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Pergunta: “Tenho o clitóris pequeno e acho que é por isso que não tenho prazer com a penetração e fico muito triste, e não venham me dizer que é psicológico pq não é, estou com uma pessoa que sinto atração até me esquenta mas não gozo, queria saber se posso tomar uma dosagem desse hormônio para fazer o meu clitóris crescer mas sem me prejudicar ?”
- Leitora PdH
Já recebi inúmeras dúvidas sobre aumento peniano, mas esse email, quando bati o olho, tinha que virar artigo. Tamanho de clitóris??
Então, o assunto de hoje, não é tamanho de clitóris, até porque se a questão do tamanho já tem uma certa supervalorização no homem, na mulher então, é risível.
Hoje vamos falar de Sexo. Apaguem as luzes pra começar os slides com fotos de polinização. Adolescente adora essas metáforas. *
Para começar, tamanho de clitóris não tem nada a ver com a quantidade de orgasmos ou se a pessoa vai ter orgasmo ou não, prova disso é que tamanho do pênis não tem nada a ver com o prazer que o homem sente. O que vale é a FUNCIONALIDADE, ou seja, a capacidade do clitóris em receber e transmitir estímulo nervoso, e o tamanho não influi nisso. No caso da leitora, ela ainda comete um equívoco, pois a mulher pode experimentar dois tipos de orgasmo: clitoridiano e vaginal. O fato de não ter um não é culpa do outro.
O que nos remete ao assunto em si. Anorgasmia, a incapacidade da mulher ou do homem em ter orgasmos. Algo que pode ser psicologicamente frustrante.
A anorgasmia pode ser primária, onde a pessoa nunca chega/chegou a experimentar um orgasmo, ou então secundária, onde a pessoa acaba perdendo a capacidade de ter orgasmos.
Como exemplos de causas de anorgasmia secundária:
Alcoolismo;
terapia com anti-depressivos;
mutilações sexuais;
doenças diversas;
retirada da próstata, etc.
Anorgasmia primária no homem é extremamente incomum e por isso não estudada. Já na mulher é bem mais freqüente. As atividades sexuais como carícias, beijos e demais, são consideradas prazerosas, porém, a mulher não atinge o orgasmo em si, o que por si só pode ser frustrante, até pela ausência do relaxamento tensional que o orgasmo proporciona.
Mulheres anorgásmicas geralmente apresentam alguma combinação dos seguintes fatores:
- Inibições sócio-culturais que interferem com a resposta sexual normal
- Sentimentos mal resolvidos quanto a experiências sexuais traumáticas como estupro e abuso.
- Falta de conhecimento sobre sexo e sexualidade, que acaba interferindo com o desenvolvimento sexual normal
- Falta de oportunidade para praticar o sexo numa atmosfera de segurança, aceitação social e todo o “apoio”
- Corte ou mutilação genital que remova o clitóris ou contraia a entrada da vagina.
- Incapacidade endógena de atingir o orgasmo.
Lamentavelmente, não há uma razão óbvia para o não-atingimento do orgasmo. Mesmo tendo todas as condições necessárias, algumas mulheres simplesmente não vão atingir o orgasmo. E a situação é bem frustrante, porque sem uma causa nítida, mas não se tem uma solução apropriada.
Se sobrar alguma dúvida, liguem pra Martinha, a sexóloga oficial do jetset paulistano.
Como já citado anteriormente, o tratamento é direcionado à causa, especialmente na anorgasmia secundária.
Em mulheres com causas psicológicas óbvias, é interessante o aconselhamento psicossexual, para qual o ginecologista pode referir a paciente. Já naquelas com causas menos óbvias, é necessário descartar outras patologias antes de finalmente referir a paciente a um especialista em disfunções sexuais femininas.
Dr Health, que baseado em alguns relatos femininos, sugere à leitora que experimente tomar Viagra. Isso mesmo. Como as estruturas do clitóris e do pênis são análogas, o efeito é semelhante. Segundo relatos, maximiza o prazer.
Flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico e o nosso grande Dr. Health.
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