A necessidade de ser especial

Gustavo Gitti

por
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Assim que cheguei de mais um treinamento de Taketina, me disseram que teríamos de fazer um publieditorial para divulgar o novo Citroën C4.

Vendo o vídeo da campanha, não pensei no carro, não pensei em produzir algum conteúdo relacionado para o PapodeHomem, não surgiu nada além da persistente necessidade de nos sentirmos especiais. E é sobre isso que falo agora.


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Uma massa de seres especiais

A tentativa de se tornar especial é justamente aquilo que nos iguala à massa. Basta observar as pessoas em seus longos rituais de faculdade, emprego, casamento… Fora, buscamos algo exclusivo, VIP, premium. Dentro, tentamos cultivar algum diferencial, alguma habilidade única, encontrar nosso dom, talento, algo verdadeiramente nosso, único, pessoal.

E quando enfim conseguimos, encontramos milhares de outros. Idênticos, nada especiais. Igualmente cansados e insatisfeitos.

Há uma espécie de ingenuidade que nos cega ao fato de que não há nenhuma emoção, pensamento, ideia, ação, história que nos aconteça e não possa igualmente surgir em outro corpo, outra mente, outro ser. Dormimos agarrados aos nossos dramas pessoais e aos nossos sonhos como se eles nos definissem…

Ironicamente, quanto mais ignoramos nossa total ausência de originalidade, quanto mais tentamos ser especiais, maior nossa artificialidade. Terminamos nos sentindo sem identidade, como se estivéssemos em uma vida que não é nossa, e com ainda mais ânsia por algo que nos torne únicos e especiais.

Como fazer uma mulher se sentir especial

Sites sobre relacionamento estão cheios de listas do tipo “Como fazer uma mulher se sentir especial”. Há até um passo a passo no WikiHow. Se alguém tiver coragem de segui-lo com todo o romantismo, encontrará uma dimensão de ceticismo até na mais entregue das mulheres. Ora, ela sabe que não é especial. Por trás de nossas mil identidades e autoenganos, todos nós temos essa certeza. Se vem alguém dizendo o contrário, podemos sorrir e gostar, mas algo em nós sabe que estamos sendo enganados.

Nossas tentativas de fazer o outro se sentir especial criam uma base superficial para o relacionamento. É como se o outro soubesse que não está sendo verdadeiramente olhado. De fato, tentamos fazer do outro alguém especial apenas para ter a sensação de ser amado e desejado por alguém especial. Dependemos de outro par de olhos para nos sentirmos insubstituíveis. “Você é insubstituível” significa “Eu quero ser insubstituível para você”.

A prova? Quando somos substituídos, quando deixamos de ser a pessoa especial, imediatamente paramos de vê-la como especial. Ou pior: nos ajoelhamos pedindo para que ela volte a nos ver do jeito que nós não conseguimos parar de vê-la.

O problema da primeira pessoa

Você também descreve a chuva como se ela caísse apenas em cima de você?

Vivemos excessivamente em primeira pessoa. Mesmo quando usamos segunda ou terceira pessoa, estamos sempre tomando o “eu” como referencial. A necessidade narcísica de ser especial sequer existiria sem tanto autocentramento, sem encarar todas as experiências tendo o umbigo como perspectiva.

Hoje mesmo, assim que saí de casa, um carro passou desacelerando e buzinou. De impulso me surgiu o pensamento “Algum amigo me viu”. Quando olhei para descobrir quem era, percebi que o cara buzinou porque um outro carro saiu com tudo da garagem e quase bateu. Outro exemplo, narrado por Alex Castro, é o homem que interpreta as ações da vizinha na varanda como se fossem alguma espécie de flerte, como se fossem recados, sinais para ele.

É exatamente a mesma dinâmica que nos faz sofrer quando nossa mulher fica com outro homem. Por que raios achamos que isso aconteceu porque nós fizemos ou não fizemos algo específico? Não seria mais inteligente (e muito menos doloroso) aceitar que nasceu outra relação sem nada a ver conosco?

Prazer de ninguém

Nossa mente não precisa sempre nos tomar como referencial. Podemos sustentar diferentes perspectivas – a vantagem é que apenas uma será autocentrada. Se assim não fosse, sequer existiriam as palavras “empatia” ou “compaixão”. Isso não significa matar o ego ou apenas entender que você é um outro como qualquer outro. Em vez de nos diminuir, podemos crescer, avançar. Podemos começar a nos deliciar com o prazer de viver na terra de ninguém. Descobrir o que em nós e nos outros não é pessoal.

Reinhard Flatischler, mestre do ritmo, costuma dizer: “I drum, it grooves”. É o mesmo que dizer: “Eu te beijo, o prazer surge”. Ninguém dá prazer para ninguém. O prazer surge. Não apenas prazer sexual, mas toda a riqueza das relações e até mesmo nossos projetos profissionais não são pessoais ou feitos por nós. Não acontecem dentro, mas entre. Mais do que objetos ou sujeitos, são espaços. Terra de ninguém.

Isso que seduz uma mulher, que faz surgir prazer no sexo, que faz bebês nascerem, isso é a mesma coisa que movimenta nossos pulmões sem que tenhamos de colocar mais um item na to-do list. Isso é a mesma coisa que eventualmente nos matará. Uma relação constante, curiosa e direta com isso naturalmente nos libera da necessidade de ser especial, pois se há algo de valioso e especial em nós é justamente isso.

Rueda de casino, um dos melhores exemplos para entender como podemos ser feliz em um ambiente em que ninguém é especial

O reconhecimento honesto de que não somos nada especiais abre caminho para realmente nos sentirmos satisfeitos, em casa em nosso corpo, no local onde estamos, no tempo em que estamos. Sem tanta auto-importância e seriedade, nossa presença se torna flexível o bastante para tocar uma outra pessoa. Contardo Calligaris descreve assim o objetivo do processo terapêutico:

“Seria a experiência de que não somos grande coisa e, em particular, não somos a única coisa que falta para que o mundo seja perfeito e para que a nossa mãe seja feliz. Isso parece (e é) uma coisa fácil de saber e mesmo de admitir, mas uma experiência efetiva dessa superfluidade de nossa existência é uma outra história. Nesse momento final, o sujeito vivenciaria, logicamente, uma espécie de desamparo depressivo, mas também uma extrema liberação.

Por que liberação? Pois é, o que mais nos faz sofrer talvez seja justamente a relevância excessiva que atribuímos à nossa presença no mundo, pois essa relevância é a pedra de fundação de todas nossas obstinadas repetições, é graças a ela que insistimos em ser sempre “iguais a nós mesmos” (sendo que, no caso, essa expressão não tem um sentido positivo).”

–Contardo Calligaris, em “Cartas a um Jovem Terapeuta”

Quando abdicamos da necessidade de ser especial, quando afrouxamos o autocentramento, temos uma experiência parecida à do fim do comercial que gerou esse texto. Não porque somos desejados, não porque as mulheres (ou homens, no cenário inverso) não tem outra opção e só tem olhos para nós, mas porque finalmente vemos os outros e então somos enfim vistos. Afinal, a constante encenação e tentativa de ser alguém impedia os outros de nos verem e de se relacionarem diretamente conosco.

Para vermos uma outra pessoa, é preciso dar um passeio fora de nossa cabeça. E nessa terra de ninguém a pergunta “Sou especial?” nunca existiu.

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P.S.: Tiro meu chapéu para a Citroën por ter topado apoiar uma reflexão como essa em vez de exigir um conteúdo vinculado diretamente ao carro. Trabalhamos diariamente com isso e sabemos que é uma atitude rara.

Mecenas PdH: Você leu um texto apoiado por uma empresa. Conheça nossa política de transparência e conteúdo livre de amarras. Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Gustavo Gitti

Professor de TaKeTiNa, autor do Não2Não1, colunista da revista Vida Simples e coordenador do lugar. Interessado na transformação pelo ritmo e pelo silêncio. No Twitter, no Instagram e no Facebook. Seu site: www.gustavogitti.com


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  • Anônimo

    Sem palavras. Que texto! Gustavo, você escreveu “ipsis literis” exatamente a impressão que eu tenho da coisa toda. Até melhorou o meu dia, muito obrigada. E o carro é um tesão.
    Um grande abraço

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Pra ficar melhor, só faltou citar Contardo Calligaris. OH WAIT-

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Quando eu repeti a citação do Calligaris (já tinha usado essa no Não2Não1), até lembrei de você, Erico! hahaha

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Quando eu repeti a citação do Calligaris (já tinha usado essa no Não2Não1), até lembrei de você, Erico! hahaha

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Pra ficar melhor, só faltou citar Contardo Calligaris. OH WAIT-

    • Cleberjrferreira

      Gustavo, ex-estudante de filosofia?? ta parecendo com alguém que eu conheço..rsrsrs

  • http://twitter.com/enevesneto Edu Neves

    Nossa, muito bom este post do MEU amigo Gustavo. EU fiquei muito feliz de ler de forma tão simples coisas tão COMPLEXAS que EU demorei tanto tempo para entender.

    Foram anos e anos de tropeços e recuperações para agora poder dizer que EU estou na mesma…

    abs

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      hahaha

      Grande Edu!

      Só um outro budistinha para fazer piada assim.

      Cara, pena que não conversamos nos últimos retiros. Espero estar correndo menos no próximo.

      Abração!

      • http://twitter.com/enevesneto Edu Neves

        Hoje vou lá, praticar com vocês…

      • http://twitter.com/enevesneto Edu Neves

        Hoje vou lá, praticar com vocês…

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      hahaha

      Grande Edu!

      Só um outro budistinha para fazer piada assim.

      Cara, pena que não conversamos nos últimos retiros. Espero estar correndo menos no próximo.

      Abração!

  • Jefferson753

    Trabalho em uma concessionária da Citroën, e o carro realmente é show e esse post então nem se fala.

  • http://twitter.com/enevesneto Edu Neves

    Bom, apesar de EU não ser o PRIMEIRO a comentar este post tão bacana, escrito pelo MEU amigo Gustavo, TENHO que reconhecer que traduz de forma muito coloquial e cotidiana um tema bastante COMPLEXO que EU demorei MUITOS anos para alcançar a sua superfície.

    E agora que EU estou muito mais SÁBIO, posso dizer que O MEU EU, tá na mesma.

    grande post, grande abraço

  • http://twitter.com/adkormann Adilson Kormann

    O fato de acreditarmos sempre que somos especiais para os outros, especialmente quando estamos em uma relação, é o que nos derruba quando tudo acaba. Foi assim comigo no meu primeiro namoro (único até hoje) mas que serviu para abrir meus horizontes. Ver que o mundo não funciona como achei que funcionava.

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Aí tem o seguinte: você diz a alguém que esse alguém pra você é especial. Ouve, em retorno, que você é igualmente especial presse alguém. Você duvida, e argumenta: você é mais especial pra mim do que sou pra você, que, diferente de mim, diz “você é especial” pra todo mundo, o que me faz alguém não mais que ORDINÁRIO.

      “Especialismo” envolve posse? Dominação? É a raiz do ciúme? Pode ser compartilhado? Confesso, mal consigo estabelecer as perguntas, que dirá as respostas…

      • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

        -> Confesso, mal consigo estabelecer as perguntas, que dirá as respostas… <-

        Quando tenho essa conclusão, vejo encontrei um tipo de coisa que é melhor nem começar a pensar sobre.

      • Lucas Miranda

        Tambem acho…

        Afinal certas coisas não se discute…

        como FUTEBOL, RELIGIÃO e POLITICA, e alguns outros assuntos…
        rs

  • http://twitter.com/adkormann Adilson Kormann

    O fato de acreditarmos sempre que somos especiais para os outros, especialmente quando estamos em uma relação, é o que nos derruba quando tudo acaba. Foi assim comigo no meu primeiro namoro (único até hoje) mas que serviu para abrir meus horizontes. Ver que o mundo não funciona como achei que funcionava.

  • http://twitter.com/Gersoncamisa10 Gerson Lucena

    Parabens Citroen : Pelo apoio, e por permitir algo diferente, como a reflexão do Gustavo, estou navegando pelo Hotsite do C4, muito massa ! (olhei o C3 tambem e espero que não se importem).

    Ao Gustavo !

    Brother, imagino a tua satisfação ao reler este trabalho, transpôs barreiras que eu me esforçava em fingir não existir ! Disse ontem a uma amiga muito querida que devemos explorar o infinito que existe dentro de nós … Porra, sinto que vc conseguiu isto neste maravilhoso texto ! Parabens e por favor, continue nos presenteando com estes sentimentos.

    Gerson.

  • Marcio

    EU teria escrito muito melhor este post.

    • fred

      pois então faça um texto e mande. Tenho certeza que os caras do PdH não vão pensar duas vezes em publicar se for de qualidade.

      Abraço.

    • ronaldomg

      troll fazendo comentario relevante detected. ;-)

  • http://twitter.com/Jeffi182 Jeff Andrade Rizzon

    Olha Gustavo, em relação ao egocentrismo, é aquela história, depender dos outros (incluindo opinião, atenção)é uma merda.
    Quando eu consigo viver de bem comigo mesmo, acredito que posso conviver bem com qualquer outra pessoa. Por que querendo ou não as pessoas acabam te deixando na mão, te magoando em um momento ou outro e no momento que eu não dependo delas eu posso lidar com isso muito melhor.

    Gosto muito dos teus textos e uma dúvida, volta quando o Não2Não1?

  • fred

    “Não importa o quão bom você é em alguma coisa, existem mais ou menos 1 milhão de pessoas melhores que você fazendo a mesma coisa.” Homer Simpson. Pode parecer piada, mas não é.

  • Mayara

    Eu gosto do post, mas não concordo totalmente com este texto, pois acho que temos que nos sentir especial pelo menos para alguém ou algo. Não que tenhamos que nos sentir as principais pessoas do mundo, mas que temos algo de diferente, algo que nos defina e destaque uns dos outros, caso contrário, seríamos todos iguais.

    • B.

      iixii, Gitti…
      Essa daqui não entendeu nada, rs

      Calma, amiga. Com o tempo talvez você se identifique mais!

  • Carlos Eduardo

    Um texto simples que permite que se pense em tanta coisa. Muito bom mesmo. Parabéns pra Citroën, não é toda empresa que aceitaria bancar uma divulgação desse modo.

  • http://twitter.com/alcarv Andre Carvalho

    Idéia fantástica… impressionante um texto desse ser utilizado ao lado da publicidade. Que sirva de exemplo para outros anunciantes!

  • http://www.facebook.com/people/Douglas-Henrique/100000196772990 Douglas Henrique

    Ótimo texto mesmo.

    Gustavo, eu queria conversar mais com você. Existem mais meios de contatos?

    Qualquer coisa pode enviar uma mensagem por email caso não queira dizer por aqui.

    dlshenrique@gmail.com

  • Anônimo

    Excepcional texto, Gustavo.

  • http://www.facebook.com/camilovitorino Camilo Vitorino Da Costa

    muito legal o artigo, um dos melhores publi-editoriais que eu lembro ter lido.
    Tem tudo a ver com a proposta do vídeo comercial, parabéns!
    e citando as palavras do @vnsduarte, o carro é um tesão!
    fui!

  • http://profiles.google.com/rafaelribeirorocha Rafael Ribeiro Rocha

    Realmente, palmas para Citroen, se todos forem parecidos com este, o Papo de Homem poderia ter 100% dos posts patrocinados!

  • http://twitter.com/JackCostaD Jack Costa

    Ah, mas o que dizer então de um artigo tããããão especial?

  • Cândido Neto

    Porra, Gitti; faz tempo que você não escreve algo.
    Valeu a espera, mas que droga, será que teremos que esperar mais quanto tempo pelo próximo texto?
    Sem pressa, entretanto com grande expectativa.
    Boas palavras pra você.

  • Victor

    Já dizia o grande Bob Marley: “Não viva para q sua presença seja notada, mas para que sua falta seja sentida “

  • B.

    Nossa, eu tava realmente com saudade dos textos do Gitti.

    Sem palavras!

  • Aldo

    Apareceu..Gustavo?!

    O carro é muito bonito mesmo. Se viesse junto com o ator melhor ainda…

    Tava sentindo falta de seus textos complexos, porem inteligíveis..hahah Abraços…

  • Gilsoad

    “Eu te beijo, o prazer surge”. Eu te leio, eu finalmente desapareço. Valeu.

  • Diva_queen_

    Eu so tenho que perguntar, porque queremos ser especiais e diferentes? e se somos diferentes e especiais ou nao, e dai? que que tem? todo mundo nasce e morre, e tem uma infinidade de possibilidades entre os dois. Alguns vivem mais, dancam mais, conversam mais, aproveitam e fazem mais ou menos, outros nao estao nem ai pra nada e outros pra tudo. Eu acredito que a vida eh um supermecado, com infinitas opcoes nas prateleiras, com diversos setores e categorias, e voce tem uma televisao que passa constantemente os comerciais desses infinitos produtos, e voce vai ate o supermercado e escolhe aquilo que te agradou, as vezes voce compras e nao gosta e retorna, outras vezes voce acha que nao adianta mais retornar e continua com o produto… e por ai vai. Mas no fim eh tudo a mesma coisa, do mesmo jeito, pra mesma finalidade, alguns com mais sorte ou sabedoria na escolha, e por ai vai.Eu nao sei definitivamente porque as pessoas ainda discutem sobre a vida, apenas escolha de qual lado da linha voce esta, do lado dos que trazem problemas ou do lado dos que criam solucao.

    Mas se voce quer fazer uma mulher feliz, aquela que esta dentro da caixa, comece a ver apartir do 3:10 min.

    http://www.youtube.com/watch?v=aimRxZzYk74

  • Humberto F.

    Incrível Post Gustavo ! Lembro de já ter visto sobre isso, só que o exemplo que era dado era o de se você acha que alguém muito importante, que tem muitas responsabilidades e problemas para resolver, expanda um pouco isto e veja se seus problemas mudam algo para o mundo, às vezes pode-se pensar até em alguém mais próximo de você, como um parente. O que seus problemas mudam na vida dele? Normalmente a resposta é nada. Isso demonstra o quanto ninguém é realmente especial.

  • Aldo

    Humm em relação ao texto…penso da seguinte forma.

    Acho que todos nós somos especiais de alguma forma. Somos únicos. não é a necessidade de ser especial, mas envolve a questão da necessidade de se sentir especial. óóhohoho!! Acho que é isso ser…sentir…

    abraços…

  • Anônimo

    Paradoxo ?

  • http://twitter.com/isabellaianelli Isabella Ianelli

    Ah, é tão triste não ser especial. Tipo ler o texto todo e nem sequer ter lá uma menção de que você namora o cara. hahaha.

    Sério. Pro bem e pro mal, não somos especiais.

    Ontem fiz uma coisa não muito legal e passei a noite inteira pensando nas pessoas pra quem falei. Coitadas. Como fui má. Impaciente. Pensei em ir pedir desculpas, procurei o email delas… Como se as pessoas não fossem dormir por causa da minha babaquice. Foi só no fim da noite que me liguei do meu egoísmo. Capaz de eu voltar lá e nem lembrarem de mim. Mesmo. Porque fui só mais uma babaca entre tantas outras.

    Enfim, todo egocentrismo para dizer que eu entendo que não somos especiais (e que sou muito triste por isso). Vou tentar comprar um Citröen. Quem sabe aí, hein?

    • http://twitter.com/verossimil verossimil

      Exato. Para o bem ou para o mal (claro, mais ainda para o mal), nos julgamos de muito maior importância do que nos ensina a realidade. Lições de humildade estão aí, à disposição, o tempo todo e em todo lugar; só saber procurar, ou esperar que ela nos venha chutar a canela.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Lá vem você querendo fazer eu me sentir especial. Eu sei que é uma pegadinha.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Lá vem você querendo fazer eu me sentir especial. Eu sei que é uma pegadinha.

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    esse post combina muito bem com aquela situação ” esse tchau não foi pra mim”

    Ah, Gitti, obrigado por acabar com todos meus sonhos e convicções mundanas… Eu ainda pensava em me tornar rockstar até ler esse texto!
    Aposto que muitos se lembraram de ”O clube da luta”.

  • http://twitter.com/natmaionese Nathália Panesi

    É o que me faz pensar e pensar e pensar na tais fidelidade, monogamia, poliamor e blá blá blá.
    Fico pensando que sou especial por já entender isso. E não especial ao ponto de fazer mais do que entender.
    Especial. Não. Especial. Não. Especial. Não…

    “Bem me quer, Mal me quer” de gente ‘grande’… será?

  • http://www.facebook.com/natalia.candido Natalia Candido

    tá aí uma coisa que ando trabalhando…adorei o texto! parabéns, giti!!! está melhor a cada texto!

  • Convidado

    vou falar “na moral”, essa a aversão ao “ego” não liberta nem explica porra nenhuma. Tá, você vê essa necessidade e sensação de se achar especial uma aberração e eu também vejo, mas daí a colocar a perspectiva autocentrada como du mal é uma estupidez. É como culpar e querer apagar o sol pelo pq ele causa câncer.

    e pra que escrever um texto contra uma perspectiva egocentrica de causa-efeito e dizer que isso não é matar o ego?

  • http://www.umpapolivre.com Paulo Roberto

    Gitti, o que fazer, cara?

    Leio textos seus, vejo dramas presentes na MINHA vida (:P) e não vejo muitos caminhos a trilhar além da própria reflexão.

    Sugestões?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Fala Paulo!

      Eu acho excelente esse estado de não saber o que fazer. Excelente mesmo, desde que você não se mate, claro.

      O estado mais acabado de confusão é exatamente saber o que fazer, ter certezas, ter identidades sólidas.

      Quando você não sabe o que fazer (se isso for verdade, não apenas uma confusãozinha passageira), você se mantém aberto, curioso, presente, vivo, atento. Certezas, em geral, geram torpor e apatia.

      Se você consegue seguir vivendo desse modo (sem logo gerar uma crença), se consegue lidar com a ansiedade inicial de precisar de um sentido, de chão, de uma identidade definida, começa a descobrir uma outra fonte de disposição e sentido, sem depender de jogos, identidades e mundos específicos.

      E então você começa a entrar nas relações com mais confiança, já que não mantém tantas esperanças ou expectativas de como as coisas devem ser. Certezas geram pé atrás, hesitação, pois no fundo sabemos que a vida não está nem aí para nossas certezas, filosofias, visões de mundo, sonhos etc. Certezas apenas escondem nosso medo.

      Sem saber ao certo quem somos e onde estamos, vivemos bem melhor. Podemos até brincar com as várias possibilidades, histórias, mitos, significações, horizontes, enredos, mas cultivamos um ceticismo que acaba sempre cortando qualquer ilusão de solidez ou seriedade.

      Acho que esse é um bom começo. Tenho bastante curiosidade em saber o que vem depois.

      Abração!

    • http://www.reflexoesmasculinas.com.br/ Shâmtia Ayômide

      é o dilema do “sábio”.

      Se você da um “pause” para contemplar o mundo, vem no inicio, uma paz por compreendê-lo e aceitá-lo como ele é, sem querer transformá-lo.

      Contudo em seguida vem uma inquietação, um dor, pois descobre-se que mesmo que soubesse tudo sobre o mundo, você não é especial e nem tem superpoderes para eliminar o sofrimento dele.

      Aqui é o principio do fim do “eu” megalômano, sabe-se que não pode mudar o todo, mas pode fazer pequenas ações no cotidiano que trazem benefícios a si e a terceiros, e não exigem grandes sofrimentos, nem poder aquisitivo e nem grande intelectualidade, mas mesmo assim fazem grandes diferenças.

      O megalômano não enxerga o poder das coisas simples.

      Traduzindo isso para um exemplo pessoal:

      Havia uma época em que eu tinha muitos problemas de saúde e interpessoais, e acreditava que quanto mais dinheiro tivesse mais rápido e fácil eu resolveria eles. Trabalhava mais, curiosamente, quanto mais trabalhava e ganhava dinheiro mais a saúde piorava e mais eu me afastava das pessoas, estava virando um doente solitário. Comecei a perceber que a “origem do mal” não era a falta de dinheiro ou a não-realização de delírios megalômanos, mas sim a origem dos transtornos residia nas pequenas coisas do dia a dia como tratar mal e de forma arrogante aqueles que eu considerava “menores” e vícios alimentares. Resolvi ser mais humilde e eliminar certos vicios, ganhei mais amigos e mais saúde sem precisar arrumar 1 bilhão de reais rs.

    • Lucas Carvalho

      Quando li o texto, pensei em comentar a mesma coisa, cara. Todos os meus textos favoritos aqui do PdH me dão essa forte sensação de impotência, de não aplicabilidade prática do que é dito. Não porque sejam conceitos impossíveis de serem colocados na prática, mas porque parecem tão distantes da forma como eu me comporto e da forma como eu acho que me comportarei para o resto da vida. De certa forma, o papo do Gitti sobre viver na incerteza, na corda bamba de não saber exatamente o que em mim é verdadeiro e o que é tentativa de soar especial me conforta.
      Espero que o filho da puta esteja certo =P

      Sobre o mesmo assunto, acho que esse texto poderia ser a reflexão perfeita para um filme que eu vi ontem – atrasado, diga-se de passagem, porque meio mundo já viu – lost in translation (encontros e desencontros). É impressionante como a personagem da scarlett e a do bill murray só criaram aquele vínculo porque conseguem se conectar sem as carapuças e aceitando completamente a mediocridade que há em si. Inclusive ela se diz mediocre uma hora há.
      Há um diálogo sobre isso, tão adoravelmente inconclusivo (pra quem já viu, o diálogo da cama) que não quer te ensinar nada, só mostra uma coisa muito humana sobre falar algo sem absoluta certeza : “The more you know who you are, and what you want, the less you let things upset you”. Embora pareça uma verdade incontestável, reveladora e digna de uma epifania, o personagem diz isso após um diálogo todo incerto e com uma cara de insegurança no que diz. Ou talvez signifique que quanto mais você sabe sobre você (e isso é saber que você não é especial e não tem certezas e nem definições absolutas de si mesmo), menos deixa as coisas te irritar porque a vida se torna muito mais fluida.
      No filme, ambos só são capazes de viver aquilo porque são medíocres e estão absolutamente perdidos. E ‘aquilo’ é uma coisa linda, quem já viu o final do filme sabe do que eu tô falando.
      Pra quem não viu esse filme e gostou do texto, indico-o como uma continuação natural do assunto. E tem Scarlett Johanson também.

      Não é por nada não, mas que isso é um publieditorial especial sim, não há dúvidas. Que se dê a César o que se é de César, o texto está ótimo. Escreva com mais frequência, cara, é esse PdH moleque, meio auto-ajuda (mas sem cartilhas) o que (eu acho) que há de melhor aqui.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Lucas,

        Eu também acho essa frase genial.

        E como conhecer a si mesmo é se desconhecer (tem uma frase do Dogen que é “Conhecer a si mesmo é esquecer a si mesmo”), é não manter tanta fixação em relação a quem somos e a quem os outros são, num certo sentido a frase se aplica também com a visão contrária:

        “The more you DON’T know who you are, and what you want, the less you let things upset you”

        Em geral, ficamos perturbados quando temos uma visão sobre como as coisas deveriam ser, quem nós deveríamos ser e como os outros deveriam se comportar. Quando isso não acontece, surtamos. Sem essas visões, não temos sequer referencial para surtar.

        Trungpa falava muito sobre como viver sem referenciais e como isso nos possibilita adotar múltiplos referenciais, ser flexíveis, dançar com a porra toda. E o caminho que ele indicava para isso, além da ação na vida e nas relações, era a meditação, sentar a bunda e parar, parar completamente.

        Abração!

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Lucas,

        Eu também acho essa frase genial.

        E como conhecer a si mesmo é se desconhecer (tem uma frase do Dogen que é “Conhecer a si mesmo é esquecer a si mesmo”), é não manter tanta fixação em relação a quem somos e a quem os outros são, num certo sentido a frase se aplica também com a visão contrária:

        “The more you DON’T know who you are, and what you want, the less you let things upset you”

        Em geral, ficamos perturbados quando temos uma visão sobre como as coisas deveriam ser, quem nós deveríamos ser e como os outros deveriam se comportar. Quando isso não acontece, surtamos. Sem essas visões, não temos sequer referencial para surtar.

        Trungpa falava muito sobre como viver sem referenciais e como isso nos possibilita adotar múltiplos referenciais, ser flexíveis, dançar com a porra toda. E o caminho que ele indicava para isso, além da ação na vida e nas relações, era a meditação, sentar a bunda e parar, parar completamente.

        Abração!

  • Convidado

    pera, pera…pensei melhor no que eu acabei de escrever e na pergunta que eu fiz e beleza, esquece a minha crítica, foi meio troll críticar um publieditorial…Vocês tem é que fazer propagandas, envolver leitores e ganhar dinheiro mesmo, o pdh é uma empresa (juro que isso não é uma crítica ou sarcasmo, tenho uma empresa também, mas sinta-se livre pra interpretar assim). Melhor isso do que a publicidade que tem por aí

  • http://twitter.com/LucasMalto Lucas Freitas Malto

    Não sou especial? Minha mãe mentiu pra mim? (Bitch!)
    Quer dizer que não preciso mais salvar a humanidade?
    Finalmente posso jogar playstation em paz. kkk

    (reação que espero de mim quando finalmente SENTIR não ser especial)

  • Eduardo Amuri

    Na verdade eu nao quero cair na mesmice de dizer que gostei do texto, afinal, isso me faria igual aos 30 outros que comentaram acima.

    Mas eu fui o único que achei a imagem da “chuva chovendo” em cima de uma pessoa só fantástica? Trocentas interpretações possíveis. Mas a minha é especial!

    Eu sou especial! OH WAIT!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Eu curti muito essa imagem também. Não sei se notou, é uma cena do THE TRUMAN SHOW. ;-)

      Eu gosto dela porque mostra como a necessidade de ser especial (algo que de certa forma norteia nossa busca por felicidade) é exatamente a causa de nosso sofrimento.

      • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

        Lembrei na hora do Truman. Cena ótima. Me faz lembrar de algumas pessoas que amaldiçoam o clima por que começou a chover ‘justo agora que EU ia sair!”, que é justamente o tema do texto.
        Mas fica um clima de abandono ao imaginar que não somos especiais. Apesar de sempre pensar neste assunto, de que não somos assim, ainda não consegui chegar no ponto de sentir aquela paz, tranquilidade. Ou pelo menos não de forma duradoura. Às vezes até sinto que se retira um peso das costas, mas não dura. Logo volta a sensação de que se EU não fizer alguma coisa, tudo dará errado… é complexo passar a vida inteira assim, e depois de amadurecido ter que reaprender a andar…

      • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

        cara, agora que vc comentou essa história de ”choveu porque EU vou sair”, uma coisa que eu escuto TODA semana é torcedores fanáticos de times que comentam sobre seus costumes durante o jogo, aqueles do tipo ”quando eu visto a camisa do time, o time não ganha”, ou ” quando eu assisto ao jogo, meu time nunca ganha”. Como se todo o universo mirasse justamente em UM único torcedor em detrimento dos outros milhares e todo esforço e treino dos jogadores e técnicos fosse simplesmente um jogo de cena.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Pensamento mágico. Temos disso aos montes ainda.

      • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

        Pensamento mágico. Temos disso aos montes ainda.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Eu sequer trabalho com a noção de ego no texto. Na real, penso em identidades (pai, marido, designer/baterista/engenheiro, chefe, funcionário, sócio, amigo) e mundos correspondentes. Não acho que tenhamos algo específico para chamar de ego, como se fosse uma central da subjetividade. Temos um espaço onde surgem mil pensamentos, impulsos, emoções, cada uma correspondente aos processos de relação que temos em mundos variados.

    Não vejo o autocentramento como “do mal”. É apenas uma perspectiva limitada. É como olhar uma situação apenas da perspectiva do pai. Às vezes você ajuda a sua namorada quando a olha além dos olhos de namorado, por exemplo. O grande problema é o sofrimento que a NECESSIDADE de ser especial causa. A confusão, as aflições que o autocentramento engendra. É esse o problema.

    Se lentamente formos liberando esses enganos e aflições, não há problema algum em assumir identidades e até brincar com a experiência de se sentir especial ou de causar essa experiência nos outros, desde que tenhamos sempre essa visão ampla por trás, livre do engano, livre da seriedade de realmente acreditar nisso.

    Não vejo como culpar algo ou demonizar ou lutar, se debater contra algo. Vejo o processo mais como abrir os olhos, acordar, começar a cultivar mais lucidez por meio de alguma prática que envolva nossa mente e nosso corpo, ampliar as perspectivas, treinar dia a dia, relação a relação, ludicamente, com curiosidade, com abertura, com um sorriso por trás.

    É por isso que não vejo sentido na expressão “matar o ego”. A menos que seja usada num puta contexto, como talvez já tenha lido em alguma obra do Trungpa.

    Abração.

  • Túlio

    Assistir o vídeo, sacar a idéia de “venha para um mundo feliz de fantasia, basta comprar esse carro lindão aqui”, depois ler esse texto que detona a fantasia severamente…

    …e perceber que ele foi aceito e pago como publieditorial.
    Caralho.

    A marca Citroen aceitou e encarou a crítica com uma postura digna de Homem. Parabéns.
    Fico feliz de verdade com isso.

  • Arsteppenwolf

    Porra, cara, isso diz muito sobre toda a história da minha vida! É um pensamento muito recorrente no meu dia e eu fico chocado em como você diz coisas que me acrescentem.
    Sou artista e desde moleque tenho uma obsessão tremenda em ser o melhor. Isso fodeu e ainda fode demais a minha relação com os outros e com o mundo, Hoje, depois de anos de reflexão profunda percebo que me sentir especial é a pior coisa de toda a minha vida. Já tentei demais e não consigo mudar, ser O cara é o norte da minha vida.

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Finalmente um BOM texto depois de muito tempo.

    Parabéns

    • Eduardo Amuri

      Você leu o Analise Combinatória? Publicado há uns dias atras?

      Achei excelente.

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Finalmente um BOM texto depois de muito tempo.

    Parabéns

  • http://twitter.com/rafaelcgo Rafael Oliveira

    Finalmente um BOM texto depois de muito tempo.

    Parabéns

  • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

    Excelente texto Gustavo, Se formos parar pra pensar é exatamente assim que nos sentimos em todos os aspectos, você usou ótimos exemplos de como fazemos tudo [parecer] girar em torno do nosso próprio umbigo. Ter uma visão de fora da nossa própria cabeça, da maneira que sempre fomos habituados a pensar realmente é necessário, mas diga-se de passagem nada fácil.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      João, nada é fácil na vida. Nascer, morrer, trepar, amar… Até para comer e beber levamos um tempão para conseguir fazer a coisa funcionar.

      Se você observar bem, dispersarmos nossa energia em N coisas que não nos trazem verdadeira satisfação e sentido na vida. Aí, de tempos em tempos, percebemos algumas coisas e bate aquele pensamento “Porra, seria lindo se eu vivesse assim!”. Às vezes dura 2 minutos e depois passamos mais 20 dias vivendo igual robôs.

      Viver de olhos abertos só é difícil porque teimamos e teimamos, segundo a segundo, em cultivar uma mente dispersa, em fechar os olhos, em ficar em estado REM. Qual prática diária nós temos para treinar outra mente?

      Escovamos os dentes e comemos rúcula e agrião para a saúde do corpo. E o que fazemos para a saúde da mente?

      Abração.

      • http://twitter.com/johnnyschulte João Vitor Schulte

        É Isso aí Gustavo, o lance é começar a reeducar a mente pra sair dessa automatização que já nos acostumamos, e como todas as coisas complicadas que encontramos na vida é só treinando mesmo pra um dia conseguirmos por em prática pra valer!
        Abração

  • ronaldomg

    Parabéns a citroen pelo apoio. Carro show de bola, assim como o post!

  • http://donluidi.wordpress.com don luidi

    Excelente texto!!! Creio que a humildade para reconhecer seus defeitos e aceitar os defeitos do outro seja um bom começo para “Ser Especial”

  • http://donluidi.wordpress.com don luidi

    Excelente texto!!! Creio que a humildade para reconhecer seus defeitos e aceitar os defeitos do outro seja um bom começo para “Ser Especial”

  • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

    Grande texto, Gitti. É complicada essa coisa de notar que existem outras perspectivas além da sua e que você não é o centro geográfico do universo segundo o guia 4 rodas, mas nos poucos momentos em que a gente consegue se tocar disso a sensação é realmente de uma liberdade estilo “jogar videogame em casa de cueca em plena segunda feira”.

    Btw, colocar esse tipo de reflexão num publieditorial exige cojones de ambas as partes, como foi sabiamente mencionado. Meus parabéns a todos os envolvidos.

  • Murilo Machado

    Fred, Marcio tá apenas sendo irônico. Olha o ‘EU’ maiúsculo.

  • http://twitter.com/AlexOoriginal Alex Soares

    Que texto!! Parabéns!!
    Estilo Fight Club!!! Hahahaha!!

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Como fazemos para conciliar este ‘não autocentramento’ com a busca pelo melhor?
    Lembro de uma propaganda de uma rádio (era alguma promoção, concurso, algo assim) que dizia “Não basta ser bom, tem que ser o melhor”, e sei que muitas vezes só desenvolvemos uma habilidade, vivenciamos uma conquista, porque buscamos o melhor. Será que grandes conquistas da ciência teriam sido concretizadas se não houvesse essa busca? Ou é o contrário, justamente porque estes cientistas conseguiram se abstrair do pensamento de que ‘são especiais e precisam provar isso’ é que conseguiram estes êxitos?

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Em geral, Edegar, buscar o sucesso pessoal estreita a visão. Olhe bem a história de quem já fez muito pela humanidade. A maioria tinha visão ampla e não buscava sucesso pessoal.

  • Marcio

    Fred, um conselho, fica ligado na irônia que corre por aqui, senão vão achar que tu é “especial”. Entendeu este?

  • http://pulse.yahoo.com/_XSVP2Y7DAMLKLB4VQSFDFUQK4I Jose Mauricio Neves

    De certa forma, todos somos especiais em qualquer relação, pois na certa faremos falta…mesmo o “mala sem alça” da relação, tem a sua importância para servir de mal exemplo… O que não quer dizer que alguém seja insubstituível…

  • http://www.facebook.com/people/Alexandre-Araujo/100002242566238 Alexandre Araujo

    Que reflexão mano! Vou ter que ler mais vezes pra depois comentar é o tipo de insight que tenho certeza vai levar a todos a uma reflexão profunda. Pelo menos até a próxima visita ao espelho.

  • http://profiles.google.com/mylafonseca Myla Fonseca

    We rarely see through and outgrow this need for specialness. Instead, we live our whole lives making ourselves feel important or unimportant, happy or unhappy (and special because of it) one thought after another. We unconsciously identify with the thoughts about who we are (or aren’t), and we become whatever our thoughts tell us we are. (…)

    In my doubting moments I worry we humans may not survive ourselves. I want to create a T shirt with the image of a tombstone that says: “Homo sapiens sapiens 100,000 BC – 2,???.” Below is a eulogy: “They identified with their beliefs and were afraid of their feelings.” A little bird is sitting on the stone and his thought bubble says, “Too bad, but at least now we have a chance.” — Richard Moss

    ;)

    beijos no coração, super beijos e abraços na Bella – e saudades!

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Caramba! Fiquei de cara.
    Li o texto uma vez no celular, aí deixei para ver o vídeo depois para poder entender o que é que tinha nessa propaganda.

    Aí vi a propaganda. E pensei:

    “Não, pera í! Alguma coisa aí tem! Como assim? A idéia de propagandear o carro não é representada nem em parte no texto!”

    hehehe, aí fiquei pensando: puta merda, como assim?

    Então reli o texto e, finalmente, achei o excerto final e então fiquei de cara.

  • http://twitter.com/Lauro_Valente Lauro Wolff Valente

    Ah, esqueci! hehehe

    Estava sentindo falta aí do seus textos, Gitti.

    Abraços

  • Poeta Andarilho

    Adoro tudo que aqui existe mas as vezes me pergunto: Vários textos com imensas críticas de comportamentos ou soluções simples para lidar com situações como no exemplo de ser trocado pela mulher e simplesmente dizer: “Ahhh aconteceu mas eu n tive culpa” e acreditar fortemente como se isso fosse tão simples assim de aceitar.
    Sei que envolve vontades, caráter dentre outras coisas do parceiro(a) mas parece tão simples da forma como vcs falam né? E é?
    Sei também que não devemos nos culpar se o outro foi mal caráter mas é foda cara.
    A primeira coisa q vc pensa é que fez algo de errado ou n fez algo q deveria ter feito.
    Sinceramente preciso saber o nome do que vcs andam bebendo porque se vcs conseguirem agir com essa tranquilidade toda em situações críticas meus amigos, bato palmas.
    E viva a complexidade!

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Grande poeta. É foda, né? Mas qualquer coisa é foda, cara. Isso não é argumento nenhum. Eu prefiro avançar num caminho que é foda mas diminuirá o sofrimento do que ficar numa posição que é mais confortável só que traz MUITA confusão e aflição para mim e para as pessoas com quem me relaciono.

      O que você prefere?

      • Poeta Andarilho

        Eu prefiro o caminho que causa menos dor.
        Mas tb n kero tentar me enganar pra fingir q a vida se tornará melhor.
        Paradoxo total!
        Como que faz então?
        Doidera cara…

      • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

        cara, mas a vida não são paradoxos?
        tipo, as pessoas tentam alcançar um objetivo praticando uma ação contrária ao objetivo pretendido, achando q desse modo vão alcançá-lo.
        ou quando vc se dedica ferrenhamente a um objetivo, vc chegá lá, e quando percebe seu feito, vê que a sensação nao é tão realizadora e no final, não era nada daquilo do que vc pensava

      • Poeta Andarilho

        “as pessoas tentam alcançar um objetivo praticando uma ação contrária ao objetivo pretendido, achando q desse modo vão alcançá-lo.” Como assim?
        Eu n faço ao contrário pra atingir o objetivo. Foco exatamente no que quero.
        Sabe qual é a merda?
        Nem tudo depende só da gente e é nessa que a gente se fode e se decepciona.
        N temos como controlar. Mesmo sabendo disso digo: É foda! Pq acredito que as pessoas n fazem as coisas esperando ser decepcionado. Pelo menos eu n faço.

      • Poeta Andarilho

        “as pessoas tentam alcançar um objetivo praticando uma ação contrária ao objetivo pretendido, achando q desse modo vão alcançá-lo.” Como assim?
        Eu n faço ao contrário pra atingir o objetivo. Foco exatamente no que quero.
        Sabe qual é a merda?
        Nem tudo depende só da gente e é nessa que a gente se fode e se decepciona.
        N temos como controlar. Mesmo sabendo disso digo: É foda! Pq acredito que as pessoas n fazem as coisas esperando ser decepcionado. Pelo menos eu n faço.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Grande poeta. É foda, né? Mas qualquer coisa é foda, cara. Isso não é argumento nenhum. Eu prefiro avançar num caminho que é foda mas diminuirá o sofrimento do que ficar numa posição que é mais confortável só que traz MUITA confusão e aflição para mim e para as pessoas com quem me relaciono.

      O que você prefere?

  • Lauren

    Gitti seu texto é especial

  • Bia

    “Hun… e se eu fosse o unico homen do mundo? ”
    Uau! TER um citroen me torna admirado, amado, desejado,respeitado. Agora sim, sou especial, único!
    Mas para a minha grande frustração…. o modelo vai ficar ultrapassado em alguns meses. Lá vou eu correndo pra concessionaria financiar em 50 vezes o tal do citroen 5 …e assim vai. Sou um eterno insatisfeito e infeliz!…,
    Click! Quer dizer então que objeto nunca da conta da minha FALTA, é isso?
    Para SER eu tenho que TER. Se não, quem sou eu?

    Quanta inversão de valores! Triste.

    Minhas ressalvas para o texto, que é bacana.
    Meus pesames vai para a campanha!

    Beatriz

  • http://profiles.google.com/jc.juliodiniz Júlio Diniz

    A única obra verdadeiramente original é viver, desacreditar na redenção da palavra escrita e encarnar. Quem se habilita?

  • http://www.chegadetedio.com ∞ Bristol

    Sem comentários. parabéns PDH!

  • Matheus DG

    Outro texto foda do Gitti. Parece que encaixa perfeitamente naquela “lacuna” produzida depois das auto-reflexões cotidianas… Ou quem sabe serve até como uma espécie de “conclusão” destas, ajudando aqueles que não conseguem sintetizar o fluxo de idéias de uma maneira clara e precisa.
    Como eu fiz no outro texto, http://papodehomem.com.br/a-sabedoria-nova-era-de-will-smith/ , fico grato ao Gitti por me ajudar novamente a acrescentar uma perspectiva de valor pra confusão que rola na minha cabeça. haha

    Obrigado, cara!

  • Jox

    acho que o gitti escreve bem pra caralho, mas as vezes tenta racionalizar o irracional, tenta desvencilhar o inerente

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    E qual o problema em “desvencilhar o inerente” (seja isso o que for)?

    Sobre racionalizar, quando você escreve sobre sexo, por exemplo, você escreve sobre sexo porque isso é possível e totalmente diferente de fazer sexo. Na real, TUDO é irracional. E ao mesmo tempo podemos escrever sobre tudo.

    Se você chama isso de “racionalizar o irracional”, deve chamar tudo disso, até quando o cara escreve “Comi uma maçã”. A experiência de comer uma maçã é completamente indescritível. Seria impossível entender sem nunca ter comido uma maçã.

    Abração, Jox.

  • Sérgio

    Nós não sentimos
    a necessidade de sermos especiais. Sentimos necessidade de sermos felizes, pois
    especial nós já o somos. Você, eu e todos. Você não compra a amizade dos
    outros. Você não consegue comprar o amor das pessoas. Porque você não faz isso?
    Porque você sabe se valorizar. Porque você sabe que é único e especial. Quem
    vier a ter consigo será de pura e espontânea vontade. Isso sim, dá tesão. Faz
    você se sentir autêntico. Agora, o que torna realmente uma pessoa única e
    especial? É a confiança. Sem ela, rompe-se o elo entre as pessoas e cada um
    acaba se isolando das outras. A base da confiança é não enganar e não mentir,
    pois assim for talvez perca amizades preciosas. Pessoas preciosas, mulheres
    preciosas, momentos preciosos. Ademais, o prazer assim como o amor, acontece.
    Primeiro o amor, depois o prazer. Sem amor, o prazer é fortuito.

    Agora, o
    publieditorial me leva a reflexão sobre sua contribuição e sugere um questionamento
    importante: se era do seu conhecimento de fato, produzir um conteúdo para o
    PapodeHomem, descartando um possível “Ambush marketing”, indubitavelmente,
    não que tenha sido esta a intenção, porque a ruptura com o “status quo” da perspectiva
    moral do seu publieditorial com a propaganda de um simples carro? O que você
    escreveu, vale mais que um carro. Levou às pessoas questionarem outros pontos
    de vista. Seus argumentos sugerem o conhecimento a partir de uma autocrítica e auto-reflexão.
    Vai faltar mesmo a prática (vivência) para confirmar.

    Parabéns.

    “O
    filósofo é aquele que consegue transmitir uma mensagem transcendo os
    limites da racionalidade.”

  • Pingback: Quem é seu autor preferido no PapodeHomem? | PapodeHomem

  • Priscila Castro

    Adorei o site! Eu, como mulher, entendo bem todas as facetas masculinas e amo muito tudo isso! Parabéns!

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  • Gabriel Mendes

    Me lembra um poema de Fernando Pessoa (ou, no caso, Alberto Caeiro):

    “Quando Vier a Primavera
    Quando vier a Primavera,
    Se eu já estiver morto,
    As flores florirão da mesma maneira
    E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
    A realidade não precisa de mim.

    Sinto uma alegria enorme
    Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

    Se soubesse que amanhã morria
    E a Primavera era depois de amanhã,
    Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
    Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
    Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
    E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
    Por isso, se morrer agora, morro contente,
    Porque tudo é real e tudo está certo.

    Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
    Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
    Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
    O que for, quando for, é que será o que é. “

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  • Ariel Rodrigues

    Ótimo texto. Há um tempo atrás eu quis fazer uma poesia sobre ser/não ser especial, e fiz. Daí inventei de recitar com uma música no fundo, daí fiz uma também. Quem estiver interessado, vou deixar o link aqui. Nessa poesia, eu falo sobre o fato de a gente ser tão insignificante no universo, e não ser um grande problema isso.

    https://soundcloud.com/ariel-rodrigues-8/poema-musical-a-dor-do-universo-ariel

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