Algumas possibilidades e impossibilidades emocionais da internet

João Baldi Jr.

por
em às | Crônicas e contos, Cultura


Um dos grandes clichês da nossa geração, possivelmente junto com “estou atualmente me dedicando ao trabalho”, “gostava mais deles quando eram independentes” e “Garden State é o filme da minha vida” é o clássico “a internet mudou a forma como vemos o mundo”.

Se todos esses clichês têm sua cota de verdade (eu mesmo estou atualmente me dedicando mais ao trabalho, gostava mais de várias bandas quando eram independentes e sim, “I’m okay with being unimpressive. I sleep better”), não tem como negar que ok, tudo bem, nós realmente vemos o mundo de uma forma diferente por causa da internet.

Ela mudou nossa forma de pensar o trabalho, fazer compras, fruir cultura, receber informações e várias outras pequenas coisas, que vão desde como comprar uma entrada para um filme até como fazer a sua lista de presentes de casamento, passando pela nossa relação com a pornografia (sim, pode fingir que não sabe do que eu estou falando) e o uso abusivo de emoticons (pergunte ao seu tio se ele usava smileys na Olivetti dele).

"Não liga pra essa cantada dele, querido, estamos num ambiente virtual."

Claro, junto com todas essas mudanças técnicas e operacionais, com essa revolução tecnológica, ela trouxe uma certa quantidade de experiências e situações emocionais que ainda são novas pra muitos de nós e com as quais muitas vezes não sabemos como lidar. E não, não estou falando apenas do ódio dos provedores que deixam a gente na mão, do rancor que algumas pessoas guardam por causa de um unfollow no Twitter ou da frustração quando o servidor do Xvideos caiu mês passado. São coisas um pouco diferentes.

Na internet você pode fugir, mas não pode se esconder

Uma das grandes coisas da internet é que ela nos oferece “acesso”. Acesso ao saldo da nossa conta sem precisar ir ao banco, acesso à programação do teatro sem ter que ir até ele, acesso àquele episódio de Bored to Death sem esperar que ele passe na TV. Isso é ótimo, é genial, é sensacional (e no caso do seriado até meio ilegal), mas junto com esse acesso “bacana” existe também o acesso “não tão legal assim”, um nível de perda de privacidade que sempre surge com o aumento do volume de informações disponíveis.

Afinal, se a internet te dá acesso a coisas úteis sensacionais que você não veria sem ela (estão aí o gato-batman e o Twitter do Chewbacca que não me deixam mentir), ela também – quase sempre com a ajuda das redes sociais – acaba jogando na sua cara várias coisas que você definitivamente poderia passar sem saber.

Desde aquelas fotos da sua ex-namorada de biquíni na praia com o namorado novo, que você jamais veria sem o Facebook, até as correntes de emails religiosos das suas tias, passando pelas opiniões políticas bizarras dos seus amigos no Twitter e aquele Tumblr sobre coalas que a sua irmã insiste em te linkar todos os dias. Nada disso seria possível, ao menos não dessa forma, sem a internet.

Ao mesmo tempo em que você recebe informações que não precisaria (e não gostaria) de receber, você também oferece informações suas que não necessariamente são aquelas que deveriam entrar na sua biografia oficial.

“Usuários da internet são uma corja covarde e supersticiosa”, diz o Gato-Batman.

Desde as suas empolgadas participações naquele fórum sobre pokémons (“blastoooooiseeee”) até as suas resenhas de todos os filmes do Tinto Brass, passando por aquele papo que você teve bêbado com um amigo no Twitter (“Lembra aquele dia na república em que a gente comeu pedigree champ, Marcelo?”) e aquelas suas fotos de carnaval vestido de mulher em Cabo Frio, a internet armazena um verdadeiro arsenal de provas contra você que podem ser tranquilamente localizadas apenas digitando seu nome no Google, o que, ainda que não se compare com a tentativa do seu amigo de ser mayor de um motel no Foursquare, pode gerar grandes níveis de constrangimento.

Ou seja, a rede nos oferece a chance de saber bem mais sobre as pessoas e coisas que nós conhecemos (ou não conhecemos) do que costumava ser possível, num nível de informação do qual muitos de nós nem tem consciência, além de permitir que qualquer pessoa saiba mais sobre nós e nossas coisas do que muitas vezes gostaríamos. (E se vocês digitaram meu nome no Google eu quero dizer que não, eu não sou filho do João Baldi que atuou em Ganga Bruta, ainda que o título do filme soe mesmo muito foda).

Relacionamentos 2.0 e derivados

Assim como mudou o nosso nível de informação sobre quase tudo, a internet também mudou a forma como mediamos a nossa relação com as outras pessoas. Se antes o seu círculo de amizades era limitado pela geografia e você só podia ter contato com pessoas que moravam em outro país se entrasse no Penpal Club (e quem garante que aquelas fotos que a garota ucraniana mandou eram dela mesmo, certo?), hoje é possível conhecer e manter contato pela internet com pessoas de praticamente toda e qualquer parte do mundo com uma velocidade e praticidade impressionantes, seja com fins profissionais ou pessoais. O que é sempre ótimo, claro. Ou não necessariamente.

Desde a sensação de que, num mundo interconectado e povoado por milhões de pessoas interessantes e inter-relacionadas, até um fake do Justin Bieber tem 8000 amigos mas você continua sozinho num sábado à noite, passando por questões de etiqueta virtual básica (“Devo limpar os pés pra entrar na fazenda feliz de alguém?”) até a possibilidade de se apaixonar por uma garota vietnamita que você só conhece através de uma foto de resolução baixa, tirada de lado e na sombra (“E será que aquilo é um pomo de adão?”), são muitas as possibilidades de situações emocionalmente confusas na internet, seja num Facebook, num Twitter ou num MSN da vida e várias vezes dá pra notar que muitas pessoas não sabem lidar muito bem com isso.

"Se não fosse pela eletricidade, nós estaríamos vendo TV à luz de velas." | Pra algumas pessoas a internet pode ser algo bem confuso de vez em quando.

Talvez porque mais do que uma simulação do mundo real com algumas opções legais a mais (pense num mundo com ctrl+z ou em que você pudesse favoritar aquela frase de começo de namoro sobre sua ela “achar absurdo mulheres que impedem o cara de sair com os amigos”, por exemplo) o mundo “virtual” se tornou um lugar com tipos próprios de relacionamentos e ligações entre as pessoas, que vão desde aquele amigo virtual com quem você fala todo dia, mas que pode na verdade ser um cachorro treinado, até aquele blog que você lê toda semana e por isso acha que conhece o autor, mas se você topar com esse cara algum dia e tratá-lo com essa intimidade toda vai parecer um maníaco.

Relações próprias, com regras próprias e que não existem no mundo externo – a não ser que você realmente ache que algum amigo seu é na verdade um cachorro treinado, o que seria bacana mas complicaria sua vida na hora de tentar um double date.

It’s the end of the world as we know it (ou são apenas bebês dançarinos?)

Ainda que isso seja outro clichê (e dos grandes), podemos ver toda essa questão da web como um mundo novo que se abre, tal qual uma chegada à Lua, só que sem andar daquele jeito engraçado.

Questões de solidão real na multidão virtual, problemas de identidade num universo em que você pode ser qualquer coisa, mudanças na dinâmica dos relacionamentos, sejam eles reais ou não, limites e filtros para as informações que queremos ter (ou queremos que as pessoas tenham), tudo isso são ajustes menos técnicos do que emocionais que vamos precisar fazer com o tempo para viver num universo tão alterado pela tecnologia. Vamos aprender novas formas de nos relacionar com as pessoas e com as informações, vamos nos adaptar a novos sentimentos e novos contextos, vamos aproveitar o potencial da tecnologia para aproximar e não distanciar mais ainda as pessoas.

Ou então, é claro, eu posso estar exagerando totalmente e a internet, ao invés de representar uma mudança no nosso modo de viver e sentir, tenha servido apenas para nos trazer esses vídeos engraçadinhos de bebês dizendo coisas bonitinhas. Não podemos descartar nenhuma possibilidade, certo?


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João Baldi Jr.

João Baldi Jr. é jornalista, roteirista, escritor e um lateral-direito que apoia muito pouco o ataque e cruza com dificuldade. Tem um blog (www.justwrapped.interbarney.com), um Twitter (@joaoluisjr) e planeja comprar um cachorro em breve.


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39 comentários

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  • http://twitter.com/rayssagon rayssa gon

    hoje é possível conhecer e manter contato pela internet com pessoas de praticamente toda e qualquer parte do mundo com uma velocidade e praticidade impressionantes, seja com fins profissionais ou pessoais. O que é sempre ótimo, claro. Ou não necessariamente.

    muito @clebermachado esse paragrafo.

    referencias da internet, certo? ;)

    • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

      Tanto de forma pontual quando de forma estrutural eu acho que o Cléber ficaria orgulhoso, verdade :)

      • http://twitter.com/rayssagon rayssa gon

        ou não. mas, de qualquer forma, se vc espirrar eu vou te desejar: saude!!

  • http://thesavepoint.tumblr.com Anne

    Sensacional. :)

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    F.O.D.A. !!! Cada crônica melhor que a outra. Com certeza todas as pessoas que usam a internet vão se encaixar em algum ponto do texto! Parabéns ao autor!

  • http://www.porramitologia.tumblr.com/ Phreddie

    Muito bom mesmo, cara.
    Eu como usuário antigo da internet (COMEDOR, Serra) há mais de dez anos nessa batalha posso afirmar que muitíssima coisa mudou mesmo. Às vezes eu arrisco dizer que minha vida social não seria tão agitada se não fosse a internet, por mais absurdo que isso possa soar. Mas eu conheci literalmente todos os meus amigos pela internet, direta ou indiretamente (salvo dois ou três que carrego desde a infância, mas o número é ínfimo).
    A internet trouxe (e vem trazendo, né) a capacidade de reunir num mesmo espaço, mesmo que virtual, pessoas com gostos semelhantes, mesmo que estejam há quilômetros e quilômetros de distância. É o que você falou sobre se apaixonar pela garota tailandesa. Ou vietnamita. Num lembro.

    Enfim, a pessoa que hoje souber administrar bem seus relacionamentos pela internet sem substituir a vida ‘offline’ só tem como tirar bons frutos dessa ferramenta.

    100+ 8)

    • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

      Eu acho que essas possibilidades todas de convivência pela internet são muito interessantes se seguirem isso que você falou, de não serem algo pra tentar substituir a vida “offline”. Nada substitui o contato pessoal, as conversas ao vivo, a zoação entre amigos num bar e não num fórum. Quer dizer, nada que eu tenha no meu computador pelo menos. Não sei o que Steve Jobs anda planejando.

      • http://www.porramitologia.tumblr.com/ Phreddie

        Hahahahaha! É não sei o que ele anda planejando, mas ceeeertamente nada que substitua a graça de trocar olhares com uma desconhecida por acaso na rua =P
        Usando o exemplo da mesa de bar, eu costumo me encontrar com um grupo de amigos num bar aqui perto que tem wi-fi. Nós nos reunimos pra beber cerveja, fumar narguilé e eventualmente usar o celular com wifi de um pra assistir as novidades da internet. É divertido!
        O bom mesmo é quando dá pra unir os dois mundos dessa maneira.

        100+ 8)

      • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

        O conceito bacana é esse mesmo: não substituir, mas acrescentar. Mais possibilidades, mais diversão.

        E por mais bacana que seja aquela “troca sensual” de RTs no twitter, uma troca de olhares no metrô ainda ganha, com certeza.

      • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

        E acabo de notar que tô viciado na palavra “bacana”. Armação Ilimitada cobrando seu preço.

      • http://www.porramitologia.tumblr.com/ Phreddie

        Hahahahaha! É não sei o que ele anda planejando, mas ceeeertamente nada que substitua a graça de trocar olhares com uma desconhecida por acaso na rua =P
        Usando o exemplo da mesa de bar, eu costumo me encontrar com um grupo de amigos num bar aqui perto que tem wi-fi. Nós nos reunimos pra beber cerveja, fumar narguilé e eventualmente usar o celular com wifi de um pra assistir as novidades da internet. É divertido!
        O bom mesmo é quando dá pra unir os dois mundos dessa maneira.

        100+ 8)

  • http://twitter.com/LadyAwol Lady Awol

    Como o rapaz ali em cima (hehehe), também estou conectada há 10 anos. Muita história pra contar.
    E realmente a internet mudou muito. E a relação que se tem com ela mudou ainda mais drasticamente com as novas gerações, com muito mais ferramentas e muito menos pudor em se expor.

    Já posso olhar pra trás e dizer que “na época que eu entrava no chat do ZAZ as coisas não eram assim”. Antes de concordar em tc com alguém eu quis saber o que era aquilo, exatamente, hehehehe.

    E sou dessas pessoas sem noção que se encontra com os amigos/colegas virtuais e acho que os conheço. Até hoje ninguém me olhou muito com cara de maníaca. Mas também venho de fóruns de internet onde a galera se reúna a cada seis meses pra jogar videogame.

    É a mesma coisa de sempre. Vale a pena se a alma não é pequena. Agrega se você tiver um mínimo de maturidade e jogo de cintura.
    Onde mais eu conheceria um cara que conhece a mina que aparece na cama do Hal no trailer do Lanterna Verde? Verídico!

    E não entendo o fascínio com o xvideos, sério. Tantas opções por aí de youporn, portube, pornhub e incontáveis variações batutas… Eu nem fiquei sabendo dessa pane aí.

    Ps: Audiogalaxy, te amo pra sempre…

    • Victor

      Porra, AUDIOGALAXY!!! Depois dele, vão ter que inventar algo muito bom pra não nos sentirmos mais orfãos…

    • http://www.porramitologia.tumblr.com/ Phreddie

      Eu to com meu CD do ZAZ e America Online (que inclui a última versão OFICIAL do ICQ!!) aqui na frente. Reflita.
      Eu sempre me encontrei com amigos virtuais e ajo como se os conhecesse há muito tempo. Porque na verdade NOS CONHECEMOS há muito tempo, a diferença é que era pessoalmente. Só isso.
      Acho que isso sim é um baita trunfo da internet, poder dizer que CONHECE uma pessoa sem ao menos tê-la visto pessoalmente uma única vez. Aliás, tenho grandes amigos que nunca vi pessoalmente.

      Quando ao xvideos, eu uso o xnxx, que é em convênio com o xvideos. O método de busca e de separação por temas deles é fantástico!

      100+ 8)

    • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

      Quando o Xvideos caiu aconteceu na minha timeline do twitter uma comoção que lembrou vagamente a da morte do Michael Jackson, só que mais inconformada.

      Mas esses são os meus amigos, fazer o que?

      • http://www.porramitologia.tumblr.com/ Phreddie

        A minha timeline também foi tomada pela comoção. Todos os dias @’s tristes e desolados vociferavam frustrações. Quando houve de voltar ao ar, a festa estava armada e fogos foram soltos. Uma beleza.

        100+ 8)

  • http://twitter.com/LadyAwol Lady Awol

    Como o rapaz ali em cima (hehehe), também estou conectada há 10 anos. Muita história pra contar.
    E realmente a internet mudou muito. E a relação que se tem com ela mudou ainda mais drasticamente com as novas gerações, com muito mais ferramentas e muito menos pudor em se expor.

    Já posso olhar pra trás e dizer que “na época que eu entrava no chat do ZAZ as coisas não eram assim”. Antes de concordar em tc com alguém eu quis saber o que era aquilo, exatamente, hehehehe.

    E sou dessas pessoas sem noção que se encontra com os amigos/colegas virtuais e acho que os conheço. Até hoje ninguém me olhou muito com cara de maníaca. Mas também venho de fóruns de internet onde a galera se reúna a cada seis meses pra jogar videogame.

    É a mesma coisa de sempre. Vale a pena se a alma não é pequena. Agrega se você tiver um mínimo de maturidade e jogo de cintura.
    Onde mais eu conheceria um cara que conhece a mina que aparece na cama do Hal no trailer do Lanterna Verde? Verídico!

    E não entendo o fascínio com o xvideos, sério. Tantas opções por aí de youporn, portube, pornhub e incontáveis variações batutas… Eu nem fiquei sabendo dessa pane aí.

    Ps: Audiogalaxy, te amo pra sempre…

  • Victor

    Falando em privacidade na internet, eis que ontem eu estava programando (Eclipse) e tive que abrir o MySQL e o Tomcat (não sei se isso teve alguma coisa a ver) e do nada surgiu a porra de uma mensagem no meu computador, pedido pra eu terminar o meu cadastro em um site! Cara, era simplesmente um programa já instalando no meu micro, fuçando absolutamente tudo o que eu fazia e mandando todas as estatísticas pra algum servidor! Me bateu um pânico e uma raiva inéditas! Há quanto tempo aquela porra já estava instalada por lá? Que tipo de inforamação ficou monitorando? Eu uso internet banking todo santo dia! Faço transferências bancárias, compras pela internet, o caralho a quatro! Bem, sou analista de sistemas, tenho um bom antivirus instalado e atualizado, não imaginei que essa porra pudece acontecer de forma tão tranquila, sem eu receber um alerta sequer…

    Informações extras: O nome da porra do spyware é relevantknolodge e me pareceu algo muito, mas muito além mesmo de um simples spyware feitos por adolescentes espinhentos, aquilo ali é coisa séria pra caralho. E o antivirus que eu uso é o Avast.

    Agora, indo pra outro extremo do post (sobre conhecer gente de todo o mundo), dia desses entrei no irc (por sinal, fica aqui a minha sugestão, idéia antiga minha, que o PdH tenha um canal no IRC, com links na página que nos jogassem diretamente pra um determinado canal, assim poderíamos debater ontime os posts…(tipo, teria que criar uma sala pro assunto do post, mas isso não é difícil…)) num canal da Austrália. Bem, conheci algumas pessoas de todo canto do mundo, menos gente da Austrália! O legal é que fui tratado muitíssimo bem, bastou seguir o beabá da etiqueta internética e ser minimamente educado com o pessoal. Fica aqui minha sugestão, conversar ao redor do mundo faz bem e brasileiro via de regra é bem tratado…

    • Victor

      Caralho@@@ Consegui escrever pudecccceee… e não estou conseguindo editar a porra do comentário… Como disse o post, tem horas que a internet é foda, registras todos os seus micos pra posteridade… huahauahuhauhauahau

  • Victor

    Falando em privacidade na internet, eis que ontem eu estava programando (Eclipse) e tive que abrir o MySQL e o Tomcat (não sei se isso teve alguma coisa a ver) e do nada surgiu a porra de uma mensagem no meu computador, pedido pra eu terminar o meu cadastro em um site! Cara, era simplesmente um programa já instalando no meu micro, fuçando absolutamente tudo o que eu fazia e mandando todas as estatísticas pra algum servidor! Me bateu um pânico e uma raiva inéditas! Há quanto tempo aquela porra já estava instalada por lá? Que tipo de inforamação ficou monitorando? Eu uso internet banking todo santo dia! Faço transferências bancárias, compras pela internet, o caralho a quatro! Bem, sou analista de sistemas, tenho um bom antivirus instalado e atualizado, não imaginei que essa porra pudece acontecer de forma tão tranquila, sem eu receber um alerta sequer…

    Informações extras: O nome da porra do spyware é relevantknolodge e me pareceu algo muito, mas muito além mesmo de um simples spyware feitos por adolescentes espinhentos, aquilo ali é coisa séria pra caralho. E o antivirus que eu uso é o Avast.

    Agora, indo pra outro extremo do post (sobre conhecer gente de todo o mundo), dia desses entrei no irc (por sinal, fica aqui a minha sugestão, idéia antiga minha, que o PdH tenha um canal no IRC, com links na página que nos jogassem diretamente pra um determinado canal, assim poderíamos debater ontime os posts…(tipo, teria que criar uma sala pro assunto do post, mas isso não é difícil…)) num canal da Austrália. Bem, conheci algumas pessoas de todo canto do mundo, menos gente da Austrália! O legal é que fui tratado muitíssimo bem, bastou seguir o beabá da etiqueta internética e ser minimamente educado com o pessoal. Fica aqui minha sugestão, conversar ao redor do mundo faz bem e brasileiro via de regra é bem tratado…

  • Anônimo

    As últimas 2 garotas com quem fiquei sério e quase namorei, conheci na internet. Essa simples frase já mostra o quanto a dinâmica das relações mudou com ela.

    Minha irmã conheceu o primeiro namorado dela num chat da escola pelo msn, eu já fiquei com uma garota que conheci pelo nextel (passando trote pros IDs que meu amigo tinha na agenda dele) e assim vai.

    É a vida.

  • Marco Antônio

    De fato, acho que a internet já está intríseca na nossa vida.
    Mas temos que admitir que estamos apenas engatinhando neste novo nivel de realidade ainda.

    A velocidade da evolução é alucinante mas estamos falando só de decadas pô!

    Daqui um tempo historiadores vão classificar o tempo em que vivemos como algo análogo ao Renascimento que assinalou o fim da Idade Média.

  • Raito Sonozaki

    é tão facil criar um user fake e falar o que quiser na internet…
    azar de quem é ingenuo pra assumir sempre e pra todos os casos a sua identidade real fikdik

  • http://twitter.com/LadyAwol Lady Awol

    Acho que todo mundo já viu esse vídeo do Todos queremos ser jovens http://jerimumbeta.com.br/todos-queremos-ser-jovens mas caso alguém não tenha visto, acho relevante ao tema.

    Mudando um pouco o foco… Mais alguém aí já viciou em algum turn-based web game? Eixo do Mal, The Crims, The West…
    No The West rolava até sessões em team speak pra coordenar ataques, heauheiuh

    Ah, esses tracking cookies também me dão medo, Victor.

  • Anônimo

    Me chame de conservador, mas eu ainda tiro meu dinheiro nas ATM’s. Não gosto nem um pouco de possibilidade de um dia entrar em fake duplicado do site do banco e….errr…pois é.

  • http://www.twitter.com/alessandrofomm Alessandro

    Excelente texto.

    Internet é ferramenta como foi o primeiro o osso lascado, a marreta, o p tear, a locomotiva a vapor, etc. Talvez a mais importante ferramenta já inventada. Mas acho que não devemos a ela dedicar tanta devoção. Apenas nos utilizarmos do bem que ela nos proporciona.. Não é a salvação da humanidade, mas se for bem utilizada pode ser sim um instrumento para melhorá-lo.

  • http://www.facebook.com/leonora.ling Leonora Berrini

    De todas as ferramentas que a internet proporcionou, a que menos uso (ou na realidade, não uso), são os programas de bate-papo como o MSN (sou saudosista do ICQ). Acredito que nada substitui uma conversa via telefone ou pessoalmente. Engraçado que se permitirmos, acabamos deixando de lado muito da interação cara a cara. Combinamos de sair via Twitter, via Facebook, isto quando a saída ocorre de fato. Eu sempre caía no clichê com alguns amigos meus de marcarmos de sair através destas ferramentas, e no final não marcávamos nada. Somente agora, após esbarrar em um deles na rua, que paramos um pouco de interagir por estas vias, para nos vermos pessoalmente. Há ainda um outro grupo de amigos, o qual todos se conheceram pela internet (este grupo mudou completamente a visão que tinha de amizades via internet), que agora marcamos de passar o ano novo juntos. Acho que a internet abre várias portas em termos de relacionamento com o outro, basta sabermos utilizá-lo, e nos adaptar a ela de uma certa forma. Porém, como já disseram por aqui antes: possivelmente nada se iguala a uma troca de olhares com um desconhecido.

    E Blastoise é o máximo, mas sou mais o Squirtle *rs*.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu acho que talvez o que eu tenho adotado como postura na internet é tentar manter uma imagem coerente com o que eu sou. Apesar de que algumas vezes é mais complicado entender uma frase solta num twitter ou um texto postado no blog se a pessoa não entende o contexto de onde surgiu aquela frase ou texto.

    • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

      A internet tem disso, muita informação dispersa esperando ser interpretada ou contextualizada. Então quando alguém se depara com um trecho, uma declaração, um tweet, e não conhece o contexto em que aquilo nasceu pode acabar interpretando alguma coisa de forma total e completamente errada e aquela sua piada sobre o seu amigo virar uma declaração de amor pra Preta Gil.

  • Vitor

    Porra, ri pra caralho do twitter do Chewbacca.

    Tô me sentindo incrivelmente idiota agora.

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Internet está mudando tudo! Principalmente a forma como nós que estudamos outros idiomas podemos sempre praticar conversando com pessoas de diversos países e claro também é possível conhecer a cultura de diversos países sem custo nenhum!

  • http://twitter.com/gabrielvinicius Gabriel Alves

    Porra, ri pra caralho do twitter do Chewbacca.

    Tô me sentindo incrivelmente idiota agora. [2]

    hahahahahaha

    • http://www.justwrappedupinbooks.wordpress.com/ João Luis Baldi Jr.

      Coisas como o twitter do Chewbacca e o site do pudim (http://www.pudim.com.br/) tornam a internet um lugar mais seguro e bonito.

  • Thiago

    É, também sou apaixonado pela Elly.

  • Anônimo

    como dizia o “velho” cazuza: o tempo não pára. e este é o maior desafio: usar o tempo. pra conversar via internet? ou para relacionamentos pessoais? onde foi parar o tête-à-tête. acho que dá pra usar a internet para infinitas possibilidades, mas devemos preservar um olho no olho, um roçar de mãos e bocas ou mesmo um furioso encontro com embates mais íntimos. mas uma coisa é inegável: a liberdade de escolha, cada um faça como achar melhor para sí, sem se incomodar com que os outros pensam, até porque não pagam nossas contas. sempre é bom encontrar temas polêmicos. abrax

  • http://deboraviveiros.wordpress.com/ Deboraviveiros

    A internet modificou demais o modo como interagimos, isso é fato. Como muitos exemplificaram aí, meu primeiro namorado conheci pela internet… Fora as facilidades de comunicação, amigos que se encontram longe mas que, por conta de facebooks, msn’s, skypes e etcs, podemos conversar quase que diariamente. De toda forma, acredito que o mais importante seja encontrar uma forma de conciliar a vida virtual com as relações “ao vivo”.

  • Anônimo

    Excelente, as questões são até pré web 2.0 ,ou não se lembram das salas de bate-papo,Mircs e ICQ?

  • Goiano

    Muito boa materia!

    Moro em Goiania e sempre entro no yahoo posts, abraço a todos

    http://www.patrickeleandro.com

  • NoNameYesIdea

     CAra,se eu pudesse descrever o nojo que tenho de quem usa frases ou palavras em inglês em texto brasileiro como se isso deixasse o texto mais culto…. DEIXA DE SER BABA OVO E SE IMPÕE COM O QUE IMPORTA!

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