Papo de Homem

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A última missão


Publicado por Mauricio Garcia em 26.1.2010 às 14:48 em Dr. Health

Escrevo estas linhas ainda sob forte impacto dos fatos ocorridos no dia 22/1/10 e do brainstorm gerado por toda uma conjunção de fatores que explico abaixo.

Os fatos

Em mais um tedioso plantão da vida, atendendo milhares de tendinites e lombalgias e preenchendo seus respectivos atestados, eis que chamo mais uma paciente. Ela chega trazendo exames, algo que já não é muito legal. Quando o paciente vem com exames, normalmente é caso de ambulatório: ele não deveria estar numa consulta de emergência. Acaba indo porque sabe que na emergência vai ser atendido no mesmo dia, ao contrário da marcação ambulatorial. Malandragem que prejudica o atendimento ideal.

Já com o pensamento a mil, sou desarmado pela seguinte frase: “Lembra de mim, doutor?”. Atendendo cerca de 50 a 100 pessoas por dia, provavelmente não. Mas era só puxar o histórico dela no computador. Pronto!

Essa paciente foi atendida por mim no primeiro dia deste ano, quando mais uma vez guiado pelas primeiras impressões e pela tediosidade dos diagnósticos mais comuns, achei que era uma tendinite. Tratava-se de uma arrumadeira que estava com forte dor no braço esquerdo. “Tendinite”, pensei logo, e já puxava o receituário quando ela me diz que havia sofrido um trauma. Nesse caso, a radiografia é mandatória. Pedi o exame e a encaminhei para o setor.

radio
É aí que fica a cabeça do rádio, mas infelizmente essa história não é apenas sobre um osso…

Ao receber o exame, não constatei fratura. Porém, o rádio (um dos ossos do antebraço) tinha algo de estranho. Em vez da densidade normal, apresentava cistos no seu interior. E no nível do cotovelo, onde a cabeça deste osso se articula com o osso do braço, permitindo que possamos fazer os movimentos de pronação (colocar a palma da mão para baixo) e supinação (palma da mão para cima), havia algo mais estranho ainda: a cabeça do rádio simplesmente estava deformada e totalmente desconectada do osso do braço. As evidências apontavam que a referida alteração era crônica, de longa data, e não fora ocasionada pelo trauma recente. Inicialmente deduzi uma malformação congênita.

Como ela apresentava muita dor, não havia como examinar adequadamente. Coloquei uma imobilização e a encaminhei ao meu ambulatório, para uma reavaliação na semana seguinte. Mas ela não compareceu e eu esqueci do caso. Uma pena, adoro casos interessantes.

O plano terapêutico até então

Analisando a radiografia, a posição do osso anômalo bloqueava os movimentos do cotovelo da paciente. Ela vivia com o cotovelo dobrado e não conseguia virar a palma da mão. Imaginei que a resseção da cabeça do rádio eliminaria o fator mecânico causador do bloqueio e, com isso, eu conseguiria reconquistar o arco do movimento. Não acho que completamente, pois a lesão era muito antiga e nesses casos sempre fica alguma rigidez articular. Mas isso permitiria um cotovelo indolor e a permitiria pegar a filha no colo, coisa que disse não poder fazer.

Planejei então uma cupulectomia, nome da cirurgia na qual se resseca a cabeça do rádio. Mas precisava que ela comparecesse ao ambulatório para eu solicitar uma tomografia computadorizada, para que eu pudesse analisar melhor e fazer o planejamento operatório. Também pediria os exames pré-operatórios. Finalmente um caso interessante!

Drama

Voltando à consulta de hoje, naturalmente questionei o porquê do não comparecimento. Ela me disse que tivera vários problemas, inclusive com o falecimento recente de sua mãe. Disse a ela que, por estarmos na emergência, eu não tinha o timbrado que me permitiria solicitar os exames e que ela teria que me procurar no ambulatório. Ela havia esquecido o dia do meu ambulatório e voltou na emergência porque estava com muita dor.

Passei medicação, forneci um atestado e novamente encaminhei ao meu ambulatório, para recomeçar o processo. Achei que a consulta estava encerrada…

Confissão

“Doutor, preciso lhe dizer uma coisa”

Assenti e ela prosseguiu:

“Antes de morrer, minha mãe me fez uma confissão. Disse que quando eu era criança, uma vez meu padrasto me bateu com um pedaço de pau justamente no cotovelo esquerdo e que foi isso que causou a lesão.”

Um absurdo. Mas antes que eu pudesse perguntar por que o cotovelo havia ficado desse jeito (afinal, se essa foi a causa da lesão, era perfeitamente tratável)…

pau
Eu avisei que essa história não era sobre ossos…

Bomba atômica

Minha mãe não me levou no hospital porque ficou com medo que pudessem prender meu padrasto”

Ah, meus caros, isso choca até um ogro machista e insensível como eu. Temos aqui então um padrasto que quebra o cotovelo de uma criança e a mãe, para proteger seu homem, sequer provê tratamento à filha.

Por mais que se tente levar o contexto da época do ocorrido, por volta de 1985, quando não havia tanta proteção a mulheres e crianças como há hoje (ainda que insuficiente), aquelas clássicas inseguranças que muita mulher tem sobre ser abandonada pelo companheiro, ou mesmo o famoso clichê “Ele é boa pessoa, tenho certeza que vai mudar”, a situação continua absurda!

Resumindo, a criança teve uma lesão óssea que foi negligenciada e transformou-se numa sequela. Não era algo congênito!

Mal sabia a mãe da paciente do sofrimento que isso traria a sua filha. Não digo pela incapacidade física e a consequente dificuldade no trabalho, mas pela próxima confissão da paciente ao doutor aqui…

Esperança

“Doutor, eu vou ao ambulatório sim, quero muito ficar livre dessas dores e voltar a mexer o cotovelo. Mas meu maior sonho é poder pegar minha filha no colo!

O ogro machista sem coração aqui ficou foi sem palavras!

Tenho convicção que o cotovelo dela nunca ficará zero quilômetro, mas alguma coisa pode ser feita ainda. Não prometi muita coisa, até porque tratar sequela é uma caixinha de surpresas. Nos despedimos.

Meu momento atual

Essa história toda acontece justamente num momento conturbado da vida deste que vos fala. Justamente no momento em que procuro alternativas à Medicina, mesmo atualmente sendo dono de uma clínica. Estou formando uma empresa em ramo totalmente distinto e também em breve inicio treinamento em coaching e programação neurolinguística. Pretendo trabalhar com isso futuramente, tanto personal e life coaching, como coaching executivo. Parei de investir na formação médica continuada. Trabalho para me sustentar e pagar minha nova educação.

castaway
Cena do filme Cast Away | A encruzilhada está em qualquer ponto da estrada, basta abrir os olhos

Minha atual profissão me gerou muita coisa boa, especialmente as histórias e experiências de vida, mas uma coisa é fato: nós médicos somos bitolados ao extremo. Há pouca vida fora da Medicina. Uma coisa fundamental, que me levou até onde estou, foi o convívio com o pessoal da equipe PapodeHomem.

Hoje posso dizer que tenho uma visão de estilo e qualidade de vida que 99% dos médicos não possuem, fruto da amizade e convivência com pessoas tão diferentes e de áreas distintas. E o fato de enxergar que qualidade de vida e medicina são coisas que não combinam, na imensa maioria dos casos, me motivou a procurar alternativas. Médico pode ter qualidade de vida, sim, mas quando consegue já está velho demais para aproveitar!

Por causa desse convívio saudável, adquiri novas paixões como marketing, empreendedorismo, educação financeira… A ciência médica é linda, mas essas novas opções me dão um tesão infinitamente maior.

Ontem mesmo no evento de lançamento do livro PapodeHomem no Rio, encontrei um amigo, advogado, que pouco antes de casar fora demitido do escritório que trabalhava. Perguntei o que ele estava fazendo e disse que resolvera trabalhar num antigo sonho, algo nada a ver com o Direito. Altamente inspirador nesse momento!

Mas por que “A última missão”?

Nunca deixarei de ser médico. Apenas vou diminuir o espaço que a Medicina ocupa em minha vida – num prazo de 2 a 3 anos.

Utopicamente, quero ser apenas consultor, especialmente aqui. Não, o Dr. Health não vai morrer tão cedo e segue firme e forte aqui no PdH. Tenho uma clínica que, quando entrei de sócio, passávamos por sérias dificuldades, e juntos, botamos as coisas no azul. Não vou deixar minha clínica.

Quero exercer a Medicina sem as coisas que me deixaram esmorecer. Por isso ela há de se tornar minha atividade secundária, dando lugar ao estilo de vida que almejo. Infelizmente, a compatibilidade é zero.

Justamente nesse momento aparece uma história de uma paciente como essa. Já operei muita gente, já consertei bandido, já ajudei muito a quem precisa, mas sempre encarando isso como parte do ofício. Mas desta vez é diferente.

Promessa

O que farei na Medicina daqui em diante serão ossos do ofício. Mas eu quero fazer a diferença para essa paciente. Após atendê-la, fiquei uns 4 minutos parado, mesmo com outros doentes para ver, perplexo com sua situação. Um ato egoísta de sua mãe lhe privou de uma coisa aparentemente simples.

E decidi: vai ser a minha “última missão” na Medicina. Digo missão de coração mesmo. Vou levar a cabo o seu tratamento. Apesar de não poder garantir sucesso, espero um dia poder vê-la segurando sua filha nos braços.

Não digo “Torçam por mim”, mas torçam por ela! Estou eu aqui cheio de planos egoístas, em contraste a uma mulher simples que quer apenas poder segurar a filha nos braços.

Dr Health (mesmo os ogros tem coração de vez em quando)

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Foto do autor

Mauricio Garcia é flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico. Ele é o nosso grande Dr. Health.

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  • Rainer Steiner Lands
    Tenho 48 anos, sou diabético 2 e recentemente descobri que tenho insuficiência renal nível 3...Chorei muito quando voltava pra casa, pensando na frase do médico: "pô, tu tem um filho de 02 anos! Ele vai precisar do pai por perto!" Pode parecer mórbido ele me alertar sobre a morte, mas foi o tratamento de choque que eu precisava...ainda estou num momento de transição de estilo de vida...comecei a nadar, emagreci 14kg em um ano, não como sal, não como açúcar, não bebo álcool...mas quando fraquejo, olho praquele alemãozinho brincando aos meus pés, inspiro fundo e "vamos à luta, companheiro"...Hoje toco bateria numa banda de rock clássico tipo anos 60. Busquei na música uma forcinha tb. Sou arquiteto de profissão.Tudo isto pra dizer que médicos são essenciais...médicos engajados, médicos dedicados ao outro...e que médicos, como todos os outros profissionais, podem buscar a força da vida em outros campos. Tenho certeza que tu continuará sendo um médico sensível à dor alheia e tb feliz pela nova empreitada...acho que uma coisa leva à outra, num círculo vicioso de estímulos, com um resultado que será bom pra ti e para quem é/será teu paciente. Longa vida prazerosa, abrçs
  • El Misionero
    É isso que dá uma mãe (mulherzinha) arrumar um homem (mulherzinha) para ser padrasto para seus filhos. Duas mulherzinhas cuidando de uma criança não dá certo.
    O padrasto é uma mulherzinha pela covardia (crueldade, insensibilidade) de maltratar uma criança. E a "mãe" é uma mulherzinha pela covardia (medo) de negar assistência médica à mesma criança. Ficou com medo de denunciar o cara, "tadinha" dela.

    O que é mais importante, um filho ou um cara qualquer????

    Dr. Health, sorte pra você, e melhoras para sua paciente. Que ela realize o sonho de pegar sua filha nos braços. E que ela seja mulher de verdade, e nunca caia na mesma besteira da mãe, de colocar um "mulherzinha" dentro de casa, de deixar um monstro conviver com a criança.
  • Laura
    Olá!
    O casal dos comentários 66 e 67 são seus pais? Aquilo foi legal, cara. Tão legal quanto a história que você acabou de nos contar.
    E PELO AMOR DE DEUS, nos conte o final, né?! hehe
    Beijos e boa sorte ;)
  • Otto
    Realmente, a vida sabe ser cruel né...

    Bom, também estarei torcendo pela sua paciente, e por você também Doc, nos seus novos projetos. Boa sorte pra vocês!!
  • Ricardo
    E principalmente, agradecer aos pais que tenho.
  • Ricardo
    Olha, eu já havia deixado um recado aqui perguntando se podia se emocionar, agora se emocionar duas vezes é sacanagem!

    Emocionante as declarações de seus pais.

    E veja só, descobri que tudo isto não é sobre medicina, nem sobre a sua ultima missão, na verdade é sobre pais e filhos.

    O quão importante eles são nas nossas vidas. O quão importante podem mudar nossas vidas para sempre, para o bem e para o mal...

    Ler coisas como as que li aqui, só me fazem querer ser um pai melhor, um homem melhor, e me lembrar de toda a responsabilidade que carrego, por poder ouvir daquela que é metade minha, a palavra Pai.
  • Rodrigo Almeida
    Mau,
    o que precisar meu velho. A qualquer hora. Boa Doc!
  • Anna
    Quase chorei....
  • Pepperman
    Dr Health
    Comovente, tragica e absurdamente real !! Até quando iremos maltratar nossas crianças?
    Siga em frente na sua missão
    Dr Health, e rezo para coisas como essa não aconteçam mais.
  • pablo
    Zappa no Doutor da assistência social....

    Now scientists call this disease bromidrosis
    (that's right!)
    And well they should
    Even napoleon knows that
    But us regular folks
    Who might wear a tennis shoe
    Or an occasional python boot
    Know this exquisite little inconvenience by the name of:
    Stink foot

    Yknow, my python boot is too tight
    I couldnt get it off last night
    A week went by, an now it's july
    I finally got it off
    An my girl-friend cry
    You got stink foot! stink foot, darlin
    Your stink foot puts a hurt on my nose!
    Stink foot! stink foot! I aint lyin,
    Can you rinse it off, dyou suppose?
  • pablo
    Senhor Doutor...

    ...e sua última missão. É, a auto-ajuda até na medicina.
    Desse jeito vai curar não só um cotovelo, mas todo o bairro que essa menina mora...

    Que coração bom que tem esse médico!

    E é um cara coerente(alias como é a marca da classe média).Só atende particular, mas é engajado em ajudar pessoas.
  • Camille
    É Dr...
    Esta vida não é fácil não!
    Parabéns pelas tuas nobres atitudes!
    Gostei muito deste artigo, mas mais ainda do comentário do teu pai...Que exemplo!!!
    Que tenhas sucesso nesta nova empreitada!
    Com admiração, Camille.
  • Cara você tem uma bela visão das coisas que busca, espero mais artigos como esse.
  • Daniel
    Cara, me identifiquei muito com o seu texto. Também passo por um período conturbado na minha vida. Estou no 4º ano de Medicina, e sempre fico na expectatica de o próximo semestre ser melhor e eu começar a gostar. Não sei se estou no caminho certo. Me interesso pouco pelas disciplinas. Eu sou mais adepto de terapias alternativas e não convencionais do que ficar enfiando remédios goela abaixo dos pacientes.

    Depois que conheci a PU e também a PNL, e o contato que tive com yoga, passei a enxergar a vida sob outra perspectiva. Assuntos afins me interessam bastante. Fiz um treinamento no Instituto Maurino Veiga (www.maurinoveiga.com.br) e putz... é com esse tipo de coisa que eu quero me dedicar e trabalhar. Isso me dá um tesão muito maior. E o seu exemplo alimenta ainda mais o meu desejo.

    A Medicina já tem ótimos profissionais. Acho que meu rumo será outro.

    Estou torcendo pela sua paciente.
    Abraços cara, muito sucesso em sua jornada. Vou continuar acompanhando ela por aqui.
  • Marcia
    Nunca é tarde para começar algo novo.
    E ter coragem de sair da zona de conforto é privilégio de poucos.
    E tb é lance de tesão mesmo, percebe-se claramente que vc perdeu o tesão pela coisa, talvez atuando em medicina apenas o suficiente para manter a clínica volte a dar tesão, sei lá...
    Mas quero deixar aqui meu agradecimento aos ortopedistas da vida... vivo neles pq sou uma ex-digitadora agora viciada em msn... Acabei de fazer uma artroscopia no ombro... tô ficando boazinha.
    Tb penso várias vezes em largar tudo, investir em outra área, mas o lance financeiro é sempre punk. Mas vou fazer isso, seu exemplo é bom... largar uma coisa aos poucos e ir investindo em outra, ou seja... planejamento sempre.
    Quanto ao lance do sacerdócio, bem, eu sou formada em Teologia, sonhava em ser missionária em países distantes etc.
    Quando trabalhei 4 anos numa entidade eclesiástica (igreja) me decepcionei terrivelmente, vi que poucos realmente conseguem ficar na coisa. Temos dois tipos, os que se dão bem financeiramente e os totalmente abnegados.
    Boa sorte na nova empreitada.

    Quanto à sua paciente, tá lotado de mulherzinha que aceita abusos dos homens (sejam físicos ou morais) pq não conseguem ficar sem o pseudo título de terem um homem para chamar de seu.

    Como diz o ditado: antes só do que mal acompanhada, até pq estando só tenho mais opções de escolha.

    Bj
  • Caramba, que história!
    Tomara que você consiga ajudar essa moça, cara!
    Não esqueça de nos avisar o resultado dessa missão!
    Boa sote pra vocês!
  • Felipe
    Poxa, é comum ouvir histórias como essa ou parecidas com essa, em que as pessoas não sabem pesar as emoções e valorar o que é realmente importante.

    Igual ao caso da Gloria Sam, filha de um homeopata que morreu com eczema e infecção no olho.

    O pai ainda acredita que a medicina tradicional só prolongaria o sofrimento dela.

    Incrível, as pessoas não sabem a hora de parar.
  • Mateus Rodrigues
    Suas atitudes lhe abrirão grandes caminhos. Que sua paciente melhore e possa carregar seu filho no colo. O pai dela é um safado que essas horas está pagando pelo que fez..Maldito seja.

    abraços
  • Ei Dr...
    Eu sou professor do Ensino Básico...
    Vou mudar de profissão por:
    -falta de qualidade de vida;
    -ser demasiado honesto, não consigo fingir o que muitos colegas conseguem para lecionarem pras empresas privadas canibais de educação;
    -a profissão de educador ser muito séria para um cara preguiçoso (e por isso criativo) (não pretendo trabalhar 60 ou 70 horas nesse ramo) como eu conseguir sonhos tão caros (viajar, consumir cultura, comprar uma casa e/ou um terreno no mato, visitar os amigos e ter um pé-de-meia pra emergência); e por História não ser paixão ao ponto de passar a vida a estudá-la.

    A palavra 'empreendedorismo' parece um bom caminho.

    Siga em frente na sua empreita com a paciente e invista! Sempre invista!

    Como disse a Cinthya Garda: ser egoísta me parece ser a única forma viável de ser generoso.

    Seja generoso.
  • Eduardo77
    Dr. Health espalhando conhecimento pelo mundo !!!
    Maioria dos medicos, mal olham p cara do paciente... fazem uma sequencia de perguntas logicas, 01011001....
    preenchem uma receita em 120 segundos e tchau !

    O que vc acha da controversa obra de Deepak Chopra?

    Abco
  • Marcel
    O que tem de mulher filha da puta nesse mundo não está no Gibi. Mulheres desgraçadas que deixam padrastos estuprarem as próprias filhas e filhos sabe-se lá por que maldade infeliz. Essa velha foi cedo pro Inferno. Fico daqui gargalhando de você velha cretina e fdp.
  • William Hideki Hira
    Mau, se já te admirava pacas, isso aumentou mais ainda. Tenho certeza que como coaching vc vai detonar!

    Abraço
  • Gallegher
    3 coisas: Parabéns, força e coragem! É isso aí...
  • Dante
    Que história, que caso!

    Primeiro qdo vi que a mãe escondeu e privou a filha de uma coisa simples no forma de ver mais grandiosa na forma de se sentir... e visualizei o padrasto fazendo que fez, a omissão da mãe... Bom vamos falar de que hoje essa Mãe, vai poder segurar sua filha e fazer muitas outras coisas...Estou na torcida sim.

    Poderia dar-nos informações do estado de recuperação dessa mãe e finalizar com a melhor noticia.....VC CUMPRIU SUA ULTIMA MISSÃO!
  • David
    Boring...
  • Carmen Lúcia
    Filho, li seu depoimento no dia que foi postado mas somente hoje me encontro em condições psicológicas para escrever aqui.
    No dia 26 de janeiro de 2010 após ler o teu desnudamento (literalmente falando) de alma,por escrito, me senti plena em todo o meu ser por ter gerado uma pessoa tão especial e tão difícil de encontrar nos dias de hoje. Eu já conheço, sempre te comprendo e apoio pois, confio no teu taco e sei que terás sucesso sempre pois não sabes fazer nada pela metade, quando mergulhas é pra ir fundo; agora ao ler o depoimento de teu pai, que na maioria das vezes questiona teu proceder, sei que com o nosso proceder(meu e teu) conseguimos desencavar do fundo desse coroa(que chamas de MEU VELHO LINDOSO) o melhor de tudo que pode existir num ser que é a disponibilidade para aceitar e amar o ser humano em sua plenitude e é claro aumentar nele esse orgulho imensurável por ter em ti uma metade dele(a outra metade é minha e ninguém tasca). Estarei sempre contigo pro que der e vier, tendo a certeza do sucesso dessa empreitada em relação a essa paciente pois os 3 merecem isso : vc, ela e principalmente a filhinha dela. bjs TE AMO MUITO
  • DR. ALBERTO GARCIA (PAI DO
    FILHO QUERIDO

    CADA DIA ME ORGULHO MAIS DE VOCE. ESTOU CONTIGO PARA TUDO QUE VC FIZER.

    PARABENS POR SUA CORAGEM

    O MUNDO SO EVOLUI PELA CORAGEM DAS PESSOAS E VC É UM CORAJOSO VENCEDOR.

    JAMAIS SEJA UM MEDIOCRE SEGURO.

    A OUSADIA É A MARCA DOS VITORIOSOS.

    NÃO ESPERE QUE O FRUTO CAIA DA ARVORE, SUBA E O PEGUE.

    A DISTANCIA ENTRE O RIO E SÃO PAULO A PÉ É ENORME, POREM ESTA DIMINUI QUANDO SE DÁ O PRIMEIRO PASSO.

    SEM NENHUM ESFORÇO, SE VERIDICA PELAS RESPOSTAS AO SEU ARTIGO, QUE AS PESSOAS TE APOIAM, A EXCESSÃO DE ALGUNS POUCOS FARIZES QUE ESPERAM O MAR PEGAR FOGO PARA COMER PEIXE FRITO.

    SE VERIFICA QUE AS PESSOAS QUEREM FAZER EXATAMENTE O QUE VOCE PENSA E A ESTES DIGO QUE TENTEM. DAR UM PASSO ATRÁS, SE NÃO DER CERTO, NÃO É MENOSPREZO ALGUM, A GUERRA NÃO ESTÁ PERDIDA QUANDO SE PERDE UMA BATALHA, MAS É PRECISO TENTAR.

    QUE DEUS TE DE A CORAGEM DE TENTAR CONSERTAR AQUILO QUE ESTÁ AO SEU ALCANCE E NÃO PERMANECER NO IMOBILISMO DOS MEDIOCRES, DAQUELES QUE NÃO SABEM, O QUE VIERAM FAZER AQUI NO PLANETA.

    SEU PAI ESTARÁ SEMPRE COM VOCE. PARABENS PELO ARTIGO, E MUITO GRATO A AQUELES QUE COM VC SE CONGRATULARAM E TE APOIARAM. TEMOS QUE FAZER COMO NO ESTOURO DA BOIADA, BASTA UM BOI CORRER PARA QUE TODOS POSSAM CORRER JUNTOS, CADA UM COM SEUS SONHOS, CADA UM COM SUA OUSADIA E CORAGEM. AFINAL MUDAR É PARA OS FORTES E NÃO PARA OS MEDIOCRES ACOMODADOS.

    UM BEIJO E O DIVINO CRIADOR QUE TE PROTEJA

    teu pai
  • Dr., lidar com pessoas é extraordinariamente surpreendente. Trabalho há mais de dez anos em escola, então imagine os casos que já presenciei. A gente fica com raiva, com pena, se sente miserável, se sente um grão de areia, tudo. E olha que sou o tipo da pessoa que chora com notícia trágica do Jornal Nacional, não é uma coisa fácil, lidar com gente.
    Mas isso é algo que sempre passaremos, nós somos gente, nos relacionamos com gente, é assim.
    Ogros trogloditas têm coração, senão não seriam médicos. Eu penso assim...
    Grande abraço e parabéns pela matéria.
  • aê Doc. meu desejo é que você consiga ajudar essa senhora a realizar o sonho de colocar a filha nos braços. e esse papo de sacerdócio cara.. tá com nada. tu fez medicina ou entrou num seminário? trabalha que o sistema é capitalista!
    sucesso nessa nova vida que estais p começar!
  • Tereza
    Eu não ia comentar mas no final do texto eu decidi que tinha que falar aqui. Nos 4 minutos que você ficou parado perplexo, pensando no caso, tenho certeza que o resto da fila de pacientes deve ter xingado até sua bisavó!! hahaahahahaha
    Brincadeiras a parte, quis mostrar outro exemplo de como nós somos movidos pelo pensamento automático que, infelizmente hoje, é o mais pessimista possível. Quando a gente vê algo errado, automaticamente pensamos o pior. O que é muito triste... Nada como situações que abram a caixola pra novos pensamentos. Assim quem sabe um dia a gente aprende a nunca ter nenhum pré-conceito de nada.
    Utopia né? Como você mesmo diz...
    Desejo muito sucesso na sua empreeitada!! Quero dicas de como ser como você. Estou totalmente tomada na minha vida atual e não estou feliz, mas não consigo mexer e mudar. Procuro textos inspiradores como o seu todos os dias. Obrigada! :)
    Um grande abraço e força na peruca!! hehehe
  • letícia kraesnienkiz
    Adorei o texto!
    Eu não sou médica, mas sou técnica em Radiologia, e pego muito desses casos, onde infelizmente as mães defendem seus maridos/ companheiros, e acabam deixando os filhos de lado.
    Muito legal a sua atitude, e fico aqui na torcida pra que dê tudo certo e que essa mãe possa então completar sua vida!


    Um abração!
  • Mais um excelente texto do Dr Health.
    Seus textos são inspiradores.

    Abração e sorte a todos
  • Desculpe não ter tempo de ler todos os comentários, mas não posso deixar de comentar =)

    Meu irmão é médico, terminando a residência em infecto, e já tem anos de plantões de emergência em hospital público e posto de saúde de periferia. Você imagina quantas histórias semelhantes eu já ouvi...

    Concordo com a desmistificação do sacerdócio médico. Eu vejo o quanto é preciso estudar e se esforçar para ser um bom médico, e não acho justa essa idéia. Aliás, se levar em conta a quantidade de gente que arranja confusão por besteira, que acusa injustamente, que não ajuda na anamnese e ainda sai reclamando, só pra atender decentemente vocês já são santos, rsrsrs...

    Profissionalismo é a palavra de ordem. E que o governo crie vergonha na cara e faça com que os serviços estejam disponíveis à população, que os médicos e enfermeiros sejam pagos, que não falte equipamento nem remédio, como já vi meu irmão pagar taxi pra mandar paciente do posto para o pronto-socorro porque não tinha ambulância.

    Eu fico cansada só de ouvir os casos...

    Estou na torcida para que ela consiga colocar a filha no colo, e para que você se realize no novo caminho que escolheu =)
  • Interessante que eu li a materia anterior e, de certo modo, o assunto é parecido, que é sobre mudança de vida e seguir por um outro caminho, mudar de profissão e talz...

    Eu tenho um conhecido que, depois de ja ter conquistado muito e estava financeiramente bem, quis mudar de área, a que realmente queria seguir. Eu concordo plenamente com isso, mas sinto que as vezes é muito tarde e nao aproveitariamos devidamente os frutos do trabalho (que nao tem nada a ver com financeiro)...

    É... A vida é foda, quanto mais a gente observa, mais pessoas e coisas novas achamos.

    Boa sorte! ^^
  • Caralho dr. health, espero que de td certo pra vc e pra ela!
  • Mara
    Doutor.... essa foi a mais comovente das confissões que vi... ainda mais de alguém da classe médica....
    Meus parabéns de coração, Deus há de lhe promover todo o sucesso que vc merece...
    Torço por ela e por vc , por ser tão maravilhoso quanto é...
    Mil beijos
  • Leonardo
    Bravo Dr.! Pelo post e pelos comentários.

    Um abraço.
  • Dalton
    Incrível...queria comentar algo, mas não sei o que. Bom, desejo que dê tudo certo de coração.
  • Reinaldo
    So uma coisa a dizer : Realmente torço por ela
  • L. Leite
    Caaaraleo! o.O

    Bom trabalho pra você e felicidades pra moça, seu flamenguista chato. eu e boa parte dos leitores gostariam de acompanhar essa história.
  • Nada polêmica sua posição, dr. Health. Na verdade muito lúcida. Todos meus amigos médicos trabalham horas absurdas, e, se calculado por hora, o que ganham é irrisório. Muito, muito mal pago.

    O sacerdócio pressupõe outra coisa também, na maioria dos casos. Os sacerdotes têm casa e comida assegurados pelas instituições que representam. Até nisso, o sacerdócio aplicado à medicina é um conceito maluco. Se quiséssemos médicos sacerdotes, deveríamos então livrá-los todos de preocupações como dinheiro para comer, casa, aposentadoria. E sacerdotes não constituem famílias, porque senão a lógica emperra de novo, com mais bocas para serem sustentadas, as instituições seculares de sacerdócio iriam à falência.

    Já doação eu acho que é um princípio humano, aplicado a tudo, inclusive a qualquer profissão. E só é possível quando se está inteiro, e muito bem. E ninguém está bem quando é submetido a estresse e esgotamento constantes. Ser egoísta, no final, é o único jeito de poder ser generoso.
  • Dr Health
    Agradeço a todos pelos elogios e apoio.

    Agora uma situação interessante que não foi vislumbrada pelo amigo Iguará aqui em cima. É muito bonitinho a tal conversa "medicina é sacerdócio".

    Mas suponhamos que realmente venha a ser um sacerdócio mesmo. Sacerdócio pressupõe doação sem expectativa de retorno. Ou seja, trabalhar o que já se trabalha hoje em dia e ficar pobre, estressado, sem direito a aproveitar a vida. A conclusão lógica é que, apesar das pessoas que entrarão para o "sacerdócio" tenderem a um comprometimento maior, a quantidade de pessoas que vão SE AFASTAR será maior ainda.

    Consequentemente, se JÁ FALTA MÉDICO EM TUDO QUE É LUGAR do jeito que está, a situação piorará, sobrecarregando ainda mais os novos profissionais comprometidos. Concluindo: UTOPIA pura e bola de neve para a já combalida saúde do nosso país.

    Tenho uma opinião polêmica sobre isso: Essa história de doação e sacerdócio tem que ser substituída urgentemente pela noção de PROFISSIONALISMO. Sacerdócio é coisa de padre (E olha que já tem os Marcelos Rossi e Fábios de Melo aí enveredando para outros caminho$)

    Mas muito da culpa da situação atual é dos próprios médicos. Naquele afã de falarem emotivamente "é doação", "é por amor", "é sacerdócio", fazem uma pose e têm uma empáfia a meu ver desnecessária. E arcam com as consequências quando exigem direitos, melhores condições, etc...

    A hora que pararem com isso de sacerdócio e a coisa for encarada como profissionalismo puro e simples, a relação melhora para todos os lados!
  • Jaque
    Parabéns! Você fez meu dia melhor ao me mostrar que ainda existe uma pessoa sensível ao mundo ao seu redor!

    Um beijo
  • IGUARÁ
    pô Doutor, que historinha hein.
    abre os alhos, veja o mundo a sua volta essa pobre coitada usada pelo senhor para anestesiar sua hipocrisia é só mais uma em centenas de milhares de pessoas que carregam sequelas não porque apanhou de um ogro mas talvez se machucou fazendo algo que não tivesse habilidade para tal tarefa e é uma outra vitima da mafia de branco composta pelo corporativismo e reserva de mercado exercida pelos discípulos de hipócrates (coincidência esse nome).
    é melhor mesmo o senhor encarar uma vida de janotinha pois já deve estar com a burra a transbordar de honorários e medicina deve ser exercida como um celibato do qual não se pensa nunca em desviar, dadas todas regalias que a sociedade provem os doutos em detrimento da real necessidade do ser humano que compõe suas clientelas.
    Agora pense, não no Haiti mas na favela pantana, na fila à sua porta de pronto atendimento ou do ambulatório, aliás o senhor pensou no que chamou de malandragem?
    O senhor não ira mudar o mundo ou sequer torna-lo melhor se empenhando em consertar o cotovelo para a pobretona, fazer mais um filho e poder pegar no colo, porque aquele ja cresceu.
  • Dream
    Querido Maurício,

    Como leitora, venho dizer que AMEI seu texto... lindo, emocionante, passional... perfeito!

    E como mãe, que felicidade essa moça encontrar alguém disposta a lhe estender a mão para ajudá-la em algo tão precioso.

    Boa sorte nos planos!

    Bjs
  • José Vinícius
    Muito bom cara.

    Lendo seu texto eu me lembrei de uma citação que ouvi no filme Meu Nome Não é Jhonny. A juíza que julgou o caso do João Estrela disse algo mais ou menos assim:

    "O seu verdadeiro local de nascimento é quando você toma consciência de seus atos e decide mudá-los"

    Não foi exatamente essas palavras mais creio que o sentido foi passado. E isso serve para qualquer um em qualquer área.
  • sem palavras
  • Luiz Azevedo
    Vai que é tua Dr.

    Tudo na vida, quando feito com paixão, é muito mais bem feito. Por certo que gostar do que se faz não é a mesma coisa do que ter tesão no que se faz, como o próprio Dr. disse. E as duas coisas andam juntas apenas de vez em quando, mas no momento em que elas se encontram, é como se algo nos impulsionasse de tal forma que o ofício deixa de existir, o trabalho deixa de existir, pra tornar-se tão somente realização pessoal, um desejo inconsciente de realizar algo maior do nos foi dado. Desejo esse não ciente por que não provém da razão (clássica dos ogros sem sentimento), mas sim "do coração". Como fazer o bem por fazer o bem.

    Eu me sinto ótimo quando esse sentimento me atinge, assim como vc deve se sentir ótimo com a sua missão.

    Torço por ambos!
  • Nossa, cada história...

    Emocionante seu texto...
  • and.lat
    Acredito que não será a última missão. Assim como estava em seu consultório atendendo casos tediosos e apareceu esta.... poderá aparecer outras...
  • Guria do Sul
    "Egoísticamente" falando, é uma pena um médico tão dedicado largar a medicina. O mal da saúde está, na minha humilde opinião, não só na falta de estrutura física e dos apoios necessários, mas na falta de "alma" de boa parte dos médicos. Da saúde pública principalmente.
    Moro em Pato Branco, e infelizmente quando há uma emergência, temos que ligar para saber QUAL MÉDICO está atendendo, para sabermos se vamos ou se adiamos para o próximo horáiro. Porque boa parte deles são arrogantes; não escutam os sintomas dos pacientes; exageram no "guiado pelas primeiras impressões e pela tediosidade dos diagnósticos mais comuns", passando a ser arrogância mesmo: só pra citar um exemplo, eu sou alérgica a Buscopan. Segunda feira tiive que ir as pressas ao PS por uma dor terrível no estômago e mesmo tendo dito aos enfermeiros e à medica sobre essa alergia, foi o que colocaram no meu soro pois "é o procedimento" e "eles sabiam o que estavam fazendo". Sem contar quando minha filha nasceu, que foi um pesadelo pois tentaram por mais de 5 horas forçar um parto normal sem perceber que minha estrutura óssea não permite... Mas enfim... são casos leves, até, se comparado a tantas histórias que presenciamos.
    O que eu quis dizer é que realmente sinto quando pessoas com coração e profissionalismo, mesmo sendo "ogros machistas" (essa foi brincadeira.. rsrsrs) largam a medicina. É o que mais falta, ao meu ver. E olha que minha mãe é enfermeira, meu melhor amigo é fisioterapeuta e massoterapeuta, e minha madrinha está fazendo medicina. Ou seja: tento olhar os dois lados.. rsrs

    Mas... se tu encontrou teu caminho, por isso te parabenizo! É muito bom quando o encontramos, e como costuma dizer um amigo meu (que também roubou essa frase): "Não se preocupe se aos 30 anos tu ainda não sabe o que quer ser na vida: as pessoas mais interessantes que conheci, aos 50 ainda não sabiam!" Então.. nunca é tarde pra recomeçar, e a experiência de vida é um ponto a favor!

    Aos 28, sou apaixonada por publicidade, engenharia ambiental e psicologia.. kakaka

    Parabéns pelo post!
    Rezo e torço não só por ela (e tenho uma filha, sei a bênção que ela quer), mas por todas as pessoas que como ela, têm sequelas físicas por "defeito congênito na responsabilidade e na consciência" dos que deveriam cuidar delas.
    Para que as pessoas descubram mais cedo, principalmente quando NÃO GOSTAM de medicina. Não por ti, mas pelos que adotam posturas anti-éticas com os pacientes.
    E para que as pessoas descubram o que realmente gostam: e assim o mercado de trabalho, seja lá em qual área for, fica menos... "prostituído" por pessoas sem talento.

    Abraços paranaenses!
  • Romulo Viana
    Muito bom o seu texto, realmente comovente. Pensei em mim mesmo há anos atrás, quando estava quase terminando o curso de Biomedicina e resolvi fazer um novo vestibular, desta vez pra Música.

    Nem preciso dizer que hoje sou realizado e feliz - tanto financeira quanto emocionalmente.

    Um abraço e muita sorte!
  • Tevo
    ótimo texto... parabens Dr...
  • Ricardo
    Pode ficar emocionado aqui no papo de homem?

    Eu tenho uma filha, e de coração, faça tudo o que puder.
  • Mauricio, excelente texto!

    Já há alguns anos venho me questionando sobre a dificuldade de nos conhecermos verdadeiramente e de não cair nas "armadilhas" da sociedade. Parece que entramos num carrossel e vamos simplesmente fazendo o que todo mundo faz sem nem mesmo pensar que existem outros brinquedos no parque. A criança nasce, vai crescendo e logo aquela belezinha já está na adolescência. Tios, avós, amigos dos pais começam a perguntar "Já tem namorado(a)?". Então, inevitavelmente, o(a) namorado(a) aparece. A pergunta muda: "Quando vai casar?". Então, inevitavelmente, o casamento é marcado. Os mesmos parentes começam a perseguir o casal com outra pergunta: "Quando vão encomendar o bebê?".

    Há, ainda, muita confusão sobre o "buscar a felicidade" com o "pensar só em si mesmo". No meu entender, uma pessoa que só vê o próprio umbigo não está buscando a felicidade; ao contrário, é totalmente infeliz porque não conhece a própria essência, não se respeita e não segue sua verdadeira vocação. Está indo na onda dos outros ao invés de seguir a própria onda; nada contra a corrente, torna-se infeliz e passa a achar que o mundo lhe deve (afinal ela se "enquadrou"). Surge o egoísmo.

    Se temos coragem de olhar para dentro, perceber o que somos e o que sentimos (aquilo que faz nossos olhos brilharem e o coração acelerar), a felicidade transborda e é impossível ser egoísta quando se é feliz! Feliz de verdade.

    Traduzi uma frase de Bertrand Russel: "Se houvesse hoje no mundo um grande número de pessoas que desejassem sua própria felicidade mais do que desejam a infelicidade de outros, teríamos o paraíso em poucos anos."

    Valeu pela sua coragem, Mauricio! Isso inspira!
  • Muito bom o texto!

    Trabalho com informática e todo dia faço os mesmos questionamentos quanto a estar bitolado nas mesmas coisas!

    Não que eu não esteja mais gostando do que faço mas, sempre mantenho minha mente aberta para outras áreas também!

    Com muita fé em deus, irá dar tudo certo para sua paciente!

    Abraços
  • EZ!
    Disparado, o melhor colunista do PdH.
    Deveria estar na cabana também.
    Vc é um dos poucos médicos com os quais eu tomei contato que apresenta uma visão mais realista da vida. Mas sem ser totalmente indiferente como alguns cirurgiões e nem totalmente iludido como algumas pediatras...
    Forte abraço,
    EZ!
  • Tasso Evangelista
    Lágrimas masculinas correram dos meus olhos ao ler esse post, Maurício. Sem mais.
  • Gustavo Henrique
    Parabéns pela dedicação com a senhora.São poucos os que se entregam a causas solidarias! Isso é nobre!
    Quanto sua nova jornada,novamente Parabéns. A vida é feita de ciclos. E a todo momento somos bombardeados com mensagens de seguranca,estabilidade, dinheiro entre outros. porém se isso ja nao faz nossos olhos brilhar como outrora, eis o momento de mudança!Parabéns!
  • Lucas
    Gostei! Só é complicado falar em "última", não? Não sabemos o dia de amanhã.. Algo ainda pode mexer com seu instinto médico hahahah

    Boa sorte com a paciente e com seus planos. Ousadia é tudo!
  • Rubens Sampaio
    Muito bom, esse post.
  • Diego Campos
    É nessas horas que vemos que pequenas coisas podem e fazem toda a diferença.
  • Matheus Farage
    Esse seu texto me fez pensar se o que eu estou marcando no Vestibular é realmente o que eu quero. Mas tbm fiquei contente pois percebi que nunca é tarde pra mudar. Se é Psicologia agora.. tomara que continue sendo daqui anos.

    No mais, boa sorte para você e pra senhora.
    Abraço
  • Muito bom o texto véio!
    A reflexão que tu fazes é algo essencial na tua vida e da tua paciente. Acredito que tu esteja num bom caminho na vida pessoal e na médica (muito embora seja essa tua última missão).

    Acho que todo mundo vai te desejar boa sorte independente de tu achares que a única pessoa que merece isso no momento seja a moça que sofreu a lesão.
    Ela por ter sido negligenciada e somente desejar poder segurar a filha no colo, e tu por estares em busca da felicidade, sendo uma pessoa muito querida de todos nós.
  • Isabella
    Inspirador!!!
    Estou fazendo vestibular pra medicina e ver médicos empenhados como vc é fantastico!

    E dou total apoio para sua procura por outras areas!
    é preciso divulgar q existe vida fora da medicina!

    Boa sorte para sua paciente e sucesso pra vc nessa nova fase da vida.
  • Ei, dr Health. Realmente adorei o texto e tenho uma identificação grande com o seu momento. Eu deixei meu emprego em uma multinacional de tecnologia no Vale do Silício há três meses (antes disso larguei dez anos de jornalismo para trabalhar com internet) e agora estou tirando um sabático em Natal e fazendo aula de surfe. Depois de anos mudando de emprego e países, trabalhando horas muito longas, resolvi que era hora de zerar a cabeça, senão não entrava nada novo.

    Eu acho que a nossa geração experimenta uma situação que era mais rara antes, porque quando se chegava no ponto da carreira em que muitos querem buscar outra coisa (e em geral ele acontece mais tarde, depois dos anos iniciais em que a energia é direcionada para domar o leão e aprender), as pessoas tinham filhos, prestações e outras obrigações que diminuíam as chances de buscar essa mudança. A delícia e o difícil do processo, por um lado, é que não há muitos referenciais, justamente porque as pessoas não mudavam muito de carreira no passado. Daí, seu texto é um presente, porque compartilha.

    Eu achei especialmente bacana que no momento em que você define que vai trabalhar com algo totalmente voltado a ajudar as pessoas, você se reencontra com a medicina na sua paciente. Porque no final, o que você vai fazer como consultor/coach é a mesma coisa que te levou para a medicina, ajudar a curar a “dor” do outro. Por isso também queria te dizer que acho que o seu sucesso na próxima empreitada é garantido, porque o que já li que você faz aqui no Papo de Homem é uma doação grande, de conhecimento, para ajudar mais pessoas. Enfim, te desejo boa sorte ☺.
  • Bruno Felipe
    Apoiado, são as vezes essa histórias mais simples que nos motivam a continuar mesmo, Dr. Health te desejo boa sorte pra tudo que almeja, por que se você conseguir fazer essa mãe realizar seu sonho meio passo já esta andado, pois sua consciência estará limpa!
    Abraços
  • Cara, demais esse texto.

    Isso faz com que a gente perceba como as vezes somos tão medíocres e babacas, com sonhos puramente comerciais e bobos.

    Eu aqui sonhando daqui a 15 ou 20 anos, ter um emprego foda e um carro zero. E essa mulher sonhando em apenas poder segurar sua filha no colo.

    Confesso que esse texto mexeu comigo.
  • Wesley
    E rumo ao coaching!
  • Sou médico, também, radiologista. Consegui conciliar a Medicina com a vida saindo da maior capital do Brasil para uma pequena cidade de 100.000 habitantes. De qualquer forma, isso não importa.

    Tenho uma sugestão para um artigo: Que tal falar sobre essa questão do "caso bonito" e do "paciente interessante", que os leigos são semi-incapazes de assimilar?
  • brita
    só quer ser o doutor house
  • O Mundo de Léo
    Belo Texto

    Fico feliz de saber que ainda há pessoas do bem como você e espero que seja possível dar esse presente pra essa paciente.

    em relação a profissão me formei em direito , mas não passei no exame da ordem, tentei quatro vezes. As vezes acho que devo mudar de rumo, mas ainda sinto que devo tentar mais uma vez e ver se realmente esse caminho me agrada.

    Muito Sucesso pra você
  • Eric
    Muito bom seu texto!
    Independente da Medicina ou de qualquer outra área, eu prezo pela qualidade de vida, afinal o que nos adianta ganhar muito dinheiro e não ter tempo e com quem gastar. Percebo também que a maior parte de pessoas bem sucedidas são solteiras. Eu, pessoalmente, prefiro ganhar um salário bom até o ponto em que meu trabalho não comprometa minha vida fora do escritório.
    Abraço!
  • Digno de aplausos, Dr. Health, estou contigo no que precisar.

    Abração!
  • Ricardo
    Ótima visão e ótimo texto. Coisas do tipo me estimulam a tentar seguir pela área da medicina, mas o estômago fraco não permite, então só posso ver de fora. Torço para que você consiga fazer essa paciente feliz. :D
  • Allynee
    Que fofo...rsrs... os ogros também têm um coração, lembra do Shrek rsrs.
  • Daniel S.
    Excelente texto.

    Boa sorte para você e para sua paciente..!!
    Sucessos..

    Abraços.
  • Mau,

    Fico feliz que a sua vida esteja tomando esse rumo. Isso foi uma das coisas que sempre conversamos e realmente não via tanto entusiasmo na sua fala, como vejo agora com os novos planos.

    Terá um futuro brilhante pela frente, pode ter certeza.

    O texto ficou animal. É daqueles textos que mexe, toca e nos faz pensar por muito tempo. Dá uma acordada pro que realmente buscamos na vida. ;)

    E a paciente, com certeza e fé em Deus, vai poder realizar o grande sonho.

    Abraços
  • Frederico
    Nunca é tarde pra mudar de profissão. Eu já fui militar e todos diziam que eu devia permanecer assim eternamente, que era seguro, estável e tudo mais. Mas o fato é que: eu não estava satisfeito. Deixei o militarismo e hoje trabalho com algo que gosto de verdade, que é desenvolvimento de software.
    Boa sorte na sua jornada!
    Agora, quanto a mãe da garota, acho que é uma mistura de ignorância + egoísmo + acomodação. Já vi alguns casos parecidos. Lamentável. Espero que ela consiga ter uma boa recuperação.
  • Marcelo
    Oi Maurício,

    Primeiramente gostaria de dizer que o teu texto diz muito, bacana mesmo! Segundo: acho que chega um momento na vida das pessoas que elas simplesmente veem a vida com outros olhos. Eu sou um deles que, como você, está pensando em outros caminhos para dar a essa vida. Trabalho desde 94 em uma profissão e hoje, aos 30 anos, decidi mudar completamente, seguir um antigo sonho de infância. Admito que não segui este sonho desde moleque por questões puramente financeiras, mas, hoje vendo o meu filho de quatro meses, percebi que posso deixar muito mais pra ele, assim como pra mim. Admiro a tua coragem e te desejo muita sorte no teu novo caminho!

    Forte abraço, tchê!
  • Dr Health
    Sefete, ele está montando uma empresa que vai oferecer passeios tipo aventuras. Surf, caiaque, etc.

    Nada a ver com o Direito mesmo.

    _____________________________________________

    Ah sim, sobre a paciente, consultei a literatura e vi que, além do bloqueio mecânico, pode haver uma retração da cápsula da articulação do cotovelo, que necessitaria liberação e tem o prognóstico mais reservado, quando há bloqueio de flexão.

    Porém ao examiná-la ontem, vi que sua flexão é completa, sem bloqueio. Ou seja, mais chances da cupulectomia resolver o problema definitivamente.

    Já pedi a tomogarfia. Stay tuned
  • Muito mais que um depoimento, esse foi uma denúncia, coisa que talvez não aconteça hoje em dia com tanta frequência (vai lá saber) e que em outros tempos era muito comum, quantas pessoas que não tem o mesmo problema, negligenciado no passado e remediado sem muita esperança no presente.

    Grande texto Maurício, objetivos são sempre importantes, mesmo sem esquecer outras prioridades e coisas importantes da vida.

    Sucesso pra ti, mais sem esquecer de sempre praticar outras coisas que também são boas, como a bondade e principalmente a gratidão!

    Abração!
  • Rafael Fadél
    Estou torcendo por ela. E aguardando updates.
  • Muito nobre. Um homem é feito pelas suas ações e nobreza. Torço pela recuperação dela.
  • RODRIDO CARIOCA
    Cara que situação foda!
    Espero que tenha sucesso na sua jornada
  • Norberto
    Mauricio,

    Tenho uma extrema admiração por pessoas que buscam algo diferente da área de formação, ou que descobrem sua vocação depois de ter exercido outra profissão.
  • Ah!

    Só pra deixar claro que achei um lindo texto. =)
  • Augusto Sávio
    Grande Maurício, gosto muito do PdH, sempre leio mas pouco comento, enfim... Não sei se a Medicina foi sempre seu sonho, mas chega um ponto na vida que é preciso ter coragem para ir atrás dos sonhos; você está de parabéns, lute e que consiga seu resultados. Eu, por exemplo, sou Fisioterapeuta, estou com 29 anos, e voltei prum banco de cursinho e agora consegui entrar em Medicina, o oposto seu. Mas é um sonho realizado e nunca é tarde. A vida é isso, é alcançar objetivos e ajudar os outros.
    Abraço
  • Como dizia um professor meu:

    O mundo é injusto e cruel
    Não existe almoço de graça
    O poder está no caixa

    Boa sorte a sua paciente. :-)

    Mal entrei na área da saúde e já ando me fazendo esses mesmos questionamentos. Exatamente os mesmos.

    Eu penso que mais importante que o rumo que a gte toma na vida, é o que a gente sente. Isso sim diz quem a gente é.
  • @sefete
    Publicitários são bitolados também, e como... So faltou dizer no que seu amigo esta trabalhando.

    Eu? vou pra praia, sul da Bahia, nada certo ainda, abrir uma pousada, meu sonho...

    Abraço.
  • Parabens por conseguir enxergar além da medicina e querer coisas novas!
    Escreva mais sobre esses futuros projetos e planos...

    Boa sorte pra voce e pra sua paciente! Escreva tambem sobre a evolucao dela fazendo posts como A Ultima Missao Parte II... seria interessante!
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