A assustadora história de Ryan White
Sim, mais um texto dedicado à AIDS. Que esta história que conto hoje sirva como exemplo do que a ignorância e o preconceito em relação aos portadores do vírus podem fazer com uma pessoa.
Quem foi o garoto Ryan White?
Nascido em 1971 em Kokomo, no estado de Indiana (EUA), Ryan Wayne White teve diagnosticado aos 6 meses de idade uma condição hereditária conhecida como hemofilia A. A hemofilia é uma doença ligada ao cromossomo X que provoca um defeito da coagulação sanguínea, e como resultado, até leves pancadas causam sangramento severo.
A hemofilia é muito mais comum nos homens pois estes possuem um único cromossomo X. Para que ocorra nas mulheres, os dois cromossomos têm que ser “hemofílicos”, pois este gene é recessivo (só se manifesta se não existir um gene dominante).
Para tratamento, os hemofílicos precisam receber transfusões do fator VIII, um dos fatores da coagulação sanguínea, que era retirado do sangue de não hemofílicos, o único tratamento disponível à época (Hoje em dia, existem fatores da coagulação sintéticos).
Entra em cena o vírus.
Voltando à Ryan, este permaneceu saudável por toda sua infância, porém em dezembro de 1984, ficou extremamente doente com pneumonia. Teve que ser submetido a uma cirurgia para retirada parcial de um pulmão, e então foi diagnosticado que tinha AIDS.
Á luz da ciência na época, pouco se sabia sobre a AIDS. Ryan White recebera uma transfusão com sangue contaminado pelo vírus, e devido ao fato deste só ter sido identificado naquele ano, muito do suprimento sanguíneo da época estava contaminado, pois não havia testagem disponível. Estima-se que dos hemofílicos submetidos a transfusões entre 1979 e 1984 nos EUA, 90% tenham sido contaminados.
Os médicos deram 6 meses de vida a ele.

A AIDS não impede que a pessoa leve uma vida normal, na foto, Ryan White com alguns amigos da escola
De volta às aulas? Não.
Surpreendentemente, na primavera de 1985, o estado de saúde de Ryan melhorou muito, e sua mãe solicitou seu retorno à escola. Porém, os diretores escolares disseram que não poderia.
Uma petição formal então foi enviada ao diretor da Western School Corporation (entidade que controlava as escolas da região), solicitando permissão para que Ryan pudesse voltar às aulas, o que foi negado.
Este fato causou uma batalha judicial que duraria 8 meses.
Batalha nos tribunais:
26 de agosto de 1985 – Primeiro dia de aulas, foi permitido a Ryan ouvir as aulas por telefone.
2 de outubro – O superintendente da escola mantém a decisão de proibir a presença do aluno
25 de novembro – O Departamento de Educação de Indiana diz que Ryan deve ser admitido
17 de dezembro – O conselho da escolha decide por unanimidade que deve recorrer
6 de fevereiro de 1986 – Novamente o DE julga a favor de Ryan, após inspeção médica por autoridades do distrito.
21 de fevereiro – Ryan volta à escola. Naquela mesma tarde, uma liminar concedida por um juiz diferente o barra de novo
2 de março – Os “opositores” de Ryan fazem um leilão no ginásio para obter fundos para manter Ryan longe.
10 de abril – O caso de Ryan é julgado em instância superior e o veredicto é a seu favor. Ryan volta às aulas.
18 de julho de 1986 – A Corte de Apelações de Indiana recusa-se a ouvir quaisquer outras apelações.
Mobilização contra Ryan!
A escola onde Ryan estudava sofreu enormes pressões de pais e professores, para baní-lo após sua doença ficar notória. 117 pais (de uma escola com 360 alunos) e 50 professores assinaram uma petição encorajando os diretores a afastá-lo.
Devido à ignorância global sobre a doença na época, o diretor assentiu.
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Mike Huckabee, político norte-americano, defendia a idéia de que todos os soros positivos deveriam ser postos em quarentena.
Em 1983, a Associação Médica Americana divulgava coisas como “evidências sugerem que o contato domiciliar pode transmitir a AIDS”, e a crença que a doença poderia se espalhar assim era comum. No dia 21/2/1986, quando Ryan voltou à escola, 151 dos 360 alunos ficaram em casa. Ryan também trabalhava como entregador de jornais, e muitas das pessoas na sua rota simplesmente cancelaram a assinatura, por medo de se contaminar.
Mesmo com o aval do secretário de saúde do Estado de Indiana, Dr Woodrow Myers, que tinha vasta experiência no tramento de aidéticos em San Francisco, e com um trabalho publicado no New England Journal of Medicine em 86, afirmando que o contato casual não oferecia riscos, pais e professores ignoraram tais recomendações.
Quando finalmente Ryan foi readmitido na escola, um grupo de pais retirou seus filhos de lá, e iniciou uma escola alternativa. Ameaças de violência e processos continuavam.
As pessoas na rua gritavam: “Nós sabemos que você é bicha”.
Até os editores do “Kokomo Tribune”, jornal local que militava pela causa de Ryan foram chamados de homossexuais e ameaçados de morte.
No ano escolar seguinte, Ryan assistiu as aulas normalmente, porém era infeliz e tinha poucos amigos. A direção da escola o obrigava a comer com utensílios descartáveis e a usar banheiros separados. As ameaças seguiam. Quando uma bala foi disparada contra a janela da casa de Ryan, a família decidiu se mudar de Kokomo. Após o término do ano escolar, a família mudou-se para Cícero, em Indiana. Ryan foi matriculado em outro colégio e (bem) recebido pelo novo diretor e por alunos que receberam educação sobre a AIDS.
“Estrelato…”
Apesar de isolado na escola, o caso de Ryan White ganhou notoriedade nacional, disparando uma onda de discussão sobre a doença. Ryan aparecia com freqüência nos jornais e televisão, discutindo seu drama. Participou de vários eventos educativos e para arrecadar fundos para vítimas da AIDS.
Várias celebridades ajudaram e se tornaram amigos dele, como Elton John, Michael Jackson, Ronald Reagan e Kareem Abdul-Jabbar. Pelo resto de sua vida, aparecia frequentemente no talk show de Phil Donahue. Sua atriz preferida, Alyssa Milano, o encontrou um dia e lhe deu um beijo. A casa de sua família em Cícero foi comprada com a ajuda de Elton John, e durante o colegial, White dirigia um Mustang presenteado por Michael Jackson.
Porém, a “fama” o incomodava. Dizia que trocaria tudo aquilo pela liberdade de sua doença.
Em 1988, Ryan discursou perante a Comissão de AIDS, do Presidente Ronald Reagan. Contou sua experiência e enfatizou a educação sobre a AIDS, e a diferença que esta fez no tratamento que recebeu em Cícero.
Em 1989, a emissora de TV ABC levou ao ar o filme “The Ryan White Story”, contando a vida deste. As pessoas em Kokomo tiveram a sensação que a cidade teve um retrato negativo, o que foi confirmado pelo fato do gabinete do prefeito ter sido inundado por queixas vindas de todo o país. E olha que ele nem era o prefeito na época.
Legado e morte
O caso Ryan White fez os Estados Unidos perceberem, junto com outras celebridades que padeceram da doença na época, como Rock Hudson e Freddie Mercury, que a AIDS estava se tornando uma epidemia. Sua morte também inspirou o surgimento de inúmeras entidades para ajuda aos portadores da doença, além do Ryan White Care Act, uma lei americana que propicia fundos para ajudar os portadores mais pobres da doença, mesmo os sem o seguro social.

Michael Jackson compôs a música “Gone Too Soon” em homenagem a Ryan White.
Também foi uma importante mudança de paradigma sobre a doença, pois até a época, a AIDS era uma doença atribuída aos gays. Com o preconceito, a AIDS era simplesmente ignorada, e a história de Ryan fez perceber que não era uma doença só dos gays.
Ryan White e sua família rejeitavam qualquer crítica aos homossexuais. Muitas vezes era taxado de “vitima inocente” da doença, o que negava veementemente, pois isso deixava implícito que os homossexuais eram culpados. E jamais teria vivido tanto tempo sem a ajuda da comunidade gay, pois os gays de Nova York faziam questão que ele soubesse das novidades nos tratamentos antes que estes chegassem a Indiana.
No início de 1990, a saúde de Ryan se deteriorava rapidamente, e em 29 de março, ele foi internado. Morreu em 8 de abril de 1990, aos 18 anos.
Seu funeral atraiu 1500 pessoas, entre elas, as celebridades suas amigas. O presidente Ronald Reagan, que era criticado por nunca mencionar a AIDS em seus discursos, naquele dia prestou um tributo a Ryan, o que foi um grande indicativo de como o caso fez mudar a percepção sobre a doença.
Ryan White foi enterrado em Cícero.
Seu túmulo foi vandalizado por 4 vezes naquele mesmo ano.
—-
Pessoal, mandem perguntas novas sobre saúde para o Dr. Health no email drhealth@papodehomem.com.br , vamos tratar de novos temas por aqui. Acreditamos que a conscientazação sexual de vocês, a essa altura do campeonato, já deve estar completa.
Mauricio Garcia é flamenguista ortodoxo, toca bateria e ama cerveja e mulher (nessa ordem). Nas horas vagas, é médico. Ele é o nosso grande Dr. Health.
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68 comentários ↓
Dr. Health ta encucado com esse assunto de AIDS…
Dr. Health está somente fazendo o que é possível pela parte dele. Não conhecia essa história do White, que foi muito sofrida. Essa fase da AIDS nos anos 80 foi uma fase horrível, em que a ignorância dominava muito mais que hoje. A ignorância ainda existe de fato, mas o que impera hoje em dia é o desleixo que as pessoas tem em fazer sexo sem usar proteção. Ouvi até recentemente que uma mulher que fora infectada pelo vírus através do ex-marido, saía com vários homens e assim transava com eles sem preservativo. Era evangélica e tudo o mais (grandes bosta) e dizia isso para o pastor da igreja: que foi infectada e que ia transar com vários homens sem camisinha mesmo, pq ela queria se vingar.
Há necessidade disto? Acho que não. Não entendo este ímpeto voluptuoso de “comer mais gente possível” e sem o uso de camisinha; “é como chupar bala com papel, não rola”. O que não rola é você ficar imunodeprimido e sem chance de cura. Se já é uma merda ficar imunodeprimido por causa de doenças tipo o câncer – em que o tratamento consiste nisto – imagine lidar com um vírus do gênero. Pessoas, acordem antes que seja tarde demais.
Ou não, a não ser que vocês achem maravilhoso esse método eliminatório da seleção natural, vai entender…
É incrível como as pessoas podem ser tão estúpidas.
otimo post….qualquer tipo de preconceito é a verdadeira doença….
Ótimo texto, Doc.
Apesar de o HIV já ter sido descoberto há mais de 20 anos e a Aids já dar sinais de que virou uma doença crônica, ou seja, que pode ser controlada com medicamentos, pouca coisa mudou em relação ao preconceito sofrido pelos portadores do HIV. A sociedade continua dando provas da sua ignorância e falta de respeito com o próximo quando o assunto é Aids. As reações preconceituosas podem vir da própria família, dos vizinhos, no caminho para o trabalho, em eventos sociais. Essa discriminação é inaceitável e deve ser combatida com firmeza. Em muitos casos, o melhor a fazer é recorrer à justiça. Foi isso que muitos fizeram. Não se deixaram abater com as atitudes sofridas, fizeram valer seus direitos e readquiriram sua dignidade.
Excelente relato.
O que um preconceito ridículo não faz com a vida de uma pessoa. Sorte dele ter tido MUITO apoio e força de vontade!
Abs
Olha só o que a ignorância faz. E olha que esse é só um dentre vários casos que acontecem por aí.
Adorei o texto, mandou bem mesmo!
o maior mal do mundo é, e talvez sempre será, a ignorância…
Mesmo encucado, pode continuar falando, informação nunca é demais.
todos os artigos do PdH são excelentes, e esse sobre Ryan não poderia ser diferente. obrigada por vcs nos informarem, educarem e divertirem. e, no dia do amigo, obrigada por serem nosso super amigo virtual. bj a todos do PdH
Muito bom dr.!
História e curiosidade…
Seria bom depois fazer um consolidado dos principais sintomas iniciais das principais DST’s.
O q acha?
abcs
Acho extremamente importante esse assunto ser abordado, ainda conheço pessoas que se arriscam, ou seja, sabe das formas de contaminação, mas ou esqueçe de usar camisinhas ou não usam por não gostarem…
Muito interessante.
De fato, o ser humano é fraco demais pra dar atenção a uma coisa que ele desconhece. Prefere se afastar e marginalizar os “diferentes” do que se esforçar para integrá-los na sociedade.
Mais ou menos como a seleção natural das espécies, como no reino animal (do qual pertencemos, mas adoramos nos distinguir)onde os “perfeitos” prevalecem…
E ainda nos chamam seres racionais…
bela historia de luta contra os paradgmas sociais, esta é uma doença que ate hoje muita gente ainda tem preconceito contra os contaminados, mesmo com a quantidade de informação existente
Excelente texto Mau.
Pergunta infame: Se fosse um adulto, será que Michael Jackson, viraria amigo dele?
Sinceramente, encucado ou não, acho extremamente uma pessoa preocupada com uma doença tão séria como a AIDS.
Vejo que a nossa geração, apesar de tantas informações, ainda insiste em fazer sexo sem camisinha. Vejo isso com amigos e conhecidos.
Por mim, acho que sempre que possível deveria postar mais matérias e narrar as experiências ouvidas e vistas de pessoas jovens que se infectaram com o vírus nos dias de hoje por uma bobeada de não usar preservativos.
Parabéns pelo post, achei muito interessante e educativo, mostrando como a luta desse menino e sua família contribuiram para uma melhor qualidade de vida aos portadores de HIV, sempre temos que lutar contra qualquer tipo de preconceito e também contra os rótulos aos portadores da doença, parabéns mais uma vez… Adoro o blog e acompanho sempre as postagens…
Gus Fune, na verdade não é o dr health demais encucado, mas as pessoas de forma geral que andam “desencucadas” demais, já que não se tem mais aquele “boom” da aids, de epidemia em massa e tudo mais, penso que as pessoas meio que se esquecem dos riscos, já que todo mundo agora tá mais encucado com a gripe A
Ele foi curado da hemofilia??
Dr. Health ta encucado com esse assunto de AIDS…²
-Mas quem sabe batendo várias vezes na mesma tecla o povo se concientiza do que realmente é a AIDS.
Ignorância científica associada a determinados preconceitos (vítimias de AIDS, por exemplo), devem se extinguir por completo no século XXI. Um dos melhores post do PDH. Uma verdadeira lição de vida para todos nós.
Comovente, faz a gente pensar melhor.
Parabéns Dr.
Muito interessante esta história. As primeiras pessoas que contraíram o vírus sofreram muito mesmo. Porém, acho que este pensamento já foi superado pela sociedade. Outra idéia que logo cairá por terra é de que, uma vez com o vírus, a morte é certa… Hoje não se morre mais de AIDS, desde de que o tratamento seja seguido à risca. E o tratamento no Brasil é de “grátis” (ponto para o Governo).
PS.: Esse pelo menos podia andar com o Michael sem medo…rs
òtimo texto. De todo tipo de conhecimento é feito um “papo de homem”.
Minhas saudações.
Legal… Informação NUNCA é demais!
Boa Doc.
eu não conhecia essa história, muito boa para conscientizar muita gente, o preconceito ainda é uma grande arma na mão de muitos e isso tem que acabar se não nada pode ser mudado.
Abraços
porra, gente ignorante é foda -.-…
Pow, são essas histórias que nos fazem repensar sobre nossos atos..
A ignorância faz história, mas sempre pro lado negativo. Nada pode ser pior.
Apesar de ainda ser uma situação muito comum, me sinto bem quando penso que hoje esse tipo de preconceito pode ser combatido mais facilmente.
nossa ele sofreu muito mais eu acho q Deus deu um lugar muito bom pra ele la no ceu
simplesmente sensacional essa matéria, parabéns ao criador!
Infelizmente vivemos em uma sociedade preconceituosa. Se cada um não tiver a conscientização de como tratar o assunto de forma certa não sairemos desse ponto.
Fez história o muleque. E o Michael Jackson não faltou também hein.
\o/
Muito bom o post, parabéns!
Beijos nossos,
Boa Doc.
Eu tinha lido essa história esses dias, mas acho que tinha mais relação a morte do MJ do que a desse guri ai.
Viveu em 18 anos mais do que muitos em 40 nem imaginariam.
Lembro-me bem desse caso, pois os remedios para o tratamento eram pagos pelo MJ, bem como a internação no hospital particular onde ele veio a falecer. Como sempre, diziam que MJ tinha algo com o garoto, maas como se pode ver, isso não era verdade. MJ ajudava muitas entidades, e entre elas estava a de combate a epidemia da AIDS. Quanto ao tratamento “de gratis” Rafael, PONTO que governo? PONTO PARA O JOSÉ SERRA e o FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, NÃO É? Ou vc acha que foi o Lula que lutou para quebrar 95% das patentes para remedios Anti-HIV??? Informe-se cara.
Muito triste.. =(
Excelente Post.
A história é relamente infeliz, pobre garoto, pelo menos sua história serviu para mostrar a humanidade o quanto a ignorância é tão nociva quanto uma doença com a AIDS. Bom texto.
Ótimo texto.
Concordo com o #12, o assunto DST já passou por aqui? Quanto mais batido ficar o assunto, melhor!
E #20, sendo a hemofilia uma condição genética fica um tanto difícil. É conviver com o problema.
Isso ai nao tem nada haver com ignorância, a ciencia simplismente nao era capaz de dizer se a AIDS era infecto contagiosa ou nao.
Pior é hj em dia que todos tem informacao e mesmo assim descriminao.
clap clap
Show de bola, doutor!
E o que tão circulando no Twitter é: x mil tem gripe suína e querem usar máscara. X milhões tem aids e ninguem quer usar camisinha!
Viva Dr. Health!
Obrigado por compartilhar.
Adann, foi graças a morte do MJ que conheci a história de Ryan White. Havia um link no verbete do MJ na Wikipedia, e curioso, cliquei e trouxe o relato aqui para todos.
Vlad, a hemofilia não tem cura, por ser de herança genética
ótimo texto
realmente muito interessante…
Agora que eu li o paragrafo do editor.
Isso aí, galera, 90% das perguntas que eu recebo são sobre possibilidade de contágio do HIV ou pilula do dia seguinte..
Vamos virar o disco, please!!
a história é realmente forte e não muito diferente de muitos sorospositivos contemporâneos de Ryan. Mas acredito que você poderia melhorar a produção do texto, reportagem, apuração… muito fraco!
Afonso, sou MÉDICO. Não jornalista.
Atende meus pacientes e faz minhas cirurgias que eu produzo uma MEGA ENCICLOPÉDIA sobre Ryan White, beleza?
Ahauahuahauhahuauaahauahua
às vezes acho que o Doc. Pensa que palavras são seus bisturis!!! Afiadas e certeiras!
Aahauahuauhauhuahuahuahuhauhuahuahuau
uhaushusahushaushauh. Rindo pra caraleo aki com o afonso esculachado!
Parabéns Dr. texto excelente e muito interesssante!
TENHO 2 DÚVIDAS!
Nunca achei resposta para elas:
1º) Sou homem, se eu receber sexo oral de uma mulher e ela for aidética posso contrair HIV?
2º) Se EU fizer sexo oral numa aidética posso contrair AIDS?
Meu medo maior é sobre a primeira dúvida. Pois faço sexo oral direto e nunca uso camisinha com elas!
Um mártir da doença.
ate q enfim um texto bom do dr health
Muito bom texto!
na medida certa!
Parabéns por tocar no assunto…. quem sabe com muita exposição as pessoas acabam pensando um pouquinho mais sobre ele!
J, é impressão minha ou vc tem uma relação de amor e ódio com o Doc ?
[...] AIDS, Ryan White e o Bicho-Papão [...]
Malvadão, eu nem comento. Clichê de filme hollywoodiano, a mocinha começa detestando o herói arrogante, mas no final… Ha!
Mas tô fora, minha fã número 1 daqui da PdH é ciumenta e não vai gostar nem um pouco disso (Beijo, Van, te adoro!!)
Estebam
1- Sim. Mas provavelmente é mais fácil vc ganhar na loteria.
2- Sim. E é bem mais fácil que ganhar na loteria
Ótimo texto Dr. também conheci a história do mesmo modo.
O que mostra que esse texto é muito bem vindo para todos.
Parabéns!
não tanto qnto antes, mas ainda hoje há o preconceito contra as pessoas com Aids, eu tenho uma grande amiga que se aposentou pq não aguentou a pressão do ‘colegas’ de trabalho, o distanciamento deles, só pq ela teve a coragem de expor sua nova condição, foi brutalmente discriminada.
o namorado q tmb trabalhava conosco terminou com ela, acusando-a de ser promíscua e blá blá blá, todos ficaram ao lado dele, achando que ele era o ‘traído’ da história, tempos depois ele morreu, e foi descoberto que ele havia transmitido o vírus pra ela e para a esposa dele.
ainda hj as pessoas acreditam q a forma de contágio é pelo contato físico, mais precisamente pelo abraço, não são todos que pensam assim, mas uma minoria que consegue fazer estardalhaço, uma pena.
É preciso reconhecer que esses ‘estúpidos’ e ‘ignorantes’ humanos somos nós mesmos. O melhor a fazer, creio, é lutar para nos esclarecermos o mais rápido possível, tentar corrigir os erros, mas acho infantil condenar as pessoas que de início causaram tanto sofrimento ao rapaz. Vejamos a comoção que a gripe aviária e agora a gripe suína causam em nós. Ok, a gripe suína tem um contágio muito mais fácil que o da AIDS, mas quem sabi no início?
Nós segregamos aquilo que julgamos ser uma ameaça às nossas vidas. Acho que o maior aprendizado que essas situações podem nos trazer é que devemos lembrar que em nós há ese ser medroso e cruel, e que naqueles que ‘ameaçam nossa vida’ há um ser humao, sofrendo, sem culpa pelo mal do qual padece.
Mas, essa é a história. Hoje, de um lugar privilegiado, condenamos os que erraram no passado, pra, ao virarmos a esquina, cometermos erros da mesma natureza.
Dr Health,
Muito obrigada por compartilhar esta história. Eu não a conhecia e me pareceu para sempre atual.
Ao longo dos anos, eu conheci poucas pessoas soropositivas, ou que eu soubesse que eram soropositivas. Uma delas foi uma das primeiras crianças HIV positivas adotadas no Brasil, e o contato com aquela criança e sua família mudou minha vida para sempre, para melhor. Outra foi a Valeria Piassa Polizzi, que escreveu o livro “Depois daquela viagem”, lançado em 1998 pela editora Ática no Brasil (procurei aqui alguma referência ao livro, mas não achei, talvez você já o tenha mencionando).
A Valéria descreve sua história depois de contrair o vírus da Aids aos 16 anos de idade, com seu primeiro namorado. Ela é uma mulher incrível, e a coragem de se expor tão jovem para explicar que é possível contrair Aids com a pessoa com quem se tem a primeira relação sexual é uma coragem que fez muito por mim e acredito que por tantos outros jovens no Brasil (300 mil exemplares vendidos, segundo o Wikipedia). Ela nos fez usar camisinha. No meu caso, foi a primeira pessoa que abracei sabendo que tinha Aids, e não me passou pela cabeça qualquer coisa que não fosse abraçá-la e agradecer.
Um dos problemas do preconceito, do estigma, eu acho, é que eles de alguma forma afastam a doença da gente. Passamos a acreditar que ela não é uma possibilidade real nossa, já que a rotulamos como fazendo parte de um grupo ao qual não pertencemos (dentro dos rótulos imaginários que criamos).
Acho que a Valéria, como o Ryan, nos ensinam que a Aids está aí. Que podemos contraí-la. Que é preciso cuidado. E que essas duas pessoas, fortes, generosas e corajosas, são exemplos para todos nós. Eu gostaria de conviver e aprender com elas em qualquer momento da minha vida.
Valeu de novo por me apresentar o Ryan.
A ignorancia do ser humano me inoja.
A história do Ryan foi muito triste e chocante…
gostaria que tivesse outro fim.
Dr., parabéns pelo texto… mt interessante e bem escrito. Ademais, eu não conhecia essa história e agora poderei pesquisar, caso deseje saber mais. Sim, porque não há como esgotar um tema em uma postagem. Só uma observação: como diríamos popularmente, “não se troque” com aqueles que fazem críticas insignificantes ao seu texto. Uma boa discussão só é válida quando se trocam idéias e argumentos. Confie no que faz!
Passei a ter conhecimento sa triste historia do Ryan depois da morte do Astro Michael jackson.
Estava vendo uns videos do Michael na net quando vi o Ryan.
Muito interressante isto!
[...] A assustadora história de Ryan White » Papo de Homem [...]
LENDO ESSA HISTÓRIA…QUE FRIAMENTE PAREI PARA REFLETIR…(NOVAMENTE.. E NOVAMENTE…E …)
Dr.HEALTH…
POW…TINHA COLADO ESSA AQUI NO POSTO DA PULADA DE CERCA FATAL.. MAS ACHEI QUE ESTE POST SERIA MAIS PERTINENTE…GOSTARIA DE SUA SINCERA OPNIÃO…
…MINHA SITUAÇÃO FOI A SEGUINTE… DEI AQUELA PULADA DE CERCA CLÁSSICA(UMA MULHER MARAVILHOSA!)…POW…ENCAPEI O GAROTO…BLZ…AO TERMINAR A SITUAÇÃO PERCEBEMOS QUE O PRESERVATIVO HAVIA ROMPIDO(ATÉ ENTÃO…EU FIQUEI PREOCUPADO DELA ENGRAVIDAR….AI..AI.. ANTES FOSSE.)…ISSO OCORREU EM 25/08/2009 …EM 16/09/2009 A MULHER ME PROCUROU.. AOS PRANTOS…DESCOBRIU SER SOROPOSITIVA…CARGA VIRAL 660 CÓPIAS…PORRA…ENTREI COLAPSO TOTAL…COM 23 DIAS(OU SEJA EM 17/09/2009) REALIZEI UM ELISA DE 4º GERAÇÃO… NEGATIVO…AOS 38 DIAS(02/10/2009) UM PCR ULTRA SENSÍVEL…NEGATIVO…POSSO FICAR TRANKILO E SEGUIR MINHA VIDA???
AVENTURAS NUNCA MAIS…!!!!!!!!!!!!!!!
A PORRA DA NOSSA CABEÇA PARECE QUE VAI CAIR FORA…QUASE SURTEI…TENHO UMA FILHA DE 2 ANOS!!QUERO VER A MENINA CRESCENDO…
…E QUE EU POSSA UTILIZAR ESSA MINHA EXPERIENCIA PARA NO FUTURO ORIENTAR MINHA FILHA..E OUTRAS PESSOAS…FAZER O MÁXIMO POSSÍVEL PARA QUE HISTÓRIAS TRISTES ASSIM NÃO VOLTEM A SE REPETIR…
…NÃO QUERO… E NEM VOU DAR UMA DE FALSO MORALISTA..SIMPLESMENTE APRENDI A LIÇÃO…FOI…MELHOR FALANDO..ESTÁ SENDO UM SUSTO MUITO GRANDE!!!!
…UMA EXPERIÊNCIA(PÉSSIMA)QUE NÃO PRETENDO(E NÃO VOU) REPETIR NUNCA MAIS….
…MEUS PARABÉNS PELO TRABALHO DE QUALIDADE…DIVERTIDO…E DINÂMICO QUE VCS REALIZAM NA Pdh…
E PARA FINALIZAR DR…SAUDAÇÕES RUBRO-NEGRAS..RUMO AO HEXA!!!!
Obrigada, Dr.Health.
Excelente texto, o preconceito é um mal inrreparável.
É muito triste que depois de tantos esclarecimentos ainda exista pessoas que cultivem a ignorância a ponto de fazer piadinhas rídiculas sobre Michael Jackson, um ser iluminado que a tantas causas ajudou.
Se todos fossem como ele, distribuissem AMOR o preconceito já teria tido fim.
Será que as pessoas ñ percebem q doença mesmo é o preconceito q eles tem com gays lesbicas hemos etc.Será q eh dificil aceitar um homosexual, gente aids eh uma doença sim , mais serio ainda e o preconceito que as pessoas tem contra isso , sou hetero mais se um dia deus me defenda de ter algum aidetico na familia ou eu mesmo ..ñ morrerei e sim lutarei para fikar melhor..eh aceitarei a decisao..agora vamos nos previnir né???? vlw gente…
como o preconceito ainda é grande no mundo, mas esse filme mostrou pro mundo que ainda tem conserto. Excelente filme.
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