco. Mas os gays tinham uma rede de contatos tão conectada na era pré-camisinha que os tornou os primeiros candidatos a receber e espalhar uma DST, seja ela qual for.</p>
<p>Não se iluda. Uma rede de contatos desiguais<strong> retarda o espalhamento</strong> de algo dentro dela. Mas não impede. Assim como você pode levar anos para receber o spam do bebê com câncer que recebe centavos de doação a cada e-mail encaminhado de sua mãe, aquela pessoa com pouquíssimos contatos sexuais pode muito bem receber e transmitir um vírus se não usar camisinha.</p>
<div id="attachment_49913" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-medium wp-image-49913" title="&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004." src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sida2003_injection1-400x546.jpg?95884c" alt="&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004." width="400" height="546" /><p class="wp-caption-text">&quot;A AIDS ainda está circulando&quot;, campanha do Quebec, 2003-2004.</p></div>
<h3>A série &#8220;AIDS desconstruída&#8221;</h3>
<p>Nosso objetivo é desmistificar um tema ainda espinhoso pra muita gente. O primeiro artigo aborda o mito da AIDS ter sido criada para acabar com os gays e o segundo, com os afrodescendentes. No terceiro artigo, explora a lenda urbana de que existe uma vacina ou tratamento para AIDS sendo escondido pelas autoridades. Vale a pena ler.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Por que não comprar o mais caro</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2011 11:08:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Seja um eletrônico ou uma comida, sempre há um produto mais caro. Uma versão parecida com as outras, mas que oferece funções melhores ou simplesmente é de um tamanho maior. Entenda por que quase nunca é um bom negócio comprá-las. A TV mais cara da loja Imagine que seu novo emprego depende de você ter [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seja um eletrônico ou uma comida, sempre há um produto mais caro. Uma versão parecida com as outras, mas que oferece funções melhores ou simplesmente é de um tamanho maior. Entenda por que quase nunca é um bom negócio comprá-las.<span id="more-47165"></span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-47201" title="Por que não comprar o mais caro" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2011/10/kids2.jpg?95884c" alt="" width="620" height="350" /></p>
<h3>A TV mais cara da loja</h3>
<p>Imagine que seu novo emprego depende de você ter em casa um picotador de papel automático, ou qualquer outro eletrônico que você nunca pensou em comprar, muito menos comparou preços. Pela primeira vez, você vai a um supermercado ou uma loja de eletrônicos (mesmo on-line) ver quais são os aparelhos disponíveis e, claro, comparar preços.</p>
<p>Agora imagine que você encontrou apenas uma loja nacional vendendo o picotador, que oferecesse dois modelos, o standart100, capaz de picotar 100 folhas por minuto, por R$ 300; e o smart250, capaz de picotar 250 folhas por minuto, custando R$ 500. Você não precisa picotar 250 folhas por minuto, logo o modelo standart100 é uma compra razoável. Muita gente sairia mais satisfeito com o aparelho de R$300 sabendo que o mais caro custa R$ 500. <strong>É justamente este o papel do produto mais caro.</strong></p>
<p>Por isso qualquer vitrine tem sempre um produto muito mais caro do que os outros da mesma categoria. Entre TVs de 40’’ por R$ 1200, uma de 46’’ por R$ 1500 e outra com 50’’ de R$ 2100, é muito mais provável que as pessoas só comprem a mais cara se virem uma quarta, de 60’’, por R$ 5000. Afinal, não estão levando a mais barata, mas ela ainda está longe de ser a mais cara. O papel da TV de R$ 5000 é convencer você de que as outras estão mais baratas, estabelecer o chamado preço âncora, um preço com o qual os outros produtos serão comparados.</p>
<p>Quando oferecidas para cobrar ou pagar um valor por um produto ou serviço, o primeiro impulso de quase todas as pessoas é tentar saber quanto outros cobram ou pagam por aquilo, e usar esta comparação como âncora para seu valor. <strong>Nós somos animais comparadores por natureza.</strong> Vivemos há milhões de anos em sociedades com vários indivíduos, onde estamos sempre comparando e olhando ao nosso redor para saber nossa posição em relação ao grupo. Um aumento de R$ 2000 para um funcionário seria uma ótima notícia, mas se tornaria um ultraje se ele descobrisse que todos outros receberam R$ 10000 de aumento.</p>
<p>Assim surgem os produtos mais caros em uma loja. A tendência é que sejam muito mais caros do que os outros, e não sejam muito vendidos. O papel deles não é esse. O papel deles é garantir que o segundo mais caro se torne uma opção mais procurada. Para aumentar o interesse por uma opção, basta oferecer outra parecida que não seja tão boa. Dan Ariely fala bastante sobre isso neste ótimo vídeo do TED aos 12 minutos (legendas em português em subtitles):</p>
<p><object width="526" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2008P/Blank/DanAriely_2008P-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DanAriely-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=548&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions;year=2008;theme=speaking_at_ted2009;theme=unconventional_explanations;event=EG+2008;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=economics;tag=psychology;tag=society;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="pluginspace" value="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="526" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2008P/Blank/DanAriely_2008P-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DanAriely-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=548&amp;lang=&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions;year=2008;theme=speaking_at_ted2009;theme=unconventional_explanations;event=EG+2008;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=economics;tag=psychology;tag=society;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object><br />
<em><a href="http://www.ted.com/talks/dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions.html" target="_blank">Link TED</a> |</em></p>
<h3>A pipoca grande</h3>
<p>Já na lanchonete, ou mesmo no setor de comida do supermercado, raramente um produto mais caro é muito mais caro. Geralmente, quando se divide o preço pelo tamanho da porção, o preço é melhor. Um refrigerante de 300ml custa R$ 4,20, enquanto o de 500ml custa R$ 4,50, com quase o dobro do volume. Mas aqui a opção mais cara não serve de âncora. O papel dela é ser comprada, e o motivo para isso é tão arraigado em nossos instintos quanto a comparação. Obra do senhor David Wallerstein.</p>
<p>David Wallerstein foi contratado por uma cadeia de cinemas americana da década de 1950 para aumentar a renda deste comércio. Renda essa que vinha principalmente da venda de bebidas e pipocas. Wallerstein percebeu que, por mais que se esforçasse, não conseguiria fazer cada espectador comprar mais de um refrigerante e uma pipoca. As pessoas não saem no meio do filme para comprar outra pipoca, não só pelo filme, mas por se sentirem gulosas ao comprar mais uma porção. Daí surgiu a ideia de oferecer uma porção com o dobro do tamanho.</p>
<p>Com o tamanho grande e o extra-grande, as pessoas comem o mesmo que comeriam comprando duas unidades, mas não se dão conta disso. Este é outro instinto nosso, tendemos a comer tudo o que pegamos, sem repararmos no tamanho da porção. Um <a href="http://mindlesseating.org/lastsupper/pdf/bottomless_soup-OR_2005.pdf" target="_blank">experimento de 2005</a> mostrou isso ao oferecer para as pessoas sopa em <a href="http://scienceblogs.com/cognitivedaily/2009/06/self-refilling_bowls_an_idea_w.php" target="_blank">um recipiente que se enchia automaticamente</a> por baixo sem que elas percebessem. O autor acabou <a href="http://www.news.cornell.edu/stories/Oct07/WansinkIgNobel.sl.html" target="_blank">ganhando um IgNobel</a> por isso. Como resultado, quem tomou a sopa da tigela sem fundo <strong>consumiu em média 60% mais</strong> do que quem tinha uma tigela normal. Pelo mesmo motivo, restaurantes de comida por quilo usam pratos enormes: tendemos a enchê-los com mais comida do que pratos normais.</p>
<p>O próximo passo de David Wallerstein foi <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Supersize" target="_blank">oferecer seus serviços ao McDonald’s</a>, onde criou as porções maiores e os tamanhos gigantes que vemos hoje:</p>
<blockquote><p><strong>“Fritas grandes por mais 50 centavos, senhor?”</strong></p></blockquote>
<p>Em alguns estados americanos, ainda vendem refrigerantes do tamanho supersize, com mais de 1,2 litro. Será que alguém voltaria para comprar um copo de 300ml quatro vezes?</p>
<p>É este aumento do tamanho das porções em lanchonetes ou no mercado que tem contribuído para o aumento de peso da população mundial. Com uma garrafa de 2,5 ou 3 litros na mesa do almoço, ninguém vai ficar sem refrigerante mesmo enchendo o copo novamente. Michael Pollan trata de como o milho faz parte de tudo na dieta americana atualmente, e como a indústria alimentícia está mudando por conta disso, em outra ótima palestra do TED:</p>
<p><object width="526" height="374" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2007/Blank/MichaelPollan_2007-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/MichaelPollan-2007.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=214&amp;lang=por_br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=michael_pollan_gives_a_plant_s_eye_view;year=2007;theme=a_greener_future;theme=evolution_s_genius;theme=food_matters;theme=inspired_by_nature;event=TED2007;tag=Business;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=animals;tag=cooperation;tag=evolution;tag=food;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="pluginspace" value="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed width="526" height="374" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" allowFullScreen="true" allowScriptAccess="always" wmode="transparent" bgColor="#ffffff" flashvars="vu=http://video.ted.com/talk/stream/2007/Blank/MichaelPollan_2007-320k.mp4&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/MichaelPollan-2007.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=512&amp;vh=288&amp;ap=0&amp;ti=214&amp;lang=por_br&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=michael_pollan_gives_a_plant_s_eye_view;year=2007;theme=a_greener_future;theme=evolution_s_genius;theme=food_matters;theme=inspired_by_nature;event=TED2007;tag=Business;tag=Culture;tag=Global+Issues;tag=Science;tag=animals;tag=cooperation;tag=evolution;tag=food;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" pluginspace="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" /></object><br />
<em><a href="http://blog.ted.com/2008/02/07/michael_pollan/" target="_blank">Link TED</a> |</em></p>
<p>Seja para proteger o seu bolso ou sua saúde, esqueça o tamanho grande. Você não precisa dele e não vai levar vantagem nenhuma em consumi-lo.</p>
<h3>Para saber mais</h3>
<p>Dan Ariely fala de uma série de comportamentos que não nos damos conta no <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21341901/previsivelmente+irracional" target="_blank">Previsivelmente Irracional</a></em>, onde explica em mais detalhes o conceito de preço âncora. Michael Pollan fala sobre a indústria alimentícia, como aumentam os tamanhos e processam cada vez mais a comida, e como isto tem prejudicado nossa saúde no <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1966526/dilema+do+onivoro,+o" target="_blank">Dilema do Onívoro</a></em>.</p>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 21:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[TEDx]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Facebook, Twitter, LinkedIn, Foursquare, vivemos em uma época com cada vez mais redes sociais e mais funções associadas. Para entender como elas surgem, se fortalecem e ganham novas capacidades, temos de voltar aos primeiros grupos que formamos. Uma das questões mais intrigantes da história humana é o tamanho de nosso cérebro. Claro, não é só [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Facebook, Twitter, LinkedIn, Foursquare, vivemos em uma época com cada vez mais redes sociais e mais funções associadas. Para entender como elas surgem, se fortalecem e ganham novas capacidades, temos de voltar aos primeiros grupos que formamos.</p>
<p><span id="more-30971"></span></p>
<p>Uma das questões mais intrigantes da história humana é o tamanho de nosso cérebro. Claro, não é só o tamanho que importa, mas o que ele é capaz de fazer. E a área que mais cresceu em nosso cérebro durante a evolução dos primatas foi o <strong>neocórtex</strong> (neo vem de novo), região responsável pelos pensamentos mais complexos como interação com outros e teoria da mente — eu penso no que ele pensa do que eu penso.</p>
<p>Dentre as várias hipóteses do motivo pelo qual ganhamos tanta capacidade mental está a proposta de que nossa vida social foi importante para isso. A ideia é reforçada pelo fato de que outras espécies animais, como a hiena, também têm um cérebro maior quando convivem em grupos sociais grandes. E foi o que o primatologista inglês Robin Dunbar estudou: o tamanho do cérebro de primatas em relação ao grupo que eles formam.</p>
<div id="attachment_31366" class="wp-caption alignnone" style="width: 630px"><img class="size-full wp-image-31366" title="macaco" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/12/macaco.jpg?95884c" alt="" width="620" height="465" /><p class="wp-caption-text">&quot;Sei que você é um chimpanzé de outra floresta, mas aceita ser meu amigo?&quot;</p></div>
<h3>Cérebro e relações sociais</h3>
<p>Realmente, <strong>quanto maior o tamanho do grupo, maior o tamanho do cérebro dos que convivem</strong>. Chimpanzés e babuínos, por exemplo, possuem grupos de até 60 animais, o maior entre primatas não-humanos, e também têm os maiores cérebros. Projetando o tamanho de grupo deles para o nosso volume de cérebro, chegamos ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dunbar%27s_number" target="_blank">número de Dunbar</a>, algo entre 100 e 230 indivíduos, mais provavelmente 150.</p>
<p>O número de Dunbar significa dizer que <strong>nós interagimos mais intimamente com cerca de 150 pessoas ao longo de nossa vida</strong>. Isso não quer dizer que você não possa conhecer mais gente, mas sim que você não vai ser tão próximo de todos eles. Mesmo que seu MSN tenha uma lista de 2 mil contatos, dificilmente você vai conversar com mais de 50 regularmente.</p>
<p>E este número de 150 pessoas é bastante frequente em agrupamentos. O número de pessoas em grupos de caçadores da Nova Guiné costuma ser esse, bem como o de soldados na maioria das companhias militares. Muitas empresas pautam o tamanho de divisões nesta medida. E tão ou mais importante do que o número em si é uma consequência que nos acompanha até hoje. A fala.</p>
<h3>Fala, propriedades emergentes e cultura</h3>
<p>O que mantém os primatas unidos é o contato entre eles. Contato que se dá na forma de catação e alisamento de pelos. Familiares, parceiros, companheiros de aliança, todos se alisam. Mas isso consome um grande tempo. <strong>Um chimpanzé passa em média 20 a 25% de seu dia alisando outros</strong>, e se nós fôssemos manter contato desta forma, gastaríamos quase metade do nosso período acordado assim, deixando de caçar entre outras coisas.</p>
<div id="attachment_31367" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-31367" title="chimpanze-computador" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/12/chimpanze-computador.jpg?95884c" alt="" width="450" height="350" /><p class="wp-caption-text">No Facebook de macacos, trocaram a opção &quot;cutucar&quot; por &quot;alisar&quot;.</p></div>
<p>Em algum momento durante nossa evolução, enquanto o cérebro foi ficando maior, bem como a capacidade de manter relação com mais indivíduos; sofremos uma pressão crescente para nos comunicarmos mais por grunhidos e sinais do que catando pelos. A consequência foi a evolução da fala, por meio da qual podemos manter um contato constante com mais gente ao mesmo tempo. De fato, <strong>uma pessoa passa em média 20% do seu dia conversando</strong> e entre 60 e 70% deste tempo falando de outras pessoas. Puro contato de grupo.</p>
<p>O próximo passo é o pulo do tamanho e da capacidade que ele proporciona. Existe um princípio chamado de propriedade emergente. A propriedade emergente é uma condição que só acontece quando um sistema atinge um tamanho crítico, e passa a se comportar de uma maneira que não seria possível antes. Como o urânio-235, nunca se sabe quando um átomo individual vai se partir, mas uma massa de urânio se divide pela metade precisamente em 704 milhões de anos.</p>
<p>Assim como um tamanho maior de cérebro não só aumentou nossa capacidade de fazer as mesmas coisas que outros primatas fazem melhor, mas também trouxe novas habilidades,<strong> um grupo maior de indivíduos abriu novas possibilidades</strong>. Com mais pessoas convivendo juntas, e agora falando, <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/10/repetindo_ideias.php" target="_blank">conseguimos desenvolver uma cultura</a>. Alguns se especializam em certas atividades, outros podem discutir e planejar grandes ações, e, o mais importante, agora podem transmitir esta capacidade adiante (veja a palestra abaixo do TED).</p>
<p>Cada nova etapa em nossa evolução trouxe uma propriedade emergente. O desenvolvimento da cultura trouxe novas ferramentas, que permitiam uma caça muito mais eficiente, que talvez tenha extinto vários animais nos últimos 10 mil anos. A agricultura, que permitiu uma população maior e mais densa do que qualquer outro animal de grande porte. E a propriedade emergente mais inovadora e inédita, a escrita, que permitiu uma acumulação absurda de cultura e acelerou ainda mais o processo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/MattRidley_2010G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/MattRidley-2010G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=915&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=matt_ridley_when_ideas_have_sex;year=2010;theme=what_makes_us_happy;theme=a_taste_of_tedglobal_2010;theme=the_power_of_cities;theme=unconventional_explanations;theme=new_on_ted_com;theme=technology_history_and_destiny;theme=the_creative_spark;theme=tales_of_invention;event=TEDGlobal+2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/MattRidley_2010G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/MattRidley-2010G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=915&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=matt_ridley_when_ideas_have_sex;year=2010;theme=what_makes_us_happy;theme=a_taste_of_tedglobal_2010;theme=the_power_of_cities;theme=unconventional_explanations;theme=new_on_ted_com;theme=technology_history_and_destiny;theme=the_creative_spark;theme=tales_of_invention;event=TEDGlobal+2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.ted.com/index.php/talks/matt_ridley_when_ideas_have_sex.html" target="_blank">Link vídeo TED</a> | Para ativar a legenda em português, clique em &#8220;View subtitles&#8221;.</em></p>
<h3>O futuro</h3>
<p>Agora, aceleramos o tempo até os últimos 4 ou 5 anos. Nossa cultura agora nos permite criar enormes redes sociais por meio da internet. Ao mesmo tempo, cada previsão feita sobre qual delas vai dar certo ou errado, ou para que será usada, falha. O Twitter foi criado para ser uma maneira de trocar SMS entre várias pessoas ao mesmo tempo, nenhum de seus criadores foi capaz de prever o que ele se tornaria. E por quê? Novamente, propriedades emergentes.</p>
<p>Com o grande grupo de contatos que somos capazes de manter, e o aumento do acesso à internet, cada vez mais pessoas entram nestas redes — o Facebook já é maior do que muitos países, e muito mais dinâmico — e criam o espaço para que propriedades emergentes apareçam. Novas funções, serviços associados, integração e muito mais que ninguém imagina. Justamente por que não se pode saber, <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/10/twittando_e_aprendendo_a_falar.php" target="_blank">novas funções aparecerão</a> apenas quando o número de pessoas permitir.</p>
<p>O melhor que você pode fazer agora? Esqueça aquele papo de que estamos cada vez mais distantes e que as pessoas não se falam. Pelo contrário, estamos cada vez mais próximos. Sente, relaxe e assista de camarote, pois nem eu nem você podemos saber o que vem pela frente. E só tende a melhorar.</p>
<p><strong>Fonte:</strong> De Waal, Frans (2001): <em>Tree of Origin: What Primate Behavior Can Tell Us about Human Social Evolution</em>, Cambridge, Mass., Harvard University Press.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<title>Como você erra sempre nas mesmas coisas</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Oct 2010 14:17:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[TEDx]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Estamos acostumados a nos entender como animais racionais. Toda decisão que tomamos é pensada. Consideramos todos os fatores com os quais temos contato e por mais que possamos ser levados por nossas emoções, no fim o que impera é nossa racionalidade. Ou pelo menos é o que pensamos. E nem sempre é o caso. Nossos [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estamos acostumados a nos entender como animais racionais. <strong>Toda decisão que tomamos é pensada.</strong> Consideramos todos os fatores com os quais temos contato e por mais que possamos ser levados por nossas emoções, no fim o que impera é nossa racionalidade. Ou pelo menos é o que pensamos. E nem sempre é o caso.</p>
<p><span id="more-29742"></span></p>
<p>Nossos cérebros não são computadores, temos interpretações diferentes, um passado em que nossos cérebros evoluíram. E isso se reflete nas decisões que tomamos, especialmente quando a escolha envolve números, coisa que só precisamos enfrentar bem recentemente em nossa história.</p>
<p>Mas não sou que vou tentar convencê-lo disso. Vou deixar para dois vídeos do TED que tratam de comportamento e economia. Para ativar a <strong>legenda em português</strong>, clique em &#8220;View subtitles&#8221;.</p>
<h3>Somos mesmo animais racionais?</h3>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/LaurieSantos_2010G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/LaurieSantos-2010G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=927&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=laurie_santos;year=2010;theme=not_business_as_usual;theme=a_taste_of_tedglobal_2010;theme=unconventional_explanations;theme=animals_that_amaze;theme=new_on_ted_com;event=TEDGlobal+2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/LaurieSantos_2010G-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/LaurieSantos-2010G.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=927&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=laurie_santos;year=2010;theme=not_business_as_usual;theme=a_taste_of_tedglobal_2010;theme=unconventional_explanations;theme=animals_that_amaze;theme=new_on_ted_com;event=TEDGlobal+2010;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.ted.com/talks/lang/por_br/laurie_santos.html" target="_blank"> Link palestra TED</a> | Para ativar a legenda clique em &#8220;View Subtitles&#8221; e selecione a opção &#8220;Portuguese (Brazil)&#8221;.</em></p>
<p>O primeiro deles é uma palestra de Laurie Santos. Para estudar nosso comportamento econômico, ela educou macacos prego, um dos primatas mais inteligentes, a usar moedas e viu como eles lidavam com dinheiro. Você vai perceber o quão racionais e superiores nós somos em relação às decisões que eles tomam.</p>
<p>No livro <em>Superfreakonomics</em>, os autores falam sobre esse experimento dos macacos prego e contam que ele parou quando um dos macacos roubou as moedas dos pesquisadores e a usou em troca de sexo com uma fêmea. Exatamente, <strong>mal começaram a usar moedas e já partiram para a prostituição</strong>.</p>
<h3>Temos controle sobre nossas decisões?</h3>
<p>Depois de ver como macacos se comportam, se surpreenda com Dan Ariely, autor do recém traduzido <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21872015/positivamente+irracional" target="_blank"><em>Positivamente Irracional</em></a> (originalmente <em>The Upside of Irrationality</em>), que mostra como usar os erros que cometemos em nosso favor. Ele também escreveu <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2399440&amp;sid=910047199121020347008022281&amp;k5=62BA741&amp;uid=" target="_blank"><em>Previsivelmente Irracional</em></a> (que eu li e recomendo muito), livro sobre<strong> como repetimos o mesmo tipo de erro sem perceber</strong>, tema desta palestra.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="446" height="326" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="wmode" value="transparent" /><param name="bgColor" value="#ffffff" /><param name="flashvars" value="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/DanAriely_2008P-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DanAriely-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=548&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions;year=2008;theme=unconventional_explanations;theme=speaking_at_ted2009;event=EG+2008;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" /><param name="src" value="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" /><param name="bgcolor" value="#ffffff" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="446" height="326" src="http://video.ted.com/assets/player/swf/EmbedPlayer.swf" flashvars="vu=http://video.ted.com/talks/dynamic/DanAriely_2008P-medium.flv&amp;su=http://images.ted.com/images/ted/tedindex/embed-posters/DanAriely-2008P.embed_thumbnail.jpg&amp;vw=432&amp;vh=240&amp;ap=0&amp;ti=548&amp;introDuration=15330&amp;adDuration=4000&amp;postAdDuration=830&amp;adKeys=talk=dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions;year=2008;theme=unconventional_explanations;theme=speaking_at_ted2009;event=EG+2008;&amp;preAdTag=tconf.ted/embed;tile=1;sz=512x288;" bgcolor="#ffffff" wmode="transparent" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.ted.com/talks/lang/eng/dan_ariely_asks_are_we_in_control_of_our_own_decisions.html" target="_blank"> Link palestra TED</a> | <em>| Para ativar a legenda clique em “View Subtitles” e selecione a opção “Portuguese (Brazil)”.</em></em></p>
<p>Para quem curtiu o tema e quer ir mais fundo no que entendemos mesmo de números, ou melhor, no que realmente não entendemos, recomendo muito <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21600970/andar+do+bebado,+o:+como+o+acaso+determina+nossas+vidas" target="_blank"><em>Andar do Bêbado</em></a>, do físico Leonard Mlodinow. Ele trata sobre o <strong>acaso</strong> e como nós falhamos completamente em entendê-lo. Mercado de ações, loteria, resultados esportivos, escolhas de carreira e o que mais você achar que qualquer um entende.</p>
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		<title>Regulamentar a prostituição traria algum benefício?</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/legalizar-a-prostituicao-traria-algum-beneficio/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 May 2010 21:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Debates]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[prostituição]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Prostituição deve ou não ser considerada uma atividade fora da lei? Regulamentá-la seria melhor de algum modo? Leia a minha visão no debate iniciado pelo Victor Lee no artigo &#8220;Belas, mas não prostitutas: entrevista com Anna Hutsol sobre turismo sexual na Ucrânia&#8221;, que teve mais de 170 comentários – longos e riquíssimos. O problema da [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Prostituição deve ou não ser considerada uma atividade fora da lei?</strong> Regulamentá-la seria melhor de algum modo?</p>
<p><span id="more-14925"></span></p>
<p>Leia a minha visão no debate iniciado pelo Victor Lee no artigo <a href="http://papodehomem.com.br/belas-mas-nao-prostitutas-entrevista-com-anna-hutsol-sobre-turismo-sexual-na-ucrania/" target="_blank">&#8220;Belas, mas não prostitutas: entrevista com Anna Hutsol sobre turismo sexual na Ucrânia&#8221;</a>, que teve mais de <strong>170 comentários</strong> – longos e riquíssimos.</p>
<h3>O problema da ilegalidade: os &#8220;consumidores&#8221;!</h3>
<p>Pelo menos no Brasil, a exploração comercial da prostituição é ilegal.</p>
<p>Mas, se você quiser o serviço de uma prostituta, não é preciso nenhum esforço para conseguir. Toda cidade, por menor que seja, tem uma chácara ou casa cheia de moças alegres (algumas nem tanto) e dispostas a prestar serviços por dinheiro. Quando não tem, a cidade vizinha tem.</p>
<p>Tal acesso não é exclusivo do Brasil. A prostituição (e sua exploração) é universal, <strong>independente de ser legal ou não onde ocorre</strong>. E criminalizá-la ou impedir a criação de organizações e regulamentações em torno deste serviço pode ser a pior das soluções para o problema – &#8220;problema&#8221; para as autoridades; se não fosse, não seria considerado crime.</p>
<p><strong>Criminalizar a atividade não acaba com o problema.</strong> O maior empecilho para eliminar a prostituição, uma vez que ela já é ilegal em alguns países, é o mesmo do tráfico. Os consumidores.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14930" title="prosituta" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/prosituta.jpg?95884c" alt="" width="400" height="405" /><br />
<em>Crédito: <a href="http://www.flickr.com/photos/adamcrowe/3733320200/sizes/o/" target="_blank">Adam Crowe</a> | Taí uma placa que funciona melhor do que as convencionais para redução de velocidade!</em></p>
<p>Enquanto há pessoas dispostas a consumir um serviço, perseguir quem o presta apenas aumenta o preço do produto e o apelo em vendê-lo. Quando uma prostituta é presa e outras deixam a profissão, a oferta diminui mas a demanda não, de forma que o preço aumenta e os incentivos para transgredir a lei aumentam. Os únicos locais onde o esforço do governo teve um impacto significativo na prostituição foram o regime autoritário chinês na década de 1960 e o governo Talibã no Afeganistão, e você já pode imaginar o tipo de ambiente onde isto ocorreu.</p>
<p>Este é o argumento que os autores do <em>SuperFreakonomics</em>, a continuação do famoso <strong><em>Freakonomics</em></strong>, usam para dizer que a prostituição vai continuar acontecendo, por mais que a condenemos.</p>
<p>A saída que que poderia ser tomada, <strong>punir os clientes e com isso diminuir a demanda</strong>, é quase impraticável. Segundo eles, o que tem acontecido principalmente em países desenvolvidos é uma diminuição da demanda porque sexo não é mais algo tão inacessível, à medida em que a liberação sexual e a liberdade feminina aumentam.</p>
<p>Ainda há o problema de se definir o que é a prostituição. Afinal, as fronteiras entre prostituição e troca de favores podem ser muito tênues. Ganhar presentes em troca de sexo, ou mesmo comida no caso de locais mais pobres, é prostituição? E qual o número de clientes que qualifica o sexo como um serviço? Um cliente que sustenta a mulher é a mesma coisa que vários clientes com favores? <strong>Exibir o corpo também é considerado prostituição?</strong> Ou apenas o contato sexual?</p>
<p>Enquanto isso, na maioria dos países, profissionais do sexo continuam sendo procuradas tanto quanto antes.</p>
<h3>As consequências da ilegalidade</h3>
<p>Enquanto a prostituição é crime, a(o) profissional do sexo está cometendo um crime. Como tal não possui amparo do Estado, <strong>eles estão desamparados</strong>, o que dá margem para que muita coisa errada possa acontecer. Para escapar da polícia, muitas vezes a prostituição precisa ocorrer em locais remotos, que deixam a mulher (ou o homem) à mercê do cliente, sujeita à violência e exploração.</p>
<p>Profissionais do sexo que precisam trabalhar em lugares ermos muitas vezes precisam da proteção de um cafetão, e podem estar sujeitas a condições de trabalho degradantes e até regime de escravidão. Aliás, não são apenas locais ermos, casas noturnas aqui em São Paulo chegam a &#8220;abrigar&#8221; mulheres que vêm de outros estados e trabalham para pagar a estadia e o consumo. Quando não são parte de um esquema de tráfico internacional de mulheres ou exploram a <strong>prostituição infantil</strong>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-14931" title="prostitutas-chinesas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/05/prostitutas-chinesas.jpg?95884c" alt="" width="550" height="373" /><br />
<em>Fonte: <a href="http://www.flickr.com/photos/24443965@N08/3495399234/sizes/o/" target="_blank">Okinawa Soba</a> | Prostitutas chinesas que se relacionavam com militares japoneses</em></p>
<h3>Mais do que sexo, um problema de saúde</h3>
<p>A falta de amparo que as condições de trabalho ilegal impõe também são uma questão de saúde. Quanto maior a diferença de status entre a prostituta e o cliente, ou quanto menor o suporte que recebe da comunidade, maiores são os riscos de saúde que ela corre. <strong>Sem preservativo</strong>, ela está sujeita a contrair e transmitir o HIV e outras DSTs.</p>
<p>A mulher desamparada possui muito menos <strong>poder de argumento e instrução para obrigar o cliente a usar camisinha.</strong> Enquanto o reconhecimento do Estado permitiria um sindicato e normas de trabalho, além de uma abordagem mais fácil para agentes de saúde convencerem as profissionais a utilizar o preservativo. Nos bordéis, por exemplo, as profissionais trabalham com riscos de saúde menores do que profissionais de rua.</p>
<p>A regulamentação da prostituição, ou melhor, o reconhecimento dela como atividade exercida e a legitimação da mesma, permite que responsabilidades possam ser cobradas. Bordéis podem contratar profissionais e assinarem carteira, permitindo pensão e assistência médica, ambas condições que favorecem a saúde das profissionais. Além disso, a legalização da atividade e sua exposição diminuem as chances e o apelo da prostituição infantil.</p>
<p>Por isso <strong>defendo a legalização e a regulamentação da prostituição</strong>: bom para as profissionais, bom para a comunidade. Preservativos e melhores condições de saúde protegem não só os clientes do HIV, protegem as mulheres, namoradas, ficantes e os namorados, ficantes e companheiros dela, qualquer pessoa sexualmente ativa.</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<ul>
<li>Dubner, Stephen J., Steven D. Levitt. <em><a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21632073/superfreakonomics" target="_blank">SuperFreakonomics: o lado oculto do dia a dia</a>.</em></li>
<li>Harcourt, C, and B Donovan. “The many faces of sex work.” <a href="http://sti.bmj.com/content/81/3/201.abstract." target="_blank"><em>Sexually Transmitted Infections</em> 81, no. 3</a> (June 2005): 201-206.</li>
</ul>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="420" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowfullscreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8494274&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="420" src="http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=8494274&amp;server=vimeo.com&amp;show_title=1&amp;show_byline=0&amp;show_portrait=0&amp;color=00ADEF&amp;fullscreen=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://vimeo.com/8494274" target="_blank">Link Vimeo</a> | Documentário IMPERDÍVEL com relatos de prostitutas que trabalham na Praça da Sé &#8211; SP</em></p>
<h3>Deixe seu voto e opinião nos comentários</h3>
<p>Além de participar da enquete abaixo, <strong>vamos continuar nos comentários</strong> (ou no Twitter com a tag #debatepdh) o papo que iniciamos no primeiro texto do Victor.</p>
<p><script src="http://www.surveygizmo.com/polls/2Z1YBNGE3I2W4PWVM3517LROGBV30J-290146" type="text/javascript"></script></p>
<p>A seguir, ainda teremos a visões do Fausto Salvadori (autor do excelente <a href="http://www.botecosujo.com/" target="_blank"><em>Boteco Sujo</em></a>), do próprio Victor Lee e da querida B. (<em><a href="http://www.avidasecreta.com/" target="blank">A Vida Secreta</a></em>) para fechar. Pela enquete, entre os <strong>mais de 1000 votos</strong>, o &#8220;Sim&#8221; está imperando entre os leitores PdH. Mas talvez isso não se reflita nos comentários. Vamos ver.</p>
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		<title>Vacinação contra a gripe H1N1: tudo o que precisamos saber pra não repassar SPAMs paranóicos</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Mar 2010 07:24:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Listas e guias]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde está começando a campanha nacional de vacinação contra a gripe e estabeleceu uma lista de prioridades de quem deve receber a vacina. Entenda por que a vacina não é perigosa, saiba o que responder quando receber um email com teorias conspiratórias e veja no calendário oficial quando (ou se) você deverá [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde está começando a <a href="http://www.vacinacaoinfluenza.com.br/site/conteudo/index.asp" target="_blank">campanha nacional de vacinação contra a gripe</a> e estabeleceu uma <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/area.cfm?id_area=1616" target="_blank">lista de prioridades</a> de quem deve receber a vacina.</p>
<p>Entenda <strong>por que a vacina não é perigosa, </strong>saiba o que responder quando receber um email com teorias conspiratórias<strong> </strong> e veja no calendário oficial quando (ou se) você deverá tomá-la.</p>
<p><span id="more-12269"></span></p>
<p><img title="cartaz-campanha" src="../wp-content/uploads/2010/03/cartaz-campanha.jpg" alt="" width="550" height="371" /><br />
<em>Tradução: &#8220;Se estiver perto de <strong>uma morena dessas</strong>, saiba que  espirrar não é um bom xaveco!&#8221;</em></p>
<h3>1 &#8211; A vacina é segura? Como ela é feita?</h3>
<p>Antes de tudo: sim, a vacina é segura! São <strong><a href="http://www.who.int/csr/don/en/" target="_blank">mais de 60 milhões</a> de pessoas já vacinadas</strong>, com toda segurança.</p>
<p>O processo de produção da vacina da gripe é bastante lento e trabalhoso. Para que a vacina esteja disponível meses <a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/10/15/a-sazonalidade-da-gripe/" target="_blank">antes do inverno</a> – período necessário para a distribuição e aplicação das doses, bem como a produção da resposta imune pelo corpo – são necessárias reuniões bianuais organizadas pela OMS que determinam quais serão os tipos de Influenza presentes na vacina. No caso desta campanha de vacinação, é o <strong>Influenza A H1N1 de origem suína</strong>.</p>
<p>Uma vez decidido o vírus, ele é coletado e transformado. A maneira atual de cultivar o influenza para se obter quantidades necessárias para as doses de vacina é inocular o vírus em ovos de galinha embrionados, que são estéreis e permitem que o vírus cresça bem. Assim, a transformação envolve misturar o influenza escolhido com uma linhagem que cresce bem em ovos para aumentar o rendimento. Em todas as etapas, o vírus é isolado e testado para garantir que não há perigo para nossa saúde e a vacina será eficiente.</p>
<p>Depois de crescer o vírus em ovos, ele é purificado e completamente destruído. A vacina é composta apenas de um pedaço do vírus, a <a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/09/08/molecula-do-mes-apresenta-hemaglutinina-e-neuraminidase/" target="_blank">proteína Hemaglutinina</a>, que é a parte reconhecida e atacada por nosso sistema imune. <strong>Não existe vírus ativo na vacina</strong>, por isso ela não pode causar gripe.</p>
<p>Existem, sim, versões de vacina baseadas no vírus atenuado, que inclusive podem proporcionar uma resposta imune melhor, mas são de manipulação muito mais complicada e cara, e não são usadas em campanhas de larga escala.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/_g2oNo2xfWY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/_g2oNo2xfWY&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=_g2oNo2xfWY" target="_blank">Link YouTube</a> | Pronunciamento do Ministro da Saúde, José Gomes Temporão</em></p>
<h3>2. Mas e o esqualeno e o mercúrio da vacina? E a síndrome de Guillain-Barré?</h3>
<p>Infelizmente, o Influenza A H1N1 não cresce muito bem em ovos, e a produção das doses de vacina foi bem comprometida. Uma maneira de compensar este fato é usar um <strong>adjuvante</strong>. O adjuvante é um composto que ajuda o corpo a encontrar e reconhecer as proteínas da vacina e produzir uma resposta imune melhor. Usando adjuvantes, apenas uma dose de vacina pode ser suficiente, ao invés das duas normalmente usadas.</p>
<p>O <strong>esqualeno</strong> contido na vacina é um auxiliar do adjuvante.  Ele é um óleo naturalmente presente em nosso corpo, que inclusive faz parte da marca da impressão digital. Em alguns <strong>SPAMs anti-vacina</strong>, ele aparece como causador de problemas de paralisia em veteranos da Guerra do Golfo, que haviam sido vacinados contra antrax e possuíam anticorpos anti-esqualeno. Hoje em dia, se sabe que <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/03/o_esqualeno_nas_vacinas_da_gri.php" target="_blank">não havia esqualeno na vacina</a> que eles receberam, como <a href="http://www.who.int/vaccine_safety/topics/adjuvants/squalene/questions_and_answers/en/" target="_blank">a própria OMS explica</a>.</p>
<p>Já o mercúrio é utilizado como conservante. Ele está presente na vacina como timerosal, que contém metade do seu peso em mercúrio, o que dá a quantidade 1,25 a 25 μg por dose, <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2010/03/esclarecimentos_sobre_a_vacina.php" target="_blank">menos do que a dose diária máxima permitida</a>. O mercúrio presente na vacina é o etil mercúrio, que <strong>não se acumula no corpo</strong> e é rapidamente metabolizado e retirado, ao contrário da forma nociva, o metil mercúrio. E nenhum dos dois está associado ao autismo.</p>
<p>Guillain-Barré é uma doença auto-imune de diagnóstico bem complicado, que recebeu uma enorme atenção depois da campanha de vacinação dos Estados Unidos em 1976, e muitos dos casos diagnosticados podiam estar despercebidos antes da cobertura que a mídia deu. Considerando que todos os casos foram diagnosticados corretamente, e causados pela vacina (o que não foi comprovado até hoje, nem refutado), foram 10 casos por milhão de vacinados, 25 deles fatais. <strong>A gripe mata cerca de 1 pessoa em mil contaminados</strong>, algo muito mais preocupante. A ideia de <strong>histeria coletiva</strong> é reforçada pela vacinação da Holanda, que distribuiu 1,5 milhão de doses da mesma vacina e não registrou nenhum caso de Guillain-Barré.</p>
<h3>3. Quando eu devo receber a vacina? Por que as prioridades?</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-12271" title="calendario-vacinacao-gripe" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/calendario-vacinacao-gripe.jpg?95884c" alt="" width="500" height="637" /><br />
<em><a href="http://www.vacinacaoinfluenza.com.br/site/conteudo/calendario.asp" target="_blank">Fonte</a> | Se você está em algum grupo acima, procure um posto de vacinação no período de convocação.</em></p>
<p>A lista de prioridades é necessária por causa de como o Influenza se espalha. <strong>A gripe é transmitida <a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/09/22/transmissao-do-influenza-pelo-ar/" target="_blank">pelo ar</a> e <a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/09/15/transmissao-do-influenza-por-contato/" target="_blank">por contato</a></strong>, principalmente durante o inverno, e quem é infectado fica gripado e transmite o vírus durante cerca de uma semana. Para evitar o espalhamento da gripe, não é necessário que todos estejam imunes contra ela, <strong>basta que uma parcela da população esteja</strong>. De preferência, os mais importantes na transmissão.</p>
<p>Como o mundo inteiro quer doses de vacina, a produção é insuficiente. Mesmo que o Influenza A H1N1 crescesse bem em ovos e rendesse muitas doses, não existe estrutura capaz de produzir bilhões de doses. Mas, como já vimos, não é preciso vacinar todas as pessoas, apenas alguns grupos.</p>
<p>Por isso o governo está vacinando apenas as pessoas mais suscetíveis e que podem transmitir mais o vírus. É uma questão de conseguir os melhores efeitos com um estoque limitado de vacinas. Assim, ao se vacinar, você se protege e <strong>protege os outros.</strong></p>
<p>Daí a importância de começar a vacinação com agentes de saúde, que entram e contato constante com doentes infectados pelo Influenza – e pacientes que se forem infectados podem sofrer muito mais severamente.</p>
<p>As prioridades depois são pessoas com o sistema imune comprometido, crianças bem novas, grávidas, doentes crônicos e idosos. E também as pessoas mais ativas e que transmitem o vírus para mais potenciais alvos. Crianças mais velhas do que 2 anos, por exemplo, desenvolvem sintomas muito menos severos, embora transmitam bastante a doença, por isso foi dada a<strong> prioridade aos mais novos.</strong></p>
<p>O motivo de pessoas com mais de 65 anos terem prioridade de receber a vacina contra a gripe comum e não esta se deve à <a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/09/04/imunidade-previa-e-a-gripe/" target="_blank">imunidade que eles já possuem</a>. O Influenza humano e o Influenza suíno vêm de uma mesma linhagem que infectou ambos por volta de 1918, e desde então temos trocado vírus algumas vezes. Provavelmente um evento deste ocorreu por volta de 1944, e <strong>quem foi infectado pelo vírus suíno naquela época é imune até hoje.</strong></p>
<h3>4. Quais são os efeitos colaterais?</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-12278" title="calor" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/03/calor.jpg?95884c" alt="" width="400" height="427" /><br />
<em>Compulsão por milk-shake e calor excessivo no peito é um dos efeitos nas mulheres, Atila?</em></p>
<p>Os efeitos colaterais da vacina acontecem por conta da nossa resposta imune, já que ela não contém o vírus em si, apenas um pedaço dele. Como muitos dos sintomas da gripe, nossa própria resposta contra o vírus desencadeia mudanças no corpo, e, de certa forma, senti-los é um sinal de que nossa resposta imune está sendo formada.</p>
<p><a href="http://www.who.int/csr/disease/swineflu/frequently_asked_questions/vaccine_preparedness/safety_approval/en/index.html" target="_blank">De acordo com a OMS</a>, os efeitos colaterais mais comuns são <strong>febre, dores no corpo e nas juntas e dores de cabeça.</strong> Todos com duração de poucos dias. Como são milhões de pessoas vacinadas, alguns casos mais raros como diarreia podem ocorrer.</p>
<p>Grávidas e crianças não apresentaram sintomas além dos normais e não foi vista razão para não vaciná-los. Ainda mais se considerarmos que eles são os mais atingidos pelos sintomas da gripe e, portanto, os mais beneficiados pela proteção da vacina.</p>
<h3>5. Eu devo tomar a vacina? O que fazer se não estou na lista?</h3>
<p>Se você se encaixa em um dos grupos a ser vacinado, sim. Por mais que você não costume ficar gripado. Ser vacinado não protege apenas você, protege também as pessoas com as quais você tem contato. Afinal, como já vimos, as vacinas foram distribuídas visando atingir o grupo da população mais importante na contenção da doença.</p>
<p>Com tantos casos de vacinas bem sucedidas e tão poucos e toscos motivos para não se vacinar, <strong>não vacile</strong>. Proteja-se, proteja quem está a sua volta e vacine-se. E <strong>não repasse aqueles <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2010/03/a_grande_vacina_matadora_dos_c.php" target="_blank">malditos SPAMs contra a vacinação</a></strong>.</p>
<p>Se você deseja se vacinar ou vacinar alguém, e não está na lista de prioridades, procure um clínica particular. Ou aguarde, é possível que após a campanha, o governo distribua as doses restantes para a população toda.</p>
<p><strong>Para saber mais:</strong></p>
<ul>
<li>Twitter <a href="http://twitter.com/minsaude" target="_blank">@minsaude</a>, <a href="http://www.facebook.com/ministeriodasaude" target="_blank">Facebook</a>, <a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=ls&amp;uid=5621934356887696255" target="_blank">Orkut</a> e <a href="http://www.formspring.me/minsaude" target="_blank">Formspring</a> do Ministério da Saúde.</li>
<li>Como é feita a vacina (<a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/10/07/a-vacina-contra-gripe-producao/" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2009/05/3_-_como_se_produz_vacina_cont.php" target="_blank">aqui</a>) e <a href="http://blog.h1n1.influenza.bvsalud.org/pt/2009/10/08/a-vacina-contra-gripe-distribuicao/" target="_blank">como ela é distribuída</a>.</li>
<li>Sobre a <a href="http://scienceblogs.com.br/eccemedicus/2010/03/esclarecimentos_sobre_a_vacina.php" target="_blank">segurança da vacina</a>. E sobre <a href="http://scienceblogs.com.br/brontossauros/2010/03/o_esqualeno_nas_vacinas_da_gri.php" target="_blank">o esqualeno</a>.</li>
<li>O que é a <a href="http://papodehomem.com.br/gripe-suina-um-guia-saco-roxo/" target="_blank">gripe suína</a>.</li>
<li>O que foi a gripe de 1976 (no <em><a href="http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/05/gripe_suina_vamos_todos_morrer.php" target="_blank">100nexos</a></em> e no <em><a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/05/gripe_suina_-_licoes_do_passad.php" target="_blank">Rainha Vermelha</a></em> do ScienceBlogs Brasil).</li>
</ul>
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	</ol>
<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A evolução do cafajeste (3): É da nossa natureza trair?</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-3-e-da-nossa-natureza-trair/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 13:48:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Nós, humanos, somos monogâmicos? É da nossa natureza trair? Se ser fiel é fácil, por que a traição é o único pecado que merece dois mandamentos? Eis os clássicos 10 Mandamentos, retirados da Wikipedia: &#8220;Eu Sou o Senhor, o teu Deus Não terás outros deuses além de mim Não farás para ti nenhum ídolo Não [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nós, humanos, somos monogâmicos? É da nossa natureza trair? Se ser fiel é fácil, por que a traição é o único pecado que merece dois mandamentos?</p>
<p><span id="more-11255"></span></p>
<p>Eis os clássicos 10 Mandamentos, retirados <a title="da Wiki" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dez_Mandamentos">da Wikipedia</a>:</p>
<blockquote><p>&#8220;Eu Sou o Senhor, o teu Deus<br />
Não terás outros deuses além de mim<br />
Não farás para ti nenhum ídolo<br />
Não tomarás em vão o nome do Senhor, o teu Deus<br />
Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo<br />
Honra teu pai e tua mãe<br />
Não matarás<br />
<strong>Não adulterarás</strong><br />
Não furtarás<br />
Não darás falso testemunho contra o teu próximo<br />
<strong>Não cobiçarás (a mulher do teu próximo)</strong><br />
Não cobiçarás (a casa do teu próximo)&#8221;</p></blockquote>
<h3>Monogamia é rara</h3>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kBCQLIAbwI8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/kBCQLIAbwI8&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=kBCQLIAbwI8" target="_blank">Link YouTube</a> | &#8220;We can&#8217;t do this!&#8221; &#8211; Cenas do filme Match Point</em></p>
<p>Fato, ser fiel não é fácil. Claro que você pode achar que é, e  pode até ser, mas no seu caso. Fidelidade é um grande tabu em nossa sociedade, extravasada em mandamentos, punições severas a infiéis – de pedradas nelas a &#8220;se pego, mato&#8221; – e ficções cativantes nas quais amantes roubam a cena.</p>
<p>Afinal, somos animais monogâmicos? Socialmente sim. Em grande parte das culturas modernas as famílias giram em torno de um homem e uma mulher; poligamia é uma exceção. Agora, a história biológica diz outra coisa&#8230;</p>
<p>Já vimos nos textos anteriores que a estratégia reprodutiva de  mais sucesso em animais que se reproduzem em pares envolve algumas escapadas de cerca. <a title="Homens vão ter um maior sucesso reprodutivo se conseguirem ter filhos com várias mulheres" href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-1-a-sobrevivencia-do-mais-forte-e-furada/">Homens vão ter um maior sucesso reprodutivo se conseguirem ter filhos com várias mulheres</a> e <a title="mulheres terão mais sucesso se tiverem filhos com homens que possuem uma melhor qualidade genética" href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-2-por-que-os-homens-e-que-chegam-nas-mulheres-e-nao-o-inverso/">mulheres terão mais sucesso se tiverem filhos com homens que possuem uma melhor qualidade genética</a>, que não necessariamente estarão disponíveis ou serão seus companheiros.</p>
<p>Nossa história evolutiva se deu neste contexto, no qual uma certa infidelidade compensava. Mas somos uma espécie cultural e, como vários comentários gostam de me lembrar, não somos governados apenas por nossos instintos. Então o que nossa cultura nos diz?</p>
<p>De 185 sociedades <a title="estudadas por C.S. Ford e Frank Beach" href="http://books.google.com/books?id=WRIFAAAAMAAJ&amp;q=patterns+of+sexual+behavior&amp;dq=patterns+of+sexual+behavior&amp;ei=64lOS5uUJZDMywSQtK2FDA&amp;cd=1">estudadas por Clellan S. Ford e Frank Beach</a> em 1951, 29 estipulavam a monogamia e <strong>menos de um terço delas impunha fidelidade restrita</strong>. Nas outras 154, o homem podia ter várias mulheres (poliginia) desde que pudesse sustentá-las. Quer uma segunda opinião? George Murdock, antropólogo de mão cheia, pesquisou 238 sociedades diferentes para <a title="seu livro Social Structure" href="http://books.google.com/books?id=4GCvAAAAIAAJ&amp;dq=social+structure+murdoch">seu livro <em>Social Structure</em></a> (1949). Encontrou a monogamia como sistema único de relacionamento em 43 delas. Monogamia é rara.</p>
<p>Em boa parte das sociedades, passadas ou recentes, poder e riqueza eram sinônimo de mulheres. Os líderes tinham direito a grandes haréns, e o resultado disso para Gengis Khan <a title="nós já conhecemos" href="http://papodehomem.com.br/a-evolucao-do-cafajeste-1-a-sobrevivencia-do-mais-forte-e-furada/">nós já conhecemos</a>.</p>
<p>Mas nós evoluímos culturalmente, escrevemos e lemos livros, desenvolvemos tecnologias e abrimos mão destes hábitos bárbaros. Não matamos mais uns aos outros, e compreendemos o valor da fidelidade, certo?</p>
<h3>Os duros fatos</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11260" title="adulterio" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/adulterio.jpg?95884c" alt="adulterio" width="500" height="345" /><br />
<em>&#8220;Porra, da próxima vez faça com um gato! É mais fácil de carregar no colo!&#8221;</em></p>
<p>Vou deixar a especulação costumeira e partir para números concretos. Conhece o conceito de paternidade discordante? Trata-se de <strong>uma criança que não é filha biológica de seu pai</strong>, ou melhor, do marido da sua mãe. A forma mais direta de saber se houve uma traição. Não só houve uma relação como ela resultou em um filho, ou seja, é uma estimativa bem por baixo de quanto as mulheres traem – e não vejo razão para pensar que os homens são diferentes.</p>
<p>Ah, claro! Estava me esquecendo dos números: até 30% dos filhos são discordantes. Os números variam de acordo com região e tamanho de amostra, de 0,8 a 30%, <a href="http://www.toddkshackelford.com/downloads/Goetz-et-al-ARSR.pdf" target="_blank">muitos apontam</a> para algo entre 3 a 4%. A ponto de isso ser um problema em clínicas de aconselhamento familiar.</p>
<p>E veja: não estou falando de laboratórios que fazem exame de paternidade, onde simplesmente pelo fato de estarem desconfiados já se espera que haja um número maior de discordantes. Falo de clínicas que testam o DNA dos pais e dos filhos em busca de possíveis doenças que podem ser tratadas ou evitadas com antecedência, o tipo de lugar onde só se vai quando se tem certeza de ser pai.</p>
<p><strong>Imagine o médico falando:</strong> &#8220;Não se preocupe, apesar do senhor ter tal e tal problema genético, seu filho não herdou nada disso&#8221;. Afinal, o exame foi para doenças; o teste de paternidade foi apenas um bônus um tanto dolorido. ;-)</p>
<p>Com as novas tecnologias fica ainda mais fácil de trair e ser descoberto. Redes sociais como Facebook <a title="já são mencionados" href="http://info.abril.com.br/noticias/internet/facebook-causa-divorcios-no-reino-unido-05012010-27.shl">já são mencionados</a> em pelo menos 20% dos processos de divórcio no Reino Unido, na maioria dos casos por &#8220;conversas sexuais inapropriadas&#8221;. Esta infidelidade é nova ou sempre esteve presente mas não tínhamos como saber antes? Como um <a title="site para promover traição pode prosperar" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/05/090507_sitetraicao_fp.shtml">site para promover traição pode prosperar</a> se os clientes não traem?</p>
<p>Podemos ser monógamos sociais, nos casarmos com apenas um companheiro(a) e jurarmos ser fiéis. Mas não nos comportamos de acordo: nossa monogamia biológica é um tanto quanto utópica ainda. Até onde aquele casa e separa de atores, empresários, políticos e outros não é uma poligamia serial?</p>
<p>Notem que não estou dizendo que isso é bom ou ruim, não é porque relações extra-conjugais são comuns que não dói descobrir ou é OK fazer. Mas fingir que somos fiéis sempre e não discutir o assunto é tapar o Sol com a peneira, e não é de hoje.</p>
<h3>Especulação do autor</h3>
<p>Se não somos monógamos biológicos e nem na maioria das outras culturas, por que a sociedade ocidental é tão presa a ela?</p>
<p>Porque não funcionaria de outra maneira. A ideia de ter várias mulheres pode parecer legal, até ser posta em prática, já que dificilmente você teria uma (e eu também). A matemática é simples. Na esmagadora maioria das sociedades onde há poligamia, ocorre a poliginia, um homem com várias mulheres. Quantas mulheres? Quantas você puder sustentar. Para cada homem rico com 10 mulheres, sobrariam <strong>9 outros homens sem mulher nenhuma</strong>.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-11259" title="10mulheres" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2010/01/10mulheres.jpg?95884c" alt="10mulheres" width="500" height="333" /><br />
<em>Acredite, você não seria feliz num mundo assim.</em></p>
<p>Segue-se aquela distribuição de riqueza: poucos com muito e muitos com pouco ou nada. O que, portanto, impediria um homem solteiro – sem mulheres, filhos e mais nada – de se vingar de quem tem mais? Exatamente: nada. Quando uma sociedade impõe a monogamia, por mais que não seguida a risca,<strong> garante a todos o direito a uma mulher</strong>.</p>
<p>Por mais f*dido que você esteja, tem direito a sua mulher, só sua. Uma forma bem direta e eficiente de manter milhões de pessoas unidas em um mesmo local de maneira civilizada.</p>
<p>Agora, por mais que isso seja ou não natural, antes de fazer qualquer coisa, não se esqueça do princípio de reciprocidade. Não faça com os outros o que não quer para você. ;-)</p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p>Barash, David P., and Judith Eve Lipton.  <a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1966448/mito+da+monogamia,+o/&amp;franq=261407"><em><strong>O Mito da Monogamia</strong></em></a>. Editora Record, 2006. [<em>Este livro foi base para toda a série "A evolução do cafajeste", recomendo muito. Acessível, completo e sem julgamentos.</em>]</p>
<p>Bellis, M., K. Hughes, S. Hughes, and J. Ashton. “Measuring paternal discrepancy and its public health consequences.” <a title="Journal of Epidemiology and Community Health 59, no. 9 (September 2005): 749-754" href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1733152/">Journal of Epidemiology and Community Health 59, no. 9 (September 2005): 749-754</a>.</p>
<p>Anderson, Kermyt G. “How Well Does Paternity Confidence Match Actual Paternity? Evidence from Worldwide Nonpaternity Rates.” <a title="Current Anthropology 47, no. 3 (June 1, 2006): 513-520" href="http://dx.doi.org/10.1086/504167">Current Anthropology 47, no. 3 (June 1, 2006): 513-520</a>.</p>
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<p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Poker e evolução: o que está por trás de um All-in?</title>
		<link>http://papodehomem.com.br/poker-e-evolucao-o-que-esta-por-tras-de-um-all-in/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 16:33:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Atila Iamarino</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos e ensaios]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Mecenas]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Você está em uma mesa de poker com uma boa mão, quando um dos jogadores sobe a aposta para um valor maior do que você pode cobrir. Agora você precisa decidir se ele está blefando ou não para recuar ou entrar em All-in. Por mais que não repare, o nosso passado evolutivo é que permite [...]</p><p><br /><hr /><p>Curadoria do PdH com as mais deliciosas mulheres da web, selecionadas a dedo: <a href="http://apimentadas.papodehomem.com.br">www.apimentadas.com.br</a></p></p>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você está em uma mesa de poker com uma boa mão, quando um dos jogadores sobe a aposta para um valor maior do que você pode cobrir. Agora <strong>você precisa decidir se ele está blefando ou não</strong> para recuar ou entrar em <em>All-in</em>.</p>
<p><span id="more-10393"></span></p>
<p>Por mais que não repare, o nosso passado evolutivo é que permite sua decisão. As pistas e expressões, os reflexos e a leitura dos jogadores, tudo isso faz parte do que fazemos de melhor.</p>
<h3>O reflexo animal</h3>
<p>Um dos reflexos mais comuns em animais é o de luta ou fuga. Quando deparado com uma situação de perigo iminente, o sistema nervoso dispara uma série de respostas que vão determinar os próximos instantes. No nosso caso, por exemplo, o cérebro dispara o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_nervoso_simp%C3%A1tico" target="_blank">sistema simpático</a> que vai estimular a <strong>liberação de adrenalina no sangue</strong>.</p>
<p>Assim que a adrenalina entra em nossa corrente sanguínea, uma cascata de eventos acontece, todos nos preparando para uma luta ou fuga. O coração dispara para bombear sangue oxigenado para os músculos. O pulmão aumenta a frequência respiratória para garantir o suprimento de oxigênio.</p>
<p>Nossos vasos sanguíneos periféricos, os capilares, se contraem e direcionam o sangue para os músculos, diminuindo as chances de um sangramento no caso de cortes e dando o aspecto pálido e a sensação de mãos geladas. O sistema digestivo suspende a atividade e envia sangue para os músculos, daí a sensação de náusea. E <strong>a saliva deixa de ser produzida</strong>, causando a sensação de boca seca.</p>
<p><em><img class="alignnone size-full wp-image-10399" title="evolucao1" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/evolucao1.jpg?95884c" alt="evolucao1" width="450" height="316" /><br />
Relaxa, o máximo que pode acontecer é você morrer.</em></p>
<p>As pupilas dilatam, deixando mais luz entrar, mas a visão é focada. Com mais oxigênio e nutrientes no sangue, os músculos começam a tremer e os reflexos aumentam. Daí a impressão de <em>slow motion</em>. O corpo perde parte da sensibilidade à dor e está pronto para partir para o tudo ou nada. Ou você vai para cima do inimigo ou vai fugir.</p>
<p>É por este motivo que em uma situação de estresse – como o <em>All-in</em> que você está prestes a entrar – causa <strong>frio na barriga, palpitação e suor frio</strong>.</p>
<p>No poker, contudo, o perigo é muito mais subjetivo e muitas outras coisas precisam ser levadas em conta.</p>
<h3>As funções superiores do cérebro</h3>
<p>Animais solitários costumam ter um cérebro relativamente menor do que parentes que formam sociedades.</p>
<p>A razão disso é bem direta: <strong>um dos seus piores inimigos são os outros membros da sua espécie</strong>. Eles concorrem com você usando os mesmos recursos. Primatas que vivem em bando geralmente possuem uma estrutura social complexa com machos ou fêmeas dominantes, grupos concorrentes, alianças de apoio, laços familiares e muito mais. Essa necessidade cria terreno fértil para cérebros maiores e com mais capacidade.</p>
<p><em><img class="alignnone size-full wp-image-10400" title="evolucao2" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/evolucao2.jpg?95884c" alt="evolucao2" width="500" height="375" /><br />
Nosso passado não nos deixa ver só uma torneira | Créditos: <a href="http://www.flickr.com/photos/moonbird/" target="_blank">MoonBird</a><br />
</em></p>
<p>Os bandos humanos são ainda piores. Com grupos de mais de 100 pessoas juntas, <strong>nosso cérebro foi selecionado para entender os vizinhos</strong>.</p>
<p>Quem colabora com quem, quem já trocou caça, quem já roubou caça, quem é mais forte. Isso cresce exponencialmente com a teoria da mente, quando começamos a imaginar o que o outro está pensando, o que ele pensa que estamos pensando, o que pensamos que ele está pensando do que pensamos, e por aí vai.</p>
<p>Somos verdadeiras máquinas de reconhecer e ler rostos, o que dá origem ao fenômeno da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pareidolia" target="_blank"><strong>pareidolia</strong></a>: vemos rostos onde não há com pouquíssimas pistas.</p>
<p>Já reparou que outros animais não tem a esclerótica do olho branca? Nós realmente <a href="http://scienceblogs.com.br/rainha/2009/04/os_olhos_sao_a_janela_do_cereb.php" target="_blank">mostramos para onde estamos olhando</a> e sabemos para onde os outros olham também. Sombras, tom de pele, sobrancelhas, olhar, nosso cérebro trabalha com tudo o que tem para reconhecer o que o outro está pensando ou sentindo.</p>
<p>Repare na imagem abaixo. De perto, o rosto da esquerda parece bem bravo, certo? <strong>Agora se afaste bem do monitor</strong>&#8230; ;-)</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-10401" title="evolucao3" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/12/evolucao3.jpg?95884c" alt="evolucao3" width="500" height="246" /><br />
<em>Qual é a face furiosa? A da direita ou da esquerda?</em></p>
<p>Tudo isso nos traz de volta ao <em>All-in</em>. Você é capaz de conter seu nervosismo e segurar o efeito da adrenalina? O que está mostrando ao seu oponente? Você consegue manter um rosto neutro durante o jogo, a chamada <em>poker face</em>?</p>
<p>Quem tem mais <strong><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Empatia" target="_blank">capacidade empática</a></strong>? Seu adversário está tremendo de medo ou de excitação? E o rosto dele, traduz o quê? Confiança, nervosismo, medo? O que ele está pensando sobre você?</p>
<p>A adrenalina está circulando e seu sangue sendo bombeado com força e cheio de oxigênio. Seu cérebro está processando tudo, suas cartas, quanto dinheiro você ainda tem, quais foram as outras jogadas. Sua amídala está trabalhando ao máximo para reconhecer o que os outros jogadores estão sentindo e pensando.</p>
<p>A estratégia e a leitura dos oponentes do poker nos fazem utilizar várias das funções superiores do cérebro, que apenas os humanos têm. Aproveite o jogo e faça uso das ferramentas que a evolução nos deixou.</p>
<p><em>* Créditos da pintura recortada no topo: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dogs_Playing_Poker" target="_blank">C. M. Coolidge</a>.</em></p>
<h3>All-in em Las Vegas</h3>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-9889" title="las-vegas" src="http://papodehomem.com.br/wp-content/uploads/2009/11/las-vegas.jpg?95884c" alt="las-vegas" width="400" height="211" /></p>
<p>Para quem estiver disposto a experimentar a suadeira de um <em>All-in</em> com muita grana em jogo, está rolando a promoção <a href="http://bit.ly/18wUpT" target="_blank">Trip 2 Las Vegas</a>, da Super Poker, que vai sortear 2 viagens a Las Vegas (5 noites com tudo pago mais um acompanhante e U$1000,00 para gastar) para quem abrir uma conta no site Full Tilt Poker.</p>
<p>Não precisa se dar bem no jogo, <strong><a href="http://bit.ly/18wUpT" target="_blank">basta abrir uma conta para concorrer</a>.</strong></p>
<p>Além disso, se você manja de poker, mais 2 viagens serão oferecidas ao jogador que mais gerar FTPs e ao primeiro do ranking dos freerolls diários.</p>
<p><strong>É bem simples:</strong> basta baixar o software, inserir o código promocional e validá-lo. <a href="http://bit.ly/18wUpT" target="_blank">Acesse o site da promoção e boa sorte!</a></p>
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