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em às | Aventuras e celebrações, Listas
Um homem é um produto de suas experiências. Garanta experiências medíocres ao longo dos anos e não espere momentos épicos — a não ser que você tenha o estranho prazer na frustração. Conheça pessoas e lugares incríveis com a mente aberta e você enxergará o mundo como uma fábrica incessante de oportunidades.
A estabilidade da economia brasileira possibilitou que pudéssemos, além de viajar para prestigiar os melhores do mundo, realizar eventos que não devem nada aos gringos. Tem para todos os gostos. Assim, quem acaba desgostando da escalação do Rock In Rio pode pegar um vôo até Chicago e curtir o Lollapalooza na matriz.
Sendo a escolha nacional ou internacional, um calendário é essencial para poder se preparar. Afinal — os mais experientes devem concordar — quem quer participar de um festival deve pensar em uma logística. Desde a compra dos ingressos, passando por hospedagem, transporte e alimentação.
A Box1824, empresa especializada em pesquisa de tendências para o público jovem, lançou essa semana um calendário de tendências: a Timebox. É um trabalho do caralho, pois organiza a agenda de eventos de quem não quer perder nada. Selecionei os eventos mais legais da área de música, mas na Timebox há para todos os gostos. Inclusive, convido a todos os amigos a comentarem quais eventos mais despertaram seus interesses.
Planeta Terra vem se tornando o festival mais hype do Brasil — fazendo que seus ingressos se esgotem em um piscar de olhos mesmo antes de divulgar o line-up completo. Em 2011 teremos Strokes, Beady Eye (ou Oasis sem Noel), Interpol e Broken Social Scene no palco principal. Mas o festival tem um palco ainda mais indie com apresentações de Toro y Moi, Bombay Bicycle Club, Peter, Bjorn & John e Goldfrapp. Além das atrações capazes de dominar uma legião vestida de xadrez, estar dentro de um parque de diversões possibilita um pouco mais de magia ao festival.
“Esse ano eu to indo ao planeta terra, primeiramente, porque quero muito ver o Strokes. Mas acho a ideia do festival muito legal: trazer bandas que não estão (ou ao menos antes não estavam) no circuito dos grandes festivais e ajudar a fomentar a cultura de consumir shows no Brasil.” Izadora Pimenta.

Strokes no Planeta Terra 2011: 5 de novembro
O Sónar é um grande evento catalão. Se destaca, principalmente, entre os ouvidos que gostam de novas tendências de música eletrônica — esqueça aquele house farofa.
O festival de três dias promove atividades e debate que abraçam outras artes. Contudo, a música é mesmo a sua grande âncora. O Sónar foi responsável por elevar nomes como Caribou, Delorean e Animal Collective. Já tívemos no Brasil respingos do festival em 2004 com o Sónarsound, que trouxe LCD Soundsystem a São Paulo. Ele ele já tem data certa para desembracar de com mais força, ainda sem atrações definidas.
“Ainda é cedo para falar de line-ups para SP. A intenção é que todas as edições, em qualquer país, respondam aos princípios de atualidade, representatividade e qualidade. O festival é um imenso mosaico da cultura musical de nosso tempo com especial dedicação ao talento emergente.” Ricardo Robles.

Sónar São Paulo 2012: 14, 15 e 16 de junho
Outro grande festival internacional que ganha sua versão brasileira, o festival foi criado por Perry Farrell, que queria reinventar o Woodstock. As sete edições que aconteceram no anos 90 foram todas em lugares diferentes. Deixando de ser um evento interante, o Lollapalooza já fincou suas tendas em Chicago (EUA) e Santiago (Chile). Em 2012, ganha sua versão chácara Jockey onde uma multidão de brasileiros espera ver Foo Fighters.
“O lineup é extenso pra caramba e a quantidade de show simultâneo não é brincadeira. O Grant Park é BEM grande, e de um palco num canto até o palco do outro canto devia levar uns 15 a 20 minutos caminhando, sem exageros. Minhas bolhas e calos no pé tão aí pra não me deixar mentir!” Felipe Simões.

Lollapalooza Brasil: 7 e 8 de abril de 2012
Se você é desses que valoriza a experiência de um festival, deve gostar do All Tomorrow’s Parties. Não mais que 1500 pessoas, o ingresso para o festival garante a entrada e vaga em um dos bangalôs do acampamento. A mesma hospedagem das bandas que tocam no evento.
O All Tomorro’ws Parties, geralmente, é curado por algum artista. O próximo, por exemplo, que vai acontecer em dezembro, teve as atrações escolhidas por Jeff Mangum, do Neutral Milk Hotel. Destaques para Panda Bear e Fleet Foxes. Tudo isso numa cidadezinha do interior de Londres.
Umas das coisas que você pode fazer no festival é “perseguir uma das milhares de gaivotas que vivem no local e cantam muito durante a noite e de manhãzinha, uma espécie fofa de “despertador da natureza” logo cedo para o povo que foi dormir na madrugada.” Lúcio Ribeiro (foi ao festival em 2010, quando teve um show do Pavement).

All Tomorrow's Parties: um dos mais disputados festivais do mundo
É o evento ideal para quem gosta de tendências. Talvez o maior deles. Movimentando a pequena Austin, a cidade onde o lema é ser estranho, o SXSW contempla dez dias de mesas dedicadas a apresentações de filmes e debates sobre tecnologia. A parte de músical tem seu protocolo, mas não segue muito bem. Os shows acontecem em vários lugares (com direito a shows surpresas) e você pode cruzar com o som da banda que será a sensação do próximo ano sem nem imaginar. Foi assim com Warpaint, The Drums, Toro y Moi…
“Explicar o SXSW é uma tarefa árdua, pois participar dele é uma experiência diferente de tudo que você já viveu. Se existisse o planeta da música, seria o SXSW, pois música permeia todo o evento. Para quem gosta de analisar comportamento, tendências, trocar figurinhas com as pessoas mais interessantes do planeta, tem que ir no SXSW.” Lalai.

SWSX Festival: de 9 a 18 de março de 2012
O maior do gênero. A sensação causada em todos os anos é que as bandas que você gostaria de ver ao vivo estão tocando ali ao mesmo tempo. Fica difícil montar a agenda e escolher o que você não vai assitir. Uma multidão de fanáticos por música passando três dias em um deserto bem democrático. De Kanye West a Emicida, de Arcade Fire a CSS. Como tradição, temos os fãs que logo começam a fazer cartazes divulgando um line-up falso.
“Fui no Coachella em 2010 e 2011, experiências distintas. A primeira vez foi com a esposa, dormindo no hotel e curtindo os shows juntinhos, compartilhando em tempo real todas as emoções. A segunda vez foi acampando, dormindo no chão e vendo os shows sozinho. Mas em todos os casos eu torrei no sol e pude ver shows incríveis, pois as bandas sabem que ali é uma puta vitrine, e por isso se esforçam ao máximo. Ótimo lugar para se surpreender com bandas novas e ainda ver muita gente bonita.” Ian Black.

Coachella: abril de 2012
Saindo dos festivais famosos, um que me chamou a atenção na agenda da Timebox foi o Airwaves. Este é um festival Islandês que também está muito ligado nas bandas mais quentes da nova geração. Na programação deste ano, além de Bjôrk, tocam aproximadamente 300 bandas, entre elas tUnE-yArDs, SBTRKT, Caged Animals e Active Child.
O prato deve ser maior para quem quer ou gosta de sair do eixo Londres-America. Com tanta banda tocando, a opção da organizações é para shows mais curtos, entre 20 e 40 minutos, bom para descobrir bastante coisa nova.
Não achamos a declaração de nenhum brasileiro que tenha passado por este, mas está aqui um portuguesinho que curtiu a parada:
“Depois de uma estupenda sessão de boa música e renovados pelas bondades com que nos brinda esta terra vulcânica, saímos totalmente relaxados, com a pele estupenda e com vontade de continuar o nosso périplo nocturno no festival Airwaves de Reikiavik. É também um desses momentos nos quais para ti mesmo prometes: “no ano que vem, se Deus quiser, voltarei…”. Frann, um português que gosta de viajar.

A excelente Austra no Airwaves 2011
Interessaram?
32 anos, come, come e dorme bem. Mais dele em seu site www.ianblack.com.br e pelo Twitter @ianblack.
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