Em épocas de turbulência financeira os mais conservadores se revelam dizendo frases do tipo: “Por isso eu não invisto em bolsa, bolsa é para maluco…”
Bom, deixando de lado as aplicações mais arrojadas, falaremos hoje das opções de investimento mais conservadoras.
Aprenda a investir sem cultivar sua úlcera de estimação
Antes de levantar as principais opções de investimentos tidos como conservadores vale destacar a forma como o governo tributa os mesmos. A tabela regressiva de IR (Imposto de Renda) vai tributar os seguintes investimentos: Fundos DI, Fundos Renda Fixa, CDB’s, Debêntures e as Letras e Notas do Tesouro Nacional.
O imposto é retido na fonte no momento do resgate e a cada 6 meses no último dia útil de Maio e de Novembro, conforme o tempo de investimento, sobre os rendimentos auferidos no período:
I - 22,5%, em aplicações com prazo de até 180 dias;
II - 20%, em aplicações com prazo de 181 dias até 360 dias;
III - 17,5%, em aplicações com prazo de 361 dias até 720 dias;
IV - 15%, em aplicações com prazo acima de 720 dias.
A boa e velha poupança voltou com tudo nesta turbulência financeira. É indicada para quantias pequenas de dinheiro já que a poupança é livre do IR. Sua maior desvantagem é o fato de render apenas no aniversário. Mas cuidado, antes de entrar nas aplicações atreladas ao DI, cujo rendimento bruto é maior que o da poupança, deve-se ter em mente o seguinte fator: da rentabilidade da aplicação deve-se descontar o IR; e com base nisso e no tempo projetado de aplicação decida se vale a pena ou não.
São basicamente dois. Os fundos referenciados DI e os fundos de Renda Fixa. Em termos técnicos, os fundos de renda fixa buscam no longo prazo superar a rentabilidade do DI, enquanto os fundos DI buscam acompanhar o índice. A decisão sobre qual fundo investir deve considerar a performance e, principalmente, a taxa de administração do fundo. Para o médio investidor, o tempo de aplicação determina a rentabilidade projetada.
O que quero dizer – para aplicações de maior prazo os bancos possuem títulos – os CDBs (Certificado de Depósito Bancário) que tem rentabilidade progressiva mesmo para quantias pequenas de dinheiro, atingindo em alguns casos 100% ou mais do CDI. Entretanto, para planos mais longos de investimento o ideal é ter carteiras mistas com percentuais em ativos de maior risco como é o caso das ações.
Mas voltando à conversa conservadora os mais afortunados vão encontrar melhores opções de aplicações em renda fixa. Para valores acima de R$100.000,00 (em média) encontra-se opções como a LCI (Letra de Crédito Imobiliário) que para pessoa física é livre de tributação de IR e capaz de gerar uma renda líquida na casa de 0.85% ao mês. Ou debêntures, que também tendem a ter uma rentabilidade interessante.
Outro sistema atraente são os títulos do governo, que podem ser adquiridos através do site tesouro direto. Eles constituem uma boa opção para fugir das aplicações em banco e o site é bem explicativo sobre cada opção de título, prazos e remuneração. Vale a pena conferir.
No final das contas, o principal a ser dito é que esta turbulência financeira vai passar e os fundos de ações e os multimercado voltarão a ser convidativos. Ressalto ainda que pode ser um bom momento para se investir nesses ativos já que as cotas estão relativamente baratas.
O ideal em situações como essas é planejar o tempo médio para cada tipo de aplicação e com base nisso definir o nível de risco de cada aplicação.
No próximo artigo falarei desse tão sonhado portfólio ideal.
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Responderei as dúvidas sobre esse artigo nos comentários. Como agora vou escrever periodicamente para a PdH, peço que enviem suas perguntas pelo nosso formulário de contato.
Atenciosamente,
João Marcos Rodrigues
Economista por ideal; contador por praticidade, sempre inquieto, ainda acha que vai criar coragem para pular de parquedas. Ensinou a muitos clientes do Unibanco e do Itaú como investir em ações, engordando um bocado de contas bancárias.
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