Homens inteligentes procriam. E os homens limitados? Também… Infelizmente.
No Brasil o debate sobre a “legalização” do aborto tem esquentado. Nessas discussões não costumamos ver os homens mostrando sua opinião, e muito menos se envolvendo de forma participativa na questão.
Eu como vidro. E eu mastigo ferro. No café da manhã;
É uma desgraça, mas nosso país é habitado por homens “limitados”, – com raras exceções é claro – homens que hoje em dia não conseguem se quer falar de forma coerente sobre futebol, imagine então falar sobre algo sério, já que os novos “seres” que as mulheres geram, só podem ser concebidos com nossa participação.
Primeiramente gostaria de deixar claro três coisas:
A primeira é que não sou religioso.
A segunda é que não sou conservador, nem partidário de correntes políticas retrogradas.
A terceira é que acredito que por dignidade e respeito aos direitos da mulher, devemos conceder a livre escolha de “abortar” nos casos de anencefalia do feto, estupro e risco de vida para a própria mãe. Portanto me foco apenas em aborto para casos de gravidez não planejada ou indesejada.
Incendiaram os sutiãs e também a feminilidade e o bom senso. Para defender o aborto, o “magnífico” movimento feminista usa o argumento de que “a mulher deve ter livre arbítrio sobre seu corpo”. Até ai beleza, “excelentíssimas” feministas, todos os seres humanos devem ter livre arbítrio sobre seu corpo. Isso é fato! Contudo esse livre arbítrio cessa exatamente no momento em que é envolvido outro ser humano.
Tá vendo essa tatoo? Símbolo do movimento feminista, garotão.
É no mínimo contraditório (pra não dizer idiotice) que com os métodos anticoncepcionais existentes, algumas pessoas ainda considerem o aborto como a forma mais “prática” de se contornar uma gravidez. O que dirá então pensar que o aborto é “solução” para reduzir a criminalidade. Até isso já inventaram.
Um dos principais equívocos cometidos pelas correntes que defendem o aborto é afirmar que as mulheres financeiramente carentes são as mais prejudicadas por uma gravidez não planejada.
Os que usam esse argumento esquecem – não sei se por conveniência ou falta de conhecimento mesmo –, de falar que o SUS (Sistema Único de Saúde) não conseguiria atender a demanda de requerimentos para abortos.
Olha a incoerência. Ou seria ignorância?
Dizem defender os interesses de mulheres financeiramente carentes, mas na realidade com a “legalização” as únicas beneficiadas – se é que se pode chamar de beneficiada uma mulher que comete este ato – seriam justamente as mulheres de classe média e classe média alta.
Pois estas que não dependem do SUS iriam ate o Sírio Libanês ou Albert Einstein, pagariam cinco ou seis mil reais e fariam seu aborto. Tudo dentro da lei e com absoluta segurança. Certo senhoras feministas?
Porra, não vão nem me dar chance de nascer? Que merda.
O que mais me entristece é a posição de certas mulheres, que parecem enxergar a gravidez como um “fardo”. Isso é triste. Triste! Pois a condição de poder gerar um novo “ser” é verdadeiramente uma dádiva. Dádiva esta que só demonstra o caráter excepcional das mulheres.
Assumir isto mostra ainda mais a condição de bravura, força e fé que as mulheres possuem. Arcar com as conseqüências de seus atos sem procurar válvulas de escape que amenizem os resultados de suas escolhas.
São mulheres assim, que honram a fertilidade que o ventre lhes abriga e que são verdadeiramente capazes de encantar o mundo. Guerreiras.
Mauro Cesar de Andrade não é um primata nem uma feminista. E também não tem muita tolerância com essas duas espécies.
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