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Abertura Radical: o mundo e o futuro estão abertos

Fabio Bracht

por
em às | Ciência e tecnologia, Cultura e arte, PdH Shots


O evento de conferências TEDGLOBAL 2012 aconteceu agora no mês passado, sob o tema “Radical Openness”. As palestras giraram em torno dessa noção de que hoje, se ainda há fronteiras físicas, pelo menos o campo das ideias está completamente aberto. Elas surgem aqui, ali, encontram outras, se transformam… Graças aos avanços na tecnologia, hoje as nossas ideias são livres para “fazer sexo” com outras e dar origem a todo tipo de novo pensamento, praticamente sem obstáculo algum. E isso está mudando o mundo positivamente.

Essa visão de tecno-otimismo, com a qual eu muito me identifico, foi destilada e expandida pelo apresentador, jornalista e cineasta Jason Silva no estonteante vídeo abaixo, que serviu de introdução ao TEDGLOBAL desse ano. Metralhando referências, ele pega sua mente pela mão e a conduz por um passeio da qual ela vai voltar ofegante e empolgada.

Veja abaixo e exploda sua mente.


“RADICAL OPENNESS” – for TEDGlobal 2012 by @Jason_Silva from Jason Silva on Vimeo.

[00:12] Matt Ridley: jornalista, cientista e escritor britânico, recentemente escreveu o livro The Rational Optimism: How Prosperity Evolves.

[00:19] James Gleick: escritor, jornalista e biógrafo americano, indicado três vezes ao prêmio Pulitzer.

[00:35] Richard Dawkins: biólogo e escritor americano, famoso por criticar a crença religiosa em sua obra de 2006 Deus, um delírio.

[00:55] Ray Kurzweilinventor e futurista americano, pioneiro nos campos de reconhecimento ótico de caracteres, síntese de voz, reconhecimento de fala e teclados eletrônicos. Ele é autor de livros sobre saúde, inteligência artificial, transumanismo, singularidade tecnológica e futurologia.

[01:17] Terence McKenna: escritor, professor, pensador e filósofo americano, com obras publicadas sobre uma incrível variedade de assuntos, de drogas psicodélicas a alquimia e extraterrestres, passando por evolução das civilizações e teorias sobre o início e fim do universo.

[01:36] Imaginary Foundation: um misterioso coletivo de pensadores baseado na Suíça. “Evitando publicidade direta, a equipe buscou no vestuário um inusitado veículo para levar as suas ideias além do círculo acadêmico e até a cultura pop”. Eles vendem umas camisetas muito incríveis.

[02:02] Freeman Dyson: físico e matemático britânico nascido em 1923, famoso nas áreas de astronomia e engenharia nuclear, entre outras.

[02:08] Blake e Byron: muito provavelmente William Blake e Lord Byron, poetas ingleses da era romântica.

[02:10] Friedrich Nietzsche: um dos mais famosos e reconhecidos filósofos da História, escreveu textos críticos sobre assuntos como religião, moralismo, cultura contemporânea do século 19 e ciência.

[02:19] Kevin Kellyfundador e diretor executivo da revista americana Wired, talvez a mais conceituada revista de tecnologia do mundo. Também fotógrafo e estudioso de cultura digital.

Fabio Bracht

Toca guitarra e bateria, respira música, já mochilou pela Europa, conhece todos os memes, idolatra Jack White. Segue sendo um aprendiz de cara legal. [Facebook | Twitter]


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  • http://www.facebook.com/rodrigosantiago Rodrigo Santiago Juacaba

    a imaginação nos permite conceber possibilidades futuras, pegar a melhor e direcionar o presente para ela.

    foda.

  • Thiago F. Toledo

    Um evento do TED tem muito mais impacto positivo do que a Rio + 20!

  • Marcos Augusto Nunes

    É uma pequena peça de propaganda de uma utopia tecnologicista, que tenta abarcar a complexidade do mundo como um video clip intelectual que já roda na mente humana há milênios. Em contrapartida, existem distopias que usam o mesmo referencial para ir, é claro, no caminho inverso e apocalíptico. Com isso, voltamos ao dualismo do Umberto Eco, apocalípticos de um lado e integrados do outro; Jason, é claro, é um dos integrados, mas gostaria de saber como as novas mentes brilhantes resolverão uma crise econômica mundial que se assenta sobre cerca de 300 trilhões de derivativos e papelórios afins com lastro zero. Resolvida essa pendenga do capitalismo financeiro internacional, podemos começar a rediscutir as utopias.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Pois é, Marcos, eu também não vejo nada demais nesse vídeo, só um cara empolgado sem saber direito como ter um eixo integrador de tudo o que já descobrimos, pensamos, piramos.

      Mas é um excelente abre-conversa, como mostrou seu comentário.

      • Marcos Augusto Nunes

        Eu só esqueci de dizer que, desde sempre, o mundo e o futuro estão abertos, mesmo antes de existir a humanidade, mesmo antes de existir qualquer coisa. Então cadê o “novo”?

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Ah, velho, relê o que você escreveu.

        Já estudou alguma coisa sobre como o ecossistema digital altera profundamente os conceitos de abertura e conectividade entre as pessoas? Faz algum uso de internet?

        Há de ser um grande chato pra ignorar os aspectos de “novo” envolvidos na fala do Jason – e nem de longe defendo que há necessidade de concordar com tudo, pois não o faço.

      • Marcos Augusto Nunes

        Você me desculpe, mas ouvir esse rapaz com jeitão de rapper utilizar jargão do…er…”ecossistema digital”… bem, qual pergunta mesmo que fiz? Como é que a hipersuperturbointerconectividade vai fazer com uma imensa coluna de dólares a virar cinza, bytes sem fim de transações financeiras reduzidas a pó de silício?

        Há de ser um grande chato para não enxergar que entre a pretensão do novo e o desassombro diante da falta de conteúdo substituída por formatos modernos e jargão equivalente, bem… que coisa mais pomposa, né?

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        hahaha

        O legal é que hoje em dia há tanta informação que a gente até pensa que algo mudou, que houve alguma evolução na mente ou que a transformação é mais fácil.

        A confusão está aí, igualzinha, só que agora expandida.

        É como se antes a gente pintasse com 5 cores (e fizesse quadros de merda) e agora temos 5.000.000 de cores (pra pintar quadros de merda).

        Mas, como to aqui falando com o Bracht, nenhum problema em termos 5.000.000 de cores. Só não venha me dizer que pintamos melhores quadros por causa disso…

      • Marcos Augusto Nunes

        Gostaria de dizer ainda, do alto de meus 51 anos, que já cansei de ver descobertas e tecnologias e produtos e fórmulas e teoriasque iriam mudar o mundo e transformar nossas formas de percepção e sensibilidade e etc. e tal, e trocentas dessas coisas chegaram e foram embora, deixando só risadas na história e em nossas conversas: “Pô, se lembra quando a gente ficou siderado com aquela trolha como se a descoberta do caminho para as índias tivesse sofrido um upgrade? Quá quá quá!”. É um pouco como uns livros escritos por alguns historiadores que diziam que a descoberta da pá curva mudou a história da agricultura, quando foi a busca humana por melhores formas de produzir a terra que levaram à criação da pá curva…

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Marcos, as transformações se dão em diferentes escalas.

        A empolgação do rapper-da-abertura-radical é parte do motor ligado à busca humana capaz de desenvolver coisas como a pá curva.

        Novamente, ter 5.000.000 de cores não necessariamente significa pintar melhor, claro.

        No entanto, não há porque olhar para a palheta e dizer, “grande merda” – como se ali não houvesse riqueza alguma.

      • Marcos Augusto Nunes

        Eu posso achar tudo muito legal, desde o rapper animador de auditório digital e todas as vias e argumentos, mas todo sse tempo a pergunta que fiz restou ignorada, como se ela não tivesse importância alguma, quando na verdade é das mais importantes, ou você acha que soluções brilhantes virão desse universo de…ai…abertura radical, capazes de dar a volta por cima na crise sistêmica do capitalismo planetário?

        Não disse uma única vez “grande merda”; mas acho que, sim, manter um olhar distanciado e aguardar consequências é coisa que aprendi depois de, jovem, me engajar em hipermodernidades e possibilidades infinitas que dobraram a esquina e nunca mais foram vistas, além do que nada deixaram de maiores consequências.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        Marcos, você se embrenhou em algumas das referências citadas?

        Deu uma olhada na Imaginary Foundation, por ex?

        Você está atacando algo que fortalece grupos/pensamentos/ideias que avançam em questionamentos como os que você próprio lança.

        O sujeito ser novo e ter jeitão de rapper não deveria ser um impeditivo para levar a fala em consideração – antes de rechaçá-la por completo.

      • http://twitter.com/Raquelbelliveme Raquel Santos

        @google-a652a2d4c11eb69ba68a8e52007b276b:disqus
        eu acho que o assinto em questão não e o modo que o @papodehomem:disqus fala (escreve) mais sim sobre o vídeo.e como cada um tem sua percepção das coisas do mundo fica difícil assumir com dos argumentos são verdadeiro.

      • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

        complementando.

        debater ser novo ou não, ou o quão novo seriam parte ou o todo das proposições colocadas é passar reto pela imaginação, pelo fogo, pela poesia, pela piração… por tudo que está em abundância por trás da fala.

        se não encontrar ao menos *um* único post interessante aqui corto um dedo da mão:

        http://blog.imaginaryfoundation.com/

    • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

      Marcos, seu comentário é pomposo, só isso.

      O Jason Silva faz esse vídeo para abrir conversações, não para se colocar como inexoravelmente como um integrado ou apocalíptico. Ele é um dos fundadores do Current.tv , um projeto bem foda que abre conversas excelentes – e que andavam bem em falta – na juventude norte-americana.

      O TED é uma plataforma de exploração, diálogo e troca. Não um local dono da verdade.

      Esse vídeo é uma fagulha. É um expresso.

      Há milhares e milhares de pessoas que ainda desconhecem vários dos conceitos propostos. Eu não conheço todos os mencionados e duvido muito que os comentaristas daqui conheçam todos.

      Sou mais treinar meu olhar pra ver as riquezas.

  • http://www.facebook.com/people/Tainan-Machado-SIlva/100002430906327 Tainan Machado SIlva

    Enquanto em eventos como a Rio+20 pessoas se reunem para converça sobre oque fazer,mostra ideias,planos para nosso planeta eu vejo no TED pessoas mostrando oque estão fazend,fizeram ou que querem/vão fazer!

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Dalben/100000283552347 Matheus Dalben

    Muito bom o vídeo, mostra como estamos sendo acelelarados pela tecnologia desenvolvida nas últimas décadas, um universo novo relativo à comunicação e interação entre as pessoas, interação que leva a criação de novas ideias, movimentos culturais, transformações. Não digo que disso só surgirão coisas boas ou que desse novo espaço irá brotar o unguento que curará as mazelas que criamos. Mas negar também não é valido. Grandes descobertas do homem, como a penicilina, foram descobertas ao acaso e, levando em conta o acaso, quanto mais dados estiverem no jogo, mais provável o acaso se aproxima da realidade.

  • Andre Trindade

    OMG ! Sem legendas !! Como poderei mudar o mundo sem legendas !!!

  • http://www.facebook.com/dpicucci Danilo Picucci

    Obrigado por esse vídeo. Fantástico.

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