AIDS, doença de gay? (AIDS desconstruída, 1)

Atila Iamarino

por
em às | Corpo são, PdH Shots


Uma das maiores falácias sobre o HIV é a idéia de que ele foi criado como uma forma de matar/exterminar algum grupo, principalmente devido ao fato de que os primeiros casos de HIV foram reconhecidos em gays – tanto que por algum tempo a AIDS era chamada de doença gay (ou GRID, Gay Related Disease) – e em seguida em usuários de drogas injetáveis, na Europa e nos EUA.

"A AIDS ainda está circulando", campanha do Quebec, 2003-2004.

"A AIDS ainda está circulando", campanha do Quebec, 2003-2004.

Para completar, os primeiros casos em heterossexuais foram encontrados em imigrantes africanos e haitianos nos mesmos países, outro grupo que não costuma ser bem recebido.

São justamente esses grupos de risco que ajudaram a entender de onde veio o HIV. E são eles que vão mostrar por que o HIV não foi criado artificialmente. Antes de tudo, vamos ver por que os gays criaram as condições ideais para o começo da epidemia. E isso tem tudo a ver com o Twitter e o Facebook.

Dois físicos espanhóis estavam investigando, em 2000, um comportamento intrigante de vírus de computador. Mesmo depois da criação de um antivírus que pode ser baixado e utilizado imediatamente, eles – os mesmos vírus – podiam continuar circulando por meses, até anos. Sem querer, Romualdo Pastor-Satorras e Alessandro Vespigniani criaram um modelo de espalhamento de doenças em redes que acabou explicando como o HIV pode ser transmitido em uma comunidade. Resumindo, eles repararam que uma doença nunca vai morrer, não importa quais sejam as medidas tomadas para reduzir a probabilidade de a sua transmissão entre os indivíduos.

Você já recebeu algum e-mail com uma mensagem, foto ou apresentação de algo que já havia visto anos antes? Já reparou que quase sempre isso vem de alguém que tem pouca familiaridade com a Internet? É o famoso “PPT da mamãe”. Isso não acontece por acaso.

"A AIDS ainda está circulando", campanha do Quebec, 2003-2004.

"A AIDS ainda está circulando", campanha do Quebec, 2003-2004.

A Internet e a rede de relações sexuais entre as pessoas tem uma propriedade em comum: a distribuição de contatos. A chance de um site receber um link de algum usuário no Twitter ou de alguém ter um novo parceiro sexual é diretamente proporcional ao número de contatos que já tinha.

Assim, você que já conhece bem a Internet – afinal, está aqui no PdH – tem mais chances de passar por uma foto que vai levar anos para chegar na sua mãe, que tem uma rede de contatos e de sites que visita muito menor. Voltando aos contatos sexuais, os gays (especificamente os homossexuais do sexo masculino) são o grupo social que tem contato com mais parceiros diferentes, chegando a mais de 500 por ano. No final da década de 1970, após a revolução sexual, e sem o risco de gravidez, eram os indivíduos que tinham mais relações desprotegidas.

O número de parceiros que alguns gays podiam ter era tanto que, mesmo doenças sexualmente transmissíveis raras, que atingiam pouquíssimos heterossexuais, eram comuns entre eles. Isso muito antes da AIDS. Nenhum vírus pergunta a orientação sexual de quem infecta, como o HIV mostra atualmente. Não há mais grupos de risco. Mas os gays tinham uma rede de contatos tão conectada na era pré-camisinha que os tornou os primeiros candidatos a receber e espalhar uma DST, seja ela qual for.

Não se iluda. Uma rede de contatos desiguais retarda o espalhamento de algo dentro dela. Mas não impede. Assim como você pode levar anos para receber o spam do bebê com câncer que recebe centavos de doação a cada e-mail encaminhado de sua mãe, aquela pessoa com pouquíssimos contatos sexuais pode muito bem receber e transmitir um vírus se não usar camisinha.

"A AIDS ainda está circulando", campanha do Quebec, 2003-2004.

"A AIDS ainda está circulando", campanha do Quebec, 2003-2004.

A série “AIDS desconstruída”

Nosso objetivo é desmistificar um tema ainda espinhoso pra muita gente. O primeiro artigo aborda o mito da AIDS ter sido criada para acabar com os gays e o segundo, com os afrodescendentes. No terceiro artigo, explora a lenda urbana de que existe uma vacina ou tratamento para AIDS sendo escondido pelas autoridades. Vale a pena ler.

Atila Iamarino

Doutorando pela USP, biólogo viciado em informação e ciência. Autor do excelente blog Rainha Vermelha e editor do Science Blogs Brasil, o primeiro condomínio de blogs de ciência brasileiro. Vá lá expandir seus horizontes!


Outros artigos escritos por


SEPARAMOS MAIS TEXTOS PARA VOCÊ CONTINUAR LENDO




O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Conheça a visão e a essência por trás do que fazemos. Queremos uma discussão de alto nível. Antes de comentar, leia nossas boas práticas. Caso deseje enviar um texto e se tornar um autor, venha por aqui.


  • http://rafaelgerude.wordpress.com Rafael Gerude

    Aê… Mais um biólogo no Pdh. Pelos meus cálculos, já somamos uns 3 ou 4!!!
    A propósito. O texto é bastante interessante. O tema é sempre polêmico e nos faz refletir sobre um monte de coisas!

  • http://www.facebook.com/viictor7 Victor Alexandre

    Ótimo texto e alerta para descuidados para com a própria saúde. Dizer que AIDS é doença de gay, é o mesmo que atribuir corrupção à política.

    PdH – Saúde, a gente vê por aqui.

  • http://www.baixinhoinvocado.blogspot.com Wagner Villa Verde

    MUITO BOM … mais um biólogo escrevendo um excelente texto !!

    Acho fundamental descontruir os mitos da AIDS ( prefiro chamar de SIDA – muito mais compatível
    com o português) para mostrar a todos os riscos que corremos quando desejamos transar sem camisinha.

    Não podemos trocar nossa vida por um sexo sem consciência. Excelente texto e proposta !!!

  • http://diariosproibidos.blogspot.com/ Samyta Nunes

    Ótima iniciativa e maneiríssima a campanha do Quebec. ;)

  • Rodrigo Camargo

    Só uma pequena correção, você empregou a palavra falácia de forma equivocada, o significado dela nada tem a ver com que o que você quis dar a entender, falácia não tem sentido de “Mentira”.

    Inclusive existe um texto de teu colega do blog que explica isso, ele postou à alguns dias: http://papodehomem.com.br/manual-compacto-de-como-foder-por-completo-uma-discussao-na-internet/

  • http://www.facebook.com/rodrigosantiago Rodrigo Santiago Juacaba

    Poderia explicar por que uma doença nunca desapareceria, independentemente das medidas tomadas?
    Concordo que você desmentiu a afirmação de que a aids teria surgido para eliminar determinados grupos.
    Porém, ao comparar a AIDS a um vírus de e-mail, você esquece de dizer que a campanha para uso de camisinha não depende da rede de contatos de uma pessoa tanto quanto o fato de ela fazer ou nao sexo com algum portador do vírus. Nesse sentido, acho que a comparação foi falha e, sim, falaciosa, pois chega a uma conclusão através de premissas que não a permitem.
    São incomparáveis a facilidade com que você encontra um ignorante em internet e a facilidade com que encontra um ignorante em prevenção da AIDS, e essa diferença só tende a aumentar.

    • Mauricio

      Uma palavra quebra essa coisa da doença que nunca desapareceria: Varíola

  • Mauricio

    Só uma coisa não pode ser esquecida, Átila:

    Além da “rede de contatos” extensa, a transmissão do HIV se dá de uma das formas mais “eficientes”, que é o sexo anal. É INFINITAMENTE mais fácil pegar HIV via sexo anal receptivo do que via sexo vaginal (insertivo, por exemplo, no caso de um homem).

    Por esse motivo, eu sou meio cético quanto ao “Não há mais grupos de risco”. Conceitualmente, acho válido limar o termo “grupo de risco”, para fins de prevenção e orientação. Só que pelo dado que citei acima, queiram ou não, gays tem uma  chance maior de adquirir/portar o vírus.

    • Mauricio

      Complementando, gays tem uma chance MAIOR de adquirir/portar o vírus, o que não quer dizer que os outros não tem essa chance… Logo, todos estão sob risco!

      • LUANA

        A REDE GLOBO JÁ EXPLICOU ISSO. O FATO DE SER MAIS FÁCIL PEGAR AIDS, VIA SEXO ANAL.

    • Rodrigo Cambiaghi

      Também achei que esse comentário fez falta no texto do Átila, Mau.

      Já ouvi dizer que médicos heterossexuais é o grupo que menos usa camisinha, confere?

      • Mauricio

        Não conheço essa estatística, Rodrigo.

        Mas por conhecer os riscos de transmissão, é plausível a hipótese. Até pq médicos são mestres em cuidar da saúde dos outros…

        Eu disse DOS OUTROS…

      • Arnaldo

        NÃO CURAM NEM GRIPE… MESTRES NO QUE????

      • Luiz

        KKKKKK Mestres de que??? Tiram os equipamentos projetados por engenheiros das mãos deles.. Manda curar com o dedo.. operar com o dente!!!!

    • Guest

      Nossa quem me dera transar com 500 caras em um ano. Não sei de onde veio as fontes mas nao conheço ninguem que consiga essa proeza.

      • Luiz

        Realmente … Dá mais de 1 por dia… Puta que pariu… Gay não trabalha??? Não dorme?? Não come????

  • Mauricio

    Robin Baker, em seu livro “Guerra de Esperma”, demonstra que a tal “promiscuidade” da população gay explica uma taxa persistente de genes que facilitam a manifestação da opção homossexual. Se formos parar pra analisar, um gene que faz a pessoa manifestar comportamento homossexual seria suicida, pois como o homossexual não se reproduz, a tendência seria o gene desaparecer. Entretanto, há uma prevalência desses genes em torno de 7-10% da população. E foram encontradas duas explicações para isso:

    1- Multiplicidade de parceiros: Desta forma, o gene maximiza suas chances de passar adiante.Porém, em se tratando de homossexualismo, só isso não adianta, pois não há possibilidade de reprodução, e é aí que entra o 2o componente que resolve o “problema”:

    2- Bissexualidade.

    E assim, tendo mais parceiros, tanto homens como mulheres, o gene consegue se manter em taxa constante numa população, mesmo gerando características que lhe seriam deletérias.(Óbvio que nem tudo se explica por determinismo genético, porém é inegável que essa influência existe!)

  • Mauricio

    Lucas, um amigo meu perguntou a um amigo dele, gay, porque eles tinham tantos parceiros.

    A resposta foi: “Você quando vê um bando de mulher gostosa, não fica com vontade de comer todas? Isso porque você é homem. Agora, nós gays também somos homens, e junte essa vontade toda de ambos os lados, ou seja, dois homens? Pois é”

  • Atila

    Andressa, a questão da origem do HIV ficou para o próximo texto. Se até o fim do terceiro você ainda tiver estas dúvidas, deixe um comentário que respondo ou mando outro texto ;)

  • André

    Bom texto. O debate envolve metodologia cientifica, que pretendo deixar de lado. 

    Não acredito que tenha sido criada em laboratório ou para exterminar algum grupo. Prefiro acreditar em probabilidades. Certa vez ouvi de um médico, colega de futebol. “A chance de se transmitir o HIV em uma relação sexual vaginal homem e mulher, estando ela lubrificada e qualquer um dos dois infectados é menor do que chance de engravidar”. Claro que todos duvidaram! A discussão foi longa e fui pesquisar mais depois…Minha conclusão para entender o que o colega quis dizer foi: A relação sexual “regular” (sexo vaginal+carinho+calma etc…) não provoca pequenos machucados no interior na vagina ao contrário de relações digamos mais “agressivas” (ex. sexo anal) que provocam fissuras que facilitam a transmissão. O mito de que negros seriam grupo de risco seria justificado pelo fato de que estes possuem, em média, um pênis de tamanho maior (causando machucados), uma vez que em populações asiáticas pobres que também possuem contato com símios os índices de contaminação são muito menores. Concluindo, estatisticamente quanto mais vezes se pratica sexo desprotegido, mais chances tem de se contaminar.

  • Eduardo

    Bela fonte, essa  sua, heim.

  • J

    Essa foi barra:
    “os gays (especificamente os homossexuais do sexo masculino) são o grupo
    social que tem contato com mais parceiros diferentes, chegando a mais de
    500 por ano”

    De onde você tirou esse número? Pelo meu sei dos hábitos de muitos amigos homossexuais, a maioria deles não teve 500 parceiros sexuais nem ao longo de toda a vida!

  • Lucas Mendes


    Voltando aos contatos sexuais, os gays (especificamente os homossexuais do sexo masculino) são o grupo social que tem contato com mais parceiros diferentes, chegando a mais de 500 por ano.”

    Parei aí.

    Atila, passa a fonte desses dados.

    • Atila Iamarino

      A fonte é o livro “A Próxima Peste” de Laurie Garrett e a pesquisa que desenvolvemos no meu laboratório, onde passamos um questionário com número de parceiros para os pacientes.

  • Márcio

    Concordo plenamente com o deputado! A AIDS só chegou ao mundo em razão desses veados pervertidos! Além de pervertidos se acham os donos do mundo
    e não aceitam críticas ao seus comportamentos promíscuos! Exemplifico com uma situação vivenciada por mim há alguns dias: estava eu no interior de um
    ônibus, me deslocando em direção ao Centro de São Paulo, quando, em um ponto, embarca um casalzinho de veados no coletivo. Para minha surpresa, logo
    em seguida, observo que os dois estão se beijando, sem aparentarem a mínima preocupação com as crianças e demais pessoas decentes que ali se
    encontravam. Não me contendo, abordei os dois e disse, logo após me identificar como Policial Militar: “Aqui não é motel e tampouco lugar para esse tipo de
    promiscuidade! Ou vocês param com essa pouca vergonha ou vou ser obrigado a retirá-los daqui.” Eis a resposta dos sem-vergonhas: “Se o senhor está
    incomodado, que se retire, pois não iremos sair daqui!” Diante disso, me vi obrigado a retirá-los do coletivo, com uso de força moderada, sob as seguintes
    ameaças: “O senhor é homofóbico! Vamos denunciá-lo à Corregedoria!”
    Bom, isso tudo serviu de lição pra mim: na próxima vez não haverá diálogo! Fiquem sabendo, seus veados promíscuos, que caso eu volte a presenciar uma
    cena dessas irei baixar o sarrafo em vocês!
    Fica aqui o meu desabafo.
    Márcio, Policial Militar em SP.

    • Coxinha Conservador

      Huahuahuahuahua, é preciso rir pra não chorar do ponto de vista vergonhoso desse ser humano, auto-intitulado “pessoa decente”, ante as promiscuidades do mundo!

    • Luiz

      Gay se beijando no onibus é escoto mesmo!!!!
      O Seu merda!!!! Não sou gay.. Mas PM vc acha que é o q??? Juiz??? Vc é um merda cara!!!! Lixo.

    • Foda-se

      ae, seu lixo… “veado” tbm bate… ;)
      Só pq é PM axa q pode fazer qqr coisa?

    • Lauro

      Em que século você parou em cara?Milhares de casais héteros se beijam nos ônibus em frente as pessoas que estão la diariamente e ninguém da a mínima,os gays podem e devem fazer o mesmo.Esse seu relato só mostra o quanto você como policial é despreparado em lidar com as pessoas.

  • Leandro

    Verdade. A maioria dos homens gays é promíscua, para mais ou para menos, pois temos muito mais parceiros sexuais esporádicos (aos milhares somando a vida inteira) comparado com o número de parceiras por homens heterossexuais. Acho que é natural da prática homossexual essa variedade de parceiros para sexo e perversões, muito comum no meio gay. Claro, a maior parte não vai falar sobre isso e vai dizer que é mentira, que tem namorado e que a relação existe há anos, apesar de haver relações estáveis positivas entre homossexuais, porém em pouquíssima quantidade. Talvez essas falácias desmentindo a promiscuidade dos gays são ditas para tentar melhorar a nossa imagem perante a sociedade; culpa de uma sociedade que condena o sexo gay. Mas atenção: segundo os médicos e estudiosos sobre o assunto, gays que possuem o vírus HIV, em geral não usaram preservativo antes da relação anal, e isso também é muito comum, o sexo desprotegido, principalmente quando o cara é bonitão. Entretanto, há uma parcela muito significativa de gays que usam camisinha e não topam fazer sexo sem proteção, em hipótese alguma. Portanto, promiscuidade não seria desculpa para se expor ao risco de se contaminar com este vírus quase mortal. Camisinha é a única forma de se evitar o HIV, tendo muitos ou poucos parceiros sexuais.

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-LAge/100000710108525 Rodrigo LAge

    Discordo complemente disso. No mundo de hoje um homem hétero tem muito mais parceiros que gays, primeiro por que ele hoje procura mulheres e gays, já que gays fazem coisas que suas esposas não fazem. Isso não pode ser levado adiante esta informação, se seu amigo disse que um gay tem em média 500 transas anuais com 500 parceiros por ano, sendo 500 parceiros diferentes é por que ele vive assim e pronto. Isso é relativo, existem héteros mesmo que em uma noite transa com 3 a 4 mulheres, sem mencionar as orgias, as casas de Swing e troca de casais e assim por diante. Ou seja, no mundo dos héteros é muito mais fácil achar lugares para poder transar com mais de uma parceira que no mundo gay, não que não ocorra, na realidade hoje todos são grupo de riscos, já que as mulheres estão gostando do sexo anal, e estão aos poucos fazendo e aceitando várias outras novidades, hoje quase todas as mulheres praticam sexo anal. E sem mencionar que, a Aids surgiu de macacos onde tribos da Africa criavam estes animais e houve ai uma contaminação, só não se sabe como foi feita, porém lá eles são héteros, e são casais e pronto, porém houve guerras e outros países enviaram soldados para lá, e estes soldados tiveram relação com as mulheres destas tribos, eles são os contaminadores, mesmo casados a maioria não queria ficar sem sexo, e quando volta ao seus países, ele mantiveram relação sexual também com gays, os quais espalharam, então a doença de todo modo é uma culpa mais dos héteros que só pensam em sexo do que dos gays. Na realidade, vivemos uma liberdade sexual muito grande, onde as pessoas se entregam facilmente, e garanto, um hétero mantem muito mais relação sexual em média anual que um gay, a transmissão só ocorre por que o homem é egoísta demais, já que a camisinha interfere um pouco no prazer total e acaba exigindo tanto do gay passivo, quanto das mulheres o não uso e os bobos aceitam só para não ficar sem sexo, no caso do gay ou não perder o namorado ou marido ou ser chifrada, no caso das mulheres.

    • Leandro

      velho, nada haver o que você falou. eu sou homossexual, nasci assim, e sei do que estou falando. os gays têm muito mais parceiros sexuais do que os heterossexuais, nem se compara. vá a uma sauna gay, vá a um banheiro masculino ou qualquer lugar de pegação gay. coloque no google e veja quantos locais de pegação existem. isso é muito bom, eu adoro sexo e que todos sejam felizes, amém. o que o texto fala é dos perigos de se comparar aids com gays. héteros são promíscuos, mas em proporção bem menor. e não há problema algum de ser promíscuo, somos todos homens garanhões, héteros e gays. gostoso é pegar todas as gatinhas e todos os gatinhos, delícia. o negócio é que tem de usar camisinha, sempre.

  • Bruno

    a aids já foi comprovada ser uma doença gay devido as prosmiscuidade dos homossexuais masculinos,mas existe outra doença que é exclusivamente para gays que se chama endocardite bacteriana,ela se assemelha um pouco a aids e é causada pela prática do sexo anal entre homens,as bactérias do ánus vão para o caração coloniza-lo,destroem as defesas imunológicas do corpo abrindo portas para todo tipo de doença oportunista, e causam a mortem de milhares de gays por ano, para entenderem,assistam esse vídeo que explica o que o sexo anal pode causar:

    http://www.youtube.com/watch?v=yhLwcJ0TKS4#at=132

    • Lucas

      AIDS e Endocardite são comprovadamente doenças gay? Essa é nova pra mim, não sabia que existiam “doenças gay”. Que eu saiba AIDS é causada por um vírus que não distingue sexo, muito menos orientação sexual. Uma das explicações para o fato de sua incidência ser grande em homossexuais está na prática do sexo desprotegido. Por não ter risco de gravidez, a maioria dos homossexuais naquela época (e muitos ainda hoje) não usava camisinha, e devido à facilidade de transmissão do vírus através do sexo anal, a disseminação da doença nesse grupo foi maior. Mas heterossexuais infectados são perfeitamente capazes de transmitir a doença e assim o fazem, de forma que, mundialmente a porcentagem de mulheres infectadas chega a ser maior que a de homens (ou vocês tinham esquecido do continente africano). A AIDS não é uma “doença gay”, é uma doença sexualmente transmissível . Ela está relacionada à prática do sexo desprotegido, homem x homem, homem x mulher, mulher x mulher, ou seja lá o que for. Mais que isso, a transmissão não só ocorre via sexual, mas também a partir do sangue, em transfusões e no uso compratilhado de drogas injetáveis, e verticalmente, de mãe para filho caso não prevenida.
      Quanto a endocardite bacteriana, meu Deus…dizer que essa é uma infecção exclusivamente gay é ultrapassar qualquer limite de bom senso. A endocardite pode ser obtida por qualquer pessoa. Trata-se de uma infecção por bactérias que atinge as válvulas cardíacas e pode ser causada por coisas tão comuns quanto procedimentos dentários, cirúrgicos ou até mesmo piercings.

      • ^^

        Perfeito!

  • Long Way To Happy

    Grupos de risco não existem mais e sim comportamentos, se vc faz sexo com varioas pessoas suas chanses são maiores, sendo branco, negro, gay hetero homem mulher…

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 5359 artigos
  • 654077 comentários
  • leitores online