Entrevista com Ale Youssef | “Nós somos uma geração não representada.”

Guilherme Nascimento Valadares

por
em às | Entrevistas e perfis


Seguindo nosso esforço em adentrar o território da política, resolvemos conversar cara-a-cara com um candidato. O escolhido foi Ale Youssef. Fundador do Studio SP e do Overmundo, colunista de política da revista Trip há 5 anos, resolveu se lançar nesse mar de tubarões.

Porque ele?

Recebi a newsletter do Ale por email em 15 de Julho. Confesso que não sei como ela foi parar lá. Talvez tenha assinado algo web afora, afinal, sou um curioso contumaz. Seja como for, resolvi ler. Com um texto franco, identidade visual diferente do usual político e um belo vídeo de apresentação, a coisa toda me prendeu atenção. Alguns leitores do PdH já nos questionavam “E aí, vão abordar política? Queremos discutir esse assunto!”.

Na bem da verdade, eu não queria. Não tinha saco pra isso, nunca tive. Sempre me senti um ser alheio ao território político. Votei como quem joga uma pelada em final de semana, sem dar qualquer importância. Bizarro, considerando que por meio de minha profissão cheguei a prestar consultoria para políticos de renome nacional. Logo eu, um sem partido. Um cabaço político.

Mas certas coisas seguem a canastrice literária e “acontecem quando devem acontecer”.

Resolvi googlar mais sobre o cara. Gostei do encontrei. A fagulha se acendeu. E para um ariano, teimoso, obstinado, cabeça-dura como eu, quando uma fagulha se acende, saia da porra do caminho. Era hora de abordar política por aqui! Ótimo. Por onde começar? Vamos entrevistar alguém nas trincheiras, óbvio. Alguns emails disparados, descobri que minha namorada conhecia a prima do Youssef. Alguns dias se passaram, fui no programa Login da TV Cultura e conheci a irmã dele. Mesmo assim, posterguei. Mas eis que me encontro com ele em uma galeria de arte(na verdade, minha namorada o identificou), em pleno Domingo, totalmente por acaso.

É. Era pra ser. Indiretamente inspirou nossa vontade em abordar Política e agora está aqui, como entrevistado em destaque. Sem mais delongas, julguem o conteúdo final vocês mesmos.

1. Existe um vácuo gigantesco entre a nossa geração e a política…


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“As pessoas deixaram de sonhar(…) e de imaginar que poderia existir um modelo diferente.”

“Achei que era um momento legal para encarar o desafio de resgatar o voto de opinião. Não tem coisa mais difícil do que despertar o interesse das pessoas para a política hoje.”

“A frustação gerada pela overdose de pragmatismo, pelo vazio ético(da política)… gerou uma distância muito grande.”

“A gente tem padrões éticos que precisam ser resgatados, antes de qualquer coisa.”

2. Tenho amigos, pais recentes, que se perguntam: “Qual é o legado que vou deixar para o meu filho?”


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“Nós somos uma geração não representada. (…) A referência da ditadura, na fala dos dois principais candidatos à presidência, ainda é muito forte.”

“O Brasil vive uma dicotomia falsa, oca, entre o PT e o PSDB. (…) Em qualquer lugar do mundo estariam alinhados, fazendo política juntos.”

3. A ideia da Transparência Radical,(…) o mandato ao vivo.


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Obras citadas:

O Deputado Federal faz basicamente duas coisas:

  • faz as leis, ele legisla. Cria, acompanha e articula projetos de lei.
  • é um ator político importante para advogar em benefício da comunidade que o elegeu.

“O Dep. Federal é um porta-voz com possibilidade real de atuar para desatar nós.”

“A ideia da Transparência Radical, que é se criar, no mandato, plataformas de transparência escancarada de tudo que o parlamentar faz. E mecanismos de aproximação com as pessoas que o elegeram. (…) Criar um grande portal 2.0 do mandato.”

“Desde os primórdios da sociedade, você tem a profissão de representação das pessoas, que é a política.”

4. A prática política mais escrota!

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“Neguinho acha muito engraçado Tiririca, Mulher Pêra, Maguila, Marcelinho Carioca ou Vampeta aparecem como candidatos! Por trás disso está a prática política mais escrota. Porque algum picareta muito sério colocou essa figura ali, porque sabe que isso vai puxar um monte de votos pro seu partido. E na esteira desses votos, três ou quatro mega picaretas que não teriam a menor chance vão entrar.”

“Não podemos cair na simplificação de que a política não apresenta soluções concretas.”

Mais sobre o Ale:

@aleyoussef

www.ale.org.br

Link para download do áudio

Então, cambada, a carapuça vestiu? Sinceramente espero participação massiva nesse artigo, seja descendo o sarrafo ou elogiando. O silêncio vai me decepcionar, muito.

Guilherme Nascimento Valadares

Criador do PdH. Valoriza os bons amigos, boas cervejas e o trabalho. Baixa tolerância a papo furado e idiotas.


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67 comentários

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  • http://twitter.com/caiofochetto Caio Fochetto

    Acho muito legal toda discussão sobre política. Mas é bom abrir espaço para outros candidatos também, certo? Dar mais pontos de vistas e tudo mais… Quando sai a do tiritica?
    Sobre ter recebido uma news letter do Alê, ouvi dizer que ele tem se aproveitado do mailing do Studio SP. Mas não sei se é verdade. Isso seria bem chato. Deve ser boato, né?

    • Ian Black

      Não é boato, uma vez que eu só assinava o mailing do Studio SP e comecei a receber também o mailing do Comitê (casa do Alê Youssef) e agora recebi o mailing político dele. Não é boato.

    • Ian Black

      Caio, eu recebo mensagens do Studio SP, casa do Alê Youssef. Assim que o Comitê, casa de shows do Alê Youssef foi aberta, também comecei a receber mensagens não solicitadas. Agora que estou recebendo mensagens do Alê Youssef candidato é difícil acreditar que ele não tenha usado a mesma lista de e-mail, não?

  • http://politicaspublicasecidadania.wordpress.com/ Wagner Menke

    Realmente, o que ele diz é verdade sobre o ponto de que nossa geração não é representada.

    Mas vamos olhar por outro lado: o que cada um de nós realmente espera? Não dá pra dizer que a gente quer um país mais justo, com saúde, educação e emprego pra todo mundo. Primeiro porque não temos tanto dinheiro assim. Segundo, porque isso é incompatível com o capitalismo (não sou comunista!).

    Dessa forma, acredito que não podemos dizer quem nos representa porque muita gente simplesmente não sabe o que quer! E porque não sabe? Porque não entende política!

    Por isso que cada artigo sobre política aqui no PdH vale muito. Parabéns pela força de vontade.

    • Pablo Fernandes

      Wagner, concordo contigo.

      Hoje dificilmente encontramos alguém que realmente entenda política (digo isso de pessoas que não trabalham com isso). Assim, fica difícil exigir ou buscar direitos sobre.

      Mas, acredito que se tivéssemos uma política melhor em várias áreas conseguiríamos melhorar, e muito, a situação do país. Pode ser que seja impossível melhorar para todos, mas, conseguiríamos dar uma situação de vida melhor pra muita gente.

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Um problema da politica nacional é a tradição caudilhista, tipica do mundo despótico da América Latina(semelhante aqui só encontramos na Ásia).

        O que quero dizer com isso? A maioria desconhece o poder da “seção” Legislativa, se focam demais na figura “salvadora”, messiânica de um presidente, enquanto no Congresso e Senado permanece a velha geração de sempre. Como diz o ditado a maior façanha do diabo é fazerem todos acreditar que ele não existe.

        O Wagner que parece conhecer dessas leis, talvez entenda o que vou falar agora, que é aquilo que chamo de “roubo legalizado”; por exemplo numa cidade pequena, o prefeita tinha o direito por lei a R$ 1000,00 para cada dia que ele precisasse viajar a trabalho, e todo mês eu dava baixa na contabilidade de 10 dias que ele passava fora, legalmente ele ganhava R$ 10.000 por mês, numa cidade em que o Salário do prefeito era em torno de R$ 5000,00.

        Trabalhei 3 anos com contabilidade pública e desenvolvendo softwares para o setor, mas hoje em dia eu quero distância completa e total de políticos, não fecho mais negócios com essa gente, nem que eles me cubram de ouro.

      • http://politicaspublicasecidadania.wordpress.com/ Wagner Menke

        A minha solução pra isso é transperência pública e controle social. Claro, além de tudo, o cidadão deve se engajar. Estamos tentando fazer uma fiscalização dos recursos da educação, especificamente os do Fundeb, aqui no fórum PdH. Se tiver interesse em participar, já vai ser um grande feito seu como cidadão brasileiro.

        Abs

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        O “roubo legalizado” só é tratado assim, numa boa, por ser comum entre os pares. Digo, uma classe na qual dar um nó, dar um jeitinho, é comum faz com que algo “legal”, mas não-ético, se torne tolerável.

        Traduzindo, é o famoso “todo mundo faz, eu faço também”.

        Por isso, a renovação ética na profissão político – em especial nos altos cargos – é tão importante.

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        Concordo com os dois acima, e vou durante este mês buscar informações sobre as iniciativas em prol da transparência. Quem sabe nem tudo está perdido.

    • Rógeres Filho

      Wagner, um país mais justo, com mais saúde, educação e emprego é imcompatível com o capitalismo? Como assim?
      Além disso, se os recursos públicos não fossem desviados e fossem empregados de forma eficiente, teríamos um país melhor.

      • http://politicaspublicasecidadania.wordpress.com/ Wagner Menke

        Ora, o princípio do capitalismo é a acumulação de capital. Se alguém está ganhando, alguém está perdendo. Isso não é claro pra você?

        Outra coisinha: em 2009, a arrecadação do governo foi de R$ 698,289 bilhões. A população do Brasil em 2009 era de 184.014.516 habitantes. Em tese, o governo teria R$ 3.794,75 por ano pra gastar com cada habitante, em média. Tudo isso pra pagar saúde, educação, segurança, trabalho, habitação e urbanismo, saneamento, meio ambiente, lazer, turismo, assitência social, previdência, reforma agrária, indústria, comércio, agricultura, legislativo, judiciário, ministério público, defesa nacional, infra-estrutura.

        Só que a conta não é bem essa. Os banqueiros – só eles – levam 150 bi. Os aposentados – só eles – levam 250 bi. O que sobra é disputado a tapa por empreiteiros, sindicatos, movimentos sociais diversos, e uma reca que eu não quero nem citar.

        Agora ficou mais claro minha idéia?

        Abs

      • 1berto

        “Se alguém está ganhando, alguém está perdendo. Isso não é claro pra você? ”
        Errado, quando alguém vai a um supermercado e compra uma cerveja, ambos estão ganhando. Eu acho que a Heineken vale mais do que os 2,00 reais que pago nela e por isso eu compro. Economia não é soma zero, mas isso já foi dito por gente muito mais inteligente e importante que eu, quem dizer curiosidade faz bem em ler algum livro básico sobre o assunto.
        Se há uma alternativa ao capitalismo eu duvido que ela virá de forma mágica, messianica, as alternativas não me apetecem nem um pouco (leia-se Hitler, Stalin, Castro, Jong-il, etc). Se a humanidade vier a construir algo melhor seguramente não vai ser uma forma ‘planejada’ como querem os socialistas e sim uma sucessão de acordos e escolhas feitas pelos indivíduos.

      • Beto

        O problema não é o quanto o país arrecada, mas como ele destina o dinheiro dessa arrecadação.
        Com certeza, você faz idéia de quanto um deputado federal, estadual ou um senador recebe por mês. São valores que eu considero absurdos, fora os benefícios, mais absurdos ainda e sem contar os desvios. Agora multiplique isso pelo número de políticos que ocupam esses cargos.
        Tem um blog em que o autor fez algumas contas, e comentou sobre essa questão, vale a pena conferir http://oberroqueogatodeu.blogspot.com/
        E o pior de tudo é saber que a maioria não faz o que se propõe a fazer.
        Então, será que o país realmente tem tão pouco dinheiro assim?

      • http://politicaspublicasecidadania.wordpress.com/ Wagner Menke

        Em resposta ao colega Beto:

        O problema é que o seu amigo do Berro Que o Gato Deu não faz as contas direito. Ele apresenta todos os gastos com parlamentares como gastos desnecessários, quando na verdade os gastos desenecessários são menores do que os R$59.563.006,00 por mês que ele julga absurdo.

        Ora, já não consigo ver como 60 milhões iriam resolver todos os problemas do país, imagina um valor bem menor que esse???

        Ainda, o cara é muito simplista e parece que a única solução que ele tem para os problemas do Brasil é o corte das verbas dos parlamentares.

        Deixa eu te contar UM probleminha da saúde, que é bem sério, e com certeza seu colega do Berro desconhece. Por exemplo: aqui em Brasília, a Secretaria de Saúde costuma complementar o pagamento de cada procedimento médico executado fora de sua estrutura. Tipo assim – quando a demanda pelos serviços não pode ser feita dentro da estrutura pública do GDF, ele terceiriza esse serviço para a rede privada conveniada.
        Aí, em um procedimento que o SUS paga, digamos, R$ 15.000,00 (imagine um procedimento de alta complexidade, tal como cirurgia), o GDF “complementa” esse valor com mais R$ 485.000,00. No final, o prestador privado recebe R$ 500.000,00 por um procedimento que o SUS paga R$ 15.000,00. E olha que engraçado: esse prestador de serviço, de 4 em 4 anos, financia a campanha dos vencedores a governador!!! Não é o máximo!

        Só que pagando 30 vezes mais caro por um procedimento, se executam menos procedimentos com um mesmo orçamento limitado. Aí, o resultado é que menos pessoas são atendidas.

        Tá vendo como os problemas são complexos?!?! Não dá pra ficar discutindo salários de deputados somente.

        Se a gente quiser discutir sério o gasto público, é melhor a gente entender primeiro como é que a coisa funciona, pra depois não ficar se perdendo com irrelevências.

      • http://politicaspublicasecidadania.wordpress.com/ Wagner Menke

        Em resposta ao colega 1berto:

        Uau! Quando eu compro uma cerva eu e o dono do mercado ganhamos? Acho que a gente não está falando da mesma coisa.

        Tá jóia, a economia não é soma zero, mas o que eu quis dizer não foi isso. Quis dizer que no capitalismo, tem pouca gente que tem muito e muita gente que tem pouco. Isso tá claro?

        Dessa forma, não dá pra fazer tudo que gostaríamos. Ou a gente discute exatamente o queremos ou iremos nos perder em uma imensidão de desejos e não iremos atender bem ninguém. Isso tá claro? Você viu que, em média, temos R$ 3.794,75 por ano pra gastar com cada habitante, em média?

        E por fim, não quis propor nehuma alternativa ao capitalismo. Acredito que políticas públicas inteligentes ajudem a nos levar ao caminho do desenvolvimento. Espero que isso esteja claro e sacramentado.

        Abs

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      “O que queremos na política?”

      Essa pergunta que fez parece simples, mas nem de longe é. Não me arrisco a responder agora, por hora estou na espreita, escutando, lendo, aprendendo…

      *Essencial* saber que nosso esforço de explorar o tema está sendo bem recebido, Menke.

  • Poshichen

    O problema da politica é que há candidatos demais pra votar. E na real, muito poder pra eles e pouco pro povo. A maioria esquece que as grandes reformas podem ser feitas por uma nova Assembléia Constituinte ou plebiscito e referendo e falam que precisam articular com aliados pra ter maioria no congresso. Santa mentira, pode-se governar sem o congresso bastando que o povo participe.
    Tá na cara que a realidade não vai dar uma grande melhorada e que continuaremos com as coisas melhorando com as migalhas que nos dão. Ai me criticam que voto pensando em mim. Minha resposta é clara.
    Quem tem que ter projeto politico pro país não sou eu,são eles. Sou um segmento da sociedade e cabe a eles conjugarem os esforços e interesses dos diversos segmentos e criarem a politica nacional. Se eu fosse politico seria este o meu papel para poder ser eleito.
    E como cidadão eleger um politico que melhor represente meus anseios e isso quer dizer claramente que represente meus interesses, é cidadania participativa e não egoismo ou venda de votos como muitos pensam.
    Um exemplo bem claro disso é qdo um politico promete na TV que vai aumentar os valores do bolsa familia e a pessoa se identifica com ele pq utiliza esse beneficio. E vota nele por este motivo. Isso é cidadania participativa. Burrice seria se votasse em alguém q dissesse que acabaria com o beneficio.

    • Pablo Fernandes

      Meu caro, se todos pensarem da forma como se descreve, aí sim não teremos mudanças.

      Não adianta entendermos que a situação pode ser mudada pelo povo e continuar votando no que é melhor só pra gente.

      Precisamos buscar mudanças, buscar ações que reflitam em algum resultado. Se votamos hoje em um cara que vai agregar valor somente ao que eu quero, não sairemos do lugar.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      O que exatamente quer dizer, Poshichen? Sua crítica não ficou clara.

  • Dine

    Gostei das falas e das idéias. Acho realmente que alguém tem que pelo menos tentar fazer diferente e certo, pra quebrar o ciclo vicioso. O “Big Brother” do mandato com câmeras por todos os lados seria bom, e na teoria tudo é bem simples e tal. Mas na prática… Enfim, gostei do cara e acho que vale a intenção de fazer diferente.

    • Pablo Fernandes

      Dine,

      A ideia do “BBB” é muito boa. Mas, penso como você. Não vejo isso funcionando, infelizmente. Não seria aprovado por ninguém tal ideia.

  • Anônimo

    Isso que o Youssef disse sobre “voto de opinião” é o que eu vejo de mais correto, e quando se pensa assim, muitas dúvidas sobre candidatos e políticas se dissolvem. Nessas eleições tenho analisado melhor as propostas dos candidatos e têm dado certo.

    A discussão séria sobre o assunto durante uma rodada de videogame ou numa mesa de bar com os amigos também é muito importante, mas o que se vê também é o desinteresse por parte da nossa geração.

    Enfim, post muito bom.

    • Pablo Fernandes

      Thiago,

      Nossa geração, apesar de nova, está cansada. Vivemos num momento em que não há motivos pra se orgulhar da política. A cada instante um novo escândalo aparece. Criarmos um certo nojo pra tudo isso.

      Dessa maneira fica difícil reunir amigos em um bar e a conversar rolar bem sobre política. A ideia é tentar mudar daqui pra frente, pra quem sabe, os nossos netos possam aproveitar uma época melhor.

  • Anônimo

    Logo hoje esse artigo, Hehehehe, viajando e volto segunda para debater.

    • Pablo Fernandes

      Vou aguardar sua volta para ver sua opinião. Não fugirá do assunto. hahahaa

  • Anônimo

    Fantástica entrevista com o Ale. Incrível como somos passivos em aceitar um “outra” geração de políticos tomando as rédeas do caminho político do nosso Brasil.

    Shame

    • Pablo Fernandes

      Felipe,

      O pior é que aceitamos e não temos nem panorama de mudança. Parece que vivemos na época do “coronelismo”, onde tudo acontece e não se punição.

      Até mesmo a lei ficha limpa que parecia dar um ar mais sério já vou “burlada” por vários políticos.

      • Leonam Silva

        Eu acho engraçado é a prática de alguns políticos usarem a “Ficha Limpa” como forma de promoção nas campanhas. É a mesma coisa que eu ir pra uma entrevista de emprego e me declarar “assíduo e pontual”. Isso não é um diferencial, isso é uma obrigação.

    • Ian Black

      Felipe, discordo um pouco. A questão não é de “geração”, mas de alinhamento ideológico. O Alê ser da minha “geração” não quer dizer que eu esteja alinhado ideológicamente com ele. Esse é o mesmo papo que o Turco Loco usava nos anos 90 (curiosamente, o Turco também era apoiado pela Trip e por boa parte das pessoas da sua “geração”).

      Atualmente existem meios de saber quais candidatos votam nas coisas que você acredita. Basta ir no Vote na Web (www.votenaweb.com.br), “votar” em alguns projetos e descobrir quais parlamentares melhor te representam atualmente, ou a partir daí ver quais dos candidatos que não estão eleitos hoje merecem teu voto.

      Eu gosto muito do trabalho do José Eduardo Cardozo, do PT, e votaria nele se o mesmo estivesse candidato, mas ele está dedicado à campanha da Dilma e espero muito que isso represente um cargo onde ele possa fazer o bom trabalho que ele já exerceu como vereador e deputado.

      E olha que ele nem é da minha geração, heheheh

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Acredito que passa pelos dois pontos, Ian. Geração e alinhamento ideológico.

        Um cara de nossa idade não pensa, necessariamente, como nós. Apenas tende a.

        No caso do Youssef, gosto da fala franca, da disposição ao debate direto sobre qualquer questão, sem meias palavras. Assim percebo, hoje.

      • Pablo Fernandes

        Acho mais justo essa forma também, Guilherme. Um alinhamento de geração e de ideologia.

        Ian,

        Gostei pra caramba desse site. Valeu pela indicação.

      • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

        Realmente o Vote na Web é um projeto que vale a pena ser divulgado. Eu acho que merecia uma matéria sobre este projeto aqui, já que o blog entrou nessa temática de política.

  • Anônimo

    Fantástica entrevista com o Ale. Incrível como somos passivos em aceitar um “outra” geração de políticos tomando as rédeas do caminho político do nosso Brasil.

    Shame

  • http://twitter.com/brunocassano Bruno Cassano

    Mto boa a iniciativa de abrir discussões políticas. Eu, por hora, estou tentando me encontrar nesse meio. Sempre fui um tanto alienado nesse assunto e só agora comecei a correr atrás de mais informações. Passei o link adiante e espero que mais pessoas comecem a se interessar e tentem resolver alguma coisa através do voto.

    • Pablo Fernandes

      Bruno,

      O que tem feito pra conseguir mais informações? Lido livros, revistas ou buscado coisas na internet. Pergunto porque tenho vontade de saber mais sobre o assunto e se já tiver lido algumas coisas bacanas, queria sugestões.

  • http://www.facebook.com/people/Jose-Mauricio-Neves-Oliveira/100000386396843 Jose Mauricio Neves Oliveira

    Um dos grandes problema do nosso povo é a falta de visão das consequências de seus atos…votam porque acham a campanha engraçada…o canditato é um artista conhecido… e depois reclamam que não conseguem atendimento no posto de saúde…a educação recebida nas escolas públicas é uma m…tem mais bandido dentro da policia do que nas favelas…E os poucos que se interessam, não conseguem fazer muita diferença para mudar esta situação.

    • Pablo Fernandes

      Falando em famosos, tenho certeza que pelo menos uns 10 vão conseguir se eleger esse ano.

      Romário, Tiririca e mais uma galera.

  • http://flavors.me/veronicagunther Veronica Gunther

    Ontem mesmo o Ale Youssef publicou no twitter dele vídeos sobre as suas propostas (http://twitter.com/AleYoussef/status/24024644267) e eu me peguei pensando “pqp, nunca me animei tanto com política na vida!”

    Eu pensava como o Guilherme, não estava nem aí pra essa ladainha toda e que se foda! Papo chato do inferno. Exatamente pelo motivo que o Pablo disse num comentário acima “Nossa geração, apesar de nova, está cansada. Vivemos num momento em que não há motivos pra se orgulhar da política. A cada instante um novo escândalo aparece. Criarmos um certo nojo pra tudo isso.”

    Aí chegou o Obama e fez toda aquela campanha dele, ao ponto que brasileiro falava mais de política americana do que política nacional! Quão ridiculo é isso, né? (e eu continuo querendo uma camiseta dele com a frase “We Can”, tsc)

    Admito que estou totalmente fascinada e fisgada pelo Youssef, queria que mais políticos conseguissem (pelo menos) se comunicar como ele com os jovens. Hoje eu apoio esse cara com unhas e dentes. É o primeiro passo e exemplo que precisávamos pra engajar a juventude novamente nesse tema. Não é só o discurso dele e como ele faz a comunicação, são as propostas muito bem amarradas também.

    Todo esse movimento web+política esta fazendo um bem enorme, aos poucos estamos mais participativos, de fato.

    Agora sobre o primeiro comentário do post do Caio Fochetto, preciso dizer que concordo e discordo com ele.Concordo porque acho que já que o PdH abriu o papo, seria legal apresentar outros candidatos e visões, pois se tem alguém que pode tornar o assunto menos “nojento” são eles. E discordo porque perguntar “Quando sai a do Tiritica?” é de mandar tomar no cú. Cara, Tiririca não é política! Isso é circo! Isso faz a política brasileira ridícula aos meus olhos. Palhaçada com direito a nariz vermelho, peruca + fusca com outros 500 palhaços dentro e + outros 500 na platéia pedindo por uma torta na fuça.

    Vamos dar atenção pra pessoas de respeito! Já é tão foda engajar a juventude nesse tema e assim que temos a oportunidade vamos dar atenção pra um cara que diz “Você sabe o que um deputado federal faz? Nem eu! Vote em mim que te conto depois!” é o fim da picada. Aplicável também a KLB, Romário, Mulher qualquer-fruta, etc. Isso deveria ser reprimido pela população e não o contrário.

    • Pablo Fernandes

      Eu gostaria muito de ver os políticos cada vez mais alinhados com os jovens e com as mídias em geral. Não só aquele cara que tem um twitter e quem posta é a sua equipe de campanha. Muito menos aquelas propagandas eleitorais com um boneco lendo o que foi escrito por outra pessoa.

      Realmente espero por alguém que mostre o que quer, de forma simples, direta. Que entenda que política não é falar difícil ou fazer campanhas milionárias com promessas absurdas.

      O Ale deu o primeiro passo, o caminho está aberto. Agora é só alguém seguir.

  • Kleber

    Esse cara é o mesmo cuja casa de shows desrespeita, ou melhor, simplesmente ignora a existência da meia entrada para estudantes. Vamos votar nele para que ele possa legislar em prol das casas de shows e não para o consumidor.

  • http://www.twitter.com/fbergamo Dr Fitness

    Mais uma iniciativa foda do PdH. Sempre surpreendendo positivamente.
    Muito interessante as ideias e posicionamento do Ale, mas uma andorinha, sozinha, não faz verão. Precisamos de mais políticos nesta mesma linha de pensamento, com vontade de trabalhar e melhorar a vida dos brasileiros.
    Também sou mais um que até pouco tempo não estava nem aí pra política. Me toquei da importância de discutir e pensar a política há 4 anos, quando votamos para deputados, governador e reelegemos o presidente Lula.

  • http://twitter.com/rayssagon rayssa gon

    o que mais gostei no Ale é o interesse que ele demonstra ter pela cultura e mundo jovens, pelas novas midias e a ideia de uma politica diferente. que interesse, que dê tesão!

    to cansada de ouvir de um pessoal mais velho e desatualizado que as redes sociais não conectam nada e alienam. ora, eu não penso assim. acho que a internets ja esta mundando a forma como lidamos com os projetos politicos, com nossos representantes, com as campanhas eleitorais, entende?

    candidatos como o Ale (e a citada soninha tbm) me animam pois deixaram de lado tanto o visual do antigo politico quanto as propostas tacanhas e todo aquele cliche. mudaram forma e conteudo, manja?

    sem contar que essa frase aí de “geração não representada” me lembrou, na hora, do filme Clube da Luta. quem ja assistiu sabe que se trata muito mais do que dois dos loiros mais gatos do cinema saindo na porrada.

    enfim, gostei. :D

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Há algum tempo venho acompanhando o Ale Youssef e meu voto é dele. O cara é coerente, inteligente, ligado ao debate… Estou procurando por outros “Ales” nos outros cargos para dar meu voto.

  • Vitor

    Legal que esse tipo de discussão abre outras muito mais abrangentes.Como por exemplo por que o pessoal das Diretas, que tava vivendo num momento completamente diferente do nosso, sem acesso à informação, sem liberdade de expressão, se movimentou para fazer algo diferente ?

    Querendo ou não foi porque a batata deles tava assando, eles viram FORA DA BOLHA e perceberam que a situação tava foda e quiseram mudar o quadro.

    Hoje a chamada geração da internet que tem tudo pra se envolver mais, se politizar de verdade, segue o caminho contrário, votando em palhaços e em celebridades pra dar o seu voto de protesto.

    Voto de protesto seria se mudasse alguma coisa. Continuar elegendo boçais não muda porra nenhuma, aliás só mostra o quanto ainda temos que evoluir.

    Post fodão. Tô começando minha ” vida política ” por assim dizer esse ano (primeira vez que voto) e quero ter certeza que voto nos melhores. Para isso nada melhor do que ver alguém com propostas de verdade trocando uma ideia real com todo mundo, abrindo possibilidades para debates e discussões sadias e produtivas.

  • http://discordando-do-mundo.blogspot.com Leonardo Xavier

    Eu concordo quando o Ale fala que a nossa geração não tem representação política e que realmente não se organiza para ter representantes políticos. No entanto, eu não concordo muito com essa concepção do individualismo seja a grande causa. Eu acho que muitas vezes os grupos se forma e se movimentam para resolver os problemas de maneira pragmática. Eu acho que muitas vezes em vez de se tentar fazer revolução política, a maior parte das pessoas na nossa geração procurou fazer suas revoluções individuais arregaçando as mangas. Talvez nenhuma outra geração tenha visto tantos indivíduos colaborando de maneira espontânea nas mais diversas causas.

    E eu achei fantástico o questionamento que ele fez em relação ao acesso do público aos políticos. E esse Big Brother na camara do deputados seria fantástico.

  • Anônimo

    opinião do cara da geração “mais velha”. este cara, ale, me deixou uma impressão muito positiva pq não usou o espaço para fazer política damagógica. sua entrevista, não diria discurso de campanha, abordou o assunto de forma muito inteligente, colocou como proposta a intenção, e não promessa, de tornar a política não só um assunto corriqueiro mas, principalmente, um pólo de atração para uma discussão ampla e constante sobre o tema. não voto em sp mas se votasse faria campanha pro cara pela abordagem do assunto. já disseram que ele é um só, mas se tiver uma votação expressiva que o coloque na câmara, passará a ter muitas vozes (seus eleitores) e, quem sabe, torne-se um virús que venha a contaminar alguns, que contaminarão mais alguns e assim faremos uma pandemia nacional de ética e outras virtudes necessárias ao povo brasileiro. precisamos ter noção de que os interesses particulares não devem ser mais importantes que os coletivos. alguém aí em cima disse que vota no candidato que preserve seu interesse. beleza. mas e o projeto do país será prejudicado pq ele tá focado nas suas necessidades? vamos pensar na hipótese de que podemos melhorar o todo, porém sem esquecer que a pureza do elemento começa pela menor célula. eu já tenho alguns anos, já votei diversas vezes, mas posso dizer que hoje o interesse pela política arrefeceu, os veículos de comunicação substituíram as discussões pessoais sobre o tema e passamos a decidir com base em informações e pelas promessas dos políticos no horário abominável (muita gente desliga a tv). os políticos falam na tv aquilo que os eleitores querem ouvir (saúde-educação-segurança-moradia), ou seja, aquilo que é obrigação de todo governo, seja lá quem for o partido no poder. a questão apresentada na entrevista passa pela discussão permanente do papel desenvolvido pelo político e, além disso, pela transparência em todos os níveis, o que seria muito salutar se acontecesse.

  • http://twitter.com/f_urban Felipe Urban

    Ao longo da entrevista eu fui pego desprevenido: “Nós somos uma geração não representada.”
    Eu parei por uns 5 minutos pra pensar se isso era verdade, ao menos pra mim. E me surpreendi percebendo que a resposta era positiva, analisando meus gostos, pensamentos e planos: O “mundo bom” é o “mundo velho”, ou pelo menos aquele com “um pé nos anos xx”. Nossa geração tem ídolos frívolos, tem vários “Lanzas”, “Fuiks”, “Teletubies” e “Biebers”, personagens moldados por quem sabe como manter o cabresto na massa e usá-la para manobra, ou para aliená-la dos reais problemas.
    Perceba: Futebol aos homens e ídolos afeminados às mulheres, e todos esquecem que existem coisas importantes acontecendo no mundo.

    Sou novo, apenas 21, e minha vida foi dividida entre o fim dos anos 90 e o começo dos 00. Passei por poucas “grandes revoluções’ no país e tudo que ouvi e li são relatos de pessoas que estiveram lá e trazem sua própria carga de impressões: Eu nunca vi nada acontecendo.

    É esse o problema da MINHA geração: Nascemos no Brasil como ele está, vemos revoluções fora, países nascendo, guerras e crises ocorrendo recheadas de interesses egoístas nas entrelinhas, mas isso raramente nos afeta como país, uma vez que mantemos uma postura neutra. Muitos pensam que essa é uma forma de se manter ‘longe de problemas’ e crescer enquanto outros discutem e brigam, mas pensando agora eu vejo que isso é reflexo do Brasil de hoje, onde os mais velhos, que chegaram a ver os acontecimentos importantes, estão cansados e decepcionados, e os jovens não viram nada ‘acontecer’, e portanto acham que não há como mudar o que sempre esteve aí.
    Nós precisamos de alguém que abale as estruturas, mude a forma das coisas, pra melhor ou pra pior. Usando uma comparação bem nerd, precisamos de um Yoda ou um Darth Vader: um exemplo a nos espelhar ou um vilão que nos faça criar revolta e levantar a bunda da cadeira pra fazer alguma coisa.

    Todo esse debate sobre política me lembra um comentário do @morroida, que mesmo sendo em tom irônico me parece bem verdadeiro: Nós votamos por pena, por graça ou por desgosto. Nós votamos em candidatos pobrezinhos porque quem é/foi pobre sabe o que o pobre precisa. Votamos em candidatos que foram “presos políticos” porque eles entendem como é não ter a democracia… Mas acho que seria legal, ao invés disso, votarmos em alguém que ENTENDA da máquina, conheça as estruturas da administração pública e tenha conseguido atingir objetivos benéficos à população ao longo de sua carreira, pobre ou não. Um político ou empresário bem sucedido que saiba aliar lucro e bem-estar de seus funcionários e do ambiente ao redor, pra mim, soa muito melhor como presidente ou deputado/senador do que um pobrezinho que nasceu no interior ou numa favela e, mesmo recheado de boas intenções, não faz idéia de como administrar um negócio ou muito menos um país. (Aliás, Eike Batista pra Presidente já! hahahahhahaha)

    As idéias do Ale são ótimas, assim como seu currículo. Ele parece nos entender, saber como atingir a população e como nos dar ânimo para participar ou ao menos assistir o que ocorre na politicagem brasileira, e além disso, ter boa vontade.
    Infelizmente ele é candidato em SP, pois aqui no RJ eu certamente votaria nele.

  • http://twitter.com/dscorzoni Danilo Scorzoni Ré

    Parabéns PdH pela iniciativa de tratar de política! Mas acaba sendo um pouco frustrante a pequena participação da galera por aqui, mas tudo bem.

    Achei a entrevista muito boa e o Ale Youssef demonstrou ser uma pessoa muito lúcida, conhecedora da real situação da política nacional e quais os rumos ela pode tomar para construir um Brasil melhor. Por enquanto, meu voto é dele, até que eu encontre alguém mais capacitado (o que eu acho bem difícil) e até porque eu sempre acreditei na arte e no esporte como agentes de transformação social.

    Abraço!

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Também esperava mais, Ré. No entanto, vejo como um bom pontapé inicial. Estamos falando com um volume bem grande de pessoas no PdH, não dá pra esperar interesse imediato. Até mesmo eu não dava a mínima algum tempo atrás.

  • http://www.facebook.com/people/Daniel-Zanzini/1835617874 Daniel Zanzini

    O que eu vejo muito, é que os jovens confundem política com partidarismo. Inclusive os próprios estudantes que fazem parte de movimentos estudantis maiores, estão tentendo ao lado do partidarismo.

    Vi isso muito bem no fim do primeiro semestre desse ano. Sou presidente do DCE da UFLA, e no fim do semestre foi o período de eleições da UEE, eles vieram aqui fazer campanha partidária. Achei algo ridículo. Participo de movimentos estudantis há 3 anos, e nessa ocasião foi a primeira em que eles entraram em contato com nosso diretório.

    Eu ainda conversei com eles, mas era claro que o objetivo deles era apenas ganhar votos. Não era isso que eu queria para o DCE da UFLA, então comecei a diminuir contato.

    São coisas assim que fazem com que os jovens se afastem da política. Pois os que se consideram mais ativos, que participam mais, se filiam a partidos políticos, e acabam agindo por base em acordos partidários.

    Então, os jovens se afastam não apenas do partidarismo que se firmou no Brasil, mas se afastam da política por completo. E isso, como dito, é horrível.

    O problema da nossa geração, não é não ser representada, é ser MAL representada. Pois os que acabam aparecendo mais, são os que fazem acordos partidaristas.

    Bom, parabéns ao PdH pelo artigo e pela entrevista. Muito bom.

  • Dougas

    Este “artigo” mostra muito bem o que foi dito no começo do último vídeo: http://www.acceleratingfuture.com/michael/blog/2010/07/amusing-ourselves-to-death/

    O excesso de informações é tão prejudicial como a falta de informações.

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Conhecia essa charge, Dougas. Fantástica, cara!

  • Manuel Radaelli

    Não seria “a bem da verdade” e “Gostei do que encontrei”?

  • Vinicius R.

    Demorei pra carregar os vídeos mas valeu a pena,rsrs. Muito boa a entrevista. Não é sempre que a gente vê pessoas abordando política sem que não haja nenhuma fagulha de alienação. É bom refletir sobre o tema, de uma forma concisa e crítica. Assim que caminha a humanidade.

  • Cesarnic

    Eu realmente gostei da iniciativa do pdh de levantar esta questão politica da sociedade brasileira.Apoio totalmente o estímulo a informação e integração do brasileiro com a politica.Precisamos sim sair da bolha como o Ale mesmo disse, e parar de pensar que politico eh tudo igual e a politica eh inacessível ao cidadão comum.
    Esse desinteresse do brasileiro em relação a politica se deve muito a falta de representação,muito bem colocada na materia, a sensação de que pode ser ouvido e que a sua opinião pode fazer a diferença, diante das injustiças da sociedade e palhaçadas que todo mundo está cansado de ver no congresso.Mas ae que está o problema, existe sim meios de ser ouvido e fazer a diferença, de maneira muito mais simples que vc pensa.Mais uma vez a internet esta servindo como meio de integração de uma maneira muito democratica e simples.
    Para conseguir mudar esse país é imprescindível que eleja uma pessoa ética.E para encaminhar que tipo de mudança vc quer para o país, estado ou municipio, basta eleger candidatos que apresentem propostas que te agradem e que votem nas propostas enviadas da maneira mais semelhante que vc votaria.Parece impossível, mas não é.Vou deixar uma noticia do yahoo mostrando como vc pode exercer a sua cidadania da melhor maneira possível.
    http://br.eleicoes.yahoo.net/noticias/1657/internet-ajuda-eleitor-a-fazer-opcao-consciente

    Para quem tem acesso à internet hoje, a alienação é uma opção.Temos de deixar de lado esta herança colonial de aceitar tudo com passividade e mostrar que podemos fazer a diferença, basta querer, e demandar um tempo para poder fazer.Se não o circulo vicioso de picaretas sendo elegidos e reelegidos nunca vai parar.Faça sua parte, nessas eliçoes vote consciente.

  • Anônimo

    Para quem está interessado em pesquisar o candidato em que vai votar, aconselho o site:
    http://www.excelencias.org.br

    Para quem está interessado nos problemas de sua cidade e quiser um espaço para discussão da mesma, aconselho o site:
    http://cidadedemocratica.org.br/

    Para quem está interessado nos principais problemas do mundo(“metas do milenio”-fornecida pela onu) e quiser saber como o Brasil está lidando com eles, recomendo o site:
    http://www.portalodm.com.br/relatorios/1-acabar-com-a-fome-e-a-miseria/sp/jundiai

    Fica ae a dica.E lembre-se, nessa eleição, vote consciente!

  • Fernandotade

    Gostei da entrevista… vale a pena acompanhar esse sujeito!

  • Luca

    Independente dele ser digno do meu voto ou nao, curti muito o inicio do ultimo video onde ele fala da cambada de sem nocao que entrega o voto pros tiriricas da vida. Eh muita ignorancia! Ele poderia seguir comentando sobre o “quociente partidario” e fazer o povo entender um pouco dessa representacao.

  • Anônimo

    Muito boa a entrevista, expôs um ponto de vista novo para mim. Acredito que não devemos votar pensando apenas no interesse pessoal. Um dia morreremos e se pensarmos apenas em nós, o que vai ficar para o futuro?

    Temos que praticar o voto de opinião. Dá trabalho pesquisar as propostas de cada candidato (e na maioria das vezes eles nem são tão claros), mas é um tempo que, de forma alguma, é desperdiçado.

    Até agora, estava muito desligado das eleições. Algumas pessoas indicaram sites onde posso conhecer melhor os candidatos e é isso que vou fazer. Não vou anular meu voto (por preguiça) ou votar em qualquer um (também por preguiça).

  • Anônimo

    Primeiro, gostaria de salientar que esse tipo de entrevista feito as vésperas de uma eleição com algum candidato tende a ser eleitoreira e tendenciosa, mesmo com a boa intenção do entrevistador, gostei da matéria e da iniciativa, mas acredito que o timing não foi o ideal.

    Segundo, não acredito nesse papo de geração não representada, na história a massa nunca foi representada, achar que isso é uma exclusividade nossa é uma grande baboseira e superficializa (existe essa palavra?) o problema.

    Em alguns momentos intelectuais, na maioria do tempo os poderosos, sejam banqueiros, fazendeiros, industriais, militares dependendo do governo, até 10% de homens livres atenienses, mas nunca (ou em raríssimos momentos) o povo em sua maioria foi representado em uma democracia.

    Não, não sou contra a democracia, mas creio que uam democracia privada, como é feita, só gera corrupção devido ao grande fluxo de dinheiro de um lado para o outro.

    Infelizmente, eleição em cargos não majoritários, ganha quem tem mais dinheiro (mais peito, é mais tosco ou mais engraçado, em alguns casos), não quem tem as melhores idéias.

    Abcs

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Fala, caro AC!

      Então, a ideia da entrevista foi minha. Sim, entendo perfeitamente as questões de timing e resolvi passar por cima disso.

      Queremos continuar o papo com outros candidatos. Temos a flexibilidade de um puta site com grande audiência pra fazer isso. Porque não fazer? Se algum candidato nos procurar, estamos abertos.

      Uma conversa franca sobre política, como a que fizemos, é coisa rara. E tem justamente como meta mudar a realidade que vocês descreveu e repito abaixo:

      “Infelizmente, eleição em cargos não majoritários, ganha quem tem mais dinheiro (mais peito, é mais tosco ou mais engraçado, em alguns casos), não quem tem as melhores idéias.”

      Não quero engolir essa.

      • Anônimo

        Sim Guilherme, sapo difícil de engolir, mas que vem reinando em nossa democracia. Inegavelmente!

        Importantes são debates como esse, talvez até uma seção dedicada ao tema, onde tanto políticos quando sociedade pudessem falar a respeito de como tornar a democracia melhor.

        Nosso ponto principal não deve ser mais a discussão entre político A e político B falando de quem vai cosntruir mais hospitais, devemos ir mais profundo, analisar, criticar, propor idéias que ataquem as bases enraízadas dos problemas em nossa democracia. Nesse ponto o artigo me agradou demais.

        Parabéns por trazer a discussão a tona, pois sob esse tipo de discussão que se amadurece politicamente um país.

        Ainda acredito que os políticos deveriam ser poupados para o pós-eleição, hehehe. Mas concordo que essa é uma discussão que não pode mais ficar para amanhã.

        Que tal uma série de entrevistas, com políticos, cientistas sociais, cientistas políticos, antropólogos, economistas, historiadores, todas com essa ênfase de quais idéias podem construir uma democracia melhor. Seria uma baita contribuição para esse país.

        Abcs

  • Rickd

    O que ele falou sobre os citados candidados é tão óbvio que o que me espanta é a reação positiva das pessoas – como se isso já não fosse tão evidente a ponto de não precisar se impressionar.

    E não é uma geração que não é representada, e sim perdida. Nascidos a partir de 1980 são todas gerações perdidas, a alienação social e midiatica chegou a tal ponto onde um candidato precisa “falar a lingua” do jovem (pasmem, para pessoas com mais de 20 anos!!!!!!) como se isso ja nao fosse um grande sintoma da situação.

    Boa sorte ao candidato e não se esqueça de ser sincero sobre o aborto, o casamento gay e a legalização das drogas. O site está dando entender que suas propostas sobre os temas são vagos – o que também me pareceu intencional.

  • Thay

    Boa iniciativa, mostrar candidatos com o perfil diferente daqueles que já conhecemos.

  • http://openid-provider.appspot.com/leonardo.schenkel Leonardo

    Muito bom. Eu moro na Suécia e o que dá mais raiva é que enquanto se discute toda essa questão de como a política poderia ser diferente, mais participativa e transparente, eu vivencio essa realidade aqui e vejo que não é um bicho de sete cabeças. Se nós tivéssemos um mínimo de vontade e organização a realidade brasileira poderia ser muito diferente. Claro que não viraríamos uma Suécia do dia para a noite mas nós teríamos um salto qualitativo muito grande.

    Só para ilustrar a diferença da classe política dali e daqui, vou colocar um link para um post do meu blog com vídeos de uma série recente de reportagens do Jornal da Band sobre o assunto:
    http://leonardo-schenkel.blogspot.com/2010/09/politicos-no-brasil-e-na-suecia.html

    • http://www.teatromars.com.br CyroMars

      Não sabia dessa transparência sueca. Chocante. Imagino que só funciona porque não há burocracia, a comunicação é perfeita, instantânea, eficientíssima.

  • Kalynealmeida

    Bom, só pra constar:
    Criação de um ´escritório´próximo da comunidade que elegeu: aqui em João pessoa tínhamos isso com Fuba, mesmo sendo vereador na época tinha um gabinete ´cultural´ que ficava no centro da cidade. Um ambiente bem próximo a comunidade.

    Espero que haja uma renovação no povo brasileiro, posso está sendo cafona, brega, mas é urgente uma renovação ética e moral, principalmente.

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