Estamos publicando artigos e relatos sobre as manifestações, já leu e participou dos debates nos comentários? #manifestabrasil
​​​​​

A esperança é que nos fode

Luciano Ribeiro

por
em às | Mente e atitude, O Lugar no PdH, PdH Shots


Não é irônico? Ao mesmo tempo que a esperança parece ser o nosso motor, aquilo que nos impulsiona, ela nos engana, nos decepciona, destrói nossos relacionamentos e nos faz cometer atos que algum tempo depois não nos orgulham muito.


Link YouTube | Esse vídeo é caricato; a minha e a sua relação são beeem diferentes, especiais, imprevisíveis, fala aí

Será que a esperança não é uma grande armadilha?

A única coisa que nos machuca

“A esperança é uma alegria inconstante, nascida da ideia de uma coisa futura ou passada, de cujo desenlace duvidamos em certa medida.

O medo é uma tristeza inconstante, nascida da ideia de uma coisa futura ou passada, de cujo desenlace duvidamos em certa medida.

Segue dessas definições que não há esperança sem medo, nem medo sem esperança. [...] Quem está suspenso na esperança e duvida do desenlace teme enquanto espera, e quem está suspenso no medo e duvida do que possa acontecer espera enquanto teme.”

–Espinosa | Ética

A esperança é a nossa própria incapacidade de confiar, de deixar acontecer, de perceber a riqueza do momento – ou de alguém – exatamente como ele é, sem ter a pretensão de melhorá-lo.

Quando sentamos em silêncio, ou deitamos apenas com a intenção de soltar, relaxar, talvez haja um ponto no qual nós ficamos com medo de passar. Confiamos até algum momento, mas quando relaxamos, pode ser que surja um medo de passar dali, de pagar para ver, de deixar acontecer. Então, nos movemos. Não sabemos abandonar o controle. Ao mesmo tempo, se percebemos que um movimento pode não ser suficiente para garantir o que esperamos, tememos.

Por isso, dizer que a esperança traz consigo o medo não é expressar exatamente o que ocorre. Não é como se ela fosse algo distinto do medo, num nível em que, com o esforço e consumo de energia correto você possa extrair apenas o que há de prazeroso ali. Não, o medo e a esperança são inseparáveis. Onde houver um, haverá o outro.

O Reich de Hitler, loucura coletiva e cegueira

“Aquilo parece que tem lógica, parece que funciona, mobiliza coletivamente e parece natural. Parece normal, parece direito, mesmo que a gente tenha perseguições das pessoas num período de guerra, é muito espantoso. O Reich do Hitler era para mil anos. Aquilo não durou dez anos, mas a loucura se estabelece como se fosse absoluta, como se aquilo fosse sólido.

As loucuras coletivas se estabelecem deste modo. Aquele discurso funciona para todos, aí quando termina, aquilo se rompe, dá um estrondo e a pessoa fica sem saber qual o seu referencial. Ela não está mais jogando aquele jogo, mas não sabe que jogo vai jogar.

Nós temos as loucuras individuais e as loucuras coletivas. Elas são baseadas nessa característica: quando a gente vê as pessoas desrespeitando os outros, passando por cima dos outros, isso já é o sinal da loucura. A pessoa se fixa em alguma coisa, ela já não vê o outro, só vê o outro como alguma coisa dentro da sua própria vida. Este é um sintoma.”

–Lama Padma Samten

A esperança pode nos levar a construir contextos onde o outro se torna uma mera ferramenta para os nossos desejos, a acreditar que alguém está fazendo algo contra nós, quando na verdade está apenas usufruindo de sua liberdade natural.

Num primeiro encontro, quando sabemos que pode surgir um relacionamento mais profundo, é ela que nos faz deixar de falar com o coração para passar a interpretar papéis, tentando criar impressões ou evitarmos perder o que queremos.

Se seguirmos o roteiro da esperança, podemos sentir carência, podemos entrar em infernos, nos enfurecermos por não termos o que desejamos ou, talvez, nos tornemos invejosos. Tudo fruto de uma cegueira momentânea. Focamos algo e esquecemos de todo o resto.

Quanto mais esperançosos estivermos, quanto mais expectativas somarmos a qualquer ação, maiores as chances de agirmos negativamente, autocentrados, e simplesmente deixarmos de notar o que está acontecendo ao nosso redor. Isso pode nos levar a criar contextos favoráveis que não passam de alucinações, nos posicionarmos como vítimas, nos culparmos ou, em situações mais extremas, atropelar o outro, sermos agressivos, causarmos danos.

Sofremos na exata medida em que esperamos que as coisas sejam de um jeito e não de outro.


Link Vimeo | ”Quem está equivocado: aquele que falhou ou aquele que esperava que o outro nunca falhasse?”

Somos equilibristas

“Deixar o meu trabalho e começar minha carreira como escritor foi um tremendo risco. Aquilo foi como um salto do precipício, um tiro no escuro.

Mas qualquer coisa que tem valor nas nossas vidas – seja uma carreira, uma obra de arte, uma relação – começará sempre como num salto desses. E para estar capacitado a dá-lo, você tem que deixar de lado o medo de cair e o desejo de obter êxito. Tem que fazer essas coisas completamente puras, sem medo, sem desejo.

Por que as coisas que fazemos sem luxúria ou ambições são as mais puras ações que podemos fazer.”

Alan Moore

Sempre que esperamos algo, começamos a agir com base em um script, um roteiro, que nos aprisiona. Ele começa a ditar o rumo das nossas ações, baseado num parâmetro que, naquele momento, parece ser a coisa mais óbvia a se fazer: eu preciso conseguir o que desejo.

Por causa da esperança de que as coisas sejam de um jeito e não de outro, começamos a sustentar experiências, como garçons apressados no meio de um restaurante lotado.

O fato de tentarmos equilibrar esses pratos limita nossos movimentos. Se alguém nos chamar e nos distrairmos por um segundo, teremos apenas os cacos para varrer. Esquecemos que toda essa tensão pode ser facilmente aliviada se equilibrarmos menos coisas em cima das nossas bandejas. Só assim poderemos ter um pouco mais de liberdade para nos movimentarmos com menos medo de estragar tudo.

Se não há nada a ser sustentado, não há por que termos medo de pisar em falso e deixar tudo simplesmente cair.

Quais identidades estamos sustentando?

“A pergunta para nós mesmos, quando estamos em crise, isso quando no meio de uma crise a gente consegue pensar, seria: ‘Qual o bambu que nós estamos sustentando?’ Nós temos vários bambus. Vocês vão ver que estão as identidades ali. O que nós estamos sustentando?

Se vocês não conseguem pensar o que nós estamos sustentando, pensem: ‘O que seria muito ruim se viesse a acontecer?’ É a queda do bambu. Quando nós estamos na região dos infernos podemos pensar: ‘O medo vem daonde?’ O que produz medo em mim?’”

Lama Padma Samten

É possível falar de medo citando nossos planos e esperanças, assim como podemos saber o que esperamos apenas listando nossos medos. Da mesma forma, podemos olhar para o presente e pensar o que nos traria sofrimento se acontecesse. Se olharmos dessa forma, vamos perceber que esses são os processos que estamos suando para sustentar.

No meu caso, estes são apenas alguns dos meus muitos medos-esperanças:

  • Eu espero ter filhos um dia, com todo o circo de comercial de margarina. Incluindo no pacote uma esposa, um cachorro e vizinhos que tolerem meus churrascos de domingo.
  • Espero conseguir tocar e viajar com a minha banda por uns dois ou três anos (sim, com esse tempo estipulado e tudo).
  • Espero me formar designer, por puro medo de que dê tudo errado e eu não tenha para onde correr.
  • Cago de medo de ficar cego ou sem habilidades manuais.
  • Tenho muito medo do dia em que a minha mãe e o meu irmão morrerem, a ponto de desejar morrer primeiro.
  • Tenho medo de ficar desempregado, perder tudo, me atolar em dívidas e acabar virando mendigo.

As respostas que surgem dessa pergunta escancaram nossas fragilidades, a causa de toda inquietude, insatisfação, conflito, sofrimento.

Podemos continuar o papo nos comentários. O que você está sustentando? Você têm medo de quê? Onde estão suas esperanças?

Este post é resultado de nossas práticas, diálogos e treinamentos na Cabana PdH. Quer entrar no Dojo?
Luciano Ribeiro

Editor do PapodeHomem, designer de produtos, apaixonado por ilustração, fotografia e música. Ex-vocalista da banda Tranze (rock’n roll). Escreve, canta, compõe e twitta pelo @lucianoandolini.


Outros artigos escritos por

Somos entusiastas do embate saudável

O texto acima não representa a opinião do PapodeHomem. Somos um espaço plural, aberto a visões contraditórias. Conheça nossa visão e a essência do que fazemos. Você pode comentar abaixo ou ainda nos enviar um artigo para publicação.


EXPLODA SEU EMAIL

Enviamos um único email por dia, com nossos textos. Cuidado, ele é radioativo.


TEXTOS RELACIONADOS

Queremos uma discussão de alto nível, sem frescuras e bem humorada. Portanto, leia nossa porra de Política de Comentários.


  • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

    Soma-se este texto ao texto do Alex Castro sobre nada ter sentido, e aí é comprovado por A + B que não tem mais nada nessa vida para ser feito…

    Obrigado a todos do PdH por terem acabado com minhas esperanças de viver…

    • http://twitter.com/luizagcn Luiza

      Não tenha esperança de viver, só viva. Pra quê esperar?

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Não estou esperando. Digo que se vivemos, também temos um pouco de esperança no que vem pela frente. Se essa esperança no final é falsa, então vamos só viver? No final, voltamos a ser animais que apenas caçam, dormem e sobrevivem. Pode ser que o fator humano seja justamente a esperança.

        Linkando com os comentários que fiz no post sobre sentido, é como eu falei: tudo tem um certo “sentido”. Estamos fazendo algo. Para que? Não sei. Mas talvez a busca pela resposta seja uma delas. E esperar que um dia a resposta seja dada também é uma forma de viver.

        Sem esperança, sem sentido, é como viver pobre, virar mendigo. A única esperança que terá é de ter uma ou outra pessoa que será “generosa” e lhe compartilhará um tiquinho de coisas para você se satisfazer.

      • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

        Engraçado, eu vejo totalmente ao contrário. Se esperamos, estamos carentes, desejosos, famintos. Queremos algo, precisamos obter esse algo que tanto queremos.

        Se você não espera, você é rico, um rei. Você não está à espera por que já tem tudo o que precisa.

        À partir disso, você pode se relacionar pela via oposta. Ao invés de desejar e tentar obter, você oferece.

      • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

        Como se tornar “autossuficiente”, sem esperar as coisas? Prática, condicionamento?

      • http://www.facebook.com/people/Gracco-Guimarães/100000804749163 Gracco Guimarães

        Eu já pensei dessa forma, e atualmente eu vejo que a gente deve viver o hoje e não, o amanhã ou algo que você esteja buscando.

        Vamos supor que você passe sua vida toda buscando essa resposta e ache, mas morra no mesmo dia, de que valeu?

        Viva o agora, faça as coisas da melhor forma que possam ser feitas, beneficie as pessoas ao seu redor, com atos, presença, o que seja.

        Te garanto que quando você receber um sorriso sincero que alguém que realmente precisava, você vai achar razão para continuar vivendo.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Uma borboleta antes de virar borboleta e viver por poucos dias ela era uma larva.

        Se eu estou atrás de algo e morro no dia que encontrei, posso dizer que a vida valeu a pena. Pelo menos encontrei a resposta. Só isso já dará um sentido na vida.

    • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

      Vagner,

      Leia “O mito de Sísifo”, de Albert Camus.

      Quanto há essa percepção da ausência de sentido, aí é que surge a liberdade, a vontade de brincar com a vida. E aí é que surge a curiosidade e a investigação da natureza do real e da mente: como é que damos sentido às coisas, por que sofremos, como a mente se engana?

    • Julio

      Mas você já tá vivo cara, quer esperança pra quê mais?

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        quero um mundo simples de viver. só isso. sem idiotas. sem coisas ruins.

      • Julio

        Impossível. Boa sorte.

      • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

        Bem, é possível. Basta matar todos aqueles que eu julgar idiotas e acabar com o que eu julgar ser coisas ruins.

  • http://twitter.com/luizagcn Luiza

    A esperança faz com que a gente não desista da vida (namoro, curso e etc.) quando tudo está uma merda, mas é ela também que nos impede de sair da merda quando há possibilidade de agir e não só “esperar”. É uma tênue linha.

    Eu espero que meus experimentos deem certo;
    Espero conseguir fazer pelo menos mestrado;
    Espero ter filhos no tempo certo e tenho medo de ser infértil ou ter filho antes do que eu planejo;
    Espero me apaixonar mais umas várias vezes;
    Espero que eu tenha um poder aquisitivo melhor com o passar do tempo;
    Espero poder fazer algo de útil pro mundo;
    Tenho medo de ter que trabalhar num emprego ruim;
    Tenho medo de ter um marido ruim ou pai ruim pros meu filhos;
    Tenho medo de que meus filhos nasçam doentes;
    Tenho medo que meu entes queridos morram;
    Tenho medo de ficar cega ou aleijada;
    Tenho medo de morrer de forma violenta;
    Tenho medo de ter depressão no futuro;
    Tenho medo de decepcionar quem acredita em mim;
    Tenho medo de me tornar insensível;

    Resumindo, espero não ser infeliz, consequentemente esse é meu maior medo.

  • Fernando

    Tenho medo de não ser um bom pai, de não conseguir sustentar a minha família….mas tenho esperança de contornar todas as situações que vierem a acontecer.

  • http://nao2nao1.com.br/ Gustavo Gitti

    Meus medos e esperanças estão ligados basicamente a:

    Sustentar saúde no meu corpo (tenho medo de quebrar algo, ficar doente, morrer)

    Sustentar meu relacionamento (tenho medo de ser traído ou abandonado ou ficar infeliz ou não saber conduzir)

    Sustentar meus trabalhos (esperanças de me dar bem e medo de me dar mal em tudo que faço)

    Sustentar meu treinamento (medo de não conseguir avançar e morrer de frustração por ter desperdiçado minha vida em coisas mundanas, em joguinhos)

    Sustentar moradia e infra (esperanças de ter uma casa bacana, medo de perder o que tenho hoje)

    E tenho pequenos medinhos e neuras, como descobrir que não entendo nada de nada, que sou um merda em tudo o que me dispus a fazer, em ver meus amigos se dando bem e eu não, lutar ou fazer uma trilha mais perigosa, e assim vai. Os medos e esperanças são basicamente falas de orgulho, preguiça, inveja, apego e carência.

    Lembrando que tudo isso é a descrição do processo condicionado. E esse processo pode ser superado. Podemos viver de um outro jeito. Ou pelo menos é isso que eu estou tentando.

    • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

      Viver de outro jeito… como?

      • Angela

        Viver sem medo…sem medo da escasses…de amor, de coisas, de amigos, de carinho, de dinheiro. Confiar em si mesmo e na vida… esse é outro (quase divino) modo de viver..

  • http://twitter.com/ArthurM_V Arthur Marques

    Ótimo texto que expõem uma verdade concreta.
    Será que essa esperança que move a muitos não os impede de progredir e realmente sonhar?
    Sonhar não é fantasiar, é ter um objetivo em frente, mas aproveitar as experiências que compõem o caminho até esse objetivo, que por muitas vezes são mais produtivos e enriquecedores que o próprio objetivo…
    A esperança, então, é um produto da ansiedade que nos consome, quanto mais ansiosos, mas esperançosos, não aproveitamos o caminho, só queremos correr para chegar logo ao final.

    Eu sou ansioso, era muito mais antigamente, tento matar uma ansiedade por dia, aproveitar o presente, mas muitas esperanças e medos ainda estão comigo, como em todos nós.

    Eu espero conseguir ter um relacionamento bacana com uma garota que, para mim, é bastante especial.
    Eu espero melhorar cada vez mais quanto aos meus desenhos, conseguindo um estilo próprio e agradável.
    Eu espero cursar o Bacharelado em Artes Visuais e mais que isso, espero que o curso possa me acrescentar em algo.
    Eu espero poder viver de arte.
    Eu espero poder sair do país por um tempo, a fim de melhorar minha técnica.
    Eu espero ser uma pessoa mais responsável.
    Eu espero ter uma vida longa e produtiva.

    Eu tenho medo de que tudo isso não se realize…

    O que me segura de verdade, não são essas esperanças, mas uma sensação que conheci a um tempo, a de fazer pelo prazer de fazer, quando desenho, quando estou com os amigos, eu simplesmente desenho, simplesmente estou ali com pessoas especiais pra mim, eu não me perco em pensamentos do que isso pode me levar, só vivo, pena que isso acaba quando deixo de fazer essas coisas de forma intensa e verdadeira.
    O meu maior objetivo, ironicamente, talvez minha maior esperança, é a de viver para viver, de forma pura, como o Moore comentou.

  • JRM

    A esperança é o mais sórdidos dos sentimentos. Jorge Luis Borges

  • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

    Cara, à parte do tema, o texto está muito bem escrito. Não digo isso frequentemente, mas estou impressionado.

    Uma dificuldade que eu tenho: muitos textos com pegada da Cabana falam sobre desconstruir coisas. E para construir, como faz? Devo me livrar de medos e esperanças… e viver como depois?

    Um exemplo pontual: Se eu conheço uma gostosa e tenho esperança de me relacionar com ela, entro no papel-script que você menciona no artigo. Mas se não for assim, como algo pode surgir? Eu simplesmente caminho até ela e digo que estou interessado?

    O mesmo vale para tudo que quero conseguir na vida.

    A lista de medos descreve automaticamente a lista de esperanças. Segue:

    - Medo de que algo ruim aconteça a minha família, de me deixar desesperado só de pensar na possibilidade

    - Medo da porra toda sair do controle e eu não saber o que fazer (isso tem acontecido bastante nos últimos tempos)

    - Medo de viver uma vida “normal” e ser esquecido depois que eu morrer

    - Medo de acordar aos 50 e perceber que não pude ajudar a mudar o mundo

    - Medo de ficar cego, surdo, paraplérgico ou ter a saúde danificada da mesma maneira

    - Medo de ficar sozinho ou não conseguir me conectar em meus relacionamentos.

    • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

      Fala, Paulo,

      Como vejo aqui, esperança/medo envolve um tipo de ansiedade, de tensão, controle, expectativa de que as coisas e pessoas se comportem de um jeito e não de outro. E essa experiência já é aflitiva em alguma medida.

      E parece que acabou que nós só sabemos nos relacionar dessa forma, com esse viés. Como se não houvesse outras formas, sem tensão e algum nível de ansiedade…

      (Às vezes até chamamos isso de paixão, e consideramos isso a propria essencia das relacoes – http://papodehomem.com.br/sexo-nao-e-tao-essencial-para-um-relacionamento/ )

      A minha aposta é que essa ansiedade não é a única base (muito menos a melhor) pra construir coisas – relações, projetos, famílias, casamentos, namoros, trabalhos, etc. Ou seja, podemos contruir coisas com níveis variados de ansiedade e tensão aflitiva, e quanto menor esse nível, maior a qualidade da nossa experiência.

      O que pensa?

      • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

        Não sei. Todo esse lance parece surreal para mim. Algo como: ” viver com base na ansiedade tá me fodendo, mas não sei viver de outro jeito. não conheço outra realidade, por isso me agarro ao conhecido”.

        A dificuldade é que desconstruir as coisas pode ser feito de modo “tático/operacional”: não ponha fé nos planos, não crie papéis quando estiver interessado em uma garota, etc etc. Mas a solução ou o meio alternativo de vida só pode ser descrito de modo mais abstrato, estratégico: “viver numa base sem ansiedade”.

        Daí é gera mais confusão em mim.

        ps: A parte do treinamento para se livrar da ansiedade… já tenho certa noção de como fazer, pelos textos daqui e práticas da Cabana. O resultado disso, se é que venha acontecer, é que não parece claro e por isso não parece um candidato forte à alternativa de vida, saca?

        Pode até ser mimimi da minha parte de querer respostas prontas. Sempre há essa possibilidade.

      • http://www.facebook.com/iodris Fabio Rodrigues

        É, eu também acho algo bem raro e difícil.

        Mas também vejo que essa dúvida desaparece completamente quando dedico algum tempo exclusivamente pra potencializar/treinar essa capacidade. Digo, treinos diários, por exemplo. Ou se paramos 3, 5, 10, 15 dias, 3 meses apenas pra isso. (não sei se já tentou algo parecido por aí)
        Se a gente não fizer nada prático a respeito, não vejo grandes chances também… Quando paro, perco até a perspectiva da mera possibilidade ;-)

  • Guest

    - Medo do mundo acabar, apocalipse, caos (catástrofes em filmes de ficção ou terror)
    – Medo de não poder ser pai biológico (estéril)
    – Medo de perder o significado da vida – ou ilusão, auto-engano.

    – Espero construir uma linda família (esposa, filhos e netos).
    – Espero retribuir sempre minha família por tudo que me proporcionaram.
    – Espero ter uma empresa própria.

    Medos e expectativas causam ansiedade por estarem relacionados. Podemos
    trabalhar sobre o medo (ex. práticas, meditação) de o mundo acabar ou a
    morte de alguém próximo, mas não temos muitas opções de ação para que
    ele não acabe ou alguém não morra. Mas se temos medo de ficarmos
    desempregados ou de ficarmos sozinhos podemos agir mais diretamente
    sobre isso. Nesse sentido, esperanças são mais produtivas e benéficas do
    que medos.

    No meu caso acontece isso. Minhas esperanças podem ser aprimoradas e
    alcançadas através de práticas e atitudes. No caso dos meus medos parece que não.

  • http://www.facebook.com/people/Matheus-Dalben/100000283552347 Matheus Dalben

    Obrigado por esse texto espetacular. Ensinamentos para se levar para a vida!

  • guilherme

    wagner, vá ajudar as pessoas, se doe, se abandone, voce nao precisa de mais nada. ta ai teu propósito. pronto. quer mais? precisa mais? ou dá medo fazer isso?

  • Iza Rodrigues

    Já dizia Drummond de Andrade:

    “Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

    Por que sofremos tanto por amor?
    O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

    Sofremos por quê?
    Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas. “

  • http://www.facebook.com/fabiobracht Fabio Bracht

    Na real? Na real memo memo memo? Quase chorei com esse texto. Luciano, o senhor é foda. Veio num momento incrível para mim.

    Morro de medo sabe do quê? De nunca me sobressair em nada que eu faça. O mesmo medo que o Gitti já citou aqui nos comentários. “[Descobrir que] sou um merda em tudo o que me dispus a fazer, ver meus amigos se dando bem e eu não.”

    Esse é sem dúvida o maior dos meus medos/esperanças. É devastador.

    Ah, bendita hora que eu escolhi transformar a vida num treinamento em vez de viver no torpor da ignorância! Seria tão mais fácil… ;)

    • An

      Sinto-me na liberdade de responder… “nunca me sobressair em nada”… tive e tenho mtos desses medos, e qdo eles “batem” reflito conscientemente a resulta em perguntas: Superar/se sobressair a mim mesmo e aos meus limites…ou às expectativas alheias, convenções? Quando tentamos nao controlar o sentimento alheio (tentando atender, de certo modo, à expectativas aheias) nos abtemos do medo, e vivemos no auto respeito…aí vem uma consciencia que nao temos controle de nada mesmo!!! E percebemos que já somos um mega sucesso, com nossas imperfeiçoes humanas. Acho que esses nossos medos inerentes à nossa raça se dá devido à postura prepotente que fomos formatados. Quando aceitarmos nossas falhas, qualidades e natureza limitada, com compaixão, bom humor e paciencia…veremos que o medo é resultado de uma certa arrogância…#myview… Bjs!

    • Nickolas Campos

      Leio esse texto de tempos em tempos, desde quando comecei a
      acompanhar mais afundo o papo de homem. E todas as vezes que releio chego a uma
      conclusão diferente ou descubro uma nova idéia contida nele.

      Sinceramente, não só este texto em específico mas todo pdh,
      esta mudando – se já não mudou – a minha maneira de enxergar o mundo, minhas
      formas de pensamentos, minha linha de raciocínio pífia.

      Sei que não tenho metade da capacidade e da genialidade dos
      mestres que aqui escrevem e debatem nos comentários, com meus meros 16 anos,
      mas me senti na obrigação de comentar (pela primeira vez, desde que acompanho o
      pdh) e expressar, talvez de uma forma não muito ereta, como a minha cabeça
      mudou desde acompanho o site.

      Espero um dia ter a capacidade de escrever ou ao menos pensar
      da mesma forma que o autor. E isso me gera medo, insegurança e expectativas. É…
      maldita esperança.

    • Joana

      Nossa eu também tenho pensado muito nisso, tenho medo e duvidas e muita esperança, esperança demais e consequentemente muito medo. Medo de não saber porra nenhuma de nada, penso as vezes que eu não sou merda nenhuma e quase todos os dias eu fico repetindo a frase “a ignorância é uma bênção”. Esse texto caiu muito bem nesse momento.

  • polygall

    Fiz um curso chamado Resiliencia e Equinimidade, e o curso falou muito sobre as expectativas e o quanto elas fodem com a nossa vida…no entanto, apesar de ler, ter consciencia disso e querer/tentar cada vez mais me desvencilhar a ponto de viver somente o hoje, caio na armadilha novamente de ter a esperança de acreditar que um dia todas essas coisas que são do ser humano deixarão de fazer parte de nós….medos, expectativas, insegurança, esperança é isso que impulsiona, movimenta ou pelo menos deveria (penso eu)…e não adianta faz parte, em escala maior ou menor, de todos nós.
    Eu tenho muitos medos e varias esperanças, como:
    - Medo de ficar sozinha;
    - Medo de não ser feliz;
    - Medo de chegar lá na frente e perceber que não adiantou nada ou que escolhi o caminho errado e que não valeu a pena;
    - Medo de perde a vez, a chance, a vida;
    - Medo de decepcionar e não conseguir fazer o meu melhor;
    - Medo de fantasiar, de ficar para trás, de ser morna;
    - Esperança de encontrar alguem que possa caminhar ao meu lado, com amor e respeito reciproco, além de mto tesao e vontade de estar e ficar junto (apesar de todas as outras coisas).
    - Esperança de encontrar a razão pela qual estou aqui / o eixo.
    - Esperança de viver o hoje, somente o hoje e inteiramente o hoje.
    - Esperança de perder todos esses medos.
    - Esperança de ter mais, conquistar mais tanto no ambito material como no emocional.
    Tenho esperança não a esperança de esperar, mas de acreditar, agir, correr atrás. Tudo é ação.

    • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

      parece que um medo que todos têm é da solidão.

      • don luidi

        Verdade!!! A solidão machuca mais do que qualquer outra coisa nesta vida.

  • http://www.estrategistas.com/ Paulo R. Ribeiro

    “No, no hope and no fear for expectations are the root of all misery.”

    Shambhala, The Sacred Path of The Warrior

  • http://www.facebook.com/katyanecristina Katy Cris

    Excelente texto e vídeos!
    O último vídeo me deixou um ponto forte para reflexão: o que estou fazendo que estou ‘recebendo essas coisas’? O tal do bumerangue, da pizza que pedi…. foda, foda, foda!
    Isso remete aos meus relacionamentos amorosos, que tem me frustrado, pq a minha expectativa é sempre muito alta. Então ao invés de jurar que vou mudar, vou simplesmente relaxar e oferecer amor, sem esperar nada em troca… ao mesmo tempo que escrevo isso, acho tudo louco e contraditório, pq sempre acreditei que relações são vias de mão dupla… então como dar se não recebo? E no meu caso, sempre fico com a impressão que eu dou mais do que recebo….
    Bem, diria que esse é o meu maior medo, não aprender o que todos esses relacionamentos querem me ensinar…
    Os outros medos são iguais aos que todos já comentaram: medo de ficar doente, de perder entes queridos, etc…

  • Leo

    Luciano parabéns pelo texto cara. Sem brincadeira essa questão que você abordou esperança-medo é o que considero o meu maior problema, sou um cara que cria expectativa em cima de tudo, para coisas importantes (futuro, etc) e também para coisas corriqueiras como uma conversa, reação das pessoas, etc. O que gostaria é de ser uma pessoa mais leve, sem criar expectativas desnecessárias. Fui fazer um curso de meditação e quando me perguntaram qual era meu objetivo ali respondi exatamente isso. Cara será que você gostou do meu comentário? Oh wait!..

  • Larissa Tollstadius

    Gostei do texto.

    Tenho passado essa semana pensando justo nos meus medos.

    Dos seus medos, um está de acordo com um medo que eu tinha até pouco tempo atrás. Talvez ele ainda exista, mas já não é um pânico.

    Estou fazendo um mestrado, e bem enrolada com a dissertação. Entrava em pânico ao olhar para frente e me vendo falhando. Me mudei para fazer esse curso, vim morar sozinha pela primeira vez. Várias vezes me imaginava voltando para casa e: “Então família, primos mestres e doutores, para mim não deu certo, não consegui. Não voltei mestre. É passei 2 anos fora e não virei mestre.”

    Bom, projetando isso eu comecei a notar que… bom se não deu certo. Não deu. Pronto não vou fazer um circo em cima disso. Se os meus familiares me julgarem, xingarem… paciência. Mas talvez isso nem aconteça. O que existe até o momento é só o meu medo de falhar.

    Digamos que eu erre, que eu falhe, que dê tudo errado. E aí? Bom quem disse que eu tinha a obrigação de acertar? Se der errado e eu ainda querer ser uma “mestra”, vou atrás de outro curso. Provavelmente me sairei melhor nessa segunda oportunidade por já conhecer melhor como é o processo de um curso de mestrado.

    Isso foi mágico, consigo trabalhar com menos peso.

    Também tenho medo de daqui a um mês ficar desempregada ou não conseguir trabalhar com o que eu quero. Mas me decidi que se nada der certo de imediato, eu arrumo outras tarefas, vou vender chocolates caseiros.

    A vida não entra em combustão se algo não sai como sonhamos não é mesmo?

    Agora será possível viver sem esperança-medo? Eu não sei…

    • Larissa Tollstadius

      Eu sou afobada pra escrever na internet.

      Tem uns erros de pontuação e outras coisas mais. Na terceira frase eu queria comparar meu medo de não me formar como o medo/esperança do autor de se formar design. Talvez o caso dele seja diferente do meu, de todo jeito.

  • http://twitter.com/BrisaFeliz Fernanda Magalhães

    Texto foda! Luciano, parabéns.

    Uma vez o meu pai falou uma frase que até aqui não tinha me pego como me pegou hoje, depois de ler esse texto.

    Ele disse: “Não se apegue tanto à esperança, se ela é a última que morre, como dizem por aí, seja mais esperta que ela, e na primeira oportunidade se livre dela”.

    ps. acho que caiu um cisco nos meus olhos.

  • Genilson Zunino

    Esse texto foi esclarecedor, pude pensar um pouco no que li e senti, ainda mais agora, depois de ver terminado mais um relacionamento que eu coloquei muitas esperanças (medos?!), e com certeza não me fiz compreender, as minhas fúteis esperanças na pessoa fizeram que muitas vezes ser incoerente nos meus próprios atos e devo ter confundido muito a cabeça dela e a minha.
    Me imagino uma pessoa sem medos, pois nunca temi a morte, o desemprego, a perda do amor da minha familia, a solidão… mas, sempre tive esperanças de ganhar dinheiro, viver muitos anos, de achar alguém especial, e lendo esse texto acabo por perceber que minhas esperanças são medos e incertezas. Percebi que sou um tolo, que sempre tenta moldar tudo como se fosse feito de argila para que minhas esperanças fiquem mais perto de se concretizarem e acabo tirando toda a espontaneidade da vida.

  • http://www.papodehomem.com.br/ Guilherme Nascimento Valadares

    “O que você está sustentando? Você têm medo de quê? Onde estão suas esperanças?”

    Tenho medos-esperanças basicamente ligados a:

    - falir o PapodeHomem, Cabana e tudo o mais em torno…
    - não me tornar um bom líder – e não dar conta nem sequer de enxergar isso
    - me descobrir um bosta, em diferentes camadas
    - não encontrar uma mulher com a qual vá ter filhos, família, viagens esdrúxulas pra locais exóticos e almoços de domingo
    - perder a saúde e a vitalidade corpórea (por doenças, acidentes…)
    - perder a sanidade – ser muito bruto, cego e variações…
    - solidão
    - me decepcionar com minha própria jornada, quando não houver mais como refazê-la
    - não deixar um legado digno

    É por aí.

    Gostei demais do texto, Luciano. Ele tem riqueza na qual valeria e debruçar por horas. Mais, seria do caralho tocarmos rodas de embate em torno desse tema.

    • http://wwwr.rebecagalabarof.com/ Rebeca Galabarof

      isso é terapia em grupo virtual. é muito confortante saber que outras pessoas tenham os mesmos medos que eu tenho.

    • http://www.facebook.com/deyvid.debastiani Deyvid Debastiani

      “me decepcionar com minha própria jornada, quando não houver mais como refazê-la”
      Existe algum momento em que a jornada já não pode mais ser refeita/modificada?

  • http://bakablues.wordpress.com/ Igor Niemeyer

    Acho que ultimamente o meu maior medo é não saber o que fazer. Tipo, em tudo.
    Será que estou fazendo o curso de graduação que queria? Estou satisfeito no meu trabalho? Sou um bosta?
    Tenho um medo danado de alguém virar e falar: “Igor, você é o maior idiota que já conheci”
    Ao mesmo tempo que sou apaixonado pelas pessoas eu morro de medo delas. É muito sinistro.

    Que medo. hahaha

    ps: texto excelente! adoro seus textos man.

  • ivo barnabe

    O Trungpa já disse na Trilha sagrada do guerreiro: “A única maneira de superar o medo é superando a esperança”. Esse texto nos lembra mais uma vez das preocupações mundanas. Você descreveu exatamente esse lance de esperança-medo, realmente é algo muito irônico. Se vc não tem esperança não tem medo, mas se não tem esperança qual é a graça da vida, sei lá véi……..só sei que depois que comecei a acompanhar vcs aprendi paka sobre eu mesmo e os outros………………..

  • Eu_Du

    Medos… O meu maior medo é da morte, de não ter nada depois de parar de sentir! Eu ADORO sentir, mesmo que seja dor. Raríssimas foram as vezes que pensei “prefiro morrer a viver isso”. Acho que esse é o maior medo, o sério, o que dói o coração só de pensar!

    Quanto à medos menores, se é que isso existe, tenho medo de não terminar a faculdade. De ter “perdido” 7 a 8 anos da minha vida aqui e não me formar.
    Tenho medo de ser traído e não sustentar o “sou tranquilo quanto a isso”.
    Entre outros..

    Mas devo dizer que os últimos anos de “treinamento” e reflexão diminuíram bastante esses medos. Vejo que na verdade estou é tentando sustentar identidades que, muitas vezes, não tenho como sustentar. Ou seja, vou sofrer pra tentar sustentar algo impossível de ser sustentado.

    Isso dá uma leveza, às vezes…

  • http://www.facebook.com/arthur.s.mendonca Arthur Silva Mendonça

    putz. mais um texto que explodiu minha cabeça.
    fiquei meditando sobre os medos/esperanças.
    são tantos medos que nós sustentamos, que às vezes nem são nossos, e nós nos acostumamos a eles, não os percebemos, e quando eles são percebidos, a gente vê que eles são inúteis!
    Não era necessário sofrer por aquelas esperanças que nunca se concretizaram. Talvez a maioria delas nunca te fez falta e foi só uma ilusão acreditar que não poderíamos viver sem essa coisa sonhada.

    • Polygall

      Concordo Arthur!!

  • http://www.facebook.com/people/Reysi-Pegorini/1398276764 Reysi Pegorini

    O que você está sustentando? Você têm medo de quê? Onde estão suas esperanças?

    Morrer antes dos meus pais. Não quero que eles sofram pela perda de um filho.
    Perder a capacidade de acreditar em mim.
    Nunca amar alguém, encontrar uma pessoa pra somar e quem sabe ter filhos.
    Aliás, tenho medo de ter filhos, adoro crianças, mas quando penso que a felicidade, caráter, educação, bem estar, etc… de um bebezinho estará nas minhas mãos eu desisto e risco FILHOS da minha listinha de coisas a fazer na minha vida.
    Não conhecer meus limites e minha capacidade.
    Perder a minha essência, meu bom humor, e minha jovialidade durante os anos que envelhecerei. Eu posso ter rugas no meu rosto, mas quero rugas ocasionadas de muitos sorrisos que darei, e muitas lágrimas que caíram do meu rosto.
    Perder a capacidade de perdoar.
    Não ser bem sucedida profissionalmente.

    Interessante que nunca tinha pensado nos meus medos dessa forma. Minha esperança está nos meus medos só que ao contrário, ESPERO amar alguém, perder o medo de ter filhos, não perder o bom humor e por aí vai.

  • http://www.facebook.com/gcwebster Guilherme Cozer Webster

    Baita texto, parabéns Luciano. Há algum tempo já tenho como um (dentre vários) lemas a frase “a expectativa é mãe da decepção”. Alguns atribuem a sentença à recente popularidade do Dr. House (‘no expectations, no disappointments’), outros a Jesus Cristo, mas tanto faz, a ideia é antiga paca, mas pouco difundida em nossa cultura ocidental, me parece.

    Não q eu manje grandes coisa de filosofia, budismo ou antropologia, mas pra mim a frase está intimamente associada à outra: “o apego é pai do sofrimento”. Na verdade é um casal sórdido, e seus filhos q nos fodem: desapontamento e dor.

    As soluções pra isso é q podem levar a um debate imenso. Na prática do dia-a-dia, quais atitudes e pensamentos que nos ajudem a viver sem tanta decepção? Generosidade franca, como dito no video, é um dos caminhos – indispensável, a meu ver. Mas e quais os outros?

    Não tenho as respostas, até porque não sou nenhum modelo de conduta e muito menos sábio ou sei-lá. Mas viver com desapego me parece outra grande vertente da vida mais leve. Só q na boa, é difícil pra caraio.

    Posso estar errado mas, a meu ver, isso ajuda a responder a uma das perguntas do Paulo: muitas vezes pra conquistar alguma coisa na vida a gente precisa se desapegar dela – ou seja, arriscar a perder. Não q eu consiga…
    (Se não me engano este é até o cerne de um livro q vendeu mto tempos atrás, “O Segredo”. Nunca li, e tou sem saco de perguntar pro oráculo Google a esta hora.)

    Mas enfim, me parece q o importante é usar este paradigma esperança/medo (e apego) pra tentar mudar a própria visão sobre as coisas, agir. Porque senão a gente pode acabar sem norte, sem propósito de vida, como citado no comentário do Vagner ali. E citando o Agente Smith, “without purpose we would not exist. It is purpose that created us, purpose that connects us, purpose that pulls us, that guides us, that drives us, that binds us, it is purpose that defines us”

    Taí um propósito: aprender a viver com menos expectativa e, consequentemente, quebrar menos a cara. Talvez leve a vida toda, mas é mais uma coisa a tentar. E evoluir.

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      Eu acho que a gente usa a palavra propósito com o sentido trocado. Pode ver, normalmente, nós atribuímos como “propósito” objetivos/metas/whatever, que não passam da esfera pessoal. “Meu propósito é superar meus medos, minhas esperanças, comprar um carro e ser feliz”.

      Quando ouço a palavra propósito, geralmente me vem à mente outra coisa.

      • http://www.facebook.com/gcwebster Guilherme Cozer Webster

        Pode ser. O q vem à tua mente?
        Qual seria uma palavra mais adequada?

  • http://www.facebook.com/gcwebster Guilherme Cozer Webster

    Ah, sim, meus medos-esperanças…alguns são bem parecidos com os teus, seria a loucura coletiva pegando geral?

    * Espero er filhos, com certeza, e casar também – só não sei se pra sempre;
    * Me formar em design de produto, idem: falta 1 ano e temo escolher um TCC impraticável e adiar ainda mais essa joça;
    * Espero atingir um nível profissional na qual eu possa me considerar mais “bem-sucedido” do q sou hoje, apesar de não ter parâmetros claros sobre isso (ainda);
    * Medo de ficar paraplégico ou ferrar o joelho de forma irreversível;
    * Viver na incerteza faz parte da vida, mas a incerteza financeira me tira o sono. Medo gigante de um dia não conseguir pagar as contas no fim do mês;
    * Medo do ostracismo social involuntário. É, eu tenho.
    * Medo da velhice não-saudável;
    * Medo de magoar mais pessoas por elas colocarem expectativa em mim.

    e por aí vai…

  • fabricioca

    Tenho esperança:
    - Em constituir uma família, ter filhos e saber educa-los
    - Em realizar algo grande pela humanidade
    - Em ter uma condição de vida boa, que permita não me preocupar, mas sem exageros
    - Em não decepcionar os que estão a minha volta
    - Em ter minha saúde e sanidade preservadas

    Em cima disso tenho meus medos:
    - Em não conseguir constituir família, nem ter filhos, nem saber educa-los
    - Em não conseguir realizar algo que eu considere grande
    - Em não conseguir me sustentar financeiramente, ou não conseguir aproveitar a vida.
    - Em decepcionar as pessoas ao meu redor
    - Em sofrer algum acidente ou ter alguma doença que me deixe incapacitado.

    Parece que eu tenho muitas esperanças e medos, como eu resolvo isso?

  • http://www.facebook.com/people/Rodrigo-de-Jesus/1851348468 Rodrigo de Jesus

    Cara, é por isso que eu gosto tanto desse site. Faço das palavras do Fabio Bracht as minhas. Li esse texto na hora certa. Não sei se mudarei algumas atitudes daqui pra frente, pois busco alternativas para os meus medos e racionalidade nas minhas esperanças, mas é difícil sair da rotina. Talvez esse seja mais um texto de esperança, que eu não coloque as ideias em prática, mas farei o possível. Acho que isso está muito ligado à procrastinação também.
    - Tenho a esperança em ser útil para as pessoas e fazer do conhecimento que construo algo necessário para a humanidade.
    - Temo não conseguir me sustentar na vida.
    - Temo não formar uma família e viver sozinho pra sempre.
    É foda ver que muitos dos amigos de infância e da faculdade que têm oportunidades semelhantes estão seguindo sua vida, avante, na profissão e nos relacionamentos, e você parece que parou no tempo. Tenho esperança. Atitudes também, mas talvez não as necessárias – porque não saiba ou por medo – nem na medida certa, porém a esperança é que me faz levantar todas as manhãs.

  • William

    Isso me lembra um diálogo da sitcom Seinfeld, entre Seinfeld e George, após George desabafar sobre seu insucesso com as mulheres:

    Seinfeld: Ainda há esperança.

    George: Eu não quero esperança. Esperança está me matando. Meu sonho é não ter
    esperança. Quando você não a tem, você não se importa, e quando não se importa, essa indiferença o torna atraente.

    Seinfeld: Então falta de esperança é o segredo?

    George: É a minha única esperança.

    • Thiago

      hahahaha. Excelente diálogo.

      • http://www.facebook.com/willianeycarvalho Willianey Carvalho Santos

        kkkkkkkk perfect!!

    • http://twitter.com/lucianoandolini Luciano Andolini

      HAHAH

      foda!

    • http://wwwr.rebecagalabarof.com/ Rebeca Galabarof

      genial

  • http://www.facebook.com/profile.php?id=100000052552425 Rodrigo Farias

    (Não cheguei a ler todos os coments)
    Percebi que mtos tem um objetivo em comum: fazer algo “grande” pela humanidade.

    Lamento informar: 99.99% de vcs não vão conseguir!
    Eu tbm pensava assim, mas convenhamos, são poucos os que conseguem fazer algo realmente grande, que seja percebido por todos. As pessoas se enganam ao pensar que coisas grandes mudam a humanidade. Ao invés disso, devemos pensar nas coisas pequenas pela humanidade, nessas teremos mais sucesso ao realizá-las, pois as possibilidades são muitas e há espaço para todos.

    Em vez de querer abrir uma nova empresa recicladora pica das galáxias, para resolver o problema do lixo na sua cidade, comece reciclando alguns materiais dentro da sua própria casa; qdo ver uma criança jogando papel de bala no chão, converse com ela e explique porque isso é errado, faça suas compras verificando se aquela empresa apoia alguma prática sustentavel ou se a embalagem é facilmente reciclada.

    É nisso que eu tenho focado ultimamente. Não é a toa que existe a expressão “trabalho de formiguinha”. Não é apenas uma formiga que faz algo revolucionário e que constrói aqueles formigueiros imensos do dia p/ noite. É o somatorio das “pequenas” contribuições de cada formiga que constroem todo o formigueiro.

    A melhor ferramenta é o exemplo. São os pequenos exemplos que damos no dia a dia que fazem a sociedade mudar. Eu tento ser menos consumista, recolho a sujeira do meu cachorro na rua, digo p/ as crianças esperarem o sinal fechar para atravessar a rua, incentivo a carona para diminuir o numero de carros nas ruas…e por aí vai.

    Fazendo “pequenas grandiosidades” pela parcela da humanidade que nos rodeia gera um resultado tão positivo e principalmente mais duradouro do que fazer algo grande que daqui a pouco poderá ser esquecido….

    Mas não estou aqui para desestimular ngm, só gostaria que todos estivessem cientes de que algo grandioso infelizmente é para poucos.

    Otimo texto!

    • http://www.facebook.com/vagner.abreu Vagner Alexandre Abreu

      Mas creio que não é bem “fazer algo gigante pela sociedade” e sim o reflexo do que a gente faz ser ressoado na sociedade.

      Muitas vezes fazemos coisas simples, como não tascar papel no chão, cumprimentar alguém, puxar uma conversa, que no final ressoa de forma gigantesca em nosso ego, nossa vida e na do próximo. Tipo “legal, fiz algo bacana hoje e senti que mudei o mundo”.

      Só que parece que muitas vezes fazemos algo pequeno esperando um pouco de resposta. Tipo, reciclar o lixo por exemplo. Só que o vizinho da esquerda, da direita e da frente não reciclam. Aí fica a pergunta: estou sendo o certo no mundo dos errados, o errado no mundo dos certos ou no final que se dane e eu estou fazendo minha parte?

  • Thiago

    Muito bom o texto! Adoro os textos do Luciano, são ótimos, refrescantes.

    Não acho que a esperança seja um grande problema, quando usada como um booster motivacional. Como uma energia que podemos ter a habilidade de manusear. Isso não é garantia absoluta para nada, mas se projetarmos intenções e ações num sentido positivo, talvez não ganhemos o que tanto queremos como prêmio, mas certamente haverá muitos ganhos, muito “exp-points”.

    O problema é que geralmente atrelamos nossas esperanças em coisas frágeis. Nós apaixonamos, nos apegamos à isso e não queremos que desabem. Deveríamos ver algum tipo de beleza aí, mas em confusão só vemos fumaça de poeira.Não conseguimos enxergar a essência por trás de tudo isso.

    Não adianta lermos milhares de livros de filosofia oriental, ainda somos teimosos e egoístas. Agimos como apostadores. “Agora vai dar certo!”. E tudo esvoaça na fumaça de poeira novamente. Recorremos a filosofia, a intelectualidade. E temos lá, todas as explicações, toda a estrutura causaefeito (quando temos!) e lá vamos nós, “Agora vai dar certo!” “Com Fulano dá certo. Há sim, uma maneira de aplicar isso”. E continuamos egoístas e teimosos.

    Hahaha, mas há esperanças, há esperanças. O jeito é tirar o foco mambembe e colocar em algo mais amplo (uma mandala =D). Pena que pra mim, apesar de já ter enxergado alguns resultados proveitosos aí, ainda me acovardo demais para por em prática e geralmente enxergo a culpa no outro “Mas ninguém tá afim de experimentar esse lance comigo”, mas isso passa, deixo esse tipo pensamento passar logo. Daí hesitantemente jogo a culpa em mim, de forma dilacerante e perturbadora “Eu devo ser muito idiota, cafona, brega, realmente ninguém vai sair das suas vidas de sexo e competitividade, felizes como são, para aderir experimentos como estes”. Uma derrota, uma lástima. No final das contas, a insegurança quanto a “chiqueza” de tudo isso é minha. É egoísmo-vaidade de querer parecer isso ou aquilo, obviamente para conseguir isso ou aquilo ( a atenção daquela mina massa, por exemplo) mesmo que isso opere em um nível sútil e conscientemente eu tenha as resistências que ache necessárias. Infelizmente, as racionais geralmente são inócuas. Esclarecem, mas não combatem. O negócio é ir exercitando a sensibilidade, sair de nossos focos e conseguirmos nos conectar com as coisas/pessoas ao nosso redor, sem que o desejo de obter algo em troca nos consuma e nos cause ansiedade.

    Medos-Esperanças

    -Não conseguir constituir a família que tanto desejo
    -Medo de ser rejeitado pelo sexo oposto e ficar sem uma parceira
    -Medo de fazer sucesso. MUITO MEDO. (que chega ser irracional, confuso, apavorante) . Deve ser fuga de algum tipo de responsabilidade que não gostaria de assumir.
    -Medo de ser mal compreendido, mal interpretado. BASTANTE MEDO =(
    -Medo de parecer “místico” demais, “zen” demais e assim não estar sendo suficientemente racional perante a sociedade.

    >O medo de morrer ou de perder algum membro muito importante da minha família existe, mas é muito oscilante em intensidade. E algumas vezes domesticável.

  • Pingback: A esperança é que nos fode | Mugango

  • Renan Bock

    Grande texto, Luciano. Já que citaram “Shambala”, cito essa pérola do “Fight Club”:”And then, something happened. I let go. Lost in oblivion. Dark and silent and complete. I found freedom. LOSING ALL HOPE was freedom.”

  • Bebel

    “Medo de fechar a cara
    Medo de encarar
    Medo de calar a boca
    Medo de escutar
    Medo de passar a perna
    Medo de cair
    Medo de fazer de conta
    Medo de dormir
    Medo de se arrepender
    Medo de deixar por fazer
    Medo de se amargurar pelo que não se fez
    Medo de perder a vez
    Medo de fugir da raia na hora H
    Medo de morrer na praia depois de beber o mar
    Medo… que dá medo do medo que dá”Uma das minhas preferidas do Lenine, e que casa perfeitamente com o texto http://www.youtube.com/watch?v=ZQpmc6hiIBQ

  • Adriano

    Também tenho medo de ficar desempregado, perder tudo, me atolar em dívidas e acabar virando mendigo.

  • http://www.facebook.com/elizabete.martioli Elizabete Martioli

    Os comentários remetem aos mesmos medos/esperanças: Família de propaganda de margarina, sucesso profissional, estabilidade financeira, saúde e reconhecimento.
    Me pergunto até onde esses anseios são reais, genuínos e até que ponto são fruto da cobrança social que todos, em maior ou menor grau sofremos.
    Longe de ser um julgamento dos comentários dos leitores, essa é uma reflexão muito minha.

  • http://www.facebook.com/people/Álvaro-Ferreira/100001626649544 Álvaro Ferreira

    Bem, como todo ser humano tenho alguns medos que estão no meu âmago e tenho trabalhado para me libertar deles de uns tempos para cá.
    Tempos atrás li o Livro dos Cinco Anéis do Miyamoto Musashi (samurai), e a maior lição que absorvi foi aceitar que um dia nossa vida terá um fim (aceitação resoluta da morte). Independente do que acreditamos, do que nos cerca, das nossas condições, tudo acabará quando não estivermos mais aqui e o que valerá serão nossas sinceras tentativas. Nosso legado é o que sobrará posteriormente, então tomei como filosofia de vida o fato de que cada gesto (sincero) importa e nos fará perpétuos na história. Cada pessoa que ajudamos, cada vez que tentamos ser melhores (de verdade), cada lição aprendida, cada passo dado com coragem nos fará ser importante para alguém ou para alguma causa. Assim desencano cada dia mais de ser fodão e tento sinceramente ser o melhor que posso, para mim e para as outras pessoas. Trabalho com afinco, e me coloco na posição de aprendiz toda vez que encontro algo ou alguém interessante, esse é o caminho que tenho seguido e me sinto mais leve assim. Se nada der certo posso dizer que fiz o meu melhor.
    PS: São textos assim que me fazem visitar esse site (quase) diariamente. Parabéns Luciano.

  • Marília

    Medo dessa minha preguiça pra vida… Medo de nunca ter brilho no olho… Medo de seguir pensando demais, agradando demais, controlando demais, sofrendo demais… =/

    • Marília

      Lembrei de um texto muito bom, “A felicidade, desesperadamente”, do filósofo francês André Comte-Sponville. Pra quem interessar, tem tudo a ver com esse post.

  • http://wwwr.rebecagalabarof.com/ Rebeca Galabarof

    adorei o texto.

    sou bem realista, pé no chão mesmo. tenho uma visao bem niilista do mundo e isso me poupa de várias coisas.
    ha mais ou menos 3 anos resolvi tomar as decisoes importantes no cara ou coroa e, por mais bizarro que possa parecer, recomendo.
    pensar que a negativa vc já tem, ajuda a dar o tal do jump inicial, afinal o que vc tem a perder?

    mas eu tenho muito medo de:
    - Perder dinheiro, imóveis e bens materiais em geral (isso é o que acaba comigo, sou judia movida dolares);
    - Que minha morra antes de mim;
    - Que nunca encontrem uma cura completa para o panico e a depressão;
    - Também tenho bastante medo de não me sobressair e ser só mais um tijolo na parede;
    - Tenho muito medo de que ninguém nunca me veja por inteiro;
    – não conseguir constituir uma familia equilibrada e saudável.

    Fear is the mind Killer

  • matheusdg
  • Aline

    Eu tenho medo de envelhecer.O primeiro medo neste sentido é deixar de ser jovem e bonita. Sou como milhares de mulheres que investem em produtos, atitudes para tentar “enganar” o tempo.
    Mas o principal medo que tenho , é de perder a independência a ponto de não poder decidir nem pra que asilo ir, de ficar solitária e doente , por outro lado isso me fez lidar muito melhor em relação a morte. Ela não é nem de longe o pior que pode ocorrer a uma pessoa ,e que vai acontecer de qualquer forma.
    Tenho medo de ser traída, porque coloco muito amor e dedicação no meu relacionamento , me entrego por completo e sempre fui fiel, seria uma ferida profunda, que concerteza eu não seria mais a mesma.
    Eu chorei lendo o texto , pois identifiquei as vezes que passei por este processo…

  • http://facebook.com/lourenzoavelar Lourenço Avelar

    Aprendi com meu pai um princípio,
    porém raramente consigo segui-lo.

    “Espere pouco das situações
    e das pessoas o que vier é lucro”.

    É melhor ser surpreendido do que decepcionado.

  • charles

    Cago de medo de não ter dinheiro para pagar meu aluguel do mês que vem.
    HEAEEAUHEAAEAUHEAEAUHE

  • thiago lima

    tenho medo de nao conseguir dar um rumo a minha vida;sou muito inseguro;tanto pessimista,e viver so pra mim tem se tornado uma tarefa diária muito nostalgica e vazia,por isso tenho receio de nao encontrar alguem que me satisfaça e a partir daí nao conquistar varias coisas como sucesso pessoal, profissional e familiar etc;esperança é um mal nescessario ,claro q nao podemos dar muita voz a ela e sim razão,nao esperar que queremos caia do céu,mas sim q a esperança nos inspire a conquistar e logo conquistado a mante-las apesar das perdas a o longo do caminho!!

  • http://www.facebook.com/dadier.mazzuca Dadier Mazzuca

    O texto do PdH que mais me fez pensar sobre tudo ao mesmo tempo!

    Veleu sr Ribeiro.

  • http://www.facebook.com/people/Mari-Dias/100001311764887 Mari Dias

    Essa foi uma das matérias que mais mexeu com coisas dentro de mim aqui no Papo de Home. Simplesmente incrível. Ainda mais depois de uma longa caminhada na vida cheia de marcas..

  • http://guitarrismos.wordpress.com/ Rafa

    Criar expectativas é uma merda, mas como viver sem nenhuma expectativa?

    Eu acho virtualmente impossível fazer qualquer coisa sem um mínimo de expectativa. É como começar um projeto sem ter uma noção mínima do que se quer fazer, ou começar um relacionamento sem absolutamente nada em mente. Nenhuma expectativa do desenrolar dos acontecimentos, para o bem ou para o mal. Tipo, tanto faz.

    Eu entendo que a esperança cumpre a importante função de estruturar visões na nossa cabeça, nem que seja da forma mais tosca possível. É claro que é fácil embarcar no wishful thinking e ignorar que a realidade fatalmente será diferente do que imaginamos, mas precisamos de um ponto de partida, não?

  • De

    Deixaras de temer quando deixares de ter esperança. Seneca.

  • Marcelo

    Se não me engano, no mito da caixa de Pandora, ela foi responsável por guardar a caixa que continha todos os males do universo. No entanto, por curiosidade, ela abre a caixa, restando lá dentro apenas a esperança. Ora, se a caixa continha os males do universo, como a esperança poderia estar lá? É exatamente o que diz esse texto. Excelente!

  • Marcos Augusto Nunes

    Kafka disse que “há muita esperança, mas não para nós”.

  • don luidi

    Vixe, se eu for para listar todas as coisas que tenho medo, a lista vai virar uma saga (rs). Mas uma coisa eu aprendi: jamais gere expectativas demais acerca de alguma coisa. Não podemos fazer tudo o que desejamos fazer em nossa curta vida, portanto, temos que adquirir filtros…

    Uma frase que sempre tento levar no dia a dia:

    “Ergue a mão ao que a mão pode colher, e ao resto, esqueçe e renuncia”

  • http://www.facebook.com/beatriz.cardoso.9400 Beatriz Cardoso

    Vocês sim, Papo de Homen, estão dando uma grande contribuição a Humanidade. Em quais outros espaços somos convidados a compartilhar e elaborar através da troca os nossos medos mais “mesquinhos” e mais profundos?

    Eu tenho muito medo de perder minha mãe e meu pai.

    Tenho um medo grandão de não me realizar na minha profissão, de não benefeciar pessoas através dela.

    Tenho medo de não seguir mudando, medo de estacionar na vida.

    Medo de chegar aos setenta e me lamentar por uma vida que desejei e não tive.

    Medo de morrer infeliz.

    Um medo absurdo de ficar sozinha e medo também de perder minha individualidade e liberdade se fizer uma família.

    “A Vida de tão bela, me dá medo”.
    Mario Quintana

    ;-)

  • Julio

    Deu tudo errado, Luciano?

  • http://www.facebook.com/vinicius.vinny Vinicius Bize

    A esperança ao mesmo tempo que nos move para criar e mudar pode também nos estagnar e cegar ao ponto de termos medo de partir para o novo (mudar). Tá ai a arte de viver, isto é, de saber tomar decisões e lidar com os conflitos internos. É foda!

  • http://www.facebook.com/people/Fabio-Moreira/100000057399213 Fábio Moreira

    Metas e objetivos são assuntos frequentes no PDH, então pergunto, como podemos ter um objetivo sem nos abrimos à esperança?

  • netiinho88

    Como sempre digo, a esperança é a última que morre, mas é a primeira a sair matando geral.

  • http://twitter.com/fabianesecches Fabiane Secches

    Depois que eu li “Felicidade, desesperadamente”, do André Comte-Sponville, meu olhar sobre a esperança nunca mais será mesmo.

    O filósofo relembra a máxima de Schopenhauer, a de que a vida seria um pêndulo que oscila, pois, entre o desejo (a falta) e o tédio (que é o que acontece quando, afinal, conquista-se o que antes tanto se desejava).

    E nos oferece uma luz para esse dilema filosófico que talvez seja o grande dilema de nossas vidas: a desesperança (daí o título, desesperadamente = desesperançosamente).

    Desde então, a palavra esperança nunca mais se travestiu de positiva pra mim.

    É como a cigana oblíqua de olhos dissimulados de “Dom Casmurro”. Se Capitu era assim mesmo, nunca saberemos. Mas para a Esperança, essa talvez seja uma boa definição.
    Palavra perigosa e escorregadia, que representa sentimentos muito mais de angústia e acomodação do que de fé em transformar algo ou vê-lo transformado de verdade.

  • Eduarda

    Acho que a esperança está ligada diretamente a fé.

  • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

    Caras, esse artigo tem tudo a ver com Epicuro.
    A gente normalmente fica ansioso ,deprimido por desejar coisas. E as vezes como não conseguimos alcança-las ficamos tristes.
    E se alcançamos-as, passamos a querer outra coisa…e por aí vai….

  • Pingback: Raio X de um Relacionamento. A Vida Secreta.

  • Bruno Castilho

    meu principal medo é me preocupar com o eu fisisco e material e esquecer o eu espiritual, ter uma morte repentina e saber que depois desta para a outra não tem mais volta.

  • Tatiane Souza

    Li o texto duas vezes e não paro de pensar nisso desde então! Texto foda, Luciano. Parabens. Voltei só p agradecer. To passando por uma magoa q eu criei e esse texto + os videos ajudaram muito a enxergar a situação toda. Pude enxergar que minha magoa foi todinha criada só por mim mesma. Criei expectativas e fantasias mesmo sobre algo impossivel de acontecer… É foda q a gente nem enxerga e coloca a culpa toda na outra pessoa, nas circunstâncias, enfim. O problema ta todo nas fantasias que a gente cria e, depois, quando não acontece como esperamos, pensamos: Mas porque não deu certo? Não aconteceu como eu achei q ia ser??? Claro, pq eu inventei uma irrealidade totalmente paralela no meu fantanstico mundo de Bob! É, a esperança é q nos fode… Obrigada mesmo por abrir minha visão. Sem esperar, daqui pra frente, apenas viver! (Se Deus ajudar… hahahaha) ;*

    • http://www.facebook.com/jcnaweb Júlio César

      Pois é Tatiane…quando criamos expectativas e dão errado…a culpa é apenas nossa. Eu bem sei.

  • http://www.facebook.com/people/Danilo-Macedo/100000544766713 Danilo Macedo

    Já tinha pensado sobre isso um tempo atrás também, mas, pelo menos pra mim, mesmo ciente disso é difícil demais não manter esperanças… Parece que nosso cérebro é programado para criá-las mesmo contra nossa vontade.

  • Debora

    Uau.

    Sou fã do site, adoro os textos, mas esse é especial. Muitos parabéns, Luciano, você foi cirúrgico. Tocou num ponto nevrálgico de um jeito simples e direto. Raro isso. Corajoso, de peito aberto, se expondo. Merece respeito ; )

    [Entrou um cisco no meu olho também (como li num comentário abaixo!).]

    Me lembra em um ponto – o da comparação do nosso ‘sucesso’ como pessoas em relação ‘aos outros’, nossos amigos bem sucedidos, risonhos e felizes – o Poema em Linha Reta, do Fernando Pessoa, sabe? Um cara vil, abjeto, que nunca ‘viu’ os amigos falharem. Um pessoa que hoje, como eu, olha o Facebook e só vê foto de gente tomando piña colada no Caribe.

    Difícil admitir isso no coração – que se espera, que se tem medo e que tudo pode dar errado. Tenho muitos medos e alguns deles já se realizaram… mas o que pega mesmo é o medo de…

    - ficar presa numa vida entediante e não saber sair
    - não amar de verdade- não ser admirada – não ser reconhecida no meu trabalho- falir- não ser tudo o que deveria ser- a máscara grudar na cara e não me reconhecer mais ao olhar no espelho quando envelhecer (essa eu roubei do Pessoa)
    E acho que diversos outros derivados desses.
    Mas, lendo seu texto e lembrando de outras coisas que aos poucos a gente finalmente começa a perceber na vida, está ficando cada dia um tiquinho mais claro pra mim que, na verdade, a gente não controla porra nenhuma de externo a nós, que viver talvez tenha sentido, talvez não, mas a história toda deveria se resumir a ser a melhor versão de nós mesmos e ponto. Só isso. Exercitar ser você mesmo, com seus gostos, paranoias, desejos, mentiras e tudo o mais que for incurável em você. E acreditar nisso e, para alguns, ser uma pessoa sempre melhor.
    Mas, rapaz, lição árdua essa…! Peno há tantos anos e parece muitas vezes que não saí do lugar…

    Gostei de ver que há espaço para discussões nesse nível por aqui. Um alívio, um alento, um deleite ler esse texto, os comentários e ver que existe vida muito inteligente na web, vindo de pessoas que buscam olhar – e quem sabe, viver – fora da caixinha de verdade.

    Mais uma vez: parabéns ; )

  • Pingback: Mari Graciolli, calcinha bege e Mario Balotelli: julho foi foda | PapodeHomem

  • Pingback: “Paixão é uma bad” | PapodeHomem

  • Pingback: Quem é seu autor preferido no PapodeHomem? | PapodeHomem

  • Nickolas Campos

    Leio esse texto de tempos em tempos, desde quando comecei a
    acompanhar mais afundo o papo de homem. E todas as vezes que releio chego a uma
    conclusão diferente ou descubro uma nova idéia contida nele.

    Sinceramente, não só este texto em específico mas todo pdh,
    esta mudando – se já não mudou – a minha maneira de enxergar o mundo, minhas
    formas de pensamentos, minha linha de raciocínio pífia.

    Sei que não tenho metade da capacidade e da genialidade dos
    mestres que aqui escrevem e debatem nos comentários, com meus meros 16 anos,
    mas me senti na obrigação de comentar (pela primeira vez, desde que acompanho o
    pdh) e expressar, talvez de uma forma não muito ereta, como a minha cabeça
    mudou desde acompanho o site.

    Espero um dia ter a capacidade de escrever ou ao menos pensar
    da mesma forma que o autor. E isso me gera medo, insegurança e expectativas. É…
    maldita esperança.

  • Jessica

    Sabe do que eu tenho medo?
    De me interessar por alguém, admirar essa pessoa, sair com ela e ser julgada pela minha aparência, meu físico; de ser ridicularizada publicamente, tratada como uma mulher objeto. Isso, sim, causa em mim verdadeiros calafrios!!!

  • Pingback: Zeitgeist 2012: o que aconteceu no seu mundo esse ano | PapodeHomem

  • http://www.facebook.com/gabriel.m.pimentel Gabriel Marques Pimentel

    Então a única forma de terminar o ciclo de sofrimento é a morte?

  • Pingback: Amigos são aqueles que sonham juntos | PapodeHomem

  • Pingback: Andrei Tarkovsky sugere: aprenda a ficar sozinho | Pare tudo #2 | PapodeHomem

Papo de homem recomenda

Assine o Papo de homem

Curta o PdH no Facebook
  • 4412 artigos
  • 595657 comentários
  • leitores online

Lifestyle Magazine