Papo de Homem

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As Doenças como fator de sobrevivência


Publicado por Mauricio Garcia em 12.4.2009 às 22:53 em Bate-Papo, Principal

chamada (7)

Um dos capítulos mais interessantes da evolução humana foi abordado recentemente no interessantíssimo livro A sobrevivência dos mais doentes, de Sharon Moalem e Jonathan Price.

Em tese deletérias, algumas doenças foram úteis aos seres humanos, quando estes foram submetidos a determinada pressão ambiental. Por alguns mecanismos que exponho nesse texto, os portadores de algumas doenças acabaram obtendo vantagem em relação aos indivíduos sãos, e através da seleção natural, perpetuaram uma genética defeituosa. Algo fascinante, como veremos à seguir.

Um modelo simples de seleção natural: um grupo de bactérias exposta a determinado antibiótico.

O antibiótico mata as bactérias sensíveis a ele, porém, pode existir uma bacteriazinha miserável que tenha resistência. Ela sobrevive e se reproduz, gerando uma nova população que será resistente àquele antibiótico, agora inútil. A pressão exercida sobre aquele grupo selecionou as bactérias resistentes, e agora, essa característica foi perpetuada na espécie.

Sendo assim, vamos ao que aconteceu com os humanos, em três exemplos retirados do livro:

Caso 1, a hemocromatose

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Hemocromatose é uma doença genética que altera o metabolismo do ferro no organismo. Quando a quantidade de ferro é suficiente, o organismo deixa de absorver o ferro ingerido na dieta. Essa capacidade de regulação da absorção de ferro é perdida, e o organismo absorve ferro de forma ilimitada, levando ao acúmulo e às conseqüências disso, que são lesões articulares, insuficiência renal e cardíaca, artrite, infertilidade e doenças psiquiátricas.

Doença autossômica recessiva, ou seja, você precisa ter os dois genes para manifestar a doença. A presença de pelo menos um gene da hemocromatose é muito comum em pessoas de descendência da Europa Ocidental. E por que uma doença tão letal permaneceria em nosso código genético?

Para obtermos a resposta, é necessário entender o papel do ferro. Praticamente todas as formas de vida necessitam de ferro As bactérias não são diferentes, se aproveitam do sangue e tecidos humanos, fontes riquíssimas de ferro. Coloque uma fonte de ferro numa placa de Petri com bactérias e um antibiótico, e consegue-se até neutralizar o efeito dele. Então naturalmente a conclusão é, uma infecção no paciente com hemocromatose tende a ser mais letal. Elaboremos mais.

Nosso organismo tenta limitar o ferro exposto a agentes invasores. Mas no paciente com hemocromatose, a nossa primeira linha de células de defesa, os macrófagos, tem pouquíssimo ferro, ao contrário da pessoa normal. Nesta, os macrófagos tem alta disponibilidade de ferro, e ao chegarem aos gânglios linfáticos, as bactérias podem estar armadas e perigosas, disseminando a infecção. Com pouco ferro, o macrófago isola a bactéria e a mantém “com fome”, aumentando a resistência à infecção.

A nossa vantagem:

Agora vamos encaixar as peças desse quebra-cabeça.

  • Seleção natural,
  • Europa Ocidental,
  • hemocromatose,
  • disseminação pelo sistema linfático,
  • resistência a infecção.

O elo que uniu esses fatores foi a Peste Negra, que assolou a Europa em 1347 e matou mais de 25 milhões de pessoas. O pior surto de peste bubônica já registrado dizimou a Europa, mas pelos motivos acima alinhavados, os portadores da mutação da hemocromatose eram mais resistentes à infecção. Sobrevivendo, transmitiram a mutação a seus descendentes, aumentando a prevalência desse gene defeituoso. Assim, a doença foi vantajosa para a espécie humana.

Caso 2, o Diabetes

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O diabetes é uma doença do metabolismo da glicose. Os níveis desta aumentam consideravelmente no sangue. O aumento da concentração de glicose sanguínea “puxa” água junto, e isto se reflete num dos principais sintomas que é urinar frequentemente, levando a certo grau de desidratação.

Existem dois tipos de diabetes, ambos com propensão genética clara. O tipo 2 está associado a hábitos alimentares, sendo 85% dos pacientes obesos, e a sua prevalência é homogênea através do mundo. Já o tipo 1 é causado por deficiência do hormônio que regula o metabolismo da glicose, a insulina. Este tipo apresenta uma prevalência muito maior nas populações do norte da Europa. À medida que descemos para o sul, a prevalência cai.

Falemos da reação do organismo humano ao congelamento. Urinamos mais em clima frio, pois nossos vasos da pele se contraem, aumentando o fluxo sanguíneo para os rins, o que aumenta a diurese. O congelamento também gera cristais de água, que lesam os capilares, daí o dano às extremidades do organismo. Os alpinistas sabem bem disso, é comum eles terem dedos amputados.

Certa feita, um produtor de vinhos descobriu que utilizando uvas congeladas, obtinha um vinho mais doce. As uvas também reagem ao congelamento. Eliminam água e… aumentam a taxa de glicose.

Uma espécie de rã tem a capacidade de se congelar durante o inverno, e a despeito dos efeitos danosos do congelamento nos seres vivos, tal qual um milagre, descongelam-se e saem vivinhas da silva. Cientistas descobriram que ao se congelarem, as rãs eliminam a água e… aumentam drasticamente sua taxa de glicose.

Uvas e rãs… Uma explicação plausível é o fato de um líquido com concentração maior de glicose tem o seu ponto de congelamento reduzido. Menos água maximiza a concentração da glicose e diminui a quantidade disponível para formar cristais. Digam-me o nome de uma doença que cursa com eliminação de água e aumento de glicose…

A nossa vantagem:

Não que explique totalmente, mas a tese é que o diabetes conferiu uma vantagem contra o congelamento nos habitantes do Norte da Europa durante a Era Glacial. Isso bate com o fato de os diabéticos serem mais comumente diagnosticados durante épocas frias.

Uma doença deletéria nos dias de hoje, pode muito bem ter sido vantajosa para o ser humano na Era Glacial. E as evidências apontam para tal.

Caso 3, Anemia falciforme

africa

A anemia falciforme é uma doença comum em negros. Caracteriza-se por uma alteração genética da hemoglobina, que em condições de pouco oxigênio, modifica o formato das hemácias, fazendo-nas ficar em forma de foice. Isso predispõe o paciente a efeitos trombóticos. Normalmente, um paciente com anemia falciforme tem uma sobrevida média de 40 e poucos anos, apenas.

As hemácias disformes são destruídas com mais rapidez pelo organismo. E aqui entra um belo exemplo de pressão evolutiva na espécie humana. Me refiro à malária, doença causada por protozoários do tipo Plasmodium. O Plasmodium vive em mosquitos, que ao picar o homem, o infectam. Então, o parasita vai invadir justamente as hemácias, onde se multiplica e acaba destruindo a célula, causando anemia hemolítica. Malária é uma causa de mortalidade importante nas áreas onde é endêmica, especialmente na África.

A nossa vantagem:

Porém, em pacientes com anemia falciforme (ou mesmo o traço falcêmico, pois a doença é recessiva), como essas células são destruídas mais rapidamente, o Plasmodium não tem tempo para completar seu ciclo e se reproduzir.

Logo, a presença de um traço ou da doença em si na genética do indivíduo, confere uma resistência maior à malária, o que seleciona esse traço genético para propagação às gerações seguintes. Como a doença é endêmica na África subsaariana, isso explica parcialmente a maior incidência em negros.

A evolução é fantástica, não?

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Mauricio Garcia é flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico. Ele é o nosso grande Dr. Health.

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  • Dr Health
    Verdade. Há que se ter cuidado para não ultrapassar o limite do ACONSELHAMENTO, com termos como "vc não pode ter filhos", até porque por ser uma doença predominante na população negra (e dados demográficos mostram que a maioria da população negra é pobre no Brasil), tal fronteira entre aconselhamento genético e coisas como eugenia/preconceito/controle populacional é bem tênue.
  • Lilla
    Sorry, a palavra polêmica foi meio forçada. Na verdade, eu li um artigo no site da Sociedade Brasileira de Genética Médica que faz vários questionamentos ao modo como o aconselhamento genético é conduzido. Por exemplo, na falta de geneticistas, o programa é conduzido por profissionais de outra área sem o devido preparo, o fato do aconselhamento ser feito coletivamente ocasiona constrangimento segundo os autores "pois não apenas
    traços de identidade genética são explicitados,
    mas informações sobre raça e reprodução são
    também negociados." Eles entendem que a questão deveria ser tratada com a máxima cautela e ética para não se incorrer em associações aos princípios eugênicos nazistas.

    http://www.sbgm.org.br/artigos/art_falciforme.pdf
  • Dr Health
    Que polêmica é essa, Lilla? Confesso que tô por fora.
  • Lilla
    Dr. Health, qual a sua posição quanto à polêmica sobre aconselhamento genético aos indivíduos portadores do traço falciforme?
  • Excelente texto, e sobre o Plasmodium sp. e a anemia falciforme já me foi dito na faculdade. Foi interessante ler sobre o diabetes... Vou ver se compro o livro assim que puder! =)
  • Abdrael
    Muito bom interessante o texto DrºHealth, contudo quero fazer uma pequena correção com relação ao que foi dito sobre a hemocromatose, mais especificamente onde é colocado que a hemocromatose é uma "Doença autossômica recessiva, ou seja, você precisa ter os dois genes para manifestar a doença.” Na realidade o que acontece, considerando a doença como monogênica, ou seja, quando apenas um gene influência na característica (a doença), é que, quem tem a doença possui dois alelos (variantes de um gene, como por exemplo, no sistema sanguíneo ABO, onde o alelo IA codifica para o tipo sanguíneo A e o alelo IB para o B, mas são o mesmo gene), que estejam mutados para manifestar a doença, e não dois genes.
  • Victor BM
    Muito bom, vocês deveriam postar mais matérias desse tipo... Não necessariamente sobre ciência, mas que tenham conteúdo de verdade. Parabéns.
  • Lilla
    E aí, Darth Vader, a última frase é um convite ao debate?!
  • Lucas
    Adorei a matéria. Como estudante da área de saúde, sou meio suspeito pra comentar... O tema abordado foi de forma concisa e informativa, mesmo para leigos, se torna muito interessante.
    Parabéns ao melhor blog existente!
  • Henrique
    Assertiva um: Não, as pessoas não morreram MAIS nessa época por falta de higiene. Além de ser um erro historiográfico é um erro racional. Se a principal causa de morte fosse a falta de higiene, então dez anos antes do primeiro surto (ou melhor, cem anos antes) a mortandade seria maior ainda... afinal, os padrões sanitários europeus tenderam a crescer, e não a diminuir.

    O que acontece é que a Peste bubônica era transmitida pela picada da pulga do rato. E os ratos, todos sabem, proliferam em ambientes de parcos cuidados sanitários. Logo:

    Péssimas condições sanitárias = proliferação de ratos = maior quantidade da espécie vetor do contágio.

    Resultado: uma epidemia continental que arrasou 2/3 da população européia da época.

    E a peste chegou a Europa devido à pirataria sarracena no Mediterrâneo. As crônicas contam sobre um prelúdio do que chamamos hoje de "guerra bacteriológica". Os muçulmanos sitiaram Gênova em meados do séc. XII. Como a cidade tinha enormes estoques de víveres (na época era o principal centro mercantil da Europa), os muçulmanos tiveram que inovar: catapultavam para dentro das muralhas da cidade corpos infectados, principalmente ao longo da madrugada.

    Pelo menos é o que contam as crônicas.
  • Pinto Virgem
    André diz:
    "Com certeza ajudou a disseminar, mas se não me engano, a peste veio do extremo oriente, através de vetores (ratos) trazidos nos navios que comerciavam com os europeus."

    Ai está mais um fator para a Peste Negra da Europa,e o tinham esse navios que os comerciantes europeus traziam,alimentos tropicais e por vezes percerias,alguns queijos.Ai está a origem da Peste Negra,como do Extremo Oriente os ratos eram os portadores dessa doênça.

    Outro dado interessante sobre a peste negra,é que quando uma pessoa era afectada pela a então peste negra,fecham as portas e janelas da casa do mesmo doente,e punham uma cruz do lado de fora da porta de entrada da mesma,para toda população saber que daquela casa vivia um doente de peste negra,como a peste negra era desconhecida daquela epoca e as suas causas,pensava-se que ela o diabo a manisfesta-se.E todas as pessoas que estariam dentro aquela casa,com o doente,respirar o mesmo ar do doente,a comer a mesma comida e a beber a mesma bebida do doente,ect...a doênça popagava-se mais rapidamente.

    Idade Mediaval a epoca das três grandes epidemias:PESTE,GUERRA E FOME!!!
  • Andre
    valeu o feedback dr.

    agora minhas idéias estão mais claras ;D

    sobre a peste, não foi somente a falta de higiene que provocou o surto. Com certeza ajudou a disseminar, mas se não me engano, a peste veio do extremo oriente, através de vetores (ratos) trazidos nos navios que comerciavam com os europeus.
  • deyvis
    se a diabetes ajudou em épocas frias, é correto afirmar que hipoglicemia será vantajoso, em épocas quentes? O.o
  • João Paulo Sousa
    Que texto ! Parabens.
  • Existia histórias de que os mongóis já possuiam resistência as doenças da peste negra. E jogavam seus caixçoes na Europa para infectar os habitantes.(Já ouvi mais de uma vez essa história... mas não sei o quanto verídica ela é)

    Bem interessante este post, estou querendo ler esse livro. Mas é uma questão de época. Ontem essas doenças eram úteis, hoje nem tanto.
  • John Tobias
    Existe alguma vantagem para a disfunção sexual dotô?
  • Dr Health
    Eu sou europeu também, meu caro (España)

    E tudo isso que vc citou, serviu justamente como fator de disseminação da peste bubônica.

    Má higiene causando os mesmo sintomas da peste? Não é bem assim.
  • Pinto Virgem
    Exelente texto DrºHealth,só como europeu eu devo discordar num ponto,não sou médico,mas cá vai:
    DrºHealth diz:
    "O elo que uniu esses fatores foi a Peste Negra, que assolou a Europa em 1347 e matou mais de 25 milhões de pessoas. O pior surto de peste bubônica já registrado dizimou a Europa, mas pelos motivos acima alinhavados, os portadores da mutação da hemocromatose eram mais resistentes à infecção. Sobrevivendo, transmitiram a mutação a seus descendentes, aumentando a prevalência desse gene defeituoso. Assim, a doença foi vantajosa para a espécie humana."

    Meu caro Drº,a Peste Negra,pode criar essa doênça,mas está provado históricamente que a maior parte dessa população morreu devido a falta de hegiene e alimentação daquele tempo.

    A Europa da Idade Média,estava sempre em guerra,os melhor alimentos produzidos eram enviados para a frente da batalha e muitas vezes já estragados,ou com portadores de doênças entre as quais essa da hemocromatose,e muitos dos soldados morriam devido a esses alimentos.Mas dos aglomerados populacionais,tambem existiam esses casos de alimentos estragados,devido ao acondecimento do mesmos,e da falta de rede de hegienição que levam há muitos degetos humanos,ao lixo eram deitados para a rua e as pessoas apanhavam todas as doênças ligadas a essa falta da rede de hegienização e não tomar banho regularmente.
  • Samantha
    Bem que podia ter um sorteio de um exemplar do livro =p
  • Samantha
    Outro dia eu vi uma mulher no ônibus lendo esse livro, e só pelo título morri de vontade de ler. Parece muito bom mesmo, agora quero mais ainda.
  • RODRIGO CARIOCA
    TENHO MINHAS RESERVAS A EVOLUÇÃO, MAS INEGAVELMENTE É UM BELO TEXTO. PARABÉNS
  • incrível!
  • Dr Health
    Perdão, André. Vou tentar resumir a explicação do livro mesmo:

    Quando somos acometidos por uma infecção, nosso organismo possui um sistema que tenta "esconder" o ferro dos invasores. Isto de certa forma também funciona no paciente com hemocromatose, que, apesar da hiperdisponibilidade de ferro, não é todo lugar que fica assim. E apesar de grande parte das células brancas de defesa terem ferro, uma linha especial delas simplesmente não tem (não me pergunte o porquê, talvez alguma alteração genética), que são justamente os macrófagos.

    Um experimento citado fez uma "batalha" de macrófagos sãos e macrófagos com hemocromatose contra bactérias, e estes últimos saíram-se melhor no combate aos invasores.
  • Daniel
    Hey Doc.

    Excelente texto : ) Pude revisar diversos conceitos sobre Biologia que certamente serão abordados nos vestibulares que prestarei no final do ano xD Fuvest maldita...

    Sua coluna é ótima : D! Parabéns!
  • Andre
    Ótimo texto dr.

    Vi certa vez uma questão discursiva de biologia da federal do ES que falava justamente sobre este assunto...especificamente no caso da anemia falciforme.

    PS: não entendi muito bem porque os macrófagos em pessoas com hemocromatose tem pouca disponibilidade de ferro, se a doença faz com que absorvamos ferro sem limites. Você poderia elaborar mais como funciona isso hein!

    valeu.
  • Gustavo Alencastro
    Muito bom Dr.

    Jamais eu iria imaginar que tais "ligações" teriam tal "desfecho". Sou Asmático, no que essa doença poderia me ser útil ?
  • Rodrigo
    Coincidentemente eu tive hoje uma aula sobre isso no colégio ^^
    muito interessante
  • Show!
  • MagoCego
    Cara, eu nunca havia pensado que uma doença poderia fazer algo assim!
    Muito bom artigo!
  • Vitor
    muito bom,belo texto.
  • "PdH e evolução, nice!"

    Concordo, Atila, leque de assuntos crescendo. E bom ver como os leitores respondem, já que o tema é definitivamente mais complexo.
  • Esse livro é muito bom!
    Me ajudou a entender porque a sangria era uma prática tão comum na Europa, e ainda hoje é um bom tratamento para hemocromatose.

    O que acho cruel é que a anemia falciforme é bem letal. Ou seja, para a malária ajudar a fixar uma doença grave dessas, ela tem que ser muito pior.

    PdH e evolução, nice!
  • sophia
    Sim, sim... fantástico.
    Chega ser até cruel mas muito bem bolado.
    Impressionante mesmo.

    Já tinha estudado isso a algum tempo no colégio... (Eu disse algum tempo? Vixi... anos) nossa professora havia mostrado muitos outros casos.

    Continue postando mais a respeito.
  • Erik Alonso
    Excelente texto!

    "Uma espécie de rã tem a capacidade de se congelar durante o inverno, e a despeito dos efeitos danosos do congelamento nos seres vivos, tal qual um milagre, descongelam-se e saem vivinhas da silva. Cientistas descobriram que ao se congelarem, as rãs eliminam a água e… aumentam drasticamente sua taxa de glicose."
    Essa foi punk!

    Até
  • Sem querer se o "chatão", mas esse trecho está correto?
    "Elas nos parasitam e sangue e tecidos são fonte riquíssima de ferro. "
    No mais, excelente texto.
  • Aharon
    Pow, eu me amarro em evolução e associados e por isso adorei seu artigo, já sabia da ligação entre anemia falciforme e malária, mas nunca iria imaginar que a diabetes poderia ter ajudo o homem e muito provavelmente animais tb na Era Glacial!

    Vou dar uma pesquisada, sobre outras doenças (não só humanas, pois curso veterinária) que foram importantes na evolução!

    vlw!
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