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Além do Preconceito – CFC (Curso de Formação de Condutores)

Lucas Carvalho

por
em às | Artigos e ensaios, Debates, Velocidade


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Qualquer cara que tenha dado entrada recentemente no processo para obtenção da CNH – Carteira Nacional de Habilitação – provavelmente se emputeceu bastante. O processo é longo e provavelmente você ouviu do seu pai um “no meu tempo não era assim”.

Além de aturar algumas famigeradas características de serviços públicos, como mau humor, má vontade e filas, ainda nos deparamos com uma série interminável de taxas e custos que tornam a obtenção do documento bastante cansativa e cara. Em média, espera-se que o processo dure de 2 a 4 meses (dependendo da disponibilidade do candidato) e que o custo total supere mil reais em caso de carta de categoria AB, apta para carros e motos, sendo que este valor pode chegar a mais de um barão e meio dependendo do estado.

Como se não bastasse, ainda temos que passar por todo o processo ciente das máfias internas dentro de cada uma das etapas, coisas que são mais ou menos difundidas dependendo da cidade – aqui na minha, por exemplo, todo mundo sabe (ou acha que sabe) de todas as sacanagens que rolam relacionadas ao CIRETRAN daqui. Mas não entremos nesse mérito.

Para tirar a CNH, é preciso fazer uma proposta que eles não poderão recusar

Toda essa carga de custos e enchimentos de saco é responsável por criar um preconceito enorme (em todos aqueles que estão tentando se habilitar à direção, sendo jovens ou não) direcionado ao CFC, o curso de formação de condutores, que passou a ser obrigatório a partir de 1998 e que, desde então, vem sofrendo algumas mudanças que culminam no formato em vigor: são 45 horas/aula, ou seja, é tanto tempo quanto uma cadeira semestral de faculdade.

É um curso teórico de longa duração feito, na maioria dos casos, depois de um dia cansativo de trabalho. São aulas ministradas por professores apáticos em salas desconfortáveis. Fecha a brincadeira toda o fato de esse “brilhante” curso ser pago.

Pouca gente sabe, mas o novo CTB (com suas mil restrições, milhões de infrações e mínimos detalhes) surgiu de uma necessidade urgente: em meados dos anos 90, o Brasil era o campeão mundial em mortes no trânsito, mesmo estando longe de ser dono da maior frota de veículos do mundo. Além disso, o antigo CTB, de 1940, datava de uma época em que a frota total passava pouco de 1 milhão de carros. Nos anos 90, tínhamos 30 milhões.

Até consigo entender o desespero dos legisladores de trânsito e governantes competentes ao se dar conta de uma informação dessas. Não sei os números da época, mas estima-se que hoje morram mais de 50.000 pessoas por ano no trânsito (os números oficiais são mais baixos que isso pois só contam as mortes no local), isso sem contar uma infinidade de pessoas que tiveram ferimentos graves.

No CFC, eu me peguei realmente aprendendo algo em cada uma das disciplinas ministradas. Não porque eu decorei o conteúdo da apostilazinha para a prova final, mas eu parei para pensar em assuntos sobre os quais eu nunca me questionei. Em cidadania, por exemplo, constatei o óbvio: grande parte dos problemas do trânsito tem origem numa cultura do “eu”: minha pressa, meus horários, meus direitos, minha preferência, meu carro, e olha que eu não vou nem entrar no mérito da polêmica do brasileiro comprar carro que nem desesperado e ainda andar sozinho nele.

Para salvar minutos (muitas vezes minutos de bunda grudada no sofá vendo TV), as pessoas cometem imprudências que põem em risco todos os habitantes do trânsito, de pedestres a si mesmo. Lei de trânsito não é frescura, lei existe pra manter vidas. Manter as duas mãos no volante não é babaquice, você não poder dirigir com chinelo não é pra te deixar bonito. Para grande parte das leis, é possível conseguir uma explicação muito lógica e muito intimamente ligada à segurança do próprio condutor.


Link YouTube | Esse é você no seu cotidiano no trânsito. E nem adianta dizer que não

Acreditem ou não, lhes diz isso um cara que possui uma aversão natural a leis e normas. O caso da obrigatoriedade de itens de segurança (como capacetes e cinto de segurança) foi uma etapa que me deixou muito confuso. Eu, como premissa pessoal, reprovo veementemente toda e qualquer lei que se meta na minha liberdade a fim de assegurar a minha própria segurança. Acho que todo mundo tem o direito de saber o que quer pra si, fazendo mal ou não. Mas foi uma outra coisa que eu consegui entender: se o estado não obriga, as pessoas simplesmente não fazem. Se as pessoas não fazem, elas continuam a morrer e nós continuamos a ter um trânsito selvagem. E, na obrigatoriedade, você faz o hábito.

Todas essas conclusões eu tirei do CFC. Não porque o curso seja excepcional, mas porque é válido parar um tempo da vida para pensar no trânsito. E mais do que essas mil informações relativas a seguranças (daria pra estender esse assunto até o texto ficar ilegível de tão enorme), você se vê obrigado a pensar em outras coisas: você tem colhões para agir racionalmente em caso de acidente e não mexer no acidentado a menos que seja estritamente necessário? Você tem a moral de executar uma manobra de massagem cardiorrespiratória?

Mais do que aprender procedimentos, você se vê obrigado a pensar no assunto. Eu, por exemplo, tive uma quase epifania na aula de meio ambiente e, mesmo sem entender o porquê, decidi que nunca mais jogaria um lixo, por minúsculo que seja, no chão, principalmente as bitucas de cigarro. E por incrível que pareça, eu realmente largar meu resto por aí após fumar. Não porque eu não sabia que isso é errado e prejudicial, mas porque eu fui forçado a pensar no assunto.

O curso também me serviu pra achar o mundo e as pessoas mais escrotas do que eu já acho: uns 30% da minha classe já dirige na cidade mesmo sem ter a habilitação e boa parte deles faz cara de revoltado ao ouvir que, por exemplo, colocar marcha turbo em carro de passeio pra andar no centro da cidade é proibido. Porque qualquer modificação nas condições originais do carro sem permissão é infração, o que inclusive pode poupar nossos olhos dos tunings bregas.

Outro exemplo indignante é o caso do DPVAT, o famigerado seguro obrigatório. Pouca gente sabe, mas esse seguro serve pra alguma coisa e premia a família de um ou mais falecidos em acidente de trânsito em pouco mais de R$ 13 mil por óbito, além de cobrir parcialmente custos hospitalares decorridos de ferimentos.

"Tunar" o carro. Devia ter multa também pro mau gosto

Para resgatar o prêmio, basta reunir uma documentação relativamente simples e encaminhá-la a qualquer seguradora comercial de uma lista enorme de nomes e esperar a grana em até 15 dias – o processo é bem pouco burocrático se comparado ao que estamos acostumados no Brasil. É um direito do qual pouca gente tem ciência – e existem aproveitadores que sabem disso. Minha professora contou casos de pessoas que abordam famílias desesperadas após um óbito, ainda no hospital (um contato pré-estabelecido faz a ponte), dizendo que há um seguro que dá direito a 6 mil reais.

No desespero, as famílias assinam uma permissão de resgate que dá direito ao gente boa de pegar a grana. Nem preciso contar o resto: o filho da puta pega boa parte do dinheiro, “agradece” o contato no hospital e dá para a família menos da metade do valor de direito, que provavelmente nem nunca vai saber que foi enganada.

Mais do que um post politicamente correto, acho que esse assunto diz muito sobre ser um homem, sobre assumir o seu papel no mundo. Temos (na verdade, vocês condutores tem, e eu não, já que nem dirijo ainda) que parar de dar desculpas no trânsito: tô com pressa, preciso buscar fulano, as estradas são uma merda, o sistema é corrupto, a engenharia de trânsito é caótica. Assumir a sua parte nessa bagunça toda e fazer o mínimo possível é mais do que ser certinho, é se manter vivo e manter os outros vivos.

E, por isso, eu acho que o CFC deveria ser obrigatório até mesmo no processo de renovação de CNH. Não pra decorar conteúdo e passar na prova, mas pro antigo condutor ter a chance de pensar no que ele está fazendo. Enganar o guarda passando o cinto ou reduzindo a velocidade assim que o vê não prejudica o guarda, prejudica você, a sua mulher que tá contigo dentro do carro, seu filho e o filho dos outros.

Lucas Carvalho

Interiorano que mora sozinho em São Paulo e está possivelmente assustado com tudo isso. Formado em marketing, prefere passar o dia construindo planilhas. Único pet considerado é uma aranha grande, peluda e azul. gosta de cozinhar para cambadas, mas não lava a louça. não deve ser inteiramente levado a sério, já que ainda joga pokemon blue no emulador.


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  • Anônimo

    Maravilha de texto, adoraria que pelo menos  60 por cento da população desse pais pensasse assim.
    Triste é que só conseguimos incutir cidadania nas pessoas por força da lei, mas que seja então. Infelizmente apesar delas ainda assim nos sentimos sempre com mais direitos que o próximo, no dever de tomar alguma vantagem ou prejudicar alguém por me convém.

    Outro ponto interessante do texto foi a questão do lixo jogado nas ruas, juro que é uma coisa que não entendo e me revolta muito, o que agente vê de pessoas dentro de seus carros simplesmente lançando fora seus dejetos pra rua não esta escrito e depois muitas delas reclamam da prefeitura quando acontece uma enchente que inunda uma porrada de casas por ai.
    Teria que ter uma lei que proibisse isso também, que multasse esse bando de animais que jogam lixo no chão e não entendem que não vivem sozinhos no planeta, tem outras pessoas ao lado sendo prejudicados por eles.

    • Lucas Carvalho

      Marcio,

      acho que o problema não é tanto a quantidade de pessoas que pensam ou deixam de pensar assim – refletir, sentir-se parte da bagunça e um pouco culpado pelo caos é fácil, você acaba fazendo ao se deparar com um texto desses ou algum outro parecido com. aliás, você consegue pensar a respeito só de ver um acidente de trânsito que aconteceu por um motivo banal.
      tu pode ver isso todos os dias, a todo momento, principalmente se morar numa cidade grande.

      creio eu que a questão está mais a prática, em se reeducar na postura frente ao trânsito.
      eu escrevi esse texto há pouco mais de 6 meses e, desde então, eu já me tornei um motorista esporádico, passei na prova e tudo mais.
      eu já me peguei desrespeitando regras e cometendo sutis barbeiragens deliberadas pelo exato motivo que descrevi no post: meus prazos, meus horários, minha pressa e meu stress.
      e isso não tem a ver com refletir sobre o trânsito, mas sobre toda a sua vida e sua postura. um trânsito decente exige calma, paciência e, correndo o risco de ser brega, um sorriso bobo no rosto (mas não fume maconha, você causará acidentes).

      um pouco de planejamento e desprendimento do ‘tempo é dinheiro’ e você consegue mudar não só a postura frente ao trânsito, mas frente a um monte de coisas.

      mas as bitucas de cigarro nunca mais foram pro chão.
      e meus bolsos fedem eventualmente por isso.

      obrigado por comentar e um abraço.

  • Lucas Carvalho

    Olá, sou o autor do texto e estou esperando ser malhado.
    Abraços,

  • http://www.facebook.com/antonio.t.filho Antonio Teixeira Filho

    Excelente! Concordo, não é um curso brilhante ou coisa do tipo, mas me parece um “mal benéfico”.

  • http://www.facebook.com/antonio.t.filho Antonio Teixeira Filho

    Excelente! Concordo, não é um curso brilhante ou coisa do tipo, mas me parece um “mal benéfico”.

    • Lucas Carvalho

      Obrigado, Antonio.

      mas se é benéfico, não é exatamente um mal, não é? haha

      abraço.

  • http://www.facebook.com/antonio.t.filho Antonio Teixeira Filho

    Excelente! Concordo, não é um curso brilhante ou coisa do tipo, mas me parece um “mal benéfico”.

  • Bruno Alexandre

    Eu não consigo entender como as pessoas se revoltam com coisas básicas. O fato de por o cinto deveria vir p0or mero instinto de autopreservação, mas para que elas se prendam ao banco tem de haver uma lei e elas ainda ficam revoltadas…

    Uma vez dois carros se acidentaram aqui perto de casa, um dos carros capotou umas três vezes, a estrutura do mesmo ficou inteira e o motorista morreu porque estava sem cinto e foi arremessado no asfalto. A simples consciência de se proteger o teria salvo… Ah sim, se ele não tivesse furado a preferencial tudo estaria bem também.

    • Lucas Carvalho

      Bruno,

      as pessoas não gostam muito de pensar em segurança pessoal, o que é ironicamente contraditório se formos ver a quantidade de casas que possuem cerca elétrica e muros altos por aí.
      o cinto de segurança funciona da mesma forma que os capacetes e tampões que deveriam ser usados como EPI por trabalhadores que precisam desse tipo de proteção. e as pessoas não usam porque é desconfortável.
      desconfortável é ter traumatismo craniano.

      obrigado por comentar, abraço.

  • Rodrigo Queluz

    O texto é muito bom! Mas passa muito rápido pela questão principal.
    Ninguém discute a importância do CFC. Isso é indiscutível, e qualquer um que fale isso deveria rever seus conceitos.

    A principal crítica se resume ao alto valor cobrado. Alguém garante que esse valor é repassado para políticas que visem diminuir o número de mortes? Principalmente em São Paulo não poderíamos ter um desconto, visto que as estradas são privatizadas e pagamos fortunas em pedágio?

    O DPVAT é uma das únicas coisas que funciona. Taxas, IPVA, Pedágios. A impressão que dá é que gastamos várias vezes com a mesma coisa.

    A última notícia que tive era que o Estado de São Paulo estava lutando para desvincular o DETRAN da Polícia Civil, o que diminuiria a burocracia e corrupção (marca do DETRAN-SP). Alguém sabe o que virou disso ?? Seria um passo importante!!

    • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

      Pior que os pedágios das estradas é o pedágio que nós pagamos para o governo federal!É mais caro que o das privadas e a qualidade do serviço é muito pior.

    • Lucas Carvalho

      obrigado pelo elogio, Rodrigo.

      na verdade, o principal ponto do texto é sim ressaltar a importância do CFC, e não discutir o valor cobrado – o que você descreveu como ‘indiscutível’, na verdade, gerou diversas discussões dentro da própria sala de aula do curso e fora dela. eu mesmo achava o curso bastante discutível antes de fazê-lo.

      olha, quanto ao valor, pelo menos no que diz respeito ao que é cobrado exclusivamente pelo CFC, creio eu que não seja possível repassar o valor para absolutamente nada, já que 300 reais por 45h/aula é uma quantia relativamente baixa para pagar os professores e a estrutura das salas de aulas.

      quanto ao resto, nada sei.
      deve estar bancando a estrutura (inflada, talvez) dos departamentos de trânsito.

      não sabia sobre essa tentatiova de desvinculação, obrigado pela informação, tentarei ler mais.

      abraço!

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Cara eu concordo com você e eu até acho que talvez obrigar todas as pessoas a refazerem o curso de formação de condutores seria válido, mas as pessoas deveriam ser retestadas na renovação da CNH do mesmo modo que eles refazem os exames médicos, eu acho que deveriam ser refeitos os testes teóricos.

    • Lucas Carvalho

      Leonardo, o problema é que a prova em si é só figuração (assim como o exame médico).
      seria interessante adicionar dificuldade ali, mas não sei até que ponto isso seria viável.

      é muito difícil NÃO passar na prova. e no exame. e no psicotécnico.
      o drama fica só por conta da prova prática (essa sim, difícil de passar), mas ainda há toda a questão de que você não aprende a dirigir na vida real. principalmente pra moto, eu senti uma diferença gigantesca entre as aulinhas de fazer um 8 e andar nas ruas, e olha que eu andei muito pouco na rua.

      enfim, não nego que o processo tenha muitos erros e tampouco é a minha intenção defendê-lo. a intenção do texto era mais defender a ideia do CFC e sua obriogatoriedade, mas infelizmente há problemas de metodologia.

      abraço!

      • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

        Eu acho que você tem razão quanto a essa questão da figuração. E eu acho que você tem razão quanto a essa questão do foco das aulas… eu acho que elas realmente focam em ensinar as pessoas a serem aprovadas no teste do que em ensinar a ser um bom condutor no cotidiano.

      • http://www.facebook.com/profile.php?id=1680729580 Lucas Guio

        Na verdade, tudo aqui no Brasil é assim. As escolas não estão mais ensinando os alunos para a vida, mas sim para a vida PROFISSIONAL, ou seja, para passar em uma boa universidade, para passar em um vestibular difícil. Isso é o que me deixa mais PUTO! Por que as pessoas estão pensando assim? E não pensam que, NA VERDADE, o que vale mesmo é a sua educação e não a PORRA DE UMA UNIVERSIDADE?? Não entendo, cara…e isso acontece nos CFCs, aulas práticas e tudo mais…fico muito triste com isso. Mas acho que isso não é só no Brasil, mas no mundo todo. As pessoas estão pensando que escola É para vestibular, É uma “pré-faculdade”, sendo que a faculdade só serve para você ter um bom emprego..não para você REALMENTE aprender aquilo que você gosta…as pessoas não entendem que, se você fizer aquilo que você REALMENTE gosta, você vai se dar MUITO melhor nisso do que em um emprego que você “ACHA” que vai dar mais dinheiro..;D

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

        Aula de moto é uma piada.
        Te ensinam a fazer um 8 mas não te ensinam a trocar marcha!

      • http://www.facebook.com/people/Tiago-Cunha/100001351703704 Tiago Cunha

        Aula de moto é uma piada.
        Te ensinam a fazer um 8 mas não te ensinam a trocar marcha!

  • http://www.facebook.com/people/Moacir-Júnior/676389571 Moacir Júnior

    Minha critica ao CFC não é tanto a obrigatoriedade, valor, ou assuntos abordados, minha crítica maior é quanto a abordagem do curso.
    Qualquer tipo de educação é válida.
    Mas a eficácia do metodo é muito discutivel.
    Não faz muito tempo que assuntos como direção defensiva virou item obrigatório no cfc, mas desde quando direção defensiva pode ser aprendido apenas na teoria.
    Na teoria tudo é lindo e o papel aceita tudo. O aluno que disser que basta girar o volante pro lado contrário é suficiente para segurar o carro quando este sai de traseira.
    Na prática, o assunto é outro…

    • Lucas Carvalho

      bom, Moacir, não dá pra dizer que não seria no mínimo DIVERTIDO ter aulas de direção defensiva na prática.

      todavia, pense no valor.
      aluguel de pistas, seguros altíssimos pros veículos, manutenção cara e professores (caros) que gostam de desafiar a vida.

      embora a sua sugestão soe mais coerente, não sei até que ponto ela é aplicável em escala.

      obrigado pelo comentário, abraço.

    • Lucas Carvalho

      bom, Moacir, não dá pra dizer que não seria no mínimo DIVERTIDO ter aulas de direção defensiva na prática.

      todavia, pense no valor.
      aluguel de pistas, seguros altíssimos pros veículos, manutenção cara e professores (caros) que gostam de desafiar a vida.

      embora a sua sugestão soe mais coerente, não sei até que ponto ela é aplicável em escala.

      obrigado pelo comentário, abraço.

  • Anônimo

    A merda das leis desse país é que sempre haverá um fdp que achará um jeito de levar vantagem com ela, quando na verdade as leis são criadas para se botar ordem nas coisas.

    Quanto a intromissão do Estado no que eu faço ou não com nossas vidas, também não gosto dela, mas como o texto mesmo diz, sem essa intromissão, ninguém usaria cinto e capacete, e isso implicaria na vida, e no bolso, de todos, mesmo aqueles que nem possuem CNH, pois teríamos que ter uma estrutura ainda maior para atender as vítimas de acidentes e suas sequelas, o que geraria ainda mais impostos.

    • Lucas Carvalho

      pois é, cara, mas pense como eu me sinto contraditório ao concordar com a obrigatoriedade do cinto mas ser veementemente contra a proibição do cigarro hahahahaha

      vou tentar justificar dizendo que o não uso do cinto é pura displicência, preguiça e rebeldia sem causa, enquanto o cigarro é um prazer com consequências, como comer picanha gordurosa. é uma displicência motivada, eu acho.

      na minha cabeça, há uma enorme diferença. mas eu entendo que na mente de muita gente esse contraste não faça diferença alguma.

      obrigado pelo comentário, abraço.

    • Lucas Carvalho

      pois é, cara, mas pense como eu me sinto contraditório ao concordar com a obrigatoriedade do cinto mas ser veementemente contra a proibição do cigarro hahahahaha

      vou tentar justificar dizendo que o não uso do cinto é pura displicência, preguiça e rebeldia sem causa, enquanto o cigarro é um prazer com consequências, como comer picanha gordurosa. é uma displicência motivada, eu acho.

      na minha cabeça, há uma enorme diferença. mas eu entendo que na mente de muita gente esse contraste não faça diferença alguma.

      obrigado pelo comentário, abraço.

  • http://www.facebook.com/thiguedes Thiago Guedes

    Desculpe, mas tenho de discordar (e muito!) de você. O curso todo é uma piada sem tamanho. 
    45 aulas péssimas, por obrigação, onde num se aprende nada. Didática zero. Feito puramente pra comer dinheiro alheio. 

    Habilitação para motos consegue ser ainda pior: 

    - Você não aprende nada sobre ciclística, dinâmica, nada. Aliás, o CTB como um todo trata motos como um carro de duas rodas o que, qualquer um que não cabulou a aula de física, sabe ser alienígena;
    - Você não pode usar o freio dianteiro em nenhuma das aulas, menos ainda nas provas. O freio dianteiro e só responsável por 100% do seu poder de parada;
    - Aprender sobre condução na chuva? Aham, senta lá Claudia. 
    - Você não pode usar o acelerador sob pena de reprovação. Em alguns lugares, é usado um parafuso pra travar o acelerador;
    -Você NÃO pode trocar de marchas muito menos aprende como se faz;- Por melhor que vá na prova, as chances de passar sem pagar beiram 0. E a prova é feita longe de tudo e todos, justamente pra facilitar a prática;

    E pior: 

    As 15 aulas são feitas numa CGZINHA fumacenta e você sai legalmente permitido a dirigir uma HAYABUSA!

    Bom, não vou nem entrar no mérito da certificação do Inmetro para capacetes. Como uma resolução dessa passa e ninguem fala nada é que não entendo. 

    • Lucas Carvalho

      como eu disse, Thiago, o texto não entra muito no mérito da metodologia e do conteúdo do curso – e, a propósito, eu me ative a fazer uma análise do CFC, que é estritamente a parte teórica do processo de obtenção de CNH.

      aulas práticas são uma história completamente diferente e, neste caso, eu compreendo e concordo com parte da sua revolta, mas não toda ela. quando a gente fala de experiências pessoais, é importante lembrar que elas podem ser brutalmente diferentes entre um indivídio e outro.
      a minha experiência com as aulas práticas de moto foi um pouco diferente da sua, até porque tanto prova quanto aulas variam um pouco de acordo com as diretrizes do ciretran local e a disponibilidade física de espaço para realização.
      eu, por exemplo, pude usar o acelerador e, na prova, tinha como obrigação passar de marcha (2ª), já que o estacionamento é longe da pista do 8 e dos cones.
      e a minha prova não foi feita longe de tudo e todos e muita gente passou de primeira.

      de fato, eu não aprendi a usar o freio dianteiro, o que é terrível e, de certa forma, perigoso.
      a principal limitação da aula de moto é que não há segurança nenhuma para o novato, enquanto nas aulas práticas de carro o professor tem acesso à embreagem e ao freio para eventuais problemas (eu tive um haha)
      até onde eu entendi, o uso do freio dianteiro é mais aplicável sob alguma velocidade, e fica complicado deixar um ALUNO (vamos sempre partir do pressuposto ideal de que o aluno NÃO DEVERIA saber andar de moto antes do processo) inexperiente solto numa moto em movimento e usando o freio dianteiro que, por sinal, se mal usado, é um eficiente caminho rumo ao chão.
      da mesma forma, é ainda pior deixá-lo na rua sem saber como usar.

      as aulas são repetitivas e focam apenas numa habilidade (o equilíbrio) e isso é um problema. até os professores admitem que as aulas de moto são um problema. acho tendencioso essa ideia de que as pessoas sempre querem nos comer dinheiro: eles (a escola, uma PJ, praticamente um terceirizado do Estado) estão fazendo o trabalho deles, e nós fazemos o nosso. eles sequer podem sair daquele escopo de aulas.

      eu subentendo que você é motociclista com certo conhecimento de causa sobre o assunto e as suas observações a respeito são bem mais acuradas que as minhas, entretanto acho que é sempre importante pensar em viabilidade.
      é importante lembrar que para ser condutor basta você ser alfabetizado e talvez conteúdos como ciclística e dinâmica sejam um pouco demais para cobrar de pessoas com conhecimento mais limitado – e nem acho que, para dirigir uma moto, elas precisem de muito mais do que saber ler e escrever.

      posso citar pra você vários exímios motoristas de rua que não passaram da 4ª série.

      quanto à CG, senti um pouco de preconceito aí.
      moto, pra muita gente, é mero meio de transporte, e não um hobby – isso sem contar que a gigantesca maioria do contingente de motocicletas desse país é de motos de 150cc ou menos. não há motivo para treinar o aluno standard numa moto +600cc. isso encareceria o processo ABSURDAMENTE, pense no seguro de uma hayabusa que será pilotada por iniciantes.
      infelizmente não dá pra abrigar todo o aprendizado que pode vir a ser necessário num processo de um ano. creio que essa seria uma das menores prioridades num plano de reestruturação da obtenção de CNH.

      e é sempre importante lembrar que a sua pizza ou o remédio do seu filho que está passando mal vai chegar, fatalmente, por uma CG fumacenta hahaha

      sobre o selo do inmetro para capacetes, eu sei tanto sobre segurança de artefatos de plástico quanto sei sobre borboletas azuis da patagônia, mas ME PARECE que uma ceritificação de segurança para um artefato de, erm, segurança, faria todo o sentido.
      mas se você pudesse falar mais a respeito, eu agradeceria.

      obrigado por fomentar a discussão, abraço.

  • http://gabrielmoraes.com Gabriel Moraes

    O que muita gente não entende a respeito do cinto e capacete, é que por mais que só você se fode no acidente, um lugar no hospital tem que ser reservado pra você, por que você quis sua liberdade, sua família fica preocupada, rende menos, mais problemas, por que você quis sua liberdade, você tem que faltar do emprego, rendendo menos a empresa, e assim vai, é um prejuízo muito grande paras as pessoas a sua volta quando você se machuca, o cinto não protege “apenas o usuário”.

  • http://gabrielmoraes.com Gabriel Moraes

    O que muita gente não entende a respeito do cinto e capacete, é que por mais que só você se fode no acidente, um lugar no hospital tem que ser reservado pra você, por que você quis sua liberdade, sua família fica preocupada, rende menos, mais problemas, por que você quis sua liberdade, você tem que faltar do emprego, rendendo menos a empresa, e assim vai, é um prejuízo muito grande paras as pessoas a sua volta quando você se machuca, o cinto não protege “apenas o usuário”.

  • Samuel Santos

    Lucas, parabéns pelo texto e pela forma de pensar.

    Cada vez que vejo uma pessoa jogando lixo pela janela do carro ou prejudicando outros motoristas para tirar vantagem, fico profundamente decepcionado com o ser humano.

    Penso que se até hoje não conseguimos respeitar regras extremamente básicas de cidadania, de certo modo ainda somos praticamente animais irracionais.

    Parabéns por divulgar uma opinião e uma forma de pensar tão legal! :)

    • Lucas Carvalho

      é que a cidadania sempre tem que existir pra fora dos muros da nossa casa, pra fora dos vidros do nosso carro…

      e isso é uma auto-crítica também.

      obrigado pelo elogio, abraço!

    • Lucas Carvalho

      é que a cidadania sempre tem que existir pra fora dos muros da nossa casa, pra fora dos vidros do nosso carro…

      e isso é uma auto-crítica também.

      obrigado pelo elogio, abraço!

  • Samuel Santos

    Lucas, parabéns pelo texto e pela forma de pensar.

    Cada vez que vejo uma pessoa jogando lixo pela janela do carro ou prejudicando outros motoristas para tirar vantagem, fico profundamente decepcionado com o ser humano.

    Penso que se até hoje não conseguimos respeitar regras extremamente básicas de cidadania, de certo modo ainda somos praticamente animais irracionais.

    Parabéns por divulgar uma opinião e uma forma de pensar tão legal! :)

  • Lucas Carvalho

    então, eu revisei ele n vezes antes de mandar pro PdH e mesmo assim saiu esse errinho;
    na verdade, é um erro de digitação mesmo (ou um lapso do meu TDA): leia ali um “e, por incrível que pareça, eu realmente PAREI DE largar meu resto por aí após fumar”.

    acho que algum dos editores lê aqui e corrige o probleminha.

    obrigado, abraço!

  • Lucas Carvalho

    então, eu revisei ele n vezes antes de mandar pro PdH e mesmo assim saiu esse errinho;
    na verdade, é um erro de digitação mesmo (ou um lapso do meu TDA): leia ali um “e, por incrível que pareça, eu realmente PAREI DE largar meu resto por aí após fumar”.

    acho que algum dos editores lê aqui e corrige o probleminha.

    obrigado, abraço!

  • Lucas Carvalho

    então, eu revisei ele n vezes antes de mandar pro PdH e mesmo assim saiu esse errinho;
    na verdade, é um erro de digitação mesmo (ou um lapso do meu TDA): leia ali um “e, por incrível que pareça, eu realmente PAREI DE largar meu resto por aí após fumar”.

    acho que algum dos editores lê aqui e corrige o probleminha.

    obrigado, abraço!

  • Lucas Carvalho

    Roberto,

    como eu disse, experiências são pessoais e, no meu caso, a experiência com as aulas foi positiva, mesmo que estas não tenham sido excepcionais. a professora parecia, de fato, interessada em provocar esse incômodo e essa reflexão ao invés de apenas passar os macetes da prova (embora isso aconteça também, é claro).
    e é óbvio que deveria haver toda uma revisão de metodologia.

    a motivação do meu relato foi mais ter tido uma epifania de ‘wow, que mágico, esse curso serviu pra algo” do que ter, de fato, achado o curso incrível.
    não é, e nem teria como ser pelo valor. mas eu gostei da professora.

    abraço, obrigado pelo comentário.

  • Rafa

    Taí uma coisa que eu não entendo… É moleza comprar um veículo novo mas é um inferno tirar a habilitação.

    Eu lembro que um amigo tirou pouco depois da nova lei de transito entrar em vigor. Ele fez meia duzia de aulas práticas, uma aulinha teórica, prova e bingo.

    Eu fiz a minha alguns anos depois e já peguei uma máfia bem estruturada. Morri numa grana e perdi um tempo precioso da minha vida num curso que me ensinou muito pouco. Não aprendi nada útil, como os exemplos que o Lucas citou, tipo fazer massagem cardiaca ou como proceder em caso de acidente. E olha que eu gosto de aprender coisas.

    Tirei a carteira depois de reprovar por conta de ter deixado o carro morrer. Na hora fiquei muito puto da vida, como se a diferença entre um bom e um mau motorista estivesse na capacidade de não deixar o motor morrer nunca. E eu acho que não custava nada fazer um sistema de avaliação que funcionasse de verdade.

    Hoje eu tenho carteira, mas não dirijo e nem tenho carro. Mas o documento está lá se um dia eu precisar. Aliás, tá na hora de renovar a bendita.

    E Lucas, parabens pelo texto =)

    • Lucas Carvalho

      eu aprendi a fazer a massagem num boneco, não foi grandes coisas mas já deu pra alguma coisa. as aulas de primeiros socorros serviram mais pra eu ter a plena noção de que entraria em pânico em uma situação emergencial haha

      Obrigado, Rafa, abraço! =)

    • Lucas Carvalho

      eu aprendi a fazer a massagem num boneco, não foi grandes coisas mas já deu pra alguma coisa. as aulas de primeiros socorros serviram mais pra eu ter a plena noção de que entraria em pânico em uma situação emergencial haha

      Obrigado, Rafa, abraço! =)

    • Lucas Carvalho

      eu aprendi a fazer a massagem num boneco, não foi grandes coisas mas já deu pra alguma coisa. as aulas de primeiros socorros serviram mais pra eu ter a plena noção de que entraria em pânico em uma situação emergencial haha

      Obrigado, Rafa, abraço! =)

  • Thales Silva

    Todo texto em que o ctb é citado vem essa de “não pode modificar caracteristicas originais”.

    Bom, na verdade pode sim, desde que seja feito em oficinas próprias para preparar os carros. Levando as notas fiscais e um laudo de qualquer instituição competente, atestando que o carro é “seguro”, um novo documento é emitido incluindo as modificações feitas no carro.
    Seu carro vai estar com documentação perfeita, muito melhor aliás que alguns carros que estão circulando com documentação em dia, embora claramente não estejam em condições de rodar (fumantes de óleo, beberrões, barulhentos, invisiveis, e poraí vai).

    Outra coisa é que realmente é proibido rodar com o veículo com caracteristicas modificadas sem a documentação correta, mas fica em aberto quais são as chamadas caracteristicas originais…

    Exemplo: Seu carro sai de fábrica com e pneus 175/65 r14, é evidente que se vc colocar um pneu mais largo e com perfil menor como o 185 55 a altura do carro em relação ao chão vai mudar (não interessa se muito ou pouco, ela vai mudar)…
    Da mesma forma, então não tem sentido exigir tanta burocracia quem resolve subtituir as molas do carro por molas esportivas para rebaixar em alguns centímetros.

    O problema é que muita gente se sente ofendida e tem uma visão meio criminalizada sobre modificar carros. Todo mundo tem seus gostos, e geralmente elas só sabem olhar pro próprio umbigo e esquecerem que algumas pessoas são simplesmente apaixonadas por carros.

    Eu uso cinto de segurança até mesmo quando estou de carona sentado na parte traseira, procuro ao máximo ser gentil no trânsito e meu carro é totalmente funcional, mas quando estou voltando na Dutra de noite, com aquela rodovia gigantesca sem quase ninguém na frente… podem chamar de imprudente, e falar que eu sou a causa dos acidentes de trânsito, mas enquanto eu sinto que a rodovia está vazia, o conta giros fica coladinho no vermelho.

    • Lucas Carvalho

      perfeitamente compreensível, Thales. mas, de qualquer forma, ainda acho profundamente imprudente andar em altíssima velocidade em estradas que não estão preparadas pra isso.

      e eu não sabia a respeito desses pormenores da modificação de carros. obrigado.

      abraço.

    • Lucas Carvalho

      perfeitamente compreensível, Thales. mas, de qualquer forma, ainda acho profundamente imprudente andar em altíssima velocidade em estradas que não estão preparadas pra isso.

      e eu não sabia a respeito desses pormenores da modificação de carros. obrigado.

      abraço.

  • 1bertorc

    Há problemas no código atual, mas era necessário algum endurecimento e eu até entendo as causas das ‘chatices’ que existem no novo código… Mas na verdade o trânsito pena da mesma doença de nossa sociedade como um todo: A falta de educação… Nossas estradas são horríveis mas a maioria dos acidentes acontece em pistas em boas condições, infelizmente uma pessoa que teve a personalidade formada desrespeitando o próximo nunca vai ser um bom motorista mesmo que o curso dure 4 anos…

  • 1bertorc

    Há problemas no código atual, mas era necessário algum endurecimento e eu até entendo as causas das ‘chatices’ que existem no novo código… Mas na verdade o trânsito pena da mesma doença de nossa sociedade como um todo: A falta de educação… Nossas estradas são horríveis mas a maioria dos acidentes acontece em pistas em boas condições, infelizmente uma pessoa que teve a personalidade formada desrespeitando o próximo nunca vai ser um bom motorista mesmo que o curso dure 4 anos…

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=1680729580 Lucas Guio

    Concordo plenamente com você. Aqui na minha cidade é um absurdo! Ciclistas andam em uma fileira de 3, 4, um do lado do outro em uma avenida que só passa um carro em cada mão! Acho ridículo isso!! Deveria ser igual na Alemanha, ter aulas de trânsito para TODOS os cidadãos nos colégios. Aqueles ciclistas que não usarem faróis à noite, tomarão multa. Aqueles motoristas que não obedecerem as leis de trânsito, tomarão multa. Mas o que eu acho que deveria mudar antes de mais nada é quem tá no poder, pois ELES também devem mudar. Não estou tirando nossa responsabilidade (o que eu acho que deve ser até maior que a dos políticos…), mas os corruptos da nossa nação têm também sua parcela de culpa, e nós precisamos mudar para que eles mudem!

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-Nascimento/100002400702511 Rodrigo Nascimento

    Lembro até hoje do dia dá prova…adrenalina a 1000, fiquei nervoso pacas pois só tive contato com direção de veículo nas míseras 20 aulas práticas; tudo contra, fui fazer a prova 4 meses depois da última aula, fui o ultimo no carro, cheguei as 07:00 pra fazer prova as 11:45, um sol torturador, nenhuma sombra pra se abrigar, vários “mukranas” dizendo que na 1ª vez é complicado passar etc, enfim com tudo isso Deus me ajudou e consegui passar “de prima” até hoje me pergunto: como foi que eu consegui?huahsuhaushhahsuahs

    Fugi um pouco do tema principal do texto, mas queria compartilhar minha experiência. Teu texto é muito bacana e concordo contigo sobre as aulas teóricas, foram um saco, porém me fez refletir sobre várias questões sobre cidadania meio ambiente e edução ao trânsito.

  • Leon Parreira Garcia

    Excelente texto!

  • http://www.facebook.com/gprista Gustavo Prista

    infelizmente, acho que o problema é muito mais profundo que esse.
    ao menos, aqui no rio de janeiro. o problema vai além da educação no trânsito e conhecimento das leis: diz respeito à falta de educação e egoísmo. já penso ser traço cultural, de tão enraizado…

  • http://www.mundotiedye.com.br/ Fabio Costa

    Belo texto, porém você esqueceu de mencionar o detalhe mais importante: tudo aí que você falou deveria fazer parte da educação básica do país. Noções de trânsito e cidadania, por exemplo, eram matérias que faziam parte da rotina escolar de nossos pais, mas foram removidas do curriculum escolar com a chegada da ditadura militar, que tinha em seu plano transformar as pessoas em trabalhadores, técnicos, ao in vés de criar cidadãos.

    Anos se passaram e ainda não conseguiram reparar esse erro político. Vejo barbaridades no transito todos os dias e não há CFC no mundo que consiga despertar a consciência de uma pessoa que nasceu e é criada para viver no egoísmo.

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