Bom, o post de hoje vai ser meio grande. É uma costura de coisas. É um que estou tentando escrever há meses e nada. Não sai nada. Tanta coisa pra falar, e nada sai. Eu sento, faço força, pego um jornal, e nada.
Até biscoitinho de fibras eu comi, e nada. Até que terça passei em um sebo. Não sei como se chama sebo fora do Rio, mas é um lugar que vende/compra/troca livros usados. Então, fui lá. Como bom desempregado, tinha dez reais pra comprar um livro. E como não gosto de livros espíritas/eróticos/de auto-ajuda, dez reais não dá pra comprar um livro.
Mas lá dava, e fiquei caçando algo legal. E entre clássicos, revistas de sacanagem e reedições do Paulo Coelho em Cantonês, eis que achei um livro FODA! O livro se chama “The Last Word – ‘The New York Times’ Book of obituaries and farewells”. Óóóóóóó… Isso mesmo, cambada! Uma coletânea de 74 obituários publicados pelo New York Times nos anos oitenta/noventa.
Antes que achem que eu sou um necrófilo, ou algum tipo de Emo de cabelo engomadinho e cordão de caveira, explico o porquê do alvoroço: os obituários do NYT são verdadeiras obras de arte. Os maiores jornalistas que trabalham na redação do NYT passaram por lá. É uma arte. Não um trabalho relegado a segundo plano.
Obituário brasileiro: “Esse bebia muito!”
Indico, o livro é demais! Mas então, o tema que não saía, né… Pois, aí eu pergunto: um livro de obituários faria sucesso no Brasil? Um jornalista escrevendo obituários como eles escrevem lá, faria sucesso no Brasil. Não, no mínimo ia ser processado por uns quinze grupos de babacas defensores de qualquer merda.
Se os EUA têm uma vantagem, e isso eles têm mesmo, é a não contaminação da sociedade pelo (“pthu!” – cusparada no chão) “politicamente correto”. Num país onde preto é negro, pobre é classe ascendente e mendigo é “cidadão em situação de rua”, falar de gente morta, e nem sempre falar bem, ia dar o que falar. Lá, e nos países realmente desenvolvidos, preto é preto, gay é gay e ator de teatro infantil é gay. Simples assim.
Como diria o reclame, as coisas são como elas são. Ninguém deixa de ser preto por ser chamado de negro, nem deixa de passar fome ao ser condecorado com um “cidadão em situação de rua”.
Nesse país de merda com uma imprensa de bosta e uma internet que ainda não se decidiu entre a merda e a bosta, o racismo, o preconceito e o nojinho são mascarados com essa babaquice politicamente correta. Aí vem um outro dia falar que os blogues grandes fazem um trabalho não - politicamente correto. Boa piada. Fazer charge do César Maia ou piadinha com prefeito é não ser politicamente correto? Conta a do português agora.
Porque eu não posso fazer piadas com meus amigos pretos, gordos ou viados, como eles fazem porque eu sou magro? Posso sim. E quer saber? Ele nem liga. Quem liga são os falsos “sem preconceito” desocupados. Isso sem falar que no Brasil morto vira santo.
Não gosto muito do Casseta hoje em dia, mas outro dia o Madureira foi falar que não gosta do Gláuber Rocha e nego quase linchou o cara. Porra, Gláuber é chato pra caralho mesmo! Parece um moleque de treze anos andando com uma câmera na mão! Estética zero, direção zero. Salvo raras exceções.
Tirar foto fazendo pose diferente dá status. Dê gênio. Esse aí é o Gláuber, fazendo conchinha acústica.
Não se pode falar nada que não seja espetacular de bom sobre alguém morto no Brasil. Até o Eurico Miranda quando morrer vão falar bem dele. Mas isso só muda com o uso. Com essa gente arrumando um tanque de roupa pra lavar e parar de defender essas nomenclaturas ridículas pro país parecer menos fodido e escroto. Num país como o Brasil, chega a ser uma piada tanto racismo, tanto preconceito e tanta gente passando fome nas ruas, e as pessoas falando assim. Imaginem a cena.
- Zé, tem um real aí?
- Pra que?
- Pra dar um trocado pro menino.
-Que menino?
- Aquele ali.
- Ah, o mendigo?
- Não.
- Não? Vai dar dinheiro pra mais quem?
- Putz, Zé, que insensível. O sujeito já passa fome, frio, tanta desgraça, e você ainda me chama o sujeito de mendigo.
- Porra, mas ele é um mendigo, caralho!
- Não, Zé, não é. Ele é um cidadão em situação de rua.
- Hahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahhahahaha!
- Nossa, eu casei com um cara que ri da desgraça dos outros.
Chico, recém promovido a Gerente Regional de Distribuição de Recursos Humanos.
- Não to rindo da desgraça. To rindo do nomezinho. E o cara vai deixar de passar fome ou vai cair um cobertor quentinho no colo dele se eu não chamar ele de mendigo, por acaso?
- Não vai, mas vai se sentir melhor.
- Olha, eu desempregado do jeito que to, preferia mil vezes que me chamassem de “cidadão desprovido de vínculo empregatício regular” do que se me arrumassem um emprego. Sem dúvida.
- Nossa, que ridículo.
- Má, ridículo é achar que vai mudar o mundo inventando nomes novos pras coisas. O cara é mendigo, eu sou preto e seu irmão é bicha.
- Ele não é bicha!
- Tá bom. Vou refazer a frase: o cara é mendigo, eu sou preto e seu irmão usa tornozeleira de conchinhas e depila o peito. E qual o problema disso?
- Você não é preto! É negro. Afro-brasileiro.
- Preto e negro é a mesma merda. Não que seja uma merda, mas é a mesma coisa. E eu não sou afro-brasileiro, ninguém da minha família veio da África.
- Tá bom, Zé, é difícil conversar com você.
- To pensando em me processar por racismo. E como eu sou desempregado e nós somos casados, você que vai pagar a multa pra mim mesmo. Aí eu me separo e vou morar em Tambaba e andar pelado tomando água de côco o dia todo. Mas tem que levar uma toalhinha pra água gelada não pingar onde não deve….
- Babaca.
- Babaca não. Cidadão mentalmente fragilizado e em situação momentânea de escárnio e falta de auto-censura.
- Vai tomar no cu!
- Tomar no cu não! Ser agente passivo em uma relação homossexual.
- AAaaahhhhhhh!!!!!
Leonardo Luz é fã de polêmicas, adora cutucar onça com vara curta, colaborador da PapodeHomem e também detona no blog Eu e Meu Ego Grande.





Puta vida! Gostei tanto do seu texto que to indo ver seu blog. HUHAUHUAHUAHUAH. Isso tem nome aqui no Brasil. Hipocrisia.
Olha… Definitivamente eu acho os americanos muito mais preocupados com o politicamente correto do que os brasileiros. A grande diferença é que lá eles têm a tal da Primeira Emenda, que assegura a liberdade de expressão, e levam isso muito a sério.
Além disso, eu posso até ser contra alguns exageros do politicamente correto (”afrodescendente” ao invés de negro, e coisas do gênero), mas, por outro lado, existem termos que realmente têm conotação pejorativa. “Preto” e “bicha”, por exemplo. Existem termos melhores para se usar, que refletem respeito pelas pessoas, sem cair na babaquice do politicamente correto. “Negro” e “gay” ou “homossexual”.
As palavras que usamos refletem aquilo que pensamos. Se usamos termos que têm conotação pejorativa, pelo menos na minha opinião, estamos mostrando o que pensamos.
Aliás, você já leu os textos do Alex Castro, no Liberal, Libertário, Libertino, falando sobre racismo? Vale a pena…
hauUHauhaUhauhauhuhau
Sensacional!!! Concordo plenamente com cada palavra!
ééé, Brasil é foda. Como nêgo disse ali em cima: Hipocrisia.
E sebo é sebo, acho em todo lugar. Tem até site de sebo on-line: http://www.estantevirtual.com.br/
o/
Primeira Emenda no Brasil já! aliás, a Primeira e a Quinta! Exijo! =D
Considerando este pensamento de Deborah:
“As palavras que usamos refletem aquilo que pensamos. Se usamos termos que têm conotação pejorativa, pelo menos na minha opinião, estamos mostrando o que pensamos.”
e interpretando com seu post qdo vc diz;
“A coisa tá afro-brasileira pro nosso lado
”
e lembrando a canção de Elis Regina:
“A coisa aqui está preta”,tipo a coisa está piorando,eu
sinceramente preciso perguntar a vc Leonardo quem está sendo preconceituoso ou
hipócrita
a não ser que o seu texto tenha sido tão ambíguo
tão acima da minha inteligência…
querer dizer uma coisa dizendo outra totalmente contra - sarcástica…
acho que vou pedir mesmo aquela emenda americana que não sei qual que diz que devo ficar calada
O politicamente correto foi arrasador nos EEUU, e ainda é em certos círculos — não se iluda. A questão é que, como eles estão sempre 30 anos a nossa frente, eles estão saindo dessa enquanto nós estamos entrando.
Eu acho perfeitamente elegante e razoável usar de uma certa sensibilidade vocabular ao se referir às pessoas, sem cair em exageros.
No meu caso específico, confesso que prefiro quando as pessoas dizem “gay” ao invés de “homossexual” ou “veado” (mas acho “boiola” bonitinho, e ultimamente me acostumei com “bicha” — tem uma dose de idiossincrasia nessas coisas).
Mas conta muito mais o que a pessoa realmente pensa, eu tenho amigos que me chamam de “bicha” ou “biba” sem um pingo de escárnio ou desprezo, enquanto outras pessoas dizem “gay” ou “homossexual” como se proferissem um palavrão.
Resumindo a ópera: como em tudo, o fundo conta muito mais que a forma, mas uma dose de elegância e charme (que consiste às vezes em justamente chutar o pau da barraca) faz a diferença entre o comum dos mortais e o gentleman…
Eu não faço a linha politicamente correta, até porque eu faço parte de uma minoria, portadora de psoríae. E eu não tô nem aí prá isso, e quem é meu amigo também não!!
Ontem eu conversando com dois amigos gays um deles dizia que reencontrou um amigo no orkut por quem ele sentia muito carinho, antes mesmo de saber que era gay!! Mas que depois de uma troca de emails o cara parou de responder.
Aí eu disse: pô o cara pensou: “ai caralho, esse viado atrás de mim de novo?? Nós morremos de rir e ele disse: “pois é, eu também pensei isso!!
Uma sacanagem entre amigos, apenas prá rir e ninguém ficou ofendido!!
É claro que não dá prá brincar assim com quem não se conhece, mas politicamente correto, para mim, aqui no Brasil, soa muito hipócrita, fingindo ser tolerante…
Tava sumido, heim? Voltou com um ótimo post!! Valeu!!
Com certeza, devo concordar com o pessoal que entre amigos a coisa é bem diferente. Muitas vezes, os nomes pejorativos são usados até para serem desconstruídos, mesmo, por meio do afeto.
Mas minha opinião se referia às pessoas em geral, não aos casos em que existe uma relação de amizade ou intimidade.
Tenho amigos gays, e eu mesma de vez em quando uso “biba” ou “bicha”, mas o respeito é muito mais profundo do que isso.
A questão é quando estamos falando genericamente, em relação a pessoas com as quais não temos qualquer relação, em referência a características delas. É muito diferente o caso que a Jade narrou, de uma brincadeira com um amigo, de um cara que passa pela rua, vê um grupo de gays, e fala que “só tem viado nesse lugar”.\
De fato, o que importa é o fundo, muito mais do que a forma. Mas quem gosta de PNL (Programação Neuro-Lingüística) sabe que, muitas vezes, mudando a forma, é possível interferir na atitude.
Não sei o que se passa pela cabeça dos sensacionalistas-estúpidos-metidos-hipócritas politicamentes corretos. Sinceramente. Pra mim não passam de atores. Sim, atores, pois não fazem nada mais do que um teatro. É aquela famosa história “para inglês ver”.
Esse linguajar “politicamente correto” é uma hipocresia mesmo. É a ignorância e a falsidade misturada em cada palavra. Falsidade porque ninguém vai deixar de achar que outro é bicha ou preto por os chamarem de homossexual ou afrodescendente, respectivamente. E ignorância pois acabam acobertando o problema social do indivíduo ao chamar-lo de algum termo politicamente correto ao invés de resolvê-lo.
Alguns dizem que é para acabar com preconceitos, para um melhor bem-estar e blá-blá-blá. Agora raciocíne. Chamar um ser com pele de tonalidade escura de preto, é preconceito, mas colocá-los numa faculdade, sem ter méritos para isso, com as cotas para pretos é apenas um dever social. Ah, pára vai, me poupem. Se fosse assim eu deveria exigir que a empresa na qual meu tataravô trabalhou me pagasse as horas extra, os danos morais, insalubridade e tudo mais devido aquele período na qual se trabalhavam 18 horas seguidas, lembra? E digo mais, processaria-os por não assinarem a carteira dele, mesmo ainda não existindo essa exigência na época. Mas dane-se, escravidão não era crime também, e o dever do governo e educar com qualidade, e não garantir uma vaga.
O que eu estou querendo dizer é que apóio a indignação do Leonardo com os termos politicamentes corretos e desaprovo a utilização dos mesmo, pois não passam de lençóis que cobrem, escondem, uma realidade mais preocupante. O preconceito não se resume em termos dados às pessoas, e sim à visão em que temos da mesmas. Seria muito mais interessante ensinar os pais a educarem os filhos, desde crianças, que todos somo iguais (apesar de diferentes ao mesmo tempo) e que ninguém é melhor que ninguém, ao invés de ensiná-los a a expor seus preconceitos com palavras mais bonitas (lê-se politicamente corretas).
O politicamente correto é apenas uma aplicação da lei “se não pode vencê-los, confunda-os”. Como ninguém no país sabe realmente como vencer nossos problemas, então inventam-se esses eufemismos. Assim quando falamos temos que pensar qual é o melhor jeito de falar, quando ouvimos temos que pensar qual é o verdadeiro sentido daquilo.
Porque, pelo menos para mim, é mais fácil saber o que é um gari ou lixeiro, do que er, um técnico em manutenção de limpeza pública especializado em resgate de dejetos urbanos. Ou algo do gênero.
Essa história do Glauber Rocha me lembra o endeusamento do Jô Soares. O cara é um arrogante, o programa dele é uma merda (veja o David Letterman que vc já vê a diferença) e aí de quem disser que não gosta. Qualquer pseudo-intelectual acha o cara “inteligente”, mas graças à TV a cabo e a internet a gente descobre a merda que é a TV brasileira e suas figurinhas mais famosas.
Parabéns pelo texto, concordo plenamente. Aqui no Brasil não estamos acostumados com as pessoas dizendo o que pensam. A patrulha, principalmente de esquerda, é foda, e temos que aguentar cliches como criminoso é coitado e Jô Soares é o máximo.
“A coisa tá afro-brasileira pro nosso lado”
Homens criativos são sexies.
O problema é que muita gente se esconde atrás da palavra preconceito… vide tópico “Terapia Gratuita”…
Só de levantar a sua opinião, respeitando a do outro, já chamam você de fascista, ariano, Hitlerzinho e derivados…
Veja bem, nosso país, existem retardados que estimam colocar traficantes, estupradores, assassinos, genocidas e afins no mesmo patamar social de pessoas normais (normal seriam as pessoas que não fazem isso), então, o que se pode esperar ???
Adorei o texto.
Também não gosto de palavras politicamente corretas, porque quase sempre elas mascaram um “não saber lidar com a situação” e se vc não sabe lidar é porque aquilo não é natural pra vc. Então é como se a pessoa não fosse normal!
Tipo, dizer negro, preto, é igual dizer morena, loira, branquela, gorda, magrela, peituda, japonesa, baixinha, altona, barbudo, de óculos, etc.. características de referência.
A forma que a palavra sai, e o contexto da frase que mostra o preconceito. E não a palavra em si.
Esta do mendigo eu nunca havia escutado.. hauhauh
Mas como uma vez fui no teatro do Geraldo Magela, ele dizia que o povo não falava que ele era cego. Ele era PORTADOR DE DEFICIENCIA VISUAL.. hauhau Ai ele dizia que parecia perigoso aquilo. “Atenção sujeito portando deficiencia visual acaba de entrar no Salao” hauhau
Este lance de cor de pele é muito foda no Brasil.. Lembro que quando fui preencher meu cadastro pra fazer o ENEM, lá pergunta sua etnia.. AI dentre as possibilidades, eu olhava pra minha pele, olhava as alternativas. Conclui que minha pele tava mais pra amarela que pra parda ou branca, e o ENEM ganhou mais um oriental nas suas estatisticas!!!
Como que com 15 anos eu ia saber que amarelo era oriental!! hauhauahu
Enfim, nada a ver, mas deu vontade de contar isso!! hehe
Gostei…
“Porque eu não posso fazer piadas com meus amigos pretos, gordos ou viados, como eles fazem porque eu sou magro? Posso sim. E quer saber? Ele nem liga. Quem liga são os falsos “sem preconceito” desocupados. Isso sem falar que no Brasil morto vira santo.”
Sem preconceito um cacete. Bando de hipocritas…
Olá pessoal,
Acho que a referência do Dr. Feelgood ao post “Terapia gratuita” foi bastante feliz, pois pode nos alertar para várias nuances sobre a questão da liberdade de expressão.
Gosto muito da sagacidade e inteligência do Dr Love, assim como gosto do trabalho que o Dr Health faz de esclarecimento ao público.
Mas considerei abuso terem colocado a questão do Rodrigo para ser discutida e acabarem bloqueando a fala dele.
Este site nunca primou por uma fala politicamente correta, portanto porque o Rodrigo não poderia falar, xingar e esbravejar exatamente como alguns que o fizeram a favor do Dr?
Um abraço a todos, não quero desrespeitar ninguém. Mas, tive que falar pelo Rodrigo
Você roubou esse texto de dentro da minha mente. fdp
Eu gosto muito dos textos do Leonardo Luz, mas sou cara de pau e nunca visitei o blog do cara. Quanto aos comments da Deborah, não tenho nada a dizer… só pra passar no meu blog e dar uma lida no segundo ou terceiro post, não lembro… eu falo sobre racismo… Depois eu coloco o link aqui.
O Marcel falou tudo e mais um pouco…
E vale a pena repetir pra não esquecer:
Imaginem a revista Raça. Ela existe e possui o slogan: “A primeira revista dedicada à raça negra do Brasil“.
Imaginem a mesma revista Raça. Mas agora com o slogan: “A primeira revista dedicada à raça branca do Brasil“.
É mais ou menos por aí…
ok,ok,ok,
quem está falando de hipocrisia, faça um insight e veja se vc realmente é desprovido totalmente de qualquer preconceito!
será que vc não está sendo preconceituoso com quem acha que não é preconceituoso tratar os outros com respeito?
será que qdo vc for idoso vc vai gostar que te chamem assim:
_velho!, coroa! - (claro que só aos mais intimos é permitido como forma de trratamento carinhoso)???
que olhar vc dirige,dentro de seu carrinho confortável áquele pedinte na sinaleira? magro ou não, negro ou loiro,???
ou qdo vc está em seu ônibus com ar condicionado (ligado) prá aquele que tá indo a pé sei lá prá onde!!!???
no Brasil pode ser usado palavras como luso-brasileiro, ítalo-brasileiro e porque^não pode ser usado afro-brasileiro, já que em determinado momento a entonação que é dada á determinada etnia ( ele é um negro, aquela preta!), é de certo modo totalmente ofensivo,igual tbm qdo nos referimos assim: ah aquele portuga. ah Fulamno é um judeu por isso ele age assim.etc
Maldito:
o Brasil é o segundo país no mundo que tem o maior número de negros,
como nenhuma revista brasileira era voltada à essa maioria minoria foi necessário criar uma especifica que aborde assuntos muito importantes ao negro brasileiro como resgate a sua cidadania, auto estima,marketing e tbm assuntos referentes à moda maquiagem,etc.
Vc já leu um de seus exemplares?
Mesmo assim, Nunaína. Se fosse lançada uma revista para brancos você ia ser uma das primeiras a gritar que é racismo. Racismo é racismo, tanto pra lá quanto pra lá.
eu,como negra, na minha adolescência,junto com minhas amigas e irmãs líamos a revista Ebony, americana, pra termos dicas de moda,maquiagem, comportamento,pois nada disso existia em uma revista normal no Brasil,
como eu de pele marrom,cabelo crespo vou me guiar com um self help diferente de minha etnia?
vc vai dizer que imitamos os americanos,sim, como todo o brasileiro normal!
lLéo
toda revista brasileira é voltada para o branco
estamos falando dos temas a que elas se dirigem: moda,beleza, comportamento,
vc via uma negra na capa a poucos anos atrás?
imagina a Nova, elitizada como ela é..
ODEIO, ODEIO hipocrisia.
ODEIO chamar preto de negro. Odeio muita coisa..
mas somos obrigados a conviver..
quanto ao seu texto, EXCELENTE!!!
Toda revista é voltada para brancos? Isso só pode ser piada… E mesmo que fosse, nenhuma delas se diz para brancos. Seria racismo, assim como a Raça faz… E me diz: a moda dos negros é diferente? O comportamento? Isso não seria um auto-racismo? Síndrome de Woody Allen, que ouve as pessoas espirrarem e acha que o chamaram de judeu?
“Este site nunca primou por uma fala politicamente correta, portanto porque o Rodrigo não poderia falar, xingar e esbravejar exatamente como alguns que o fizeram a favor do Dr?
Um abraço a todos, não quero desrespeitar ninguém. Mas, tive que falar pelo Rodrigo”
O Rodrigo partiu pro ataque pessoal gratuito e desmedido. Vide comentários que ele fez e foram prontamente apagados. Quem fizer isso vai sim ser convidado a se retirar, Eterna Aprendiz.
Não vou deixar o chilique exibicionista-existencial dele transbordar aqui dentro.
Não vou sair respondendo cada um, vou responder genericamente os argumentos mais comuns.
1) Hipocrisia, para mim, é fingir que não tem problema nenhum chamar as pessoas de “preto”, “veado”, “aleijado”, “retardado”. Como se isso tudo fossem palavras ótimas, apenas descritivas, sem qualquer conotação pejorativa.
2) A eliminação do preconceito tem que começar de algum lugar. Por que não pode começar pela linguagem? Quando paramos pra pensar em uma forma mais respeitosa de tratar alguém, estamos mostrando que nos importamos.
3) Eufemismo é suavizar uma situação que seria ofensiva ou agressiva. Eufemismo é dizer que “o gato subiu no telhado”, ao invés de dizer que ele morreu. Eufemismo é dizer que “fez amor” quando fez sexo com alguém. Mas “negro”, “homossexual”, “deficiente físico”, são palavras que descrevem EXATAMENTE a característica da pessoa. Elas não suavizam nada.
A única diferença de “preto”, “veado”, “aleijado” para “negro”, “homossexual”, “deficiente físico” é que as primeiras têm conotação pejorativa, e as segundas, não. Aliás, qual a relação entre “veado” e gostar de pessoas do mesmo sexo? “Veado” é que é um eufemismo, se formos pensar bem, enquanto “homossexual” descreve em detalhes o que é a característica em questão (homo = mesmo/igual, gosta de pessoas do mesmo sexo).
E tem um outro lado: o que importa, mesmo, é como se sente a pessoa que está sendo denominada assim. É por isso que, entre amigos, muitas vezes são usados termos pejorativos, sem ofensa, porque a pessoa sabe que o respeito é subjacente.
Eu tenho um nariz grande, e não ficaria nada feliz se as pessoas se referissem a mim como nariguda. É uma comparação besta, mas acho que compreensível.
Ah, sim, e mais um detalhe. Alguém comentou sobre as piadas de português.
Meu ex-namorado é japonês, e ele ficava extremamente ofendido, algumas vezes, até magoado, com piadas de japonês. Mesmo não sendo verdade, machucava.
Imagino que não seja muito diferente com portugueses e negros.
É muito fácil partir da perspectiva de quem faz a piada, de quem usa o termo pejorativo, e dizer que não tem problema nenhum.
Cara, eu odeio racista… Branco racista, preto racista, foda-se, é uma merda!
Quanto ao pedinte que fica pedindo dinheiro em semáforo, pra mim, ele não passa de um vagabundo, porque se o cara quer trabalhar, até sair catando papelão ele sai, mas em vez disso, prefere ficar torrando o saco do pessoal que trabalha o dia todo.
Quanto a andar de ônibus com ar condicionado e tal… aqui onde eu moro, acho que só tem uma linha que dispõe dessa tecnologia, mas olho normalmente para o cara que tá indo a pé… mesmo pq eu ando muito mais a pé… pra ir trabalhar, a empresa libera ônibus.
Só trabalho de carro quando não tem ônibus no horário que eu faço, porque às vezes eu tenho de entrar às seis da manhã e sair meia noite por uma semana, o que dá mais ou menos quatro horas de sono por dia, ou ainda às vezes tenho de virar dois dias dentro da empresa por não conseguir resolver o problema… quando eu olho pra esses filhos da puta que ficam pedindo dinheiro que eu disse lá em cima, eu só paro e penso: “esse cara deve ganhar metade do que eu ganho, sem imposto de renda, sem inss, se ficar doente, tem hospital que cuide dele… Será que se eu oferecer a ele as mesmas condições de trabalho que eu tenho, ele vai topar???” É óbvio que não. Brasileiro é folgado e gosta de vida mansa.
Quanto ao linguajar rebuscado da puta que pariu, eu nunca disse (nem ouvi pessoas dizendo nas ruas) os termos luso-brasileiro, ítalo-brasileiro… seguindo a mesma lógica, eu nunca vou dizer afro-brasileiro…
Já acho um absurdo o feriado da Consciência Negra: mais uma prova que brasileiro é folgado e gosta de vida mansa. Fica inventando feriado à toa. Por que? Porque preto é zuado. Eu sou peludo e sou zuado por isso. Por que não criam a porra do dia da Consciência Peluda? E os carecas, aeroportos de mosquito, ninhos de pomba… Por que não dar uma porra de feriado pra eles também (pra nós, pq eu também sou careca)? Por que não ter o dia da Consciência Amarela, Branca, Verde… e por que não o dia da Consciência Arco-Íris, para os gays de plantão?
Quanto a ler essa revistinha de merda, não li e nunca vou ler. Minha opinião quanto à mídia que promove a discriminação racial é a mesma à mídia que promove bandidos ou putaria(como o rap e o funk)*: não merecem um mínimo de atenção e deveriam ser banidos.
*Sobre rap e funk, antes que alguém venha dizer: “mas isso é som de preto”… não é. Se for, eu não sabia, mas até agora, todas as músicas ou quase todas do primeiro gênero são escritas por pessoas que já cumpriram pena e são a favor da bandidagem, e quanto ao segundo, só fala de putaria.
By the way, tá aqui a porra do artigo.
Eterna Aprendiz…
Eu citei o outro tópico por que o Rodrigo fez exatamente isso, pessoas expressaram sua opinião e ele deu chiliques… e rotulou a gente de preconceituosos nas entrelinhas…
Déborah…
Vai me desculpar, mas o brasileiro se acostumou a viver se defendendo apelando pro preconceito… mas concordo que tem limites…
Não é por que o cara é Negro que irei chamá-lo de preto fedido, macaco (Alguém se lembra do Jogo do São Paulo, que o cara foi preso) ???
Mas piadinha ??? Tenha dó, todos somos alvos de piadinhas, eu que sou filho de mineiro, tem cara que me chama de bebum, sou branco e tem cara que me chama de Ariano, tenho nariz grande também e me zoam, não é por isso que eu vou me sentir magoado ou apelar pro preconceito… isso é chorou parou… não aguenta bebe leite…
Engraçado que essa questão do racismo, quando discutida, sempre começa com a mesma frase “Existe racismo no Brasil? Sim, existe, mas é velado, não é explicito…”
Sempre a mesma coisa: a nação racista brasileira, pelo comentário dessas frases, seria escondida, velada.
Ora, em primeiro lugar, se o racismo é velado, não é racismo, já que não hostiliza diretamente determinada raça. O que a pessoa sente no íntimo é problema dela, o que importa é que ela não exteriorize. É muita pretensão querer excluir de todas as pessoas sentimentos racistas. O que se precisa é que o racismo não obste o direito de ninguém, e a mim parece que isso no Brasil nunca aconteceu. O racismo não deve ser exteriorizado, não deve virar lei, não deve servir para ofender, maltratar pessoas de determinada cor, raça ou religião. Não podemos deixar que o racismo impeça que todos sejam iguais perante a lei. Agora, se o sujeito pensa como racismo é ridículo querer mudar a moral da pessoa dentro de uma mesma geração, o que podemos esperar é que essa pessoa com pensamento racista não possa exteriorizar isso em ações que impeçam a raça odiada de exercer seus direito e cidadania.
Outra coisa… o Brasil não é racista, ou seja, não existe nem nunca existiu racismo institucional, por lei, como aconteceu nos EUA. O que acontece aqui é a existência de pessoas racistas, no máximo grupos racistas, que são hostilizados pela maioria (se a maioria não fosse contra o racismo não teríamos uma das leis mais pesadas contra racismo).
Dr. Feelgood,
o que estou questionando é exatamente isso: essa mania de zoar tudo o que é diferente.
E outra coisa: piada de mineiro não é nada ofensiva, pelo contrário, mineiro tem fama de esperto e come-quieto. “Ariano” não tem absolutamente nada de ofensivo (nem vou entrar na discussão de porque chamar um branco de ariano não é preconceito, porque aí ia dar ainda mais pano pra manga).
Preconceito é acusar o diferente como sendo ruim. Preconceito é dizer que japonês tem pau pequeno, português é burro, negro é ladrão. Isso é preconceito.
Agora, se é preconceito socialmente tolerado, ou se alguma parcela de preconceito é “normal”, ou se o brasileiro tem essa mania de ir aceitando tudo de qualquer jeito, é outro problema.
Mas que é preconceito, sim, é. E, como eu disse, é muito fácil defender isso tudo, e falar que não tem problema nenhum, estando do lado de quem não tem que se preocupar.
Cara,
que texto foda. Sensacional mesmo! Meus parabéns!
É verdade que qualquer defunto vira santo no Brasil, o que é mesmo lamentável, mas não consigo entender essa determinação em achar que tudo que ocorre nos EUA é absolutamente “fodástico” se comparado com o que ocorre aqui.
Este modo de falar/agir dos estadunidenses não se deveria ao fato de que lá o racismo é algo escancarado, completamente diferente da dissimulação que existe por aqui? Paremos de tentar copiar tudo que é exemplo deles, seja por nossas peculiaridades sociais que não permitem comparação, seja por não servirem como exemplo (modelo) para nada, mesmo. Devagar com esse andor.
P.S.: Se todo o livro for tão bem sacado quanto a foto da cena de “O Sétimo Selo” que ilustra a capa, realmente, vale a procura.
Se tivéssemos que apontar a primeira revista dedicada à raça branca do Brasil seria uma briga de foice em corredor apertado.
Certamente todas as anteriores à “Revista Raça” ficam empatadas em 1º lugar com louvor, mesmo sem ter que se auto-intitular assim.
E se alguma coisa mudou nelas de uns dez anos para cá, por exemplo, acho que a “Revista Raça” também teve a ver com isso. Felizmente.
Alguém falou algo que eu concordo ai em cima.. (Não achei de novo o nome)..
Uma coisa é vc falar preto, negro, outra coisa é falar macaco, carvão etc…
Tem gente que fala pro outro.. “Estes negros fazem isso isso.. e bla bla bla” Como se isso fosse defeito. Isso é preconceito.
MAs vc virar pra alguem e tomar como referencia esta caracteristica, cai naquilo que falei é só mais uma caracteristica.
O importante da revista Raça é as caracteristicas de beleza pras mulheres, que realmente nas revistas “comuns” não tem muito. Os padroes das modelos é outro.
Eu mesma que tneho cabelo ondulado tenho dificuldade em ver cortes e penteados que não sejam pra cabelos lisérrimos.
Agora pros homens, não sei qual a diferença. Pois tudo que um homem branco faz , o negro, o amarelo, o pardo, faz tb!
Débora, quanto às piadas de mineiro, não é bem por ai não. Eu sou mineira e já escutei coisas bem pesadas! hehe
E agora to morando em goiania.. e não posso deixar de usar o típico “tinha que ser goiano mesmo”…
Nós temos muitas expresões que são preconceituosas como “Fez uma baianada”…
Acho que não é só a palavra que conta, mas a intenção. Uma linguagem educada com a idéia que a pessoa é inferior machuca tanto ou mais que o contrário.
O pessoal faz piada de goiano?
¬¬
Isso foi uma mega ironia né Maldito?
Tem aquela do Goiano que se chamava Manoel, conhece?
Ih, puta discussão boa.
Mas, vamos ao que eu penso: não concordo com todo o texto do cara ai. Ponto.
É engraçado, e isso vai muito da formação, criação de cada um. Eu sou de SP, mas meu namorado é do RS, e lá piadas de negros ou qualquer coisa relacionada a nordestinos é extremamente NORMAL. Esse tipo de coisa faz parte desde cedo de todos eles, então isso é uma maneira corriqueira deles se referirem, ‘coisa de preto’, etc.
Eu não chamo negro de preto, ou gordos de gordos, deficientes de aleijado porque simplesmente acredido que ELES não queiram ser DEFINIDOS dessa maneira. Porque, teoricamente, eles são minorias, eles não são ‘aceitos’, não são ‘normais’, e vivemos numa sociedade que PREZA POR PADRÕES.
Se um cara branco chamar um de PRETO, se uma magra chamar outra de GORDA, vai soar como preconceito sim. Não todos, mas certamente a maioria se sente ofendido por essas nomenclaturas.
Enfim, é um tema que gera muita discussão, mas o que falaram ai em cima, depende de com quem se fala, a situação… se você não conhece a pessoa ou está no meio de várias na mesma ’situação’, você não vai (ou não deveria pelo menos), falar ‘aquele preto ali’, ‘aquele gordinho’, etc etc etc.
Bem Gente…
Em 1º lugar devo parabenizar nosso escritor de hj (esqueci o nome de tanto ler comentário) realmente é isso ai
2º Jonny
Qual é a 5ª emenda norte americana?
3º Quero dizer o seguinte: Dependendo do tom que vc dá a uma palavra ela será passiva de ser considerada ofensa sim
Ex: Seu Afro-Descendente de merda!
(Não importa se está escrito “politicamente correta” ou “tucanizada” como prefiro ela estará ofendendo de forma racista mesmo se estivesse com outra denominação
Tb li que teve pessoas que ficam magoadas por causa piada
Sinceramente?
Acho que o kr tava a um passo de ter “excesso de glicose no excretor de partículas não-digeridas” ou com cú doce fala não politicamente correta
PelamordeDeus!!!
Se ofender com piada ???
É a mesma coisa que eu me senti ofendido com piada sobre o meu time de coração: “Corinthians” (diga-se de passagem feliz por termos ganhado do time de Alagoas)
Chateado fico tb mas se expor como o kr …
E alendo mais
Vcs duvidam que ELE tb não fazem isso?
Como Jô Soares disse uma vez:
Não aceito ser chamado de Obeso!!
Prefiro ser chamado de Gordo. Pois parece que quando falam que estou Obeso eu fico ainda mais SEM comer NADA
Hmmmm… uma coisa é criticar o discurso politicamente correto. Outra é assentar em cima do rabo da primeira emenda para justificar seu hatespeech.
A pontinha da orelha da intolerância já está aparecendo…
(Eu e a minha turma temos umas duas ou três piadas de Goiás, que não vou contar aqui pois não acho que essas coisas pertençam ao discurso público
Nati, a pergunta sobre a mega ironia se refere às piadas de Goiás?
Se sim, não, não foi mega ironia… eu nunca ouvi nenhuma piada de Goiás na minha vida…
Isso é sério…
As piadas de mal gosto que eu conheço são de judeu, preto, nordestino, mineiro, gaúcho e português… acho que só…
Também tem uma piadinha tosca que eu ouvi de paraguaio… vou até transcrever aqui, mas aviso que é tosca, se ninguém rir e falar que foi uma bosta de piada, eu já aviso pra não perder o tempo e parar de ler esse comentário agora:
O paraguaio chega no Brasil para um cara e diz:
- Yo soy paraguaio! Vim para te matar!
- Para o que?
- Paraguaio!
[FIM]
É Maldito, a ironia é a respeito das piadas de goiano mesmo.
Vc nunca ouviu??
Assim, eu agora não lembro uma específica. Mas o que mais rola a respeito dos goianos, são coisas que induzem a crer que eles são bem burros e lerdos. hauhau Demoraaamm a entender as coisas!
Mas assim, tem umas coisas que me matam aqui mesmo. Por exemplo, tem uma rotatória (aqui tem muiiitas) que acaba em uma contra-mão!! Vc tem q entrar na contra-mão, para depois pegar sua pista! Oo Isso que é coisa de goiano!! hauhauha
Entendeu???
Mas eu gosto desta terra!! (Gostava mais antes de descobrir o tanto de mulher que tem aqui)
Bjim
Entendi…
bom…
pelo visto eu sou mais goiano que o pessoal daí…
hahahahaha
abraços.
Nati> verdade, piada que eu mais ouço por aqui desde que vim pra Brasília é de Goiano! é pior do que Paulista x Carioca! fala sério! rs…
É johnny a rivalidade é antiga, mas ainda nao escutei nenhuma piadinha.
Na verdade as piadas são as mesmas só muda o personagem.
Foi legal o encontro de blogueiros?
divertidaço! to tentando agitar o povo pra fazer o próximo no stadt bier rs… especialmente se eu já tiver mudado pro meu apê, que fica na quadra ao lado!!! =D
Eu absolutamente ADORO a piada do assasino paraguaio, e para mim é uma piada extrememente fina, que revela a importancia relativa das coisas para as pessoas. Eu a conheço em uma versão iferente:
“Uma mulher ouve três batidas violentas à porta e abre, é um homem estranho, que lhe diz:
— Yo soy El Paraguayo — tu marido me ha llamado para matarte.
— Para que!?!
— Pa - ra - gua - yo !!”
O mais importante não seria o nome que você usou para designar a pessoa, mas a forma usada.
Pessoas que se consideram acima de outras geralmente tentam ofender os outros usando os termos que você disse ali em cima como preto, deficiente, pobre, etc. Acho que por isso existe a tentativa de ser politicamente correto.
Agora, por que não deixar de reduzir as pessoas a uma característica física ou social? Afinal não são essas que definem a pessoa e sim o caráter dela para com outras.
sou contra a qualquer tipo de ofença para qualquer tipo de cor, opção sexual ou deficiência, se você não tem intimidade com a pessoa por exemplo, acho que assim como os deficientes fisicos e homossexuais defendem seus direitos e espaço na sociedade, provando serem capazes de desempenhar seu papel na sociedade, devem ser respeitados como cidadões normais, suas opções e deficiências acabam gerando limitações que eles sabem que terão que conviver. Quando se fala de negros ou (pretos) que pra mim é a mesma coisa, mas preto soa um pouco mais pesado que negro não podemos negar isso, nesse caso eu tenho um exemplo, no ramo que trabalho presto serviços a concesionárias de automóveis, e estando lá presenciei uma familia de negros, o pai, a mãe e duas filhas que deviam ter mais ou menos 10 e 12 anos, eles estavam deixando um altomovél popular de uns 8 anos de uso e pegando um modelo zero Km da mesma linha, fiquei emocionado de ver um trabalhador pois via se que era uma pessoa humilde que fez questão de levar toda a familia pra presenciar isso, a alegria da mulher e filhas de estarem adquirindo aquele bem, e a maneira como a vendedora o tratava, pois ela tratava como um cliente normal, que está pagando por aquilo e tem os mesmos direitos de qualquer outro que estivesse lá. Entre essa cena, ou tantas outras que vejo, de colegas de escola que tive negros que trabalhavam e estudavam assim como eu, representavam pessoas muito mais fortes que qualquer ofença que tenham sofrido. Esse sim é o negro que quero ver no meu pais, não como aqueleles Jogadores de futebol qual tivemos exemplos que vieram do nada, ficam podres de ricos e não tem mais onde enfiarem dinheiro dae um argentino vem e chama de macaquito ou vem outro e efrega mostrando a cor que não é preta, dae eles ficam dizendo que estão ofendidos, que querem processar os caras e ficam se fazendo de coitadinhos, vão tomar no cú, esses sim são a parte suja dos negros, os negros que envergonham sua cor e seu pais, enquanto eles não admitirem que são iguais aos brancos os brancos não vão admitir que são iguais a eles, pois eles mesmos fazem questão de ficarem se diferenciando.
Já vi um monte assim aqui! O mais legal é que muitos ainda vem aqui concordar com sua opinião.
Hipócrita: Palavra que devia ter capítulo especial no ensino fundamental para seu estudo e compreensão do seu real significado.
Isso sim é PdH!
Pode até não fazer diferença, afinal, os acessos são inúmeros neste blog, mas meu acesso tem sido cada vez menor com tanto conteúdo fora do tema.
Lifestyle Magazine.
Sinceramente acho que o preconceito não está na palavra mas na forma como ela é proferida, é como costumo dizer, vc pode mandar uma pessoa tomar naquele lugar e ela te pagar uma cerveja feliz, enquanto pode chamar a outra de bonita e ela partir para a porrada.
Tenho amigos pretos, gordos, gays e não me sinto melindrado e nem os chamo por palavras politicamente corretas, não vejo necessidade disso, mas respeito quem acha que fazendo isso está sendo mais educado ou qualquer coisa que o valha, como disse não me importo com a palavra e sim como ela é dita, op contexto é o importante.
Hipócrita é ao invés de dar educação de qualidade criar um sistema de cotas privilegiando raças, ou etnias, mas isso é uma outra polêmica que não está em discussão por aqui…
Uma coisa que eu li uma vez e que é impossível negar: ” Uma pessoa só ofende a outra com algo que ela se ofenderia também.”
Ou seja, eu chamar alguém de gordo, achando que aquilo vai diminuir a pessoa, mostra que eu me ofenderia se assim fosse chamada.
Se eu vejo o outro como igual , nada que saia da minha boca terá caráter ofensivo.
Concordo com o que disse. Sou negro e não ligo em ser chamado de negão, preto e etc.
Porém, cada caso é um caso. Quando meu amigo me chama assim eu levo numa boa mas um outro que eu não conheça já é diferente, eu não aceito. Não pela palavra mas pelo sentido que o outro pode ter dado, pelo objetivo dele. Dizer na intenção de diminuir o outro. E ser negro não é mais nem menos que ser amarelo, branco, vermelho, rosa…
É isso que devia ficar claro.
A D O R E I o texto!! d+++
simplesmente tudo que eu penso, hj o mundo ta mt hipocrita.. mas eh aquilo, td eh processo hj em dia ne .. rs
Pela 1ª Vez!!!!
Concordo com vc Mega X
Esses que abusam é os que são a escoria da raça
13 de maio de 1888 - Lei Áurea
Alguém consegue comemorar alguma coisa nessa data, Santo Antônio é muito mais lembrado que qualquer outro fato histórico.
Sem palavras!
O texto é condizente com situação mundial que engloba e incentiva todos os tipos de preconceito e depois injeta a idéia do politicamente correto para nos sentirmos menos cretinos em relação a isso. Aconselho as pessoas a assitirem de novo o filme Crash - No Limite e sintam a cruel realidade das relações entre as etnias.
definitivamente acredito que esta nostalgia abundante é a mais pura falta do que fazer, simples tempo livre para pensar, sem ofender…Obituários de NYT…?
Nós temos”MACHADO DE ASSIS”.
Dr. Love, Você é um profeta…