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A cilada do parto domiciliar


Publicado por Mauricio Garcia em 04.5.2008 às 21:04 em Colunas, Dr. Health

Quero abordar desta vez um tema muito em voga atualmente, até associado a um certo romantismo por parte das gestantes, uma espécie de “volta aos bons tempos” de quando os bebês nasciam naturalmente, e em casa. Me refiro ao parto domiciliar e às chamadas casas de parto.

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Nosso doutor tem baixa tolerância a clichês e frases feitas

Cabe ressaltar que não se trata de uma discussão sobre parto normal x parto cesariano. Não quero discutir sobre vantagens de um, complicações de outro, apesar de já estar bem claro que o parto normal tem bem menos complicações que a cesariana.

Enfim, há uma tendência ao retorno do trabalho das “parteiras”, ou então das chamadas casas de parto, apenas com o auxílio de uma enfermeira obstétrica. Leia-se, sem a supervisão de um médico.

Não se trata de “querer defender o filão dos obstetras” (coisa que nem sou, aliás) ou querer prejudicar outros profissionais da área de saúde, mas o parto sem assistência médica especializada é de uma irresponsabilidade sem precedentes.

Provo meu raciocínio a seguir

A literatura mostra que 80-85% dos partos normais ocorrem sem anormalidades, e até por isso a humanidade pôde chegar até aqui. Nestes casos, a criança nascerá até sozinha. Com a presença de um profissional de enfermagem bem treinado, reduz-se bastante o sofrimento de  mãe e feto em relação ao parto sem assistência nenhuma. Até aí tudo bem. É uma forma de humanizar o processo, tão mecanizado nos dias de hoje.

Contudo, quem se ligou nos números deve estar perguntando: “Mas e os outros 15-20% ?”

Justamente aí está a cilada do parto domiciliar. São taxas de complicações que tornam imprescindível a presença de um médico, fato que não acontece no parto domiciliar. E se a logística de uma casa de parto for boa, esta se localizará próxima a um hospital. E mesmo assim não é o ideal.

Uma questão que leva gestantes a procurar alternativas ao parto em hospitais, é a aparente frieza destes e dos obstetras. Muitos obstetras acabam superindicando cesarianas por conveniência própria (ou outro$ fin$ meno$ nobre$). Além disso, procedimentos como a anestesia, tricotomia (raspagem dos pêlos) a episiotomia (corte na parede vaginal para facilitar a saída do bebê) são de rotina quando da admissão da gestante em ambiente hospitalar.

Na casa de parto, inegavelmente há um calor humano maior, maior naturalidade no processo, inclusive todo uma preparação para o evento. Mas e caso ocorram eventualidades? Muitas vezes não dá tempo de remover a gestante, se o parto for domiciliar então, complica de vez. Isto pode custar uma vida. Isto pode causar seqüelas irreversíveis na criança. Aliás, pode custar até duas vidas, mãe e bebê.

O que pode dar errado num parto normal?

Alguns problemas que requerem intervenção adequada.

baby-tarzan

Nascer na selva é lindo, mas essa cobertinha veio da Tok Stok

- Apresentação pélvica : A criança, ao invés de sair com a cabeça primeiro, sai com o bumbum primeiro. Pode ocorrer da cabeça entalar na pelve, e isto pode requerer manobras específicas para retirada da cabeça, bem como uma cesariana de urgência. A perda de tempo significa falta de oxigênio no cérebro da criança, o que leva primeiro a um quadro de paralisia cerebral, e se prolongado, ao óbito.

- Descolamento prematuro de placenta : Pode precipitar o parto tanto como ocorrer durante. Causa hemorragia profusa, com sofrimento fetal agudo, e pode matar a mãe tanto de choque hipovolêmico (ela precisará de uma transfusão e de um CTI, provavelmente) como de problemas de coagulação, e nestes casos, se o sangue não coagular, estará indicada uma histerectomia (retirada do útero) de urgência.

- Dor incontrolável : Que o parto dói, todo mundo sabe. Porém há casos mais graves, que necessitam de controle feito por anestesista. As pessoas têm limites de tolerância diferentes, e a supervisão por profissional anestesiologista é fundamental.

- Cuidados com o recém-nato : Num parto realizado em hospital, logo após a saída do bebê, este é levado a uma espécie de incubadora, onde um pediatra presta a primeira assistência, avaliando as condições respiratórias e cardíacas do bebê.

10% dos recém-natos precisam de algum procedimento específico para iniciar a respiração, e 1% de medidas bastante agressivas para sobreviver. Muitas vezes, o tempo que se tem é de SEGUNDOS, de diferença entre vida e morte.

Implicações legais e práticas

A Agência Nacional de Saúde lançou um novo rol de procedimentos e eventos que fere a legislação vigente, ao permitir a cobertura dos planos de saúde aos partos feitos exclusivamente por enfermeira obstétrica.

Qualquer profissional sabe que um parto mesmo classificado como de baixo risco, pode se tornar subitamente uma emergência que exige profissionais médicos experientes e todo um aparato específico, coisa que só um hospital bem equipado pode fornecer.

Segundo determinação do Conselho Federal de Medicina, o médico não pode emitir declaração de óbito nos casos em que houve atuação de profissional não-médico. Cria-se um sofrimento a mais para a família de um eventual recém-nato morto, pois obrigatoriamente, o corpo vai para o IML.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o atendimento médico aos recém-nascidos. Desta forma, a conseqüência da medida da ANS é deixar mãe e filho em situações de risco.

Em números

Até meados do século passado, no tempo das parteiras em casa, morriam 150 mulheres a cada 100 mil partos com bebês nascidos vivos.

Nas últimas décadas, graças à melhoria de condições hospitalares e ganho de conhecimento tecnológico, tal índice caiu para 51 a cada 100 mil. Número ainda alto perto do recomendado pela ONU (mais que o dobro), porém significa a preservação de milhares de vidas. Ignorar tais benefícios é um retrocesso inaceitável, que coloca gestantes e recém-nascidos em situação de risco.

Concluindo

A imensa maioria dos partos não causa problemas. Porém, não cabe falar em gestação de baixo risco, pois uma destas pode se tornar de alto risco em questão de segundos.

O intento deste texto não é diminuir ou denegrir a participação de demais profissionais da área de saúde quanto da humanização do parto, porém, a ausência de um aparato específico pode custar vidas. Risco que definitivamente não vale a pena correr, 15 a 20% pode não parecer muito, mas em se tratando de um país com alta taxa de natalidade como o nosso, isto significa milhares de vidas em risco.

Dr Health, que se arrepende de não ter feito nenhum parto na faculdade, pois havia escolhido a ortopedia muito cedo e focou sua formação nela. Deve ser um momento inenarrável.

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Mauricio Garcia é flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico. Ele é o nosso grande Dr. Health.

Outros artigos escritos por Mauricio Garcia

  • Oi pessoal,

    Sou o Pablo Fernandes, Gerente de Comunidade do PapodeHomem. Pra quem não sabe qual é meu trabalho, lá no fórum tem uma boa explicação.

    Estamos trancando os comentários de alguns artigos, pois não temos como responder a todas as perguntas que surgem. Se não conseguimos prestar esse serviço com total dedicação (tampouco nos propomos a isso), é melhor não abrir esse tipo de comunicação.

    É inviável para os autores responderem detalhadamente todos os questionamentos, uma vez que os casos tem particularidades que devem ser analisadas por um especialista.

    Dessa forma o PapodeHomem se isenta de qualquer responsabilidade sobre as ações tomadas com base no conteúdo genérico do artigo acima.

    Agradeço pela atenção e a todos que já participaram nos comentários.

    Abraço
  • Ana Carolina Balan
    Como seu texto não tem nenhuma referência de pesquisa, pode-se concluir que tudo o que foi dito é simplesmente a sua visão sobre o assunto. Uma vez que é um texto colocado na rede, me senti à vontade para também falar, afinal, esse parece ser um site bastante visitado e, por isso, ideias divulgadas de forma errônea e preconceituosa acabam se tornando um desfavor.

    Faço parte de um grupo de pessoas que luta com muito afinco pelo respeito à gestante e parturiente. A maneira que nos tratam no hospital é humilhante e nos levar a uma cesárea sem necessidade então, a meu entender, é um crime. Posso dizer categoricamente porque tive a infelicidade de ter um parto em hospital e não recomendo isso para ninguém. Daqui a poucos dias terei meu tão esperado parto domiciliar e posso lhe garantir que isso não tem nada de "romântico" ou de modismo. Passei nove meses me informando e, tenha certeza, estou tomando a melhor decisão.

    Afirmo isso por vários motivos, um dos quais você mesmo me ajuda a dizer: "A imensa maioria dos partos não causa problemas. Porém, não cabe falar em gestação de baixo risco, pois uma destas pode se tornar de alto risco em questão de segundos." Se a imensa maioria, como está sendo dito aqui, não causa problemas, por que devemos sujeitar todas a tratamento de risco?? Não tem lógica... a imensa maioria também não está sujeita a problemas de coração, mas como alguns poucos estão vamos fazer transplantes em todas as pessoas??? A imensa maioria não tem cáries, mas como poucas pessoas podem ter, vamos tratar todos os dentes?? Isso é praticamente insano... se algumas gestações são de risco, ESSAS gestações devem ser tratadas, acompanhadas por médicos que se especializaram nisso, e só.

    Li uma entrevista de uma parteira portuguesa e ela afirma que nenhum parto dela virou cesárea. O motivo disso é a experiência dela, 30 anos de experiência, aliás. Nenhum parto dela teve complicações porque ela só aceitou acompanhar gestações que eram, digamos, "seguras".

    Por que submeter todas as mulheres a um momento tão humilhante, sendo que ela poderia ter a experiência mais linda e sublime de sua vida?

    A menos que querer um tratamento respeitoso e íntimo, um momento único com o pai de seu filho, que é tão resposável pela gravidez quanto você, seja só "romantismo"; que querer que seu filho tenha ainda mais um tratamento respeitoso do que o que você recebe e nasça cercado de amor e carinho, ao invés de canos entrando por todos os buracos possíveis e mãos agrassivas lhe esfregando; que querer estar na intimidade de seu lar, quando você está vivenciando seu momento mais íntimo, ao invés de estar com as pernas arraganhadas, feito um frango assado, na cara de um médico frio e insensível, que fica te cortando e esticando e dizendo para você fazer força de cocô (???), seja "frescura" ou pior, irresponsabilidade...

    Pena que tudo o que eu escrevi de nada vai servir, pois o meu comentário provavelmente não será lido, ao contrário de seu texto, preconceituoso, ofensivo à femilidade e totalmente sem informação.
  • Maurício,

    Lamentável seu texto.
    Fico decepcionada de ver um texto tão ruim vindo de alguém que simplesmente não estuda os fatos antes de escrever alguma coisa. E fica repetindo artigos prontos e exaustivamente não embasados em números e fatos reais.
    As Casas de Parto SEM MÉDICO (HOHOHO) tem números infinitamente melhores e mais seguros do que qualquer hospital ou cesareana.
    E não falo de números aletatórios. Falo de percentual que iguala a avaliação de qualquer situação.

    A chance de se morrer de complicações de parto numa casa de parto é infinitamente menor do que os partos assistidos pelos médicos...Aliás, é raro encontrar casos de óbitos em atendimentos feitos ou iniciados em Casas de Parto. RARO.
    Aliás, os partos assisitidos por médicos, leia-se 80% cesareanas, altamente técnicas e em centros cirúrgicos cheios de tecnologia e saber, são a maior causa de morte no parto.Aliás, uma classe profissional que faz 80% de partos cesareanos, ou seja, opera sem necessidade clínica, não é algo que possamos classificar como confiável.

    Bem...depois disso, encerro aqui e vou para a segura pré-história...rs...

    Seu apelido deveria ser Dr. Unhealth :)
  • Lyla
    Prezado Dr. Health, os processos por erros de profissionais de enfermagem existem sim. Para isto há os conselhos da categoria.
    Não sei se são mais ou menos "perniciosos" que os processos por erros médicos. Acredito que os erros médicos sejam mais evidentes por serem vocês quem determinam as condutas, pelo menos nos hospitais.

    Respondendo à indagação: se um óbito ocorre em uma casa de parto, claro que a responsável será a obstetriz ou enfermeira obstétrica que estiver lá. O médico irá constatar o óbito e não se responsabilizar por ele.

    Óbitos nestes tipos de serviço são eventos muito raros, se você fizer uma leitura cuidadosa do assunto irá perceber isso.
    Alguns trabalhos chegam a sugerir que os partos domiciiliares ou em casas de parto são até mais seguros que em ambiente hospitalar.
    Sugiro que digite em alguma base de dados "normal birth center", "freestanding birth center", "casa de parto" e "centro de parto normal", a literatura sobre isso em outros países é vasta (claro que ainda há muito o que pesquisar). E nossos resultados nada deixam a desejar em comparação, como já mencionei no comentário 206.
  • Camilla
    Seu artigo até poderia valer alguma coisa, se na sessão "números" você apresentasse as estatísticas de morte em partos domiciliares, comparadas com morte em partos no hospital, para gestação de baixo risco.
    Caso contrário, tudo o que você disse é apenas a sua opinião. Sim, qualquer parto, mesmo de baixo risco, pode ter complicação. Assim como qualquer parto no hospital corre risco de infecção hospitalar. Precisamos ver os números.
  • Nimue
    Engraçado, não vi comentários sobre Cesariana (cirurgia) e Parto Normal.
    O que mais vi no seu texto foi desinformação.
    Desinformação sobre parto, sobre mulher, sobre nascimento e tb sobre o que acontece no meio medico.
    Estamos de volta a caça as bruxas, que de bruxas a maioria num tinha nada e só foram perseguidas por saberem mais.
    Quem diz que a enfermeira não sabe o mesmo que o médico?
    Quem comprova que ela n]ao vai ser capaz, na casa de parto, de acompanhar o parto de uma mulher?
    Quem disse que a Casa de Parto não tem um serviço para emergencias reais medicas que levem ao uso necessário de uma cesárea?
    Quem disse que as mulheres não tem acompanhamento antes de chegar a CP?
    Mais que tudo isso:
    Quem disse que Bebês sofrem para passar no canal de parto?
    Como você comprova isso?
    Não existe estudo que comprove esse sofrimento.
    Por favor, parem de conjecturas.
    Deixem que a natureza siga seu curso e que seja NORMAL dar a luz e não se submeter a uma retirada cirurgica do filho de sua mãe...
  • Dr Health
    Mais ou menos, Marisol

    O médico estuda 6 anos para ser clínico geral. Só depois vem a residência. Dá os mesmos 8 anos, mas do jeito que vc colocou, parece que nos formamos com 4 anos de faculdade. E são 6.

    Um cirurgião vascular por exemplo, tem que fazer 6 anos de faculdade, 2 de residência em Cirurgia Geral, e mais 2 em Cirurgia Vascular. DEZ ANOS.

    O neurocirurgião, não precisa da residência prévia em geral, mas tem SEIS anos de residência, se não me engano. DOZE anos de estudo!!!

    No meu caso, foram "apenas" 9.

    E já que é a "mesma coisa", por que os processos por erro médico são tão mais perniciosos que eventuais processos por "erro de enfermagem" (se é que existem)? Aliás, a bomba sempre cai na mão dos médicos, nesses casos. Me pergunto, se ocorre um óbito numa CP sem médico, QUEM SERÁ RESPONSABILIZADO???

    Pq se o médico estivesse lá, a bomba estouraria na mão dele. Mas se não está, fica por isso mesmo???

    Direitos iguais, ÔNUS IGUAIS.
  • Dener Altheman
    Em passagem, venho somente a contribuir em minha experiência como pai.

    Percebe-se que a inclinação do texto não deu-se à elucidar sobre partejar e as intervenções "de fato" necessárias. Seria em salvo se o autor colocasse o outro reflexo do parto em casa e as então ciladas das cesarianas e hospitais. Vê-se por fim a infelicidade do título.

    Realmente, carece de visitas (citado como IBOPE!) o artigo e os comentários; afinal, nada mais digno e benigno do que o nascer de uma criança.

    Trago que o texto em seu início dá em grifo: "apesar de já estar bem claro que o parto normal tem bem menos complicações que a cesariana". A tese da USP indicadada no #206 poderá ser útil a um maior conhecimento da ciência médica obstetra e neonatal.

    Meu filho nasceu plenamente saudável num parto domicilar, com a presença de médica, enfermeira e doulas.

    Passamos por vários médicos que diagnosticaram: possível pré-eclampsia (pressão alta), cordão umbilical pequeno, cordão enrolado no pescoço (ele realmente nasceu todo enroldo no pescoço e no corpo), retardo de crescimento, perda de líquido amniótico, possibilidade de sofrimento fetal no parto, obsidade da mãe, posição de "atravessado na barriga"... e outras ademais que faço questão de esquecer...
    Em suma: cesária "corretamente" indicada: vocês fazem parte dos 20%!

    Minha esposa e eu nos informamos muito sobre gravidez e parto, principalmente das ciladas dos médicos e indicações de cesárias.

    Como homem, indico a experiência aos homens, a de conhecerem sobre o parto, indepedente da via "escolhida ou necessária". É impar para o homem ser o pai que ajudou a mãe a colocar o seu filho às luzes do mundo. Isso levo comigo.

    Mães que lerem, vocês terão um filho, informem-se ao máximo por ele.

    Há então um já ditado: "que nós procuramos mais informações numa compra de geladeira do que sobre como nosso filho é concebido, vem ao mundo e deverá ser cuidado".


    Grato pela experssa atenção
  • Marisol Almeida
    Já tive professora enfermeira que realizou parto de uma criança em apresentação pelvica, SOZINHA pq o Sr. Médico estava bebado e dormindo, e não se levantou para prestar atendimento.

    O que indigna a classe da enfemragem é que os julgamentos são tão infundáveis, se pegarem o levantamento curricular de enfermagem X medicina, são as mesmas matérias, com abordagens diferentes.

    O que muda é a residencia de 2 anos que a medicina exige.

    Ja reparou que um medico estuda 4 anos para ser clínico + 2 de residencia, totalizando 6 anos, e se quiser ser especialista, + 2 anos! totalizando 8 anos

    O enfermeiro obstetra, estuda 4 anos (agora será 5 anos, pois a grade curricular aumentou), não exige a residência apenas o estagio supervisionado, e se quiser ser especialista mais 2 anos. Como o caso da enfermeira obstetra!

    O que indigna é o seguinte, por que duvidar da competencia da enfermagem.

    As pessoas poderiam subestimar menos o conhecimento dos enfermeiros. Que são Doutores, assim como os médicos.
  • Dr Health
    Pode até ser, Trinity. Entendo sua raiva. Tá perdoada de antemão. Que tal falar na boa, como a Leticia acabou de fazer aqui acima?

    Mas no meu diploma continua escrito Universidade Federal do Rio de Janeiro... Isso não vai mudar. Turma de 1994, segundo semestre. Colação de grau em 5/7/2000, no Riocentro. 6 anos frequentando o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho. (9, na verdade, pois também fiz residência lá)

    Believe it or not.
  • Letícia Lemos
    Dr.,
    Acho incrível que o índices da Holanda sejam dos melhores do mundo! Na Holanda é rotina partos de baixo risco ser em casa com parteiras e não morrem 150 mulheres a cada 100mil partos! Minha prima mora lá e teve os dois filhos em casa, no primeiro foi transferida para o hospital durante o expulsivo para usar o vaco-extrator, sem pressa, sem correria e nada de mudar o quadro em segundos.
    Existem partos muito rápidos que, às vezes, nem conseguem chegar no hospital, mas a grande maioria demora horas e horas, nada de segundos e segundos.
    Desculpe, mas acho que você me parece com pouca informação em relação a partos chamados "naturais" e a casas de parto.
    As casas de parto tem um protocolo extremamente restritivo pra o aceite de mulheres e ficam muito próximas a hospitais!
    A escolha das mulheres por partos mais "humanizados" é decorrente não da "aparente frieza" dos hospitais e obstetras, mas da real frieza de todo o sistema em relação ao parto sem intervenções!
    Existem diversos casos de problemas decorrentes das inúmeras intervenções e falha no atendimento hospitalar que fazem com que o número de cesárias em certos hospitais particulares de SP seja de 100%!
    As mulheres sem a devida informação acabam, na maior parte das vezes, em cesariana com 85% de chance de ter sido desnecessária! A não ser que cheguem no hospital com 9cm de dilatação!
    Veja o filme, Nascendo no Brasil, leia O Parto Ativo, Nascendo Feliz, converse com Obstetras que não sejam cesaristas, tente se informar bem antes de dizer que a opção por esses tipos de partos é de uma irresponsabilidade sem precedentes!
    Irresponsabilidade sem precedentes é cortar barriga de mulher para tirar neném como se fosse algo rotineiro e sem risco algum!
    Vc diz que não fez nenhum parto da faculdade, fez algum na vida ou é tudo teoria vinda de livros? Meu padrinho de casamento é médico nutrólogo, mas acompanhou partos na faculdade e conta que parto não é essa coisa do outro mundo, inclusive contou de expulsivos tão rápidos que o obstetra não conseguiu pegar o neném e ele caiu no balde, outro nasceu no vaso sanitário pq a mãe queria defecar! O corpo humano não é algo tão frágil assim!
    Gostaria de ler um texto seu, tão bem escrito e substanciado com teoria e números, explicando para todos os seus leitores todas as "desculpas esfarrapadas" que os obstetras dão para levar as mães à faca!
    Obrigada pela atenção!
    Letícia
  • Trinity
    Vc é tao prepotente qye me classificou como leiga...
    Sequer reconhece um discurso de especialista!!...

    seus colegas obstetras te elogiaram? Nao rpecisava nem dizer, ja sabiamos disso. Eles elogiam tudo que vá contra seu proprio medo. Medicos sao mais inseguros que os proprios pacientes.

    E vc nao conseguiu enganar ninguem com seu discurso de que estudou na UFRJ (genio...)

    Ok, vc deu um chute... Falou sobre um assunto qualquer que leu no jornal tão cientifico do CRM e se deu mal... Nós te perdoamos, semi deus... Mas por favor, desista.

    Vc é o a alavanca de uma sociedade doente de cabeça e corpo. É endeusado e se endeusa, sabendo ainda tao pouco sobre a vida... O que vc fato sabe sobre a natureza, meu bem?
    NADA.

    Enqt seus olhos brilham com seu Dr fajuto, o sol nasce...
    Independente de vc sequer existir.
  • Dr Health
    Ô Núbia, quanta agressividade... Peace and love, please

    Aliás, me explica isso aqui: "“Qualquer profissional sabe que um parto mesmo classificado como de baixo risco, pode se tornar subitamente uma emergência que exige profissionais médicos experientes e todo um aparato específico, coisa que só um hospital bem equipado pode fornecer”. Qqr profissional mesmo, o padeiro, o açougueiro, o cara que escreveu este post… qqr um que não busque informações realmente válidas vai achar isso. Se o parto é de baixo risco, a probabilidade de acontecer algo é mínima. Pode acontecer, mas será exceção."

    Peraí, vc questiona o que eu falei, me ironiza (agressão gratuita) e depois confirma o que eu disse (Pode acontecer)???

    Acho que em sua agressividade ao me atacar, vc tropeçou em suas próprias palavras.

    E quanto a sua filha, parabéns, mas não foi por causa do parto... Eu nasci de cesárea e NUNCA fico gripado, acredite se quiser. 1 x 1.
  • DR
    cheguei ao seu texto por uma lista de emails de mulheres q apoiam o parto humanizado.

    Acho q seu texto foi de uma sinceridade IMENSA, e apenas serviu para fundamentar minhas teorias sobre a classe médica atual. Mas apesar disso entendo perfeitamente sua posição, não critico e acho q cada médico (apesar das juras na hora da colação de grau) pode escolher ser "pragmático" ou não... whatever.

    O PACIENTE Q DEVE SABER ONDE SE METE. né não?
    Poxa, não adianta se oferecer para um obstetra "pragmático" e esperar um atendimento humanizado. No PS é fastfood mesmo.

    O PROBLEMA não está ai caro DR
    o PROBLEMA é que diversos obstetras se vendem como apoiadores do parto normal, mas estão bem longe disso. É NESSE PONTO que a coisa pega entende?

    chega na hora H, com a parturiente em ponto de bala, aparecem todo tipo de "problemas" que levam à cesárea, contrariamente ao combinado. E na boa, isso ultrapassa "pragmatismos", filosofias e procedimentos.

    De qq forma, procurar uma opção de parto condizente com a importância que se dá ao ato de por um filho no mundo, deveria ser uma escolha transparente e honesta feita entre paciente e médico. Isso hj em dia não acontece mais... principalmente nos carniceiros de plano de saúde
  • Núbia
    Vou responder rapidamente, pq como disse alguém ai em cima, são muitos cliques em um texto tão superficial...
    o que pode dar errado num parto normal:
    - apresentação pélvica: a quantidade de pessoas que nasceram de parto natural pélvico é maior do que a quantidade de neurônios que vc utilizou pra escrever este texto.
    - dor incontrolável: parece um papagaio que repete o que escuta. "todo mundo sabe" vc não sabe, nunca pariu e nunca irá! a dor não é controlável pq senão não haveria dilatação, mas é dor é suportável com certeza, como vc mesmo disse, a humanindade nasceu assim.
    - Cuidados com o recém-nato: "Num parto realizado em hospital, logo após a saída do bebê, este é levado a uma espécie de incubadora, onde um pediatra presta a primeira assistência, avaliando as condições respiratórias e cardíacas do bebê. 10% dos recém-natos precisam de algum procedimento específico para iniciar a respiração, e 1% de medidas bastante agressivas para sobreviver. Muitas vezes, o tempo que se tem é de SEGUNDOS, de diferença entre vida e morte."
    E vc acha isso super legal? os bebês precisam de procedimentos, pq com a indústria cesarista, são tirados da barriga antes do tempo, sem que seu pulmão, ultimo órgão a se formar, esteja totalmente maduro.

    "Qualquer profissional sabe que um parto mesmo classificado como de baixo risco, pode se tornar subitamente uma emergência que exige profissionais médicos experientes e todo um aparato específico, coisa que só um hospital bem equipado pode fornecer". Qqr profissional mesmo, o padeiro, o açougueiro, o cara que escreveu este post... qqr um que não busque informações realmente válidas vai achar isso. Se o parto é de baixo risco, a probabilidade de acontecer algo é mínima. Pode acontecer, mas será exceção.

    Essas são algumas das muitas besteiras que vc escreveu neste post. Porque vc não cita casos REAIS que deram errado em um parto domiciliar, em um parto em Casa de Parto e pesquise partos REAIS que deram certo nos mesmos? Sem ficar fazendo estas estatísticas idiotas de papagaio que ouve aqui e repete ali?

    Nubia - que teve sua filha em CP e até hoje ela NUNCA teve sequer uma febre!
  • Maíra falou tudo que eu gostaria de dizer.
    Um recadinho pra ela: Maíra, tomei a liberdade de reproduzir seu comment no meu blog, com os devidos créditos, claro.
    Qq problema, me fale: renatamatteoni@gmail.com
    Renata
  • Maíra Duarte
    'Já acontece com o médico por perto, imagina sem…'
    Vc nao tem idéia Dr de quanto os médicos podem atrapalhar um parto normal. Eu sei, é sua categoria e respeito a bea, mas isso preciso falar. Hj em dia no Brasil a maioria deles está destreinada para atender esse tipo de parto. Nos EUA, a parteira Ina May Gasking que apresenta uma das melhores taxas de mortalidade neonatal e materna do mundo, vai as universidades ensinar aos médicos como acompanhar um parto normal e ser um real agente de auxilio e não um complicador. Os americanos tiveram essa humildade, isso é real, pode pesquisar! Tá muito difícil parir bem no brasil Dr. Claro que existem médicos ótimos e enfermeiras ruins, mas no geral as enfermeiras estão manjando mais de parto normal do que a maioria dos médicos porque elas acompanham o trabalho todo e eles chegam na hora de nascer. Nao quero levantar bandeira,nem dizer que o melhor é isso ou aquilo porque a situaçao do parto é muito singular. Mas Dr, se houver oportunidade assista a alguns partos, veja como as mães tem sido tratadas e como os bbs tem sido atendidos. Faça uma comparação com países que estão fazendo de outra forma. Assista a alguns partos feito por parteira ou médico humanizado e a partos hospitalares. Ai vc vai entnder, tenho certeza, do porque de o trabalho das parteiras está em alta. O estado da mulher na hora do parto interfere totalmente no bom desenrolar do nascimento. Não sou paga pau da gringolandia mas nesse aspecto os países de primeiro mundo tem algo a nos ensinar.Com certeza sua mãe nunca assistiu a um parto bem atendido, atendido humanamente como ocorre nas casas de parto e nos domicilios. Com certeza ela só viu aqueles partos 'franks' com epísio, ocitocina,cardiotoco contínuo, jejum,falta de mobilidade, fórcepes e por ai vai... Um parto humanizado é a coisa mais linda de se ver. É de arrepiar todos os fios do corpo,é algo, como vc disse, inenerrável.E os riscos, acredite, pesquise, são bem menores, pq a mulher está em todos os aspectos, emocionais, psicológicos, físicos e hormonais etc preparada para parir.Esse é um evento que vc nao pode perder.Não morra sem ver um, pelo menos. Sem ironia nem sarcasmo, numa boa mesmo, vale a pena, vale muuuito a pena, vale mais do que qqer argumento.
    Um abraço
    Maíra
  • Liu
    O que eu acho e que o parto humanizado e a maior maravilha que existe. A mãe que carregou a criança por 9 meses participar ativamente na hora do nascimento e ser a primeira pessoa a pega-la no colo. Sem sucção, injeção e colírios.... cortar o cordão somente apos ele para de pulsar.
    O sofrimento fetal na hora do parto normal e bem menor do que na cesariana, onde ele nasce sem estar querendo nascer, com aquela luz forte sobre seus olhos, sendo esfregado e carregado como um boneco, tomando injeções e colírios,
    fora que a mãe nesses casos e a ultima a pegar no bebe, Uma separação brusca para a criança, Crianças nascidas de parto humanizado raramente choram, nascem sorrindo. A presença ativa do pai e uma experiência maravilhosa para a mãe a mais ainda para o pai, que pode participar ativamente do nascimento do filho. Pais de filhos com partos humanizados descrevem como a experiência mais maravilhosa de suas vidas, poder segurar seu bebe depois da expulsão, cortar o cordão. Pode perguntar a qualquer pai com essa experiência. A necessidade de um medico e questionável, ja que existe o plano de parto, onde um medico previamente avisado, pode ser chamado a qualquer momento, um hospital perto para emergências..... isso tudo consta no plano de parto. Uma amiga que teve parto domiciliar pediu a presença de um medico. Sabe o que ele ficou fazendo? Assistindo tv e jogando videogame com o filho mais velho dela, pq em nenhum momento foi necessária a intervenção dele, Parto e entre mãe e filho apenas. As pessoas estão lá para ajudar, auxiliar.... O medico ia la ,dava uma olhada e dizia: esta tudo certo, ótimo trabalho, e voltava a sala de tv. Isso pq tudo dependia apenas e somente de mãe e filho. A presença dele foi mais para confortar e tranqüilizar a mãe, no caso de uma emergência, mas sinceramente com tudo que li a respeito desse assunto, e que não foram poucos, o risco de complicações e mínimo. O risco de uma cesariana e bem maior, devido a infecções e a recuperação da mulher. ACHO QUE SOMENTE UMA MULHER, QUE JA TEVE FILHOS DE FORMA NATURAL E HUMANIZADA PODE FALAR SOBRE ESSE TIPO DE ASSUNTO. E uma experiência sublime, santa, indescritível, que vocês homens infelizmente não podem experimentar e nem sequer tem a mínima noção do que e isso. Alias, podem sentir um milésimo disso quando participam de um parto humanizado, em casa.
    Concordo com vc quando diz que sem a assistência de um medico e muito perigoso. OK. Se o problema e esse , levamos um medico junto. Mas qual medico? Que medico hoje em dia esta mais preocupado com suas pacientes do que com tempo e dinheiro??? Alias, corrijo, há sim vários médicos a favor de parto humanizado, domiciliar, que se sentem lisonjeados de poder participar de um momento desses. Esses sim são homens, no sentido humano da palavra com amor ao próximo, que se emocionam com o nascimento de uma nova vida, e não tratam um parto como “mais uma criança no mundo”. A esses médicos, q se dispõem em ficar 4,5,6 horas disponíveis para fazer um parto domiciliar, o meu mais sincero respeito. São pessoas especiais. Que honram sua profissão e o juramento feito na formatura, que muitos se esquecem.
  • Maria Fernanda
    O grande problema é hoje em dia a mulher precisa BATALHAR para conseguir um parto normal. A gente não confia mais nos médicos, simplesmente porque lhes falta ética para atender parturientes.
    Se não lhes interessa fazer parto normais, por que não largam a obstetrícia e só atuam na ginecologia. Sejam sinceros e digam que não farão partos normais, mas não tentem enganar as grávidas, inventando mil e uma desculpas para não auxiliá-las num parto vaginal...
    É a falta de ética na medicina que causa toda essa revolta por parte da mulherada, infelizmente.
  • Nadia Tresene
    Queria dar mais uma contribuição a essa discussão que ja tem diversas ramificações. Entendo que a mãe do Dr.Health deve tê-lo parido aproximadamente há uns 30 anos atrás. As coisas nesse tempo foram se aprimorando. Não sei se ja foi dito por alguem neste "forum" mas gostaria de contribuir com um pouco mais de informação. A USP (Universidade de SP), em 2005 reabriu sua faculdade de Obstetrícia no qual forma Obstetriz (enfermeiras especializadas em partos normais) cuja duração é de 4 anos. Sua primeira turma formou-se no final de 2008. Essas obstetrizes dedicam 4 anos de seus estudos apenas para atender uma parturiente em parto normal. De acordo com a professora Lúcia Cristina Florentino Pereira da Silva, vice-coordenadora do curso de obstetrícia da USP e enfermeira obstetra, o curso foi reaberto pela USP porque os índices de mortalidades neonatal no Brasil ainda são muito grandes e o Ministério da Saúde está fazendo campanhas incentivando e reforçando a importância do parto normal - por causa do excesso do número de cesáreas no país. O médico obstetra Marcos Ymayo, coordenador do Departamento da Saúde da Mulher do Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, é um defensor do parto normal e, portanto, defende a carreira da obstetriz. Ele, que faz cerca de 3.600 partos por ano (sendo que as cesáreas ficam em cerca de 11% do total), disse que conhece o curso da USP e o considera bem formulado. "Não tem como questionar capacidade e competência das formandas. O curso é bem complexo", disse. Segundo o médico Ymayo, o índice de cesáreas em hospitais particulares está em cerca de 75%, enquanto nos hospitais públicos as cesáreas são cerca de 30%. "Temos que acabar com a cultura da cesárea", disse.

    Planos de Saúde Passam a Cobrir Partos Atendidos por Obstetrizes e Enfermeiras Obstetras (ANS - 10/01/08).
  • Alexandra
    Maravilha, Ric Jones.
    Seu texto equaliza minha necessidade de equílibrio diante da sistemática rejeição que recebo quando me proponho a falar sobre o meus únicos partos, DOIS, e domiciliares.

    Agradecida.
    Alexandra
  • Oi gente:

    Estava navegando pela internet e procurando imagens de nascimentos em Casas de Parto para ilustrar uma aula quando me deparei com este texto acima, escrito por um médico carioca, tratando de partos domiciliares. O texto criticava os nascimentos fora do hospital com a mesma catilinária que conhecemos, falando da segurança inexistente longe dos "recursos" maravilhosos que um hospital pode oferecer. Acho que ele já ganhou visitantes demais para um texto tão pobre e tão superficial. Para quem está acostumado a ler e escrever sobre partos domiciliares - e o respeito ao protagonismo restituído à mulher - o texto é apenas mais um daqueles que trata do assunto na mais absoluta superficialidade e sem qualquer embasamento científico no que afirma.
    Quando coloquei os olhos no texto eu logo vi que o estilo era "vou falar o que me der na telha", apenas porque o assunto não lhe agradava.
    Quando terminei a leitura parecia um comentário de rádio, onde alguém responde "Eu sou contra o pré-sal porque já temos hipertensos demais no Brasil". Sem noção...
    Bem... o que eu achei interessante foi o grande número de pessoas que se dispuseram a escrever contrapondo as afirmações do articulista, de uma maneira tal que ele se sentiu extremamente constrangido. Depois da enxurrada de contraditórios bem fundamentados à sua tese preconceituosa e sem embasamento só lhe restava o deboche e o escárnio.
    Alguns comentários do autor são constrangedores...
    Quando a sua resposta aos estudos e pesquisas era "estou dando ibope" aí ele se perdeu de vez...
    Mas...
    Porque isso me veio à cabeça agora?
    É que eu estava lendo artigos sobre o conflito gerado entre os defensores da fé e aqueles que apregoam a superioridade da ciência para a resolução dos conflitos humanos.
    E muito do que se fala ali me pareceu adequado ao se tratar do parto.
    Portanto, o que eu percebo, depois de 20 anos debatendo estas questões em muitos lugares do mundo (real e virtual) é que o suposto conflito entre cesarianas e parto normal, ou mesmo entre parto hospitalar e domiciliar, não é assim tão significativo.
    Como diria Robbie Davis-Floyd (antropóloga americana), existe uma discussão que se esconde por detrás desta, onde as questões de segurança funcionam como uma máscara encobridora.
    O que eu percebo ultimamente é a existência de uma oposição "fundamentalista" a aspectos específicos do pensamento científico, contrária às evidências apresentadas pelas grandes instituições, como por exemplo a biblioteca Cochrane. No nosso meio, o Brasil, isso fica muito claro no discurso de representantes da corporação médica de alguns estados. É por esta razão, entre outras, que o Brasil tem um número tão restrito de partos atendidos por enfermeiras obstétricas, as casas de parto são tão combatidas e o parto domiciliar é tão pequeno. Existe uma “tropa de choque” contrária à renovação de idéias, mas que se nega a olhar para as evidências, comportando-se de forma obscura e dogmática.
    Em outras palavras, não se trata de uma real oposição entre cesarianas e parto normal, ou de parto no ambiente hospitalar e fora dele, mas uma rejeição sistemática às idéias científicas quaisquer que desafiem as estruturas do PODER estabelecido.
    É aí que se esconde o mistério da negação sistemática aos avanços das pesquisas. É aí que está a chave para entender o repúdio a todas as iniciativas de demonstrar a qualidade superior do parto normal sobre as cesarianas ou de comprovar a segurança dos partos domiciliares.
    Por esta razão não racional, pois ligada aos desejos (muitas vezes inconscientes e inconfessos) é que o diálogo se fecha; é aqui que a discussão termina. Sem uma plataforma racional como base essencial para o encontro das idéias, nada há o que expor e escutar. O encontro se torna impossível, da mesma forma que o encontro com fundamentalistas é absurdo, quando o que o outro pensa é apenas em te destruir.
    O fundamentalismo das instituições que controlam o poder se estabelece exatamente nesta rejeição sistemática de ouvir a ciência e deixar-se permear pelos seus ensinamentos.
    Porém, a ciência não se deixa obstaculizar eternamente pelo obscurantismo, mesmo quando os poderosos impedem ou dificultam a disseminação das idéias renovadoras.
    Como afirmava Galileu há tantos séculos, "E pur si muove", pois que fechar os olhos à luz de todo dia não impede que o sol nasça a cada manhã.

    Beijos
    Ric
  • Bahhh, só agora vi que nesta discussão o tal do Dr Health citou o caso de uma paciente por mim atendida e que morreu posteriormente. Infelizmente ele provavelmente não sabe que esta paciente morreu em um hospital de luxo em Porto Alegre, e não teve um parto domiciliar. Isto é: apesar de estar em um hospital ultra-sofisticado ela morreu pois seu caso era MUITO grave. Teve uma embolia aguda por líquido amniótico, que não tem possibilidade de previsão e/ou prevenção. Entretanto a terapia de suporte oferecida a ela fez com que ela se curasse da embolia. Um milagre, mas ela posteriormente veio morrer de CATAPORA, contaminada pelas visitas do hospital.
    O Dr Health pelo visto adora jogar palavras ao ventos sem fazer uma avaliação adequada do que diz. O tema que ele trouxe, com profundo preconceito e falta de informação, tratava de partos domiciliares, lembram? Pelo que ele mesmo pôde perceber as pessoas que responderam defendendo o parto domiciliar como opção legítima das mulheres e seus maridos possuem muito mais informação e conhecimento do que o próprio articulista, o que nao o impediu de dar algumas respostas descabidas.
    Misturar mortes por embolia com segurança de parto normal é apenas mais um destes descalabros. Tais mortes ocorrem a despeito do local onde o parto é conduzido.
    Mas a discussão acabou demonstrando que não é mais tão facil enganar as mulheres com palavras rebuscadas e títulos pomposos. As mulheres não estão mais entregando sua autonomia de graça. Está mais complicado enganá-las como historicamente foi feito por nós, médicos.
    Um abraço a todos.
    Ric
  • A CILADA DO PRECONCEITO E DA DESINFORMAÇÃO

    Todas as afirmações do Dr Health são absolutamente naturais para um homem que assume sua ignorância a respeito de partos e nascimentos, como ele mesmo reconhece. Infelizmente o texto que publicou - há bastante tempo - está cheio de equívocos e erros, pois não enxerga que afirmações como as que ele faz precisam ser respaldadas pela pesquisa e ciência, caso contrário se transformam nisso: palavras vazias. Dizer que problemas em partos ocorrem é uma redundância, mas dizer que acontecem MAIS em casa é um palpite que se sustenta apenas pelo preconceito explícito do autor. Preconceito inclusive que ele compartilha com a própria mãe, que sem se informar adequadamente informa que os partos vaginais produzem transtornos na bexiga, o que se choca com as pesquisas atualizadas. Felizmente para as mulheres que desejam viver seus partos com mais liberdade e dignidade vários trabalhos realizados no MUNDO INTEIRO comprovam que partos domiciliares são MAIS seguros que partos em hospital. Exatamente isso: leiam se quiserem entender mais sobre o assunto. E quem quiser provar o contrário vai ter que fazer o mesmo que estes pesquisadores fizeram no Canadá, Estados Unidos e Holanda. Para quem quiser conferir, vejam as referências abaixo.
    Um grande abraço a todos.
    Ric Jones, obstetra humanista

    01. de Jonge A, van der Goes B, Ravelli A, Amelink-Verberg M, Mol B, Nijhuis J, Bennebroek Gravenhorst J, Buitendijk S, Perinatal mortality and morbidity in a nationwide cohort of 529688 low-risk planned home and hospital births. Brit Journal Obstetrics and Gynecology 2009, p9
    02. Johnson, K.C. and B.A. Daviss 2005 Outcome of Planned Home Births with Certified Professional Midwives: Large Prospective Study in North America. British Medical Journal. 330 (7505): 1416-1422.
    03. Patricia A. Jansen, Lee Saxell, Lesley Page, Michael Klein, Robert Liston, Shoo Lee 2009. “Outcomes of planned home birth with registered midwife versus hospital birth with midwife or physician.” CMAJ 2009.DOI:10.1503/cmaj.081869
  • Fernanda
    Nossa, este post ainda está rendendo. Meu Deus.
    Depois de tudo isso, creio que deveria ter uma terceira via de nascimento - o teletransporte.
    Imaginem vocês: meu bebê está nascendo. Pronto. Sumiu a barriga e o bebê apareceu na minha frente. Legal né! Sem cordão, sem dor, sem sujeira, sem cortes, sem discussão.
    Ou todas as barrigas deveriam vir equipadas com uma grande invenção - o zíper. Abre o zíper e pronto, nasceu!
    Isso evitaria todas as discussões acaloradas que eu tenho visto em sites, blogs e orkut.

    Fernanda
  • Claudio
    Você só se esquece que tem um monte de médico por aí que mentem a rodo. Minha esposa perguntou se ele faria parto normal no início da gravidez e ele disse que sim. Na 37º quis marcar a cesárea. Como a gravidez foi tranquila e não havia motivo para cesárea, ele teve que ser claro e disse: Vocês querem obrigar uma equipe inteira a acordarem de madrugada e ficarem horas e horas fazendo um parto?
    Nem preciso dizer mais nada, para mim ele é um belo de um filho da puta.
  • Samara Barbosa
    Bom... eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui discutindo sobre parto... então, se um dia eu quiser ter filhos, é preferível optar pela adoção... até porque quem tem amor para dar à uma criança, pode fazê-lo não só porque ela saiu da barriga e sem contar que há muitas crianças sonhando pra ter uma família e alguém que as ame e proteja!
  • Lyla
    Dr. Health

    A questão das taxas de mortalidade é controversa.
    Na Casa do Parto de Sapopemba, em São Paulo, a mortalidade perinatal (dos bebês) é de 0,98/1.000 nascidos vivos. A taxa do estado de São Paulo é 18/1.000 nascidos vivos. A mortalidade materna naquele serviço é zero. A mortalidade em SP é 40/100.000 nascidos vivos.
    Os dados estão no banco de teses da USP:

    http://www.teses.usp.br/

    É só procurar pelo título com essas palavras "remoções neonatais em sapopemba", foi uma dissertação de mestrado.

    Claro que na taxa do estado estão incluídos todos os casos, inclusive os de alto risco, então não serve para comparação. Tem que comparar baixo risco feito no hospital com baixo risco em casa de parto e parto domiciliar.

    Não há ainda estudo em nosso país que faça essas comparações. Em outros países, a taxa de mortalidade de mães e bebês desses serviços "alternativos" é similar ou inferior à do hospital. Eu acho que aqui o parto em casa de parto ou hospital é até bem mais seguro, por causa da superlotação das nossas maternidades.

    Os casos de descolamento prematuro de placenta ou distócia de ombro (que dá a lesão de plexo braquial que você mencionou) ou outros problemas no parto normal, na mulher de baixo risco, com pré-natal bem feito e avaliação de risco constante, são em número tão pequeno que, digo aqui do ponto de vista numérico, não justificam o atendimento hospitalar do parto.

    Inclusive estes estudos têm que ser feito porque na maternidade o acompanhamento no parto é feito com um ou dois profissionais para várias mulheres. Em casa do parto ou parto domiciliar o atendimento é um pra um - um profissional para cada parturiente.
    Isto permite a identificação de situações de risco rapidamente, ao contrário do corre corre do hospital.

    Acho que há médicos que se preocupam de verdade com a saúde da mulher, mas se a categoria estivesse realmente preocupada, tentaria diminuir as taxas de cesariana (pouco provável, porque dá muito dinheiro) e fazer um treinamento melhor para assistir o parto normal.
    Até para não acontecerem as tragédias que a gente vê por aí e que fazem o público leigo achar que "parto normal é muito perigoso".
  • Alexandra
    Caraca,
    essa da Samara foi forte...
    parto normal é cirurgia?!?
    a moça não sabe nada sobre mulher. Mulher existe antes de qq profissão inventada no mundo, moça, e desde que mulher surgiu no mundo ela sabe parir, nós sabemos parir, médico enfermeiro, parteira, engenheiro, matemático, neurótico, medrosos, hipocondriácos, todos esses vieram muito depois de mulher, ou seja, a mulher sabe muito mais do que qq um desses sobre como parir.
    Médico enfermeiro ou parteiro são em partos normais, auxiliadores, acompanhadores, mas atualmente muitas mulheres esqueceram, deve ser o seu caso, de que mulher é sabedoria também, e aí tanto o médico o enfermeiro ou a parteira tem que reensinar tudo de novo às mulheres sobre como parir.

    Mas, acontece que alguns profissionais dessa área seja médico ou enfermeiro preferem cortar logo a barriga da mulher desinformada do que tentar resgatar nelas sua própria sabedoria sobre o seu corpo e suas capacidades, aqui no Br então, a coisa é absurda entre mulheres teoricamente bem alimentadas e "informadas" o número de cesariana excede o razoável, é como se as mulheres mais ricas da sociedade sofressem de uma esquizofrenia reprodutiva, pois mais de 80% delas precisam ter a barriga cortada para conseguir propocionar o nascimento aos seus filhos. Vá dar uma pesquisada nos hospitais particulares, vc vai se assustar com tanta mulher incapaz de parir pela vagina....
    Se informe, moça, cê tá muito desorientada, como disse aparelho reprodutor feminino existe muito tempo antes da Medicina pensar em existir.
  • Samara Barbosa
    Lyla

    Agradeço pela informação de parto normal não ser considerado cirurgia, pois como citei, não faço parte dessa área e sim engenharia... como costumo dizer, é vivendo e aprendendo.
    Infelizmente a forma a qual expressei meu ponto de vista soou como sendo crítica, até porque o que o meu vizinho ou alguém do outro lado do planeta faz não é da minha conta...
    Nada contra as pessoas que pensam dessa forma, até porque para mim, a mulher que escolhe o parto normal merece que tirem o chapéu, apenas eu não teria coragem de enfrentá-lo por eu ter pânico de sentir dor... mas cada um com seu cada qual!


    Claudius

    Por que antes de xingar, você não tenta esclarecer dúvidas alheias? Garanto ser bem mais proveitoso agir como uma pessoa civilizada e que quer passar aos outros seus conhecimentos!
    Ignorância parte das pessoas que querem menosprezar os outros por conhecimentos que estas não possuem, e é isso que me parece vindo de você...
    Sem mais discussões, nem me rebaixar ao seu nível.


    Mais uma vez, desculpas a quem se sentiu ofendido.
    Voltando assunto da famigerada ciurgia (antes que me xinguem de novo - Famigerado [Do lat. famigeratu.] Adj. Que tem fama; muito notável; célebre, famoso, famígero), as famosas extrações de 3º molar, dentre outras, são chamadas de cirurgias e nem por isso são feitas em hospitais, mas em clínicas odontológicas... coisa que também surge a pergunta: e se a pessoa for alérgica à anestesia utilizada pelo dentista??
    E sim, sou aberta à novos aprendizados... porque, ai daquele que não tenta aprender algo com quem tem a ensinar!
  • Dr Health
    Heloisa..

    "Sugiro respeitosamente para vc, bacharel em Medicina e não "doutor""

    O teu desgosto é que as pessoas me chamam de doutor e jamais farão isso contigo. Ficou explícito o recalque.

    E o mais engraçado é que nunca fiz questão de ser chamado de doutor mesmo.. Quer chamar, pode chamar, não quer, não faço questão. Mas me chamam... Fazer o que??? Nem precisei fazer mestrado e doutorado. Que chato!!

    E para algias cotovelares, Cataflam 50mg 1 comprimido de 8 em 8 horas.

    PS: Em Florianópolis, só me interessam o Café de la Musique, os bares da Lagoa, a Confraria das Artes e o El Divino Lounge. Adoro as catarinenses!!!

    PS2: Mortalidade ZERO? Leia os posts 94 e 95. Aham.
  • Lyla
    Mauricio, poderia por gentileza deletar a mensagem número 200, que mandei sem querer? E esta também. Obrigada
  • Lyla
    Samara
    Acho que você está equivocada em vários pontos. Então, vamos por partes.

    1. Parto normal é cirurgia?
    Não, justamente por isso os enfemeiros especialistas (sim, eles também têm que se especializar nisso) estão aptos a fazerem partos normais. O parto normal não é "do médico".
    Em outros países, quem faz os partos normais são parteiras com uma formação do tipo tecnólogo (midwives) e enfermeiras especialistas, por isso eles têm taxas tão baixas de cesariana (USA, países europeus, Austrália, etc.). Médicos obstetras só tratam complicações e doenças da gravidez.
    Veja bem, não sou contra cesarianas e outras cirurgias e acho que quando bem indicadas salvam muitas vidas. Só que cesarianas desnecessárias fazem muito mais mal do que bem. E isto está mais do que provado.
    Só que obstetrícia dá muito dinheiro, virou um comércio, como tudo importante no nosso país. Aí a gente vê 90% de cesarianas nos hospitais particulares e de convênio.

    2. Parto bom é no hospital?
    POde ser. Acho que toda mulher deveria poder escolher o seu lugar para dar à luz livremente. Até porque assim ela sentiria menos medo, a adrenalina atrapalha os hormônios do parto e por aí vai.
    No entanto, o ambiente hospitalar geralmente não consegue acolher tudo que uma mulher em trabalho de parto demanda: tempo (parto normal demora), atenção, conversa, dúvidas. E há muito mais procedimentos desnecessários, SEM aumentar a segurança da mãe e do bebê. E ainda há infecção hospitalar, custos, tudo mais. Muitos casais, pesando os prós e contras, escolhem ter filho em casa.

    3. Anestesia no parto é sempre bom?
    Não. Nada contra a analgesia do parto. Porém, seja na cesariana, no fórceps ou no parto normal, estes anestésicos passam para o bebê, que corre o risco de nascer com depressão respiratória e precisar de UTI. Além de não ter uma amamentaçaõ muito eficiente (já que fica meio lerdinho pra sugar) e todos da área sabem que um fator muito importante para a amamentação é ela ocorrer na primeira hora de vida.
    E só deve ser feita quando a dilatação já está bem adiantada (uns 6 cm pelo menos) e o bebê bem encaixado na pelve. Não é ter "uma" contração e sair correndo para o hospital para ser anestesiada...

    Tudo isto deve ser decidido antes, no pré-natal. Nada tenho contra mulheres que fazem cesarianas eletivas (sem necessidade). Apenas acho que todas deveriam ter direito de escolha e serem informadas: de que vão sangrar mais, têm mais chance de morrer, de o bebê precisar de UTI, de a amamentação falhar, de que a recuperação é pior.

    Antes de criticar as pessoas que escolhem parto domiciliar ou em casa de parto, procure se informar. Tecnologia é ótima, porém em excesso, interferindo em um processo normal, pode fazer mal também. A medicina, por mais avançada que seja, não conseguiu inventar um meio melhor para as crianças nascerem que o parto normal.
  • Lyla
    Samara
    Acho que você está equivocada em vários pontos. Então, vamos por partes.
    1. Parto normal é cirurgia?
    Não, justamente por isso os enfemeiros especialistas (sim, eles também têm que se especializar nisso) estão aptos a fazerem partos normais. Inclusive isto é assegurado por lei.
    A questão é que parto normal nunca deixou de ser feito por outros profissionais que não o médico. Porém, assim que o médico entrou na obstetrícia, começaram as cirurgias e anestesias.
    Veja bem, não sou contra nada disso e acho que cesarianas bem indicadas salvam muitas vidas. Só que cesarianas desnecessárias fazem muito mais mal do que bem.
    2. Parto bom é no hospital?
    Acho que toda mulher deveria poder escolher o seu lugar para dar à luz livremente. Até porque assim ela sentiria menos medo, a adrenalina atrapalha os hormônios do parto e por aí vai.
    No entanto, o ambiente hospitalar geralmente não consegue acolher tudo que uma mulher em trabalho de parto demanda: tempo (parto normal demora), atenção, conversa, dúvidas. E há muito mais procedimentos desnecessários, SEM aumentar a segurança da mãe e do bebê.
    3. Anestesia no parto é sempre bom?
    Não. Nada contra a analgesia do parto. Porém, seja na cesariana, no fórceps ou no parto normal, estes anestésicos passam para o bebê,
  • Claudius
    Parto natural tb é cirurgia?
    nossa, mas essa Samara é burra igual a uma porta! kkkkk
    chegou a doer na barriga.
    todo o resto é ruim de mais. no comments.
  • Samara Barbosa
    Vagando por aqui nos textos do Maurício, achei esse bem interessante...
    Bom, segundo minha visão e área de atuação, que não é a de saúde, tenho a seguinte linha de raciocínio: engenheiros civis projetam prédios, navais projetam navios, aeronáuticos projetam aviões... assim como matemáticos dão aula de matemática, físicos dão aula de física, ou atuando como pesquisadores cada um em sua área...
    Onde quero chegar?
    A questão é a seguinte... não desmerecendo os profissionais de enfermagem, mas se fosse correto enfermeiro conduzir parto (o que não deixa de ser cirurgia, mesmo q natural, ao meu ver) não seria preciso médicos especialistas... imagina só se um dia efermeiros puderem fazer cirurgias neurológicas, irá acabar a profissão de neurocirurgião...
    Todas as profissôes são importantes, senão elas não existiriam... mas vamos ter um pouco de bom senso, e os enfermeiros que querem fazer procedimentos cabíveis à médicos, deveriam ter prestado vestibular pra medicina...
    Mais uma vez, não quero ferir ninguém, até porque tenho parentes que atuam nessa área e sei da competência deles!
    Apenas não vejo, e não consigo entender, porque as pessoas têm tanto saudosismo por uma época q não vivenciou... os ideais são bonitos? Legal... mas vivemos em outra época, temos o avanço tecnológico à serviço da humanidade, e graças a Deus a medicina está bem amprada nesse quesito.
    Então, porque não fazer um parto num hospital, acompanhado de toda uma equipe preparada desde anestesista à técnicos de enfermagem? Porque mulheres se submetem à ter filhos em casa só pra parecer romântico e lembrar os tempos da vovó? E se houver uma complicação e as vidas correrem perigo?
    Sinceramente... eu não acho nada romântico sofer horas em trabalho de parto, sentir dor de ter vontade de morrer... e um dia, quando chegar a minha vez, quero ser assistida por uma boa equipe, num bom hospital e ANESTÉSICO até eu não sentir uma dor na unha sequer...
    E isso não quer dizer que vou ser mais, ou menos mulher... nem que vou ser uma péssima mãe porque não quis trazer um filho ao mundo de forma natural...
    É isso, menos fantasia e mais realidade... porque sentir dor, morrer de hemorragia ou ter um filho com sequelas é uma realidade muito dura!

    Bjs Health
  • Fábio Belmino
    Sem me alongar nem aprofundar, descordo com quase todo o texto, o trabalho das casas de parto bem como o das parteiras, quando bem capacitadas e a casa de parto bem estruturada, revela indicadores extremamente satisfatórios. Quando a avaliação é bem feita existe tempo hábil para se encaminhar aos serviços de referência.

    O ato de parir é da mulher e não de nenhum profissional, infelizmente o mercantilismo além de impregnado na educação também esta na saúde.
  • Heloisa
    Como enfermeira obstetra e Doutora em Enfermagem na saúde da Mulher, lamento postura ultrapassada e preconceituosa de um profissional médico, postura totalmente contrária às recomendações da Organização Mundial de Saúde e compartilhando com o depoimento de Jamile acima, estudos recentes demonstram que o parto domiciliar tem mortalidade zero, ao contrário dos partos realizados em hospitais. Sugiro respeitosamente ao senhor, Márcio , bacharel em Medicina e não "doutor" três coisas: primeiramente, que se fundamente cientificamente antes de expor publicamente e como profissional, procure ler Michel Odent, médico obstetra, que possui diversas publicações; segundo, leia a reportagem da Revista Isto é , de 02 de Junho de 2008, intitulada "Elas morreram de parto" onde a negligência e o descaso de médicos foram os grandes responsáveis por estas mortes; e em terceiro, convido-o a conhecer o trabalho do grupo Hanami, de Florianópolis-SC.
  • Jamile
    Acho que precisa se atualizar, recentemente um estudo foi publicado pelo British Journal em que 530.000 nascimentos foram avaliados e a conclusão foi de que parto domiciliar planejado é tão quão seguro como hospitalar. E ressaltando ainda que na Holanda a porcentagem de parto domiciliar é alta e o índice de mortalidade materna e neonatal é baixissimo... reflita antes de escrever algo tão preceituoso.
  • Alexandra
    Oi Lyla,

    como não tenho o seu email, ainda que me sinta desconfortável em ficar vindo aqui neste espaço toda hora, preferi não me silenciar.

    Pois, o seu texto é muito bom, suas observações são muito claras, e eu não o recebi com alguma sensação de ironia em suas palavras.

    Para mim o que ficou é a sensação de dúvida de sua parte ao dizer que "belo parto" pode ser idealização e não uma verdade.
    E todo o passo a passo que vc detalhou e sobre o qual uma mulher não deve se perder em sua preparação para o parto foi o que eu fiz, ou seja, desconstruçao total de que tem que ter uma posição tal, de que tem que ser assim, de que tem que ser assado - isso tá mais para procedimentos que na hora da vamos ver não se encaixam...

    Então, vc ainda não conhece o universo do acompanhamento para o parto em casa que a minha parteira faz, na verdade, ela acompanha e ajuda no que for possível para cada mulher, para que cada mulher tenha seu BB da melhor possível em qq lugar que seja – a parteira de quem tive acompanhamento é top top top de linha, tudo o que vc acredita, tudo o que vc acha é exatamente o que ela preconiza, vcs enxergam a vida de forma semelhante –

    então, voltemos: o que eu vivi como “belo parto” não é o mesmo que vc tem ouvido falar por aí – é exatamente o que vc acha que é legal para cada mulher, para cada coisa que cada mulher deseja fazer, e se isso for respeitado é uma tranqüilidade só acompanhar o parto dessas mulheres, seja no hospital, seja em casa, seja no meio do mato, o negócio e ir observando a mulher, perguntar caso seja necessário o que ela quer e ficar ali ao lado, se ela precisar ela dirá – bom, falando assim é simples, mas para que um profissional chegue a esse nível de tranqüilidade e sapiência ele precisa lançar mão de muitos conhecimentos, profundos, desde a Medicina obstétrica até a filosofia, além de ser uma pessoa que realmente conhece/aceita o ser humano, entende os potenciais e medos, estes profissionais até atendem de graça, quando é o caso, há médicos e parteiras assim que também fazem parto de mulher pobre, eu sou uma!

    Bjs Lyla – se quiser saber mais meu email é alexaferreira@yahoo.com.br

    Ass. Alexandra

    Ah - detalhe, conheço uma médica que em suas 2 gravidezes, teve péssimo acompanhamento, acabou em cesárea, sofreu, frustou-se e tornou-se parteira, hj em nunca ter parido, ela faz partos, e é super querida por suas clientes - tudo pode ser melhorado, tudo pode ser alcançado, mas se quiser se satisfazer com o mais ou menos também é preciso que seja respeitado, mas que existe o melhor de cada um, para cada um, nisso eu acredito.
  • Lyla
    Cara Alexandra
    Quando digo "belo parto", não é em tom de ironia, como você parece ter interpretado.
    É que nem sempre as coisas acontecem como queremos, seja no parto ou na vida, você sabe disso.
    Só acho que a mulher não deve achar que o parto deve ter um script, acontecer exatamente daquele jeito, naquela posição, etc.
    Até porque dada a imprevisibilidade da situação, ninguém está livre de ter que fazer cesariana. As gestantes devem ter isso em mente, para não ficarem frustradas depois. E algumas ficam muito mesmo e isso se soma às alterações de humor do pós-parto...
    Se você quis, sonhou, idealizou e deu tudo certo, ótimo, que maravilha. Mas nem todo mundo consegue, por mais que se esforce ou tenha meios pra isso.
    E as mulheres não deveriam se culpar, se sentirem mal porque as coisas não correram EXATAMENTE como elas planejaram.
    E ter tido filhos não é garantia de que a pessoa, médico ou enfermeira, vá atender bem as mulheres, não é mesmo?
  • Alexandra
    Oi Lyla,
    é isso, muito boas indicaçoes, é isso mesmo.
    mas eu conheço essas pessoas, estes bons profissionais, quando quis garantir que eu teria "um belo parto" eu vasculhei todas as informaçoes possíveis, eu conheci dos melhores aos piores profissionais, tenho bastante conhecimento atual sobre o assunto, e são muitos dos bons profissionais que me contam o quanto é difícil fazer um bom trabalho nos hospitais e maternidades atuais, pois a formaçao da maioria ainda é muito ruim.

    E principalmente, o conhecimento sobre as mulheres e o parto é muito subjulgado, vc mesma acabou de escrever "idealizaçao do belo parto" - vc já pariu? eu já pari 2 vezes, a segunda melhor que a primeira, obviamente, e foram belos encontros com minhas filhas, não tenho um dedo de reclamaçao em relaçao às profissionais que me acompanharam e ao lugar em que fui atendida (meu quarto) - EU EXISTO.

    Isso é uma ênfase, para que caso exista aí do outro lado alguma mulher com a mesma certeza que eu, tenha claro, onde quer que seja seu parto, vc pode e tem condiçoes de que seja um "belo parto", nada de mais ou menos, nada de isso ou aquilo podia ser diferente, vc tem condiçoes de sair dessa e olhar para trás, e falar "caramba, que belo parto".

    Belo parto, com muito carinho,

    Ale
  • Lyla
    Alexandra e Fernanda
    Muito interessante o debate de vocês duas.
    Acho que há radicalismos de todo tipo...tanto há quem ache que no parto e nascimento devem ser usados o máximo da tecnologia quanto quem é extremista no naturalismo.
    Essa idealização do "belo parto" é um perigo, tanto quanto fazer cesarianas aos montes sem necessidade.
    Para mim, o ideal é o meio termo. Lembrar que sempre em ambiente hospitalar a tendência é o abuso das intervenções.
    Mas se for neste ambiente o local aonde a mulher se sente segura, muito bem, nada contra.
    Quem dera todas as mulheres pudessem optar pelo seu tipo de parto, DEPOIS DE DEVIDAMENTE INFORMADAS.
    Acho uma pena a tapeação a que muitas são submetidas, apenas para a conveniência de uns e outros.

    Alexandra
    Há vários profissionais que estão dispostos sim a ajudar as grávidas a terem parto normal.
    A procura tem aumentado cada vez mais, as pessoas estão mais informadas e a internet facilitou muito isso.
    Há inclusive, em São Paulo, profissionais que fazem partos domiciliares, tanto médicos quanto enfermeiras e obstetrizes.
    Inclusive um destes médicos é professor titular da UNIFESP (escola tradicional de obstetrícia, imagine o conservadorismo lá dentro. Mas ele é avis rara).
    Pena que o preço não seja acessível a todos, mas ainda é inferior a uma cesariana agendada em uma maternidade "top" (top em termos de hotelaria, claro, não de conduta obstétrica).
    Um abraço!
  • Alexandra
    Para Laura,
    já pensou por outro lado, que tipo de acompanhamento que sua mãe teve? que tipo de profissionais a atenderam no pré-natal e na hora do parto? e psicologicamente, quais as influências e condiçoes ela tinha ao engravidar?
    mulheres despreparadas, sejam pelos profissionais que a atendem ou a própria relaçao, noçao sobre parir que a parturiente tem sobre o seu corpo são os fatores mais determinantes para um bom parto vaginal, com mínimo de dor possível - como os médicos atuais e muitos outros enfermeiros tem uma péssima formaçao multidisciplinar, voltada muito mais para procedimentos cirúrgicos, está cada difícil encontrar pessoas que realmente saibam ajudar parturientes em partos vaginais, acabam levando-as a uma cirurgia, que passa a ser necessária quando ambos (médico e parturiente) não conseguem lidar com as contraçoes do parto.
    Para quem quiser engravidar na hora de escolher médicos ou qq outros profissionais, a primeira pergunta é: quantos partos acompanhou e qual a percentagem de partos vaginais e cirurgias cesáreas? mata aí qq dúvida, uma mulher que queira parto vaginal é interessante que se envolva com profissionais que tenham alto índice de partos vaginas no CV, eu diria que 50% é pouco, tem que ser no nível de 70% pra cima (isso é coisa rara, hein).

    Atenciosamente,
    Alexandra
  • Alexandra
    Exercitar-se na hora do parto reduz chance de cesárea e dor
    Publicidade
    CLÁUDIA COLLUCCI
    da Folha de S.Paulo

    Praticar exercícios fisioterápicos durante o parto aumenta a tolerância à dor, reduz o uso de fármacos e diminui o tempo até o nascimento do bebê, conclui um estudo feito no Hospital Universitário da USP. Entre as grávidas que fizeram as atividades, o índice de cesarianas ficou em 11%. A média, na instituição, é de 20%.

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    No SUS, a taxa de cesáreas é de 28% e na rede privada e suplementar chega a 90%. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o índice seja de, no máximo, 15%.

    Na pesquisa, foram avaliadas 132 gestantes do primeiro filho, com gravidez a termo: 70 foram acompanhadas por fisioterapeuta e fizeram os exercícios preconizados no trabalho de parto e outras 62 tiveram acompanhamento obstétrico normal, sem os exercícios. As gestantes do estudo foram orientadas a ficar em várias posições, fazer movimentos articulares e pélvicos, relaxamento do períneo e coordenação do diafragma.

    A fisioterapeuta Eliane Bio, autora do estudo, diz que, além da redução do número de cesáreas, os exercícios diminuíram a dor e a duração do trabalho de parto -de 11 para 5 horas. "Nenhuma parturiente do nosso grupo precisou de analgésico." No grupo controle, 62% usaram drogas de analgesia.

    No Brasil, exercícios no trabalho de parto estão restritos aos poucos centros médicos que incentivam o parto normal, mas, em países como a Inglaterra e a Alemanha, vigoram há mais de 40 anos. Na França, toda grávida é orientada a fazer ao menos 12 consultas com o fisioterapeuta no pré-natal.

    Segundo Bio, os exercícios remetem à livre movimentação que, no passado, a mulher tinha em casa durante o parto. "Temos que estimular as habilidades do corpo da mulher para o parto, prevenindo traumas no períneo, levando a uma vivência menos dolorosa, resgatando a poesia do nascimento."

    Segundo ela, os procedimentos fisioterápicos preconizam a participação da mulher em todo o processo de parto, com a livre escolha de posições durante as contrações.

    O obstetra Artur Dzik, diretor da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, diz que o estudo é benfeito (prospectivo, randomizado e com um número significativo de voluntárias). "Tudo o que estimula responsavelmente o parto normal é bem-vindo num país com altíssima incidência de cesárea."

    Para ele, o ponto principal do trabalho foi ter mostrado que o acompanhamento fisioterápico retarda a necessidade de analgesia, diminuindo o tempo do trabalho de parto.

    Na opinião de Renato Kalil, ginecologista e obstetra da Maternidade São Luiz, o mérito do trabalho de Bio é ter "colocado no papel" a eficácia dos exercícios. "Minhas pacientes fazem isso há 22 anos, mas ainda são exceções. Na maioria dos hospitais, a grávida fica deitada esperando a hora da cesárea."

    Ele pondera que o trabalho não consegue demonstrar de que forma ocorre o relaxamento provocado pelos exercícios. "Um médico adepto da cesárea diria que seria preciso medir os impulsos elétricos do músculo para comprovar o relaxamento. Mas, na prática, sabemos que a movimentação funciona."

    Editoria de Arte/Folha Imagem



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  • Thaiane
    Acho que é por essas e outras que existe o famoso pré-natal. Sou adepta do parto domiciliar, um pré-natal bem feito, acompanhado por profissionais competentes e uma gravidez saudavel não há contra-indicações para essa prática. Mas essa opção é muito pessoal.
  • Alexandra
    Para Fernanda:

    Eu procurei escrever para vc com todo respeito possível, muitas vezes desde que tive minha primeira filha - fiquei tao estarrecida por saber de tantas coisas equivocadas cometidas dentro de hospitais e maternidades - que me comportei de modo parecido como as meninas do grupo que vc participava, mas ao mesmo tempo tinha amigas queridas que estavam passando por cesarianas.
    com o tempo, com o aprendizado da maternidade, percebi como muitos nos perdemos no desrespeito nos enganando no modo de comunicar aquilo que consideramos bacana, as coisa saíam de forma atravessada - repensei minhas colocaçoes, eu quero respeito, tenho experiências interessantes, desejo a todas as pessoas o mesmo, mas cada caso é um caso, e antes de mais nada, creio que somos da mesma espécie, se eu sei fazer minhas escolhas prefiro crer e respeitar que os outros também sabem fazer suas escolhas, ou tem a capacidade de lidar com as dificuldades assim como eu.

    Hoje, tenho uma história concreta, e reconheço que todos os outros também.

    Fiquei mobilizada demais com os comentários do Maldito, o ironizei e ele deu o troco na mesma moeda, não é por aí, não será com agressão a melhor forma de falar com o mundo. Hj, procuro prestar atençao no que eu realmente quero dizer, erro, errarei, mas quero errar cada vez menos.

    E recebi um vídeo bem interessante, é de uma moça lá da Cataluña, ela teve dois partos, o primeiro foi cirurgia, o segundo, anos depois, foi vaginal e em casa, se te interessar, entre no link:
    http://porunpartorespetado.espacioblog.com/post...

    Com carinho,
    Alexandra
  • Dr Health
    Fernanda, obrigado.

    E o que aconteceu contigo foi deveras ilustrativo... Pra pensar!!!
  • Dr Health
    Faltou o ponto de interrogação depois de "procedimento"
  • Dr Health
    "Me diga, o que ele faz no parto?Não faz NADA, e caso temnha que acontecer alguma coisa, não é o médico que vai mudar isso."

    Se o parto tiver que ser convertido para uma cesárea, minha cara, Karem, quem toma essa decisão e quem executará o procedimento.

    O padeiro???

    Aham...
  • Fernanda
    Alexandra:
    Era esse respeito que eu estava esperando das mulheres citadas no forum por mim.
    Você é linda. Te adorei.
    E o que você disse, é exatamente o ponto que eu queria tocar.
    Cada um sabe o melhor prá si.
    Quase tive um parto normal, sim. Seria com analgesia, sim. Em casa eu não teria coragem pelas possíveis intercorrências, sim. A vida é um risco. Mas não é por causa disso que eu vou mentir dizendo que minha cesária foi ruim, e jamais vou tentar convencer alguém a fazer cesária. Somente relatei minha experiência e ninguém acatou.
    Então colega, além da saúde dos bebês, o que importa é o respeito às opiniões e vivências de cada um.

    Beijo,

    Fernanda Alves

    Mas, que foi engraçado o "malcomida", foi. Mas agora eu vi que você não é, rsrs (ufa, graças a Deus)
  • Alexandra
    Oi Fernanda
    eu nao sou malcomida, nem creio que vc deve ser, então nao vamos por aí, se nao vc cai no mesmo erro que as tais moças do grupo onde vc estava.
    bom, eu nao tenho uma, mas sim 2 filhas, a mais velha acabou de completar 5 anos, e a segunda tem 2,5 anos

    No primeiro parto, tive 7 hs de trabalho (nem de longe me aproximei de 30 hs, né) e no segundo foram apenas 3 hs
    Na primeira sensaçao de contraçao, as 5 h da manhã, estava ao lado da minha filha, deixei-a dormindo na cama e me levantei para dar uma geral em tudo o que precisaria para meu parto, quando ouvi a buzina do padeiro fui comprar pao no portao, me despedi de minha amiga que fui trabalhar e ela me perguntou se estava em trabalho de parto, disse que sim.

    Uma hora depois minha parteira chegou, pedi para ir para a ducha quente enquanto ela preparava a banheira para mim...me acomodei, respirei quando quis, fiz força enquanto nao tinha contraçoes e nos momentos em que dor nenhuma sentia, me surpreendia, bacana, estou conseguindo, eu e muitas amigas que também tiveram parto em casa, nao buscamos isso pela dor, mas sim pela capacidade que todas podemos desenvolver de passar pelo nascimento de nossos filhos com imenso prazer, sem ter arregaçado a minha vagina, nem ter que cortar minha barriga em várias camadas, a mesma idéia que vc faz do parto vaginal e que te causa estranheza e a que eu faço de ter que ver minha barriga ser cortada em várias camadas - mas nao que nem no meu caso e nem no seu é um bicho de sete cabeças, né - ou seja, foi uma questao de escolha no meu caso - no seu foi uma escolha, ou uma necessidade?

    Creio qeu vc deve ter tido o mesmo prazer com o nascimento de sua filha, mesmo que tenha tido que ter sua barriga cortada em tantas camadas - e o que vc quer o mesmo que eu: RESPEITO.

    Tenho por outro lado muitas amigas que tiveram seus filhos a partir de cirurgias também, e continuando sendo minhas amigas, sào mulheres acima de qq coisa, sao interessantes e tem sua auto-estima bem estabelecidas, e tanto as que tiverem parto vaginal ou cirurgia que ainda se sintam com alguma qeustao seria legal buscar sempre refletir, informaçoes e ou nada simplesmente viver, pq nada como o tempo para trazer as respostas, só ele.

    Mas, eu posso te afirmar, meus partos nao foram retrocessos em minha vida, foram grandes transformaçoes, nao troca minha casa por nenhum hospital, a nao ser que ele me garanta o mesmo RESPEITO que tive em minha casa, a garantia dele - isso foi minha grande questao, pois bons profissionais vao alem de conhecimento técnico tem muitas outras características necessárias para o momento do nascimento e morte - os mais incríveis momentos da
    vida na minha opinião -

    atenciosamente,
    Alexandra Ferreira Pedroso
  • Fernanda
    Oi Dr. Health. Parabéns pelas colocações. ADOREI. Sabe que ontem me aconteceu um episódio que me deixou perplexa. Eu participava de uma comunidade do orkut e uma colega fez perguntas sobre cesária. Quem tinha feito, como era, etc. Eu respondi, pois minha filha nasceu desta forma. Postei que tinha sido tranquilo, tinha tido todas as dores do parto, tinha tido a bolsa rompida, mas por queda de batimentos fetais, foi NECESSÁRIA a cesária. Disse também que o pós operatório foi tranquilo, sem dor, sem febre, sem tontura, sem ficar imóvel. Foi tão simples, que depois de 7 dias, já pude "namorar" o maridão (sou mulher, mas não sou de ferro).
    Foi a pior viagem da minha vida ter postado o dito comentário. As xiitas da comunidade me excomungaram. Disseram que era tudo mentira. E a dona da comunidade, a doula endeusada pelas seguidoras, me expulsou do fórum sem nem dizer porque.
    Dentre as pérolas que elas escreveram, a pior que eu ouvi foi que cesária não é parto. Poxa vida, se não pari o que eu fiz? Caguei? Sei lá, mas minha filha já não mora no meu útero há 10 anos. Foi uma cirurgia sim, mas principalmente foi um parto, pois dele nasceu um bebê.
    Adorei também o comentário do colega Werther. Este processo de parir em casa é um retrocesso. Prá que existe medicina. Lógico que o parto normal é muito melhor, mas o que elas não entendem é que uma mulher pode parir de cesária e se sentir tão bem quanto uma que teve parto normal, como foi meu caso.
    Elas querem que você sinta todas as dores, todas as etapas, mas vamos combinar, prá que sentir a dor de ter sua periquita arregaçada (eu não cheguei lá, mas pelas horríveis contrações, já imagino como seja)? Prá isso existe o parto normal com analgesia, em um ambiente hospitalar, que prá mim, é um super avanço medicinal.
    Prá que correr riscos desnecessários, como há 40 anos atrás? Só prá poder bater no peito e falar "sou uma super mulher, tive 36 horas de trabalho de parto".
    Mas o mais engraçado, é que muitas delas só conseguiram parir graças a tão malfadada cesária (mas não fala isso prá ninguém, tá).
    Sabe que tudo o que é demais, é péssimo. E com elas é assim, ou você tem parto normal ou você não pode participar da seita "parir naturalmente", pois você não é mulher-macho, rs.Quanta intolerância.
    A gente sabe que se entrou, de algum jeito vai sair. O mais importante, é a saúde do bebê e da mãe.
    Bom, ficou comprido. Beijos e abraços a todas as parideiras de plantão.

    Fernanda

    P.S. - Amei sua mãe. Dá um beijo nela por mim.
    P.S.² - Maldito, como eu gostei do "malcomida". Você está com 100% de razão.
  • juliana
    Vc está muito desatualizado. Só uma mentalidade atrasada, machista e ignorante pode desconsiderar o valor da mulher no poder de decisão sobre o seu corpo!
    O Sr. Doutor esqueceu de uma questão muito importante, a opinião da mulher! Aliás alem disso existem milhares de estudos cientificos sérios que comprovam que você conversou besteira!SE vc souber usar um pouquinho sites cientificos comprovará o que digo.
    Vou te enviar algumas opções de leitura quem sabe vc aprende um pouquinho!
    VEDAM, S. Homebirth versus hospital birth: questioning the quality of the evidence on safety
  • kAREM
    Olá!!!
    Pènso eu que independente do que vc acha, as pessoas tem de fazerem o que sentem que é melhor para si, não me interessa o que VC ACHA sobre parto, a sua opinião vc deve guardar para O PARTO DE SUA COMPANHEIRA!!!
    No entanto vc ACHA que é irresponsabilidade parto sem assistência do médico.Me diga, o que ele faz no parto?Não faz NADA, e caso temnha que acontecer alguma coisa, não é o médico que vai mudar isso.Irresponsabilidade é como a medicina atual trata o parto,e o que está em evidência hoje, não é a presença do médico em si, e sim a putaria que está se tornando a assistência, pessoas COMPLETAMENTE despreparadas, não entendem NADA de parto, nem de nascimento.Portanto, penso que vc deveria guardar a sua opinião para vc, e não induzir os outros à uma auto-cegueira, deixe os outros decidirem o que é melhor , sem interferir com os seus achismos, pois vc nunca pariu, portanto nunca compreenderá o que é um parto, cabe a vc somente assisti-lo se for o caso de vc ter filhos, e ouvir calado o que A SUA COMPANHEIRA ESTÁ sentindo!!!!
  • Minha pobre mamãe SOFREU pra me pôr ao mundo.Essa cabeçuda que vos digita literalmente "entalou",tive que ficar em observação,minha mãe levou 4 pontos,e até hoje(passaram-se 21 anos),ela reclama que de vez em quando sente eles "repuxarem";Depois disso,ela teve dores nas relações sexuais com meu pai,ficou um mês tendo que se sentar de lado(a dor era insuportável),e eu ainda fiquei com uma cabeça bizarra(serinho gente,todo mundo me zoa pelo meu crânio)huahuahua

    Se eu quero isso pra minha vida?NEVER!Nem quero ter filhos,que dirá ter filhos nesse ritual bizarro...Milagre da vida de cu é rola.

    Obs:Eu como a Roberta,tenho altos chiliques já nas cólicas,que dirá nas contrações...vomito de dor,sinto tonturas...é uma dor infernal(e nao estou exagerando não...)
  • Lyla
    Caro Dr. Health e demais blogueiros

    É com imenso prazer que venho divulgar nesta tão prestigiosa coluna a portaria do Ministério da Saúde que regulamenta a emissão da DNV (Declaração de Nascido Vivo) por profissionais de saúde que regulamenta a emissão da DN por profissionais de saúde nos partos domiciliares, finalmente publicada.

    Com a nova portaria, não exclusivamente os médicos poderão emitir a DNV para bebês nascidos em casa, mas também os demais profissionais de saúde habilitados para o atendimento ao parto (enfermeiras obstétricas e obstetrizes e parteiras tradicionais reconhecidas e vinculadas a unidade de saúde).


    http://www.saudeinfonews.com.br/abre_legislacao...

    A DNV é o documento que comprova que o bebê é filho daquela mãe. Sem este documento é impossível fazer o registro da criança em cartório (compravação de paternidade e maternidade).

    Sem mais, um abraço.
  • Dr Health
    Kate, parabéns por ter perdido meia hora da sua vida bolando uma resposta capciosa e aparentemente sagaz para mim.

    Também te amo.
  • Kate
    Gente, eu não sei como vocês perdem tempo discutindo com um ser tão desumano como o tal Dr. Health! Será que não deu pra ver um cara tão "debochado/ engraçdinho" não está nem aí para o que as pessoas pensam? Ele não quer discutir malefícios ou benefícios de ser ou não assisitdo por um médico nos partos domiciliares. Ele só quer expressar sua própria opinião, pois a julga mais correta e "saudável" que a de todos. E pra ele é "case closed".
    Tão "closed" quanto ele e seu próprio ego!
    Creio que ele esteja mais pra Dr. Sick do que Health!
    Párabéns doutor sabichão, que gosta de cerveja e mulher, nesta ordem! Ou deveria ser doutor que gosta de si e do seu ego, nesta ordem???
    Grande abraço!
  • Dr Health
    Mais engraçado ainda, é a tentativa de desqualificação que ocorre no fato do leigo dizer que "você não é especialista, não pode falar no assunto".

    E você que é leigo, pode?

    Santa Incoerência, Batman!
  • Dr Health
    Já falei que sou ateu. Por mera questão de coerência, nunca me considerei um deus (minúsculo proposital).

    O que a cesárea tem a ver com isso? Releia o segundo parágrafo do texto. Está lá em negrito.

    Dado adicional, o Estatuto da Criança e do Adolescente é categórico ao afirmar que a presença de um neonatologista na hora do parto é DIREITO do recém-nato. Logo, o parto domiciliar é igual a extrair tal direito. (E mais uma vez, eu não falo de apologia à cesariana). E chamam isso de humanização.

    A partir do momento que sou formado em Medicina, tenho a premissa legal de abordar QUALQUER ASSUNTO a ela relacionado. Sendo obstetra ou não. Expus minha visão e mostrei esse artigo a inúmeros colegas obstetras, e todos me parabenizaram. Quando uma pessoa passa mal na minha frente, nego não quer saber se sou ortopedista/médico do trabalho, a única coisa que importa é que sou médico. Nessa hora eu bato no peito orgulhoso pela formação que a mais tradicional escola de medicina do Brasil, a gloriosa Universidade Federal do Rio de Janeiro me deu, com sólidos conhecimentos de base, e posso atuar sem medo. Aí quando a opinião é contrária, preocupam-se logo em falar "Ah, ele não é especialista", típica "desqualificação" de interlocutor. Entre aspas com razão. Quando convém.

    Nada contra as enfermeiras obstetras, mas daí a dizer que elas estão habilitadas a tratar as complicações imediatas do parto, pegou pesado.

    Trabalho no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia e todo dia lá chega alguma criança com paralisia cerebral, invariavelmente sequela de um parto normal mal feito. Isso ninguém observa... Já acontece com o médico por perto, imagina sem...

    Mais uma vez, a humanidade chegou até aqui porque a imensa maioria dos partos vai dar certo, com, sem ou apesar do médico. As evoluções tecnológicas da Medicina ajudaram a derrubar o índice de complicações. Até por isso aparece a defesa ao parto sem assistência médica, vai acabar nascendo mesmo.

    Mas se complicar, assuma a responsabilidade. É uma nova vida que está em jogo e eu não acho que valha a pena. Não mesmo.
  • Trinity
    "Dr" health,
    Gostaria de saber de onde tirou estes numeros (anets 150 e hoje 51). So os vi sendo citados uma vez e foi pela presidente do conselho regional de medicina num artigo claramente preconceituoso e desinformado sobre PD, do qual ela nao citou a fonte (nem pdoeria). Outra fonte nao pude encontrar, mas ficarei feliz em lhe enviar diversos estudos que dizem o contrario de suas conclusoes pessoais.

    Gostaria tb de saber como pode tratar com tamanha propriedade um assunto do qual nao é nem um pouco especialista, alem do fato de nao ter, como ja observamos, referencias bibliograficas para sustentar qualquer frase que tenha dito neste texto preconceituoso e clichê.

    Sem experiencia e sem embasamento teórico, como se sente no direito de menosprezar o trabalho e a habilidade das enfermeiras obstetras? Nao seria o corporatibvismo tao tradicional neste profissiao?

    Juro que aguardo ansiosa um proximo artigo, criitcando nosso campeonato mundial em cesareas desnecessares alcançado por seus colegas. Estas sim que elevam nossas taxas de morbimortalidade materno-fetal. Mas ao contrario, nao vejo sua intençao escrever um artigo intitulado "A Cilada da cesarea a pedido", por exemplo...

    Alias, o sistema que voce apoia é o que mais mata. Afinal, apenas 2% dos partos do Brasil sao domiciliares e nao tem expressao para justificar a altissima mortalidade em nosso país.
    Ao contrário dos países que têm o PD como rotina e com o respeito e gratidao que a eles devemos, mesmo sem concordar.

    Médicos nao sao deuses e, aceite: jamais serão. Enquanto esta nao for uma verdade aceita socialmente, nossa sociedade se ajoelhará à medicina como um dia se curvou ao Clero.

    Parece exagerado? Entao pense sobre isso.
    Se preocupe em refletir, nao em defender sua ideia.

    Minhas conclusoes nao foram construidas baseada em achismo ou na cultura, na qual estamos imersos, entao acho que mereceria sua atenção.

    Atenciosamente
  • Dr Health
    Eu também amo vocês, mulherada!!

    E SOBE, IBOPE!!!
  • Andreza
    kkkkk

    já q o "dotô" gosta de ibope, mais um post pra ficar alegre... pq depois desta enXXurrada de artigos CIENTÍFICOS contra 'achismos' só mesmo a quantidade de posts pra alegrar vcs...hehehe

    mas, por favor, qdo for lançar algum comentário brilhante, com título mais brilhante ainda, procure algo concreto pra se basear e não apenas um publicação de outra opinião pessoal..

    até pq na boa o q vc fez (jogar a culpa pra dona do artigo) foi terrível...rsrs

    faça jus à toda sua 'capacidade' lingística e procure alguma coisa fundamentada e q preste.
  • caramba!
    Parto não é, e nunca foi doença!

    Mania que vocês médicos têm de encarar o parto como se fosse patológico.. NÃO É!

    Parto é fisiológico, tão fisiológico quanto fazer SEXO.




    OU vocês preferem conceber seus filhos via FIV, "pois é mais seguro"?

    Parto domiciliar não é sinônimo de parto desassistido.
    Meu marido leu esse e outros artigos sobre gravidez e parto aqui na Papo de Homem e DEU RISADA. Pai de três meninas, já está escolado.

    Ainda bem que há colunas que valem à pena aqui no portal-blog.

    Erica Akira.
  • Mariana
    Só não entendi porque vc diz que “tem baixa tolerância a clichês e frases feitas”, e é justamente com clichês e frases feitas que vem a público reproduzir as idéias místicas da antiga e já superada obstetrícia [2]

    Não sei, acho que se o doutor se resumisse a comentar sobre ginástica e perna quebrada se sairia melhor... Quando olho certas postagens me horrorizo, lembro da outra sobre sexo na gravidez onde ele também dizia um monte de abobrinha...
  • ok, só não entendi porque vc diz que "tem baixa tolerância a clichês e frases feitas", e é justamente com clichês e frases feitas que vem a público reproduzir as idéias místicas da antiga e já superada obstetrícia.

    vou deixar umas dicas pra vc se aprofundar no assunto, já que demonstrou interesse! é só relacionar os temas abaixo a "obstetrícia" ou "parto" - e vc vai encontrar material para explorar por anos:

    "medicina baseada em evidências científicas"
    "biblioteca cochrane"

    lá vc vai encontrar toda a fundamentação científica ao que vc dá a alcunha de "romantismo". bons estudos!
  • Dr Health
    Vendo pelo lado bom, toda essa discussão e crescimento de todos só foi possível graças ao espaço que eu abri aqui com este artigo.

    Que eu era foda eu já sabia.

    Mas não o quanto!!!

    Obrigado a todos(as)
  • Oi Dr Health
    Mal sabia vc que se meteu nesta polemica deslavada e nescessária sobre como as mulheres estão querendo ter seus filhos e o quanto estão informadas, orientadas e se apoderando de sua dignidade e direitos nem sempre reconhecidos de terem partos dentro de sua própria casa.
    É uma discussão nescessaria dentro deste contexto da visão médica mecanicista, tecnocrata e desumanisada.
    Este é um debate que não cabe apenas aos medicos ditarem e interditarem como bem entendem, é uma questão de "ouvir" o que estas mulheres falam de seus descontentamentos com os protocolos impostos e a medicina aplicada e de decidirem apesar dos desabores, terem seus partos como querem e com toda a segurança e riscos que isso lhes impõe. É a possibilidade de nos encorajar para um debate e chegar a um bem comum.
    Este espaço pelo menos nos dá esse direito.
    Tem que ter culhão grande e consistente pra debater sobre isso, não é mesmo Sr Dr Health
    Abraço
    Sandra
  • Andreza
    Vc é só mais um médico que vai na onda do sistema, que não questiona, que não se atualiza.

    E é uma lástima nós, mulheres usuárias, nos vermos obrigadas a entender de obstetrícia mais do que deveríamos para termos um parto mais digno, onde nossas escolhas sejam respeitadas.

    Te convido a estudar mais, pq até mulheres leigas sabem mais de evidências científicas do que alguns médicos, hein?!

    [2]

    Muitos estudos e publicações são feitas por "órgãos de renome" sem nenhuma evidência. Isso se chama informação tendenciosa, pois está voltada para uma opinião pessoa q por sua vez pode estar completamente equivicada.

    Ainda busco as tais evidências científicas do CREMERJ... MAS QUEM QUISER PODE TER MUITA INFORMAÇÃO CIENTÍFICA DE VERDADE SOBRE OS BENEFÍCIOS DO PARTO DOMICILIAR X HOSPITALAR.

    tb já pensei como muitos aqui.. mas como sempre fui aberta à discussões percebi quanta asneira eu falava....rrs

    bjux e espero q vcs consigam ampliar seus horizontes e se abrir para informações verídicas.. ANTES DE CRITICAR BUSQUE ENTENDER DE FATO O Q É O PARTO DOMICILIAR.
  • Lyla
    Você também está correto nos seus exemplos. Mas, na questão da eclâmpsia, há sim sinais de alarme. Não há aquela diminuição fisiológica da pressão no primeiro trimestre, entre outras sinais.
    Pode perguntar a qualquer obstetra. Pré-eclâmpsia que acontece "do nada" em geral é sinal de pré-natal mal feito.

    O descolamente prematuro da placenta também pode ocorrer, mas sua possibilidade, em mulheres sem fator de risco e sem uso indiscriminado de ocitocina, como ocorre no hospital, é ínfima.

    É verdade, todo cuidado é pouco com a vida humana, mas oferecer às mulheres cuidados de alto risco pode trazer também outros riscos. Não vou detalhar aqui ou o comentário, já longo, vai virar um testamento.

    Acredito que também, como o atendimento domiciliar ou em casa de parto é um pra um (uma enfermeira fica apenas com aquela mulher durante todo o trabalho de parto), a detecção de problemas é muito mais precoce que no hospital, aonde as maternidades são superlotadas e sinais precoces acabam não sendo percebidos, em meio ao corre-corre.

    É uma longa discussão. Há muitos hospitais que construíram alas separadas de centro cirúrgico, onde as mulheres podem caminhar, se alimentar e ficar com acompanhantes de sua escolha. Isso eu acho que é a maior contribuição das casas de parto: mostrar que o nascimento pode ocorrer sem intervenções desnecessárias e dolorosas.

    Quanto à legalidade do aborto, talvez tenha a ver sim com o avanço da medicina. Acredito que países onde a vida humana é respeitada, ninguém se sente no direito de ser o juiz da consciência do outro. Aqui, quem pode mais chora menos: paga e faz o aborto sem sequelas.
    Não sei se sou a favor da legalização, mas criminalizar as mulheres que fazem isso também não me parece certo.
  • Vc está correta no seus exemplos. Mas e um descolamento prematuro de placenta? E existem casos, felizmente não a maioria, onde a eclâmpsia ocorre sem pré-eclâmpsia detectável, e isto pode se dar intra-parto. Em se tratando de vida humana, todo cuidado é pouco.

    Não estava argumentando contra o respeito à fisiologia e uso de tecnologia adequada. Só lancei um questionamento off-topic para se pensar: Se a medicina lá fora é tão avançada como foi decantado aqui e o aborto lá é legal, deve ter algum motivo plausível.
  • Lyla
    Dr. Health
    Pré eclâmpsia é complicação de hipertensão na gravidez, como você bem sabe. E mulheres com hipertensão na gestação estão fora do protocolo de todas as casas de parto e de partos domiciliares. Aliás, não devem ir para qualquer hospital: de preferência, um que seja referência de alto risco.

    Apresentação anômala também se detecta antes, com palpação e toque. Não se faz em casa de parto ou em domicílio partos de bebês em apresentação pélvica ou em situação transversa. Hoje em dia, é indicação absoluta de cesariana.

    Se o obstetra e o pediatra estiverem, não será casa de parto.
    Em novembro de 2002, o CRM (Conselho Regional de Medicina) lançou uma regulamentação que proíbe a presença de médicos em casas de parto.

    Sobre regulamentação do aborto, não tenho opinião formada. Mas um dado certo é que quando são meninas ou mulheres de classe média, fazem o aborto tranquilamente, em clínicas, com todo o cuidado. E quando são mulheres de classe baixa, compram misoprostol ou recorrem a métodos mais perigosos.
    Se o planejamento familiar fosse oferecido a todos de verdade certamente não haveria necessidade de tantos abortos.

    Legalização do aborto não é argumento contra o respeito à fisiologia e uso de tecnologia adequada no parto. Acho que aí você está misturando alhos com bugalhos.
  • Sobre médicos acharem que são deuses, não me incluam nisso.

    Até pq sou ateu-roxo-mais-do-que-convicto. Seria contraditório da minha parte!!!

    Só colocando uma lenhazinha na fogueira, pra pensar : Nos mesmos países tão decantados aqui por sua evolução quanto ao parto fisiológico, natural, domiciliar e outros sinônimos de não-hospitalar, o aborto é legal. Já que lá é a medicina é tão avançada assim e a nossa é tosca e obtusa, é no mínimo para pensar...
  • "E essas situações a que se referiu como eclâmpsia e apresentações anômalas, não são situações em que se planeja parto domiciliar ou em casa de parto."

    Se detectadas antes, sim, Lyla. O problema é que podem acontecer NA HORA.

    "Para haver parto nesses lugares, há um acompanhamento no pré-natal e sempre se planeja também a retaguarda hospitalar."

    Se fosse sempre assim, eu não teria nada contra casas de parto. Não mesmo. Desde que o obstetra e o neonatologista estejam lá de prontidão, ainda que só assistindo, e a casa seja ANEXA a uma unidade hospitalar.
  • Lyla
    É, o assunto ainda continua dando pano pra manga!

    O Dr. Health levantou pontos interessantes sobre o assunto, mas acho que como não é profissional da área algumas afirmações estão um tanto desatualizadas.
    Uso de episiotomia e tricotomia não são mais feitos rotineiramente. Não há nenhuma evidência científica de que tenham benefícios para a mãe ou o bebê, têm que ter indicação. Já é assunto velho em países desenvolvidos, mas agora a obstetrícia brasileira está aprendendo algo além de copiar protocolos americanos.

    E essas situações a que se referiu como eclâmpsia e apresentações anômalas, não são situações em que se planeja parto domiciliar ou em casa de parto. Para haver parto nesses lugares, há um acompanhamento no pré-natal e sempre se planeja também a retaguarda hospitalar. Não é uma coisa de última hora.

    Sobre a opinião da Laura, acho que todo mundo deveria poder escolher seu tipo de atendimento e de parto. Mas de maneira consciente, e não iludidas, achando que devem ser anestesiadas na primeira contração do parto ou que cesariana é totalmente sem riscos. Isso tem que ser informado antes, veja bem, antes da situação acontecer.
    Procure saber um pouco mais, pois cesariana não previne tudo isto que você está pensando. Curiosa também essa colocação de achar que essa parte do nosso corpo é "propriedade" do homem.
  • Sou a favor da Cesarea sim e dane-se essas loucas ke kerem voltar pro tempo da minha vó...Minha mae com 32 anos foi me ter e por pouco nao teve uma eclampsia na sala de parto,tentando fazer passar pelo parquinho de diversões do meu pai(rs) esse ser cabeçudo ke vos fala hehe.

    E conheço uma senhora de 54 anos ke teve de fazer a tal cirurgia no períneo,pois o meu amigo era muito mais cabeçudo do ke eu e ela chegou a desmaiar no parto,e o mesmo ser puxado a fórceps.


    Nao estou no século Passado e sou fresca pra cacete com dor.Tendo cólica todo mês eu chego a vomitar de dor,me contorcer no travesseiro,o ke pode me acontecer num parto normal?Nem penso pra nao me assustar mais ainda....
  • Dr Health
    Concordo. E exatamente por isso sou bom...

    Sobe, Ibope!!!
  • Cris
    Falar merda não é criar polêmica!
    xD
  • Como o Guilherme costuma dizer pra mim :

    "Mauricio, vc tem o dom da polêmica"

    Ainda vou ganhar grana com isso, ah vou!!!
  • Sei que cheguei um pouco atrasada e, como não sou da área, pouco tenho a acrescentar. Mas, sem querer entrar no mérito dos aspectos fisiológicos e de saúde envolvidos na questão, queria deixar registrado meu espanto com a quantidade de preconceito e devalorização da mulher contidas nesse post.
    Tenho uma filha que nasceu numa cesárea de emergência, e meu trabalho de parto teve bastante intervenções. Depois do ocorrido, como acontece com muitas outras mulheres, fui atrás de informação.
    Li o post a fim de ouvir o putro lado, já que ultimamente tenho ouvido muito a favor do parto natural e domiciliar, mas só vi preconceito, preconceito, preconceito.
    Vocês, médicos, precisam parar de acreditar que são Deuses. A medicina, por mais avançada que seja, não resolve tudo. Da mesma forma que nem toda mulher, hoje, é capaz de parir em casa, de forma natural, pois estamos cada vez mais desconectadas do nosso instinto.
    Agora pregar a cultura do medo para desencorajar as mulheres a ao menos tentarem, se prepararem e questionarem seus médicos é simplesmente lamentável.
  • Leela
    Nossa, que pena que só agora achei esse post! Agora o assunto já mofou... Embora esteja atual como sempre... vide o bafafá que foram o artigos sobre parto que saíram no Tendência e Debates das Folha de São Paulo, em 12/09/08.
  • M. Alice
    Acho que todos interessados no assunto deveriam assistir esse vídeo:

    http://www.thebusinessofbeingborn.com/

    Tive a minha primeira filha numa clínica e terei a minha segunda em casa, com a assistência de uma parteira. As parteiras daqui (estou na Inglaterra) são super treinadas e carregam todo o material de ressuscitação fetal e materno consigo.
  • Marcia Cristina Araujo de Lima
    Aqui tem se falado muito sobre o parto hospitalar e seus benefícios, porém vcs já pensaram pq esse movimento de parto domiciliar e casas de parto está tão forte? Pois até o Ministério da Saúde tem apoiado as enfermeiras obstetrizes e pago por cada parto realizado pelas mesmas.
    Acredito que o ato de parir está voltando para o ambiente domiciliar, pq no hospital não tem sobrado espaço para a gestante. Ficando evidente que a pessoa que mais se desctaca é o médico com seu instrumentais, procedimentos sem justificativas e é claro sem um pouco de tolerância com os gritos e gemidos da parturiente entre outros. Também tendo como referência Rezende, não fica difícil entender pq a assistência ao parto está medicalizada do jeito que está.
  • Roberta
    Ortopedista discutindo parto?
    Tô fora. Se nem obstetra tem condições de fazer isso hj em dia, que dirá ortopedista, que não sabe nem o que é um parto.
    Sorry! Só discuto esse tipo de assunto com quem REALMENTE tem interesse em entender e receber outras opiniões, sem machismos ou exibição de diplomas...
  • Paola
    Esse assunto é mto interessante....mas você esqueceu de alguns detalhes:!!!!
    durante os nove meses de gestação é realizado o pré natal com um médico e com a enfermeira!!!
    são feitos todos os exames necessários para verificar se a gravidez é de risco ou não, e se caso for o parto não é realizado no domicilio!
    os profissionais são especializados, treinados e tem experiência.
    Todos os aparelho e equipamentos necessários em caso de emergência estão disponíveis no local.
    ultima:
    esse serviço vem crescendo por algum motivo não é?!
    seria a negligência e pre$$a dos profissionais médicos na maternidade?
    quem já passou por essa situação sabe bem como funciona...
    Nessa hora tão esperada e importante a mulher e a família quer aconchego e carinho também.
    Se a clientela está aumentando deve ser pq o serviço é bom não é mesmo?
    Se tudo der certo,Eu quero e vou ter parto domiciliar.
    abraço!
  • Keline
    Nossa que engraçado...como alguém que nunca esteve em sala de parto pode fazer tantas afirmativas? E não lembro de ter visto referência bibliográfica no "artigo" apresentado...De onde vêm todos esses números e afirmativas, além é claro, da sua cabeça? O que o sr., dr "saúde" responde?
  • Alexandra
    Havia mais comentários aqui, bem mais...
    Mas, Ane, parir é fácil sim, para mim parir foi bem fácil, tenho muita conscïência de meu corpo e de todos sos eventos fisiológicos que sou capaz de vivenciar neste corpo.
    Difícil pra mim é entender um país com tanta gente com tão pouca consciência de si mesmo, de seu próprio corpo, é esquisito pra caramba ouvir tanta mulher demonstrar que não conhece ao seu próprio corpo, suas capacidades, esquisito, ou então tem muita mulher com dificuldade por aqui.
  • Ane
    Acredito que cada mulher deve escolher de acordo com suas ideologias o parto que deseja, mas também devem ser explanados os riscos desse parto. Não podemos afirmar que um parto em casa vai dar certo só por nossa experiência... Vocês conhecem partos que deram certo em casa, ótimo, eu conheço um que não deu.
    O que não podemos fazer é tapar o sol com a peneira e achar que parir é fácil, pois não é.
  • Alice
    Tem que ser Papo pra Homen mesmo, mas porque não colocar um Médico com opinião adversa,sinceramente nem li porque que pari só olha quem olha não sabe por experiência! Isso é fato!
    Quem tem que escolher o prórpio parto são as mulheres, isso nem cabe a homen nem a médico nenhum a não ser que a mulher na gravidez já aponte problemas de qualquer natureza.
    E por falar em natureza ela é muito sábia,porque será que médicos homens hj não sabem fazer partos heim??
    Homens,namorados,maridos podem se informar a respeito do assunto e ajudar suas mulheres a ter mais informações, Mas cabe as mulheres saberem o que vieram fazer nesta Terra, isso é mais antigo que nós mesmos.
    Somos todos filhos,netos,bisnetos,tataranetos, porque se não fosse assim como é que a humanidade estaria crescido deste jeito, e a natureza é tão mais sábia ....
    Sou mãe e tive parto em casa, sem médico nenhum e foi o máximo, a experiência para cada mulher quem vai ganhar é a sociedade, porque vai transformar cada mulher mais mãe,humana e proprietária de sua cabeça...Pensem nisso, o mundo precisa de seres realmente humanos!
  • O espaço é livre, Alexandra. A discussão foi proveitosa para todos. Fique à vontade.

    Maldito, é possível sim.
  • Além de malcomida, é uma porta.

    Quem escreveu o comentário, fui EU, não o Dr. Health.

    E nunca critiquei o fato de mulheres serem bem assistidas em partos normais.

    Só critico o fato de que as pessoas não respeitam opiniões alheias.

    "Ou você faz o parto normal, ou você é um crápula sem coração e agora eu vou ficar enchendo os comentários com 2 km de merda."

    O mundo não precisa de gente assim. E que ainda por cima, quando vê que não tem mais pra onde correr, se faz de vítima.
  • Alexandra
    Dr. Health - eu não tenho blog, não tenho intenção de ter.

    Vc quer que eu pare de escrever em resposta ao seu texto? Vc que é portador do espaço, se estiver muito chateado comigo e preferir que eu não post mais, pode dizer, eu paro, na boa...
    Ah, Dr. Health todos os textos que postei aqui, li-os primeiro, e por considerar pertinente, "postei".

    Dr. Health, eu sou real e também conheço algumas destas mulheres que relataram aqui seu parto em casa e outras formas, mas a maioria delas eu não conheço, nunca ouvi falar, fiquei feliz por saber que tem muitas mulheres que foram bem acompanhadas em seus partos assim como eu, bom saber que tem mais profissionais pelo Br e mundo afora que, sem deixar de serem cientistas, sabem e entendem sobre parto natural, isto é muito importante para a Ciência, a Medicina já conseguiu enterrar o uso do fórceps e outros procedimentos danosos ao evento do parto, vislumbro o dia que deixará de usar a cesariana indiscriminadamente e proporcione às mulheres e ao próprio profissional que acompanha partos mais prazer no trabalho e menos pânico em relação aos eventos do parto fisiológico.

    Até qq dia, Dr. Health.

    Alexandra
  • "Muitos pensam que a pesquisa científica é uma atividade puramente racional, na qual o objetivismo lógico é o único mecanismo capaz de gerar conhecimento. Como resultado, os cientistas são vistos como insensíveis e limitados, um grupo de pessoas que corrompe a beleza da Natureza ao analisá-la matematicamente. Essa generalização, como a maioria das generalizações, me parece injusta, já que ela não se incorpora a motivação mais importante do cientista, o seu fascínio pela Natureza e seus mistérios." - Marcelo Gleiser, em 'A dança do Universo'

    Serviu para mim como uma reflexão.

    Abraços.
  • Simone Cruz
    Em resposta ao Werther:
    Sim são pessoas reais, e não são as mesmas, posso te dizer com certeza pois conheço boa parte delas.
    Pergunte ao pessoal que administra o site de quais IPs vieram os comments, eles verão que são inclusive de países diferentes, além de também de várias partes do Brasil.
  • Werther
    Hummm... aparentemente todos os depoimentos "maravilhosos" sobre parto em casa e em países de primeiro mundo são provenientes da mesma pessoa... vejam a hora que foram postados... diferença de 5 minutos em alguns casos... ou esse pessoal tem um ótimo timing ou é uma pessoa que leva cinco minutos pra escrever... Acho que não vale a pena nem responder...
    E, realmente, a medicina moderna é "horrível": A expectativa de vida do começo do século XX subiu uns 30 anos com relação ao fim do mesmo século, e a mortalidade infantil caiu drasticamente, crianças cada vez mais prematuras sobrevivem. Tudo isso "culpa" da "horrível" e "desumana" medicina moderna.
  • Malcomida (Alexandra),

    Fique tranquila, minha mãe não le blogs...

    Quanto a enfiar meu pau no meu cu, agradeço a sugestão, mas não posso segui-la por três motivos:

    1. Não chega.
    2. Sexo anal passivo não me apetece.
    3. Ativo também não.

    Agora, eu acho o seguinte: você fica procurando posts na internet sobre artigos que você não lê (e sendo assim, eu também não), fica incitando brigas (em vez de dizer: eu não concordo com isso, pois bla bla bla, você diz: "o Dr. é um imbecil e não sabe o que fala) e também "vibra" quando o bicho pega...

    Cara... se você gosta de artigos grandes, poste no seu blog. Não tem? Crie um. É gratis.

    PS: Eu tive problemas pra nascer... não sei explicar direito, mas minha mãe disse que não sentiu nenhuma dor e tipo a bolsa tinha estourado há uns dois dias... o médico disse que se ficasse mais algum tempo, eu ia ter morrido, para a sua felicidade... Aí eu nasci de cesária. Mas o meu irmão teve parto de cesária já pq minha mãe quis assim tb...

    Pergunta ao Dr.: isso é possível ou é balela da minha mãe?


    PS2: A Alexandra continua não passando de uma malcomida.
  • BENDITA
    Para o dr e todos que já estão de saco cheio:

    QUERO VER SEGURAR A BOMBA AGORA!

    HAHAHA!
  • Alexandra
    Crônica /Veja Rio
    Parto normal
    Fernanda Torres

    Pari. Dia 10 de abril. Sou contra ficar falando da própria intimidade; sobre filho, então, tenho horror. Não sei bem o que me faz tocar nesse assunto agora, mas aí vai... Antes de ter filhos, eu não sabia disso, mas existe uma tensão muito grande com relação a ter, ou não, um parto normal. Para algumas, e eu sou uma delas, não faz muita diferença. O que eu desejo é ver o bichinho do lado de fora, respirando. Eu nasci de cesariana, dois anos depois de meu irmão, que levou doze horas para nascer e teve de ser arrancado a fórceps (acréscimo MEU*: isto acontecia nos partos hospitalares até bem pouco tempo - era uma prática da obstetrícia, até que os médicos perceberam que estavam fazendo algo muito errado - hoje é banido completamente). Então, lá em casa, a cesárea sempre foi bem-vinda. Eu sei que o Brasil é campeão mundial de cesarianas, feitas na maioria das vezes sem a menor razão, apenas por conveniência médica, vantagens no retorno financeiro do plano de saúde, ou por motivos idiotas, como escolher a arregimentação astrológica perfeita para o mapa astral do filho, ou até a proximidade do fim de semana. O mesmo tipo de insanidade que levou gerações e gerações a trocar o peito pelo leite em pó: o lucro, a ignorância e a comodidade. Portanto, eu respeito muito todo e qualquer incentivo ao parto normal no Brasil. A natureza, com seus milhões de anos de evolução, sempre foi a melhor opção, não tenho dúvida. Só acho que existem distorções do outro lado. Muitas vezes, quando digo que fiz cesariana, algumas moças que tiveram seus filhos de parto normal e se orgulham imensamente disso me olham com pena. O mesmo olhar do Michael Pilan, do Monty Python, no filme A Vida de Brian, quando o carrasco romano pergunta quase envergonhado para a fila de condenados judeus: "Crucificação? Sim... por favor, à esquerda..." . Outras moças, quando respondem que fizeram cesárea, abaixam os olhos com angústia, como se não tivessem sido realmente mães, e respondem com voz embargada: "Mas eu senti tudo...", como quem dá uma desculpa fiada, um último pedido de piedade para que não a condenem por ter falhado como mulher. Isso não pode, isso não está certo. É injusto! Levar uma vida inteira para botar uma criança no mundo e ter um sentimento de falência porque não saiu como planejado, ter vergonha porque não pariu como manda a natureza! Ninguém merece, nem as moças, nem os filhos das moças. Essa é uma forma estranha de vaidade.

    Pode ser que seja recalque meu. Não pari pelos caminhos naturais, mas isso não me causa sentimento de perda ou fracasso. Dizem os estudos que, entre todos os animais da Terra, a mulher sapiens é das que mais sentem dor ao parir. Tudo por conta de sermos bípedes e termos desenvolvido essa cabeça tão grande para pensar melhor. Bebês cabeçudos e quadris estreitos, uma combinação complicada. Para resolver a questão, a natureza fez com que paríssemos bebês prematuros, se comparados com qualquer bezerro, que mal nasceu e já está andando. Para criar nossos bebês indefesos, inventamos coisas tão incríveis como a família e o amor conjugal. Mais tarde, usamos nossa cabeça grande para criar outras coisas impressionantes, como a ciência, a política, a arte e a religião. Tudo isso nos é natural. Os avanços da medicina também fazem parte da mãe natureza e têm ajudado muitas mães a colocar filhos amados no mundo. Sofrer por vaidade não fica nem bem para uma mãe.

    e-mail: fernanda.torres.vejario@gmail. com

    *acréscimos: Alexandra
  • Alexandra
    Para a mãe do Maldito

    Eu realmente quero pedir desculpas, perdão, não desejaria a vc e a nenhuma mulher um momento de tristeza em pleno parto, entrei na pilhação de seu filho por ter me chamado de malcomida, mas é que ele é deveras desagradável, mas ainda assim vc não tem nada a ver com isso, eu sei, do fundo do coração que cada um é cada um, mais uma vez eu peço desculpa pelo que eu escrevi.

    Alexandra
  • Insolente
    Pelo que entendi, a questão é a significante minimização dos riscos. Como não sou da área, não sei se há como esses riscos relacionados ao parto serem administrados satisfatoriamente sem abrir mão desse benefício do parto domiciliar . E é claro que não duvido que cada caso deva ter suas particularidades... Não sei a exata extensão do conhecimento das enfermeiras obstétricas e da amplitude dos métodos de parição, portanto melhor é ficar calado nesse ponto. Lembrando também que, além da profissão, é importante a competência do profissional.

    Mas, particurlamente, não sei se essa bomba de hormônios denominada mulher grávida está no ápice da sua capacidade de decisões bem orientadas, por assim dizer. Há de ser ter cuidado para não tomar uma decisão que prejudique um significante nível de segurança. Romantismo é bonito e tudo mais, mas não salva vidas. Quero dizer: se não for possível ter um nível de segurança pelo menos semelhante ao que um hospital pode fornecer, mesmo que a criança nasça com cara de parto domiciliar, não permitirei mulher minha parir em casa. Não há romantismo ou aconchego que pague o posterior arrependimento de ter tomado uma decisão que resultou em tragédia.
  • nunaina
    Alexandra, agradeço a vc todas as informações e logo que der vou no blog do curumim e me envolver mais com o assunto

    pois eu acho que no Brasil o ideal ás vezes é muito distante do real.
    mesmo assim eu não o trocaria por nenhum outro lugar do mundo!
  • nunaina
    Qto ao Mauricio,ele tem uns altos e baixos,

    a galera realmente não perdoa.

    Mas ele tem prestado um belo serviço de informação e faz a gente querer saber mais e pesquisar,existe muita coisa boa que aqui a gente recebe informação e end na web prá se aprimorar mais

    o melhor post dele pra mim foi sobre o botox,vc deve ler

    pra mim se ele seguir essa linha,forma de escrever ele vai muito longe

    e qdo ele fala sobre futebol se ele comete uns errinhos o pau desce nos coments prá caramba!

    só acho que ele exagera nos xingamentos qdo sente que um texto dele foi criticado,

    mas é bem engraçado qdo ele explode,
    eu rio prá caramba.

    Dr Health: qdo vc publica um post,é que nem filho: "vc cria pro mundo" então eu acho que vc deve deixar ele seguir o caminho dele
    senão quem vai parecer um macaquinho não querendo soltar a moedinha de dentro do vidro será vc,

    fofo!
  • nunaina
    Gisele: 'brigada pelo seu retorno mas meu único ídolo mesmo é o Dr love

    mas eu não sou cega e qdo não gosto de algo que ele faz eu falo

    é só vc ler o Terapia Gratuita.

    mas que ele tem muita imaginação e criatividade,bah!
  • Vou dizer pela bilionésima vez :

    EU JÁ SABIA que ia dar esse bafafá todo. Pelo simples fato que na imensa maioria dos casos, até um macaco Rhesus bem treinado no alto de um vulcão em erupção na selva vietnamita após um ataque de vespas mutantes, faz um parto sem problemas.

    Mas quando dá problema, quero ver segurar a bomba...
  • Debora
    Dr.Health,
    quando engravidei, tive acompanhamento pré-natal com enfermeira obstetra, que por sinal foi muito diferente do acompanhamento médico tradicional.

    As consultas eram de 1 a 2 horas,de 15 em 15 dias.
    Uma verdadeira preparação p/ o parto domiciliar.

    Meu marido me acompanhou em todas as consultas e decidimos juntos que o parto seria domiciliar, se tudo corresse bem.

    Meu parto foi domiciliar com 42 semanas de gestação.
    Fui acompanhada por 2 enfermeiras obstetras parteiras maravilhosas que me deram todo suporte e confiança p/ concretizar o parto que desejei.

    Até chegar a essa decisão, li muito a respeito dos tipos de parto e achei indiscutível que o PD seria a melhor opção para a mãe e bebe.

    PD não é para qualquer mulher.

    Acho tbm que não é p/ qualquer profissional acompanhar.
    Quem já passou por isso sabe como é o acompanhamento por parteiras.

    Qto aos riscos, acho que qdo deixamos a natureza agir tudo flui muito mais equilibrado.
    Os hormônios são liberados na hora certa, na qdade certa.
    Meu filho nasceu na banheira, com 48cm e 2,800kg com apgar 9-10, sem chorar, com olhos abertos, super bem!

    Mamou nos 1os minutos de nascido,
    seu cordão foi cortado pelo pai, sem pressa e não nos separamos mais.
    Ele tem 7 meses e qdo eu engravidar novamente sem dúvida vou repetir a escolha.
  • Malagueta
    Esse post deve ter caido em algum forum que defende "as casas de parto"... Tem um pessoal muito xiita aqui... Não sabe conversar... pqp!
    Tava até legal a discussão mas agora ta enchendo!
  • Gisele
    *** Para o Dr: agradeço o grande esforço em tentar responder a tudo.
    Ainda assim, preferia ter meu segundo parto, sendo constatada uma gravidez saudável e de baixo risco, com dr. Jones, em casa, do que me arriscar num hospital, para onde iria numa boa, se houvesse necessidade.
    Ao invés de irresponsável, completamente responsável pelos meus atos e disposta a arcar com as conseqüências. Cada um na sua.

    Lamento a forma pejorativa como vc falou do Dr. em questão, que não é meu amigo, mas de quem ouço falar muito bem. Aquele uso de letras garrafais mostrou o quanto vc vibrou em saber que ele foi CONDENADO, né?
    E a falta de respeito, e de humor, mesmo que masculino, ao dizer " a mulher que ele mandou para o céu".

    que feio...
  • Gisele
    *** Para o mal informado Lucius e todos que vibram com o "texto-solução" ou "moral da história" que ele compôs: apesar do índice de transferências nas casas de parto ser baixíssimo, a grande maioria delas é bem sucedida. Na época em que fui atendida, no Rio, eram quase 600 partos sem nenhum óbito.

    Mas acho que vc não vai querer saber mais, né? Melhor ficar na ignorância. Mais prático, pelo menos.
  • Gisele
    *** Para Nunaina: gosto de ler suas mensagens e saber de sua lucidez mesmo não sendo envolvida (?) com a questão da humanização do parto. Peço desculpas pela tentativa de homogeneizar o perfil dos leitores desse site. Foi um erro que cometi ao perceber que, para a maioria, as informações do Dr. bastam e que seus fãs vibram com isso. É lamentável...

    Vc tem toda a razão pela competência da formação em emfermagem obstétrica. Quanto às parteiras, estão cada vez mais incentivadas (pelo Ministério da Saúde) nessas regiões onde seu trabalho é indispensável e buscam a regulamentação de sua profissão. Tb participam de treinamentos para melhoria de sua atuação e recebem material (como luvas e etc) de apoio.

    Para saber mais: google! vai achar muita coisa bacana.
  • Alexandra
    "05 DE MAIO - DIA INTERNACIONAL DA PARTEIRA: REFLEXÕES URGENTES QUANTO AO PROCESSO DE REGULAMENTAÇÃO/ RECONHECIMENTO DA PROFISSÃO"

    A atividade de parteira pode ser considerada uma das mais antigas que existe, mesmo antes de tantos avanços da biomedicina, as parteiras já atuavam. Pode ser considerada também das mais requisitadas, pois tanto em lugares onde há e não há médicos, ela é demandada. No Brasil, considerando
    sua ampla diversidade cultural, encontramos parteiras indígenas,
    quilombolas, ribeirinhas e tantas outras que atuam conforme suas crenças e práticas próprias, que é o que lhes dá a característica de tradicionais.
    Assim, qualquer iniciativa por parte dos poderes legislativo e
    executivo (nos níveis municipal, estadual e federal), no sentido de reconhecer a atividade destas parteiras, deve pensar ações que considerem a sabedoria tradicional destas mulheres.

    Por isso começamos perguntando se o Projeto de Lei 2.145/2007 que você encontra no link
    http://www2. camara.gov. br/proposicoes, de autoria da Dep. Janete Capiberibe, ou outro sobre o tema, não seria um problema por ter uma tendência a uniformizar o trabalho das parteiras, como se as práticas e saberes de todas
    elas fossem ou precisassem ser iguais em todo o país. Como fazer, por exemplo, em lugares onde não há exatamente a figura da parteira – como na região do Alto Rio Negro (AM) – mas de mulheres que pegam bebês?
    Elas teriam que se encaixar na visão de parteira tradicional que o Ministério da Saúde (MS) tem, para não serem ilegais? E o direito à diversidade cultural, previsto pela Constituição?

    Outra coisa para a qual devemos chamar a atenção é a forma
    tradicional de como estas mulheres se descobrem ou se transformam em parteiras.
    Muitas aprendem com as mais velhas, com seus próprios partos, a partir de uma emergência e da necessidade. Por isso perguntamos: se a parteira tiver estas qualidades, que são as formas tradicionais, mas não tiver o curso de qualificação básica do Ministério da Saúde, proposto pelo Projeto de Lei (PL) em questão, ela não é parteira? O curso é sim importante, pois
    consideramos que todas as parteiras devem ter acesso à informação.
    Mas se a idéia é valorizar o tradicional, será que o curso, que não é tradicional, deve ser obrigatório?

    Mais um ponto importante é a remuneração. Com certeza um retorno financeiro ajudaria em muito a atuação destas mulheres, que muitas vezes deixam de trabalhar para irem atender a um parto e, freqüentemente, suas clientes não têm meios para lhe retribuir o serviço prestado. A proposta do PL é de que
    as parteiras recebam um salário mínimo mensal. Mas será que esta é a forma mais adequada à realidade? O que acontece se a parteira não faz partos todos os meses, ela não vai receber nada? Considerando essas complexidades, acreditamos que é interessante encontrar uma forma de o Estado Brasileiro
    reconhecer e retribuir por esse serviço obstétrico que, muitas vezes, complementa e amplia o atendimento oficial oferecido.

    Enfim, pensando o PL de forma geral, será que é preciso uma lei, para incentivar o trabalho das parteiras? Será que essa lei não vai diminuir a autonomia das parteiras, e aumentar o controle dos médicos sobre elas, já que a idéia do PL é a atuação das parteiras seja condicionada à supervisão
    de um médico/enfermeiro? Será que cada vez mais as parteiras terão que atender aos requisitos do Ministério da Saúde, até o ponto onde não serão mais tradicionais? Há diversas experiências bem sucedidas de prefeituras, estados e ONGs que mostram como é possível tirar as parteiras da clandestinidade e incentivar sua atividade, inclusive de forma política e
    monetária, sem que seja preciso criar uma lei para isso.

    Que tal discutirmos tudo isto um pouco mais?

    As organizações e pessoas que assinam este documento vêm preparando um seminário sobre essa questão. Se você estiver interessad@ entre em contato conosco, ou acesse o nosso www.grupocurumim. blogspot. com
    .

    Assinam:

    Grupo Curumim (Recife, PE Fone: 81 3427 2023)
    Instituto Nômades (Recife, PE Fone: 3454 2505
    Centro Feminista de Estudos e Assessoria – CFEMEA (Brasília, DF Fone: 61-3224-1791)
    Julia Amorim, Antropóloga, 81-92587457
    Núbia Melo, Socióloga, Sanitarista, 81-92430626
    Nele Odeur, Antropóloga Cooperante Jovem Grupo Curumim (
    neleodeur@gmail. com)
  • Alexandra
    Esta é para o Maldito, com todo carinho de uma "malcomida" - vou ser bem breve, também pra contemplá-lo, já que ele tem dificuldade para ler textos longos:

    "Se vc acha que PAU (PÊNIS) é solução para tudo, enfia um no seu CU, hahahahah"

    Viva as parteiras!
    Viva parto em casa!
    Viva, vivaaaaa!

    E os supermedrosos, boa hora em hospital, VIVER TAMBÉM É MORRER

    Maldito - tenha certo: um dia vc também vai morrer, hahahahahah

    Pena que não foi na hora do parto, hahahahahah
  • André
    Este assunto é amplamente discutido em nossa comunidade PARTO HUMANIZADO E MEDICINA. O link é http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3561604
  • Maravilha, Dr. obrigado. Espero que tenha dado tudo certo no plantão.
  • Dr Health
    Gisele, sobre o que aconteceu com a sua amiga, a questão seria ligeiramente diferente. Se houve conduta errada do médico, e isto for comprovado, independente de todo o suporte que o hospital tenha e tudo o mais, ele vai responder judicialmente sim. E aí pode ser por imprudência, imperícia e até mesmo negligência, caracterizando a culpabilidade.

    Agora, se for comprovado que o médico agiu corretamente, de acordo com a boa técnica científica, e tomou as medidas adequadas, caracterizar-se-á uma fatalidade. Neste caso, ele é isento de culpa, pois Medicina é profissão-meio, o médico provê os meios adequados para lograr êxito no tratamento, mas não se pode garantir que isso acontecerá.
  • Dr Health
    Beleza, Maldito, segunda de noite eu vou procurar teu email e mandar. Tô de plantão agora (domingo de manhã) e aqui no hospital tem acesso a internet, mas não consigo visualizar meu email por causa do firewall. E só chego em casa segunda de noite (Lerê lerê...)
  • Lucius... falou tudo...
  • Lvcivs
    Mas é muita vontade de brigar, ahahahah

    Eu acho esse tema muito complicado e a opção final deve ser da mulher, mas eu acho que a opinião do pai da criança, se estiver/for presente é importante também.

    Eu sinceramente não tenho opinião formada quanto a esse assunto. Esqueçam a questão filosófica do parto, o lance principal do texto do Dr. Health é o seguinte: ***se ocorrer alguma complicação na casa de parto, já era.***

    Podem vir 5000 mil mães (aliás, parabéns à todas aqui) dizer que pariram sem acompanhamento médico, que toda a humanidade chegou até aqui, beleza. Porém, ABRAM OS OLHOS, isso não vai mudar o fato de que uma criança poderia ter sido salva se o parto complicado tivesse acontecido num hospital. Até onde eu sei o objetivo da medicina é salvar vidas, logo é óbvio que os médicos lutem por partos assistidos, de modo que TODA mulher possa ter seu filho com toda a assistência, e que em caso aconteça algum problema, ele possa ser salvo, e assim, a taxa de mortalidade se deva apenas à fatalidades, sem chance de negligências como no caso do Dr. Jones.

    "escancara a eficiência das parteiras tradicionais na arte de partejar, que só a elas cabe este conceito, pois são mulheres que em sua maioria nunca tiveram um diploma e *praticavam índices tão baixo de insucesso em seus trabalhos*"

    Caraca maluco, 151 mortes em 100 mil é baixo? E depois o médico que é açougueiro!! Eu queria ver você indo prestar assistência à cada família que perdeu um filho que poderia ter sido salvo se o parto tivesse ocorrido num hospital.



    Eu acho que a informação é sempre válida. Ok, vai fazer parto na casa de parto, beleza, assuma os riscos e depois não vai ficar se lamentando e acusando a casa de parto/enfermeira/obstetra se acontecer algum problema e a criança tiver uma deficiência em decorrência de complicações ou mesmo morrer.
  • nunaina
    Gisele,minha irmã teve tbm a sua primeira gravidez maravilhosa,com acompanhamento médico,convênio saúde,etc,mas por complicação da hipertensão arterial o bebê faleceu antes de nascer.

    Toda familia e amigos sugeririam o processo da médica,mas meu cunhado e minha irmã,resolveram apostar na médica,eles sempre creram que foi uma fatalidade,não consideraram ela ter falhado (eu acho que minha irmã deveria ter sido melhor orientada) em sua segunda gravidez eles continuaram com a mesma médica e o parto ocorreu no 8' mês vindo nascer um menino forte e sadio.

    Para o casal o incidente foi uma fafalidade e eles optaram em apoiar a obstetra por ser tbm seu primeiro parto.
    Os dois partos dela foram por cesariana devido à gravidade da situação no caso hipertensão arterial.cuidadosa,claro

    Sou a favor do parto normal e só em última instância a cesariana,claro.

    Tbm apoio as casas de parto e trabalho de enfermeiras obstetras( elas ou els ,são mais do que bem treinados,são 5 anos de graduação mais dois de residência em enfermagem obstetrica)

    e nas regiões de dificil acesso claro,sou a favor das parteiras,treinadas e reconhecidas pelos órgãos responsáveis no Brasil e no mundo.Brasil
  • Dr, pode me mandar um e-mail para esta conta que eu coloco nos comentários? Essa do Hotmail mesmo. Para que eu possa responder e explicar o caso?

    Apesar de ser um endereço meio sem noção, ele é válido e eu uso todos os dias.
  • Caramba! Não recebi os últimos comentários por email, daí pensei que o pessoal tinha desistido de CONVERSAR.

    Fiquei impressionada com a notícia do Dr Jones, ele até que escreve bem...

    TCA, acho que Dr Health vai ter que fazer um update no post mostrando os comentários e desenhando ao lado.

    [Nem a piada foi liberada da retaliação!]

    Essa história que o Maldito contou aconteceu comigo - 'tava fazendo um parto na faculdade e a parturiente defecou, saiu menino com fezes, foi "uma beleza"... Mas acontece, é natural. Lembro que uma colega foi fazer amniotomia (um pequeno corte na bolsa, para acelerar o parto e evitar sofrimento fetal) e qdo ela se aproximou a bolsa estourou no rosto dela... Acontece, acontece... Isso também me fez desistir de fazer Ginecologia e Obstetrícia.

    Dr Health, acho bonito também, 'tava pensando em estudar direito mais lá pra frente, qdo tiver mais "velhinha"!

    =***
  • Poderia ter ocorrido num hospital com certeza, e a paciente morrido do mesmo jeito. Porém só este fato serviria para descaracterizar a negligência e inocentar o Dr Jones.

    PS : Direito é bonito pra kct.. Pena que não tive saco para terminar a faculdade !!
  • Gisele, o evento "embolia amniótica" é sim uma fatalidade. Isto eu concordo.

    Porém, o douto julgador (o famoso capa-preta) analisará (ou analisou) a questão da seguinte forma :

    1 - O evento era previsto como possível complicação ?
    R - Sim

    2 - Se era previsto, o que poderia ser feito para remediar a situação ?
    R - Como o fenômeno requer tratamento hospitalar IMEDIATO, estar em localidade com suporte e material adequado para a situação.

    3 - E isto aconteceu ?
    R - Não. O médico aceitou correr tal risco.

    Portanto, está caracterizado o elemento negligência, um dos 3 elementos da culpa (os outros são imperícia e imprudência). O tipo penal é homicídio culposo (sem intenção de matar).

    Eu cheguei a fazer até o 4o período de Direito, após a residência médica. Vai ser (foi) mais ou menos por aí
  • nunaina
    Gisele,como assim " leitores que tem o perfil do site?", o grupo é muito variado de idade,formaçao,sexo,regiao do mundo,etc...concordo com tudo o que vc falou menos este ponto,ficou muito restrito.

    continuando: o curso de enfermagem obstetrica é de 5 anos (universtário) mais dois anos em residência em obstetricia... não sei informar sobre o de parteira mas ela é reconhecida mundialmente qdo atua nas regiões de dificil acesso no Brasil.
  • Gisele
    Opa! Vim aqui às 5h da manhã escrever pq essa discussão toda me incomodou bastante e não consegui dormir.
    Concordo com o post anterior em que diz que o que aconteceu o dr. Jones tenha sido uma fatalidade e que possa ocorrer em qq hospital ( e com certeza ocorre muito mais do que em pasrtos domicilaires).
    Eu mesma tive uma amiga que perdeu sua filha, numa gravidez maravilhosa, num dos melhores do RJ, por erro médico. Não adiantou a UTI, o aparato, a equipe. E esse médico? Pode ser condenado? Ou não pode pq está respaldado pelo hospital, pelo CREMERJ e tudo mais? É tao diferente assim.
    Pelo que li do artigo do dr. Jones, acredito que ele vá responder...
    Só pra constar: tive uma filha na Casa de Parto do Rio e meu parto foi maravilhoso! O atendimento lá é fantástico.
    Dr. Health, creio que seu artigo seja muito válido para os leitores que tem o perfil do site. Sugiro, apenas, que o termo "cilada" foi muito infeliz e causou tanta revolta.
    Como sugeriu uma leitora, poderia escrevr um sobre o que dá certo nesses 80% de casos... Ou convidar alguém amis apto a fazê=lo...
  • nunaina
    noosssaaaa!

    fiquei sem tempo de vir aqui,mas realmente!


    no primeiro dia em que o post saiu eu ia lembrar à todos sobre a realidade no norte e nordeste brasileiros,aonde não existe acesso à médicos ,ou ginecologistas - ainda somos um país do terceiro mundo,não podemos nos comparar com o primeiro onde o acesso á saúde é garantido , tanto financeiramente como tbm em termos de recursos humanos - existe no Brasil um programa -não lembro o nome - em que a função de parteiras é reconhecida,lógico: parteiras =partos domiciliares ,

    devido a dificuldade da presença de médicos em determinados lugares de grande pobreza,todos sabemos que o Brasil comporta dois "mundos antagônicos em um só", a India e a Bélgica convivem em um mesmo lugar:Brasil.os dois em um mesmo local e ao mesmo tempo.

    Creio que se formaram doi
    s grupos bem fortes nesta discussão e que vc,Mauricio,realmente não estava preparado não para a repercussão que teve.

    esta discussão não vai e tbm não precisa ter fim pois são dois pontos de vista divergentes e tem muita coisa envolvendo toda esta problemática:

    um deles, e não quero por mais lenha na fogueira, mas isto ficou bem visivel aqui é a competição que a classe médica tem com outros profissionais da área da saúde,exemplo: enfermeiras obstétricas, parteiras...

    não vou me esquecer que estamos em uma "mesa de bar,tomando um chopp com amigos" ,onde muito assunto é colocado em pauta e nunca é terminado ou concluído e
    nem precisa.

    E para mim o que aconteceu com o Dr Jones foi uma tragédia e pode acontecer em um lugar em que esteja presente a melhor e maior equipe de obstetricia do mundo,são fatos que acontecem na vida que independem da interferência humana.
  • Maldito, qual o nome que está no email ? Tem séculos que eu não acesso minha caixa postal no Terra. Nem tenho respondido, é muito email acumulado.
  • Assim, tipo... Alguém já entrou em comunidade anti-vegetariano no orkut? É a mesma coisa... sempre tem um cara tentando convencer vc a ser vegetariano... ou comunidade anti-crente... sempre tem um cara tentando te levar pro caminho de Jesus...
  • Eu acho que os comentários da Alexandra são desnecessários e uma completa perda de tempo: são muito longos, desnecessários e postados no lugar errado, ela devia entrar pro Greenpeace pra protestar contra o CREMERJ e o monte de médicos açougueiros que só quer saber de fazer cesárea.

    Deve ser uma malcomida que não tem o que fazer e vem aqui ficar criando polêmica.

    Pronto! Falei. Se é pra jogar a bosta no ventilador e sair atacando todo mundo a torto e a direito, pelo menos, vamos atacar a pessoa certa.

    A propósito, Dr, eu te mandei um e-mail para o e-mail seu do Terra, que aparece no primeiro artigo. Dá uma olhada pra mim depois e se der tempo, responde, por favor. Obrigado.
  • TCA
    Curto e grosso:

    Será que está TÃO DIFÍCIL assim entender que o Dr. Health não está defendendo NEM o parto normal e NEM a cesariana, E SIM o ACOMPANHAMENTO MÉDICO EM QUALQUER QUE SEJA O PROCEDIMENTO ESCOLHIDO??

    As pessoas não sabem mais interpretar textos... que tristeza! Olha como anda a educação no Brasil... tsc, tsc...
  • Alexandra
    Há mais de 300 milhões de anos existe Homo sapiens, homens e mulheres...

    E quando não existia médicos, ou os médicos existem desde antes da primeira mulher dar à Luz?

    Ou seja, será mesmo que esta premissa de que só médico tem direito a fazer parto é a Lei Máxima da Natureza?

    Ou apenas um status quo, apenas contemporâneo, e eu viverei e verei isto mudar, até pq quem sabe a importância e o privilégio de se participar do nascimento de um ser vivo, inclusive Homo sapiens, não aceita piadas sobre celular em vagina, cagada na cara...pessoas comprometidas com um nascimento respeitoso não exporiam suas mães mulheres amigas filhas e companheiras a comentários esdrúxulos.

    E para fechar minha participação, eu deixo a seguinte indagação, a partir da citação que o Dr Health colocou no seu texto acima e que foi copiado do texto do CREMERJ (que eu conheço desde antes de saber da existência do blog do Dr):

    “Até meados do século passado (época em que os partos aconteciam predominantemente em CASA), morriam 150 mulheres a cada 100 mil partos com bebês nascidos vivos. Nas últimas décadas, o índice de mortalidade caiu para 51 a cada 100 mil."

    Analisando estatisticamente, os dados que a Dra CREMERJ, apresenta demonstram que menos de MEIO POR CENTO (0,15%) dos partos até a década 1950 terminavam em óbito por conta de questões relacionadas aos eventos ocasionados pelos partos. Mas não distingue os tipos de parto, quais ocasionavam em particular mais óbitos? Os partos vaginais em casa, ou os partos vaginais hospitalares ou as cirurgias (cesáreas)?. Ainda assim, vamos ficar sob o aspecto global deste dado, ao lembrar que até a década de 1950 muitos partos eram domiciliares – então faz-se necessário um reconhecimento público e de amplo espectro sobre a Importância das parteiras tradicionais para a História do Brasil, é preciso propagar estes dados de Dra. Márcia e enterrar por vez a falsa idéia de que se morria muito de parto domiciliar, pois estes dados de Dra. Márcia, presidente do Cremerj, escancara a eficiência das parteiras tradicionais na arte de partejar, que só a elas cabe este conceito, pois são mulheres que em sua maioria nunca tiveram um diploma e praticavam índices tão baixo de insucesso em seus trabalhos – Bom, primeiro é preciso buscar a fonte dos dados apresentados por Dra. Márcia e, se possível, aprofundar-se neles, pois ao se fazer este reconhecimento estamos possibilitando uma real mudança de paradigma para a História, para o Brasil e por fim para as Mulheres.

    E obviamente, que com o advento da Medicina obstétrica a coisa melhorou AINDA MAIS, esquisito seria o contrário, jamais os médicos poderiam praticar índices piores que as parteiras, seria um colapso na tão aclamada formação acadêmica.
  • Nati
    Nossa, é bonito ver os relatos de partos domiciliares que deram certo. Que com certeza são mais aconchegantes e humanos.

    Mas é cansativo pra caramba ver esta discussão infundada!!

    O Dr, é ortopedista. Ele não ganha dinheiro fazendo parto no hospital (porque ele não faz) e o texto dele é contra a cesárea. ´
    Pronto é o que interessa!

    Aqui como o Marcelo disse é PAPO de HOMEM, e mulher pensa e age diferente.

    Eu acho louvável só a iniciativa de se falar sobre parto aqui. Porque homem nunca vai parir, e a maioria nem se interessa pelo assunto!

    Cabe no momento da gravidez a mulher compartilhar com o homem e os dois, juntos, buscarem a melhor solução para o caso.

    E sempre será uma decisão bem particular, que deixe todos envolvidos seguros!

    Mas na maioria das vezes, a mulher decide sozinha, por descaso dos companheiros.

    Então que possamos valorizar pelo menos a iniciativa de se falar em PARIR por aqui. E de mostrar que existe a possibilidade de se parir em casa com sucesso. 85% dos casos, não é isso Dr?

    Ps: Obrigada pelo elogio á foto!! hehe
  • Well, ortopedista ou não, eu sou médico e posso fazer um parto se quiser, tenho respaldo legal para isso. Mas sem treinamento MÉDICO adequado, eu prefiro não fazer, não sou louco, tampouco irresponsável. Se bem que na imensa maioria dos casos, posso só ficar olhando que tudo ficará bem... Como disse antes, por conta disto veio a saraivada de críticas ao texto, bom, eu estava pronto pra isso.

    Mas quando dá problema... Alguém se habilita a comentar sobre a gestante que o Dr Ricardo Jones mandou pro céu com sua negligência ? Garanto que se estivesse num local com equipamento adequado, o desfecho poderia ser diferente e aí sim, em caso de óbito, uma fatalidade.

    Uma última palavra sobre a questão cesariana x parto normal. Sou formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, e como escola pública que é, muito da minha formação tem aspectos fortes de epidemiologia e saúde pública. Como disse, e digo novamente pela milésima vez, o parto normal deve sim ser estimulado em relação a cesariana, que deve ser deixada para quando ocorre uma complicação. Seria IDIOTICE minha afirmar o contrário, e muitos(as) entenderam que meu texto é uma apologia a cesariana, quando partos normais também são realizados em hospitais. Assistência médica não é igual a parto cesáreo.

    E isso eu sei desde meu 7o período da faculdade. Lá vai fumaça !!!
  • Maldito, uma vez um colega meu levou literalmente uma "cagada na cara", pois a gestante, ao tentar fazer força para fazer o bebê sair, saiu outra coisa, e foi na pressão, em cima dele.

    Ele era acadêmico na época, e segundo me contou, isso foi fator decisivo para escolher outra especialidade, hehehehe
  • @Mariana: como eu queria que o Brasil tivesse médicos bem pagos para prestar esse tipo de assistência.
    Se invetam um programa desses aqui, o médico provavelmente ganharia metade do valor da consulta tendo de arcar com as despesas de transporte. É por isso que nossa carga tributária é a primeira ou a segunda maior do mundo, não lembro.

    @Marcelo alguma coisa: Desculpe por não lembrar seu sobrenome, mas a resolução do meu pc não mostra, e eu to com preguiça de rolar o texto, mas enfim, eu sou meio ruim pra entender piadas mesmo...

    Lembrei uma história verídica sobre parto normal: Minha professora, acho que na oitava série disse que a filha dela nasceu de parto normal. Aí pelo o que ela disse, antes do parto, é recomendado fazer uma lavagem de cólon, ou alguma coisa assim... aí fizeram... mas na hora H deu aquela vontade de soltar um barro... aí puseram um balde debaixo da maca... não sei se foi exatamente isso, mas foi algo assim.
  • Alexandra
    E o Marcelo que já está fora, continua fugindo da raia, vamos contar quantas mulheres vieram aqui e disseram que tiveram parto domiciliar bem sucedido?

    A gente vem aqui informar ao Dr. Health (q é leigo em parto - ele confirma isto no texto dele) e o outro insisti que é ataque de periquita?!? - e Carla pena que vc compreenda nossos argumentos apenas como machismo invertido.
    Pq:
    Caraca dizer que cabe aparelho celular em vagina é simples piada? Caramba, o cara arrombou a mãe ao nascer ou o quê? Q cabeção anormal é este que ele tem - imagina então o que é machismo? Eu pensei que soubesse, mas depois dessa eu não quero nem chegar perto de textos machistas - quem dirá ler - deve ser a aberração humana em forma de palavras.....

    E o cara ainda acha que a gente só quer contradizer o pobre do Dr. Ortopedista.

    Ai - agora só para vcs meninas que pretendem ter um parto fisiológico, seja lá onde for, mas acima de tudo, BEM LEGAL, se quiserem informações realmente esclarecedoras vão em frente, na internet tem muita coisa legal sobre o assunto.

    Se quiserem mais relatos sobre partos fisiológicos, seja lá onde for, podem entrar em: http://www.rehuna.org.br/ lá tem mais links interessantes sobre todo o universo da gravidez e nascimento.

    Adios, Dr Health - legal a sua iniciativa de se expor - foi muito bom, abriu espaço para que pudéssemos publicar informações importantes, muito grata.
  • Mariana
    Olá a todos!
    Tenho uma amiga que mudou-se para a Áustria há uns anos e teve seu bebê lá. As mulheres são acompanhadas durante a gestação em casa uma vez por mês e, no último mês, semanalmente. Recebem uma listinha com tudo o necessário para a hora do parto. A maior parte das gestantes dá à luz em casa mesmo, com parteira (lá é uma profissão reconhecida). Um dos motivos para que se haja assim é o risco de infecção hospitalar (imagina o risco aqui nos hospitais brasileiros!!).
    Isso sim é tratamento de 1º MUNDO!
  • @ Carla (com foto) Não foi tão ruim assim... rs, o Maldito que é uma porta mesmo... hehehe (brincadeira Maldito...)

    @Carla (sem foto) Não existem diferenças fisiológicas nas mulheres de nenhum lugar do mundo, apesar de fisicamente as brasileiras serem as melhores (só p/ descontrair)... Se vc ler com atenção o que eu escrevi, verá que me refiro as condições da saúde pública no Brasil, essa é a "pequena" diferença, não conseguimeos nem manter os hospitais abastecidos de material, remédios, aparelhos e médicos, como confiar na logística necessária para levar a parturiente para o hospital em caso de necessidade. Quanto as fontes, me desculpe, mas um comunicado publicado pelo órgão oficial de regulação do exercício da profissão de medicina, assinado pela sua presidente, apesar de não significar a verdade absoluta, apenas um lado da moeda como sua xará bem colocou, tem que ser levado em consideração, nem que seja para um pouco de reflexão sobre o tema.

    Acho que está é uma questão muito pessoal que quem escolhe o parto domiciliar ou em casas de parto deve estar ciente de todos os riscos que irá correr, se a decisão é tomada em conjunto por todos os envolvidos e há concordância, boa sorte, na minha opinião é bricar de roleta russa.

    Healt, mais uma vez parabéns pelo artigo e pelo comportamento na discussão, mesmo após alguns "ataques" exagerados vc manteve seu ponto de vista trazendo mais informações para o debate que isso aqui virou rs

    Acho que agora já virou mais do mesmo...I'm out!
  • Esse Ricardo Jones que foi CONDENADO é o mesmo que escreveu o texto postado pela Adriana Reis. O caso é um bom exemplo que o conceito de gestação de baixo risco é errôneo, e complicações podem ocorrer de uma hora para outra, e o tempo de transporte pode ser longo demais.

    Embolia amniótica aguda é um evento que requer ventilação artificial imediata, o que certamente não acontece numa casa de parto. Provavelmente ele foi condenado porque o tempo que se leva para transportar a paciente provavelmente foi decisivo no desfecho.

    Muitos vão dizer que só esse caso não é estatisticamente significante para comprovar o risco. Pois bem, para a gestante do caso, só significou perder a vida.

    Eu digo pq ele foi condenado : A partir do momento que a complicação é prevista e o médico executa o procedimento num lugar sem equipamento adequado para o tratamento, ele foi omisso. Agiu com negligência, caracterizando elemento da culpa.
  • http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/n...

    Casas de parto de tornam centro de polêmica
    TATIANA DINIZ
    da Folha de S.Paulo

    Criadas há seis anos, as casas de parto se tornaram o centro de um fogo cruzado entre as categorias de profissionais de saúde. Isso porque o texto da portaria que as oficializou permite que elas funcionem sem que seja obrigatória a supervisão de um médico, podendo ser geridas por enfermeiras-obstetras.

    Taxadas de "pouco seguras" por instituições como a Febrasa (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), enfrentam severas críticas. Criadas para atender gestantes de baixo risco, não contam com centros cirúrgicos.

    "Esses lugares não oferecem segurança absoluta à gestante. Não posso concordar que o nascimento de uma criança não conte com a presença de um neonatologista ou que a mãe não tenha um anestesista para aliviar sua dor. É um retrocesso", avalia Luiz Camano, professor da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e presidente da Comissão de Assistência ao Parto da Febrasgo.

    Em 2004, quando foi inaugurada a casa de parto de Realengo, no Rio de Janeiro, o Conselho Regional de Medicina entrou com uma ação judicial para impedir o funcionamento da unidade.

    "Até hoje vivemos numa briga sem fim com eles", comenta a enfermeira-obstetra Leila Gomes Ferreira de Azevedo, coordenadora da casa que, até a última quinta-feira, já tinha realizado 352 partos. "A média atual é de 36 por mês, mas queremos chegar a 80", afirma.

    A casa de parto de Realengo atende moradoras do bairro e de algumas regiões do vizinho distrito de Bangu e oferece um serviço de pré-natal que inclui de práticas de respiração a orientações de cuidados com o bebê. As mães que têm seus filhos ali ficam em quartos com cama de casal, com o bebê e o companheiro.

    Tudo isso encantou a pedagoga Malila Barros Wrigg, 24, que, como morava na região assistida pela unidade, decidiu, já no quinto mês de gravidez, deixar para trás o obstetra que a acompanhava desde a adolescência e, com ele, todos os hospitais catalogados por seu plano de saúde, para dar à luz em Realengo.

    "Quando disse que queria ter o bebê numa casa de parto, enfrentei muita resistência da minha família. Mas meu marido me apoiou, e me envolvi totalmente com as palestras e as oficinas do pré-natal. Em nenhum outro lugar aprenderia tanto quanto aprendi ali", enfatiza.

    Porém, na primeira hora do dia 18 de dezembro de 2004, a bolsa de Malila rompeu seguida de um grande sangramento. A hemorragia a tirou do protocolo de gestante de baixo risco. Tratava-se de um descolamento prematuro de placenta, e ela foi transferida para uma maternidade pública no bairro vizinho.

    O parto de Clara, hoje com oito meses, teve uma série de complicações. Depois de uma cesárea de emergência, a criança nasceu com morte aparente. "Foi frustrante, mas, naquela situação, ouvindo o coração da minha filha quase parar, a possibilidade de cirurgia apareceu como uma solução", lembra Malila, que continua defendendo as casas de parto, desde que sejam anexas a hospitais.

    De acordo com dados do Ministério da Saúde, somando o volume de partos realizados nas casas de Belo Horizonte, Juiz de Fora e do Rio de Janeiro entre 2001 e 2004 chega-se a um total de 4.838. Houve seis óbitos neonatais. Nenhum óbito materno ocorreu. "A casa de parto é totalmente segura para as gestantes saudáveis", reforça o obstetra Marcos Dias. "O conceito de gravidez de baixo risco é ultrapassado. Uma gestante de baixo risco se converte numa parturiente de alto risco inesperadamente", rebate Luiz Camano.

    Há cinco anos, no Rio Grande do Sul, um episódio desse tipo levou à condenação do obstetra e homeopata Ricardo Herbert Jones. Durante um parto assistido por ele, a paciente, considerada gestante de baixo risco, teve uma embolia aguda por liqüido amniótico. Foi feita uma cesárea, mas ela morreu, dias depois, na UTI do hospital. O bebê também não resistiu. "A embolia é processo sem sinais, imprevisível e sem grupos de risco. Sei do compromisso que tinha com a paciente e de tudo que fiz. O que aconteceu foi uma fatalidade seguida da perseguição ao modelo de parto humanizado", disse Jones, que ainda está sob processo do Conselho Regional de Medicina, à Folha.

    Alternativa

    Enquanto as mães reivindicam o protagonismo dos partos, as doulas --versão moderna de parteira, conselheira e incentivadora do parto normal-- atuam como coadjuvantes de peso. "A classe médica ficou desatualizada sobre como conduzir nascimentos. O parto, como a vida, tem riscos. Mas isso não justifica a hospitalização desnecessária", observa a doula Maria de Lourdes Teixeira, a Fadynha.

    Em meio a discussões, o fato é que as mulheres estão reavaliando como devem parir suas crianças. É o caso da arquiteta Carla Demattio, 34, que vive o processo de escolher onde vai ter seu bebê e está considerando a Casa de Parto de Sapopemba entre suas opções. "Acho que seria uma saída para fugir das rotinas dos hospitais", explica.
  • Luana Arnhold
    Pedra,
    TIve um parto domiciliar, dentro de uma banheira. Foi fantastico! O risco de engolir agua so ocorre após a criança ter contato com oxigenio.
  • Carla
    Viram? Evidências científicas!!!
    Porque o professor falou... pq o CREMERJ publicou...
    Ah!!! As evidências científicas!!! Alguém leu???
    Talvez nem saibam onde achar... talvez achem que o artigo do CREMERJ é "A" Evidência, rs...

    *MArcelo: Eu queria saber quais são as diferenças fisiológicas entre as mulheres brasileiras e as outras. Não entendi por que em outros países o parto domiciliar é "mais possível" do que aqui! :-O

    Também queria saber se vocÊs sabem que é a série de intervenções rotineiras (e na maioria das vezes desnecessárias) dos hospitais que acaba atrapalhando o processo natural e fisiológico que é parir e é por culpa delas que muuitas mulheres acabam em cesáreas.
    Vocês sabem também que é por isso que muitas mulheres "fogem" dos hospitais e preferm ter o parto em casa?
    E mais... já leram "N" notícias sobre partos que aconteceram em ônibus, estradas, porta de hospital pq não deu tempo de a mulher chegar ao hospital?
    Todos eles terminam com "mãe e bebê foram encaminhados ao hospital e felizmente passam bem", engraçado né?
  • Pedra
    Enquanto eu lia esse artigo, um médico falava na tv cultura, sobre como a parteira é mais qualificada que o médico. Achei bem interessante ouvir os 2 lados. Pena que quem viu apenas na tv possa ter uma impressão errada...
    Sobre o parto, seria interessante um artigo sobre o parto na água (ou piscina), até mesmo p/ desmistificar essa outro tipo de parto.
    Ouço sempre dizer que é mais qualitativo p/ o bebê, mas ele não sofre o risco de aspirar água? O.o
  • A parte da retórica foi beleza... o difícil foi o machismo invertido...
    rs

    Eu sou meio porta pra essas piadas...
  • Rssss
    Opa, Maldito, desculpa...
    Em relação a quê?
    Se foi pela discussão retórica, quis dizer que a questão não é a idéia, mas a tentativa de convencer o outro da sua opinião.
    Se foi pelo "machismo invertido", apenas uma piadinha sem-graça.

    =D

    'tendeu?

    =*
  • Carla, eu posso estar sendo um imbecil, e provavelmente, estou sendo... mas não entendi seu comentário...
    rs
    e o pior é que eu não entendi mesmo...
    =\
  • Acho que o ponto desviou para uma mera discussão retórica, meu caro Health...
    =D

    Já que está se falando tanto de machismo, vou fazer um comentário machista inverso:
    =* pros "mano"
    [] pras mina

    Pra descontrair um pouco!
  • O post da Ana foi um exemplo da situação clássica :

    "Amor, vc está linda hoje !"
    "Ah, quer dizer que ontem eu não estava..."

    Motivo pelo qual citei as complicações do parto normal : Mostrar o que pode dar errado num parto normal, coisas que necessitam de intervenção especializada. Por que não escrevi as complicações da cesárea ? PQ NÃO SE FAZ CESÁREA EM CASA DE PARTO OU EM CASA !!! Simples. Não há nada a ser subentendido.

    Vou escrever mais uma vez : RELEIAM O SEGUNDO PARÁGRAFO. Melhor ainda, transcrevo a última frase : "o parto normal tem bem menos complicações que a cesariana". É contraditório eu dizer isso e "subentender" que defendo a cesariana, certo ?
  • @ Alexandra,

    Vc reparou no nome do site???????

    Sem machismo nenhum posso te afirmar que há coisas no humor masculino que vocês mulheres nunca entenderão .. existem muitos comentários infantis aqui sim, mas nenhum post com esse cunho, e se existir pode ter a certeza que ele será de humor, tenho certeza absoluta que o Guilherme (organizador do site) jamais permitiria algo do gênero.

    O que coloco em questão não é o que se diz, mas como se diz, que ótimo que você fez a sua escolha e deu tudo certo, que vc é feliz assim, agora não obrigue as pessoas a compartilharem da sua opinião, vou além, não agrida quem discorda de vc, exponha seus motivos, se quiser, justifique a sua escolha, mas respeite quem discorda. Conheço N mulheres que já pariram, se vc reparar no meu primeiro comentário verá que eu pessoalmente já fiz um parto natural no banco de um carro, numa situação de emergência, nada aconteceu com a criança ou com a mãe, eles são lindos, felizes, saudáveis e mantemos contato até hoje, mas não quer dizer que eu concorde com a sua opção ou que eu ache a mais adequada, essa É MINHA OPINIÃO.

    As informações que você colocou sobre o parto normal, condizem exatamente com a opinião do texto, em nenhum momento o Drº foi favorável a cesárea e contra o parto normal, muito pelo contrário, repare no primeiro parágrafo do texto:

    "Cabe ressaltar que não se trata de uma discussão sobre parto normal x parto cesariano. Não quero discutir sobre vantagens de um, complicações de outro, apesar de já estar bem claro que o parto normal tem bem menos complicações que a cesariana. "

    A questão é o parto em casas de parto ou domiciliares, principalmente sem a presença de um obstetra, esse é o cerne da discussão, é sobre isso que peço estatísticas brasileiras, porque me desculpe, mas a realidade que vejo nos hospitais públicos brasileiros (em sua grande maioria) não me permite confiar, repito ESTA É APENAS A MINHA HUMILDE OPINIÃO!

    @ Ana

    Que bom que seu marido participou da decisão e te apoiou, é assim que deve agir um casal maduro, caminhando sempre juntos nas decisões mais importântes da vida, que ótimo que deu tudo certo e o momento foi tão sublime quanto você relatou, sem hipocrisia que o corpo é seu, que a vida é sua ou que vc sabe parir, portanto a decisão deve ser exclusivamente sua, foi uma decisão em conjunto em prol do maior presente divino que é a filha de vcs, sinceramente não faria esta opção, mas respeito quem a fez, infelizmente meu filho não pode nascer de parto normal, essa era a opção de todos nós, inclusive da equipe médica, mas nem por isso deixou de ser o momento mais mágico da minha vida.
  • Ana Sixx
    Marcelo,

    Meu marido participou não só da decisão do parto domiciliar, como também de TODAS as consultas de pré-natal, que eram simplesmente deliciosas.
    Durante o meu trabalho de parto, em nenhum momento, ele saiu de perto de mim.
    Nos abraçamos.
    Nos olhamos.
    E aguardamos ansiosamente a chegada de nossa filha.
    Quando ela nasceu, era ele quem me amparava, me apoiando e me dando um apoio sem igual.
    Após seu nascimento, foi respeitada a minha filha, que foi imediatamente colocada em meu peito.
    E ele teve o prazer de cortar o cordão umbilical, assim que foi possível.
    Naquela noite, depois que minhas amadas parteiras/enfermeiras obstetras sairam, não era em um lugar frio e impessoal que nós estávamos.
    Nossa filha não foi retirada de nós para que fosse colocada em incubadoras e dado a ela leite NAN.
    Estava na minha cama, em meus lençóis.
    E meu marido estava comigo.
    Não dormimos naquela noite, extasiados pela beleza de tudo.
    Pela simplicidade da vida.
    Pela infinita beleza e saúde da nossa filha.

    O que acho, que é indignante nessa postagem, não é o fato de se estar defendendo a cesárea.
    Eu não vi ele escrever explicitamente a favor da cirurgia, realmente não está.
    Mas, ele começa um tópico como:
    O que pode dar errado num parto normal?

    Ora bolas, isso diz o que???
    Cadê o
    O que dá errado na cirurgia???

    Então em cima disso, é lógico que subentendemos que aqui foi feito um texto contra o parto normal.

    Estamos defendo o parto domiciliar, com propriedade, porque sabemos o que é.
    Vivemos isso, e iremos defender até o fim.

    Essa foi a minha opção.

    Mas, isso é a escolha de cada mulher.

    O evento tem que ser natural.

    Seja em casa, em Casas de Parto ou no Hospital.

    Agora, me dizer que a cirurgia cesárea, é opção de parto...

    Pelo amor de Deus!!!!!

    Vamos acabar com esse termo.

    Cesárea é cirurgia.

    Não é opção a se escolher.

    A medicina anda tão avançada, existem formas de se minimizar a "dor", com anestesias e tudo mais e as pessoas continuam insistindo nisso.

    Dessa forma, NUNCA que essa taxa vai baixar.

    O Ministério da Saúde começa uma campanha para modificar esse quadro aterrador.
    Como será isso???

    Com médicos, que adoram falar sobre as desgraças que ocorrem em um parto normal?????????

    Há de se fazer um super mega hiper programa de reciclagem desses médicos, pois com esses pensamentos, vamos continuar tendo altos indíces de cirurgias.

    Cesárea, NÃO é opção.

    Ana Claudia mãe de Cora
  • Alexandra
    Campanha nacional incentiva o parto normal

    Levantamento encomendado pelo Ministério da Saúde demonstra que a cesariana já representa 43% dos partos realizados no Brasil pelo setor público e privado. Entre as mulheres que utilizam planos de saúde, esse percentual é ainda maior, chega a 80%. E, entre as que utilizam o SUS, é mais baixo, corresponde a 26%. Os dados são de 2006.

    O parto normal é apontado como mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde, as cirurgias deveriam corresponder a, no máximo, 15%.

    Para alterar o atual quadro, o Ministério da Saúde lança nesta terça-feira (6) a Campanha de Incentivo ao Parto Normal. O evento acontece no hotel Saint Peter, às 14h, e terá a presença do ministro José Gomes Temporão.

    “A cesariana tem indicações técnico científicas, se constitui em avanço da ciência para as situações de risco para a mãe e/ou bebê, mas tem sido comum a cirurgia ser marcada desnecessariamente, sem uma indicação precisa, o que aumenta as chances de complicações e morte para ambos”, alerta o médico Adson França, diretor do Departamento de Ações Estratégicas (DAPES) do Ministério.

    Os estados da região Sudeste registram os índices mais elevados de cesariana, totalizando 52% do número total de partos. A região Norte, por outro lado, registra os menores percentuais: 35%.

    “No Sudeste, o modelo de atenção obstétrica vigente, com maior valorização do parto operatório está mais consolidado. Essa também é a região onde as escolas médicas tiveram papel preponderante de disseminação desse modelo. Na região Norte há um maior número de partos normais”, comenta a coordenadora da área técnica de saúde da mulher, Regina Viola. No Amapá a prevalência de partos normais é de 75%.

    A alta prevalência das cesáreas leva a uma série de prejuízos: para o bebê, para a mãe e para a gestão dos serviços de saúde. Estudos demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas, antes do período normal de gestação (40 semanas) têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, acabam precisando de internação em unidades de cuidados intermediários ou mesmo UTI Neonatal. Além disso, no parto cirúrgico há uma separação abrupta e precoce entre mãe e filho, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo.

    Para as mães, o parto cirúrgico apresenta mais chances de hemorragia, infecção no pós-parto e uma recuperação mais difícil, além de determinar custos mais elevados e desnecessários para a saúde pública e privada. “Por essas e outras razões, queremos incentivar as mulheres a reivindicar o direito de dar à luz por meio do parto normal, com autonomia, humanização no seu acompanhamento e segurança”, afirma Adson França.

    Um dos aspectos já identificados pelo ministério como causa para o aumento das cesáreas é o menor tempo de assistência médica necessária, em relação ao parto normal. Por isso, a campanha também sensibilizará os profissionais de saúde, as universidades e conta com o apoio das entidades médicas e científicas.

    A falta de informação entre as mulheres também seria outro agravante, pois faz com que elas não participem dessa escolha e, mesmo que num primeiro momento expressem a vontade do parto normal (70%, segundo pesquisas recentes/MS), no decorrer do trabalho de parto, são convencidas por um ou outro motivo a aceitar o parto cirúrgico. Em várias situações ocorre o desrespeito ao protagonismo feminino, prevalecendo convicções pessoais do profissional assistente, nem sempre baseadas nas melhores evidências científicas.

    O Ministério da Saúde também esclarece que cesáreas anteriores, gestação de gêmeos e fetos grandes não determinam, por si só, a indicação do parto cirúrgico.

    Lançamento da Campanha para Estímulo ao Parto Normal e redução das cesarianas desnecessárias
    Local:Hotel San Peter
    Horário: 14h

    Informe-se sobre o 'MAIS SAÚDE' acessando o hotsite do programa. Clique aqui

    Mais informações
    Atendimento ao cidadão
    0800 61 1997 ou 61 3315-2425
    Atendimento à Imprensa
    (61) 3315-3580 ou 3315-2351
  • Alexandra
    Planos de saúde: mulheres preferem cesariana no final da gravidez

    Li no site UOL Saúde:
    http://cienciaesaud e.uol.com. br/ultnot/ 2008/05/07/ ult4477u595. jhtm 07/05/2008- 11h59

    Mulheres mudam de idéia durante gravidez e preferem cesariana, diz pesquisa
    Mariana Jungmann
    Da Agência Brasil

    Cerca de 70% das mulheres dizem querer parto normal quando estão no início da gravidez, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Entretanto, no fim da gestação, cerca de 80% das mulheres que têm planos de saúde acabam fazendo cesariana. Entre as gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS), o número de cesarianas é de 26%.

    Para confirmar os dados apontados pelo ministério, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez pesquisa parecida e também concluiu que aproximadamente dois terços das mulheres que têm plano de saúde dizem querer parto normal quando estão no começo da gravidez. Mas, na hora do parto, o número se inverte e apenas um terço realmente faz parto natural. "Isso demonstra que alguma coisa acontece no decorrer da gravidez e que convence as mulheres que a cesariana é melhor", explica Martha Oliveira, gerente assistencial da ANS.

    Segundo ela, o problema é provocado por vários fatores. Para começar, há os mitos que envolvem o parto normal - de que ele é dolorido e traumático – e que a cesariana é mais "segura e chique". "O que a gente sempre vê na televisão é que na cesariana a mulher está cercada por médicos e aparelhos de última geração, super tranquila e sem dor. Já no parto normal ela aparece descabelada, sempre sofrendo muito", ressalta.

    Além disso, segundo ela, a grande diferença entre as mulheres que têm plano de saúde e as que são assistidas pelo SUS na hora do parto normal, pode estar no acompanhamento. Segundo ela, no sistema de saúde público, o parto é feito pelo médico plantonista, que tem tempo disponível para acompanhá-la.

    A formação dos médicos, voltada para o incentivo à cesariana que é menos trabalhosa e demorada que um parto normal, é uma das grandes questões apontadas pela gerente da ANS. Segundo ela, a mudança de idéia entre as gestantes, que acabam preferindo a cesariana, também está associada a isso. "A gente até já ouviu dono de hospital dizer assim: 'se você diminuir o número de cesarianas, você quebra minha UTI [Unidade de Terapia Intensiva] neonatal'", conta.

    O problema também não é apenas financeiro. Segundo ela, mesmo que o médico recebesse quatro vezes mais pelo parto normal, isso não cobriria os custos. "O parto normal é mais demorado. Para fazer um, o médico precisa deixar o consultório uma tarde inteira, desmarcar outras cesáreas. Por isso, nós estamos buscando soluções como, por exemplo, convencê-lo a colocar uma equipe de enfermeiros acompanhando a paciente e ele só chegaria para fazer realmente o parto".

    Para discutir o assunto com os médicos, a ANS deve realizar um encontro no Conselho Federal de Medicina (CFM) esta semana. Devido ao horário de fechamento desta matéria, não foi possível contactar o CFM.

    No próximo domingo (11), Dia das Mães, o Ministério da Saúde começará uma campanha para incentivar as mulheres a fazer parto normal. A intenção é diminuir o alto número de cesarianas desnecessárias realizadas anualmente no Brasil. Voltada para gestantes, familiares e médicos, a Campanha de Incentivo ao Parto Normal será veiculada no rádio, na televisão, internet e outros meios de comunicação até 2010
  • Alexandra
    Planos de saúde: mulheres preferem cesariana no final da gravidez

    Li no site UOL Saúde:
    http://cienciaesaud e.uol.com. br/ultnot/ 2008/05/07/ ult4477u595. jhtm 07/05/2008- 11h59

    Mulheres mudam de idéia durante gravidez e preferem cesariana, diz pesquisa
    Mariana Jungmann
    Da Agência Brasil

    Cerca de 70% das mulheres dizem querer parto normal quando estão no início da gravidez, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Entretanto, no fim da gestação, cerca de 80% das mulheres que têm planos de saúde acabam fazendo cesariana. Entre as gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS), o número de cesarianas é de 26%.

    Para confirmar os dados apontados pelo ministério, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) fez pesquisa parecida e também concluiu que aproximadamente dois terços das mulheres que têm plano de saúde dizem querer parto normal quando estão no começo da gravidez. Mas, na hora do parto, o número se inverte e apenas um terço realmente faz parto natural. "Isso demonstra que alguma coisa acontece no decorrer da gravidez e que convence as mulheres que a cesariana é melhor", explica Martha Oliveira, gerente assistencial da ANS.
  • Alexandra
    O Título: " A cilada do parto domiciliar" é bem inapropriado a essa altura, mas - Dr Health, vc o mantém? Ainda gosta dele?
  • Alexandra
    Marcelo

    há muito machismo aqui sim!
    Leia todos os posts se tiver afim, tem um o pior de todos em que o cara comenta a possibilidade de se guardar celular em vagina pós parto normal!!

    Vc não viu este não?

    eu li todos...
    e o texto do CREMERJ é péssimo sim, não tem nenhum dado científico e se vc somar todas as evidências que o Dr. Health apresenta saberá que são em menor quantidade que as que já apresentamos, e obviamente não apresentamos todas.

    Mas, para vc, é perceptível que não importa quantas apresentarmos vc não quer nos aceitar e ponto.
    Agora eu te pergunto, quantas mulheres vc conhece que já tiveram parto em casa, e que foi ruim?

    Eu conheço várias mulheres que já pariram:

    - em hospital, parto fisiológico bem sucedido;
    - em hospital, parto fisiológico ruim;
    - em hospital - tentativa de parto que terminou em cirurgia (cesariana);
    - e também conheço várias mulheres que tiveram parto em casa, porque queriam apenas um bom parto fisiológico e sabem que em hospital isto não é garantido, por uma série de dificuldades que inclui a tranquilidade e sabedoria da mulher em saber parir e a competência e tranquilidade do profissional em saber acompanhá-la.

    E acrescentando, vc não acha mesmo que os maridos das mulheres de parto em casa não acompanharam participativamente o parto, né?

    Todos acompanham, cada um ao seu modo, sem atrapalhar, alguns mais tranquilos acompanham e ajudam em muitos momentos, os mais medrosos e nervosos, esperam num ambiente separado que é para não atrapalhar, POIS QUEM PARI MESMO É A MULHER, QUEM PRECISA DE TODO RESPEITO E PACIÊNCIA É A MULHER, É O CORPO DELA QUE TEM QUE DILATAR, É A MENTE QUE TEM QUE ACREDITAR QUE DÁ CONTA DO RECADO, NÃO ADIANTA TODA COMPETÊNCIA DO PROFISSIONAL E TODA PACIÊNCIA DO COMPANHEIRO SE A MULHER ACHAR QUE NÃO É CAPAZ...

    E no Br tendem a piorar a insegurança contemporânea de muitas mulheres em não saber mais como é o evento fisiológico do parto.

    Por isso, é difícil para vc nos entender e continuar achando que o CREMERJ sabe mais do que nós que realmente parimos, na hora do "vamô vê". Por isso vc dá mais credibilidade ao CREMERJ, mesmo sem ele apresentar embasamento cientifíco, do que a mim que estou te dizendo: Cara, eu sei do que estou falando, eu tenho útero, engravidei 2 vezes, e pari sem necessidade de nenhum aparato hospitalar - eu sou real, e te digo parir FISIOLOGICAMENTE, pode ser:

    - no hospital
    - na casa de parto
    - na maternidade
    - e em minha casa, na sua casa, na fazenda da minha avó (lá ela teve 10 filhos, sem prolapso uterino, sem hipoxia cerebral, somente com a ajuda do MARIDÃO dela)
  • Gostaria de ver exemplos de estudos científicos do Brasil, como falei é tudo muito lindo num serviço de saúde que funcione como nos exemplos citados.

    Outro ponto que tem chamado a minha atenção nos comentários é que TODOS colocam o parto como uma decisão da mulher, porque ela sabe parir, porque é o corpo dela, etc, etc, etc, mas e a outra parte envolvida, e o pai da criança, afinal, pelo menos no meu caso, fiz questão de estar ao lado de minha mulher sempre, apoiando e discutindo junto todas as decisões que envolviam nosso filho (como faço até hoje), acho que a decisão é da família e deve ser tomada em conjunto, qualquer que seja a escolha, envolvam elas os riscos que envolverem, não acho justo que a mulher decida algo tão relevante sozinha, afinal, o momento não é só dela, assim como não acho justo que o contrário ocorra, como a Carla colocou perfeitamente: "CONVERSANDO a gente se entende".

    Isso aqui já está parecendo um debate político onde um tenta provar que o outro está errado, e tenho certeza que este não é o objetivo do post, tão pouco do site, como eu disse, a divergência de opiniões é saudável, mas classificar quem não concorda com nossas opiniões de burro, desinformado, machista, etc.... excede os limites democráticos
  • aquarius: obrigada

    Alexandra: Mais do mesmo - a escolha é de cada mulher e os lados não são dicotômicos e exclusivos. São opções a se considerar. Concordo quando vc fala sobre o ambiente impessoal, o risco de encontrar um profissional de saúde estressado e este acabar comprometendo um momento tão importante. Por isso existem centros obstétricos que diminuem essa probabilidade. Realmente, em um hospital geral isso é mais remoto.

    Adriana: Legal a iniciativa de trazer uma opinião a mais. As (9) evidências científicas continuam sendo apenas um lado da moeda. Existe o outro lado, que traz resultados tanto favoráveis quanto controversos. Quanto ao excelente texto escrito pelo colega, é também, uma opinião, que tal como a do Dr Health, não constitui verdade absoluta.

    =*
  • Adriana Reis
    COMENTÁRIO DO DR. RICARDO JONES SOBRE O ARTIGO DO CREMERJ

    "Caríssimos:

    O documento que critica a assistência ao parto em ambiente não-hospitalar (Opinião: Parto em casa: retrocesso), escrito pela Drª Márcia Rosa de Araújo, presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), e publicado em jornal de grande circulação no Rio de Janeiro, não poderia ser muito diferente do que se esperava, partindo da expoente local da corporação que se beneficia diretamente com a medicalização do nascimento. Infelizmente repetiu-se a catilinária que estamos acostumados a assistir quando o debate se acerca da assistência ao parto e a autonomia da mulher nas escolhas sobre profissionais e contextos em que ele vai ocorrer.

    Na esperança de encontrar alguma novidade estimulante para o debate mais uma vez eu procurei meus óculos para tentar ler aquelas famosas “letrinhas miúdas” existentes no final de uma publicação qualquer que possua pretensão científica. Sem surpresa, no final do texto não havia nenhuma nota, nenhuma letrinha média, grande ou pequena; o texto da minha nobre colega não traz NENHUMA comprovação das afirmações que apresenta. Nada. Nenhuma informação é baseada nas evidências científicas atualizadas que brotam dos estudos de várias partes do planeta. Absolutamente NADA, como é rotina nas manifestações dos colegas que tratam de um mito profundamente temido por nós obstetras: o parto sem os aparatos mágicos que construíram a nossa profissão às expensas de uma compreensão defectiva da mulher. Nada do que a nobre doutora fala no seu texto pode ser considerado além de uma OPINIÃO pessoal, construída através de anos de profundo temor pelo evento do parto, num absoluto distanciamento do processo natural de trazer vida ao mundo. Nós obstetras somos criados e construídos para ter pavor do evento natural, e moldados para interferir nele mitologicamente através de nossas máquinas e instrumentos para, controlando-o, afastar o medo que dele temos.

    Todas as afirmações da doutora estão afastadas dos estudos que nos mostram a segurança do parto normal realizado em domicílio, inclusive negando exemplos positivos contundentes como os da Holanda, onde 33% das crianças chegam ao nosso convívio na intimidade dos seus lares (com um dos níveis de morbi-mortalidade materna e perinatal dos melhores do mundo), ou mesmo o trabalho de Johnson e Daviss de 2005 - publicado no British Medical Journal - acompanhando mais de 5000 mulheres que tiveram seus filhos em casa, com o auxílio de parteiras profissionais (CPMs), com resultados perinatais iguais ou superiores aos encontrados em hospitais. Além disso, o trabalho de Johnson & Daviss nos demonstra um custo muito menor, com maior satisfação materna, menor morbidade para as mães e recém nascidos, conseqüentemente apresentando taxas mais elevadas de amamentação. Ao mesmo tempo em que minha colega fecha os olhos para as vantagens do parto domiciliar em lugares como os países baixos, também se nega a avaliar a realidade americana de alto investimento em tecnologia – mas que ostenta o vergonhoso posto de 41º país em mortalidade materna – e não reconhece que o Brasil, ao imitar o modelo americano iatrocêntrico (centrado no médico), etiocêntrico (centrado na doença) e hospitalocêntrico (centrado no hospital), só poderá amargar - na melhor das hipóteses - os mesmos resultados ruins que o paradigma americano produz para o nascimento humano.

    Todos os exemplos e os estudos internacionais que falam a favor da melhor qualidade dos partos domiciliares são esquecidos, negados ou sonegados pela colega, que prefere investir na cultura do medo que nega as evidências e mantêm as mulheres amordaçadas e silentes, prisioneiras dos mitos “mutiladores” e “assassinos” relacionados com o parto em casa; nada mais coerente para um paradigma que mantém as mulheres tuteladas e incapacitadas de gerar e parir com liberdade e autonomia.

    Felizmente, outros países menos condicionados às forças do mercado estão acordando para a importância de restituir o protagonismo à mulher, e tomando atitudes determinadas nesta direção. Com esta coragem de mudar e desafiar mitos calcificados pela falta de crítica, a Inglaterra, no ano de 2006, através da liderança de Patricia Hewitt - Ministra da Saúde - propôs uma mudança radical e estratégica na atenção às grávidas, incentivando os partos fora do ambiente hospitalar, exatamente por não haver nenhuma comprovação (em milhares de anos de história) de que os hospitais produzam melhoria nos resultados maternos e perinatais em população de risco habitual. Ao lado disso TODAS as publicações abrangentes que avaliam os riscos da atenção extra-hospitalar ao nascimento com uma metodologia correta apontam na mesma direção: a comprovação de que os partos planejados no domicílio, quando comparados com os hospitalares, apresentam resultados iguais ou melhores na atenção às pacientes pertencentes a este mesmo grupo populacional de risco habitual.

    Restitua-se o parto às mulheres e elas continuarão a revolução libertária. Liberte a mulher e a sociedade inteira se modificará como conseqüência. Não é possível uma sociedade justa e digna quando somos recebidos neste mundo através do arbítrio de mulheres caladas e corpos invadidos. Confiscar das mulheres seus corpos e seus partos e mantê-las reféns de um modelo tecnocrático que NÃO comprova sua superioridade é uma das maneiras mais hábeis de manter cidadãs caladas e dóceis.

    Entretanto, as palavras da doutora fazem eco em uma boa parte da população feminina, e basta conversar com 10 mulheres da classe média, embebidas num mundo de celulares milagrosos e celulites desastrosas, para nos darmos conta de que ELAS MESMAS organizam as palavras que a líder da corporação médica vai escrever. O discurso da medicina emana dos pacientes como vasos comunicantes, numa dialética silenciosa que perpassa pelos mitos e valores profundos que controlam inconscientemente nosso proceder.

    Prisioneiras de seus medos, as mulheres ainda se encontram atordoadas diante de sua própria participação no evento expropriativo de suas responsabilidades femininas. Somente a mudança desses valores é que poderá nos fazer mudar tais condutas, assim como a criação de uma nova divindade se segue à queda de um velho Totem. Felizmente, nosso otimismo nos obriga a enxergar que a mitologia depreciativa da mulher e do feminino não se manterá indefinidamente em um mundo de informação instantânea e com ampla oportunidade de contraditório.

    Nesta trilha de libertação, as ferramentas mais poderosas são a informação e a ..... paciência.

    Apenas através do fortalecimento destas duas asas poderemos alçar vôo e combater a mitologia contemporânea, que nos puxa para o passado, que nos faz imitar modelos americanos fracassados, que nos empurra para a crença da inferioridade biológica da mulher e que cria profissionais da saúde divorciados da realidade libertadora do nascimento.

    Um abraço

    Ricardo Jones, MD

    Obstetra - Homeopata

    ReHuNa – Rede pela Humanização do Parto e Nascimento

    HumPar – Rede pela Humanização do Parto – Portugal

    IMBCO – International MotherBaby Childbirth Organization

    Instituto Jean Bergés de Psicanálise e Medicina

    1 - Marie Wolf and Sophie Goodchild, “Mummy State: Childbirth Revolution”. Independent on Sunday (London), May 14, 2006

    2 - Organização Mundial de Saúde. Assistência ao Parto Normal: Um guia Prático. Relatório de um Grupo Técnico. Genebra, 1996. 53p.

    3 - Enkin M. & Cols, Guia para Atenção Efetiva na Gravidez e no Parto. 3a Edição - Guanabara Koogan 2000

    4 - “Outcomes of planned home births with Certified Professional Midwives: a large prospective study in North America.” Kenneth C. Johnson, senior epidemiologist, Betty Anne Daviss, project manager. BMJ 2005; 330:1416 (18 jun).

    5 – T. A. Wiegers, J. van der Zee, and M. J. Keirse, “Maternity Care in the Netherlands: The changing Home Birth Rate”, Birth 25, no 3(1998): 190-97

    6 – Anderson, Rondi E., CNM, MS and Patricia Atkins Murphy, CNM. DRPH. 1995. “Outcomes of 11,788 Planned Home Births attended by Certified Nurse Midwives: A retrospective descriptive Study”. Journal of Nurse Midwifery 40:483-492.

    7 – Rooks, JP, ML Westherby, EKM Ernst, S Stapleton, D Rosen, and A Rosenfield. 1989 “Outcomes of Care in Birth Centers: The National Birth Center Study”. New England Journal of Medicine. 1804-1811.

    8 – Schienzka, Peter F. 1999. “Safety of Alternative Approach to Childbirth”. Department of Sociology, Stanford University, Palo Alto, CA

    9 - Challenges in measuring maternal mortality. The Lancet, Volume 370, Issue 9595, Pages 1291-1292 A. Yazbeck"
  • Alexandra
    Oi Bom dia,

    Tive duas filhas, PARI duas filhas, sei PARIR, também tenho formação universitária, tenho antes de mais nada confiança no meu saudável corpo, e principalmente, não sou uma pessoa medrosa nem facilmente impressionável.

    Na minha existência não houve necessidade de intervenção cirúrgica em meus partos, nos partos de minha mãe, no parto de minha irmã, nos partos de minha avó (foram 10 e domiciliares e ela não teve prolapso uterino ou quaisquer sequelas provenientes de parto – nem entre seus 10 filhos teve algum com hipoxia cerebral) – quais são as circunstâncias, de que forma estava sendo acompanhada, como era o estado psicológico da mulher e dos profissionais que vivenciaram o nascimento de um BB com hipoxia cerebral? – um bom pesquisador deve levar em consideração todas estas variáveis em questão).

    Obviamente somando meu histórico ascendente, desde meus primórdios ascendentes (a primeira e o primeiro Homo sapiens) até minha existência (já que estou viva) e já vivenciei 2 partos DOMICILIARES, não houve entre nós nenhuma mulher que não soubesse PARIR e por isso, minha espécie existe há milhões de anos, e somente minha irmã e minha mãe foram ao Hospital para parir.
    Eu tenho formação acadêmica diferente de minha mãe e minha irmã, na faculdade estudei fisiologia animal, neurofisiologia, filosofia, e diferentes cadeiras das Ciências Exatas, Humanas e Biológicas que me ampliaram o conhecimento sobre meu próprio corpo e minha visão em relação aos fatos cotidianos.
    Ao ficar grávida, só tinha uma certeza: queria um parto fisiológico. Fiz acompanhamento pré-natal e cada vez me certificava de minha sanidade física e mental, através dos exames clínicos e de um acompanhamento psicológico que me empoderava cada dia um pouco mais, e portanto a certeza se consolidava quero um PARTO FISIOLÓGICO ! Não queria correr o risco de ser acompanhada por uma enfermeira que poderia estar estressada com o cotidiano hospitalar com o caos da saúde brasileira, não queria ser acompanhada por um médico que tem pressa de partir para outro trabalho, ou que não tem sensibilidade em "sacar" (pq não teve formação psicológica para lidar com mulher gestante - conhecem as disciplinas pelas quais os médicos passam na facul? é multidisciplinar? Dr. Health se puder me indique, gostaria de saber mais pq muitos médicos - afinal não são todos - tem dificuldade psicológica em lidar com mulheres parturientes), enfim, queria saber exatamente quem seriam as figuras que estariam ao meu lado, o que elas sabem além da técnica em acompanhar um parto, p ex, se sacasse ser acompanhada por alguma pessoa machista, fosse homem ou mulher, não conseguir confiar na competência profissional da pessoa, MACHISMO e BURRICE são parceiros, se percebe ser também uma pessoa medrosa ou que não confiasse em mim também não ia rolar, mas em hospital não se escolher por quem vai ser atendido, o local tem um procedimento e pronto. Portanto, percebi logo, eu sei que SEI PARIR, não vou de jeito nenhum correr o risco de ser mal tratada, ficar nervosa, travar a musculatura e a mente e impedir o processo de parto fisiológico sadio e acabar numa cirurgia, pra que cortar minha barriga, várias camadas de membranas? Sou saudável, e não correria este risco, meu parto era meu e ninguém tascava a mão para estraga-lo, de jeito nenhum, procurei profissionais com o meu perfil de formação e afinidades com a Vida com as quais eu tenho e levei para MINHA CASA, levei sim e foi uma maravilha, tive todo carinho atenção e competência, sem medos ou traumas, as BBs nasceram ótimas tranqüilas sem berrarem, sem tapa na bunda sem holofotes rasgando nossos olhos, pude ficar à vontade apenas com as pessoas que eu queria e recebe TODO RESPEITO que queria, isso é bom demais, compreendo que muitos jamais vou entender, mas muitos vão começam a repensar o que já ouviram os tabus que absorveram e outros (muitos) entendem absolutamente bem o que escrevo, experimentaram o MESMO RESPEITO (e competência) que recebi e nos encontraremos por aí, pelas ruas, pelos encontros, pelas festas que sempre fazemos por esse mundo novo que estamos construindo com mais prazer, respeito, competência, sem medos e ignorância.

    Bem vindos a um novo tempo e o jeito de cada mulher lidar com seu estado neurofisiológico.

    Alexandra
  • aquarius(mariachi)
    Doutore, todas as informações e apontamentos científicos necessários já foram apresentados, não há o que falar mais, o risco é delas...
    Você fez certo man, relaxe.


    Carla: Você parece ser uma pessoa bem equilibrada, show de bola. Parabens!
  • Pois é, fiz questão de reler o texto (mais de uma vez!).
    Entendi desde o início como seu ponto de vista como médico, com embasamento teórico em informações verdadeiras. Não é falácea científica o que tem escrito.
    Claro que quem lê tem direito de discordar, mas respeito é bom e todo mundo gosta...

    o/
  • Carla, eu também tô tentando entender onde fiz "apologia ao parto cesáreo". No calor da exaltação, eu já imaginava que iriam passar batido pelo segundo parágrafo do texto. Lamento.
  • De certa forma eu já previa que a reação seria esta. Afinal, como eu já disse, em 85% dos partos, não é preciso nem médico, nem enfermeira, nem casa de parto, nem nada... Até por isso a humanidade chegou até aqui.

    O Site do CREMESP, conforme pesquisei, já recebeu várias denúncias sobre partos que evoluiram desfavoravelmente. Não é tão simples assim a questão da remoção. Algumas questionaram o fato de eu ser ortopedista. Pois bem, a posição da FEBRASGO (que regula a Gineco-Obstetrícia no Brasil) pelo que vi, é a mesma que a minha.

    Outra coisa : Por ser ortopedista, eu tenho contato com crianças com paralisia cerebral, sequela de uma hipóxia cerebral. É algo muito triste, além do retardo mental, acontecem vários problemas músculo-esqueléticos, literalmente a criança fica toda torta. O dia que alguém vir, vai ponderar duas vezes sobre os números que postei aqui.

    Lembrando : Gestação de baixo risco pode se transformar num parto de alto risco em questão de SEGUNDOS. Sem avisar. Li na Internet um caso de uma mulher que foi ter filho em casa de parto, na hora H teve descolamento prematuro de placenta e no tempo que levou pra remover, o filho evoluiu com paralisia cerebral. Quem quiser correr o risco, fique a vontade !!
  • Só lembrando que o artigo do CREMERJ foi escrito pela Conselheira Márcia Rosa de Araújo.

    Uma mulher, com dois cromossomos X, do sexo feminino.
  • Marcelo, estava tentando ler todos os comentários e pude perceber um afã muito grande em relação ao post do colega Dr Health.
    Vinha pensando justamente sobre isso que vc disse, e concordo com muita coisa.
    Longe de mim levantar bandeira de uma coisa ou outra, porque acho que as coisas são relativas e CONVERSANDO a gente se entende.
    Cada um tem direito de opinar sobre assuntos diversos e de poder ser respeitado pelo que pensa - você pode discordar, mas pelo menos tem que respeitar. Se alguém não pensa igual a você não significa que ele não presta, ou é desinformado, ou é alienado.
    Não conheço o Dr Health, não tenho motivos para defendê-lo, mas acredito que a ponderação é importante.
    Como foi dito láááá em cima, o parto domiciliar é uma opção. Assim como o hospitalar (cesáreo ou não - aliás, quem foi que entendeu que o texto faz apologia a parto cesáreo?), tem riscos envolvidos. Se você opta, tem que arcar com as consequências. É um risco que se assume, tanto de um lado como do outro. E ninguém é melhor ou pior porque escolheu um lado ou outro. Tivemos muitos depoimentos de mamães que tiveram seus filhos em casa, com sucesso, e que bom que isso ocorreu. Fico feliz, sinceramente.
    Mas vamos pensar que também muitas outras escolheram ter nenê em hospital e também obtiveram sucesso.
    O normal é isso, aliás, ocorre na maioria das vezes sem ninguém intervir.
    Mesmo existindo uma pequena porcentagem de complicações - que apesar de serem menos frequentes, são dramáticas quando ocorrem - há a necessidade de um profissional especializado para conduzir a situação, na maior parte das vezes cirúrgica.
    Cabe a cada um ponderar isso e escolher o que quer pra si. Como disse no meu comentário acima, escolho ter esse profissional do meu lado. Mas também terei de assumir o risco de estar num hospital.
    E foi bem lembrado pelo Marcelo, estamos no Brasil e infelizmente a realidade para parto domiciliar é outra.
    Sou médica e trabalho no SUS - testemunho isso todos os dias. Não, não sou obstetra, meu foco fica mais pra cima (neurologia) =D, mas pude presenciar muitas histórias tristes antes da especialização.
    Mas acho que opinião médica não conta! xD
    Além disso, ainda não sou mãe (mas tenho uma vontade enorme de ser e serei!).
    Whatever, fiz minha escolha.

    =*
  • Mulherada, acho que falta um pouco de respeito aqui, o Drº escreveu um artigo, como bem lembrou o Maldito, baseado num artigo do CREMERJ, que por acaso SÓ regula a profissão de medicina no estado do RJ, [IRONIA MODE ON] não deve mesmo ter muita credibilidade ... [IRONIA MODE OFF]

    Acho fundamental as divergências de opinião e os exemplos favoráveis, isso é extremamente saudável numa discussão, eu particularmente sou contra, não sou médico, não sou mulher, não trabalho em casa de parto ou hospital, mas SOU PAI!

    Gostaria de lembrar a vocês mulheres PODEROSAS e MARAVILHOSAS (sem nenhum sarcasmo) que vocês não fizeram seus filhos com o dedo e nós homens, na qualidade de PAIS, temos todo o direito a termos nossa opinião e expressá-la, por exemplo, como eu já disse no meu comentário, jamais concordaria que meu filho nascesse em uma casa de parto sem assistência de um médico ou na minha casa, MAS ISSO É UMA OPINIÃO MINHA, como é de opinião do Drº e do CREMERJ que o parto domiciliar é uma cilada, quem tem opiniões divergentes que as expresse com um pouco mais de respeito, afinal, isso aqui é um espaço democrático e não um circo dos horrores onde se atira pedra em quem não concordamos.

    Outro ponto, acho LINDO que isso funcione na Dinamarca, na Holanda, na Inglaterra, no Zimbabuê, na PQP, mas CARAI estamos no Brasil P@##A, a realidade daqui não é a mesma, sem ufanismos, mas nem tudo que funciona em outros paises é adequado a nossa cultura ou a nossa condição, temos que evoluir muito ainda na área de saúde para podermos nos comparar a paises como esses, nosso sistema, infelizmente, está falido e não possui estrutura sequer de oferecer hospitais com todos os profissionais para atender a população, imagina todo um sistema de logística envolvido para a remoção de uma parturiente da casa de parto para o hospital numa emergência.

    Um parênteses para a Flávia:

    Não vi, pelo menos nos comentários que li e no texto do Drº, nenhum cunho machista, apenas uma pessoa expressando a sua opinião, num espaço que é dele, sobre um determinado assunto, e faça-me o favor, culpar os homens pela insegurança das mulheres que não querem ter filhos ou amamentar para não estragar o corpo é dose!!! Contradiz tudo o que foi dito anteriormente sobre a inteligência e independncia de vcs mulheres.

    PS: Não quero instaurar aqui nenhuma guerra dos sexos mas algumas pessoas (homens e mulheres) precisam aprender a externar as suas opiniões sem atacar quem tem opiniões diversas.
  • Flavia
    Ah, já que você também lê em francês, olha só que oportunidade: leia Michel Odent no original!
  • Raquel
    E aí Dr. Health!

    De Health mesmo não entende naaadaa!!

    Já ouviu falar da alta taxa de mortalidade infantil na Holanda? Do péssimo sistema hospitalar daqui? Não? Porque não tem, porque não é assim!

    Aqui, mais da metade dos partos são feitos em casa! Por parteiras!! Nossa que gente atrasada, né? Um paisico de 16 milhões de habitantes, que está entre as dez maiores economias do planeta!

    Seu post é totalmente TENDENCIOSO, DESINFORMADOR E DOGMÁTICO !

    Parto em casa não é loucura aqui na Holanda, é realidade. Existe todo um sistema montado pra que isso aconteça naturalmente sem nenhuma surpresa!

    Meu parto foi normal, com assistência de parteira, sem anestesia, sem episiotomia, sem médico e dentro de um hospital. Depois de 2 horas tive alta, voltei pra casa e meu filho vende saúde! No próximo vou ter em casa, afinal não precisei de nada do hospital !

    Acho interessante como médicos como você, quando vêem opiniões contrárias e embasadas, simplesmente colocam a capa de Super Médico e saem dando "tiro" em todas as mulheres que se apresentaram aqui e deram sua opinião, afinal "tudo o que eu falo está CERTO. Querido, quando a gente fala o que quer, ouve o que não quer!!

    É por isso que a mulherada tá tomando conta do mercado de trabalho aí no Brasil (60%) e não é em posições de baixa escolaridade não, muito pelo contrário.( Eu leio ESTADÃO).

    Moro na Holanda e aqui, cesárea é vista com muito medo pelas mulheres. Todas preferem parto normal. E pode ter certeza que elas não moram em favela, ou na selva. Isso não existe por aqui. Falam no mínimo duas línguas ( holandês e inglês) se não for mais, e são muito conscientes de tudo o que acontece.

    Outra, você é Ortopedista que dá pitaco em Obstetrícia, puff! NOSSA! Parece piada!

    Olha, concordo muuuito com a Ana Cris, você tem que se informar melhor. Parar com esses conceitos errados. Sei que a sua intenção é boa, mas de boa intenção o inferno tá cheio!

    Acabou o tempo da ditadura, meninos. As pessoas podem pensar, as mulheres vão dar a sua opinião sim e vocês tem que ficar quietinhos, por que de gravidez vocês não entendem naadaa!!

    Quem sabe se os homens brasileiros começarem a ser PAIS presentes, que assumam os custos de ter um filho, as responsabilidades de ensinar, educar, criar, o Brasil vai começar a mudar!!! ( Afinal o que tem de mãe solteira no Brasil, é brincadeira!!) Quanto ao parto e a gravidez, o papel de vocês é de coadjuvante!! As decisões são da mulher!

    Desejo muita informação a todos, muita luz!

    Abraços!
  • Flavia
    Mulherada PODEROSA. Parabéns. Contra esses fatos relatados, não há argumentos.

    Pobres homens machistas! Pobres de vós! Por causa de cabecinhas como a de vocês, há pobres mulheres que não amamentam nem parem, com medo de destruírem seus corpos e assim perderem seus "machos" para a concorrência... *oh céus!*
  • Renata
    Meninos e meninas,
    Conheço essas mulheres e vou falar uma coisa: "elas são DA-NA-DAS." Podem acreditar em tudo que falaram, é a mais pura verdade. Agora, Dr Health, o senhor ainda vai escrever mais algum artigo sobre partos?
    Parabéns pelo site.
    Renata.
  • Daniela
    Vou discordar 'um pouco' do que foi dito.
    Posso ser utilizada como exemplo, pois minha primeira filha nasceu em uma casa de parto e o meu segundo nasceu em um parto domiciliar.
    Ora, ninguém é louco de ter/fazer um parto domiciliar sem atender a uma série de requisitos.
    Da mesma forma, a admissão nas Casas de Parto somente ocorrer se preenchidos vários itens.
    E mais, a episiotomia deveria ser exceção e não procedimento de rotina. Não passei por esse procedimento e não tive nenhum tipo de laceração.
    Nos meus dois partos não tive nenhum tipo de intervenção e se você se propõe a aceitar a dor como um caminho que lhe levará ao encontro do seu filho e não como uma dor de doença, ela se torna perfeitamente suportável e vale muito a pena, levando-se em conta todos os contras que a anestesia e procedimentos de rotina dos hospitais com a mãe e com os bebês podem ocasionar.
  • Assim... eu acho que tem muita gente aqui criticando o Dr por motivos errados.

    Como ele disse, fala uma caralhada de línguas e deu o recado.
    (eu to precisando treinar meu espanhol, mas ainda queria aprender a falar alemão e italiano... esperanto não.)

    Como foi dito aqui, a fonte para o texto foi retirada de um ARTIGO publicado por um órgão de renome. Que outras fontes vocês precisam? Porra. Quando vocês lêem bula de remédio, vocês ficam procurando bibliografia? Não. Por que? Porque vocês acreditam cegamente que tudo que está escrito ali é verdade, porque tomam o laboratório como um órgão de renome.

    Sendo assim, o CREMERJ (É esse o nome? rs) é de menos renome do que a vossa opinião?

    Eu cheguei a ler coisas do tipo: "você é só mais um médico que vai na onda..." Cara, até parece que nunca leram que o Dr é ORTOPEDISTA. Então ele não precisa ir na onda de porra nenhuma, porque não vai fazer parto.

    "Ah, então porque ele escreve de partos se ele é ortopedista?" Resposta: para informar vocês, pobres ignorantes que não entendem nada de nada.

    Eu não sou o senhor da verdade, mas acho que ataques feitos assim não são válidos. Opiniões diferentes e dúvidas são diferentes disso tudo que está escrito aqui.

    Por isso que eu acho que depois que mulher passou a votar e dirigir, o Brasil começou a andar pra trás.

    Brincadeira, gente! (mas que foi engraçado, isso foi)

    Mas eu começo a achar que certas áreas do conhecimento humano só deveriam ser liberadas para quem tem, no mínimo, ensino superior completo, ou está quase chegando a ter um.
  • Nanci Diniz
    Triste ler o que pensa o Dr. Health e alguns de seus leitores... tenho 2 filhos e ambos nasceram por opção minha e do pai em casa. Fomos extremamente bem assistidos - e tenho absoluta certeza de que num hospital não teríamos um milésimo da atenção que recebemos em casa.
    Fiquei inclusive intrigada, porque meu primeiro filho nasceu exatamete como o filho do Ewaldy, de braço prá cima e foi parto naturalíssimo!!!! As desculpas pra cesáreas existem pra se justificar a carnificina da obstetrícia brasileira. Mas finalmente as pessoas estão começando a ver que há algo de errado e muito errado, e por isso o parto domiciliar vem aumentando.
    Acho que o Dr. Health poderia rever o seu ponto de vista se participasse de alguns partos domiciliares ou mesmo de uma casa de parto, aí sim ele poderia ver como mães e bebês felizes parem/nascem melhor!
  • Casas de parto ou, como são chamadas pelo ministério da saúde brasileiro, Centros de parto Normal foram criadas em 1999.

    Hoje há 14 estabelecimentos desse tipo no Brasil, todas fazendo parte do sistema público de saúde. O parto humanizado já é muito valorizado em países como França, Países Baixos e Japão. Já no Brasil, ele vem tentando se fortalecer em meio a muitas críticas e discussões.

    Tais casas surgem com a proposta de humanização da assistência ao nascimento e parto. Isso significa diminuir as taxas de cesáreas, as medicalizações, as intervenções desnecessárias, assim como permitir que as parturientes tomem decisões em relação ao seu próprio corpo.

    Suas criações implicaram acirradas discussões entre médicos e enfermeiros(as) porque, de acordo com o que foi oficializado, tais casas podem funcionar sem a presença obrigatória dos médicos, ou seja, somente com a supervisão das enfermeiras obstétricas. De acordo com a mentalidade de alguns médicos, principalmente pelo medo de perder sua autonomia profissional, as casas de parto seriam lugares que não oferecem nenhum tipo de segurança para a mãe e o bebê, tratam-nas como sendo um retrocesso, como sendo instituições medievais e ilegais. Argumentam ainda que são os únicos capacitados para resolverem complicações inesperadas. Porém, isso é totalmente o contrário do que diz os estudos e pesquisas já realizados nesta área. Segundo estes, um parto seguro independe que seja numa casa ou num hospital e, além disso, já existem taxas animadoras decorrentes desse método de humanização.

    Ainda existem diversos tabús em relação a esse tema na sociedade. Visando mudar tal situação devemos, em primeiro lugar, passar a enxergar o nascimento como um ato fisiológico, próprio do corpo feminino, e não patológico.
  • aquarius(mariachi)
    Alexandra, primo essencialmente pela prudência em todos os aspectos da vida. Se você não é uma pessoa prudente, ou julga que é igualmente seguro ter um filho em casa como em um hospital, é realmente uma responsabilidade(ou seria risco) não-necessária que você assumiu. Qualquer pessoa racional sem qualquer preceito internalizado como os quais você tem vai concordar comigo.
    Mas se você assume o risco e apoia pessoas que fazem parto em casa, meus parabens, o risco nesse caso é justo já que não é por falta de informação, e sim por decisão própria.
    Boa sorte.
  • Alexandra
    Abstração poética? este Mariachi é homem ou mulher? Hahahah é parto mesmo, estamos falando de PARIR.
    De saber Parir e de não saber Parir, algumas pessoas NÃO sabem.
    Mas a Humanidade tem sorte, obviamente, as mulheres em sua maioria sabem parir, em qualquer lugar do Planeta, sob as mais diversas formas, e com as mais diferentes companhias.

    Pena que algumas mulheres estiveram na companhia de maus profissionais aqui no Br, e foi gerado este momentâneo pânico generalizado que tem data para acabar, pq mulher não é burra, não vai ficar muito caindo neste engodo de cesariana e incompetência em parir.

    Tem pouco tempo, menos de 50 anos que a cesariana se generalizou, mas não passará de um século para ficar restrita apenas aos raros casos necessários, que podem chegar a menos de 20% se o pré-natal for assistido por profissionais competentes - e com certeza os teremos, pois a Medicina não vai continuar por muito tempo tão obsoleta no Brasil - o mercado (NÓS - número específico e bem informado de mulheres com 01 ou mais partos domiciliares muito bem sucedido e assistido) já está impondo esta atualização na formação médica e de paradigmas em relação à posição pró-ativa da mulher em seu próprio parto.
  • aquarius(mariachi)
    Hey doutor, deixem elas correrem os riscos óbvios por tentarem fazer do nascimento humano uma abstração poética e surreal.
    Não arrependam da merda que possa ocorrer com você ou com seu filho depois.


    PS: porra se for fazer em casa, arranja um amigo médico e enfermeiras, paga uma bufunfa e pronto. Agora fazer pq sua vó foi parteira nos anos 50 e ela entende do assunto é a maior burrada do planeta.
  • Alexandra
    Li o texto sobre "Roturas perineais" - Mas a pequisa não traz e eu gostaria de saber qual a percentagem de mulheres, atualmente, que sofreram prolapso uterino por conta de parto normal em relação as que tiveram parto normal sem sequelas? Para que eu possa dimensionar se é significativo para o pânico generalizado -

    e outra: o prolapso uterino ocorre por si só no parto vaginal ou o tipo de pós-parto que a mulher teve, influencia na recuperação?

    Será que o pessoal desta pesquisa tem estes dados?
  • Alexandra
    Movimento ANS em favor do parto normal e da redução das cesarianas desnecessárias no setor suplementar

    A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é uma autarquia especial vinculada ao Ministério da Saúde, que tem como função regular as atividades das operadoras de planos privados de assistência à saúde e como missão defender o interesse público. Por este motivo vem prestar informações sobre as elevadas taxas de cesarianas desnecessárias no setor suplementar e lançar um movimento pelo parto normal.

    Dados fornecidos à ANS pelas empresas que comercializam planos de assistência à saúde demonstram que a proporção de cesarianas no setor é alarmante, situando-se em torno de 80%. Este percentual é totalmente discrepante em comparação ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (15%) e aos resultados encontrados em outros países, tais como Holanda (14%), EUA (26%), México (34%) e Chile (40%). Além disso, a proporção de cesarianas do setor suplementar infl uencia negativamente os dados nacionais: no sistema público de saúde brasileiro, esta proporção é de 26%, bem próxima aos valores encontrados nos outros países, enquanto o resultado nacional, que considera os partos realizados nos setores públicos e privados, é de 43%. Ressalta-se que em nenhum país foi encontrada uma proporção de cesáreas tão elevada quanto a existente hoje nos planos de saúde no Brasil, o que confere a este setor o desagradável título de campeão mundial de cesarianas. Trata-se de um título indesejável, pois, por ser uma cirurgia indicada para os casos que confi - gurem risco materno e/ou fetal, a cesariana, quando eletiva, ou seja, realizada sem que exista uma indicação médica precisa, aumenta os riscos de complicações e de morte para a mulher e para o recém-nascido.

    Não raro, as cesarianas são agendadas antes de a mulher entrar em trabalho de parto, aumentando a chance de o bebê ser retirado do útero ainda prematuro, já que é impreciso o cálculo da idade gestacional realizado antes do parto por meio da ultra-sonografi a ou considerando-se a data da última menstruação. A defi nição exata se o bebê é ou não prematuro somente ocorrerá após o nascimento.

    A retirada cirúrgica de bebês do útero antes que tenham atingindo a completa maturidade fetal é grave, pois estudos demonstram que fetos nascidos entre 36 e 38 semanas têm 120 vezes mais chances de desenvolver problemas respiratórios agudos e, em conseqüência, necessitar de internação em UTI neonatal do que aqueles nascidos com 39 semanas ou mais. Esta situação, além de aumentar os custos hospitalares e o risco do desenvolvimento de outros problemas de saúde no bebê, ocasionados pela internação, gera uma separação abrupta e precoce entre mãe e fi lho, num momento primordial para o estabelecimento de vínculo, para uma melhor adaptação do recém-nato à vida extra-uterina e para o início do aleitamento materno.

    Além disso, as chances de a mulher sofrer uma hemorragia ou infecção no pós-parto também são maiores em caso de cesárea, existindo ainda um risco aumentado de ocorrerem problemas em futuras gestações, como a ruptura do útero e o mau posicionamento da placenta.

    Tais riscos não são percebidos em nosso meio. Isso porque predomina a visão de que o desfecho da gestação será melhor e mais seguro quando abordado na perspectiva da ultra-especialização e do elevado uso de recursos tecnológicos. Ademais, a conveniência do agendamento e do tempo gasto na cesariana, bem como a insufi ciente participação feminina nas decisões clínicas relacionadas ao tipo de parto, gerada pela assimetria de informação entre médico e paciente, estão entre as causas apontadas por especialistas para a “superindicação” de cesáreas.

    Outrossim, como muitos mitos sobre contra-indicação de parto normal fazem parte do imaginário coletivo e são utilizados para justifi car cesarianas desnecessárias, é importante esclarecer que situações como cesariana anterior, gestação gemelar, fetos grandes, apresentação pélvica (quando o bebê está “sentado” no útero), podem ou não determinar a necessidade de uma cesariana. E ainda, que existem situações como o cordão umbilical envolto no pescoço, baixa estatura da mãe, idade gestacional de 40 semanas, entre outras, que isoladamente não justifi cam a realização de uma cesárea.

    Por último, é importante destacar, que quando a equipe de saúde possui uma atitude acolhedora, quando há estímulo para a participação de acompanhante durante todo o trabalho de parto e no parto, quando a mulher é encorajada a ter uma postura ativa, movimentando-se durante o trabalho de parto, adotando posições nas quais sinta-se mais confortável e tendo acesso a métodos para o alívio da dor, a vivência do parto pode confi gurar-se como uma enriquecedora experiência de vida.

    A ANS, a partir da constatação da proporção descabida de cesarianas desnecessárias no setor suplementar, tem proposto ações com o intuito de reverter esse quadro e nesse sentido lança um movimento pelo parto normal, em que um dos objetivos é capitanear as discussões sobre estratégias para redução das cesarianas desnecessárias e o incentivo ao parto normal, envolvendo todos os segmentos implicados com este tema. Contudo, esta é uma discussão que não deve fi car restrita ao âmbito da agência reguladora, deve mobilizar em especial as mulheres, as quais devem ousar reivindicar o direito de dar à luz por meio de parto normal, com autonomia e segurança, vivenciando esse momento especial de forma saudável e prazerosa.

    Em caso de dúvidas, sugestões e comentários, entre em contato com a ANS pelo telefone 0800-701-9656 ou pelo endereço eletrônico ggtap.dipro@ans.gov.br
  • Carla
    Cá está a prova de que nem todos os médicos são mal intencionados, eles são sim, em sua grande maioria, desinformados.

    Será que já ouviram falar em evidências científicas??? Ah! Talvez elas não sejam tão importantes... É que o professor falou, então eu nem preciso buscar de onde veio essa informação, né?

    E esses outros tantos paises tão desenvolvidos que têm praticamente todos os partos (se não em casa) em clínicas semelhantes às nossas casas de parto, coordenadas por enfermeiras obstetricas ou parteiras? Será que estão todos brincando com a vida? Será que são loucos inconsequentes???

    Uma pena esse post cheio de "achismos" preconceituosos, baseado em mitos e tabus e "na experiência da minha mãe que não sabe nada sobre assoalho pélvico".

    Basta um desse, bem pequeno pra desencorajar dezenas ou centenas de mulheres enquanto o trabalho de esclarecer cada bobagem dessas e trazer de volta às mulheres a coragem e o domínio do próprio corpo é um trabalhão danado!

    Por favor me avise quando tiver um bom desses sobre aleitamento também, falando de leites fracos, bebês que não crescem, peitos que caem...

    Um abraço!
    Carla
  • Alexandra
    Dr. Health

    aproveita seu super conhecimento em Línguas e leia mais sobre Parir em qualquer condição, compare e investigue.

    quantos anos tem? acho que ainda é tempo de você conhecer mais coisas ainda, além do que já conhece.

    Estudou tanto, mas me parece uma pessoa apavorada, o conhecimento quando concreto nos possibilita doçura e compreensão.

    Não caia nas ironias para responder a estas tantas mulheres que estão te trazendo tantos questionamentos novos que vc desconhece, não fique nervoso, nem agressivo, nós somos reais, e muita coisa vai mudar, os partos domiciliares que estão se ampliando no Br nada tem a ver com os mitos do passado que te passaram, com os partos vaginais que ocorrem em hospitais e que traumatizaram sua mãe, a levando para uma cirurgia por não conseguir relaxar a mente e o cólo do útero no momento do seu nascimento, imagino a pilha de nervos em que ela ficou e por isso vc nasceu berrando como ela descreveu...Minhas filhas não precisaram berrar.

    Acalme-se, leia com calma cada post a favor ou contra seu conhecimento, se resguarde de dados concretos se quiser insistir em sua hipótese, mas eu te convido a conhecer este mundo novo, tem grupos no Rio, em Sampa em PoA e basta você se abrir, somos pessoas bem normais.
  • Marli
    Lastimo que profissionais tão fora do contexto e das evidências científicas possam fazer comentários de tão mal gosto e pouco fundamentados.
    Procure entender o que fundamenta a campanha "Parto Normal: deixe a vida acontecer naturalmente" recém lançada pelo Ministro da Saúde
  • Ana Lúcia Keunecke
    Dr, Health
    Minha filha, de 1 ano e 9 meses, nasceu em casa, acompanhada de uma excelente parteira e de uma médica.
    Foi o melhor que poderia nos acontecer.
    Foi o meu resgate, o resgate de minha filha e o nascer de uma família.
    Mas, às vezes, é tão difícil compreender o que está por trás das escolhas dessas mulheres no parto domiciliar ou em casa de parto. No direito que a mulher tem sobre seu corpo. É infantil pensar que ao escolher o parto em casa a mulher sequer está considerando os eventuais riscos que possam existir, ou que os profissionais não ligam e se arriscam.
    É difícil hoje aceita a escolha de amamentar em livre demanda, exclusivo até os 6 meses e, no mínimo, até os 02 anos de idade.
    É mais fácil aceitar o conceito da sociedade de que a mulher não sabe parir, não tem dilatação (meu Deus, nascemos com defeito de fabricação, ....); não tem leite, o leite é fraco, "bota farinha no bebê".
    Afinal o que fazer para pagar as contas, como você disse lá em cima? A Ética não paga imposto de Renda. Dá-lhe cesárea!!!
    A Nestlé gera zilhões de emprego: Dá-lhe leite NAN e farinha!!!
    A indústria farmacêutica precisa de doentes. Dá-lhe remédios!
    E, nesse mundo machista, a mulher, para parir, precisa da ordem médica!
    E viva a Matrix.
  • Alexandra
    Li o texto do CremeRJ, é péssimo, para mim é péssimo.
    Entendo bastante sobre PARIR, parir com tranquilidade, respeito, competência, alegria, sem pânico, sem neurose, sem medo, parir na companhia de profissionais competentes/raros, parir na companhia de quem confia em mim e sabe me esperar, esperar meu momento de parir, meu jeito de parir do jeito que eu sei que eu gosto.

    Pari na companhia competência e feminilidade de duas parteiras, em duas oportunidades, na mesma casa, com o mesmo cuidado; no primeiro parto como toda primeira vez precisamos de mais concentração, elas, as parteiras suaram um pouco para me "passarem" a sabedoria que eu mesmo em tenho em saber parir, ficamos 7 horas juntas até o nascimento de Maya.

    No segundo parto, já nos entendíamos só de olhar uma para as outras, foi uma maravilha, bem mais consciente e delicioso do que a primeira vez, e veio à Luz em 3 horas e meia, minha querida Zara.

    Se aqui passear alguma mulher que em seu íntimo saiba que PARIR é fisiológico e intrínseco à fêmea e queira garantir que assim seja o seu parto, nos procure, vais nos achar somos muitas mulheres bem inteligentes na arte de parir e conhecemos muitos profissionais competentes e sensíveis em perceber e saber nos acompanhar nesses momentos, que inclui o pré-natal, o Parto e o pós-parto.

    Um abraço para todos, inclusive para o rapazinho lá em cima que acha que é possível guardar celular em vagina, tão jovenzinho ele...deve ser bem inexperiente.

    Alexandra
  • Déborah Gérbera
    Que bom que as parteiras estão voltando, que as mulheres estão fazendo suas opções de parto e não mais acreditando cegamente em tudo que médico diz e mente.

    Quem gera e pari que escolha o que é melhor para si, para seu parto e seu bebê.

    Quem nunca vai passar por isso sempre terá uma opinião parcial ou porque não muito distante da realidade.

    Que bom que hoje está ao alcance de todas ter o parto que quiser e poder confiar em quem melhor irá desenvolver o parto: a própria mulher!

    É compreensível que muitos não entendam isso, é papo de MULHER!!!
  • Ana Cris, eu falo inglês, francês, alemão, italiano e sei esperanto também.

    De resto, o recado já foi dado. Se quiserem falar mal, o espaço é livre.
  • Ana Cris Duarte
    "discussão do artigo não é entre cesariana e parto normal, é sobre a falta de assistência médica no parto domiciliar"

    E de onde vc tirou que parto domiciliar é sem assistência médica?
  • Ana Cris Duarte
    Health, menino! Quanto medo no seu texto!
    Você precisa ler mais, moço!
    Tomar uns ares de cultura, viajar um pouco, conhecer mais o mundo. Esse mundinho de escola de medicina, congresso de medicina, clube dos médico, acaba fechando seus horizontes e você fica achando que tudo é doença, tudo é risco, tudo que acontece é incontrolável.
    Mas você precisa entender que osso quebrado é diferente de parto em mulher saudável. São coisas diferentes.
    Só que não se preocupe em entender o que eu estou falando sobre parto. Preocupe-se em alargar horizontes, aprender outra língua, ler outros livros, coisas assim. Isso vai te ajudar muito!
    Abração,
    Ana Cris
  • Beatriz
    Acho que vc deve vir aqui na Inglaterra, montar uma ong e lutar para mudar o sistema inteiro!!Ja que aqui as parturientes dao a luz cuidadas por parteiras..... como no meu caso, tive 2 gravidez sem risco e 2 PN e nunca fui atendida por um obstetra.
  • Flavia
    Uma lástima que você, como homem, e como médico, escreva tamanha besteira. Como homem e como médico, seu conhecimento sobre o corpo feminino está bem limitado - e um tanto quanto equivocado.

    Gracas ao bom Deus eu moro na Dinamarca e não vou ter que lutar para ter um parto digno e empoderador. COmo já foi mencionado, na Holanda 30% de TODOS os partos no país são feitos em casa... e que tal pesquisar a taxa de mortalidade neo-materna por lá?

    Aqui na Dinamarca igualmente normal é o parto domiciliar acompanhado por parteiras... que são, a propósito, altamente qualificadas para acompanhar partos de baixo risco.

    Deixa de ser preconceituoso... vai dar uma lidinha em algo que não seja de dentro do casulinho onde você vive. Coloca a cabecinha pra fora e descubra o mundão que há fora do mundinho da medicina no Brasil, que me dá náuseas...
  • Tatiana
    Dr Health, com todo respeito, visivelmente lhe faltam argumentos consistentes contra o parto domiciliar. As leituras sugeridas pela Dra. Catia seriam com certeza bastante elucidativas. Eu tive um parto normal hospitalar mas da próxima vez provavelmente terei um domiciliar, pois não tenho dúvidas quanto à competencia e responsabilidade dos profissionais que acompanham estes partos aqui em São Paulo, sejam eles médicos, doulas ou parteiras. Sobre o texto do CREMERJ, eu li e lamento, é bem preconceituoso sim.
    Mais uma coisa: homens, não criem esse medo da vagina das suas mulheres ficarem dilaceradas, isso é pura lenda. tenho um bebê de 2 meses e meio e tudo está no devido lugar.
    Ah, Carol, ter tido uma cesárea por si só não significa que os próximos partos não podem ser normais, essa é mais uma balela típica dos médicos cesaristas.
  • Luana Arnhold
    Olá,
    Achei interessante voce falar tanto de numeros, só que nao tem nenhum numero para comprovar o que voce fala!! Aonde estao os numeros que falam das remoçoes de gestantes em trabalho de parto, e dentro desses as que acabaram falecendo ou trazendo maiores danos para seus recem nascidos?
    Tive parto domiciliar com enfermeira obstetra 9 meses atras e no proximo vou fazer tudo igual.
  • Meu nome é Kalu, tenho 28 anos e tenho um filho com 1 ano e 2 meses. Tive um Parto Domicialiar e posso dizer que foi uma grande experiência. Escolhi pelo parto domiciliar pelas seguintes razões:
    1) em qualquer instituição hospitalar é preciso lutar para que seu corpo não seja manipulado de qualquer forma ou que não sejamos submetidas a procedimentos desnecessários. Quem está em trabalho de parto precisa sentir-se segura para que tudo flua naturante, o que nãoa conteceria em um hospital. Da mesma forma que uma pessoa com receios não deve escolher pelo parto domiciliar pq seus temores podem dificultar o trabalho de parto. A opção para ser respeitada é cercar-se de uma equipe humanizada, que geralmente não atende planos de saúde. Opção esta finaceiramente inviável.

    2) Nos hospitais e maternidades há uma grande quantidade de bactérias resistentes e desconhecidas ao corpo. Em casa estes riscos são menores.

    3) As enfermeiras obstetras que fazem Parto Domicialiar levam equipamentos para este procedimentos com o recém nascido.

    4) Para fazer Parto Domiciliar é preciso de condições ideais

    5) Estar em casa depois de parir é a melhor sensação do mundo. por mais humanizado que seja um hospital, nada se compara com a nossa casa.

    Deixo aqui uma reflexão. Se você estivesse para morrer, o que prefeiria: um hospital frio, ser entubado ou morrer na sua cama, ao lado de seus entes queridos. Nascer é morrer ao contrário.

    Meu parto durou apenas 30 minutos. Meu filho tinha 2 circulares no pescoço (o que sabemos não ser indicação para cesárea). Nasceu com 3.750/ 53 cm. É super saudável. Mamou no segundo que nasceu.

    Gostaria de dizer também que estar com profissionais qualificados é fundamental porque, em qualquer sinal de anormalidade, a parturiente é levada para um hospital. No meu caso havia uma ambulância de sobreaviso e um hospital esolhido para o caso de algum problema.

    Com isso os 20% dos partos que precisam de algum tipo de intervenção serão bem-sucedidos. Agora por medo não se oferecer a oportunidade de vivenciar esta experiência é escolher morrer entubado na UTI. Esta nunca seria minha escolha.
  • Polly
    O que eu acho engraçado é uma pessoa inteligente, bem formada e crítica formar esse tipo de opinião sem questionar verdadeiramente.

    Você já analisou os índices de alguma casa de parto? Se fizer isso vai ver que as taxas de intervenções e complicações são muito menores que as hospitalares. Sem dizer na satisfação e saúde pós parto de mãe e bebê.

    Eu acho que você devia ser mais responsável e não sair espalhando informações errôneas como essas que não são comprovadas em estudo científico algum e vão totalmente contra as recomendações da OMS e MS.

    É por isso que esse sistema obstétrico está do jeito que está. Quem deveria informar, desinforma! Altas taxas de cesárea, submentendo cada vez mais mulheres e crianças a grandes riscos sem nehuma justificativa científica.

    Interessante como as taxas de uso de tecnologia sobem, sobem, sobem e as taxas de morbimortalidade materna e infantil não caem, né? Deve ter alguma coisa errada!

    O que precisamos é de respeito ao processo fisiólogico que todas nós temos o direito de escolher passar. Mas não, pra se conseguir um parto hoje, é preciso brigar com o mundo todo. Lamentável!
  • Vanessa
    Li o artigo do CREMERJ onde se fala de "estudos internacionais", onde se compara os partos de antigamente com os de hj, mas não é citado uma fonte sequer.

    O seu artigo infelizmente tbm é do mesmo nível do CREMERJ, simplesmente vc comenta que há evidências, mas não cita fontes.

    Se vc fosse estudar a sério o parto domiciliar ou em casa de parto saberia que primeiramente este tipo de parto é diferente do que era realizado antigamente já começando pelo fato das gestantes fazerem pré-natal e serem TODAS de baixo risco.
    O parto de hj é planejado. As gestantes são todas muito bem informadas, fazem plano de parto que é discutido com o médico, contam com um plano B em caso da necessidade da remoção para hospital. Enfim, parto em casa não é retrocesso como diz o artigo do CREMERJ.

    Vc é só mais um médico que vai na onda do sistema, que não questiona, que não se atualiza.

    E é uma lástima nós, mulheres usuárias, nos vermos obrigadas a entender de obstetrícia mais do que deveríamos para termos um parto mais digno, onde nossas escolhas sejam respeitadas.

    Te convido a estudar mais, pq até mulheres leigas sabem mais de evidências científicas do que alguns médicos, hein?!

    Vanessa
  • Nati
    Que lindo seu depoimento Sixx..

    Inspirador mesmo!

    É bom ver gente que viveu e pode dizer como foi seu caso.
    Porque é sempre muito particular!

    Espero ser abençoada também!
  • Ana Sixx
    Health,

    Olá!!
    Há quase 2 anos, tive o momento mais feliz da minha vida.
    Minha filha nasceu em nossa casa, num parto lindo e intenso.

    O parto, pertence a mulher.
    E apenas ela, tem o direito de fazer suas escolhas.
    O parto, é natural.
    Fisiológico.
    Transformador.

    Não acho que devamos aceitar, as intervenções dos médicos, os grandes "salvadores" assim, de olhos fechados.

    Bato palmas para a cirurgia, sim cesárea não é opção de parto.
    É cirurgia.
    E quando bem indicada, salva!
    Mas, apenas nessa situação.
    E não como vemos atualmente....

    É feito um terror nas mulheres, que sinceramente, estou querendo ver como o Ministério da Saúde vai fazer pra reverter esse quadro pavoroso de cirurgias.
    Como fazer com que as mulheres entendam da potencialidade delas. Da força, da energia que nos faz parir, naturalmente.
    Isso, realmente, eu quero ver...

    Acho, que as pessoas que criticam o parto domiciliar, deveriam se informar melhor.
    Mergulhar dentro, saber como é feito.
    A seriedade dos profissionais envolvidos.
    Muito triste, ler alguém que não teve a vivência de partos domiciliares, dizer que não é viável...

    Minha filha, nasceu com 4.050g, 49 cm e eu não tive nenhum corte.
    Meu pós-parto, foi tão tranquilo qto a minha gestação e meu parto.
    Minha filha, mamou nos primeiros segundos de vida.
    Ela não teve seu cordão cortado abruptamente, foi respeitada sua condição de bebê.
    Nasceu com apgar 9-10.

    Parto domiciliar é opção de parto.
    Opção de parto é normal, em casa, no hospital, em casa de parto, de cócoras, na água

    Opção segura e feliz!

    Pretendo ter mais filhos, e todos da mesma forma.
    E sou muito feliz na minha decisão!

    Ana Claudia, mãe de Cora
  • Ana Sixx
    Health,

    Olá!!
    Há quase 2 anos, tive o momento mais feliz da minha vida.
    Minha filha nasceu em nossa casa, num parto lindo e intenso.

    O parto, pertence a mulher.
    E apenas ela, tem o direito de fazer suas escolhas.
    O parto, é natural.
    Fisiológico.
    Transformador.

    Não acho que devamos aceitar, as intervenções dos médicos, os grandes "salvadores" assim, de olhos fechados.

    Bato palmas para a cirurgia, sim cesárea não é opção de parto.
    É cirurgia.
    E quando bem indicada, salva!
    Mas, apenas nessa situação.
    E não como vemos atualmente....

    É feito um terror nas mulheres, que sinceramente, estou querendo ver como o Ministério da Saúde vai fazer pra reverter esse quadro pavoroso de cirurgias.
    Como fazer com que as mulheres entendam da potencialidade delas. Da força, da energia que nos faz parir, naturalmente.
    Isso, realmente, eu quero ver...

    Acho, que as pessoas que criticam o parto domiciliar, deveriam se informar melhor.
    Mergulhar dentro, saber como é feito.
    A seriedade dos profissionais envolvidos.
    Muito triste, ler alguém que não teve a vivência de partos domiciliares, dizer que não é viável...

    Minha filha, nasceu com 4.050g, 49 cm e eu não tive nenhum corte.
    Meu pós-parto, foi tão tranquilo qto a minha gestação e meu parto.
    Minha filha, mamou nos primeiros segundos de vida.
    Ela não teve seu cordão cortado abruptamente, foi respeitada sua condição de bebê.
    Nasceu com apgar 9-10.

    Parto domiciliar é opção de parto.
    Opção de parto é normal, em casa, no hospital, em casa de parto, de cócoras, na água

    Opção segura e feliz!

    Pretendo ter mais filhos, e todos da mesma forma.
    E sou muito feliz na minha decisão!
  • Simone Cruz
    Dr Health,

    Conheço qual é a opinião do CREMERJ a respeito das casas de parto.
    Eu não sou do Rio, nem sou médica, então não cabe a mim tentar mudar a sua postura ou ainda do conselho do Rio. O que eu continuo afirmando ser preconceituosa é a sua afirmação.
    Todos nós temos cada um sua opinião, e, quando o assunto em pauta é uma questão tão delicada, acredito que deva haver no mínimo respeito, e dizer que é uma CILADA sem ter referências sólidas disso é arriscado. Você conhece a realidade do Rio, eu a de São Paulo, então afirmar categoricamente que "é uma cilada" conhecendo somente um lado é preconceito, concorda? No texto você afirma categoricamente que parto em casa não dá. Aí com o comentário da Cátia e com o meu, você admimite, sim dá, mas só com médico, enfim, são opiniões, que com o debate vão ficando mais claras, ou não. É uma pena o conselho de medicina do seu estado não concordar com a viabilidade das casas de parto, e claro, sem o apoio do governo a situação pode ficar precária pois elas dependem do governo para funcionar bem.
    Quando a sua pergunta sobre quem decai a responsabilidade no caso de "dar merda", eu já havia respondido: É uma opção, e a responsabilidade sobre essa opção é do médico/parteira/pediatra/enfermeira e dos pais da criança. Ou seja, a pessoa que escolhe ter um parto em casa sabe que está tomando para si a responsabilidade. Isso é o que chamamos de escolha responsável. E ter um bebe no hospital só porque terá em quem botar a culpa, ou a quem processar caso dê merda, é uma opção também, oras.

    Acredite, fico muito feliz que você como médico entenda que o parto normal é viável, que as cesárias feitas a torto e a direito são prejudiciais. E agradeço o espaço para lançar a minha opinião.
  • Proz? Vc é o Dr Health...

    Bem, como sou perita neste assunto, posso opinar. Parto em casa não rola! Além da ansiedade natural, que já existe no momento do parto, você estar em casa gera uma ansiedade a mais: "E se der algo errado?".

    Não sou a favor de cesáreas desnecessárias, como foi a minha primeira. Graças à esta, todas as outras tiveram que ser cesáreas.

    Adorei sua coluna ;)

    Carol
  • Eu nasci de cesariana por indicação, mas nasceria de cesariana de qualquer jeito.

    Motivo : Minha mãe é pediatra, assistiu milhares de partos normais e decidiu que não queria isso pra ela não. Não deve ser tão legal assim não...

    Ah, Maldito, quando eu digo lesão de estruturas, quero dizer que não há corte. A lesão da musculatura é por esgarçamento.
  • Seguinte, Maldito : O parto normal assim é chamado pois a criança passa, ainda que de forma sofrida, por uma via existente no corpo, no caso, o colo do utero e a vagina. Não há lesão de estruturas, o que reduz MUITO o risco de uma contaminação bacteriana. O lance da deiscência de períneo é que como o feto passa "alargando" tudo, a musculatura pode sofrer lesão estrutural que no futuro causa enfraquecimento deste, e útero e bexiga podem até se exteriorizar por isso.

    Já na cesariana, apesar de bem mais rápida, vc tem que confeccionar um caminho para retirar a criança. Nessa brincadeira, vc abre uma chamada "porta de entrada" para microorganismos patológicos, a ferida operatória. Além disso, há todo o processo inflamatório envolvido na cirurgia, é necessário um período maior para a recuperação, a ferida dói, pode sangrar, essas coisas.
  • Preconceito nada, é conceito, mais do que sólido, e tem o apoio do Conselho Regional de Medicina de vários estados quiçá, todos. Inclusive o que me motivou a escrever o artigo foi uma reportagem a respeito no Jornal do CREMERJ deste mês, praticamente no mesmo tom que eu usei aqui. Então a entidade que regula o exercício da Medicina no meu estado é preconceituosa ? Essa acusação é grave.

    Simone, Ok, vc conhece neonatologistas que prestam a assistência. Ótimo. Talvez conheça casas de parto sérias. Que não são a totalidade, existem várias sem médicos, sem ambulância, sem aparato adequado. Se não, não haveria motivo para o alarde pelo CREMERJ.

    Mais uma vez : Parto sem médico por perto = Loucura.

    Queria saber quem responde judicialmente quando dá merda numa casa de parto sem médico ?
  • Dr, a minha surpresa foi mais ou menos o seguinte: quando eu li o outro artigo, eu tive a impressão de que parto normal tinha muito mais complicações que cesária... e nesse artigo, tem a frase que diz justamente o contrário...
    Nunca quis contestar a sua opinião ou a da sua mãe na hora que ela escolheu o parto... Desculpe-me, sinceramente, por eu ter me expressado mal.

    Mas, agora eu tenho mais dúvidas... porque tipo, o parto normal tem 20% de chances de dar merda, tem esse lance de perio-alguma-coisa que zoa a posição dos órgãos... e ele ainda é menos complicado que uma cesária, que leva cerca de um terço do tempo? Como assim?
  • Olá Dr. Health!

    Sou frequentadora assídua do PdH, assino o feed inclusive.
    O assunto parto/maternidade muito me interessa e, fico feliz que você entenda que há procedimentos que, quando rotineiros, podem ser desnecessários (tricotomia, episiotomia, enema, e por ai afora) na assistência a partos.
    Mas muito me preocupa o título do post e a sua postura quanto às casas de parto.
    A observação que você colocou, quanto à apresentaçao pelvica, não se aplica às casas de parto, uma vez que, para ser admitida na casa de parto, a gestante deve ser comprovadamente de baixo risco, e a apresentação fetal pelvica já descarta essas mulheres (infelizmente, pois sabemos que, apesar de mais complicado, o parto pelvico é viável sim, desde que quem assiste ao parto tenha segurança e experiência em situações como estas) alem de não poder possuir cesária anterior (que também sabemos ser possível o PN, mas nao entraremos nesse mérito).

    Em caso de necessidade de transferências, sempre há uma ambulância a postos, e as casas de parto sempre estão localizadas proximas a um hospital de referência.

    Ou seja, um parto em uma casa de parto, não é uma loucura como seu texto faz parecer.

    Parto em casa tao pouco é essa coisa romântica, um capricho ou uma loucura, como disse a Cátia, é uma opção. E a assitência ao recém nato pode ser prestada sim. Conheço neonatologistas que acompanham parto domiciliar e que tem todo o aparato e preparo para o atendimento.

    Os dados que você apresentou (10% necessitam de ajuda para respirar, 1% necessitam de procedimentos mais intensivos) são inconclusivos, é preciso saber qual a via de parto, a maturidade fetal, se houve analgesia intraparto.. todos esses fatores podem sim afetar a vitalidade do bebe, e só apresentar o número assim, pode criar um alarme desnecessário.

    Volto a dizer: é uma opção, e a responsabilidade sobre esta deve ser dividida entre o médico/pediatra/parteira/enfermeira e a mulher. Falar que é uma cilada, é no mínimo, preconceito.
  • Catia
    Dr. Health,

    Por favor, não responda por mim!

    Sim, eu teria um parto domiciliar assistido somente por parteira/enfermeira obstétrica, não teria problema algum com isso!
    E no meu caso, como mudei de idéia e optei pelo parto domiciliar na metade da gestação e já estava assistida por um colega muito querido e competente que apoiava nossa mudança de planos, ele (o médico) me acompanhou.
    Mas poderia ter sido por uma parteira/enfermeira sim, claro!

    E outra coisa, a assistência de um parto domiciliar é muito criteriosa, e a transferência para o hospital é realizada antes da evolução desfavorável se caracterizar em urgência. Ou seja, o mecônio intraparto seria motivo de transferência.

    E por último, Dr. Health, parto não é "procedimento" (isso foi inventado pela medicina tecnocrática e intervencionista do século passado). Parto é um evento fisiológico, feito pela mulher! ;-))

    Ok, case closed pra mim também!
  • Catia, não me surpreende seu parto ter sido assistido por médico. Vc faria sem um por perto ???? Tenho certeza que não. E se a criança aspira mecônio sem um pediatra por perto ?? O ponto que eu me atenho é este. Parto é procedimento médico e não de parteiro, se este quiser auxiliar, é bem vindo. Esta é a posição do CREMERJ e sou completamente a favor. Se não houver um médico envolvido, é cilada SIM. Você mesma só confirma o que eu digo, quando optou por um médico obstetra te assistindo.

    Case closed !

    Roberta, não necessariamente.
  • Roberta
    Dr Health... minha mãe teve 3 filhos, e foram 3 cesarianas. Ela não pôde ter parto normal pois não tinha dilatação. Muita gente diz q se minha mãe tinha esse "problema" eu tb terei. É verdade?
  • Catia
    Dr. Health,

    Gostaria de clarear suas idéias a respeito deste assunto, colocado aqui com um título tão errôneo e preconceituoso.

    Parto domiciliar não é uma CILADA e sim uma OPÇÃO!
    Assim como em diversos países.
    Vc sabia que na Holanda 30% dos partos são domiciliares?

    Ao contrário do que vc afirma, os estudos baseados em evidências (MBE) são claros e consistentes ao afirmar que SIM, o parto domiciliar é uma opção tão segura quanto o hospitalar qdo PLANEJADO, em gestações de BAIXO RISCO e atendidos por cuidadores EXPERIENTES, que podem ser tanto parteiras quanto médicos obstetras. E a metanálise desses estudos mostra que não há diferença estatisticamente significante de mortalidade perinatal e materna entre os dois grupos (domiciliar X hospitalar).
    E saiba que pelo Brasil afora existem alguns médicos obstetras, com bastante experiência em partos domiciliares - em São Paulo temos pelo menos 3!
    Se tiver interesse (ou curiosidade) leia:
    Johnson K., Daviss BA. Outcomes of planned home births with certified professional midwifes: large prospective study in North America. BMJ 2005.
    Ah, ainda em tempo, sou médica ginecologista e obstetra, e tive há 7 meses um parto domiciliar absolutamente maravilhoso (assistido por médico – opção minha), 5 anos depois de uma cesariana.
    Ainda poderia falar mais (com evidências científicas), sobre a inutilidade e mutilação das episiotomias rotineiras, sobre os mitos que cercam a integridade perineal/vaginal após o parto normal, etc, mas agora o tempo é curto.
    Espero sinceramente que vc pesquise e reflita sobre tudo isso.
    Abraços
    Catia
  • Mas já que vc pediu, os riscos são os mesmos inerentes a QUALQUER CIRURGIA.

    Choque anafilático pela anestesia, infecção da ferida evoluindo até sepse, hemorragia pós-operatória, e a iteratividade (limitação de filhos pós-cesariana, pois há dano estrutural ao útero quando da extração da criança).

    Se não me engano, são esses.

    Pra quem curte parto normal sem assistência médica, recomendo o site sportingbet.com.br, pois apostar em esporte é muito mais salubre que jogar com vidas humanas.
  • Bianca, a discussão do artigo não é entre cesariana e parto normal, é sobre a falta de assistência médica no parto domiciliar. Se desse um problema, vc não teria para onde correr.
  • Bianca
    Agora fala sobre a cesárea e seus riscos tb.

    Bianca
    Que teve parto domiciliar,após cesárea.
  • Drº dizer que o artigo é excelente é ser redundante, gostei muito da opinião da sua mãe tbm, trazendo outra abordagem para o tema (que não era o principal do post, mas tudo bem).

    Fiz curso técnico de enfermagem e instrumentei durante vários anos da minha vida, alguns deles para uma obstetra que dizia exatamente o que você falou, parto normal não paga as contas, a questão era exatamente essa, porque perder um dia inteiro com um parto se no mesmo período ela poderia realizar 3 ou 4 cesáreas?

    Meu filho nasceu por cesareana somente porque ele estava sentado, nossa primeira opção sempre foi o parto normal, por opção da própria obstetra, fato raro hoje em dia (Thiago se estiver no Rio posso lhe indicar, não só ela mas toda a equipe é realmente maravilhosa, inclusive a pediatra, que acompanha meu filho até hoje), mas nunca jamais em tempo algum me passou pela cabeça fazer isso sem assistência de um médico, em se tratando de vidas humanas 1% de risco é muito, principalmente se essa vida for do meu filho ou da minha mulher!

    Quanto a sensação de fazer um parto posso afirmar que é indescritível, tive a oportunidade, numa situação de emergência é claro, de "fazer" um parto no banco traseiro de um passat rs, foi um sufoco mas a felicidade de ter ajudado e o sentimento de dever cumprido são insuperáveis. Confesso que esse sentimento durante longos anos foi o melhor da minha vida, só superado com o nascimento do meu filho, isso realmente não existem palavras para relatar!
  • Roberta
    oops... corrigindo:

    "Acho que vou adotar duas crianças, quando eu QUISER ter filhos. Ñ dói nada! rsrsrs"
  • Roberta
    Quando eu engravidar e for dar à luz... gostaria que fosse parto normal. Duas primas minhas tiveram parto normal, e disseram q ñ sentiram dor alguma.
    Eu NUNCA levei ponto. Morro de medo da cesárea por causa disso, e por causa do pós operatório tb. Depois de um parto normal, a mulher já está 'pronta pra outra'. Já de uma cesárea ñ.

    Mas tem um problema... acho que tenho tolerância baixa à dor. Quando tenho cólica, eu chego a desmaiar. Tá, as cólicas são fortes. Mas se eu desmaio por causa da cólica... imagine as dores do parto?

    Acho que vou adotar duas crianças, quando eu tiver ter filhos. Ñ dói nada! rsrsrs

    Dr Health, pela milionésima vez, parabéns pelo artigo.
  • Dr Health
    Eu sabia que ela vinha aqui postar... Eu sabia !!! Aos leitores da PdH, apresento minha mãe.

    (Sim, a Papo de Homem é uma revista de família, o post acima é da minha mãe mesmo).

    PS : Porra, mãe, distensão é com "s" !!!
    PS 2 : Sim, é verdade o que ela disse, a incidência de deiscência perineal mais pra frente, em mulheres que fazem parto normal é grande.
  • Carmen Lúcia
    ESTANDO FORMADA A 34 ANOS E FREQUENTANDO SALA DE PARTO HÁ 38 ANOS FARIA TUDO DE NOVO POIS O CORPO É MEU E SOU TOTALMENTE RESPONSÁVEL POR ELE E CONSEQUENTEMENTE PELO SER QUE ESTAVA GERANDO. NUNCA PORIA EM QUALQUER RISCO MEU RECEM-NATO, POR TODOS OS PROBLEMAS E COMPLICAÇÕES QUE JA PRESENCIEI NESSA MINHA JORNADA. O OBSTETRA AINDA TENTOU O PARTO NORMAL MAS AS CONTRAÇÕES PARARAM NOS 3cm DE DILATAÇÃO.FUI PARA O CENTRO CIRÚRGICO E 15 MINUTOS APÓS NASCIA O DR.HEALT, BERRANDO COM APGAR 8 NO 1º MINUTO E APGAR 10 NO 5º MINUTO. NO MESMO DIA ESTAVA ANDANDO E AMAMENTANDO,FUI PARA CASA APÓS 2 DIAS E AOS 17 DIAS PÓS CESÁREA ESTAVA TRABALHANDO MEIO PERÍODO POIS, A GRANA ESTAVA CURTA E O COLEGA QUE BOTEI PARA ME SUBSTITUIR ESTAVA SE OFERECENDO PARA TRABALHAR POR METADE DO QUE EU GANHAVA. É !!!!ISSO ACONTECE EM QUALQUER PROFISSÃO. OS $$$$$$$$ PASSAM POR CIMA DE TUDO SEM DÓ NEM PIEDADE. RESPEITO E ADMIRO QUEM OPTA POR PARTO NORMAL MAS FARIA TUDO COMO FIZ E NÃO ME ARREPENDO POIS NÃO TIVE QUE PASSAR POR UMA CIRURGIA QUE É MUITO PIOR E QUE ACONTECE QUANDO SE FICA MAIS VELHA POIS NO PARTO NORMAL HÁ UMA GRANDE DISTENÇÃO DOS MÚSCULOS PERINEAIS QUE COM A IDADE FICAM MAIS FLÁCIDOS, O ÚTERO E BEXIGA TENDEM A DESCER E VC ACABA TENDO QUE FAZER PERINEOPLASTIA + LEVANTAMENTO DE BEXIGA E ÚTERO, QUE É MUITO MAIS DOLOROSA, INCÔMODA E A RECUPERAÇÃO É MUITO PIOR. COMO SEMPRE DISSE " TÔ FORA "
  • Concordo com o Dr. e com a Liliana: parto somente em ambiente hospitalar. Quando se trata da vida de mãe e filho, qualquer porcentagem é expressiva. Não gostaria de correr o risco, mesmo sendo de 1% a probabilidade de complicações.

    Parabéns pelo texto!
  • Nenhuma novidade, Maldito. O artigo atual é opinião minha. Eu ter nascido de cesárea é opinião da minha mãe. Partindo da premissa que somos dois seres humanos diferentes, não vejo pq a surpresa tua. Aliás, palavras dela : "Rasgar minha xoxota ??? Tô fora !!!" (Sim, Dra Minha Mãe é um ser desbocado). Ela preferiu a cesariana com todos os riscos. Não, os médicos não são proibidos, mas também não são contratados para isso.

    Nati, só pra registrar : Eu adoro esse sorriso da tua foto !!! Sério !!
    Thiago, primeiro parabéns pelo seu herdeiro. Vc captou muito da essência. O mundo é capitalista, e chega um ponto na carreira de um médico que ele prefere priorizar a comodidade. Eu mesmo estou nesse ponto, só procuro cirurgias que não vão me aporrinhar, evitando as emergências e as cracas. Pra isso tem gente mais nova e com mais disposição. Apesar de a cesariana ter mais complicações que o parto normal, justamente pela comodidade e por tais complicações mesmo assim serem em baixas taxas, acaba sendo a opção de muitos obstetras. Nessas 12 horas que ele está esperando um parto normal, pode faturar 3 cesarianas sem muito esforço. Por se tratar de um procedimento eletivo (ou seja, não urgente), o médico tem o direito de encaminhar o paciente a outro colega.

    Sabe um grande paradoxo da Medicina ? Ética não paga imposto de renda. É foda, pq se pagasse, tudo estaria resolvido !!! Vc tenta não sucumbir aos vieses do sistema, mas se não o faz, acaba pobre/trabalhando de graça/frustrado. Amor pela Medicina ? Até acredito. Mas acaba no primeiro processo (ainda que o médico não tenha culpa, complicações acontecem e nem sempre o paciente entende isso) ou aporrinhação, laudo pra INSS e outras encheções de saco. E essas aporrinhações são tantas que o pragmatismo acaba te dominando. É foda, cara. Eu reconheço que era um cara bem mais "coração mole" antes de ser médico. PQP !!! Mas, vida que segue.
  • Eeeeeiiiiiiii, eu sabia que tinha alguma coisa que não batia aí quando eu li...
    Aqui você disse: o parto normal tem bem menos complicações que a cesariana., mas neste outro artigo, você disse "Dr Health, que nasceu de parto cesáreo justamente por sua mãe ser médica e morrer de medo dessas complicações do parto normal.".
    Como assim?
  • Se fosse meu filho, eu não ia querer que ele corresse vinte por cento de chances de morrer... nem de ter seqüelas...

    Pergunta: DR., médicos são proibidos nessas tais casas de parto?
  • Maurício, tô assustado com a sua capacidade telepática! Passei o feriado todo pensando em escrever uma pergunta sobre isso para você! Muito foda...

    Bom, achei seu artigo fantástico. Ainda mais porque descobri que enfim, deixarei meu legado genético para a humanidade! O Thiago Campi II está por vir! Estou brincando, nem dá para saber o sexo ainda.

    Tudo muito bonito, fiquei muito feliz, contente...enfim, me senti uma criança à espera do papai noel às vésperas do natal. Entretanto, bastaram os primeiros contatos com a obstetra para começar a ferver o sangue. Por experiência própria e também de alguns amigos e amigas com quem conversei, fica nítida a posição geral de realizar a cesariana. A ética foi para o vinagre e me parece que vai ser muito difíl arrumar um médico de convênio que esteja empenhado em realizar o parto normal. Minha esposa ouviu coisas do tipo: "a cesariana é um procedimento mais controlado que envolve menos riscos". Maurício, eu não sou médico. Sou engenheiro, e portanto, não sou tão estúpido e não acho difícil concluir que em CONDIÇÕES NORMAIS, considerar uma CIRURGIA um procedimento menos arriscado do que o procedimento natural é conversa para boi dormir, não?

    Fora as duas mil condições para realização do parto normal, tipo: "se o bebê estiver com mais de 3,2Kg, eu não faço". Daqui há pouco, se a lua estiver minguante também não vai dar pra fazer...

    Óbvio que se a conversa continuar dessa maneira, irei em busca de outros médicos, mesmo com todo mundo que eu conheço me dizendo que nenhum vai topar. É isso ou então deixar as calças num médico "particular". Ainda não conheci a fulana, mas em breve terei a oportunidade de encontrá-la e conversar melhor sobre o assunto juntamente com a minha esposa.

    Entendo que numa cesariana, o médico marca a cirurgia para as 11h e termina as 12h, ao passo que num parto normal ele pode "perder" 4, 6, 8, 12 horas...o dia todo. Fora as consultas que ele deixará de realizar. Mas calma lá, né? Viramos uma pedaço de carne pendurado no gancho do açougue? É deprimente...realmente é algo extremamente frio, o que me incomoda muito, afinal, se o médico opera duas dúzias de mulheres por mês, a minha é uma só e deve ser tratada com um mínimo de humanidade. Claro que se exisitir o mínimo risco de se realizar o parto normal, eu serei o primeiro a incentivar a cesariana. Entretanto, logo de cara tentar enfiar a cirurgia guela abaixo, como se fosse "a melhor opção" é de querer dar um murro no olho: primeiro pela falta de ética, segundo por achar que todo mundo é idiota.

    Sei que você é ortopedista, mas já deve ter discutido muuuuuuuuuuito sobre o assunto. Será que é implicância minha ou as coisas estão realmente desse jeito que me parecem?

    Um abraço e mais uma vez parabéns pelo artigo!
  • Concordo.
    Parto só em hospital com UTI de Adultos E de Neonatos.
    Tem muita maternidade por aí que nem UTI decente tem.
    Sou médica, já fiz partos na faculdade e já vi quanta merda pode dar. Por isso posso dizer com tranquilidade: parto só em lugar que tem centro cirúrgico bem equipado e UTI para mãe E filho.
    Nos dias de hoje, correr riscos desnecessários é inaceitável.
  • Nati
    Legal este assunto aqui no papo de homem.
    Porque normalmente os pais só viram PAIS mesmo quando a criança nasce, e a ficha cai..

    Um pai que participa de tudo, desde o inicio e apoia a mãe nas escolhas e decisões com certeza merece muita consideração.

    Parabéns pela iniciativa.

    Quanto ao assunto, acho que o ideal seria as maternidades mesmo. Local onde só ocorrem partos, porém com toda estrutura de um hospital, com UTI e CTI inclusive.

    Grávida não é doente para estar em hospital. Mas como a quantidade de maternidades é reduzida, o hospital fica sendo a melhor escolha mesmo. Antes prevenir que remediar!!!

    =D
  • Já leu o livro "nascer sorrindo" ou "nascer chorando" ? Mudei completamente meu jeito de ver esse fato de parto normal ou parto humanitário... é mto bom esse livro.

    Beijos!
  • Bom, acho que não é tão radical assim. Se alguém prefere fazer o parto em uma casa de parto, DEVE saber do risco, e se prefere correr, é uma escolha. Agora se não souber do risco e ainda sim preferir, é no mínimo, ignorância.
  • Dr Health
    Lourenço, faz-se um corte para facilitar a passagem da criança, e assim que esta passa, é feita uma sutura. A evolução costuma ser favorável, mas aqui mesmo na coluna já respondi uma dúvida sobre complicação de episiotomia
  • Aparelhagem pode evitar muito sufoco. Meu filho ia nascer de parto normal. Já estávamos no hospital e ainda teria pelo menos mais 1 hora até ele nascer. Foi feito um ultrasson para verificar se estav tudo bem mesmo, e ele estava com o braço erguido (do lado da cabeça, tipo superman) o que impossibilitaria um parto normal. Imagina se não tivessem visto isso a tempo? Tentariam um parto normal, e de última hora teriam que mudar os planos. Desse jeito deu para conversar com minha namorada, decidiram por cesárea e foi tudo perfeito.
  • ih Health, relaxa... mais dia menos dia você vê o parto de um filho teu e aposto que vai ser mais inenarrável do que ver o de outra pessoa na faculdade rs...
  • Lourenço
    O corte nas laterais da vagina é reversível?
    Já pensou?!
    Deve ficar uma gaveta. Pelo menos serve para levar vários celulares de uma vez pra prisão.
  • Lourenço
    Tok Stok vende coberta?
  • Melhor é o parto normal, no hospital, com tudo bonitinho e tal e etc. :D
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