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Atravessar ilegalmente do México para os EUA agora é diversão

Jader Pires

por
em às | Debates, Mundo, PdH Shots


Pelo menos é isso o que acontece em El Alberto, uma pequena cidade de aproximadamente 3.000 habitantes localizada a 2 horas da capital do país, a Cidade do México. Há quase uma década, esse lugar era um vilarejo fantasma, dado que 90% da população havia migrado ilegalmente para os Estados Unidos da América.

O que levou esse povoado abandonado a ter seu nome famoso foi a construção e abertura do Parque EcoAlberto, uma espécie de hotel fazenda com várias atividades recreativas e esportes radicais: escalada em cânions, rapel e tirolesa, parque aquático com piscinas de diversos tamanhos, um enorme restaurante para aproximar as pessoas e, claro, um site de péssimo gosto.


Link YouTube | Esse é o vídeo promocional do parque

Tirando a música que serve como trilha, esse vídeo contém algo muito interessante. Se formos para os exatos 2:30 min, veremos uma cena gostosa de um dia ensolarado e pessoas se banhando na piscina gigante e adornada por uma grama verdejante. Toda essa delícia e calmaria é cortada por pessoas encapuzadas, correndo desesperadamente, caídas no chão com a sirene de polícia de fundo. Que diabos poderia ser?

É exatamente isso que coloca a cidade de El Alberto no mapa. O Passeio Noturno.

O Passeio Noturno (ou como se sentir um mexicano sem esperanças)

Todos nós sabemos do fascínio que se tem pelo desespero alheio. O Rio de Janeiro oferece a turistas o Favela Tour, um passeio à comunidades pobres, momento em que o “gringo” terá conhecimento sobre as favelas, interação com o “povo local” e “total segurança (ida e volta)”. Pessoas vão a Auschwitz para tentar sentir o que sentiram os judeus. Antes de vir abaixo, passeios lotavam a Casa de Detenção de São Paulo, o “Carandiru”, para que pudessem ver como era o dia-a-dia e as condições de um detento na maior penitenciária da América Latina. A lista é infinita.

No México, há mais de 100km da fronteira com os EUA, o Parque EcoAlberto recria, para turistas, como é a situação de um mexicano que tentar entrar ilegalmente na terra do Tio Sam. Essa experiência única simula como é difícil a empreitada para os imigrantes ilegais que tentam atravessar a fronteira para os Estados Unidos através de um terreno acidentado e com a patrulha de fronteira sempre na cola.

A intenção é transmitir para o turista o máximo de realismo em todas as sensações e situações que um imigrante ilegal passa ao contratar alguém para levá-lo do deserto no norte mexicano ao deserto do sul dos Estados Unidos. Para tal, o passeio é dividido em etapas. 


Link YouTube | Tudo em seu devido lugar, pra ficar tudo igualzinho

Primeiro, há a chamada, momento em que que as pessoas pagam 250 pesos (20 dólares) para serem levados àquele que vai guiá-los. Tudo pago, os “imigrantes ilegais” são empacotados na parte traseira de uma pick-up e levados para o ponto de partida, onde é dada uma explicação sobre o que eles estão prestes a passar. Um “coiote” (traficante de pessoas) diz que eles terão de enfrentar condições adversas, aranhas, cobras, plantas venenosas e terão que passar completamente desapercebidos pelos vigilantes da Patrulha de Fronteira. Toda a extensão do parque é de 7 kilômetros que não cobre nem 5% do que um imigrante real tem que percorrer para alcançar seu objetivo. O terreno é acidentado, cheio de bichos e o percurso é todo feito só com uma lanterna (não uma pra cada. Só uma. A do “coiote”).

A “La Migra”, a polícia da fronteira, tenta ser a mais real possível (tirando o inglês com sotaque mexicano). Eles proclamam os mesmos dizeres da guarda verdadeira da fronteira com os EUA. Eles cercam os ilegais, tentam convencê-los a voltar e, se não são ouvidos, usam de manobras mais truculentas para dissuadir ou prender os aspirantes a mexicanos ilegais.

O parque é constantemente acusado de fazer graça com um problema muito grande ou então de treinar mexicanos para atravessarem a fronteira de forma ilegal. O EcoAlberto afirma que tudo não passa de entretenimento e que fazem em homenagem aos mexicanos corajosos que arriscaram suas vidas por um futuro melhor no tal sonho americano.

A realidade da imigração clandestina

Hoje, os Estados Unidos contam com 11,2 milhões de imigrantes ilegais tentando a vida no país e os latinos (maioria imigrante) já são 16,3% dos habitantes. Nessa última semana, governo do presidente Barack Obama alterou as regras para a deportação de jovens imigrantes, concedendo permissão de trabalho para jovens imigrantes ilegais que chegaram aos Estados Unidos quando crianças e não tiveram problemas com a lei. Enquanto isso, o mesmo governo está estendendo o muro que separa os dois países para além mar. Literalmente. O tal muro adentrará 100m dentro do Oceano Pacífico.

Tal problema não é exclusividade de americanos e mexicanos. Desde 1988, morreram ao longo das fronteiras da Europa, pelo menos, 18.278 pessoas (2.352 só em 2011). A maioria dessas pessoas morreram na região do Mar Mediterrâneo, entre Marrocos, Argélia, Mauritânia e Senegal em direção à Espanha e Sicília, no sul da Itália. Outros morrem tentando sair do Leste Europeu, seja no Mar Adriático ou dentro de caminhões, asfixiadas ou com o peso da carga que os escondem.


Link YouTube | Imigrantes ilegais da Tunísia sendo obrigados pela polícia italiana a voltar, saltando um muro de três metros

Aqui no Brasil, depois de anos de preconceito com a migração nordestina para o sul e sudeste, agora temos o dilema de receber pessoas da América do Sul em busca de uma vida melhor aqui, na nossa economia em constante ascensão, principalmente, por hora, bolivianos e peruanos. Espero que o nosso tratamento seja melhor e mais tranquilo, além de esperar muito que a tal xenofobia seja a única imigrante que não queremos ter por aqui.

Jader Pires

Jader Pires é editor do Papo de Homem. Publicitário por opção, jornalista por apego e escritor por maldição. Prometeu um dia que, se ganhasse na loteria, doaria cem reais para caridade (e não há cristo que o faça pensar o contrário). No Twitter, atende pela brilhante alcunha de @jaderpires.


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  • Marcos Augusto Nunes

    Só ficarei feliz quando os norte-americanos atravessarem ilegalmente para o México.

    • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

      Ficarei feliz quando ninguém precisar atravessar a fronteira de ninguém, nem por comida, trabalho ou dignidade.

      • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

        @MarcioSarge:disqus Pode parecer romantismo, mas acredito que esse dia chegará. Nossos netos irão perguntar: então existia fronteiras?! Mentira! Conta mais, como era isso? Rsrsr

        Ps; ultimamente ando numa vibe de acreditar mais nas pessoas e nas mudanças.

      • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

        Não é de todo mau essa sua vibe mas sou cético, acredito nas mudanças porque elas sempre acontecem mesmo… mas nas pessoas.

      • Saulo

        ficarei feliz quando não existir fronteiras!

      • ualace

        espero q isso aconteça um dia …….e q esse dia nao demore

    • http://www.facebook.com/people/Duda-Bolibeira/100003568224225 Duda Bolibeira

      Com certeza Marcio, bom seria se não houvesse fronteiras, nem riscos cartográficos delimitando onde podemos ir ou não.

    • hannah lee

      hellooooooooo pq os norte-americanos atravessariam ilegalmente para o mexico ??!!! sendo q os EUA e melhor em termo de empregos

  • Luciana_Marques

    Concordo que não devemos importar (ou incitar) a xenofobia, entretanto, há bastantes razões para que um país “mais forte” economicamente queira proteger as suas fronteiras e inibir a imigração ilegal.

    Obviamente que há alternativas para fazê-lo respeitando a humanidade alheia, mas não é fácil.

    • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

      “há bastantes razões para que um país “mais forte” economicamente queira proteger as suas fronteiras e inibir a imigração ilegal.” Exceto pelas sempre idiotas razões políticas quais seriam estas razões?

      • Luciana_Marques

        Caríssimo Humberto,

        Eu entendo que bastantes razões políticas sejam idiotas – aproveitando sua terminologia – entretanto, descordo de que todas sejam…

        Embora eu concorde com o @MarcioSarge:disqus, nós vivemos em uma realidade pré estabelecida (as nações existes e cada uma delas possui uma economia semi-independente); ou seja, precisamos começar a ponderar a partir do posto para buscar uma transformação.

        Desse modo, eu não acho razão idiota a proteção das fronteiras contra o barateamento da mão de obra em virtude da grande chegada de imigrantes; eu não acho razão idiota querer proteger os direitos trabalhistas desestimulando as contratações ilegais; eu não acho razão idiota não querer piorar o SUS (já tão complicado) com atendimento a ilegais.

        Poderia listar muito mais outras razões, entretanto, existe mais um milhão de contra-argumentações que vc poderia usar com as quais eu sinceramente concordaria. De todo modo, o meu comentário foi relativo à proteção das fronteiras contra a IMIGRAÇÃO ILEGAL.

        Ou seja, sou totalmente favorável em dar apoio a imigrantes, em viabilizar uma adaptação; sou totalmente favorável em – ainda é utópico – os líderes mundiais entenderem que dependemos uns dos outros e, consequentemente, que seria mais inteligente dar suporte aos países necessitados para que não haja necessidade de migração como forma de sobrevivência. Nesse contexto, infelizmente, ainda surreal seria factível o que a @BrisaFeliz:disqus disse: um mundo sem fronteiras, onde todos seriam legais e teriam seus direitos garantidos…

        Mas hoje, existem as fronteiras e terrivelmente o capitalismo irracional é a lei que governa… A partir desse posto, precisamos nos proteger para não dividirmos apenas a miséria.

        Um exemplo paralelo é o caso de um morador de rua que bate à porta. Eu posso ajudar, mas simplesmente recolhê-los todos em minha casa não vai adiantar, o meu salário não será suficiente nem para a comida; mas ainda lutamos (eu luto) politicamente para que não exista mais fome.

        Para finalizar, e baixando o nível, juntando-me ao coro de milhões, o que fode esse mundo é a ganância e a corrupção, contra às quais serei eterna guerreira.

        Por aqui, no papodehomem, vamos continuar discutindo para crescer em reflexão ;)

      • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

        Eu disse que as razões políticas são idiotas, não que as demais também seriam, releia meu comentário com mais neutralidade e concordará com a diferença.
        Seu post é longo mas consegui tirar duas das idéias que você parece defender para ser ‘contra’ a imigração, se tiver perdido alguma me corrija. O que consegui extrair foi o seguinte: “eu não acho razão idiota a proteção das fronteiras contra o barateamento da mão de obra em virtude da grande chegada de imigrantes”.
        Apesar de misturados eu percebo dois aspectos: 1) Quanto aos direitos imagino que o debate seja diferente já que os imigrantes também podem ter os mesmos direitos (e os trabalhdores locais podem não tê-los) então não vejo a relação direta com a imigração (emobra o tema dos direitos trabalhistas ‘per si’ possa ser um outro debate a parte).
        2) Segunda: Ainda que com os mesmos direitos (seja isso bom ou ruim) a mão de obra pode sim ser mais barata (na prática ela é). Você não mencionou especificamente mas pelo seu tom imagino que o problema específico que você alega seria a ‘concorrência desleal’ dos imigrantes com os trabalhadores locais. A primeira análise (que geralmente é feita) é a de que a mão de obra estrangeira sendo mais barata ‘demite’ os empregados locais. Imagino que seja este seu raciocínio.
        A falácia desse raciocínio deveria ser clara mas vou elabora parar já esclarecer os questionamentos que podem vir (poderia esperar e responder um a um, mas a árvore de respostas do papo tem profunidade limitada :( ).
        Vamos ao ponto: Imagine que um trabalhador nativo trabalhe em um restaurante por digamos 1000 reais e você (ou eu) pague também 1000 reais por mês para almoçarmos lá todos os dias. Agora imagine que de repente o dono do restaurante contrata um imigrante que passa a fazer o mesmo trabalho por digamos 600 reais. Como isso o comerciante pode abaixar o preço (mensal) da comida para digamos 800 reais (e ele fará isso para conseguir mais clientes) e ainda assim terá ‘novos’ 200 reais de lucro.
        Num primeiro momento é fácil reclamar do emprego local ‘perdido’, no entanto repare que agora você terá mais A) 200 reais no bolso para outros gastos (que irão gerar empregos) e o comerciante mais B) 200 reais para novos investimentos (que também irão gerar mais empregos) além do que o imigrante poderá mandar por exemplo B) 200 reais para o país de origem e estes reais voltarão para comprar produtos brasileiros (comprar produtos brasileiros é a única utilidade dos reais* que adivinhe também irão gerar mais empregos). E toda essa ‘economia’ terá aumentado o bem estar da população em geral tanto ou mais do que o emprego perdigo.
        (*) Na verdade ele converterá os reais para dólares antes de mandar, mas isso terá o mesmo efeito do alegado de uma maneira indireta (este é um raciocínio mais sofisticado mas se alguém discordar é só dizer que eu explico por quê).
        Deixando claro, apectos ‘negativos’ da imigração:
        I) Demissão de trabalhadores locais.
        Aspectos positivos (dentro de meu raciocínio)
        A) Redução do preço dos produtos
        B) Aumento dos investimentos
        C) Aumento da demanda por bens ‘exportados’
        Há muitos benefícios indiretos, mas os itens A, B e C são facilmente percebidos (Mas não aparecem no debate político, claro).
        Há ainda um terceiro item D que é a parcela do salário que o imigrante gasta para se manter (no nosso exemplo 400), numericamente I = A+B+C+D, mas para defender a proibição e ou restrição da imigração implica em provar que em termos de benefícios para a população em geral (não de valores) I > A+B+C o que é claro nenhum político pode fazer. Somados é fácil perceber que o que o imigrante gasta (D), o que ele manda para o exterior (C) o aumento dos investimentos (B) e a redução do preço dos produtos (A) traz empregos e benefícios do que havia antes.
        Quem tiver curiosidade sobre o tema perceberá que o mesmo raciocínio (de como o barateamento dos fatores de produção aumenta o bem-estar) se aplica a comércio entre países e a automação.
        Acredite os milhões que fazem coro contra a corrupção são os mesmos milhões que a alimentam.
        Paz.

      • Luciana_Marques

        Bom, possivelmente estamos com algum ruído na comunicação. Mas ok.

        Toda a sua argumentação foi relacionada a um exemplo que eu dei, sem entretanto considerar a diferença imigrante legal versus imigrante ilegal que ponderei, muito menos as demais variantes que envolvem a questão.

        Apesar de meu exemplo ter sido SOMENTE um exemplo, e vc partir para destrinchá-lo como se fora argumento base, vc traz reflexões interessantes…

        O problema é que são feitas inferências não necessariamente reais (ex. o barateamento de mão de obra implica redução do preço final na mesma proporção). Ideologicamente, a sua linha de raciocínio está perfeita, mas na prática não é isso que acontece. Neste ponto nem importa se os trabalhadores são nativos ou imigrantes, o fato é que o barateamento de mão de obra não implica automática e proporcionalmente menor custo de vida e fortalecimento da economia.

        A história nos mostra que o barateamento da mão de obra apenas ajuda a aumentar as diferenças econômicas entre os setores sociais (no popular: o rico fica mais rico; enquanto o pobre fica mais pobre).

        Quanto à corrupção e ganância, concordo quando vc afirma que “os milhões que fazem coro contra a corrupção são os mesmos que a alimentam”; acrescentando apenas que é o pensamento puramente capitalista que os instrumentaliza.

        ;)

      • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

        As inferências não são irreais… Eu demonstrei os três ‘destinos’ dos valores economizados.
        É claro que a proporção não é a mesma, o meu argumento é mostrar três aspectos negligenciados e positivos.
        Na verdade uma parte da economia é sim repassada para o consumidor e no exemplo uma parte considerável por causa da relativa grande oferta de restaurantes, geralmente os imigrantes irão trabalhar justamente nas áreas ‘básicas’ e por isso a economia é consideravelmente repassada para o consumidor.
        Em áreas mais sofisticadas (pesquisa de ponta por exemplo) a redução não é difícil de ser medida pela (óbvia) complexidade e pelos horizontes de tempo envolvidos. Mas novamente o senso comum não resiste a uma análise mais profunda… Quando aumenta a ‘exportação’ de cérebros em países em desenvolvimento curiosamente aumenta tambéma a ‘importação’…
        Mas ai não é minha praia… A quem quiser saber mais sobre o tema recomendo o excelente “O ralo é mais embaixo” do também excelente blog Brontossauros em meu jardim.

      • Luciana_Marques

        “Mas novamente o senso comum não resiste a uma análise mais profunda…”

      • http://profiles.google.com/1bertorc Humberto Ramos Costa

        Acho difícil definir um ‘nível de capitalismo’, então não há como fazer uma correlação. Por outro lado a correlação entre a participação do estado é o nível de corrupção é bem fácil de fazer.
        Mas este tipo de debate estrapola bastante o sentido do post e depende de certos acordos sobre os termos que nós não iremos ter.

    • Saulo Gonçales

      pode me citar uma unica razão ?

  • http://marciosarge.blogspot.com.br/ Marcio Sarge

    No Brasil estamos recebendo bolivianos e peruanos mas não de forma tranquila. Normalmente chegam de forma mais fácil dada a baixa fiscalização nas fronteiras mas são recebidos como escravos, em subempregos, tratados muitas vezes como animais e vítimas de preconceitos horríveis.
    Vejo isso aqui perto de onde moro, tem muitos bolivianos, vejo e fico triste pela situação deles aqui.
    Interessante que quando falamos da migração dos europeus para o Brasil os noticiários fazem isso com certa pompa, ressaltando o quanto são estudados e cultos, vítimas apenas das circunstâncias econômicas de lá, e como somos felizes por lhes ofertar a nata dos empregos aqui.

    • Breno Tiki

      É um fato bem colonial mesmo… essa xenofobia contra bolivianos e ninguém falando nada da imigração européia

  • https://www.facebook.com/Andre.R.Tamura André Tamura

    Esse aspecto (imigração da mão-de-obra) é um dos pontos fortes da crítica a economia política. Todos os fatores de produção são móveis (dinheiro, matéria-prima, máquinas) exceto o trabalho humano. Então cada um dá um jeitinho. A diferença internacional dos salários e os aspectos que determinam os preços, eliminam o verdadeiro valor das coisas, e faz com que pessoas arrisquem as vidas, abandonem tudo na esperança de algo melhor, alguns conseguem, a maioria se fode.
    Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come!

  • Vafanculo

    são agradáveis pq são alienígenas..estrangeiros sempre tem de sorrir, experimente ir pra terra de qualquer um desses aí pra ver se volta com a mesma opinião…

    • ualace

      ”alieniginas”??!! entao vc é superior q ele!!?? te manca véi

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