(Mas eu sou casada, não posso fazer isso)
Era o que ela pensava enquanto dirigia o seu PT Cruiser em direção àquele bar. Nos outros três lugares do carro, suas amigas (todas solteiras), sorriam e bincavam, se regozijando pela tarde de alegria que estava por vir.
Com um carro desses, ninguém vai querer saber do seu estado civil
(Mas eu sou casada)
Pensava, quando parou seu carro em frente ao bar e entregou ao Valet as chaves. Sentiu-se como um pedaço de picanha bem cortada, em exposição no açougue. E nem tinha atravessado a rua ainda.
(Elas são solteiras, o que faço aqui?)
Pensou isso quando chegou perto do bar e aqueles quatro caras começaram a conversar com ela e as amigas, ofereçendo um apoio para a a cerveja e agilizando o atendimento do garçom, sempre tão moroso.
“- Eu sou casada e estou muito bem com meu marido.” Foi o que ela disse para aquele… aquele… aquele cara que chamou ela de linda, como há muito seu marido não chamava. “Mas que coisa, ele nem piscou. Será que ele não ouviu?”
“- Eu sou casada. E muito bem casada!” Falou agora para ele, as amigas e todos em volta ouvirem.
O que ela estava fazendo ali?? Ela?
“-Calma!” - disse uma das amigas. Ela disse que estava calma, mas por dentro ela sabia o que sentia. Estava desesperada e sem saber como se comportar.
Sua amiga a chamou para um canto e falou: “-Você precisa relaxar. Nem todo homem quer te comer. E se quiser, precisa que você aceite.”
Aceitou o conselho de sua amiga. Voltaram para o grupo, mas ela ainda estava nervosa.
Aquele… aquele… aquele cara que chamou ela de linda, como há muito seu marido não chamava, começou a conversar com ela, contando de como era gostoso o bar e como ela era linda.
O mundo começou a ficar enfumaçado ao seu redor, parou de ver suas amigas, onde estava aquele garçom? E aquele baixinho que não tirava o olho dela? Só estamos eu e ele aqui! Meu deus, o que ele vai fazer comigo?
“SOU CASADA E FELIZ!!!!!!!!!!!!!!! “- gritou, para espanto de todos em volta.
Passado aquele espanto de todos e a vergonha que ela sentiu, ela se voltou para o cara que chamou ela de linda.
-Desculpe, mas estou nervosa. Sou casada. E se meu marido me vê aqui?!
Ele continuou falando, falando, ela estava envolvida, e só pensava (Sou casada, sou casada). De repente, uma mão pega na mão dela e ela ouve:
- Vamos?
(Sou Casada!)”-Vamos onde? - pergunta ela.
-Relaxa, vamos pegar teu carro e dar uma volta.
-Mas como? Não Posso.
-Você não quer?
-Quero. Mas não posso.
Nisso já estavam do outro lado da rua, o carro sendo trazido pelo Valet. Eles entraram no carro e discutiram, pois ela não queria sair dali. Num ímpeto, deu uma ré e colocou o carro de volta na vaga onde ele estava. Foi a deixa. Aquele… aquele… aquele cara que chamou ela de linda, como há muito seu marido não chamava, começou a beijá-la, abraçá-la, acariciá-la. (mas sou casada…)
Ela sentia suas forças indo embora, sua resistência minando, sua sede de carinho e sexo aumentando (mas sou casa…) Aquelas mãos fortes, puxando seu corpo, forçando sua cabeça. A respiração aumentando. (mas sou cas…). No fim, não tinha mais forças para resistir, deixou-se levar por aquela sensação de prazer ali mesmo, sem se preocupar com nada.
Ela não teve tempo, não pode, não quis…
Pouco depois, saíram do carro (mas sou casada, como vou voltar para lá?), e então se deu conta. O carro estava de frente para o bar, e tudo que acontecia lá dentro era visível para todos que estavam lá.
Desceram, ela amedrontada, apavorada mesmo, confiando simplesmente naquele braço que a sustentava ao atravessar a rua. Mas quando chegaram ao outro lado, um beijo no rosto e um tchau foi tudo que ganhou.
Aos poucos se recuperou, começou a falar com as amigas, e no fim se sentaram em uma mesa.
“Hello Motto!!” exclamou seu telefone.
-Alô! Oi, amor! Sim, já está acabando a festa do meu afilhado, já já estou indo para casa, meu amoreco.
Marcelo Rosa: Ex-Músico (ruim) e atual Engenheiro de Redes (Não tão ruim). Tenta desesperadamente vencer a preguiça e manter o Pistache com Casca atualizado, mas normalmente a Padaria da Esquina e sua Legião de Garrafas de Serra Malte o impedem.
Quer ler mais casos do Marcelo Rosa? Vai no Pistache com Casca, o blog dele.
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Tão tudo safadinhas!
as casadas são mais fáceis…. e fazem o que a gente quer
Deja vu…
Esse é o tipo de artigo que eu até vou rezar para não, mas tô com medo de ler os piores e mais machistas comentários, vide o brad aí em cima… “as casadas são mais fáceis e fazem o que a gente quer?? Puta que pariu meu irmão, eu preferia ser cega a ler isso!!
Mas Marcelo Rosa, seu conto é lindo, muito bem escrito, tem aquele tom triste das relações que estão no fim, mas não terminarão… vou conferir seu blog!!
Novamente escolheu com um bom dedinho Guilherme!!
Beijos pros dois!!
Jade, a escolha anda ficando difícil pela quantidade de textos excelentes que aparecem. Muita gente boa escrevendo aqui no PapodeHomem. Eu mesmo fico impressionado.
Esse conto do Marcelo, aliás, está tão real, tão tangível, que me pergunto se ele não estava por lá, em algum lugar dessa história…
Enquanto isso, o Leozinho esperava ela em casa :
- Márcia, olha o tamanho da minha galhada, Márcia !!!
É Guilherme, dá a impressão que a gente tava no balcão do bar tomando uma cervejinha né? Vc uma Skol, eu uma Antártica… hehehehehe!!
Maurício seu comentário foi ótimo!!
Beijos!!
isso desanima qualquer um a ter um relacionamento sério, é impressionante como isso é comum acontecer, tanto para as mulheres quanto para os homens, será necessidade?
Vão me desculpar, mas acho que esse foi o texto mais fraco que eu li aqui no PdH. Esse negócio de “como há muito seu marido não chamava..” parece um tique novelesco, sei lá, chato demais. Que o autor nos traga outros textos.
Sou casada, mas quero uma aventura. Sou casada, mas quero outros homens. Sou casada, mas quero curtir, sem pensar no amanhã. Sou casada, mas quero farra. Sou casada, mas sou infeliz com meu marido. Sou casada, mas meu marido não dá no couro. Sou casada, mas quero ser solteira, só esta noite. Talvez, se ela fosse mais sincera, não faria papel de tonta, como se nem estivesse ali… fica parecendo que é um robô teleguiado… ora, ora, uma mulher de verdade sabe exatamente o que está fazendo… acho meio clichê barato essa história de tratar mulher como um ser desorientado, que não sabe de onde veio e pra onde vai… uma mulher casada e feliz no casamento não lota um carrão desses com as amigas pra zoar. Vai zoar com o marido, pronto. É simples, mas a gente gosta de complicar, dá mais tesão assim, né?
Aliás, o texto é um ótimo lembrete para mim, que estou indo para Blumenau amanhã encher a cara na Oktoberfest… Tenho que lembrar disso pq quando pego uma garota e gosto um tiquinho dela, já começo a fantasiar um eventual relacionamento (nasci romântico, fazer o que)…
GUERRA É GUERRA, porra !!!! Oktoberfest, aqui vou eu !!!
Guilherme, sabe o “baixinho que não tirava os olhos dela”? Pois é. Eu tenho 1,65m de altura..;)
Pedro, respeito tua opinião, não dá para agradar a todos, mas o toque novelesco foi proposital. Foi algo que vi acontecer e simplesmente resolvi contar como um conto meio dramalhão.
Na verdade a atitude da mulher era um tanto agressiva, tipo “vem que te pego”, disfarçada na repetição de que era casada e tal. Eu me peguei pensando se não havia algo por trás, uma insatisfação, um remorso, resolvi explorar esse campo.
Amplexos.
Engraçado, o que eu achei mais bonitinho (eu vou do “inho” ao “alho” facinho se preciso for) foi exatamente esse tom, meio “Belle de jour”, parecendo um conto rodrigueano.
Marcelo, nem imaginei que fosse vindo de sua observação pessoal, embora esse comportamento seja mais do que comum, tanto em mulheres como em homens que estão mais presos ao compromisso social do que ao comprometimento pessoal nas suas relações… mas achei sua narrativa muito interessante!!
Beijos!!
P.S.: Maurício seu nojento, vê se toma umas por mim tá? hehehehe!! Beijos!!
Mulher fraca é isso.
Muito legal… mas podia ter pego um carro melhorzinho…
aHSUAhsuhaUSHUAhsuhasuhaUSHAUs
isso que da o cara pegar uma vagabunda
dessas que vc traça e dispensa.
PS: CASAR COM PUTA =CHAPEU DE TOURO
[...] aquelas estórias incríveis que acontecem em bares, como aquela do PT Cruiser, essa aconteceu em um bar do Itaim Bibi, em São [...]
[...] aquelas estórias incríveis que acontecem em bares, como aquela do PT Cruiser, essa aconteceu em um bar do Itaim Bibi, em São [...]
é o típico comportamento do cachorro preso:
quando vê o portão aberto num sabe o que fazer, pra onde ir e acaba reduzido à sua total falta de jeito com o mundo exterior.
nao é cliché;
as casadas SAO AS MAIS FACEIS, e vou alem, SE MULHER ME TRAIR/ ME TRAI OU ME TRAISSE, EU ENTENDERIA.
ha tempo nao como ela, como comia quando nos conhecemos, TODO MUNDO AQUI CASADO SABE DO QUE TO FALANDO.
e mais uma vez, se der mole malandro, eu ja peguei tua mule, e tu nem sabe..