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A gente ainda não entendeu as Olimpíadas

João Baldi Jr.

por
em às | Esportes, Frentes


Chegamos ao final das Olimpíadas. Medalhas foram ganhas, recordes foram batidos, histórias foram escritas e dúvidas em relação à marcação de pontos na esgrima foram resolvidas de maneiras que nos fazem pensar que as regras desse esporte em particular precisam evoluir urgentemente se os eventos quiserem continuar sendo televisionados num mundo preconceituoso como o nosso.

Ainda assim, com tantos momentos marcantes, tantos personagens esperados ou imprevistos e tantos casos de dor e superação, fica em mim uma uma sensação estranha. Menos a da magia, da grandeza do esporte e da união entre os povos no maior evento esportivo do mundo, e mais a de que ainda não estamos preparados pra lidar com uma Olimpíada no Brasil.

E não, não falo de obras, de estádios, de incentivos aos atletas, mas sim do fato de que aparentemente a nossa mídia e a nossa população ainda não entenderam direito como se deve cobrir ou como se deve torcer durante um evento desse tipo.

O primeiro problema, que nem se refere ao fato de que entrando em qualquer portal de notícias você pode notar que existe uma preocupação bem maior dos jornalistas com levantadoras de peso peludas, corredoras virgens e atletas bissexuais de handebol do que com os resultados em si – ainda que isso não seja exatamente uma exclusividade das Olimpíadas, já que esses dias um jornal publicou o mapa astral do Neymar – é o fato de que os nossos meios de comunicação parecem incapazes de entender exatamente o nível de competitividade de uma Olimpíada ou a situação do esporte no Brasil.

Dando destaque ao que merece

Cesar Cielo consegue um bronze nos 50m? Decepção. A lutadora de judô que absolutamente ninguém conhecia é eliminada por um golpe irregular? Vergonha. Diego Hypólito não chega às finais na ginástica? Precisa chorar na frente das câmeras e pedir desculpas perante a nação. Fabiana Murer não conseguiu realizar seu último salto e ficou de fora das finais? Cobertura extensa, flashes do salto que não foi realizado durante toda a programação e uma entrevista constrangedoramente longa na qual ela precisa se justificar pela decisão tomada, seguida de matérias com concorrentes informando que nunca fariam o que ela fez.

Ou seja, uma cobertura muito mais focada num nível de cobrança e exigência quase nunca justificados – como cobrar resultados se grande parte dos atletas treina com pouco ou nenhum incentivo e estrutura? – que muito pouco se preocupa em educar sobre o esporte, focando mais em pontuar fracassos, exigir explicações e em diversos instantes colocar a população contra os atletas, gerando o tipo estranho de torcida que acompanhamos durante os eventos desse ano.

Fica assim não, a gente ainda está entendendo como a coisa funciona

Estranho porque dá pra notar nos torcedores um certo grau de fúria e hostilidade com os atletas que, ainda que em parte alimentado pela cobertura do evento que eles recebem, não se justifica diante dos resultados que nós vemos. Não peço que sejamos pachecamente patriotas ou que torçamos em todas as competições como se fossemos o Samuel L. Jackson, só que a gente tente entender melhor o que são as Olimpíadas e quem são os atletas que nós enviamos.

Em primeiro lugar porque Olimpíada não é Copa do Mundo.

Se estamos acostumados a cobrar sem medo os atletas milionários da nossa seleção de futebol porque sabemos que eles vivem uma vida de luxo, ostentação e orgias com anões e jumentos totalmente diferenciada da nossa, o mesmo não faz sentido quando se trata de atletas de modalidades menores, que em boa parte treinam por conta própria, mantém outro emprego e recebem do governo um incentivo que mal cobre as despesas geradas pelo esporte. Esses são quase sempre atletas que, independente do resultado, mereceriam o nosso incentivo apenas por terem se classificado pra uma competição de alto nível, e não a nossa total e completa ignorância durante quatro anos seguida de críticas pesadas no único momento em que lembramos da existência deles.

Em segundo lugar porque na maior parte das vezes nós nem mesmo compreendemos o que estamos criticando. Quantos de nós conhecem mesmo as regras do judô? Quantos já jogaram pólo aquático? Quantos entendem as particularidades de um salto com vara e não têm apenas uma vaga ideia de que deve ser parecido com andar em pernas de pau, só que com russos por perto e sem a roupa de palhaço?

Mesmo assim, mal-informados, criticamos os atletas por falhas que nem mesmo compreendemos, em modalidades que nunca vimos antes, baseados na opinião de meios de comunicação que não saberiam diferenciar handebol, squash e pelota basca se a vida deles dependesse disso.

Se você chama Badminton de "tênis com peteca", melhor não se meter a criticar

Logo depois vem, é claro, um certo desconhecimento do espírito olímpico e da função do esporte na sociedade que pode ser resumido no comentário recorrente de que “não deveríamos gastar dinheiro mandando atletas que não podem ganhar medalha”.

Quando alguém diz algo assim – não você, você jamais diria isso –, foge completamente do conceito que norteia as Olimpíadas, além de ignorar que o esporte é mais do que “uma fonte de medalhas”, é um foco de políticas públicas relacionadas a saúde, educação e qualidade de vida. Ou seja, investir no esporte é muito mais do que apenas garantir medalhas, e quando o Diego Hypólito cai de bunda ele não está necessariamente invalidando todas as políticas esportivas que o Brasil implementou nos últimos 100 anos.

Por fim temos a ideia geral, e mais assustadora, de que, por estarem representando o nosso país e estarem em parte sendo financiados com dinheiro público, esses atletas necessariamente nos devem alguma coisa. Essa ideia parece ter sido tão batida que até mesmo eles se sentem na obrigação de dar satisfações em caso de derrota, como se não fossem eles mesmos os maiores prejudicados quando um deles perde, é eliminado ou desclassificado. Afinal, nunca acompanhamos esses atletas, nunca torcemos por eles, as vezes mal compreendemos direito o que eles fazem – “como assim argola?” – então que direito temos de cobrar deles resultados com os quais nem mesmo nos importamos de verdade?

2016 é logo ali, como diria Fernando Vanucci

Por isso agora que já começamos a abandonar Londres 2012 e retomar a caminhada para o Rio 2016, quando nossos atletas vão estar mais próximos, em mais modalidades e ao alcance das nossas mãos – e dos nossos tomates e garrafas d’água e xingamentos – seria interessante pensar em como eles devem ser tratados e retratados e no quanto nós podemos oferecer ou cobrar deles.

Ou, sei lá, pelo menos parar de xingar o pessoal usando termos racistas no twitter, né? Acho que já seria um começo válido.

João Baldi Jr.

João Baldi Jr. é jornalista, roteirista, escritor e um lateral-direito que apoia muito pouco o ataque e cruza com dificuldade. Tem um blog (www.justwrapped.interbarney.com), um Twitter (@joaoluisjr) e planeja comprar um cachorro em breve.


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  • Francisco de Assis

    Concordo com a idéia geral, realmente nos falta muito do Espírito Olimpico. Porém faço uma ressalva, de que alguns atletas devem ser cobrados mais que outros, por isso são considerados decepções.
    Coloquemos nesse barco o Cielo, que tem um belíssimo salário e estrutura pra treinar. O Hipólito que tbm está nessa barca. A Fabiana M. acho que fiquei muito mais puto com as declarações cheias desculpas esfarrapadas do que com o resultado em si (só a Zimbayeva(??) está no msm nível que eu, foi culpa do vento, etc) . Os Garotos do futebol, que mais uma vez amarelaram e não podem de jeito nenhum reclamar de falta de investimento (talvez possamos contestar algumas políticas da CB).
    Agora, ressalte-se que os rapazes do box nos deram mais orgulho com a prata de que alguns que conquistaram o ouro. que tem gente que nem aparece no quadro de medalhas, que só de ir pra olimpíada tem que ser aclamada.
    Acho que são casos e casos. Nem tudo é decepção, mas nem tudo pode ser considerado motivo de orgulho tbm.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Eu entendo a questão da cobrança proporcional – vamos cobrar o atleta de acordo com o potencial dele, com as chances que ele teve, com a preparação oferecida – mas mesmo assim acho que em certos instantes as pessoas exageram sabe? Eu vejo o caso da Murer, que compete numa modalidade com a qual poucos de nós efetivamente nos importamos mas que foi cobrada com mais violência do que o Neymar, por exemplo. Não digo que ela não deva/possa ser cobrada, apenas sigo surpreso com o tipo e o volume da cobrança, sabe, Francisco?

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Sensato.

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

        Eu sinceramente queria conseguir falar de futebol que nem eu falo de olimpíadas, Bracht, é minha meta pra vida.

      • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

        Vai chegar lá antes de mim, que escrevo sobre futebol “como um virgem escreveria sobre sexo”. Sim, já me disseram isso.

      • http://www.facebook.com/people/Francisco-De-Assis-Rosa/568548135 Francisco De Assis Rosa

        Sim, concordo com o seu ponto. No caso da Muher, eu fiquei muito puto foram com as declarações dela, não com o resultado. Perder faz parte, tem um adversário do outro lado da quadra.
        Pego como exemplo o Volei masculino, que porra, foi um puta jogão. E essa seleção já ganhou tudo que tinha direito e mais um pouco. Apesar de esperar um ouro deles, tenho muito orgulho deles.
        Mas não cobrar os meninos do Futebol é impossível. O Hipólito não pode reclamar de falta de apoio ou estrutura, e direto amarelando. O Cielo Decepcionou, foi decepção mas não é o fim do mundo. Talvez esteja meio puto com ele por conta de estar no meu mengão, sem agregar nada ao clube.

      • http://www.facebook.com/ThiagoFC1982 Thiago Ferreira Coelho

        Desculpa esfarrapada da Fabiana Murer e, aparentemente, sem ficar nem um pouco incomodada com o fato.
        O Diego Hypólito se esguela de chorar, e demonstra que está insatisfeito com o desempenho dele, que está decepcionado, que queria mais, que achava ser capaz de fazer mais. Mas não fez.

        Olha a tranquilidade da Fabiana Murer quando ela fala que o vento estava inconstante, e que outras garotas conseguiram lidar com isso, mas ela não. Ela chega a dar um sorrisinho amarelo quando fala isso! É como se dissesse: “Cês acharam mesmo que eu vinha aqui pra competir? Cês esperavam mais de mim? Bobos são vocês! Eu vim aqui foi pra isso mesmo que vocês viram, isso aí já tá bom. Vim aqui, andei por Londres, apareci na tv. Já tá ótimo!”

  • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

    Eu costumo perguntar aos críticos, principalmente aos mais ácidos: “você seria um dos 100 melhores do mundo EM ALGUMA COISA?” Geralmente encerra a questão.

    • Jânio

      pfff…é um belíssimo argumento.

    • Diogo Cordeiro da Silva

      Todos nós ainda temos tempo Tiago, caso eu seja te garanto uma coisa, farei o que faço da melhor maneira, não usarei de ilicitudes, se for pra ser assim, prefiro ser o último em tudo que eu fizer.

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Entao, até conhecer as circunstâncias que envolvem qualquer atividade ou competição de alto rendimento, melhor pegar leve nas críticas, certo? Pimenta nos olhos dos outros vira ar condicionado.

      • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão
      • http://www.facebook.com/people/Diogo-Cordeiro-da-Silva/100001288867438 Diogo Cordeiro da Silva

        Valeu o toque do texto Alberto.

    • Médico_Mg

      é um argumento do tipo, “vem e faz melhor”, bom, a gnt já sabe a qual faixa etária este tipo de análise pertence.

      • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

        Não, é um argumento do tipo: “Por quê mesmo você se sente em posição de cobrar? Aceitaria que outros cobrassem de você?”. Mas já deu pra perceber qual a sua posição nesse questionamento.

      • Médico_Mg

        O que é este cobrar, de verdade, defina sua concepção, por favor.
        Na minha, não acho que sejam tão cobrados assim.
        Quanto aos seus argumentos, ou a pessoa tem que estar entre as melhores do mundo ou não pode emitir opinião. Existem pessoas especialistas justamente nisso, chamam-se jornalistas.
        Mas me desculpa, Tiago, agora entendi o seu primeiro post. Quando vc faz esta pergunta pro seu interlocutor, geralmente se encerra a questão. É óbvio, partindo de uma pergunta tão estúpida quem continuaria a debater? Bom, dou por encerrado nosso diálogo, você venceu campeão.

      • Ed

        Médico, usando a pergunta do Tiago acima: Você é um dos 100 melhores médicos do mundo? Não? Caramba. Onde vc se formou? Universidade Pública ou Privada? Teve estrutura pra isso? Então pq não está entre os melhores? Isto é uma vergonha!!

        Que tal ser cobrado assim? É justo com o seu esforço pessoal para chegar aonde chegou?

      • Médico_Mg

        Ed não estou entre os 100 melhores médicos do mundo. Me formei em uma universidade pública e passei na residencia na USP.
        Pelo visto vc não leu o que escrevi não é mesmo? Disse que não acho que cobramos tanto assim de nossos atletas até mesmo porque o tipo de cobrança que vc me fez nunca vi ngm fazer a atletas.
        Não entrei no mérito se devem ou não ser cobrados. Só disse que o contra argumento de vc está entre os 100 melhores do mundo é idiota. Há pessoas que trabalham nesse ramo de informação que fazem este tipo de coisas, chamam-se jornalistas. Isto é tão básico que me sinto um retardado te explicando isso.
        Agora indo pra prática para ver se vc entende. Nâo é preciso que uma pessoa seja melhor em alguma coisa para perceber que outra é ruim no que faz. Isto é elementar.

  • http://www.facebook.com/alexandre.l.silveira.7 Alexandre L Silveira

    Cara. Como ex-atleta de judô da SOGIPA, fomando em psicologia (desejando do fundo do meu coração trabalhar com atletas) só posso tecer um único comentário.

    Parabéns! Obrigado por expressar magnificamente meu pensamento, meu receio e em parte minha indignação com a (como disse a Rosicleia Campos) Ignorancia do povo.

    Por essas e por outras matérias tenho esse site no meu feed diario.
    Um grande abraço

  • Arthur Franco Ferreira

    Um dos casos que me chamou a atenção foi o do Diogo Silva, do Tae Kwon Do e dos boxeadores olímpicos. No caso do Diogo Silva, não é a primeira vez que ele reclama e prova que não tem apoio do governo como deveria ter para se dedicar ao esporte. O cara tem que bancar muita coisa que ele precisa do próprio bolso.

    Além dele, também teve o caso do(s) boxeador(es) que inclusive disseram que não teriam como ir para o campeonato mundial por não ter dinheiro para competir. Falta muito investimento e vergonha na cara.

    O povo querer comparar o Brasil com EUA ou China nesse ponto chega a ser injusto. Muito injusto.

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      E é uma cobrança muito pontual e uma comparação muito localizada. Eu conheço poucas pessoas que realmente acompanham alguns desses esportes olímpicos – um judô, um tênis, as modalidades de atletismo – mas eu vejo todo mundo, quando chega o período das olimpíadas, cobrando esses atletas como se tivessem acompanhado a trajetória deles desde o começo, algo do tipo.

      Não digo que seja necessário conhecer um esporte a fundo pra torcer, mas acho que a gente poderia maneirar na futebolização das olimpíadas, por assim dizer.

  • Luciana_Marques

    Ótima reflexão. Parabéns!!!

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Obrigado :)

  • Karina

    Se compararmos o quadro de medalhas com países como Argentina (1 medalha), México (1 medalha), Suécia
    (1 medalha) , Noruega
    (1 medalha) , Suíça (
    2 medalhas, uma do Federer), Canadá (1 medalha), Portugal (1 medalha), Grécia
    (2 medalhas) e Austria (0 medalhas) vemos que não estamos tão ruim assim.

  • Walter

    Boa, rapaz! Brasileiro é mesmo chato pra cacete. Adora ou desmerecer ou supervalorizar resultados, tanto do esporte como do país. O duro agora vai ser o festival de “auto-flagelação” sobre o quanto nosso povo é escroto, nossa música é ruim, nossos políticos são bandidos, nossos atletas incompetentes e como essa “corja” fará pessoas passarem “vergonha” em 2014 e 2016.

    Vergonha teria eu se ao invés de tocar um samba e botar o Renato Sorriso, enquanto torcemos pelo futebol, escolhêssemos o Lenine pra fazer trilha e a equipe de esgrima pra cobrar resultado.

  • Mark

    Que texto!!!! Parece que as palavras estavam saindo da minha boca.
    Fico muito chateado quando vejo tantos comentários maldosos, como se os comentaristas conseguissem realizar 1/1.000 do que os atletas conseguem. O Cielo não conseguiu o ouro? E daí? O cara nadou muito, é um dos melhores nadadores do mundo, mas teve alguém melhor que ele. E o cara que não consegue nadar nem 30m fica em casa falando mal.
    Os jogadores de futebol, idem. Tem um baita salário, boas condições de treinamento, etc. Mas os outros times também. Estamos competindo de igual para igual.

  • http://www.facebook.com/valsortiz Valquíria Sampaio Ortiz

    Além desse belíssimo texto, que expressa claramente a minha posição a respeito, me irrita profundamente a questão de dois pesos, duas medidas: futebol ganha milhões, e deveria ter OBRIGAÇÃO de trazer medalha, quanto outras modalidades não ganham nem 1% do que valor investido no futebol, e traz mais resultado.

    E tem outra coisa: brasileiro torcedor, não sabe perder, esquece do sentido das Olimpíadas, que transcende a competitividade, mas tem (ou tinha?) como objetivo união.
    É vergonhoso ver que estão mais interessados em axila peluda do que no esporte propriamente. Se não conseguem dar o devido valor ao esporte, que dirá essa mesma população, votar, ou reagir criticamente contra a corrupção?
    Chega a ser deprimente…

  • Daniel

    Esporte olímpico hoje em dia é questão de show-business. Atletas amadores são minoria nos jogos, restringindo-se ao boxe e uma ou outra modalidade menos conhecida como o pentatlo moderno.

    Ora, se os atletas são profissionais pagos é o distinto público que paga os seus rendimentos. Sim porque o dinheiro do patrocínio vem, em última instância, do bolso dos consumidores. E se está pagando, o público adquire o direito inalienável de aplaudir ou de vaiar, conforme lhe dê na telha.

    Engraçado que os artistas se exibem da mesma forma há séculos. Em países como o Brasil encontram tantas dificuldades para sobreviver quanto os atletas. Mas ninguém questiona o direito do público vaiar um show ou peça de teatro. Por que então os atletas profissionais teriam o privilégio de se exibir para um público condescendente, que irá aplaudir qualquer que seja o resultado?

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Mas eu sinceramente não acho que a relação estabelecida funcione dessa forma, Daniel. Não vejo como o fato de um atleta ser patrocinado pela Sadia, vamos dizer, e eu comprar salsichas me dê o direito de cobrar dele algum tipo de resultado.

      Entendo, é claro, o direito inalienável de vaiar ou aplaudir que cada um de nós tem, seja um atleta patrocinado ou não, um atleta famoso ou não, um atleta de ponta ou não.

      Apenas acho que a obrigação do atleta [patrocinado ou não] é apenas competir, dando o seu máximo, não necessariamente vencer]

      • Médico_Mg

        João Baldi Jr, quando uma empresa patrocina um atleta ela deixa de pagar impostos, um incentivo fiscal. No fim das contas era um dinheiro público que está indo para um atleta, entendeu?
        Esse foi o ponto dele ao dizer que o dinheiro é público, só para deixar claro, eu não concordo com o que ele disse, só explicando mesmo.

    • Shadow

      Vaiar é um ato mal educado não importa a ocasião.

  • Diogo Cordeiro da Silva

    Me desculpa, mas Cielo foi fumar maconha e esqueceu de treinar. Então a medalha de Bronze é decepção.

    Fabiana Murer tinha as melhores alturas no salto com vara nos últimos tempos, enquanto toda as outras pulam, a melhor de todas desiste pelo vento? E desperdiçar anos de treinamento sem estrutura e com toda dificuldade que ela deve ter tido pra chega ao nível que chegou? Sinto muito, mas a carreira dela acabou.

    Dyego Hipolito pela segunda vez fraquejou em um momento decisivo, lembrando que naquele ano perdeu a medalha porque trocou a série que faria com maior dificuldade, por uma dificuldade mais fácil, quando viu que seu principal rival tinha falhado. Baseou sua vitória no desempenho de outros? Ele não tem que me pedir desculpas, mas não merece nenhum tipo de medalha olímpica.

    O único exemplo que prestou desses todos, foi a da moleca do Judô. Que era estreante, estava em um momento tenso e cometeu um erro TENTANDO ACERTAR. Essa não merece criticas.

    Bom texto, exemplos fracos. Foi o que achei. Já passou da hora de entedermos que esporte é muito mais do que apenas a vitória e saber que nossos atletas ainda tem muito a evoluir. 2016 tem tudo para ser um desastre.

    • Arthur Franco Ferreira

      Cielo: existem provas que ele foi “fumar maconha” e esqueceu de treinar? Eu não sou nadador nem nunca fui, ele ganha um salário forte e não pode reclamar de falta de estrutura, pois treina no Flamengo, no exterior e é patrocinado. Mesmo com tudo isso, acho injustas as reclamações. Cobrança sim, reclamação não.

      Murer: acho que o pecado dela foi não ter tentado realmente. Se tivesse tentado, as reclamações dela seriam mais plausíveis e a pressão em cima dela seria menor.

      HIpolito: não merece medalha olímpica, mas também não merece cornetagem.

      Além dos exemplos do autor, ainda citei os dos boxeadores (que não me lembro o nome) e do Diego Silva do Tae Kwon Do que é um dos melhores exemplos. Eu concordo contigo que muitos dos nossos atletas ainda têm muito o que evoluir, mas, antes deles, nós (o povo) e o governo temos de fazê-lo primeiro. É o que eu acho.

      • Diogo Cordeiro da Silva

        Pois para mim Cielo usou furosemida para mascarar outra substância. E prefiro pensar em maconha, para não pensar em outra coisa pior vinda do Cielo.

        Quanto ao Hipolito não perco meu tempo cornetando ele, só postei os motivos pelo qual achava que cabem sim criticas ao fraco desempenho dele em Olimpiadas. E ele não vale o esforço do racicionio.

        A Murer acabou de ganhar o Ouro na austria, voce viu? Facilmente levaria a medalha de ouro olimpica, mas acho que o medo de perder foi maior que a vontade de vencer. Já a galera das artes marciais estão todos de parabéns, as pratico e sei como é dificil se profissionalizar em artes marciais em nosso medíocre país.

  • http://twitter.com/edegar EDEGAR NEUMANN

    Tem um ponto que talvez valha a pena refletir, que é a diferença entre torcer, se afobar, morder os lábios, vendo ao vivo a competição, e depois, num segundo momento, racionalizar.
    Se o cara está na frente da TV e vê a Fabiana amarelar (ou qualquer outro exemplo), acaba pegando o celular e tuíta desaforos. Não estou justificando nem aprovando, pois provavelmente este cara faz isso em muitas outras ocasiões. É o problema de ‘falar’ sem pensar, e os próprios atletas foram vítimas disso (aquela grega que o diga: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/olimpiada2012/noticia/2012/07/grecia-expulsa-atleta-por-comentario-racista-no-twitter.html).
    Depois, talvez pense bem e, se usar realmente a cabeça, dirá: ele/ela foi um vencedor só de ter se classificado, está entre os “n” melhores DO MUNDO! Mas o twitter não perdoa, vai para o ar e a merda tá feita.
    Acho que realmente falta dar valor ao atleta, ao esforço dele, e falta levar em consideração, como alguém já mencionou nos comentários, que o maior prejudicado, o grande crítico, é ele mesmo, o próprio atleta. Ele é quem mais talvez esteja decepcionado, puto da vida: http://www.d24am.com/esportes/londres-2012/brasileira-resume-a-participacao-dela-na-olimpiada-foi-uma-m/65302
    Concordo que é muito injusto criticar, sem saber sequer as regras, as dificuldades, o nível dos oponentes. Temos que melhorar muito nisso!
    Porém, acho que vale a pena perguntar, também: conhecemos todos os jornais dos outros países, acompanhamos a realidade deles para poder dizer que só o brasil é assim?
    De resto, ótimo texto. Temos que voltar a este assunto para colocar este pensamento em nossas mentes e dar o devido valor aos atletas, não só para 2016, mas de uma forma geral, pois o esporte muito engrandece a pessoa, e faz muito bem à saúde!

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000169026699 Michel Colombo

    São vários os investimentos necessários para nossos atletas. Mas o principal deles, se não o mais absurdamente urgente, é o acompanhamento psicológico.

    Todas as olimpíadas vemos as meninas da ginástica chorando de nervoso. Agora no salto com vara: “hummm, melhor não pular, ta ventando”. Entre muitas outros casos, como a mudança de série do Diego Hippolito. Enfim, se não tem dinheiro no bolso dos caras, quiçá um psicologo dedicado a cada um.

    A galera mandou muito bem, se passaremos vergonha em 2016, bom, só se for na organização, porque pelos atletas não vejo nada disso. O esforço foi máximo e reflexo do apoio do governo e do povo.

  • Aldo

    Bom texto Baldir. Muita coisa que penso está neste texto, mas como não tinha um editorial e nem portal pra publicar, estava esperando por um texto assim, na rede. Ainda bem que você o publicou.

    Até… saudações a todos do PDH.

  • http://about.me/albertobrandao Alberto Brandão

    Brasileiro falando de esportes olímpicos é a maior piada que existe. Já as manchetes dos jornais, nem valem a pena serem consideradas. Todas estão ruins, mal escritas, com erros bizarros e abordagens totalmente desconexas.

    Não sou jornalista, e de certa forma nem escritor. Mas qualquer invertebrado que leia a folha, g1 e os outros “grandes” que temos por ai, conseguem ver que tem algo errado.

  • http://www.facebook.com/anatereza.otoni Ana Tereza Otoni

    Muito bom João!

  • Médico_Mg

    Ao contrário dos comentários gerais, achei o texto fraco, tendencioso e o pior, cometendo o próprio erro que condena. Ademais, demonstra uma falta de conhecimento técnico mais profundo sobre o “esporte olímpico”. Penso que esta onda de elogios só demonstre a falta de julgamento crítico do nosso povo.
    O autor ataca, de início, o fato de muito se discutir sobre a sexualidade e outros temas secundários dos atletas, mas é engraçado (paradoxal) como no primeiro parágrafo ele faz uma menção no mínimo desrespeitosa aos atletas e à esgrima em si. Talvez vc não saiba, João Baldi, mas este gif que vc enviou, com intuito que desconheço, é uma montagem do que aconteceu ao contrário (cronologicamente falando) e no tempo paralisado. Foi uma generalização infame e infeliz, algo como julgar o futebol e futebolistas pelo ato de um único jogador, como a cusparada de Chilavert em Roberto Carlos.
    Tudo bem, não nos atamos a este porém. No decorrer do texto vc faz alusão a algumas “decepções do nosso esporte”, tentando subsidiar o seu argumento de que não deveriam ser cobrados. Acredito que foram sim resultados com um gosto amargo e vc não poderia ter escolhido exemplos piores para provar seu ponto. Já explico. Quero deixar claro que também reconheço a falta de incentivo no esporte e todo resto que vcs já conhecem.
    1º: Cielo, decepção? As palavras de jornalistas são, às vezes, muito pesadas para chamar a atenção do público, mas nada que o bom senso não dê sentido… Raciocina comigo, a carreira dele foi difícil, sim, foi. Mas como ele chegou a Londres? Como recordista mundial da prova (título que ainda é seu), último medalhista de ouro, campeão do campeonato mundial, além de tudo o tempo que ele ja havia feito não foi batido. Detalhe, treinando junto com os norte-americanos lá nos EUA. Então, caro amigo, se vc não vê isso como um resultado aquém do esperado, não sei como poderia ser. Não concordo em crucificá-lo… E este tipo de coisa acontece em qualquer lugar, o Lotche, por ex, passou por situação similar no seu país.
    2º- A lutadora de Judô a qual vc se referiu tem nome e sobrenome, Rafaela Silva, “apenas” VICE CAMPEÃ MUNDIAL DE JUDÔ EM 2011. Se vc não a conhece, não extrapole isto para o resto dos brasileiros. Achar um pouco estranho a atual vice campeã mundial perder em sua primeira luta, da forma que aconteceu, acho que é natural. Não concordo com as ofenças pessoais feitas a ela.
    3º- O caso do Diego Hipolyto é similar, todos sabemos dos seus grandes feitos nos campeonatos mundiais. Era uma esperança de medalha que não se concretizou e só, pela segunda vez.
    4º – A Fabiana Murer, ATUAL campeã mundial do salto, não realizou o salto e ficou fora do pódio. Se ela tivesse repetido a própria marca ano passado teria ficado com ouro.

    Por fim, não defendo que tenhamos que martirizar estes atletas aí em cima, mas é fato que chegaram nos jogos como grandes ESPERANÇAS de medalha que não se concretizaram e isto é decepcionante, frustrante, pelo menos pra mim, como brasileiro, é. Qual seria a reação correta a seu ver, nem mencionarmos os seus nomes ou ficarmos tão alegres como se tivessem ganhado o ouro?
    Meu outro contra-argumento é o seguinte, vc viu alguém taxando os nossos atletas do tenis de mesa, do tênis, do levantamento de peso, da canoagem, do tiro como “decepção”? É claro que não, pois não chegaram por lá com o mesmo status e com provas de competitividade tão grandes como os que você mencionou. Viu alguém denegrindo os irmãos Esquiva pelas medalhas de prata e bronze?

    Acho que vc deveria ter se interado um pouco mais sobre o esporte e os esportistas.

    • http://profiles.google.com/tiagocxavier Tiago Xavier

      Claro, os atletas te devem isso, né? Por isso é tão frustrante. Entendo a frustração de ver todo o seu esforço de assistir os jogos e seu interesse esporádico neles ir por água abaixo.

      • Médico_Mg

        Eles não me devem nada, hora nenhuma eu disse isso. No entanto, eu como brasileiro ao ver um atleta brasileiro perdendo, principalmente aqueles com grande chance de medalha, fico triste, sim.
        Acho que esse sentimento negativo com a perda dos representantes do próprio país é geral, emana do patriotismo, basta observar como os torcedores ficam, seja aqui no Brasil, EUA, Alemanha, isto é normal.
        Dito isto, fico imaginando o motivo do seu comentário e do tom do mesmo, será que você tem raiva do Brasil ou acha que as pessoas não podem manifestar a opinião ou o sentimento em relação aos esportistas brasileiros?
        Por fim, qual o seu subsidio em dizer sobre meu interesse esporádico em esportes, você não me conhece.

      • ron

        esse médico é retardado

    • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

      Médico, eu tentei escrever da perspectiva do brasileiro médio, que desconfio que conheça esses atletas e a trajetória delas tão bem quanto eu e portanto não tinha razões racionais pra ter o nível de expectativa que você [que me pareceu bem mais inteirado em relação a eles] poderia ter. Digo isso porque posso estar enganado, mas acredito que de cada 100 brasileiros no máximo 1 saberia nomear a nossa vice-campeã mundial de judô.

      • Médico_Mg

        Eu concordo que a maioria das pessoas não a conhece, mas isto não muda os fatos ou minhas perguntas. Acho que o problema é este, as pessoas não conhecem muito bem e saem dando opiniões, o que acaba por parir ideologias sedimentadas em nada. (nada pessoal contra você).
        Agora quanto ao cobrar, o que seria cobrar? Isto tem uma definição nebulosa, mas virou lugar comum dizer que cobramos de nossos atletas. Acho que não “cobramos” deles tanto assim, em comparação a outros países.
        Mas é claro que com a derrota de um favorito estas questões de decepção vão acontecer. Foi assim quando os EUA perderam o ouro no basquete, com Lotche, com a ginástica da Romênia etc. Esta não é uma particularidade brasileira.

      • http://justwrapped.interbarney.com/ João Baldi Jr.

        Eu acho que o fato da maior das pessoas não conhecer vários desses esportes muda sim os fatos. Uma das coisas que eu acho mais curiosas é exatamente isso, o fato de que não necessariamente entendemos ou conhecemos o esporte mas com frequencia cobramos os resultados dele. Por exemplo, quantos de nós sabem quem influência o vento pode ter na hora de um salto de 10 metros pendurado numa vara? Poucos. Mas quantos concluímos, antes mesmo de qualquer explicação especializada, que a Murer era uma covarde por não ter tentado, criticando-a por isso?

        Não acho que seja negativa a cobrança, o desejo pela vitória. Concordo contigo que é natural, que vem da vontade patriótica de ver o Brasil vencendo. Apenas acho que o nível de cobrança da opinião pública e da maior parte das pessoas que tenho visto se manifestando não me pareceu proporcional diante do que é oferecido aos atletas e do quanto de atenção damos pra eles antes das olimpíadas.

    • Jarbas

      Faltou falar do lance do dopping do Cielo e da banca que ele meteu de bonzão o que torna ainda mais desonrosa sua derrota. Eu acho qur tem que crucificar sim! Até pra ele aprender a ser mais humilde da próxima vez.

    • ron

      tu é retardado

  • Pingback: A gente ainda não entendeu as Olimpíadas | Mugango

  • Li

    Bom demais seu texto!!! Parabéns!!!

  • Leandro

    Oi. Concordo com tudo o que você disse! Eu treino Karatê, não é um esporte olímpico e eu nunca visei chegar nestes super níveis de dedicação. Comecei a treinar porque era um adolescente de vida sedentária (e era bem gordo) e precisava fazer alguma coisa. Perdi 27kg treinando! Essa foi a minha vitória, hehehehe… levar uma vida saudável.

    Não sou muito de participar de competições, mas as vezes me aventuro para testar meu nível. Nunca ganhei nada. Ainda assim, tenho uma namorada que sempre acompanha e entende que, para mim, muitas vezes só de dar a cara a tapa para competir ja é uma vitória imensa. No entanto, principalmente em competições de categorias infantis, vejo pais pressionando e gritando com o filho como se ele tivesse uma obrigação de vencer, afinal, é o pai que está financiando o treinamento do garoto. Colocam uma pressão imensa em cima do moleque, como se o retorno do investimento do pai tivesse que retornar dinheiro, vitórias e tudo mais, não apenas o aprendizado que o esporte pode trazer a criança (respeito ao próximo, saber perder e ganhar e mais um monte de coisa) e a vida saudável que uma atividade física dá.

    Imagino que este mesmo pai xingue os atletas nas olimpíadas da mesma maneira que você descreveu! E, da muita raiva ver gente criticando um cara que chegou entre os melhores do mundo na modalidade dele, muitas vezes com dinheiro do próprio bolso e sem incentivos, só porque a Quarta colocação não é boa o suficiente.

    Agora, futebol é outra história. Todos nós sabemos o tratamento super diferenciado que os atletas do futebol tem em relação aos demais! Esses moleques mimados que ganham milhões por mês tem a obrigação de demostrar alguma coisa.

    Prata para um boxeador que treinou com saco de papelão e pé descalço é um orgulho. Prata para um jogador de futebol que ganha 3 milhões por mês é uma vergonha.

  • Mel Tupinambá

    CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP
    Chupa Brasil!

    Não podemos fazer cobranças “chinesas” aos nossos atletas, onde a estrutura e apoio ao esporte é “haitiano”. E a pior parte disso tudo é que, infelizmente, a mídia é a grande responsável pela educação do torcedor. E sendo bastante honesta, não vejo grandes mudanças na forma de conduzir (sim, fui bastante gentil) a opinião pública a curto, médio prazo por parte das grandes emissoras responsáveis pelas transmissões dos grandes eventos. Porém, textos como o seu fazem uma tremenda diferença. Eu tenho feito a minha parte e se você permitir, gostaria de copiar e colar o seu texto no meu mural no FB.
    Parabéns. Mesmo.

  • http://twitter.com/alanqcosta Alan Q Costa

    Olá Pessoal,
    Sempre leio, acompanho, indico o PdH e raramente escrevo algum comentário sobre os textos, mas como professor e gestor do esporte no serviço público, devo dizer que o texto é ótimo.
    Simples, direto (superficial poderia dizer em alguns pontos) mas acessível. Claro que é dificil agradar a todos, ainda mais num tema como esse, aqui no Brasil, onde todo mundo fica “expert” no assunto durante 2 semanas e depois… futebol!rs
    Acho que a parte mais importante importante do texto (e o que sempre procuro fazer) foi quando vc disse: “muito pouco se preocupa em educar sobre o esporte”. O esporte é muito mais do que assistimos pela TV durante os Jogos Olimpicos, mesmo sendo este evento, em minha opinião, a sua maior manifestação.
    Espero que possamos continuar falando do esporte, das conquistas, das derrotas, das superações, dos erros e acertos, mas falando, trocando idéias, aprendendo e ensinando, (citando o Baldi Jr. mais uma vez) “educando sobre o esporte”. Também torço para que isso ocorra sempre, não apenas de 4 em 4 anos, ou quando a Globo resolver transformar em assunto de importância nacional (nem vou comentar a transmissão da Record…).
    As informações estão por aí, já o filtro… esse acho que é um tema para outro texto!
    Abs a todos e mais uma vez, parabéns!
    Abs
    A

  • Aline

    MEDICO_MG.
    é por isso que tenho medo de uma olímpiada no Brasil. Por pessoas como você, que falam e tentam construir um argumento com espírito empresarial competitivo e não esportivo, que realmente não entendem o que deveria ser o espírito olímpico. Infelizmente são a maioria.

  • antonio montemurro

    Muito bom o texto, infelizmente o que nos falta ainda
    (jornalista, esportista, torcedor, politico,etc….) é cultura, educação e comprometimento

  • Daniel

    Parabéns, textos e idéias assim tinham que estar no horário nobre da tv brasileira. Só deixo uma pergunta: O que realmente vamos conseguir mudar em 4 anos?

  • Luka

    A cobertura tenta fazer de tudo para que qualquer atleta que não leve a medalha de ouro seja noticiado como uma desgraça mexicana. Quer dizer, eles não tem apoio durante os anos de preparo para as olimpíadas e depois tem de passar por esse bando de abutres. Incrível que as medalhas que recebemos foram menos alardeadas.

    Eles caçam ibope fazendo esse tipo de abordagem. O que me embrulha o estomago. É uma vergonha não apoiar esses atletas. Alias é uma vergonha não apoia-los quando estão treinando, normalmente se desdobrando em mil.

    Enquanto isso nossas estrelinhas do futebol ganham salários astronômicos. Se a cobrança fosse proporcional ao salário seria OBRIGAÇÃO desses jogadores trazer o ouro.

  • Freelancer

    Tem jeito? essa frase – “Não deveríamos gastar dinheiro mandando atletas que não podem ganhar medalha” – resume a essência da ignorância, e não no sentido de ignorar, no sentido de ser estúpido mesmo. Infelizmente uma daquelas 9.001 coisas que poderiamos fazer diferente. E assim seguimos, além do esporte, na política, na educação, na arte, em assuntos de interesse da sociedade, com a mídia… … …

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  • Diego

    POis é!! Acho que é um processo isso que ocorre com o brasileiro. Essas cobranças imediatistas está intrísica em nossa sociedade. Tudo é pra ontem, não gostamos de trabalhar com planejamento e gestão, apenas de ver o erro dos outros e apontar. Mas também entendo que temos muitass virtudes, nossa torcida é umas das mais animadas do mundo e muito, mas muito respeitada e amada lá fora. Nossa língua, a brasileira, é muito bem ouvida por europeus, nossos atletas são muito respeitados mundo afora. Enfim, há o lado bom e lado ruim pra tudo nessa vida, o que acho oportuno é sempre medirmos a dose!! Abraço pra quem é de abraço e beijo pra quem é de beijo!!!

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